DSC01872  SEM LOMBADA DSC01872

Fiz essa foto enquanto eu e um pequeno grupo de jornalistas éramos levados do hotel ao local de um evento em Genebra, Suíça, semana passada. Era uma rua lateral, estreita, de acesso a várias outras. Brinquei com os colegas que se fosse aqui teríamos passado por umas dez lombadas…Nessa rua, e onde quer que andássemos na região, nenhuma. Não existe.

Essas viagens ao exterior servem para várias coisas. Uma delas, mostrar o quanto estamos atrasados em termos de circulação, a comprovação de que estamos numa verdadeira selva de asfalto.

Não é a primeira vez que falo nisso e nem será a última. O Brasil é uma nação completamente idiotizada em matéria de trânsito. Está certo que grande parte dos motoristas não tem a educação, tanto de berço quanto de trânsito, necessária para a harmonia que se espera na circulação viária, são problemas sociais de difícil e demorada solução, mas que uma condução do trânsito brasileiro calcada em princípio sadios de engenharia de tráfego resolveria  80% dos problemas, não tenho a menor dúvida.

Tenho base para afirmar isso, não é mera invencionice. Como tenho 72 anos, quando obtive a carteira de habilitação estávamos em dezembro de 1960.  Havia trânsito tanto quanto hoje, guardadas as proporções, mas tudo seguia um padrão, que posso chamar de mundial, em termos de sinalização vertical e horizontal. 

E, claro, sequer se imaginava que ruas, avenidas e estradas pudessem vir a ter obstáculos artificiais da mesma maneira que seria impensável existirem nas vias férreas ou, extrapolando, nos rios e mares. Ou no ar. Entretanto, elas estão aí se multiplicando pelo país todo como um câncer. Dirigir no Brasil atualmente é o próprio inferno na terra. A lombada, esse dejeto viário, estar até regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) chega a ser algo surrealista. Como pode, um obstáculo ser regulamentado?

O pior é que a lombada, além de seus  malefícios (e nenhum benefício), virou símbolo de status. Ter uma à porta de casa parece dar importância a quem ali mora. E não só isso, constroem-se lombadas à revelia da autoridade de trânsito, na marra, sem obedecer a qualquer norma, e fica por isso mesmo, numa total e irresponsável omissão do poder público.

Como os porcos que vivem tranqüilamente no chiqueiro, os brasileiros vivem em outro, que são as ruas e estradas infestadas de lombadas, todo mundo feliz. Ainda estar para nascer alguém que dê um basta a essa vergonha nacional, que mande retirá-las todas.

É evidente que com a minha idade não vou ver esse dia chegar, o dia de voltarmos a ser uma nação de ruas e estradas normais, pois a nossa, atual, é um verdadeiro lixão viário, uma nação amaldiçoada.

Antes essa maldição fosse só na questão das lombadas…

BS

Foto: autor

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Uber

    Se pelo menos seguissem a regulamentação…
    E o pior tipo são essas feitas por alguém que mora na tal rua, alguém, pois nunca se sabe quem fez, isso nunca é questionado nas reportagens sobre o assunto, aliás, a imprensa dá cumplicidade e prefere questionar a prefeitura por não tê-las feito!

  • Giovane Dos Santos

    Bob. Se você não gosta de lombada, passe longe de Porto Belo-SC. Creio que foi a cidade que mais ganhou lombadas em 4 anos
    ( e adivinha de qual partido é o prefeito?)

  • CCN-1410

    “Idiotizada em matéria de trânsito”.
    – Só no trânsito?
    “Uma nação amaldiçoada”.
    – Pelo menos um que concorda comigo.

  • Roberto Neves

    Até hoje só dirigi no exterior em Portugal e Espanha, duas nações em crise econômica, que são consideradas das menos desenvolvidas na comunidade européia. Não vi uma única lombada nos muitos quilômetros que rodei. Vi, sim, muitas rotundas (ou rotatórias) e faixas para travessia de pedestres, que são rigorosamente respeitadas pelos motoristas. Nas estradas, não vi um carro trafegando distraidamente pela faixa esquerda, que só é empregada para ultrapassagens. Realmente, é outro mundo.

    • Marco

      Em compensação, vá para a Itália. Existem muitos donos de faixa da esquerda, ultrapassagens em contramão (motos principalmente) em pistas simples, faixas de pedestres são respeitadas em alguns lugares, e muitas vias (principalmente no sul) são bem mal pavimentadas. Lógico, não como aqui, mas não é essa maravilha toda não…

      Já dirigi por Portugal e Espanha também. O asfalto na “terrinha” é muito bem feito. Melhor que muitas cidades pequenas da França e Alemanha, que têm pavimentação excelente.

  • Davi Reis

    As lombadas fora do padrão regulamentado são um teste pra qualquer carro e motorista. Algumas parecem postes derrubados na pista, à qualquer velocidade que se passe, nota se como estão erradas.

    • mecanico anonimo

      Na avenida perto de casa colocaram uma lombada há alguns meses. Aparentemente ela está dentro das medidas normais, o que é uma raridade. Nunca morei perto de lombada, então não tinha percebido, mas é incrível como é comum carros passarem por ela a uma velocidade totalmente incompatível (com o obstáculo, não com a via) principalmente à noite. Passam “decolando” e fazendo aquele barulho típico de pneus ao caírem de volta ao asfalto. Depois vão falar que amortecedores da marca xxx não prestam, porque vazaram com 10 mil km…

      • Lucas dos Santos

        Mas é assim mesmo. Perto da empresa onde eu trabalhava, havia um ponto de ônibus situado em frente a uma lombada. Às vezes, enquanto eu esperava ônibus ali, via vários motoristas fazendo da lombada uma “rampa da lançamento”.

        Não duvido nada que muitas lombadas sejam feitas propositalmente fora das medidas regulamentadas a fim de inibir esse tipo de atitude. Coisa de gente “sem noção”.

    • R.

      Muito bem notado , meu jovem David

  • Daniel

    Moro em uma região de Brasília que sofre deste mal. Em um trajeto de pouco mais de 2 km passo por ONZE lombadas. Algumas delas danificadas pelo tempo. Sempre que desacelero para transpô-la aparece quase sempre um idiota “papa-lombada” que cola na minha traseira!

    • Mr. Car

      E tem também as lombadas cujas faixas amarelas estão completamente apagadas ou mesmo nem foram pintadas, de modo que ficam como que mimetizadas no asfalto, e quando o motorista vê, não dá nem tempo de frear, só restando se preparar para a “decolagem”.

    • Danniel

      Xará, vc também mora na Vicente Pires? Aqui eu pego 14 até a EPTG… Vou propor duas sugestões de bandeira para este bairro, uma com Lombada e outra com Buraco… estou pensando em fazer um levantamento e marcar no GPS cada uma das lombadas daqui e levar para a administração. Só espero que eu não seja convidado a depor na delegacia, assim como foram aqueles que taparam os buracos por conta própria..

      http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/03/apos-exonerar-gestora-df-mapeia-areas-esburacadas-em-vicente-pires.html

      • Domingos

        Um absurdo isso de bloquear a iniciativa popular. Já vi muitos casos de negócios que tampariam um buraco com recursos próprios nas proximidades do seu estabelecimento e foram proibidos com multa e outras ameaças.

        Perdem todos, até mesmo os pedestres.

      • Lucas dos Santos

        É, o jeito é fazer as coisas por conta própria mesmo. Olha o que os moradores de um núcleo da minha cidade fizeram: http://arede.info/jornaldamanha/editorias/cotidiano/moradores-arrumam-rua-por-conta-propria/

  • Fabio Vicente

    E não só as lombadas: temos as valetas, que na minha opinião são ainda piores.
    Há valas tão profundas que somente um veículo muito alto poderia passar por elas sem qualquer prejuízo na condução. Dizem que a função principal desta porcaria é otimizar o escoamento de água, mas na prática nem isso funciona corretamente.
    Aqui na cidade, temos também uma outra “moda”: a lombada, seguida por buracos no asfalto.

    • Fernando

      Infelizmente em termos de drenagem também estamos no nível praticamente 0. Nas grandes cidades ainda se vê em bairros mais nobres algumas galerias que servem justamente para drenar a água pluvial, mas é uma rara exceção no país como um todo.

      Ao mesmo tempo que acreditam que uma valeta resolva eternamente o escoamento em quase todas ruas, também há pontos de alagamento comuns desde sempre e que nunca são solucionados.

    • Evandro

      Aí você vai reclamar da valeta e a prefeitura diz que é um sistema de controle de velocidade…

      Sim, eu escutei isso.
      Aí aquela rua, que era para ser uma alternativa a uma avenida entupida de trânsito, continua parada, pois tem pelo menos uma vala em cada cruzamento, semáforos de 3 tempos (com valeta) e gente que fica pensando na vida no semáforo..

  • ccn1410

    Quem viu a lista dos envolvidos na Operação Lava Jato, deve ter percebido que tudo está podre.
    São poucos os que escapam.
    Agora um detalhe. Na região onde moro, é comum a polícia e a guarda de trânsito trafegarem pela esquerda em baixíssima velocidade, obrigando os demais a ultrapassá-los pela direita.
    E agora, o que fazer?

  • Lemming®

    Nem precisa falar mais nada…
    +1000

  • Daniel Pessoa

    Um dos maiores choques que tive na primeira viagem ao exterior, em termos de trânsito, foi o fato de não existir lombadas. Outro é o fato de não serem necessárias, pois todo mundo tem noção de seguir fluxo, obedecer regras, saber a hora de acelerar ou não. Não tem ninguém andando a 80km/h em ruas residências nem a 60km/h em pistas duplicadas na faixa da esquerda, sem dar passagem, como já cansei de ver por aqui.

  • CorsarioViajante

    Questão complicada Bob.
    Eu ODEIO lombadas, ainda mais porque são feitas sem nenhum critério ou norma, então umas são altas e curtas, outras largas e baixas, enfim, você nunca sabe contra o que vai colidir e isso logicamente cria cansaço e desgaste no motoristas.
    Mas tem um outro lado. Por exemplo, eu moro numa rua bem tranquila, onde todos costumam passear com cachorro, criança brinca na rua, andam de bicicleta, eu pratico corrida, etc. Não tem lombadas. E é incrível a quantidade de pessoas que passam MUITO rápido, inclusive ultrapassando na contra-mão e na curva quem vem a, por exemplo, corretos 60km/h.
    Em meu condomínio mesmo toda reunião tem algum idiota sugerindo colocar lombadas porque tem gente que abusa. Felizmente eu e outros moradores rechamaços esta idiotice, insistindo nas campanhas educativas.
    É muito difícil. Tem horas que dá a impressão que está tentando ensinar um burro a tocar violino. Falta muita cultura, civilidade e consciência.

    • ccn1410

      Dizem que a educação vem de casa e que a escola serve apenas para ensinar, mas se em casa não existem pessoas educadas, quem educará as crianças?
      Acredito que está na hora de rever esse conceito, caso contrário a situação tenderá a piorar.

      • CorsarioViajante

        Pois é, ccn, eu acho que educação vem de casa, formação vem da escola. Mas a maioria dos pais adoram empurrar o pacote inteiro para a escola.

        • André K

          “Mas a maioria dos pais adoram empurrar o pacote inteiro para a escola.” Que dissimuladamente o devolve e ainda cobrar por isso.

        • Roberto

          Isso é verdade. Entretanto, acho que os ensinamentos básicos de como se comportar no trânsito (como condutor, pedestre, etc.) deveriam ser ensinados já na escola, desde as séries iniciais. Mas aí o problema vem de cima, já que hoje um professor não tem mais liberdade nem sequer para reprovar um aluno, quem dirá para mudar o currículo escolar…

          • Lucas dos Santos

            Alterar o currículo escolar? Só se for para REMOVER disciplinas “irrelevantes”: http://goo.gl/UrS8uf (notícia velha, mas é só para “ilustrar”)

        • Domingos

          Isso ainda cria o efeito que eu chamo do “estudadinho”, que são aquelas pessoas ou países (no caso de uma cultura de venerar a educação escolar mais generalizada) que estudam bastante, seguem bem essa idéia da “escola salva pátrias” e que são no fim pessoas bem pobre das idéias e que se metem a coisas bem ruins.

          É grande parte da decadência do primeiro mundo, onde quase todas as novas gerações nascem com a certeza de um diploma universitário – público, ainda por cima – mas nascem sem saber sequer se vão fazer algo de útil da vida. A maioria não quer mais nem casar e ter filhos meio que virou indesejado, além de um comportamento geral ruim quanto à vida (metas como viver do governo, uso de tóxicos, vulgaridade etc.).

          A escolha não é, não deve e não pode entrar em coisas que só a educação de casa e pessoal deve fazer.

          Quando ela se mete a fazer isso é porque:

          – Quer manipular, ainda que para o bem (nesse caso terá pouca eficiência, como estamos discutindo). Ou;

          – Está tentando fazer papel de Deus em algo que só dá certo e tem que vir de casa/da pessoa.

          O problema é que quando a cultura se perde, essa parte da educação também se perde. Aí só com lei e vigilância, além de bons exemplos do governo. Porque escola o cara aprende a “passar de ano” e o que aprendeu de bom não vira prática se não for obrigado ou se não for da personalidade da pessoa.

    • Cristiano Reis

      Fiz a pavimentação asfáltica de uma rua em uma pequena comunidade de Trairí, antes mesmo de começar a despejar a primeira caçamba de asfalto a população já estava exigindo que fossem construídas lombadas. Muito a contra gosto providenciei as danadas. Mas é incrível, em um trecho de 500m não havia pedra tosca e tivemos que fazer uma base de material estabilizado granulometricamente, quando terminamos, a quantidade de veículos (principalmente motos guiadas por menores sem qualquer equipamento de proteção) passando em alta velocidade era incrível! Isso por que a rua ficava em frente a um colégio.

      E ainda tinha o seguinte, não podia ser qualquer lombada não, se fossem arredondadas o pessoal usava pra empinar moto. Tivemos que fazer essas trapezoidais:

      • Domingos

        Sem qualquer preconceito, ainda mais com você provando que tem gente nesses lugares procurando fazer algo decente/com uma mentalidade boa, mas que fim de mundo.

        E o absurdo é essa mentalidade e esse tipo de gente governando o país. Me desculpa, mas isso aí para mim é África ditatorial – não tem e nem se deve ter qualquer consideração por isso, desordem completa…

        O mesmo tipo de gente controla a Venezuela, por exemplo, que é gente que acredita que o “Chaves foi pro céu” (o cara era comunista ateu…), que “a vida em Marte foi acabada pelos países capitalistas” e outras verdadeiras declarações absolutamente infantis de tão burras – e deixa esse tipo de gente governar o país – em troca de 20 contos de ajuda.

    • Cristiano Reis

      Taí a danada que não foi na postagem anterior.

      • CorsarioViajante

        O_o
        caramba, cara! Chocante!!!
        Quando a gente acha que chegou no limite, a galera alopra. Lombada quadrada prorque se for arredondada usavam para empinar… Até agora estou bobo.

        • Cristiano Reis

          Corsário, pra falar a verdade ela não é quadrada, é um trapézio, depois a gente fez a rampinha só pra amenizar as quinas, ficou assim: /””””.

        • Lucas dos Santos

          O pior é que usam mesmo. Na minha cidade fazem direto isso. Especialmente se for daquelas motos mais altas.

          O motociclista, ao invés de reduzir, pega ainda mais velocidade antes da lombada e passa à toda sobre ela, literalmente “decolando” com a moto.

          E isso não é exclusividade deles. Já vi muita gente de SUV ou naquelas caminhonetes altas fazendo o mesmo.

      • Mr. Dammit

        Eu não consigo acreditar no que meus olhos vêem!

    • Danniel

      No condomínio da minha mãe, que nada mais é que uma chácara fechada com casas dos dois lados, quando trocaram a pavimentação por blocos de concreto, fizeram uma lombada a cada 50 metros.. Há um ano colocaram mais duas, uma antes e outra depois do portão eletrônico, sob a alegação que os veículos batiam e amassavam o portão.. é de chorar.

  • Newton ( ArkAngel )

    Bob, enquanto o brasileiro não tiver educação vinda do berço, essas porcarias não acabarão. Já que o motorista não entende as coisas por bem, dá-lhe chicotada no lombo, assim como fazem com as bestas e carga. Estas, aliás, muitas vezes aprendem mais rápido do que certas bestas humanas.
    Em relação à sinalização, acho incrível como ainda colocam placas como estas :

    • CorsarioViajante

      Também acho inaceitável e revoltante esta placa, é o estado lavando as mãos e empurrando o problema para a natureza.
      Mas não entendi o que o desenho técnico tem a ver com a história! rs

      • Newton (ArkAngel)

        Corsário, sem querer anexei uma foto errada, hehehe! É a sincronização da corrente de comando do Nissan Micra.

  • Rafael Branco

    Estive semana passada em Monterrey no México, é incrível que lá já exista esse ‘dejeto viário’. Poucos, mas existem. E com dimensões bem piores que as nossas. Triste.

    Uma das coisas que gostei no México é o preço dos veículos. Um Nissan Sentra, custa o equivalente a 44 mil reais. É só entrar no site dos fabricantes de lá e ver os preços. Carros produzidos aqui no Brasil e exportados para lá, como o nosso VW Gol (aliás, só tem 1.6, não existe carro ‘1.0’ lá) custam menos do que o nosso comprado aqui. E carros como Gol, Fiesta, Corsa, são carros que a população compra apenas para ‘ralar’. Carros para ir ao trabalho e mais nada. Para lazer usam no mínimo Corolla, Civic e Sentra. Ford Fusion, Nissan Altima e outros da categoria, são equivalentes aos nossos sedãs médios.

    Gasolina premium, o equivalente a 2,80 reais. E sem o álcool. É ‘pura’. E o pior é que não há concorrência de bandeiras de postos. Todos são da PEMEX, a estatal mexicana equivalente a nossa combalida Petrobrás. Era para ser bem mais cara…

    Sem falar nos preços no supermercados de lá. Dá até vergonha de falar que eu era brasileiro.

  • Christian Bernert

    É a mais pura verdade. O problema do Brasil é conceitual. Por isso é tão difícil de mudar. É a essência que está errada. Pensamos ao contrário. O que fazer para consertar isto?
    No mesmo raciocínio das lombadas está toda a estrutura da nação. Quer um exemplo? Temos uma infinidade de impostos que desafiam a lógica e o entendimento. Empresas estrangeiras que vem para cá se assustam com a dificuldade de entender como isso tudo funciona.
    Talvez um dos mais emblemáticos impostos é o ICMS. Já parou para pensar o que ele significa? Vamos lá:
    Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços.
    Está vendo? Pagamos imposto para circular!!
    Em outros países o equivalente se chama IVA: Imposto sobre Valor Agregado.
    Se você agrega valor a alguma coisa até que dá para admitir pagar imposto. Afinal houve um ganho real nesta operação.
    Mas pagar para tirar daqui e por ali? Tal como as lombadas, veja como os impostos foram concebidos para penalizar o movimento. Vivemos mesmo em um lamaçal como proclamou a última edição do “The Economist – Brazil’s quagmire”. Uma areia movediça onde tudo some, gruda e não anda.
    P.S. – e depois ainda tem um imposto que se chama ‘Cofins’. Este costuma gerar gargalhadas em quem tem o inglês como idioma.

  • Boni

    “Antes essa maldição fosse só na questão das lombadas…”

    Pois é, Bob, antes fosse…

  • Marcos Alvarenga

    Faço dos limões uma limonada:

    uso as lombadas para treinar punta-tacco.

    • Victor

      Haha, é o que tem para hoje, né?

    • Domingos

      Em estradas com lombada, uma praga ainda mais inacreditável do Brasil, gosto de fazer frenagens fortes e também praticar punta-tacco ou reduções simultâneas com as frenagens.

      O segredo é programar mentalmente para estar na velocidade adequada já a uns 5 metros das lombadas, evitando começar uma brincadeira perigosa de frear muito no limite e acabar se metendo na lombada em velocidade muito alta.

      É legal quando os freios ficam aquecidos e você acerta o ponto, aí você ouve/sente aquele barulho gostoso do disco trabalhando no limite da eficiência. Dá para começar a frear bem perto mesmo das lombadas, mas se deve ter concentração total…

      É o que tem pra hoje, como o Victor falou, mesmo…

    • R.

      Caramba … então você deve estar super bem treinado !
      He he he !

  • Rodolfo

    São Paulo não tem mais hora para trânsito… da entrada da Rod. Raposo Tavares (Cidade Universitária) à Aclimação demorei 2:30 h… às 11:00 h da manhã. Isso é uma vergonha…

    O governo tem que investir mais no metrô e trens de passageiros e carga.

    • CorsarioViajante

      E além disso, aumentar os limites de velocidade e sincronizar os faróis.

    • Luiz_AG

      Espera sentado viu… Peguei a Raposo durante 3 anos, entre 2007 e 2010. A única vez que saí de carro e não de moto me arrependi amargamente na primeira curva. E olha que a coisa nem era tão grave como hoje.
      Eram 10 minutos para percorrer 10 km de moto.
      Entre 60 a 90 minutos no mesmo trajeto de carro.

  • jr

    Acho que lombada tem muito a ver com o Brasil. Nosso caminho é sempre
    cheio de lombadas e buracos: na educação, na saúde, na vida econômica,
    na vida política, com é que não haveríamos de encontrá-los nas ruas?
    Poderíamos até inserir, lombada e buraco, na bandeira nacional.
    O Brasil é isso, um monte de lombada e buraco no meio da América do Sul.
    Tive
    esperança de que isso mudaria se a reestruturação do país seguisse o
    fim da hiperinflação. Mas, a arrumação parou em 2001, degringolamos
    (inclusive e mais importante, na educação). Perdemos mais de década,
    tropeçamos num buraco enorme depois da lombada e nele vamos ficar pela
    próxima década.

    • Claudio Fischgold

      Saindo do assunto lombada, mas ficando focado na educação e respeito às leis dos nossos motoristas, há outro assunto relacionado, e que muito me incomoda. Me refiro às infrutíferas vistorias anuais.
      Aqui no Rio, por exemplo, fazemos vistoria de um monte de itens (faróis, setas, luz de freio, etc…) enquanto no meu modo de ver, somente a emissão de gases seria o razoável (falando da vistoria anual). Enquanto todo mundo reclama que não encontra horário adequado para agendar a bendita vistoria, em qualquer país civilizado um guarda te para na rua por qualquer falha nos itens mencionados acima, te tasca uma multa e manda para uma oficina.
      O problema por aqui é que os guardas param os carros seguindo uma lógica que não posso externar, e por isso os carros em mau estado de conservação continuam circulando numa boa e com toda a tranquilidade.

  • Guilherme Reis

    Olá Bob, Acho que o problema começa com a educação dos nossos motoristas. O motorista médio do Brasil tem comportamento oposto ao da Europa: Dentro das cidades fazem loucuras, excedem velocidades em vias estreitas e movimentadas, enquanto nas estradas andam a 70km/h e na pista da esquerda quando duplicado. Acho que existe um machismo mal resolvido. Muitos babacas no trânsito querem provar que são machos correndo onde não se deve e não deixando que ninguém o ultrapasse na estrada, mesmo em velocidade inferior… Isso me irrita muito no Brasil. Às vezes é a mesma pessoa que pede passagem furioso e quando cai numa via mais larga anda devagar na esquerda…
    Gostaria de aproveitar e sugerir uma matéria: Qual o tempo ideal para se trocar o carro por outro 0 Km e perder menos dinheiro? Quem troca de carro de 2 em 2 anos perde mais ou menos do que quem troca de carro a cada 5 ou 10 anos?

  • ccn1410

    Dá uma tristeza… E saber que amanhã terei que pagar a segunda cota do IPVA.
    O pior é que enquanto nossos políticos se deleitam na fartura, os brasileiros de classe média estão em declínio. Chegará o dia em que restarão apenas ricos e pobres, e aí com certeza, o país sucumbirá.

  • Cristiano Reis

    Desgraça mesmo são os tachões, aquilo é um crime!

  • Fernando

    Torço para que tenha sim muitos anos de vida e que isso seja levado a sério por uma autoridade que possa tirar nosso país desse rumo. Pode acontecer como também pode não acontecer, mas devemos sim tentar…

    Já não basta haver fiscalização fotográfica para todo lado? Antigamente não havia, e se eles querem justificar dessa forma, já podem tirar todas lombadas, porque já somos limitados demais dentro do que tentamos fazer.

  • Marcelo R.

    Por essas e outras que eu só tiro o carro da garagem quando não tenho outra alternativa. Cansei de passar raiva no trânsito…

    • GFonseca

      Putz, estou assim também, triste isso…

  • Peter Losch

    Os quebra-molas são efeito de um povo mal educado. Mal educado para dirigir, para ser pedestre, ciclista ou motociclista. Mal educado para construir. Mal educado para manter. Mal educado para pagar. Tanto faz.
    Há algumas coisas básicas que devem implementadas, como efetivamente ensinar a dirigir, dar preferência a ônibus e taxis nos trânsito, proibir qualquer modificação no suporte e/ou placa das motocicletas, etc. Não construir na beira das rodovias, construção de passarelas funcionais aos pedestres, rodovias com pedágios apenas quando houver estrada alternativa, sinalização das estradas, conservação viária, etc, etc e etc.
    É muita coisa que precisa ser feita. Os quebra-molas, dos males, é o menor, porém mais comprido.

  • Lorenzo Frigerio

    Tem uma coisa “politicamente incorreta” de se dizer, mas antigamente carro era coisa de classe média-baixa para cima. Pobre andava de ônibus. Hoje, eles andam de carro. O que mais tem são essas Stradas e Saveiros andando no talo, e Palios antigos “filmados”, a 60 km/h na faixa da esquerda.

    • Domingos

      É, o problema é que certas coisas doem e tem sempre quem quer colocar causa ou coitadismo no meio – que não deixa de ser exatamente o mesmo erro de quem generaliza, só que generalizando “para o bem”. Algo que faz mal tanto quanto ou muito mais em algumas situações, como essa, onde o motorista baixo nível não pode ser repreendido por frescurite de ofensa e nunca aprende…

      O problema é claro que não é a pessoa ser pobre em si e sim ser um motorista pobre de cabeça, ainda por cima acompanhado de uma pobreza geral inevitável – mente pobre é sinônimo de pobreza, a não ser que o cara “deu sorte”.

      Esse pessoal aí que era pobre de tudo, inclusive de cabeça, agora comprou qualquer porcaria por aí e sai mesmo fazendo absolutamente tudo de errado: desde dirigir uns 50% do tempo no celular ou com som alto até ser o famoso tigrão que se arrasta em avenida e anda entre 80 e 100 km/h em rua residencial.

      Aqui tenho vizinhos assim e, ainda por cima, não pode falar porque “não são da mesma raça que eu”. Antes não tinham carro ou só tinham um pau velho para emergências. Agora a turma toda tem e toda madrugada é gente vindo na contramão, som alto, cavalo de pau e alta velocidade numa rua toda esburacada.

      O estranho é que esse pessoal já tem carro há alguns anos e parece que nunca aprende ou nunca passa o efeito do “nossa, agora tenho carro” ou “nossa, subi de vida”. É falta de classe mesmo.

      Antes que alguém fale, não tem nada a ver com ascensão econômica, racismo, preconceito etc. Isso é mais para justamente quem reclama dessas coisas com a mentalidade atual de esquerda.

      O problema, novamente, é o cara conseguir ter o carro e ainda assim ser um baita de um baixo-nível mental com algo que pode matar uma pessoa (várias, na verdade…) na mão.

      • Cadu

        Deixa ver se entendi: então o problema é ser pobre, preto e de esquerda e ter um carro velho?
        branco, rico e de direita de carro zero faz tudo certo no trânsito?

        • Domingos

          Não, o problema é entender as coisas sempre com a desconfiança e o coitadismo.

          Leia aí com atenção o que eu e o Lorenzo escrevemos.

          A tomada de ofensa que você faz, como se sempre estivessem generalizando (mesmo quando esta ESCRITO que não), é justamente a causadora do efeito que eu e o Lorenzo reclamamos: uma parte da população que, meramente por ser a eleitora principal (não se engane com outros discursos), é INTOCÁVEL.

          Essa população jamais vai aprender sem ser repreendida ou punida, como foram todas as outras populações. E assim o trânsito vai…

          Como estava comentando mais abaixo, antigamente existia um número ínfimo de radares e muito menos lombadas e as pessoas respeitavam – sejam pobres, classe média ou ricas.

          Agora, uma generalização aí é certa: o problema é ser de esquerda mesmo. Aí não tem meio termo rs….

          • Cadu

            Voc falou, falou, enrolou e não esclareceu a pergunta. Não adianta dizer que não é ofensa e logo em seguida ofender. Dizer que não tem preconceito, e logo em seguida usar termos como:
            “esse pessoal aí”, “qualquer porcaria”, “a outra raça que não a minha”, “falta de classe”, foram os termos que você usou…

            E eu não sou de esquerda, se você quis sugerir

            O problema, no país, é que o culpado é sempre “o outro”! Nunca eu!

    • Thiago Doucsecz

      Concordo em partes com Lorenzo e Domingos. Creio que isso aconteça muito além da classe mais baixa terem condições financeiras de comprar um carro.

      O problema de fato, não são apenas eles. São pessoas com mentalidade fraca, como citou Domingos. Há em nosso país de uma forma geral, muita falta de bom senso e educação por parte das pessoas em geral, e isso se dá com os mais pobres, e os mais ricos.
      Cito um caso recente que testemunhei no litoral norte há alguns meses atras. Onde diante de uma fila enorme de carros seguindo em direção a serra, os classes altas passavam em seus BMW, Mercedes, Porsche, Volvo enfileirados com faróis altos ligados em plena luz do dia no limite da via, pelo acostamento. Convenhamos, isso não é um habito incomum, muito menos um habito de rico ou pobre, (financeiramente falando). Provavelmente os que a maioria aqui já deve ter se deparado com essa situação alguma vez na estrada. Não é uma exclusividade ou caracteristica financeira, o problema realmente está nas pessoas. É o jeitinho brasileiro, a lei de Gerson, o querer se achar para as pessoas com som alto cavalos de pau e afins. Infelizmente essa é a dura realidade do país em que vivemos.

      • Domingos

        Essa de passar pelo acostamento é algo que em São Paulo eu vejo pouco, na verdade quase nunca vi, mas pelos relatos é uma praga nojenta no resto do país.

        Ainda o cara vir com farol alto e alta velocidade é para pegar a carteira e deixar uns meses sem dirigir mesmo…

  • Paulo Roberto de Miguel

    Ouvi dizer que é proibido fazer novas lombadas, procede?

    • marcus lahoz

      Infelizmente não procede.

      • Cristiano Reis

        Pra falar a verdade, os tachões são terminantemente proibidos, já as lombadas, possuem uma lei específica, não se pode sair colocando por aí onde der na telha. Inclusive, se depois de um período não surtir efeito desejado (diminuição de acidentes) a mesma deve ser removida.

    • Luiz_AG

      Praticamente nenhuma atende as medidas regulamentares. Por aí você já imagina…

  • Carlos A.

    Detesto lombadas e valetas e não sei qual é a pior. Minha preocupação maior são as valetas, no meu bairro, a maioria está na transversal em relação a rua, assim costumo ‘sofrer’ junto com o carro devido a torção que a carroceria sofre. Pior é a existência de uma valeta numa via preferencial, onde todo motorista é obrigado a reduzir para traspor esse obstáculo, enquanto o outro que cruza essa via aguarda no PARE. Em outro local da cidade (uma avenida) temos uma lombada e na sequência um semáforo! Certamente, não sou o único a conviver com essas aberrações, a praga é nacional!

    • Domingos

      Cenário perfeito para causar um acidente de indecisão, do tipo “eu pensei que ele me deixou passar”. Burrice extrema colocar valeta na preferencial, ainda por cima onde tem a transversal com placa Pare e as pessoas vão achar que alguém deu passagem…

    • CorsarioViajante

      Aqui também convivo com estas loucuras, inclusive a valeta / PARE causa acidentes, pois todo mundo acha que o PARE sempre está ligado à valeta.

  • Urubulino

    Com essa idade, só de esperar pelo fim de semana já é a aventura!

    • Nando

      Acho que a moderação falhou.

      De qualquer forma, esta é mais uma prova da falta de educação do brasileiro médio.

      • Domingos

        Teria sido engraçado se, ao menos, o Bob estivesse falando besteira. Mas besteira são as obras viárias que fazem aqui…

  • Victor

    Eu já nem chamo as ruas e avenidas com seus nomes. Comecei a chamá-las de “provas de resistência com obstáculos”, porque realmente os carros parecem atletas superando valetas, buracos, desníveis, lombadas, depressões, remendos, etc….

  • Fat Jack

    Bob, imagino o quão frustrante deve ser desembarcar de um avião em terra pátria e voltar guiando por nossa malha viária o carro para casa.
    Quanto a ver quando este dia chegar (confesso que estou mais para crer que o certo seria “se” ao invés de “quando”), eu também não acredito que chegue a ter este prazer apesar de relativamente mais novo.

  • João Barbosa Dos Santos Neto

    Infelizmente sob ótica de um pedestre que acabou de chegar em casa, a lombada é um mal necessário (nesse momento, vejo como benéfico salvador de vidas), no Brasil com a falta educação, maus motoristas (e são uma parcela considerável), imprudência, arrogância e muitos outros adjetivos ele deve subsistir. Ninguém ira mudar décadas de descaso na educação, portanto…
    Não tenho 72 anos, mas 68 e comecei pilotando uma Lambretta aos 10 anos e dirijo até hoje. Pode parecer piada, mas na época em que fiz minha CNH em POA?RS, peguei um inspetor que mandava parar na subida, colocava uma caixa de fósforo no pneu traseiro e mandava arrancar. Amassou, volta daqui a 30 dias! Candidatos a futuros motociclistas, ficam dando voltinhas em um terreno fechado e recebem suas CNH assim! Carros então, voltinhas dentro da cidade! Entrar em uma estrada de tráfego intenso, deus me livre! Ah e o celular? A faixa zebrada, só existe quando o pedestre avança! Conhecer leis de transito ou ainda obedecê-las, nem pensar! Todos fazem as suas leis e acham que estão certos! Parabéns pela reportagem.

  • Aureo Teixeira

    Aqui em minha cidade, existem lombadas de todos os tipos de altura e e formatos. Até mesmo no meio de ladeiras, sem haver algum tipo de situação de perigo. Até nas rodovias do interior gaúcho elas existem como na região do noroeste do estado, que já estão em precárias condições e além disso onde existe uma lombada eletrônica também possui uma lombada convencional!

  • Sinatra

    Me assustam as lombadas em entradas de curva, nas vias rápidas, especialmente as que não possuem qualquer sinalização. Sempre tive receio de acertar uma dessas em velocidade média e ser arremessado pela tangente da curva em direção à pista oposta. Tragédia na certa.

  • Victor

    Caro Bob. Assim como vc,
    odeio lombadas. Aqui mesmo onde moro, a rua principal está cheia delas, vc
    conhece, em Florianópolis a rua que chega ao Costão do Santinho, onde tem
    apresentações de carro de vez em quando. MAS, devido ao nível de educação dos
    usuários da via acho necessário. Porque: estúpidos. A grande maioria dos
    motoristas é estúpida, não tem educação e não tem consciência do que está
    fazendo e o que pode acontecer. Se não tem obstáculo nenhum na via é pé embaixo
    haja o que houver. Estão acostumados a ir passando as marchas e
    aumentando a velocidade até chegar a um obstáculo, caso contrário a velocidade
    só faz aumentar. Não é assim que
    funciona? É sim! Todos somos assim. Se a via está livre e não tem lombada física
    nem eletrônica nem policial nem radar, a velocidade será sempre a maior
    possível. Eu concordo com o Sr sobre ter um povo educado no trânsito e vias
    livres e bem cuidadas – seria o paraíso. Mas isto é IMPOSSÍVEL com o tipo de motoristas
    que temos. É só carnaval, funk, cerveja, peças usadas de origem duvidosa e a
    lei do mais “esperto”. É o Brasil. É interessante observar o comportamento dos
    motoristas, de preferência da calçada. Uma constatação prática que ilustra a
    necessidade das malditas lombadas: estão duplicando a estrada de acesso ao
    bairro, a SC403. Num determinado trecho onde liberaram a via marginal novinha e
    duplicada para passar, como o trecho está em obras na via principal, as placas
    indicam 40 km/h. Não há lombadas. Alguém
    respeita?? Ninguém! Mas ninguém mesmo. Nem eu! É 60 km/h pra cima. Se não tem
    obstáculos as placas são solenemente ignoradas. Esta é a nação que somos, e por
    isto temos este tratamento como motoristas. E o pior: somos nivelados por
    baixo. E o pior: somos nivelados por baixo com razão!! Dou razão agora aos
    policiais estúpidos que nos nivelam por baixo, porque ficar todos os dias
    aguentando estupidez no trânsito é barra! Tem que mandar todo mundo às favas e
    que se dane a fluidez do trânsito. Eu sei que é revoltante ler isso, mas se
    coloquem na pele dos policiais. Imaginem ficar vendo os nós cegos fazendo
    cagadas e coisas estúpidas e imprudentes o dia todo. Ah chega.

  • Vital

    Circuito das águas ( Lindoia, Serra Negra e região ) é o maior absurdo

  • RoadV8Runner

    Então eu estou bem na foto, tem um dejeto viário em frente casa. E pintado de vermelho, com faixas de pedestre em cima! Segue abaixo foto da aberração (ao menos essa facilita a travessia de pessoas em cadeira de rodas… Principalmente se não iniciasse e terminasse onde há uma árvore em cada calçada!!!)
    Triste é ver que a esmagadora maioria das pessoas defende as lombadas. Basta ter um acidente que envolva velocidade acima do ideal em alguma rua de bairro para a turma pleitear a instalação de uma meleca dessas…

    • Lucas dos Santos

      Então eu estou bem na foto, tem um dejeto viário em frente casa. E pintado de vermelho, com faixas de pedestre em cima!

      E está mesmo! Tenha a certeza de que, com essa cobiçada “obra” em frente de sua casa, o seu imóvel valorizou bastante! Ainda mais nesse “raro padrão”! Meus “parabéns”! Fiquei até com “inveja”, hahahaha!!!

      Só rindo mesmo para não chorar com uma aberração dessas! Dá até desânimo quando vejo esse tipo de coisa. É triste ver o poder público levando na brincadeira um assunto tão sério, que é a mobilidade urbana. Fazem tudo do jeito que querem, pintam da cor que querem, sem estudos técnicos, tudo na base do “vai que cola” e se, porventura, não der certo, simplesmente arrancam e lá se foi um monte de dinheiro público jogado fora…

      • Domingos

        De fato, ao menos está bonitinha e bem feita – não sendo excessivamente alta. A parte estranha é terem feito bem em frente a duas árvores, que quando crescerem vão tampar a entrada dos pedestres…

  • Lucas dos Santos

    Bob,

    Infelizmente, se alguém der um basta e mandar retirar todas as lombadas de nossas ruas, os acidentes vão aumentar exponencialmente! Principalmente em ruas de bairro. Especialmente aquele tipo de acidente bizarro em que o sujeito bate ou capota sozinho porque “perdeu o controle do veículo”.

    Antes de nascer alguém que mande retirar as lombadas, tem de nascer alguém – ou, melhor dizendo, vários “alguéns” – para tirar de circulação os motoristas que dirigem irresponsavelmente por aí. E isso, mesmo eu, com apenas 28 anos de idade, também acho que não viverei para ver.

    Os motoristas em geral NÃO SABEM SE COMPORTAR no trânsito – e em vários outros ambientes! Já perdi as contas de quantas vezes ouvi moradores falando coisas do tipo: “Se asfaltarem esta rua, isso vai virar uma pista de corrida! Melhor deixar como está!“. Não adianta, se uma via for livre de obstáculos, sempre vai ter alguém para fazer besteira lá!

    Enquanto os motoristas irresponsáveis estiverem a solta por aí, continuaremos comprometendo o nosso conforto – seja como motorista ou passageiro, seja em transporte particular ou público -, desgastando os nossos veículos, consumindo mais combustível, poluindo mais o ar e atrasando os veículos de emergência. Tudo por causa de um “mal necessário” chamado “lombada”!

    • Domingos

      Eu vejo a coisa como você (aliás, temos quase a mesma idade também!). Porém eu tendo a crer no Bob que esse tipo de medida é meio que “um problema novo para uma solução que acaba não vindo”. Assim como com o infestamento de radares, os acidentes aumentaram.

      A partir de um certo número de radares, lombadas e outras restrições, ou o trânsito fica inviável (exemplo: Londres) ou você pensa que está ajudando alguma coisa – mas na verdade só enche os bolsos de alguém.

      Quando eu nem dirigia ainda existiam poucos radares em São Paulo. Na minha região toda tinham talvez uns 3 – e isso englobando vários bairros bem grandes de São Paulo.

      Eu não lembro de ver as pessoas dirigindo pior ou correndo mais que correm hoje, na qual a mesma região tem 3 radares apenas em uns 4 quarteirões. No total talvez existam, na mesma área, uns 30 a 40 aparelhos hoje.

      Onde não tem, que são ruas residenciais, o pessoal corre mesmo. E tem essa mentalidade mesmo: nessa rua posso correr.

      Essas medidas deseducam o motorista médio e aporrinham o bom motorista. O mal motorista vai fazer besteira nem que tenha que comprar um carro sem documentação por aí.

      Portanto, o número desses aparatos e meios (lombadas, radares etc.) tem que ser só o mínimo possível e nos lugares estratégicos.

      Aqui na minha região teve, pela primeira vez nuns 15 anos, a instalação de 2 radares em locais realmente necessários. Um na saída de um ladeirão, seguido de uma curva, que já presenciou alguns acidentes e que era um ponto excelente para eles. Outro na entrada de uma rua por perto onde também aceleravam demais e sempre foi um ponto de acidentes – pois também era seguido de uma curva.

      Em compensação devem ter umas duas vezes isso em radares inúteis que só arrecadam.

    • Rafael branco

      Esse dejeto viário só atrapalha a fluidez do trânsito. Aqui na minha cidade (Jundiaí) temos a SP-300, que liga Jundiaí a Itu. A rodovia é sempre bastante congestionada, o dia todo, principalmente próximo do final, sentido Jundiaí. O motivo? Simples! O final da rodovia é em frente uma universidade, e temos muitos pedestres atravessando a via para tomar ônibus no outro lado. Ao invés de construírem uma passarela para os pedestres, resolveram colocar uma lombada… que nunca resolveu nada, sempre há atropelamentos, e só trava o trânsito.

      A passarela nunca foi construída por questões políticas. Como esse trecho final passa por cima da Anhangüera, há uma briga entre a AutoBan, a Colinas e o Governo de São Paulo (a continuação da rodovia é uma estrada estadual). Um joga a responsabilidade para o outro. Já faz mais de 20 anos que isso se arrasta.

      Recentemente, alguma das concessionárias resolveu recapear esse trecho final da rodovia. Por uns 15 dias, essa lombada foi retirada. Parecia outra rodovia. Em nenhum desses ‘dias de sonho’ sem a lombada houve congestionamento e nenhum atropelamento. Incrível como ficou tudo ótimo. Eis que o sonho se acaba. Terminam de recapear e colocam novamente a lombada. Só que bem maior, completamente fora dos padrões. Os congestionamentos voltaram piores. Agora, as carretas precisam praticamente parar na pista para transpor a ‘montanha’.

      Os efeitos dessa lombada foram tão negativos na fluidez que, resolveram diminuir essa montanha. Fizeram o serviço bem porco, mas ainda continua alta, assim como o volume do congestionamento.

      Mas ainda há uma luzinha fraca no fim desse túnel. Estão construindo uma passarela para pedestres nesse trecho, assim como a a colocação de uma “cerca” acima da mureta central. Espero que os pedestres façam sua parte e se utilizem dessa passarela para que o dejeto possa ser removido e o trânsito fluir normalmente.

      • Lucas dos Santos

        E tem isso ainda. Muitas vezes existe uma solução alternativa às lombadas, que surtiria um resultado muito melhor – como o caso da citada passarela – e ninguém enxerga isso. Ou até enxergam, mas por questão de burocracia e má-vontade acabam optando pela “solução mais fácil”, que dificilmente é a mais adequada.

        • Daniel San

          A passarela faz surgir outra questão. Quando alguém é atropelado, o povo fecha a pista, põe fogo em pneus, pede passarela. Assim que a passarela fica pronta, todo mundo atravessa a via por baixo,argumentando que é rapidinho. Penso que passou da hora de exigir educação dos pedestres, na mesma medida que exigem dos motoristas. Fica um viés politicamente correto, onde quem dirige é vilão e o pedestre é sempre a vítima.

          • Aqui em Maringá se vê muito disso…

            Recentemente foi inaugurado o Contorno Norte, uma obra para tirar o tráfego de caminhões do centro da cidade (Maringá é cortada pela BR 376)

            Esse Contorno tem várias passarelas, todas bem feitas, com rampa etc…

            E todo mês morre um atropelado, às vezes, quase embaixo da passarela.
            Aí, culpam o coitado do motorista, que vem a 100km/h numa curva, numa pista sem obstáculos, e de repente tem uma pessoa no meio da pista.

    • Newton ( ArkAngel )

      Se as lombadas adiantassem alguma coisa, o número de acidentes já teria diminuído muito, mas não é o que acontece. A evolução dos carros é inversamente proporcional à habilidade dos motoristas. Com tantos itens de segurança atualmente, os acidentes fatais também teriam que diminuir, porém os idiotas aceleram que nem loucos sem ter noção do que fazem, achando que o ABS, airbag etc. garantem a segurança.
      Mas e os outros? Que se danem, o egoísmo fala mais alto.
      Hoje em dia, até aqueles que deveriam ensinar a dirigir e ser um exemplo sofrem da mesma imbecilidade. No meu tempo de juventude, conhecia VÁRIAS pessoas que dirigiam bem, e com elas poderíamos aprender. Perguntem a vocês mesmos : quem vocês conhecem, que não seja alguém de alguma geração mais antiga, que tem condições de ensinar algo a alguém?

      • Lucas dos Santos

        Sim. Mesmo com lombadas e outras intervenções o número de acidentes não diminui. O problema, que fique bem claro, está com o (mau) motorista.

        Não haveria lombadas em nossas vias se os motoristas não dessem motivo para a sua colocação. É por isso que o Bob não encontrou lombadas na localidade citada no texto: pois não há a mínima razão para se recorrer a elas.

        Já aqui no Brasil, os motoristas se comportam como gado, requerendo, desta forma, a utilização de obstáculos e canalização para tentar contê-los.

        Não pensem os colegas leitores que eu considero as lombadas “a solução definitiva”. Muito pelo contrário. Estão mais para um paliativo. Um “é o que tem para hoje“. E mostram também, de certa forma, a incompetência das autoridades em fazer com que as leis de trânsito sejam cumpridas – o tal do enforcement. Já que não conseguem lidar com motoristas irresponsáveis, recorrem a obstáculos que simplesmente atingem a todos (olha o nivelamento por baixo aí novamente!).

    • Diego Mayer

      Exatamente. É o típico motorista idiota que anda sempre a 60km/h, seja no estacionamento do shopping ou em uma auto estrada. Moro em uma rua totalmente residencial, onde há muitas crianças brincando e ciclistas transitando, além de pouca visibilidade devido aos carros estacionados. Constantemente levo buzinadas de babacas que querem transitar a 80 km/h. Infelizmente o povo brasileiro só se comporta debaixo de relho. É, em regra, um bando de babacas que só enxergam o próprio umbigo. Não é a toa que nossa fama é péssima lá fora.

  • Bob Sharp

    Lucas dos Santos
    Discordo, acontecer mais acidentes, exponencialmente, é apenas uma presunção, não é certeza matemática. A ficar tudo como está a massa de motoristas nunca evoluirá, arderemos neste inferno enquanto o mundo existir. O Brasil já estava entre os países de trânsito violento antes do advento das lombadas e se não estou enganado, piorou. Já comentei aqui há alguns anos, há uma cidadezinha perto de Mogi das Cruzes, SP, em que a estrada passa no meio dela e não há lombada lá. Todos passam em velocidade reduzida. Como deixei implícito na matéria, passei de 1960 a 1980 sem lombada e não havia carnificina. E lembre-se que lombadas causam acidentes, veja o caso da Av Goiás, em São Caetano do Sul, a mãe e três filhos que foram mortos porque o carro não parou por haver uma lombada antes da faixa de pedestres (perdeu contato com o solo quando não podia). Em seguida a essa tragédia todas as lombadas da avenida foram desmanchadas. E para encerrar, ambulâncias não podem sofrer solavancos quando há paciente sendo levado.

    • Lucas dos Santos

      Não duvido, Bob.

      Mas a pergunta é: como fazer com que a massa de motoristas evolua, de preferência no mais curto prazo possível? Como fazer com que os motoristas passem em velocidade reduzida – ou, melhor dizendo, compatível com a via – como na citada estrada de Mogi das Cruzes?

      Certamente, eu exagerei ao dizer que os acidentes aumentariam exponencialmente. Ao ler as notícias diárias da minha cidade, tenho visto tanta gente fazendo bobagens homéricas no trânsito que, assim como as autoridades, não confio mais nos motoristas. Passei a crer que são poucos aqueles que realmente têm condições de dirigir sem serem “controlados” o tempo todo pelas autoridades de trânsito.

      Eu também acho as lombadas detestáveis e indesejáveis, mas, para eliminá-las seria necessário haver alguma ação complementar para educar os motoristas. E é aí que está o problema. Como “consertar” algo que já está errado há muitas décadas? Em quanto tempo os resultados viriam? E o que fazer para conter a situação enquanto os resultados não vêm?

    • ccn1410

      Bob,
      A cidade onde moro também é pequenininha. Tem apenas 10.000 habitantes e também passa em seu centro uma rodovia estadual. Infelizmente aqui é diferente e as pessoas trafegavam, antes das lombadas, e ainda trafegam em velocidades bem acima do recomendável, e ainda estacionam em locais expressamente proibido, dificultando o trânsito ou melhor dizendo, parando.
      Lombadas são terríveis e são ainda piores, quando se transporta bebês. Pior é que incomodam um monte e nada resolvem. O que falta mesmo é fiscalizar e multar.

  • Bob Sharp

    Victor
    Não há nenhum mau comportamento no trânsito que resista a uma campanha pela tevê.

    • Paulo Roberto de Miguel

      Isso é muito verdade! Veja o exemplo do cinto de segurança e da faixa de pedestres (essa última não feita a contento, mas já surtiu algum efeito). Nosso problema é de falta de educação no sentido amplo: falta de cultura (maus costumes) aliada à ignorância.

      • ccn1410

        Paulo Roberto de Miguel,

        E você acha mesmo que o cinto de segurança deve ser obrigatório?
        Eu passei a utilizá-lo bem antes da lei, mas tem pessoas que ainda hoje o usam apenas para a polícia.
        Não seria melhor educar as pessoas para que passassem a usá-lo conscientemente?

        • Paulo Roberto de Miguel

          Independentemente de eu achar que deva ser obrigatório, eu quis ressaltar a importância da campanha, da aplicação da lei. Formou-se uma cultura. Minha filha nunca me viu andar sem cinto. Mais coisas poderiam ser assim.

  • Bob Sharp

    RoadV8Runner
    É injustificável meia-duzia – literalmente – de cadeirantes levar à construção de uma lombada que causa tudo o que já sabemos a respeito delas.

    • RoadV8Runner

      Principalmente se lembrarmos que existem as guias bem rebaixadas, no mesmo nível da via, que permitem transposição sem grandes problemas. Mas esse tipo de aberração igual tenho em frente de casa é a nova moda aqui de Sorocaba-SP… Mas essa meleca não foi construída por pedido de cadeirantes, foi uma brilhante idéia de quem administra o condomínio onde moro, para aumentar a segurança dos pedestres (!!!). 180 lotes, meia-dúzia de ruas e três dejetos viários iguais a esse na rua principal. É mole? Por isso que digo, só posso ter colado chiclete na cruz…

  • Lucas

    A comparação do Brasil a um chiqueiro é bem apropriada. Mas nem todos, pois há chiqueiros que não merecem serem rebaixados a tanto.

  • peeblebeach@frrolic

    O fenômeno das lombadas é, traçando um paralelo, semelhante ao das “tropas de elite” que as polícias tem agora. Até a mais singela guarda municipal tem a sua tropa de elite, operações especiais, etc. Por quê? O que leva a população a querer e aplaudir uma tropa, representada pelo já icônico capitão Nascimento, que fuzila os bandidos? Fácil, é o descrédito do sistema convencional, onde os criminosos são presos mas não ficam presos, e quando ficam continuam operando suas quadrilhas. A população não é má, ela os quer mortos pois é a única solução na falência do nosso sistema penal. A única forma de um malfeitor no Brasil hoje ser punido (na forma completa do termo: repressão/disuasão/reeducação) é dar de cara com um “capitão nascimento” e ser fuzilado no ato. Se for pego vivo não se fará justiça alguma.
    Voltando às lombadas, é a mesma coisa, a população quer lombadas pois elas são o capitão nascimento da redução de velocidade, a única forma de impedir um motorista inepto e irresponsável de exceder a velocidade natural de uma via residencial. Quem trafega de forma irregular, com impostos e licenças vencidos não tem medo de radares, não há fiscais de trânsito para abordar os infratores nas vias secundárias residenciais, além do que esses métodos só atuam depois da infração praticada e da ocorrência do risco. Essas excrescências nefastas são solicitadas e defendidas por uma população que não tem amparo, nem preparo. Está com dor de cabeça? Cortemos a cabeça!

  • ccn1410

    Liberdade responsável. É isso que falta ao nosso povo.

    • Lucas dos Santos

      Sem dúvida. Até porque, para se conquistar a liberdade é necessário ter responsabilidade.

  • ccn1410

    Certa vez eu morei em uma cidade extremamente suja. Quase ninguém se importava com a limpeza das ruas e ainda tinham o hábito de destruir as árvores que sombreavam o lugar.
    A solução partiu das escolas, que passaram a orientar seus alunos para que cuidassem mais da cidade e de sua limpeza.
    É claro que demorou e muito, para as pessoas aprenderem. Mais ou menos uns quinze anos, mas hoje a cidade é um espelho de beleza e limpeza.
    Acredito ser essa a melhor solução para melhorar o trânsito neste país belo, mas povoado por pessoas mal-educadas.

    • André K

      A educação não é a melhor solução, é a ÚNICA solução para esse e para os demais problemas do País. Se melhorassem substantivamente a educação, em 3 gerações o País seria outro, bem melhor (vide Coréia do Sul). Infelizmente até essa melhoria da educação parece utopia hoje em dia.

      • Domingos

        O problema maior que enfrentamos é que chegamos numa era em que educar é dar emprego, saber ler e escrever e frescuras manipulatórias.

        Ensinar mesmo coisas como princípios e cultura saudável virou politicamente incorreto, só os princípios ruins são aceitos e obrigados a serem ensinados – vide tentativas de ensinar a escrever errado ou a incentivar comportamento homossexual em quem não tem.

        A educação verdadeira, para começo, nem deveria ser na escola. Na falta de uma estrutura social e familiar que não dê a educação mais importante, só com leis e fiscalização.

        E uma escola que, ainda que de forma impositiva e deficiente (já que esse papel é da família e ponto final), ensine e cobre princípios.

        E aí são os princípios conservadores mesmo, os naturais. Porque pra ensinar princípio pós-moderno a gente vai ensinar a mulecada a como “garantir seus direitos” na hora da abordagem do polícial por usar drogas ou ligar som alto…

    • Lucas dos Santos

      Certamente, investir na educação é fundamental para melhorar o cenário. Mas isso atinge apenas as gerações mais novas.
      E quanto à geração atual, que já se “habituou” a fazer as coisas do jeito errado? O que pode ser feito para que esses também mudem seus hábitos?

      Supondo que a geração atual seja “um caso perdido”, o que fazer para que, ao menos, ela não atrapalhe essa possível formação da nova geração? Ou, sendo ainda mais pessimista, como “conter” a geração atual de continuar fazendo bobagens no trânsito enquanto a nova geração estiver em processo de educação?

      Enfim, eu vejo as lombadas como “soluções” imediatistas. Entre aspas porque sabemos que elas não “solucionam” tudo aquilo a que se propõem. Porém são uma tentativa de conter os motoristas mal educados. Infelizmente, todos acabam pagando por esses motoristas.

  • CorsarioViajante

    Gostei mais do desenho técnico do que da placa! rs

    • Domingos

      Muito melhor…

  • CCN-1410

    Ontem, em em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, uma criança de 11 meses morreu em conseqüência da queda da moto em que estava com seu pai e o tio, que a pilotava. Ambos ilesos.
    Pai e tio estavam bêbados e carregados com uma sacola de um lado e a criança do outro, mas o motivo mesmo do acidente foi que o motociclista “se perdeu” ao passar por um quebra-molas (lombada).
    Muita irresponsabilidade, vocês não acham? Mas será que só do pai e o do tio?

  • Márcio Pecego Heide

    Tive o privilégio de residir na Suíça por algum tempo e posso garantir que a diferença está na formação do ser humano (existe isso aqui no Brasil?) que se importa com seu semelhante. Talvez, como tenha dito a minha avó, as guerras tenham sido um doloroso aprendizado sobre a necessidade da solidariedade.

    No ano passado, por uma distração, em Luzern, entrei numa zona de 30 km/h a 45 km/h e a multa custou 250 CHF. A multa chegou em minha residência aqui no Rio de Janeiro e eu além de pagá-la ainda enviei e-mail pedindo desculpas pelo descuido.

    Por lá não tem muito problema você andar a 160 ou 180 km/h em zona de 130, mas não vá acelerar onde tem criancinhas porque a coisa fica feia, mas não por causa da multa, por causa da consciência de cada um.

    Por fim, fazendo coro com o Bob, creditar à velocidade com a grande causa de acidentes é um reducionismo típico de povo atrasado. Em 40.000 km em estradas alemãs, onde se anda muito rápido e muito junto, são pouquíssimos os acidentes… e nenhum quebra molas.

    Bob, o problema daqui é a burrice endêmica!

  • Apesar de continuar reclamando e apontando os absurdos vistos no trânsito de nosso país ( pelo usuário ou mesmo o mantenedor da via! ) eu já desisti: Me surpreendo e aplaudo quando em meio a esta selva dita legalizada o usuário age com o bom senso ( Sim, se não há cultura, o bom senso já seria suficiente para alguma coisa próxima a civilidade… ) Como o problema é cultural e a educação nos forma como animais ( propositadamente! ) o que sobra são os “obstáculos” já que estes são as unicas coisas que detém os irracionais , os quais são despejados e “doutorados” em nosso trânsito dia após dia… Tu tens razão Bob, não veremos nada disto acontecer…Qualquer um de minha geração, que é quinze anos mais nova que a sua, sabe quanto tempo levou para nos tornar-mos o que somos e os valores que temos e, como isto foi tudo “desmontado” assustadoramente em favorecimento do populismo e do social (nivelar por baixo! ) o que sobrou levaria anos para voltar a ter alguma esperança de melhora, bem mais do que duraremos…Triste! Mas resta o consolo de que em algum lugar fora de nossas fronteiras,as coisas ainda são dignas de se chamarem civilizadas…

  • Roberto Mazza

    Assino embaixo. E agradeço por expor o problema.

  • Leo-RJ

    Dirigir nos EUA é uma beleza, em Portugal e Espanha, idem. Agora, nem precisamos ir muito longe. As ruas e estradas do Chile e do Uruguai são espetaculares, e mesmo a Argentina tem melhores condições viárias que o Brasil…

    Leo-RJ.

    • Danniel

      No Chile, apesar de ter saído pouco de Santiago, só passei por duas lombadas próximas a Concha Y Toro.

  • Bob Sharp

    Diego Mayer
    São idéias como a sua que nos arrastam cada vez mais para o buraco do inferno que é o trânsito. São justamente as lombadas que geram o tipo de atitude a que você se refere, andar a 80 km/h onde não se deve, porque a não existência delas passou a significar “pista livre, pode acelerar.” A lombada liquidou o resquício de responsabilidade que os motoristas tinham.

  • Mingo

    Cadu, tem gente que é preconceituosa demais. Pior que às vezes terminam seus dias sendo cuidados por pessoas cuja cor, classe social e ideologia política criticaram a vida toda.
    Digo isso com conhecimento de causa, pois tive gente assim na família, que se consideravam a última bolacha do pacote e que no fim da existência tiveram as fraldas geriátricas trocadas várias vezes ao dia…
    É nessa hora, na ante-sala da morte, que vemos o nada que somos. No final das contas, vai todo mundo para o mesmo lugar, seja qual for a religião, conta bancária, etnia ou partido político.