DSC02134 c  RESPEITO & INTELIGÊNCIA DSC02134 c

Terça-feira, 24 de março de 2015. Tinha até me esquecido, vivendo em São Paulo em tempos de administração irracional (e que não é só de hoje, vem de longe) de um assunto que, quer queira, quer não, afeta a vida de todos, independente de condição social: trânsito.

Fiz a foto enquanto passageiro no Jeep Renegade Sport manual, no momento dirigido pelo colega e amigo Fernando Siqueira, de Natal (RN). O local, a pista sentido norte da av. Infante Dom Henrique no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro. Hora, por volta de 16h30.

A placa de advertência é emblemática. Ao mesmo tempo em que informa que a zona tem alto índice de acidentes — informação a mais nunca é de menos — o faz também com relação ao limite de velocidade. Um coquetel de respeito e inteligência, algo que anda (bem) em baixa em São Paulo e outras cidades brasileiras.

Aqui é uma via de trânsito rápido ligando a zona sul ao centro da cidade. Esse tipo de via é definido pelo Código de Trânsito Brasileiro como “aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível”. A autoridade de trânsito carioca assim e corretamente o entende e definiu a velocidade-limite de 90 km/h.

Mas visitemos uma avenida normal, que pelo CTB é  “aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade.”  Refiro-me à Av. Atlântica, na Praia de Copacabana. Local densamente povoado e que, por ser praia, a travessia de pedestres é constante.

Muito bem, segundo a “inteligência” do prefeito de Nova York Bill de Blasio e do de São Paulo, o petista Fernando Haddad (“nós pega o peixe”), a velocidade  deve ser baixa para, em  caso de atropelamento,  a vítima não morrer — estou para ver pensamento mais imbecil do que este, como se atropelamentos fossem rotina ou inevitáveis. Quão baixa? 40 km/h.

Pois o respeito & inteligência carioca definiu para a Av. Atlântica 70 km/h! Em São Paulo os imbecis baixaram para 50 km/h o limite em vias importantes como a Radial Leste (Av. Alcântara Machado) e a Av. Ibirapuera. Era 60 km/h, já abaixo do natural.

 

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Av. Atlântica, Praia de Copacabana: 70 km/h

Voltemos a São Paulo e visitemos o Corredor Norte-Sul, compreendido principalmente pelas avenidas 23 de Maio, Ruben Berta e Moreira Guimarães, tão via de trânsito rápido quanto a av. Infante Dom Henrique no Rio de Janeiro. Começou errado na inauguração, no dia em que São Paulo completou 415 anos, 25 de janeiro de 1969, ao ser estabelecido limite de 80 km/h.  Não era preciso ser especialista em trânsito para constatar que poderia ser 10 km/h mais.

Eis que em 2010, com Gilberto Kassab prefeito, as “capacidades” da CET baixaram o limite para 70 km/h. Pronto, o trânsito que por ali fluía razoavelmente bem, travou a olhos vistos. A CET jurou que não nos jornais, chegando a repetir a opinião de um consultor de engenharia de tráfego e transporte de que num trecho de dez quilômetros o tempo de viagem em apenas 1 minuto e meio. O papel é mesmo uma beleza, aceita tudo…

Esse consultor e os “cérebros” da CET desconhecem, ou fingem desconhecer, o fator velocidade natural das vias, com um objetivo claro: tungar o bolso do cidadão com multas e, assim, encher os cofres do município.

Mas a foto de abertura mostra outra questão do dito coquetel: a largura das faixas. Os mesmos “cérebros” da CET abusam da paciência dos cidadãos ao estabelecerem larguras de faixas inconcebíveis à luz da razão em várias ruas e avenidas da cidade.

 

Faixas diferentes  RESPEITO & INTELIGÊNCIA Faixas diferentes

Mesma via do Corredor Norte-Sul, larguras de faixas diferentes (foto linkedin,com)

A foto acima mostra, inclusive, a incoerência emanada dos  “cérebros” da CET:  enquanto no sentido Sul (direita) as faixas têm largura normal, no sentido oposto são “sardinha na lata”. Já na mesma avenida carioca, larguras de faixas decentes.

 

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Av. Infante Dom Henrique, sentido Sul

É mesmo o caos artificial do trânsito em São Paulo e outras cidades brasileiras. E esses são apenas dois aspectos. Falar de todos daria um livro.

BS

Fotos: autor, a menos que indicado na foto.

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Leister Carneiro

    Olha excelente texto, já fui ao Rio e realmente nestas vias o trânsito flui bem melhor que aqui em São Paulo. Vou compartilhar

  • Marcelo R.

    Bob,

    Eu começo a acreditar que eles sabem muito bem o que é a velocidade natural de uma via e, por isso mesmo, colocam limites tão baixos, para forçar os motoristas a ultrapassarem os limites e tomarem muitas.

    Agora, sobre o que você disse em relação ao limite da Radial Leste, eu lembro que quando ele ficava em 70 km/h, em certos trechos eu tinha que “brigar” com o carro para que ele se mantivesse nele. Imagina hoje, então… Esse foi um dos motivos que me fez deixar de trafegar por esta via.

    Um abraço!

    • Guilherme Jun

      Na Radial Leste a largura da faixa é medonha em vários trechos também…

    • Bob Sharp

      Marcelo R.
      É evidente que estão forçando a autuação por excesso de velocidade. Bando de fdp!

  • CCN-1410

    O pessoal daqui, muito inteligente, também acabou com o trecho da BR-470 entre Indaial e Blumenau. O trânsito fluía que era uma maravilha, até que resolveram baixar a velocidade normal da pista e a encheram de radares.

  • RoadV8Runner

    Toda vez que vejo alguém argumentar, em defesa da redução do limite de velocidade de uma via, o fato de reduzir o risco de morte em atropelamentos, dá vontade de enfiar a mão na cara do sujeito… Salvo situações em que o pedestre é atropelado sobre a calçada ou quando o veículo venha com velocidade muito acima do recomendável (e, mesmo assim, neste último caso, olha lá…), atropelamentos são tão facilmente evitáveis que beira o ridículo saber que acidentes desse tipo acontecem com frequência assustadora. Eu, pessoalmente, não me arrisco desnecessariamente para cruzar uma via. O mesmo vale sobre caminhar sempre pela calçada, coisa que anda meio em baixa hoje em dia… Existem situações em que é preciso caminhar sobre a via destinada a veículos, mas aí o faço com extrema atenção. Preceitos básicos de sobrevivência, literalmente.

  • Mr. Car

    Mas nem tudo são flores, Bob. Na Infante Dom Henrique também há trechos de 70 km/h. Pelas características da via, creio que o limite de 90 km/h nela toda, estaria de bom tamanho. Isto sem falar que pedestres insistem em atravessar pela pista, apesar das passarelas e túneis que a cruzam no subsolo. E você também deve conhecer em Copacabana, nas ruas internas, a presença das ciclovias, estreitando ainda mais vias já não muito largas, e com velocidade máxima permitida de 30 km/h. Se eu for puxar pela memória, com certeza terei outros maus exemplos para te dar. Em se tratando de engenharia de tráfego, acho que fica difícil fazer um elogio pleno, em especial nos grandes centros urbanos.

  • Rodrigo Neves

    O Rio de Janeiro é uma cidade grande, no sentido de extensão, e o trânsito já está mais lento que o de São Paulo, mesmo com duas ou três vias com limite de velocidade compatível. Não se engane: só está assim pois já está difícil trafegar com os limites atuais.

  • Luis

    Tem muito radar de 40 km/h no Rio, nas estradas… 50… 60 km/h com e sem placa de fiscalização eletrônica

  • Guilherme Jun

    Um limite de velocidade maior também evita “pedestres cara de pau” que acham que já que o veículo vem devagar, podem atravessar de qualquer jeito, mesmo com semáforo.

  • Ilbirs

    Florianópolis também tem vias com limites que fariam paulistano desacreditar que põem números tão altos. A estrada que liga Ingleses ao Rio Vermelho é de pista única e sua velocidade máxima é de 80 km/h, percorridos em uma bela paisagem. Não fosse pelo relevo da ilha, daria para praticamente ter um rodoanel perfeito a essa média de velocidade, que se repete também na estrada que cruza o norte da cidade. Como não dá para ter um rodoanel no relevo manezinho, na medida do possível as vias que fariam o que faz as vezes disso têm médias de velocidade bastante realistas e só há mesmo congestionamento quando é alta temporada e a tal característica do lugar acaba se manifestando.

  • Lorenzo Frigerio

    O Rio de Janeiro costuma ser mais “grandioso”, em geral, em termos de planejamento urbano. Na largura das avenidas, nos elevados, nos túneis. Imaginem se um helicóptero poderia passar pelo Túnel 9 de Julho, como fez no Rio em “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”. Em São Paulo tudo sempre foi mirrado e feito de afogadilho (a única exceção é a av. 23 de Maio). Os túneis da Martaxa por baixo da av. Faria Lima são um ótimo exemplo, sem falar no monumento máximo da paulicéia, o Minhocão. E o pior de tudo é que o PSDB segue fielmente o modelito, com o monotrilho, cujos pilares gigantescos, totalmente fora de proporção, transformam instantaneamente qualquer lugar onde sejam plantados no pior da Zona Leste. Vejam as av. Roberto Marinho e Anhaia Mello (esta na própria ZL); ficaram parecendo as av. do Estado e Juntas Provisórias.

    • Domingos

      Bom, perto do que andamos vendo de obras viárias e de metrô/ônibus, achei que até que ficou bom aquele enjambre que fizeram na Zona Leste.

      Ao menos ali a ciclovia ficou bem feita e não atrapalha, além de servir como parque e caminho de pedestres aos moradores da região (que é bem apinhada e não tem lugares bons para andar).

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Aqueles pilares do monotrilho são grotescos, uma vergonha para São Paulo.

  • Domingos

    Eu já acho que deveria haver uma lei de reciprocidade e não-contrariedade. Cada medida absurda ficaria a olhos vistos e não teria como ser aprovada.

    Por exemplo: abaixar velocidade para limites cada vez menores para “não matar o atropelado”. Aprovar, então, AUTOMATICAMENTE que trens, caminhões e aviões todos tenham velocidade máxima pequena o suficiente para “não causar mortes em caso de colisão”.

    Trem, por exemplo, seria no máximo a 10 km/h. Ônibus, por ser pesado também, 20 km/h no máximo. Talvez menos se passar por perto de ciclovia.

    Ciclista seria limitado a 5 km/h por andar ao lado dos pedestres, afinal é o mesmo princípio de reduzir tudo para 40 km/h.

    Para evitar o “preconceito lingüístico”, que fosse aprovada uma lei onde seria também automaticamente proibido de recusar candidato a vaga em concurso público e vagas de emprego por erros de português nos testes e provas.

    Assim ficaria na cara e ninguém aceitaria o absurdo dessas medidas, que claramente só vão passando por chegarem de mansinho.

    • Lorenzo Frigerio

      Pior é que trem já anda a uma velocidade ridícula, por causa das péssimas condições das linhas. O gasto em infra-estrutura ferroviária é ZERO… só se um trem descarrila, aí fazem o conserto no lugar. Tudo no Brasil é assim – Eletropaulo, Sabesp…

    • Daniel San

      Calma,Domingos! Qualquer determinação no sentido de regular as bicicletas seria imediatamente visto pelos bikexiitas como atitude fascista. Se essa turma estivesse no poder os motoristas iriam todos para o paredão ou um campo de reeducação ideológica…

  • marcelo

    Por essas e outras está ficando tão caro morar no Rio de Janeiro. A cidade tem melhorado muito, indo na contramão de outras capitais. Algumas capitais como São Paulo e Porto Alegre tentam fluir o trânsito com baixa velocidade e baixo tempo de espera no semáforo. A ideia do devagar e sempre. No Rio de Janeiro e algumas outras capitais, utiliza-se a manutenção de velocidade para alcançar a fluidez, se o motorista conseguir manter a velocidade da via ele se desloca bem, pois os sinais (para os cariocas) são razoavelmente sincronizados. Mas não se engane Bob, no Rio de Janeiro o desrespeito as faixas, principalmente por motoristas de ônibus e vans, leva o bom senso nos ajustes de velocidade pro buraco. Saiu da velocidade da via, vai ficar em todos os sinais de trânsito. A salvação do Brasil = políticos honestos + povo com educação. Fora indústria das multas. Fora motoristas formados nas coxas.

  • Bob Sharp

    Mr. Car
    Sim, no Aterro baixa para 70 km/h ao chegar perto de Botafogo, vi isso. Poderia ser 80 km/h perfeitamente. Mas mesmo com Copacabana tendo esses desmandos, ainda acho que há mais racionalidade no Rio, caso do túnel Zuzu Angel, estreito e sem acostamento, de 90 km/h.

    • Mr. Car

      Em compensação, na Ponte Rio-Niterói são lentos 80Km/h. Podiam ser 90 ou 100Km/h, he, he! Abraço.

      • Bob Sharp

        Mr. Car
        O problema é que a ponte é parte da BR-101, portanto a autoridade sobre ela é a Polícia Rodoviária Federal. Aí, já viu…Serra das Araras a 40 km/h e outros absurdos.

        • Tarcisio Cerqueira

          Bob, fiz uma viagem de Salvador para o Rio no ano passado e agora de Salvador para Recife, BR-101 direto… É um absurdo esses limites de 40 km/h e que muitas vezes surgem do nada e logo após curvas… E os quebra-molas então? Em AL e PE há muitos, que foram postos por causa das obras de duplicação mas que mesmo após as obras ainda continuam lá no meio do nada em uma boa rodovia duplicada…

      • Roberto Neves

        Eu rodava na ponte Rio-Niterói a 100 km/h, tranquilamente, até que um amigo me advertiu que eu seria multado, pois essa a velocidade máxima havia sido limitada a 80 km/h em toda a extensão da ponte, e não mais apenas na faixa da direita, como era antigamente. Nunca fui multado. Passei a rodar a 80 km/h e sou ultrapassado por um monte de carros. Será que a multa não é aplicada a ninguém na ponte?

  • Bob Sharp

    ccn1410
    São uns fdp mesmo.

  • Bob Sharp

    Guilherme Jun
    Acho que é o pior caso de faixa estreita de São Paulo.

    • SergioCJr

      Acho que não… O pior trecho, para mim, é na Rubem Berta sentido Interlagos, em frente ao Aeroporto. Ali, literalmente, não cabe um carro tipo SUV na faixa delimitada.

  • Mr. Car

    Eu tenho uma teoria: a menos que o carro te pegue sobre a calçada, ou avance um sinal fechado, a culpa do atropelamento é sempre do atropelado.

    • Mendes

      Concordo. O pedestre precisa entender que ele é a parte mais frágil do trânsito e que será ele quem sofrerá as maiores consequências em caso de acidente.
      Logo, esse negócio de que “no trânsito, o maior zela pela integridade do menor” só existe no papel. Na prática, a coisa não funciona assim.
      Da mesma forma que, no trânsito, “quem bate atrás sempre é o culpado”, pois quem vem atrás é o único que pode evitar a colisão, o pedestre é o único que pode evitar o atropelamento.

    • Danniel

      Concordo, isso vale para automóveis vs. bicicletas, carros vs. caminhões e por aí vai. O elo mais fraco é que deve-se preocupar com sua integridade, mesmo o outro lado estando errado. Já dizia aquele ditado: “Melhor escapar fedendo do que morrer cheiroso!”.

    • Roberto Neves

      O mesmo se aplica aos ciclistas. Acho bicicleta um barato, ótima, boa para o condicionamento físico, não polui etc., mas fico aterrorizado quando vejo campanhas estimulando o uso da bicicleta sem garantir segurança ao ciclista. Isso é irresponsabilidade.

  • Rod1970

    Aqui em Brasília, a grande maioria das velocidades impostas são de 60 km/h, raras são de 70 km/h em diante. Há muitos anos atrás antes mesmo dos radares, a velocidade do Eixão era de 100 km/h, via com 6 faixas, 3 em cada sentido. É uma via de ligação rápida asa sul-asa norte e vice versa, sem semáforos e faixa de pedestres. Para os pedestres há várias passagens por baixo da via. Foi só acontecer um acidente, infelizmente com vítima fatal, para diminuirem a velocidade para 80 km/h. O detalhe é que a vítima estava andando acima de 120 km/h, ou seja mais que a velocidade máxima permitida e acabou pagando com a vida. Com isso o DER, responsável pela via, achou que era melhor diminuir a velocidade para evitar mais acidentes e atropelamentos, afinal muitos pedestres preferem arriscar a vida por cima do que ir pelas passagens, por causa da péssima manutenção das passagens e medo de ladrões. Por causa de um acidente em que a vítima desrespeitou a velocidade máxima, os outros motoristas acabam sendo discriminados como se fossem todos “criminosos”. Além disso é mais fácil baixar a velocidade dos carros com uma canetada ao invés de investirem na manutenção das passagens para os pedestres, que há muito tempo precisam de melhorias, afinal isso precisa de dinheiro e a canetada não.
    E para finalizar, o IPHAN, sempre querendo mandar na cidade, quer diminuir mais ainda a velocidade da via para 60 km/h. É rir para não chorar…

    • Cristiano Reis

      O Iphan? O que ele tem com isso?

      • Danniel

        Na verdade o IPHAN foi contra. A idéia dos gênios da administração era baixar a velocidade para 60 km/h, instalar semáforos e faixas de pedestre. O IPHAN só botou o bedelho porque modificava o projeto urbanístico do Eixo. Até enviei a matéria para o Bob dar o “joinha” dele.

        Pra mim as rodovias distritais (EPTG, Estrutural, alguns trechos da DF-001) deveriam ter os limites revistos para 90 ou 100.

      • Rod1970

        Brasília é Patrimônio Histórico da Humanidade; por isso o IPHAN acha que pode meter o bedelho em tudo até em questão de trânsito.

    • Rod1970,

      Limite de velocidade do eixão sempre foi 80 km/h e os atropelamentos sempre existiram. Mas a velocidade média na via era de 120 km/h, nos eixinhos 100, com limite de 60 km/h, Cristóvam Buarque veio e colocou pardal em tudo.
      Era uma velocidade média muito alta, e em conjunto com o asfalto “sabão” que havia nas vias, o festival de colisões nas primeiras chuvas depois da seca era inevitável. Imagina o que era tentar desviar de um pedestre em lugar errado num ritmo desses. Na asa norte, muitas passarelas foram fechadas com tijolo pra evitar invasões, na época da doação desenfreada de lotes…
      E depois dos pardais, se passou a andar mais tranquilamente, as velocidades médias eram muito altas para vias urbanas com 1/3 do volume de tráfego que sem hoje.

      O problema do DF hoje é excesso de carro.

      • Rod1970

        Me desculpe, mas o limite de velocidade no Eixão era de 100 km/h sim, pintados no asfalto e nas placas. Aconteceu esse acidente em meados dos anos 90 e ai baixaram para 80 km/h. Lembro perfeitamente disso.

  • Claudio Fischgold

    Bob,
    outra colocação inteligente na questão do trânsito aqui no Rio é o que se faz nas avenidas litorâneas de Copacabana, Ipanema e Leblon (Atlântica, Vieira Souto e Delfim Moreira). Como o trânsito em direção ao centro é mais pesado de manhã, entre 7 e 10 horas a CET inverte a direção das pistas em direção à Barra da Tijuca (ficam todas em direção ao centro) e coloca os sinais de trânsito na “onda verde”, fazendo com que o trânsito possa fluir muito melhor.

    • MrBacon

      Oi Claudio, concordo com a onda verde mas discordo com a inversão das pistas, toda vez que tenho um compromisso cedo na Barra (moro na Zona Sul) minha vida complica, uma única faixa no elevado do Joá é uma piada.

      • Claudio Fischgold

        MrBacon,

        concordo contigo. Apesar da prefeitura estar duplicando o elevado das Bandeiras e os túneis entre São Conrado e Barra, acho que vão apenas transferir o gargalo. O que me deixa curioso é o que, para mim ao menos, é uma falta de planejamento. Eu moro na Barra desde 1981, quando este bairro era um deserto e a hoje Av. das Américas ainda era chamada de Rodovia Rio Santos. Já naquela época era fácil perceber que, pela extensão do bairro, e por ser a única alternativa de expansão da cidade, o futuro seria como hoje o vemos.
        O ponto principal da minha indignação é o fato de terem feito o plano diretor da Barra com a Av das Américas com pistas nos dois sentidos juntas. A solução seria a separação das vias, tal como temos em Copacabana, com a Av Copacabana e a Rua Barata Ribeiro, o que permitiria a onda verde, como a temos atualmente na Barata Ribeiro.

        • MrBacon

          Eu estou há menos tempo aqui… mas desde 2001, quando cheguei ao Rio, vejo o trânsito entre a Barra e a Zona Sul piorar a cada ano. Tenho sofrido com essas obras desde 2013, mas até o momento nenhum burocrata resolveu complicar ainda mais nossa vida com limites de velocidade abaixo do natural para cada via.

  • Bob Sharp

    Claudio
    É o que eu digo, a mim dá a impressão que há mais e melhores cabeças pensantes administrando trânsito aí. Esse exemplo só reforça minha opinião.

  • Fabricio

    Uma piada da CET de SP são uns três novos semaforos que estão pra ser “inaugurados” na Avenida dos Bandeirantes, uma via que deveria ser expressa e acabar de vez com os semaforos em toda sua extensão.

    • Lorenzo Frigerio

      Esse projeto ia ser feito, e existe. Imagine o custo das desapropriações para fazer os acessos. Consequência das incorporadoras terem carta branca para construir prédios em qualquer lugar da cidade, o que torna o custo do m2 proibitivo.

    • FabioH

      Avenida dos Bandeirantes chega ao absurdo de ter um semáforo embaixo de um viaduto (da avenida Santo Amaro) que, aliás, é um dos maiores geradores de tráfego dessa avenida, além de um semáforo para pedestres na descida para o aeroporto, outro ponto com congestionamentos frequentes, onde uma passarela poderia muito bem facilitar a vida dos pedestres e melhorar o tráfego.

    • CorsarioViajante

      Já inauguraram um antes do viaduto Armênia, e já travou tudo.

  • Gerson Borini

    Bob, como ja comentei com voce, estou morando em Bogota, onde a educacao dos motoristas nao é nada cordial e a inteligencia das “otoridades” nao é muito diferente daqui. Eu tenho vindo periodicamente ao Brasil, e a cada visita surpreendo-me com alguns dos absurdos que vc relata muito bem por aqui, como serra das araras a 40 km/h, avenidas de SP a 50, etc, mas o que mais me assustou foi a multa que recebi da minha ultima visita. Em uma viagem a Bertioga em um sábado pela manha, transito tranquilo, cruise control ajustado para os absurdos limites da rodovia que trafegava, fui autuado por estar dirigindo com apenas uma mao ao volante. Eu nao tenho esse habito, dada a propria natureza do meu trabalho de engenheiro em uma montadora, porem como a notificacao chegou em cima da hora, nao tive nem a opcao de recorrer desta multa. Apenas acho um absurdo a maquina arrecadatoria que virou este sistema de multa.
    Acredito que o digno policial que me autuou deveria ter mandado eu parar o carro, ter conferido meus documentos e do carro, e ter me alertado que dirigir daquela maneira pode ser perigoso, mas nao, isso daria muito trabalho a ele, e caso eu fosse uma marginal, poderia dar-lhe um tiro na sua cara, portanto é mais conveniente ficar na sombra de alguma arvore, enviando mensagens de texto pelo celular, e multando aqueles que eles querem…. Fiscalizar ??? Educar ?? Nem Pensar !!!

    • Domingos

      Eu tenho notado que essa técnica de mandar a multa no último dia possível antes dos 30 dias para a notificação/1 ano no total tem sido corriqueiro.

      Se você recorre, aí que eles mandam mais em cima ainda. Já recebi notificação e resposta de recurso NO ÚLTIMO dia possível.

      E qualquer coisa que você alegue, mesmo tendo provas, vem a resposta em uma palavra: mérito. Já até colocaram aqui de quem levou multa por usar vaga especial e, mesmo tendo direito, ouviu a mesma desculpa no recurso…

  • Lucas

    Bob, eu aqui lendo seu texto e me vindo na mente tudo o que eu acabei de vivenciar a questão de horas: voltei de Lages/SC, e até Xanxerê/SC, vim pela BR-282. Simplesmente em todos os trevos de acesso às cidades por que passamos há radares. Algumas cidades tem três acessos. A maioria de 50 km/h! Aí ocorria que, vinhamos numa boa, o asfalto na maior parte do caminho estava de razoável a bom, andando geralmente acima de 90, 100 km/h (abaixo da velocidade natural da via, diga-se), quando o GPS alertava “radar, 50!”. Placas geralmente a não mais que 200 m de antecedência, e lá ia o pézão no freio. Toda vez (sério, toda vez) eu olhava no retrovisor aflito pra ver se não haveria alguém desatento que pudesse bater em mim. É inacreditável que nenhuma autoridade (Ministério Público) perceba que pôr aqueles troços e forçar todos a uma redução brusca dessas é pior do que não pôr nada. E nos poucos radares de 80 km/h que há é nítida a melhor condição de segurança e conforto por não provocar reduções tão bruscas. Quem sabe é preciso que alguém primeiro se arrebente na traseira de outro para verem a porcaria que fizeram.

  • Fernando

    Coisa “normal” visto os políticos eleitos, por ex. na câmara municipal de SP há um semáforo exclusivo (veja via onde não há faixa de pedestres tal como não há cruzamentos), somente uma saída de garagem, flagrante abuso de autoridade. Isso é justificado para saída de veículos de emergência. Acho que vou pedir uma instalação dessa na saída de casa, SQN.

  • francisco greche junior

    Sem falar que aqui na Zona Sul de São Paulo, região de Moema, Congonhas, Bandeirante, Ricardo Jafet aparecerem novos radares nos últimos tempos.

  • Jorge

    Há um exemplo melhor ainda no RJ, a Linha Amarela que liga a Linha Vermelha à Barra da Tijuca: via de trânsito intenso, sem acesso aos lotes “lindeiros” (eta palavra estranha), com acessos civilizados e sem travessia de pedestres: 100 km/h nas faixas rápidas (esquerda e central) e 80 km/h na faixa mais lenta (direita). E tem ainda longas faixas de aceleração nas saídas e desaceleração nos acessos.

  • Mineirim

    Além dos ridículos limites de velocidade, a cidade de São Paulo tem dois problemas graves e generalizados:
    1. Sinais (faróis) com excesso de tempo no vermelho;
    2. Sinalização confusa ou deficiente nos grandes “complexos viários”. Se alguém perde a saída (normalmente mal sinalizada), tem que rodar muuuitos quilômetros para retornar.

    • Lorenzo Frigerio

      O Rodoanel é pior: não tem retorno. Para retornar, você tem que sair da estrada e pagar pedágio, e depois voltar e pagar outro pedágio. É uma volta enorme.

  • Rafael Sumiya Tavares

    Bob, falando em radar, reparei que colocaram uns novos na Marginal Pinheiros. Um de 60km/h bem antes da Ponte Eusébio Matoso sentido Jaguaré e um escondido atrás de uma árvore antes da Ponte do Morumbi sentido Interlagos. O prefeito “Hadardd” tá caprichando!

  • MrBacon

    Olá Bob, já havia mencionado isso em algum comentário anterior. Após 8 anos trabalhando em SP, voltei a passar a semana no RJ há uns 2 anos. Realmente os limites de velocidade por aqui são bem coerentes, 90 km/h (Aterro, Av. Brasil, Tunel Zuzu Angel, Linha Vermelha) ou 80 km/h (Autoestrada Lagoa Barra, Av. das Américas, Av. Ayrton Senna) em vias rápidas, com 60 a 70 km/h nas avenidas principais (Av. Atlântica, avenidas que circundam a Lagoa Rodrigo de Freitas, por exemplo), e as exceções são positivas, como os 100 km/h da Linha Amarela.

    Só espero que os “intelectuais” da CET SP não influenciem seus colegas cariocas. Já basta a falta de respeito com cruzamentos que existe por aqui, algo mais light em SP.

  • Matheus Camili

    Bob e suas criticas construtivas em respeito ao trânsito caótico desse país… Ainda falta muito bom senso e respeito em relação ao motorista e pedestres. Parabéns Bob pelas ótimas colocações, e pelas criticas feitas. Temos muito que aprender com os países de primeiro mundo.

  • Bob Sharp

    Gerson
    Essa é sob medida para o “Acredite se Quiser”. Esse pessoal está cego de tanta ambição para faturar em cima do cidadão. Bando de FDPs mesmo, não há outra classificação para eles.

    • Lucas

      Chamar essa gente do que o Bob está chamando é para deixar ofendidos os verdadeiros filhos das meretrizes.

  • Fat Jack

    Aqui em SP a situação está tão caótica no que se refere à CET, é possível notar a incompetência desse órgão em duas coisas absolutamente simples e que não conseguem fazer funcionar: “onda verde” e “no break”. Sendo infelizmente absurdamente comum ver semáforos repetidamente no vermelho quando em tráfego pela mesma avenida e em velocidade compatível com a sinalização e em “amarelo piscante” ao menor sinal de garoa (infelizmente não é exagero, é constatação).
    O mundo todo já “dominou” essas “tecnologias”, menos a CET, que de brinde, ainda adoram dizer que está sucateada e sem verba, interessante que para contratação de marronzinhos e para os talões de multa, verba nunca faltou, né?

  • Leonardo Mendes

    Bob, este fim de semana eu lembrei de você… mas, infelizmente, não foi por causa de um Fusca bem cuidado ou um DKW impecável.

    Passando em frente a Igreja Universal do Guarujá, defronte a Rodoviária, há um radar de 30 km/h… na hora fiquei imaginando a sua reação ao ver isso.
    Pena não ter tido tempo pra tirar uma foto e postar aqui.

  • Matheus S. Bueno

    A Av. 23 de maio aqui em São Paulo poderia muito bem ter tido a velocidade mantida a data da inauguração, portanto, 80 km/h. Melhor seria se, por diversos outros processos educativos realizados paulatinamente desde 1969, a velocidade tivesse evoluído para os 90 km/h. As Marginais em São Paulo têm, ainda, velocidade de 90 km/h na pista expressa e, equivocadamente na minha opinião, 80 km/h no centro. Poderíamos mesmo ter somente a expressa e a local, muito bem ilustrado no texto “Ritmo e Fluxo”. Porém, 70 km/h nas faixas de acesso me parece adequado, uma vez que elas dão acesso a pontes, a outras avenidas e ruas menores. Estas últimas faixas se assemelham, infelizmente só na estrutura e não na beleza, à Av. Copacabana, não? Menos que 70 eu corroboro a opinião, um absurdo. Absurdo que vem sendo colocado em pauta para acontecer. Que dirá os péssimos exemplos da Av. Cruzeiro do Sul, 50 km/h, Av. Engenheiro Caetano Álvares, 50 km/h, e diversas outras avenidas com as mesmas características destas em 60km/h. Quem lê os textos, novamente, “Ritmo e Fluxo” e “Velocidade, abuso no Brasil contra o cidadão” infere que controlar rigidamente as velocidades parecem mais ações retrógradas das autoridades brasileiras, nas 3 esferas públicas de poder e por motivos puramente de arrecadações, do que aplicação dos estudos de tráfego e estrutura viária. Parecem medidas estabelecidas “de orelhada”, como o texto mesmo diz, ao invés de realmente estudadas, porém, quero apenas fazer uma ponderação como funcionário que lida diariamente com os projeto de vias públicas e têm relações semanais com o pessoal da CET e SPTrans, ainda que com com pouco poder de transformações nisso tudo.

    Por que pouco poder? Infelizmente temos bons técnicos dentro da prefeitura. Certamente temos estudos bastante complexos da cidade que demonstram um extenso trabalho de engenharia de tráfego e controle das informações da cidade. As coisas, porém, funcionam mais sob a ótica politica e do dinheiro do que de fato sob o aspecto do retorno de qualidade aos cidadãos, através de bons projetos. Isso não é uma qualidade inerente nossa de brasileiros, nem uma qualidade restrita, negativa, óbvio, do governo do PT. É uma ação generalizada da esfera pública que sempre buscou dinheiro e poder em detrimento, novamente, de medidas que beneficiem a todos nós. Somos nós que, bem ou mal e direta ou indiretamente, colocamos eles lá. Nisso tudo, precisamos melhorar nossa participação ativa como cidadãos para além do voto. Em fim, desculpem o extenso texto. Abraço a equipe Ae.

    • Domingos

      Pior é que a Engenheiro Caetano Álvares tinha um limite alto até, pois é uma avenida pequena que faz uma curva constante quase até o seu fim e depois se seguem lombadas.

      Colocaram 50 nesse trecho, o que até que está bom, embora poderia ser 50 só no trecho das lombadas. Ainda não tem radar.

      O problema é você pegar e comparar uma via dessas com a Cruzeiro do Sul e ver os mesmos 50. Fica realmente ridículo. É uma avenida com umas 2 vezes o tamanho da Engenheiro, muito mais larga, reta e com a mesma velocidade…

  • CorsarioViajante

    Não fale isso. Tem cicloativista que defende que o trânsito da cidade inteira deve ser de 40 km/h ou menos. E pior, são ouvidos.

    • Domingos

      Mas aí se limita eles a andar a 5 KM/H, pois andam ao lado de pedestres e podem machucá-los. Essa é a idéia.

  • Kar Yo

    Bob, aqui em SP não sei a utilidade da CET, pois engenharia é o que menos fazem. Faltam estudos, e quando tem são mal interpretados. Quando tem um bom estudo e bem analisado são mal executados e por aí vai. Educar e facilitar a vida do usuário nem pensar, só multar. Casos que poderiam ser caracterizados como crime são as Avenidas Alcântara Machado (Radial Leste), 23 de Maio e Rebouças onde a faixa de rolamento comporta um sedã médio, os seus retrovisores e só. Mas essas avenidas ainda tem curvas, permitem o trânsito de motociclistas entre eles (não existe espaço em certos trechos) e a faixa de ônibus foi adaptada e nem os ônibus conseguem trafegar dentro delas (Viva o prefeito Suvinil, que acha que ciclovia e faixa exclusiva se faz só com tinta). A má interpretação vem do fato de que a diminuição de acidentes só se dá por redução de velocidade. Acho que o principal vilão é a diferença de velocidade entre carros e motos, além das faltas de sinalização e engenharia. Digo isso, pois quando o trânsito para as motos se acham no direito de andar na velocidade máxima da pista entre os carros. Como essas vias tem várias curvas a visibilidade fica comprometida e a batida é quase certa. Imagina a 23 de Maio em horário de pico, nos trechos em curva onde mal cabem os carros (perto do Centro Cultural, por exemplo) e uma moto vindo a 70 km/h entre os carros e algum carro precisando mudar de faixa.

  • Lucas dos Santos

    Bob,

    Problemas como faixas de rodagem demasiadamente estreitas e velocidades incompatíveis com as características da via só ocorrem porque os órgãos de trânsito não observam o CTB e legislação complementares. As regras e obrigações ali constantes não se aplicam somente aos motoristas, mas a todos aqueles que fazem parte do trânsito, inclusive as “autoridades” responsáveis pela sinalização. Muitos aparentam desconhecer isso, ou, convenientemente, fingem não saber.

    Juntamente a isso, falta fiscalização para que as sinalizações sejam aplicadas conforme determinado pelas Resoluções do Contran. Não temos a quem reclamar quando encontramos uma sinalização errada ou incompatível. Isso acaba dando poder a quem não deveria detê-lo, o que, por sua vez, possibilita as várias “armadilhas arrecadatórias” que vemos por aí, como radares após uma curva e redução abrupta do limite de velocidade de uma via.

    Há também problemas com a legislação. Não raro surgem leis municipais com relação ao trânsito, que acabam sendo aprovadas mesmo sendo teoricamente inconstitucionais, uma vez que compete única e exclusivamente à União legislar sobre o trânsito – em outras palavras, o Município não tem nada que se intrometer nisso. Mais um caso de “poder em mãos erradas”.

    Por fim, vemos muitas medidas atuando no efeito e não na causa dos problemas. Reduz-se a velocidade para diminuir as consequências de um atropelamento, quando o ideal seria descobrir a causa dos atropelamentos a fim de eliminá-los. Ou seja, os atropelamentos continuarão ocorrendo, porém, com menos vítimas fatais.

    No fim das contas, essas várias medidas acabam tendo apenas “função populista”. Aparecer, ver e ser visto. Pode não agradar os motoristas, que hoje são tidos como “os vilões da história”, mas acaba agradando aquela parcela da população que adora ver os “vilões” se dando mal – sem perceber que isso, indiretamente, também os afeta.

  • Rogério Ferreira

    Já andei no Rio de Janeiro uns dois anos atrás, passei o réveillon em Copa, e apesar de não conhecer quase nada, com simples GPS apontador, fui onde queria e não entrei em nenhuma “cilada” O trânsito fluía muito bem por onde passei: Linha Amarela, Lagoa-Barra, Av. Atlântica, Av. das Américas, Av. Brasil, Até mesmo a travessia da Ponte Rio-Niterói, que tem alguma fama de ser congestionada, foi tranquila, Fiquei lá por 4 dias, e de tanto ir e voltar no mesmo trajeto, já nem precisava mais do GPS. Foi uma viagem inesquecível, ainda mais que antes de voltar para casa, resolvi de ultima hora, sem qualquer planejamento dar um pulinho, num lugar bem perto dali: Porto Seguro-BA. tudo isso à bordo de um bem usado 206 1.4, com mais 120.000 km. Viagem maravilhosa! Eu, minha esposa e minha filha de 9 anos, a mais ajuizada de nós três…

    • Roberto Neves

      Rapaz, admiro a vossa coragem! Parabéns!

  • Marcio Ferrari

    Bob, você deve ter notado que entre as muitas mudanças no trânsito do Rio, todas para pior ao meu ver, teve a instalação de alguns semáforos no Aterro. Devem ser os “cérebros do CET” fazendo escola.

    • Daniel San

      Verdade, vi um desses sinais em frente ao Aeroporto Santos-Dumont,sendo que existe uma passarela bem em cima do referido sinal. Se tem passarela, para que sinal, não é mesmo?

  • Juvenal Jorge

    Haddad e o “antes dele” Kassab têm raiva de carros, e não devem nem saber dirigir.
    Desclassificados.

    • Domingos

      O Kassab eu já cantava a bola que era o progressivão perfeito. Não à toa está aí como ministro das cidades no governo PT.

  • Bob Sharp

    Marcio Ferrari
    Só vi sinal no Aterro mais ou menos defronte a av Rio Branco por causa da demolição da Perimetral, para onde o tráfego que vem da Zona Sul é desviado.

  • Diogo

    O Rio não chega a ser o paraíso do trânsito, mas São Paulo com certeza é o inferno.

  • Rafael Ramalho

    Os limites no Rio são mais racionais, porém ainda existem algumas “pegadinhas”, como na própria Dom Henrique, onde a velocidade cai para 70 km/h. De toda forma, parece que a Histeria Coletiva contra a velocidade é algo global. Aproveitando que você citou o péssimo exemplo de NYC, estou passando uma temporada nos EUA e estive na cidade no último final de semana. É impossível andar a 25 mph, fora que em algumas avenidas, foram instalados radares “pardais”, no melhor estilo de SP. Na volta, já fora da cidade e atrasado, estava a 100 mph, quando fui abordado por um policial como se eu estivesse literalmente cometendo um crime. Escutei o longo sermão e acabei sendo liberado sem ser multado. Vamos ver onde essa caça à velocidade vai nos levar.

    • Domingos

      E depois o cara morre de infarte, morre usando droga, morre em um tiroteio… A sociedade nossa realmente inverteu as coisas.

  • Orizon Jr

    Eu não sou carioca nem paulista. Vivi no Rio por 4 anos (2000/01 e 2007/08).

    Uma vez no subúrbio e outra na Zona Sul. Suas palavras, mestre Bob, reforçam a impressão que sempre tive ao morar no Rio.

    Pelo tamanho da cidade, São Paulo sofre as crises de trânsito antes. Posso estar redondamente enganado (o que é muito provável), mas me parece que a prefeitura carioca fica de olho na paulista e algumas vezes se antecipa para que o problema não se repita no Rio.

    É só a minha impressão. Não tenho nenhuma prova científica para comprovar tal afirmação.

    Forte Abraço

  • Bob Sharp

    Diogo
    Definição mais perfeita, impossível! Parabéns!

  • Rod1970, antes da promulgação do novo Código de Trânsito a velocidade máxima das vias era de 80 Km/h. O novo código permitiu elevar esse valor de acordo com a classificação da via, e o Detran não o fez, tanto que nunca vi rodovia no DF com limite acima de 80 km/h.
    E olha que passei diariamente no eixão entre 1991 e 2006…

    • Bob Sharp

      Aléssio
      Em 1968 a velocidade máxima na faixa mais à esquerda da Rodovia Presidente Castello Branco era 120 km/h. Só por um curto período, no auge da primeira crise do petróleo, é que houve limite nacional de velocidade de 80 km/h. No novo código a velocidade máxima passou a ser responsabilidade da autoridade de trânsito sobre a via. O que há é velocidades-padrão quando não houver sinalização. Na cidade, 80 km/h nas vias de trânsito rápido, 60 km/h nas vias arteriais, 40 km/h nas vias coletoras e 30 km/h nas vias locais. Nas vias rurais, 110 km/h para automoveis e camionetas, 90 km/h para ônibus e microônibus, 80 km/h para os demais veículos e nas estradas de terra, 60 km/h. A autoridade pode alterar esses valores para cima ou para baixo (Art. 61, §1º e §2º).

  • petrafan

    Do prefeitinho Pintando Haddares eu não espero mais nada. Mas torço para que o próximo seja um pouco mais racional, acabe com as ciclovias/ciclofaixas desnecessárias e reduza um pouco a quantidade de haddares.

    Sonho meu….

  • Alexandre Macedo

    É torturante e perigoso dirigir em São Paulo, especialmente à noite e com chuva: buracos de todos os tipos e tamanhos, vias mal sinalizadas e mal iluminadas, pistas estreitas demais (isso quando há a tinta que separa as pistas), curvas (mesmo em vias de trânsito rápido) que jogam o carro para fora etc.

    Na Radial Leste, as pistas são estreitíssimas, e, para permitir que nossos amigos motoboys passem nos corredores (não resta outra alternativa aos condutores dos demais veículos), é preciso trafegar na sarjeta quando se está na faixa mais à esquerda.

    Tudo isso somado a limites ridículos de velocidade, como 70 km/h no Corredor Norte-Sul, ridículos 60 km/h na Avenida dos Bandeirantes e 50 km/h na Avenida Ibirapuera. Em Moema e no Tatuapé, por sinal, nas ruas residenciais (ou nem tanto) o asfalto está entre os piores da cidade, mesmo que o IPTU esteja nas alturas.

    Vergonha!

  • Roberto Neves

    Apesar de todos os depoimentos registrados aqui, o Rio de Janeiro, onde vivo, foi declarado a 3ª cidade do mundo com piores congestionamentos. São Paulo figura em 36º lugar. Provavelmente isso se deve à geografia de cada cidade.Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/rio-e-a-3a-cidade-do-mundo-com-o-maior-congestionamento

  • Rod1970

    O problema do DF não é excesso de carros. É falta de investimentos no trânsito, e especificamente falando de Brasília, o Plano Piloto é tombado e ali quase nada pode se mexer e muita coisa poderia melhorar se a cidade não fosse Patrimônio Histórico. Fizeram até um concurso para revitalização da W3 em 2002 e o projeto vencedor previa estacionamentos subterrâneos na via e o IPHAN, sempre ele, foi contra. Não sou exatamente contra o tombamento, mas isso atrapalha e muito a cidade, ela tem que progredir e não ficar parada no tempo.

  • Rod1970

    Danniel não é bem isso que eu andei lendo esses dias, basta fazer uma procura no Google e ver que o IPHAN propõe baixar a velocidade para 60 km/h e pasmem querem tratar a via como urbana e não como uma rodovia, como ela sempre foi. Ridículo isso. Sobre os administradores que querem colocar semáforos e faixas de pedestres é outra piada, ali é uma via de trânsito rápido, fazendo isso vai trazer engarrafamentos diários.

    • Danniel

      Então eu devo ter misturado tudo no mesmo bolo.. Valeu por refrescar a memória!

  • Luis Felipe

    A cidade do Rio tem pior gestão que São Paulo, poucos lugares tem asfalto e sinalização decente e a maioria dos radares nas cidades é de 40 km/h—50 km/h, nas estradas 60 km/h—70 km/h
    Um dado importante e atualizadíssimo 04/2015
    Estudo feito pela Holanda das cidades mais congestionadas do mundo baseado na diferença entre o tempo gasto com trânsito congestionado e o trânsito livre.
    Dados:
    2014 RJ—3° SP—5°
    2015 RJ—3° Salvador—5°, SP… Saiu da lista dos 10 primeiros— 36°

  • MAC

    Moro no Rio. Nem de longe o trânsito aqui é o inferno que é em São Paulo. Claro que isto aqui comparado a São Paulo é uma paróquia…Mas os caras de São Paulo conseguiram pós-graduação e menção honrosa por se esforçarem continuamente, sem descanso, 24 horas por dia, cada vez mais na arte de prejudicar o cidadão, roubá-lo, debochar de sua cara suada de tanto trabalhar para enriquecer a casta suprema composta de funcionários públicos e políticos corruptos deste país. Aqui os caras roubam, pilham, extorquem, assaltam, tiram, tomam, fazem o diabo mas parecem descansar ao menos no domingo e pegar uma praia. Já em São Paulo, como não tem praia, parece que eles ficam ainda mais frustrados.e colocam suas admiráveis cabeças para inventar mais uma safadeza e ferrar com os paulistanos. E quanto mais vocês reclamam mais eles ferram vocês!. Uma coisa temos que reconhecer: OS CARAS SÃO MESMO MUITO BONS NISTO!