Woman driv huffingtonpost.com  Vamos fazer contas? Woman driv huffingtonpost

Há alguns dias a Justiça mandou a Prefeitura de São Paulo parar com a construção de ciclovias, exceto a da Av. Paulista. OK, esta é a parte conhecida. Como meus caros autoentusiastas sabem, sou extremamente pragmática e crítica. Culpa da genética, como também sabem, mas principalmente de longos anos traduzindo e contextualizando notícias para meus leitores dos jornais e revistas em que trabalhei. Porque é disso que tenho certeza que trata o bom jornalismo.

Os meios de comunicação não têm de assumir o papel de porta-vozes de ninguém. Para isso existem as publicações corporativas, nas quais fica bem claro qual é o objetivo. À imprensa cabe o papel de questionar, colocar as coisas em perspectiva. Bom, é isso que tentarei fazer aqui com um tema que em São Paulo é discutido a cada esquina. E por que fazer isso num veículo (sem trocadilhos) como o AUTOentusiastas, de abrangência global? Porque devemos aprender com nossos erros, mas é muito mais prático e barato aprender com os erros dos outros.

Então, voltemos ao pragmatismo. O Ministério Público está somente pedindo estudos que embasariam a instalação das ciclovias. Alguns ativistas saíram dizendo que o MP é contra as ciclovias e o transporte “sustentável”. Ora, generalizar é um truque velho de quem não tem argumentos. O MP está fazendo o que deve fazer: fiscalizar e defender os interesses da população. Tanto é que ele pediu a realização de estudos de impacto que o bom senso diz que deveriam ter sido feitos antes de sair fazendo obras a torto e direito. Não se trata de ser contra uma política de transportes, mas sim de saber a que custo e com quais consequências ela está sendo implementada.

Tanto o secretário de Transportes da cidade quanto o prefeito disseram que agora os estudos de impacto serão feitos. E, pasmem, que não haviam sido feitos porque não há reflexo no trânsito. Mas eles só poderiam dizer se há ou não impacto depois de estudar o caso, certo? O prefeito disse no dia 20 de março que 90% das ciclovias foram colocadas em canteiros centrais e em faixas de estacionamento e como não teriam (notem o verbo no condicional que eu incluo) sido retiradas faixas de trânsito, não haveria impacto. Numa rápida olhada, eu diria que 90% não corresponde à realidade mas, ainda que fosse, como dizer que não há impacto se ao se eliminarem vagas de estacionamento os carros terão de procurar vagas em outras ruas? Isso não é impacto? E ele parte do pressuposto que as áreas de estacionamento estariam sempre e totalmente ocupadas por carros. Evidentemente quando isso não acontece, os carros as utilizam para circular, melhorando a fluidez. Mas no caso das ciclofaixas ou ciclovias, mesmo estando vazias elas não podem ser utilizadas por veículos. E quando a ciclofaixa ou ciclovia diminui a largura das faixas? Apenas na Paulista cada faixa perderá de 20 a 30 centímetros, inclusive a de ônibus. Mas eles chamam isso de “rebalizamento”. Tem administrador público que parece que brinca de carrinho apenas no papel, sem ver que no mundo real os carros não cabem nas faixas que eles desenham. Aliás, Arquimedes já provou séculos atrás que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo.

Ai vem outra pergunta: se os tais 90% forem verdade, como elas custaram R$ 650 mil por quilômetro? Na sempre mencionada Paris elas custaram R$ 165 mil e em Nova York, R$ 365 mil. A Prefeitura diz que esse número está errado, que seriam R$ 180 mil, mas com tanta nebulosidade nas informações é difícil saber exatamente quanto custaram. Na verdade, o número é muito alto mesmo já que não demandaram obras sofisticadas. E vemos que economizaram nos estudos prévios também…

Os meios de comunicação desde o ano passado pedem explicações à Prefeitura e um mapa das próximas ciclofaixas que serão instaladas, sem sucesso. Recentemente, as autoridades afirmaram com todas as letras que isso não existe e que eles avisam alguns dias antes onde elas serão inauguradas, via comunicado à imprensa. Ou seja, a tão falada discussão com a sociedade nunca existiu, como já diziam associações de moradores e analistas de trânsito. E o que dizer dos tais 200 km de ciclovias e ciclofaixas? São apenas números, pois muitíssimas vezes não há nenhuma ligação entre uma e outra. Há uma rua no bairro de Pinheiros onde a ciclofaixa começa logo depois de uma esquina e termina antes da seguinte. Seria para que alguém muito amigo do vizinho pedalasse uns 50 metros até a casa dele? E depois faz o quê?

Em artigo no jornal O Estado de S. Paulo um ativista do “Vá de bike” argumenta que o fato de as ciclovias e ciclofaixas apresentarem imperfeições não seria motivo para que suas obras fossem suspensas pela Justiça¨, pois “ciclista está acostumado com buracos na via”. Ora, de novo vamos aceitar algo mal feito (e caro) apenas porque já era assim? É a história do “cuidado curva perigosa” de novo.

 

Faixa desembarque  Vamos fazer contas? Faixa desembarque

Ciclovia em São Paulo: precisa comentar? (fonte O Estado de S.Paulo)

Mas os órgãos públicos também não sabem quantas pessoas usam as ciclovias nem a quem serviriam. Vamos analisar nós mesmos, então. Quem usaria as ciclovias? Os trabalhadores com carteira assinada (e o governo diz que esse número sobe há 12 anos) já recebem vale transporte gratuitamente. Para que comprariam uma bicicleta para chegar ao local de trabalho? Os desempregados, então. Pouco provável, pois tanto eles como os idosos, têm direito a transporte público coletivo gratuito. Estudantes, então? Eles pagam metade da tarifa. Sobram os autônomos e profissionais liberais e algum desempregado, idoso, estudante ou trabalhador que queira abrir mão do transporte público barato ou grátis por qualquer motivo.

A Prefeitura alega que o apoio a essas iniciativas é grande. Era 80% e já caiu para 60%. Mas como foi mesmo feita a pergunta? Ah, lembrei: você é a favor das ciclovias? É claro que é uma pergunta retórica. Se me perguntarem se sou a favor de marcianos, responderei que sim. Não tenho nada contra eles, embora nunca tenha visto um e não faço a menor idéia se eles seriam pacíficos como em alguns filmes ou se destruiriam a Terra como em outros. Mesma coisa com as ciclovias. Minha resposta seria sim à questão retórica, mas descendo ao varejo, aos detalhes de quanto custam, onde são instaladas, bem…

Pesquisei muito e vamos a outros números para aqueles que dizem que outras cidades de primeiro mundo têm ciclovias e deveríamos ser como elas. Paris tem 440 km de ciclovias para uma área de 105 quilômetros quadrados e 2,2 milhões de habitantes na cidade ou 10,8 milhões na Grande Paris. Já Nova York tem 270 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas para 831 quilômetros quadrados e 20 milhões de habitantes. Em São Paulo são 205 quilômetros de ciclovias para uma cidade de 1,5 mil quilômetros quadrados e 10,8 milhões de habitantes ou 19 milhões considerando a Grande São Paulo. A questão principal é que Paris tem 214 quilômetros de metrô em 303 estações com 700 trens e 347 linhas de ônibus com 4.500 coletivos para uma área que equivale a 7% da de São Paulo. Nova York tem 373 quilômetros de metrô e 5,7 mil ônibus e uma infinidade de linhas de trem e uma área que equivale a 55% da área da nossa metrópole. Em São Paulo há somente 61,5 quilômetros de metrô, 260 quilômetros de trens e 16 mil ônibus.Deu para perceber a diferença? Outro detalhe importante é que quando Paris implementa o rodízio de veículos é apenas por questões ambientais e não de trânsito, como em paragens tupiniquins. A multa por descumprimento é de 22 euros (R$ 77) enquanto em São Paulo é de R$ 85,13. E em Paris os transportes coletivos são totalmente de graça nos dias de rodízio. Quanta diferença, não?

 

Faixa NY  Vamos fazer contas? Faixa NY

Ciclovia em Nova York: planejamento é tudo (Fonte New York City Department of Transportation

E nestes números de transporte público não estou considerando os 30 milhões de turistas que vão a Paris por ano ou os 54,3 milhões que visitam Nova York – e como todos sabemos, a maioria usa o transporte coletivo. Enquanto isso, São Paulo recebe somente 13 milhões de turistas por ano.

Mas não é por tudo isto que sou contra as ciclovias ou ciclofaixas. Assim como muitos outros acho que deveriam ser planejadas e bem executadas. Basta humildade e olhar em volta. Nem precisamos nos comparar com outros países. Sorocaba, a 100 km de São Paulo, tem 110 km de ciclovias extremamente bem planejadas e interligadas e até 2016 devem ser 160 km. É possível atravessar a cidade de um lado a outro apenas por faixas específicas – lá, sim, a quase totalidade em canteiros centrais e nas amplas calçadas. Outra diferença é que lá o projeto começou em 2006, com planejamento e sem afogadilhos. Mas há outros exemplos Brasil afora.

 

Faixa Sorocaba  Vamos fazer contas? Faixa Sorocaba

Ciclovia em Sorocaba: bem planejada é uma excelente alternativa (Fonte officebikebiciletaria.blogstpot.com

E se vamos comparar cidade com cidade, o prefeito de Nova York recebe US$ 225 mil ao ano (R$ 680 mil com a alta do dólar). O (a, no caso, pois é mulher) de Paris, 8,7 mil euros por mês, ou cerca de R$ 110 mil. O de São Paulo US$ 109 mil ao ano (R$ 336 mil) mas tem direito a carro, motorista, verbas de diversos tipos. Ah, e quando Michael Bloomberg era prefeito de Nova York o salário dele era de US$ 1 (ao ano!), assim como o do governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger e o governador de Massachussetts Mitt Romney. Vamos copiar estes exemplos também?

Mudando de assunto: Adorei ver um carro vermelho novamente com um Villeneuve atrás do volante na corrida de Goiânia da Stock Car. E Jacques parecia o pai quando ultrapassou por fora o Mateus Stumpf e mais ainda quando resolveu dar um “chega-pra-lá” no mexicano Antonio Pérez.

NG

Foto de abertura: huffingtonpost.com
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

 

 

 

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • MAC

    Espetacular texto! Lúcido, bem escrito, abordando os temas, questionando e mostrando os fatos. Jesus! Como precisamos disto! Parabéns e sorte do AE tê-la aqui.MAC.

  • marcus lahoz

    Excelente texto. Mostra realmente que tudo aqui é feio no achismo.

    Por que não planejam? Estudam? Pesquisam?

    Eles estão lá isso, e não para tomar cafézinho.

    Aqui em Curitiba o prefeito cópia do Haddad esta fazendo a mesma coisa, só porcaria sem estudo algum. Nada de evoluir. Vivendo no passado. Esta cidade era exemplo, hoje é uma desgraça com radar para andar a 30km/h. A última dele foi pintar bolas azuis nas ruas para lembrar que lá podem andar bicicletas, sério? Isso esta no código de transito, toda via pode ser usada por bicicletas.

    Em tempo a prefeitura não tem R$ 10.000 para comprar novas bicicletas para a guarda municipal fiscalizar os parques; mas tem 50 mil para pintar bolas azuis nas ruas.

    Aproveitando, a vice é do mesmo partido que aquela que assassinou o português.

    • Marcelo R.

      “Em tempo a prefeitura não tem R$ 10.000 para comprar novas bicicletas para a guarda municipal fiscalizar os parques; mas tem 50 mil para pintar bolas azuis nas ruas.”

      É nestas horas que vemos o quão infundada é aquela velha desculpa de “não temos verba para isso”. Verba tem de monte, o problema é o quanto mal utilizada ela é…

      • Marques Goron

        Nâo se esqueça que as tintas são fabricadas por aquela fábrica do Maluf, a Eucatex…
        Haddad é o “Menino Malufinho”! E nós pagamos a conta.

  • Fabricio d

    Aqui na minha cidade ( Campos dos Goytacazes – RJ) temos os dois lados, bons e maus exemplos:

    • Marcelo R.

      Alguém me explica a faixa da 2ª foto, por favor?

    • Lyn

      Estive ai semana retrasada e só tinha visto os bons exemplos.

  • Cadu Viterbo

    Gostei muito do texto e me fez pensar melhor no assunto. Como sou entusiasta, motociclista e ciclista, acabo, por vezes me inclinando pro lado do veículo mais frágil.
    Só uma crítica: o parágrafo dos números ficou confuso, alguns números dão vantagem a SP, frente às comparações. Talvez montar uma tabela e fazer média de ônibus/trens/ciclovia por área daria uma idéia melhor da diferença!

  • Rodolfo

    Eu gosto de bicicleta, mas vejo que alguns ciclistas não tem educação para andar nelas.

    Uma vez eu fui atropelado por uma bicicleta ao atravessar a Rua Xavier de Toledo – Centro – São Paulo-SP, em frente ao Shopping Light. O semáforo de pedestres estrava verde e o imbecil veio de bicicleta vei pela contramão e me atropelou. Além do idiota estar na contramão ele não respeitou o semáforo de pedestres. Vejo que as bicicletas deviam ter placa para serem multadas.

    Outro fator é que devia ter mais infra-estrutura, como estacionamento para bicicletas nas empresas onde as pessoas trabalham, ou um estacionamento privado para bicicletas por uns R$ 50,00 por mês. E também no ambiente de trabalho deveria ter chuveiro para tomar banho, pois a gente chega suado de bicicleta e quer tomar banho.

    Outra alternativa seria alugarem bicicletas como o Itaú faz, mas em mais locais. Então eu alugo uma bicicleta perto de casa e entrego ela perto do meu trabalho. Assim não tenho que me preocupar com a minha bicicleta na rua.

    • Leonardo Mendes

      Faltou pouco, digo bem pouco mesmo, para que o emplacamento de bicicletas fosse aprovado aqui em Santos.

  • REAL POWER

    Por que ciclovias pintadas de vermelho? Acho o verde muito mais indicado para uma faixa dedicada a emissão zero.

    • Marcelo R.

      Usam o vermelho para fazer propaganda subliminar do PT, talvez???

    • Lucas dos Santos

      Primeiramente porque o vermelho é uma cor chamativa, que pode ser percebida a uma distância maior e não sofre tanta distorção quando exposta à iluminação artificial.

      Além disso, a cor verde não está entre as cores previstas para serem aplicadas em sinalização horizontal – somente as cores, amarela, branca, azul vermelha e preta podem ser utilizadas.

      Para finalizar, pintar todo o pavimento das ciclovias é um erro. À luz da legislação, as ciclovias e ciclofaixas só podem ser preenchidas de vermelho nos cruzamentos. Ao longo da via, deve-se apenas pintar uma faixa vermelha demarcando o limite da área da ciclovia.

    • Lúcio Wiborg

      Zero? O vivente que pedala não respira e libera gases relacionados à digestão, não? 🙂

  • Filipe

    Nora, as ciclofaixas aí de São Paulo sofrem do grande mal dos números, como quase todos os outros setores. Não importa se são inúteis, se atrapalham a vida de milhares, se são até perigosas, o importante é o governante estufar o peito e dizer “Nós temos mais km de ciclofaixas do que Paris ou Nova Iorque!”…

    • Nora Gonzalez

      Filipe, o problema dos números é que nem sempre são colocados num contexto. Dizer que se construíram X km de ciclofaixas somando trechos de menos de 100 metros, como na Rua dos Pinheiros, que vão de nenhum lugar a lugar nenhum só faz isso: número. Mas não faz sentido. Em São Paulo, na Barra Funda, tem uma faixa exclusiva de ônibus apenas sobre uma ponte. Assim o trânsito afunila antes e depois e o coletivo só anda mais rápido por uns 30 segundos. Mas é considerado no cômputo de km de faixas de ônibus.

    • Lucas dos Santos

      É por isso que há quem chame as ciclofaixas de “ciclomarketing”!

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto, para problematizar e fazer pensar sobre um assunto que normalmente é tratado no grito pelos dois lados.
    ACho legal a bicicleta ou a caminhada como alternativa, mas como disseram, é preciso ter bom senso.
    Os paulistanos mais antigos lembram do ditado que todo taxista vota e votará infinitamente no Maluf. No futuro, diremos que todo ciclista vota e votará no Haddad. É mais ou menos isso a meu ver, ele está tentando criar um curral eleitoral e a melhor forma de fazer isso é incitando o ódio e criando cortinas de fumaça. O fato de muitas ciclovias ficarem ociosas 90% do tempo não importa.

    • $2354837

      Todos, (vírgula). Sou ciclista e não voto no Maldad. Nem aprovo essas ciclovias toscas (não passam de tinta no asfalto, na época da copa faziam melhor com a bandeira do brasil). Estou sem tempo agora, mais tarde volto para comentar a respeito.

      • CorsarioViajante

        Opa Luiz, você tem razão, desculpe a generalização. Eu mesmo tenho amigos que usam bicicleta no dia a dia e não aprovam muito do que vem sendo feito. Mas mesmo assim fico curioso pelo seu comentário completo, não deixe de fazê-lo!

  • Roberto

    O que me surpreende em muitos desses casos é que exista gente, como alguns desses grupos de ativistas, que ainda defende esses gastos abusivos e obras sem planejamento da prefeitura. Por isto que acho que alguns desses grupos estão mais para uma seita religiosa mesmo, pois só enxergam o seu lado e querem impor sua razão, mesmo que seja necessário absurdos como foram explanados aqui neste post. Pior que este tipo de atitude “ativista” está se espalhando pelo Brasil. Aqui em Porto Alegre, em dia de manifestação de alguns desses grupos, é quase um “salve-se quem puder” para o restante das pessoas que estão no trânsito próximas do local, principalmente se você está dentro de uma “máquina assassina”, como definiu o vereador Marcelo Sbarbossa (outro cicloativista cujas atitudes já foram tema de assunto aqui no AE).

  • ccn1410

    Parece que quem mora na cidade de São Paulo, mora no inferno.
    Legal a ciclovia de Sorocaba, só não entendi porque as curvas. Será que ela foi construída preço por metro?

  • ccn1410

    Nora,
    Já que você é argentina e deve ter convivido com “A mais linda joia de todos os tempos”, eu gostaria que você escrevesse um artigo sobre ele.

    • Nora Gonzalez

      Claro ccn1410! Óitma sugestão. Um dos meus tios tinha um e tenho muitas histórias para contar. Aguarde. Abraços.

      • Antônio do Sul

        E não se esqueça de escrever mais sobre o Torino.

        • Nora Gonzalez

          Antônio do Sul, pode deixar. Sou capaz de fazer estes sacrifícios pelos meus caros leitores (muito sarcasmo, mesmo!). Sério, com todo prazer. Abraços

          • Antônio do Sul

            Dos argentinos, é o que mais desperta a minha curiosidade. Desde os meus seis anos, passei muitas férias no litoral de Santa Catarina e também fui a Buenos Aires quando criança, mas só vi de perto um único Torino, na versão quatro portas. Sei que tinha motor seis cilindros em linha (acho que 3.0 para o sedan e 3.8 para o cupê), que era um AMC Rambler com desenho italiano e que foi produzido sob autorização pela IKA, empresa do mesmo grupo da Willys e que, na Argentina, foi incorporada pela Renault. Agora, as impressões sobre o como e o quanto andava, sua durabilidade, se pendia para a esportividade ou para o conforto, dentre outras coisas, aí eu não sei.
            Um abraço!

      • Ilbirs

        Era o carro da família da Mafalda, o que também rende algo.

    • Verdade Seja Dita

      Bonito na pintura. No uso é barulhento, lento e desconfortável. Obs: o Fusca não é melhor.

    • Leonardo Mendes

      James Bond fez gato e sapato de dois Peugeot 504 com um desses em 007 Somente para seus olhos, numa das seqüências de perseguição mais adoradas entre os fãs, eu incluído.

      Nada de lança-chamas, cortadores de pneus embutidos, lançadores de tinta atrás da placa traseira, nada disso… apenas Bond se virando do jeito que dava com um 2CV amarelo.

  • Lipe

    Sábado, domingo, segunda e terça estive dirigindo em São Paulo mais uma vez.
    O maior problema do trânsito, pra mim, é o estresse de alguns dos motoristas. Parece que boa parte deles estão de mal com a vida. Basta demorar 1 décimo de segundo pra arrancar no verde que algum infeliz (só pode ter uma vida muito infeliz) atrás começa a buzinar e a xingar (dá pra vê-lo balbuciar dentro do carro pelo retrovisor); basta parar no amarelo (pra não tomar multa!) que o infeliz atrás bate na luz alta como um amental e também xinga. Parece que ficam ainda mais inflamados ao ver que é placa de fora… Detalhe: boa parte dos absurdos são feitos pelos “profissionais” do volante: taxistas, choferes de ônibus etc.
    Claro que não estou defendendo as tartarugas humanoides que só vão engatar primeira depois que o farol abre… Estou falando de dar o verde e no mesmo momento já ter alguém buzinando atrás.
    As motos, então… Não sei como alguns daqueles (frise-se: alguns deles, não todos) sujeitos infelizes dormem de noite. As buzinas (que eles mesmos provocam) devem ecoar na mente o tempo todo.
    Se houvesse um pouco mais de tranquilidade, bom senso e humildade por alguns motoristas (que dentro do carro parece que se revestem de uma armadura infalível, em contraponto a uma eventual baixa posição social e/ou fraqueza emocional que experimentam fora dali), talvez o trânsito fluísse melhor e não houvesse a necessidade dessas aberrações que a municipalidade vez ou outra implementa na tentativa de melhorar o caos.

    • Oseias Turro

      Lipe, há uns 10 anos, numa tarde chuvosa, vivenciei estar num cruzamento de duas grandes avenidas com semáforo quebrado e todos cruzando no tempo, parando e retomando com bom senso – confesso que chorei nesse dia… Hoje em dia, a ameaça de falta dágua, a total impunidade, a total falta de perspectiva quando a uma gestão decente e o próprio efeito ‘borboleta’ de acordar todo dia e encarar o trânsito acaba piorando tudo.

  • Ricardo Talarico

    Mais uma vez, parabéns pela excelente coluna.
    Irretocável.

  • Marcio

    Estou batendo palmas aqui. A análise tem que ser assim, sensata e apartidária, afinal não adiantaria apontar o dedo para o partido do prefeito, se quem é responsável pela expansão do metrô é do outro partido. São duas coisas em políticas públicas que me incomodam profundamente: o jogo de empurra e a falta de transparência. É ridículo como os setores públicos protegem seus dados, como se alguém fosse utilizá-los em algum ato terrorista! Até parece que querem encobrir algo, ou esconder a própria incompetência (ou ambos?). Acho que cabe ao público em geral cobrar essa transparência, de forma que existam argumentos racionais para um discussão construtiva, e não essa lenga-lenga ideológica quase religiosa que vemos por aí…

    • Nora Gonzalez

      Marcio, como jornalista, mas também como cidadã, sempre desconfio da falta de transparência e do blablablá vazio, quase messiânico, sem fundamentação. Não posso evitar pensar que ambos escondem algo. Abraços,

    • Fabio

      Eu tenho a impressão, neste caso das ciclovias, que não estão escondendo dados, mas sim que simplesmente não existem!! Parece que alguém chega na repartição na segunda-feira, lança um dardo num mapa na parede e onde acertar, manda pintar o asfalto de vermelho… e nasce mais uma ciclovia. Claro, o mapa não tem relevo, o que explica as ladeiras em que andam instalando ciclovias, onde apenas atletas conseguiriam subir pedalando.

      • Lucas dos Santos

        Eu tenho a impressão, neste caso das ciclovias, que não estão escondendo dados, mas sim que simplesmente não existem!!

        Bem isso!! Não há nada a esconder – no sentido mais literal possível!

  • Boni

    Texto irretocável, Nora. Como paulistano, pego-me fazendo os mesmos questionamentos abordados no texto quase que diariamente.

    • Nora Gonzalez

      Obrigada, Boni. Agora falta termos as respostas aos questionamentos, não? Abraços

  • Fabio Vicente

    Parabéns Nora! Análise impecável.
    Este mesmo bom senso deveria ser seguido por alguns cocloativistas, mas a paixão os impede de analisarem friamente a questão trânsito e infraestrutura.
    Os defensores das bicicletas fazem campanha para empurrar goela abaixo da população a substituição da bicicleta pelo carro. Essa atitude causa efeito contrário ao desejado, na maioria das vezes.
    Quanto à Prefeitura de São Paulo, sem comentários. Todos nós conhecemos bem a (in)capacidade do prefeito e sua equipe.

    • Roberto

      E ainda assim em uma dessas últimas manifestações de cicloativistas que ocorreu em Porto Alegre, alguns participantes reclamaram que a população, de uma forma geral, não participava ou apoiava a manifestação. Também pudera, a impressão que muitos desses ativistas passam é que só estarão satisfeitos no dia que todos andarem só de bicicleta, independente da idade, necessidade, condição física, fazendo chuva ou sol.

  • Newton ( ArkAngel )

    Já cansei de discutir naquele site “Vá de bike”, a maioria lá é tudo ciclo ativista xiita, pra esses aí deveriam eliminar todos os carros do mundo…
    Quando aparece alguém fazendo o mínimo questionamento sobre as ciclovias, caem em cima já acusando o sujeito de elitista, reacionário, enfim, igualzinho papo de PeTralha. Com esses aí, é igual discutir com a parede.

    • Mr. Car

      Não é, não. A parede é capaz de você conseguir convencer, he, he!

    • Roberto

      Também já tentei entrar em uma das discussões deste site e em pouco tempo percebi que é quase impossível manter uma conversa inteligente e sensata com os demais participantes. O tom xiita é facilmente percebido em alguns posts que atacam de forma desesperada quem é contra a manutenção das obras, mesmo que sejam feitas de qualquer jeito e que vá contra a vontade e os direitos da maior parte da população. Já ocorreu, organizado por este e outros grupos relacionados, abaixo assinado, manifestação e até uma tentativa de denuncia ao MP contra a promotora que pediu a paralisação das obras das ciclovias:

      http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/03/1607331-cicloativistas-representam-contra-promotora-que-pediu-paralisacao-de-ciclovias.shtml

  • Mr. Car

    Ciclovias como em Sorocaba, sim. Ciclofaixas roubando um pedaço das vias, ou mesmo bicicletas simplesmente dividindo espaço entre veículos motorizados, misturando-se entre eles, não. Simples assim.

    • Marcelo R.

      Concordo totalmente! A palhaçada que aquela criatura está fazendo com São Paulo não dá!

    • Bikentusiasta

      Você está sugerindo que ciclistas não deveriam ter direito de andar onde não há ciclovia? Só lembrando, a velocidade mínima de uma via é metade da máxima e não há velocidade mínima na pista da direita.

      • robson santos

        Ótimo, assassinou o bom senso com essa….
        Faz o seguinte, quando você for pedalar numa Rodovia não se esqueça de entrar no meio de um comboio de caminhões numa subida ou dependendo até mesmo numa descida de serra, aí você vai entender o que é velocidade mínima ok ? É a situação meu caro, não é você que deliberadamente pode escolher causar lentidão/congestionamentos numa via…
        Porque se eu a 100 km/h topar com um ciclista acha que eu vou deixar de dar aquela buzinada bonita só porque estou na faixa mais à direita com um sujeito que pensa que é o super-homem de duas rodas a minha frente ??? Cada uma…

        • Biketusiasta

          “Porque se eu a 100 km/h topar com um ciclista acha que eu vou deixar de dar aquela buzinada bonita só porque estou na faixa mais à direita com um sujeito que pensa que é o super-homem de duas rodas a minha frente? Cada uma…” Robson Santos, você é uma pessoa sádica, qual é o efeito que você espera fazendo isso, acho que é você que está se achando o super-homem das 4 rodas…

          • robson santos

            Sobre o efeito confesso que fico curioso (rsrsrs ), já o motivo é o que qualquer cidadão-inteligente espera: alertar o cidadão-jumento à frente sobre o perigo que o mesmo corre!
            Nossa, cheguei ao máximo de meu sadismo aqui!
            Estradas/rodovias são para veículos automotores. Vá para o acostamento!

  • Juvenal Jorge

    De toda a palhaçada e descaso com a população, o que mais incomoda não é o prefeito ser burro. É ele achar que nós todos somos burros.

    • Nora Gonzalez

      Juvenal, subestimar a inteligência alheia deveria ser um pecado mortal. E como disse Maquiavel: O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta. Abraços.

  • Fabio

    Na minha opinião existem dois tipos de jornalistas: os que pensam e os que se limitam a copiar Notas de Imprensa… estes últimos infelizmente parecem ser hoje maioria. Felizmente não transitam por aqui. Meus sinceros parabéns pelo excelente texto.

  • Cláudio P

    Parabéns, Nora! melhor conteúdo sobre o assunto que li nos últimos tempos. Fiquei perplexo com a tolerância dos ciclo ativistas para a qualidade das ciclovias e ciclofaixas. Prova de dois peso e duas medidas, ou melhor, do sentido político que eles dão ao tema. Só assim para entender porque eles não se indignam, o que seria natural, com a porcaria que a prefeitura de São Paulo lhes está entregando. Também não sou contra ciclovias, mas tem que ser com planejamento e qualidade, tudo o que está faltando.

  • Maurilio Andrade

    Belo Texto Nora, parabéns.
    Realmente estas “ciclofaixas” (com aspas mesmo) estão tornando as nossas vidas um inferno. São uma verdadeira insanidade!
    Além das questões levantadas por você, que assino embaixo, fico pensando também por que o Ministério Público demorou tanto a tomar providências.

  • joao

    Parabéns pelo texto. Brincam de governar empurrando soluções mirabolantes, mas que no final apenas resultam apenas em mais gastos para o povo arcar. Cadê os estudos? Governantes deveriam “pega esse peixe”!

  • Marco de Yparraguirre

    Aqui no Rio ainda é pior, pois o prefeito só pensa no Porto Maravilha.

    • Carioca Apreensivo

      Não, ele só pensa no Pedro Paulo.
      Mas não sei se o partido vai deixar ele ser candidato.
      O “porto maravilha” ele vendeu para os mesmos empreiteiros do mensalão da Petrobras. Ganhou uma grana, empatou mais outra do contribuinte, só que agora ninguém tem cacife para terminar a obra tampouco para comprar os kitinetes de 43 mts. quadrados por, no mínimo à R$ 497K. Feitos em um terreno cujo solo o INEA já analisou que está contaminado.
      Daqui ha alguns anos essa podridão vai aparecer e infelizmente quem pagará somos nós.
      Que o MP me ouça e casse seu mandato bem como o torne inelegível por no mínimo 80 anos!

  • Marcelo Alonso

    Texto perfeito, apesar do imperfeito prefeito. Sou ciclista e contrário ao que estão fazendo com São Paulo. Quanto a esses cicloativistas, acho que está na hora de verificarmos se fazem parte de alguma ONG que recebe $ do governo, não é possível que sejam tão desconectados com o que está acontecendo, custo de implantação absurdo, pintura aplicada sobre buracos, circulação contrária ao fluxo, ausência de sinalização, proibição de desembarque de passageiros (bom para a indústria das multas), pintura feita com algo que lembra gesso colorido, não dura mais de 30 dias. Eu mandei 2 correspondências para o MP mostrando os absurdos dessa implantação e solicitando providências.

  • Marcelo Alonso

    Vejam isso: Repintura da Av. Duque de Caxias e o mesmo local 41dias depois, R. Silva Pinto, veja tamanho do buraco, comparem com o copo descartável, bicicleta após andar na faixa repintada. E ainda existem pessoas que defendem essa implantação!

  • Rodrigo Fernandes

    Parabéns pela excelente análise Nora.
    A falta de critérios, sensibilidade, bom senso, respeito ( poderia ficar o dia todo aqui falando adjetivos ruins) deste boçal realmente me impressiona. É muita incompetência para um governante. Alias não é competência não. Tem mais coisa escondida aí, e suspeito que nos custos incoerentes desta ciclovia pintada com cal que mora a resposta.

  • RoadV8Runner

    Incrível que, quando o ministério público resolve tomar uma atitude sensata, aparecem alguns para serem do contra. Fiquei surpreso ao asaber que as ciclovias de São Paulo foram feitas sem estudo adequado (se é que houve algum estudo…) Mesmo em Sorocaba vemos algumas presepadas com as ciclovias, caso de um trecho próximo da prefeitura, perto de onde moro: usaram a largura toda da calçada para fazer a ciclovia… Mas concordo, a maioria das ciclovias daqui são de fato seguras e bem planejadas. Não fossem os “morros”, usaria mais a bicicleta para me locomover.
    Sobre a Stock Car, já não gostei nem um pouco da forma de pilotagem do Villeneuve. O tal do chega-pra-lá foi totalmente desnecessário, em plena reta, para mim um verdadeiro “troco” por alguma desavença acontecida no miolo. Uma coisa é bater disputando posição metro a metro e deixando para frear pra lá de Deus me livre, mas as insanidades que esse cabra fez nas voltas finais é pura estupidez, não vejo nenhum arrojo nisso.

    • Lucas dos Santos

      Sobre a Stock Car, já não gostei nem um pouco da forma de pilotagem do Villeneuve. (…)

      Eu idem. A cena dos dois pilotos, literalmente, se digladiando na pista não foi nada legal. Ao menos foram punidos com acréscimos nos seus tempos, por atitude antidesportiva. E com um agravante: eles fizeram isso “com o carro dos outros”, o que poderá fazer com que os efeitos dessa punição recaia sobre os titulares. Não sei se havia a possibilidade deles marcarem pontos naquela prova – acabei não prestando atenção nisso – mas, caso essa punição tenha implicado em perda de pontos, esses pontos poderão fazer falta mais adiante no campeonato.

  • jr

    Prezada Nora, acho que os inúmeros furos descritos detalhadamente em sua coluna são facilmente justificados não pela lógica, mas pelo viés ideológico (tudo que o nós fazemos está previamente justificado!), uma forma muito rasa e populista de abraçar de forma falsa um conjunto de valores “contemporâneos” e bons em essência (redução da poluição, valorização do transporte que não requer combustíveis, redução do sedentarismo, redução de congestionamentos, etc.), o autoritarismo (afinal, já votaram na “gente”), na visão sectária e fracionada da sociedade (“nóis x os otro”).
    Há ainda outras medidas desastrosas como o aumento da densidade construtiva (e portanto de população) em regiões que já possui certa infraestrutura, o que satura ainda mais sistemas saturados, …
    Enfim, estes supostos sábios …
    Deixa para lá. Nem sei porque pensei em escrever isso. Nosso país tem dado passos largos para o atraso. Nestes últimos doze anos houve algum avanço, em rápido processo de perda. Se compararmos a evolução do Brasil com a “Europa em crise”, ou mesmo o quase vizinho Chile (apesar do governo de lá atual estar tentando levá-lo para o atraso…) dá vontade de chorar mais que o suficiente para encher todas as reservas de água…
    Triste, muito triste.

  • KzR

    Não é de se surpreender que a implantação de ciclovias não levem em consideração estudos e planejamento. Uma boa parte das estradas públicas também não possuem projeto adequado para asfaltamento, daí sua baixa durabilidade e fraca capacidade de escoamento de água pluvial.
    O custo por quilômetro das ciclovias chega ao absurdo diante da forma imprudente e incompetente de implantação, como também da qualidade das mesmas.

  • Ilbirs

    Até uma cidade pequena como Paraty tem ciclovia mais bem feita e planejada que as paulistanas:

    https://gomesalex.files.wordpress.com/2012/01/foto-0064.jpg

    Observe-se que o piso é de bloco intertravado (mais tração para a magrela, mais aderência se estiver molhado e maior superfície de escoamento dessa água), bem como está em via segregada do resto do trânsito e dos pedestres (aumentando muito a segurança). Logo, considerando-se que o orçamento do município fluminense em questão é bem menor que o paulistano, você tem uma via mais fácil de reparar após obras, bastando retirar e recolocar os blocos, e que por si só da menos manutenção, uma vez que a cor padrão de ciclovia está já na formulação do bloco, dispensando repintura e evitando os descascamentos e amarelamentos que estamos vendo nas improvisadas congêneres vazias paulistanas.

  • Rogério Ferreira

    Eu gosto muito de pedalar, mas por lazer, no final tarde, quando sol já maneirou. Eu realmente não entendo a idéia desses ativistas “ecochatos”.Não me vejo indo ao trabalho de bicicleta, trajando calça jeans e camisa de manga comprida, debaixo do calor escaldante, e chegar no escritório, suado, fedido, precisando de um banho urgente… Mesmo que exista a possibilidade de trocar a roupa, ainda estarei sujo, suado, fedido. Outro problema:.quantas cidades são ideais para ciclovia?. No centro de São Paulo é mole, é lindo, quero ver pedalar em Belo Horizonte! Em Brasília o relevo é plano… Só que não! existem subidas, de 4, 5 Km, como por exemplo, da Esplanada ao Palácio do Buriti, sem contar com o vento contra, e a altitude sempre superior a 1000m, o que culmina em falta de fôlego. pior ainda, se for nos seis meses de seca onde a umidade do ar baixa a níveis desérticos. Exercício de alto nível, coisa para atleta. Esses alienados não saem de suas ilhas urbanas, imaginam que o Brasil, tem o mesmo relevo, o mesmo clima, as mesmas características da Holanda. Lá raramente as temperaturas passam de 30°, talvez em alguns dias de verão… aqui.. quase todos os dias, a temperatura é acima de 30°. Pura irracionalidade, fazer a vontade deste grupinho, que agora pragueja o MPF… O problema desses desgovernos é dar ouvidos e impor a vontade destas minorias alienadas, a custa do sacrifício da maioria da população… É governo das panelinhas…Portanto, temos mais é que bater panela…

    • Bikentusiasta

      Eu pedalo em Belo Horizonte, de segunda a sexta 36 km diários faça chuva ou sol.
      Obs: Não sou atleta, chego suado mas não fedido.

  • petrafan

    alguém se lembra daquele episódio do Mr. Bean no qual ele está dirigindo seu Mini e para no sinal vermelho?
    ao fazer isso, ele nota que um ciclista que vinha pedalando no mesmo sentido, desce da bicicleta e continua em frente a pé, empurrando consigo a bicicleta, até atravessar a faixa de pedestres, quando então sobe na bicicleta e continua a pedalar. daí Mr. Bean faz a mesma coisa: desce do Mini e vai empurrando o Mini com uma mão na porta aberta e outra no volante.
    os cicloafetivos aqui de SP estariam dispostos a imitar o exemplo do ciclista inglês?
    ou então: o prefeitinho Pintando Haddares estaria disposto a capitanear a inclusão desse procedimento no CTB?

    • Fat Jack

      Hahaha, sem chance!!!
      Cicloafetivos e cicloativistas agora crêem que são eles a ter preferências em quaisquer circunstâncias, sequer respeitam as faixas de pedestres. Não adianta meu amigo, cultura é cultura, o resto é balela…

  • “Ai vem outra pergunta: se os tais 90% forem verdade, como elas custaram R$ 650 mil por quilômetro? Na sempre mencionada Paris elas custaram R$ 165 mil e em Nova York, R$ 365 mil. A Prefeitura diz que esse número está errado, que seriam R$ 180 mil, mas com tanta nebulosidade…” Sabendo a escola seguida por esta turma, aí está um bom motivo para estes caras insistirem com o assunto…E para mim é motivo suficiente para o MP observar com atenção!

  • Fat Jack

    Pelo menos tendo como base a cidade de São Paulo sou radical:
    Ciclovia? Sim!
    Ciclofaixa? Não!
    (graças a demência da administração atual infelizmente criou-se uma generalização da expressão “ciclivia”, sendo que a designação só se aplica a uma via – portanto não uma faixa – para circulação de ciclistas, parafraseando: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa…)
    Para se fazer algo minimamente decente, e que não coloque o próprio ciclista em risco, é preciso planejamento, análise, levantamento do volume de tráfego de veículos em TODOS os locais onde se pretende implantar as ditas “ciclofaixas”, e todos nós sabemos que este não é o modo através do qual a atual administração trabalha, haja visto que nem mesmo os devidos estudos haviam sido feitos, foi tudo na base do carimbaço: “Pinte-se”.
    O mais crítico é ver (pessoalmente, ninguém me contou) ciclistas utilizando as faixas de tráfego de veículos como na Av. Eng. Caetano Álvares ao invés da ciclofaixa devido a sua sujeira, pedras e afins…, senti-me tendo meu direito usurpado.

  • Bob Sharp

    Bikentusiasta
    Você está mais do que certo. Masoquismo é um direito de todos, não um crime.

    • Bikentusiasta

      Bob, talvez você nunca tenha praticado um esporte que envolva esforço físico, aí qualquer escadaria para você vira masoquismo mesmo. Mas se andar de bicicleta é masoquismo o que é gastar R$87190,00 para andar a incríveis 18 km/h ? Racionalidade é que não é.

  • Bob Sharp

    Bikentusiasta
    Quando é preciso subo 18 andares do meu prédio de uma vez só. Tenho 72 anos. Chega ou quer mais? /Pergunta: quem vive mais, o coelho que vive correndo ou a tartaruga? / Você falar em velocidade média em uma determinada região em um determinado horário para dizer que bicicleta é melhor que automóvel ou outro veículo a motor atesta o seu elevado masoquismo. Seja realista, menino. Pare de ser bobo.

  • Bob Sharp

    Taradoporbicicleta
    Vi o vídeo e pergunto: o que o orifício anal tem a ver com as calças? Um senhor saudável pedalando num liso velódromo a 24 km/h? E, claro, usando o capacete de dolicocéfalo, senão não tinha graça, não é?

  • Bob Sharp

    Taradoporbicicleta
    Errado, é quando encheu o saco de ler tanta besteira. Por favor, paremos por aqui, vá defender sua tara em outro lugar. Aqui, acabou, fim de linha.