VIDA NO INTERIOR

capa  VIDA NO INTERIOR capa

Foto rick ipanema)

Conforto, aparência e função são condições inseparáveis quando se fala em habitabilidade, seja em sua residência, seja no escritório, ou andando de charrete ou em seu automóvel.

Dando um exemplo concreto, um aparelho de ar-condicionado pode ser super-eficiente cumprindo a função de manter o ambiente agradável, porém se for barulhento ou feio, será rejeitado certamente.

No automóvel, com suas várias interações,  é normalmente complicado manter as características de conforto, aparência e função simultaneamente em um bom nível. A engenharia de desenvolvimento  e estilo do produto são os responsáveis diretos para estabelecer este compromisso tão importante.

Foi praticamente após a Segunda Guerra Mundial, em maio de 1945 na Europa e em setembro, no Pacífico, que a motorização em massa na Europa e Estados Unidos disparou. Os estilistas puseram suas mãos também no interior dos automóveis e nada escapava aos seus ímpetos criativos, ditando moda e normalmente dando mais importância à beleza em detrimento da função.

Somente no final década de 1960 as fábricas passaram a dar mais atenção à função e, particularmente, à segurança. Os bancos receberam encostos mais altos que protegiam o pescoço nas colisões pela traseira e no efeito-chicote nas batidas frontais, o motorista e passageiros da frente ganharam cintos de segurança e cada vez mais a a proteção dos ocupantes do veículo em impactos foi considerada. Paralelamente, a utilização racional dos espaços ganhou força e o interior do veículo se tornou alvo de estudos ergonômicos e de desenvolvimento de novos materiais que atendessem simultaneamente aos requisitos funcionais, de beleza e de conforto.

 

mustang 1970  VIDA NO INTERIOR mustang 1970

Interior do Mustang 1970, bancos com encostos altos e cinto de segurança

Hoje em dia os estilistas e engenheiros trabalham em conjunto para definir o interior do automóvel, adotando regras similares aquelas aplicadas à construção da carroceria. Tudo deve ser mais leve, prático, seguro,  bonito e, se possível, adequado para a reciclagem completa no final de sua vida útil evitando desperdícios e agressões ao meio ambiente.

Para dirigir bem é fundamental se posicionar bem, mais ainda, sentir-se bem para dirigir bem. A posição ideal é determinada com estudos ergométricos levando-se em conta a estatura média da população em nível de 95% de representatividade. Os bancos são rigorosamente projetados neste sentido, com o cuidado de manter o motorista alinhado com o volante da direção e com os pedais de embreagem, freio e acelerador.  Os mais atentos se lembram que BMW E36, de 1990, tinha o conjunto de pedais muito deslocado para a esquerda devido ao túnel do câmbio, em que era fácil pisar no acelerador em vez do freio.

A regulagem do banco no sentido longitudinal, em altura e ângulo do encosto facilitam ainda mais o posicionamento correto do motorista, que ainda tem a regulagem do volante de direção em altura e distância disponíveis em grande parte dos veículos atuais.

Na realidade todo o espaço interno é projetado levando-se  em consideração a estatura da população em nível de 95% de representatividade, pernas, braços, ombros, tronco e cabeça. Os bancos, além de conforto e apoio lateral do corpo, devem manter a segurança em rigorosos testes de impacto que avaliam a robustez da estrutura e da ancoragem na carroceria. Os cintos de segurança têm papel fundamental na proteção dos ocupantes com projetos simultâneos  aos bancos.

 

manequin  VIDA NO INTERIOR manequin

Exemplo de manequim dimensional

 

ford-seat-belt-airbag  VIDA NO INTERIOR ford seat belt airbag

Cinto de segurança com airbag incorporado

 

cinto airbag  VIDA NO INTERIOR cinto airbag

Cinto-airbag

Outro ponto importante para dirigir bem é ter os controles operacionais bem localizados de modo a serem facilmente encontrados e não ser necessário desencostar do banco para acessá-los. A iluminação adequada dos instrumentos e controles facilitam acesso  às informações, permitindo imediatas tomadas de decisão ao volante.

Visibilidade é ponto de honra, a área envidraçada deve garantir total visão do ambiente externo, sem pontos cegos e sem embaçamentos prejudiciais. Neste aspecto o sistema de ventilação interna e o ar-condicionado desempenham fundamental função.

 

VIDA NO INTERIOR parabrisa

Embaçamento do pára-brisa em dia chuvoso

O sistema de ventilação de um carro não apenas proporciona o bem-estar dos ocupantes, como também é um fator de segurança. A tarefa de providenciar a ventilação mais favorável tem se tornado cada vez mais difícil para os projetistas. Melhorias aerodinâmicas e boa visibilidade em toda à volta requerem áreas envidraçadas cada vez maiores e com inclinação acentuada. Mesmo um período curto de exposição direta à luz solar aquece consideravelmente o interior do veiculo, de forma que uma ampla renovação e suprimento de ar se faz necessário.

No inverno o problema é o inverso, o ar no habitáculo necessita ser aquecido a uma temperatura confortável o mais rápido possível. Posicionamento eficiente e controle das saídas de ar são de grande importância. O fluxo de ar deve atingir todas as áreas do interior do veículo inclusive os vidros, prevenindo que embacem. As grades de saída ajustáveis, associadas a uma ventoinha de grande capacidade volumétrica, fazem a eficiência do sistema.

Sistemas incorporando filtros especiais (filtros de pólen) retêm a poeira purificando o ar no habitáculo, com imenso beneficio principalmente para as pessoas alérgicas.

 

conforto 2  VIDA NO INTERIOR conforto 2

Esquema da ventilação interna de um veículo

 

conforto 1  VIDA NO INTERIOR conforto 1

Esquema do circuito do ar condicionado mostrando em azul onde se dá a evaporação do liquido refrigerador,retirando calor do ambiente

Outro ponto que prejudica o bem dirigir é a ocorrência de reflexos no pára-brisa, principalmente a noite, causado pelo ângulo de inclinação desfavorável do pára-brisa em relação às superfícies do painel de instrumentos.

 

reflexo no parabrisa  VIDA NO INTERIOR reflexo no parabrisa

reflexo do painel no pára-brisa

 

clubedoonix.com.br  VIDA NO INTERIOR clubedoonix

Outro exemplo de reflexo do painel no pára-brisa

Porém existe um reflexo amigo no pára-brisa que é o moderno sistema HUD, o head-up display, curta expressão em inglês que significa “mostrador visível com a cabeça erguida”, que informa em imagem virtual detalhes importantes a escolher, por exemplo, a velocidade do veículo, instruções do GPS, alertas de radar etc, em local pré-determinado que facilite a visão das informações sem atrapalhar a visão externa e visível apenas pelo motorista, num campo bem pequeno. A idéia é informar o suficiente sem sobrecarregar a área da imagem virtual que possa atrapalhar ao invés de ajudar.

 

hud  VIDA NO INTERIOR hud

Head-up display

Outro ponto é evitar controles e/ou detalhes  no interior do veiculo que possam refletir a luz solar, cromados por exemplo, que possa ofuscar  o motorista e os passageiros.  Os veículos antigos anos 1960/70 não apresentavam este cuidado sempre.  Os veículos modernos em sua maioria evitam cromados no habitáculo embora alguns ainda insistam neste erro.

 

pumaclassic.com.br  VIDA NO INTERIOR pumaclassic

painel de instrumentos do Puma mostrando reflexos do sol nos controles

Mas há um cromado também amigo, nas maçanetas internas das portas, que são visíveis mesmo no escuro, útil em caso de acidente noturno por serem facilmente localizadas.

 

2014-Honda-Civic-Tourer-1321  VIDA NO INTERIOR 2014 Honda Civic Tourer 1321

Maçanetas de porta cromadas são fáceis de achar no escuro

Como de costume encerro o post com uma homenagem. Neste caso o Audi R8 que tive o prazer de dirigir no recente Autoentusiastas Audi Day e sentir toda a tecnologia embarcada na segurança e no bem estar dos ocupantes do veículo.

O Audi R8 é um exemplo de inteligência automobilística, mostrando que não é somente com gasto de dinheiro que se faz a diferença.

audi R12  VIDA NO INTERIOR audi R12

audi R12 a  VIDA NO INTERIOR audi R12 a

CM

Créditos: VW do Brasil propaganda e promoção, clubedoonix.com.br, fotos divulgação, honda.com, arquivo pessoal do autor

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

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  • CorsarioViajante

    Assunto muito legal e que dá pano para manga. É incrível como a ergonomia pode arruinar completamente a experiência.
    Algo que noto que é / foi uma moda desagradável eram os consoles centrais imensos ou com recortes exagerados. Recentemente aluguei um gol básico e o joelho ficou o tempo todo batendo contra a ponta inferior do console. Ainda antes, com um Uno alugado, se dava o mesmo: uma aba inútil lá embaixo sempre ficava batendo no joelho.

    • João Martini

      É porque você não deve ter andado num Fox. Já disse e repito, considero o up! mais confortável na frente do que o Fox. O joelho não bate em nada, e isso para mim, que sou alto, conta bastante!

      • CorsarioViajante

        É só olhar o painel do up!, que é reto e “liso” na parte de baixo, causa horror em alguns pela “simplicidade” mas eu noto isso, que funciona bem!

        • agent008

          o painel do up! é pra mim o atual campeão em ergonomia, usabilidade e simplicidade, o tal sem-frescura bem estudado e executado. Nem mesmo a falta dos difusores de ar na seção central me incomoda. aquele difusor que fica por cima do rádio e comandos do ar funciona muito bem pois direciona na diagonal, atende tanto pára-brisa e teto quanto os passageiros.

  • Davi Reis

    Ótima matéria, Carlos! Foi uma visão mais técnica sobre um tema que, de certa maneira, foi abordado ontem pelo PK, é muito bom poder ver o mesmo assunto sob diferentes perspectivas. E como evoluímos! E pensar que quando surgiu o cinto de segurança, houve quem era contra… Sem falar na época em que muitos achavam que usar cinto era sinal de motorista ruim de roda, principalmente nas cidades do interior.

    • Domingos

      Todo mundo que “dirige bem” odeia cinto. Sinal claro de arrotador de peru ignorante.

      • Davi Reis

        Sem falar que, além de odiarem o cinto, acham que dirigir bem é sinônimo de andar rápido, dirigir com uma mão só independente de tudo e claro, nunca se esquecerem das luzes de neblina. Hoje mesmo, em outro site, certos usuários me disseram que a história de que o farol de neblina atrapalha é “conversa fiada”, como se eu fosse o errado por condenar o uso dela em situações inadequadas. Nas palavras de um deles “as luzes não ajudam a enxergar mais, mas deixam o carro mais bonito”. É de doer a alma.

        • Domingos

          Dirigir com uma mão só e com muitos tiques é mesmo outro clássico do cara que dirige no máximo mais ou menos e tem aquela panca que dirige bem pra caramba.

          Os das luzes ainda são perdoáveis perto desses tipos mais tradicionais, que costumam entre outras coisas segurar a esquerda, frear muito em radar e coisas BEM mais de quem não sabe o que faz – e que atrapalham muito – do que o pessoal da “luz lindona”.

          Perto desses, o “luz lindona” até que é educado.

        • Domingos

          Detalhe: tem que dirigir com uma mão só o tempo todo. O tempo todo mesmo: até em manobras ou curvas.

          Vez ou outra só manter uma mão é absolutamente normal.

  • Roberto

    Essa foto do carro vermelho e do vidro embaçado lembra do Ford Ka 2009 que tive. Era praticamente impossível andar de vidros fechados e com o ar-condicionado desligado no inverno, pois o vidro embaçava muito fácil. O ar quente até funcionava, mas além do tempo bem maior necessário para o desembaçamento, ficava insuportável dentro do carro, até mesmo no inverno. Tirando aquele truque de passar um barra de sabão no vidro, acho que tentei todos os produtos possíveis para evitar o embaçamento fácil, sem efeito efetivo.

  • Uber

    Infelizmente, a beleza voltou a se sobrepor à função nestes anos.
    Aliás, ando notando que se gasta mais vidro nesses pára-brisas enormes e inclinados demais que nos outros vidros, que estão ficando menores, dificultando a visão e aumentando os pontos cegos.
    E essa modinha de linha de cintura ascendente e capota em curva só tem piorado isso.

  • Gabriel Felipe Moretti

    Nos carros atuais estão trocando muitos botões por centrais multimídia e de comandos em uma única tela sensível ao toque, esta que não permite saber se a função foi realizada com sucesso apenas pelo tato, tem que olhar diretamente e realizar o toque.
    Criando uma grande insegurança, a mesma coisa de ler e responder mensagens ao celular, tem que mudar de tela as vezes para poder mudar a função, como ligar o A/C, mudar estação de rádio, aumentar volume etc.
    Ainda prefiro os botões, que depois de um tempo no carro, já tenho de cor a posição de cada um, muitas vezes com o carro desligado fico treinando ligar o A/C, mudar a posição para aonde o vento está sendo direcionado, ligar o alerta, o desembaçador traseiro, as luzes de neblina, e os outros comandos básicos, sem precisar tirar o olho da via.
    É um pecado o que estão fazendo com alguns painéis de comando de alguns carros, deixando-os perigosos.

    • Danniel

      Neste sentido, o comando de ventilação do Sandero anterior é sofrível. Além de ser muito baixo, não há indicação de posição tátil, forçando o motorista a olhar para baixo à procura de um indicador que é transparente!

      • Fat Jack

        É realmente bastante complicada, mas a indicação tátil existe (pelo menos no modelo 2012), porém mesmo assim é ineficiente, pois o ressalto é mínimo, eu já me acostumei mas há soluções muito mais interessantes…

    • agent008

      Concordo e não me intimida se houver profusão de botões no painel. Na minha opinião está entre os melhores arranjos de botões no painel a linha Volvo pré-touchscreen, onde inclusive tinha um teclado numérico completo com botão de iniciar e encerrar chamada, perfeito para usando o Bluetooth, ligar para alguém sem tirar os olhos da pista, só no tato.

  • Clésio Luiz

    O texto do Meccia mostra como devem ser as coisas, mas infelizmente essa praga chamada “designer” que insiste em esculhambar as coisas. Outro é o “bean counter” que termina de fazer o deserviço.

    Vejam o Fiesta Rocam, que deixou de ser fabricado no ano passado. As colunas traseiras largas, somadas ao estúpido posicionamento das lanternas nas laterais do vidro traseiro, tornou este minúsculo. Sair de uma vaga de ré para uma rua/avenida é um exercício de fé e reflexos rápidos, para evitar uma colisão com um veículo ou pessoa que você não consegue ver. Soma-se à isso os espelhos retrovisores estreitos e planos, e temos uma visibilidade lateral-traseira muito ruim.

    Quanto ao vidro traseiro não posso fazer nada, mas pelo menos os retrovisores vou tentar consertar, substituindo-os por modelos convexos, se eu conseguir achar quem me forneça.

  • Matheus Ulisses P.

    Belíssimo texto, como sempre! Hoje em dia com a popularização do A/C a questão do embaçamento dos vidros pode ser mais facilmente resolvida. Agora o problema dos incômodos reflexos do interior no para-brisa é intensificado quando as pessoas insistem a besuntar as partes plásticas com silicone. Não há quem enxergue dirigindo de frente pro sol!

  • Carlos A.

    Carlos Meccia, com seus textos aprendo a observar vários pontos técnicos onde vários carros atuais geram minha insatisfação, e como consumidor final mais crítico, tem lógica. Alguns fabricantes fazem painéis que refletem no pára-brisa detalhes que incomodam, outros com painel tão grandes que ao sol, não há ar condicionado que reduza a temperatura rapidamente. Porém 2 ‘defeitos’ que julgo imperdoáveis, e que já me fizeram desistir de comprar um modelo com essas características são: Painel de instrumentos de difícil leitura e retrovisores externos pequenos que reduzem o campo de visão.

  • Fernando

    Mesmo havendo tantos critérios para serem considerados, acho um tanto absurdo ainda ocorrerem problemas de ergonomia e visibilidade em carros de projeto recente.

    Ultimamente alguns inclusive reduziram a área de vidros consideravelmente.

    Outra coisa é referente ao painel de instrumentos: ele precisar ter fácil leitura deveria ser a primeira necessidade. Velocímetro no centro do painel, ou painel com fundo branco, ou ainda com fontes de difícil reconhecimento são coisas que também dificultam a condução ou pelo menos a instrumentação não é muito prática.

    • Fat Jack

      Permita-me discordar com relação ao fundo branco, já tive veículos com instrumentos desta forma sem problema nenhum mesmo numa leitura rápida, pode ser o caso de algum carro específico, agora velocímetro no meio do painel é brincadeira e economia porca…

  • Mr. Car

    Como sempre, Meccia, ótimo post. Acho muito importante me sentir bem dentro do carro, que ele seja muito agradável em todos os sentidos (beleza, conforto, praticidade), pois é onde vou estar quando saio com ele. Dou muito valor para isto, talvez até mais que à beleza da carroceria. E o título me fez lembrar de uma peça publicitária da Chevrolet para mídia impressa, que eu achava genial. Em uma página da revista, apenas o texto “Como é bom viver no interior”. Lendo, o sujeito era induzido a pensar que se tratava de um lançamento imobiliário, um condomínio residencial ou chácaras distantes da grande cidade, e esperava por isto, mas quando se virava a página, era apresentado em página dupla, o interior da linha Opala (não me lembro se 78 ou 79), com belas fotos do interior monocromático (em marrom ou vinho) do carro, he, he!

  • Fat Jack

    Mais um excelente post, infelizmente em alguns itens que considero importantes os engenheiros têm perdido a briga com os estilistas, caso da área envidraçada, gradativamente reduzida, com o estreitamento vertical dos vidros laterais, iniciando cada vez em uma posição mais elevada (como por exemplo da Range Rover Evoque).
    Na habitabilidade, nos nacionais da década de 80 era bastante comum ser necessário o deslocamento do motorista para o acionamento dos controles (como faróis auxiliares dos 1.os XR3, ou ventilação dos Gol e Uno), tendo havido uma boa melhora desde então (apesar de não ser perfeito acredito ser o Um o divisor de águas neste sentido, com seus comandos “satélites”).
    Entendo ainda que ela deva ser a que seja mais intuitiva ao motorista, como painel frontal ao motorista (anti-exemplo o atual painel do Toyota Etios) por esse mesmo motivo prefiro a disposição tradicional (em desuso?) de velocímetros e conta-giros de mesmo tamanho e dispostos simetricamente no “cluster”, da mesma forma entendo a posição “natural” dos comandos dos vidros elétricos (todos) sendo nas portas (substituídos por questão de custo por comandos “entre bancos”).
    Quanto a ventilação eu não sei o motivo, mas tive carros semelhantes em que o desembaçamento do pára-brisa era tranquilo usando-se somente a ventilação no modelo básico e impossível sem o uso do ar-condicionado no modelo completo (alteração dos dutos??).
    Nada melhor que se sentar em um carro e sentir-se “vestido” com ele, e notar tudo no “seu devido lugar”, sem que seja necessário fazer busca para ligar o limpador, ligar os faróis ou baixar os vidros…

    • João Martini

      Sobre desembaçar o vidro, creio eu que seja devido à umidade que fica no condensador do ar-condicionado. No Fox de casa após longo tempo sem uso, utilizar somente a ventilação é totalmente viável. Já se utilizarmos o ar-condicionado e depois resolvermos usar somente a ventilação, além de embaçar o vidro a cabine fica muito quente e rápido. Já no up!, que não tem ar-condicionado, fiquei impressionado com a capacidade de manter o vidro desembaçado. Esses dias peguei chuva na 23 de Maio, estava com 3 pessoas a bordo e janelas fechadas (detesto aquelas calhas). A ventilação no 3 manteve o pára-brisa sem embaçar o percurso todo!

      • Fat Jack

        Bem pensado João, apesar de que mesmo após um longo tempo sem uso ainda enfrento certa dificuldade somente com a ventilação, mas nada comparável ao simples desligar do ar-condicionado após o uso, aí parece que se acionou um “embaçador instantâneo”…

  • Renan V.

    Em termos de ergonomia, o pior carro que conheço é a Pampa: Cabine muito pequena para quem tem mais altura, volante muito baixo e pesado, mas é um carro muito competente. O Fox tem as colunas A muito grandes na base, são verdadeiros antolhos, mas hoje, com suas evoluções, chega a ser um carro para entusiastas. Hoje em dia creio que todos os carros tem boa ergonomia e soluções, com ressalvas, na minha opinião, para os Celtas e Sanderos.

    • João Martini

      Essas colunas do Fox são um terror. Se não tomar cuidado em rotatórias elas escondem um carro inteiro. Digo isso tendo um em casa.
      O engraçado é que nas ilustrações no manual do Fox há pequenas janelas nas bases da coluna A. Provavelmente foram consideradas no início do projeto mas abolidas posteriormente..

      • Danniel

        Várias vezes passei por situações onde uma moto “brota” do meu lado esquerdo em rotatórias, justamente pelas colunas A.

  • $2354837

    Dica sobre reflexos no painel: Use óculos polarizados.

  • Danniel

    No meu carro, dificilmente consigo andar à noite em estradas com o ar condicionado desligado, pois com os vidros fechados é embaçamento na certa, que se amplifica quando faróis em sentido contrário incidem no vidro.
    Não sei porque a idéia de pára-brisas aquecidos por filetes não foi para frente.. Me parece que a Fiat oferecia isso em algum modelo (Punto?)

    Outra coisa que me incomoda mas parece ser proposital, é a intensidade do LED de farol alto no painel… E descobri aqui no Ae não sou o único a reclamar disso.

    • Roberto

      Era o novo uno que oferecia esse desembaçador no pára-brisa. O problema, ao meu ver, que era oferecido somente nos modelos sem ar-condicionado. Não sei o motivo de terem adotado essa solução de não poder equipar o carro com estes dois itens. Talvez houvesse algum problema técnico que impedisse utilizar este pára-brisa junto com ar-condicionado, ou por acharem que seria uma boa solução para alguns regiões do Brasil onde faça frio o ano todo (o que eu acho que não existe tal lugar), onde não há necessidade de ar-condicionado.

    • Lucas dos Santos

      Quanto ao indicador do farol alto no painel, creio que seja algo intrínseco aos LEDs azuis, não sei. Ao menos para mim, LEDs azul, seja qual for, me causa um certo incômodo na vista. Desconforto parecido ao de olhar para uma lâmpada incandescente acesa.

      O pior é que agora virou “moda” usar essa cor de LED em tudo. Até o LED que indica o funcionamento dos aparelhos eletrônicos é, em boa parte das vezes, azul!

      Portanto, não me surpreende que o LED azul do farol alto no painel também incomode…

  • Ilbirs

    1) Em relação ao E36 e os tais pedais deslocados, provavelmente foi empolgação de principiante, uma vez que esse modelo inaugurou a tendência que conhecemos na BMW de hoje, em que os eixos dianteiros estão bem para frente, quase na posição em que ficariam em um superesportivo. Logo, é de se acreditar que o fabricante ainda não havia visto detalhes que constatamos bem nos BMW de hoje, como os pedais bem no fundo e o uso de ponto H o mais baixo possível para obrigar o motorista a jogar o banco bem para a frente para conseguir chegar aos tais pedais;

    2) Também fica a dúvida sobre por que os fabricantes de automóveis, principalmente os de tração traseira, não transferiram para os projetos soluções que são corriqueiras em motos, como a transmissão embaixo do motor (tal qual veríamos em um Saab 900, ainda que neste a tração fosse dianteira). Com certeza isso iria permitir um túnel bem mais baixo e facilitaria dotar um veículo com tração integral, além de permitir que mais do comprimento total fosse dedicado ao habitáculo;

    3) Sobre controles mal posicionados, uma coisa que sempre me chama a atenção é que há alguns carros em que para você acessar a última memória de estação do rádio é preciso tirar as costas do banco, de tão longe que acabam ficando do dedo. Esse é um detalhe que costumo prestar atenção, ainda que nem de longe seja eliminatório para eu ter um carro. Sempre lembro, a título de curiosidade, sobre o quão mal posicionado é o rádio no Corsa B (e no Celta), ficando muito baixo e por vezes impedindo que o passageiro do lado consiga ajustar a estação ao mesmo tempo em que o motorista troca de marcha:

    http://www.encontracarros.com/upload/chevrolet/chevrolet-classic_2010_03.jpg

    http://www.encontracarros.com/upload/chevrolet/chevrolet-celta_2012_interior.jpg

    Neste caso, vimos no Corsa C (e subsequentemente no Onix) que o sistema de som foi subindo no painel, algo coerente com o fato de que se mexe mais no rádio do que na ventilação, podendo aí os comandos de ar-condicionado descerem um pouco:

    http://javiercostas.com/fotos450/100D_corsa_interior.jpg

    http://www.dezeroacem.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/07/GM-Brazil-2014-Chevrolet-Onix-02-medium.jpg

    Méritos também à popularização do duplo DIN, que acabou obrigando a uma arrumação mais racional dos dispositivos do painel;

    4) Sobre iluminação de instrumentos, minha preferida é a indireta sobre números brancos em fundo preto, preferência que pode se dever por já ter dirigido muito carro da Chevrolet. Aliás, a própria iluminação indireta tem a vantagem de não cansar a vista como aquelas vindas por trás dos mostradores;

    5) Sobre ventilação e desembaçamento, é também outra coisa que noto bastante. Nesse caso, deixo méritos para o sistema de ventilação do Grand Siena, cujo módulo central joga ar tanto para cima (à up!) quanto para a frente em saídas direcionais. O do up! funciona bem, mas ficam faltando as saídas frontais centrais, até como forma de o motorista poder secar suor das mãos;

    6) Sobre vidros cada vez mais inclinados, creio que em um determinado momento essa loucura vai parar ou até se reverter, uma vez que não dá para ficar esticando ad infinitum os carros para compensar esses vidros mais inclinados e o tanto a mais de painel que eles exigem. Vemos carros atuais, como os Minis mais recentes e o Kia Soul, que já abdicaram do para-brisa muito inclinado, sendo que o sul-coreano inclusive consegue extrair bom espaço interno de seu comprimento por vezes menor que o da maior parte dos hatches médios.
    Se formos considerar o desempenho de segurança desses carros com para-brisa mais em pé, também estão bem, o que joga um pouco por terra a necessidade de inclinar muito as colunas dianteiras para que elas absorvam energia em uma linha mais reta que a possível com um para-brisa mais em pé. Com o para-brisa mais em pé, também há a possibilidade de se deixar as colunas, mesmo que grossas, em um lugar no qual não estejam no campo de visão do motorista, favorecendo assim a visibilidade. Para-brisa em pé também não prejudica a aerodinâmica, como mostra este exemplo de carro de série, que começou deslocando 0,36 em 1956, mas em sua última configuração registrava valor melhor que isso:

    http://static.cargurus.com/images/site/2008/03/30/09/48/1969_citroen_ds-pic-36604.jpeg

    E este conceito que regista 0,19:

    http://www.inventorsdigest.com/wp-content/uploads/2009/09/459034_779316_4992_3780_89326005c2472_08.jpg

    E, como sabemos bem, para-brisa mais em pé pode permitir um painel menos projetado e mais chapado, como os que costumeiramente apareciam nos carros mais antigos, o que daria inclusive para liberar mais espaço interno para um determinado comprimento de habitáculo. Um bom para-brisa mais em pé inclusive faria as pessoas pensarem menos em faixas degradê, uma vez que haveria uma “pestana” formada pelo próprio teto do carro bloqueando o sol, além de se evitar os tais reflexos do painel no vidro;

    7) Adoraria que o HUD se popularizasse, bem como também existisse alguma interface com smartphones para que, por exemplo, pudéssemos ver as informações do Waze projetadas no para-brisa. Creio que estejamos perto disso;

    8) Sobre maçanetas cromadas, sempre lembro daquela usada na linha Opala até o ano-modelo 1982. Era forte e bem construída, a ponto de ela ficar intacta e normalmente quebrar aquele plástico redondo de arremate. Do modelo 1983 em diante passaram a usar uma maçaneta plástica com cara de bem frágil.

    PS ao pessoal que cuida do Autoentusiastas: não sei por que meus últimos comentários feitos não foram publicados. Deve estar havendo algum problema qualquer que vocês podem solucionar.

  • RoadV8Runner

    Eu não dava muita bola para interiores até comprar o Focus 2002, com seu interior em cinza claro e comandos bem posicionados, instrumentos do painel de leitura fácil em qualquer situação e densidade da espuma dos bancos na medida ideal, nem muito macios, nem muito firmes.
    Uma pena que no Brasil ainda impere o pretinho básico para interiores… Timidamente estão começando a surgir outras opções, mas ainda conta-se nos dedos de uma mão quem as oferece. Lembro-me da maravilha que eram os interiores em bege claro dos modelos topo de linha da Ford até meados dos anos 90, com os bancos em veludo navalhado que era uma delícia, aos olhos e ao tato!

    • Mr. Car

      Alto lá, rapaz! Este discurso dos interiores monocromáticos clarinhos e em veludo é meu, he, he, he, he!

      • RoadV8Runner

        Mr. Car,
        Essa tinha que plagiar… Existe interior mais agradável do que nessa configuração? A impressão que tive ao andar em um Del Rey Ouro com interior bege claro e bancos em veludo macio ao extremo ficaram gravados em minha memória. Quase que esfreguei o rosto naqueles bancos! Rsss…
        Fico me perguntando porque ninguém retorna a oferecer a opção de interior bege. Já teve cinza claro, azul claro, mas nada do bege voltar! Abro mão até do veludo macio, mas que volte o bege.
        Estou seriamente pensando em mudar a cor do interior de meu SS para marrom, mas é que aí vou ter que comprar outro painel, que não é lá muito fácil de encontrar…

    • Leonardo Mendes

      Nesse assunto de interior em tons mais claros eu tiro o chapéu para a Peugeot, que deixou um contraste bem sutil e agradável entre cinza e preto nos 208 Active/Active Pack/Allure.

      Faixa central do painel, puxadores das portas e bancos… bem melhor que o pretinho básico do Griffe.

      • ccolognese

        No meu 206 Soleil 2003, os tecidos das portas e bancos são todos em um azul escuro, de muito bom gosto. Tem até tecido na tampa do porta-luvas!

  • Leonardo

    Um exemplo de ergonomia em minha opnião foram os Fiestas Mk4/5 ou BE91 para os mais íntimos.
    O carro parece ter sido feito pra mim (tenho 1,73 de altura), bons bancos, área envidraçada muito boa (nunca vi carro com tamanha visibilidade no retrovisor interno), comandos todos bem posicionados e com peso correto, instrumentos com iluminação indireta verde (melhor arranjo em minha opinião) e fácil leitura.
    Além disso, o bom isolamento em relação a ruidos e vibrações torna o carro bem prazeroso de se dirigir comparado aos concorrentes da época, mas como nada neste mundo é perfeito, os espelhos retrovisores externos eram ridiculamente pequenos.
    Fiquei realmente decepcionado quando tive a oportunidade de dirigir o Fiesta de Camaçari…

  • Lucas dos Santos

    Muito boa a matéria, Meccia.

    Quanto aos cromados, li em algum lugar que, antigamente, não era permitido que os fabricantes colocassem emblemas cromados no volante, a fim de evitar que possíveis reflexos incomodassem o motorista. É verdade isso?

    Pois, de fato, boa parte dos carros mais antigos – ao menos os fabricados no Brasil – traziam o emblema da marca em baixo relevo no volante. Já, atualmente, a maioria vem com emblema cromado ou colorido.

  • Bera Silva

    São sempre muito boas as matérias do Carlos Meccia!!
    Esse negócio de ergonomia é engraçado… As colunas de direção tortas dos Corsas B e dos Chevette nunca me incomodaram, somente o aro do volante torto deste que me incomoda. A ventilação dinâmica (sem uso do ventilador) do Corsa B era muito boa, porém não tinha um evaporador para atrapalhar. No Fiesta “BV256” 2011, com ar-condicionado, a ventilação deixa a desejar. O painel absorve muito calor, o trocador de calor do ar-quente fica constantemente com água quente, aquecendo o pé do motorista, a ventilação dinâmica só aparece acima de 120 km/h, o ar-condicionado só refresca se eu direcionar o ar para mim, e não dá para direcionar o ar ao pára-brisa sem ligar o ar-condicionado. Ainda não me acostumei com a alavanca de seta, tendo que tirar a mão do volante para acioná-la, enquanto no Corsa era só apontar o dedo. A grafia e iluminação do painel é perfeita, diminuindo a intensidade da luz ao ligar as lanternas. Um porém é quando a mão direita está um pouco elevada (2h) e cobre o 120 no velocímetro. Contrariando a massa, não gosto dos botões de acionamento do vidros na porta, tenho que trazer a mão para trás para acioná-los. Fiz um teste num BMW 318Ti E36 e pareceu que o carro foi feito com as minhas medidas, perfeito! Tudo no lugar certo.

  • Antônio do Sul

    E a Ford, a partir da linha 2003, trocou o cinza claro, de muito bom gosto, pelo “pretinho básico” sem personalidade…

  • Antônio do Sul

    Lá por 1997/98, quando eu ia visitar familiares no interior, você não faz idéia de quanta gracinha eu ouvia dos meus primos por usar cinto de segurança dentro da cidade, que, à época, só tinha ruas de paralelepípedos. Achavam que era frescura, preciosismo de gente de cidade grande.

  • Domingos

    Perfeito. Botão é o melhor comando ao humano. A moda de “estilista da informática” se alastrou e muita gente acha chique isso…

  • Domingos

    Deve ser isso mesmo. Ligou o ar, não dá para desligar mais depois.

  • Domingos

    Mas prejudica com os displays digitais, não?

    • Danniel

      Não, os displays LCD dos carros usam a polarização diagonal justamente para permitir o uso de óculos polarizado. O display central do meu carro só “apaga” quando inclino a cabeça em 45º. O único que apagou para mim até hoje foi o display de temperatura do ar-condicionado do passageiro do C4 THP.

      • Domingos

        Muito legal saber. Sempre pensei/falavam que daria problemas com displays.

        • $2354837

          Dá problema com insulfilm. Como não uso nenhum problema então. Mas de moto não dá para usar por causa da viseira, fica tudo psicodélico.

  • Domingos

    O interior desse carro é um exemplo de beleza, funcionalidade e qualidade sem precisar de muita coisa.

    Os comandos são todos bons e gostosos. O volante gira com um peso tão legal que dá vontade de ficar manobrando só por brincar.

  • Bob Sharp

    Domingos
    Acho que não é por aí. Não é possível generalizar.

    • Domingos

      Bob, se você for a única exceção já é muito.

      Talvez tenha mais um editor aqui que não goste de cinto e seria os dois únicos que conheço que não usam/não gostam de usar cinto e realmente entendem do assunto.

      Mas tem uma grande diferença… Vocês não acham tonto quem usa cinto, o que 99,9% dos arrotadores de peru clássicos acham.

      Colocar o cinto no banco de trás então é ofensa para esses. Ou sinal de que você “bate muito”.

  • Thiago Teixeira

    Um detalhe importante é quanto a iluminação dos painéis. Como atrapalha de noite.
    Me lembro de uma viagem com um Santana 2004. A luz de farol alto no painel era extremamente incômoda a ponto de eu ter que colocar um adesivo para escondê-la.

  • Piolho

    Aproveita e reclama com o Giugiaro sobre as largas colunas traseiras do Golf…

    • $2354837

      Uma boa, sempre achei as janelas C do Tipo muito mais bonitas que o paredão do Golf.

    • Clésio Luiz

      São ruins também, mas pelo menos o vidro traseiro não é estreito como os modelos com lanternas altas.

      Eu sou a favor de desenhos bonitos, mas não gosto quando trocam a usabilidade pela estética.

      No caso do Uno, feito pelo Giugiaro, a visibilidade é excelente. Já o modelo desenhado aqui é péssimo em visibilidade, quando comparado ao seu antecessor.

  • Mr. Car

    Deles todos, os interiores não pretos, o que mais me deixa louco, é o azul claro, como foi um dos interiores monocromáticos do Dodge Polara, que também teve sua opção preferida (bege), além do vinho.

    • RoadV8Runner

      A linha Opala também ofereceu o interior azul entre 1991 e 1992, mas é tão raro que eu mesmo nunca vi um ao vivo. Bons tempos aqueles, bons tempos…

      • Mr. Car

        É tão raro que eu nunca vi nem por foto, he, he! Teve a série Silverstar, que se me lembro, no de carroceria azul, havia um interior muuuito discretamente azulado. E muito raro também (este vi uma vez ao vivo em um salão de concessionária, e uma vez em foto), foi o Corcel II com interior azul.

        • Domingos

          Acho que já vi em foto um Opala com esse interior. Era azul escuro, não? Raríssimo mesmo.

      • Antônio do Sul

        Não sabia desse interior azul oferecido nos últimos Opala. Eu, particularmente, gostei muito do interior vermelho, tom de vinho, adotado, acho que em 78, na linha Opala.

  • Bob Sharp

    Domingos
    Acho que está havendo confusão de interpretação. Acho o cinto item fundamental, gosto de usá-lo e exijo que quem senta atrás de mim o afivele. Só acho errado a neurose em torno disso, como ser obrigatório, alarmes sonoros soando assim que o carro anda se não o afivelou, ter de se afivelar até para andar devagar, isso é patrulhamento.

    • Davi Reis

      Concordo com parte do seu ponto de vista. Acho indispensável o uso do cinto, e pra andar no meu carro, todos devem estar afivelados também, mas taxar como infração gravíssima (se não me engano) parece demais. Parto do seguinte ponto: o motorista, não usando o cinto, não prejudica outra pessoa além de si mesmo. É um risco que ele aceita correr. É diferente de furar um sinal por exemplo, quando outra pessoa pode ser vitimizada.

    • Domingos

      Ah sim, Bob. Mas então seu caso é diferente mesmo.

      O que comentamos aqui é do pessoal que ridiculariza ou ojeriza cinto de segurança. Esses eu acho um sinal realmente clássico que falam da boca para fora.

      É como a roda grande com pneu remold para quem “gosta de carro”.

  • Domingos

    Eu deixaria como uma espécie de “waiver” legal, tal como faria para o capacete.

    Bateu sem e se machucou, perdeu a razão. Assim se cumpre a parte desejada de resolver com mais facilidade litígios e discussões de trânsito sem ter que obrigar ou dar uma multa tão pesada.

    Mas tinha que valer mesmo. Não poderia cobrar nada, nenhuma reparação ou compensação.

    • agent008

      Deveria também ressarcir ao erário as despesas caso fosse atendido em hospital público e/ou serviço público de emergência (Bombeiros/SAMU). Concordo com a obrigatoriedade do cinto e do capacete por serem diferente dos radares ou a troca forçada (e antes do prazo) de todos os extintores – no caso do cinto e do capacete existe um efeito colateral de reduzir os gastos com eventuais vítimas dos acidentes. Enquanto que no caso dos radares a sanha arrecadatória fica bem clara, a mesma coisa quanto à troca imediata dos extintores. Alguém aqui comentou antes que quem tiver extintor BC dentro do prazo de validade deveria poder mantê-lo até a hora da troca, e a fiscalização ser feita nos fabricantes. Isto, SE E SOMENTE SE estudo científico comprove a maior eficácia do ABC sobre o BC na aplicação em questão (incêndio em automóvel)…

  • Ilbirs,
    Gostei do seus comentários
    Abraço

  • Domingos

    O que acontece se usar o polarizado mais o insulfilm?

    • $2354837

      O óculos polarizados nada mais são que uma persiana. Só deixa entrar luz em um sentido. A película utiliza o mesmo princípio. Filtrando a luz que entra em um só sentido, enxerga-se as cores já decompostas, como um prisma. Ou seja, fica tudo psicodélico.

  • RoadV8Runner,
    Eu também gosto muito do interior clarinho….pena que suja facilmente
    Abraço