TESTE DE 30 DIAS: RENAULT FLUENCE (PARTE 1)

Caro leitor ou leitora,

A partir desta sexta-feira e todas as seguintes, às 16h00, teremos no Ae o “Teste de 30 Dias”. Começando pelo Renault Fluence Privilège, o editor Roberto Agresti andará com o veículo durante 30 dias em seu uso normal, que envolve até viagens num raio de 150 km a partir de São Paulo.

Nesta sexta-feira o Agresti já tem seu primeiro relatório (veja-o a seguir), o mesmo acontecendo na segunda e terceira semanas. Na quarta e última haverá o relatório final, que incluirá um vídeo.

Será utilizada exclusivamente gasolina para ser possível comparar números de consumo com eventual carro importado que venha a ser submetido à mesma prova ou mesmo com carros no exterior a partir da leitura de publicações impressas ou eletrônicas.

Esperamos que você aprecie esse tipo de teste, na verdade um “no uso estendido” e que conta com a grande experiência e apurada percepção do Agresti.

Boa leitura!

Bob Sharp
Editor-chefe

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Roberto Agresti  TESTE DE 30 DIAS: RENAULT FLUENCE (PARTE 1) Roberto Agresti

 

TESTE DE 30 DIAS
RENAULT FLUENCE PRIVILÈGE 2.0 HI-FLEX CVT

1ª SEMANA

 

 

P1120878  TESTE DE 30 DIAS: RENAULT FLUENCE (PARTE 1) P1120878

Por R$ 87.190 um Renault Fluence Privilège 2.0 CVT igual a este que estréia nossas avaliações de 30 dias pode chegar a sua garagem. Trata-se do que é comumente chamado de versão “topo de linha”, dotada de absolutamente todos os itens possíveis oferecidos pela Renault como opcionais nas versões mais simples do modelo. De fato, o único sobrepreço ao valor da tabela que consta no “monte o seu” do site da Renault é a cor, no caso preto Ametista, um roxo profundo, muito elegante principalmente pelo contraste com o cinza claro usado no couro que reveste os bancos e painéis de porta.

 

P1120876  TESTE DE 30 DIAS: RENAULT FLUENCE (PARTE 1) P1120876

Fabricado na Argentina (Córdoba), o modelo é cria da aliança entre a marca francesa e a japonesa Nissan, que é responsável pelo fornecimento do motor 2.0 Hi-Flex, um 16-válvulas de duplo comando acionado por corrente. Quando abastecido com álcool gera 143 cv a 6.000 rpm com torque de 20,3 m·kgf a 3.750 rpm, 90% deste a 2.000 rpm, segundo a Renault (com gasolina, 140 cv e 19,9 m·kgf). Também fruto da engenharia japonesa é o câmbio CVT X-Tronic, , que possui seis marchas virtuais por meio de paradas intermediárias nas polias que são selecionadas manualmente, se assim preferir o condutor. O motor é conectado à caixa por conversor de torque em vez de embreagem a seco ou em banho de óleo (antigo Honda Fit).

 

P1120892  TESTE DE 30 DIAS: RENAULT FLUENCE (PARTE 1) P1120892

No animado setor dos sedãs médios brasileiro o Renault Fluence chegou no final de 2010. Seu melhor desempenho em vendas foi em 2012, quando conseguiu abocanhar 6,2% do segmento, posicionando-se como 5º mais vendido, atrás do líder Toyota Corolla, Honda Civic, Chevrolet Cruze e Volkswagen Jetta, mas à frente de seu “irmão” Nissan Sentra. A ampla renovação do modelo japonês empurrou o Fluence para o 9º lugar no ranking em 2014, e daí a decisão da Renault de dar uma refrescada no design do modelo, assinada pelo Renault Design América Latina (RDAL), baseado em São Paulo, SP, e cujo mais destacado elemento, o frontal,  aproxima o sedã do restante da linha em termos estéticos.

 

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Bonito? Sim. Entre as pessoas que ouvimos nessa primeira semana com o modelo houve consenso. A cor contrastante do interior e carroceria, ja citada, e as linhas musculosas das caixas de roda diferenciam o Fluence de seus pares, que de certa forma seguem uma mesma receita menos curvilínea. Outro destaque marcante é o conforto de marcha: silêncio interno e capacidade de absorção das irregularidades demonstra que Renault se preocupou não apenas em ajustar bem o modelo no que tange a escolha de carga de amortecedores/ constante das molas, como também na insonorização da cabine e o mais fundamental, o cuidado construtivo. De nada adiantaria um bom projeto se a realização não seguir um padrão elevado de montagem, e é bem satisfatório notar que não há (por enquanto) os malvados cric e crecs, insidiosos nheco nhecos que irritam 10 entre 10 automobilistas, especialmente os que compram sedãs desta categoria em versão completa.

 

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Nesses pouco menos de 300 quilômetros rodados, totalmente no perímetro urbano de São Paulo, citar essa qualidade do Fluence em manter seus ocupantes dentro de uma bolha de silêncio e conforto ganha relevância tendo em vista o péssimo estado da pavimentação da maior metrópole do país. Outro aspecto a considerar é onde rodou o Fluence, predominantemente na zona oeste da cidade, cuja topografia acidentada promove um contínuo sobe e desce e transposição de pragas nacionais como lombadas e peculiaridades bem paulistanas, as valetas, verdadeira tortura para a estrutura de qualquer automóvel, teste de fogo que aponta se o natural trabalho do monobloco resulta na “síndrome de castelo mal-assombrado”, ou seja, rangidos excessivos e incômodos.

 

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Outro bom aspecto notado nestes primeiros dias com o Renault foi o vigor do motor e a boa comunicação entre ele e a caixa de câmbio CVT. Como é usual mencionar, câmbios deste tipo tem uma única e longa marcha em termos práticos. Por vezes a sensação é de que há uma patinagem excessiva, mas neste ajuste atual tal fenômeno é bem limitado. Ajuda — e muito — o excelente trabalho da marca francesa em manter o ruído do motor muito contido dentro da cabine, elemento que nos chamou a atenção de modo importante, pois pegamos o Fluence imediatamente após passar uma semana com um Honda Civic EXS, também versão topo, e que neste item infelizmente apanha feio do Renault, pois quando as rotações passam de médias à altas no Honda parece que o motor entra no habitáculo enquanto no modelo nipo-francês isso está longe de ser realidade.

 

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Como dissemos a condição de uso nesse começo de nosso “Um Mês” foi 100% urbana e o consumo de gasolina refletiu essa realidade: de acordo com o computador de bordo o Fluence fez 6,1 km/l. A média de velocidade de 18 km/h denuncia exatamente que trajetos curtos, muito pára e anda e o enfrentamento de ladeirões típicos da região eliminaram totalmente a possibilidade de uma marca melhor.

 

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Em que pese a impossibilidade de, por enquanto, dar ao sedã uma utilização mais variada, esses primeiros dias da vida como ela é na metrópole fez ver que, se por um lado foi frustrante não poder explorar melhor os dotes dinâmicos do modelo, o que ocorrerá em breve através de viagens já programadas, a vida a bordo no Fluence é muito boa, e não só por causa do silêncio e suavidade de marcha.

 

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O modelo trata bem seu motorista por conta da boa ergonomia. Os bancos tem boa conformação e a regulagem em altura associada à de altura e distância do volante resultou em ótima posição de dirigir. O passageiro também foi agradado pela possibilidade de regular a climatização individualmente, pela qualidade do sistema de áudo incorporado à central multimídia R-Link (da qual falaremos mais aprofundadamente nas semanas sucessivas) e por conta do teto solar, que nos dias nublados deste começo de outono em São Paulo trouxeram uma agradável iluminação ao já claro interior do Fluence.

 

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Uma última consideração: o sistema de chave-cartão presente no modelo é daqueles que deveriam ser incorporados em todos os automóveis. Não tanto pelo formato (que é bom, pois não faz volume no bolso) mas sim pelo efetivo progresso em termos práticos: basta estar de posse dele para, uma vez se aproximando do automóvel, tocar em qualquer maçaneta para abrir o carro. Idem o porta-malas. O acionamento do motor de partida se dá por botão no painel. Na hora de estacionar, basta desligar o motor pelo citado botão e sair do carro. Ao sair das proximidades do carro ele automaticamente se tranca, pisca luzes e “recolhe” os espelhos retrovisores externos. Prático demais para quem, como o casal que utilizou o Fluence neste período, costuma andar com pastas, maletas e demais objetos que ocupam as mãos de modo constante.

 

P1120945  TESTE DE 30 DIAS: RENAULT FLUENCE (PARTE 1) P1120945

Para o próximo relatório, mais usuários e ao menos uma viagem trarão novas revelações e opiniões sobre o Renault Fluence Privilège com o qual estamos tendo o grande prazer de rodar neste mês. Não perca. Confira abaixo o diário de bordo desta 1ª semana com o Fluence.

RENAULT FLUENCE PRIVILÈGE 2.0 HI-FLEX CVT

QUILOMETRAGEM TOTAL : 271,6 km
NA SEMANA: 271,6 km
CIDADE: 271,6 km (100%)
ESTRADA: —
CONSUMO MÉDIO: 6,1 km/l
VELOCIDADE MÉDIA: 18,0 km/h

Ae/RA

  • Matheus Ulisses P.

    Parabéns pela iniciativa! E gostei muito da cor do carro!

  • Mr. Car

    Gostei! Da ideia do “Teste de 30 Dias”, que permite uma análise mais completa e embasada do carro que se está testando, e também gostei do carro escolhido, he, he! Teria um fácil (mas não preto), difícil é ter os R$ 87.000,00 para isto. Parabéns ao Ae pela iniciativa.

    • agent008

      Eu estava prestes a comentar que o interior deste Fluence tem “Mr. Car” escrito na testa!

      • R.

        He he he !
        Tem mesmo!

      • agent008

        Aliás: Já que nos carros de hoje ninguém mais quer fazer esta parte branca ou bege, bem que eles poderiam deixar o cinza do topo do painel, mais clarinho.

        • Lucas dos Santos

          Creio que deixaram mais escuro a fim de evitar reflexos no para-brisa.

          • agent008

            Faz sentido!

  • Marco Antonio

    Parabéns Ae, pela nova Sessão “Teste de 30 Dias”; e pela Excelente explanação sobre suas impressões sobre o Fluence, Roberto.

    Marco Antonio

  • Sandro

    Muito interessante este tipo de matéria. Parabéns!

    A respeito do “piso brasileiro”… os “dejetos viários” me fazem lembrar daqueles personagens do folclore nacional. Em São Paulo tem a Cuca Valeta, em Curitiba o Antipó Curupira e no país todo o Buraco Sem Cabeça. Só que não… não é fábula, é a triste realidade.

  • Mineirim

    O Fluence é um carro que sempre admiro. Quase fiz test-drive nele.
    A única coisa que não gosto é a parte central do painel. Botões muito baixos e de desenho que lembra televisões e rádios antigos. Lembram da Telefunken? rsrs
    Esse mesmo painel é usado no Mégane. Ou seja, não é exclusivo do Fluence.

    • Cesar

      Esse painel “Telefunken” é terrível! A central multimídia fixa também não agrada.

  • RJGR

    Boa noite,
    Também gostei bastante do acabamento das portas e dos bancos em cinza claro, A impressão pelas fotos é de ser um carro bem construído. Entretanto, 6,1 km/l com gasolina é bem assustador para eu que utilizo o carro praticamente somente em estradas e consigo 10,8 km/l no álcool com um Focus Sedan 2-L. Acredito que a injeção direta ajude nos bons resultados. Vou aguardar o Fluence na estrada.
    Abraço!

    • Lucas Peixoto

      Só por curiosidade, pois tenho um up! e faço essa média em estrada, a que velocidade você viaja? Abraços

      • Fat Jack

        Lucas, se o seu up! está fazendo 10,8 km/l no etanol em circuito rodoviário algo está muito errado com ele.
        Somente para efeito de comparação faço com meu “Tijologan” 1.6 8v 2012 na casa dos 11,5/12 km/l de etanol, já tendo atingido 12,6 km/l. (sempre medidos em trajetos de ida e volta e em velocidades “cruzeiro” limite das vias, aferidos pelo GPS ou considerando-se 10km/h a mais pelo velocímetro e com pelo menos 3 pessoas no carro)

    • Fabio Longarai

      A média de velocidade dele está MUITO baixa, 18 km/h é um anda-e-pára terrível.

      Em Porto Alegre, consigo uma média acima dos 25 km/h e o consumo já vai para algo entre 7,6 e 7,8 km/l.

      Na estrada o consumo é bem melhor.

      Medi uma vez em pista plana: 4 pessoas dentro (+ bagagens) e ar ligado (20 graus dentro do carro e 34 graus na rua) o carro fez 13 km/l cravadinho em um trecho de 200 km. Velocidade quase constante de 110 km/h não lembro bem do giro que o motor ficava, mas era bem baixo (a relação final do CVT é bem ampla).

  • marcus lahoz

    Ótima ideia deste teste.

    O Fluence parece ser uma boa compra, vou acompanhar o teste. RA apenas uma pergunta, com o CVT você não acha incomoda esta sensação de acelerar um barco? Digo isso pois no Fit e primeiro Sentra esta sensação era grande. Mas já no novo Corolla ela quase não existe. Sendo que o primeiro Fluence usa o câmbio de segunda geração do Sentra (similar ao primeiro Sentra), mudaram o câmbio no Fluence 2?

    • VeeDub

      Não mudaram, continua o mesmo desde que o
      Fluence foi lançado

  • vdisco

    Gosto muito dessa cor. Eu compraria, mas logo após retirar o carro da concessionária levaria-o para aplicar uma película transparente protetiva.

    • Rafael L M

      Que tipo de película você se refere???

      • Viajante das orbitais

        Película transparente. Bloqueia raios UV e segura os cacos dos vidros não laminados juntos depois de quebra.

  • Viajante das orbitais

    Muito bom esse teste estendido no Ae, gostei da novidade. Em 30 dias dá para se ter um conhecimento firme das qualidades do veículo, valioso para quem pensa em comprá-lo.

    O Fluence está muito bonito, frente limpa, afiada e sem excessos. Tem versão manual de 6 marchas. O preço está salgado, mas isso é comum a todos os carros atualmente. Foi-se o tempo de motor 2.0 abaixo de 50 mil.

  • Victor

    Não concordo com a proposta da Renault neste nível de destaque para os faróis auxiliares, está acontecendo também com o Sandero, acho excessivo. Para destacar elementos no carro se usa a aparência cromada, e para esconder, o preto/preto fosco. Também usaram esta escolha nas maçanetas externas (…) tem modelos que deixam as maçanetas discretas para melhorar a aparência.

    • Roberto Mazza

      Concordo, esses cromados no entorno das milhas é de lascar. Mas isso ao menos suponho que não é difícil de alterar com uma tinta preto-fosco. Maçanetas cromadas também detesto. Xuning.

  • agent008

    Contente em ver o Ae progredindo sempre, fantástico! Nos presentearam recentemente com um Audi Day (que ainda não comentei pois quero reler com calma, este merece um tempo especial para apreciar com calma os textos), e agora outra novidade, teste de 30 dias. Soberbo! Parabéns equipe do site e obrigado.

  • Augusto Janiscki Junior

    Boa matéria.
    Mais um francês injustificado…

    • agent008

      Não leve a mal a correção. Você quis dizer injustiçado? Se sim, concordo contigo. Abraço

  • Fabio Vicente

    Andei de Carona em um Fluence 2012. Muito gostoso, trata bem o passageiro, elástico enfim, carro excelente. Até compareci em uma Renault certa vez para fazer um test drive, mas não havia uma unidade disponível na concessionária. Pena…
    Embarcando na onda de alguns colegas que comentaram anteriormente, a 87.000,00 não existe a mínima chance de eu comprar um desses. E o Fluence pede uma manual gearbox (meu gosto)!
    Ah outra questão: este carro merece ter uma versão para usar gasolina pura (utopia). Não sei se a versão turbo está disponível ainda, mas esta seria a ideal se eu tivesse poder aquisitivo para compra.
    Ao Ae, meu muito obrigado por mais esta opção de leitura. Se possível, poderia ser feito ao final do teste um vídeo com detalhes técnicos do carro, explicando como alguns componentes interferiram no comportamento do carro ao longo do teste, que tal? 🙂

    • agent008

      O antigo Sentra manual, tive um, acredito que pareça um pouco com o que seria um Fluence manual. Era um carro muito bom. Pelo que sempre li a suspensão traseira do francês é melhor acertada e o seu rodar mais refinado (talvez tbem seja assim no Sentra atual, no anterior o eixo de torção traseiro cabritava um pouco em irregularidades, especialmente nas curvas…)

  • RoadV8Runner

    Gostei dos novos testes de 30 dias que estão começando aqui no Ae. Melhor ainda saber que será usado somente nossa gasolina alcoolizada nos 30 dias, pois como não uso o combustível 100% etílico, poderei saber como o carro se comporta com nossa gasolina pero no mucho

  • CorsarioViajante

    Muito legal esta nova seção! O Ae está cada vez melhor! Parabéns!
    Meu cunhado tem um que comprou usado, aparentemente está bem satisfeito. Eu acho que uma versão hatch seria bem recebida se tivesse preço competitivo.

  • Fat Jack

    Achei excepcional a inclusão deste tipo de teste, entendo que só num uso um pouco mais prolongado consegue-se verdadeiramente uma “leitura” mais profunda do carro.
    Gostaria muito de saber a quais versões de Civic e Corolla esta versão Privilège se equipara, para comparação de preços…
    Quanto ao carro, a sua última restilação deixou-o mais bonito, moderno (apesar de eu não ser favorável ao estilo “logotipo gigante” da dianteira), e harmônico, tal qual o interior (que alguns certamente classificarão como simplista), o sistema de ligação sem chave é bem interessante, porém acredito que já haja condições de ter seu comando de menor tamanho.
    Há alguma vantagem no acoplamento desta transmissão por conversor de torque em vez de embreagem a seco ou em banho de óleo?
    (não há alguma perda na utilização do conversor de torque?)
    Há a pretensão da Renault em retornar com a GT Turbo?
    (Espero que sim e acho que caso não o faça, seria comercialmente ruim pra quem tem um…)

  • Cristiano Reis

    Apareceu uma dúvida, quem abastece esses carros das avaliações? As fábricas ou os próprios editores?

  • Antonio Pacheco

    Excelente a idéia de um no uso por 30 dias. Ótima oportunidade para nós leitores conseguirmos mais informações reais do uso de cada carro.
    Em relação ao Fluence, tenho um desde 2012 e ratifico o que foi falado no texto: conforto e silêncio acima da média. Antes de comprar o Fluence, fiz um teste drive no Honda City, e só deixei de comprar por causa do excesso de barulho do motor em rotações mais altas. Eu que tinha um old Focus flex, bem silencioso, assustei com o barulho do motor, apesar da vendedora dizer que era um barulho “esportivo”, e desisti do negócio. Para quem roda muito em rodovia, em viagens de 800 a 1000 km, não dá para ficar escutando barulho de motor direto, e nisso o Fluence me conquistou.
    Outro item que vejo muitos entusiastas reclamarem, mas que eu fiquei fã é o câmbio CVT. A impressão de embreagem patinando é momentânea, e o que mais gosto é que você que comanda a rotação do motor, podendo acelerar, por exemplo, de 0 a 80 km/h, mantendo a rotação em 2000 rpm, 3000 rpm ou mesmo 6000 rpm. Só depende, repito, da vontade do motorista. Outra vantagem desse tipo de câmbio, é a rapidez em que você comanda essa variação de rotação. Viajei em um Freemont de um amigo, e quando você acelera para uma ultrapassagem, o câmbio reduz uma marcha (ou duas) e mesmo que você alivie o pé no acelerador, o câmbio demora para mudar de marcha, mantendo o motor em uma rotação elevada desnecessariamente, ao meu ver. No CVT as retomadas são rápidas e, ao tirar o pé do acelerador, a rotação do motor que poderia estar a 6000 rpm, imediatamente volta para aquela compatível com a velocidade que você está no momento. Enfim, eu, que só tive carro com câmbio manual, comprei um CVT há 3 anos e provavelmente não me acostumo com outro mais.

  • Cadu

    Parabéns pela nova seção. Mais esclarecedora e ilustrativa.

  • R. Agresti

    O carro vem de tanque cheio. No caso foi solicitado que o combustível fosse gasolina. Ao cabo desse tanque inicial, abastecemos preferencialmente sempre um mesmo posto, mesma bomba, gasolina. Em viagens daremos preferência aos postos de grandes redes, para minimizar a possibilidade de fraude.

  • pkorn

    Sugiro aos amigos do Ae testarem, e nos relatarem, a real utilidade de todos os opcionais desse Fluence Completo. A idéia é ter uma lista de quais opcionais valem realmente a pena, para nós que nem sempre podemos comprar a versão mais completa é importante. Obrigado

  • Ivan

    Consumo é alcool? Se for a gasolina, Deus me livre e guarde. E eu achava o punto 1.8 beberrão. Esse ganhou.