Coluna 1115     11.março.2015     rnasser@autoentusiastas.com.br

 

Honda ganhou a surda corrida travada com Fiat, Renault, Ford e Peugeot para apresentar novidade no segmento dos sport activity vehicles — estes erroneamente chamados jipinhos. É o tipo da moda, com vendas crescentes e concorrentes em erupção. O solitário EcoSport encontrou o Renault Duster para dividir vendas. Isto motivou outras marcas a criar produtos para entrar na disputa. A Jeep fez o Renegade, com maior aptidão de valentia, motor Diesel, câmbio de nove marchas nas versões de topo. Ford mudará motorização do EcoSport; Na Renault pequenos ajustes estéticos frontais, trato interno em qualidade e melhor ajuste dos painéis de plástico no Duster. Peugeot criou conceito misto de monovolume com crossover chamando-o 2008. Maio.

Na frente

O HR-V, significando Hi-rider Revolutionary Vehicle chamar-se-ia Tsuya ou Vezel, seu nome europeu. A sigla retorna de produto assemelhado, vendido apenas no Japão e na Europa entre 1999 e 2006. Não tem a pretensão de parecer jipinho — nome a exibir o desconhecimento de quem o emprega —, como alguns dos freqüentadores do mercado intentam sugerir disposição e capacidades inexistentes. Muito pelo contrário, assume ser cruzamento de utilitário esportivo com habitáculo, comportamento e linhas traseiras fluidas de cupê. A Honda escapou da pretensão e fez um quatro-portas, com jeito e andadura de cupê, optando por refiná-lo, por incluir equipamentos ora inexistentes nos concorrentes, como o freio de mão eletrônico acionado quando o HR-V pára, o mecanismo para detê-lo em subida, dando tempo ao motorista de acelerar sem trancos. É formula de agrado ao uso e ao visual.

A base é a plataforma do Honda City com intervenções de reforço, colocação de nova suspensão traseira específica e, como a Coluna informou em antecipação, o motor 1,8 do Civic produzindo 140 cv. Câmbio manual de seis marchas — apenas na versão de entrada — e outra CVT, de polias variáveis. Freio a disco nas quatro rodas.

A idéia dos estilistas foi dar atmosfera de qualidade, perceptível na decoração, no padrão dos materiais, na harmonia de linhas. O console central, presente em todas as versões bem pontua a pretensão de oferecer sensação de habitabilidade. O isolamento termoacústico dá sensação de automóvel de categoria superior, e a Honda conseguiu levar ao HR-V as mágicas dos arranjos internos do Fit. O revestimento do porta-malas será argumento de vendas contra o EcoSport, atual líder, descompromissado nesta área, e a incrível capacidade de nivelar todos os bancos, transformando-se em carregador de 1 metro cúbico de bagagem será argumento de sensibilização feminina. Um bom foco. Mulheres hoje consomem ou definem a compra em 70% dos casos.

No uso é agradável. Direção precisa, estável, motor perdeu as vibrações e a aspereza encontrada no Civic, é disposto e vai a 6.500 rpm sem questionamento. Freios ótimos.

Mulheres e homens dissociados da operação motora gostarão muito. O restante, os trocadores de marcha, os usuários de freio-motor em carros de câmbio automático, nem tanto. Motores tocando o câmbio CVT não sobem de giro a cada marcha. Ao contrário, têm lá suas rotações e comandam o câmbio, trocando marchas sucessivas, como se fosse uma usina independente. A ausência das alavanquinhas de trocar marchas — pedantemente chamadas paddle shifters … — acentua a carência. Não se reduz pela alavanca da caixa CVT, exceto para a marcha L, equivalente e reduzida como uma primeira de câmbio manual. Só a versão de topo tem tais aletas.

Entretanto, estes consumidores são poucos e cada vez mais raros neste universo de consumo e pela nova óptica sobre os automóveis. Carro de hoje está sendo induzido a ser tablet sobre rodas.

Preços

LX Manual   R$ 69.900;  LX CVT  R$ 75.400; EX CVT R$ 80.400; EXL
EXL CVT R$ 88.700.

E?

Venderá bem. Sérgio Bessa, diretor comercial, crê em 50 mil unidades em 2015. Número grande. Exercício passado o EcoSport vendeu 53 mil contra 47 mil Duster. Vender mesmo número em nove meses de ano mostrando retração de mercado. Honda projeta versão de entrada apenas 1% do total; mesma LX e transmissão CVT, 11%; EX, 42%: e EXL, líder, 46%. Após primeiros meses haverá freada de arrumação e a versão EX deve assumir a liderança.

Conversei com ágil revendedor. Estava feliz com os preços, sorridente como um gato de desenho animado. Permiti-me interpretar sobre preços nos primeiros meses.

 

Foto Legenda 01 Coluna 1115 - Honda HR-V  Honda HR-V, nada de jipinho Foto Legenda 01 Coluna 1115 Honda HR V

Honda HR-V. Não é jipinho para enganar-mãe-de-moça

Mini com 5 portas

BMW dispõe à venda o novo Mini 5-portas, conformação nunca vista nas quase seis décadas de existência deste produto. Diz a fabricante, o ganho 7,2 cm na distância entre eixos e 16,1 cm em comprimento deu espaço aos passageiros do banco posterior, sem perder a característica de comportamento reativo como a de um kart. Versão implementou a segurança e a conectividade.

Maior novidade desta opção é ser uma espécie de avant première, pois será montada no Brasil, quando a grande oficina de montagem implantada pela BMW em Araquari, SC, se transformar em fábrica. Mesmo critério de antecipação vale para o motor de três cilindros, 1,5 litro, turbo, 136 cv de potência. Versão Cooper S emprega o conhecido quatro cilindros, 2 litros, turbo, gerando 192 cv — é a evolução do motor E.torQ 1,6 produzido pela Fiat no Paraná. Ambos 4 válvulas por cilindro, injeção direta, comando de válvulas variável. Câmbio robotizado com seis marchas, e o sistema Auto Start/Stop, cortando o motor nas paradas para deter consumo e emissões.

Em segurança, além das obrigatórias bolsas de ar frontais, também as há nas laterais e de cortina, cintos de três pontos e Isofix para cadeirinha infantil no banco traseiro.

Na atual moda de conectividade, sistema apto ao acesso a redes sociais e recursos de entretenimento. A versão superior Cooper S porta head up displayem língua pátria, a projeção de informações no pára-brisa à frente do motorista.

 Preços

Cooper S R$ 105.950; Cooper S Exclusive R$ 112.500; Cooper S Top R$ 139.950

Promotor de vendas

O Mini chega à festa na quinzena das novidades em SUV e SAV, para disputar o mesmo público dos carros-griffe. Não cumprem apenas a função de transporte, mas a de oferecer um carimbo de charme a seus usuários. São carros de nicho, charme sobre rodas. Nesta beirada dividirá mercado com outras novidades, as versões de preço superior de Honda HR-V, apresentado nesta semana, e Jeep Renegade, a ser mostrado em 15 dias, ambos com as versões superiores a preço menor ao da versão de entrada do Mini 5-portas.

 

Foto Legenda 02 Coluna 1115 - Mini_Cooper_S_5P_38 r  Honda HR-V, nada de jipinho Foto Legenda 02 Coluna 1115 Mini Cooper S 5P 38 r

Mini 5 portas. Charme em medida maior

 

RODA-A-RODA

Proteção – Um dos maiores mercados mundiais para automóveis blindados, Brasil inicia vender o Mercedes 250 turbo Avantgarde VR4, blindado de fábrica. Projeto desenvolvido especialmente, a blindagem é agregada ao 250 na linha de montagem, e suspensão, direção e freios são dimensionados ao veículo, mais pesado pelas adições do material de proteção.

Conjunto – Motor 2-L, 16 válvulas, injeção direta, turbo, faz 211 cv, torque de 35,7 m·kgf, vai de 0 a 100 k/h em 8,9s, final de 240 km/h, cortada eletronicamente. VR4 indica nível de blindagem, resistente a armas portáteis como Magnum 44. Pesa 2.610 kg, quase 1 t superior ao não blindado. Venda pela rede Mercedes, garantia de 2 anos, R$ 339.900.

 

Foto Legenda 03 Coluna 1115 - Mercedes  Honda HR-V, nada de jipinho Foto Legenda 03 Coluna 1115 Mercedes

Mercedes blindado de fábrica

Negócio – DPCA, joint venture entre francesa PSA Peugeot Citroën, e chinesa Donfeng, iniciou fazer o sedã médio Fengshen L60, desenvolvido com apoio técnico da PSA. China é aposta francesa para internacionalizar, recuperar fluxo de caixa e lucros.

Questão – Chery encomenda montagem parcial de alguns de seus produtos no Uruguai, entre eles Tiggo e Face. Vende-os no pequeno mercado interno, à Argentina e ao Brasil. Travas baixadas pelo governo argentino para não gastar dólares impõem dificuldades — como carros barrados na fronteira desde dezembro — e, por isto, a montadora Oferol parou a linha de produção dos Chery.

FurcaQuestão posta é: se mantiver a produção a Chery pagará pelos carros não vendidos e estocados? A Chery bancará os estoques? Ou mudará o projeto industrial no Brasil, aumentando o índice de nacionalização para fazê-los aqui?

Dúvida deve ser incômoda. Consultada, a Chery manteve-se muda.

De novo – Volkswagen apresentará versão Dark Edition do picape Amarok. Pedindo reformulação, tal edição é apelo às vendas. Primeiro do tipo foi apresentado no Salão de Frankfurt, 2013, e bisado no de Genebra, dias passados. Marca-se por arco de proteção, para choques traseiros, poleiros laterais, espelhos e maçanetas em cor preta escura. Usualmente o faz em contadas 300 unidades. Não deve ser o caso.

Caminho – Listadas as vendas de fevereiro e do primeiro bimestre, houve contração de 2,8%, comparados os números de janeiro. Em relação a 2014, encolheu 28,9% — quase um terço. Mês curto, Carnaval, inflação, e receio quanto ao desgoverno do Governo atrapalharam.

Difícil – Se o mercado para produtos domésticos caiu 2,8% entre janeiro e fevereiro, no caso dos importados o quadro econômico é cinza escuro. No mesmo período vendas decresceram 22,9%. No comparativo de bimestre com o ano passado, quedas em 32,5%.

Resultado – Barrar os importados pelo simplório levar o imposto alfandegário ao teto e pelo acrescentar 30 pontos percentuais ao elevado IPI, tem sido a fórmula de dificultar presença no mercado brasileiro, evitando a construtiva comparação com os nacionais. Bom para fabricantes locais, péssimo para o país. A acomodação deixa os nacionais não competitivos e não exportáveis.

Decolagem – Audi comemora crescimento no bimestre e 10% em relação ao mesmo período em 2014. Crê no crescimento do bloco Premium, onde quer liderar.

Bom senso – México foi generoso com o Brasil firmando novo acordo comercial a vigir por quatro anos. Nele cada país poderá importar até US$ 1,56B/ano sem imposto de importação. O montante se elevará em 3% em 2016, e prevê livre comércio em 2019.

Gatilho – Volkswagen foi rápida. Sacramentado o acordo anunciou investir no México para fazer o Tiguan 7-lugares — sobre plataforma MQB do novo Golf. Quer baixar preço para vender mais no Brasil. Hoje traz da Alemanha.

Mão inversa – Mais de 20 anos de operação morna no Brasil, representante da ótima japonesa Subaru percebeu o quanto a marca é querida e admirada por seus proprietários. Daí mudou a linha publicitária para absorver opiniões, histórias, através de Conselho Consultivo formado por 15 clientes. Quer reunir e ouvir as sugestões de quem está na lida com a marca.

Novidade – Uruguai já licencia veículos com a nova placa Mercosul, padrão aos veículos entre os países membros, Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Brasileira terá quatro dígitos numerais e três letras, vigindo a partir de 2016 para emplacamentos novos, opcional aos usados.

Sinergia – Shell e BMW acordaram sobre os carros da Série M, de maior performance, e os de competição de sua divisão Motorsport na temporada DTM e USCC. Série M utilizará óleos lubrificantes Shell Ultra, e os de competição a gasolina V?Power — diferente da fornecida no Brasil pela ausência do álcool e pela maior octanagem, 98 contra 95 octanas RON.

Beleza – Fiat aproveitou a descoberta nacional da bem recortada plástica da atriz Paolla de Oliveira, sagrada pela minissérie Felizes Para Sempre, recém-exibida pela Rede Globo, e contratou a moça. Apresentará campanha de vendas baseada nos 13 anos de liderança da marca. Fará graça oferecendo parcelas reduzidas a R$ 13 nos meses de maior aperto do financiado.

 

Foto Legenda 04 Coluna 1115 - Fiat  Honda HR-V, nada de jipinho Foto Legenda 04 Coluna 1115 Fiat

Atriz Paolla Oliveira vende Fiats

Corrida – Rede Jeep, em implantação, corre para operar no dia 4 de abril, o 4×4, início da comercialização do Renegade, volta da Jeep ao Brasil. Algumas estão perdendo a corrida para o prazo.

Mais – PPG amplia recente planta industrial em Sumaré, SP, para produzir resinas a ser aplicadas em tintas industriais e automobilísticas.

Luz – Alemã Osram incrementou suas lâmpadas Super Branca, em até 20% mais luz ante as anteriores. Chama-as Cool Blue Intense. Entre R$ 55 e R$ 210.

Costura – Passo de cuidado social, fábrica VW em São José dos Pinhais, PR, mantém projeto Costurando o Futuro, de reaproveitamento de tecidos utilizados na produção. Noventa moradoras de comunidades vizinhas aprenderam corte e costura e aulas de empreendedorismo para criar negócio próprio. Em cinco anos aproveitaram e transformaram 72 toneladas de tecidos.

MemóriaHigh Speed TV iniciou o programa Old Races, com corridas clássicas do passado, seus veículos e pilotos. À frente Pedro Rodrigo, João Vasconcelos e Alexandre Röschel. No ar às segundas feiras: https://www.youtube.com/watch?v=zIpAc32afRs

Moto – Austríaca agora montada pela Dafra, a 1190 KTM Adventure tem motor V-2 produzindo 148 cv e apenas 217 kg. Chassi tubular, acelerador eletrônico, suspensões de alto curso, freios Brembo a disco nas duas rodas. R$ 79.900.

 

Foto Legenda 05 Coluna 1115 - KTM  Honda HR-V, nada de jipinho Foto Legenda 05 Coluna 1115 KTM

KTM, preço de automóvel

 

RN

A coluna “De carro por aí” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Roberto Nasser
Coluna: De carro por aí

Um dos mais antigos jornalistas de veículos brasileiros, dono de uma perspicácia incomum para enveredar pelos bastidores da indústria automobilística, além de ser advogado. Uma de suas realizações mais importantes é o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, verdadeiro centro de cultura automobilística.

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  • Thiago

    Motor BMW 2.0T é uma evolução do e-torq? Putz, essa eu não sabia!!!

    Mais uma bela coluna!

    • VeeDub

      bola fora !

    • Evandro M

      Duvido. Parceria rompida com a Tritec, esta foi adquirida pela Fiat. Motores bastante distintos, diria. O E.torQ tem comando único e foi projeto exclusivamente para o antigo Mini, tendo como próprio limite o bloco para 1,6 litro (aumentado pela Fiat para o falso 1,8 – é 1,75 litro).

  • RMC

    Interessante a afirmativa “Ford mudará motorização do EcoSport”.
    O que vem por aí, o 1.0 turbo ou o 1.5 turbo diesel common rail para o 4×4, como os vendidos na Europa?
    RMC

    • Antônio do Sul

      Infelizmente, passa longe disso. Acredito que sejam atualizações do que já existe, como uso de variadores de fase nos dois comandos de válvulas dos motores 1.6 e injeção direta no Duratec 2.0.

    • Fat Jack

      Salvo engano, o EcoSport chegou a contar com o 1-L Supercharger (mesmo do Fiesta).

    • BlueGopher

      Acho que algum destes seria muito otimismo…
      Provavelmente utilizará a versão do motor Sigma usada no Fiesta, 1.6 16V com cerca de 130 cv.

    • Tiagotagst .

      Mais fácil ser o 2,0 GDI 178 cv e o 1.6 Sigma do Focus de 135 cv.

    • CorsarioViajante

      Também fiquei curioso.

  • Ilbirs

    Erro informativo a respeito do motor 2.0 do Cooper S. Ele não é derivado do Tritec/E-torQ, unidade essa que havia sido substituída pelo Prince (feito em conjunto por BMW e PSA e que aqui também conhecemos na forma de 1.6 THP nos cofres de produtos Peugeot e Citroën). O 2.0 do Cooper S nada mais é que o mesmo 2.0 encontrado nos cofres das atuais especificações dos BMW Série 1, 2, 3, 4, 5, Z4, X1, X3 e X4. O que muda é a posição de montagem, transversal no Mini. Essa unidade é modular com o 1.5 tricilíndrico dos Minis mais básicos e o projeto é integralmente da marca de Munique, cuja família inclui também uma unidade de seis cilindros em linha e 3 l (que vemos nos #35i da marca).

  • Tessio R R Bonafin

    Gostei muito do desenho e interior do HR-V. Porém, esse câmbio CVT tirou todo meu interesse pelo carro. Adquiri recentemente um Civic LXS at 2013 e estou adorando! Fui na concessionária para comprar um City 0-km, mas detestei o CVT. Infelizmente minhas opções estão prestes a acabar, visto que as fabricantes cada vez mais adotam esse tipo de câmbio. Devo ser do contra, portanto.

    • Mr. Car

      Também já dirigi alguns carros com câmbio automático comum, e só um CVT, o Mitsubishi ASX. Gostei mais de todos os automáticos comuns.

    • João Guilherme Tuhu

      CVT não dá emoção.

  • Fat Jack

    “…Carro de hoje está sendo induzido a ser tablet sobre rodas…”
    Sintetizou de forma magnífica!
    Pior que alguns jornalistas avaliadores já fazem das centrais multimídia o foco de suas avaliações, chegando a colocá-las como “destaque” do carro tal…
    Se venderá bem? Honestamente acredito que sim, com o mesmo valor entre EcoSport, Duster e HR-V será o mais moderno deles, (a atualização do Duster será bem leve e meramente estética) eu ficaria com o 3.o sem sombra de dúvidas.

  • Junior Tada

    Gostei do HR-V, faltou uma versão mais completa com câmbio manual. O preço está batendo tabela com a Ford, a quem acredito que será o maior prejudicado. Acho que o maior argumento de venda do Duster é o preço.

  • Mr. Car

    Se a Paolla pedir, eu compro Fiat, VW, GM, Renault, Honda, etc, etc… Ô coisinha mais bonitinha do pai, he, he, he!

    • João Guilherme Tuhu

      Concordo. Mas que usou dublê de corpo naquela série, usou.

  • Sérgio Araújo

    Prezado Roberto Nasser, a informação de que a gasolina Shell V-Power tem octanagem 98 e 95 RON respectivamente para a Europa e para o Brasil pode induzir o leitor ao erro analítico. Em primeiro lugar, porque na Europa essa gasolina é diferenciada em sua composição, além da carga de aditivos. No Brasil, somente na carga de aditivos. Aqui a V-Power é uma gasolina comum aditivada e tem o mesmo índice de octanas de uma gasolina comum sem aditivos – 87 IAD/ 95 RON. Para o Brasil, IAD é um índice melhor porque expressa a resistência a pré-detonação em baixas rotações e elevado regime de carga, enquanto RON é para altas rotações e carga plena. Neste caso, o número RON entre as gasolinas se aproxima. Na Europa a V-Power tem índice 93 IAD. Então, o correto seria dizer que a diferença entre a V-Power europeia e a brasileira é de 93 a 87, respectivamente.

  • Luciano Gonzalez

    Acabou a maresia da Ford… esse carrinho vai chacoalhar o mercado de SUV’s

  • Bob Sharp

    Sérgio Araújo
    Permita-me responder no lugar do Nasser. Aqui no Ae decidimos pelo número de octanas RON por ser o usado na Europa e países da América do Sul, por isso servindo de comparação entre gasolinas. Isso é extremamente útil para quem vai de carro aos países vizinhos. Além disso, a detonação (e não pré-detonação) destrutiva é justamente a de alta carga e rotação,a condição de uso em altas velocidades em estrada. O Brasil errou injustificável e flagrantemente ao adotar o Índice Antidetonante (IAD), numa imitação barata do Anti-Knock Index (AKI) dos Estados Unidos, impedindo comparação com as gasolinas do mundo praticamente todo. A Shell, na opinião do Ae, jamais poderia dar o mesmo nome a gasolinas diferentes na fundamental questão da octanagem. Para dar um exemplo, um argentino que utiliza a V-Power no seu país, ao viajar ao Brasil pensará estar usando a mesma gasolina ao abastecer num posto Shell, e não estará. Isso é crime de falsidade ideológica.Na Europa, a V-Power é uma gasolina Super Plus, de 98 octanas RON, enquanto aqui é apenas uma gasolina comum aditivada de 95 octanas RON. Esse padrão é que é o correto, não essa enganação de 93 e 87 IAD, que não nos serve para absolutamente nada. Nos Audi mais potentes, como a perua RS 4 Avant testada recentemente pelo Ae, no lado interno da portinhola do bocal de abastecimento de combustível é indicada octanagem recomendada RON, no caso mínimo 95 RON, e 98 RON. Esse IAD ou AKI é média aritmética entre octanagem MON e RON, que não nos serve para absolutamente nada. Essa é uma das maldições que o Brasil tem, de que sempre falo..