Caro leitor ou leitora,

Estréia hoje no AUTOentusiastas o jornalista Fernando Calmon com sua coluna “Alta Roda” e o complemento “Roda Viva”, agregando conhecimento e informação ao Ae.

A coluna será publicada toda quinta-feira às 10h00.

Fernando Calmon, 67 anos, engenheiro mecânico, é jornalista especializado em veículos desde 1967, quando produziu e apresentou o programa “Grand Prix” na TV Tupi no Rio de Janeiro e em São Paulo até 1980. Foi diretor de redação da revista Autoesporte de 1976 a 1982 e de 1990 a 1997, editor de Automóveis da revista “O Cruzeiro” de 1970 a 1975 e da revista “Manchete” de 1984 a 1990. Produziu e apresentou o programa “Primeira Fila”, de 1985 a 1994, em cinco redes de televisão. Sua coluna semanal sobre automóveis começou em 1999 e atualmente é publicada no portal UOL Carros, além de o ser em 105 jornais, sites, blogs e revistas brasileiros, e agora no Ae. O Fernando é também correspondente para o Mercosul do site Just-Auto, da Inglaterra (www.just-auto.com) e recentemente assumiu o cargo de diretor de redação da nova revista “TOP Carros”.

Seja bem-vindo ao Ae, Fernando!

Bob Sharp
Editor-chefe

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Revelar, sem mostrar tudo

Clima de recuperação econômica na Europa, ainda que bem modesta, reflete-se no Salão do Automóvel de Genebra que continua até o próximo domingo. Não há um grande destaque, enquanto o público volta a crescer. Os supercarros se exibem sem pudor, mas mesmo nessa categoria o avanço dos híbridos fica evidente. Inclusive no Honda NSX (inspirado nos conceitos de Ayrton Senna) que dispõe de dois motores elétricos dianteiros e um traseiro e ainda não tem data de estreia. Certamente chegará ao Brasil mesmo com dólar alto.

Ferrari também aprofunda sua opção pelo turbocompressor no novo 488 GTB (substituto do 458 Italia) visando a baixar consumo e CO2. Afinal, concorrentes de preço mais baixo como a estreante segunda geração do Audi R8 (610 cv e 50 kg mais leve) sempre acabam beliscando alguns clientes e ninguém pode ficar parado. Enquanto Bugatti Veyron se despede do mercado com a versão La Finale, Bentley EXP 10 Speed 6 mostra o caminho dos cupês de dois lugares da marca inglesa do Grupo VW. Esta por sua vez exibe o sucessor do CC (cupê de quatro portas) que batizou de Sport Coupé. Ele se baseia na arquitetura superflexível MQB do Golf e também estará nos futuros Polo e Passat.

Nota-se que modelos médios-compactos com potência acima de 300 cv já voltam ao radar dos consumidores. Em Genebra dois chamam atenção: Honda Civic Type R – turbo 2 L, 310 cv – e Ford Focus RS – turbo 2,3 L, 320 cv. O primeiro é um tração-dianteira e o segundo tem tração integral, com até 70% direcionada para as rodas traseiras, mas o Focus inova com a opção de controle de derrapagem conhecida como “drift” que atrai fãs ao redor do mundo.

Land Rover foi além de simplesmente reestilizar meia geração do Ranger Rover Evoque. Apresenta primeira versão conversível de um SUV, no caso o Evoque. Mercado é muito restrito, embora traga prestígio em países de alto poder aquisitivo e apreciadores ao máximo dos dias ensolarados. Grupo PSA Peugeot Citroën montou um estande separado pela primeira vez para sua marca de prestígio, reafirmando a independência da marca DS.

Renault, com o novo SUV médio-compacto Kadjar, tem ambições internacionais. Graças ao euro em forte queda (melhora a competitividade da Eurozona, inclusive da Itália) sua exportação ao Brasil passa a ser viável. Duster com leves retoques visuais antecipa em Genebra a versão nacional 2016 no fim deste mês.

Compacto Sway, ainda em forma de carro-conceito, demonstra que a Nissan vira a página em termos de estilo. Modelos de baixo apelo visual, como foram Tiida e Livina, não se repetirão. No seu estande, portanto, está o futuro Micra (aqui, March, lá para 2017). Basta retirar alguns rasgos de ousadia que sempre aparecem para revelar sem mostrar tudo e não entregar cedo demais as linhas definitivas.

Tucson novo, aliás cada vez mais marcante em estilo, sucede o atual ix35 e o nome poderá ser aquele em todo o mundo. Grupo Hyundai-CAOA tratou logo de desmentir sua chegada ou fabricação em Anápolis (GO). No entanto, condições de concorrência no Brasil são cada vez mais duras e veículos defasados tendem a diminuir de importância, apesar do fator preço.

BMW Série 1 também evoluiu em estilo e quando for produzido aqui, no segundo semestre, vai agradar bastante.

RODA VIVA

TOMBO, realmente, forte nas vendas de fevereiro: primeiro bimestre 23% inferior ao mesmo período de 2014. Estoques, pelo novo critério da Anfavea que calcula o número de dias dentro de realidade ampliada, atingiu 50 dias. Significa mais de 40% acima do considerado normal (35 dias). Em março, a entidade vai rever para baixo previsões para 2015.

PARTE desses números bem negativos deve-se ao Carnaval no início de fevereiro (ano passado, em março). Se calculado em número de dias úteis, as vendas em fevereiro deste ano foram piores 14% contra 2014 e não 28% quando se compara diretamente mês a mês. Preocupa ainda o nível de emprego 10% menor em relação a fevereiro de 2014.

ALGUMAS regiões do interior de São Paulo começarão a revelar primeiras concessionárias, digamos, “geminadas” do Grupo PSA. Em certas cidades um só aglomerado assumirá vendas de Peugeot e Citroën, dependendo de qual marca prepondere. Embora oficinas sejam unificadas, salões de exposição continuarão completamente separados, mesmo um ao lado do outro.

LAND ROVER Discovery Sport, ainda importado nos próximos 18 meses, tem preço definido que será referência para modelo idêntico produzido em Itatiaia (RJ). Partirá de R$ 179.900, em abril, e ao longo do tempo sofrerá correções. SUVs tiveram pequena queda de participação no mercado total este ano, mas será revertida logo com lançamentos.

ANTECIPAÇÕES de ano-modelo geram mais distorções. Um dos maiores imbróglios está no programa de etiquetagem de consumo de combustível: colabora para confundir o consumidor. No mesmo ano-calendário poderão ser vendidos veículos de três anos-modelo. Salvo identificação de “novo”, “new”, “plus”, todos terão a mesma etiqueta e os mesmos dados. Absurdo.

FC

A coluna “Alta Roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

AUTOentusiastas

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  • Caro Calmon, seja muito bem-vindo! Estou feliz por poder ler a sua coluna diretamente no Ae.
    Forte abraço, PK.

  • Mr. Car

    Mais um reforço para o time Autoentusiastas. Seja bem-vindo!

  • Italo

    Ae só melhora, mais uma grande “aquisição”.

  • Mr. Car

    Eu não dou a mínima para este programa de etiquetagem de consumo. Supondo que eu tenha três ou quatro carros em uma faixa de preço que eu possa pagar, o consumo será o último critério de exclusão. Não vou ficar 5 anos ou mais com um carro que me desagrada em outros aspectos, só por ele fazer dois ou três Km mais com 1 litro de combustível. Mas vejam bem: estou falando de um carro de uso pessoal, em situações predominantemente de lazer, não de um (ou mais) que fosse usado para trabalho, e não necessariamente por mim. Também estou considerando o fato de que rodo pouco. Eu poderia ter um Galaxie, que isto não me faria falir. Nem mesmo o estupraria colocando um kit-gás, he, he!

    • CorsarioViajante

      Exato, varia muito da necessidade de cada um. Eu rodo muito pela minha rotina, então sou sensível ao tema, buscando a melhor relação desempenho x consumo.

    • Mr. Car, ainda mais se a diferença for mínima! E ainda no meu caso, nenhum carro é econômico. Mas eu posso te garantir que consumo é a primeira coisa que uma legião de consumidores pergunta logo depois de manifestar o interesse por um modelo. E no mais, como o Corsário aí abaixo, tem gente que roda muito e sente bem no bolso. Abraço!

  • Renato Mendes Afonso

    Bem-vindo, Fernando Calmon!

  • Lucas Garcia

    Boa matéria.
    esse médio-compacto Kadjar é interessante, mas creio que não vira para terras tupiniquins’ tão cedo.

  • Fernando Calmon, é com muita alegria que vejo você no AUTOentusiastas. Abração do amigo Meccia

  • Leo-RJ

    Bela incorporação ao AutoEntusiastas!
    Bem vindo!

    Leo-RJ