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Após testar esta Fiat Strada com câmbio robotizado constatei que a evolução desse sistema de transmissão está tão acelerada que só num dado momento se pode opinar sobre qual dos fabricantes o está fazendo melhor. Só dá para emitir uma opinião de maneira instantânea, tipo: “No momento, dia tal, mês tal, ano tal, o melhor robotizado está sendo tal”, porque amanhã provavelmente aparecerão melhorias no de outra marca e aí o resultado muda.

Por exemplo, há dois anos testei o Fiat Linea com o câmbio Dualogic Plus e, recentemente, o Renault Logan com seu robotizado Easy’R. Achei o do Renault melhor que o do Fiat de dois anos atrás, porém, agora, ao pegar esta picape Strada, imediatamente notei a grande evolução conseguida pela Fiat com seu sistema robotizado e vi que, hoje, ele e o Easy’R estão bem parelhos em termos de suavidade e presteza nas trocas de marcha. Com a vantagem do sistema da Fiat ter a opção de uma programação mais esportiva, a tal tecla S junto à alavanca. O Easy’R não tem essa tecla, mas se pode tocar esportivamente dando toques na alavanca.

 

Robotizado Dualogic passou por boa evolução

Robotizado Dualogic Plus passou por boa evolução

Citei esses casos só para esclarecer o leitor de como está a situação. Impressões, até relativamente recentes que tivemos, já não valem hoje, e isso é ótimo, porque é sinal de que a programação do sistema está tendo sensível melhora. Isso se nota pela velocidade com que o sistema se adapta ao nosso modo de dirigir. Este da Fiat, talvez devido ao motorista anterior ter uma tocada semelhante à minha, já saiu trocando marchas de maneira suave e sem as tais “cabeçadinhas” — sensação desagradável, provocada por uma leve desaceleração anterior ao início do desacoplamento da embreagem (o carro desacelerava, para só então debrear).

 

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Linhas agradáveis onde quer que se olhe

Neste, não, as trocas estão realmente agradáveis, pois ele só diminui a aceleração após iniciar o desacoplamento da embreagem, e assim já está chegando perto do imperceptível. E estão mais rápidas, também. As trocas do sistema da Fiat estão bem próximas do que faria um bom motorista.

Também agradou bastante a funcionalidade do modo “S”. É a primeira que pego que faz as coisas realmente direito. Ao apertar o botão, o pedal do acelerador fica bem mais sensível, com relação mais rápida, dando maior aceleração por curso do pedal, e as trocas de marcha parecem ser feitas mais rapidamente. E ele não fica “excessivamente esportivo”, como alguns outros ficam, só trocando marcha em giro alto demais, mesmo que não estejamos acelerando fundo, um modo esportivo que não sabe ser esportivo, agarrado à marcha com unhas e dentes.

 

A 3a porta ajuda e muito

A 3ª porta ajuda e muito

Este modo “S” da Fiat pode até ser usado em trecho urbano, pois ele troca marcha também em giro baixo, caso estejamos com o pé leve. Gostei tanto de sua programação esportiva que a usei numa solitária, rápida e sinuosa subida de serra, só usando as borboletas para redução de marchas nas aproximações de curvas. Ao comandarmos uma redução, ele levanta corretamente o giro para evitar que a marcha mais provoque tranco. Numa viagem em estrada de pista simples, acionar o botão “S” também vai muito bem, pois o carro fica sensivelmente mais responsivo, as reduções de marcha vêm com maior presteza e menor aceleração, e isso se reflete em maior segurança.

Acelerando a fundo, ele passa para marcha mais alta quando atinge 6.200 rpm, praticamente mil giros acima da rotação de potência máxima. Quando acionado o modo manual — o que se faz ao trazer por mais de 2 segundos a alavanca para a esquerda —, as marchas só são trocadas se comandarmos; e aí o motor atinge o limite de giros, 6.400 rpm, e o corte é sujo, começa a picotar, e ele mantém a marcha, não a muda, e isso é bom.

 

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Boa disposição, bom visual, mas velocímetro e conta-giros poderiam ser um pouco maiores

Parado, pé no freio ou freio de estacionamento puxado, e engatado, ele desacopla a embreagem. Tirando o pé do freio, após 2 segundos ele a acopla e o carro começa a se deslocar lentamente. Bom para manobras, bom para o trânsito engarrafado. Caso uma porta esteja aberta ele fica em neutro e não engata marcha. Caso uma porta se abra ele vai para o neutro. Concluindo, o Dualogic Plus da Fiat, que antes era aceitável, agora é desejável.

 

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Caçamba acomoda 680 litros de carga

Eu já havia testado a Strada Adventure, mas com câmbio manual , e ela voltou a impressionar pelo bom acerto de suspensão. Corretamente equipada com bons pneus para asfalto, Continental Power Contact 205/60R16 — pneus de duplo-propósito só devem ser usados por quem realmente precisa encarar terra, já que no asfalto eles nunca serão tão bons quanto os “normais” —, ela tem um chão tão bom que custa acreditar que uma picapinha com essa tremenda altura do solo (194 mm) seja tão boa de curva. A frente entra rápido, mas sem exageros, e logo ela passa a se apoiar também com a traseira e segue equilibrada, agarrada e segura. É um prazer botá-la para fazer curvas, uma atrás da outra, trocando de apoio quase sem balanços da carroceria. Valente, segura e divertida. Não há o que pedir de melhoria quanto a isso, e só resta elogiar. E apesar de firme, como toda picape deve ser, a suspensão não é áspera. É agradável e nada cansativa. Tem barra estabilizadora só na dianteira. Mostra-se robusta e silenciosa.

 

O motor é parrudo. Dá e sobra.

O motor é parrudo, dá e sobra

Apertando a tecla Locker no painel, bloqueia-se o diferencial, e esse recurso lhe dá bastante eficiência para encarar difíceis lamaçais ou terreno muito desnivelado. Ela é aventureira de verdade, não é só visual.

O motor de 1,8 litro (1.747 cm³), que rende 132 cv a 5.250 rpm e 18,9 m?kgf a 4.500 rpm (álcool), dá e sobra para esta leve picape de 1.258 kg (só 5 kg mais pesada que a de câmbio manual). Segundo a Fiat, ela acelera de 0 aos 100 km/h em 10,3 segundos e atinge máxima de 179 km/h. Na prática do dia a dia, na estrada ela acelera com disposição e pouca bola dá para os aclives; sustenta velocidade praticamente sem que tenhamos que imprimir maior aceleração. Na cidade é ágil. Motor robusto, forte, elástico, e bom em giro alto.

 

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Luz é que não falta

Seu consumo está dentro do esperado para um motor dessa potência e cilindrada: ao redor de 7,5 km/l (álcool) na cidade e 9,3 km/l na estrada a 120 km/h reais. A essa velocidade e em 5ª marcha, o giro está a 3.500 rpm. Poderia ter uma relação final um pouco mais longa, pois o motor é parrudo e sustentaria isso com folga, mas está dentro do adequado. Vale mencionar que com o câmbio robotizado ela obteve comigo o mesmo consumo que com câmbio manual. Os 58 litros de capacidade do tanque lhe dão boa autonomia.

Os mostradores são facilmente lidos. A ergonomia é boa, só faltando que o volante, que tem regulagem de altura e distância, desça um pouco mais. Mesmo na posição mais baixa, continua alto. Dá para se acostumar com ele assim, mas se acostumar não é desejar. Sua assistência é hidráulica e seu peso é adequado.

Uma boa picape. Muito versátil, pois é boa na cidade, boa na estrada, boa para uma tocada esportiva, e boa para encarar as encrencas inerentes da lida no campo. Preço sugerido: R$ 64.530.

AK

Fotos: autor

 

FICHA TÉCNICA STRADA ADVENTURE 1,8 CD
   
MOTOR
Instalação Dianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçote Ferro fundido / alumínio
Configuração / n° de cilindros Em linha / 4
Diâmetro x curso 80,5 x 85,8 mm
Cilindrada 1.747 cm³
Aspiração Atmosférica
Taxa de compressão 11,2:1
Potência máxima 130 cv (G), 132 cv (A); a 5.250 rpm
Torque máximo 18,4 m·kgf (G), 18,9 m·kgf (A); a 4.500 rpm
N° de válvulas por cilindro Quatro
N° de comando de válvulas /localização/acionamento 1 / cabeçote /corrente
Velocidade média do pistão a 5.250 rpm 15 m/s
Formação de mistura Injeção eletrônica no duto
Gerenciamento do motor Magneti Marelli
ALIMENTAÇÃO
Combustível Gasolina e/ou álcool
TRANSMISSÃO
Embreagem Monodisco a seco, comando hidáulico
Câmbio / rodas motrizes Transeixo robotizado / dianteiras
N° de marchas 5 à frente e 1 à ré
Relações de transmissão 1ª 4,273:1; 2ª 2,238:1; 3ª 1,520:1; 4ª1,156:1; 5ª 0,872:1; ré 3,909:1
Relação do diferencial 4,067:1
FREIOS
De serviço Duplo circuito em diagonal, servoassistido
Dianteiros Disco de Ø 284 mm
Traseiros Tambor de Ø 228 mm
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
Traseira Eixo rígido de perfil Omega, mola de lâmina parabólica e amortecedor hidráulico
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica
Voltas entre batentes 2,8
Diâmetro mínimo de curva 11,3 m
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 6Jx16
Pneus 205/60R16H
PESOS
Em ordem de marcha 1.258 kg
Carga útil 650 kg
Peso rebocável sem freio 400 kg
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, picape 3-portas, 4 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 4.471 mm
Largura (sem espelhos) 1.740mm
Altura 1.640 mm
Distância entre eixos 2.753 mm
Bitola dianteira/traseira 1.469 / 1.430
Distância mínima do solo (vazio) 194 mm
CAPACIDADES
Caçamba 680 litros
Tanque de combustível 58
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 10,6 s (G) / 10,3 s (A)
Velocidade máxima 179 km/h (G) / 178 km/h (A)
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (NO TESTE)
Cidade 7,5 km/l (A)
Estrada 9,3 km/l (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª (km/h) 33,7
Rotação em 5ª a 120 km/h 3.560 rpm
Rotação à velocidade máxima em 5ª 5.300 rpm


  • LC

    Experimentei um up! robotizado , foi o primeiro que dirigi , no modo “automático” achei ruim (sem trancos, mas trocas muito lentas, às vezes até se perdia) , no manual menos pior, posso dizer “quase bom” acredito que para substituir um automático de verdade ainda falta muito, essa maciez das trocas nesses câmbios tem um preço desgaste prematuro de embreagem. nos de dupla embreagem o custo de manutenção regular é altíssimo. então prefiro ficar os manuais ou os automáticos. Câmbio: ou faz 100% ou deixa que eu faço !

    • Tenho um automático de verdade. Uns dias atrás dirigi o Up! automatizado. Não minha opinião, muito ruim. Para quem nunca teve um automático, passa. Agora quem já teve, fica difícil acostumar-se.

    • Cadu

      Eu tenho um DSG e no D você não percebe diferença nenhuma para um automático convencional.Aliás, percebe: é mais rápido e mais econômico

      Não existe “manutenção regular” num dupla embreagem
      Você só precisa trocar o óleo do câmbio a cada 3 anos ou 60 mil km. Tem gente que nunca vai fazer isso enquanto estiver com o carro
      Esse diz-que-me-diz-que cria mitos. Manutenção é igual à de um automático.

      • LC

        Existe a troca do kit de embreagens , se o seu é um VW , separa uns 4 mil só de peças. fora ser barulhento em terrenos irregulares

        • Cadu

          E desde quando embreagem é manutenção regular? Estamos falando de um carro premium de 100 mil reais. É claro que a manutenção é mais cara que um popular. O carro tem injeção direta, turbo, câmbio moderno. Claro que toda peça tende a ser mais cara

          • LC

            Aproximadamente 100 mil km se não pegar pesado, durabilidade muito menor que se fosse um automático. antes da primeira manutenção. É um carro premium de R$ 100 mil, apesar de ser um carro excelente, deveria ter um câmbio menos barulhento..já atualizou o software do seu? Precisou do recall?

          • Cadu

            “Guest”, não sei se sabe como funciona um dual clutch, ele não é automático tradicional. Claro que um epicíclico não troca embreagem. Mas também precisa de manutenção, troca de filtro, óleo, junta. E também dá defeito, como toda máquina!

            Portanto, dizer que a troca de embreagem é desvantagem, é como dizer que o manual é ruim pelo mesmo motivo.

            O barulho só acontece durante as mudanças de marchas porque é uma caixa de engates de marchas iguais aos de uma caixa manual, é um ruído típico. Acontece também com o PowerShift do New Fiesta que eu tinha.

            Te devolvo as perguntas: você acha turbo ruim porque a retífica da turbina é cara? Ou injeção direta uma porcaria porque a manutenção é mais cara? Talvez não goste de um carro mais potente porque gasta pneu…

            Me parece crítica do tipo “quem desdenha, quem comprar…”

  • Daniel S. de Araujo

    Minha única duvida que não quer calar: Parece que só a Renault aprendeu a fazer um quadrante de marchas simples para os automatizados monoembreagem? Por que a Fiat e a VW insistem nesse quadrante maluco de marchas? Qual a dificuldade de criar um quadrante R-N-D de um lado e uma canaleta a partir do D para trocas manuais?

    Algum tempo atrás fui fazer o Test Drive de uma Weekend Dualogic e colcoando em modo manual, não consegui voltar para o automatico. Achando tratar-se de uma incompetência minha, desliguei o carro e passei para minha mulher que ao experimentar o carro, incorreu no mesmo erro. Confesso que me achei incompetente ao extremo até descobrir que um parente nosso, ao pegar a Strada Dualogic do filho, andou com o carro em 1º marcha por 5 km por não conseguir tirar do modo manual….

    • RoadV8Runner

      O duro é que os dois canais da alavanca já existem no Dualogic da Fiat, é só uma questão de detalhes. Por exemplo, eu deixaria tudo como está, apenas acrescentaria a posição “D” entre o “N” e “R”. Movendo-se a alavanca para o canal da esquerda, trocas manuais. Para o da direita, modo automático. Assim, em caso de movimento involuntário da alavanca para qualquer um dos lados (esquerdo ou direito), o câmbio manteria, no mínimo, a marcha atual.

      • Daniel S. de Araujo

        É uma idéia simples e funcional!

      • Cadu

        Essa posição com o neutro entre o D e o R não é por acaso ou “gosto”. Vem dos automáticos epicíclicos
        É por segurança! Evita de você mudar acidentalmente para o R ou P enquanto dirige
        Ou mesmo engate R acidentalmente quando deseja ir para frente (por isso o R não fica perto do D)
        Mas obviamente tudo é convencionado, poderia ter sido de outra maneira…

  • Thiago Teixeira

    Já tive a oportunidade de dirigir a Strada ”convencional” e realmente é um carro muito bom de guiar. O que pesa contra ele são os excessos de plásticos pela carroceria. Pesa contra também o elevado índice de roubo desse modelo, que vai pesar na hora do seguro.
    Será difícil desenvolver um mapa de motor/cambio no qual o motor mantenha a rotação igual a do cambio na hora de soltar a marcha e eleve (ou reduza se for freio) a rotação de acordo com a próxima marcha? Uma simples equação com f(x)-x=0; f(x)= rpm do cambio.

  • Luciano Silva

    Qualidades o carro tem, sem dúvidas. mas está entre os mais horrorosos atualmente fabricados no mundo.

  • Roberto Alvarenga

    A Fiat podia ter aproveitado o último “face-lift” do painel para trocar os difusores centrais do ar condicionado de lugar com o rádio.

  • Rogério Ferreira

    Interessante, essa Strada é pesada, bem pesada. 1.250 kg é mais ou menos o peso de Honda Civic, que é um sedã médio, e maior em todas as dimensões. Mas fico com o pé atrás com esses câmbios robotizados. Minha irmã tem um Grand Siena com o Dualogic Plus, ficou na mão, depois que o câmbio apresentou uma falha e não engatava nenhuma marcha. Como não estava mais na garantia, a concessionária queria trocar o robô inteiro, ao preço de 8.000 reais. Então o jeito foi levar de guincho para uma oficina especializada câmbios, que fez o conserto por cerca de 2.500 reais. O carro tinha pouco mais de 30.000 km! Pesquisei na internet, e vi que diversos sistemas de câmbio robotizado estão apresentando panes, que sempre culminam na imobilização do veículo: Os I-Motions da VW e o (pasmem) PowerShift da Ford, andam deixando muita gente à pé.

    • Pesa mais porque é uma picape. Carro de trabalho. Tem que ter reforço na estrutura para aguentar peso. Preste atenção embaixo desse carro, notará que existem estruturas de reforço no chassi que não existem no restante da linha Palio.

      • Domingos

        Pensei o mesmo. Só não sei como fica na parte de impactos, mas em termos de resistência são veículos com uma boa vantagem…

  • Carlos A.

    Se vale uma opinião particular, eu dirigi o Novo Uno Dualogic e me surpreendi positivamente com esse robotizado (Dualogic Plus). Achei bom, já o Up! não gostei, parece que não há modulação em pequenas movimentações do veículo como numa baliza, para um curto e rápido passeio com o carro (teste drive) não tive tempo de me adaptar. Essas foram minhas experiências com esses câmbios.

  • Davi Reis

    Acho que a Fiat poderia realizar mudanças pontuais nessa versão da Strada, de modo a tornar ela mais interessante diante da Saveiro Cross, praticamente a única concorrente. Mesmo tendo a exclusividade das 3 portas e a opção pelo câmbio automatizado, viria a calhar mais itens de série e bloqueio eletrônico de diferencial, sem aumento de preço. Fica difícil falar de preço em um mercado conturbado como o nosso, mas a Strada vai longe demais na tabela, e sem oferecer muito em contrapartida.

  • Renato Mendes Afonso

    AK, já chegou a testar o Locker em alguma situação mais “aventureira”? Vendo sua avaliação, me parece que com pneus adequados até que ela pode tirar “de letra” uma aventura suave, desde que não se espere a capacidade de um Troller, é claro.

    No mais, bom saber que os automáticos “populares” estão evoluindo em sua programação. Ouso chutar que chegará o ano em que seu funcionamento não ficará devendo em nada para muito automático epicíclico que se tem por ai.

    Ótimo post!

  • Mr. Car

    Não posso dar pitaco na questão do câmbio, que nunca dirigi um automatizado, só manual, automático tradicional, e CVT. Então, vou falar de outra coisa: gosto da Strada, mas se fosse para ter uma, jamais seria a Adventure. Acho simplesmente horrorosa esta profusão de adereços plásticos que a Fiat usa na sua linha “fora-de-estrada”. Sou muito mais a Trekking, que embora também os tenha, são mais comedidos na área que cobrem, além de contarem com um desenho mais harmônico, como se pode observar na parte que contorna as caixas de rodas.

    • Roberto Alvarenga

      Concordo, acho meio exagerados esses penduricalhos todos. A Trekking cabine estendida é muito mais atraente.

    • mord4z

      To contigo, acho que com todos esses adornos o coitado do veículo fica muito avacalhado.

    • RoadV8Runner

      Exatamente, o que mata na linha Adventure são esses adereços em profusão na carroceria. Até engulo a maior altura de rodagem, em especial no caso da Strada, que é uma picape, mas esses penduricalhos, não dá…

    • Netto

      Cada um tem um gosto, para mim a Aventure é a mais linda da linha, e os plásticos enfeitam, além de protegerem, quem usa em estradas de chão sabe do que estou falando. O pára-choque dianteiro sem pintar também ajuda, já que não ficará marcado por insetos que batam ali.

    • Leonardo Mendes

      Se não me engano o Bob avaliou uma Strada Trekking há um tempo atrás.

  • Diego s

    Aleluia, AK voltou. Amém!

  • Viajante das orbitais

    Tanto a Strada como a Adventure me atraem bastante.

  • R.

    AK
    Sabe se esse motor já tem as pequenas melhorias (ligeiro aumento de torque em baixa) das unidades que irão equipar o Renegade da Jeep?

    • Davi Reis

      R., se me permite lhe responder essa, o motor 1,8 usado na linha Fiat ainda não recebeu as melhorias. Tanto que o torque máximo ainda aparece a 4.500 rpm, enquanto no Evo, surge a 3.500.rpm.

    • Arnaldo Keller

      R., não são melhorias. São adaptações para seu uso em um veículo mais pesado. Por mim, para a Strada, que fique como está.

  • Lipe.·.

    Seria interessante que a Quadro Rodas testasse um desses “mono embreagem” por 60 mil km.
    Testaram o Golf com dupla embreagem e o câmbio se mostrou impecável.
    Detalhe para a manutenção preventiva: troca-se óleo da caixa DSG com 60 mil km.

    • Lorenzo Frigerio

      Seria interessante saber quanto custa o óleo da DSG. Não me surpreenderia se fosse 300 reais o litro. Esse é o problema do Brasil. Qualquer lubrificante que não seja “carne de vaca” tem que ser importado independentemente, e os tributos são acintosos. Sem contar que você não encontra por aí.
      O óleo ATF+4, usado nos câmbios da Chrysler, custa 500 reais o galão no Mercado Livre. Deve ir no mínimo uns dois galões nesses câmbios. Agora veja quanto custa nos EUA e veja como somos roubados na cara lavada, aqui no Bananistão.

      • Domingos

        Não usam esse padrão em nenhum outro câmbio?

      • GFonseca

        É por essa e por outras que se vê um festival de carros com câmbio AT quebrado por aí. Tem quem não faça manutenção por simplesmente desconhecer que câmbio AT deve trocar óleo, tem quem não faça por causa do preço, vai empurrando com a barriga e depois passa a bomba pra algum incauto.

        Na minha Cherokee acabei indo de Motul Multi ATF, que atende à especificação, mas também não é nada barato. O ATF+4 é simplesmente impraticável.

      • Cadu

        Eu tenho um DSG e posso informar:
        O fluido do câmbio não é caro. Na média de 100 reais o litro (são 6, no total). Lembre que não é um carro popular que utiliza esse tipo de câmbio (Golf e Jetta) e que essa manutenção é feita aos 60 mil km ou 3 anos. Portanto, nada assustador!

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Concordo em relação ao peso, o Duster Dynamique, testado ontem pelo Bob Sharp, com câmbio manual e 4×2 é apenas 18 quilos mais pesado, com porte muito maior.

  • Luis Felipe Carreira

    Lindo ver a evolução desse tipo de câmbio que tem tudo para ser bom e acessível, a Lamborghini, no Aventador, preferiu um monoembreagem a um dupla embreagem por questões de peso, velocidade de troca (50ms) — e quem sabe emoção ao guiar — , etc. e assim desenvolveram um câmbio com hastes independentes inspirados no DSG. Porém no mundo normal se busca apenas um conforto de mudanças e um bom tempo de troca, e isso vem sendo atingido — era o mínimo a se fazer, uma vez que o preço vem se aproximando dos R$4000,00 e a pouco tempo estavam bem longe da calibração ideal, ainda a ser atingida. Agora só mesmo acompanhar a durabilidade dos atuadores, bomba de alta pressão etc. para ver se não ocorrerão problemas precoces. Parabéns pelo texto, bom como de costume.
    PS: será que a VW recalibrou ou recalibrará o terrível imotion do Up?

  • Daniel S. de Araujo

    Concordo Davi. E concordo quando diz que a Strada está indo longe demais na tabela. Esses carros estão chegando a quase R$70 mil! Tanto a Strada quanto a Saveiro CD. É assustador!

    • Davi Reis

      Também a Saveiro, mas pelo menos ela já vem com mais equipamentos do que a Strada, desde um simples som ou volante com regulagem de altura e profundidade, até os auxílios eletrônicos que o carro da Fiat ainda não oferece. Tem quem goste dessas picapes pequenas com cabine dupla, mas desde os tempos das adaptações em cima da Saveiro de primeira geração que acho a solução duvidosa. Fica caro, e de estilo e funcionalidade questionáveis. Mas vende bem e atende um público específico, então… Quanto mais opções, melhor.

  • Roberto

    Grande Arnaldo, estava sentindo falta das suas avaliações. Sem desmerecer os demais editores, considero os seus textos os melhores.
    Agradeço pelo que escreveu sobre o câmbio automatizado da Fiat, muito oportuno!

  • marcus lahoz

    AK realmente o dualogic é muito bom, tenho gostado bastante.

    Bom saber que a strada evoluiu bem e esta bem completa. Eu venho defendendo a um bom tempo cambio automatico(seja o sistema que for) para veículos de empresa, a strada básica deveria ter como opcional, eu compraria com certeza, pois acredito que o automática economizaria muito em manutenção devido ao uso correto do conjunto motor + cambio.

    • Thales Sobral

      Marcus, acredito que o câmbio robotizado facilitaria a vida de quem usa o carro a trabalho (e nem sempre é uma pessoa que tenha gosto por dirigir — qualquer sistema que simplifique a tarefa é uma boa ajuda ao motorista e aos outros), e diminui custos de manutenção. Certa vez peguei um taxista que tinha um Linea Dualogic, ele não gostou do câmbio, mas disse que a embreagem está lá firme e forte há quase 180 mil km.

      • Arnaldo Keller

        Thales, ele não gostou do antigo Dualogic, já que o carro tinha 180 mil km. Como afirmei na matéria, ele melhorou.

        • Antônio do Sul

          Sentimos muito a sua falta, Arnaldo.
          Não estou tão a par dessa evolução quanto você, mas pude notá-la nas duas vezes em que dirigi carros com esse câmbio Dualogic. Na primeira, em 2007, logo após o lançamento do Linea, achei-o péssimo por causa dos trancos. Em 2011, tive a oportunidade de andar em um Punto Dualogic 1,8 E.torQ, e que diferença…Ainda não haviam adotado o creeping, mas as trocas eram muito suaves. Nas reduções, o sistema fazia a aceleração interina.

      • marcus lahoz

        Eu penso assim também. Gosto muito do câmbio manual, mas o futuro é automático. Sendo assim que seja o melhor possível.
        Falando de taxista, peguei um táxi em Porto Alegre e o Corsa Sedã com GNV estava com 390.000 km sem abrir o motor. Se o motorista for cuidadoso, táxi dura demais, motor sempre quente.

    • Domingos

      Isso é uma visão interessante e que acho correta. Acredito que quando esse sistema se tornar realmente prático de usar e confiável, que a Fiat vai lançar carros como o Uno na versão mais básica, porém com esse câmbio.

      Os frotistas agradeceriam em termos de consumo/durabilidade/manutenção. Mesmo entre taxistas, a regra hoje é o carro de serviço ser mal dirigido.

      Ônibus é a mesma coisa. Só que aí a praga é a falta de respeito mesmo, pois quando se trata de um automático melhorzinho o motorista aproveita pra fazer coisas como competição de frenagem com o ônibus cheio – em toda santa parada!

      • Luis Felipe Carreira

        Aqui no Rio, infelizmente, não se usa motor traseiro nem câmbio automático ou robotizado, só nas versões rodoviárias e olhe lá. Por aqui os motoristas usam modo binário para os 3 pedais, embreagem, freio e acelerador, não existe melhor compromisso com suavidade, é triste, além do ar condicionado, que tem o fim de manter uma temperatura agradável (21°-24°), eles programam para 15° e não querem saber, ficam operando a toda todo o tempo e dentro fica horrível, só serve pra gastar mais combustível e quebrar mais rápido, porque 16° não é agradável, absolutamente.

        • Domingos

          Ao menos vocês têm ar-condicionado nos municipais, porém parece mesmo uma constante no nosso país o povo se tratar mal mesmo.

          Os motoristas parecem que fazem de propósito essas coisas.

      • marcus lahoz

        Essa é a idéia. Em Curitiba por algum tempo alguns ônibus eram automáticos (não sei qual o sistema) e pode-se dizer que os motores agüentavam muito mais. Um conhecido meu trabalhava em uma oficina de manutenção de biarticulados e me falou disso.

        • Danniel

          Em Curitiba os bi-artculados e alguns padrons são automáticos, câmbio epicíclico Allison.

    • Luciano Miguel Santos

      Será mesmo que existe maior economia, tenho a impressão de que esse custo é igual ou próximo de um cambio automático, pelo que vejo na internet que esses câmbios robotizados necessitam da troca de óleo em um período bem mais curto que um automático.

  • Lorenzo Frigerio

    É uma aberração esse monte de plástico nos paralamas com aquela indentação para a portinhola do combustível… mas nem para mudar a posição do bocal. Isso é que é insultar a inteligência do brasileiro e ainda safar-se com isso. E olha o preço dessa coisa, 64 mil para um carro de trabalho.
    Lembra a Cidade de São Paulo, cujos habitantes acham que, sendo uma cidade de trabalho, tem que ser feia mesmo, além de cara. Uma cidade que “foi acontecendo”, da mesma forma que a Strada “aconteceu” a partir do Palio.

    • Domingos

      São Paulo já foi bem melhor. Enfim…

      O que não gostei na parte de plásticos nem foram os adereços, pois esses a gente sabe que o público que a compra que gosta e faz questão, mas sim os plásticos brilhosos do interior.

      Noto isso em muitos dos Fiats atuais, com um excesso de formas redondas em peças brilhosas – ao contrário do ótimo exemplo do Palio G3. É realmente desagradável.

  • LC
    Você não ter gostado, não há o que discutir. Mas desgaste prematura da embreagem não existe. Só acontece se ficar segurando o carro na subida pelo motor, fazendo a embreagem patinar severamente, da mesma maneira que se acaba com a embreagem convencional procedendo-se desta maneira. Teoricamente, a embreagem de um câmbio robotizado dura mais que a comum devido à operação ser sempre correta (exceto no uso errado citado).

    • LC

      Já li em alguns fóruns e conversei com alguns mecânicos que principalmente o robotizado da Fiat sofreu uma reprogramação pra evitar os trancos, e o que essa reprogramação fez? Uma queimada a mais de embreagem para uma passagem de marcha mais suave, segurar na marcha em subida, não faço em câmbio nenhum. Experimenta , se não o fez, o robotizado do up!, esse era justamente um carro que estava com engenheiro da VW, que estava sanando o maior índice de reclamações do carro junto as concessionárias (segundo o mesmo me falou ) o câmbio.

    • Caio César

      Bob, a turma reclama porque, na maioria das vezes, nunca dirigiu um robotizado. Eu mesmo não gostava, mais minha esposa possui um Punto com esse Dualogic Plus 2013 e o câmbio é muito bom. A única coisa que faço, nas esquinas de minha pequena cidade, é colocar em “N”, Abraços

    • Daniel S. de Araujo

      Segurar o carro fazendo-o patinar é um veneno tanto no sistema manual quanto nos automáticos epicíclicos: A elevação da temperatura do ATF no conversor acaba “cozinhando” o óleo e acaba perdendo as suas caracteristicas.

  • Jean Delfino

    Na minha opinião esses câmbios ainda tem muito o que melhorar, por enquanto serve somente como desculpa para cobrar mais.
    A funcionalidade deles é ridícula, além da grande possibilidade de apresentarem problemas, a opção manual ainda é a melhor e menos onerosa.

    • Jean Delfino
      Cobram mais porque custam mais, ora…

      • Jean Delfino

        Cobram preço de custo ou conseguem lucro com isso?
        Entende o que quero dizer? É mais uma forma de aumentar lucro também, não vejo esses câmbios como algo realmente inovador, que seja uma opção a altura dos automáticos, muito menos confiáveis, como os manuais que existem no mercado.

        • Jean Delfino
          Primeiro, nada há nada de “pouco confiável” nos câmbios robotizados. Segundo, é inovador porque devido à robotização foi possível incluir a função de trocas automáticas.sem incorrer no custo de um automático epicíclico. Agora, é ou não papel dos fabricantes oferecer itens de comodidade ao consumidor? Acho que é. Por último, o que o leva a pensar que uma empresa não objetive lucro nas suas operações? Acha mesmo que o custo do câmbio robotizado seria meramente repassado, sem lucro? Você deve estar em mundo diferente do meu.

          • Jean Delfino

            Vejo como pouco confiável sim, por trabalhar no ramo automotivo conheço várias pessoas que tiveram os mais diversos problemas, desde cambio que não mudava de marcha até pane geral no câmbio a ponto do carro não se mover. Não escrevi em nenhum momento que as empresas são obrigadas a vender a preço de custo, afinal empresas são criadas para dar lucro, o que eu quis dizer é que o custo-benefício (para mim) não compensa.

          • Antônio do Sul

            Alguns câmbios robotizados podem ter dado dores-de-cabeça aos proprietários, mas em razão de as fábricas não terem conseguido fazer os ajustes corretos, no início, ou por não terem feito a quilometragem necessária nos testes de desenvolvimento. A tecnologia, em si, é muito confiável, tanto que há vários cavalos-mecânicos que tracionam bitrens (ou combinações até maiores) e são equipados com câmbios robotizados monoembreagem. Aliás, os modelos mais potentes só estão saindo de fábrica com este tipo de câmbio. Quer condição mais severa do que tracionar mais ou menos 70 toneladas de PBTC?

          • Renan V.

            Pego diariamente um ônibus circular com câmbio robotizado, no painel há um indicador de marcha engatada. Faz oito meses que estou nesta nova rotina de pegar coletivo e esse mesmo ônibus, mesma placa etc… roda dia e noite sem parar. Pelo jeito, é muito confiável e o motorista não poderia querer outra vida. Vi-dão.

        • Jean, várias vezes já esclarecemos aqui que os robotizados custam menos que os convencionais. São inovadores, sim, e estão melhorando e dando certo, sim. Informe-se melhor, experimente, e enxergue com mais clareza o que está acontecendo.

          • Jean Delfino

            Não iria discorrer sobre um assunto sem ter experimentado, já dirigi carros com câmbio automatizado, não foi só um, tampouco apenas uma marca, e todos me desagradaram. Estou colocando aqui apenas o meu ponto de vista

        • xineis

          Claro, toda empresa oferece adicionais a preço de custo porque elas estão no ramo de filantropia e boas ações…

          Além disso, se não me engano (o Arnaldo ou o Bob devem saber), o tamanho do câmbio robotizado é menor que do epicíclico. Isso já daria uma vantagem enorme para os projetistas e engenheiros.

    • Domingos

      Ninguém venderia a funcionalidade de um automático pelo mesmo preço do manual – e o sistema custa mais também.

      • Jean Delfino

        Eu sei Domingos, empresas foram criadas para dar lucro, o que eu quis dizer foi apenas que (para mim) o custo-benefício não vale a pena.

    • Renan V.

      Temos um Meriva que já tem seis anos de uso, o câmbio é automatizado Easytronic, até agora nunca deu um probleminha.

      • Lucas

        Relatos assim nos fazem falta. Quando algo dá problema, ninguém perde tempo de descer o pau, falar mal. Não que não devesse, mas quando funciona direitinho assim a gente não fica sabendo.

      • Jean Delfino

        Renan V. Quando eu disse que existe uma grande possibilidade de dar problemas é somente que entre as opções disponíveis no mercado é dessa a que eu vejo a maior parte das reclamações, não me lembro a última vez que escutei reclamações a respeito de câmbios automáticos ou manuais. Bacana que o seu funciona perfeitamente!

    • Roberto

      Aqui em casa temos um Fiat 500 Dualogic e até agora está correspondendo as expectativas. Claro, pesquisamos bastante antes de comprar e sabíamos bem das vantagens e desvantagens de carros com este tipo de câmbio. Inclusive testei carros com várias quilometragens, e nenhum com este tipo de câmbio tinha problemas. Sobre a manutenção, o preço depende muito de quem faz. Pelo que eu pesquisei, em oficinas que realmente entendem sobre o câmbio (não de “trocadores de peças”), o custo da manutenção (troca de embreagem e correção de problemas mais típicos) geralmente fica um pouco acima do que se paga por um câmbio manual convencional.
      Inclusive me surpreendi na época da compra, pois achei vários Fiat 500 Dualogic pouco rodados sendo vendidos. Talvez o pessoal se decepcione fácil com o funcionamento do câmbio, pois acho que não se informam direito antes da compra.

  • Eduardo Mrack

    Será que é só para mim que o recorte no plástico da caixa de roda traseira, onde tem a tampa do tanque, inutiliza todo e qualquer atrativo que o carro tenha ou poderia ter ? É inacreditável que um carro assim simplesmente exista.

  • Arnaldo Keller

    Renato, testei, sim, mas não em condições extremas, mas foi o suficiente para sentir a diferença na agarrada. Melhora muito, sim. Com pneus de asfalto dá para encarar muita terra, sim.

  • LC
    Desculpe, mas câmbio robotizado não dá tranco algum. Há muito disse-me-disse por aí.

  • JPaulo10

    Eu também tinha minhas dúvidas quanto à funcionalidade da pequena caçamba, até ver um casal com bebês: a CD é perfeita para acomodar a cadeirinha atrás e transportar na caçamba acessórios (cadeirinhas, banheira, etc. etc.).

    • Davi Reis

      São práticas pra esse uso mesmo, mas os sedãs pequenos também são. Nesse caso, perdem um pouco de espaço no porta-malas (comparando com a caçamba), mas levam muita vantagem no preço.

  • Thiago Teixeira

    Jean, essa automatização é relativamente recente. Realmente, já vi casos de panes eletro-eletrônica em que simplesmente o cambio não engrenava as marchas. Um amigo teve um Meriva, como o do colega ai acima, mas que trouxe um pouco de dor de cabeça (maior com a concessionária).
    A evolução é natural até chegar um momento que não tem mais problemas de vicio. Qual carro atual tem problema de homocinéticas?

    • Jean Delfino

      Realmente Thiago, concordo com você, mas no meu primeiro comentário eu comecei justamente falando que eles ainda tem muito o que melhorar, obviamente tecnologias recentes precisam de ajustes, mas a meu ver ainda não conseguiram corresponder o investimento.

      • OK, Jean. Entendemos a sua opinião e não se fala mais nisso.

  • Carlos Komarcheuski

    Pelo menos arrumaram o fundo do painel de instrumentos com uma cor escura. Antes tinha uma cor clara e uns desenhos que parecia carro de brinquedo. Eu tinha uma Strada Adventure 2009, ainda com motor GM, e o painel de instrumentos com fundo branco, de dia não dava pra ver se o pisca tava ligado ou não, isso me incomodava.

  • Renan V.

    Já tive problemas com cambio manual que escapava a terceira marcha num carro com sessenta mi kilometros rodados.

    • Jean Delfino

      Sim, todos os tipos de câmbios dão problemas, porém em comparação com os “tradicionais”, os relatos de problemas que eu escuto, nos câmbios automatizados são bem maiores.

      • Roberto

        Talvez por ser uma tecnologia bem mais nova que as demais, ajudada algumas vezes pela falta de conhecimento de quem deveria dar manutenção, qualquer defeito pode acabar virando uma “tempestade em copo d’água”,

  • Jean Delfino

    Ninguém aqui falou em filantropia, apenas estou querendo mostrar que, no meu ponto de vista isso só serve como pretexto para render lucros, sem trazer de fato um benefício plausível.

    • Jean Delfino
      Se contar com um câmbio robotizado com função automática não é “benefício plausível”, então não sei mais o que é “benefício” e nem “plausível”.

  • Jean Delfino

    Isso eu concordo plenamente, faz falta mesmo!!! Mas estou aqui para deixar um ponto de vista, e não para causar alvoroço, obviamente uns pensarão da mesma forma que eu, e outros de forma diferente.

  • Leonardo Mendes

    Ainda não tive oportunidade de experimentar um carro dotado desse tipo de transmissão… o mais perto que cheguei foi um Bravo Dualogic mas manobrar no pátio da CCS nem conta.

    E essa Strada cabine dupla com porta “Deichavê” pegou mesmo, hein? Vejo aos borbotões pelas ruas, e todas Adventure… Trekking é muito raro de ver, Working então só em foto e vídeo.
    É o carro ideal pro cara que sempre sonhou com uma pick-up mas não comprava por causa da família… tá aí, problema resolvido.

  • Marcus Dias

    Realmente é um carro bom de curva (antes da minha ultima Strada tinha um Golf e não notei grande diferença na estabilidade ao contornar curvas. O comentário do AK é muito preciso ao informar como um carro com perfil alto tenha tamanha estabilidade) e muito versátil pois pode ser usado em quase qualquer situação sem qualquer tipo de preocupação (inclusive algumas enchentes), tanto que durante todo o tempo de uso eu nunca consegui esbarrar o fundo da minha. Ah, realmente o recurso Locker também é um diferencial, já saí de 3 situações encrencadas que seriam impossíveis sem ele.

    Pra mim a Strata tem somente 2 defeitos, que são:
    – Alto consumo de combustível (no meu modo de condução não conseguia fazer mais que 10,5km/l com gasolina);
    – Os plásticos externos com o tempo começam a desbotar e começa a carecer de muito cuidado para parecerem belos.

  • Paulo Júnior

    Bob ou Arnaldo,
    Muita gente já perguntou isto, e mais uma vez vou entrar, pois já vi muita matéria a respeito, mas sempre confio mais na opinião dos colegas do AUTOentusiastas. Há, de fato, muitas reclamações que vocês conheçam, acerca destes robotizados? Faço esta pergunta pois aconselhei minha mãe, e ela comprou um up! I-Motion (está adorando o carro, e não tenho do que reclamar, apesar de ter dirigido pouco). Fiquei com medo agora de ter colocado ela em uma “fria”.

    Quanto à Strada, gosto desta picape, principalmente para o trabalho pesado, ela é excelente. Versátil, de boa dirigibilidade e conforto.

    • Paulo Júnior
      Toda novidade traz reclamações junto, mas tenha certeza de
      que sua mãe só tem a lhe agradecer pela sua recomendação. Particularmente, chegam-me bem poucas reclamações,
      e creio que o mesmo se dá com o Arnaldo.

      • Paulo Júnior

        Obrigado, Bob.
        Aproveitando a deixa, minha noiva tem um Uno Sporting 1.4, e pensa em comprar outro, mas com câmbio Dualogic. Eu não conheço o Uno com esta caixa, mas se possível fica a dica, caso consigam, fazer um “no uso” com este carro. Muita gente critica o Uno, que apesar de não ter um motor tão moderno quanto o do up! ou Ka, por exemplo, mas é um carro bem robusto e uma boa opção de compra, não acha?

        • Paulo, robustos os outros citados também o são. A robustez, portanto, não deve definir a decisão, mas que é uma boa opção, é, sim.

  • Luis Felipe Carreira

    Troca suave não é sinônimo de patinagem, o conjunto de embreagem, usado corretamente, só se desgasta ao arrancar, numa troca perfeita não há desgaste do conjunto, então quanto mais perfeita for a troca no sentido de rapidez e suavidade melhor. Mas que o up! precisa de recalibração, não há dúvidas.

  • Ivan Rocha

    Gostaria de deixar meu depoimento particular a respeito do uso do câmbio robotizado Dualogic Plus da Fiat. Possuo o Punto 1.8 BlackMotion 2014. Estou um pouco mais de um ano com o mesmo. Vejo muita gente reclamando, vejo muita gente metendo o pau e fico imaginando se são pessoas que tiverem azar ou são pessoas que nem dirigiram veículos com esse câmbio mas gostam de colocar defeito assim mesmo. Eu não tenho reclamação alguma a respeito do câmbio. O meu carro tem aquele seletor DNA para escolhe 3 modos de direção. Geralmente uso o econômico. Mas em todos os modos eu não sinto trancos ou outros defeitos. Deve ser sorte. Gosto também de utilizar as borboletas atrás do volante, antecipando trocas, isso quando não estou com preguiça. Mas no geral o carro não me deu problema algum. De nenhum tipo.

  • marcus lahoz

    Economia no automóvel em geral, com o câmbio automático, o usuário não abusa, não cruza giro e por fim corre menos. Preserva todo o conjunto.

    • Marcus, exatamente! Para muitos maus motoristas ter câmbio robotizado ou automático faz o carro andar mais, gastar menos combustível e preservar mais o conjunto. Fora a comodidade, claro.

  • Paulo Júnior

    Penso da mesma forma, Ivan. Inclusive, antes de dirigir a primeira vez um, que foi um Grand Siena, mudei de opinião, ou melhor, acabei com o que, literalmente pode se chamar de preconceito, ou seja, um conceito antes de conhecer aprofundadamente um assunto, ou emitir opinião sobre algo.
    Muitas pessoas já vão logo dizendo que preferem automático epicíclico ou CVT, ou Dupla Embreagem, mas se esquecem do custo-benefício. Os automatizados “convencionais” (Imotion e Dualogic) são mais baratos, oferecidos, obviamente, em modelos mais acessíveis, mas daí a, como muita gente diz, chamar de um lixo, chega a ser falta de respeito.

  • Daniel S. de Araujo

    Se eu não estou errado, antigamente os primeiros epicicliclos eram P-N-D-2-L-R e sem travas. Ai o motorista saia do D e puxava para trás no 1 e acabava passando e indo para o R, ai estragava tudo. Por isso dessa convenção P-R-N-D-2-L, com as devidas travas no trilho

  • Daniel S. de Araujo

    Isso é verdade…a Saveiro Cross está mais equipada que a Strada, inclusive com freios a disco na traseira!

  • Renato Mendes Afonso

    É a evolução das coisas. Anteriormente o consumidor desdenhava os automáticos epicíclicos devido a pouca eficiência devido patinagem do conversor de torque (menos desempenho, mais consumo). Hoje em dia existem muitos bons epicíclicos que tiram de letra essa deficiência.

    Nunca dirigi nenhum robotizado monoembreagem, porém confio bastante nas avaliações do Ae. E me parece evidente o crescente amadurecimento da tecnologia, e arrisco dizer que atualmente esses câmbios trocam de marcha melhor que muito motorista metido a bom que se tem por ai.

  • Obrigado, Antônio.
    Olhe, como disse no texto, todos estão evoluindo. Não fixe sua opinião sobre um ou outro, pois eles estão sempre melhorando. E isso é bom.

  • RoadV8 Runner, logo a gente se acostuma com qualquer um desses. Sem problemas. Todos funcionam a contento.

  • Lorenzo Frigerio

    Se for como o automático convencional, e precisar trocar junta e filtro e limpar o carterzinho, o gasto salta para mil reais. Ou seja, já deve haver muito DSG com segundo dono que não vai fazer essa troca. Quando empurrar o carro para o terceiro, aos 100 mil km que seja, será tarde.
    Na certa, acontece com os automáticos também.

    • Cadu Viterbo

      No DSG você só troca filtro. Não precisa abrir e trocar junta. O difícil é que precisa monitorar a temperatura do câmbio e precisa do software especifico para isso
      A troca está saindo em torno de 700 a 1.400 reais com mão-de-obra incluída, dependendo do lugar.

    • Cadu

      Não precisa trocar junta. Só o filtro. Você não abre o câmbio. A única ressalva é ter um software específico da VW para monitorar a temperatura do câmbio da hora da troca. E essa troca fica na casa dos 1000-1400 rependendo da mão de obra da oficina.
      Nada fora do normal para ser feito a cada 60 mil km num carro dessa categoria

  • Lorenzo Frigerio

    O preço é quase o mesmo do Chrysler original.

  • Magnum Silva

    Não duvido das qualidades do carro. Mas R$ 64.530,00 não me parece acertado para uma picape derivada de um carro popular. Quer queira, quer não, ela deriva do Palio, feito para ser barato, por mais que tenha opcionais “de luxo” não tem como esconder suas origens.

    Para colocar “no batente” mais valem as versões de entrada.

    Como carro “de passeio” acredito que existam opções melhores até mesmo no categoria dos médios. Pelo mesmo preço ou pouco mais se compra algo bem melhor. Minha opinião.