UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES

buenos aires avenida 9 de julho  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES buenos aires avenida 9 de julho

Avenida 9 de Julho, em Buenos Aires

Recordo a minha primeira viagem à Argentina nos idos de 1995. Desembarquei no Aeroporto de Ezeiza, na Grande Buenos Aires — como  o de Guarulhos, que é fora do município de São Paulo — e logo me chamou a atenção  a quantidade de veículos antigos circulando. Até os táxis pretos com teto amarelo me remontava aos anos 1960, parecendo  ter entrado no túnel do tempo.

E foi um destes táxis que me transportou ao Hotel Pan Americano na Avenida 9 de Julho — a avenida mais larga do mundo — onde fiquei hospedado. Era um Peugeot 504 que só tinha aparência de antigo pois era um  modelo “retrô”  ainda  fabricado localmente.

 

buenos aires ezeiza  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES buenos aires ezeiza

Aeroporto de Ezeiza, Buenos Aires, foto do autor

 

taxi peugeot  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES taxi peugeot

Táxi Renault 12, muito parecido com o Peugeot 504

Chegando ao hotel fiquei impressionado com a grandeza de Buenos Aires, a enorme avenida onde se destacavam o obelisco e o majestoso Teatro Colón, um marco cultural da cidade, parecia estar na Europa e não na América do Sul. Os edifícios antigos muito bem cuidados davam um ar “anos dourados” à cidade.

A noite, com a cidade toda iluminada, os restaurantes e os cinemas funcionando a todo vapor me indicavam claramente o poder cultural da cidade.

Fui jantar em Puerto Madero, um local belíssimo com prédios históricos restaurados e visual de primeiro mundo. Inesquecível o “lomo” ao ponto acompanhado de bom vinho tinto argentino.

Puerto Madero atual, na realidade um  antigo porto totalmente revitalizado com hotéis 5-estrelas, bares, restaurantes e também áreas comerciais, é um exemplo de como fazer um complexo importante e de bom gosto à cidade e aos seus visitantes.

Acordei bem cedo e ansioso fui para a fábrica da Ford em General Pacheco, distrito vizinho a Buenos Aires, tendo no meu colo vários trabalhos importantes a realizar, participar do desenvolvimento do novo Escort Zetec 1,8 e da nova Ranger e também correlacionar a pista de testes de Pacheco. Fazer alguns testes e avaliações localmente daria agilidade e economia,  diminuindo o envio de veículos de desenvolvimento para o Campo de Provas de Tatuí.

A pista de provas de Pacheco me trouxe a memória do “velho patrão” Henry Ford, que tinha a convicção que as caixas d’água eram os estandartes da marca e por esta razão deveriam estar sempre imaculadas.

 

UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES caixa

Caixa d’água Ford Pacheco

 

eu em pacheco  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES eu em pacheco

Eu na pista de provas da planta Ford Pacheco  tendo ao fundo a maravilhosa “water tower” com o oval azul se destacando

 

vinicius pista pacheco  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES vinicius pista pacheco

O eng. Vinicius ao lado do Fiesta B-13 novinho em folha, ainda importado da Espanha

E continuei com os meus trabalhos entrando na rotina do dia a dia. Continuava me chamar a atenção a quantidade de  veículos “antigos” na cidade e no pátio dos funcionários da Ford, particularmente o Ford Falcon que se destacava na multidão. Aliás, o Falcon foi o maior sucesso de vendas na Argentina, tornando-se um símbolo nacional.

 

falcon na rua  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES falcon na rua

falcon no jardim  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES falcon no jardim

 

falcon propaganda americana 1961  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES falcon propaganda americana 1961

Ford Falcon 1961, propaganda americana

Os argentinos tiveram seu primeiro contacto com os Ford Falcon em 1961, ainda importados dos Estados Unidos.

E foi em 15 de julho de 1963 que o primeiro Falcon foi produzido — começara apenas montado no ano anterior — na Argentina, na fábrica de  General Pacheco, com sucesso imediato, causando filas  nas concessionárias Ford à procura do modelo.

O Ford Falcon foi produzido na Argentina de 1962 a 1991 — 30 anos! — deixando saudade. Foram produzidas 500.000 unidades incluindo o modelo Ranchero que era uma picape derivada e também a Falcon Rural, a perua do modelo. Pode parecer um número pequeno,  mas se considerarmos que o mercado argentino é cerca de 1/5 do brasileiro, o volume de Falcons produzidos é considerável.

Como curiosidade, o  Falcon fez também muito sucesso nas pistas na categoria Turismo Carretera, ganhando muitos prêmios  importantes.

O Falcon serviu de base para o carro de maior sucesso da Ford de todos os tempos, o Mustang, lançado em abri de 1964 no Salão de Nova York.

 

planta Pacheco  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES planta Pacheco

Os Ford Falcon na fábrica de  Pacheco

 

falcon despedida 001  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES falcon despedida 001

Folder de despedida do Ford Falcon em setembro de 1991

Minhas viagens à Argentina0tornaram-se rotineiras, participando de vários eventos e desenvolvimentos, culminando com o Ford Focus em 2000.

Acabei conhecendo praticamente todo o país, Patagônia de leste a oeste até o extremo sul, Rio Gallegos  e os glaciares de Perito Moreno.

Uma viagem inesquecível foi a que fiz com o time da picape Ford Ranger por ocasião do seu pré-lançamento em 1997.

 

ranger 1  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES ranger 1

Nascer do sol na Patagônia argentina

 

UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES Patagonia A1

Eu e o time da Ranger na Patagônia argentina

 

UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES Patagonia B

Chegada em em San Carlos de Bariloche

Encerro esta breve matéria com uma homenagem à fábrica da Ford Pacheco, toda modernizada, fabricando veículos com muita qualidade em seu processo de manufatura.

 

pacheco  UM BRASILEIRO EM BUENOS AIRES pacheco

Fábrica Ford de General Pacheco

 

CM

Créiitos: www.todofalcon.com, wikimedia.org, www.taringa.net, www.iprofessional.com, acervo particular do autor

 

FICHA TÉCNICA FORD FALCON 1963
MOTOR
DenominaçãoFord Falcon Six 170
TipoL-6, longitudinal, bloco e cabeçote de ferro fundido, comando de válvulas no bloco, válvulas no cabeçote, 2 válvulas por cilindro, gasolina
Diâmetro e curso88,9 x 74,68 mm
Cilindrada2.781 cm³
Taxa de compressão6,8:1
Potência (cv/rpm)102/4.400
Torque (m·kgf/rpm)22/2.400
Formação de misturaCarburador
TRANSMISSÃO
CâmbioManual de 3 marchas + ré, tração traseira
Relações das marchas1ª 2,80:1; 2ª 1,55:1; 3ª 1,00:1 (direta); ré 3,80:1
Relação do diferencial3,54:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, braços triangulares superpostos, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
TraseiraEixo rígido, feixe de molas longitudinal, e amortecedor hidráulico
DIREÇÃO
TipoSetor e sem-fim com esferas recirculantes
Diâmetro mínimo de curva11,8 m
FREIOS
DianteirosA tambor
TraseirosA tambor
RODAS E PNEUS
RodasAço, 5Jx13
Pneus6.40-13
CONSTRUÇÃO
TipoSeparada, sedã 4-portas, 5 lugares
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto0,55
Área frontal (calculada)2,054 m²
Área frontal corrigida1,129 m²
DIMENSÕES
Comprimento4.602 mm
Largura (com/sem espelhos)1.793 mm
Altura1.432 mm
Distância entre eixos2.781 mm
Bitola dianteira/traseira1.397/1.384 mm
Distância mínima do solo159 mm
CAPACIDADES
Porta-malasn.d
Tanque de combustível53 litros
PESO
Em ordem de marcha1.250 kg
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h17,2 s
Velocidade máxima130 kmh
CONSUMO
Cidade6,8 km/l
Estrada10,1 km/l
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 última marcha34,5 km/h
Rotação a 120 km/h últ. marcha3.500 rpm
Rotação à vel. máxima/marcha3.800 rpm / 3ª

 

 

 

 

 

 

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

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  • Meccia, o táxi da foto é um Renault 12…
    E o Peugeot que lembra o R12 é o 504.

    • Aléssio Marinho, já corrigi o equívoco…..realmente o R12 é muito parecido com o Peugeot 504

    • Aléssio,
      Já corrigi o texto e o rodapé da foto
      Obrigado

  • Meccia! Não tenho muita certeza, mas o taxi da foto é um renault R qualquer coisa ( 19, acho! ) precursor ou conteporãneo do nosso Corcel I….

  • Eurico Junior

    Meccia, permita-me duas oportunas correções: o veterano Peugeot argentino é o 504. E o táxi da foto é um Renault 12, o “primo” do Ford Corcel. Parabéns por mais um texto sensacional!

    • Eurico e Huttner,
      Já corrigi o texto e o rodapé da foto
      Obrigado

  • joao vicente da costa

    Lembro de uma viagem de final de ano que fiz com meus pais em 1988 a Florianópolis. E me recordo de como esse carro que eu, então com 11 anos, não conhecia – com uma cara parecida com aquela das Belinas que meu pai adorava, mas muito maior. Um look mezzo moderno mezzo antigo. Sempre tive vontade de dirigir um Ford Falcon desses. Como eles são, alguém sabe? Confortáveis, lerdos, pesados?

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Tive impressões semelhantes em minha primeira viagem à Argentina, quase na mesma época. Lembro do contraste do então recém lançado, e para mim moderníssimo Ford Focus, que lá chegou antes do Brasil, e os inúmeros antigos, ou ultrapassados, carros circulantes.

    Reparei também que a maioria rodava muito sujo, há muitos meses sem lavar. Ao perguntar sobre esses dois aspectos à nossa guia turística, ela disse ” – A classe média não liga muito para carros por aqui, ao contrário do Brasil. Muitas vezes usam o carro até acabar, e não se importam com a aparência.”

  • Thiago Teixeira

    Chama atenção os dados do Falcon como torque e taxa de compressão. Meccia, relações de marcha 1:1 não estão “banidas” (não naquela época) dos engenhos por viciar a engrenagem, já que casa sempre os mesmos dentes?
    O 405 compartilha mecânica do Corcel/Del Rey? As rodas e 3 parafusos são as mesmas!
    A quantidade de carros antigos que rodam no centro de Buenos Aires é surpreendente. Estive lá em janeiro de 2014. Muitos Fiats 147 por exemplo além do próprio Falcon, cujo alguns modelos se confundem de longe com o Corcel 2.

    • Lorenzo Frigerio

      Normalmente, a relação 1:1 nada mais é do que o acoplamento sólido entre a árvore primária e a secundária do câmbio, por isso chamada “direta”. Não passa por engrenagens, o que por sinal economiza na construção.

    • Na verdade quem compartilha a plataforma do Corcel/Del Rey é o Renault 12.

  • Arruda

    O taxi na foto não seria um Peugeot 504?

  • Italo

    Sr. Meccia, já estava na Ford na época dessa magnífica filmagem do Jean Manzon ?

    • Mr. Car

      Estes documentários do Manzon são absolutamente fantásticos! Se o Ae me permite, vou passar o endereço: “http://www.acervojeanmanzon.com.br” Podem ser encontrados também no “Youtube”.

      • Italo,
        Já estava na Ford

      • Matheus Ulisses P.

        Cara, muito obrigado pelo link! Esses vídeos são demais!

  • Fabio Vicente

    E claro, fui pesquisar o Falcon no Google. São carros muito valorizados por lá, com preços entre 35.000 até 165.000 pesos (1 peso argentino equivale a R$ 0,37 – cotação de hoje).
    Imagino o potencial do motor para preparação, apesar de ser um L6 com comando de válvulas no bloco. A taxa de compressão pode subir, carburadores de 600 cfm podem ser adaptados, redimensionar o escapamento… ou sei lá, coloca-se um V8 302 no cofre! Enfim, uma boa mexida poderia deixa-lo um ótimo sleeper.

    • Fabio,
      É possível instalar um V-8 302, pois tem muito espaço
      Abraço

  • Roberto Mazza

    Muito bacana! Uma observação é que se não estou enganado o táxi na 3ª foto é um Renault 12, o que difere da legenda.

    Conheci um senhor que teve um Falcon branco do início dos anos 60, comprado zero, e o manteve por 30 anos, até o fim de sua vida.

    Os argentinos, assim como alguns brasileiros, são um pouco orgulhosos de sua fabricação local, e dão um certo valor à isso. Por outro lado, não é raro ver ambos reclamando de alguma eventual falta de qualidade de alguns modelos vindos do vizinho. Os Ford baianos que o digam.

    Realmente o mercado argentino é muito menor, mas impressiona como alguns catálogos de veículos à venda as vezes diferem tanto. A linha VW tem alguns exemplos, o Golf G7 só agora chegou lá, mas eles tem outros que nós não temos.

  • REAL POWER

    Buenos Aires, realmente é muito bom. Porto Madeio, Ricoleta, essa avenida então, é linda. O povo argentino é muito ligado ao automobilismo. Certa vez ao entrar no táxi, perguntei ao motorista. Chevy ou Ford?, Me referindo a competição Turismo Carretera. E logo escutei, Ford !!! dito com todo orgulho. E então falamos durante todo o trajeto sobre o carros, competições etc. Realmente o Chevy Nova e o Ford Falcon são clássicos venerados na Argentina.

  • Matheus Ulisses P.

    Planejo em breve fazer uma viagem de carro à Argentina e Uruguai. Também quero um dia poder andar num Falcon argentino!

  • Clésio Luiz

    Carlos Meccia, como era o clima entre o pessoal da Ford argentina e brasileira, naquela época? Imagino que antes dos anos 90 não existia muita colaboração entre as duas unidades, já que não havia troca de modelos como temos hoje.

    Era melhor ou pior que a colaboração com a Volkswagen na Autolatina?

    • Clésio Luiz,
      Com toda a sinceridade o time argentino sempre se deu muito bem com os brasileiros. A Autolatina foi um pouco pior de maneira geral.

  • Luciano Silva

    É realmente marcante como na Argentina há muitos carros antigos nas ruas. Morei em Foz do Iguaçu por alguns anos e me acostumei a ver os “vecinos” circulando pelas ruas de Puerto Iguazú com seus Citroën 2CV, Fiat 600, Ford Falcon, Renault 12 e tantos outros. E não são carros de coleção, são carros usados no dia a dia, alguns bem decrépitos, mas a maioria em um estado de conservação razoável o suficiente para pelo menos não deixam o dono a pé toda hora.

  • Mr. Car

    Os hermanos sempre tiveram uns carros muito interessantes, que não deram as caras por aqui, exceto quando atravessaram a fronteira para passear no Brasil. Um que eu achava demais era o Ford Sierra. E quantos destes Fiesta espanhóis ainda existirão no Brasil, que não estejam praticamente em ruínas? Um “inteirão” seria uma Interessante opção para uma coleçãozinha, he, he! Eu gostaria. Me lembro de um que vi ainda zerinho no salão da concessionária Ford de Lins-SP, branco como este. Perto aqui de casa tem um vermelho, abandonado, em petição de miséria e apodrecendo cada vez mais. Pena.

    • Lorenzo Frigerio

      O carro mais incrível que o hermanos tiveram foi uma versão exclusiva dos Dodjões, o GTX, que se parecia com um RoadRunner de 71 em diante. É um carro muito bonito e raro, que só existiu lá.

  • Antônio do Sul

    E dos Falcon ainda vieram, por muito tempo, acho que até 96 ou 97, os motores seis em linha da nossa F-1000 a gasolina. Um primo meu, há muitos anos, teve uma 91 com aquele motor. Era muito boa, mas era difícil encontrar algumas peças até mesmo na rede autorizada. Eu mesmo, ainda guri naquela época (1993), procurei muito, aqui em Curitiba, e não consegui achar algumas peças do carburador Holley e uma junta que ficava entre o coletor e o primeiro tubo do escapamento. E olha que, em lojas de autopeças independentes, ainda havia componentes de reposição para os motores Willys de 6 cilindros. No fim, esse meu parente, que mora no interior do Rio Grande do Sul, acabou conseguindo tudo na Argentina, a 150 quilômetros de casa.

    • O motor “seis-bocas” argentino foi até a linha 1995, foi substituído pelo americano 4,9 de injeção eletrônica.

      • Antônio do Sul

        Obrigado, XRS250. Cheguei a dirigir uma F-1000 com esse motor americano. Era uma XLT 98, e o motor era muito silencioso e levava tranquilamente a caminhonete. Com a desvalorização do real, no início de 99, as picapes grandes a gasolina, como Silverado e F-250, viraram mico. O mesmo aconteceu com as médias equipadas com os V-6 e V-8 (Dakota) a gasolina.

        • Cara, a Silverado 4.1 MPFI saiu de linha 1999 como você falou, a F250 V6 4.2 foi até 2003, a Dakota foi até 2001(todos os motores).
          Mas enfim voltando ao 4.9i da F1000, por incrível pareça é da mesma família Thiftpower do Falcon argentino(3.6), eu um dia vi uma F1000 atrás de mim e com um ronco intimidador e pensei o que é isso? aí quando eu vi o 4.9i na lateral, aí fazia sentido…

          • Antônio do Sul

            Dessas F-250 V-6, lembro-me de ter visto só três. Uma delas, 2001, vi em um feirão de usados, à venda por R$ 30.000,00, no fim do ano passado. Estava equipada com kit GNV. Com 205 cv, devia ter um desempenho muito bom, mas, como saíram poucas, imagino que seja um pouco complicado achar peças para esse motor. Talvez, só garimpando em sites americanos.

  • Sinatra

    Ainda me lembro que poucos anos atrás Falcons eram visão contumaz em alta temporada no litoral dos estados do Sul. Viam-se aos montes, todos com placa argentina, e confesso que me causava estranheza vê-los em seus modelos mais modernos, com o inconfundível estilo dos anos ’60, porém acrescidos dos detalhes estilísticos das novas décadas que vieram após o seu lançamento, como faróis quadrados, despojamento do cromo, proliferação de plásticos e todo o restante da estilística que ditava a modernização. Talvez os argentinos devessem achar o mesmo de nossos Opalas da segunda geração.
    E que feito: 30 anos ininterruptos de produção para um mesmo modelo, que se alterou em detalhes, é prova inegável de sucesso.
    Apenas me pergunto se o motor que o equipava, um 6 cilindros então moderno, não teria sido capaz de garantir uma vida maior ao Maverick se adotado em nosso mercado, vez que aquele automóvel em boa parte foi sabotado pela terrível idéia de colocar o antiquado Willys BF-161 sob o capô.
    Me pergunto, igualmente, se tivéssemos o Falcon por aqui, se o Opala teria tido toda a sua hegemonia longeva que deteve. Mas, por outro lado, com o Falcon pintando por aqui desde o início dos anos 60, talvez não tivéssemos tido o Galaxie e o Maverick.
    Bela matéria!

  • $2354837

    Sempre achei os argentinos mais inteligentes que nós. Usam carros pela utilidade que tem. Não se importam em ficar anos com o mesmo carro, desde que esteja andando. Europeu também é assim, trocam de carro muito menos que nós.
    Apesar disso os modelos argentinos são muito mais vastos que o nosso. Mesmo seu mercado sendo 1/5 do nosso, vê-se a maturidade do consumidor, pois dispõe de muito mais modelos e não torram dinheiro trocando de carro todo ano.
    Ah sim, os vinhos deles são muito melhores e mais baratos.

  • $2354837

    Aliás, acho esse Ford Falcon muito feio. As maquiagens nele não ajudaram, não havia harmonia faróis, espelhos e carroceria.

    Nesse ponto, nosso Opala envelheceu muito mais simpático.

    • Lorenzo Frigerio

      Não gosto de Opala, mas você tem razão. E nós tivemos o Galaxie; os hermanos, não.

    • Ilbirs

      O Falcon surgiu antes na década de 1960 que o Rekord C ou o Opala, significando ter linhas mais datadas. A favor do Opala, a lata com poucos vincos e as linhas mais fluidas, mais atemporais que as do Ford em questão. Vimos isso quando dos anos 1980, em que tivemos frente à Citation e traseira inspirada no Rekord E, que se harmonizaram melhor ao miolo central lançado em 1968 justamente pelas tais linhas mais imunes ao passar dos anos.

      • Bruno

        Eu acho o último Opala, o mais maquiado de todos, o mais bonito que fizeram…

  • Nora Gonzalez

    Meccia, lindo texto. Se for agora pode escrever outro, mas as fotos serão praticamente as mesmas, hehe. Exceto por algumas novidades importadas nos tempos do dólar barato, os carros continuam os mesmos. Abraços

  • Silvio

    Meccia, dois anos e meio atrás o cenário ainda era o mesmo. Muitos carros velhos (porque para chamar de antigos teriam que estar conservados adequadamente) circulando ou estacionados pelas ruas de BsAs.

    Ficando no campo dos Fords, achei o Taunus GT um belo carro, nunca houve intenção de fabricá-lo aqui? Especialmente depois do fim do Maverick.

    abs

    • Lorenzo Frigerio

      É curioso como esse Taunus se parece com o Barracuda 1967.

    • KzR

      Concordo com você.
      Esse eu não me lembro de ter visto, mas é bem interessante.

    • Silvio,
      Perdemos uma excelente oportunidade de fabricar o Ford Taunus no Brasil, infelizmente

      • Antônio do Sul

        Há algum tempo, alguém comentou, se não me engano foi o Ilbirs, que o Taunus usava suspensão traseira independente, assim como o Sierra. Sei também que ambos usaram tração traseira e também o motor 2.300 brasileiro. Diante de tantas coisas em comum, o Sierra foi uma evolução a partir da plataforma do Taunus?

        • Na verdade o Taunus usa suspensão traseira por eixo rígido e no Sierra é independente, na verdade o Meccia pode confirmar alguma coisa, na verdade o Sierra herda a plataforma do Taunus com suspensão traseira independente.
          Quanto ao motor Ford OHC 2.3 equipou os dois modelos na Argentina.

  • CharlesAle

    Essa caixa d’água da Ford é idêntica a uma da GM aqui em São Caetano do Sul!!

  • JT

    Estive há poucos anos na Argentina e não vi tantos carros antigos como se via antigamente. A frota está se renovando e aposentando os veículos mais velhos. Compartilho com vocês os registro que fiz:
    http://www.mplafer.net/2013/10/argentina.html

    • JT,
      Excelente registro
      Abração

    • KzR

      Também fiz uma visita a Argentina há alguns anos. Não é difícil se deparar com um Falcon, um Spazio, ou outros veículos mais antigos. Está havendo uma renovação da frota, mas há a inclusão de novos velhinhos nela: vários Peugeot quadrados (405), Renault 12… e logo logo Sienas e Corsas Sedan.

      Na verdade, a frota deles é bem diversificada. Desde carros dos anos 60, enferrujados e fumando óleo, a veículos modernos, top-de-linha, alguns indisponíveis no Brasil.

      Belo relato, por sinal. Deu nostalgia. Deveria ter feito um igual, rs.

  • Aquiles

    Estive na Argentina em 1994 e lembro de um anuncio do Dacia, que era basicamente o velho Renault 12. Na época, além dos Peugeot 405, tinha muito Voyage (Amazon?) táxi, porém com motor diesel.

    • Lá o Voyage se chama Gacel ou Senda, Amazon é no Chile, Peru e América Central (não me lembro qual país).

  • RMC

    João Vicente
    Estive na Argentina pela primeira vez em 1975 e, adivinhe, andei de Falcon. A grande maioria dos táxis de então e de depois era de Ford Falcon e Peugeot, primeiro os 404 diesel e depois (e até hoje ainda há alguns rodando) os 504, também diesel. O Falcon teve vida longa e uma enorme variedade de modelos e motorizações, desde o inicial sedã 4 portas com motor L-6 170 cid até versões diesel 2,4 e 4L OHC 2,3, o mesmo que aqui foi usado no Maverick e F-100, além de Jeep/Rural/F75. Em termos de carroceria, havia também uma SW 4-portas (chamada Rural) e uma picape, chamada Ranchero.
    Era um carro extremamente resistente e simples de construção e de manutenção, com muitos confortos à frente do seu tempo, tipo ar-condicionado, direção hidráulica e câmbio automático.
    Nunca tive a oportunidade de dirigir um, mas nos diversos táxis em que andei pude notar o espaço interno generoso, o acabamento de bom padrão e o rodar suave e silencioso. É cultuado na Argentina, assim como é o Opala aqui. Um carrão.
    RMC

  • Bob Sharp

    Real Power
    O exemplo que mais gosto de dar para descrever o argentino aconteceu num jantar com jornalistas brasileiros em Buenos Aires uns cinco anos atrás. A conversa era Guerra das Malvinas, falou-se no encouraçado Almirante Belgrano afundado pelos ingleses e quando quisemos nos lembrar do nome do cruzador inglês afundado pelo foguete de superfície Exocet, nada de ninguém ter a resposta. Pois parei um garçom que passava, apressado, pena nossa mesa e perguntei o nome do navio inglês. “Sheffield”, soltou na hora. Fiquei – ficamos – imaginando como seria aqui…

    • REAL POWER

      Eu tenho ótimas impressões dos argentinos com quem tive contato. Todos bem cultos e educados. As pessoas que falam mal de argentinos, na maioria das vezes se deparou com a mesma praga que também assombra o Brasil. Os manolhos, os zé arruelas e tal. Beber um bom vinho em Porto Madero é algo maravilhoso, sugiro o Siga La Vaca.. Me permita lhe mais uma dica a você Bob e a todos os autoentusiastas que visitarem Buenos Aires. Vão a noite na Ricoleta, Famosa região ao lado do cemitério que leva este nome. Lá tem um bar chamado La Biela. Ponto de encontro de amantes do automobilismo da Argentina, boa gente disposta a muita conversa, como sempre ao estilo argentino, leve e sem pressa.

      • Lorenzo Frigerio

        Os hermanos deram um belo coro naquele imbecil do Jeremy Clarkson, mas ele mereceu.

      • Eurico Junior

        Já visitei Buenos Aires e tive a mesmíssima impressão dos argentinos, nada a ver com o clichê futebolístico. E o Siga la Vaca é realmente excepcional, recomendo!

    • Lorenzo Frigerio

      Bob, era “General” Belgrano (sim, é anti-intuitivo). E acho que não era um encouraçado (coisa da 1a. Guerra), mas um cruzador.

    • Leonardo Mendes

      Encouraçado esse que foi responsável por uma das capas mais famosas (e polêmicas) do The Sun, em 4 de maio de 82.

      • Eurico Junior

        Taí…

    • ccn1410

      Belo exemplo!
      Agora faça a mesma pergunta aos nossos “universitários”.

    • Eurico Junior

      Os argentinos também afundaram a fragata HMS Antelope. Ela e destróier HMS Sheffield eram as embarcações mais modernas da Marinha Real, foi tremendo prejuízo. Se tivessem um punhado a mais de aviões e mísseis Exocet, a situação teria ficado MUITO feia para os ingleses. Pois os argentinos inventaram uma gambiarra para instalar os mísseis nos caças, sem o suporte técnico da Aérospatiale. Além disso, removeram dois Exocet de um velho destróier e improvisaram um lançador terrestre. Um deles quase afundou o HMS Glamorgan, matando 14 tripulantes. O socorro francês foi fundamental, pois forneceram os códigos dos mísseis e os parâmetros de radar. Muita gente não sabe, mas Miterrand foi o primeiro líder mundial a apoiar incondicionalmente os ingleses, bem antes dos EUA. Fico imaginando se Charles de Gaulle faria o mesmo…

  • REAL POWER

    O motor Falcon tem a fama de sobreviver a muitos super aquecimentos. Eu cheguei a presenciar esse motor funcionado o tempo todo a cima de 100 ºC num Jeep. Achei que iria travar e tal, mas nada. Foi surrado o tempo todo e ainda nos levou para casa.

  • Daniel S. de Araujo

    Carlos Meccia, matéria nostálgica para mim!

    Eu me lembro de ter visto em Bariloche nos idos de 1990/1991 (acho que foi 91) os primeiros Ford Galaxy que aqui apareceram algum tempo depois com o nome de Versailles. Lembro que saiu alguns meses antes na Argentina que no Brasil…eu achei lindíssimo o carro. Destoava com aqueles Ford Falcon, Renault 12 e Citroën 2CV, coisa chique mesmo!

  • KzR

    Meu caro Meccia, sua descrição foi excelente e continua plenamente condizente com Buenos Aires. Décadas depois e ela continua a manter esse ar de cidade européia histórica que encanta à primeira vista, e consegue ser bastante moderna: muitas praças, avenidas largas, prédios novos e Puerto Madero. O aspecto cultural é fascinante. Restaurantes, carnes e vinhos tintos, idem. Experiência singular visitá-la; é um dos locais “europeus” mais próximos de nós.

  • Roberto

    Morei muitos anos na fronteira com a Argentina e realmente Falcon, Renault 12 e as “Citronetas” (Citroën 2CV) eram carros muito comuns por lá. O que mais me chamava a atenção na Argentina naquela época era ver o Fiat 147 exposto nas vitrines das concessionárias, enquanto aqui a fabricação já havia encerrado há muitos anos.

  • KzR

    Em minha breve visita a Buenos Aires, pude ver alguns Renault 12 e sua perua (Belina? rs) e vários Falcons (e sua perua também), dentre tantos outros antigos. Fiz um bom acervo de fotos deles e de modelos mais novos e diferentes.

    Percebe-se que boa parte dos carros de lá roda sem pudor algum em esconder amassados, ferrugens ou mesmo rasgos na lataria. De certa forma, contribui para a variedade de modelos que pode ser vista e admirada pela capital. Também não cheguei a presenciar engarrafamentos, mesmo com o grande número de carros circulando e disputando espaço quase que à tapa. É de se ficar boquiaberto perante os inconvenientes que vemos por aqui.

    As experiências a trabalho do Meccia devem ter sido inesquecíveis. Poder ter rodado o país inteiro a bordo de veículos de teste provoca bons devaneios.
    Achei bem charmosa a caixa d’água de General Pacheco.

  • Interessante essa matéria de o Meccia, é bom ver que a pista de testes argentina está viva, eu achei que estava morta com o fim da Autolatina ( eu a vi num vídeo sobre o Falcon).
    Mas, enfim, o motor “seis-bocas” dele no nosso Maverick seria uma beleza.

  • Milton Evaristo

    “Nós pega o peixe”, “Pátria Educadora”

    http://migre.me/p5ZMk

  • Leonardo Mendes

    O saudoso Ramos Delgado vinha com freqüência aqui na concessionária da família, quando gerenciou as categorias de base do Santos, trazer seu 504 diesel para manutenção.
    E mexemos em muitos 505, carburados e com injeção.

    • Eurico Junior

      Lembro do 505, foram vendidos pouquíssimos no Brasil, logo após a abertura das importações. Versão SRi, acabamento fantástico.

  • DPSF

    Estive me Buenos Aires em duas oportunidades, em 2009 e 2012. Tanto eu como a minha esposa ficamos assombrados com a quantidade de carros antigos e muito mal cuidados dos portenhos. Varios carros com cara de muitos meses sem serem lavados, muitos com batidas e amassados (chegamos a ver um peugeot 206 que teve a lente do retrovisor do motorista quebrado e o dono colocou um espelhinho daqueles de 1,99 com moldura laranja, uma Partner teve o vidro lateral quebrado, e o proprietario chegou lá e botou uma madeira rebitada para fechar o buraco…). A variedade de modelos era enorme, com varios carros chineses, coreanos que nunca desembarcaram no brasil. Os fords, renault e peugeots dominavam o cenario. Muitos voyages (gacel), paratis (gol country), celta (suzuki fun) também eram facilmente vistos. Acredito que a variedade é motivada pela facilidade de importação e pelo fato do combustivel argentino ser quase identico ao resto do mundo, não precisando de tanto testes para rodar e regular o motor, igual é feito no Brasil. Andei na epoca em um chevrolet aveo, muito a frente do seu similar nacional, o prisma de primeira geração. A polícia de lá na epoca utilizava os corsas sedan e o siena antigo, com vidros dianteiros e parabrisas blindados!!! Mas se querem se deliciar com carros antigos, basta pegar o Buquebus, e ir dar um pulinho em Colonia Sacramento. Lá você terá muitos carros antigos e conservados, uma variedade enorme de carros chineses e coreanos, varios carros antigos abandonados na rua, um povo mais acolhedor e um câmbio mais favoravel. Recomendo a qualquer brasileiro que faça esse passeio até o Uruguai. Quanto a cidade de BA, realmente é um local belissimo, com arquitetura soberba e um ar europeu, varios locais historicos para se visitar, um bife de chorizo maravilhoso e para quem gosta de carros, leve um cartão de memoria gigante, pois vai tirar muitas fotos. Na primeira vez que eu fui, vi de perto a largada do Paris Dakkar. Coisa de louco! Muito legal mesmo, varios carros de todos os lugares do mundo e a equipe brasileira com o unico carro movido a etanol da corrida.

    • Eurico Junior

      Arame e massa plástica são dois itens obrigatórios nos carros argentinos. Os hermanos são conhecidos por esse processo de lenta e calculada “decomposição” de seus carros.

  • ccn1410

    Talvez Maverick e Galaxie não teriam vindo, mas com o Falcon produzido aqui eles fariam falta?
    Eu penso que o Falcon foi um dos maiores acertos da Ford e o maior erro de não tê-lo trazido para cá.
    Felizes dos argentinos e concordo com o Luiz_AG. Eles são bem mais inteligentes que nós.

    • Sinatra

      Quando você se refere a fazer falta, fala de fazer falta para o público ou para a Ford?
      Se for em relação a segunda, digo que não, mas se for com relação ao primeiro, honestamente creio que o Falcon não chega nem aos pés da qualidade e do luxo de um Galaxie e não tem nem de perto o estilo e a esportividade de um Maverick, então acho que, no frigir dos ovos, para o público faria sim, especialmente no caso do full-size.
      Não podemos esquecer, ainda, que enquanto o Maverick foi uma má escolha para combater o Opala (por uma série de fatores), o Galaxie foi um acerto tremendo na categoria dos sedans de luxo que, aliás, somente foi rivalizado por algum tempo pela Alfa 2300, de resto sendo inalcançável pela concorrência da Chrysler e da Chevrolet.
      Quanto aos argentinos serem mais inteligentes do que nós, isto é muito subjetivo. O país deles está longe de ser perfeito, sua economia vive em crise e eles conseguiram tomar uma lavada épica dos ingleses nas Malvinas que devem estar até agora desorientados – e por bobagem.

      • Fórmula Finesse

        Exato: o Maverick quatro portas era um carro mil vezes mais harmonioso que o desajeitado Falcon…só faltou ao brazuca, um motor melhor e mais moderno (melhor acabamento também e outros arremates), já que o V8 estava fadado a morrer.

  • ccn1410

    Torino, Peugeot 504… O próprio Falcon aqui citado, 2CV, Renault 4 e 12, diversos tipos de Fiat e muitos outros.

    • Maycon Correia

      Torino GT 380W duas portas.

    • Antônio do Sul

      O Torino quatro portas eu cheguei a conhecer, em dezembro de 1988. Era já um carro idoso, há alguns anos fora de linha, mas muitíssimo bem cuidado. Dos argentinos que não vieram para cá e que vi ao vivo, tenho dois preferidos: Ford Sierra e Renault Fuego.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Pela tomada aérea do torpedeamento me pareceu muito grande para ser um cruzador, mas Tio Google informou, cruzador leve ARA (Armada de La República Argentina) General Belgrano. Estranho, navio levar nome de general, não? Há incontáveis vídeos sobre o navio no YouTube, vale a pena.

    • Lorenzo Frigerio

      O General Belgrano era um figurão da época da independência argentina, quase um San Martín. O navio era originalmente um vaso americano da 2a. Guerra. Devia ser comparável em tamanho ao Bismarck; hoje em dia, vasos grandes, só porta-aviões.
      Devia ser o único cruzador da Argentina, e San Martín já devia ser nome de outro vaso. Já Perón é um nome sempre polêmico para se batizar qualquer coisa…

  • Lorenzo Frigerio

    Se bobear, devia ser pior que o 2.3 OHC do Maverick.

    • Esse 170 de 2.8 litros não posso dizer, afinal o 2.3 OHC do Maverick foi para equipar o Falcon na Argentina (além é claro de Sierra ou Taunus) e não agradou aos argentinos, que preferiram o 186 3.1(“marketeiado”) como 3.nada, agora o 221 de 3.6 litros tenho certeza que seria o motor ideal para o Maverick.(nada contra o OHC 2.3 ou o V8 302), não o motor Willys BF 184 de 3 litros.

  • Lorenzo Frigerio

    Sim, os caras podem comprar o Scirocco. Chora agora.

  • Bob Sharp

    REAL POWER
    Já estive no “La Biela”, muitos anos atrás, é mesmo incrível. Programa imperdível para o autoentusiasta. / Como você, jamais tive problemas com argentinos, pelo contrário, afáveis, educados, gente com quem se tem prazer em estar com.. Isso implicância, essa animosidade contra argentino é alimentada por ninguém menos que o Galvão Bueno (“a catimba argentina” e outros temos pejorativos). Quando vencemos (equipe VW) um rali nas serras de Córdoba, que o altar do rali deles, ficamos receosos de como seria a festa de entrega de prêmios. Pois quando começou a cerimônia, exibiram um vídeo do Rio de Janeiro que foi de lacrimejar os olhos de todos nós da equipe. Quanto carinho! Na longa viagem de volta (fui rodando de Santana), como éramos cumprimentados por outros carros quando viam que era de fora e VW, logo presumindo que éramos da equipe que havia vendido aquele rali do campeonato sul-americano.

    • Lucas CRF

      Bob,

      na viagem que eu e minha mulher fizemos a Ushuaia sempre fomos muito bem tratados. O que vimos, na realidade, foram brasileiros sendo muito mal-educados por lá: não cumprimentavam os locais, não se esforçavam em falar o idioma deles e por aí vai. Claro que eles – os argentinos- retribuíam na mesma moeda.

      Temos um carinho especial por aquele povo. Quando viam a placa do carro, nos cumprimentam e perguntavam como estava sendo a viagem, que totalizou 16 mil km. Que tal fazermos um “História do leitor” dessa viagem?

  • Bob Sharp

    Lucas CRF
    Isso aí, nada errado com os argentinos. Sim, pode escrever a história.

    • Bob,
      O que também me chamou a atenção foi ouvir os trabalhadores na linha de montagem de Pacheco se comunicarem em inglês com os visitantes norte americanos.

  • Nora,
    Obrigado pelo comentáio ! Abraço

  • Mr.Car
    Realmente o Ford Sierra estava adiante do seu tempo e infelizmente não foi lançado também no Brasil.

  • Alberto Manrique

    Na Argrntina o equivalente do Galaxie era o Failane LTD, o Falcon era mais simples

  • Leonardo Mendes

    Essa mesmo, grande Eurico.

  • RoadV8Runner

    Bacana quando é possível conciliar trabalho e turismo em outros países. Tenho vontade de conhecer a Patagônia, quem sabe um dia me aventuro por lá (quero ir eu mesmo dirigindo, por isso a dificuldade, pois não é qualquer carro que aguenta o tranco…)
    Fiquei curioso com o desempenho do Ford Falcon, esperava mais, pois os dados do modelo são bem parecidos com os do Opala 4 cilindros. Os dados de potência e torque são valores brutos?

    • Bob Sharp

      RoadV8Runner
      Dados líquidos.

  • Antônio do Sul

    É que, se ambos compartilharam muitos componentes mecânicos, talvez tenha ficado muito mais fácil, do ponto de vista de desenvolvimento, e menos oneroso para a Ford argentina ter lançado o Sierra por lá do que ficaria para a Ford brasileira lançá-lo aqui.

    • Creio que sim, mas a Ford brasileira nem chegou a tentar o Sierra no Brasil como foi especulado e tem matéria do Meccia sobre o projeto do Del Rey II que não foi para a frente…

      • Antônio do Sul

        O único exemplar do Sierra que veio para cá, segundo o próprio Meccia, foi trazido apenas como referência. Aquele “Del Rey II”, que parecia um mini-Taurus, poderia ter feito muito sucesso. Provavelmente, foi abortado em decorrência da formação da Autolatina. Uma pena, pois teria muito mais potencial do que o Versailles, que era um carro muito bom, mas que, sem personalidade, não conseguiu roubar clientes do Santana e nem atrair quem ficou órfão do Del Rey.

  • Sim, sem dúvidas deve ser difícil achar peças para esse motor V6 4.2 da família Essex “Canadense” (por que ele é feito no Canadá). Bom eu só vi ao vivo uma e ainda no lançamento em 1998.(á diesel eu vi um monte).

  • Isso é verdade e também o Sierra chegou a ser especulado que foi testado no Brasil(eu cai nessa na época) , mas ainda bem que o Meccia trouxe o que estava escondido no desenvolvimento de produtos da Ford brasileira.