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ALARME ANTIDEPRESSIVO

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Você anda meio triste, olhando para o chão, fugindo do noticiário político/econômico… deprimido mesmo? Existem várias soluções. Uma delas, a mais tradicional, é deitar no divã de um psicanalista e passar anos olhando para o teto, contando como seus pais preferiam sua irmã, uma gracinha, sem dar atenção para você, que era um pentelho. Demora um tempão, custa uma grana, mas até resolve.

Outra saída, mais rápida, é ir a um psiquiatra e tomar alguns remedinhos que vem numa caixa com uma amedrontadora tarja preta. Funciona mais rápido e tenho vários amigos que estão nessa. Pelo que percebo, os remédios são eficazes e agem rapidamente. Difícil é “carburar” o cidadão, acertar a dose de cada remédio, além de ter a sorte de o médico ter boa mira para o tipo de medicamento para cada caso. Tarja preta nunca vem sozinho: são sempre dois, três ou mais medicamentos anti-alguma-coisa. Aí o cara te fala: vamos experimentar um comprimido deste, mais dois daquele… e por aí vai. E a pessoa fica ou muito alegre, contando piada em velório, ou parada na janela olhando o infinito e achando que urubu é gavião. Parece carburador velho: na oficina dá tudo certo, o motor fica redondinho, marcha-lenta gostosa e tudo legal. Você dá uma volta no quarteirão e já desregula tudo, aparecem estouros pelo escape, a marcha-lenta sobre para 3.000 rpm.

Minha receita é simples: compre um carro velho e restaure o coitado. Salve um cacareco da “manolização”. Você nunca vai saber o que é depressão. Mesmo sem querer, não vai ter tempo para pensar besteiras: seu carro vai ocupar suas preocupações e todo o seu tempo livre. Até mesmo seu tempo não livre. Além disso, você vai ter obrigatoriamente dezenas, centenas de amigos. Mecânicos, tapeceiro, pintor, funileiro, eletricista, vendedores de peças, o pessoal do ferro-velho, a turma do fórum na Net, vizinhos para ajudar a empurrar. Se você for ousado mesmo, vai ter amigos até em outros países, basta comprar um carro importado idoso.

Além disso, existe o óbvio: eles andam. Não é sempre, mas andam. E o dia que seu caco velho estiver de bom humor, bem disposto até para uma viagem, é só alegria. Se ele se mantém na pista da esquerda numa rodovia, sem atrapalhar ninguém, é meio caminho andado para a felicidade.

Meu conselho é de começar por um carrinho nacional, já que importado é pós-graduação ou doutorado em caco velho. No mínimo, um MBA.

Como já sou “prostituta idosa”, estou nos importados e faz um bom tempo. Se você já chegou até aqui e leu toda esta besteira que nem o Tio Freud explica, vamos voltar para o mundo real. Para ilustrar minha teoria antidepressiva e de “como fazer amigos a distância”, conto duas historinhas que aconteceram comigo, por mero acaso com ingleses via eBay. Afinal AUTOentusiastas também é AUTOajuda.

O site americano do eBay, para quem não sabe, é o grande templo dos cacos velhos. Se você precisar de uma peça e não achar no eBay, pode saber que aquele componente precioso simplesmente não existe no mundo. Vai ter de fazer no torno ou na lima, encher de solda ou adaptar na raça.

 

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Volvo 850 T5, quadradão e rápido. Não é o meu, que não tem filme nos vidros

VOLVO NA PRIVADA

Comprei minha “perua” Volvo 850 T5 de um cara que acabou virando amigo.

(NOTA DO REDATOR: Eu sei, seu sei, estou devendo a história completa do Volvão, mas ainda não consegui fotografar o galipão. Galipão é um termo carioca para coisas grandes, furgões, rabecões etc. Assim, vou contando a história do Volvo em prestações).

O ex-dono do Volvo, como de costume, me entregou um monte de coisas. Caco velho nunca vem com o porta-malas vazio. Vêm peças novas e velhas, um monte de notas de serviços mostrando todo o sofrimento (e prazer) que ele passou, acessórios que nunca foram instalados e muito mais.

Entre eles, estava um misterioso controle do alarme, todo embrulhadinho em plástico. Ele olhou para os lados, para certificar que ninguém nos ouvia e disse em tom de confissão intima: “Foi literalmente uma cagada, lamento. Estava no banheiro, sentado tranqüilo atendendo ao chamado da natureza e o alarme caiu dentro da privada”

Depois da besteira, rapidamente ele pescou o controle e fez os primeiros socorros: desmontou, pegou o secador da esposa, usou até a receita japonesa de deixar o alarme dormir no meio do arroz. Nada, o alarme havia falecido. Levou num técnico em eletrônica, que fuçou vários dias e sentenciou: “Deu fezes. Não consegui consertar”.

O ex-dono foi numa concessionária Volvo que, segundo ele, pediu mais de R$ 2 mil, tinha de esperar uns três meses para a peça vir da Suécia e havia mais uma nota preta para programar o bendito controle. Desistiu.

Tirei o controle do plástico e, sem querer, fui cheirar. Meu recente amigo reagiu rápido: “Não tem cheiro não. Eu já tinha dado a descarga e estava vestindo as calças”.

Depois de dar um belo tapa na Tia (a perua Volvo), claro com a ajuda de muitos amigos, fui caçar o tal do controle do alarme. Entram mais amigos, desta vez de um fórum de Volvo na Finlândia (felizmente em inglês, Thank God). Descubro que o controle do alarme do Volvo 1997 é do 1997. Não serve nem do 1996, nem do 1998. Entro no eBay e descubra um, e apenas um, na Inglaterra. Já fiz buscas no eBay e apareceram mais de 20 mil resultados. Desta vez, unzinho e o infeliz do inglês colocou o precioso controle em leilão. Mandei um e-mail, pedindo para o cara colocar preço fixo, que eu compraria. Não topou. O lance inicial era de 20 libras esterlinas e eu mandei 22 libras, deixando até 28 libras como reserva. Ou seja, se alguém ultrapassar seu lance, o eBay vai liberando (até as 28 libras) para você ter maior chance de vencer o leilão.

O leilão correu e um filho de uma vaca caolha levou o alarme por 28,50 libras. Só 50 cents a mais que meu lance. Quase tomei um “tarja preta” de tanto ódio. A raiva durou pouco. Depois de uma meia hora, surge um e-mail do próprio eBay, dizendo que o vencedor tinha desistido da compra e perguntando se eu mantinha meu lance de 28 libras. Claro que sim.

Depois de uns 30/40 dias, o correio me entrega o controle em casa. Dentro, além do alarme, está uma cartinha do vendedor. Dizia que tinha acabado de trocar as baterias, pois as velhas estavam descarregadas. Além disso, me mandou um tutorial de como programar o alarme para a minha Tia Turbo. É um longo ritual no estilo liga e desliga a chave cinco vezes, aperta o alarme, grita Aleluia, Mangalô três vezes e por aí vai. A concessionária cobra uma nota por isso. No final da longa receita, o inglês ainda me deseja Be Happy (Seja feliz). Fiz o ritual, dei três pulinhos extras para pedir a ajuda de São Longuinho, o santo das coisas perdidas (ainda mais numa privada).

Funcionooooou. A Tia Turbo gritou e o alarme estava perfeito.

Gente! Dá para ficar deprê com um final feliz destes?

 

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Daihatsu Cuore, um Key-car japonês. Peças novas vem da Inglaterra

PEGUE O TROCO, POR FAVOR

Segunda historinha, para provar que existe gente boa e honesta no mundo. E isto combate a tristeza e depressão.

Meu mecânico Renato, que comprou meu primeiro Daihatsu Cuore, precisa de uma válvula termostática. A do carrinho dele pifou e o motorzinho três cilindros (850 cm³) está trabalhando abaixo da temperatura recomendada. No Brasil, só usada e mesmo assim, cara. A válvula é igual a do meu Subaru Vivio e resolvo comprar duas, para deixar uma de reserva para o Vivio.

 

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Subaru Vivio, outro key-car, tem algumas peças em comum com o Cuore

De novo, eBay, que me redireciona para a Inglaterra. Os ingleses adoram caco velho estranho. Achei a válvula por apenas 4 libras cada (cerca de US$ 6). O transporte para o Brasil ficava mais caro que a peça (variando de 10 a 30 libras cada, encomenda normal ou expressa). Mando um e-mail para o vendedor, para saber se não dava para mandar as duas termostáticas com o frete de apenas uma.

Resposta vem rápida: “Fui ao Correio e o peso das duas excede o limite. Eles queriam 20 libras, mas negociei e fizeram 16 libras. Se quiser, compre e não pague o frete. Peça para o vendedor mandar o preço”.

Entrei no site, comprei as duas e não achei a opção do vendedor mandar o valor do frete. O jeito foi pagar o frete mais baixo de 10 libras cada, 20 no total. Paciência, 4 libras (uns R$ 20) não me levam a falência.

 

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Válvula termostática controla a temperatura de funcionamento do motor

Duas horas depois chega um e-mail do PayPal de que havia um crédito na minha conta (uso o PayPal para não colocar dados do cartão de crédito online. O PayPal paga o vendedor e debita no meu cartão de crédito). O inglês havia me enviado 4 libras de troco.

Agradeci o vendedor, que me responde que trato é trato e pergunta o diâmetro da válvula, para ele não enviar peça errada.

Com 44 mm de diâmetro, as valvulinhas estão a caminho do Brasil pela pomposa Royal Mail inglesa. E ganhei mais um amigo, desta vez numa cidadezinha do Reino Unido, que promete procurar qualquer peça para o Cuore ou Vivio, caso ele não tenha em estoque.

Para os mais matemáticos: QED (Quod Erat Demonstrandun) ou CQD (Como Queríamos Demonstrar). Dá para ficar infeliz se divertindo com cacos velhos, ganhando de brinde o relacionamento com pessoas legais pelo mundo todo?

MAIS UMA NOTA DO REDATOR CHATO: Um dia destes, o Bob ganhou uma carona na Tia Volvo. Parece que gostou, falou até palavrão quando o turbo entrou e os cinco cilindros do Volvão aceleraram para valer.

 

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A Tia Volvo Turbo não é lenda urbana. Existe e qualquer hora reaparece aqui

JS



  • Acyr Junior

    Josias, até um texto fantástico desses cura depressão …
    Boa Páscoa aos amigos do Ae.
    PS: tô rindo até agora com a “prostituta idosa” !!!

  • Delícia de texto para ler após o almoço num plantão de 12 horas. Muito obrigado Josias.
    Gosto muito dos carros da Volvo, quem sabe um dia estaciono um na garagem.
    Sempre tive carros usados, mas foram pegos bem cuidados e só tiver que manter assim, mesmo assim renderam um bom aprendizado. Há pouco menos de dois anos parti para um importando, também em excelente estado. Até aqui só alegrias e várias amizades e um choro ou outro na hora de pagar a oficina, rs
    Também estou com um problema relativo ao alarme, que deixou de funcionar após uma infiltração na caixa de fusíveis, como estou preparando o carro um encontro nacional e a fiação dele foi violada, vou partir para a solução mais simples que é instalar um aftermarket de boa qualidade. Mais para frente, corro atrás de reativar o original.
    Sobre o ebay, nunca comprei nada por lá. Mas vivo fuçando por lá, e é incrível como a chave mais bela da Alfa Romeo simplesmente não existe para venda.

  • BlueGopher

    Realmente é um prazer imenso encontrar gente honesta, reforça nossa crença na possibilidade de sobrevivência da humanidade…
    Também já tive diversas experiências deste tipo com vendedores do e-Bay, e felizmente nunca tive o desprazer de cruzar com alguém desonesto.

    Agora, nada a ver com carros, mas merece ser citada a grande prova de honestidade que aconteceu na semana passada, com um amigo meu, aqui numa cidade do interior de Santa Catarina.

    Ele contratou um pedreiro, gente muito, muito simples, descendente de índios, para rebocar um muro nos fundos da sua casa.
    Como de costume na região, acertou que o valor da mão de obra do serviço seria pago por m², que o pedreiro calculou em R$ 400,00.

    Trabalho bem feito, serviço pago, tudo certo.

    No dia seguinte o pedreiro voltou e devolveu R$ 50,00 para meu espantado amigo.
    Pedindo muitas desculpas, disse que tinha refeito as contas em casa, de noite, e visto que o muro era menor do que havia calculado inicialmente.

    Que belo exemplo para certas cabeças “coroadas” que abundam por aí!

    • Domingos

      Geralmente o pedreiro é discriminado apenas na nossa cultura, pois internacionalmente é um tipo de pessoa trabalhadora, respeitável e muito bem paga.

      Aqui que a gente tem essa mania materialista de, por um lado, achar o pedreiro um cara zoado, e por outro do pessoal do “que coitadinho” que não vê que é uma profissão especializada e bem paga e que meramente merece respeito mais do que um “ai meu deus, dê um diploma via cotas para esse coitado”.

      O problema é que tem uns que honram a esculhambação mesmo. Devem calcular por hectares quadrados no lugar de metros quadrados, atrasam serviço, você manda fazer de um jeito e quando vê o cara fez de outro e some…

      • Cristiano Reis

        Eu trabalho com uns pedreiros federais aqui, viu, mas tem muito cabra ruim no mundo.

  • Marcelo R.

    Poxa! Só de ver a foto da pequena parte da traseira da T5 eu já entrei aqui achando que, finalmente, ia conhecer toda a história dela. Fiquei triste… kkkk

    Valeu o aperitivo, Josias! Me fez lembrar da minha ex-Parati e das coisas semelhantes que aconteceram.

    Um abraço!

  • Programador Maldito

    Eu moro em Londres. Se precisar de um endereço para quando o povo é chato e somente envia para Inglaterra, é só dar um toque.

    • Obrigado Programador. Se precisar, vou usar teu endereço. Mas, de modo geral, os ingleses topam mandar para o Brasil, mesmo quando isso não está especificado no anúncio.

  • Alisson Vechi

    Esse do controle de alarme me lembrou quando estava procurando a chave com controle infravermelho para meu Fiesta CLX. No Brasil cerca de 1000 reais, comprei o controle usado com a chave virgem por 20 libras. Bom que lá no UK tinha essa peça em Escort, Mondeo, Fiesta até Transit

  • Mr. Car

    Josias, como sou chegado num humor corrosivo, quando falou em “saída rápida” para a depressão, pensei logo naquele trezoitão que muita gente tem em casa, pois um dia pode precisar. O dia chegou, então, he, he, he! Agora, sério: não sei o que vai ficar mais caro, o psicanalista por anos e anos, ou a restauração do carro velho, mas com certeza a restauração será mais divertida e prazerosa, embora temperada com umas pitadas de acessos de raiva durante o processo. Como gosto muito de antigomobilismo, embora não tenha um antigo, (quero ter), invejo profundamente as facilidades que existem no exterior para quem se dedica a restaurar seu “cacareco”. Aqui, mesmo começando por um nacional, as coisas não serão tão fáceis, ainda mais se o escolhido for o carrinho que eu mais gostaria, um singelo Dodge Polara. Por isto, também penso em algo que facilite mais as coisas, como um dos primeiros Uno, um VW Fusca, ou mesmo algo mais recente que use a mecânica AP ou GM Família II. A verdade é que gosto de qualquer carro antigo, e entre eles, sou muito fã dos nacionais. Mas antes, vou ver se consigo realizar outro desejo: o plano que tenho de voltar a morar no interior de São Paulo, em uma casa com uma garagem só minha, onde possa desmontar, montar, limpar, lavar, encerar, enfim, mexer com o antiguinho sem o vai e vem de pessoas e outros carros, como ocorre na garagem coletiva de um prédio de apartamentos como o que moro hoje em dia. Um saco!

    • Caramba Mr Car, concordo com tudo. Fuçar em garage de prédio é um saco. Todo mundo olhando torto, ter de fazer gato para acender uma luz ou alimentar a politriz…. O melhor é casa ou o galpão de um amigo. Correto começar por um AP ou GM dos anos 1980 ou 1990, afinal tem mais de 20 anos e são colecionáveis. Além de fáceis de mexer e achar peças.

      • RoadV8Runner

        Só fuja dos Opala, pois o pessoal cobrando uma nota por peças de lataria… Se for 6 cilindros, aí algumas peças de mecânica também valem peso de ouro. Com paciência e muita calma, dá para encontrar peças novas a preço decente, inclusive originais GM. E adivinha qual carro da GM fui escolher para me aventurar?!

    • Domingos

      Já me acostumei tanto a ter que mexer em garagem de prédio mesmo, afinal nunca morei em casa, que nem ligo mais.

      No começo os vizinhos acham que você é mecânico, vem reclamação do síndico, você fica com vergonha etc. Depois você passa a tarde toda lá e ninguém nem liga.

      Mas é melhor mesmo ter sua própria garagem.

    • Cristiano Reis

      Mr. Car,

      Também tenho plano mas só para daqui uns 10 a 15 anos, depois que meu filho terminar os estudos, fazer um pé de meia e conseguir reformar a casa para que caibam dois carros ou mais na garagem.

  • Eduardo Palandi

    Josias,

    excelente texto, e engraçadíssimo. apesar de usuário das outras técnicas que você descreveu no início, mês passado resolvi salvar uma tralha e comprei um Volvo Amazon cupê, 1967, que estava escondido na grande SP. chegou aqui em Brasília há dez dias e vai me levar uns anos, mas vou botar esse carro para andar e voltar a ser a belezinha nórdica que um dia foi.

    Saudações suecas!

    • Eduardo.
      Boa escolha seu sueco, um ótimo doutorado seu Volvo Amazon. Um belo carro, além de raro. Você tem diversão por um bom tempo. Saudações nórdicas

  • claudio fischgold

    Não é por ser idosa que vai dizer que a memória está falhando. Estou esperando o Sorvete de Graxa 2 e, como sou paciente, pode deixar outras histórias para o 3. Para completar, se estás depressivo, leia as histórias do Josias que teu bom humor volta num instante.
    Abraços.

    • Claudio.
      Trabalho para caramba e sempre estou em dívida. Devo a Volvo aqui no Ae, preciso começar o Sorvete de Graxa 2… Vamos por partes.

  • Mr. Car

    Que seja boa para você e todos os Ae e familiares também.
    Abraço.

  • francisco greche junior

    Belas histórias, realmente impressiona ver a decência que encontramos nesses países, parece que valorizam o bom relacionamento e não tirar vantagem do outro.

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    Texto sensacional como sempre!
    Josias, queremos o Sorvete de Graxa 2!
    Precisamos!
    Necessitamos!

  • Rafael D’amico D’amico

    Excelente e entusiasta mensagem . Me encorajou a seguir com o meu besouro que tanto me encanta. Abraços.

  • Wando Rbo

    Belíssimo texto. Bateu saudades da antiga revista Oficina Mecânica, rs. A depressão passa bem longe de mim, já que meu único carro é de 1992, rs. Mas eu adoraria ter um E30 cupê para restaurar. Um dia, quem sabe… Bom, estou vivendo temporariamente em Roma e vivo babando com os carros daqui: BMW anos 70 e 80, Porsche 911, 914, Alfa Romeo e sempre vejo peruas Volvo, inclusive algumas dos anos 70. Vendo e babando disso todos os dias, acho uma pena (ou uma bela de uma safadeza) que a taxa de importação de antigos seja absurdamente alta. Não faltariam opções para manter a depressão bem longe dos autoentusiastas, caso fosse mais em conta. Bom, espero que algum dia eu consiga encontrar um E30 carente de um bom dono. (Ah, e um M12 Megatron cairia como uma luva nele). 😀

  • Matheus_Ulisses_P

    Excelente texto! Simplesmente fico alucinado por qualquer perua Volvo, ainda se for das antigas e turbo!

  • Carlos A.

    Josias, adoro seus textos, como alguém já comentou, lembram sempre a saudosa revista O.M.
    Sempre gostei de carros e de fazer as manutenções e reparos pessoalmente, aproveito o bom espaço na garagem para isso. Quando tinha tempo, usava o hobby também para ganhar uns trocos instalando acessórios em carros de amigos.
    Com uma ‘brincadeira’ saudável como essa (carros) não dá pra ficar deprimido. Mesmo assim tem alguns que me ‘olham torto’ achando que isso não é diversão e sim loucura…. devem ser alguns deprimidos de carteirinha e que se esqueceram de tomar um tarja preta rsrsrsrs.

  • A melhor frase foi “salvar da manolização”. Afinal como esses caras conseguem comprar o carro do tiozinho ou da velhinha antes de nós? Será um pacto com o diabo aonde é preciso sacrificar carros antigos intocados? Já consegui salvar um Passat TS 78 e uma Caravan 80; mas a quantidade de carros bacanas que eu vejo mutilados na mão desses caras é de chorar. Parabéns pelo ótimo texto, tenho isso como terapia e esto bem longe dos tarja preta… Abraços!

    • RoadV8Runner

      Cara, acho incrível como hoje em dia é quase impossível encontrar um Opala ou Caravan sem os indefectíveis pneus Cooper Cobra ou então as mega-rodas aro 17 para cima…

    • vstrabello .

      Nem me fale! Eu vejo cada máquina em mãos erradas! E da-lhe suspensão rebaixada com adesivo “fixa!” na borda dos para-lamas, rodas totalmente destoantes com o carro e aftermarkets “zica”…

  • REAL POWER

    Belo texto para um domingo de Páscoa ficar ainda melhor. Estes dias me deparei com uma perua Volvo parada. Fui correndo ver se era manual. Mas não era. Então já nem tive mais vontade. Sabe me dizer se estas peruas foram comercializadas com câmbio manual? Mesmo as de motor aspirado? Abraços.

    • Real,
      Apenas as Volvo aspiradas vinham com opção de câmbio manual. E, mesmo assim, poucas. As Turbo são todas automáticas, com caixa Aisin. Abs

    • Eduardo Palandi

      Real Power, vieram algumas 850 com câmbio manual para o Brasil, mas são a minoria. as V40 da primeira geração vieram em maior número com câmbio manual. lá fora elas não são tão raras.

    • Domingos

      Tinha e já vi uma ao vivo, porém é a absurdamente rara 850R. O resto é, como o Josias falou, só da aspirada e bem rara também.

  • Renato Mendes Afonso

    Penso em um dia ter uma SW grande, mas no lugar de carros atuais como o A6 Avant ou Série 5 Touring (que são um bocado caros e “eletrônicos” demais) ou um Volvo que nem o seu (que é um bocado raro), eu ficaria plenamente satisfeito com um Chevrolet Suprema. Mesmo com motor 4-cilindros, me parece um carro extraordinário, principalmente em rodovias.

    Para fechar o sonho, um swap para o 2.5 de injeção direta da S10 com o câmbio de 6 marchas da mesma ficaria perfeito. Possível? não faço nem ideia, mas não custa nada sonhar. heheheh

    • Ilbirs

      Você faria praticamente parte do que deveria ter sido feito à época com a linha Omega, que era o de adaptar à plataforma V ao máximo a componentes nacionais similares, ainda mais que plataformas de tração traseira dão mais margem a componentes genéricos que as de tração dianteira. Exemplo simples de burrada master da GMB: usar a transmissão manual Opel de cinco marchas, sendo que a Clark mais ou menos na mesma época lançou uma transmissão de mesmo número de marchas e ré igualmente sincronizada.

      Vantagens da transmissão das pick-ups? Maior limite de torque, algo que não penalizaria o 4.1 como penalizou quando o mesmo foi acoplado à tal transmissão alemã, bem como produção nacional, ficando mais imune a variações cambiais.

      • Renato Mendes Afonso

        Apesar de ser um projeto supostamente antiquado na época, me parece que o 4.1 tinha muito mais potência do que a GM soube aproveitar, não à toa donos de Omega conseguiam mais de 20 cv tranqúilamente só aumentando taxa de compressão (subdimensionada originalmente em 8.5:1, por sinal). Me parece que a GM, com aquela ideia de “revitalizar” o motor pela Lotus, teve uma ótima oportunidade de fazer do Omega um verdadeiro “Absoluto” e o que ela parece ter feito foi nada mais que atender antigos donos de Opala, que reclamavam do torque em baixo giro do motor alemão. E só.

        • Ilbirs

          A família de motores modulares da Chevrolet (aqui compreendendo os motores que conhecemos principalmente na linha Opala, que arquitetonicamente variavam no número de cilindros mas tinham um monte de peças em comum) é daquelas coisas que pode ter sido pouco explorada no exterior por terem sido ofuscados pelo V8 smallblock, mas lembram um pouco o que víamos no motor VW a ar: algo que originalmente é pouco forte para sua capacidade, mas que pega potência bem fácil com pouco esforço.
          Por jamais termos tido o smallblock por aqui, tivemos de nos virar com o 4.1 mesmo e nessa, surpreender os americanos quando se fala que por aqui tirar 300 cv dessa unidade não é nenhum grande sacrifício. Se formos ver a unidade de quatro cilindros, também temos surpresas interessantes, como aquele kit de virabrequim com mais curso que eleva a cilindrada para 3 l e deixa o motor menor mais potente que um 4.1 carburado.

          Ainda falando especificamente do 4.1 em sua versão injetada e usada no Omega, esse foi especialmente penalizado pela transmissão manual da Opel e seu baixo limite de torque, o que novamente nos faz pensar em quantas mais possibilidades haveria se a transmissão usada fosse a Clark de cinco marchas com ré sincronizada, que equipou a versão injetada da C-20 e a Silverado. Lembremos daquela particularidade de o 4.1i automático ser mais veloz que o manual justamente pelo fato de a Hydramatic que usava ter limite de torque mais elevado.
          Usasse o Omega a tal Clark de ré sincronizada, no máximo com o comando da alavanca externalizado tal qual ocorria no Opala, que sempre usou transmissões compartilhadas com as A/C-10 e A/C-20 da vida, daria para continuar tendo uma única transmissão para as unidades de quatro e seis cilindros (o que não ocorria com o Opala, cuja única transmissão compartilhada era a de três marchas da Braseixos) e a vantagem de um limite de torque superior. Não haveria impeditivo de adaptar à caixa um esquema de trava de ré por anel como a da transmissão da Opel, até porque estamos falando de comando externo. Aliás, o esquema dessas duas transmissões era igual, tendo ré em canal independente e abaixo da quinta marcha. Sendo transmissão genérica, haveria a vantagem de na própria prateleira da Clark (posteriormente Eaton) existirem muitas relações possíveis, podendo ficar as mais curtas com as versões com Família II e as mais longas com o 4.1, além das economias de escala possíveis e imagináveis pelo compartilhamento com muitos modelos de um mesmo fabricante e outros.

          O problema do Omega A foi mesmo o fato de o projeto ter sido feito em 18 meses para substituir um malogro da GMB em propor uma plataforma que serviria para um sedã local e uma minivan mundial, o que abriu a porteira para o reaproveitamento do ferramental que estava saindo de linha na Europa, que em 1993 lançava o Omega B. Também podermos pôr na conta os problemas gerados a um fabricante quando mantém um determinado modelo por muito tempo em linha, algo que também acometeu a Kombi, conforme pudemos ver recentemente com a descontinuação do modelo T2c. É problema que não vemos nos japoneses e sua postura de sempre mudar um modelo mundial em todos os países em que é produzido sem haver muita defasagem entre a primeira e a última implantação em linha de montagem.

          • Renato Mendes Afonso

            Essa da preparação do 151 eu já tinha visto em algum site, se não me engano até com comparativos. E agora entendi também o por que Omegas preparados devoram suas transmissões. O resto, desconhecia praticamente tudo, até o desempenho melhor com o Hydramatic.

            É de se perguntar por que a GMB não tentou utilizar a Clark, já que era praticamente “da casa”e optou pela Opel.

          • Ilbirs

            Talvez isso tenha entrado na pressa que a GMB teve para implantar o Omega A em apenas 18 meses, o que inclusive penalizou a própria GMB a longo prazo, uma vez que se ela tivesse partido direto para o B, com certeza teria mais tempo de vida do produto, mesmo que fosse para segurar o Opala por um pouco mais de tempo. Aliás, o Omega B inclusive teria por seu estilo mais chance de ser chamado de Opala, como se pode ver abaixo:

            http://farm4.static.flickr.com/3751/9403026893_a885ed0587_o.jpg

            http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b3/Opel_Omega_B.JPG

            Observe-se que em ambos há uma coluna C grossa, bem como se olharmos o resto das linhas havia mais continuidade estilística entre nosso derivado do Rekord C e o Omega B do que entre ele e o Omega A, que era continuidade estilística do Rekord E e suas linhas mais angulosas.
            Em relação ao não-uso do Clark, o mistério fica ainda maior se considerarmos que em competições houve quem simplesmente transplantasse direto o conjunto de um Opala para o cofre do Omega (endurance, por exemplo) sem maiores problemas. A título de curiosidade, achei esta foto confrontando a transmissão de cinco marchas dos últimos Opalas de seis cilindros com a Eaton 2405 usada na Stock Car:

            http://images.orkut.com/orkut/photos/PgAAAImWFi72RVkTAUHcWpXBpvSzZcDoxOs7wtAQzXrwJSVTGZXvKALdG7ut4048VzH1-2tjEiODexwEK_EyrjaPKSoAm1T1UIosjrI34XvFvDpu6BoXtmt62hAK.jpg

            Observe-se que a 2405 (carcaça prateada) tinha comando externo, significando que o fornecedor também pensava em usos que necessitassem de uma alavanca mais para trás do que onde ficaria se fosse usado, por exemplo, em uma pick-up (o 2405 de Stock é da mesma família da transmissão usada na S10). Logo, mais mistério mesmo e perguntas de por que raios quiseram usar uma transmissão Opel que suportava bem a força dos Família II e CIH, mas sofria com o 4.1.

          • Renato Mendes Afonso

            Por mais que eu tenha adoração pelo desenho do Omega/Suprema A, me faz sentido prolongar mais ainda a vida do Opala para logo após, entrar com um produto plenamente atualizado e com um tempo de vida iniciado do zero.

            Só confesso que e, particularmente, tenho um pouco de dificuldades em enxergar um Opala no Omega B, com exceção da coluna C que você citou. Posso estar enganado, mas apesar de fazer mais sentido tecnicamente, me parece que em termos de design ocorreria uma especie de “descontinuidade”, uma vez que o Omega A, pelo menos, um desenho mais retangular. Posso estar errado, mas talvez as linhas mais suavizadas do Omega B tivessem maiores chances de causar estranheza, uma vez que os últimos Opalas tem um design característico da década de 80.

            O lance da transmissão é realmente uma pena, só quem estava lá para saber os motivos da decisão da GM.

  • Só me avisar que eu fotografo e aproveitamos para fazer um vídeo!!!!
    Abraço!

    • RoadV8Runner

      Boa, gostei da idéia!

    • Paulo Keller.
      Vamos combinar, pois ainda tem o Chevette para fazer vídeo. Deixa aparecer um tempinho livre que a gente se fala. Abs

  • Lucas CRF

    Muito bom, Josias. Tenho também dois velhinhos queridos aqui. Um astra 95 e um escort 98. Com criatividade e paciência dá para mantê-los sim.
    Porém, nem tudo são flores no comércio eletrônico. Como o uso do Astra é quase que restrito à pista, encomendei- e paguei- um kit de camber plates dum féla polonês. Chegou aí? Porque aqui…
    Ó o bicho aí embaixo (foto do digus.com.br)

    • Lucas,
      Pode parecer preconceituoso, mas tem países que eu prefiro não comprar peças. A fama não ajuda e existe enrolador no mundo todo. Felizmente levei poucos canos e, mesmo assim, em peças pequenas e de valor bem baixo.

  • Eurico Junior

    Para quem tem um importado, o eBay é realmente a salvação da lavoura. Já comprei várias presilhas plásticas para o meu Subaru Impreza, que custariam uma fortuna no Brasil. Lá, 20 peças por US$ 5, com frete incluso (!!!). Claro que são “genéricas”, mas funcionam do mesmo jeito.

  • Eurico Junior

    Essa é a famosa chave tipo “Tibbe”. Também foi utilizada em Jaguar e Aston Martin.

  • José Ferreira Júnior

    Delicioso texto para encerrar um excelente domingo. Há algum tempo troquei um carro com 7 meses de uso por um usado com 10 anos, e adivinhem? Estou mais feliz com ele! Não é um importado, é um Civic, mas como foi vendido no mundo todo, adoro garimpar peças no ebay também.

    Me diverti com a história do controle remoto e também com a questão da válvula termostática. Certa vez, comprei um coxim para o Focus da minha mãe pelo ebay, fiquei impressionado com o tratamento que me foi dispensado. A peça, com impostos, ficou por 1/3 do preço pedido pela concessionária e – pasmem – chegou mais cedo do que a previsão da autorizada Ford local.
    Me despeço desejando uma feliz páscoa a todos os leitores e editores que fazem do Ae o site automotivo mais agradável do país. Toda vez que tenho a oportunidade de ler um texto como esses me sinto um privilegiado.
    Vida longa aos nossos velhinhos!

  • Cristiano “Kiko” Molinari

    Belas histórias 😀

  • Antonio Filho

    Estou de olho num Audi S2/S4 e/ou Avant, qualquer L-5 turbo. Todos que vejo estão muito castigados, mas…Se bem que, também estou vendo Chevette SL/E mais novo possível, só que esse não será nada original e sim para rua mais a lá pista mas com cara de normal.

    Já restaurei: Karmann-Ghia TC 1975, Fusca 1200 1959 alemão e 1.6 1978, uma Caravan 1979 L-4, um opala SS6 1977, uma CG 1972, uma CB 450 SR e estou ajudando um colega num Camaro Z28 350 1972 manual. Melhor terapia ocupacional do Universo e além !!!!!

  • RoadV8Runner

    Impossível concordar mais com o texto! Já conheci um punhado de caras legais no garimpo de peças. No meu caso, não foi para evitar depressão que acabei adotando um carro para reformar. Na verdade, quem me achou foi o carro… Deve ter sentido o cheiro de ferrugem no meu sangue e se bandeou para cá.
    A poprósito, gostei do adesivo na tampa traseira do Volvo 850 T5.

  • Cristiano Reis

    Pena que manter um velhinho é um “tarja preta” bem carinho, e ainda tem que aguentar a patroa em casa, depois de tanto ouvir ela reclamar vendi o Ka! 🙁

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Vendi meu Ka pela incompetência dos “mexânicos”, a coisa não é só tarja preta, é toda preta manter um usado. Prabéns ao JS, um dos últimos moicanos.

  • vstrabello .

    Eu curto a linha 850 da Volvo. São uns dos “quadradôes” mais charmosos que já vi. Perto da casa da minha sogra tem um, 850T, sedã, se não me engano e está inteiro.

  • gpalms

    Ebay, Pelican Parts, ECS Tunning, Turner Motorsport, Foruns… Horas e horas de garimpo, idéias e desejos!
    Por isso que não tem graça ter gato; bom é cachorro que dá um baita trabalho e precisa de atenção.
    Para carro é igual…

  • Leonardo Mendes

    Passei mal de rir com o segundo parágrafo… “carburador velho” foi demais.
    E me veio a lembrança do Charade que você salvou… vira e mexe eu comento e indico esse texto para amigos meus.

    Tem um antigo nem tão antigo assim aqui no serviço… é um 206 1.0 2003/2003, está pra vender há quase um ano mas todo mundo corre quando vê os 89.000 km no odômetro.
    O carro em si não está de todo ruim mas carece daquele cuidado extra supimpa que só a gente sabe dar… vontade de comprá-lo só pra dar esse cuidado no menino.

  • Adilson Nicoletti

    Olá, Josias. Sou seu vizinho de Itapetininga. Ótimo texto. Ri a valer, porque você descreveu a minha situação. Pra investir na construção de uma clinica médica, vendi alguns antigos e fiquei temporariamente sem dinheiro para meus projetos com antigos. Parei tudo. A pessoa que trabalhava para mim ficou sem serviço. Ficou carro desmontado, carro pra desmontar, tudo parado. Resultado? Fui parar no psiquiatra. E tome fluoxetina, venlafaxina, cloridrato de trazodona. Ainda estou fazendo terapia. Mas já comecei devagarzinho de novo e estou melhorando… rs…

    • Nicoletti.
      Claro que o post não foi baseado na sua experiência pessoal, mesmo porque a gente só se conhece aqui pelo Ae. Mas, tive como base a vida de vários amigos e conhecidos, sendo tudo muito semelhante. Legal que vc gostou.

  • Fórmula Finesse

    Já eu acho que se o cabra não entender bem de mecânica, trâmites de importação, e não possuir paciência e placidez de monge Tibetano, vai acabar é arranjando mais motivos para alimentar a deprê…rsrsrsrsr. Tudo questão de temperamento.Todavia, a dica é válida!. Pessoalmente, eu me atiro no esporte predileto até as nuvens escuras começarem a dissipar.

  • Roberto Neves

    É muito bom começar o dia lendo textos bem escritos e maravilhosamente bem humorados como este! Gratíssimo!

  • Adilson Nicoletti

    Estou sempre restaurando alguma coisa, há sempre um “projeto” em andamento. Isso mantém a sanidade. E as histórias engraçadas e curiosas vão se acumulando. Daria para escrever um livro. Como das vez que tive que garimpar peças de acabamento para a réplica de Jaguar XK-120 pela Internet. Vieram da Inglaterra, originais. E custaram menos que as peças nacionais similares. Houve também o episódio das rodas raiadas do E-Type, usadas, que foram da Inglaterra para os EUA e depois vieram pra cá. De um jogo de rodas CROMODORA do Fiat 124 Spider com pneus que comprei de um particular numa cidadezinha na Itália. De cara, tive que pedir para tirar os pneus para diminuir o custo do transporte. Perdi os pneus e ainda paguei para desmontá-los. Além disso, o vendedor não enviava para o Brasil. Tive que enviar para um amigo na Italia e ele me enviou para o Brasil. Mas o rapaz que me vendeu as rodas acabou ficando amigo e, mais pra frente, me vendeu e enviou peças menores. Recentemente precisei de uma tensor de correia dentada do Fiat Sport Coupé 1975. É um motor bacana, “Lampredi Twin”, 1.8 e parece aquele que depois equipou o Tempra. Mas a correia e o tensor são diferentes, sem similar no Brasil. Pesquisando, descobri que o tensor é o mesmo da Ferrari 328. Grande descoberta!!! Tive que comprar peça de Ferrari para colocar num Fiat ! E por aí vai…

    • Domingos

      É quente que esses Ferraris mais velhos, até o 355, têm peças com um preço muito bom?

  • Mingo

    Putz! Uma das coisas que eu mais gosto na minha patroa é ela nunca ficar dando pitacos nas minhas manias. Em troca, faço o mesmo com as dela.
    Mas se a mulher for muito chata mesmo, o negócio é ficar com o carro e mandar ela pedalar. Está difícil achar um bom carro hoje em dia…

    • Cristiano Reis

      Não é isso, a patroa até que é compreensiva, o problema é que eu trabalho viajando e ela ficava andando no Ka, que já estava com problema no ar-condicionado, direção, vidro dianteiro quebrado, dentre outros, como eu não tinha tempo pra reparar tudo e ela tinha que conviver com os defeitos, achei melhor vender e comprar um novo. Mas ela já está ciente que daqui uns anos estou com outra tranqueira como segundo carro só para cuidar!

  • Gpalms.
    Boa comparação, gostei, carro velho é bem mais para cachorro do que para gato.

  • RoadV8Runner.
    O adesivo também apareceu numa das caçadas noturnas no eBay. Achei legal “empurrada por cinco vikings malucos”. É bem isso…

  • Antonio,
    Essa é a parte mais divertida e trabalhosa: achar um carro que mereça a grana que vai ser investida. Tem muito cacareco que, infelizmente, não tem jeito. Vai parar em ferro-velho em pouco tempo. E isto é só o começo da diversão. Boa sorte na procura.

    • Antonio Filho

      Pois é, pessoal faz muita besteira nos coitados, quer ter um carro desses nem dinheiro tem para a gasolina, dai é quase certo que vai ter um ap ali no Audi, e a tração quattro só Deus sabe onde foi parar…pior de tudo é querer vender por 25 mil…

      Mas vou encontrá-lo, ah, vou sim!!

    • Ilbirs

      Os carros mais velhos acabam dando a opção de serem transformados em hot rods justamente porque a dificuldade em retornar a um estado original é senha para que se transforme esse carro em algo extraordinário.

  • Lucas dos Santos

    Tirei o controle do plástico e, sem querer, fui cheirar. Meu recente amigo reagiu rápido: “Não tem cheiro não. Eu já tinha dado a descarga e estava vestindo as calças”.

    Ri alto dessa parte do texto! Com as textos do Josias não há mau-humor que resista!

  • Fernando

    Delicioso texto como sempre, Josias! A pitada de humor também muda o astral! hehehe

  • KzR

    Mais um impagável conto do Tio Josias. Estou quase ficando maluco porque não consigo iniciar uma terapia dessas logo. Mas quando iniciar, tchau deprê e mente cabisbaixa!
    Belo adesivo. Combina bem com o caráter da Tia.

  • Luciano Gonzalez

    Deus não dá asa a cobras, porque se desse… eu ia montar cada ratoeira! rs Tinha muita vontade de montar uma Santana Quantum GLS de primeira geração, com teto e interior monocromático.. e para tocar a sinfonia, um belo 5-cil 2,5 oriundo dos Jetta com um escape de inox… sonho…

    • Domingos

      Que nem os Santana Quattro? Apoio a idéia, isso aí não é ratoeira não, é coisa fina!

    • Domingos

      Estava pensando aqui: aquele vermelho metálico que não chegava a ser um bordô, que saiu em algumas Quantuns e Santanas, com teto solar de vidro escurecido e interior monocromático em bege. Mais esse motor do Jetta e seria fantástico.

  • Enrico G. de Freitas

    Me identifiquei muito com o texto, hahaha!

    Esse ano comprei um Fiat Tempra, ano 96. Foi loucura, eu queria um Escort MK3, mas não achava um para comprar na minha cidade, após mais de um ano procurando. Estava cansado, desiludido por não encontrar um “para-lama para lixar”, quando me surgiu esse Tempra, abandonado nos fundos de um lava jato. Interior faltando alguns acabamentos, pintura queimada do sol, funilaria 90%, mas com o 2.0 16V impecável, só com a marcha lenta um pouco oscilante. De repente me tornei um “Fieteiro”! Comprei o carro por um preço até bacana, fui todo feliz para o Detran transferir o carro, mas não consegui. No entusiasmo, nem observei como estava o número do chassi. E como fui descobrir mais tarde, ele sofria de um problema que quase todo Fiat dessa época sofre: Infiltração no assoalho, corroendo o número do chassi. Fiquei triste, desiludido, mas aí o ex-dono dele me fez um desconto, praticamente pagando a remarcação do chassi. Trouxe o carro para casa, desmontei todo o interior dele, para ver o que causava o problema da infiltração no assoalho, e descobri vários podres no assolho. Como eu entendo de mecânica, elétrica e um pouco, quase nada, de funilaria, resolvi fazer tudo eu mesmo! No tempo que me sobra, lá estou eu curando os dodóis do Temprão. Aqui em casa já tem até aposta rolando, pra ver se eu consigo fazer o carro voltar a andar, ou não. Minha namorada sofre porque nos fins de semana, eu quero ficar mais com o Tempra que com ela. Comprei um monte de peças para ele, ainda tenho que comprar mais peças, estou querendo muito fazer ele andar de novo até o mês que vem, não sei se consigo, mas continuarei tentando com um sorriso no rosto!

  • Ilbirs

    Aqui seria a possibilidade de continuar um nome de sucesso. Um Omega B poderia ter sido lançado como “novo Opala” como forma de dar continuidade a um nome de sucesso, para o que colaborava o desenho da escola do biodesign, que por uma coincidência quebrava as linhas retas e sisudas do Omega A em vez de continuá-las e involuntariamente apresentava algumas semelhanças com o Opala, aqui entendendo-se por ausência de janelinha depois da porta traseira e as linhas típicas de biodesign apresentarem uma fluidez que orna mais com a típica fluidez do Opala do que com as tais linhas duronas do Omega A. Se olharmos a traseira, também há o fato de as lanternas do Omega B serem horizontalmente orientadas como as dos Opalas, ao contrário das verticais do Omega A. Logo, talvez houvesse essa chance e sequer um nome de sucesso iria se perder como foi perdido.
    Também teria sido mais chance de se concentrar mais no veículo e nessa talvez dotá-lo da mesma Clark de ré sincronizada da C20, solucionando o problema de limite de torque e talvez já vindo com o 4.1 de cara, uma vez que o cofre era basicamente o mesmo do Omega A. Como sabemos, o B teve uma unidade de seis cilindros em linha na versão a diesel, unidade essa comprada da BMW. Logo, sendo uma geração evolutiva em relação à anterior, como era o costume dos projetos da Opel à época (vide Vectra A usando a plataforma J com mudanças que depois se acentuaram na geração B e Astra A basicamente sendo um Kadett E com outra casca), todas as capacidades da plataforma V estavam lá presentes.

    Além da involuntária continuidade estilística se compararmos ao Opala, o Omega B também estava em dia com as tendências de estilo da época, uma vez que biodesign era coisa corriqueira em diversos fabricantes. Teria também por aqui o mesmo impacto de modernidade que teve na Europa e que obrigou BMW e Mercedes a adiantarem os projetos dos sucessores de E34 e W124, respectivamente, com a diferença de que aqui seria um impacto magnificado pelo preço menor em comparação aos importados de mesmo grau de avanço.
    Enfim, por vezes penso que a perda de espaço da GMB em um mercado no qual reinava foi muito mais por tensões internas do que agentes externos. Não duvido que um Omega B seguraria bem melhor o rojão do que o A, ainda mais se pensarmos no tanto de tempo que a plataforma V durou no mundo após sua descontinuação na Europa.

    Compare-se a implantação do Omega A em vez do B com o grau de cuidado que o mesmo fabricante teve com o Corsa, em que trouxeram o modelo B com pouca defasagem em relação ao lançamento na Europa, mas usaram vários exemplares do A como mulas de teste, gerando até mesmo dúvidas em uma imprensa especializada que não estava acostumada com o conceito de se usar um modelo existente para testar componentes novos. O resultado, como sabemos, foi bem mais prolífico que o do Omega.
    Adoro o Omega A e muito gostaria de ter tido um, mas não posso negar que ele de certa forma já nasceu velho e só causou o impacto que causou na produção nacional por ter uma série de dispositivos que eram ausentes de nossa gama de produtos disponíveis (vide até mesmo detalhes pequenos e úteis como o banco traseiro rebatível em um sedã).

    • Renato Mendes Afonso

      Agora eu entendi melhor a questão do design. Imagino que o Corsa B foi um dos lançamentos mais felizes da GM no Brasil, e realmente era bem diferente do Chevette, seu antecessor.

      E me identifico bastante com seu último parágrafo. Gosto do Omega A, porém o sucesso dele se deveu mais pelas deficiências do mercado do que pelo produto em si, que apesar de bom, já nasceu velho.

  • Ilbirs

    Ainda que os anos 1990 tenham sido época de ouro para a GMB, dá para observar que parte de sua ofensiva acabou sendo na base de lançar qualquer coisa por ela simplesmente ser mais moderna que a coisa que estava sendo sucedida, mas esquecendo-se do tempo de vida desses produtos e sua inserção na linha de produtos.
    Observemos o segmento dos médios-grandes, que por ora a produção local está na prática extinta e que só vai voltar mesmo na prática quando aumentar a nacionalização do BMW Série 3 made in Araquari aumentar e Iracemápolis finalmente cuspir Mercedes Classe C. Eu considero que a Chevrolet perdeu tempo ao montar Vectras A em CKD, ainda mais se considerarmos que o Monza foi descontinuado mais ou menos na mesma época que o mesmo Vectra A foi descontinuado para dar espaço ao bem-sucedido B. Logo, foi tempo de desenvolvimento de produto perdido e que poderia ter sido mais bem aplicado no mesmo Vectra B, que estreou com índice de 70% de nacionalização, mas não teve muitas de suas possibilidades exploradas nem entregou a tocha para o Vectra C, mas sim para um “Astrão” que nem de longe foi o que foi aquele lançamento de 1996 que estreou como carro-madrinha de etapa da Indy no extinto tetraoval de Jacarepaguá.

    O fabricante fez a coisa certa no caso do Corsa justamente porque ela teria de acertar mais em um segmento no qual tinha um produto que estava improvisado, uma vez que geração anterior do Kadett. A força do pessoal de São Caetano do Sul estava do Kadett E para cima. Logo, ou era fazer a coisa certa ou sofrer um belo tanto com a errada. E a certa foi feita, com direito a ter um 1.0 que era superior ao 1.2 Família I de que a Opel dispunha em sua versão de entrada do Corsa B (melhor assentamento de válvulas, permitindo mais potência específica e torque).

  • WSR

    Josias, quando sai a matéria sobre a perua? Estamos aguardando. 🙂

  • Bucco

    Mas que baita matéria. Boas histórias. Parabéns.

  • Fabricio Jabur

    Puxa vida. Por que só vi hoje esta matéria? Estou na luta com uma Caravan SS6 há belos 5 anos. Tudo de bom e de ódio também.

  • marcio pessoa de faria neto

    Acho senhor chato não,pelo contrário,torço para que se mantenha inspirado e continue nos brindando com suas matérias !. Seu conhecimento é para nós algo muito valioso. Parabéns !!