PARA GOSTAR DE MEXER

Alfa Romeo 145 Elegant (Foto do Autor)  PARA GOSTAR DE MEXER Alfa Romeo 145 Elegant Foto do Autor

Alfa Romeo 145 Elegant

E aí bateu aquela vontade de mexer no carro, mas mexer em quê?

Desde que o Alfa 145 havia chegado em casa fiz muita coisa nele, ajeitei, fucei, estraguei e consertei, e de certo modo não me preparei para o dia em que ele finalmente ficasse bacana.

Olhava então para o carro e refletia, estou encrencado!! Quando termino de deixar um carro do jeito que gosto e não encontro mais motivos para arrumar ou modificar algum detalhe, bate um sentimento estranho. Acabou a diversão, foi o pensamento que viajou na minha mente.

E aí nasce também um outro problema, e até mesmo um risco. Caso eu não consiga resistir à cobiça de fuçar em algo, posso meter a mão no automóvel, que até ontem estava perfeito, e fazer uma besteira.

Sentindo que se aproximavam idéias profanas e extravagantes, algumas inclusive vulgares, decidi entrar no carro e dar uma volta pelas ruas da cidade, na esperança de combater a tempestade cerebral de asneiras.

O carro já estava comigo há pouco mais de um ano (o assíduo leitor de Ae já sabe que estamos revivendo esta história de trás para a frente) e eu queria poder acalmar esta mania de mexer em tudo, pois no fundo sabia que tudo tem um limite, principalmente o de bom gosto. Entretanto, até então e de algum modo eu tinha encontrado sempre alguma traquitana decente para fazer, e foi assim praticamente em cada fim de semana com o Alfa. Agora não. Sabia que se fosse mexer mais iria me arrepender depois.

Um pouco de sorte trouxe o cair da noite, enquanto em guiava o 145 nas ruas vazias daquele 15 de novembro, era sábado e feriado e estava muito bom andar de carro pela cidade. Acendi as luzes e lanternas e me dei conta de como quase não tinha usado o carro à noite, pelo menos não por muito tempo, até aquele momento.

 

Painel do Alfa 145 (Foto do Autor)  PARA GOSTAR DE MEXER Painel do Alfa 145 Foto do Autor

Painel do Alfa 145

Notei as alavancas de seta e de luzes, no lado esquerdo do volante, e a alavanca dos comandos do limpador de pára-brisa ao lado direito, ambas com a sua iluminação interna e charmosa. Um detalhe que transmite a classe e o pedigree Alfa Romeo. Esta iluminação e quase todo o resto que acende no painel do 145 fica muito bonito à noite, e tem um charmoso (e esquecido pelos fabricantes atualmente) tom esverdeado.

A luz verde me salvou!

Desde que peguei o carro, o equipamento instalado pelo antigo, e único dono, naquele espaço reservado pelos engenheiros da casa de Arese, na Itália, para o auto-rádio, determinava um dilema. Era um equipamento tocador de CD com altíssima fidelidade e qualidade de som, potente e moderno, e apesar de já contar seis anos de idade eu gostava muito dele.

No ano de importação do Alfa Romeo 145 Elegant, a Fiat brasileira, responsável pela distribuição dos modelos, instalava equipamentos de áudio comuns à gama Fiat. Rádios/toca-fita da marca Alpine eram o padrão. A fábrica da Alfa em Pomigliano d’Arco, próximo a Nápoles, na Itália, não montava o equipamento de som por lá, apenas o chicote elétrico e os alto-falantes vinham como equipamento de fábrica. Lá pelos idos de 2007 o feliz proprietário do modelo, que posteriormente acabaria nas minhas mãos, achou que fitas K7 estavam um pouco fora de moda e resolveu instalar algo mais adequando ao momento. E um ótimo aparelho foi escolhido, porém sua iluminação era azul.

Azul e verde não combinam, assim já dizia a minha avó. Claro que eu já tinha me incomodado com o fato, mas usando o Alfa principalmente pela manhã em fins de semana ensolarados e apreciando a fantástica qualidade do som, eu sempre ficava na dúvida se deveria atacar aquele tema ou deixar como estava.

Naquele início da noite achei que deveria encarar a questão, depois de tentar encontrar uma confusão qualquer, algo novo para fuçar no carro e para me debater, escolhi mexer no som do carro. E assim começou a história que vamos curtir nesta matéria.

Voltei para casa animado e fui direto para a grande rede mundial, queria achar o equipamento mais correto para substituir aquele que estava no Alfa. Pelo que averiguei, não consegui confirmar que alguma marca, modelo ou configuração representavam o padrão adotado na linha de produção da Itália. Decidi então tentar algo mais próximo daquilo que a Fiat entregava junto com os 145 aqui no Brasil.

Fui então buscar algumas revistas de época com fotos e referências e notei que os 145 tinham em 1996 uma montagem de uma unidade de fonte com rádio e toca-fitas Alpine e disqueteira de 6 posições, da mesma marca, como opcional (ou de série para algumas versões). Com estas informações nas mãos, parti para a busca destes equipamentos.

A condição que eu impus para a minha busca foi a seguinte: o rádio e a disqueteira deveriam estar em boas condições. Sabia que seria complicado achar exatamente o mesmo material de quase 20 anos atrás com a qualidade de novo, por isso eu poderia abrir mão de o código do equipamento ser exatamente o mesmo de outrora, caso as condições de funcionamento e a apresentação, botões, serigrafia e a iluminação (obviamente verde neste caso) estivem no nível de qualidade que eu gostaria.

Uma busca rápida me levou a alguém que estava vendendo um magazine para 6 discos da Alpine, que segundo o anunciado, teria sido usado por um curtíssimo espaço de tempo e armazenado adequadamente desde então. Entrei em contato e uma rápida negociação antecedeu o envio da raridade pelo correio. Como quem aguarda a noiva no altar, minha ansiedade subiu e todos os dias ficava olhando para a porta, imaginado quando o carteiro iria chegar com a velha novidade.

 

Disqueteira Alpine CHA-S604 (Foto do Autor)  PARA GOSTAR DE MEXER Disqueteira Alpine CHA S604 Foto do Autor

Disqueteira Alpine CHA-S604

Já a questão do toca-fitas parecia bem mais desafiadora. Existiam alguns modelos diferentes na época e nem todos eram controladores do leitor de CD em magazine. Os Alpine fizeram parte da história de som automobilístico, principalmente naquela época, quando eram desejados os legítimos “gelinho” com seus botões em branco fosco, que acendiam em verde.

Alguns exemplares anunciados como sido montados originalmente em Fiats Tempra eram encontrados nos sites de desapego, mas tinham sido muito bem usados e denunciados pela aparência cansada que apresentavam e pelo reduzido comprimentos dos fios que saíam da parte de trás do aparelho. Tinha também a questão da frente removível. Encontrei algumas pessoas vendendo apenas a parte de trás do aparelho, pois a frente havia sido perdida ou furtada. Não queria algo assim, queria encontrar uma relíquia, um simples rádio de época em condições improváveis, mas não desisti.

Imerso nestes pensamentos, o carteiro bate à porta em um final de tarde. Tentando não dar bandeira para os vizinhos, comemorei a chegada do meu presente como uma criança o faz no Natal.

Minha cabeça funciona melhor quando consigo preparar um plano B para a minha meta principal já tinha em mãos o magazine para os CDs e não tinha o rádio, depois que conferi o excepcional estado de conservação da disqueteira, ainda embalada em sua caixa original e com todos os acessórios e papelada de outrora, decidi fazer como naqueles programas de culinária que aparecem na TV, reservei aquele ingrediente para mais tarde.

 

Manuais da Disqueteira (Foto do Autor)  PARA GOSTAR DE MEXER Manuais da Disqueteira Foto do Autor

Manuais da disqueteira

Plano B, definidamente eu precisava de um, o Plano C eu já tinha, bastava manter o aparelho instalado no carro, era bom mas não era perfeito, sendo o único detalhe a cor equivocada. Quesito que não deixava o coitado do CD Player subir de categoria. Era Plano C e pronto.

Uma seqüência de coincidências surgiu na montagem do plano alternativo. Parti de um princípio simples, a cor verde. Aceitaria mesmo um aparelho moderno, mas tinha que iluminar o seu mostrador em verde. Quis o destino que eu me deparasse com dois vendedores estranhos, um tinha um CD player Alpine, código CDE-7872, raro de ver no Brasil e que estava perfeito a menos da frente removível que exibia as marcas da idade, outro estava se desfazendo de uma frente do mesmo aparelho, porém sem uso e sem desgaste algum. Assim montaria um tocador de CD com ótimo funcionamento e com cara de novo, meu Plano B quase foi elevado para a categoria A. Só não conseguiu tal distinção por que não era um aparelho controlador de disqueteira.

 

Frente do Alpine 7872 (Foto do Autor)  PARA GOSTAR DE MEXER Frente do Alpine 7872 Foto do Autor

Frente do Alpine 7872

Assim que as duas partes se encontraram na minha caixa de correio, parti para a troca do azulão. Bastou chegar um sábado tranqüilo e eu finalmente tinha alcançado a sonhada harmonia na iluminação do painel de comando do Alfa. Rodei bastante durante à noite naquele dia para aproveitar a novidade e curtir o resultado do trabalho.

Mas o ingrediente reservado no fundo no meu armário, um magazine para 6 discos, zerado da marca Alpine, não deixava eu esquecer que eu poderia fazer ainda melhor.

Contar histórias é parte integrante de curtir automóveis e de ser entusiasta. Dividir as experiências e conversar de carro é parte do barato de ser maluco por eles. Certo dia, já depois da troca do rádio do carro, eu estava fazendo outra arte no 145 quando a certo momento precisei de uma ajuda para poder completar a confusão em que me havia lançado (mais detalhes na próxima matéria). Quando o amigo, e também entusiasta fervoroso, chegou apresentando-se para a tarefa, eu prontamente decidi marcar uns pontos extras e liguei o “novo” aparelho e disse: “saca só o som agora!”.

 

Verde que te quero Verde (Foto do Autor)  PARA GOSTAR DE MEXER Verde que te quero Verde Foto do Autor

Verde que te quero verde

O plano perfeito

Educadamente, meu colega respondeu, “Ficou bom”. Estranhei a resposta, tinha ficado ótimo, um raro CD player Alpine na cor certa, muito melhor do que o azul anterior, o que havia de imperfeito?

Tinha ficado melhor do que antes claro, mas ele (e eu também, porém sem reconhecer) sabia que não estava perfeito. Foi quando ele desenhou um sorriso maroto e proferiu a frase que me valeu o dia: “Eu sei onde encontrar um toca-fitas original, e muito novo”. Com paciência, ele aguardou eu recuperar os sentidos e voltar ao normal para concluir: “Tem um lá na minha garagem”.

O equipamento a que ele se referia era de 1998 e tinha uma fidelidade de som e potência exemplares, a Fiat havia usado em alguns de seus carros mais refinados e ele era capaz de conversar com a disqueteira reservada para completar o sistema.

 

Alpine TDA 7547 (Foto do Autor)  PARA GOSTAR DE MEXER Alpine TDA 7547 Foto do Autor

Alpine TDA 7547

Comecei imediatamente a vasculhar o porta-malas do Alfa Romeo 145 para definir o melhor lugar para instalar o magazine de CDs, olhei nos lugares certos e errados, inclusive na posição em que foram montados 99% das disqueteiras de Alfa 145 mundo afora, mas nada me agradava.

Desejando algo diferente, comecei a pensar fora do convencional, passando por idéias absurdas e pouco ortodoxas e chegando até às mais simples, como deixar o magazine embaixo do banco do motorista, me deparei com a situação cúmplice perfeita para um plano perfeito.

Encontrei uma abertura na chapa que fica à frente do banco traseiro do 145, uma lanterna e uma trena foram convocadas e avaliei que seria possível instalar a disqueteira embaixo do banco traseiro e acessar o  trocador de CDs pela abertura, bastava abrir um retângulo no carpete. Afastei cuidadosamente o carpete, que faz o acabamento na região e bem na frente da abertura havia as marcas de um pré-corte, três rasgos sutis pela parte interna do carpete denunciavam a intenção da abertura na estrutura da carroceria. Eu tinha encontrado o pote de ouro no fim do arco-íris, e nem imaginava que ele poderia existir.

 

PARA GOSTAR DE MEXER dicas

Dicas de instalação no Alfa 145 (www.alfa.com)

Uma série de experimentos e testes vieram a seguir, verificando que o magazine da Alpine encontrava tranqüilamente seu lugar embaixo do banco, faltava decidir como tratar a questão da abertura para poder trocar o cartucho de seis discos. Depois de algumas pensadas, achei que deixar a abertura ser realizada pelo próprio carpete, apenas o levantando como uma persiana para realizar o acesso seria um requinte. E assim foi.

 

PARA GOSTAR DE MEXER acesso

Acesso à disqueteira — seguro e discreto

Um novo fim de semana foi reservado para completar a aventura. O toca-fitas TDA7547 chegou nas mãos do bom amigo e notei que estava absolutamente perfeito, mínimas marcas de algum uso e só. Cavalheiramente entrei no Alfa Romeo e agradeci o aparelho que exercia o posto de Plano B, o saquei de lá e o retornei para um lugar seguro, um nova oportunidade de usá-lo surgirá com certeza. Neurônios mal educados começaram a se agitar na minha mente, quem sabe um outro Alfa, o CD Player (iluminado de verde) poderia ter lugar em um novo projeto. Não, não, resisti antes que começasse a caminhar para um risco econômico maior.

 

Troca do Cartucho de 06 discos (Foto do Autor)  PARA GOSTAR DE MEXER Troca do Cartucho de 06 discos Foto do Autor

Troca do cartucho de 6 discos

Voltando ao Plano Perfeito, comecei a instalação caprichando na passagem do cabo de controle do magazine de CDs, saindo do espaço embaixo do banco traseiro e contornando com discrição a lateral do carro, sempre por baixo dos plásticos ou  carpetes do acabamento. Chegando atrás do painel de instrumentos enrolei o excesso e o fixei por ali para não gerar ruído. Esta foi a parte mais complicada. Colocar a disqueteira no lugar e o toca-fitas foi tranqüilo, e solenemente me preparei para energizar tudo e realizar o primeiro teste.

E teve o lance da chavinha.

Uma sagaz chave “H”, maliciosamente escondida embaixo do chassis do toca-fitas “novo” não permitiu que eu lograsse sucesso no primeiro teste. Despercebidamente havia montado o rádio sem notar que existia uma chave para selecionar o padrão de comunicação com o magazine de CDs. O padrão de comunicação da Alpine é o Ai-Net, mas ambos os aparelhos, o toca-fitas e a disqueteira permitem o chaveamento para um protocolo de comunicação Standard, neste caso perdendo algumas funções.

Sofri um pouco porque as coisas não estavam indo bem, mas antes de desesperar apelei para o pai dos burros moderno, depois de algum tempo navegando na web, descobri outros sofredores que haviam tido o mesmo problema e recomendavam checar a posição da tal da chavinha.

 

O Plano Perfeito (Foto do Autor)  PARA GOSTAR DE MEXER O Plano Perfeito Foto do Autor

O Plano Perfeito

Depois de solucionar este detalhe e colocar tudo no lugar novamente, pude curtir o resultado, estava muito satisfeito. E também motivado para sair em mais uma voltinha com o Alfa, desculpado desta vez pelo fato que deveria apreciar a nova intervenção. Talvez a última.

Um drama com fundo musical, e um prazer multissensorial.

Continua…

 

FM

Fotos: autor, a menos que informado diferentemente na foto.

 

Sobre o Autor

Felipe Madeira

Engenheiro, atuando na indústria desde o início dos anos 1990, focado no segmento de autopeças e fabricantes de veículos. Apesar de algumas preferências automobilísticas pouco ortodoxas, aprecia de tudo um pouco quando o assunto é carro. Interessado não só no mundo automobilístico nacional, mas também antenado no que acontece lá fora. Propõe em seus posts um papo aberto e sem preconceitos neste cotidiano, mas fascinante, mundo sobre rodas.

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  • CorsarioViajante

    Hehehe realmente, se tem uma coisa que me incomoda muito são rádios que destoam completamente do resto do carro, muito comum quando o carro é mais antigo e o dono vai trocando só o som. Neste ponto, os “sons de painel” tem a desvantagem de ficar para trás em tecnologia mas pelo menos preservam a harmonia e o espírito da época.
    FIcou realmente muito legal, não só pela cor mas porque ficou coerente com o resto do carro.

  • Ilbirs

    Interessante a instalação em questão. Não iria tão longe assim achando uma disqueteira, uma vez que o toca-fitas em questão já está há muito pensado para rodar MP3 mesmo antes de esse formato de arquivo de som existir, bastando apenas e tão somente usar um adaptador específico, como este:

    http://www.bishopgas.com/wp-content/uploads/2014/08/cassette-adapter.jpg

    http://www.retrak.co/Portals/0/productimages/ReTrak_EUCASSETTEB/ReTrak_EUCASSETTEB_05_900x.jpg

    http://img.diytrade.com/cdimg/1126159/12398347/0/1270637108/Bluetooth_Stereo_Cassette_Adapter.jpg

    http://usb.brando.com/prod_img/zoom/UBTIR001800_02_L.jpg

    Mas valeu a pena relembrar dos tempos em que a Fiat e a Alpine tinham uma tabelinha redonda. Era interessante ver em um Tempra ou mesmo em um Uno o mesmo toca-fitas que você veria em um Mercedes Classe C W202, uma vez que a Alpine também fornecia os mesmos equipamentos de som para a marca da estrela. Aqui no Brasil podemos considerar como a primeira iniciativa de vulto de um fabricante em oferecer um sistema de som OEM que tivesse a mesma qualidade daquilo que se via no mercado de acessórios.

    • Danniel

      Ilbiris, pelo que leio por aí, estes adaptadores tem uma qualidade de som sofrível.. É melhor procurar alguém especializado para achar os pontos na placa e injetar o áudio diretamente.

    • Rodrigo

      Cara, isso me lembrou o meu Car Discman, que tenho até hoje. No lugar do fone de ouvido, ele vinha com um adaptador desses, uma bandeja pra montar no console do carro e um carregador veicular.

      • Ilbirs

        Se teu carro atual ainda tiver toca-fitas e se você ainda tiver esse implemento do Discman, seja feliz ouvindo MP3 e constatando que toca-fitas sempre tiveram a capacidade de tocar arquivos digitais, bastando apenas usar o implemento certo. E, claro, você deixa seu carro com uma imunidade quase parlamentar a ladrões de som, pois mesmo um pé-de-chinelo que rouba coisas para comprar crack sabe que hoje em dia toca-fitas não vale nada.

  • Carlos Eduardo Favoreto Milani

    Aí caracteriza-se o sentimento do verdadeiro Gearhead.
    Nunca nada está bom, tudo da pra melhorar, independente do fato de você saber ou não realizar o upgrade! hahahha
    Nessas viagens, principalmente a hora que está tudo desmontado, dá vontade de largar tudo e ir dormir, esperando que noutro dia de manhã tudo esteja no seu devido lugar.Sem contar aquele pensamento constante: “PQP, onde eu estava com a cabeça quando comecei a fazer isso?!”

  • Luciano Gonzalez

    Hehehe! Temos muitas semelhanças, Felipe!
    Fico procurando o que melhorar em meu Voyage. ..o lance do som eu já resolvi, comprei um Volksline de época com visor verde… Agora encanei que quero as BBS originais do Passat VR6 B4, mas sem essas gambiarras de refurar cubo, tudo com peças originais VW. .o quebra-cabeça está quase completo, Devo iniciar a montagem no fim do mês. ..lógico que vou aproveitar a deixa e fazer um upgrade de freios e suspensão, Hehehe!
    Abraço!

  • Muito bom, Felipe!

  • Sempre bom mexer nos carros, tipo do vício prazeroso. Eu tenho na loja (MD 27) um conjunto desse Alpine, completo e funcionando, e ainda temos outros ítens “antigos” por lá, se alguém se interessar.

  • Silvio

    Um Pioneer DEH825 ou 835 combinariam também. Se um dia enjoar desse conjunto, e ficar com uma sábado livre sem ter o que fazer, pode caçar nova diversão.

  • Carlos A.

    Felipe, parabéns pela persistência e perfeição na busca e instalação de um equipamento de som de época, com qualidade e cor no padrão do carro.
    Eu que também sou chato nesse sentido, já fiz das minhas para igualar a cor do som ao padrão original da iluminação do carro. Na época troquei os led´s da frente removível – por sorte eram redondos 3mm e não os smd de hoje – coisa que foi relativamente fácil de fazer.
    Outra coisa em comum ao seu texto é que sempre procuro por ‘diversão’, ou melhor, o que fazer no carro. Preocupada fica minha esposa, pois sabe que se não encontrar nada a ser feito durante algum tempo provavelmente o carro será vendido ou trocado por outro mais “divertido”.

    • Ilbirs

      Quando vejo uns acessórios originais de fábrica mais modernos que o tocador de CD do meu carro, fico também com uns pensamentos de pegar um troço desses, trocar o LED por um na mesma cor do painel de meu possante e montar a peça de maneira a ficar coerente com o resto do painel.

    • José Henrique V. Guimarães

      Led smd hoje você acha no ML por R$ 22,00 a centena!!! Converti todo o interior de meu Polo para branco e não gastei a metade…..

  • Tenho o mesmo problema no meu, toda iluminação verde e um toca CD predominantemente azul e vermelho, sorte que tenho a tal tampinha que deixo fechada, mas mesmo assim as luzes coloridas escapam. E realmente é muito difícil encontrar um toca-fitas que seja em bom estado, todos que encontrei estava muito desgastados e mesmo assim muito caros.

  • Victor Gomes

    Interessante notar o exímio domínio das palavras do autor. Um acontecimento relativamente pequeno (A substituição de um rádio) transformou-se em uma crônica extremamente saborosa de se ler.

    Sobre a disqueteira, tenho um Alpine no porta-malas do meu Honda Accord 2000. Vinha de série com tal equipamento. Ainda tenho o manual do usuário e o certificado de garantia. Mas para haver comunicação da disqueteira com o rádio original, é necessário um cabo, que vem com uma caixinha recheada de pequenos chips que fazem a mágica de um equipamento entender o idioma do outro. A qualidade do som é maravilhosa. Mas me parece ser um equipamento criado para ruas civilizadas. Ou seja, sem imperfeições na pavimentação. Ao menos na minha unidade, a música pula mais que cabrito serelepe. E já tive que abrir o aparelho duas vezes, por causa de um CD que se atrapalhou nas trilhas e travou tudo lá dentro. Até um manual de reparos da disqueteira eu achei na internet. Mas preferi deixar ele desligado. Afinal, ficar gravando CD é muito chato. Ainda assim, é um belo enfeite pro porta-malas!

    • Victor, a suspensão de algumas disqueteira tem ajuste para operar na horizontal, vertical e em alguns ângulos intermediários. Certifique-se que a sua tem esse ajuste e, se tiver, de que está adequado para o ângulo de instalação escolhido.

      • Victor Gomes

        Ela tem esse ajuste e está adequada, certinha!

  • Lorenzo Frigerio

    No caso do meu Calibra, cujo painel tem iluminação laranja, trouxe da Inglaterra um modelo da Pioneer que só era vendido na Europa, e que permitia múltiplas seleções de cor para os números e teclas. Ficou perfeito.

  • Thiago

    As chaves de seta e limpador iluminadas vinham também nos Fiat Tipo eTempra SW. Realmente eram um charme, poucos carros têm isso hoje.

    • BrunoL

      Eram realmente muito legais. Se acendiam inteiras e tinham diversos recursos. O problema era o preço, meu pai teve que trocar duas na Tempra SW dele.

  • Diogo

    História muito legal. Parece banal, mas para mim o rádio também tem que ser da mesma cor do painel (e o verde é sempre mais bonito). Demorei a encontrar um rádio amarelo para colocar num Peugeot, mas a satisfação de ver o painel harmonioso não tem preço.

    • Mr. Car

      Dois. Também faço questão que a iluminação do som acompanhe a do painel do carro, no meu caso atual, vermelha. Talvez isto seja pela minha fixação por simetria (mesma cor não deixa de ser uma espécie de simetria), de modo que fico doido por exemplo, quando um carro tem apenas uma lanterna de ré, e acho muito mais bonito quando tem um cano de escapamento de cada lado, como os Charger R/T. Outra coisa que me deixava “doente” era aquela moda que a VW inventou uma época para alguns de seus carros, de ter o retrovisor externo do lado direito menor que o esquerdo. Como aquela desgraça era esteticamente horrível, he, he!

  • NightRider

    Tive um dilema parecido com meu carro, ele veio com o som original (Sierrah) mas não funcionava, troquei por um Sony que me acompanha há alguns anos, mas o interior com iluminação amarelada não combinou com o rádio azul e me incomodava. Voltei o rádio original toca-fitas e descobri que o defeito era simples e tudo voltou ao normal. Mas andar de toca-fitas é chato e a frente do rádio estava bem danificada. O CD resolvi com uma disqueteira FM Pioneer em perfeito estado. O rádio queria algo parecido com o original (um original é R$ 400, caro para um toca-fitas). Entrei em um site de vendas e comecei a procurar entre todos CD players algo perfeito e que combinasse com o interior.foi quando achei o santo graal, o player original do Astra 2012. Mesma cor do painel, diversos recursos, discreto e qualidade de som perfeita. Comprei e uso até hoje. Simplesmente perfeito.

  • Lucas

    Eu gosto de mexer!! De 2000 a 2007, quando eu tinha o Fusquinha 75 1300 fiz tanta coisa nele. Adaptei lavador do pára-brisa elétrico, o relé do pisca do Santana, troquei o setor da direção pelo de um Brasilia que estava há anos lá jogada e que tava quase sem nenhuma folga, troquei o volante por um não tão pequeno como o que estava nele mas que também não era aquela coisa enorme à MB 1113 como o original, arrumei o freio de mão que veio estragado, coloquei a suspensão no lugar, pois haviam sido retirado duas barrinhas de torção dele. Além de, claro, a manutenção básica, como freios, suspensão, pneus, alinhamento, elétrica, lataria e o motor sempre em dia.
    Depois veio o Passat Pointer 85 1,8 e a mesma coisa. Qualquer coisinha e lá ia eu. Minha mãe que sempre me aporrinhava “o que é que tanto tem que mexer nesse carro??”… Mas é um grilinho ali, outro lá que tem que ser eliminado, um forro que sai do seu devido lugar, uma borracha que quer começar a rasgar e tem que ser salva. Carro só é novo enquanto não tem placa!! Depois disso já é usado e pode se preparar, que ele vai lhe mostrar isso, mais cedo ou mais tarde.
    Hoje a lida é com um Astra 2002. Certa vez, de férias, depenei ele inteiro por dentro. A missão? Limpar e matar grilos. Modéstia à parte, ficou legal, com tudo melhor fixado do que estava antes. Para amanhã, sábado, a missão é recolocar no seu devido lugar a máquina de vidro traseira direita. Depois de a polia de plástico onde os cabos se enrolam ter-se quebrado, removi a máquina, escorei o vidro da janela com um pau, e a deixei com o meu pai, que se ofereceu para procurar quem a arrumasse. Amanhã será o dia da remontagem.

  • Mr. Car

    Esse negócio de mexer é muito bom, te dá a certeza de que será bem feito (se conseguir) e até economiza dinheiro, mas requer duas coisas que se não tenho até hoje, já saquei, e já me conformei: não vou ter nunca. Falo de habilidade manual, e paciência, muuuuuita paciência. Me lembro do tempo que trabalhei na fazenda do meu avô, ao lado de uma grande e querida figura, homem calmo, sábio na sua simplicidade de “caipira” (“caipira” para mim, nunca foi pejorativo, apenas designa o homem do campo, e o jeito de ser dessa gente simples), pau para toda obra (mecânica, hidráulica, elétrica, veterinária, etc…), o Sr. Aparecido Paulino de Aguiar, ou simplesmente Cido ou Cidinho, o braço direito meu e do meu avô na lida, com quem tenho amizade até hoje, 20 anos depois de vendida a propriedade. Eu fazia uma coisa, se não desse certo, tentava de novo, Se não desse de novo, xingava, e “chutava o balde”. O Cido ria, e me dizia: “você precisa aprender ser mais “paciencioso”. “Paciencioso”, era essa a palavra que ele usava, he, he! E ele era. Tentava dez vezes, se não desse certo, parava, sentava, enrolava um palheiro, fumava, e depois tentava de novo, até dar. Aí, era minha vez de falar: “Cido, eu invejo e admiro profundamente essa sua paciência”, he, he!

  • m.m.a.

    ….Adaptei um TOJO anos 80, o equalizador é poderoso! fica embaixo do banco e o painel fica limpo…..

    …é só plugar qualquer MP3, celular etc….

    com um “conector master” que permite usar o equipamento nos meus 2 carros (velhos, Chevette e Caravan)!

  • João Guilherme Tuhu

    Já fui assim, escarafunchador de veículos. Revirava o carro todo, até dos meus conhecidos que me pediam. Adorava tirar grilos, ainda o faço. Mas perdi o gosto por isso.

    PS. Quanto ao som, ou sua interface, o ideal é o aparelho de fábrica. Mesmo que perca funcionalidade.

  • CignusRJ

    Eu sempre fico feliz em ler seus relatos, compreendo e compartilho perfeitamente seu entusiasmo.
    Eu adoraria ter um Alfa, o 155, 156, 165, 166 ou o meu preferido, o 164. Inclusive, achei alguns em boas condições mas por preços exorbitantes e outros em estado não tão bom mas com preço acessível.
    Já até sonhei com isso algumas vezes, mas tenho algumas dificuldades. Moro em prédio, mexer no carro é mais difícil que numa garagem de casa, não conheço bem mecânica de carros, procuro ler sempre, mas uma coisa é prática, outra é teoria e, por fim, se eu apareço aqui em casa com um carro deste minha mulher me faz dormir no sofá e isso não quero. hahaha

    Você tem sorte por ter uma esposa mais compreensiva que a minha. 🙂

    • Felipe Madeira

      Cignus, valeu pelo comentário e por compartilhar o entusiasmo. A esposa quer estar alinhada com o processo de ser entusiasta, já esperar que ela compreenda ou entenda as razões, é uma outra história.

  • Viajante das orbitais

    Bom post, Felipe, mais um Autoentusiasta que escreve muito bem.
    A história foi bem contada que até eu pulei na parte do seu amigo ter o tocador. Que sorte!

    • Felipe Madeira

      Valeu, obrigado!

  • MadSubaru

    Nestas atualidades, o melhor player de música que tenho, é meu celular. Até porque é difícil ter qualquer aparelho para que possam levar embora. Mas sem música não dá. Então comprei amplificador, caixa para o subwoofer, 4 alto-falantes, um para cada porta, e a fiozarada. Para ficar fácil de se utilizar todo o porta-malas, fixei o amplificador na caixa do subwoofer, e fiz os engates “rápidos” na parte de energia e saída de som para os outros 4 alto-falantes. Como o amplificador que eu peguei é de 3 canais, um canal é específico para o sub, e os outros dois, é estéreo. Fiz a junção de dois deles para cada lado e esta parte estava pronta. Para ligar o sistema, fixei um botão de energia atrás do trambulador do meu carro (que não é muito moderno e não tem toda parafernália entre os bancos), bem como uma entrada tipo p2 (simples, para cabinhos de som normais), que se ligam na entrada RCA do amplificador.
    Fica tudo muito escondido, não tem nada à mostra. O subwoofer com amplificador fica no porta-malas, os alto-falantes nas portas, e não tem aparelho para controlar tudo! Na verdade, só tem um cabo que conecta ao celular. A música que sai tem muita qualidade, e se quiser, tem muito volume também!! E não é para fazer festança com a vizinhança!

  • Mais um excelente texto, Felipe.

    Este é exatamente o mesmo conjunto que veio no meu carro.
    O rádio foi instalado na concessionária e até por isso tem várias marcas de uso. A disqueteira, segundo a lenda, foi trazida da Itália pelo último dono, um senhor de 87 anos, extremamente lúcido, de quem comprei o carro.

    A qualidade desse equipamento é excepcional, somente em uma ou duas ocasiões o CD “pulou” na disqueteira. Mesmo tendo passado por vários piso cheios de imperfeições. Fora os opções, como colocar nomes nas rádios e nos CD’s.

    Usei assim por um ano, até que cansei de ficar gravando CD’s e incumbi meu irmão de achar um aparelho que tocasse pendrive, os requisitos: visual discreto, se possível quadrado e obrigatoriamente, com a iluminação verde. O escolhido foi um Pioneer 3650-UB, que possibilita a customização de cores. E que casou muito bem com o painel.
    O toca fitas foi cuidadosamente guardado. Minha intenção é retorná-lo ao seu lugar tão logo compre outro carro.

    Também tenho que arrumar algumas coisinhas, mas estou dando um tempo por enquanto.

    • Danniel

      Delfino, verifique se não existe uma interface para o seu som. Existem equipamentos que transformam um MP3 player em uma “disqueteira virtual”, mantendo até os comandos de avanço e retrocesso de faixas.

      • Boa dica.
        A minha intenção é retornar o sistema ao seu estado original, quando tiver outro carro para usar nas atividades diárias, pois a qualidade é excelente.

  • Fernando

    Excelente texto!

    Foi uma das coisas que me coçou a resolver no meu Escort XR3, também um toca CD com botões azuis não combinava nem um pouco.

    A sorte(e foi imensa) foi que encontrei exatamente o toca-ficas Philco-Ford digital que vinha no modelo do meu carro, que era um tanto raro e dei a sorte de encontrar por uma pechincha e funcionando perfeitamente!

  • Jorge

    Caso resolva partir para uma nova aventura, eu me candidato a continuar a história deste 145.

    • Felipe Madeira

      Ok, Jorge, anotado.

  • Luiz_AG

    Meu Tipo tinha essas alavancas de setas iluminadas. Se não me engano, eram as mesmas do Alfa.

    • Rafael

      Sim, Tipo e Tempra SW tinham essa iluminação. Tempra nacional, não lembro.

      • $2354837

        Tempra não tinha.

  • Luiz_AG

    Tem coisas que não sinto saudade nenhuma do passado. Algumas delas:
    Platinado,
    Fita Cassete,
    CD e sua disqueteira,
    VHS,
    Disco de Vinil,
    Carburador (até hoje tenho uma moto que dá canseira de equalizar, são dois Mikuni BS 330)
    Pneus com Câmara.

    Nada como um Pen Drive de 16 GB com espaço o suficiente para músicas que encheriam uma carretinha de CD’s, fitas e LP’s facilmente.

    Em breve e não deixarão saudade:

    Lâmpadas de filamento.

    • Ilbirs

      As lâmpadas incandescentes terão, quando se popularizar, a mais classuda das substituições, que é pelas lâmpadas de LED. Temos modelos com o exato formato e tamanho das unidades antigas, consumindo por vezes dez vezes menos energia e outros tantos atrativos.
      O que fica faltando por ora são lâmpadas de LED com o mesmo formato e luminosidade de unidades equivalentes de 100 ou mais watts, pois aí seria a substituição perfeita, uma vez que poderiam ser usadas em lustres antigos pensados para a mais antiga forma de iluminação elétrica artificial.

      • Lorenzo Frigerio

        Existem lâmpadas incandescentes halógenas de idêntico formato às tradicionais. São feitas pela Osram e algumas lojas do Pão de Açúcar/Extra vendem. No futuro, serão as últimas incandescentes, pois o governo proibiu a venda das comuns (exceto decorativas).

        • Dieki

          A produção será interrompida em 2017. Seremos um dos últimos países do mundo a abandonar esse formato.

    • Domingos

      Discordo unicamente do CD e das lâmpadas. Xenon é caro apesar de tanto xenon chinês por aí, que são aqueles que com 6 meses estão fracos e não podem ser usados num carro sério ou original.

      Para uso em casa, as fluorescentes queimam muito mais que as de filamento, são muito mais caras e possuem um tom irritante. Infelizmente estão sendo as únicas opções no Brasil e no resto do mundo, graças a leis do tipo “economize energia aqui e acabe com o meio-ambiente fazendo essas porcarias caras e que duram pouco na China”.

      Leds talvez consigam substituir as lâmpadas normais sem esses compromissos, mas sinceramente não vejo a preocupação com lâmpadas de filamento.

      CDs eu acho que a praticidade deles se foi por um único motivo: consumismo de música ou de cultura. Hoje em dia todo mundo quer ter 1000 filmes ou músicas que nem vai ouvir no seu HD ou pen drive.

      Um único CD era uma boa tecnologia e, inclusive, melhor em qualidade que 90% do que ouvimos hoje – por não ter compressão.

      Mas para colocar muita música realmente era um estorvo.

      • Lorenzo Frigerio

        Concordo com você, Domingos. Lâmpada fluorescente dentro da minha casa, só na cozinha, ou em abajures de canto. Lâmpada fluorescente, para mim, só Osram. É a única que não é verde ou azul. Xing-Ling não entra na minha casa.
        O CD é legal, mas o aparelho tem que ser capaz de ler MP3, senão é limitado.
        Em relação ao VHS, parece que sumiu e não entrou nada no lugar para gravar programas, bem estranho.

        • Barroiso

          Pra mim, seja em casa ou no carro, lâmpada é Philips ou Osram.

        • Barroso

          Quanto ao VHS, teve o gravador de DVD de mesa. Infelizmente saiu de linha no Brasil. Eu tenho um da Philips já ha quase 10 anos e não abro mão dele, embora o tenha usado cada vez menos em detrimento de gravações em meio físico
          Nos EUA ainda se acha os dois, tanto o gravador de DVD quanto o VHS.

      • Malaman

        CD tem um problema sério. Durabilidade. arranha com certa facilidade, descasca e tem tendência para dar problemas de leitura que a mídia magnética ou sólida não tem.
        Mas com as novas tecnologias, o CD já está entrando para a categoria da nostalgia.

  • César

    Pois é Filipe, sabe que tenho guardado aqui em casa, novo e na caixa, um toca-fitas Pioneer com controlador de CD changer, fabricado em 1997, o qual nunca vi “ao vivo” pois a caixa está lacrada. Estou guardando ansiosamente para o dia em que comprar um carro dessa época! É de não acreditar, a maneira como obtive este toca-fitas, insisto, em sua caixa lacrada. Há uns 8 anos, um vizinho do prédio onde moro simplesmente ia descartar, já o tendo separado junto ao lixo reciclável (pois segundo ele era um equipamento obsoleto e sem qualquer serventia). Consegui salvar por muito pouco.
    E também não sinto qualquer saudade de fitas de qualquer espécie.

  • L641

    Engraçado que eu nunca havia reparado nisso, mas lendo o texto eu percebi como não tinha (não tem) harmonia nenhuma nos meus carros. Eu simplesmente não ligo para cores ou design dos botões e da frente do rádio, desde que eu não tenha que fazer uma gambiarra para funcionar e nem fique mal encaixado/soltando, está tudo certo.
    Podem me prender, mas eu já usei um Multilaser de 70 reais no painel de um Omega no slot abaixo do toca-fitas original.

  • Pablo Nascimento

    Felipe, aquele espaço embaixo do banco está ali ao acaso ou foi pensado justamente para a disqueteira?

    • Felipe Madeira

      Pablo, pelo que pesquisei e pelo formato da abertura, o espaço foi planejado para abrigar um magazine pequeno, como por exemplo o de 6 discos. Existe um ressalto na estrutura do banco traseiro exatamente naquela posição, o que para mim, confirma a teoria. Interessante porém é que não encontrei referências ou manuais oficias da fábrica informando este detalhe.

  • Adriano Rech

    tenho uma enorme vontade de comprar uma alfa 156 mas tenho medo, esses carros são muito problemáticos no que se refere a peças e tals?

    gostaria da opinião dos entendidos e desde já obrigado.

    • NAF

      Em todo carro usado e antigo o que vale é o cuidado do dono.
      Os Alfas são muito robustos e duráveis, mas requerem manutenção periódica como qualquer carro.
      Procure um carro de único dono, ou que esteja com o dono atual há bastante tempo.
      Nao busque o melhor preço ou oferta. Procure um carro de procedencia e bem cuidado. Essa garimpagem pode levar um bom tempo …às vezes mais de 1 ano.
      No 156 pecas de mecânica não são difíceis de se achar. As pecas de acabamento, sim, são mais complicadas.
      É importante que haja algum mecânico de confiança em sua cidade que esteja preparado para mexer com esse tipo de carro.
      Compre para ser um segundo carro e não um para se usar no dia a dia .
      Procure se informar sobre o 156 nos clubes da marca e fóruns na net. Lá você vai ter muitas dicas de manutenção, onde achar peças e como resolver pequenos problemas em casa.
      Muitas vezes nesses clubes há pessoas vendendo carros muito bem cuidados e que nem anunciados estão.
      http://www.alfaromeobr.com.br/
      http://www.arcmg.com.br/
      http://alfaromeoclube.com.br/

      Boa sorte e não deixe de realizar o seu sonho!

      • Adriano Rech

        obrigado pelas dicas NAF, vou sim atrás desse sonho!

        • Felipe Madeira

          Adriano, boa sorte na busca do seu Alfa, confirmo que os clubes e comunidades de Alfistas são as melhores fontes para ajudá-lo na empreitada.

  • Felipe Parnes

    Uso em casa lâmpadas de Led com o mesmo tom das antigas lâmpadas com filamento.

    • Domingos

      Já possuem a mesma potência? São agradáveis ou têm aquela cor chata das fluorescentes que imitam as incandescentes?

      O preço está bom? Vamos esperar que durem o prometido, pois a última vez que vi uma branca ela custava uns 30 Reais por pouca potência. Se não durar uns 5 anos é furada, mas ao menos uma furada muito menor que as fluorescentes.

      • Felipe Parnes

        Domingos a cor é bem próxima. Elas possuem o tom alaranjado, porém mais claro.
        Eu pessoalmente prefiro as brancas pois acredito que elas iluminam melhor.
        Sobre o preço eu não sei quanto custou, minha mãe trouxe dos EUA achando que eram brancas.
        Isso já faz um ano e até agora estão funcionando normalmente. São 6 lâmpadas.
        São lâmpadas LED de 15 W que dizem corresponder a uma comum de 60 W.
        Hoje descobri que a do meu quarto também é de LED, meu pai trocou sem me falar. Nunca notei a diferença. Rs. No meu quarto é branca.

  • francisco greche junior

    Amigos, até hoje não me convenci com LED, não iluminam com a mesma potência da fluorescente, são complexas por depender de fontes (ok, geramente integradas), caras e ainda por cima pra mim, não geram uma cor que preste, geram milhares, mas nada tão natural aos olhos quanto a velha incandescente alimentada pela tensão correta, ainda mais as halógenas que ficam no bulbo da incandecente conforme o Lorenzo falou.
    Eu vendia e comprava materiais elétricos, vi muita coisa, acompanho a China com seus LED mas nada até agora, chego a preferir uma boa fluorescente, usando mesclado uma amarela + uma branca, fica menos pior.

    • Luiz_AG

      Procure leds do tipo CREE e verá a absurda diferença.

    • Domingos

      Legal essa do mesclado, não sabia do truque. Vou experimentar na cozinha um dia desses.

      É, em termos de cor agradável ainda nada substitui as incandescentes. Por isso mesmo piro quando o pessoal converte o carro todo para iluminação por led – branco ainda por cima!

      Hoje vi 2 Leds em casa de construção. Uma Philips, branca, e uma Osram, amarela. A Philips prometia ser de 60W e vi isso mesmo que você falou: parece mais ser de 30 ou 40. E o branco era azul, embora pareceu menos porco que o das fluorescentes – talvez por ser fraca…

      A amarela da Osram não era mesmo amarela, mas estava até que agradável…

      Realmente é curioso como ainda não conseguiram acertar as cores nem nas fluorescentes (nas brancas uma ou outra acerta, mas amarela…) e nem nas LED.

      Parece que certas soluções são mesmo eternas. Se alguma lâmpada for mesmo substituir as incandescentes, será por imitar perfeitamente o tom dela…

  • Luiz_AG

    Xenon já nasceu morto. Estou falando das lâmpadas de LED. Existem faróis auxiliares para motos com LED CREE e são excepcionais. Tamanho reduzido, pouco consumo de energia e iluminação perfeita. Tira um monte de problemas como sobrecarga no retificador de voltagem por exemplo. Não dá saudade nenhuma das lâmpadas de tecnologia anterior a ela.

    • Domingos

      Sim, xenon nunca me pareceu bom. Se num carro original tem resultados medíocres, com custos enormes, já com tanto tempo de tecnologia é porque não presta. Coisa de estética pura e simples mesmo.

      LED eu vejo muito mais potencial, porém hoje mesmo testei algumas opções e notei que a vida útil declarada ainda não justifica o custo 5 a 8 vezes maior que de uma lâmpada comum.

      E muitas declaram que são “de cor tal” ou com “potência equivalente tal” mas não chegam nem perto. Outras já são muito próximas do que temos hoje, porém sem calor ou consumo alto – mas são as que custam ainda mais caro.

      Enfim, tem potencial. E, para motos ou de repente algum ambiente apertado que não possa esquentar, deve ser uma grande vantagem. Os usos determinam muitas coisas, pois se formos ver a coisa num carro essas questões comentadas por você (como problemas no diminuto alternador da moto) não existem…

      Vamos ver se elas acabam menos irritantes que as fluorescentes…

      • $2354837

        Faróis auxiliares para motos são praticamente todos hoje de LED CREE, por causa da luminosidade e do tamanho reduzido. A tecnologia do LED tem avançado muito rapidamente e vai tornar a luz halógena um item obsoleto em curto espaço de tempo.

  • Luiz_AG

    CD é dados Binarios. Da para gravar em uma folha de papel. Não justifica de forma alguma a perda de qualidade. Foram substituídos com larga vantagem pelos armazenamentos estáticos. Você pode copiarum CD completo para uma memória flash sem problemas.

    • Domingos

      Sim, verdade isso. Pode-se gravar um .wav completo e sem qualquer compactação. A gente até esquece.

      O problema é que é tão comum a compressão no formato .mp3 e as pessoas querem tanto espaço de armazenamento – para colocar mais coisa ainda! – que quase ninguém faz isso.

      Ouvir um CD original hoje ainda é uma experiência bem legal e que revela o quanto de qualidade abrimos mão em nome de ter 5200 músicas num pen-drive.

      Seria legal um novo formato de “CD” que só aceitasse wave e fosse padrão, mas nem tem mais demanda por isso.

      O DVD Audio morreu pelo mesmo motivo, mas teria sido uma ótima idéia para fins de qualidade do som.

  • Domingos

    Aí já é forçar a amizade… hahahaha

  • Domingos

    Eu infelizmente já converti quase tudo há muito tempo para as fluorescentes, inclusive comprando as caras “amarelas” – que mesmo Osram ou Philips custam bastante e não são bem amarelas, e sim um tom meio irritante.

    Nas brancas eu parei de usar as marcas de referência porque estavam queimando com menos de um ano. Assim custava mais barato comprar uma dessas que tem marca brasileira mas é qualquer coisa genérica.

    Nunca tinha reparado que as Osram acertam melhor no tom do branco. Sei que as antigas, americanas, são tão boas que tenho algumas aqui há quase 20 anos (isso mesmo, 20 anos!) sem queimar ou dar algum problema.

    Só tinha a chatice de serem aquelas com reator não-instantâneo. Mas acho que em todo esse tempo, de umas 7 que eu tinha, só 2 ou 3 se foram.

    As fluorescentes compactas não-chinesas de uns anos atrás eram bem melhores também. Custavam um pouco mais, porém duravam 3 a 5 anos…

    Sobre os VHS, ainda são vendidos NOVOS em países como Itália e França. E ainda existe fita nova sendo vendida no Brasil.

    Minha mãe usa porque é prático para ela – aprendeu a mexer com isso e usar gravadores digitais é difícil para ela… Mas é horrível mesmo, dá muita manutenção e as fitas ocupam muito espaço.

    As TVs com HD integrado meio que passaram a fazer o papel dos VHS. Nesse caso, sem qualquer saudade.

    • Danniel

      Aqui em casa eu uso fluorescente compacta amarela.. Branca nem pensar! Deixa o ambiente com cara de hospital.. Mas as incandescentes vão fazer falta pela possibilidade (barata) de utilizar dimmer… Não sei como as LEDs se comportam com esses dimmers que recortam a senóide.

  • Domingos

    Já encontrei um ou outro modelo em lojas de construção. Mesmo preço de uma xing-ling equivalente em fluorescente, mas muito mais agradáveis – e devem durar bem mais.

    Acho essas a melhor alternativa agora. Pena que se encontram em poucos lugares, caso contrário converteria minha casa toda a elas.

  • Domingos

    Eu não consigo gostar das brancas a não ser que sejam para a cozinha ou banheiros…

    A durabilidade ainda é o meu maior questionamento, pois 1 ano seria muito pouco para uma lâmpada que custa 50-60 Reais aqui.

    Mas se não notou a diferença, já é sinal que ao menos não são mais irritantes que as fluorescentes.

  • Domingos

    Não se acham mais encomendando em alguma autorizada VW? Pode ser melhor que procurar anos por algum jogo sobrevivente…

    • Luciano Gonzalez

      Já estão comigo, Domingos!
      Abraço!

  • Danniel

    Cara, que coincidência.. Neste Fim de semana estava atrás de um toca-fitas para meu Omega.. à época, meu pai removeu o original (acho que era um DC441) e colocou um CD-Player JVC. O toca-fitas foi parar num Fiat Tipo que teve seu Pioneer furtado, e daí foi embora com o carro. Estou pensando em pegar um Sirrah, que apesar não ser o original do GLS, possui comunicação com o CD-Player externo, e quem sabe assim consiga ligar um MP3 player nele.

    • Felipe Madeira

      Danniel, eu curto também a etapa do garimpo, buscar encontrar o aparelho ou a melhor solução faz parte do jogo.

  • Nada como o rádio original! Meus parabéns pela busca e sucesso na aquisição! O meu permanece com seu toca fitas. Para me divertir de verdade, uso uma traquitana que, nada mais é, uma fita K-7 com um adaptador na sua cabeça de leitura, ligada a um MP3 player. Som de CD no toca fitas!

  • Diego

    O CD player que você deixou de usar tem uma qualidade sonora espetacular, e a possibilidade de colocar interface para ler pen drive, se não me falha a memória