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Lançado esta semana o Nissan Versa, o três-volumes do March. Quando vinha do México, só com motor de 1,6 litro; agora há também a de motor 1-litro, justamente o novo três-cilindros chegado há pouco com o New March. O sedã é oferecido em cinco versões: 1,0, 1,0 s, 1,6 SV, 1,6 SL e 1,6 Unique, com preços de, respectivamente R$ 42.000, R$ 44.500,  R$ 46.500, R$ 49.500 e R$ 55.000 (subtraia R$ 10 de cada preço para tê-lo exato).

O 1,6-L é praticamente o mesmo carro de tração dianteira de antes, testado pelo Ae há três anos.  Apenas deixa de existir a versão S e entra a Unique, a taxa de compressão subiu 0,9 ponto, para 10,7:1, e não há mais sistema auxiliar de partida a frio por injeção de gasolina quando com álcool, passando ao sistema de lanças aquecedoras da Bosch, o Flex Start®. Potência e torque permanecem inalterados e sem diferença se com gasolina ou álcool.

 

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Só no Unique,e o ar-condicionado automático e o mostrador de 5,8 pol.

Ficou mais pesado. S, SV e SL mostravam 1.052, 1.068 e 1.069 kg. Agora, SV, SL e Unique, 1.060, 1.075 e 1.088 kg. A aceleração 0-100 km/h em 11,1/10,7 s (G/A), agora é em 10,4 s, com álcool, sem informação de qual é com gasolina. A velocidade máxima com qualquer combustível era de 189 km/h,  agora é 187 km/h.

O consumo antes informado era pela norma NBR 7024, hoje usa-se o padrão Inmetro/PBE: cidade, 12,4/8,6 km/l (G/A) e estrada, 14,8/10,2 km/l (G/A). Recebeu classificação “A” na etiqueta, o que significa melhor na sua categoria e na classificação geral.

Dimensionalmente, tudo igual, exceto mais 37 mm no comprimento, questão de pára-choques somente, e altura 1 mm maior. Se piorou o bom Cx 0,32, é desprezível.

 

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Interior do Unique

Uma mudança anunciada na apresentação foi recalibração da assistência elétrica de direção, “a pedido dos consumidores”, segundo a Nissan, aumentando-a em velocidades de manobra e reduzindo-a na estrada. O resultado foi ruim, praticamente não mudou em manobras e ficou pesada, esquisita até, em velocidade. Tenho impressão que estes “consumidores” não têm noção do que é automóvel, pois no teste há três anos a direção do Versa 1,6-L foi um ponto alto. Mas isso no 1,6, porque no 1-litro não tem nada disso (falarei já do 3-cilindros).

 

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Interior do 1,0: mesmo mais simples, muito agradável

A versão Unique, de topo,  entre outras exclusividades, traz pneus 195/55R16H ContiPowerContact (185/65R15H no SL/SV), ar-condicionado digital automático, câmera de ré com imagem na tela do rádio, repetidoras das setas nos espelhos, GPS, fixação Isofix para bancos infantis, rádio/toca-CD com mostrador de 5,8 pol. em cores, função RDS e entrada auxiliar para MP3/iPod. tomada USB e quatro alto falantes, mais couro em tudo e acabamento preto Piano no painel central. Mas não tem pisca-3 nem faixa degradê no pára-brisa.

Dirigi-o, tem todos os atributos mencionados no teste anterior, mas me pareceu com menos tratamento acústico, deixando o motor “invadir’ o habitáculo. Claro, o espaço interno do Versa impressiona, especialmente para os ocupantes do banco traseiro.

A v/1000 em quinta é 34 km/h, 3.500 rpm a 120 km/h. À velocidade máxima, 5.500 rpm, correto para o motor de 111 cv a 5.600 rpm. Comportamento dinâmico bom, faz curva bem e a única ressalva é para o “acerto” da assistência de direção comentado.

O 3-cilindros

É o que mais brilha. Como ficou boa a combinação! Mesmo sendo o menos potente da nova safra de motores 1-L de três cilindros, é muito agradável e o desempenho mais do que satisfaz. Lembro de leitores, nos comentários, criticando essa motorização no Versa, que seria insuficiente, eu sempre dizendo que só dirigindo para se ter uma opinião. Dito e feito, ficou mesmo muito bom.

O motor denominado HR10, bloco e cabeçote de alumínio, é dimensionalmente 78 x 69,7 mm, 999 cm³, taxa de compressão 11,2:1, arquitetura de duplo comando de válvulas co acionamento por corrente, variador da fase na admissão, atuação direta das quatro válvulas por cilindros via tuchos tipo copo com compensação hidráulica. O acelerador é elétrico comandado eletronicamente e as velas com eletrodos de platina têm duração prevista de 100.000 km.

 

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O eficiente motor HR10 no seu berço; parte internas não têm a mesma pintura da externas

Os dados de desempenho oficiais dizem uma coisa e o que se sente é outro. Não parece ser um carro de 0-100 km/h em 16 segundos (com álcool) e nem que só chega a 162 km/h. Fiz questão de andar com quatro pessoas a bordo e de sair em algumas subidas mais íngremes e, perfeito. A pegada do motor em baixa é mesmo convincente, como eu havia notado no New March com esse motor no final de janeiro.

Para melhor idéia, a 800 rpm — marcha-lenta — acelerado-se a fundo, o motor já produz 5,5 m·kgf de torque ou 6,1 cv. Ao chegar a 1.200 rpm o torque sobe para 8,1 m·kgf (81% do máximo), correspondente a 13,6 cv; a 2.000 rpm, 8,8 m·kgf/24,5 cv. Mesmo em aceleração parcial o motor empurra bem o sedã nesses baixo regimes. O torque atinge seu máximo a 4.000 rpm/56 cv, a potência máxima de 77 cv vem a 6.200 rpm, com corte limpo a 6.800 rpm, o torque caindo para apenas 9 m·kgf. Explica-se, assim, a impressão de andar mais do que os números desempenho oficiais mostram.

 

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Instrumentos do 1,0, leitura “Wolfsburg” e posição superposta. consulta imediata aos dois

O carro estava com álcool (com gasolina, no dia do New March) e mesmo assim repetiu-se a impressão de que este três-cilindros é mais suave do que o do up! e Ka. E, incrivelmente, com bem menos invasão de ruído na cabine, ou seja, bastante agradável, sempre com som cativante aos ouvidos. Também, como eu disse antes, com assistência de direção como deve ser. Esta tem relação de 17:1, 3 voltas entre batentes, com diâmetro mínimo de curva de 10,6 metros — bem poderia ser mais próximo do March nisso, 9 metros, afinal a diferença de entreeixos não é lá tão grande (2.600 contra 2.450 mm).

Quanto ao câmbio, v/1000 de 29,1 km/h, 120 km/h a 4.100 rpm e à velocidade máxima em quinta, 5.600 rpm, longe das 6.200 rpm do pico de potência. Caberia um escalonamento para máxima em 4ª e v/1000 em 5ª mais alta. Motor para isso, tem.

Ainda falando de câmbio, as duas versões não apresentaram o anormal e absurdo ruído em primeira marcha observado em testes anteriores.

O consumo oficial segundo o Inmetro/PBE é 12,6/8,5 km/l (G/A) na cidade e 15,2/10,4 (G/A) na estrada, também com classificação “A”.

 

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O básico, de R$ 42.000, é bem recheado de equipamentos: ar-condicionado e aquecedor, ajuste de altura do banco do motorista e do volante de direção, computador de bordo, conta-giros, ajuste elétrico dos retrovisores externos, acionamento elétrico dos vidros dianteiros um-toque para descida no do motorista, desembaçador traseiro com temporizador, abertura interna da portinhola do tanque, travamento automático de portas e porta-malas, pára-sóis com espelhos,  travamento central e alarme acionado por controle remoto, bancos em tecido, imobilizador de motor, cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador e limitador de carga, cintos laterais traseiros retráteis, apoios de cabeça dianteiros com ajuste de altura, dois apoios de cabeça atrás, limpador de pára-brisa com três velocidades, controle intermitente e acionamento uma-varrida, antena de teto e preparação para áudio com dois alto-falantes. Como se vê, um carro de entrada por esse preço, e que não fará ninguém passar por vergonha a bordo de um espaçoso sedã que pode levar 460 litros de bagagem no porta-malas. Só o tanque é que é pequeno demais, apenas 41 litros.

Além do obrigatório ABS, há o auxílio à frenagem, uma ajuda a quem tem receio de pisar forte no pedal caso seja necessária uma parada de emergência. As rodas são de aço com calotas e os pneus, Continental ContiPower 185/65R15H.

Com esse trinômio — carroceria espaçosa, um moderno motor de 3 cilindros e uma dotação primorosa de itens de conforto e comodidade — e o fato de ser fabricado no Brasil, a história da marca por aqui deverá mudar completamente.

BS

Fotos: autor

 

 

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • CCN-1410

    Já dirigi o Versa anterior em diversas ocasiões e a assistência elétrica de direção era o que mais se destacava. Provavelmente, a Nissan não leu o teste do Ae.
    E tem mais: 0-100 km/h em 16 segundos com álcool não me convence. Imagine então se for abastecido com gasolina.
    Ok, tem o 1,6-litro, mas aí o preço é outro e compra quem quiser.

    • guest

      A diferença de preços do 1.0 S para o 1.6 SV é de apenas R$ 2.000. Como o consumo dos dois motores é semelhante, acho que vale a pena optar pela maior potência e maior torque do 1.6.
      Sem contar que a versão SV deve ter alguns mimos a mais que a versão S…

  • Rafael Sumiya Tavares

    Muito bom Bob! Eu não esperaria outra coisa do Versa 1.0, é um carro grande mas o peso não é tanto quanto se imagina. Gostei de saber que o ruído da primeira marcha sumiu, vou questionar essa característica na revisão dos 10.000km do meu March 1.6, é a única ressalva que tenho. O melhor dos carros Nissan para mim até agora é a eficiência do motor, tenho conseguido com facilidade médias de consumo acima de 17km/L com um desempenho que você mesmo pontuou no teste “No uso” do March ano passado.

  • Douglas Danilo

    Bob, será que esses motores 3-cilindros terão a mesma durabilidade de um 4?

  • ary

    A Nissan é especialista em carro feio no mundo todo, inclusive o GTR.

    • Lorenzo Frigerio

      Concordo plenamente. E se eu disser o que acho dos Infiniti, o Bob não publica. Alô alô Giugiaro, socorro!

      • Domingos

        Alguns Infinitis são arrebatadores no desing. Outros…

  • Mr. Car

    Sempre achei o Versa feio, mas bom carro. Continuo achando as duas coisas, he, he! A feiura nem me impediria de comprar, mas o tamanho, sim. Quando sair do Logan, quero ir para um hatch. Fiquei curioso por experimentar o 1.0, cujo desempenho e suavidade foram alvo de elogios em todos os sites que o testaram, e confirmado agora pelo Ae. Achei mesmo que seria pouco para o Versa. Agora, minha grande, enorme decepção: quando soube que haveria uma versão Unique do Versa, esperei por um espetacular interior monocromático bege, como aquele que veio na versão Unique do Sentra, mas…putz, que balde de água fria, veio preto!!! Bola fora, heim, Nissan? Bola foríssima! Abaixo os soturnos e sem-graça interiores “pretinho básico”! Fico ainda mais irritado por saber que no exterior, tanto o Versa quanto o March contam com a opção do interior monocromático clarinho. Podiam no mínimo, oferecer como opcional. Eu pagaria com prazer.

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Sempre vejo você falando sobre ” interior monocromático”, não recordo se tem uma opinião sua sobre o up! com interior claro, eu achei lindo.

      • Mr. Car

        O up! não tem aquilo que eu chamo de interior monocromático legítimo (como o Sentra Unique ou o Dodge Polara), onde tudo é mesmo de uma cor só, mas mesmo assim, já deu uma bela impressão e arejou o ambiente. Sim, gostei.

  • Thiago Teixeira

    Um” problema” do Versa é esse design. Em questoes de lucro a fabrica perde. Ta ai o excelente Etios que nao emplaca vendas, por exemplo. Ja dirigi muito a Frontier e o Sentra. Tem o dna da marca na pegada. Puxam pro esportivo. So que no Sentra me parece um ajuste mecanico de carro menor.
    Pela vasta lista de carros com o preco entre 40 e 50mil eu escolheria outro com qualidade tao boa tambem, mas mais bonito.

    • Domingos

      Cá entre nós, o problema dos carros atuais é ser um feio sem sentido e sem gosto. Já tive Clio, um carro considerado feio. Mas era um carro detalhado, requintado e com uma grande simpatia no seu desenho.

      Hoje tenho um Etios e posso falar que é uma feiura sem sentido e falta de bom tom. Não tem coisa de preço ou mesmo decisão de mercado naquilo, tem é uma distorção mesmo.

      Se fosse mais bonito, venderia mais sim. Porém o Logan vendeu muito bem sendo feio igualmente. Acredito que o Etios abusou bastante da “carta da feiura” e, principalmente, da estranheza com o painel de difícil visualização e outros detalhes muito chatos.

      Hoje eu veria cara sim e reconsideraria a compra. Como moro em São Paulo, infestada de radares, e não gosto de dirigir com GPS a visualização do painel por si só tiraria o carro das opções.

      Quando testei não incomodou por ser um percurso curto. Agora que tenho o carro é outra história.

      Fora que você sempre leva bronca do carona por pensarem que você está bem acima da velocidade permitida, já que a leitura do banco do passageiro é 10 a 15 Km/h maior que a do motorista!

  • Guest

    Va pensiero

    • João Guilherme Tuhu

      Ah, coro dos hebreus…

  • Lorenzo Frigerio

    Motor 1.0 aspirado num carro desse peso é piada. É subestimar demais a inteligência do brasileiro. Vai micar.

    • O Logan tá aí há 9 anos comprovando que não é piada. Mesmo porte, praticamente o mesmo peso.

    • Douglas

      Já dirigi o KA 3-cilindros que também não é leve e o motor empurra bem o carro, para o motorista comum está de bom tamanho, só não atende a quem gosta de uma tocada mais esportiva.
      Mas o melhor foi quando voltei para o meu carro 1,6-litro, parecia carro de corrida!

      • Domingos

        O Ka é leve. E apesar de não ter essa suavidade do Versa, acredito que seja hoje o 1.0 de maior desempenho que há.

    • Domingos

      Lorenzo, o Fiesta sedan tinha seus 10 cv a menos e mais de 100 kg a mais que o Versa e até que vendeu bem.

      Eu também tenho minhas reservas e até gostaria que micasse, assim ou a versão 1.0 baixava bem de preço ou a 1.6 ficaria no lugar dela por pouca coisa a mais (situação atual). Mas já tivemos coisa bem pior no nosso mercado que vendeu bem há pouco tempo…

    • João Guilherme Tuhu

      Também acho. Vai lembrar o Chevette Junior, Weekend 6 marchas e os Fiats 1050.

  • Bob Sharp

    Thiago
    Gosto é exclusivamente pessoal. Não vejo nada errado com o estilo do Versa. O Etios não emplaca vendas porque há pessoas que “só vêem cara, não vêem coração”. Agora, Sentra esportivo? Em quê?

    • Thiago Teixeira

      Puxa para o esportivo, nao um esportivo. Acho a suspensão muito firme e as 6 marchas close ratio, entre segunda e sexta principalmente. Comparando com outros modelos do mesmo segmento ele parece ser de uma classe inferior.

  • Bob Sharp

    Ary
    Não acho, há um pouco de exagero nessa sua afirmação.

  • Bob Sharp

    Douglas Danilo
    Não há relação entre número de cilindros e durabilidade. Não há por que os 3-ciindros durarem mais ou menos que os de quatro.

  • Bob Sharp

    ccn1410
    Lembre-se apenas que o Versa 1,0 vem com extensa dotação de equipamentos, inclusive ar-condicionado, ao passo que os que fazem 13~14 segundos são as versões básicas, praticamente sem equipamento algum.

    • Domingos

      É um bom ponto esse. Existe muito carro ágil de 1,0 litro que ao ser equipado perde muito do brilho.

      Mesmo o Sandero, já 1,6, é outro carro na versão normal em comparação com a Stepway.

      • João Guilherme Tuhu

        Mas há uma questão fundamental nos Sandero: o comum perde muuiiito mais valor de revenda que o ‘aventureiro’.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Nessa você se enganou completamente.

  • Renato Mendes Afonso

    Eu achava o Versa bem infeliz em design, até ver a viagem que o PK fez com o Nissan Altima. Vendo de perfil, é difícil o Versa não me lembrar o Altima, que por sinal acho bem bonito, com exceção de um ponto ou outro no design. O Versa pode não ser o mas bonito dos sedãs, mas tem lá sua beleza, dependendo do ângulo que você ver.

    Quanto ao 3 cilindros: Se esse tipo de motor é capaz de mover um Fox com ótima desenvoltura, não tem o porque duvidar do Versa, ainda mais pelo fato do HR10 possuir variação de fase na admissão (ainda que o Versa tenha 67kg a mais). Ainda continuo com a premissa de que os melhores carros com motor 1.0 são os carros mais leves possíveis, porém os motores atuais estão mostrando de forma exemplar sua eficiência. Andam muito bem e “bebendo” quase nada.

  • Ilbirs

    Já vi uma burrice sem tamanho na produção nacional do Versa: nenhum 1.0 terá banco traseiro rebatível, que mesmo no 1.6 só está disponível a quem puder pagar dos R$ 49.490 do SL para cima. Todos os Versas mexicanos vinham com banco traseiro rebatível e qualquer um sabe que tal recurso, preferencialmente em sua versão bipartida, é pra lá de desejável mesmo em sedãs.
    Até mesmo o Etios Sedan tem banco traseiro rebatível de série em qualquer de suas versões, o que no caso do Toyota foi uma economia de escala da filial brasileira pelo fato de se poder usar em ambas as carrocerias um mesmo tipo de banco traseiro. Por que raios a Nissan brasileira resolveu dotar os Versas até SV com banco fixo e só reservar o banco traseiro rebatível para o SL e o Unique? Será que quem só pode pagar pelo 1.0 e adquire esse modelo pelo fato de ser extremamente espaçoso a um preço praticamente igual ao de modelos mais apertados não merece a possibilidade de poder expandir o compartimento de bagagens caso precise levar objetos mais longos?

    • Lorenzo Frigerio

      Mais uma razão para o 1.0 “micar”. É a mentalidade do marketing da empresa, que IMHO chama o consumidor de otário.
      O Versa 1.0 parece dirigido à “nova classe C”, aqueles que querem ter a satisfação de um carro aparentemente mais luxuoso que os “kinder ovo” de sempre, além de ser mais espaçoso, para levar 2 crianças e a vovó, porém acessível. Aí vai comprar, e descobre que o banco traseiro não é rebatível.

      O Etios não é nenhuma beleza, mas é prova de que um carro popular tem que ter funcionalidade.

      • Ilbirs

        Se o próximo Etios Sedan for um “Versa mexicano que a Toyota fez com as peças que estavam sobrando em Sorocaba”, entendendo-se por isso banco bipartido, vedação dupla nas portas, espaço de limusine para as pernas dos ocupantes traseiros e um tamanho externo que não seja exagerado (os 4,31 m atuais estão excelentes), vai ser um veículo simplesmente matador, principalmente se permanecer na faixa atual de preço.

  • Christian Bernert

    Acho que não. Nesta faixa de preço, com estes equipamentos, não há nada de errado. Tem muita gente que não faz tanta questão de motor potente. E este 1.0 parece ser muito superior aos que nós conhecemos até agora. Aposto que vai se dar bem. Só não entendi este tanque de 41 litros. Se quiser usar álcool vai viver indo ao posto, mesmo sendo econômico como é. Uma chateação.

    • Domingos

      Autonomia com álcool é um problema mesmo. Para qualquer viagem acima de uns 200 a 300 quilômetros você começa a ficar preocupado com que posto vai parar e se vai dar para chegar no próximo.

      A gasolina tem essa vantagem, na qual um tanque normal faz você rodar o suficiente para chegar em praticamente qualquer destino sem parar e, assim, podendo escolher um posto com tranqüilidade,

  • J Paulo

    Só não entendo esse nome “Versa”. Parece vileiro se referindo a Versailles. de onde eles tiraram esse nome. Versa sobre o quê?

    • Domingos

      Versa também é usado pela Toyota na Europa para chamar a mini-van do Corolla, Corolla Verso. É a Scénic da Toyota.

      Pessoalmente acho legal o nome, se for pegar a raíz em latim ou em italiano tem relação com algo que se movimenta/se entrega à você ou a algo.

      Tem nome de carro bem pior e mais sem sentido. Acho Versa legal.

    • Ilbirs

      Versa era originalmente usado pelo Tiida nos Estados Unidos. Esse modelo, como bem sabemos, vinha em duas carrocerias, com a sedã sendo substituída pelo Versa que conhecemos aqui (que no Japão é Latio e na Austrália, Almera). Com o fim do hatch, ele não foi substituído no Novo Mundo pelo novo Tiida/Pulsar, mas pelo Note, que na América do Norte passou a ser conhecido por Versa Note, justamente com a intenção de sinalizar uma continuidade (ainda que não seja continuidade de fato).
      Esse é um daqueles nomes que a Nissan usa em diversos modelos, conforme a situação. O mesmo vale para Almera, que já foi usado em um hatch médio vendido na Europa.

    • João Guilherme Tuhu

      Ou de Vice-Versa. Isto é, serve para qualquer propósito…

  • Thallys Augusto

    Se a Nissan souber trabalhar bem o carro creio que irá emplacar, pelo preço e opcionais se torna uma belíssima opção!

  • Lucas

    “subtraia R$ 10 de cada preço para tê-lo exato”

    Gostei dessa. =)

  • João Carlos

    Deve ser esse coletor de admissão longo que faz esses motores parecerem andar mais do que os números pela sensação em baixa. E ainda tem variador na admissão. A baixa fica incrível, muita elasticidade, pela experiência que tenho com o March 1,6.

    • Lorenzo Frigerio

      Em geral se usa coletor de admissão variável, mas acho que esse motor não tem. Coletor de admissão longo tem mais efeito em carros carburados.

      • João Carlos

        A sua utilidade independe do tipo de injeção, e começou a pegar mesmo na era da injeção no duto, por motivos óbvios (a mistura não “viaja” pelo coletor).

        Coletor variável em carro desse nicho é meio difícil.

        O último foi o Sonic, mas a terra de “apaixonados por design (ops, a propaganda dizia carro…)” não o desejou mais.

  • Fernando

    Acho que atualmente não dá para se chutar a “cilindrada” de um carro com precisão no uso na cidade, alguns como aparentou pela matéria ser o caso do Versa, se comportam bem com um motor de pequeno deslocamento do jeito que não se imaginaria há anos atrás. E melhor: com um sedã derivado de um carro pequeno, e tendo bom espaço interno. É bom ver quantos carros estão “grandes” por dentro sem serem grandes por fora.

    Isso sim é uma boa melhoria que vejo nos modelos mais simples que parecem ter evoluído bastante para agradar quem está com orçamento mais limitado e precisa levar a família.

    O único porém é que apesar das reduções de atrito e o motor L3 estar bem resolvido, o consumo tem margem mínima para o motor maior, que então acho que quem compra vale à pena se esforçar um pouco mais.

  • Douglas

    Cada vez mais se faz economia a conta-gotas.
    Até o Honda HR-V, por exemplo, vem com a pintura do cofre do motor em primer.

    • Ilbirs

      No caso do HR-V, as alternativas são EcoSport, Duster, Renegade e 2008, todos com cofre pintado. Alternativas modernas ao Versa com cofre pintado são o Etios Sedan, Ka+ e o HB20S. Alternativas mais antiquadas são Cobalt e Logan, igualmente com cofre pintado, mas só sendo antiquadas mesmo se lembrarmos que ainda usam motor de oito válvulas.
      Se o Versa 2016 vai recuperar o banco bipartido que o mexicano tinha, bem como irão pintar o cofre, só o tempo dirá. Ao menos no Etios o cofre passou a ser pintado no segundo ano-modelo e ele tem sido um modelo que sustenta um certo nível de vendas muito na base do boca a boca.

      • Newton (ArkAngel)

        Sinceramente, acho irrelevante o fato do cofre do motor ser pintado ou não, mesmo porque a maioria das pessoas nem vai abrir o capô mesmo. Obviamente, é mais bonito de se ver, mas não influenciaria em nada uma possível escolha.

        • Domingos

          Também não ligo muito para isso, desde que não seja porco (por exemplo, com marcas de onde a tinta pegou um pouco e onde não pegou nada).

          Se fosse toda economia assim estava bom…

    • Domingos

      Para uma grande fabricante, 10 reais de economia que sejam representam milhões no final de uma carreira de um produto.

      O problema é que fazer o mesmo serviço ou comprar a mesma peça sai muito mais caro depois ao comprador. É o caso dos vidros elétricos traseiros em muitos carros.

      Para o fabricante a economia não deve passar dos 200 reais, para você instalar o restante do jogo original vai bem mais que isso.

      Porém 200 vezes 100 mil ou 200 mil veículos…

      Todo produto em larga escala costuma sofrer dessas economias bestas. Infelizmente, muitas vezes também não seriam acessíveis de qualquer forma se fossem feito em pequena escala – onde essas economias nem se pensariam.

  • Domingos

    Concordaria se o carro fosse lançado há uns 2 ou 3 anos. Agora, com a economia fraca, devem voltar os sedans 1.0.

    Esse é outro que só vou acreditar quando dirigir, pois todos os exemplos de sedan 1.0 que tivemos até hoje foram carros que as pessoas até evitam falar que tiveram, tamanha a desalegria.

    O Classic VHC era a única exceção, devido ao baixo peso.

    Enquanto não dirijo um, o meu maior problema com o Versa é o mesmo da maioria dos carros atuais – até mesmo bem mais caros: como regredimos em design..

    Qualquer carro considerado feio há uma década seria bacana hoje. Não sei quem estão consultando para aprovar essas coisas.

  • Domingos

    O GTR é um feio bonito, estilo das Porsches. Tudo ali é funcional e tem um bom motivo – da frente longa e baixa à traseira “bunduda” e alta.

    Já viu um ao vivo? Coloca respeito aquilo e não é feio não, especialmente se você entende o carro.

  • Bob Sharp

    Lucas
    Mas não é? Mania dar preço de “Sears, Roebuck”, para parecer que custa menos! Cansei. Daqui para frente será sempre assim aqui no Ae.

    • Mr. Car

      Sears, Roebuck, he, he! De vez em quando meu pai ia lá, comprar alguma coisa. Eu adorava o departamento de brinquedos (sempre tinha um enorme Autorama montado), e o de… armas! Naquela época o cidadão tinha o direito de ter uma arma em casa para defender sua família.

      • Domingos

        Pois é, hoje é absurdo ter como se defender – um direito reconhecido em todas as civilizações e religiões – mas é “bonito” ver gente usando droga…

    • Domingos

      Apoiado completamente. Inclusive, é algo que deveria ser abolido. Dá a impressão que o consumidor é um completo débil mental que não sabe que 41.990,00 é 42.000.

      Além do que, daria uma boa economia de tempo à imprensa e um bom ganho às fabricantes. 10 reais em centenas de milhares de carros é bastante dinheiro!

      Pior que tem gente que jura que isso aí funciona.

    • Lucas

      Mania de lojinha de R$ 1,99….

      Será que as concessionárias de quem pratica essa política de preços é comparável a lojinhas de R$ 1,99??

  • Bob Sharp

    J Paulo
    Pode ser de versátil, mas nome de modelo é assunto complicado mesmo. E Vectra, o que pode ser? Curioso mesmo foi uma expressão — carro do povo — virar nome de fábrica e de marca: Volkswagen.

  • Thallys Augusto

    Sabe dizer quanto aos intervalos para troca de corrente? e se é necessario fazer regulagem de valvulas?

    • Domingos

      Corrente costuma ser eterna. O que significa que você só vai ter que talvez trocá-la numa retífica por tempo.

  • Alisson Vechi

    Estes possivelmente será meu próximo carro. Mas como o Bob falou, tenho um March 1,0 S antigo e esses dias andei com um SL de teste e achei estranho mesmo o acerto da direção. Se bem que no SL dizem mudar um pouco o acerto de suspensão

  • Cristiano Reis

    Mais feio do que bater na própria mãe com a bíblia…

    • Junior

      Realmente não tem coisa mais feia que a lateral deste carro. Mas num mercado que tem espaço até para o Logan, acaba vendendo e a gente acostuma de tanto ver.

  • Bob Sharp

    Cristiano Reis
    Vamos supor que estivéssemos em 1950 e você visse um Volkswagen. Você emitiria esse mesma opinião dada a respeito do Versa? E o Uno, em 1984?

    • Cristiano Reis

      É algo pessoal Bob, eu achava (e ainda acho) o Ka de 1ª Geração o automóvel mais bonito já fabricado no Brasil e muita gente acha horrível, inclusive vendi o meu com lágrimas nos olhos.

    • Domingos

      O Uno me parecia mais bem resolvido. Inclusive, mais que o novo.

      Não sei o que fizeram com a frente do Versa que conseguiu sair do normal para algo sem sentido. Deve ser regra de publicitário, do tipo “se agora é feito no Brasil, tem que ter desenho diferente”.

      • CCN-1410

        Cada um com seus gostos… Eu gosto da lateral, mas não gosto da frente do Versa que acho muito enfeitada.
        Mas gostos são gostos e isso não se discute.

    • Lorenzo Frigerio

      Quando saiu o Uno em 1984, torci o nariz. Nada mais era que uma caixinha de fósforo em cima da plataforma do 147. Um colega inclusive comprou um… antes ele tinha um Opalão todo equipado e bem cuidado. Foi incompreensível.
      Se for para falar em Fiat, ela tem carros melhores de design que esse, começando com o próprio Palio de 1996.

  • Bob Sharp

    Thallys Augusto
    Não sei dizer, mas vou perguntar à Nissan e depois informo aqui. Regulagem de válvulas não tem, lembre-se, os tuchos são hidráulicos.

    • João Carlos

      Será que o 1,6 é diferente desse 1,0 nesta questão de necessidade de regulagens de válvulas? Pois eu tenho um manual de manutenção na Nissan para o motor HR16DE, e lá tem o procedimento para quando necessita corrigir a folga, por meio da substituição pelos Valve Lifters adequados à folga medida (26 tamanhos, variam 3,00-3,50 mm).

      Vale dizer que a regulagem não é prevista no manual do proprietário, pois é uma manutenção a muito longo prazo. Nos carros da Honda americanos, por exemplo, é verificada a folga quando necessário, no Brasil adotaram prazos fixos de 40 mil km.

  • Bob Sharp

    Douglas
    Tudo na vida é contraste. Depois de ir com o AK a Itatiba andar num Ferrari 250 Testarossa Reconstrução, ao voltarmos para São Paulo no meu Celta parecia que estávamos num Porsche Boxster nas curvas

    • Domingos

      Réplica é complicado, Bob…

      Na questão dos carros pesados com motor 1,0 litro, o que pesa é que não há como fazer ainda um motor que ao mesmo tempo tenha potência de sobra em baixa e em alta.

      Sem turbo é uma coisa ou outra e tem a questão do custo que impede maiores complicações num 1.0 comum.

      O exemplo do Passat TS que você cita sempre me vem à cabeça e é verdade. Qualquer 1.0 hoje seria mais ágil e rápido que a maioria dos carros de 30/40 anos atrás.

      Só que é só encher de gente que a agilidade se torna muito trabalhosa ou inexistente, algo que com um motor um pouco maior em deslocamento fica mais fácil.

  • Leonardo Mendes

    Gosto, antes de mais nada, é algo puramente pessoal.
    Isto posto, acho o Versa bem esquisito, parece que a dianteira foi desenhada por uma equipe e a traseira por outra.

    Quanto ao motor, também tinha essa dúvida, “será que um motor 1,0 tem força pra mover esse piano de cauda”… e pelo visto essa dúvida o Bob sanou.
    Aguardemos o mercado.

  • Thiago Teixeira

    Para carros de estilo controverso o Ae poderia ter uma espécie de coluna “Analise de Estilo” como tinha no Bestcars.
    Se a idéia for válida…

  • Fernando Carvalho

    E o câmbio automático? Esse carro com um CVT seria o ponto certo para compra

  • Bob Sharp

    Junior
    Como assim, “num mercado”? O Versa é vendido nos EUA. O Josias até alugou um uma vez. Logan, você se refere ao primeiro, certo?

    • Junior

      Sim, me refiro a primeira geração do Logan, a segunda melhorou bastante. Eu não considero o mercado americano uma referência em estilo, tem muitos carros esquisitos por lá.

      • Ilbirs

        De fato, o mercado americano só foi referência de estilo até uns 40 anos atrás. Depois disso foi degringolando bonito, em parte devido àqueles para-choques gigantescos, que eram solução porca para se conseguir aguentar impactos de até 8 km/h sem investir muito em engenharia (afinal, há casos de para-choques mais rentes que atendem à essa norma, como os dos BMW E36).
        Nos dias de hoje temos bons exemplos de belos carros de projeto americano (vide os Cadillacs com estilo Art&Science, que em muito bebe na fonte do estilo que a própria divisão da GM adotava nos anos 1960 e começo dos 1970), mas não estamos naquela situação de termos muitos modelos belos em diversas marcas.

    • Roberto Alvarenga

      Vejam como é uma questão pessoal… eu gosto do desenho do Versa. Acho fluido, legal, e ao mesmo tempo útil – esse design esticado permite que as portas sejam grandes, o que facilita o uso do carro no dia-a-dia (para um sedã de proposta familiar, essas comodidades são fundamentais). Não sei qual o Cx, mas deve ser bom porque a frente tem um perfil baixo, o pára-brisa é bem inclinado.

  • Bob Sharp

    Thiago
    Jamais teremos uma seção ou coluna dessas aqui, que consideramos ridículas. Deixamos isso a cargo dos 200 milhões de analistas de estilo do país…

    • CCN-1410

      Pois é, eu não preciso de ninguém para me dizer o que eu devo achar bonito, ou não. Era o que faltava, mas muitos hoje compram carros por tendência e não por gosto pessoal. A maior prova disso está na cor branca, que gosto e que é a cor de carro que mais comprei, mas que até há pouco tempo era abominada pela maioria. Vi certa vez na internet, proprietários de Corolla zombando de alguém que tinha adquirido um nessa cor. Mas quando alguns atores e atrizes de Hollywood passaram a adotá-la, criou-se uma febre e agora quase “todo o mundo” quer carro branco.

      • Domingos

        Pior que o Corolla em branco fica muito bonito em várias das suas gerações, até mesmo no primeiro modelo importado para cá (que vendeu muito nessa cor num momento que era completamente fora de moda). Até hoje é bonito!

        Agora, análise de estilo é legal se for por alguém formado na área que entenda a parte técnica da estética. O resto é baboseira mesmo.

    • Thiago Teixeira

      Nã seria para dizer que um carro é feio e bonito. Mas falar sobre o desenho mesmo.
      Eu consegui ver um Gol “a ar” na traseira de um Gol G5, por exemplo, a partir daquela análise..
      Lógico que tudo dentro do padrão Ae.

      • Leonardo Mendes

        Era justamente a parte do geração 5 que mais me agradava, a traseira com as lanternas inspiradas nos saudosos “quadrados” dos anos 80… se não me engano a própria VW admitiu que foi essa a fonte de inspiração.

        Um detalhe felicíssimo de estilo que, infelizmente, foi descartado conforme foram reestilizando o carro.

    • RoadV8Runner

      Concordo plenamente com a postura do Ae, pois estilo é muito subjetivo. Não é porque alguém fala bem ou mal de um modelo que eu vou mudar minha opinião.

    • Claudio Abreu

      Bob, entendo o desprezo pelas discussões sobre “gosto”, já que por aqui o interesse é nos carros enquanto ‘máquinas’, sua dinâmica, sua tocada.. Mas ‘gosto’ e ‘estilo’ são completamente diferentes, não? Caberia, em minha opinião, analisa-los também quanto ao estilo (ou à aparência ou o resultado formal que apresentam). Isso vai além do simples gosto. Afinal, é assim que marcas também criam identidades (vide family face), atributos (agressividade x simpatia, força x leveza). O que dizer da recente onda dos suv, dos ‘adventures’? Lembro do primeiro Ecosport e seu irmão Fiesta (que foram um fato e tanto para nosso mercado): base quase idêntica, o que os diferenciava senão o ‘gesto’ de andar mais alto, pseudo apto a encarar uso mais severo? Em última instância, estilo (enquanto comportamento). Outro exêmplo, da carroceria para os detalhes: os faróis em led trouxeram novas possibilidades de arranjos. Entretanto, cada marca procura dar a seu ‘arranjo’ certa agressividade, ousadia ou reforçar alguma tradição. São questões de estilo. Concordo, não fazem o carro andar mais rápido ou ter mais chão. Mas estilo vende, influencia o mercado e nos ajuda a entender quem somos.

    • CorsarioViajante

      Bob, eu lia a coluna do BCWS, e ia muito além de ficar falando se era bonito ou feio… Desculpe mas falar isso é desprezar e fazer pouco dos profissionais sérios do desenho industrial que tem muito conhecimento e técnica e critério para desenhar carros. Lendo a coluna você descobria como o desenho do carro era criado e principalmente como era pensado e planejado.

      • Bob Sharp

        Corsario
        Não prezo nem desprezo os “designers”, apenas acho fútil “analisar” estilo, tipo tem um vinco aqui, uma curva ali, a linha de caráter etc.

        • CorsarioViajante

          Mas aí que está, a análise de estilo vai além disso. É como arquitetura, é entender a linguagem utilizada, porque adotou determinadas soluções, a perceber sutilezas (ou a falta delas)…
          Concordo que se levar para o campo do “bonito ou feio” como a maioria das revistas faz, fica pobre. Mas se levar para o lado da linguagem, do desenho industrial, aí sim tem um terreno muito rico.
          É como arte: você pode odiar o trabalho de Picasso por exemplo, mas isso não impede que você entenda, veja coerência e valor na sua obra.

          • Domingos

            Eu também me surpreendi com aquela coluna. É muito boa a parte técnica dos desenhos.

  • Bob Sharp

    Cristiano
    Certamente que é pessoal. Diz a História que quando Heinz Nordhoff assumiu a direção da Volkswagenwerk em 5 de janeiro de 1948 sua preocupação era como vender aquele carro feio. O que veio depois todo mundo sabe.

  • ccn1410

    Estou contigo Cristiano, e meu preferido é o último Ka da 1ª geração, embora preferisse os para-choques pretos.

  • Rogério Ferreira

    Eu gosto do Versa, apesar do estilo controverso… Se beleza não é seu melhor predicado, a qualidade faz diferença. Bom saber que o motor 1,0L dá ao sedan, um desempenho honesto. Eu mesmo fui um daqueles, que duvidei da capacidade do motor menor, num sedan com mais de 1 tonelada, se bem que Logan, HB20S, Ka+ Prisma, todos passam de 1000 Kg. E tudo depende da maneira que a potência é distribuída, ao longo da- faixa de rotações. Perfeito ainda, a observação sobre o câmbio, um 4+E verdadeiro, não atrapalharia o desempenho, e ajudaria ainda mais no consumo. O unico problema que vejo, ainda mais nesse segmento, é o preço…O Ka+, se não me engano, está na faixa de 38.500, só não sei se oferece o mesmo nível de equipamentos.

  • Newton (ArkAngel)

    Muito bom. Aprecio os carros da Nissan, mas já vi muitas pessoas trocarem de marca por conta da assistência técnica. Onde trabalhei, houveram dois casos péssimos: um Versa que ficou aguardando a lateral traseira direita avariada numa batida por 8 MESES, e um March que esperou por 3 meses por um kit de juntas do cabeçote.

    • Domingos

      Eu não fechei num March por esse motivo há alguns meses. Queria o 1.6 de qualquer jeito, adorei o carro, mas estava justamente na época desses relatos.

      Me passou uma impressão de descaso e não comprei… Vamos esperar que tenham resolvido isso. Até mesmo a Livina, nacional, estava com essas esperas enormes.

    • Ilbirs

      Em parte isso essa espera grande vai acabar se considerarmos que, à exceção da frente nova, todo o resto das estamparias do Versa mexicano é igual ao do brasileiro. Porém, realmente essa questão das peças mecânicas ainda está sendo um calcanhar-de-aquiles dos bons para a marca. Em minha família tenho o caso de um cara que desistiu de uma Grand Livina (que seria o carro ideal para o tamanho de seu lar) para pegar um Logan justamente pela questão de disponibilidade de peças e preço das mesmas (e isso se considerarmos que Livina e Grand Livina são basicamente a plataforma do Logan com outra carroceria).

    • Fat Jack

      Tenho um conhecido dono de auto-escola, que recentemente adquiriu alguns March e hoje encontra-se bastante arrependido pois está tendo uma gigantesca dificuldade na manutenção dos mesmos, tendo marcado e confirmado a revisão de alguns deles na concessionário de Santos/SP, e ao chegar lá as peças simplesmente não estavam lá, nem tinham previsão de chegada (imagine que bom pra quem usa o carro como “ferramenta de ttrabalho”…)

    • Roberto Neves

      Um amigo meu tinha uma Livina e era apaixonado pelo carro. Bateu e acabou vendendo o carro batido, porque não chegavam as peças para reparo. Segundo ele, foi o primeiro e último carro da Nissan em sua vida (igual a mim, que nunca mais comprarei carro daquela marca cujo nome não repetirei, pois ninguém me aguenta mais com esta ladainha). É uma pena, pois são produtos de qualidade reconhecida.

      • João Guilherme Tuhu

        Roberto, deixa de preconceito com marca….todas têm problemas e atrativos.

        • Roberto Neves

          Não é preconceito, meu amigo; é constatação de que o pós-venda, que deveria ser parte integrante do que você compra ao adquirir um automóvel “zero”, é desprezado por várias montadoras. Abraço!

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Como assim? O efeito de comprimento do coletor independe de como e onde a mistura é formada. É pura questão de fluidodinâmica. Provavelmente o projetista estabeleceu que não precisava ir além de 77 cv com gasolina (mais 2 cv que o up!) e com coletor longo e fixo os objetivos de curva de torque seriam atendidos, como a mim parece que foram plenamente.

    • Lorenzo Frigerio

      É fundamentalmente uma questão de ressonância. O coletor, desde que não excessivamente longo, ajuda na atomização mais fina do combustível num motor carburado.
      No motor injetado, onde a atomização é perfeita, o efeito dessa ressonância apenas ajuda na evacuação da mistura queimada, devido à inércia dos gases – nos motores aspirados, é claro. É óbvio que isso também vale para os carburados. Entretanto, com carburação horizontal de um corpo por cilindro, vai-se na direção oposta, aproximando-se o difusor do carburador da válvula de admissão, para se aproveitar a onda de choque e obter um sinal de vácuo mais definido.

      • Domingos

        Lorenzo, a questão é pela inércia dos gases mesmo. Isso muda muita coisa num motor, como por exemplo não poder simplesmente fazer o maior cano de escape e válvulas de escape possíveis – entra refluxo também nisso.

        Motores com variação de fase contínua trabalham justamente em cima disso, entre outras coisas, o tempo todo.

        Muda tudo num motor a combustão. Se pode atingir os mesmos valores de potência e torque sem esses truques, mas se diz adeus à economia e à dirigibilidade.

        Próximo carro que eu tiver vai ser com comando variável em fase no escape e admissão, não me importando muito nenhuma outra tecnologia.

        O meu último tinha apenas na admissão e era milagroso. Sempre disponível e era econômico com qualquer estilo de condução.

        Faz falta esse tipo de recurso, muito mais do que parece.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Como assim, de novo? O Uno é considerado mundialmente a obra-prima de Giorgetto Giugiaro!

    • Lorenzo Frigerio

      Só porque foi um modelo que atendeu a certos quesitos do 3o. Mundo, e que foi um acerto no conjunto da obra, não faz dele uma obra-prima. Da mesma forma que o Fusca também não é. O sucesso do Uno tem mais a ver com o programa, com a configuração, com o direcionamento de mercado, com o fato de existir o Brasil, que também tem grande importância no sucesso do Fusca. Poderia ter sido desenhado internamente pela Fiat. Mas ainda bem que o chamaram, é claro: o carro é um 147 com uma “bolha” bem melhor. A empresa, a partir desse carro, começou a aplicar o bom design aos carros que serão fabricados em números elevados, coisa que algumas empresas ainda não aprenderam. Mas em termos de Giugiaro, não acho grande coisa.

      • Domingos

        O empacotamento do Uno que era muito bom para a época. Mas o carro em si é discutível em desenho e todo o resto.

        O desenho, aliás, acho que o original não tem nada de errado. Acho que o toque do Giugiaro foi fazer um desenho duradouro e bem feito em cima de formas tão simples.

        O sucesso dele, como você bem disse, é coisa de local e mercado. Na Itália o Panda, sua inspiração e de certa forma antecessor, vendeu muito mais e continuou vendendo mais mesmo com o lançamento do Uno por lá – que acabou meio esquecido.

        Pessoalmente não gosto é da abordagem dos Italianos com esse carro, que não passa pelo desenho mas por outras coisas de construção e filosofia.

      • agent008

        Lorenzo, não foi só no Brasil. Foi no mundo todo. Como falou abaixo o Domingos, foi um novo paradigma em empacotamento, e o estilo rompeu com os padrões da época de certa forma. Você não é obrigado a concordar, mas tem que admitir que no mundo todo muitas opiniões respeitáveis concordam – foi sim uma obra-prima, assim como também foi o Fusca!

  • Bob Sharp

    Newton
    Parece que acordaram quanto a isso, como as marcas francesas.

  • Fabricio d

    O ponto forte deste carro é o espaço interno, principalmente no banco traseiro, o entre-eixos tem a mesma medida que o do modelo anterior do Corolla, sendo que o versa tem mais espaço para as pernas.

    • Domingos

      Tem poucos carros que entrei com espaço traseiro tão grande como esse carro, realmente.

    • Ilbirs

      Porém, o Versa perdeu em sua nacionalização o banco traseiro bipartido. Passou a ser fixo nos modelos até SV e rebatível simples no SL e no Unique. É uma economia porca das boas.

  • Lúcio Wiborg

    Achava que era só eu que me lembrava dos Gol antigos vendo os G5!

    • Domingos

      As lanternas em especial são feitas para lembrar o primeiro Gol.

      Não sei porque tão rápido mexeram no desenho feliz dele.

  • Cesar Maia

    Agora falta a VW acordar e por o motor tricilíndrico junto com o câmbio robotizado do up! na Spacefox.

    Sonho com isso…

  • Roberto Alvarenga

    Para o pacote do Versa ficar legal mesmo, ainda falta uma opção de câmbio CVT. Quem compra esse tipo de carro mais familiar geralmente procura a comodidade de não trocar as marchas.

    Mas o que impressiona nesse carro é o espaço no banco traseiro. É um “salão de baile” ali atrás. E o porta-malas também é enorme. Para quem precisa de carro grande e econômico, é das melhores pedidas.

  • CorsarioViajante

    Eu ainda acho que o tal “G5” era muito mais bonito e com mais personalidade que o “G6”.

    • Leonardo Mendes

      Sem dúvidas.

  • Lucas

    Eu sonho com esse 3-cil no Voyage. Câmbio manual, óbvio. Preferencialmente 4+E, se possível.

  • Bob Sharp

    Roberto Alvarenga
    O Cx é 0,32, foi informado no texto.

    • Roberto Alvarenga

      Obrigado! Um Cx muito bom então!

  • Ilbirs

    Há questões que influenciam sim em relação ao cofre do motor ser pintado ou não:

    1) O primer é mais áspero que a tinta, o que significa ser mais propenso a acumular sujeira;

    2) Há uma camada protetora a menos que nas partes pintadas;

    3) Há mais propensão a se saber se um carro foi batido ou simplesmente repintado, uma vez que dificilmente um funileiro deixaria o cofre sem pintura;

    4) E nessa, um carro que simplesmente foi repintado e está com monobloco íntegro poderá passar por batido ou salvado;

    5) Também vai ficar a impressão de que o carro original de fábrica na realidade tinha outra cor (branco ou bege) e foi repintado de uma maneira bem porca.

    Logo, sabendo-se que pintura de cofre acrescenta de pouco a nada nos custos de produção de um carro, que grande mal há em se lembrar de pintar o cofre? A Toyota foi totalmente capaz de lembrar disso no Etios e, como bem sabemos, isso não tornou o modelo mais caro.

    • Domingos

      Não tornou porque houve concorrência e o modelo não venderia com os preços exorbitantes que a mesma queria no começo – como quase 40 mil num modelo ainda sem vidros elétricos e poucas/nenhuma comodidades.

  • Fat Jack

    Na minha opinião o problema do Versa nunca foi a falta de uma versão 1.0, desta forma não creio ser ela a “salvar a pátria”, nem as várias qualidades do Versa (facilidade de peças de reposição certamente não é uma delas) não conseguem ser suficientes para convencer o consumidor a comprar este sedan com design, digamos, “excêntrico”…
    Não tem jeito, da maioria dos ângulos ele parece desproporcional e misturando muitas linhas suaves com retas, além do grande balanço traseiro. Apesar de que pelo jeito esta curva de torque conseguiu mascarar o baixo valor de torque trazendo-o para uma fixa mais baixa de giros, ainda entendo que a melhor combinação para os sedans (principalmente os mais pesados como Versa, Logan e Cobalt) é uma motorização com pelo menos 1.400cc.
    Confesso também não ter compreendido qual a finalidade do aumento da taxa de compressão uma vez que não houve melhoria nem em potência nem em torque, será que pelo menos se pode esperar uma melhoria no consumo?

    • Domingos

      Acho que com esse motor a Nissan mirou em suavidade, disponibilidade de potência e economia mesmo. Todas as melhorias e inovações não trouxeram muitos cavalos a mais e nem muito torque máximo a mais, porém é bem provável que seja muito mais elástico que o 4 cilindros antigo…

  • Rodrigo Fernandes

    Sou suspeito pois tenho um Tiida sedan em casa e gosto muito do que a Nissan oferece em seus sedans de entrada, ou seja, preço, espaço, mecânica excelente. Gosto muito dele e acredito ser superior ao Versa em quase todos aspectos, principalmente mecânico, o que acho ruim pois o Versa foi seu substituto e as coisas deveriam caminhar para melhor. Ainda assim, o Versa é uma das melhores opções atualmente nesse segmento na minha visão.

  • agent008

    Para tirar uma conclusão teriam que ser analisadas diversas outras variáveis, como por exemplo o comportamento do torque e da potência ao longo da faixa de giros (curvas de potência e torque); melhoria nas emissões; melhoria no consumo, etc. Minha aposta é que mudaram as curvas de potência e torque.
    Quanto ao estilo, fala-se muito aqui que é subjetivo, mas o comprador normal não-entusiasta preocupa-se muito com a aparência e já ouvi de muitos que este carro é feio. Discordo, apenas acho que é esquisito e não feio, e como design do carro para mim importa menos que outros atributos, eu não objetaria a compra de um Versa só pelo estilo. Mas que ele enfrenta o mercado em posição de desvantagem por causa disso, enfrenta, pois a maioria dos compradores irá sim levar este quesito em consideração. Por mais que o Grand Siena também seja esquisito, caiu mais nas graças do consumidor. O Logan, bem, este ficou bonito mesmo, em minha opinião o mais acertado em design. Já o Cobalt é tão esquisito quanto o Versa, mas pesa a seu favor a enorme presença da Chevrolet no território nacional bem como a sua tradição em sedãs. Torço muito para a Nissan, marca que admiro, e espero que o Versa consiga sim melhores números de vendas apesar destas dificuldades.

  • Ronaldo

    O que eu não consigo entender é a visão mercadológica da Nissan.
    Será que não ganhariam mais dinheiro trazendo o Note(para brigar um pouco com o Fit), mesmo com as absurdas cotas. Tiraram a Livina e preferiram investir nessa linha de sedans 1.0. Tudo bem, com 54 aninhos, família e dois pastores suíços, eu prefiro as peruas ou tipo.

  • João Guilherme Tuhu

    É desprezado por todas, meu caro. Por isso não confio em nenhuma concessionária. E olha que já trabalhei nelas…

  • Victor

    Aplaudo esse motor de 3 cilindros, assim como os demais do mercado. Mas o desenho do carro… caramba, é difícil pensar em palavras não grosseiras para qualificar. Ele já era feio, aí deram a tarefa de reestilizar pro estagiário, que estava sem paciência e transferiu a tarefa para a namorada.

  • KzR

    Vou aguardar um No Uso do March 1.0 três cilindros. Segundo a Quatro Rodas, este motor apresentou mais vibração que o correspondente ao up!, Ka e HB20 1.0 (?!), como maior consumo urbano (11,2 km/L). Entretanto, o consumo aferido em estrada foi mais otimista que o divulgado pelo Inmetro (17 km/L).

  • Ricardo Moreira

    Se eu fosse taxista, o Versa seria minha primeira opção.

  • Juliano Wagner

    Olha… Viajei com um 1,6..
    Quem é que compra VW?
    Caramba! Frouxo 16km/l !