Já faz mais ou menos uma hora que estou aqui pensando em que algum assunto para uma matéria rápido, que eu possa fazer em uma tacada só, de supetão.

A recente matéria a respeito do Fiat Bravo, com tantos comentários e opiniões divergentes, assim como a opinião do Boris Feldman sobre suves e mais tantos comentários na matéria dobre o Honda HR-V me fizeram pensar no que eu acho importante em um carro.

Eu posso ser referência para algumas pessoas, mas o que eu acho está longe de ser uma unanimidade. De alguma forma eu tenho um mecanismo que tenta fugir do óbvio, do complicado, e me manter na essência daquilo que preciso. Algumas vezes esse jeito deixa as coisas um pouco cinza, sem muito sabor, sem cheiro e bem simples. Ah, uma vida simples. Deveria ser bem mais fácil. Mas infelizmente nessas horas entra o desejo, e assim tudo vai se complicando.

Eu já escrevi algumas vezes que teria um Smart ForTwo, um Toyota iQ, um Renault Twizy e outros carrinhos desse tipo. Pensando um pouco mais com a emoção escolhi o MINI Coupé como o meu carro favorito naquele escrito em que o MAO compilou os carros que os editores do Ae teriam. Esses carrinhos me atenderiam 85~90% das minhas necessidades de transporte e aposto que dependendo da versão escolhida poderiam também trazer uma boa dose de entusiasmo. Seriam opções bem racionais. E atenderiam muitíssimo bem às necessidades racionais de transporte de muita gente.

Mas o ser humano não é só racional. A parte emocional que nos habita nos torna bem complexos. E é essa parte que deve tomar conta do desejo e suas facetas. Vejam só que interessante a descoberta da Tata. Em 2009 eles tiveram a brilhante idéia de lançar o carro mais racional do mundo, e por um preço equivalente a 2.500 dólares. Assim os indianos poderiam abandonar suas motos e proporcionar um pouco mais de conforto e segurança para suas famílias. O plano original era fabricar e vender 250.000 unidades por ano.

 

Nano, o mais barato, mas mesmo assim vende pouco  O QUE EU QUERO EM UM CARRO 66 BANGALORE AUTOENTUSIASTAS

Nano, o mais barato, mas mesmo assim vende pouco

A Tata criou um mecanismo especial de pedidos para controlar a fila de espera. Mas essa fila nunca aconteceu e o volume não passou de 75.000 unidades por ano. Segundo a Tata o fracasso em atingir o plano inicial se deve, entre outros fatores, devido à comunicação do Nano ter sido toda feita sob o fato do modelo ser o carro mais barato do mundo. E isso rendeu ao Nano uma percepção ruim, do tipo “Eu não quero ser visto no carro mais barato do mundo pois as pessoas vão pensar que eu não tenho dinheiro”.

Incrível como percepção é mais importante que realidade. Fulano não tem grana mas não compra um Nano para os outros não saberem que ele não tem grana. E isso num país de enorme pobreza como a Índia! Essa é só uma parte da história. Outro fator é que muitos indianos ainda preferem a flexibilidade proporcionada pelas motos em um trânsito muito, mas muito mesmo, pior que o nosso. Eu estive na India e vi por mim mesmo. Voltei para o Brasil achando que estava no paraíso.  Agora, a Tata está mexendo no Nano e vai posicioná-lo como o carro com melhor custo-benefício do mercado, além de incluir algumas melhorias. Custo-benefício é bem mais interessante, mas ainda não nos toca na emoção.

Eu canso de ver gente procurando razões racionais (será que isso é um pleonasmo?) para justificar uma troca de carros. Procurando razão para aplacar desejos que pouco tem a ver com a razão. Gente se endividando com a desculpa de que precisa de mais espaço por exemplo. A necessidade de espaço depende de quanto você precisa carregar, e não que quanto você quer carregar.  Mas muitos confundem querer com precisar, e ai a coisa embola. O contrário também acontece.

Hoje eu estava numa concessionária e um amigo ficou impressionado com um modelo a ponto de desejá-lo. Mas aí abri o porta-malas, que é bem grande, e ele me disse ser pequeno para suas necessidades. Retruquei dizendo que ele deveria ter o carro que ele desejasse e ajustasse a necessidade de carregar tralhas, ou aprendesse a acomodar tudo com mais eficiência. Claro que ele discordou. Usou a razão para acabar com a emoção.

 

T25  O QUE EU QUERO EM UM CARRO T25

O T25 do Gordon Murray tem excelentes soluções, mas sua preocupação maior é com o tamanho reduzido, e não com o prazer, inclusive visual

Aí vai uma listinha do que eu quero em um carro:

Que ele me leve de um ponto A ao B com um mínimo de conforto. Isso quer dizer “não destrua minha coluna e tenha ar-condicionado.

Que seja minimamente seguro. Tanto em termos de colisões como em confiabilidade. O carro pode ser simples, mas não desmontar.

Que seja o mais leve possível. Como dizia o o Colin Chapman, pode-se adicionar leveza o quanto quiser. Mas desde que não comprometa o item acima.

Poderia ser de dois ou três lugares. Basicamente um caro urbano, mas que quando necessário andasse bem nas estradas. Tem gente que precisa de mais lugares, aí não tem jeito.

O porta-malas poderia ter entre 150 e 300 litros dependendo da configuração dos bancos.

Como o carro seria leve, imagino que um carro de três lugares não deva ultrapassar 750~800 kg mais passageiros, então algo entre 80 e 100 cv estaria excelente.

Eu gosto de torque em baixa. Para mim a aceleração até os 80 km/h e a retomada de 40 a 80 km/h são importantes pois gosto de poder me desvencilhar das antas com facilidade. Largar na frente é importante para mim.

O motor então poderia ser um 3-cilindros turbo. E a caixa de seis marchas e com dupla embreagem. As primeiras marchas bem curtinhas. Apesar de gostar de um cambio manual, eu prefiro simplicidade. Então ficaria apenas com as borboletas. Nem precisaria de alavanca no console.

Assim^, o consumo também seria contido, algo entre 8 e 9 km/l na cidade já estaria excelente para mim. Mas com essa configuração eu sei que isso dependeria muito do meu pé direito.

A suspensão seria um pouco mais esportiva, mas sem perder o conforto e poderia ser de construção simples, desde que eficiente. Acho a combinação McPherson com eixo de torção bem adequada e robusta para o nosso tipo de piso. Mas se houver algo mais leve com a mesma robustez eu aceito.

As rodas seriam bem nas extremidades e quase sem balanços para ter a melhor dinâmica possível. O carro deveria ter no máximo 3,5 metros de comprimento. Menos deixaria um entreeixos muito pequeno, o que eu não gosto pois o comportamento dinâmico fica prejudicado.

Altura do solo de 140 mm, nem muito baixo e nem muito alto. E a altura do teto de no máximo 1,5 metro. Sua dinâmica seria impressionante.

Direção com assistência elétrica (talvez não fosse necessária pois os pneus seriam 195/50 R16), rápida, com relação no máximo 13:1 e no máximo 2,3 voltas de batente a batente. O diâmetro do volante (de três raios) não passaria de 370 mm.

Não tenho necessidade do estepe, apenas um compressor e o kit de selante. Mas de qualidade e fácil operação.

O desenho da carroceria seria o mais funcional possível, mas com algum toque de esportividade. Imagino algo como um up! esportivado. A qualidade deveria ser perfeita. Seria prata não pela revenda, mas pela praticidade de esconder um pouco mais riscos e sujeira.

Não há necessidade de muitas coberturas internas sendo a carroceria exposta onde possível. Eu adorava o Ka Mk1!

Peças mais vulneráveis devem ser descartáveis. Estragou, troca logo por uma nova de maneira fácil.

O painel seria minimalista. Teria apena velocímetro digital e conta-giros em um único mostrador. Teria marcador de combustível e um pequeno indicador de consumo médio e autonomia sempre visíveis. Apenas um botão para zerar o consumo. Tudo bem simples. Mas com materiais de qualidade, como referência os interiores dos carros japoneses.

O áudio seria composto de um radio AM/FM e dois alto-falantes potentes e um pequeno subwoofer, de qualidade, com uma entrada USB e uma entrada P2.

Nada de navegador, câmera de ré, sensor de estacionamento, ar-condicionado de duas zonas, e o mínimo possível de botões. Apenas um bom apoio para o meu smartphone.

Acho que os vidros poderiam ser com acionamento manual, mas com uma alavanca leve e mecanismo bem feito e sem jogo. Apenas o retrovisor externo do lado direito teria ajuste elétrico.

O interior deveria ser muito silencioso no isolamento do barulho externo, das vibrações e ruídos do próprio carro e de peças mal fixadas. Essa condição deveria durar para sempre.

Óleo de motor o melhor possível, para durar o máximo possível. Intervalo de revisões de no mínimo 30.000 km. E que tudo fosse feito para eu nunca ter que ir a uma concessionária.

De bate-pronto são esses os pontos essenciais. Tenho certeza que vão chover contra-argumentos e outras sugestões.

 

Motiv  O QUE EU QUERO EM UM CARRO Motiv

O Motiv, da Yamaha, que usa o processo de produção do Gordon Murray, tem apenas dois lugares e é muito curto (2.690 mm). Esse carro com entreeixos maior seria um bom candidato

 

PK

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

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  • RMC

    PK
    Puxa vida, você praticamente descreveu um Toyota iQ! Concordo com quase tudo, com pequenas sugestões: não precisa ser afrescalhado como um iQ, mas acrescentaria no som um bluetooth, que uso o tempo todo para adiantar coisas no celular sem ser multado ou chamado de assassino em potencial, mesmo num carro com câmbio automático e controle de velocidade. Além disso, discordo da lataria aparente: apesar de legal, lembro bem das queimaduras nos braços ao apoiá-los nas portas de fuscas estacionados ao sol, após abrir a janela para ventilar. Acho que o revestimento é útil. No mais, estamos de acordo!
    RMC

    • Transitando

      Ou um Toyota Aygo:

      Mas acho que ainda falta algo para o perfil dele. O bom é que este pequeno projeto existe em “vários sabores” a depender do fabricante. Quem sabe o Renaut Twingo não o encante?

      Renault Twingo 2014 hatchback review

    • Gosto o iQ! Mas não precisa ser tão pequeno! Quanto a queimaduras, queima uma vez só, depois a gente aprende! rsrsrs! Abraço!

  • Davi Reis

    Detalhista, hein PK (risos)! Mas perfeitamente compreensível sua lista, me vi em muitos desses requisitos. Antes de ler a matéria inteira até fiz a minha lista mentalmente, mas foi bem mais simples:
    -Silencioso, ninguém merece carro barulhento demais
    -Eficiente: ar condicionado potente, motor que ande bem e gaste de maneira compatível
    -Direção não necessariamente rápida, mas nada de relação de caminhão: deve ter bom peso em todas as situações e ser agradável de manejar
    -Suspensão firme mas cômoda: hoje em dia já é perfeitamente possível um carro ser firme sem ser duro ou ser confortável sem ser molenga;
    -Não precisa ter espaço interno de limousine, mas levar 4 pessoas e suas respectivas malas com dignidade é importante
    -Bons bancos e boa posição de dirigir: nada de apoio lombar excessivo ou aquém do ideal, bancos firmes e com apoios laterais que segurem bem o corpo. Boa ergonomia, nada de comandos em lugares inusitados, sem inventismos
    -Painel claro e informativo: gosto de saber com uma passada de olhos a minha velocidade, nível do tanque, comandos ligados e etc.
    -Precisão de comandos, principalmente de câmbio, é crucial pra uma boa convivência
    -Motor que não se importe em explorar altos giros, haja paciência pra motores ásperos
    -Boas relações de marcha, que permitam explorar bem o carro: nem curto demais e nem longo demais, dependendo da distribuição de torque e potência do motor

    Com certeza existem muitas outras coisas que quero em um carro, mas acho que isso é o que mais dou valor.

    • Acyr Junior

      Bem sacado, Davi, principalmente no tocante à posição de dirigir e ergonomia. Boa motorização e um mínimo de conforto é o que se espera de um carrinho com clara vocação urbana.

      • Davi Reis

        E não só em um carro urbano, mas em qualquer bom companheiro de estrada.

        • Domingos

          É bom que o carro seja um… carro :)!

          Olha, não tinha lido seu comentário antes de escrever, mas fiz uma lista quase exatamente igual. Acho que não tem novidade do que é fazer um bom carro, independente de preço ou tamanho.

    • Adorei o complemento! Valeu!!!

  • ccn1410

    Gosto do Nano e o considero a melhor criação dos últimos tempos. Fico a imaginar como ele seria com um ótimo acabamento interno e com o motorzinho turbo que você comentou. Acredito que seria a minha escolha.
    Eu concordo que não precisamos de carros enormes e com grandes porta-malas, e que tudo é uma questão de adequação da bagagem e normalmente as pessoas levam mais coisas do que precisam.
    Quanto ao comprimento, acredito que poderia ir até os 3,60 m, mas eu preciso de espaço para quatro pessoas com o motorista.
    Comentei sobre o Nano que mede 3,10 m, mas é claro que poderia ser outro e com as dimensões acima citadas.
    De todos os redatores do Ae, você é o que tem as preferências mais próximas do meu gosto.
    Eu escolhi um Morgan 4/4 naquele post que você citou, mas esse seria o meu carro preferido para dar umas voltinhas de vez em quando e com a capota arriada, mas não seria a minha opção para o dia a dia.
    Carpe Diem!

  • Sergio Ourives

    Onde encomendo um?….hehehe

  • Matheus_Ulisses_P

    Caro PK, realmente o seu carro ideal é muito desejável! Já parou para pensar se a Gurgel tivesse prosperado? Poderia o Supermini vir evoluindo e se tornando algo parecido com o carro por você descrito? Seria muito legal, não?

    • Ilbirs

      Ao menos há a possibilidade de fazer com o Supermini o que sugiro aqui, que é pegar um exemplar em mau estado:

      http://images.quebarato.com.br/T440x/gurgel+supermini+92+com+motor+e+caixa+1+6+de+chevette+itaborai+rj+brasil__713FA5_1.jpg

      Ou mesmo uma das carrocerias que sobrou da massa falida da Gurgel:

      http://www.gurgel.com.br/moldes/560%20CARROCERIA%20SUPERMINI%200KM.JPG

      Montar este motor igualmente boxer bicilíndrico e refrigerado a água, possivelmente pegando o veículo doador de um leilão qualquer envolvendo perda total:

      http://bmwmcmag.com/wp-content/uploads/2012/10/R1200GS-2013-Draw-10-570×402.jpg

      http://pelaestradafora.com/conteudos-wp/uploads/2013/05/engine-2.jpg

      Poderia haver uma solução qualquer para que se adaptasse suspensão traseira independente (uma possibilidade que vejo é a de se usar como espelho a dos Caterhams mais potentes):

      http://i.ytimg.com/vi/wDdd21Bih8o/maxresdefault.jpg

      Ou a do Suzuki Cappuccino (uma vez que um Supermini é tão estreito quanto um kei-jidosha):

      http://3.bp.blogspot.com/_N62jN4qlWY4/SO7f6cz9vzI/AAAAAAAABSc/NFLQE6XxgpM/s400/cappuspec1.JPG

      Em relação à suspensão dianteira, talvez dê para manter a do Supermini, uma vez que em carro de tração traseira o eixo dianteiro fica mais aliviado. Porém, quando você olha a suspensão do modelo em questão:

      http://www.faiscas.com.br/GURGEL/43.JPG

      Constata que ela possui analogias construtivas com outras suspensões de braços duplos em que o braço superior fica mais alto do que a média, como a do Corcel:

      http://miuraclubegauchoeantigos.com.br/wp-content/uploads/2010/09/autowp_ru_ford_corcel_coupe_2.jpg

      Logo, e também por facilidade de achar peças, dá para pensar em adaptar a suspensão dianteira do velho Ford em questão, com a vantagem de ser suspensão pensada para tração dianteira e, portanto, projetada para suportar mais forças do que um eixo dianteiro de carro de tração traseira. Também dá para pensar em manter a suspensão do Supermini com mudanças ou também fazer aqui espelhamento do que se vê em um Caterham ou Cappuccino. De qualquer forma, são muitas as formas de manter o veículo no prumo.
      Como o motor em questão tem a caixa de câmbio incorporada ao bloco, o conjunto motriz é extremamente curto e daria para ser montado mais atrás em relação a onde ficaria em um Supermini, melhorando assim a distribuição de peso. Sobre como se daria a marcha a ré, existem no exterior kits de ré elétrica para hot rods com motor de moto. Olhando para o tipo de chassi do Supermini, também consigo imaginar que dê para fazer reforços estruturais não intrusivos, preservando a possibilidade de levar quatro passageiros:

      http://autoentusiastas.com.br/wp-content/uploads/2015/01/supermini-rx.jpg

      Olhando para o painel do carro, consigo imaginar a remoção de dois instrumentos para que se use saídas de ar redondas e a adaptação de um sistema de ar condicionado (que poderia usar um motor elétrico para funcionar, tal qual ocorria nos primeiros Astra B nacionais):

      http://www.gurgel800.com.br/publicacoes/quatrorodas/386/painel.jpg

      Também dá para pensar em outros confortos interessantes. Como o retrovisor do Supermini é o mesmo do Gol 1000, bastaria trocá-lo por um do Santana caixote com comando elétrico, uma vez que o encaixe seria igual. Também dá para pensar em vidros e travas elétricos. Alguns irão se perguntar sobre como daria para fazer o motor que sugiro gerar energia elétrica para movimentar tantos implementos elétricos e a resposta é Dynator:

      http://www.retroclassiccarparts.com/media/catalog/product/cache/1/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/d/y/dynator_lucas_c3_503dbfde1a13d.jpg

      Sim, existe no mercado de carros antigos no exterior alternadores do tamanho e no formato de dínamos e que geram até 50 amperes, o que ficaria muito adequado para o hot rod em questão. Em alguns casos daria até para pensar em repetir com esse motor a solução original do Enertron, em que o alternador era girado diretamente pelo virabrequim.

      Direção para esse carrinho? Algum sistema de direção elétrica, naturalmente. Imagino eu que alguma caixa original do C3 ou do up!, talvez com os braços axiais encurtados, sirva perfeitamente.
      Como é um carro leve, dá para pensar em usar freios a disco maiores que caibam nas mesmas rodas de aro 13, uma vez que há carros com a mesma furação de rodas do Supermini. Creio que quatro discos de Monza parem o carrinho com maestria e margem de segurança enorme. Na própria Gurgel havia rodas perfeitamente adquiríveis no mercado normal, como essas que vi em um Motomachine, salvo engano da Jolly:

      http://imagizer.imageshack.us/a/img33/2818/gsea.jpg

      Sobre refrigeração, e tendo o motor em questão dois radiadores e parecendo funcionar com termossifão, creio eu que dois radiadores de Gol da geração BX ou AB9 sirvam sem maiores problemas, podendo-se inclusive aí aproveitar o mercado de preparação existente e pegando duas unidades de alumínio:

      http://deniziopecas.loja2.com.br/img/a1398c2de6794e32223d22955954656c.jpg

      Logo, creio eu que vai até sobrar. Também há a opção de se fazer radiadores sob medida e maiores, pensando nas maiores exigências de refrigeração do sistema. Monte-se também ventoinhas especiais e fica ótimo.

      Logo, creio eu que daria para ter um carro bem em ordem inclusiva para se ir a Ushuaia, considerando-se aquilo que normalmente se faz com o veículo em que originalmente monta-se o tal motor sugerido. Tanque? Creio que o original do Supermini, com 40 litros, sirva com sobras e inclusive possa ter autonomia maior do que a possível com o Enertron.

      Já que a transmissão é incorporada ao motor e a ré teria de ser elétrica, a questão seria ver que relação de diferencial ficaria adequada, ainda que ajude o fato de potência (125 cv a 7.750 rpm) e torque (125 Nm a 6.500 rpm) estarem em regime e valores muito mais para automobilísticos do que motociclísticos. Sendo o Supermini um carro leve, também não acho que um diferencial precisaria ser muito curto para fazer efeito.
      Outras pequenas mudanças possíveis? Que tal trocar os bancos originais por unidades da Recaro?

      http://mlb-s1-p.mlstatic.com/jogo-de-bancos-recaro-kadett-turim-14342-MLB20085453565_042014-F.jpg

      O banco de trás pode ficar o original bipartido do Supermini, apenas trocando-se o revestimento por um condizente, caso se use os Recaro. Também acho que um volante novo seria uma boa e a própria Gurgel tem um que acho um tesão:

      http://images.quebarato.com.br/T440x/volante+original+gurgel+031+88525919+belo+horizonte+mg+brasil__8E7DFD_1.jpg

      Isso sem falar de um Walrod que era usado no X12:

      http://mlb-s2-p.mlstatic.com/gurgel-volante-de-direco-original-walrod-14372-MLB3865948050_022013-F.jpg

      Enfim, creio que ficaria um carro não apenas perfeitamente usável para o dia a dia como capaz de dar uns bons sustos. Se você ainda achar que é pouco, bata uma caixa com o gaúcho que inventou o equipamento desta moto:

      http://3.bp.blogspot.com/-b0IDGrBKa5s/Us5e8ux0HTI/AAAAAAAA8kc/Io95iqkwmaI/s1600/BMW-1200-GS-Twin+-Turbo-02.jpg

      • Matheus Ulisses P.

        Cara, que aula que você deu! Parabéns, realmente ficaria perfeito!
        Ah se eu não fosse estudante e já tivesse $$$ pra bancar um projeto especial desses….
        Agradeço muito por compartilhar a ideia e o conhecimento! Abraço.

        • Ilbirs

          Também dá para pensar em outro motor boxer, só que com quatro cilindros e 1 litro a mais que o Enertron:

          http://www.ridersrally.org/sb/Engine.jpg

          Normalmente iria aqui:

          http://www.motorera.com/honda/h1800/gl1800/gl1800-08d.jpg

          Potência (118 cv a 5.500 rpm) e torque (17 kgfm a 4.000 rpm) são ainda mais “automobilísticos” que a opção preferencial, mas baixos considerando-se os 1.832 cm³ e meia dúzia de cilindros à disposição. Há a vantagem de já vir com uma transmissão de cinco marchas com ré elétrica incorporada (montada embaixo de tudo), o que facilita a montagem (além de já ter alternador acionado pelo comando de válvulas), tudo isso significando facilidade para montar o motor também recuado nesse hipotético Supermini hot rod, bem como o de achar algo a ser acoplado na luva de saída. Como os comandos são acionados por correia, também creio ser fácil montar um compressor de ar-condicionado diretamente acionado pelo motor (ainda que haja a opção de montar uma solução que acople diretamente ao motor, tal qual o alternador). Pelo torque, dá para imaginar um diferencial bem longo sem maiores prejuízos.
          Porém, como se pode observar, há menos potência que a unidade da BMW Motorrad e, como falamos de um carro leve, não é assim tão relevante que o torque seja pouca coisa menor na unidade com menos cilindros. Há a vantagem de uma rede autorizada bem maior e presente até mesmo onde Judas perdeu as botas, mas ainda assim há essa questão de que provavelmente é um motor mais “preguiçoso” que a unidade bicilíndrica anteriormente sugerida.

          Também não creio que um Supermini com essa unidade bebesse pouco, uma vez que o consumo da GL 1800 é de 14,9 km/l na cidade e 19,1 km/l na estrada, enquanto uma R1200RT tem consumo de 25,6 km/l a 90 km/h a 18,9 km/l a 120 km/h, o que me faz crer em um consumo urbano menor que o da GL 1800.

    • Teria que melhorar muito nesse meio tempo para eu considerar! Abraço!

  • Acyr Junior

    Eu, particularmente, tenho um grande apreço pelo Smart 4Two Brabus.
    Um foguetinho urbano …

  • Carlos A.

    Que texto interessante para uma bela reflexão! O problema é que nós brasileiros, normalmente somos tendenciosos e normalmente ao se perguntar sobre o modelo do carro ‘A’ para o dono de um, quase sempre a resposta será de que esse veículo ‘A’ é o melhor que existe! E assim será com o proprietário do modelo ‘B’ etc. Já tive carro de uma marca japonesa tradicional no mercado brasileiro até alguns populares e no meu execício diário de aprendizado entusiasmo com veículos, fica difícil na minha visão ‘malhar’ um modelo ou marca das quais já tive. Cada um tem suas características, que pode ser melhor num ponto ou não tão bom em outro. Aprendi apenas que o mínimo de conforto e segurança o carro deve ter sim, no caso o ar condicionado é um dos itens, outro importante ponto são os comandos fáceis e um painel de instrumentos minimamente completo e de fácil leitura.

  • Fórmula Finesse

    Não sou exigente, mas – meu carro precisaria ter alguns requisitos mínimos:
    – Tração traseira para provocar drifts terminais em cada curva, cada rotatória;
    – Motor com compressor para o chão de fábrica das rpm’s, e turbo para afinar a garganta (Audi A1 Sport, Lancia S4 Groupe B…etc);
    – Couro Connoly (sic), e madeira de raiz de nogueira polida até se transformar em um espelho em cada centímetro quadrado do interior;
    – Visual matador, exótico…aquela coisa que quando o carro olha para você, ele olha como o sol faz com a água: atravessando!
    – Direção telepata, suspensão que lide com o asfalto lunar como uma Vogue com pneus de espuma de travesseiro, mas que grude como um Tramontana nas cuvas.
    E…só! Rsrsrsr.

    Caro PK, você acabou de descrever um carro desejável pela maioria das pessoas que gostam de dirigir, mas que não tenham abandonado toda a razão. Poderia ser um segundo carro genial para os que precisam de mais metros quadrados internos: primeiro carro nas lidas, segundo no final de semana com a família quando for o caso.
    Gostei da lembrança dos vidros manuais: mecanismos leves, enxutos e fáceis de operar, são melhores do que vidros elétricos em sua maioria…o primeiro Golf GTi vendido no Brasil – quem diria – tinha vidros manuais.
    Teu carro é perfeito para mim, o meu apenas teria caixa manual…
    FF

    • Domingos

      Essa leva de Golfs foram os carros mais europeus que já tivemos no Brasil.

      Saiba que existia Golf com absolutamente nada a não ser direção hidráulica (tive um) e que existem aparentemente alguns raros Golfs com motor 1.6 e volante de duplo raio. Só faltou o para-choque sem pintura, como existia por lá.

      O GTi era com banco em tecido, como deve ser.

      No entanto eram carros sempre bem construídos e acabados, com excelente qualidade de pintura (ao menos nos alemães) e coisas como câmbio prazerosíssimo.

      No outro extremo tinha o GLX com teto e tudo o possível de comodidades e luxo para a época. Uma linha bem variada e racional.

      • marcus lahoz

        os primeiros Golfs GTI tinham manivela no vidro.

    • Um carro para todas as situações é complicado. Por isso que tem tanto suve rodando com uma pessoa! MAs quem tem família grande e gosta de uma estrada precisa mesmo, não tem jeito! Abraço!

    • Guilhermino

      Vidros manuais são bons porque é uma coisa a menos para quebrar, mas elétricos são uma comodidade que pra mim é muito útil. Diferentemente do retrovisor elétrico em ambos os lados – acho que só do lado do passageiro já está bom demais.

  • Mr. Car

    Eu quero que tenha desempenho o bastante para não ficar me arrastando e para me desvencilhar das lesmas e veículos lentos, conforto no rodar, bom comportamento dinâmico, espaço para quatro e suas bagagens (mesmo que não vá usar isto o tempo todo), mecânica robusta e confiável (que nem precisa ser a última palavra em modernidade, mas se for, melhor), e alguns mimos e conveniências, embora dispense as frescuras, tipo ar dual-zone e faróis e limpadores de para-brisa que liguem automaticamente, por exemplo. Quero também os equipamentos de segurança hoje mais comuns, como air-bags e abs. Nunca me vi necessitando de controles de estabilidade e tração, mas não acharia ruim que tivesse, claro. Basicamente isto.

  • Daniel Pessoa

    O carro que mais se aproxima dessa sua descrição, se realmente for lançado por aqui, é o Up com motor 1.0 tsi.

  • Wagner Bonfim

    Tomando como referência o nosso mercado, você mencionou, e praticamente descreveu um Take Up! 2 portas (exceto o turbo) com alguns opcionais.

  • Victor

    Fiat Palio com suspensão elevada e tração 4×4 temporária, três botões para bloquear cada um dos diferenciais como achar melhor. Com ar-condicionado.

  • guilhermecvieira

    Paulo,

    o carro que procura não seria quase que um Fox 1.6, não? Ou um up turbo? Ou um cruzamento entre os dois?

    PS: talvez a maior divergência seja o intervalo entre as revisões.

  • Daniel

    Para mim, carro sempre foi uma escolha emocional. Nunca escolhi um carro pela razão. Revenda, liquidez, pós-venda, equipamentos, consumo, design… Enfim, tudo subjetivo. Se eu andar no carro e gostar, torna-se um candidato desde que caiba no meu bolso. A maioria dos consumidores de automóvel no Brasil são preconceituosos e pragmáticos demais. O que mais tem por aí é motorista que se priva do prazer ao volante para conseguir levar uma mala a mais (na maioria das vezes desnecessária) ou conseguir uns trocados extras na revenda do veículo. Absurdo.

  • Maycon Correia

    Carro perfeito hoje para minhas necessidades: High Up! Alemão 2 portas com teto solar, faróis duplos, e os outros opcionais.

  • Cadu

    “Eu canso de ver gente procurando razões racionais (será que isso é um
    pleonasmo?) para justificar uma troca de carros. Procurando razão para
    aplacar desejos que pouco tem a ver com a razão. Gente se endividando
    com a desculpa de que precisa de mais espaço por exemplo. A necessidade
    de espaço depende de quanto você precisa carregar, e não que quanto você
    quer carregar. Mas muitos confundem querer com precisar, e ai a coisa
    embola. O contrário também acontece.”

    Que parágrafo sensacional!

  • Silvio

    Um up! com motor turbo resolveria o problema, mas criaria outro, se aspirado ele já custa um absurdo para um Fusca do século XXI, imagina com turbo…

    • CCN-1410

      Quem sabe o novo “Fiatzinho”?

  • Roberto Alvarenga

    Concordo em grande parte com a sua ideia de “carro ideal” PK! Só discordo quanto ao câmbio, pra mim tem que ser manual com engates curtos e precisos e uma embreagem boa. E teria bancos largos e envolventes (gosto muito do estilo dos bancos do Civic). Ah, e uma tomada 12 volts posicionada na parte de cima do painel (odeio andar com o fio do carregador pendurado quando fixo o celular no suporte para usar o GPS).

  • Transitando

    PK, você quer um “urbaninho” elétrico.

    Dica: observe os franceses.

    Pense bem e perceberá que encontrará quase tudo em um tipo deste; conforme o andar da tecnologia e mercado, estarão cada vez mais “afinados”.

    Pode ser assim (Renault Zoe):

    E até mesmo assim (Renault Twizy):

    Uma verdadeira “Formiga Atômica”!

    Ou até o BMW i3, que você já conhece:

    [O BMW i8 acho que já passa um pouco “da medida” (das medidas)]

    Mas tudo bem se não quiser um elétrico (Renault Twingo):

    Acho que até a esposa do Josias gostaria deste último modelo.

    • marcus lahoz

      Tem um episódio do Top Gear sobre isso. Ainda não chegou a hora do elétrico.

    • agent008

      Se a Renault trouxer este Twingo, especialmente se for aquele mais potente, eu vendo a sogra pra comprar. rs

  • Domingos

    Hoje em dia, com tudo tão chato e os carros se aproximando de utilitários domésticos mesmo (era contra essa opinião, mas parece que nos últimos anos chegamos a isso), começaria muito bem um carro que fizesse bem o básico:

    – Câmbio de engates gostosos, como está cada vez mais raro em lançamentos e quando tem não acha pra vender;

    – Volante de peso certo e que faça sentir a rua sem ser desconfortável. Quem acha que volante tem que ser o mais leve possível deveria ter aulas de reciclagem;

    – Bancos com boa construção e apoio que te deixem na posição correta, sem essa de muito baixo ou – pior ainda – em posição “de domínio do trânsito”;

    – Nada de pedais ou volantes que não sejam perfeitamente alinhados, outra coisa que voltamos a regredir (a maioria dos lançamentos não são perfeitamente centralizados);

    – Bom acabamento SILENCIOSO. O bom carro é silencioso, ao menos andando devagar. Deve ser quieto pra caçador de ruído nenhum botar defeito e poder dirigir de noite com janela fechada e sem rádio na paz divina – uma das melhores experiências que tem;

    – Suspensão macia que não tombe e seja estável, como a Ford matou a charada nos Focus já em 1998;

    – Escalonamento de engenheiro e de gente que não gosta de economizar nos centavos não fazendo novas engrenagens. Para cada carro e cada motor uma relação correta ao peso/aerodinâmica e característica do motor;

    – Desenho de CARRO. PELO AMOR DE DEUS fabricantes, façam carro com CARA DE CARRO. É mais barato, inclusive;

    – Comandos de ar, botões, faróis e vidros em locais perfeitamente ergonômicos e de tato gostoso;

    – Iluminação interna e externa perfeita. Faróis e lanternas de bom tamanho e formato objetivo;

    – Dimensionamento e característica do câmbio, motor e aerodinâmica que permita mesmo nas versões menos potentes e mais pesadas um desempenho bom e uma forma de andar agradável – que inclui uma marcha final mais longa de forma a poder andar rápido com economia e viajar com boa velocidade de cruzeiro e final mesmo com pouca potência.

    Em resumo, por hoje estava bom só um carro bem feito mesmo. Sem pobrezas de alma e de técnica e sem invencionismos. Não precisa de mais nada.

    • agent008

      “Quem acha que volante tem que ser o mais leve possível deveria ter aulas de reciclagem;”

      Quem acha que volante tem que ser o mais leve possível deveria é ELE ser reciclado. E quem acha que câmbio manual é coisa de pobre também. hahaha

      PS. Salvo casos onde essa leveza de volante e câmbio automático possam ser indispensáveis (ex. deficiência física)

      • Domingos

        Pois é, hoje em dia com as regulagens possibilitadas pela eletrônica, daria facilmente para que houvesse um modo de assistência a quem tem algum problema ou é muito fraco.

        Hoje existem os tais modos seletores, mas geralmente ou mudam pouca coisa ou ficam ruins. E a sensibilidade sempre costuma estar comprometida.

        Algo como no antigo Stilo seria o ideal! Aquilo funcionava e não comprometia o prazer, já que desativava sozinho ao atingir velocidade de andar – acima de 20 ou 30 km/h acho.

  • Marques Goron

    Aquele interior do Maybach com “travesseirinho” lilás, couro e brocados dignos da Maria Antonieta, me lembrou na hora o estilo “Chiquinho Scarpa”. Só faltou mesmo o ursinho de pelúcia deitado no banco para compor o cenário…

    • János Márkus

      Realmente nem parece que é um Mercedes. Muito estranho.

  • a. shiga

    Seria válido afirmar que um motor turbo diesel atenderia a imensa dos consumidores ao invés de um motor 3 cilindros turbo gasolina?
    Muito torque em baixa, baixo consumo, acho que isso é o suficiente, não?
    Uma vez em Buenos Aires peguei um taxi renault kangoo td. É impressionante como tem uma arrancada forte desde a marcha lenta.

  • Rogério Ferreira

    Excelente matéria. Acho que todos nós temos critérios racionais incrustados com emocionais, mas não necessariamente nessa ordem. Bom, quando vou adquirir um automóvel, a primeira coisa que procuro é sua ficha técnica. Tenho minhas necessidades, mas não sou do tipo de desistir de uma compra por causa de um porta-malas pequeno. Tenho família e uso um Hatch. Não precisa levar uma mudança em qualquer viagem. O essencial cabe lá. o que não cabe é desnecessário. Simples assim! Também sou fã de automóveis eficientes. baixo peso, bom motor, relações de marchas corretas, e boa aerodinâmica. São itens fundamentais para que tenha um veículo que ande bem e gaste pouco, especialmente na estrada, onde prevalece o meu uso. Por tal motivo, jamais compraria um SUV, ou Hatch anabolizado. Meu carro ideal seria, um sedan compacto, com menos de 1000 Kg, motor com no mínimo 100 cv, e 12 mkgf de torque, a partir de 2000 rpm. Cambio manual 5+E, de tal forma que a 120 Km/h o motor gire a menos de 3000 rpm em 6a. Altura de rodagem de no máximo 140 mm, altura não superior a 1,48 e largura não superior 1,70, área frontal em torno de 2,00 m2, Coeficente aerodinâmico abaixo de 0,30, apenas o trival de conforto (ar condicionado, direção elétrica, e vidros elétricos). O que mais se aproxima disso é o Kia Cerato a partir de 2014 (erra apenas no peso de acima de 1200 Kg).

  • Renan V.

    Para mim, a versão básica, de entrada, do Golf VII, seria o presente definitivo. Conservaria o carro para durar décadas a fio comigo e seria meu companheiro diário.

    • Domingos

      Um desse bem liso, só com o básico, e câmbio manual realmente é um carro bem acertado e legal de ter por muito tempo!

  • REAL POWER

    Dou muito valor a uma boa mecânica. Assim um motor super quadrado, com pouco curso e maior diâmetro dos cilindros, para girar macio.Câmbio de seis marchas, com quinta de velocidade e sexta eco. Suspensão bem calibrada entre conforto e performance, sem trazer para dentro do carro os tais buuumm ao passar por buracos. Comando do câmbio preciso, sem folgas e pequeno curso. Ar condicionado, vidros e travas elétricas, direção assistida. Interior sem frescura, nada de tela, botão multi função etc. Cada comando com seu botão giratório. Painel com velocímetro, conta giros em destaque. Temperatura motor e marcador combustível em menor tamanho. Tudo deve estar ao alcance do motorista, sem precisar se esticar, se abaixar. Todo montado numa carroceria robusta.
    Ou seja, um básico em termos de frescura tecnológica, mas com bom motor,câmbio e suspensão. Um carro fabricado com esmero de quem entende do que faz, sem se dobrar ao modismo. Carro para achar sempre um motivo para entrar nele e sair pelo mundo, mesmo o mundo seja logo ali depois da esquina.

    • Domingos

      Perfeito. O pessoal esquece de fazer um carro para gostar de dirigir, o que não é ser sequer perto de um carro entusiasta ou um carro muito sofisticado – seja para conforto, seja para esportividade.

      Ficam fazendo carros do estilo “conversa de salão de cabeleireiro”, para ficar impressionando terceiros sem tocar o coração do dono.

    • Cesar Mora

      Olha, lendo sua descrição não me veio a cabeça outro carro que não meu ex Sentra 2.0S 2008 mecânico, carro muito gostoso para quem gosta de dirgir, bem montado, cambio quase tão bom quanto os VW, 6 marchas, motor girador e suave, sem frescuras desnecessárias e apto a curvas como poucos de sua categoria. Saudades dele…

  • Lucas Garcia

    Só pra saber, qual o carro da primeira imagem?

  • Filipe

    PK, considerando sua primeira exigência – Que ele me leve de um ponto A ao B com um mínimo de conforto. Isso quer dizer “não destrua minha coluna” – esqueça o Smart ForTwo. Andei em um e curti o ronco, anda direitinho, mas a suspensão é mais dura que a de um Civic Si. Nessas nossas ruas maravilhosas, sua coluna vai sofrer.

    No mais, acho que um Ka XR mk1 te serviria nesse “carro ideal”, atende vários dos requisitos…

  • Lauro Agrizzi

    Tomara que o seu carro não seja um Edsel. O carro perfeito ditado pelo público nunca existirá, pois o público não sabe o que quer. Não sabe das possibilidades do que pode ser projetado.Além disso o público é volúvel e se deixa levar pelo mais atual e interessante.

    • Lauro Agrizzi, o Edsel foi um caso interessante de aplicação de pesquisas de opinião.
      O erro da Ford foi confundir o que as pessoas desejariam em um carro com que carro as pessoas realmente comprariam.
      Erro semelhante bem recente foi a Microsoft eliminando o botão “Iniciar” do Windows 8. Ela acreditou piamente que o “Iniciar” era um recurso de interface que havia se tornado antigo, obsoleto. Ela pesquisou o mercado e a resposta do público foi a mesma. Mas quando o Windows 8 foi lançado, ninguém gostou da novidade e o sistema “micou”, igualzinho o Edsel.

  • Transitando

    É para andar em São Paulo?

    Hum…

    Fab Fours Legend
    https://youtu.be/zqSh0_yGiF4?t=308

  • Lorenzo Frigerio

    Eu buscaria uma suspensão que me isolasse das irregularidades das estradas e da buraqueira das ruas, como o Cadillac DTS que aluguei em 2005. O motor também teria que ser absolutamente isento de vibração, elástico e capaz de virar alto, com um câmbio automático de 5 marchas ou mais, com opção de troca na direção. Uma tração nas 4 rodas também seria desejável. Um Chrysler 300C V6 já está bem perto disso. Mas o carro tem que ter personalidade; carros japas, estou fora. Talvez um Classe C 350 ou BMW 335 também estivessem de bom tamanho, só para não pegar o caminho óbvio dos topo de linha.

    • Domingos

      O Camry atual V6 agradaria muito você… Concordo na parte de personalidade, porém hoje com a Classe C tendo aquele desenho meio coreano eu não ligaria muito para isso.

      • Lorenzo Frigerio

        O Chrysler 300 é mais visceral, pelo menos os mais antigos, e tem tração traseira. Mas o interior do Camry é bem agradável.

  • RoadV8Runner

    Eu tenho lá minhas preferências, mas ao longo dos anos descobri que acabo gostando de tudo que dirijo, desde que tenha quatro rodas e um teto rígido sobre minha cabeça (são raros os conversíveis que me agradam). Ficam de fora dessa lista os suves e minivans, pois todo automóvel cuja capota ultrapasse minha linha do queixo incomoda sobremaneira, mesmo que tenha comportamento dinâmico bom. Por outro lado, gosto de picapes, mas aquelas que têm cara de picape, quase um mini-caminhão… Não encontrei a exata razão do porquê, mas entre um suve e um picape, não penso duas vezes em ficar com o picape.
    Em geral prefiro carros grandes, mas para uso diário, nada melhor que um modelo no máximo médio, de até pouco mais de 4 metros. Tendo preferência incondicional pelas peruas, me sinto absurdamente órfão de opções por estas terrinhas tupiniquins. Sedãs, só se passarem dos 4,5 metros.
    Em resumo, do que temos de opção no mercado hoje, me sinto muito balançado pelo novo Ka 1-litro, principalmente depois de descobrir que agora é oferecida a cor laranja metálica. Preferiria mesmo se houvesse opção pelo laranja sólido, mas aí creio que somente eu e mais meia dúzia de loucos o compraria…

    • Antonio

      Interessante: sinto o mesmo que você. Qualquer coisa na verdade me agrada, desde que se mexa e tenha um mínimo de confiabilidade e segurança.
      Ficaria muito feliz se desse pra comprar um fusca 1303 zero! Automático de preferência.
      Do que existe hoje, um Up turbo estaria de bom tamanho: com o tempo, apesar de continuar preferindo as banheiras americanas, a gente passa a valorizar o pequeno, o mínimo. Cansa menos!
      AAM

  • Ilbirs

    Acho que o carro do Paulo Keller já existe, seja em sabor Renault (improvável de vir para cá):

    http://i.auto-bild.de/ir_img/1/1/5/7/3/3/9/Renault-Twingo-1200×800-40cbbdf9bd33a69c.jpg

    Seja em sabor smart (que de repente pode até vir):

    http://s1.cdn.autoevolution.com/images/news/first-ever-smart-forfour-electric-drive-coming-in-2016-84806-7.jpg

    O único senão é essa porquice de janelas traseiras basculantes em um carro de quatro portas.
    Em relação ao Motiv, que eu também teria fácil, a Yamaha deixou no ar a previsão de que a plataforma também daria origem a modelos para quatro passageiros, como se vê neste desenho:

    http://images.gizmag.com/hero/yamaha-motiv-gordon-murray-design.jpg

    Observe-se que há ao menos duas imagens sugestivas de um pequeno hatch. Temos de também lembrar que o sistema usado pela Yamaha, o iStream da Gordon Murray Design, também prevê facilidades na criação de variações de uma mesma plataforma, além de ocupar menos espaço na linha de montagem. Logo, seria bem fácil alternar de um Motiv biposto para um maiorzinho.
    E, claro, se alguém da Yamaha Motor do Brasil estiver lendo este comentário, aviso que seria dos primeiros a comprar um Motiv brasileiro com quatro assentos. Pelo que vi, ele se enquadra perfeitamente no regime automotivo brasileiro, tendo um tricilíndrico de 1 l e três cilindros, que neste caso provavelmente faria o carrinho andar muito, ainda mais que se fala de mais de 100 cv de força.

  • Viajante das orbitais

    -Motor dianteiro, tração traseira
    -Não mais que 1000 kg
    -Entre eixos curto
    -Coeficiente aerodinâmico baixo, pro inferno carro gordo da bocona grande feito pra bater em pedestre
    -Motor elástico e girador, de 200 a 300 cavalos, 6 em linha
    -Suspensão com pouco rolagem mas não muito dura, pra rua
    -Interior limpo, em veludo e com volante bem redondo.
    -Câmbio manual de 6 marchas
    por aí…

    • Domingos

      “Interior limpo, em veludo e com volante bem redondo.” – Isso também me faz falta.

      E desprezaria os volantes com base chata, que em sua maioria não fazem sentido num carro de rua e atrapalham a pega em manobras.

  • Fabricio d

    De imediato me veio a cabeça o Smart Fortwo Brabus.

  • Felipe Parnes

    Manda fazer um para mim.
    Mudaria algumas coisas, mas essas seriam opcionais.

  • Uma Paratí G5 faz falta!

    • Renan V.

      Seria um carro prático e muito bonito. Quando olho para a traseira dos Gols G5 e G6, penso: Que perua não seria bonita com uma traseira dessa?

    • Daniel S. de Araujo

      Uma Parati G5 com motor EA211 ou com o EA827 2L 16 valvulas e uns 160cv…..Não custa sonhar

    • Silvio

      Se isso fosse lá nos anos 80 algum maluco, ou alguma concessionária já teria feito uma Parati G5, com base na Saveiro, misturando peças de Gol e Voyage.

      A própria Vw já está quase lá uma Saveiro cabine dupla com uma capotinha de fibra já é quase uma Parati. Ficaria bem melhor do que a Space Fox, embora a ultima geração esteja um pouco menos feia e desengonçada, ou minha visão que está se acostumando com aquilo.

  • Embora eu goste do Smart ele é realmete duro e com entreeixos muito pequeno, que não gosto. Valeu!

  • “o que não cabe é desnecessário”

    Penso assim, mas incrivelmente não é todo mundo que tem esse desapego ou que saiba como organizar um porta malas!
    Abraço!

    • Fat Jack

      A imensa maioria das mulheres certamente discordarão veementemente disso, casado que sou, sei disso há tempos…

    • PK, vou te contar meu caso pessoal.
      Meu pai passou por uma doença degenerativa ao longo da década de 1990 e toda hora dava um susto e precisava ser internado com urgência. Nenhum plano de saúde aceitava pegar um doente como ele, então eu tinha que bancar os custos. Passei a década juntando dinheiro para comprar um carro e o dinheiro era torrado na próxima internação dele. Passei assim uma década sem carro e aqui nos acostumamos a ir no supermercado e fazer as compras com carrinho de feira mesmo.
      Em 2001, meu pai veio a falecer e com o dinheiro que me restava, acabei comprando a Ipanema que tenho até hoje.
      Ocorre que a Ipanema tinha o segundo maior porta-malas do país na época, só perdendo para a irmã mais classuda, a Suprema.
      Para quê… A primeira compra no supermercado com o carro novo até foi normal, mas quando minha mãe percebeu a capacidade de carga, acabei me ferrando.
      Ela passou a fazer compras o suficiente para lotar o porta-malas. A farra durou até eu dar o grito de carteira vazia.
      Metade do que ela comprava era desnecessário. Muita comida desperdiçada… Tive de bater firme em casa para a coisa não sair do controle.

      Antes de eu comprar a Ipanema, minha mãe queria que eu comprasse um Ford Ka zero para não ter problema com um carro usado.
      Meses depois de ter comprado a Ipanema, estávamos saindo do supermercado, quando ela viu um senhor rebolando pra colocar três ou quatro saquinhos de supermercado num carro pequeno, e a língua não perdoou. Aí eu disse: “Repara bem no carro dele. Esse é o Ford Ka que a senhora queria que eu comprasse novo”. Ela ficou inconformada.

      Hoje ela não liga muito para o conforto dela, mas ela pegou o costume de reparar nos porta-malas alheios e ficar resmungando “como são pequenos esses carrinhos novos, não?”.
      Conclusão: é duro quando a referência para qualquer comparação se estabelece pelo topo. Todo o resto não presta.
      E ai de mim se eu vender a Ipanema… Ela aceita que eu compre outro carro, mas não quer nem ouvir falar de me livrar da minha “menina”.

      Eu reparo muito disso nas pessoas. Elas sempre trocam de carro para algo melhor e acha ruim o que ficou para trás. Já perdi as contas das pessoas que conheci que em determinado momento não estavam em condições financeiras compatíveis, mas não arredavam o pé de ter sempre um carro melhor.

  • Boa essa! “Desenho de CARRO. PELO AMOR DE DEUS fabricantes, façam carro com CARA DE CARRO. É mais barato, inclusive”Abraço!

    • Domingos

      Sim, até porque de todos os últimos lançamentos nos 2 anos passados até agora em nosso mercado, acho que conto em menos de uma mão os que simplesmente parecem realmente um carro e não um “conceito” ou alguma forma de apelar a quem gosta de eletrônicos e modernidades – e não de carros.

      Pessoalmente me irrita muito faróis e lanternas desenhados demais, que encarecem absurdamente uma peça de reposição e fazem um papel essencial bem pior do que poderiam.

      Junto dos faróis vêm também as laterais com muitos recortes e os para-choques de desenho exagerado – outra coisa que atrapalha em preço e funcionalidade uma área do carro feita para eventualmente apanhar um pouco.

      Interiores de espaçonave também. É tudo feito para impressionar quem não entende e nem se interessa por carro e não para quem realmente dirige ou gosta do assunto – algo que acaba fazendo o carro cansar mesmo para alguém mais leigo.

      Pior ainda é que os que sobram são quase sempre da faixa dos 100 mil em diante.

  • Ainda não estou preparado para anda de carro elétrico. Uma das coisas que mais prezo é ter liberdade. Ter que esperar um carro carregar para poder usar é bem complicado!

  • Penso muito num up! turbo!

  • Boa!

  • Acho que é por aí! Mais para up! Abraço!

  • Boa! Um tanquinho! Abraço!

  • Não pensei no up! enquanto descrevia, mas faz sentido! Abraço

  • Esses dois seriam sérios candidatos. Tenho muita vontade de andar nesse Twingo ou novo Smart. Abraço!

  • braulio

    Gostei da ideia, mas faria um carro diferente em vários aspectos:

    Primeiramente o estepe. Eu já rasguei um pneu de modo que mesmo que fosse um opcional, pagaria por ele. Sem falar que o estepe fala muito sobre o quanto de improviso uma fábrica de automóveis aceita ou não. Ele deve ser operacional, para não ter a chateação de pôr o pneu apenas para chegar ao borracheiro mais próximo (eu quero exercer meu direito de escolha de onde vou consertar o pneu, oras!), e deve ficar posicionado, preferencialmente em (1) compartimento exclusivo, como nos Dauphine, ou (2) sobre o motor, se este ficar na frente do carro e não interferir numa boa distribuição de pesos, ou (3) em pé, ao lado da bagagem do porta-malas. Sob a bagagem é aceitável, mas já dificulta o acesso e a calibragem, embaixo não é aceitável e pendurado fora do carro está em algum grau além do inaceitável.

    A suspensão poderia ser McPherson nos quatro cantos, ou braço semi-arrastado atrás. Não tenho nada contra os essquemas de eixo rígido ou de Dion, desde que funcionem bem, não fiquem pesados, não ocupem muito espaço como algumas multilink e a manutenção não seja cara ou complexa, como alguns esquemas mais elaborados. Só não gosto do eixo de torção porque ele obriga à tração dianteira, e carros de tração traseira e 4X4 também podem ser muito divertidos e até mais eficientes. Semi-eixo oscilante e twin-I-Beam ficariam muito bem num museu.

    Motorização: Sou um saudosista, e acho mesmo que a falta de variedade dos tempos atuais tem mais a ver com pressões mercadológicas que com a falta de criatividade de engenheiros em explorar as vantagens de diferentes configurações. Eu estou curioso para acelerar um motor de pistões opostos, então vou determinar: Sob o banco traseiro, um motor de pistões opostos, ou um boxer de quatro cilindros. O radiador teria que ir para trás do eixo traseiro ou à frente do dianteiro, mas eu teria um bom motor com câmara de combustão subquadrada que parece agradar aos ambientalistas e pistões se deslocando como num superquadrado, o que me agrada.
    Como potência não me impressiona tanto quanto eficiência, seria ótimo ver um motor desses com pouco mais de 60 cv (não, não 600, sessenta, a potência de um Mille) entregando desempenho equivalente ao dos populares atuais com mais de 80cv, mas com consumo também reduzido em 3/4 do que um popular atual consegue. Já que estamos sonhando, por que não um monocombustível à álcool ou diesel?
    Pneus: O carro teria tração traseira e distribuição de peso próxima de 50% em cada eixo. Isso é importante quando falamos de pneus para que eles se desgastem por igual mesmo que o dono do carro – como a maioria das pessoas – não faça o rodízio. O carro seria pouco potente, o que permite usar pneus menores, com pouca massa não-suspensa (e melhorar conforto e estabilidade ao mesmo tempo), sem que eles se desgastem rapidamente. Haveria o problema de travá-los facilmente, mas, como o sistema ABS é obrigatório, esse empecilho foi contornado Fiquemos com 165/70/13 com a fábrica oferecendo 175/60/14 como opcionais. São pneus bons para uso diário, baratos e fáceis de achar.
    Assistência elétrica da direção, apenas para compensar eventuais variações de carga (já que o motor está no entreeixos, abriu-se um espaço para guardar algumas malas na frente) ou nem isso, já que peça que não entra no carro não consome energia, não gera peso e não quebra. A assistência de frenagem poderia ser elétrica, descomplicando o sistema de admissão do motor e melhorando a resposta do sistema aos comandos do ABS. Em essência, se fosse hidraulica de duplo circuito como nos Lada (um circuito para todos, outro só para os dianteiros), melhor ainda, pela segurança em caso de falha.
    A carroceria: Minha predileção é pelas peruas, por sua eficiência aerodinâmica associada à capacidade de carga (se bem que, num carro de 60 cv, isso significaria um desempenho sofrível. Como a carga é ocasional, ainda acho que vale a pena!), e pelas duas portas, por serem mais longas e permitirem que possa entrar e sair com conforto de um carro relativamente curto. Permitiria uma estrutura relativamente rígida, leve e aproveitável. Dimensões externas deveriam permitir um interior no qual, se eu deitar o banco, caibam objetos de dois metros de comprimento. Algo próximo de quatro metros de comprimento deve ser suficiente.

  • Roberto Mazza

    Excelente PK! Mas vamos esperar SENTADOS que a VW nos traga um Up 1.2 Turbo e DSG. vai levar mais de 10 anos. Fora que tem dois detalhes ue não gostei no Up… o banco traseiro muito perto, falta espaço de joelho para alguém até de estatura média, deveria ser mais pra trás mesmo tendo menor portamalas, e o AR não pode ser virado pro parabrisa, tem que ser na fuça do mororista, pois aqui não é a Alemanha.

    Bem que poderiam trazer o Polo turbo como um compacto premium. Mas os executivos bobões acham que vai ficar no preço perto do Golf. E daí? Vai ter quem queira sim. Sabe de nada inocente…

  • Otavio Marcondes

    PK, eu até meus 30 anos tinha repulsa pelos câmbios automáticos, automatizados e CVT, hoje já penso diferente. Para o dia-a-dia o conforto proporcionado por esses é tentador. Lógico que gostaria de ter a opção de poder trocar as marchas, mas cada vez menos ( no automóvel de uso diário) isso faz falta.
    Hoje estou decidindo qual modelo irá, finalmente após 168 mil Km, substituir meu atual, os critérios estão sendo preço, consumo, suspensão, espaço interno para pernas no banco traseiro (filho com cadeirinha ocupa espaço como um adulto) e um porta malas de tamanho semelhante ao atual.
    Mas a tentação de levar um porta-malas maior é grande…porém o preço também.
    Parabéns pela coluna PK e obrigado.

  • Renan

    Interessante o post, o mais incrível é que quando se acha o carro perfeito, logo queremos outro e assim vai, satisfação é algo que não cabe ao ser humano.
    Hoje o meu Chevrolet Astra CD 2003, satisfaz odas as necessidades da família, unica parte que peca é o consumo que eu queria algo bem menor em cidade.
    Mas, para frente quem sabe não vem um japa com câmbio AT.
    Porém, este tipo de pensamento me vem quando estou longe do volante do GM, ao guiar eu entendo o motivo dele ser o carro aqui da garagem.

    Abraços.

  • marcus lahoz

    PK

    Tem um desenho dos Simpsons aonde o Homer cria o carro dele. Algo como você fez agora, muito bacana.

    Sobre a sua lista de desejo, infelizmente no Brasil você não vai conseguir realizar.

    Para o meu gosto:

    Motor com mais de 18kg de torque
    Peso na casa de 1.200 para baixo
    Braços de suspensão dianteiros paralelos ao piso (como na Europa)
    Cambio de dupla embreagem
    Comprimento não maior que 4,4m
    Bons faróis
    Boa estabilidade
    Pneus e não fitas isolantes
    Rádio com botôes
    Ar analógico

    Basicamente isso.

  • Daniel S. de Araujo

    PK, belo texto! Confesso que nunca fiz essa reflexão com carros (embora goste de carros com boa aceleração – acho fundamental), já fiz muito esse exercício com caminhonetes (simples e dupla). Aqui vai o resultado:
    -> Motor diesel de fabricante independente – Geralmente são motores mais parrudos que os fabricados pelo próprio fabricante do carro
    -> Motor diesel com ruido de motor diesel mas com vibrações de ciclo otto. Parece impossivel mas a Cummins fez um excelente trabalho no ISB4e3.9 MaxPower das ultimas F-250
    -> Consumo de diesel rodoviário no plano em torno de 13km/L a 110km/h (a Ranger antiga, motor International NGD3.0E Powerstroke fazia. Com diesel S10 então melhorava ainda mais)
    -> Estabilidade com conforto (a Ford conseguiu isso nas Rangers ano modelo 2008 até 2012)
    -> Espaço interno (se cabine dupla) igual ou maior ao da Hilux
    -> Comprimento igual ou maior ao da Hilux
    -> Ausência de Roda Livre (nas versões 4×4 – a Ranger não tinha e funciona muito bem – e nem por isso há incremento perceptível de consumo)
    -> Rodas aro 15 (para permitir a colocação de pneus com medida imperial – 31/33/35)
    -> Cromados – parachoque e grade. Nada de caminhonete de plástico
    -> Parachoques de metal
    -> Suspensão dimensionada para o tamanho e peso do motor (para não resultar no que a Chevrolet fez na S-10 motor MWM Sprint e mesmo a Ford Ranger Diesel)

    • Domingos

      Qual a vantagem dos pneus com medida imperial?

  • Piantino

    PK, tenho um BMW 118i 2 portas 2012… ele é praticamente isso que você descreveu, sendo apenas um pouco maior e mais pesado…

    • Domingos

      Era legal esse carro nessa versão. Pena a BMW não oferecê-la mais e não ter ela com um motor simples porém um pouco mais potente.

  • Fat Jack

    Pra mim um carro tido como o único da família tem de ser versátil (lá se foram as escolhas do PK água a baixo…).
    – Capacidades: transportar em seu porta-malas (banco não vale!) as compras do mês, bem como as malas da viagem de 20 dias na praia e ao mesmo tempo levar 4 (somos em 3, mas sempre pinta um penetra!!);
    – Desempenho: me proporcionar segurança pra enfrentar rodovias de faixa única mesmo carregado, preferencialmente com bom torque em baixas para comodidade no trânsito urbano;
    – Câmbio: de moderado a longo (4+E, porque não?) “esguelador” em viagem não! (defeito do meu Street 1.0 Rocan e interessantemente meu anterior com motor Endura não o era…), pra mim uma boa quinta (ou última) está na casa de 35km/1000rpm pra cima, precisando reduzo;
    Quanto ao tipo: os manuais aos automáticos tradicionais (mas não tenho experiência com as versões mais modernas deles), mas gostei do I-motion de uma SpaceFox que guiei: prática como um automático, e ágil como um manual (e sem trancos…)
    – Conforto? Sim obrigado, mas o básico me basta numa boa: ar, direção, vidros e travas, se tiver um algo mais, beleza, se não, ok também…(também aprecio rodas de liga e faróis de neblina);
    – Instrumentos: Não abro mão de 4, inclusivo o desprezado termômetro do motor (já me salvou, sei o valor que ele tem), um computadorzinho de bordo ajuda, claro, só a minha frente, nada de meio do painel!
    – Dinâmica: que não maltrate os ocupantes nos buracos e nem a mim de susto na pista;
    – Conectividade: dispenso, basta a minha com o carro, pois ele é meu foco enquanto guio.
    – Consumo: não tem de ser um campeão, estando na média da categoria já não me ofende, como guio usando o torque costumo conseguir boas médias…
    – Design: Beleza sem põe sim a mesa, mas pra mim não é fator primordial na compra, aqui a razão derruba a emoção…
    – Cor: metálicas não berrantes, ou as tradicionais vermelho e preto.
    – Marca: até hoje tive das 4 grandes, penso numa das coreanas como possibilidade futura e se o valor compensasse talvez me arriscasse num “China”.

    • Domingos

      Tudo o que quem entende ou gosta mesmo de carro quer…

      Falta pararem de ouvir consumidores de smartphone ao fabricar os carros, os quais estão loucos é para não precisarem ter carro – e não conhecem nada de carro.

      Espaço bom realmente é algo que um carro de rua deve ter. Não precisa ser exagerado, mas bom é legal no caso de um carro não tão pequeno por fora.

      Conectividade não ligo também.

      E consumo concordo, mas aprecio carros econômicos. Quanto menos gastarem sem perderem prazer de dirigir e uma boa performance, mais gosto.

      Não entendo e não aceito carro gastão pela simples sensação de estar jogando dinheiro fora e desperdiçando, já que a quantidade de energia na gasolina é enorme. Dá para fazer um carro andar bem bebendo pouco num uso normal apenas projetando um bom motor.

  • $2354837

    Outro dia falei que achava estepe desnecessário (dois carros da família com 55 mil e 4 anos e outro com 75 mil e 7 anos nunca desceram o estepe) e quase fui linchado aqui…

    • wanderson

      Sorte. Tenho o mesmo carro desde 1998 e já mandei consertar pneus umas 10 vezes. Um deles, certa vez, rasgou, quando um ônibus me jogou para fora da pista.

  • WillGD_R

    O problema aqui é que tamanho é status, então carros grandes e altos são necessários para suprir essa vontade da população de “ostentar”. Raramente são os que vão lotar o porta-malas, pegar estrad

  • wanderson

    Eu queria ter um Fat 500 1991. É um Uno miniaturizado, rs.

    • wanderson

      Corrigindo: Fiat 500 ano 1991.

  • Domingos

    É uma coisa interessante essa parte de vidros elétricos e espelhos elétricos.

    Com o tempo eu fui dando mais importância aos espelhos elétricos que os vidros elétricos.

    Um bom sistema de manivela pode ser útil em aliviar peso e tirar essa possibilidade de problemas. Porém são raros os bons sistemas de manivela, a maioria tem folgas ou tem pontos onde são muito duras. A sensação e a operação são bem ruins…

    O único inconveniente é não poder abrir as outras janelas sem fazer contorcionismos ou se alguém deixa elas abertas.

    Uma solução seria a porta do motorista com vidros manuais e o resto com vidros elétricos, o que inclusive ajuda a equilibrar o peso do carro – geralmente mais concentrado no lado do motorista.

    Mas não sei se teria aceitação…

    Espelho elétrico de um lado só, o do passageiro, já existiu em alguns carros como o Xsara nas versões mais básicas!

    • Guilhermino

      Vou ganhar o troféu pá de ouro aqui, mas meu Mercedes W124 também tem retrovisor elétrico só do lado do passageiro. Por isso que disse que acho legal. 😉

  • Antonio Pacheco

    O Fiat 500 atende a algumas das exigências. Eu só trocaria o motor fire 1.4 por outro e as relações de marchas, muito curtas. No mais, é um carro urbano que se dá bem em viagens, com freio a disco nas 4 rodas, esp, controle de tração e etc.

  • Daniel S. de Araujo

    São pneus mais “bolachudos”, de maior diametro que os tradicionais. Geralmente são aro 15 ou 17 e são medidos em polegadas de diametro x polegadas de largura. Ex. 31×10.5R15.

    Picapes com esses pneus ficam bonitas. Essa Ranger está com 33×12.5R15 (eu prefiro 10.5 mas essa medida só existe nos EUA)

    http://www.4x4brasil.com.br/forum/attachments/ford/99269d1193713839-pneu-ranger-tn_dsc04991.jpg

    • Domingos

      Mas não seria só o caso de usar perfil maior nos pneus normais para atingir esse efeito? Acredito que seja benéfico só no off-road, não? Afinal se altera o diâmetro…

  • KzR

    Houve uma hora que achei que era o Arnaldo falando… esses Keller são bem parecidos.
    Há duas coisas que não abriria mão: câmbio manual e painel completo -tacômetro, temperatura, combustível, bateria e velocímetro; o primeiro sempre analógico.
    As demais, seguiria o raciocínio do PK: compacto, ótimo chão e frugal no consumo.

  • KzR

    Um Ka mk1, acerto de XR e com Ecoboost 3c 1,0 seria uma boa solução a proposta. Só faltaria reaver os períodos de manutenção.

  • Bruno Corrêa

    Me lembro que o Clio Sedan tem um acerto de suspensão que na minha opinião é excelente, sem ser duro demais, e ao mesmo tempo confortável, os Logan e Sandero também são bons, mas não achei tão firmes.

  • REAL POWER

    Eu sempre vi o Sentra como um carro meio injustiçado. Nunca andei em um. Mas o conjunto mecânico é realmente bom pois todos elogiam. Um carro que aos olhos não se destaca, mas certamente após dirigir deve dar vontade de ter.

  • Welyton F. Cividini

    Tenho 15 anos, portando não tenho habilitação nem poder aquisitivo para adquirir um automóvel, mas adoro carros. Meu gosto, ao contrário da maioria da minha idade não é por carro rebaixados e “xunados”. eu gosto muito dos alemães (como não gostar! ), mas tenho também uma “queda” por carros ao melhor estilo americano como picapes, SUVs e sedãzões como Fusion, Malibu, 300C, Sonata etc. Hoje se eu fosse comprar um carro na faixa de preço até R$ 50.000,00 optaria por um Ford Fusion V-6 2010 para cima, talvez um Camry V-6 usado, Accord V-6 idem ou optaria por um médio usado como Civic, Corolla, Jetta, Sentra, Focus, Vectra etc.

  • mauro garcçia vieira

    Também tenho a mesma opinião sua, concordo com tudo que disse.