Woman driv huffingtonpost.com  Tem cada uma... Woman driv huffingtonpost

Como jornalista no batente há tantos anos já vivi e ouvi todo tipo de história. Mas sempre tem alguma que acaba nos fazendo sorrir quando lembramos dela, mesmo que tenha acontecido há muito tempo. Esta é uma delas, pois embora trate de um item que faz parte dos papiros da indústria automobilística, todo autoentusiasta já ouviu falar deste componente. E ainda tem muito carro assim.

Mas vamos lá. Era a Volkswagen, e nos Estados Unidos na década de 1950, que recebeu uma carta de uma consumidora furiosa com seu Beetle zero-quilômetro. A mulher reclamava que o veículo bebia muito combustível, mais do dobro do que deveria. Ela já havia contatado a concessionária onde havia feito a compra e o carro havia sido revisado diversas vezes sem que os mecânicos encontrassem o menor indício de que o consumo era elevado.

E ele realmente havia sido checado e praticamente desmontado em várias oportunidades e nada de se encontrar o defeito. Toda vez o carro era devolvido à cliente em perfeitas condições para logo em seguida voltar à oficina com a mesma queixa. Os mecânicos já não sabiam o que fazer e os nervos de ambas as partes já estava à flor da pele. Na verdade, a situação havia ultrapassado o limite do deus-me-livre. Ao que parece, a senhora já havia esgotado toda sua paciência reclamando com a concessionária e como não se sentiu atendida enviou uma carta a um jornal expondo seu problema. Ela queria realmente “escalar” a questão, como se diz no ambiente corporativo. Como sempre, o jornal enviou a carta à assessoria de imprensa da fabricante para pedir uma solução para o problema.

Mesmo que um pouco desacreditada hoje, a mídia impunha respeito naquela época e a maioria das empresas não queria ver seu nome envolvido em reclamações. Naquele tempo pré Facebook, Reclame Aqui e outros, menos ainda.

Os jornalistas da assessoria então contataram a oficina que disse que já havia feito absolutamente de tudo, mas não encontrava nenhum defeito que fizesse com que se elevasse o consumo de combustível. Eles haviam circulado inclusive pelo bairro para simular as condições de condução, o volume de trânsito, tudo. Aí alguém teve a idéia de convidar a senhora para que ela mesma dirigisse o veículo, acompanhada de um mecânico. Pura falta de idéia sobre o que mais fazer. Quem sabe ela acelerava exageradamente? Ou tinha algum vício de direção? Mesmo assim, o que poderia elevar tanto o consumo?

No dia marcado, entra o mecânico no banco do carona e a senhora no do motorista. Ato seguido, puxa o afogador (sim, aquela peça que ajudava a dar partida no motor em épocas pré-injeção eletrônica) e… pendura a bolsa! Pronto, nem precisaram continuar quebrando a cabeça. Mataram a charada. A motorista rodava o tempo todo com o afogador puxado. Curioso, o mecânico perguntou educadamente por que ela fazia isso. Resposta? “Ué, não é para isso que serve este pininho?”

 

Choke  Tem cada uma... Choke

O botão do afogador – ou “pininho”

Sim, já sei, alguém vai achar que é puro preconceito machista, mas como várias fontes seguras já me contaram essa história, não tenho por que duvidar. E tenho uma amiga que com mais de 20 anos de carteira acaba de descobrir que não se deve dirigir com o pé apoiado na embreagem. Ela só soube disso quando o marido reclamou pelas constantes idas à oficina para consertar justamente a embreagem. A explicação era algo como ser mais cômodo andar assim e que como não diminuía nem aumentava a velocidade, ela achou que não fazia mal nenhum… Maus motoristas sempre me surpreendem não apenas com suas bobagens mas principalmente com suas desculpas. Tem cada uma!

Mudando de assunto: Relendo os textos do Audi Day do AUTOentusiastas fica clara minha paixão não somente pelos carros mas pelo som deles. Nos nossos testes, até o PK se divertiu me vendo trocar constantemente as marchas para ouvir as reduções do motor V-8 do Audi RS 5. A estrada sinuosa, com subidas e descidas, pedia reduções constantes e eu, prontamente, atendia. E ainda fui premiada com uma distância maior de rodagem, pois não voltei para São Paulo. Devo dizer que os editores do AUTOentusiastas são verdadeiros cavalheiros e mais de um se prontificou a rodar mais 100 quilômetros para me levar até Sorocaba, mas desconfio que não foi apenas pela minha companhia…

NG

Fotos: abertura, huffingtonpost.com; Fusca, diymobileaudio.com
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

 

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • CorsarioViajante

    Hahaha sensacional esta do “gancho para bolsa”, a imaginação vai mesmo muito além da engenharia. E quem não conhece o assunto à fundo acaba dando uso ao que não entende.
    Outra história famosa e engraçada é a do carro que não pegava quando o sujeito comprava sorvete de creme, mas pegava quando comprava qualquer outro sabor.

    • Sorvete de creme? Conte aí essa história.

      • CorsarioViajante

        Um colega relatou inteira acima, vale ler, é interessante!

    • Mr. Car

      Ao ler esta de hoje (que também já conhecia), me lembrei imediatamente da do sorvete, só que o sorvete na versão que li, era de baunilha, he, he!

      • CorsarioViajante

        Hahaha, para ver como é, quem conta um conto aumenta um ponto!

    • Acyr Junior

      Opa !! Conta mais dessa história do sorvete que parece ser interessante … Será que era o fato de gostar de sorvete de passas que fazia meu carro à álcool (nos anos 80) engasgar ??

      • CorsarioViajante

        Um colega relatou acima a história completa, mas o Bob já alertou que é mais folclore que realidade.

  • Yuri Coelho

    Incrível essa história, me fez lembrar uma senhora da minha cidade que comprou um computador e logo no primeiro uso detectou um “defeito”, ela ligou furiosa para a empresa que fez a venda e disse que nenhuma das teclas numéricas funcionava, até que foi informada que deveria apenas pressionar a tecla Num lock!

  • Leonardo Mendes

    Essa história do afogador fazendo hora extra como suporte de bolsa eu já ouvi com Corcel, Opala, até com Saveiro já me contaram… deve ser daqueles causos tão antigos que vai sendo modificado conforme o tempo passa.
    Seja como for é um indicativo interessante de como certos comportamentos se perpetuam pela crença de que “ah, assim é o certo” e ponto final.

    E sua amiga não está sozinha nessa de apoiar o pé na embreagem… a ex-locadora da garagem onde minha mãe colocava o carro lá no prédio gastou três jogos de embreagem de um 405 num espaço de 12.000 km (claro, a culpa era da montadora, que fabricou um carro com embreagem de alcaçuz).
    Acho que até por isso foi criando o descanso para o pé esquerdo, uma das melhores coisas num carro.

    • CorsarioViajante

      E vale notar que muitos carros vêm perdendo o apoio de pé. Horrível.

  • marcus lahoz

    Tive um problema com um Ford Ka em relação a consumo. Pegamos o carro 0-km; e não conseguimos médias melhores que 3 km/l; fomos à concessionária, fizemos diversos testes na rua e realmente foi comprovado o excesso de consumo.

    Após três testes, comprovando que o carro gastava mais que um Landau, eles simplesmente falaram que era assim mesmo e que o problema era meu.

    Mandei carta para a Ford, para a concessionária – Ford Center; e não obtive respostas.

    Fato é que depois disso tive mais de cinco carros e nenhum é Ford e provavelmente não terei um Ford.

    Problemas temos aos montes, e sabemos se uma empresa é séria quando ela resolve os problema e não empurra com a barriga, o caso do afogador mostra uma empresa dedicada a resolver o problema e resolveu facilmente. Por isso a VW não pára de crescer a Ford vai se pendurando pelas paredes.

    • Mingo

      Sei que você ama a VW, mas não se esqueça que nenhuma marca está isenta de fabricar bombas. Só como exemplos, lembra-se do Fiat Stilo e suas rodas saltitantes? Do Fox Lula, aquele que cortava os dedos dos incautos? Dos GM Corsa que o cinto de segurança saltava fora…

      • marcus lahoz

        Adoro VW, mas adoro Fiat também. Já tive vários Fiats e apenas 1 VW.

        Tive um Stilo por “apenas” 6 anos e 150.000 km, nem embreagem eu troquei. Melhor carro que tive até hoje.

        • Mingo

          O seu tinha os cubos das rodas traseiras de aço forjado (made in Italy) ou de ferro fundido (made in Brasilis)?
          Os cubos brasileiros mataram vários. Na minha opinião, uma das maiores mancadas que uma indústria já cometeu com seus clientes…

          • marcus lahoz

            O meu tinha cubos nacionais. Fiz o recall. Na época eu era administrado do Fórum Clube Stilo. Constatamos 6 carros com problemas.

            Todos que quebraram o cubo tinham uma das duas situações: passaram por buracos muito grandes em alta velocidade ou foram alterados sem anuência da fábrica (rebaixados).

            Foi o recall mais sem nexo feito até hoje.

    • Antônio do Sul

      Você chegou a consultar o pós-venda da Slaviero ou da Metropolitana? Pergunto isso pelo fato de a Ford Center pertencer a um grupo não muito bem conceituado em Curitiba, apesar dos altos volumes de vendas. Digo isso por experiência própria.

      • marcus lahoz

        Antonio

        Não fomos não; acabamos indo na Center apenas. Até eles falarem que era assim mesmo, o atendimento sempre foi muito bom. O chefe de oficina deles era bem bacana, educado e conhecia bem o carro.

        Não sei se a culpa foi deles ou da Ford.

  • Josenilson

    Legal, história divertida. Acho que muito provavelmente é verdade.
    Conheço também uma que diz que no início dos drives de CD nos computadores, algumas pessoas utilizavam a bandeja para colocar o copo com água, pois entendiam que essa era a função daquela bandejinha retrátil!

    • Mr. Car

      Aí já está mais para piada mesmo, mas nunca se sabe, he, he,he!

      • Newton ( ArkAngel )

        Mr. Car, conhece a história do cidadão que não achava em lugar nenhum a peça cujo código era “0370”?

        • Mr. Car

          Não. Como é?

          • Pablo Nascimento

            É a tampa de óleo!

          • CorsarioViajante

            Hahaha, clássica!

          • Newton ( ArkAngel )

            É a tampa de óleo do motor, a palavra “oleo” de ponta-cabeça fica “0370”

    • Josenilson, esse caso do CD é verídico e foi uma carta que o Michael Dell recebeu de um casal de velhinhos que gostaram muito do computador novo e apreciaram muito o brinde de um porta-copos automático que veio junto.

    • Lucas dos Santos

      Lembrei imediatamente dessa história. Já ouvi falar de avarias causadas nas unidades de CD por ser utilizado como porta-copos.

      Inclusive tive uma revista que, em uma matéria sobre como conservar o computador, desaconselhava a utilizar a unidade de CD para esse fim.

    • Lucas5ilva

      Tinha também a história (essa eu vi no Jornal Nacional muitos anos atrás) mostrando uma reportagem de uma feira de tecnologia americana, e contando a história dos primeiros PC’s daí o repórter contou uma história de um sujeito comprou um PC residencial e ligou reclamando para o suporte técnico da fabricante que o “pedal de comando” do computador não estava funcionando, adivinhem o que era o tal “pedal de comando” do computador!!

  • Filipe

    Eu acho incrível é como ninguém lê manual. Sou o único que faço isso, e com prazer? Se a senhora da história se prestasse a olhar no manual ao menos pra que servem os botões do painel (devia ter no máximo uns 3 no fusca, diga-se de passagem) já evitava uma tremenda dor de cabeça…

    • Lucas5ilva

      Eu também faço isso, graças a Deus meu primeiro carro, (um gol 97 1.6 Mi) veio com um, já gasto e algumas páginas soltas, mas não faltando nenhuma, primeira coisa que fiz assim que peguei o carro foi ler o manual! e pensar que tem gente que compra carro usado sem manual, pra mim, manual do veículo é critério de eliminação na compra, o carro pode estar impecável, não tem manual? não compro!!

      • Domingos

        Bom, nesse caso tem duas coisas a fazer: a primeira é ver se o dono anterior não está escondendo o manual por querer ficar com ele ou por querer esconder o livro de manutenções.

        A segunda é, caso realmente o dono esteja de boa fé e perdeu o livro, descontar o preço da compra de um novo e pegar um livro novo. Se o carro ainda está em linha é muito fácil de pegar, embora não seja barato.

        Alguns custam na casa das centenas de reais, então se desconta do preço.

  • Rafael Ribeiro

    Nota, no próximo evento similar ao Audi Day, precisando de um motorista para máquinas como essas, é só avisar, muitos vão se candidatar!

    • Nora Gonzalez

      Obrigada, Rafael Ribeiro. Não apenas os editores do Ae são perfeitos cavalheiros. Os leitores também!

  • Tarcisio Cerqueira

    Uma história que li uma vez, não me lembro onde, foi a de um senhor que tinha uma Quantum e reclamava também de altíssimo consumo… Fizeram de tudo e não descobriram o defeito… Quando foram dar uma volta junto com o senhor dirigindo, perceberam o motivo: Ele só dirigia na primeira marcha! Não mudava de marcha! Achei meio lorota na época até que parei para observar quantas pessoas que eu conhecia ainda mantêm o hábito de esquecer de trocar marchas… Direto pegava carona com um amigo meu em seu Polo 1.6 e ele quase sempre ficava lá entre 70km/h e 80km/h em 3º… Quando eu comentava ele sempre respondia “oh, esqueci!”…

    • Arruda

      Dizem que nos primeiros Passat vendidos para o Iraque esse problema do povo andar só em 1ª era relativamente comum. Li uma reportagem certa vez que contava história de gente que viajou 400 km em primeira! Não dá para saber até que ponto é verdade.

      Lembrei também de uma professora de inglês que tive no ginásio. Uma senhora, norte-americana, de idade já avançada. Ia embora em primeira marcha até perder de vista, nunca soubemos se ela passava pelo menos segunda, hehehe. O carro dela? Uma Quantum.

      • Antônio do Sul

        Sendo americana, talvez ela tivesse grandes dificuldades em operar uma caixa manual.

    • CorsarioViajante

      Tem também a turma que não muda de marcha porque “estraga o motor” ou porque “corre muito”…

  • Mingo

    Se algumas pessoas gastassem alguns minutos lendo o Manual de Instruções que acompanha qualquer produto, de um liquidificador até um Bugatti Veyron ou caça F-22, muitas dores de cabeça poderiam ser evitadas.
    Mas acho que esse é um problema mundial. Muita gente acha que sabe tudo, e ainda ficam furiosas quando são contestadas ou sua burrice é escancarada publicamente.

    • Nora Gonzalez

      Mingo, conheço gente que tem manual de instruções lacrado, mas o correspondente aparelho em uso há anos. Além de prevenir quebras, este tipo de leitura ajuda a tirar o melhor proveito seja de um carro seja de um liquidificador.

      • Mingo

        Nora, acho que é maluquice minha, mas uma das leituras que eu mais gostava quando era criança, era dissecar página por página os manuais do proprietário do meu pai, tio e avô, que sabendo desse meu gosto, faziam questão de passá-los para eu ler, tão logo compravam um carro.
        Aliás, não tenho nehum carro sem seu respectivo manual, isso é uma coisa que faço questão, e também nunca fico com eles caso eu precise vender algum. Acho que todo carro merece levá-lo sempre consigo.

    • Lorenzo Frigerio

      Exatamente por causa disso que alguns produtos vêm com um folheto de setup numa folha grande, separado do manual, contendo os “no-nos” e advertências básicas.

  • Wagner Bonfim

    Tente explicar então que não se deve encher o tanque até o talo … é um porre! Frentistas e não-entusiastas custam a entender.

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    “Esta é a segunda vez que eu escrevo a vocês e não os culpo por não me responderem, porque eu posso parecer louco, mas o fato é que nós temos a tradição, em nossa família, de ter sorvete como sobremesa todas as noites após jantar. Mas o tipo de sorvete varia. Então, todas as noites, após termos jantado, a família vota em um sabor de sorvete e eu me dirijo até a loja para comprá-lo.

    “Recentemente comprei um novo Pontiac e desde então minhas idas à loja têm sido um problema.

    “Vejam vocês: toda vez que eu compro sorvete de baunilha, quando eu volto da loja para minha casa, o carro não funciona. Se eu levo qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona bem.

    “Eu quero que vocês saibam que estou sendo sério em relação a esta questão, não importa quão tola ela pareça: o que acontece com o Pontiac que o faz não funcionar quando eu compro sorvete de baunilha, e funciona toda vez que compro outro sabor?”

    “O presidente da Pontiac ficou sem compreender a carta, mas enviou um engenheiro para checar o assunto. Esse ficou surpreso por ter sido recebido por um homem bem-sucedido e educado, de bons relacionamentos.

    “O técnico, então, acertou encontrar o homem logo após o jantar. Os dois entraram no carro e se dirigiram até a loja de sorvetes. Naquela noite foi escolhido o sorvete de baunilha, com a certeza de que depois que retornassem ao carro, ele não iria funcionar, o que efetivamente aconteceu.

    “O engenheiro retornou por mais três noites. Na primeira noite, o homem escolheu o sabor chocolate. O carro funcionou. Na segunda noite, escolheu morango. O carro funcionou. Na terceira noite, pegou o de baunilha. O carro falhou.

    “Sendo um homem lógico, o engenheiro recusou-se a acreditar que o carro daquele homem era alérgico a baunilha. Assim, combinaram continuar as visitas até que conseguisse resolver o problema.

    “Começou a fazer anotações: anotou todos os tipos de dados, hora do dia, tipo de combustível usado, hora de dirigir etc.

    “Em pouco tempo, ele tinha uma pista: o homem levava menos tempo para comprar o sorvete de baunilha do que qualquer outro sabor. Por quê?

    “A resposta estava na disposição da loja. O sorvete de baunilha, sendo o sabor mais popular, estava numa caixa separada na frente da loja para ser pego rapidamente. Todos os outros sabores eram mantidos nos fundos a loja, num outro balcão, o que acarretava uma demora considerável para pegá-los.

    “Agora a pergunta para o engenheiro era: por que o carro não queria funcionar quando se levava menos tempo?

    “Uma vez identificado o problema – não o sorvete de baunilha – o engenheiro veio rapidamente com a resposta: saída do vapor.

    “Acontecia sempre, todas as noites, mas o tempo extra para pegar os outros sabores deixava o motor esfriar o suficiente para funcionar. Quando o homem pegava o sorvete de baunilha, o motor ainda estava quente para o vapor ter se dissipado.

    “Moral da historia: até os problemas que parecem mais banais às vezes são válidos; então, nunca devemos pré-julgar, ou dispensar um problema em potencial relatado a nós por um cliente.”

    • Lorenzo Frigerio

      Essa história fez parte de um artigo aqui no Ae. Como comentário, um dos colegas até contou uma história parecida sobre o Astra de uma promotora que ameaçou processar a GM. O carro “apagava”. Depois de muito quebrar a cabeça, a GM liberou tirar o chicote de um carro demonstração e instalá-lo no da promotora, sanando o problema.
      Quanto ao Pontiac, sei que pelo menos os Oldsmobile têm no carburador uma válvula bimetálica para aliviar vapores de gasolina que se acumulam com motor quente, certamente para evitar essas situações.

  • Clésio Luiz

    Eu trabalhei em concessionário e já vi e ouvi muitos causos. Tem um do responsável pelas entregas de carros novos. Sua função é pegar o cliente e mostrar como funciona o carro e dar explicações básicas de uso. Então aparece o sabidão e dispensa as explicações e sai de lá com um Celta.

    Ele volta no outro dia, atrás do mesmo funcionário que o entregou o carro, nervoso e socando o centro do volante, para mostrar que a buzina não funciona e que o carro foi entregue defeituoso. Quem conheceu os primeiros modelos do Celta sabe que o botão da buzina fica na ponta da alavanca de setas… O funcionário então dá um toquinho nesse botão, acionando a buzina e o sabichão saiu de lá com uma cara semelhante a parte que usamos para sentar…

    • Mingo

      Nossa, o que eu não daria para ver a cara do cidadão!

    • Fernando

      O pior é esse tipo de dono igual da história da senhora do Beetle e este do Celta, que sequer lêem o manual do proprietário.

    • Clésio Luiz

      Tem outra envolvendo o Corsa B (o nosso primeiro modelo) 4 portas. De fábrica ele passa a impressão que a frente está mais alta que a traseira, pelo menos quando novos. Rodas e pneus pequenos, vão grande na caixa de rodas etc.

      Então aparece um cidadão reclamando que a sua unidade está com esse problema. Frente mais alta que a traseira, seus “amigos” tinha notado e ele veio reclamar.

      O consultor técnico não conseguiu convencê-lo que era normal. Chamaram um mecânico e nada. Então chamaram o mecânico-chefe da oficina. Nada também. Eu era estagiário e fui com o mecânico-chefe atrás de uma unidade no pátio, do mesmo modelo e com os mesmos opcionais e molas. As molas tinham um código em cores mostrando que o carro tinha ar-condicionado, direção hidráulica ou os dois juntos.

      Por sorte, não apenas achei uma unidade com a mesma carroceria 4 portas, mas da mesma cor, com as molas do mesmo código (laranja e azul, mostrando que o carro tinha ar+dir) do carro do cliente e ainda por cima era 0-km. Pegamos a unidade e enquanto dirigíamos para a recepção técnica o mecânico-chefe manda entrar na oficina para ele pegar uma trena, para provar por A+B que o carro do cliente era normal.

      Fiz questão de estacionar do lado dele, perfeitamente emparelhado. Nem foi necessário usar a trena. Mal descemos do carro e o cliente ainda solta a última rosnada, em voz baixa: “ainda acho que está alto demais”. E foi embora com a cara fechada…

  • Bob Sharp

    Marcus Lahoz
    Já nos conhecemos bastante virtualmente, você é leitor assíduo, já teve até publicada histórias suas, mas, 3 km/l??? Gostaria que você contasse essa história com detalhes, como era feita a medição etc., pois é impossível tal consumo num Ka, mesmo com álcool (era esse combustível?) e até no trânsito mais engarrafado.

    • marcus lahoz

      Bob é uma história longa, o Ka era da minha irmã, era um modelo destes de segunda geração (uma antes desse), com duas portas, na cor preta. Carro completinho (ar + direção + vidros e travas). Motor 1.0.

      Temos até um laudo da Ford Center informando o consumo 3,7 km/l na gasolina, trânsito de Curitiba. No álcool era na casa de 3 km/l.

      O teste foi feito assim: a concessionária tem uma bomba de combustível externa, ele removeu a tubulação original da flauta e acoplou a bomba provisória, esta bomba puxava combustível de uma garrafa de Coca-Cola de 1 litro (vidro), rodamos até acabar. O teste foi feito 4 vezes. Vendemos o carro com 10.000 km. Para você ter idéia, na estrada em velocidade comedida (BR 116 entre Curitiba e Registro) consegui a média de 8 km/l na gasolina, em momento algum passei dos 110 km/h (para efeito de comparação, no Stilo 1,8 fazia a média de 12,4 km/l na mesma condição ou até mais rápido).

      Bom, o resultado postei acima, Ford não mais. Não pelo carro, mas sim pelo atendimento.

    • Mingo

      Bob, depois que você comentou, voltei lá na histórias do leitor “MINHA PRÓXIMA COMPRA, UM DILEMA – POR MARCUS LAHÓZ”, e num passe de mágica eu entendi perfeitamente essa história do Ka que faz 3 km por litro…

  • Danilo Bod@o

    Minha esposa trabalha em concessionária e sempre tem alguma história parecida. Já teve pessoa querendo devolver carro por problemas de barulho na parte posterior do carro, e quando os mecânicos foram investigar todo o problema era causada por uma lancheira infantil esquecida no porta-malas…

    É fogo!

  • Nora Gonzalez

    Josenilson, este caso aconteceu nos EUA nos anos 1950 e consta de um dos livros mais respeitados sobre o Volkswagen, de autoria de Arthur Railton, que foi VP de Relações Públicas da Volkswagen of America.

  • Bob Sharp

    Roberto Eduardo Santonini
    Bela história sem a menor dúvida, mas é ficção. Quando eu era gerente de imprensa da GM recebi uma consulta sobre ser verdadeira ou não. Por ter todos os meios e contatos com a matriz, consultei-a a respeito. A resposta foi não haver nada nesse sentido registrado na empresa e suas divisões, como a Pontiac.

    • Fabio Vicente

      Essa “lenda” foi contada para mim em uma aula, durante a pós-graduação. E como autoentusiasta que sou, disse ao professor que era impossível este tipo de defeito em qualquer carro, a menos que o cliente estacionasse em um estabelecimento e fosse comprar o sorvete de outro sabor em um local distante pelo menos 30 minutos a pé.
      Como prêmio, ganhei não só a antipatia do mestre, mas também de 99% dos colegas de sala…

      • ccn1410

        Há boatos que não podemos duvidar, sob pena de sermos mal compreendidos.

      • CorsarioViajante

        Acho que vale mais pela moral da historia do que pela realidade em si. Mas o professor sentir antipatia apenas por isto é dose.

    • Roberto Eduardo Santonini Ceco

      Eu imaginava que nunca algo do tipo poderia ter ocorrido, Bob.
      Mas a história é sensacional, sem dúvida.
      Grande abraço.

    • CCN-1410

      Talvez esse caso não seja verdadeiro, mas conheço um que até parece estranho.
      Uma fábrica de tratores, que prefiro não mencionar a marca, lançou um novo produto. Era um trator muito potente e grande, mas que tinha um problema. Sempre que os operadores o desligavam, ele só pegava depois de ter seu motor resfriado totalmente.
      Depois de muito pensar, um mecânico da empresa onde eu trabalhava, descobriu que era necessário uma regulagem diferente da de fábrica.
      Dito e feito e sabedor que outras concessionária tinham o mesmo problema, ligou para a fábrica comunicando a maneira correta de regulagem. Olhe que isso já vinha de algumas semanas.
      No dia seguinte a fábrica enviou uma circular para todos os concessionários como proceder e eliminar o problema.
      Nem o mecânico e nem a concessionária em que eu trabalhava foram mencionados e muito menos agradecidos por tal fato.

      • Antônio do Sul

        Essa falta de reconhecimento foi triste. Um grande incentivo à pró-atividade dos colaboradores…

    • $2354837

      Tem a história do estepe do Gol a ar de dupla carburação, resolvido por uma concessionária de São Paulo, que a engenharia de fábrica dizia ser impossível colocar o estepe na frente.

  • Fat Jack

    “Ué, não é para isso que serve este pininho?”
    Sensacional!!!
    Me lembro um dia na garagem de casa quando fuçando juntos no carro do meu pai ele me pediu para ver se estava tudo “OK” com os fios da “cebolinha” (eu na época com 14 anos, mas já interessado em carros). Claro que diante da minha dúvida do que se tratava, meu (gozador) pai perguntou:
    “Ué, por que é que eu te dou dinheiro para comprar revista de carro mesmo??”
    Virou piada e perdurou como tiração de sarro por vários e vários anos…

  • Bob Sharp

    Filipe
    Veja se mata essa charada: “O que é o que é? Novo, ninguém olha; velho, é capaz de ar seu reino por um.”

    • Lorenzo Frigerio

      Tem uma história, meio nesse formato, que menciona o fato de as pessoas logo de cara tirarem o manual do carro e, anos depois, o venderem sem.

  • Peter Losch

    Ótima história!

    Lá nos começo dos anos 80, minha falecida mãe resolve tirar a carteira de motorista e a mesma coisa acontece: Entra no Chevette “tubarão”, puxa o afogador e vai e volta do trabalho com ele acionado. Solução: Um bilhete enorme, feito pelo meu pai, preso no botão do afogador. Outra: Para ela, três marchas era o suficiente. Com a quarta, o carro corria muito!

    Saudades de vocês.

    • Lorenzo Frigerio

      Em se tratando de um Chevette com configuração original de fábrica, especialmente os 1.4, andar com o afogador puxado é normal.

  • Fabio Vicente

    Fatos inusitados como estes não acontecem somente no mundo automobilístico. É natural do ser humano: a ansiedade em usar determinado tipo de aparelho ou equipamento faz com que se suprima a necessidade de entender corretamente seu funcionamento. E o óbvio sempre acaba traindo tanto o cliente quanto o técnico que o atende.
    Durante um tempo, trabalhei em suporte técnico de computadores por telefone. Um belo dia, uma pessoa entra em contato conosco, reclamando que seu computador não funciona quando um tipo muito específico de impressora era ligada ligada.
    Após 2 horas e 28 minutos de atendimento (sim, fiz questão de memorizar o tempo do atendimento), efetuei a seguinte pergunta: a porta de impressão do computador funcionava antes? O cliente disse que sim. Como a conexão deste equipamento era feito através de porta COM, perguntei qual procedimento ele estava fazendo para conectar a impressora (ou seja, a pergunta que deveria ser feita lá no começo do atendimento). Ele disse: “primeiro eu retiro um cabo, depois ligo o cabo da impressora”. Opa! Havia um outro equipamento na jogada! Perguntei ao cliente onde o cabo que ele desconectou ficava conectado, perguntei. Ele respondeu “na tela”.
    Então descobri o que estava acontecendo: o cliente conectava a impressora no monitor, e não no computador! E obviamente, assim que ele desconectava o cabo do monitor da CPU, a tela apagava. Perguntei quem havia orientado ele a fazer isso, e ele disse que fez por si próprio, pois imaginava que a impressão era enviada do monitor para a impressora, não através da CPU.
    Expliquei o local correto para conectar a impressora, e 1 minuto depois o equipamento funcionou “normalmente”…

    • Fabio Vicente, tive uma empresa de software por 12 anos e dei muito suporte a usuário.
      Você já leu as tirinhas do site “vida de suporte”? Quem lê dá muita risada, mas quando se vive de suporte no dia a dia não duvida que 80% das historias contadas ali tem potencial para serem reais.

      • Fabio Vicente

        Com certeza. As tirinhas vida de suporte e vida de programador são basicamente fatos reais, por mais inusitado que pareça! 🙂

    • CCN-1410

      Quando comecei a lidar com meu PC, tinha muitas dúvidas e torrava a paciência do meu filho.
      Depois de um tempo, ele meu falou que eu deveria meter a cara e seguir em frente no tal do “errando é que se aprende” e que por mais besteira que eu fizesse, tudo teria um jeito de arrumar.
      Pronto!

    • KzR

      Esse causo é o ouro! Diverti-me demais.

  • Antônio do Sul

    Houve um “causo”, acho que contado por alguém aqui, no Autoentusiastas, de uma senhora que constantemente ia à sua oficina reclamar do consumo do seu Uno, comprado já usado. Lá pelas tantas, o mecânico herói, cansado de regular o carburador, resolve sair com a proprietária para verificar o seu estilo de dirigir: a senhoria não usava a última marcha, induzida pelo pomo da alavanca, não original, que não indicava a 5ª marcha.
    Há um outro “causo” parecido, que ocorreu com o irmão de um amigo meu: o espertão comprou uma moto trail para usar na lavoura, onde foi muito bem desde o início, mas, no asfalto, não passava dos 90 km/h. Após checar o manual do proprietário, ele descobre que não estava usando a última marcha…

    • Tarcisio Cerqueira

      A gente custa a acreditar nessas coisas, mas quando a gente vê acontecendo em círculos próximos é que vemos que sempre tem um doido para tudo! hehehe Essa do Uno é bem factível mesmo e pode ter ocorrido muito quando começaram a se popularizar as caixas de 5 marchas…

  • Roberto

    Isto me fez lembrar do pessoal que anda com a lanterna de neblina ligada sem motivo. Muitos fazem isso simplesmente porque apertam todos os botões que enxergam no painel do carro sem saber para que servem. Na maioria das vezes isto acontece por pura preguiça de olhar o manual do carro.

    • Lorenzo Frigerio

      Enunciado original da Lei de Murphy: “se uma peça aeronáutica for projetada de tal maneira que encaixe na posição errada, então alguém a montará dessa maneira”.
      Um bom design evitaria que esse problema das luzes fosse associado a uma determinada marca de carros mais do que a todas as outras. E é por isso que eu classifico os carros projetados naquele país de “bonitinhos mas ordinários”.

    • CCN-1410

      Nem tanto, acho que mais é modinha mesmo.

      • Peter Losch

        Exato. Para ficar bonitão, o ignorante lê até mesmo o manual…

    • Guilherme Jun

      Verdade. Certa vez notei que um amigo que não usava farol, mas usava luz de neblina, e era por não saber como mexer e não estar nem aí.

  • Rodolfo

    O meu amigo disse pra namorada:

    “Amor… bate na chave pra mim por favor!”

    Então ela deu um tapa na chave… ele ficou indignado… e disse:

    “Tapa não…***###… liga o carro!”

  • Dei suporte para informática por mais de 10 anos, e por mais outros 20 dei suporte em outras áreas, inclusive como supervisor de campo para manutenção de elevadores.
    Quando se tem essa vivência, se sabe do grande problema que é um componente fundamental em qualquer sistema chamado “usuário”.

    Uma história real no setor automobilístco, grave por sinal, ocorreu com a tecnologia do ABS. Todos os fabricantes passaram a vender o ABS como ítem de segurança, agregando valor (e lucro) aos veículos.
    Mas o ABS tinha o comportamento de trepidar o pedal do freio quando acionado. O usuário leigo, que sempre anda devagar, quando entrava numa situação de emergência pisava no freio e quando ele trepidava, se assustava e tirava o pé do pedal. O resultado é que o ABS vinha causando mais acidentes do que prevenindo. Era um componente de segurança causando maior risco no final das contas.
    As fábricas tentaram educar o usuário, mas sem resultado. A solução foi inventarem um ABS que não trepida o pedal quando atua.

    Essa história me lembra muito uma pessoa em particular: Steve Jobs.
    Muitas das idéias dele que muitos idolatram aprendi a abominar.

    Ele certa vez disse que um computador deve ser algo fácil de usar. Para saber quando seu programa está fácil de usar, basta dar para uma criança e ver se ela sai usando.
    O conceito parece bom, mas não é.
    Mexo com computadores desde a década de 1980, com DOS, linha de comando, programação em BASIC, Fortran e assembly. E também dou suporte a usuários de todos os níveis desde aquela época.
    Naqueles tempos, eu entrava numa empresa, ia até o usuário leigo usando um PC com DOS, mandava ele copiar os arquivos de uma pasta para outra e ele fazia sem muitos problemas. A interface era ruim? Era. Eram comandos simples? Não. Mas o funcionário tinha que saber fazer para justificar estar ali no computador.
    Os tempos foram passando, a interface foi melhorando, o sistema foi ficando cada vez mais fácil como manda o mantra de Jobs e… cada vez os usuários sabiam fazer menos as coisas mais triviais. Nos últimos tempos cansei de dar suportes seguidos para as mesmas pessoas que nunca aprendiam a copiar arquivos dentro de um ambiente gráfico e precisavam ser orientadas passo a passo.
    Existe um “Efeito Tostines” na programação de computadores. Quanto mais fácil se deixa um sistema para o usuário usar, mais ele se esforça em não saber fazer as coisas, e quanto menos ele sabe fazer as coisas, mais se exige que os sistemas sejam fáceis de usar.

    É perverso, mas real. A idéia de Jobs é boa vista dentro de uma realidade instantânea. A longo prazo, para a grande massa, ela é imbecilizante.

    É por isso que os carros autônomos virarão realidade. As pessoas entrarão neles, dirão para onde querem ir e deixarão para a máquina fazer todo o resto.

    Isso me lembra de outro grande nome do século XX, Albert Einstein.
    Ele disse:
    “Aqueles que marcham ao rufar dos tambores de cérebro não precisam. A medula lhes basta.”

    • Fernando

      Uma parte triste disso, é ouvir de uma pessoa que faz mecanicamente o mesmo trabalho diariamente, todo dia e o dia inteiro à frente do computador, e ainda dizer que esqueceu algo(que você explicou 200x) porque não sabe usar o computador…

    • Lorenzo Frigerio

      Cá entre nós… você usa Windows e trabalha para a Microsoft, e adora aqueles “wizards” todos que surfam na imbecilidade de certos usuários, convencendo-as a instalar bloatware…
      Brincadeiras à parte, não há nada mais imbecilizante que o Windows. Na verdade, toda essa crítica que você fez a Steve Jobs, com direito a citação de Einstein, na verdade é cabível ao Windows.
      É o Mac que é bolado para quem sabe o que quer fazer. O Windows permite tudo isso, mas de uma maneira mais atrapalhada. Aliás, a Microsoft piorou bastante a interface do Windows a partir da versão 7, ao eliminar o menu Iniciar.
      Uma coisa é o marketing das empresas, outra é o uso do programa no dia-a-dia. É inacreditável como a representação de uma coisa pela publicidade chega a ser exatamente o oposto daquilo que ela é. E as pessoas compram a representação, não a coisa real.

      • Domingos

        Lorenzo, posso te falar de experiência que o Windows é o sistema com a interface gráfica mais atrapalhada e ao mesmo tempo mais poderosa que tem.

        Ela é atrapalhada porque te permite fazer absolutamente TUDO em termos de funcionalidade e regulagens do sistema.

        Isso atrapalha o usuário comum e até dá uma complicada nas coisas mesmo. O Mac surge de uma filosofia de colocar o mínimo possível de opções ao usuário, sacrificando muitas possibilidades e deixando o usuário sem ter como deixar o sistema regulado adequadamente justamente por isso.

        É completamente o contrário do que você falou.

        Linux é uma mistura das coisas: interface segue um bom tanto da filosofia Apple. Por baixo tantas opções e regulagens quanto no Windows ou até mais – sendo o complicador aí a falta dessas opções via interface gráfica, o que é um horror em termos de usabilidade.

        A não ser para administradores de sistema, onde dar comandos é muito mais prático que clicar em coisas. Um comando vai pra milhares de máquinas se necessário.

        Por isso é tão bem aceito nesse meio.

        • Lorenzo Frigerio

          Tem algumas coisas no Windows que me agradam mais que no OS X. A principal são os menus contextuais que você ativa no botão direito do mouse. Isso nunca foi muito bem resolvido nos sistemas da Apple, e volta e meia muda. A grande vantagem do Windows, tirando o 7 e o 8 é que essas coisas sempre foram iguais, e você pode instalar o “Classic Shell”, que restaura o menu iniciar. No caso da Apple, ela não permite desenvolvimento de softwares que alterem o visual e o comportamento das janelas. Somente na última versão (Yosemite) o botão verde passou a maximizar a janela em todos os casos. Por outro lado, destruíram a bela interface 3D das versões anteriores. Foi como se tivessem encarregado uma bibliotecária solteirona de fazer o serviço, e não há opção de voltar ao visual das versões anteriores.
          Mas o Mac OS X obviamente tem várias vantagens de interface sobre o Windows, e eu não acho que isso seja graças ao caráter “fechado” do sistema.

        • KzR

          Comandos certamente são mais rápidos e demandam menos suporte gráfico que janelas orientadas. Mas clicar em botões é mais cômodo e mais lógico que digitar uma linha inteira de comando. Claro, tudo depende do caso em questão.

      • KzR

        Realmente não entendo porque se tem que complicar o que já era fácil de se usar. O Windows 7 até se perdoa alguns detalhes diferentes do Vista e do XP – cobrando atenção ao se realizar algumas configurações, ligeiramente diferente dos outros -, mas a abolição do menu Iniciar no 8 foi uma imbecilidade. Tanto é que o sistema é um parto de se usar. Programas e “aplicativos” podem continuar rodando em segundo plano, mesmo sem estarem visíveis na Área de Trabalho, ocupando memória preciosa. E não me surpreendo que muitos nem usem o Gerenciador de Tarefas.

    • CCN-1410

      Hoje o cara está inspirado.
      Valeu!

    • Leonardo Mendes

      Permita-me acrescentar ao lance do ABS a sensação que muitos proprietários tinham de que o carro não ia parar, tão acostumados que estavam com o travamento das rodas e o resultante screeeech dos pneus no asfalto.

      Eu mesmo estranhei demais a atuação do ABS no primeiro S16 que tive.

  • Carlos Miguez – BH

    Em 13/março/2014 comentando a matéria ” CONSUMO DE COMBUSTÍVEL ” escrita por Bob Sharp, escrevi o seguinte comentário:

    “Esta é uma história interessante que mostra perfeitamente que o maior fator de consumo de um veículo é a maneira que ele está sendo conduzido. Foi em 1982, meu ex-chefe, que anteriormente era responsável pela oficina de uma concessionária Chevrolet em BH, me contou o seguinte: Uma Srª comprou um Chevette 0Km depois de 01 mês começou a ir semanalmente à concessionária reclamar do alto consumo, cerca de 3 a 4 Km/Lt. O carro era testado, medido o consumo com “pipetas” e o consumo, para BH, estava adequado, cerca de 9 Km/Lt. E ninguém entendia o que estava acontecendo. Lá pela 5ª/6ª vez que foi para a concessionária fizeram diferente, “A Srª vai dirigir no percurso que nós fazemos os testes e eu vou ao seu lado”. Muito elegante, esta Srª, a 1ª coisa que fez após sentar-se ao volante foi pendurar sua pequena bolsa, puxando a haste retrátil à esquerda do volante, e deu partida no lindo Chevette. Meu ex-chefe disse que foi muito difícil de se conter, pois por dentro estava afogando-se de tanto rir.”

  • Lucas dos Santos

    Essa história me lembrou de um “causo” que aconteceu comigo.

    Aqui em casa era sempre o meu pai que saía com a moto para fazer as compras da semana no supermercado. Após ele fazer uma cirurgia na perna, que o impediu de andar de moto por três meses, eu fiquei encarregado de pegar a moto e ir periodicamente ao supermercado fazer as compras – como cabia pouca coisa no baú da moto, eu tinha que ir várias vezes por semana. Eu, embora habilitado, não tinha muita “intimidade” com a motocicleta ainda. Logo demorou um pouco até eu pegar a prática.

    Durante os trajetos, passei a ter problemas quando precisava reduzir mais de uma marcha seguida. Por exemplo, supondo que eu estivesse em terceira marcha e precisasse parar em um semáforo eu iria reduzindo uma a uma até parar (3ª, 2ª, 1ª), visto que câmbio de moto é sequencial. Então eu reduzia de terceira para segunda, mas tinha imensas dificuldades para reduzir da segunda para primeira. Ou então, reduzia de quarta para a terceira, mas não conseguia fazer a segunda entrar. E, às vezes eu conseguia fazer as reduções normalmente. Isso me deixava bastante inseguro, pois eu nunca sabia se eu iria conseguir reduzir as marchas ou não. Já aconteceu de eu arrancar em segunda ou até mesmo em terceira marcha, por conta disso!

    Relatei o problema para o meu pai e ele disse-me que poderia ser o óleo, que estava quase na hora de trocar. Ele me aconselhou então a levar a moto na oficina e efetuar a troca. Na oficina relatei o problema de troca de marchas ao mecânico e ele confirmou que poderia mesmo ser o óleo. Feita a troca de óleo, pedi para que ele testasse a moto. Ele deu uma volta na quadra e disse que o câmbio estava funcionando perfeitamente. Saí então da oficina, a caminho de casa, e o problema com as reduções de marcha persistia! Não voltei na oficina para reclamar, pois passei a desconfiar que eu pudesse estar fazendo algo errado, mas o quê?

    Depois de alguns dias convivendo com o problema, descobri que a causa estava mesmo na “pecinha que vai em cima do assento” da moto! Quando eu reduzia as marchas, eu não deixava o pedal de troca de marchas da moto retornar totalmente para o ponto de repouso para só então engatar outra marcha. Quando eu tentava reduzir, ficava pressionando freneticamente o pedal e, dessa forma, as marchas não entravam. Bastou eu passar a erguer mais o pé após pisar no pedal – para deixá-lo retornar – e nunca mais tive problemas com trocas de marchas! Ainda bem que não retornei na oficina para reclamar. Senão, certamente, eu seria o “protagonista” de mais um “causo” desses que contam por aí!

    • CCN-1410

      Coisas da vida, hehehe…

    • Oli

      Ando com a mesma moto há 10 anos e as vezes tenho essa dificuldade, vou me atentar se pode ser isso. Se for, imagine fazer a mesma bobagem por 10 anos… Rsrs.

      • Guest

        Faz parte…

    • Em algumas motos,pelo menos das Yamahas que tive, durante a reduzida é comum trocar de marcha, e precisar soltar a embreagem antes de descer mais uma. Quando comecei a andar de moto tinha um bocado de problemas com isso rsrs

    • $2354837

      Só soltar a embreagem um pouquinho a ponto dos discos encostarem e fazerem a engrenagem girar. A marcha entra mais fácil.

      • Lucas dos Santos

        Isso eu fazia. Na hora da redução de marchas eu dava aceleração interina e depois soltava totalmente a embreagem antes de efetuar a próxima redução. O problema estava mesmo na maneira (incorreta) de operar o pedal de troca de marchas.

  • CCN-1410

    Eu já tinha conhecimento dessa história, mas mesmo assim foi bom relembrar.
    Mas bom mesmo foi ver a foto do Fusquinha. Eita interior lindo. Quem me dera os carros do futuro fossem assim.
    Aumentei e revi a foto mais de dez vezes.

  • ccn1410

    Quando compro um carro, não vejo a hora de ir para casa para ler o manual.

  • Bob Sharp

    Mingo
    A história não é bem essa. Quebrava depois de bater em alguma coisa. Na época acompanhei isso.

  • Bob Sharp

    Mingo
    Ficar com o manual é uma das coleções mais fúteis que conheço e uma das maiores mostras de egoísmo, privar que comprou o carro de ter o manual. Parabéns por entregá-los sempre.

    • Domingos

      Eu também faço questão de entregar tudo. Se quiser mesmo, faço uma cópia ou baixo algum da internet.

      Além do colecionismo, é algo que se deve passar para frente com o carro por várias razões essenciais.

      Enquanto tenho o carro, mantenho tudo. Quando vendo costumo passar tudo também, no máximo uma ou outra coisa menor deixo de recordação.

      • Nora Gonzalez

        Domingos, Mingo, eu também faço a mesma coisa. Esta semana doei um monte de coisas para a Casa André Luiz, tudo com os respectivos manuais. Como tudo já era usado, acredito que sejam imprescindíveis, pois não há como baixar da internet.

        • Domingos

          Quando dou ou vendo alguma coisa também gosto de fazer o mesmo.

          Entre outras coisas, libera espaço! Facilita muito ao próximo dono, como você bem pensa.

          Cada coisa na sua hora…

  • Domingos

    Isso me vem na cabeça toda santa vez que vejo o sucesso dos smartphones e como as pessoas simplesmente desaprenderam a usar sistemas gráficos objetivos e razoávelmente fáceis como hoje existem em todos os sistemas operacionais disponíveis a um computador.

    O que levou também os programas e apps a perderem funções, facilidades e praticidades – pois tudo tem que ser simples e não “confundir o usuário”.

    Infelizmente a realidade é que muita gente ao redor do mundo só consegue usar a informática assim, nivelando a coisa por baixo. Muito por baixo mesmo, o que impede avanços e uma boa interface ou funcionalidade.

    O exemplo do ABS chegou a constar em alguns livretos de auto-escola, orientando o aluno a saber se o veículo tem ou não o item – e, assim, fazendo o procedimento certo em cada caso.

    Mas aula teórica é, para as meninas, perda de tempo. Elas só querem colocar a foto da carteira em algum lugar pra “ganhar likes”. Para os meninos, costuma ser perda de tempo também pois querem apenas tirar a habilitação de qualquer jeito.

    Fica difícil…

  • KzR

    Aha! Na hora pensei que era o afogador acionado (juro que não li as partes posteriores de antemão), mas também me surpreendi pelo achismo de que se tratava de um pendurador de bolsa.
    Um belo causo sobre ignorância a respeito de equipamento e bem humorada. A Nora não perdoou e nos brindou com a última frase de seu texto… (Risos).

    O Josias tem uma muito boa sobre um Fiat Mille (de Sorvete de Graxa mandou lembranças).

  • Bob Sharp

    KzR
    Nada como o meu bom e velho XP. No netbook para viagens é W7. Que diferença! Dá uma saudade de casa…

    • Domingos

      O XP se tornou o sistema operacional clássico. Não tem muito o que mexer naquilo se for fazer um uso tradicional do computador.

      O resto é mais melhorias e enfeites, que às vezes erram a mão e atrapalham.

      O 7 acho interessante, mas para quem for fazer um uso bem objetivo mesmo a interface do XP é melhor – mais clara e mais simples, fazendo todas as mesmas funções.

      Precisavam re-editar o XP com as melhorias de desempenho e segurança atuais. Ficaria perfeito.

      • KzR

        Uma reedição do XP com os avanços e técnicas de processamento dos SO atuais seria o ouro!

    • KzR

      Sem dúvidas, Bob. Ainda mais do tempo em que ele era novidade e não era mais difícil de usar que os anteriores. Era até mais lógico.
      Hoje os softwares e gadgets adicionam funções extras em excesso e complicam suas funções primordiais.

  • Domingos

    O 8 realmente é um parto. Coloco tudo para o modo tradicional, mas fica bagunçado porque certas partes funcionam apenas no ambiente novo – que é ruim para um computador.

    Fizeram uma aposta que assim seria mais fácil para usuários de smartphone, o problema é que quem está habituado apenas com smartphone geralmente nem usa mais o computador.

    E quem sabe usar o computador encontra um estorvo nessa bagunça visual e de estrutura que é o 8.

    Pena, porque é super rápido o sistema em si e super estável também.

    • KzR

      Aposto que pensaram desse modo, ficar bonito para os usuários de telinhas de toque…
      No celular até pode fazer algum sentido, embora não ache muito. Tenho hoje um Nokia com Windows 8, mas acho meu outro Nokia com SO original mais organizado (pastas dentro de pastas a gosto).
      No computador, sinto incômodo só de acabar saindo da tela de trabalho e parar naquela bagunça. Ainda bem que meu contato com o 8 é pouco.

      De fato é estável, mas não achei que roda bem em CPUs com menos de 4Gb de RAM. Outra complicação.

    • Lucas dos Santos

      Já eu me adaptei bem ao Windows 8. Gosto da nova interface e a utilizo na maior parte do tempo. Creio que ela só não me incomode porque o meu uso do computador seja mais focado em entretenimento e não em produtividade…

      Eu acompanhei com atenção o lançamento do Windows 8 – na época eu escrevia sobre TI para um site – e a nova tela Iniciar, além de uma tentativa de criar uma interface unificada para smatphones e tablets, foi resultado de uma “pesquisa” sobre como os usuários utilizavam o computador.

      Nessa pesquisa, concluiu-se que a maioria dos usuários tinha o costume, de criar atalhos na área de trabalho ou de fixar itens na barra de tarefas do Windows 7. Foi então que resolveram criar a tela Iniciar a fim de “atender” esses usuários.

      O problema, porém, foi a maneira como os dados dessa pesquisa foram obtidos. Sabe aquela opção que diz algo como “Enviar informações anônimas sobre o uso do sistema operacional”? A maior parte dos usuários avançados, costuma desmarcá-la. Já os usuários mais casuais costuma deixá-la ativada. Resultado: fizeram um sistema operacional voltado somente para os usuários mais básicos.

      Outro erro foi não ter dado opção para os usuários utilizarem o menu Iniciar, ao menos enquanto a nova tela era novidade. No Windows XP surgiu a primeira releitura do menu Iniciar, que possuía duas colunas, mas havia a opção de retornar para o menu Iniciar clássico, utilizado desde o Windows 95. No Windows Vista também havia a opção de utilizar o menu clássico. Somente no Windows 7, quando a maioria dos usuários já estava acostumada a usar o novo menu Iniciar, é que removeram o menu clássico. Não lembro de ter lido reclamações quanto à isso, o que me leva a crer que foram poucas as pessoas que sentiram falta do menu iniciar “à Windows 95”. Se queriam implantar a tela Iniciar no Windows, deveriam ter feito dessa maneira também, implementando aos poucos.

      Em breve vem aí o Windows 10, no qual a Microsoft pretende desfazer todas essas mudanças malsucedidas. As versões pre-release têm agradado bastante os usuários – eu não testei ainda. De repente pode estar aí a solução para quem deseja a rapidez e a estabilidade do Windows 8 combinada com a facilidade de uso do Windows 7.

  • Domingos

    Sim, por isso mesmo acho bem desagradável de usá-lo. Mexer em configurações de tanto em tanto, algo necessário para quem mantém a própria máquina, fica bem chato se você não é administrador de sistema e tem decorado todos os comandos.

    Além do que, para uma máquina só a interface gráfica quase sempre será o método mais rápido e comodo.

    Para milhares ou centenas, mesmo dezenas, de máquinas que funcionam fazendo todas a mesma coisa e de forma padrão, aí sim é melhor usar as linhas de comando.

  • Domingos

    O 8 que perdeu o menu Iniciar, Lorenzo. Uma besteira da Microsoft que inventou isso com o Windows 95 e que todo mundo copiou. Apesar dos mais de 20 anos desse sistema, quem usa um computador hoje ainda usaria como se conhecesse a fundo o Windows 95.

    É como o câmbio no assoalho ou a disposição dos pedais atuais. É um padrão tão bom que ninguém deveria mexer e se torna atemporal e livre de qualquer barreira.

    E o ponto forte mesmo do Windows é parte de contexto dos menus e a linearidade da interface. Sempre se encontra mais ou menos nos mesmos lugares as mesmas funções que se quer/se precisa.

    O Mac trabalha com o usuário apresentado com uma área de trabalho e janelas dos programas mais objetiva e limpa, com o preço de não se saber bem o que esperar e ter que se meter mais a fundo para achar algumas funções que consideraram secundárias àquele contexto.

    E nem sempre se acaba encontrando essas funções, sobrando a linha de comando ou nem isso…

    São filosofias diferentes. Pessoalmente, me agrada muito mais a da Microsoft. Se tivesse várias máquinas ou que ajudar outros usuários, o Mac seria mais adequado por envolver menos confusões e menos necessidade de configuração.

    • Lucas dos Santos

      Confesso que nunca fui fã do menu Iniciar. Nem na época do Windows 98. Nessa época eu tinha o costume de encher a área de trabalho de atalhos só para não precisar ficar navegando em menus e submenus.

      Passei a usar mais o menu Iniciar no Windows XP, quando ele passou a incluir a lista dos itens mais utilizados no painel esquerdo e alguns atalhos úteis no painel da direita. Eu raramente precisava clicar em “Todos os programas”. Aliás, no Windows XP é interessante notar como a Microsoft quis “obrigar” o usuário a utilizar o menu Iniciar, retirando todos os ícones da área de trabalho e desativando os atalhos da barra de tarefas!

      No Windows Vista e Windows 7 ficou melhor ainda! Bastava digitar as três primeiras letras do que se procurava e o item aparecia prontamente. No Windows 7, a função de fixar os botões das janelas na barra de tarefas também foi muito bem-vinda.

      Já no Windows 8, o menu Iniciar não me fez falta nenhuma! Bastava entrar na tela Iniciar e digitar as primeiras letras do que se procura, como no Windows Vista e 7. A simplicidade dos aplicativos “Metro” também me agradou bastante. Pena que não “pegou” e são poucos os aplicativos úteis que são desenvolvidos para essa interface.

      Vejamos como será o Windows 10, no qual tudo o que foi feito no Windows 8 será “desfeito”. Deverá agradar bastante os usuários que não gostaram do Windows 8.

  • Bob Sharp

    Lucas dos Santos
    Veja que estranho. Uso XP e, como você sabe, a Microsoft parou de dar suporte ao XP em abril do ano passado. Tirou de linha, como se diz. Outro dia fui baixar o Microsoft Security Essentials para o netbook do meu filho, que tem XP também, e veio a informação que não está mais disponível para XP. Porém no meu PC o Secutity Essentials continua ativo e atualizado constantemente. Como pode? O dia que ficar sem o XP (há de chegar, é inevitável) a maior perda será o Outlook Express, que programa de correio incrível. Todas as contas de e-mail nele, só uso webmail quando em viagem (no meu netbook com W7).

    • Lucas dos Santos

      Interessante. Já faz alguns anos que não mexo mais com informática (ou TI, como se diz nos dias de hoje), mas lembro que havia uma versão à parte do Microsoft Security Essencials para Windows XP.

      Nesse caso caberia encontrar um instalador antigo de outra fonte, instalar e então atualizá-lo normalmente – ao menos seria o que eu faria nessa situação.

      Realmente, o Outlook Express é bastante simples e útil. Não me lembro, mas parece que existe uma maneira de instalar o Windows Mail – que nada mais é do que o Outlook Express revisado (e renomeado) para Windows Vista – nas versões mais recentes do Windows. Como eu disse, faz muito tempo que não trabalho com isso, logo eu não saberia dizer em detalhes como proceder. Mas vale a pena dar um pesquisada – e, talvez, fazê-lo em seu netbook com Windows 7.

  • Guest

    Dia desses estávamos a conversar e um mecânico amigo nos contou uma “pérola”:
    Cliente entra na oficina e pede uma revisão do recém-comprado (usado), Uno Mille Fire dela, pois estava bebendo demais (Fire bebendo demais?), ela dizia q ele estava fazendo no máximo 9 ou 10 na estrada (!).

    Desmontou-se toda a injeção, fez-se limpeza de bicos e nada, ela voltou depois de 3 dias com a mesma reclamação… trocou-se o combustível, fez-se testes com o carrinho e tudo ok… Mas ela voltou 3 dias depois dizendo q continuava na mesma…

    Ja sem ideias, resolveu dar uma volta com ela para e no trajeto percebeu q ela não jogava a 5ª marcha. Questionada, ela disse que o carro “não tinha 5ª” (?), “olha aqui na alavanca”…. (sic!).

    O proprietário anterior, sabe-se lá por que, trocou a manopla original por uma mais antiga que tinha o símbolo da ré e 4 marchas…. Ela vendo isso, concluiu que o carro nao tinha 5ª e nunca a engatara, transitando com a Uninho na estrada, esgoelando-o em 4ª, por isso o consumo alto….

  • Bob Sharp

    Jorge Alberto
    História incrível realmente.
    Por favor, num próximo comentário procure caprichar no texto, pois perdi muito tempo para acertá-lo. Regras ortográficas, principalmente acentuação, têm de ser observadas. Todos merecem ler um texto sem erros.

    • Guest

      Grato…
      Absoluta certeza que não iria publicar, principalmente sabendo de sua defesa a “liberdade de expressão” e “direito de resposta” (sic!)…

      Peço a “gentileza” de também apagar as suas colocações e principalmente meu nome.

      Às favas! “Sr repórter”!

  • Bob Sharp

    Jorge Alberto
    Se eu lhe respondi que era uma história incrível foi porque na minha cabeça eu a tinha publicado (depois de acertada a ortografia). Quando chegou esse seu comentário, que fiz questão de publicar por sua indignação ser legítima, foi que vi que o anterior, o da história da manopla do câmbio — interessantíssima — havia sido retirado, 100% de certeza por um erro meu no gerenciamento dos comentários. Portanto, lhe peço desculpas por esse dissabor e que continue a compartilhar histórias como a do Mille que não passava a quinta!