Por mais que os tons de cinza estejam em voga, quando um cara gosta de carro, é preto ou branco: ou ele considera o fabricante uma entidade sagrada, cujo trabalho não deve ser maculado por nenhum mero mortal em hipótese alguma, ou o sujeito tem certeza que pode fazer melhor, e modifica sem dó tudo que pega pela frente sem pudor algum.

Todo carro (na verdade, toda máquina) é um exercício de compromisso. O exemplo clássico, que gosto muito é o de três carros de mesmo conjunto mecânico, e tamanho praticamente idêntico, mas com missões bem diferentes: Karmann-Ghia, Fusca e Kombi. No Karmann-Ghia, que pretende ser esportivo, o motorista senta bem no meio do entre-eixos, baixinho, com as pernas esticadas. No Fusca, que precisa carregar cinco pessoas, ele se aproxima do eixo dianteiro, e para isso fica mais alto e com as pernas flexionadas. Na Kombi, que quer aproveitar o máximo possível o espaço interno para passageiros e carga, o cara acaba sentado com a busanfa em cima do eixo dianteiro, e as pernas a frente dele. O centro de gravidade sobe com o motorista. Compromisso: se você quer um carro esporte, não pode ter muito espaço para passageiros e carga. Nada é perfeito.

Há também outro agente aqui. Se você pudesse fazer um carro no fundo de seu quintal, do jeitinho que você imagina o seu carro de sonho, ele tem que agradar apenas a uma pessoa: você. A posição de dirigir, o viés esportivo ou confortável, o espaço interno, e cada detalhe seria criado ao seu gosto apenas. Se chamar um sócio, a primeira coisa que vai ter que fazer é adotar um trilho no banco e espaço para o banco se mover, para acomodar dois biótipos diferentes, coisa que antes, claro, era desnecessária. Este é apenas um exemplo fácil, o primeiro de um milhão de compromissos inevitáveis para agradar não apenas uma, mas duas pessoas. O carro resultante ia ser bem diferente…

Imagine agora algo que tem que agradar 10 mil pessoas todo mês, por pelo menos cinco anos seguidos. É por causa disso que é difícil um carro unânime, que agrade a todos. E é por isso, também, que deve se ter bastante cuidado ao avaliá-los. Mas o que é importante aqui para a minha linha de raciocínio é: por que temos a vontade de modificar.

 

hot_rod-t2  UMA PALAVRA SOBRE MODIFICAÇÕES. E SOBRE VIVER COM UMA VELHA BMW. hot rod t2

Sacrilégio ou obra de arte? Para o MAO, é o segundo caso

Mas modificar, no caso de máquinas tão complexas como automóveis, é sempre uma faca de dois gumes. Sem a imensa frota de desenvolvimento para avaliar o efeito de qualquer modificação, quando fazemos ela em casa, muita coisa pode dar errado. Usando mais uma metáfora velha e usada demais no mesmo parágrafo, apenas para minha própria diversão: o tiro pode sair pela culatra.

Quanto mais complexo o carro, mais difícil modificar. Não tenho problema nenhum de trocar o motor de um Chevette (um esporte tão popular que deve ter até torcida organizada com sede própria), mas sinceramente não tenho vontade nenhuma de tentar modificar ou encarregar alguém para modificar carros modernos como um Nissan GT-R.

Isto ocorre por um motivo simples: conhecimento. Para modificar bem, você tem que entender o carro de forma completa. Tem que saber, intuitivamente, os efeitos colaterais possíveis de qualquer mexida. Num Chevette, todos tiramos de letra isso, mas em complexos carros modernos é missão que, sinceramente, está acima de minha capacidade de entendimento. Isso sem falar nos valores envolvidos…

 

Nissan-GTR-COR-Encor-Wheels-11  UMA PALAVRA SOBRE MODIFICAÇÕES. E SOBRE VIVER COM UMA VELHA BMW. Nissan GTR COR Encor Wheels 11

Não teria coragem de mexer neste carro!

Mas todo entusiasta gosta de uma história de modificação. Se você estiver nos EUA e prestar atenção na estante de uma boa banca preferida, vai ver que revistas de carros modificados existem em grande quantidade. Eu mesmo tenho antiga paixão pela mais antiga deles, a americana Hot Rod. Mas o que nunca se lê dentro das páginas de tais revistas, é o que deu de errado com as modificações, ou como ficou o carro depois delas. Na verdade, lendo aquilo, uma pessoa pode acreditar que tudo são flores (sim, estou arretado nos clichês hoje).

Eu costumo, por motivos principalmente financeiros, mas também pela minha experiência na atividade, me manter bem prudente e conservador. Mudanças extensas trazem problemas extensos. Nada que não possa ser resolvido, mas demanda mais tempo, suor e dinheiro do que estou disposto a gastar hoje em dia. Mas sou, no fundo, uma das pessoas que não tem nenhum problema em fuçar, mexer, modificar. Tenho espírito de hot-rodder, embora reprima-o diariamente. Modificar um carro a seu gosto torna-o só seu, diferente, único, uma expressão de sua personalidade. Para mim, é igual a arte, uma obra que leva sua assinatura para sempre. 

 

2015-02-22 09.30.34  UMA PALAVRA SOBRE MODIFICAÇÕES. E SOBRE VIVER COM UMA VELHA BMW. 2015 02 22 09

O melhor da Touring é ir encontrar o Bob e o Paulo no Viscount, quase toda semana! A ida já vale a semana toda.

E é por isso que nenhum carro meu de verdade escapou de ter alguma modificação. As vezes extensa, na maioria hoje em dia bem pequenas e discretas, mas sempre. Não podia ser diferente na minha perua BMW 328i 1996 atual, e apesar das mudanças serem pequenas, discretas e sutis, a pedido de uma multidão de leitores (gente suficiente para lotar um Puma inteiro), resolvi contá-las aqui. Mas diferente do que se escuta por aí, vou contar também o que deu errado!

Vivendo com um carro de 19 anos de idade

Tudo começa logo quando comprei o carro. Num passeio que já contei aqui, andando com o amigo RT e seu cupê 325i, notei de cara que o carro dele estava bem melhor de suspensão que o meu. O RT tinha recentemente trocado os amortecedores, a bandeja dianteira, e algumas buchas de suspensão gastas, em seu carro com quase 200 mil km rodados. Os amortecedores eram originais BMW, e as buchas também, mas as bandejas dianteiras de suspensão eram Meyle HD, que troca a construção do articulador esférico (balljoint) de aço estampado para bloco usinado, melhorando a durabilidade e a precisão do movimento, de acordo com o fabricante.

 

 

BMW_325i_Coupe02  UMA PALAVRA SOBRE MODIFICAÇÕES. E SOBRE VIVER COM UMA VELHA BMW. BMW 325i Coupe02

O 325i Cupê do meu amigo RT; uma delícia de andar, acertada com carinho apenas.

 

O RT também, pegando uma dica do excelente site americano Pelican Parts, colocou o câmber traseiro no máximo negativo possível (é regulável, via arruela excêntrica com encosto), conseguindo 2 graus negativos. Na frente, usando arruelas no parafuso inferior das mangas de eixo, tentou alguns valores de câmber até chegar num ideal 1,5 grau negativo, de um máximo de 2 graus possíveis com arruelas. Com 2 graus, segundo ele, o carro precisava de muitas correções para andar em linha reta.

 

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Amortecedores alemães novinhos, amarelinhos e testados em Nürburgring: que delícia!

O fato de que a suspensão não estava lá aquela Coca-Cola toda no meu carro já mostra algo que poucos falam a respeito de comprar um carro de 20 anos de idade. Mesmo se o tal carro, como o meu, esteja pouquíssimo rodado (46 mil km, no meu caso), tenha tido apenas um dono cuidadoso em toda sua vida como também foi o meu caso, idade pesa para todo mundo. As borrachas, principalmente, ressecam e endurecem e perdem ação. Fluidos perdem características. Espumas esfarelam. Coifas se desintegram. Apesar do estado geral excelente, entendi naquele momento que tinha muita coisa a fazer na minha perua.

 

DSCN1355  UMA PALAVRA SOBRE MODIFICAÇÕES. E SOBRE VIVER COM UMA VELHA BMW. DSCN1355

Buchas novas, do fabricante original. Mais felicidade!

Ao mesmo tempo, tinha descoberto uma fonte legal de idéias e peças para modificar um E36, na forma da excelente Turner Motorsport, nos EUA. Graças às maravilhas da internet, as peças da Turner (modificações) e da Pelican Parts (originais) estavam a um clique de distância. OK, a um clique e uma visita ao correio para pagar impostos ao nosso adorado governo que nos dá tanto em troca, mas vocês entenderam. Naquela época, o dólar, se me lembro bem, custava menos de 2 reais tornando tudo bem acessível, mesmo com impostos. Na lamentável  situação em que nos encontramos hoje, eu apenas rezo para nada quebrar.

 

DSCN1351  UMA PALAVRA SOBRE MODIFICAÇÕES. E SOBRE VIVER COM UMA VELHA BMW. DSCN1351

Reforços de carroceria, kit de parafuso/arruela para cambagem dianteira, limitador de curso da bucha traseira.

Num momento de fraqueza, comprei logo um maravilhoso jogo de quatro amortecedores Bilstein “sport” amarelinhos. Junto com eles, vieram embuchamento novo completo, bandejas Meyle HD dianteiras (frescura, admito, mas me empolguei), um kit de parafusos e arruelas para regular câmber da Turner, e um kit para restringir o movimento das buchas traseiras dos braços principais, também da Turner. Toda borracha, batente, coifa e coxim de suspensão foi trocado. Reforços nos pontos de montagem, conhecido ponto fraco da estrutura das E36, vieram também nesta leva.

 

meyle-control-balljoint  UMA PALAVRA SOBRE MODIFICAÇÕES. E SOBRE VIVER COM UMA VELHA BMW. meyle control balljoint

DSCN1358  UMA PALAVRA SOBRE MODIFICAÇÕES. E SOBRE VIVER COM UMA VELHA BMW. DSCN1358

Bandejas Meyle HD, full-metal balljoint.

Estava também insatisfeito com os freios, e por isso comprei pastilhas EBC “Green stuff” inglesas, e um par de discos dianteiros novos, ambos aqui no Brasil mesmo.

 

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Pastilhas EBC, e o ótimo Plastilube da Ate. Uso fluido de freio Ate Racing, também.

Também decidi trocar os pneus, porque apesar dos Goodyear NCT que estavam nela estarem ainda com bastante altura nos sulcos, me pareciam duros demais e muito, mas muito piores que os excelentes Michelin do carro do RT. Depois de muito pensar, conversar e andar em carros de amigos, e consultar alguns avaliadores de pneu da indústria, resolvi comprar quatro Yokohama C-Drive. Pneu é de longe a peça de suspensão mais importante, em minha opinião, e portanto não queria gastar tanto neste sistema do carro sem pneus novos.

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Quando as peças chegaram dos EUA foi uma alegria tremenda. Peças novinhas de boa procedência são como joias para o entusiasta, e eu quase que nem monto elas no carro, para talvez colocá-las em um pedestal de exposição no meio da sala. Os amortecedores amarelíssimos, além da tradicional faixa azul com o nome do seu fabricante, vieram também com um adesivo colado em cada um deles, onde se via o traçado do Nordschleife de Nürburgring, e que em alemão dizia: desenvolvido em Nürburgring. Não é demais?

 

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Adoraria montar estas peças legais eu mesmo, mas vamos falar sério: faltava espaço, mas também ferramentas, tempo e vontade. Coloquei todas as peças de suspensão no porta-malas e levei a bichinha para meu mecânico preferido. Ficou lá uma semana, visto que o dito mecânico trabalha sozinho e toma todo o seu tempo para fazer as coisas. E lembrem: carro parado, estou a pé. Não tenho outro, só o da patroa, que fica disponível para mim só no fim de semana, claro.

Peguei o carro numa quinta-feira, ansioso, para sábado ir até Piracicaba, onde o revendedor da Yokohama colocaria os quatro pneus novos e alinharia o carro. De cara, uma surpresa: o carro estava bem mais alto que antes! Lombadas que eram passadas com dificuldade agora eram facilmente transpostas, mesmo usando as mesmas molas nos quatro cantos do carro.

 

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O braço inferior com seu suporte, como deve ser montado (Turner motorsport)

No sábado, outra surpresa, esta bem desagradável: a traseira, mesmo no máximo da regulagem, dava apenas zero grau de câmber. Onde estão os dois graus negativos que deviam estar aqui nesta situação? Mistério… O fato é que estava com quatro pneus novos no carro, 70 quilômetros de estrada de volta, e sem conseguir um alinhamento satisfatório. Deixei no zero atrás e, com a sensação ruim de estar estragando pneus novos, fui para casa devagar.

 

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Montado errado no meu carro!

Depois de duas viagens ao mecânico, muita coçação de cabeça e de pensar até em comprar um braço inferior totalmente regulável da Turner (veja aqui. Peça linda, que ainda me dá vontade de comprar…), acabamos descobrindo algo que, agora, em retrospecto, parece óbvio: os suportes do braço principal, que foram retirados para a montagem dos limitadores de movimento da bucha, foram montados invertidos! Acho que nem a BMW percebeu que, colocando o suporte do lado direito no esquerdo, de ponta-cabeça, é possível a montagem. E que desta forma tudo permanece igual, mas a cambagem passa de variar de zero a dois graus negativos para de dois positivos a zero! Se você quer fazer um show de drifting, está aí uma boa receita!

 

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Pneus Yokohama japonese, novinhos e cheirosos. Dica: a pinta vermelha indica onde deve estar a válvula, para facilitar o balanceamento do conjunto

Resolvido este problema, o carro melhorou muito ao rodar. Mas confesso que só depois de uns bons dois meses tudo assentou de verdade, e o carro começou a rodar como esperava. E ainda assim… apesar de estar bem legal, a frente ainda precisa de mais regulagem. Só consegui chegar a 1 grau negativo de câmber na frente, e em retrospecto acho que deveria ter deixado a convergência diferente. Talvez mexer mais um pouco em pressões de pneu… o carro ainda não enfia a frente em curvas do jeito que acho que ele pode e deve fazer e, embora esteja uma delícia de andar forte na minha estrada preferida, ainda pode melhorar um pouco.

 

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A foto é do cupê do RT, mas a bola agora está no meu carro. A original estava se soltando, essa veio de graça, e a pega é sensacional…pena que não é preta.

Ando regularmente, como os leitores sabem, nesta estrada, por pura diversão, e andar lá acaba por dar mais idéias de melhoria. Como já falei no meu post da Audi RS 4, estou com uma vontade danada de comprar rodas 17-pol., para conseguir pneus mais modernos e esportivos. Rodas maiores permitiriam freios maiores, retirados de algum M3 em desmanche. E também estou com vontade de mexer em barra estabilizadora.

 

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Clips e parafusos originais da BMW, ensacados individualmente na Bavária. Um pouco de trabalho no fim de semana para aquietar barulhinhos no interior do carro. Sim, sou doente.

Barra não é estritamente necessário aqui. Simplificando um assunto complexo, barra com o mesmo pneu tornaria o carro mais lento em curvas, pois rolando menos, iria toda a energia ao pneu. Com pneu maior, teoricamente, pode existir ganho. Mas tempo aqui não importa, o que procuro é um carro mais gostoso para dirigir rápido, e menos rolagem definitivamente ajudará. Existem milhões de diâmetros diferentes de barra disponíveis, e me pego as vezes calculando efeito de várias combinações diferentes.

 

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Filtro de ar K&N. Promete aumento de potência, mas não percebi nada.

Volante também acredito que é hora de mudar. O original é enorme, e atrapalha um pouco a movimentação das pernas num sujeito alto como eu. E adoraria um banco-concha Recaro como os que existem a venda na Turner, mas são caríssimos. Talvez algum nacional…

 

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Alguém adivinha o que são? Vão quatro no carro.

Mas algo que quero fazer em breve é no motor. Usando um kit da Turner e um coletor de admissão dos 325i (antes de 1996), e uma recalibração da injeção, consegue-se fácil mais 30 cv nos 328i. De quebra, com um filtro de ar menos restritivo, consegue-se levar o rugido da bichinha para um outro nível. Vontades, como podem ver, não me faltam…

Problemas

Há coisa de um ano, um vazamento começou no sistema de ar-condicionado. Debaixo do painel, perto do evaporador. No início, carregava o gás e ele durava um mês. Quando este período diminuiu para uma semana, resolvi parar o carro, levando-o a um especialista em São Paulo indicado por um amigo. O painel teve que ser desmontado, e um novo evaporador precisou vir dos EUA: mais um mês sem carro.

 

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Batentes de mola, batentes de amortecedor, coifas etc. As molas foram apenas repintadas e remontadas.

Depois, os discos dianteiros nacionais trocados lá no início da aventura pediram arrego: empenaram. As pastilhas EBC que devia ter comprado, descobri, eram as “yellow stuff”; as verdes, segundo a própria EBC, são inferiores às originais BMW. Comprei discos e pastilhas originais porque as pastilhas amarelas EBC eram o dobro do preço, e não podia comprá-las (mas queria!). Aproveitei para trocar os flexíveis de freio, e ao fazer isso comprei um jogo reforçado, revestido por malha de aço, que deve durar o resto da vida do carro. Finalmente o carro está freando muito bem, mas ainda não é seu ponto mais forte.

O pedal da embreagem começou a ficar meio bambo, se movendo de lado. Apareceu um pequeno vazamento de óleo, que não me deixaria preocupado, mas que não agradava em nada minha esposa por sujar a garagem. Meu mecânico diagnosticou falha no retentor traseiro. Mais um pacote da Pelican veio com o retentor, um pedal novo, um kit de bucha de pedal de nylon com garantia eterna da Turner, e uma mangueira hidráulica de acionamento de embreagem reforçada com malha de aço.

 

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Resolvendo barulhinhos com espuma. Carro velho requer cuidado constante.

Câmbio baixado para trocar o retentor, um efeito colateral do meu incidente famoso apareceu: a embreagem necessitava troca, também. Mais encomenda de peças, mais um mês com o carro parado. Mas, pelo menos, agora a embreagem está perfeita.

Coisa de cinco meses atrás, indo almoçar com um colega de trabalho, um barulho estranho e uma traseira solta repentinamente me fizeram pensar: furou um pneu! Mas olhando embaixo do carro uma surpresa: o olhal inferior do amortecedor traseiro se soltara completamente da borracha do amortecedor, soltando ele completamente!

 

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Surpresa! Amortecedor escapou do suporte

Liguei para a Turner imediatamente, onde um consultor técnico me ajudou: estava faltando a arruela na montagem. Eu logo retruquei: “Mas eu olhei o manual da BMW, não vai arruela ali!” Na verdade, aprendi, não vai arruela no amortecedor ORIGINAL. Os Bilsteins precisam delas. Estava descrito na caixa, e vieram arruelas, mas parece que tanto eu quanto o meu mecânico não percebemos. Tirou-se um amortecedor sem arruela, o outro foi também sem ela. Foi colocar uma arruela em cada um dos amortecedores traseiros que o problema sumiu.

 

Imagem3  UMA PALAVRA SOBRE MODIFICAÇÕES. E SOBRE VIVER COM UMA VELHA BMW. Imagem3

Não posso dizer que não fui avisado…Erro crasso!

Muitos outros problemas menores ocorreram, mas não vou chatear o leitor com eles. Coloquei algumas fotos de alguns deles, para os mais sádicos, mas não chega nem perto de ser tudo… O que queria aqui era apenas explicar algumas coisinhas que fiz no meu carro, sobre o que sempre me perguntam detalhes. Queria mostrar também um pouco dos tombos que levo, porque as pingas, vocês já conhecem. É para o caso de alguém ter a ilusão que a vida deste escriba é um sonho cheio de carros legais e que tudo acontece maravilhosamente bem. Andar com um carro de 20 anos todo dia não é fácil. Nada fácil.

Mas ainda assim, não tenho muito a reclamar. Existem pouquíssimos carros que me divertem mais andando com vontade num sábado de manhã em uma estradinha deserta. E como fazem alguns meses que nada quebra na perua, minha vida com ela é hoje de muitas alegrias. 

 

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É difícil viver com ela, mas parece que vai continuar sendo assim por muito tempo…

MAO

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

Publicações Relacionadas

  • Danniel

    há cerca de um ano, quando troquei os pneus do meu carro, fiz um “teste”: Perguntei ao senhor se procedia a informação que o ponto vermelho do pneu deve coincidir com a válvula para facilitar o balanceamento. A resposta dele? “Tanto faz, vai ter que balancear do mesmo jeito. E seu pneu vai ficar invertido se eu montar assim”. Ele achou que a logomarca da Dunlop era uma seta indicando o sentido de rotação do pneu.. Ainda bem que ele se distraiu e acabou queimando o motor da prensa de pneus logo na primeira roda.

    • Barroso

      E o pior de tudo é que o trabalho para montar o pneu com o ponto no lugar certo ou não é o mesmo, mas se você pedir para montar certo, o cara perde mais tempo discutindo com você do que fazendo do jeito que pediu. É dose!

    • visitor

      O que deve ser alinhado com a válvula é o ponto amarelo, não o vermelho. De qualquer forma, quanto melhor a marca e o modelo do pneu, menos importância isso tem, pois a alta tecnologia empregada na produção, além do controle de qualidade mais rigoroso, faz com que desuniformidades sejam mínimas.

      • mecanico anonimo

        Exatamente. Postei um comentário antes, apontando a legenda equivocada da foto do pneu também montado errado, mas parece que não foi publicado.. Para rodas perfeitamente concêntricas, que é o caso das rodas de liga leve em perfeito estado, deve-se alinhar o ponto amarelo do pneu (ponto mais leve) com a região da válvula (ponto mais pesado da roda). O ponto vermelho indica o ponto de maior força radial do pneu, só é útil quando a roda possui leve excentricidade, como é o caso das rodas de ferro.

        • Domingos

          Nesse caso se deve alinhar o ponto vermelho com que parte da roda?

          • mecanico anonimo

            Deve ser alinhado com o ponto mais “baixo” quanto à excentricidade da roda (de ferro), mas nem sempre o fabricante coloca esta marca, que seria um ponto de punção, ou algo equivalente.

          • Domingos

            Mas tem a marcação na roda de ferro? Seria esse ponto de punção?

            Nunca reparei nisso.

  • José Ferreira Júnior

    Parabéns pela paixão, MAO. seus textos são sempre sensacionais.

    • MAO

      José,
      Obrigado! Seu comentário já valeu o dia!
      Abraço!
      MAO

  • Como dizem por aquí também: Carro velho ( e bem cuidado! ) é uma cachaça… é inegável que um carro zero é bom…Mas um carro antigo do “teu” jeito deixa um indisfarçavel sorriso de felicidade estampado no rosto de quem tem e o usa, bem diferente daquele que vemos aos milhares saindo de concessionárias dentro de carros novos ( que também é bom, porém um tanto pasteurizado! ) Sei lá, é diferente…

  • Rodrigo Toledo

    Belíssimo texto MAO!!! Você já deve ter contado antes, mas qual estrada é essa sua favorita?
    Abraço

    • MAO

      Rodrigo,
      Obrigado!
      Estrada dos Romeiros!
      Abraço!
      MAO

  • Renato

    O grupo que gosta de modificar o carro também pode ser dividido em 2:
    a. aqueles que buscam melhorar o veículo através da instalação de peças de renomados fornecedores, que já testaram tais modificações.
    b. aqueles que juntam um monte de componentes (alguns deles “da moda”) de fabricantes diversos, alguns até duvidosos e montam um verdadeiro Frankenstein.

    O primeiro grupo cria um veículo mais seguro e de melhor desempenho, enquanto o segundo cria uma cadeira elétrica: é mais veloz mas suas caracteríscas dinâmicas, de segurança ou durabilidade ficam comprometidas.

    Algumas pessoas desconhecem ou despreza que até o retrovisor deve atender normas especificas e não se preocupam com normas técnicas ou de legislação. Também nunca ouviram falar em pass-by noise, cooling, CETESB e outras coisinhas desprezadas em seus “projetos”.

  • Rafael Sumiya Tavares

    Pois é MAO, carros são uma diversão que pode custar dinheiro e paciência, mas é gratificante poder dirigí-lo quando resolvemos os probleminhas que surgem… Estive ensaiando vender o meu Galant VR, tive que comprar um carro zero km pra ir trabalhar longe, mas quem disse que consegui aceitar a idéia de vendê-lo? Ano passado retifiquei o motor dele, gastei uma nota e não me parecia justo deixar todo o ouro para o próximo dono assim! Já fazem 4 meses e o carro continua em casa, meu pai andou usando-o enquanto conserta a suspensão do temperamental Alfa Romeo dele… Acho que vou aceitar que não quero vendê-lo e fazer umas coisas que precisavam ser feitas nele, trocar o sensor de posição do acelerador (tive um sustos com o acelerador parando de responder repentinamente) e consertar o motor de arranque, que curiosamente começou a não querer dar partida bem no dia que fui buscar o Nissanzinho na concessionária (sim, me parece ciúmes). Em relação ao filtro K&N, tenho a uns 2 anos, não fez diferença na performance nem no ronco do V6, mas é um acalento na alma não precisar comprar um novo, é só lavar e aplicar o óleo (o kit de limpeza está lá quieto aguardando o dia de ser usado).
    Obrigado pelo seu belo texto, ele contribui e muito para que eu continue mantendo o meu belo japonês com cara de BMW na garagem me esperando para dar uma volta!

    Um abraço!

    • MAO

      Rafael,
      Eu que agradeço! Abraço!
      MAO

    • nelson taniguchi

      Rafael, tive um Galant 1988, carro excelente, que não deve nada a qualquer sedã 2015 do Brasil. Um dia o câmbio, que era automático, começou a dar soquinhos. Quando fui fazer a vistoria para licenciar o carro, não passou na vistoria porque tinha um furinho no escapamento. Escapamento trocado e o soquinho da troca de marcha acabou… Vivendo e aprendendo. A Mitsubishi devia trabalhar mais na propaganda, porque os carros são ótimos, mas vendem pouco.
      Abç

  • Luciano Gonzalez

    Eu sei bem o que é isso! rs

  • Domingos

    Ainda nem li a matéria, mas a foto inicial me lembrou tanto uma coisa que já vou comentar: como toda perua alemã lembra a Caravan quando está com o porta-malas aberto!

    Parece coisa de fenomenologia. Certas peças como polias são assim também, quando você vê uma polia de carro japonês/frances/italiano parece já viu todas as outras da mesma nacionalidade…

  • Lorenzo Frigerio

    Tem uma coisa que o MAO não abordou especificamente, mas está lá no texto: esses carros fabricados a partir dos anos 90 têm um dimensionamento muito mais equilibrado dos diversos sistemas do que os velhos Dodjões, Opalões e Maverangas. Se você fizer upgrade em um único componente, ficará decepcionado.
    Quando comprei meu Calibra, achei absurdo que um carro capaz de alcançar 220 km/h tivesse discos dianteiros de apenas 256 mm de diâmetro, mesmo diâmetro, por exemplo, dos Santanas pós-1994. Aproveitei uma viagem à Inglaterra para trazer um kit da Courtenay Sport, com flexíveis de teflon, pastilhas Mintex, pinças e discos do tamanho do Vectra B CD (e dos Calibras Turbo e V6, com 288 mm), só que para roda de 4 furos. O carro não mudou muito, e se eu apertar com força, trava as rodas dianteiras, mesmo tendo ABS. Um americano que escreveu um livro conhecido sobre desenho de sistemas de freio, afirmou que o que freia o carro são os pneus, não os freios. É verdade. Eu precisaria ter os pneus do Calibra Turbo para que isso não ocorresse. Mas se for assim, essa é uma coisa sem fim. Se morasse na Europa, ainda procuraria num desmanche as rodas do Turbo idênticas às minhas só que aro 16. Mas não temos essa opção aqui, e sou um adepto da originalidade.
    Amortecedores Bilstein B2 (calibragem OEM, mas monotubo invertido como todos Bilstein) foram decepcionantes, parecem piores que os originais de fábrica. Mas estavam com generoso desconto, e considerando o imposto, foi o que consegui comprar (infelizmente, peças desse carro têm que vir do Reino Unido, então não pude comprar da marca KYB, que prefiro).
    Em relação ao alinhamento, 2 graus negativos é querer jogar os pneus fora. Normalmente, nenhuma regulagem de rua passa dos 3/4 negativos. E ainda sobre esse tópico, das buchas montadas errado, existem buchas excêntricas para a bandeja superior de Dodjões sambados, para ajudar a corrigir cambagem muito negativa. Essas buchas podem ser montadas de tal maneira (a da frente para fora e a traseira para dentro) que em Dodjões bons não interfiram no ajuste normal da cambagem, mas joguem o pivô superior para trás, aumentando o cáster, coisa que por projeto esses carros têm muito pouco. É uma gambiarra bem mais barata que comprar bandejas tubulares.

  • CCN-1410

    Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
    Não gosto de modificações exageradas como as de hot rods, mas algumas modificações como fizeste em teu carro, sem problemas, mas cada um deve fazer o que achar melhor e ponto final.
    Por exemplo, o que eu gosto mesmo é de carros simples, sem niquelados e outros enfeites supérfluos. Gosto de carros duas-portas, que podem ou não ter vidros e travas elétricas, mas que sejam bem acabados e silenciosos como um Rolls-Royce.
    Ar-condicionado e direção hidráulica são essenciais e gosto também de rodas de aço comuns e sem calotas.
    Ou seja, quanto mais simples, mais ao meu gosto.

  • Ggvale Vale

    Boa tarde, já comprei várias peças originais para minha E36 no Pelican. Na hora de ir aos Correios buscar era a maior alegria . Com o dólar atual, acabou a brincadeira .

  • Fernando

    Excelente post MAO!

    Curiosidade: no outro post havia falado sobre os Yokohama, aparentou não ter gostado, o que achou deles? Tenho na minha E36 Sedan os A-Drive e acho excelentes.

    Sobre as pastilhas, acho que para sair das originais vale à pena ir logo para as Red stuff.

    Os Bilstein são meus próximos desejos para o carro… hoje tem na frente os Bilstein fornecidos originalmente pela BMW!

    As 4 pecinhas sei o que são… e acho que vou deixar o meu carro sem os dois traseiros, pois foram perdidos em alguma lombada já… hehehe

    Sobre andar com um carro de 20 anos… é minha terceira vez seguida de um carro de uso diário com essa idade, e nada é como nos programas de TV a cabo. Mas é legal como nenhum carro novinho e “sem problemas” seria.

  • Lorenzo Frigerio

    Off-topic… Ôpa! Acho que o Haddad passou por aí:

  • RoadV8Runner

    A sastifação que dá comprar peças novas para um carro que gostamos é indescritível. Acabei de chegar de Taboão da Serra-SP, distante 90 km de Sorocaba, onde moro, só para buscar uma longarina traseira do Opala, para substituir a do meu carro, que está bem corroída. Peça original GM de estoque antigo, a preço mais do que justo, verdadeira agulha no palheiro! (para não fugir do padrão do texto… rssss!)
    Fiz ainda outras extravagâncias, que devem chegar em breve, e tem uma lista de outros itens que pretendo adquirir futuramente. Não fosse a limitação de orçamento, teria feito um estrago nas finanças…

  • Sandro Rocha

    Eu fiz uma “viagem” com esse texto. Me lembrei do meu primeiro BMW, um 325/94. Agora estou “namorando” um 328/97(único dono) e, lendo essa matéria, a pressa aumentou.
    Abs.

    • MAO

      Sandro,
      Valeu!
      MAO

  • Ozirlei

    Eu não mexeria com barras estabilizadoras. Pela minha experiencia pelo meu proprio carro que tem mais de 20 anos e tambem foi a primeira modificação que eu fiz. Porem coloquei na conta molas esportivas. Trocar os amortecedores por de maior carga sem mexer nelas pode gerar resultados não tão satisfatórios. É hoje já é possível manter um pouco do conforto. Se usar molas “progressivas” você mantém um mínimo de conforto e tem um desempenho melhor. Uso AGKit progressivas e amortecedores stock Plus. (que sao uma melhoria consideravel ja que mesmo sendo quase originais passou do original “a oleo” para pressurizado e com pelo menos 1cm a menos de altura (sao encurtados de fabrica do modelo esportivo) Também penso que as melhores modificações são aquelas que modificam pouco) quanto a roda porque ir para 17 e sacrificar tanto o o conforto. Será que não é melhor ir para uma 16 com pneus tão largos quanto?

    • MAO

      Pneus aro 17 com perfil 45 hoje em dia não são mais impossíveis de usar. E a roda maior permite o uso dos freios da M3. Já que vamos gastar…
      Sobre a barra, ainda estou estudando. Molas mais duras não existem sem baixar a altura do carro, algo que não quero fazer.
      Grato pelo comentário!
      MAO

  • francisco greche junior

    Pois é, excelente texto, passamos por muitas dificuldades nessa de modificar carros. Eu com meu Escort Zetec 97 terminei antes de ontem de montar uma nova embreagem, desta vez lona HD da Displatô. Sendo que é a segunda embreagem que eu mesmo troco em 5 mil km, a anterior em ceramica foi uma decepção.
    Agora, a felicidade que foi ontem, quando dei uma volta com o carro e percebi ele meio que me retribuindo o esforço, acelerando bem, roncando bonito em altos giros, bons engates de marcha, isso compensou toda a dificuldade do serviço sozinho na garagem.

    • Domingos

      Esse carro, aliás, me deu bastante problema com embreagem. Parece que, tirando a original, nada deu certo. Duravam muito pouco!

  • Leister Carneiro

    MAO tenho minha versão de pobre um GLI 1.8 com amortecedor preparado do Rogerio Amortecedor da Lapa. Me dá muitas alegrias

    Parabéns pela viatura

    • MAO

      Leister,
      Show! parabéns a você também!
      MAO

      • Leister Carneiro

        Obrigado MAO

    • Lorenzo Frigerio

      Caramba, o Rogério ainda existe? Imagino que o velho já tenha falecido. Um colega colocou amortecedores do Rogério num TS e ficou muito bom. Mudou o carro. Isso nos anos 80. O problema é que hoje os carros usam amortecedores a gás, então não sei como eles lidam com isso.

      • Leister Carneiro

        Ele está lá firme e forte com seus amortecedores a preços bons e dando trabalho na rua. Isto que você falou é verdade, não sei se ele trabalha com amortecedor a gás!

  • francisco greche junior

    Ah vale mais um comentário. Não sou sádico nem nada, mas adorei ler tuas modificações, inclusive a tal parte de “nem tudo são flores”.

    • MAO

      Francisco,
      Obrigado! Que bom que gostou!
      MAO

  • Mr. Car

    Para grandes mexidas, tem que saber fazer e ter dinheiro, ou pagar quem saiba, coisa que vai demandar mais dinheiro ainda. Fico com os meus do jeito que vieram de fábrica, exceto por modificações que não sejam mecânicas, tipo umas rodas mais bonitas (mas com as mesmas especificações das originais), e acessórios de estética e conforto que sejam de série nos modelos mais top, mas que não tenham vindo no meu.

  • Lucas

    Parabéns pelo post! Poderia explicar melhor o esquema da bolinha vermelha do pneu alinhada ao pisto?

    • MAO

      Lucas,
      Grato!
      Eu só lembro agora que é onde se deve por a válvula. O motivo, se perdeu nas brumas do tempo… vou resgatar e coloco aqui.
      MAO

      • Domingos

        Provável que seja o lado do pneu que acabou saindo um pouco mais leve que o resto… Assim balanceia melhor com o resto do conjunto pneu/roda/válvula.

        • MAO

          Pinta amarela é ponto mais leve do pneu. Pinta vermelha, tem a ver com concentricidade. Vermelha se sobrepõe à amarela, quando tem as duas. Tudo para balancear com o mínimo de pesos.
          MAO

          • mecanico anonimo

            Não vejo muito sentido em alinhar a marca vermelha com a válvula, pois no processo de balanceamento este ponto mais pesado (válvula) será anulado pelo contrapeso. E o ponto amarelo (mais leve) do pneu também precisará ser compensado por inteiro, aumentando o contrapeso total necessário. Para mim faz todo sentido o que a própria Yokohama diz em seu site: Se a roda tiver a marcação do ponto de excentricidade “mínima” (geralmente rodas de ferro), alinhá-lo ao ponto vermelho. Na ausência da marcação na roda, alinhar a válvula ao ponto amarelo. Desta forma minimiza os gramas de contrapeso necessário, e assumindo que a roda é perfeitamente concêntrica, não há nada que se possa fazer com relação a variação de força radial (ponto vermelho) do pneu, pois qualquer tentativa de anulá-la com pesos irá produzir desbalanceamento.

          • Domingos

            Imaginei que fosse para usar o mínimo de pesos/facilitar o equilíbrio caso as rodas não estejam tão boas.

            Só não sabia que era por concentricidade e não peso. E fica um pouco confuso qual deve ser usada em cada caso…

      • Lucas Pereira

        O amigo Beta Romeu colou uns artigos explicativos. Realmente eu não sabia disso.

    • Beta Romeo
      • Lucas Pereira

        Legal! obrigado. Bem explicativo.

  • nrporto

    Não sou tão louco como você, mas gosto de
    modificar o carro, para ficar do meu jeito mas
    sem exagero. Rodas mais esportivas, um toque no motor, escapamento
    e pronto. Agora, para saber se ficou bom você
    precisa me dizer onde fica essa estrada…
    Abs

    • MAO

      Estrada dos Romeiros.
      MAO

  • Miquelle Francisconi Alves

    Os bilstein são lindos mesmo MAO… e essas luvas de dirigir ? Lembra o vilão do filme Bullitt haha

    • MAO

      Luvas BMW! É uma frescura só esse MAO!
      Abraço!
      MAO

  • pkorn

    Esse post me lembrou de um artigo de Jeremy Clarkson (Sim, o polêmico!), onde ele encara o dilema de renovar o interior de seu Mercedes 600 Grosser. Original ou ligeiramente personalizado? Vou deixar o link aqui: http://www.topgear.com/uk/jeremy-clarkson/clarkson-grosser-merc-2010-09

  • Excelente!!

    • MAO

      Valeu, Belli!
      MAO

  • Lucas Romeiro

    Mao, qual o aparelho de som que está nela? Esse aparelho é bom?

    • MAO

      Um Pioneer DVD que estava em promoção quando o Kenwood de época que veio nela pifou irremediavelmente… Bom, sim, mas não sou especialista no assunto.
      MAO

      • Lucas Romeiro

        Obrigado Mao, fiquei interessado em saber depois da postagem do Felipe Madeira sobre o aparelho de som do Alfa 145.

  • Renan V.

    MAO, por que você não transforma a sua 328 Touring em uma M3 TOURING? Deixando a mecânica (e o visual) como o da M3 e36?

    Res: Por que alterar o motor de uma BMW é loucura e ninguém aqui é milionário.

  • Paulo César_PCB

    O maior problema de instalar peças gringas, se você mesmo não as instala, é quem vai fazer ler e entender as instruções. Mesmo que seja por meio de desenhos. Quantos lêem bem ? Entendem o texto, quando evidente o manual de instruções é bem escrito, isso em português. Quando vem em inglês então….Alemão então. O prejuízo poderia ter sido grande. E aí como fica ? Por mais experiente que seja o mecânico e equipe, será que o método de trabalho é à prova de erro?

    Com meu mecânico de confiança, que também trabalha sozinho, eu fico cheio de dedos para lembrar a ele se até aquela insignificante arruela ou parafuso foi montado corretamente.

    • Leonardo Mendes

      E não esquecendo que a maioria desses textos vem com termos técnicos cuja tradução se converte numa arapuca se o cara que estiver lendo não for iniciado.

  • MAO

    Fernando,
    os pneus não são ruins, mas meio duros apenas. Na verdade, pneus nessa medida hoje não são de primeira linha, esportivos.
    Freios: as pastilhas originais são muito boas! Carro freando bem agora.
    Abraço, e grato por comentar!
    MAO

    • Fernando

      Obrigado pela resposta!

      Será diferença no composto entre o A-drive e C-drive? Uso 32 lb/pol² nos meus.

      Os meus achei bastante macios, assim como os Kumho de outros carros em que uso, que também não são de primeira linha. Apesar disso na medida original da BMW a Kumho tem a linha voltada para desempenho(Ecsta) que pode ser uma boa!

      Abraço

  • gpalms

    O E36 é uma das melhores bases para a personalização. Pessoalmente, um “up” que recomendo é a admissão de ar frio (cold air intake), da aFe ou KN. Solta pouca coisa o motor, mas o som… Ahhh, o som da indução fica simplesmente animal!!!
    E MAO, quanto à rigidez torcional, tem um X-brace (de fábrica dos conversíveis) que ajuda bastante, não é caro e bem simples de instalar.

    • MAO

      gpalms,
      Sim, o X-brace tá na wish-list da Turner. Junto com 500 outros itens, kkk
      Mas a admissão vou acabar fazendo com certeza!
      MAO

  • Luciano Gonzalez

    Meu novo desafio está sendo passar o Voyage para 5 parafusos de roda, nada de refurar cubo ou usar prisioneiros. Traseira: tambores de 200 mm de Fox com pontas de eixo de Fox; dianteira, cubos e rolamentos de Fox no telescópio do Voyage, Discos ventilados de Fox e pinças de Santana.. o carro vai ganhar (já as tenho) as BBS do Passat VR6 B4 15″ e elas serão montadas com 4 Dunlop, 185/55R15 SMLP3. A suspensão, já procurei os Koni para esse carro, mas o máximo que consegui foram os dianteiros, à pequena bagatela de R$ 1.500,00 o par… vou fazer uma suspensão na Fênix e ver o que dá, baixar o carro uns 30 mm…

  • joao

    No início li “ônibus”, só que ao contrário. Depois entendi a piada, é “subinô”. Do outro lado da rua aposto que está escrito “descenô”… Eta daddah!

  • KZU

    Mao, bela matéria. Muito top.

  • RT

    MAO, se eu for relatar tudo o que eu fiz no meu cupê, dá texto para o ano todo!!!! Essa parte da suspensão foi a que eu fiz com maior carinho e cuidado para não fazer besteira, pois a dinâmica do E36 é o grande ponto do carro. Ate hoje, nenhum outro carro que eu dirigi traz esse equilíbrio entre conforto e aderência, e nenhum tem o feeling de direção do E36.

  • Matheus_Ulisses_P

    Um bom carro, independente do tempo que passar e das manutenções que ele venha a dar, se bem cuidado sempre será um bom carro! Um entusiasta de verdade não desiste nos primeiros probleminhas. Vida longa à sua perua!

    • MAO

      Matheus,
      E nos segundos, terceiros e quartos probleminhas? rs.
      Brincadeira, se vender ela é porque realmente fali!
      Abraço!
      MAO

  • REAL POWER

    Nunca tive um carro 100% original, e acho que nunca vou ter.

  • Maycon Correia

    Um conhecido teve um 328i sedã preto de 1999 a 2005, manual, com bancos de couro vermelhos. Era um sonho de carro. Lindo, perfeito, novinho e bem cuidado, porém eu preferia o ronco que os automáticos faziam esticando marcha, e com aquelas reduzidas insanas que eles tinham. Vez ou outra eu estava de carona numa 325i automática ano 1995 semelhante a essa 1997 ali, porém com outras rodas e bancos pretos. E o ronco nessa era mais forte e empolgante conforme o dono a dirigia com perfeição e o pé no fundo. Esse dizia para que ligar o rádio, se o motor produz a melhor música!

  • Gustavo França

    Tenho um carro do mesmo ano… um Subaru Impreza GL 1.8, com muitas similaridades com o BMW do MAO. Comprado com pouco uso (100 mil km para um carro de 17 anos à época da compra), de um único dono (que tinha histórico de todas as manutenções realizadas) e que devido a idade, esta agora na necessidade de uma bela revisão da suspensão. Só me falta o nível de conhecimento do MAO sobre a parte técnica, para maximizar esta revisão e deixar o carro da melhor maneira com custos razoáveis.

  • Como usual, um texto absolutamente prazeroso de ler.

    Já retransmiti esse texto a um amigo que há poucas semanas passou a ser o guardião de um 325i.
    Quanto a mim, continuo com minha Italiana de 18 anos e a poucos passos de terminar um pequeno processo de revitalização, com o objetivo de participar do maior encontro brasileiro de Alfa Romeo, em abril.
    Sou do time que acha que as máquinas podem ser melhoradas. Mas no meu caso, pretendo manter o máximo das características originais,as modificações serão apenas nas linhas de freio e combustíveis reforçadas, uma barra anti-torção e dependendo do resultados de estudos a serem feitos um diferencial de deslizamento limitado Alfa Romeo Q2. Mas sem previsão para serem feitos. Já no próximo 155 que adquirir, o céu será o limite, rs.

    Recentemente, calculei o quanto gastei no carro ao longo de um ano e descobri que o carro levou um terço do que ganhei no período. Após algumas considerações cheguei a conclusão que foi barato, tendo em vista o prazer e satisfação que tive ao longo do período.

  • MAO

    Delfino,
    Obrigado!
    Preço não é o que as vezes cansa…é ficar a pé!
    MAO

  • MAO

    Gustavo,
    Nem conheço tanto assim… Parabéns pelo carro!
    MAO

  • MAO

    RT, camarada… eu também, rsrsrsrsr.
    Dei uma bela resumida.
    Direção, permanece o ponto alto. Só o GT86 chega perto, até onde sei.
    Abraço!
    MAO

  • MAO

    KZU,
    Obrigado, comente sempre!
    MAO

  • Bera Silva

    Obrigado por públicar estes serviços feito na perua. Muito esclarecedor.
    Diante da popularização da aquisição de antigos e modificações de automóveis, seu texto é esclarecedor, mostrando algumas dificuldades pela qual nós passamos.

    • MAO

      Bera,
      Eu que agradeço a atenção e o comentário!
      Abraço!
      MAO

  • Rodrigo

    MAO,

    Carro velho é assim… De vez em quando tem que parar e gastar. Não existe essa de revisão programada. Quando o defeito aparece é a hora de parar.

    Pensei em usar esses Bilstein amarelos quando troquei os amortecedores de um carro meu mas todas as pessoas que consultei disseram que o uso na cidade seria inviável.

    Em tempo, espero que quando for vender anuncie o carro aqui. Sempre quis ter um E36.

  • Diego Cardoso de Araujo

    Obrigado pela indicação Delfino gostei muito do texto
    Também acredito que todo carro pode ser melhorado, porem sou do tipo conservador vou tentar deixar meu 325i o mais original possível hehe
    Sei que a caminhada vai ser longa e vai demandar muita grana, pois mão de obra especializada custa muito mas vale cada centavo
    Abraços excelente matéria

  • Vilson Levi

    Obrigado pelo texto!
    Parabéns pelo carro!

  • Cadu

    Muito bacana o tópico, parabéns!
    Eu sou totalmente adepto das modificações, todos meus veículos são modificados. Primeiro porque sempre dá para melhorar o que o fabricante economiza, depena e/ou generaliza.
    Segundo, porque acho decepcionante você parar no sinal ao lado do carro ao lado e você estar no mesmo veículo que a tiazona que não sabe nem onde fica o motor. Somos entusiastas, gostamos das máquinas e queremos nos destacar no meio de tanto “mautorista”

  • Matheus Antunes

    Opa estou precisando trocar o meu kit de embreagem e aqui no nosso querido Brasil o preço não é nada acessível, poderia me informar onde efetuou a compra? Abs

  • MAO

    Valeu, Cadu!
    MAO

  • MAO

    Vilson,
    Eu é que agradeço a atenção, e o comentário!
    MAO

  • MAO

    Diego,
    Obrigado!
    MAO

  • MAO

    Rodrigo,
    Vender? o que é isso?
    Obrigado pelo comentário!
    MAO

    • Rodrigo

      Obrigado você!

      E por favor, se possível, dê um parecer do uso desses amortecedores no nosso belo asfalto.

  • wanderson

    MAO, gostei muito do seu texto. As BMW E36 são fascinantes mesmo. Por acaso você sabe se o equilíbrio da versão 4 cilindros é melhor, pior ou igual ao das 6, nessa série? Parabéns pelo belíssimo carro. 🙂

    • MAO

      Wanderson,
      Obrigado!
      O quatro-cilindros é diferente, mais ágil, mais nervoso. Mas anda menos. Eu gosto também!
      Grato, e comente sempre!
      MAO

  • Evandro M

    Obrigado pelo “choque de realidade”, MAO. Acabei de adquirir um 320i 2004 (meu primeiro BMW), com marcados 55 mil km, que está rodando maravilhosamente bem, justinho, uma delícia. Mas veio com o tal vazamento de óleo (algo que o antigo proprietário, ao menos, se prontificou a resolver). Temo por gastos maiores e imprevistos. O preço a pagar por rodar com um auto diferenciado a preço de 1.0 novo. Duas perguntas: 1) recomenda troca imediata de alguma correia, case sejam originais?; 2) o manual não orienta quanto a prazos ou quilometragem para troca de componentes, nem a especificação do óleo do motor: o que fazer na manutenção preventiva? Seguir estritamente a indicação de revisão que aparece no painel (10.000 km)?

    • MAO

      Eu trocaria todos os fluidos imediatamente. Todos.
      Mangueiras, correias e buchas precisam ser inspecionadas. Todos os fluidos, todas as borrachas, e todos os componentes em contato com o fluido (radiadores e sensores principalmente) são potenciais fontes de problemas.
      Abraço!
      MAO

    • André Baptista

      Não esqueça o Calcanhar de Aquiles dos E36 e E46: sistema de arrefecimento. Tem gente que troca todas as mangueiras e bomba d’água a cada 5 anos, ou menos. Porque esse motor, se esquentar, em segundos trinca o cabeçote

  • a. shiga

    Seu relato de manutenção é muito parecido com minha convivência nos últimos 6 anos com meu 325 94 sedan, inclusive de ver que o carro com suspensão em bom estado não rala, isso depois de o parachoque já estar todo lixado por baixo. Mexi em tudo que vc mexeu, na maioria das vezes na minha garagem, só não coloquei amortecedores esportivos, preferi original mesmo. Mas tive que fazer uma porrada de outras coisas no carro, algumas bastante complicadas, sendo a troca do retentor do vanos, a mais demorada. Tenho alguma coisa ou outra pra resolver ainda, alguns problemas cabeludos. Sempre tem, vc sabe…
    Mas não uso o carro todo dia como vc, ao longo do tempo dirigindo um fit no dia a dia de sp percebi que a embreagem e a direção são pesadas ao ponto de te deixar um pouco mais estressado todo dia. Só uso em dia de rodízio e pra passear/viajar.

    • MAO

      Eu sei!
      Hoje ela está bem comportada, mas sempre acontece algo, não há dúvida.
      MAO

  • Fat Jack

    Adorei a (bem humorada) matéria…, é o mais puro retrato da realidade!!
    Andar com um antiguinho (mesmo que nem tão antigo assim) é sempre trabalhoso, prazeroso e o pior, viciante…
    Essa Touring é absurdamente bela e felizmente encontrou um dono que “gosta da coisa”, pois uma das coisas que eu lamento é ver carros dessa categoria (e com esse potencial) se degradando…
    MAO, fiquei somente com uma dúvida quando você mencionou o ajustes de cambagem que você pretende fazer, isso não aumentará o desgaste na região interna do pneu (digo, em andar com -1,5°/-2°)?
    Quanto a parte do texto em que você comenta: “…lotar uma Puma…” deve ser a carroceria de um dos caminhões Puma, porque tem gente pra caramba!!!

    • MAO

      Fat Jack
      Obrigado!
      A cambagem maior aumenta desgaste irregular sim…Ganha-se aderencia, perde-se durabilidade, mais compromissos.
      Bem lembrado, caminhão Puma! Valeu!
      MAO

    • MAO

      Lembrem-se sempre, se ficou girando 20 anos, desgastou. Se ficou parado 20 anos, engripou!
      MAO

  • Marcelo Schwan

    Excelente texto.

    Vou mostrá-lo para minha esposa, minha mãe e minhas irmãs.

    Meu carro de uso diário é um Golf DSG, que por ser novo não me dá dores de cabeça. Mas as paixões de fim de semana dão dor de cabeça e gastos e as “mulheres da minha vida” não entendem de jeito nenhum porque mantenho esses carros.

    Há pouco menos de um ano adquiri um Maverick V-8 74 e gastei uma graninha nele para ficar do meu jeito. Já veio bem nervoso, então concentrei-me na aparência, onde desmontei e repintei o carro todo da mesma cor original (laranja Mirassol), mas com tinta sintética e quatro camadas de verniz. Aproveitei e troquei o câmbio automático C4 por um 4 marchas original, com a manopla do câmbio igual a sua, mas na cor preta.

    Mas a paixão mesmo é um Omega 4.1 1996 automático, que foi do meu pai, e que peguei com 35 mil km, há 13 anos comigo.

    Esse é que elas não entendem. Sempre tratado a pão-de-ló, com peças originais e aparência toda original, nunca pintado, estepe ainda original e sem uso, estofamento em veludo original e ainda perfeito, painel digital. Para finalizar, placas 4100.

    E como você bem colocou, é um carro de 19 anos de uso. Bem cuidado, mas o tempo é cruel. Borrachas ressecam, mangueiras também, fluidos perdem suas características.

    Mais uma vez, gostei muito do post. Vou mostrar às “minhas mulheres” pra ver se elas entendem essa minha paixão.

    abraço,

    • MAO

      Marcelo,
      Obrigado, que bom que gostou!
      Forte abraço!
      MAO

    • André Baptista

      Pneu dura só 5 anos, um estepe com 19 anos não poderia ser usado com segurança. Melhor guardar na garagem e andar com um novo no carro

      • Cid Mesquita

        Depende do armazenamento a garantia é de 5 anos.

  • KzR

    Mais uma bela reportagem sobre a Touring, não poderia esperar menos do MAO.
    Adorei a descrição dos relatos (mesmo que tenha sido um bom resumo) de forma nua e crua do que deu certo e do que não deu; do que “penou” para ficar correto. Atentar-se para a realidade é deveras importante para quem deseja adquirir um carro mais velhinho (no bom sentido) e não se decepcionar nos primeiros problemas que aparecerem.
    A Touring deve ter ficado com um excelente chão depois dos upgrades. Continua veludo macio?
    Curti a bola da alavanca e concordo que teria ficado melhor preta (a do DS3 não serve? rsrs).
    A respeito da última foto, ainda espero a chance de poder curtir meus momentos de E36.

    • MAO

      KzR,
      Obrigado!
      Ela ficou mais durinha, mas não exageradamente. Acho que mais efeito de pneu que de amortecedor.
      Abraço!
      MAO

  • Leonardo Mendes

    Mais um delicioso capítulo da Saga da Touring… faz a Odisséia parecer um conto dos Irmãos Grimm.
    Lembra bastante o casamento de dez anos do meu pai com um 605 SV comprado zero em 95 e vendido por R$ 29.500,00 na troca por um 406 Coupe… nas palavras dele, “o melhor carro que já tive na vida“, o que é muito pra alguém que trocava de carro a cada ano.

    -*-

    MAO, no texto que você linkou da “Morte e vida severina” da Touring está faltando um imenso pedaço, justamente o que descreve o incidente e a ressurreição… aliás, tantas foram as vidas desse carro que já deveria ter ido ao cartório e mudado o nome para “Lázara.”

    • MAO

      Leonardo,
      Pois é, mais um post que precisa ser refeito, problemas na época da migração para site… Obrigado pelo aviso!
      MAO

  • Vanessa Elisa

    Ninguém mais vai dar palpite do que são as 4 pecinhas pretas? Meu palpite: jack pads, apoio para macaco… Como eu sei? Também sou doente, e também já troquei. Os do meu carro tem formato diferente, mas o encaixe é o mesmo.

    Parabéns pelo cuidado com essa linda touring, e parabéns pelo texto, uma delícia de ler, como sempre. Apesar do meu BMW ter metade da idade, já me identifiquei com alguns perrengues, como o vazamento no evaporador (e a agonia de ter de tirar o painel para trocá-lo). Na minha opinião textos como esse são um serviço de utilidade pública: quem quer ter um carro como esse, deve fazer uma manutenção com o mesmo cuidado que o carro foi projetado e fabricado. Torço que essa perua siga retribuindo esses cuidados com muita diversão ao volante por muitos e muitos anos!

    • MAO

      Vanessa,
      Na mosca! São “jack pads” mesmo!
      Obrigado pelos elogios, e pelo cometário todo! Comente sempre!
      MAO

  • ubiratã

    Gostei das luvas que você está usando na última foto. Qual modelo?

    • MAO

      Ubiratã,
      São luvas originais BMW, acho que só tem uma…tem outra “M”, mais para pista.
      Abraço!
      MAO

      • ubiratã

        Hum. Estou procurando luvas de couro para direção mas é difícil de achar uma que não seja completamente fechada (impraticável com o clima brasileiro) ou com as pontas dos dedos à mostra, que não gosto. A procura continua então, abraço!

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto, tanto a parte mais “filosófica”, no começo, quando a parte prática, posterior. É excelente ver gente falando a verdade sobre o assunto, pois a maioria vai cega pelo canto de sereia e o resultado são projetos mirabolantes incríveis que sempre morrem no meio do mar (nem perto da praia chegam).
    De quebra, ainda podemos acompanhar tudo isso na sua bela BMW. Sensacional!

    • MAO

      Corsário,
      Obrigado! Comente sempre!
      MAO

  • Alexandre

    Ótimo texto e me senti um dono normal agora, pois carros com mais de 20 anos são temperamentais e adoram nos causar surpresas.
    MAO, não sei se poderia me ajudar com isso, mas estou com um Escort Guarujá há alguns anos e já investi um “popular” nele para deixá-lo zerado, agora estou querendo fazer upgrades usando peças dos Escorts modernos ou Focus. Você indicaria algum mecânico especialista em Ford ou que seja caprichoso para tentar fazer essas alterações?

    • MAO

      Alexandre,
      Não conheço, mas qualquer mecânico cuidadoso deve resolver bem…
      Abraço, e obrigado pelos elogios!
      MAO

  • Andre Kawakami

    Também cuido de um 328i 96 prata, porém sedan.

    Recomendo muito a troca pelo coletor de admissão do 325i, de vazão bem maior. Muda completamente o carro depois dos 4 mil rpm, que com o coletor original é bem amarrado.

    Nem precisa do kit de adaptação da Turner, um bom mecânico consegue refazer as linhas decentemente.

    • MAO

      Andre,
      Que legal! A versão dsedan da minha perua!
      Sim, fica bem mais legal com o coletor menos restritivo. Sim, dá para fazer sem o kit, mas eu prefiro com ele.
      Abraço!
      MAO

  • Domingos

    Pergunta atrasada: de quanto em quanto tempo é bom trocar o óleo do diferencial traseiro?

    • MAO

      Domingos,
      Eu troquei quando comprei o carro, e apesar de teoricamente não precisar trocar mais, acho que a cada dois anos é prudente trocar.
      Grato,
      MAO

  • Leonardo, você que tem concessionária Peugeot na família, sabe dizer se o V-6 do 605 é ainda o PRV, ou se já é o ES9?

    • Leonardo Mendes

      Pelo que eu consegui apurar ele usou o PRV até 97, quando foi trocado por um V-6 mais moderno.