Woman driv huffingtonpost.com  Ufa, ser mulher às vezes dá um trabalho...! Woman driv huffingtonpost

Além de autoentusiasta, sou mulher. Mas apenas a segunda parte da sentença é que é evidente. Só depois de alguma conversa é que consigo demonstrar a primeira parte da frase. Assim, sou constantemente vítima da política de empurração de produtos e serviços que existe nas empresas.

Tenho longa experiência na iniciativa privada, em empresas de várias nacionalidades, e só posso dizer que isso é freqüente — e não apenas no Brasil. Nas matrizes vi a mesma coisa. Não sou ingênua de achar que as corporações não devam procurar o lucro, mas me canso de ter de explicar que isso tem limite. Não se pode passar por cima de ética ou verdade, buscando uma venda a qualquer custo.

Explico: abasteço sempre no mesmo posto de gasolina e a maioria dos frentistas me conhece. Mas desconfio de alguma nova política, pois de uma semana para outra eles passaram a querer checar o óleo do meu carro — e olha que vou pelo menos uma vez por semana, fácil, fácil e eu mesma peço para verificar periodicamente. Ainda por cima sempre desço do carro para acompanhar tudo, seja calibragem de pneus ou medição do nível do óleo. E principalmente para mandar parar o gatilho quando o sistema automático avisa que o tanque está cheio. Como me incomoda que eles encham o tanque até a boca apenas para arredondar o valor e, claro, vender mais um pouco! Eu não deixo, especialmente se meu carro vai ficar parado.

Mas voltemos à súbita vontade de medir o óleo do carro no posto. De repente, nossos dois carros passaram a acusar nível baixo do óleo. Assim, de um dia para o outro. E haja insistência para me fazer ora completar o óleo, ora trocar. Mas se eles são insistentes, eu sou mais e me recusei. Como meus caros leitores sabem, controlo tudo numa cadernetinha e uma rápida checagem me confirmou que não haveria chance de essas operações serem necessárias, nem pela quilometragem percorrida e nem por vazamento, apesar que nenhum deles fica parado mais do que um dia. Como minha neurose indica, sou também daquelas que olham permanentemente o carro e nunca vi uma gotícula sequer de óleo no chão da garagem. Música de Arquivo X ao fundo: qual seria o motivo do súbito aumento no consumo de óleo? Só posso atribuir a novas metas para os frentistas e a algum novo plano de Marketing para desencalhar óleo para motores. Vai ver que daqui a pouco eles vão encontrar baixo o nível da água do limpador de para-brisa e vão querer me vender o detergente… É só esperar pela próxima meta de vendas.

Por coincidência, levei um dos carros à concessionária para trocar a bóia de combustível que insiste em marcar um quarto de tanque de diferença, ora menos, ora mais do que realmente tem quando minha infalível cadernetinha registra cada abastecimento e a quilometragem respectiva. Por via das dúvidas — de novo, lembrem-se da minha neurose — pedi para checar o óleo. Antes mesmo de abrir o capô, o mecânico me perguntou se no posto tinham me dito que estava baixo. Ora, terá ele poderes mediúnicos? Como sabia disso se eu não tinha nem mencionado a questão? Novamente, música de Arquivo X ecoa nos meus ouvidos. Ao responder que sim me disse que já ouviu muitas e nada boas sobre isso, especialmente de clientes que depois da revisão voltavam reclamando que o óleo não tinha sido trocado e que o nível estava baixo, segundo algum frentista. Imagino que seja alguma política da distribuidora, visto que a concessionária nem fica no mesmo bairro do posto.

No entanto, não vou crucificar o frentista. O Peugeot 408 tem uma vareta de medição de óleo diferente das outras e sempre acusa nível baixo. Pois é, vou questionar a fábrica. Mas o que dizer do Citroën?

 

Vareta  Ufa, ser mulher às vezes dá um trabalho...! Vareta

Frentistas são acometidos por uma irresistível necessidade de checar o óleo do motor (Fonte: semeucarrofalasse.com)

Alinhamento – Como mulher, quando algo diz respeito a carro sempre tenho de primeiro provar que entendo do babado para depois conseguir me livrar da empurração. Mas não é fácil. Já pensei em desistir e dar uma de dondoca e dizer apenas “eu não entendo nada disso, tenho de falar com meu marido”. Mas a minha personalidade me impede disso.

Tive um episódio envolvendo essa problemática. Num deles, comprei um voucher desses de compras coletiva para alinhamento e balanceamento de pneus numa rede muito conhecida. O preço era convidativo e minha mãe precisava fazer as duas coisas no carro dela. Dei de presente o ticket e lá foi ela. Mais de dez dias depois lembrei do assunto e perguntei se ela tinha feito o alinhamento. Qual não foi minha surpresa quando minha genitora, constrangida, me disse que não quis comentar comigo, mas que tinha trocado os quatro amortecedores de tão pressionada que foi — mesmo sabendo que isso não era necessário, já que entende o suficiente de mecânica. E pagando bem caro, diga-se de passagem. Claro que baixaram todos os galegos, bascos e italianos em mim e no dia seguinte, logo cedo, pedi para ela me encontrar na loja de alinhamento. Chamei o gerente e disse que entendo que tenham metas, mas que cumpri-las às custas de um inocente contando um monte de mentiras e pressionando da forma como foi não era, no mínimo, ético e que exigia que colocasse de volta os amortecedores antigos. Essa é a versão curta do que aconteceu, pois eu mesma não gostaria de brigar comigo. Não é algo suave para os ouvidos, embora eu nunca levante o tom da voz. É questão do que digo, não da forma como digo, pois sempre mantenho a compostura.

Não foi fácil também. Se com uma mulher mecânico tripudia, imagina com duas. Mas não me dei por vencida e bati o pé. Eles só encontraram um par (evidentemente que chequei modelo e tudo mais) e puseram de volta. Me comprometi a voltar e trocar o outro par assim que o encontrassem, coisa que não aconteceu até hoje. Apesar da empurração, mantive o pagamento do alinhamento e do balanceamento pois eles foram feitos. Não quis levar vantagem e pleitear algo mais pela mentira que contaram. E os amortecedores? Mesmo o par antigo está perfeito até hoje sob qualquer ponto de vista. O carro já passou por um par de revisões depois disso e mesmo ao empurrar o carro para baixo ele sobe e desce na medida certa.

Mudando de assunto: Disseram que depois do acidente na Catalunha Fernando Alonso havia perdido a memória dos últimos 20 anos — achava que ainda era piloto de kart, que estava em 1995 e que almejava chegar à Formula 1. Não digo 20 anos, mas com os resultados dos últimos tempos acho que ele não ia achar ruim perder a memória dos últimos sete ou oito anos, não?

NG

Foto de abertura: huffingtonpost.com
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • Christian Bernert

    Estes frentistas que acham que são mecânicos são um perigo. Alguns anos atrás, em um posto aqui em Curitiba fiquei sabendo de um caso catastrófico.
    O cliente chegou solicitando uma troca de óleo. O funcionário responsável pelo serviço havia faltado. Um frentista muito solícito se ofereceu para fazer o serviço que ao seu ver era simples.
    Dois dias depois o cliente voltou ao posto reclamando que o motor começou a falhar depois da troca de óleo e a coisa estava piorando rapidamente. Além disso o carro estava fazendo uns ruídos diferentes e as marchas estavam difíceis de engatar. O frentista conferiu o nível do óleo e disse que estava tudo certo pois estava ‘até em cima’. Inconformado o cliente foi até uma oficina já com grandes dificuldades de fazer o carro andar e de engatar as marchas. Lá foi desvendado o mistério: As falhas do motor eram por causa de excesso de óleo que subia para as velas. A dificuldade com o câmbio e os ruídos eram causados por falta de óleo na caixa.
    O frentista havia drenado o óleo da caixa e não do cárter! Em seguida ‘completou’ o óleo do motor com mais 2,5 l.
    Resultado, o frentista foi demitido e o posto teve que arcar com o conserto do carro.

    • jr

      Um amigo fez a troca no posto. Ao recolocarem o bujão por onde retiram o óleo, o colocaram torto. Vazou óleo, deixou meu amigo na rua. Pior, o bujão foi colocado torto e com força.
      Dá para imaginar o que aconteceu. Isto foi num posto, em Curitiba também.

      • mecanico anonimo

        Especialmente quem tem carro com cárter de alumínio (muitos hoje em dia), deve evitar de mandar trocar o óleo em lugar que não seja de absoluta confiança. Se não, é rosca do bujão de dreno espanada na certa. Apertam como se fosse parafuso de roda de caminhão, e em poucas trocas a rosca espana. Já danificaram a rosca do cárter de alumínio do meu carro na própria concessionária GM, durante as revisões em garantia.

      • agent008

        jr, isto uma concessionária(!) Nissan fez no meu antigo Sentra. Como na minha cidade não tem, uma pessoa levou para mim o carro na concessionária mais próxima, que fica a 180km daqui. Quando voltou já revisado, o carro ficou estacionado aqui no trabalho a tarde toda. Quando saí, vi uma substancial poça em baixo. Olhei a vareta, tudo certo. Como ainda tinha óleo, fui correndo ao posto mais próximo, coisa de 2km (era noite, oficinas fechadas) e coloquei no elevador. O bujão não estava torto, mas estava frouxo! Um absurdo uma concessionária fazer isso. E quem levou o carro lá para mim relatou que percebeu uma enorme falta de profissionalismo, brincadeiras o tempo todo, irresponsabilidade, dentro da oficina… Nunca mais levei lá, conciliava as revisões sempre com minhas frequentes viagens a Curitiba (300km) onde o pessoal era bem mais profissional.

    • Rodolfo

      Quem mandou o frentista bancar o “Magver”???

    • Antônio do Sul

      Uma história igual a essa aconteceu na cidade de origem do meu pai, no interior do Rio Grande do Sul. A diferença foi que o infeliz proprietário do Corcel I percebeu o problema depois de rodar duas ou três quadras após a saída do posto, quando as marchas não engrenaram mais…

    • Fernando

      Quando lia eu post lembrei de um caso que quase virou catástrofe de verdade e aconteceu há alguns meses, em que o frentista colocou gasolina NO RADIADOR!!!

      Houve princípio de incêndio e ele chegou a se ferir: http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2014/12/frentista-troca-agua-por-gasolina-e-sofre-queimaduras-em-aracatuba.html

    • Nora Gonzalez

      Christian Bernert, acho que vou mudar o título da coluna para “ufa, dá um trabalho ser consumidor…”

  • Roberto

    Eu sempre evito que os frentistas façam qualquer coisa nos meu carros que seja diferente de abastecer. Até porque eles tem pouco tempo de uso e quilometragem. A calibragem eu mesmo faço antes ou depois de abastecer (a não ser que eu esteja com muita pressa). Todo caso, sempre verifico a cor e nível dos fluidos (assim como se há alguma luz queimada), cada vez que eu lavo o carro em casa (umas duas vezes por mês).

  • Rodolfo

    No posto de combustível a gente só deve comprar combustível e olhe lá…

    Fui trocar em um posto de combustível que era freguês (no Centro de São Paulo-SP) há tempos o filtro de gasolina do meu Gol 1.8 L – ano 1990… cobraram R$ 50,00. Em seguida fui a uma autopeças e era apenas R$ 10,00.

    Troco de óleo em um Posto de Troca de Óleo… coloquei lá Shell Helix 20W-50… paguei uns R$ 14,00 em cada litro e uns R$ 20,00 no filtro de óleo. Fui no posto de gasolina que abasteço (Zona Sul – São Paulo-SP) e perguntei quanto estava o litro do mesmo óleo… R$ 23,00 o litro… nem perguntei quanto era o filtro de óleo.

    Moral da história, frentista deve ganhar por comissão de tudo o que vende.

    E por último, mas não menos importante, eu sempre checo o nível do óleo aos sábados na garagem de casa, com o motor frio, antes de ligar o motor pela primeira vez do dia. Assim quando o frentista me pergunta se pode ver o óleo eu digo que não… pois já vi.

    • CorsarioViajante

      Custar mais caro é normal, pela praticidade. Quanto custa a cerveja na conveniência do posto e quanto custa no supermercado?

      • CharlesAle

        Mas Corsário, via de regra é muuuuito mais caro óleo e filtro em postos de gasolina. Se o filtro custa, em média, 10 a 15 reais, pagar 50 no mesmo filtro é um absurdo, até uns 25 vá la, mais que isso é roubo descarado…

        • CorsarioViajante

          Roubo não, paga quem quer. Preguiça tem preço.

      • $2354837

        Sem falar que enfiaram 4 l de óleo no motor do sandero 1.6, e era para colocar 3,3l. E o trocador falou que estava certo e o manual errado! aff…

    • Newton ( ArkAngel )

      Certos fabricantes premiam os frentistas, basta guardar as tampinhas dos produtos vendidos e depois trocar por brindes ou dinheiro. Tem fabricante que chega a pagar 1,00 por cada tampinha.

    • Fernando

      É sabido que o óleo Shell é mais caro no posto do que em lojas. O motivo provavelmente não seja vantagem para o frentista, não é ele quem manda nisso…

  • Ilbirs

    No entanto, não vou crucificar o frentista. O Peugeot 408 tem uma vareta de medição de óleo diferente das outras e sempre acusa nível baixo. Pois é, vou questionar a fábrica. Mas o que dizer do Citroën?

    Aliás, esse é um dos motivos de por que um dono de carro tem de conhecer a fundo seu veículo. O simples comportamento de uma vareta de óleo é daquelas coisas bem individualizadas conforme o motor. Vejo que varetas que são uma lâmina larga e achatada acabam obrigando a se dar aquela limpada e reintroduzir no cárter para saber o nível, algo que se soma também ao trajeto dessa vareta no motor. Já vi carros em que sequer precisa se dar a tal limpadinha para saber o nível, de tão pouco impregnável de óleo é a tal vareta. Colabora para isso também o trajeto que essa vareta assume no motor, pois já vi aquelas que saem direto do cabeçote e descem reto no cárter, enquanto outras têm um caninho, reto ou tortuoso, que desce do bloco, só para ficar em exemplos conhecidos.

    • Fernando

      Reparo o mesmo, tanto que tenho um carro que aprendi depois de um tempo a medir corretamente o nível dessa forma como você disse. Tem até ângulo certo para colocar a vareta, pois se colocar no errado, a forma do cano fica melada de óleo e acaba molhando acima do nível máximo já ao colocá-la.

      Em outro, a vareta é totalmente diferente do comum, e ao invés de ser reta ou curva, é toda “desenhada”, tanto que quando peguei o carro haviam colocado óleo acima do nível máximo, e mesmo limpando ela ficava toda a marcação molhada.

    • Nora Gonzalez

      Ilbirs, pois é, se a vareta fosse padronizada seria mais simples. Por isso que eu também tenho tudo anotado na cadernetinha. Não resolve tudo, mas ajuda. Abraços

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto, estes autocenters são mesmo horríveis e aplicam sempre o mesmo golpe. Muitas concessionárias também sofrem de “excesso de zelo” condenando peças desnecessariamente.
    Uma forma de fugir da empurroteria é parecer pobre e mão de vaca. Comigo tem funcionado.
    Outra é sempre questionar. Se tem problema, me mostre onde está quebrado, rompido, desgastado, vazando. E para finalizar, quais os sintomas? O que eu deveria notar de estranho? A maioria se enrola e fica claro que é só chute.

  • Rodolfo

    Me lembrei de um posto que eu abastecia uns 5 anos atrás… meu carro é um Gol – ano 1990 – a gasolina, e todo dia o frentista tentava me empurrar a gasolina Podium da BR, dizendo que ia economizar em combustível… e eu sempre respondia: “eu não Podium!”

    • Nora Gonzalez

      Rodolfo, seu argumento é “Premium”!

  • Marcos Namekata

    Complicada essa “generalização” de que consumidora é leiga quando o assunto é manutenção do carro… assim como em diversos setores onde o consumidor é nivelado “por baixo” pelo seu conhecimento, e quando aparece alguém com mais conhecimento sobre o produto ou serviço que está se adquirindo, é tomado por arrogante ou alienado… E considerando que historicamente a primeira pessoa a solucionar problemas práticos numa viagem de automóvel foi uma mulher, é um “pré-conceito” sem muitos fundamentos.

  • Leonardo Mendes

    E o próprio Alonso disse que a suposta perda de memória no estilo Marty McFly não aconteceu… vai entender.

    salvo engano, é a mesma coisa do boato sobre o Jack Nicholson.

  • Mr. Car

    “Sempre desço do carro para acompanhar tudo”. (X 2). E uma das razões é esta mesma citada por você: impedir que o frentista encha o tanque até a borda do gargalo. Outra é ver se não deixou gasolina escorrer na lataria, outra é ver se está pondo mesmo o tipo de gasolina que pedi (aditivada), outra é ver se não está colocando o combustível em algum recipiente escondido/camuflado ao invés do meu tanque, e outra é ver se fechou direito a tampa do bocal. Acho que não esqueci nenhum motivo, he, he!

    • Boni

      Mr. Car,

      Se pudesse, você mesmo colocava, não é? hahaha

      • Mr. Car

        Pode apostar. Quando foram permitidas as bombas self-service no Brasil (pelo menos no Estado de São Paulo, foram), eu mesmo abastecia.

        • César

          Aqui no Rio Grande do Sul também já houve. Saudades dos tempos em que eu ia no posto, eu mesmo colocava o combustível e ainda comprava uma lata de refrigerante numa máquina self-service que aceitava moedas. Saudades.

    • CorsarioViajante

      É bem comum pedir comum e colocarem aditivada, inclusive no álcool “aditivido”.

    • Nora Gonzalez

      Mr Car, lembra quando era comum ver carros com um trilho de pintura carcomida na boca do tanque? tinha posto que colocava um paninho no gatilho… E tem mais: como faço meus pagamentos com cartão não aceito o argumento de arredondar. Não precisa, pois não há troco que tenha de ser facilitado, né?

  • Tarcisio Cerqueira

    Odeio essa empurração de frentistas… Onde já se viu olhar óleo de motor e água do radiador com o carro que acabara de ser desligado e quente? Certa vez peguei o reservatório de expansão do radiador do carro de minha irmã transbordando de fluido… Cada vez que ela ia abastecer o frentista empurra fluido a dentro alegando estar abaixo o nível… E ainda por cima empurrava um fluido vagabundo totalmente fora das especificações do requerido pelo carro… Resultado, mangueiras estouradas… É por essas e outras que defendo que para tirar a carta tinha que ter uma abordagem sobre mecânica básica bem mais profunda… Quer utilizar a máquina, tem de saber pelo menos o básico sobre ela, funcionamento de componentes, manutenção, etc, como era no passado… Enfim, isso é sonho…

    • CorsarioViajante

      Ou mais simples, como vem se tornando praxe: NUNCA abrir o capô no posto de gasolina e ignorar completamente o frentista. É o que falo para minha esposa e minha mãe fazerem.

    • Fernando

      E claramente eles nunca irão drenar o ar do sistema de arrefecimento.

      Abrem o reservatório com qualquer temperatura que estiver, tacam água ou no máximo o líquido de arrefecimento, e dane-se o que acontecer depois.

      Em um carro meu, que eu já estou acostumado com a dilatação que acontece entre frio e quente, o nível varia muito(quando frio fica no mínimo, e ao aquecer chega quase ao máximo) e uma vez um infeliz destes colocou a maldita água enquanto eu me distraí enquanto efetuava o pagamento… falei tudo o que ele precisava ouvir e creio que ele passou a refletir um pouco sobre isso.

  • RMC

    Nora
    O assunto é sério e disseminado. Uma vez levei o Corolla para trocar pneus. Era um carro de cidade bem pavimentada, que nunca andava com carga total, sempre com os pneus calibrados corretamente e a manutenção em dia. Pedi os pneus e me surpreendi com o mecânico levando as rodas para o balanceamento, que eu não havia pedido. Chamei a atenção dele e a resposta é que é procedimento padrão. Como não confio nessas lojas e tenho um amigo que sempre cuida desta parte, insisti que não queria. Veio supervisor, gerente, todo mundo falar comigo, mas mantive minha posição.
    Terminado o serviço, assinei a nota, paguei e fui embora. Ao chegar em casa, lendo a nota com mais cuidado e os necessários óculos de leitura, notei a observação “Sem garantia – rodas empenadas”. Não sou descendente de bascos, mas tenho um pouco de italiano e português na mistura. Voltei à loja, falei com o gerente, liguei para o atendimento ao cliente indagando como é que ele poderia afirmar que as rodas do meu carro estavam empenadas se não as havia examinado.
    Infelizmente não houve jeito, ficou por isso mesmo. Os pneus eram de marca boa e obviamente meu carro não tinha problema algum, então continuei a usá-lo sem problemas. O que me restou foi nunca mais voltar à tal loja e alertar amigos e parentes para o fato.
    RMC

    • Rodolfo

      Mas eles estavam certos… sempre que se troca pneu se tem que balancear e alinhar o carro, e se necessário fazer também a cambagem.

      • Lorenzo Frigerio

        Fazer cambagem não é comum para os carros atuais, muitos dos quais não têm esse ajuste. Cáster, também, não costuma ter ajuste. Essas coisas só se faz em carro que bateu, com o “cyborg”. Em geral, só se mexe na convergência. Os peões adoram tirar o volante dos carros mais antigos para “centrar” o sistema “no mole”, sendo que idealmente o centro de curso da caixa tem que ser obtido antes, assim como o centro de pivotagem das rodas, do contrário as mesmas apontarão para a frente e estarão OK de convergência, mas possivelmente em diferentes posições de cáster e, portanto, câmber.

        • Milton Evaristo

          O ajuste de cambagem pode ser feito soltando os parafusos do amortecedor na base, e depois ajustando. Se não for possível, usa-se parafusos diferentes. É isso que consta do Manual de Oficina da Honda, mas que deve valer para qualquer carro, por trata-se de sistema dominante na dianteira, McPherson.

          Mas é preciso dar o lastro pedido pelo fabricante do veículo. Alguns é apenas tanque cheio (Honda Fit), outro é certo peso nos bancos dianteiros (Corsa), etc

        • Cadu

          Meu antigo Mille tinha câmber negativo na traseira! Principalmente depois das rodas mais largas e suspensão do Uno Turbo. Tinha um visual de carro de pista

      • Roberto Neves

        É preciso balancear as rodas, sim, senhor, mas não é correto tirar as rodas do carro sem pedir autorização ao dono para o serviço. Aliás, aprendi a só fazer balanceamento depois de rodar uns dias, para deixar os pneus “assentarem”. Terá fundamento isto?

    • Cadu

      Ora, na montagem de pneus, você precisa balancear o conjunto. A nova massa não é igual em distribuição de peso à antiga. Estou errado? Obviamente, não precisa ser na mesma loja, isso é direito seu

      • robson santos

        Fala, Cadu,

        também já li a respeito disto, mas qual massa é acrescentada nessa situação se comparada ao peso do veículo inteiro no chão?

      • $2354837

        Cadu, a força da roda é multiplicado pela localização do peso em relação ao raio da roda.

        O conjunto (eixo, rolamentos,tambores, discos, etc) por ter um raio muito inferior ao conjunto roda/pneu pouco interfere no conjunto.

        O que deve ser visto é o alinhamento do conjunto.

    • Newton ( ArkAngel )

      Pode ficara tranquilo, a garantia é dada pelo fabricante dos pneus, e não pela loja. Qualquer coisa, procure diretamente o SAC do fabricante.

    • Fat Jack

      Do balanceamento não há como escapar, caso contrário a trepidação vem mesmo, alinhamento e cambagem não necessariamente, há quem recomende a uma determinada quilometragem, eu particularmente tenho toda atenção com os pneus e qualquer alteração na direção, se houver algo minimamente errado com qualquer um deles, mando fazer o alinhamento.

  • Antônio do Sul

    Essa malandragem do óleo é clássica: os frentistas fazem de conta que não é preciso esperar dez ou quinze minutos até o óleo baixar para o cárter. Se o proprietário ligar o carro de manhã cedo, andar uma quadra e parar no posto, vai ser pior ainda, pois, com o motor frio, o óleo demora ainda mais para descer.

    • Roberto

      Uma vez eu conheci um frentista que ganhou uma bicicleta do posto, pois foi o que mais vendeu óleo naquele ano. A tática dele era outra clássica: não colocar a vareta até o final para mostrar ao dono do carro que precisava completar o óleo.

      • César

        Antigamente, um colega de trabalho tinha um Fiat Tipo que era o maior “bebedor” de óleo que já conheci. Em todo o abastecimento (no mesmo posto) faltava 1 litro de óleo. O sujeito era completamente ignorante quando o assunto era carro, ele só entrava no Tipo, ligava a chave e acelerava. Ah, colocava, ou pedia para colocar, gasolina e óleo também. Por isso ele nunca desconfiou do excessivo consumo de óleo.
        Até que certo dia o motor do Tipo simplesmente se negou a ligar. Foi guinchado ao mecânico, onde o carro passou 3 dias, pois não havia defeitos perceptíveis. O pobre mecânico ficou quase louco. Até que resolveu tirar a vareta do óleo para ver se o motor não havia fundido por falta do lubrificante. O fato é que quando ele tirou os quase 10 litros de excesso que havia no cárter, o motor voltou a funcionar (e após uma troca de velas, logicamente).

  • jr

    Nunca deixo os frentistas mexerem no compartimento do motor. Este é um dos motivo por nem ter a curiosidade de colocar álcool no carro, por ter de encher o tanquinho.
    A última vez que enchi o tanquinho, apesar de avisar 50x que só cabia uma gota (e o frentista deveria saber disso, não é?), ele lavou todo o gabinete do motor e se deu um banho com gasolina. Quase fui atingido, pois estava próximo controlando o que ele fazia.
    Imagine deixar um cara desses mexer num motor, muito menos ainda num motor quente.
    Por isso que entendo o Focus vir (ainda vem?) com chave no capô.
    Raramente deixava um frentista olhar o gabinete do motor, só para pôr gasolina no tanquinho, e sob minha supervisão. E mesmo assim, o cara tinha mão boba, mexe aqui e ali mesmo comigo perto e de olho. Depois do “acidente” com o tanquinho, nunca mais abri o capô num posto.

  • Rodolfo

    Eu não confio em completar óleo de outra marca… pois vais que estraga o óleo que está no cárter, ou perde o desempenho do óleo.

    Também nunca se pode misturar óleo sintético com mineral, pois dá borra de óleo.

    Eu sempre ando com 1/2 litro de óleo da marca do que está no cárter para completar o nível. São 3,5 litros no meu cárter, então compro 4 litros. Assim não tenho dor de cabeça.

    Eu troco de óleo e filtro de óleo a cada 6 meses ou 5000 km, o que ocorrer primeiro. Mas rodo no máximo 3000 km/ano, então quando troco o óleo está com uns 1.500 km rodados.

    Minha utilização não é uso normal, mas sim severo, pois rodo pouco e em curtas distâncias.

    • Milton Evaristo

      Aí tem conceitos errados que dariam uma tese…

      • Rodolfo

        Você por acaso já leu o Manual do Proprietário do seu carro?… Parece que nunca!… veja lá… diz quando trocar o óleo.

    • $2354837

      Ué, e os semi-sintéticos que são mistureba? Não prestam?

  • Cadu

    Eu tenho uma história de que me orgulho, por ter valido meus direitos com elegância:
    Recentemente (6 meses) comprei um Jetta TSI com 16 mil km e já sem pneus dianteiros e os traseiros para lá de meia vida. O carro se comportava estranho, dançando e fazendo ruídos como rolamento danificado. Em pesquisa na internet, e em conversa com amigos, descobri que havia uma espécie de recall dos pneus Bridgestone Potenza RE050. Foram lotes importados que deram defeito. Não houve divulgação do chamamento. Apenas trocavam em garantia dos clientes que reclamassem. Entre esses clientes, dois conhecidos com o mesmo defeito. Pois bem, depois de ir a uma rede de concessionária autorizada, abrir reclamação no SAC, fui orientado a ir até um representante aqui em BH que analisaria o caso. No local, fui abordado por um “técnico” que elencou dezenas de defeitos e possibilidades num carro de 16 mil km (mal alinhamento, mal uso, potência do veículo). Bom, sendo o primeiro dono uma senhora (vai saber se não era uma entusiasta pé pesado) e em virtude de tracionar 211 cv e 1.400 kg, não questionei.
    Concluiu que os pneus em final de vida não seriam trocados, por não haver como analisar a borracha, que se desgastou. Mas que faria um bom desconto nos pneus que eu compraria! Mas apenas no cheque ou dinheiro. E na “promoção””, um desconto de 40%. Desconfiei na hora. Que loja oferece um desconto desses e não permite pagamento em cartão? Dois conhecidos já haviam trocado os pneus e não pagado nada.

    Armei tudo para o dia seguinte. O tal técnico muito atencioso, cheio de papo, me entregou os documentos da análise, da garantia e depois de trocados pneus, o me chamou no canto para efetuar o pagamento. Entreguei o cartão e disse que queria nota fiscal! QUE era meu direito. A loja inteira parou. Todos desconcertados.
    E acrescentei que estava gravando tudo no celular e que só sairia dali de duas formas: ou com a polícia ou com meus pneus em garantia. Porque era meu direito!

    Resumo: Estou com 4 pneus novos no carro. O funcionário efetuaria a garantia dos 4 pneus e me cobraria 2 pneus “por fora”, que ele embolsaria. Mas para isso não poderia haver registro no caixa. Tanto que ele me liberou sem nenhum ônus. Se houvesse de fato essa negativa, ele não me liberaria sem pagar, pois a loja seria prejudicada. Em momento nenhum, gritei, ofendi ou ameacei ninguém. Tudo com a mais perfeita calma e discrição!
    Fui frio o suficiente para fazê-lo acreditar que pegaria mais um bobo e corajoso o suficiente por não conhecer a índole do sujeito.
    Imaginem quantos não caem nesse conto toda semana?

    • BlueGopher

      Espelhando-se no claro exemplo que nos dá o governo, o povo passa a achar que este tipo de negociata é normal, o famoso “o mundo é dos espertos, e o certo é levar vantagem em tudo”.
      Daí, de senador a borracheiro, se institucionalizou um comportamento vergonhoso, antiético, e, o pior, o envolvido não acha que está fazendo nada de errado, só se aproveitando das circunstâncias favoráveis do momento.

      Se o partido político aceita doações obviamente originadas de dinheiro de corrupção, porque o borracheiro também não pode se aproveitar de um cliente mal informado?

      Que época, hein?

      Parodiando o que disse a Nora, melhor seria o país perder a memória dos últimos 8 ou talvez 12 anos…

    • Roberto

      Na revisão de um ano do meu antigo Fiesta passei por algo semelhante e tive que adotar solução semelhante, ou seja, ameaçar chamar a polícia. Na hora de retirar o carro, quiseram me cobrar um valor diferente do tabelado para fazer a revisão básica e que era diferente do informado por telefone e no site da fabricante. O técnico ainda insistiu dizendo que eu estava enganado. Nem dei muita conversa, ameacei também chamar a polícia, onde faria um boletim de ocorrência relatando a situação. Além disso, disse que se meu carro ficasse lá por não pagar o valor que estava sendo cobrado, eles seriam responsáveis por qualquer dano ao veículo ou prejuízo que tivesse por conta de eu ficar sem o carro. Bom, nem precisou chamar a polícia nem nada, pois rapidinho o atendente deu um jeito de arrumar o valor após ligar e falar com alguns dos responsáveis da oficina (que depois descobri que era terceirizada).

    • CorsarioViajante

      É verdade, bem observado. Está cheio de golpes deste tipo.

    • Thiago Teixeira

      Já tive problema parecido. E solução parecida. São para acabar, esses constrangimentos.

  • CorsarioViajante

    OBA!!! Finalmente achei alguém para passar o troféu de sem noção que eu ganhei quando tentei completar o óleo com o motor ligado…

    • agent008

      hahahaha deve ter sido divertido! imagine a lavada de óleo quente (argh)… Uma vez encontrei num posto em Curitiba um pai de família com um Xsara Picasso, lá estavam mulher, filhos e bagagem. Na vinda do litoral de SC parou em um posto e resolveu trocar o óleo. O esperto meXânico não repôs a tampa de enchimento de óleo, ou a deixou frouxa. Quando chegou em Curitiba o aflito homem tinha um 2.0 16v com enorme ruído de válvulas batendo, e um cofre do motor inteiramente lambuzado. Como não era conhecido meu não sei como terminou a história, mas certeza que foi muito desagradável…

  • Danilo Grespan

    Com todo respeito aos profissionais de postos de gasolina, mas a função a que eles estão capacitados, única e exclusivamente, é de nos auxiliar no abastecimento do carro. Se fosse possível, como em outros países, eu mesmo preferiria abastecer.

    • Mr. Car

      Aqui foi possível por um tempo, e o combustível era até uns centavos mais barato para quem abastecia por conta própria, embora a opção de ser abastecido pelo frentista (com preço maior) continuasse.

    • Lorenzo Frigerio

      Sim, só não é self-service como nos outros países porque Aldo “Celacanto” Rebelo propôs uma lei proibindo isso (para poupar os empregos da pelegada do sindicato dos frentistas).

    • Eduardo Mrack

      Como mecânico, eu meio que ofendo quando o frentista pede para conferir água e óleo. Não gosto mesmo do termo “água”, esta só serve para corroer motores. Se a pergunta do frentista fosse “etilenogligol e óleo moço ?” Aí sim, eu seria um cara mais feliz na vida. É muito triste abrir motores com pouquíssimos anos de uso e ver as vias do sistema de arrefecimento condenadas por ferrugem, mesmo com banho químico, ácidos e escovamento as paredes interans do bloco jamais voltam a ser o que eram. Daí, vejo muita gente reclamento de motor aparentemente em bom estado fervendo, cabeçote empenado, etc, etc, gastam um saco de dinheiro na retífica e ficam frustrados.

      Realmente é algo trabalhoso encontrar o tal etilenogligol nos pontos comerciais, mas ao menos os ditos aditivos para radiador são de fácil acesso e nem este muitas vezes é utilizado corretamente. Uma pena.

    • Nora Gonzalez

      Danilo Grespan, acrescentaria mais uma função: lavar o para-brisa. Eu já tentei pegar o rodinho que fica ao lado da bomba e eu mesma executar essa pesadíssima tarefa e quase me arrancaram o braço. Até hoje não sei se era excesso de gentileza ou reserva de mercado.

  • Bob Sharp

    Corsário
    Sem contar nos tempos dos carros “inflex” pedir álcool e colocarem gasolina ou vice-versa. A trabalheira que dava esgotar o tanque com uma mangueira! Essa é a única vantagem do carro flex, poder rodar normalmente após colocar o combustível errado.

    • lightness RS

      Isso se não colocarem Diesel… Fizeram isso na Frontier de um amigo, que era a gasolina, pensa no problema…

    • Aldo Júnior

      Bob, do jeito que os sistemas de Injeção estão evoluídos, acho até possível que o motor funcionasse, com algumas limitações, mas sem maiores problemas. Era Gerente de Frota de locadora de veículos em meados da década de 90, e tive vários clientes que invertiam o combustível. Ligavam avisando que o desempenho havia sido prejudicado, e instruíamos que não forçasse o motor e fosse completando com o combustível correto. Nunca tive maiores problemas. Abraço a todos;

    • César

      Pois é Bob, sofri muito numa época em que eu tinha um Opala a gasolina e o combustível padrão dos carros novos era o álcool (ou “etanol”, como queira).
      Aconteceu mais de uma vez de colocarem o combustível errado.
      Maldito Proalcool!

  • Bob Sharp

    Corsário
    “Senhora! Senhora! Está saindo fogo do motor!!! Abra o capô!”. Instruí minhas esposa a responder “Pode deixar, não tem problema.”

    • CorsarioViajante

      É o kit nitro que faz isso! 🙂

    • Domingos

      Tá falando sério que já mandaram uma dessas para você ou sua esposa, Bob? A resposta é excelente!

  • Bob Sharp

    Rodolfo
    Décadas atrás a revista Quattroruote fez um teste incrível. Um determinado carro rodou 50.000 km com o mesmo óleo e outro misturando tudo de todo jeito. Adivinhe qual motor, aberto, estava em melhor estado? Se foi o “mistureba” que você escolheu, acertou.
    Quanto à sua sistemática de troca de óleo do motor, você descobriu a maneira mais fácil de torrar dinheiro. Óleo se troca a cada ano ou a cada 10 ou 15 mil quilômetros. Mesmo mineral.

    • Rodolfo

      Se eu tivesse usando um óleo semi-sintético até arriscaria 1 ano, mas mineral não confio não. Melhor não arriscar…

      O meu primo comprou um Monza cheio de borra de óleo, teve que mandar limpar o motor. Já o tio da minha esposa teve que fazer retífica porque estava cheio de borra de óleo e estragou tudo dentro do motor.

      • Thiago Teixeira

        Esse motor é formador de borra mesmo. Meu Corsa 1-L precisou de limpeza em todo o cabeçote e conjunto móvel trocado. Não sei se é característica de maior temperatura no cabeçote ou por trabalhar com mais enriquecimento de combustível por trabalhar normalmente abaixo de 90 ºC faz isso.

    • Lorenzo Frigerio

      Bob, não sei se entendi, mas você parece ser a primeira pessoa que contesta a vida do óleo por decurso depois que é posto para rodar. O Rodolfo parece um pouco preciosista, mas deve haver um meio-termo.
      Também não sei se entendi o termo “misturando tudo de todo jeito”. Você quis dizer que ambos rodaram 50000 km só adicionando, o primeiro sempre com a mesma marca? Certamente que, no caso do segundo, haverá um nivelamento por baixo e prevalecerão as características do pior óleo.
      Mas meu ponto de vista é que, trocando com frequência, mesmo que se use o “pior” óleo, ainda é melhor que deixar o mesmo óleo por períodos estendidos. A troca mais constante remove as partículas em suspensão dentro do motor, e qualquer óleo, hoje, é muito bom, desde que dentro dos parâmetros indicados pelo fabricante.

      • Milton Evaristo

        A prosaica troca com “5 mil” ou 6 meses pregada sobretudo pela GM no Brasil, é jogar dinheiro no lixo mesmo, como diz o Bob. Fala-se tanto em meio ambiente e há tanto ecochato atormentando por causa de CO2, que deveriam se enveredar por esse outro lado.

        E ainda mais depois de 1 de janeiro de 2014 – quando a gasolina comum ficou como a Podium em termos de durabilidade, resistência à oxidação e enxofre – essa pregação de troca com “5 mil”, que já era sem fundamento, agora ficou pior ainda.

    • Roberto Neves

      Certa feita, voltava eu de viagem de férias a Minas Gerais, quando parei num posto e deixei o frentista olhar o óleo. O larápio afirmou-me que era necessário completar o nível. Eu, de muito bom humor, aceitei e nem me preocupei com verificar a especificação do novo óleo. Ao chegar ao Rio é que pensei no caso e levei ao carro ao meu mecânico, que me orientou a baixar todo o óleo e trocá-lo pelo especificado pela Fiat (ele nem recomendou para ganhar uns trocados, pois não fiz a troca com ele). Fiquei muito irritado com a coisa, e agora vem o Bob e me demonstra que não era necessário ter mexido em nada! Humpf!

    • Fat Jack

      Bob, diz-se que hoje o maior risco é de se misturar mineral, semi-sintético e sintético. Procede, correto?
      Não sabia da possibilidade de trocas de óleo a cada 10/15 mil para óleo mineral, para mim o seu limite era 5 mil (costumeiramente trocava pouco antes de “estourar” a quilometragem), pode até ser excesso de zelo, mas não posso me queixar, meu Fiestinha Street Rocam com +/-120 mil km nunca precisou de uma só gota “entre trocas”…

      • Milton Evaristo

        Isso de não baixar óleo pode depender do modo de uso. Não é mérito do tipo de óleo ou do motor.

        Meu carro não baixa óleo, passa 1 ano ou 10 mil km no mesmo local. Mas quando viajo com pressa ou me divertindo, baixa. Fiz uma viagem de pé em baixo de 600 km, e o óleo foi do máximo ao mínimo. Normal.

        • Cadu

          Todo carro consome óleo. TODO!
          Pode ser pouco, a ponto de não perceber
          Pode ser normal, como o manual informa.
          E Pode ser problemático a ponto de ultrapassar esse limite (muita folga, retífica a caminho)
          Isso depende da construção do motor, do regime de uso e do estado do motor

    • robson santos

      Taí, Bob, uma coisa comum de se constatar lendo sites e blogs estrangeiros, hoje acredito que dá pra se confiar em intervalos longos de troca de óleo no Brasil em razão de dois fatores novos: gasolina comum agora a nível S50, e a nova categoria de óleos lubrificantes API SN-RC / ILSAC GF-5.
      Mesmo antes desta evolução, em blogs europeus é comum usuários informar passar de 20.000 km, mesmo porque lá não há essa recomendação de troca de óleo por período inferior a 1 ano.
      Nos blogs americanos, existem apelos para que as pessoas parem de trocar óleo tão cedo, é o mercado que isso gera, as oficinas chamam os clientes para fazer a troca com 3.500 milhas quando em uso severo, já li isso!
      Aliás, confere que a coincidência nos números em milhas e quilômetros, ou seja, lá serviço severo variava entre 5.000 a 7.500 milhas, normal variava entre 7500 a 10.000 milhas, e aqui devido às nossas gasolinas foi conveniente os mesmo números, mas em quilmetros?

    • Tarcisio Cerqueira

      Bob aproveitando o assunto, uma coisa que sempre me intrigou são as especificações européias de troca de óleo, geralmente entre 15 a 20 mil km… Os diesel chegam até a 30.000 km… Mesmo em motores e modelos que vêm para cá, e que aqui é no máximo 10.000 km ou até menos… Por que isso? Somente nosso combustível ruim provoca isso, ou nosso óleos lubrificantes também estão aquém do resto mundo em qualidade?

    • Rodolfo

      Isso indica que o óleo que foi mantido por 50.000 km era de qualidade muito inferior. Por que este teste não simulou umas 3 marcas de óleo de renome de lá, pois assim saberíamos se óleo é tudo igual ou se tem diferença mesmo.

      Eu usava a uns 6 anos um óleo de um fabricante de renome “X” com viscosidade 20W-50, com nível de desempenho SL.

      Em Jullho/2014 mudei para outro fabricante de renome “Y” com a mesma viscosidade e nível de desempenho API, e o motor ficou mais aliviado, como se eu estivesse usando um óleo menos viscoso como um 15W-40. E ainda ele consumiu menos óleo que o fabricante “X”.

      No começo do ano mudei para o Mobil Super com a mesma viscosidade, mas desempenho API SM, e ele é um pouco melhor que o fabricante “Y”, pois o motor ficou mais aliviado ainda parecendo ser um óleo menos viscoso do que é e está consumindo pouco óleo.

      Em fim a décadas atrás os óleos não eram tão aditivados como hoje, e então na minha opinião e experiência com o meu Gol 1.8 – 1990, vejo que nenhum óleo de determinado fabricante é igual ao outro.

      • $2354837

        Nossa parabéns! Conseguiu emitir um laudo técnico com base de um parágrafo. Parabéns mesmo.

      • Cadu Viterbo

        Eu DUVIDO que você saiba dizer pelo motor funcionando a diferença de um 20W50 para um 10W40. ou mesmo de classificações APi diferentes

        • Rodolfo

          É como se estivesse… é claro que não é um 15W40… o que eu quis dizer é que o motor ficou mais aliviado, solto, liso…

        • Domingos

          Acho que ele fez uma espécie de comparação aí, dá para entender o que ele quis dizer.

          Mas, para um dono atento, trocar o óleo por um mais grosso ou mais fino dá uma diferença perceptível sim.

          O dono tendo a referência de como funcionava o motor antes ou depois, é bem possível de ver.

    • Cadu Viterbo

      Acredito no teste e até acho que há certos exageros no mercado de lubrificantes e principalmente de manutenção em autorizadas (revisão semestral é o fim da picada! Não há a menor necessidade de encostar o carro para revisar nesse período, que não encher os bolsos das concessionárias!)

      Mas acho exagerado e precipitado generalizar TODOS os veículos e todos os casos com km rodados! Há motores e motores. Alguns funcionam mais quentes, tem galerias mais estreitas, blocos de paredes mais finas, de dutos de lubrificação mais estreitos e que trabalham em faixas mais estreitas de temperaturas, altas rpms. Isso varia demais de motor pra motor. Um exemplo: tenho uma motocicleta esportiva que gira 15 mil rpm e um Jetta Tsi, motor turbinado de injeção direta, moderno. A moto usa um óleo de especificação inferior ao Jetta. Mas a troca é recomendada a cada 3 mil km! Usando o mesmo combustível!

      Digo isso porque isso vai depender de fabricante pra fabricante, de motor pra motor, quantidade de óleo no cárter (menos óleo, troca mais frequente), temperatura de trabalho, tipo de óleo recomendado (os lubrificantes se modernizam assim como os motores)

      Impossível generalizar km para todos veículos!

      • Rodolfo

        Quem diz quando se tem que trocar o óleo é o fabricante do veículo, não o fabricante do óleo.

        Para isso são feitos testes com os motores na fábrica do motor do veículo, onde verificam se o óleo está cumprindo a sua função conforme o esperado no projeto do motor.

        Não é a toa que eles exigem a classificação de desempenho API, que tem que cumprir limpeza, proteção contra desgaste e etc.

        Então questionar o Manual do Proprietário seria um engano.

    • Rodolfo

      Com relação a trocar óleo a cada 6 meses eu tirei isso no Manual do Proprietário do Vectra 2.2L – ano 2002, do meu pai.

      E essa informação também é passada como recomendação da Mobil para o VW Apolo 1.8L conforme link abaixo, sendo que para uso normal são 10.000 km ou 6 meses, e para uso severo são 5.000 km ou 3 meses:

      Uso Normal:
      http://mobil.cosan.com/veiculos/escolha-seu-lubrificante/volkswagen/carro/apollo/1-8-gasolina-02000

      Uso Severo
      http://mobil.cosan.com/veiculos/escolha-seu-lubrificante/volkswagen/carro/apollo/1-8-gasolina-02000#ns

      Essa recomendação de trocar a cada 6 meses leva em conta fatores como a oxidação do lubrificante e a volatividade de alguns dos aditivos usados na formulação do óleo “Quando isso acontece, o fluído perde o poder de lubrificação, de limpeza e de combater a formação de borra no motor.” Veja o artigo do Auto Esporte sobre troca a cada 6 meses:http://revistaautoesporte.globo.com/Ser … meses.html

    • Rodolfo
    • $2354837

      Bob, estou apavorado com a máfia que tomou conta do serviço de reparação.
      É tanta peça trocada sem necessidade alguma que dá medo. Como tenho conhecimento teórico e prático tudo que posso fazer me casa, eu faço.
      Estou procurando manual de serviço do peugeot 207 para troca da correia dentada. Não estou encontrando.
      Encontro de minhas motos importadas mas do peugeot parece guardado a sete chaves.

      Alguém sabe onde encontro?

      • Newton (ArklAngel)

        Posso te arrumar os procedimentos e ferramentas necessárias…se for de SP e gostar de mecânica, pode usar minha oficina.

  • c4vitesse

    Se o frentista olhar o óleo com o motor já quente realmente aquela medição não faz sentido nenhum. É natural aparecer mais baixo. O pior é que tem várias pessoas que caem no papo deles.

    Checar óleo sempre se faz em casa, de manhã, antes de sair com o carro.

    Pior ainda é ver frentista querer checar o nível do líquido de arrefecimento de um carro que estava visivelmente quente. Só de abrir a tampa imagino que o diferencial de pressão deve fazer uma parte ir embora por bobeira. Ai lá vem o frentista todo feliz com a água da mangueira, não destilada obviamente, encher mais.

  • Bob Sharp

    Rodolfo
    Saiba que substituição de pneu não tem absolutamente nada a ver com alinhamento de rodas e que a necessidade de “fazer cambagem” 98% das vezes é devido à medição dos ângulos sem que o carro esteja na altura de rodagem preconizada para as medições. Aí fica fora de especificação mesmo, e sempre.

    • Rodolfo

      Comprei 4 pneus novos Goodyear GPS 3 Sport em 2010, só mandei balancear, não quis verificar alinhamento… quando foi 10.000 km depois o pneu estava comendo torto na dianteira… tive que alinhar e corrigir a cambagem.

  • Gabriel Felipe Moretti

    Uma época do meu trabalho vivia viajando e o carro ficava com a minha namorada.
    E antes de viajar falei para ela, óleo e água se verifica pela manhã, antes de ligar o carro, e mostrei os níveis na vareta e no reservatório de expansão, e falei que com o motor quente é normal o nível baixar um pouco por conta da circulação e da dilatação térmica.
    E os pneus a mesma coisa se for calibrar com os mesmos o mais frios possíveis, no máximo 10 min, por sorte aqui em Curitiba faz bastante frio e demora mais para esquentar hehe.
    Mas logo na primeira semana que eu estava viajando ela foi ao Posto abastecer, ela pediu para encher o tanque do limpador do para-brisa, mas o frentista com muita má fé, olhou a água e disse que estava baixo e jogou de propósito água sobre o motor, e disse que se não colocasse fluído poderia estragar o motor.
    Minha namorada contou que deixou ele tentar enganar ela, e no fim ela disse, que o níivel mais baixo era normal por causa da dilatação térmica e que não iria colocar nada, e que por conta da má fé não voltaria mais lá.

  • Pablo

    Um amigo, que possui um Chrysler Stratus V-6, pediu para o frentista completar a agua do reservatório do lavador do pára-brisa… E ele, prontamente, colocou agua pela tampa do abastecimento de óleo! Resultado, um motor perdido e R$ 10 mil de prejuízo. Está até hoje na justiça.

  • Lorenzo Frigerio

    Tem uma que ninguém lembrou:
    – Com licença, senhor, posso checar o seu extintor de incêndio?

    • $2354837

      Unica vantagem desses ABC é que eles duram 10 anos.

  • Fernando

    Eu não deixo frentista abrir o capô do motor de nenhum carro meu, o máximo que chegam a perguntar se está com o óleo ok eu confirmo e pronto.

    E mesmo para calibrar os pneus, eu mesmo calibro. Por que? Na infeliz exceção que abri há uns meses e deixei um frentista calibrar, imagine se ele não esqueceu de colocar a tampinha na válvula?

    Agora essa questão das redes de lojas de pneus, me parece que abrange muitas reclamações de pessoas que notaram terem sido lesadas. Infelizmente isso ocorreu com a minha mãe, que na boa fé na instalação de pneus “gratuitamente” de uma loja de mercados foi levada à loja da rede para os instalar e acreditou e pagou pela troca de um par de amortecedores também. Porém na época fiquei com raiva a ponto de não querer nem tocar no assunto. Mas depois de um bom tempo, eu notei que não fizeram a troca dos amortecedores, pois conheço o carro e eles não usariam uma peça original como a que ele tinha, logo: foram ROUBADAS DUPLAMENTE, mas eu fiquei satisfeito, desses porcos não terem mexido nisso, quero que as mãos sujas deles fiquem bem longe.

    O pior é essa rede ainda levar o nome de nosso país… não sei que maldição nosso país carrega para merecer isso.

  • César

    Isso eu já vou ensinando pra minha filha, de 10 anos: posto, só para abastecer, sempre de olho e calibrar pneus, a gente mesmo.

  • O Antagonista
    • Ozirlei

      Ahhh… ficou bonitinho… Mas erraram com essas faixas amarelas, deviam pinta-las de verde para parecer grama!!
      Também podiam pegar mais um pouquinho de espaço da via e colocar uma ciclofaixa de cada lado desse “canteiro” arborizado.
      E para finalizar, usar a faixa da direita de cada uma das mãos (se é que sobrou algum espaço) pra fazer um corredor de ônibus.

  • Wagner Bonfim

    Bom, apesar de saber que não estou certo, tratar esses prestadores de serviço desconhecidos como “gersóns”, sempre querendo levar alguma vantagem sobre você, é uma das formas de solucionar essa questão.

    Trabalho desde bem novo (quando o trabalho era entendido como uma forma de aprendizado para os adolescentes), e suei para conseguir as coisas. Assim sendo, não é qualquer um que vai tentar me fazer de otário e pagar R$ 600,00 por uma revisão de R$ 200,00: limpeza de bicos injetores, lubrificação da suspensão (?!), manutenção e limpeza do ar condicionado sem necessidade .. e por aí vai.

  • $2354837

    Acabou-se tudo. Não existe mais profissional desse país.
    “De a vaga ao primeiro que passar na frente do posto e aceitar o salário baixo”, é o lema dos postos.
    De norte a sul, de leste a oeste, o que vale é enganar. Aloca-se profissionais o mais barato possível para cobrir uma vaga. Graças a terceirização. O que vale é o bônus no final do mês.

    O que vale é a comissão. Ninguém mais quer fazer o serviço bem feito. Tudo nas coxas. E ai se aparecer um carro raro para trocar o óleo. Ninguém troca. “Já pensou espanar a rosca? Tenho que pagar a rosca que custa mais que ganho por mês. Nesse carro eu não mexo… ”

    Triste fim para nosso país. Triste fim para nossa sociedade. Espero que caia um cometa logo e termine a agonia.

    A terra não nos merece, nem o sofrimento que damos a ela.

    • Tarcisio Cerqueira

      Lembro de a uns anos atrás conversando com um amigo meu, ele falou exatamente isso… “Aqui o professor finge que ensina, a gente finge que aprende, no trabalho o chefe finge que lidera, a gente finge que tem profissão e todos vamos fingindo até construir um país de faz de conta…” Na época achei exagero… Depois achei que eram os tempos de hoje… Hoje vejo que aqui sempre foi assim… Basta ver a história, ouvir o que os mais velhos contam… Esse país sempre foi um remendo… Uma das poucas frases de políticos nos tempos atuais que vi que é a mais pura verdade foi a de Cristóvão Buarque: “O Brasil não é uma nação, é um vasto pedaço de terra com gente andando em cima de qualquer jeito… “. Faço minhas suas palavras finais… Só um meteoro para dar cabo e tentar ver se outra espécie evolui e se sai melhor…

  • Bob Sharp

    Mr. Car
    Foi proibido por lei o auto-serviço para não dar desemprego, ainda no tempo do FHC.

    • Mr. Car

      Me lembro, Bob. Chiadeira sindical.

  • Victor

    Ninguém mencionou o velho golpe do frentista para completar óleo? É só não enfiar a vareta até o final, vai marcar menos do que o verdadeiro. Aí o solícito frentista ainda mostra a vareta para o motorista para dar credibilidade. Quanto à empurroterapia de serviços, tem uma revenda de pneus muito grande que começa com D e é autorizada dos pneus Goodyear que, minha nossa senhora, passaram pela fila da empurroterapia duas vezes. Davam garantia de alinhamento/balanceamento de 6 meses… mas também, o preço era muito superior ao de mercado, além da empurroterapia.

    • Antônio do Sul

      Deve existir muita gente ingênua neste mundo, pois, do contrário, essa rede que você citou não teria o tamanho que tem cobrando mais do que a concorrência pelo serviço e também pelos produtos que vendem. Eu já nem pego orçamento com eles

  • Bob Sharp

    Lorenzo,
    O teste de Quattroruote foi num tempo em que se trocava óleo em intervalos menores, coisa de 5.000 km. Nas trocas não usavam o mesmo óleo e quando precisavam adicionar, misturavam (andava-se muito rápido nas autoestradas italianas e isso faz consumir óleo).

    • Domingos

      Bob, será que isso não era na época dos minerais? Não vejo com bons olhos misturar óleos semi-sintéticos ou sintéticos diferentes, por possibilidade de um aditivo ser incompatível com o outro.

      Acredito que com os minerais não deveria haver problema algum mesmo…

  • robson santos

    Comigo uma vez aconteceu do frentista indicar um frasco de octane booster da vida durante meu abastecimento (aqueles frasquinhos que não acrescentam nem 0,5 ponto na octanagem RON ) …

    A maldade: para não perder o humor eu só disse que dependia da quantidade de cana no álcool que ele estava abastecendo no meu carro, aí ele fez aquela cara de bunda de quem não entendeu nada kkkk

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Esses centros automotivos “fazem cambagem” a torto e à direita, não se trata de carro batido.

    • $2354837

      Se um centro automotivo diz que meu carro deve fazer cambagem porque o carro está desalinhado e perigoso, sugiro que pegue um galão de combustível e taque fogo nele. Cambagem para mim simplesmente não existe. Já destruíram 2 carros meus com intervenções com prensa hidráulica.

      • Domingos

        Cambagem em McPherson é realmente polêmico. Para mim, só se faz em carro batido também. E aí o certo é fazer diretamente nas torres e não puxando a suspensão toda de qualquer jeito.

  • Bob Sharp

    Roberto Neves
    Não existe isso de pneus assentarem. Pneu novo, balanceamento imediato. Alinhamento de rodas é que não tem nada a ver.

    • Roberto Neves

      Grato, Bob!

    • Cadu Viterbo

      Alinhamento é outra história. Cambagem, então, outra empurroterapia! Como tem loja que adora empurrar o serviço
      Alinhar custa 80 reais
      Cambagem 200.
      Como se camber não fosse alinhamento

      • Bob Sharp

        Cadu
        O famoso “fazer cambagem” não é alinhamento, é desentortar algum elemento da suspensão mediante força hidráulica. Hoje em dia poucos carros têm câmber ajustável. Todavia, câmber fora do especificado raramente é peça torta, sendo apenas medição com o carro fora da altura de rodagem indicada. Ou seja, golpe mesmo.

        • Cadu

          Em todo manual de serviço, camber se encontra em “alinhamento de direção”, juntamente com cáster e convergência

          Como não há ajuste na maioria dos carros, o serviço é mais trabalhoso e requer ferramentas e desmontagem de rodas. Por isso cobra-se mais, embora não requeira grandes investimentos. Ou seja: lucro maior!

          Taí o motivo da empurroterapia! Arruma-se meios para oferecer o serviço

          O mercado se acostumou a chamar de alinhamento apenas caster e convergência, sendo camber, um serviço “extra”, justamente porque dá mais trabalho e é mais difícil sair do padrão

        • Lucas Vieira

          A Linha pesada toda têm, se lançarem algum modelo sem ajuste de cambagem, como fazem nos pequenos, encalharia na certa!

  • Bob Sharp

    lightness RS
    É muito comum isso na Europa, diesel em vez de gasolina e vice-versa. Mas pior que isso foi na aviação geral nos EUA, nos anos 1960. quando começaram a aparecer os motores turbo, com a palavra pintada na nacele como marketing, e as companhias de petróleo que abasteciam esses aviões acharem que era ‘turbine” e abastecerem com combustível de jato. Funcionava e, claro, detonava. Até que o FAA proibiu mencionar “turbo” nas naceles. Quem deve saber bem disso é o leitor Daniel S. de Araújo.

    • César

      Bob.
      Parece que hoje em dia os carros europeus tem o bocal do tanque e os bicos das bombas de posto para Diesel diferentes dos usados nos modelos a gasolina (por exemplo, diâmetros diferentes), de forma que o bico da bomba de um combustível não entra no tanque de outro, procede?

  • Bob Sharp

    Fat Jack
    Não existe comprovação de que misturar óleos de bases diferentes seja prejudicial. O Celta Super VHC aqui de casa está com 120.000 km, perfeito, não baixa óleo nunca, óleo e filtro a cada ano ou 10.000 km. Algumas vezes rodou isso em menos de um ano, mas hoje roda cerca de 6.000 km nesse intervalo de tempo. Trocar óleo hoje com seis meses ou 5.000 km é jogar dinheiro fora.

    • Fat Jack

      Putz! Vivendo e aprendendo, essa foi mais uma, sempre (desde quando ouvi falar dar “evolução” chamada óleo sintético…) ouvi dizer que a mistura de óleos de bases diferentes é problemática, pois cria borra, que estraga isso e entope aquilo e blá, blá,blá…
      O que eu não tenho o costume de fazer é trocar por tempo, inclusive porque ele roda acho que por volta dos mesmos 5.000 ou 6.000km/ano, se trocasse a cada 6 meses, a quilometragem seria pouca…

    • Cadu

      Mas perder uma garantia de 5 anos fora também é prejuízo.
      Infelizmente, ficamos amarrados com carros zero km nessa política de revisões semestrais!

  • Bob Sharp

    Aldo Júnior
    Sem dúvida, você está certo. O problema era álcool no carro a gasolina, que além de o motor funcionar com mistura ar-combustível muito pobre, a bóia do medidor de combustível parava de funcionar em pouco tempo. Eu mesmo, quando na revista Autoesporte, testei um Omega 2-L a álcool com gasolina e funcionou relativamente bem.

  • Bob Sharp

    O Antagonista
    Acabou de dar no Los Angeles Times: o túmulo onde repousa eternamente Jack Palance explodiu com essa notícia!!! (rs). Esse pessoal está completamente louco! A maldição intensifica-se cada vez mais!

  • Bob Sharp

    Luiz_AG
    Tomo suas palavras para mim. É o fim da nossa sociedade, é o esfarelamento da nação.

  • Nora Gonzalez

    BlueGopher, acho que deveriamos perder a memória de 16 anos. Os últimos 12 e os próximos 4. Infelizmente.

  • Ozirlei

    Ultimamente até gostaria que checassem, ainda não achei o extintor novo para comprar.

  • J Paulo

    Trabalho em uma prefeitura importante do Estado de São Paulo e há uma ata de manutenção de veículos para a minha secretaria, cuja a empresa vencedora é a Speed Car.
    Bem, eu sei que para todos, eu disse TODOS os carros, as peças trocadas e os serviços feitos são os mesmos. Passa-se 6 ou 8 meses e as mesmas peças são trocadas para os mesmos carros: velas, correia dentada, tensor, filtros, alinhamento….O que justifica um carro que roda 10 mil km ou menos ter todas essas peças trocadas?
    Daí eu concluo que não adianta nada reclamar ou pedir impeachment de presidente, porque tudo que rola por lá é reflexo do que acontece aqui. Causa e efeito.

    • Rodolfo

      Me parece que estão superfaturando, ou seja… finjem que trocam as peças, mas a sua prefeitura paga como se de fato tivessem sido trocadas.

      Na Prefeitura de São Paulo, na época da Marta Suplicy, mostrou um caso de um funcionário que informavam que o carro fazia incríveis 1 km/litro!!!

  • Ozirlei

    Salvp raras exceções, trocar óleo em posto sempre é um péssimo negocio. É mais barato que trocar na oficina independente e mais barato que trocar na concessionária… porém eu recomendo fortemente trocar numa oficina de confiança ou uma empresa especializada em troca de óleo.
    Não faz muito tempo vi na oficina do meu irmão um C3 que tinha como reclamação que começou a perder força recentemente, e o carro chegava até morrer e falhar..
    Carro no aparelho, todas as leituras perfeitas… catalisador entupido? Não… Andou sem ele, mesma coisa… Até que pelo som do motor… motor esta fundindo talvez!? Deixaram com pouco óleo?
    Puxa a vareta e inacreditavelmente ela marcava quase inteira preta de óleo (sim, preta, o frentista não esgotava o óleo, simplesmente adicionava nas “trocas”). Esgotamos o óleo…
    Resultado: 11 litros de óleo no motor!!!!
    O cliente por pouco não perdeu esse motor por um calço hidráulico, de tão cheio de óleo que estava.

    Conclusão: esse é um relato de muitos, e se conferir nos comentários tem muitos, tem que pôr na cabeça que posto é para abastecer, calibrar pneu e no máximo comer um pão de queijo… o que recomendo é troque o óleo com seu mecânico de confiança.

    • Rodolfo

      Moral da história… posto de combustível só serve para pôr gasolina e olhe lá!

      • Ozirlei

        Bem isso.

  • Bob Sharp

    César
    De fato, li sobre isso há algum tempo. Vou me informar dos detalhes.

  • robson santos

    Milton, posso estar errado, mas acho que essa viagem foi de 6.000 km a 6.000 rpm (rsrsrs)

  • Domingos

    Bom, aí tem que se partir do seguinte princípio: a qualquer serviço a ser feito, ou se sabe o que se está fazendo ou se procura alguém que te dê certeza que saberá fazer por você – não importa o custo.

    Se o cara é tão tapado que não sabe ver e exigir do frentista que primeiro esvazie o cárter e depois coloque o óleo novo, não deve jamais levar em posto e talvez nem mesmo em oficina. O cara deve levar na concessionária e exigir que em caso de quebra tenha garantia no motor.

    Ou seja, na verdade um cara desses não deveria nem ter carro…

    Se é daqueles que tem preguiça de acompanhar uma simples troca de óleo, realmente tem que levar numa oficina de muita confiança e pagar o preço a mais.

    Não vejo problema de troca em posto, desde que acompanhe e use o óleo certo. Caso não souber que óleo usar, realmente ou usa oficina ou a concessionária e ainda reza para não ser enganado.

    Só me preocupo com óleo em posto por um motivo: a mania de ou não terem a ferramenta certa ou apertarem demais o parafuso do cárter. Geralmente isso acontece em posto em que o frentista também é o que faz a troca, mas sempre pode acontecer.

    Mecânica às vezes dá dessas também, mas aí já é o caso daquelas muito porcas…

    • Bruno Rezende

      Ozirlei, eu vi certa vez em um posto um C3 e uma cor escura, caindo aos pedaços. O motor quente, evidentemente que não daria para checar o óleo assim. O frentista pede para ver, o motorista autoriza, a indicação, pelo fato de o motor estar quente, evidentemente, indica óleo baixo. Aí o frentista empurra dois frascos de óleo e completa direto pela tampa, com o carro parado na bomba.
      Vai ver é o mesmo citroen…. rs

      • Domingos

        Dois frascos ainda por cima… Nossa, é de doer na maldade.

    • Ozirlei

      Era carro de mulher. Uma advogada. Nem todo mundo tem tempo, conhecimento ou até vontade de acompanhar um serviço desses. O esperado para qualquer serviço é que você mande fazer e fique bom. Para isso é necessário profissionais de confiança. Eu trabalho direitinho e o que espero é que confiem no meu trabalho. Da mesma forma procuro profissionais que pensem da mesma forma. Por isso nem sempre a agência é uma boa.

  • Domingos

    Conheço algumas exceções de postos. Uma dica: aqueles onde os profissionais, da gerência aos frentistas, se mantém por muitos anos sem mudanças são geralmente os mais amigáveis e aqueles onde se faz um melhor serviço.

    Negócio do tipo “passo o ponto” nunca foi negócio sério. Sei do que estou falando por conhecer gente do ramo. O negócio é tocado de forma a “até onde compensa manter ou vender” e isso às vezes acontece em poucos anos, criando uma qualidade que se mantém boa por curtos períodos.

    Negócio que os funcionários de baixo escalão mudam constantemente também são sinal dessa lógica do “pego o mais barato que passar e aceitar o trabalho”. Pode notar que de supermercado até posto de gasolina, lugar que muda toda hora os empregados é lugar de mal serviço.

    Ou são mal pagos, ou mal treinados, ou trabalham já pensando na demissão. Não é diferente dentro de uma grande empresa, onde se mede isso com o chamado “turnover rate”.

    Em relação a advogados, o problema que vejo na advocacia voltada a pessoas físicas ou jurídicas é que o advogado quer ser mais esperto que o cliente e defender mais o honorário dele que a própria causa.

    Existe uma pressão enorme em enganar o próprio cliente a qualquer custo de forma que ele siga sempre o caminho mais custoso e longo – muitas vezes com combinações entre os advogados das partes distintas, um verdadeiro crime.

    Não é à toa a má fama. Sem generalizar, claro, mas você pode perder seus direitos e um caso ganho em mãos por causa de alguém que deveria te defender…

  • Domingos

    Boa, Ozirlei. E ainda, defender a idéia com unhas e dentes quando os próprios moradores reclamassem, se usando de retórica e xingamentos o quanto fosse necessário.

    Já pode trabalhar na prefeitura ou no PT! rs

    Mas a principal haddada já fizeram, que é plantar as árvores sem canteiros. Vai arrebentar todo o asfalto quando crescerem…

  • Domingos

    Loja de troca de pneu em mercado acho que é um dos maiores trambiques. Se as lojas de alinhamento/balanceamento já faziam empurroterapia, as de supermercado para o mesmo fim são de fazer roubo mesmo.

    A última que visitei me recomendou usar pastilhas SYL, por preço de pastilha de gente, porque as Cobreq “não usavam por dar muito problema”. Detalhe que tinha um Corsa no mesmo momento trocando as lonas por um novo jogo das Cobreq.

    Fui embora e não voltaria nem que cobrassem mais barato.

  • Domingos

    Alguns postos usam um regador já com o aditivo misturado. Não sei qual aditivo nem a proporção usada, porém menos mal que usar só a água…

    Não sabia que, uma vez enferrujado, não fica bom mesmo com os procedimentos normais…

    • Eduardo Mrack

      Dependendo do estado de erosão, após a remoção da ferrugem há um afinamento na parte externa dos cilindros, bem como nas galerias do cabeçote e ainda por todo o bloco. Com paredes mais finas, os cilindros e o cabeçote ficam muito mais sucetíveis a trincas.

      • Domingos

        Estava pensando que fosse algo mais superficial essa corrosão. Acho que estava enganado…

        Enfim, é como deixar sujeira circulando dentro do motor. O pessoal esquece que a água entra lá dentro tanto quanto o óleo…

  • Domingos

    Boa tática, parabéns. E ultimamente ando bem esperto com loja de pneus. Quando você chega lá com pneus ainda não-slicks começa um assédio de perguntas se você vai ficar ou não com os pneus.

    Me garantiram que seguiriam para reciclagem, porém fiquei desconfiado quanto recebi a mesma pergunta umas 3 vezes e ainda vi o olho gordo dos mecânicos num pneu velho e inutilizável – mas ainda ‘bonitinho”.

    Não fizeram desconto nenhum por deixar os pneus lá e me enrolaram pra caramba pra depois correrem, já que era final de expediente.

    No dia seguinte, voltei e peguei os pneus usados, que óbviamente eles iam vender para uma borracharia – o que eu, de raiva, fiz. Já que não iam ser reciclados, “ganhei” mais de 100 Reais no jogo antigo.

    O problema do dono de negócio no Brasil e do capanga que ele coloca pra tocar o serviço é que ele não quer ganhar na sinceridade e nem no bom trabalho. Ele quer ganhar única e exclusivamente na sacanagem, pois a mesma não é passível de ser taxada e é mais fácil

  • Domingos

    Velho, brasileiro dá golpe do troco no pedágio da estrada. O cidadão ganha adicional por trabalhar a noite e um monte de incentivos por um trabalho que exige qualificação ZERO (ou seja, está dando oportunidade pra gente que poderia não ter nenhuma) e ainda, na maior cara de pau, deixam faltando vários Reais em cada troco.

    Numa horinha dessa brincadeira dá pra fazer 50 a 100 Reais facilmente, pegando só de um a cada tantos passantes – para não desconfiarem. Num mês de trabalho, se tira quase o salário ou até mais que isso roubando.

    E não tem pena de ser gente com carro simples, por exemplo.

    A mesma coisa se dá em caixas, onde já fui vitima de tentarem ficar devendo quase VINTE Reais de troco.

    Mulher escolhe o macho por qual é mais espertinho, empregador escolhe empregado por qual é mais enganador, empresa contrata quem sabe melhor enrolar…

    O mesmo povo, especialmente o que mais sofre com isso (e o que mais vota em corrupto também) é o que você ouve em ônibus e metrô com aquele sotaque de gente burra e baixa falando “ah, queria ser eu lá pra pegar essa grana”. Ou que não paga água ou luz mesmo podendo pagar.

    E na classe média também tá cheio desses que falam mesmo que, se estivessem lá, fariam o mesmo.

    Por isso a gente chega numa hora da vida que é cada um com o que merece e que se virem.

    E pode apostar: todo país miséria, todo país pobreza endêmica é daí pra baixo o nível do povo. E, por isso mesmo, são o que são…

  • Domingos

    Tem cara que vê borra e fica traumatizado. Borra é aquele tio que troca óleo uma vez cada nunca, coloca óleo errado, mete óleo barbante, fica completando no lugar de trocar etc.

    Hoje em dia é tranqüilo o período de um ano e, infelizmente, muitas fabricantes rasgam nosso dinheiro ao exigir a troca com 6 meses.

    Seu carro fica guardado na garagem fechada? Se sim, a troca de 1 em 1 ano é tranqüila mesmo com o mineral…

    • $2354837

      Cara, na boa. Faz anos que não ouço história de motor fundindo. Carro fumando na maioria das vezes se refere a mais o óleo errado que óleo vencido. Mas o dinheiro é de vocês.

    • Cadu

      Não Domingos. Não é apenas carro de gente desleixada que dá borra. O Marea do meu pai sempre foi bem cuidado e entupiu de borra aos 80 mil km, trocando óleo semi-sintético (recomendação da Fat) aos 5 mil km (mais cedo que o recomendado)
      E o motor foi pro espaço as 150 mil km
      O Marea 2.4 tem um dos melhores motores que eu já guiei num carro urbano. Ronco, torque, desempenho, girador. Mas infelizmente, é delicado
      E não sou daqueles que odeiam um carro porque ele deu defeito. Às vezes, tem projetos que têm calcanhar de Aquiles

  • Domingos

    Tudo colabora, mas em especial o combustível. Não esqueça que ainda existe uma grande quantidade de pessoas que compra um carro zero CARO e vai abastecer em posto que vive sendo fechado pela ANP.

    Outra coisa é que a qualidade do combustível nosso, ainda que agora melhor por ter menos enxofre, é ruim. Álcool, solvente já da distribuidora e por aí vai…

    • Bob Sharp

      Domingos,
      Lembre que o solvente é derivado do petróleo e seu único problema é não ter iso-octana, ou seja, praticamente não tem resistência à detonação.

      • Domingos

        Mas será que não causa danos em mangueiras e no óleo também, Bob?

    • Rodolfo

      Em complementação… as pessoas podem dizer que hoje o óleo tem aditivo para neutralizar a corrosão, diluição do vapor d’ água e etc.

      Mas será que os aditivos chegam a neutralizar os resíduos da queima do álcool a ponto de o óleo em um carro que sua somente álcool ter uma durabilidade exatamente com um carro que usasse a gasolina da Europa (10% de álcool).

      • Domingos

        Acho que ainda não fizeram um óleo que compense a falta de lubrificação do álcool não. Pode ser que esteja melhor adaptado, mas ainda não 100%…

        E o álcool realmente tem um efeito ruim ao se misturar com o óleo, pois dá aparência de “óleo limpo”, quando na verdade é uma mistura pior que a gasolina+óleo em termos de poder de lubrificação e vida do óleo.

        • Cadu

          Eu tinha um Mille Fire e trocava o lubrificante com 5 mil km e o óleo saía preto, bem escuro.
          E eu achava ótimo.. Antes o óleo que o motor!

  • Domingos

    Mas verificar o alinhamento nem é cobrado, geralmente. Comeu bola…

    • Rodolfo

      É, me dei mal… fui dar uma de muquirana tive que pagar o pato!

  • Fat Jack

    Acredito que o desgaste interno do motor possa interferir sim diretamente no consumo de óleo, e que 2 motores com a mesma quilometragem podem apresentar um desgaste interno diferente de acordo com a forma com que foram cuidados no que se refere a lubrificação. No caso que eu citei, não baixa mesmo, pode ser no anda-e-para da cidade, pode ser nas viagens que eu fazia até pouco tempo de SP-SC nas quais desfrutava dos trechos em que era possível andar mais “rápido”…

  • Cadu Viterbo

    O Marea do meu pai tambémjá fez essa limpeza uma vez usando óleo sintético e trocando a cada 5 mil/1 ano
    Tinha tanta borra que entupiu o pescador. Por sorte estava comigo e eu parei o carro antes de dar problema
    Tem motor que tem esse tipo de problema crônico. No caso do Marea, ainda foi pior porque a Fiat, ao importar o carro, usou a mesma informação técnica européia: 15 mil (ou 20 mil, não recordo) km para uso ideal e a metade disso para severo. Como brasileiro interpreta ir para o trabalho perto de casa e voltar como uso ideal, muitos Mareas deram problema de lubrificação. A má fama começou aí!

    • Rodolfo

      Eu acho que o problema do seu Marea foi o uso de gasolina batizada… faz borra até a alma!

      • Rodolfo

        Cadu,

        Esqueci de dizer que também foi devido à quilometragem elevada como você disse, considerando que o combustível no Brasil é batizado em boa parte dos postos de combustível.

  • Cadu Viterbo

    A massa dos pneus. Você balanceia para equilibrar a massa do conjunto roda-pneu por toda a circunferência e não gerar forças desiguais
    nem todo pneu vem balanceado perfeitamente (aliás, acho que isso é raro)

    • Domingos

      Sim, teoricamente todos os pneus e mesmo rodas não vêm com balanceamento perfeito – por isso mesmo desde zero já estão lá os chumbinhos.

  • Rodolfo

    Mas aqui é Brasil… paraíso dos Postos de Combustível de gasolina e álcool adulterados… combustível batizado degrada o óleo.

    • robson santos

      Rodolfo então você acabou de provar que os manuais só falta mencionar isto como fator determinante para a redução do período/kilometragem para troca de óleo aqui em relação ao exterior: qualidade da nossa gasolina.
      Sendo que na verdade ainda tem a questão da parcela de álcool na gasolina, não a toa a última especificação, vigente, API SN-RC / ILSAC GF-5, desde 2010, considerou isto nos testes de emulsão, teores de até 85% de álcool, mais as questões de uso severo e catalisador.

      Isto é uma evolução, assim não vejo motivo algum para trocar óleo 2x por ano.

      Questões de borra são pontuais, adulterações são pontuais, assim não dá pra se culpar alguém que não segue a risca o manual do veículo simplesmente por estar abastecendo seu veículo e o mantendo com óleos bons, de qualidade, e nunca constata problema algum em seu motor, não é a toa.

  • Rodolfo

    Uma coisa é uma coisa… outra coisa é outra coisa!

    Eu não falei nada de semi-sintético no texto acima… falei de misturar óleo sintético com mineral, ou seja 100% sintético.

    Semi-sintético presta sim, mas não é tão bom quanto um 100% sintético.

    Óleo semi-sintético a sua formula já está equilibrada para não formar borra, mas sugiro só misturar com o mesmo tipo e marca.

    E além de formar borra misturando um 100% sintético com mineral seria nada bom… pois misturar um óleo bom com outro inferior não é coisa sensata.

  • CorsarioViajante

    Não esqueça da ciclofaixa de lazer aos fds!

    • Ozirlei

      Kkkkk e um calçadão tambem

  • wfauze

    Qualquer manual diz que a medição do óleo deve ser feita com o motor frio. Não tanto pela temperatura, mas pelo óleo que fica “espalhado” dentro do motor ter tempo de descer para o cárter (onde é feita a medição do nível).
    Simples.
    Aliás, esta é uma maneira fácil de não ser enganado… Ler o manual…

  • agent008

    Há poucos dias minha excelentíssima levou seu up! para a segunda revisão (uma a cada seis meses, um exagero, mas a gente faz para não perder a garantia…). Este carro tem valor de revisões tabelado pela VW, e a segunda revisão sai por R$236,00 incluindo mão-de-obra (a safadeza já começa na tabela, nela tem uma pegadinha: em letras miúdas em uma nota de rodapé com um asterisco, fala que a mão-de-obra só está inclusa nas primeiras duas revisões. Quem lê a tabela nem imagina que a partir da terceira terá que arcar com mais a mão-de-obra).
    Pois bem, me ligam da concessionária com o orçamento, dizendo que além dos R$236,00 eu teria que pagar um filtro de ar e um de combustível pois a revisão tabelada cobria apenas óleo, filtro e bujão do cárter. Estava quase dando o sinal verde para o rapaz quando me toquei de procurar no site da VW. Qual não foi minha surpresa ao ver que os filtros de ar e combustível estavam inclusos no total!
    O rapaz ainda discutiu comigo, dizendo que não, ao que respondi: como vamos fazer? Você vai trocar tudo pelo valor de tabela ou eu vou ligar pra Volkswagen?
    Resultado, trocaram tudo (em casa fiz questão de conferir) e cobraram o preço correto. mas quase me arrancaram aproximadamente R$60,00 a mais. É o modus operandi brasileiro, ferrar sempre, e com orgulho! Tristeza profunda.

    • Rodolfo

      Não faz sentido trocar bujão… só deve trocar o anel dele. Filtro de combustível dura muito… o de ar também… a não ser que você ande em estrada de terra.

      Queriam te cobrar coisa que já era considerada na Tabela… sacanagem… esses caras devem ganhar comissão do dono da Concessionária que você foi.

      • agent008

        Concordo contigo que talvez os filtros não devessem ser trocados. (especialmente o de combustível, o de ar sim pois moro no interior e tem muito pó). Mas se estou pagando e está no plano pra manter a garantia, tem que ser trocado! Mesma coisa o bujão, está na lista da VW, então melhor trocar… não sei se neste caso bujão e anel formam uma única peça…?
        PS. Também depende do carro. Tive um 407 V6 que precisava filtro de combustível novo a cada 10.000km. Senão já começavam os engasgos… e o mecânico (de confiança) sempre me mostrava como já estava obstruído o filtro velho. Já um Polo que tive anos atrás precisava desse filtro só a cada 50 ou 60 mil…

    • Bob Sharp

      agent008
      Essa modo de agir para mim só tem um nome: burrice. Concessionários idiotas como esse estão matando a galinha dos ovos de outro, que é manter o cliente cativo por anos e anos.

      • agent008

        É Bob, eu acho que já disse isso antes aqui – às vezes bate uma vontade de montar uma oficina onde o respeito e a transparência seriam princípios imutáveis… quem sabe um dia!?

      • Antônio do Sul

        É assim mesmo. Brasileiro é burro: ganha no varejo e perde no atacado.

  • agent008

    Nora, seu 408 é THP? Tenho um 508 com esse motor e a vareta também é esquisita. Aliás, está na minha lista de perguntas pro chefe da oficina da concessionária: como ler corretamente esta vareta!

    • Nora Gonzalez

      agent008, exatamente, 408 THP. Comparadas com as outras dos carros que tive ou do outro que tenho, é estranha. Mas o frentista deve ter visto mais de uma desse modelo, não?

      • agent008

        Eu acredito que alguns deles agem como robozinhos, a única coisa que guardam (e muito bem ) na memória é como fazer para empurrar mais óleo, aditivos, e quaisquer outras quinquilharias cuja venda lhes renda comissão… Não importa quantos mil motores tenham visto, nem se preocupam muito. Aqui na minha cidade, que é pequena (30 mil habitantes), ultimamente não temos frentistas deste tipo, mas por outro lado deve ter no máximo uns 5 ou 6 THP’s na cidade, dos quais não sei quantos donos fazem as checagens usuais, então ainda hoje nos postos ninguém sabe ler essa vareta direito.

  • Rodolfo

    Mas se batiza combustível com solvente… isso que pega na curva. Batizar com álcool a gasolina é menos mal…

  • Bob Sharp

    Tarcísio
    Um pouco é fabricantes terem encasquetado que o nosso combustível é ruim — e era, quando tinha 800 partes por milhão de enxofre (agora é 50 ppm), um pouco é darem movimento aos coitadinhos dos concessionários. Nada errado com os nossos óleos de motor.

  • Bob Sharp

    Luiz_AG
    Vou ver com o pessoal da imprensa Peugeot como você pode obter o manual de serviço do 207. Aguarde.

    • $2354837

      Obrigado Bob. Desde já agradeço a atenção dispensada.

    • Luiz_AG

      Bob, consegui o manual de serviços da citroen sobre o motor TU3JP, tem a informação que preciso (alinhamento das polias). Agradeço mais uma vez o esforço. Muito obrigado. Luiz.

  • Eduardo Zanetti

    Eventualmente, nas raras vezes que vou em um posto que diferente dos dois que eu costumo abastecer, eu me finjo de sonso. Vou lá na frente, abro o capô e deixo o sujeito conferir o nível do óleo. Mas só se ele usar papel absorvente, nada de estopa. E só pelo sadismo que existe em ver que eles são bonecos do dono do posto ou que não sabem nada de nada. De vez em quando ele “encontra” algo fora dos conformes e até diz que o reservatório de expansão do radiador tem que ficar cheio até na boca. Eu agradeço e digo que volto amanhã para realizar o procedimento cirúrgico.

  • Marcos Amorim

    Mulher e entusiasta não é tão incomum, mas mulher, entusiasta e conhecedora de Arquivo X é digno de nota.

    Sobre a tradicional “empurroterapia”, minha desconfiança já é tamanha que mesmo vendo peças com problemas – amortecedor vazando ou coifa de homocinética rasgada, por exemplo – nego o serviço e levo na oficina de sempre.

  • Nora Gonzalez

    Marcos Amorim, o problema é que junto com Arquivo X tem um lado meu muito trash que me faz gostar de filmes como Sharknado. Sei que não faz sentido, mas…

  • Nora Gonzalez

    Lorenzo Frigerio, tem razão, esqueci. Mas faz um tempinho que não me abordam com essa. Vou checar, mas acho que deve estar faltando extintor no meu posto. Apenas isso. Assim que eles comprarem, volta a empurração.

  • Rodolfo

    Eu tinha uma CG Honda e eu mesmo trocava o óleo dela. O bujão de óleo eu nunca trocava, só troquei uma vez quando o sextavado dele espanou.

    Não faz sentido o bujão estragar em uma única troca de óleo, seria como se a gente tivesse que trocar os parafusos da roda a cada troca de pneu furado ou rodízio de pneus.

    Já o anel de vedação as vezes eu trocava, por precaução…. mas dava para reaproveitá-lo mais de uma vez, porém o correto é em toda troca de óleo substituir o anel de vedação.

    • Cadu

      O único problema aí é a destinação do óleo usado. Oficinas e concessionárias são fiscalizadas para reciclar esse óleo. Despejar na rede contamina MUITO a água e solo!
      Aliás, sabiam que uma % de óleo que usamos nos carros é reciclado?

      • Rodolfo

        Eu devolvia o óleo velho no supermercado Carrefour Butantã, no setor de troca de óleo. Não trocava lá porque não confio em troca a vácuo.

  • Rodolfo

    Domingos,

    Também desconfio que o álcool por ser corrosivo e produzir mais água que a gasolina na queima, então acaba contaminando o óleo com água, que diminui a viscosidade, e deteriorando o óleo devido a corrosão dos gases de escape.

    Já em países que usam gasolina com teores menores de álcool, como os da Europa, o problema do álcool degradar o óleo é muito pequeno.

    Se isso for fato, será que álcool do Brasil é tão ecológico assim? Pois teoricamente se isso for fato reduz pela metade o período de troca do óleo em relação aos países que usam somente gasolina, com uns 10 a 15% de álcool, e aqui na maioria dos carros é 100% álcool.

    • Rodolfo

      Em complementação… as pessoas podem dizer que hoje o óleo tem aditivo para neutralizar a corrosão, diluição do vapor d’ água e etc.

      Mas será que os aditivos chegam a neutralizar os resíduos da queima do álcool a ponto de o óleo em um carro que sua somente álcool ter uma durabilidade exatamente com um carro que usasse a gasolina da Europa (10% de álcool).

    • Domingos

      O álcool não anda se provando muito ecológico não… A maior manutenção também entra na conta realmente.

      Houveram carros flex que, ao se tornarem como tal, diminuíram o tempo das trocas de óleo (exemplo: o primeiro Corolla Flex, antes de virar flex tinha revisões a cada 10.000 km depois voltou a ter a cada 5.000).

      Outra coisa é que nem sempre a maior emissão no escape ao rodar com etanol (pelo maior consumo) é compensada pelo plantio do mesmo, que por vezes envolve ou queimadas ou o uso de grande quantidade de derivados de petróleo – como já falaram aqui.

      Pessoalmente acho que é a mistura o maior problema. Cada combustível fica sem suas vantagens (gasolina com menor consumo e menos manutenção, álcool com a parte ecológica e ser barato) e só com as suas desvantagens…

  • Cadu Viterbo

    E o que foi que eu disse?

    • Rodolfo

      No Manual do Proprietário do Vectra 2.2 L ano 2002 Expression, do meu pai diz que é para trocar de óleo a cada 6 meses, ou pela quilometragem, o que ocorrer primeiro.

    • Rodolfo

      Você disse: “(revisão semestral é o fim da picada! Não há a menor necessidade de encostar o carro para revisar nesse período, que não encher os bolsos das concessionárias!)”… mas alguns manuais de proprietário recomendam a troca a cada 6 meses.

    • Rodolfo

      Onde se lê:

      concessionárias!)”… mas alguns manuais de proprietário recomendam a troca a cada 6 meses.

      Leia-se:

      concessionárias!)”… mas alguns manuais de proprietário recomendam a “troca de óleo” a cada 6 meses.

  • Alvaro

    Por não ter como afirmar com segurança absoluta que, a loja devolveu os amortecedores originais do carro (indevidamente substituídos), o melhor teria ter ficado com os trocados na loja e na garantia.

  • Cadu Viterbo

    Sem chance
    Isso é sugestionável
    Você coloca um óleo e espera sentir alguma diferença
    Só isso.

    • Rodolfo

      Faça o teste de mudança de marca em um carro que seja permitido, como o meu, Gol 1.8 – ano 1990, é recomendado no capô do carro pela VW: Mobil, Shell e Texaco… o seu é Jetta, taves além do óleo exclusivo da VW seja permitido outro óleo além dele (WV Castrol ou Castrol Magnetic e ect)… então depois você vem me dizer se é efeito placebo.

      • Cadu

        sim, é placebo. o meu carro andava com o Elaion. troquei por Shell, da mesma especificação (VW 502.00 5W40). o motor funciona exatamente igual!
        claro que não vou colocar nenhum melado de câmbio dentro do motor. Aí não precisa ser nenhum especialista pra ver a diferença
        mas dizer que um 15W40 é diferente de um 5W40 é forçar a barra demais. até porque na temperatura de funcionamento os dois têm a mesma viscosidade

    • Rodolfo

      Se a VW não recomendar outra marca de óleo para o seu Jetta 2.0 TSI não mude de marca… vai que dá problema…

      • Cadu

        Uso óleos recomendados pela VW. Norma 502.00 5w40

    • Dmingos

      Acontece sim, Cadu. Experimenta colocar um 20W50 num motor desses novos projetados para 0W30 ou 10W30 que você perceberá a diferença em desempenho e consumo.

      É pequena, mas existe. No caso do consumo pode ser bem significante. E, na durabilidade, aí já não tem o que discutir. No médio/longo prazo faz toda a diferença.

      • Rodolfo

        Domingos,

        O Cadu nunca mudou de marca de óleo e nem de viscosidade… ele não sabe o que é isso…

        Ele é Tomé ver pra crer!

        • Cadu

          Claro que nunca troquei de viscosidade. Se um motor é feito para 5W40, eu uso sempre esse óleo! Se o motor recomenda 15W40, é o índice que sigo. Se você faz diferente, o errado não sou eu!
          De marca eu troco, mantendo o mesmo desempenho. E não fico querendo “ouvir” que o motor está diferente com o Shell em relação ao Mobil….

  • Cadu Viterbo

    Trocar de óleo por km é porque o tempo de funcionamento do motor em altas temperaturas oxida o óleo, o contamina, o faz perder suas capacidades e propriedades
    Por tempo, a única justificativa é a validade do lubrificante, já que o motor não rodou aquele tempo necessário para contaminar o lubrificante

    Me explica como uma fabricante recomenda O MESMO óleo a ser trocado anualmente e outro com 6 meses, se o carro não atingiu aquela quilometragem determinada pela fábrica?

    • Rodolfo

      Rodar pouco com o carro ou só nos finais de semana é considerado uso severo… então se tem que trocar o óleo a cada 6 meses.

      “Carro que fica parado na garagem a semana inteira para rodar só no fim de semana exige manutenção mais frequente do que aquele que é usado todo dia, dizem especialistas. A demora para gastar o tanque cheio de combustível ou para atingir a quilometragem prevista para a próxima troca de óleo pode virar receita de problemas. “Os líquidos envelhecem e prejudicam mecanismos”, explica Felício Felix, do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi).”

      “A gasolina, por exemplo, perde características depois de um mês no tanque e pode gerar entupimento dos bicos injetores, ensina o analista. O álcool tem uma duração só um pouco maior. Por isso, encher o tanque não é recomendado para quem usa pouco o carro. Tampouco esperar pela quilometragem certa para trocar o óleo do motor. “Ele dura, no máximo, cinco meses”, diz Denis Marum, diretor executivo da Oficina Chevy Auto Center, em São Paulo.”

      Fonte:

      http://g1.globo.com/carros/noticia/2010/07/carro-que-passa-semana-parado-exige-manutencao-maior.html

      • Bob Sharp

        Rodolfo
        Isso, continue, vá firme na opinião desses “especialistas”…

        • Rodolfo

          Ninguém manda fazer análise nenhuma de óleo em laboratório após 6 meses ou 1 ano, ou ainda 15.000 km como você disse.

          E ninguém muito menos vai esperar um carro como o meu, que só roda 3.000 km por ano chegar a 60.000 km e abrir o motor para medir e constatar que de fato trocar óleo de motor a cada 6 meses é jogar dinheiro no lixo ou que se a pessoa que trocou a cada 6 meses fez o certo.

          Então como a nossa gasolina tem álcool demais em relação a Europa, e que usamos os carros flex mais com álcool do que com gasolina, melhor não arriscar. Pois o álcool degrada o óleo mais que a gasolina, conforme informei abaixo para o amigo Domingos.

        • Rodolfo

          corrigindo: anda 15.000 km com óleo mineral

          • Cadu

            ÓBVIO que você não precisa atingir a quilometragem recomendada para trocar o óleo. Lubrificante vence antes disso!
            Mas entenda que esta recomendação do fabricante não é ÚNICA e EXCLUSIVA pelo tempo que o lubrificante pode ficar no cárter. Te dei mil exemplos de casos que recomendam 1 ano
            Acontece que recomendando revisão periódica a cada 6 meses, são milhões de veículos que voltam à concessionária para pagar mão de obra, um óleo e peças caras que dão lucro a elas. E o cliente é obrigado sob pena de perda da garantia!
            É muito mais interessante ter veículos trocando óleo de 6 em 6 meses do que anualmente
            Tanto para fábrica quanto para a Mobil, para a Shell
            E para o dono que acha que o carro foi “revisado”, quando, no MUITO, foi trocado óleo e filtros!

        • Rodolfo

          3.000 km/ano são 20 anos para chegar aos 60.000 km.

      • Cadu

        Como disse, o mesmo óleo num determinado fabricante importado aguenta 1 ano. Num nacional, revisão de 6 em 6 meses com troca de óleo. Seja para regime severo ou não!

        Minha moto, esportiva, que gira a 15 mil rpm, usa menos óleo que um carro , bomba menor, menos pressão, trabalha num regime de potência específica mais alto, (portanto menos poder lubrificante) e ainda usa óleo 15W40, recomenda tempo de troca de um ano, se não atingir a km.

        Nada me tira da cabeça que é apenas para engordar a conta das concessionárias!

  • Cadu Viterbo

    O que você disse é verdadeiro
    Mas não tem nada a ver com a minha resposta
    Isso não muda o fato de ter que balancear as rodas na hora de montar
    Até num simples reparo que necessite desmontá-lo da roda é imperativo balancear.

  • Cadu Viterbo

    A massa rotativa a que me refiro
    Em altas velocidades, pequenas diferenças de peso na roda e no pneu interferem no conforto causando vibração. O balanceamento procura equilibrar a massa rotativa
    Sao pesos da ordem de gramas (5, 10, 15, 20 g)

  • Rodolfo

    Mas não se esqueça que o Marea deu problema por só traduzirem o Manual dele do Italiano para o Português, como você disse que teve um e deu borra de óleo, sendo que era problema crônico…

    Uma coisa que se tem que lembra que a gasolina aqui é batizada de fábrica com álcool (27%), e isso degrada o óleo como expliquei abaixo para o Domingos.

    Então fique esperto em questionar montadoras que estão aqui a muitas décadas.

    • Cadu

      Rodolfo. Eu sei bem o que aconteceu com o Marea. O que quero dizer é que não faz sentido uma fabricante dizer que o óleo X dura 1 ano se não atingir a km. Mas a outra dizer que o mesmo óleo X dura 6 meses.
      Independente do manual, do veículo, do motor, o óleo ainda é igual. Ele não vai estragar na metade do tempo parado no cárter!
      Como um BMW , Mercedes exigem revisões anuais e um Fiat semestrais? Vai dizer que o Fiat é mais complexo e tecnológico e exige mais do lubrificante?

      • Rodolfo

        Fui ver no site da Mobil e para o BMW 335I, 550I etc, a gasolina, em uso severo é 6 meses:

        http://mobil.cosan.com/veiculos/escolha-seu-lubrificante/bmw/carro/335i/3-0-24v-gasolina-2012#ns

        Em uso normal para eles são é 1 ano:

        http://mobil.cosan.com/veiculos/escolha-seu-lubrificante/bmw/carro/335i/3-0-24v-gasolina-2012

        Eu estou falando de uso severo, não de uso normal.

        E você diz que óleo é tudo igual, mas seria besteira usar o óleo do BMW, Mobil 1 – 0W-40, em um Palio ou Gol. Cada motor com a sua tecnologia de óleo… óleo não é tudo igual.

        Ninguém manda fazer análise nenhuma de óleo em laboratório após 6 meses ou 1 ano, ou ainda 15.000 km, somente as fábricas de automóveis, com exaustivos testes em seus motores.

        E ninguém muito menos vai esperar um carro como o meu, que só roda 3.000 km por ano chegar a 30.000 km e abrir o motor para medir e constatar que de fato trocar óleo de motor a cada 6 meses é jogar dinheiro no lixo ou não.

        Então se você quer arriscar usar por 1 ano a escolha é sua… mas eu jamais iria contra as recomendações do Manual do Proprietário.

        • Cadu

          Você está deturpando o que eu estou dizendo. Não disse, hora nenhuma que óleo é tudo igual. Óbvio que não é. O que eu falei é que há casos de fabricantes que recomendam trocas com 1 ano (Hyundai por exemplo) e outros com 6 meses (praticamente todos os outros nacionais), usando o mesmo tipo de lubrificante. Digamos um carro paradp, sem rodar. Você acha que o mesmo óleo estraga em 6 meses em um veículo e no outro demora 1 ano?! O mesmo óleo no caso é nesse exemplo! E não que “óleo é tudo igual”

          O exemplo da BMW foi ilustrativo. Até porque eles não usam tempo determinado para manutenção. E sim o computador de cada carro informa o momento de revisão (medindo distância x tempo de funcionamento). Foi apenas forma de elucidar o raciocínio.

          Eu não contrario o manual por apenas uma razão muito simples: garantia. Mas fora dela acho perfeitamente razoável tolerar 1 ano com lubrificantes modernos

          E me parece um contrassenso você procurar informações e orientações de um fabricante de lubrificantes e não do manual do BMW 335i. Complemento meu raciocínio, usando mesmo site como exemplo.

          http://mobil.cosan.com/veiculos/escolha-seu-lubrificante/volkswagen/carro/polo/2-0-8v-gasolina-2010#ns

          Nesse Polo 2.0, o mesmo lubrificante se deteriora com 3 meses!!! Não faz sentido nenhum na minha cabeça!

          • Rodolo

            Eu não tenho BMW para ter manual dele… por isso fui no site da Mobil. Site de fabricante de óleo também é uma referência na questão de óleo, afinal eles fabricam.

            Creio que esta diferença em relação aos Manuais de Proprietário seja para eles não serem processados em caso de algum carro ter problema de lubrificação.

            Para o meu carro, Gol 1.8 – 1990 vi no site da Mobil o Apolo 1.8, e é 10.000 km/6 meses para uso normal e 5.000 km/3 meses para uso severo.

            Também acho 3 meses muito exagero por parte deles, mas com 6 meses é uma boa medida, considerando que o manual do Vectra ano 2002 do meu pai diz troca a cada 6 meses.

            Comparar um carro com outro é complicado, mesmo ambos usando exatamente o mesmo óleo, são tecnologias distintas, tolerâncias de fabricação diferentes e etc… Quem conhece bem o motor é o fabricante do veículo, e por isso eu confio nas informações de período de troca do manual do proprietário.

            Eu também de tivesse carro 0-km só iria nas revisão até 1 ano, depois nunca mais… iria em mecânico da minha confiança e trocaria de óleo em posto de troca.

            Agora, com manual do proprietário eu não fico tranqúilo em desobedecer o período de troca.

          • Rodolfo

            Eu tenho a revista da Quatro Rodas em que no teste de longa duração o JAC J3 passou muito bem no desmonte dos 60.000 km, o motor estava muito bem conservado, isso se deve ao fato de eles obrigarem as trocas de óleo serem feitas a cada 5.000 km, e a revisão a cada 10.000 km.

            Fonte: Revista Quatro Rodas – Março de 2012.

          • Cadu

            Que pena, os BMW, os Hyundais, os Jettas TSI, Golf GTI vão todos explodir antes disso! Nenhum troca com 5 mil km

          • Rodolfo

            Eu não tenho BMW pra ter manual dela… por isso fui no site da Mobil. Site de fabricante de óleo também é uma referência na questão de óleo, afinal eles fabricam.

            Para o meu carro, Gol 1.8 – 1990 vi no site da Mobil o Apolo 1.8, e é 10.000 km/6 meses para uso normal e 5.000 km/3 meses para uso severo. Também acho 3 meses muito exagero por parte deles, mas com 6 meses é uma boa medida, considerando que o manual do Vectra ano 2002 do meu pai diz troca a cada 6 meses.

            Comparar um carro com outro é complicado, mesmo ambos usando exatamente o mesmo óleo, são tecnologias distintas, tolerâncias de fabricação diferentes e etc… Quem conhece bem o motor é o fabricante do veículo, e por isso eu confio nas informações de período de troca do manual do proprietário.

            Eu também de tivesse carro 0-km só iria nas revisão até 1 ano, depois nunca mais… iria em mecânico da minha confiança e trocaria de óleo em posto de troca.

            Agora manual do proprietário eu não fico tranquilo em desobedecer o período de troca.

          • Cadu

            Obrigado, você acabou de concordar comigo! Se você percebeu que 3 meses é muito pouco tempo já que no Vectra o manual diz 6 meses, você acabou de entender o que estou dizendo!
            A diferença é que usei outro exemplo (1 ano nos Hyundai e 6 meses na Fiat/Chevrolet/volkswagen)

            Você pode até querer trocar seu óleo no seu mecânico, mas um carro com 3,5 ou 6 anos de garantia, você fica amarrado. E essa é minha crítica

        • Cadu

          Ah, outra coisa: continuei pesquisando o site da Mobil comparando com carros que já tive e olha a supresa: a recomendação do site com relação ao HB20 1.6 em regime severo: 2500 km ou 3 meses
          http://mobil.cosan.com/veiculos/escolha-seu-lubrificante/hyundai/carro/hb-20/1-6-16v-flex-2013#ns

          Sabe o que a Hyundai recomenda? Revisão anual ou 10 mil km. em qualquer regime!

          Percebe o interesse de vender mais óleo e trocas, atecipando os intervalos?

          É exatamente o que aconteceu com a indústria nacional há uns 10 anos. Não existiam revisões semestrais. De um tempo pra cá, todas estão nesse ritmo!

          Uma coisa é você cuidar do seu carro e antecipar as trocas pra regime severo. Justíssimo, considerando combustível, temperatura e tempo de funcionamento. Outra é uma indústria inteira, garantir o carro por 5 anos com revisões semestrais (porque em 6 meses são poucos carros que rodam 10 mil km)

          • Rodolfo

            Esta diferença do site da Mobil para os Manuais do Proprietário creio que é para eles não serem processados em caso de algum carro que dê problema de lubrificação, então quem vai arcar com o prejuízo vai ser a montadora do veículo.

            Carro que não roda, carro que roda poucos km por dia… uso severo… acaba com o óleo com subprodutos da combustão. Veja o filme que mostra como o óleo sofre com o motor funcionando:

            E volto a dizer… hoje os carros tem o álcool na gasolina e isso acaba com o óleo… por isso que carro na Europa se troca a cada 12 meses e o dobro da quilometragem daqui.

          • Cadu

            Rodolfo, você está lendo minhas respostas?
            Eu não disse nada sobre regime de uso, não estou discordando de regime severo ou ideal, nem que o motor não sofra a cada partida, a cada ciclo… Apenas questionei TEMPO DE VALIDADE DO LUBRIFICANTE!
            Carro parado, sem rodar não tem subprodutos de combustão, porque não existe combustão!
            Ou então o motor do HB20 é muito bom para conservar um óleo o dobro do tempo do Palio, do Gol…

  • Rodolfo

    Mas você só usou 2 marcas… use Mobil e Texaco.

    Com relação a 5W-40 vs 15W-40 quanto menor a viscosidade a frio melhor… pois o momento que o motor mais sofre é na partida, sendo que quanto mais fino o óleo mais rápido ele lubrifica.

    • Cadu

      Vai lá, campeão, usa um 0W30 no seu Gol 1990 e me conta depois o consumo de óleo e pressão de bomba.
      Nem sempre menos viscoso é melhor para todos os casos
      E na partida a frio, não é apenas a viscosidade que conta.. O filme formado nas paredes e partes móveis conta muito mais
      Lubrificação não é tão simples assim…