Fiat Bravo T-Jet 2016 01 AUTOentusiastas  FIAT BRAVO T-JET, NO USO (COM VÍDEO) Fiat Bravo T Jet 2016 01 AUTOentusiastas

Recentemente o Bob foi convidado para o lançamento da linha Bravo 2016 com algumas mudanças estéticas para garantir uma sobrevida um pouco maior ao modelo. E agora recebemos o T-Jet para um “no uso”. Mas antes de falar sobre o Bravo vou comentar um pouco por que acontece isso que deixou muita gente irritada; o lançamento de um próximo ano-modelo ainda no começo do ano. Os novos ano-modelos normalmente marcam as mudanças que os modelos sofrem. É na virada do ano-modelo em que os fabricantes fazem as melhorias nos produtos, em muitas vezes restrita a aspectos mecânicos que não são vistas facilmente pelo consumidor. Mudanças mais significativas podem ocorrer fora do ano-modelo quando dizem respeito a correção de problemas mais sérios, que envolvam segurança. Em tudo correndo bem, os fabricantes têm uma data em cada ano para implementar  todas as mudanças, sejam medidas para melhorar as vendas, como, por exemplo, incorporação de opcionais como itens de série ou mudanças estéticas, ou mudanças na parte mecânica, como melhorias de produto ou reduções de custo. Dessa maneira, todas as áreas da empresa trabalham no projeto com uma data específica e os carros mudam apenas uma vez no ano. Isso também é importante para a rastreabilidade de possíveis problemas. 

 

Fiat Bravo T-Jet 2016 07 AUTOentusiastas  FIAT BRAVO T-JET, NO USO (COM VÍDEO) Fiat Bravo T Jet 2016 07 AUTOentusiastas

Bravo 2016

No entanto, a escolha dessa data nem sempre é fácil. Normalmente deve ser no segundo semestre, entre agosto e outubro, já antecipando as mudanças do próximo ano e fomentando vendas. Mas há casos em que do ponto de vista comercial é mais interessante antecipar as mudanças o quanto antes. E do ponto de vista técnico (tempo de engenharia e preparação para o início de produção) nem sempre é possível antecipar o projeto para o ano-calendário anterior. Ou, ainda, pode acontecer algum atraso no projeto, empurrando a data de início de produção alguns meses à frente. Ou seja, o que era para ser iniciado em outubro, por exemplo, é empurrado para os primeiros meses do próximo ano.

Não dá para saber o que aconteceu com o Bravo. Pode ter sido uma antecipação ou um atraso. Mas o fato é que a melhor data que a Fiat conseguiu foi logo no começo do ano. Aí a pergunta é qual ano-modelo escolher. Nesse caso, como o Bravo mudou esteticamente, não dá manter o ano-modelo anterior, pois as diferenças são muitas. Ou se tivesse mantido haveria alguns meses de ano-modelo 2015 1/2. o que na prática não existe. Além do que o volume vendido nesse período ficaria num limbo, até muito ruim pra o mercado de usados. Então, no meu entender, a Fiat não faltou com o respeito e adotou a melhor condição possível. Existem alguns casos de fabricantes lançarem um ano-modelo que durou apenas 3 ou 4 meses, se não me engano a Honda fez algo assim com o Fit. O melhor mesmo é ajustar a data de implementação de um projeto para o segundo semestre.

 

Fiat Bravo T-Jet 2016 16 AUTOentusiastas  FIAT BRAVO T-JET, NO USO (COM VÍDEO) Fiat Bravo T Jet 2016 16 AUTOentusiastas

Mosca branca

Em 2012 foram emplacada 10.438 unidades do Bravo, caindo para 9.060 em 2013 e 4.436 em 2014. Dá até para dizer que essa reestilização chegou atrasada. E o T-Jet deve representar um volume muito pequeno, tanto que ele tem o status de mosca branca, assim como o Punto T-Jet. Como referência, os líderes Cruze Sport6 e Focus hatch emplacaram na média ao redor de 20.000 unidades cada em 2013 e 2014. E isso sendo derivados dos seus sedãs, o que ajuda na diluição dos custo. Esse segmento de hatches médios é mesmo um segmento difícil. Esses carros custam quase a mesma coisa que um sedã mas não trazem o “prestigio” desses. E brigam bem em versatilidade com os suves de diversos tamanhos. Como resultado, em 2014 foram 80.000 unidades emplacadas de hatches médios contra 232.000 (números arredondados) de sedãs médios. 

Bem, vamos ao T-Jet. Eu já disse em outras matérias que uma das coisas que eu gosto na Fiat é a capacidade que ela tem de fazer as coisas. Enquanto muitos fabricantes ficam perdidos nos estudos de mercado e de viabilidade de projetos, esperando um bom volume por um preço adequado e que gere uma margem razoável, a Fiat vai lá e faz. Assim temos e tivemos carros interessantíssimos da Fiat, mas que normalmente não são sucesso de vendas porém permitem que os “movidos pela paixão” transitem bem dentro da marca. 

 

Fiat Bravo T-Jet 2016 27 AUTOentusiastas  FIAT BRAVO T-JET, NO USO (COM VÍDEO) Fiat Bravo T Jet 2016 27 AUTOentusiastas

Frente nova

Eu vou ser sincero aqui. Quando peguei o T-Jet eu não tinha uma expectativa muito elevada. Não sei exatamente por que e não há uma razão bem definida para isso. Talvez seja porque a Fiat mude os nomes dos carros médios a cada geração e isso dificulta criarmos uma imagem mais palpável sobre os modelos, ou pelas vendas desses modelos sempre um pouco mais tímidas. Seja lá o que for, vamos ver como essa sensação acabou.

Há muita controvérsia nas mudanças na carroceria. Tem gente que não gostou muito. Alguns desenhos já nascem muito bem-resolvidos e a tarefa de melhorá-los é difícil. Acho que é o caso do Bravo. Já era um carro elegante e agradável. Eu particularmente gostei bastante dessa mexida. Não sei se ficou mais bonito que o original, mas ficou bem agradável. Alguns estão dizendo que as faixas laterais são muito “tuning”. Não acho. São discretas e dão um toque de esportividade. Também estão falando do contorno preto das lanternas traseira. Também discordo, achei bem equilibrado e sem exageros. É um carro em que senti um prazer visual toda vez em que me aproximava dele. Cheguei a dizer para minha esposa e filha que eu poderia passar alguns minutos contemplando o Bravo simplesmente pelo prazer visual proporcionado. Agora as duas ficam fazendo piadas disso o tempo todo! 

 

Fiat Bravo T-Jet 2016 09 AUTOentusiastas  FIAT BRAVO T-JET, NO USO (COM VÍDEO) Fiat Bravo T Jet 2016 09 AUTOentusiastas

Contemplação em um momento de paz e elevação

O interior também é muito agradável. Percebe-se o esforço da Fiat em transmitir mais qualidade através de materiais emborrachados e com uma boa experiência tátil. Bancos muito envolventes, volante com uma excelente pega, e peso, e baixo nível de ruído são os destaques. O carro testado era muito completo, com todos os opcionais, fato que só percebi quando verifiquei a lista de preços. Mas um item muitíssimo apreciado é o teto solar Skydomeque no T-Jet é de série. O novo Uconnect, sistema de conectividade e navegação (este último opcional) não me encantou muito. A tela é muito pequena (5 polegadas) e a navegação nos menus não é intuitiva. Nos tempos de sistema Android qualquer outro sistema fica um pouco aquém em termos de usabilidade. E a ergonomia e posicionamento de comandos não é dos melhores também. Mas depois de um tempo me acostumei com tudo isso e passei a desfrutar de todos os mimos.

 

Para um carro de 4.373 mm de comprimento o espaço traseiro não é muito bom. Em parte essa impressão é causada pelo grande assento traseiro, e confortável, e pelos grandes bancos dianteiros. Mas o entreeixos de 2.602 mm poderia ser um pouco maior. Tem uma coisa no jeitão do Bravo que destoa um pouco, o balanço dianteiro. Ele é meio bicudo. Seria possível avançar o eixo dianteiro em 100 mm, diminuindo o balanço, aumentando o entreeixos e melhorando as proporções e espaço interno. O porta-malas é bem grande, 400 litros (menos o volume do subwoofer opcional).

O Bravo pesa 1.435 kg e pode ser considerado pesado. Uma das desvantagens do tetão Skydome é o peso extra. O já bem conhecido motor 1,4-litro (1,368  l) gera 152 cv a 5.200 rpm e 21,1 m·kgf de torque já a 2.250 rpm até 4.000 rpm. O botão Overboost, quando acionado, aumenta esse torque para 23 m·kgf com pico a 3.000 rpm através de aumento na pressão do turbo. O que todo mundo quer saber é se esse botãozinho é bom mesmo!

 

A pressão do turbo é mostrada no painel  FIAT BRAVO T-JET, NO USO (COM VÍDEO) Fiat Bravo T Jet 2016 24 AUTOentusiastas

A pressão do turbo é mostrada no painel e o Overboost não é desativado enquanto a tecla não for acionada novamente

Bem, esse torque, mesmo com o botão acionado, que não muda a potência máxima, não é muito expressivo para um carro desse peso. Para notar a diferença no desempenho seria necessário fazer medições de retomadas. O que muda bastante é a curva do acelerador. Sem o botão acionado o acelerador já é bastante arisco requerendo alguma adaptação do motorista. Com ele acionado o carro fica bem nervosinho e nota-se bem a diferença. Nas retomadas também se nota, mas não é uma transformação do Dr. Jekyll em Sr. Hyde . Posso dizer que no começo da avaliação fiquei com vontade de ter mais potência. De qualquer maneira o T-Jet atinge 206 km/h e faz de 0 a 100 km/h em 8,7 s de acordo com a Fiat. 

 

Fiat Bravo T-Jet 2016 25 AUTOentusiastas  FIAT BRAVO T-JET, NO USO (COM VÍDEO) Fiat Bravo T Jet 2016 25 AUTOentusiastas

“Motorzinho” competente para os 1.435 kg do Bravo

Mas o Bob e o Arnaldo já tinham me falado que o bom do T-Jet é a suspensão, McPherson na frente e eixo de torção atrás. Nada de especial na concepção, mas no ajuste é espetacular. A altura do solo foi mantida original europeia, com 123 mm, e as rodas de 17 pol. com pneus 215/45 Goodyear Eagle de banda assimétrica, também tem seu papel importante. Quando peguei o carro eu a achei muito dura nas ruas que imitam a superfície lunar. Parei no posto e todos os pneus estavam com 37 lb/pol². Depois de ajustar para os recomendados 35 na frente e 33 atrás esse desconforto melhorou muito. E aí fui pra uma estrada sinuosa e lisa. Fiquei realmente impressionado com a segurança que essa suspensão transmite e a suavidade com que trabalha. E muito bem acertada também é a direção, um pouco mais pesadinha no uso urbano, mas perfeita para o entusiasmo. E a suspensão também é bem robusta. Inevitavelmente caí em dois buracos, sendo um deles daqueles que a gente acha que deixou a bandeja da suspensão lá. E nada de bolha no pneu, roda amassada ou desalinhamento. O carro sendo bem baixo eu esperava que o bico raspasse em quase todos os desníveis, mas para minha surpresa ele raspou apenas duas vezes.

 

Fiat Bravo T-Jet 2016 19 AUTOentusiastas  FIAT BRAVO T-JET, NO USO (COM VÍDEO) Fiat Bravo T Jet 2016 19 AUTOentusiastas

#savethemanuals

A caixa manual italiana de seis marchas também é excelente. Aquela potência extra que eu gostaria fica compensada pelo escalonamento das marchas, que é muito perfeito e ajuda a extrair o máximo do T-Jet. O trambulador poderia ser mais eficiente. Talvez quem nunca tenha experimentado um Golf, um GT86 ou um Mégane R.S. não perceba muito isso. Mas como eu experimente fica fácil notar. A pega do pomo da alavanca também poderia ser mais anatômica. As retomadas, principalmente ao redor de 3.000 rpm, são deliciosas e progressivas. E o ronco do escapamento também ajuda no conjunto de sensações.

Eu passei um dia inteiro com o Bravo lá na Estrada dos Romeiros. Comecei o dia com uma impressão talvez já um pouco pré-definida. No entanto, o T-Jet foi me conquistando à medida em que eu fui me familiarizando com ele. Aprendi a extrair tudo o que seu motor pode proporcionar e com um nível de segurança ativa muito bom. Ao terminar o dia eu posso dizer que fiquei bem interessado. Talvez apaixonado seja um termo muito extremo. Mas se fosse uma garota, com certeza eu ligaria para ela no dia seguinte e tentaria começar um relacionamento sério. Mas para isso dar certo ela deveria descer um pouquinho do salto. Afinal, o T-jet inicia com R$ 78.490 e com todos os opcionais pode chegar a R$ 94,581. 

 

Fiat Bravo T-Jet 2016 03 AUTOentusiastas  FIAT BRAVO T-JET, NO USO (COM VÍDEO) Fiat Bravo T Jet 2016 03 AUTOentusiastas

Uma paixão? Pode se tornar

Diante do seu preço eu acredito que o Bravo T-Jet é um carro para os fãs de Fiat que vão crescendo dentro da marca, e que certamente não vai decepcionar nenhum deles. Tem uma boa dose de entusiasmo, seja na aparência ou no desempenho, e pode proporcionar muito prazer ao dirigir. Eu realmente passei um dia muito legal com ele e o devolvi com algum pesar.

Gostei: conjunto motor/caixa, suspensão, prazer ao dirigir 
Não gostei: tranbulador, ergonomia/acesso aos ajustes Uconnect e computador de bordo 

PK

 

Galeria:

 

 

FICHA TÉCNICA FIAT BRAVO T-JET
 
CARROCERIA 
TipoHatch, monobloco em aço, 4 portas
Lugares5
MOTOR
DesignaçãoT-Jet
Configuração4-cilindros transversal
Cilindrada / diâmetro e curso1.368 cm³ / 72 x 84 mm
CombustívelGasolina
Potência máxima152 cv a 5.500 rpm
Torque máximo21,2 m·kgf de 2.250 a 4.500 rpm (c/ overboost 23 m·kgf a 3.000 rpm)
AspiraçãoForçada por turbocompressor com interresfriador
Material do bloco / cabeçoteFerro fundido / alumínio
Trem de válvulasDuplo comando, acionamento por correia dentada, 4 válvulas por cilindro
Variador de faseAdmissão e escapamento
Formação de misturaInjeção no duto
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão12 volts
TRANSMISSÃO
CâmbioManual de 6 marchas com embreagem monodisco e acionamento hidráulico
Relações das marchas4,154 – 2,118 – 1,484 – 1,116 – 0,897 – 0,767 – ré 4.000
Relação de diferencial4,118
TraçãoDianteira
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço inferior em “L”, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira com assistência elétrica
Diâmetro do volante370 mm
Diâmetro mínimo de curva10,7 m
FREIOS
DianteirosA disco ventilado
TraseirosA disco
ControleABS e EBD
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 7Jx17
Pneus215/45R17
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto aerodinâmicond
Área frontalnd
Área frontal corrigidand
CAPACIDADES
Porta-malas400 litros
Tanque de combustível58 litros
PESOS
Em ordem de marcha1.435 kg
Distribuição dianteira/traseirand
Carga útilnd
DIMENSÕES
Comprimento4.373 mm
Largura sem espelhos1.792 mm
Altura1.488 mm
Distância entre eixos2.602 mm
Bitola dianteira/traseira1.530/1.521 mm
Distância mínima do solo123 mm
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h8,7 s
Velocidade máxima206 km/h
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
Cidadend
Estradand

 

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

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  • Davi Reis

    Paulo, suas avaliações andam cada vez melhores. Pé no chão e sem deixar o entusiasmo de lado, afinal, não é só porque temos gasolina correndo nas veias que deixamos de notar detalhes que incomodam. Sobre o Bravo, deveria ser mais barato. A Fiat não tem exatamente um produto tão atraente quanto Focus e Golf, e deveria oferecer contrapartida no preço, pra tentar dar uma ajuda ao carro. Acho que nessa versão T-Jet, é um dos melhores carros que a marca vende por aqui, se não o melhor, mas o 1.8 fica muito (mesmo) pra trás. Talvez um reposicionamento de versões ajudasse o carro, eliminar esse buraco na linha. Atualmente, a versão 1.4 Turbo poderia muito bem ser a básica e termos também um motor ainda mais apimentado pra essa esportiva, seja o 1.4 retrabalhado ou algo totalmente novo.

  • CorsarioViajante

    Hehehe vou dar minha opinião mantendo sua analogia da mulher…
    Para começar, a garota se maquiou demais, está forçado, exagerado.
    Ela é legal, mas só fala da mesma coisa e não tem assunto novo.
    E ela só sai com você se for num restaurante bem caro.
    Ou seja: o face-lift forçou a harmonia, o pacote ficou muito atrás dos concorrentes e ainda cobram muito por isso.

    • Domingos

      E ela é bonita mas insiste em querer aparecer demais com roupas e maquiagens espalhafatosas. Um dia ruim para uma mulher legal, talvez?

  • Ivan Rocha

    De qualquer configuração e motor, ainda prefiro o Punto. Afinal carregam os mesmos motores. Só que o Punto é mais leve. O design do Bravo não me agrada, como nunca me agradaram carros maiores da FIAT. Linea, Bravo, Marea, Tempra, sempre foram “micos”. Desculpem o gosto contrário. Não passo do Punto. Apesar da boa avaliação e da ótima reportagem.

    • Roberto Alvarenga

      Também acho o conjunto do Punto mais interessante. Dirigi um com motor 1.6 e é um dos carros com a posição de dirigir mais fácil de acertar que vi! Fiquei imaginando o T-Jet como seria…

  • Eduardo

    A Fiat devia equipar o Bravo só com este motor, sem alusão a esportividade, com preço competitivo e com uma opção de câmbio automático porque o mercado exige (não é pra mim, é pro mercado, friso). Acho que não se esforçam nem um pouco pra melhorar as vendas do carro.

    • CorsarioViajante

      Essa sua receita, desde que preservada a opção pelo manual, faria com certeza muita gente olhar melhor o Bravo.

    • Roberto Alvarenga

      Esse motor era um diferencial na época do lançamento do T-Jet, hoje o Golf e o Focus 2.0 têm uma motorização tão boa quanto. Concordo que se o motor fosse o único da linha recolocaria o Bravo “no jogo”.

    • Lucas Vieira

      O problema seria manter o preço com um motor importado e dólar beirando os R$ 3,00…..

      Acho que o 1.8 da conta do recado nesse carro, para o o dia a dia, além de ser nacional, e mais simples e barato, pra Fiat…

      • Marcelo Henrique

        E nacionalizar o Tjet não seria uma boa opção?
        O bloco do Fire 1.4 8v se não for o mesmo do 1.4 16v é muito parecido.
        Os cabeçotes 16v da família Fire (1.0 16v e 1.3 16v) já foram feitos por aqui e embora não tenham feito sucesso no mercado, também não deram tantos problemas e simplesmente sairam de linha pois a Fiat estava usando o GM 1.8 8v e logo em seguida os motores Etorque. Sem contar que o Tjet não tem variador de fase dando a impressão que o cabeçote é de um antigo Fire 16v turbinado.

        O problema é que a Fiat hoje está com mais planos para o mercado americano e chinês, afinal o dinheiro está pouco e assim estão apostando mais nos mercados mais rentáveis. Assim, algumas coisas que estavam planejadas foram cortadas, por exemplo: etorque turbo flex e variações do etorque multi-air.

        • Lorenzo Frigerio

          A variação de fase é mais útil em motores aspirados. Como o e.Torq foi desenvolvido pela Chrysler há muitos anos, qualquer recurso nesse sentido teria que ter vindo dela. A Fiat não vai alterar esse motor para colocar isso, nem colocar MultiAir. Esses e.Torq continuarão a ser fabricados inalterados por alguns anos, empurrando com a barriga, até que uma nova linha com MultiAir, desenvolvida lá fora, chegue ao mercado. Poderá ser um Tigershark 2.0 MultiAir ou turbo (só para versões mais esportivas), e versões com menor curso poderão ser desenvolvidas. Mas o Fire provavelmente continuará por muito tempo, nos populares.

          • Domingos

            Não se engane, variação de fase é mais útil que o turbo numa condução do dia a dia e para atender aos requisitos de economia e emissão.

            E, se for para ganhar potência mesmo, hoje em dia tem que ter variação de fase. Junto com o turbo, aí sim que vem uma grande potência com as exigências de hoje (força em baixa, economia, emissões etc.).

          • Lorenzo Frigerio

            Sim, a variação ajuda a reduzir o “turbo lag”.

    • Lorenzo Frigerio

      Se bobear, o T-Jet sai mais barato que o e.Torq… é óbvio que o carro completo sai mais caro. Mas provavelmente, pouco mais. O problema seria vender essa versão única num mercado regulado como o brasileiro.

  • Angelo_Jr

    “Nas retomadas também se nota, mas não é uma transformalção do Sr. Hyde em Dr. Jekyll.”

    Desculpe PK, mas não queres dizer o contrário? Que eu me lembre, Dr. Jekyll era o “lado bom”

    • Isso Angelo! Valeu pelo olho atento. Abraço. PK

  • Roberto Alvarenga

    Sem desmerecer o Bravo, mas sou mais o Punto…

  • Sempre que vejo Bravo T-Jet, penso em quão melhor, em função do peso e dimensões reduzidas, é o Punto T-Jet. Agora, com esse face-lift, penso ainda mais, pois preferia o visual anterior, do Bravo.

    Agora, olhando as fotos… Graças a Deus, as vaquinhas nunca atravessaram meu caminho, nessa estradinha sinuosa. Acho que aos domingos, às 7 da manhã, elas ainda estão dormindo…

    • Avatar

      Ricardo,

      Peso menor pode até ser, pois o Bravo é realmente bem pesado, mas as dimensões maiores do Bravo (todas, com exceção da altura) em relação ao Punto só lhe dão vantagem, seja dinâmicas (pelo entre-eixos e bitolas) como na acomodação dos passageiros e bagagens (largura e comprimento).

      Se você já dirigiu o Punto T-Jet (ótimo carro), deveria dirigir o Bravo para se surpreender. Trata-se de um carro com um equilíbrio estabilidade em curvas x conforto de rodagem superior ao do Punto de mesma motorização. Se observar por essa ótica, o Bravo é mais adequado ao dia-a-dia que o Punto (apesar do tamanho, é claro) devido à maciez de rodagem e absorção superior. Além do mais, o Bravo T-Jet é muito mais neutro em relação ao Punto, que é bem subesterçante. Quando se trata de traçados mistos, o escalonamento do câmbio de 6 marchas permite relações mais próximas do que as 5 marchas do Punto, além do maior torque devido à função Overbooster.

      Apenas como referência, verifique as reportagens dos links abaixo para ter mais uma visão sobre as diferenças entre eles.

      Quanto ao face-lift, tenho que concordar contigo: preferia o visual mais limpo que havia até o ano passado, melhor ainda até 2013, quando não tinham as faixas adesivas laterais…
      Até mais.

      • Obrigado pela resposta e pelos vídeos! Um abraço,

      • Roberto Alvarenga

        Tinha a impressão que o Punto T-Jet era mais acertado que o Bravo, mas nunca tinha atentado à questão do câmbio…

        Não achei o Punto tão substerçante, mas não o dirigi em trechos tão longos pra ter essa sensibilidade (trouxe um Punto 1.6 de Jundiaí para SP, pela Anhanguera, e o carro foi muito bem). Me chamou a atenção a pedaleira e a posição do motorista, pra mim perfeitas. O espaço para as pernas é ideal, e os pés ficam posicionados corretamente, dá pra fazer punta-tacco sem “embolar” (melhor que no meu carro particular – um Civic 2012 manual). Assim como o PK no caso do Bravo, não gostei muito do trambulador do Punto também, deve ser um problema da linha Fiat em geral. Dirigi Uno e Palio (alugados, é bem verdade) e senti o câmbio meio “frouxo”, a Fiat precisa dar uma ajustada nisso. De todo modo, acho que o Punto é um excelente carro e por não ter experimentado o Bravo, tinha na minha conta como “mais interessante” que o “primo maior”…

        De todo modo, oxalá tivéssemos mais discussões boas como essas!!! T-Jet x T-Jet, Bravo x Punto, dúvida boa!

        • KzR

          Roberto, o Punto T-jet é com certeza mais arisco e cru que o Bravo T-jet: é mais leve e não tem as assistências do irmão maior (só o ABS). São gêneros parecidos mas que proporcionam prazeres diferentes. Tenho minhas dúvidas sobre qual eu acharia melhor, rsrs.
          O que pareia o Punto ao Bravo é que o T-jet não é um legítimo Abarth, já que foi feito sobre uma plataforma modificada do Palio, nem pode receber a caixa 6 marchas do Bravo (e alguns Alfas) como plug n play. Entretanto, soube que o Punto Abarth (primeira versão) usou a caixa de 6 marchas igual a de nosso Cruze. Para quem gosta de melhorar seus carros por conta própria, está aí uma boa proposta.

          • Roberto Alvarenga

            Nunca dirigi um Cruze manual, mas tenho as melhores referências dessa caixa de 6 marchas… olha aí uma sugestão boa pra quem tem disposição! Valeu!!!

          • KzR

            Com certeza! O blog tudo-sobre-carros pode ainda dar mais alguns detalhes sobre isso. Basta pesquisar sobre Punto e acordo GM – Fiat.
            Se eu tivesse um Punto T-jet, arriscaria para ver como ficaria.

  • Fat Jack

    PK, (excelente avaliação antes de mais nada…) você tem toda razão sobre a Fiat ser mais “destemida”, o grande problema é que da mesma forma que ela vai e faz, ela vai e desfaz… (como os câmbios 6 marchas do Siena e Weekend 1.0) muitas vezes “micando” seus produtos…
    Acho o Bravo um carrinho interessante (claro, principalmente nesta versão), só que a esse preço, fica difícil…
    Permita-me uma questão, PK, se overbooster permite o aumento da pressão do turbo enviada para o motor, ele também não deveria gerar uns cv’s a mais, ou estes foram propositalmente evitados?

    • João Martini

      Essa tecla aumenta a potência média, mas o pico continua o mesmo. A ~5000 rpm a curva de torque já voltou a ser a mesma.

  • Vitor Watanabe

    “Alguns desenhos já nascem muito bem resolvidos é a tarefa de melhorá-los é difícil. Acho que é o caso do Braco.”

    PK, não seria Bravo ao invéz de Braco?

  • FocusMan

    Adorei a parte do Gostei e não gostei.

    Confesso que havia deixado de ler o “no uso” por achar vocês muito amiguinhos das montadoras, como se criticassem sempre sem querer causar algum incomodo nos fabricantes.

    Muito bom mesmo, parabéns! Acho que a imprensa atual precisa ser passional e menos imparcial as vezes. A revista Car and Driver consegue fazer isso sem sem apelativa, gosto muito, todo mundo sabe que eles adoram o Golf e o Focus, mas li com chateação o Corolla sendo campeão num comparativo rsrsrs.

  • Carlos Komarcheuski

    Esse trambulador da Fiat realmente desanima quem já experimentou Volkswagens. Não curti esse parachoque dianteiro com aquele friso preto aonde a placa vai fixada, a versão anterior achava um charme aquela grade que na minha opinião me lembrava os desenhos das “grades da Ferrari”, não me chamem de maluco… rssss…

  • Avatar

    PK,
    Palavra de proprietário com algum tempo de convivência com o carro e com os pneus já: os Goodyear Eagle Excellence são bons no seco, mas no molhado escorregam demais. Nos primeiro meses com o carro já notava isso, pois estava acostumado com os ótimos Pirelli P7 no carro anterior, inclusive no molhado. Por conta disso, ao trocá-los no fim da vida deles, instalei 4 Continental Extreme Contact DW e a melhora no molhado foi grande, mantendo o mesmo nível no seco e melhorando a absorção de asperezas do piso, inclusive.
    Trata-se de um grande carro que nos anos próximos ao lançamento poderia ser considerado o melhor hatch médio sem dúvida nenhuma (T-Jet, que fique bem claro), mas atualmente, pelo preço semelhante ao do Golf TSi e Focus 2,0L, fica bem aquilo que você colocou: para quem não quer sair da linha Fiat… Fico pensando se o powertrain importado não impeça a Fiat de trabalhar com preços mais camaradas para um carro já “antigo” de mercado (sem entrar no mérito de margens de lucro). O fato é que torna-se uma ótima opção no mercado de usados, pois adquire-se um carro do mesmo bom nível dos citados acima, mas por uma quantia bem inferior pela disponibilidade de anos anteriores. E como você comentou bem sobre os buracos que atingiu, o conjunto de roda/pneu/suspensão/direção é bem robusto e mesmo com perfil baixo, os pneus não formam bolhas e os componentes da suspensão não se danificam. Eu já tive experiências de “cair” em crateras e tirando o barulho e a dor no coração, o carro permanece perfeito.
    Poxa, poderia me falar para fazer um “road test” há muito mais tempo…

    • Thales Sobral

      Nossa, você gosta dos P7? Eu odeio aqueles pneus… Meu carro antigo tinha, o atual também (Cinturato P7, dessa vez, o “verde”…), e os dois compartilham o mesmo problema: Barulho de rodagem muito alto.

      • Roberto Alvarenga

        Tive um Astra equipado com os Pirelli P7 e hoje tenho um Civic com Bridgestone Turanza (ambos nas medidas originais de fábrica). Tudo bem que o perfil do pneu do Astra era mais alto, mas os Pirelli pareciam “veludo” perto dos Bridgestone.

        • Domingos

          Tenho notado a mesma coisa entre Pirelli versus Bridgestone em outras categorias. Os Bridgestones sempre parecem “pneus esportivos” e não duram muito…

  • Viajante das orbitais

    Esse câmbio de 6 marchas tem que ir no Punto também…
    Punto 1.8 com 6 marchas daria um carrão.
    E Por que não turbo no 1.8 também ? 200 cavalos estava bom.

    • Lorenzo Frigerio

      O e.Torq é biela curta e tem relação r/l acima do desejável… vai bem para uso geral como aspirado, mas para colocar turbo precisaria de árvores de balanceamento. Lembrando que esse motor é basicamente o mesmo que equipava o Mini e era turbinado, mas com cilindrada menor – acho que 1.4. Pela “marketabilidade” e custo do turbo no Brasil, compensa mais trazer o T-Jet que introduzir um outro motor.

      • Viajante das orbitais

        Obrigado

      • Viajante das orbitais

        Obrigado, Lorenzo, aprecio a qualidade técnica comum aos seus comentários.

      • Paulo Araújo

        O mini turbo com esse motor era 1.6 mesmo. Pra passar pra 1.8 (na verdade 1.75) a fiat não aumentou o curso, mas sim o diâmetro. Não é dos piores em r/l e nem dos menos suaves. Pode ser que essa decisão de não tê-lo turbinado lainda á na Fiat seja muito mais do financeiro/marketing do que da engenharia…

      • V_T_G

        Salvo engano o 1.4 também não tem um bom r/l. Alias, o que tem a ver o r/l com o turbo, sua influencia não é na vibração em rotação?

      • Roberto Alvarenga

        Nunca tinha parado pra olhar o r/l dos e.Torq… ultimamente, motores com r/l acima do “ótimo” (tipo o novo VW 1.6 “MSI”) têm sido bastante utilizados e elogiados inclusive pela suavidade… qual o segredo? hehehe

  • Charlie

    O carro é bacana, mas o preço…Vale a pena comprar um desses semi novo(antes do facelift), pois é o mesmo conjunto mecânico. Ou então comprar outro hatch médio, ou ainda um punto tjet.

  • Fórmula Finesse

    Carro peculiar; italiano que não mira a globalização, as vezes parece obsoleto, as vezes parece sofisticado como uma galeria em Florença…têm um desenho interno, uns arabescos mais “entusiasmados” do que a praticidade de um Golf, ou de um “coreano” Cruze. Isso é legal, é bacana, talvez a qualidade do carro seja mais percebida no aparente cuidado na montagem do que propriamente na utilização a longo prazo – talvez pequenas coisas incomodem mais nele do que em outros laureados: sei lá…o Bravo sempre foi meio enigmático, mas a ele nunca faltou personalidade.
    Na versão T-Jet, é o pequeno “supercarro” italiano dos oriundis, uma pitadinha de Alfa, forçando a imaginação para Maserati…pegada esportiva, acabamento esmerado, preço nas alturas (rsrsr isso não é bom!); enfim, uma máquina peculiar que deve acertar em cheio o público que é menos prático e gosta de guiar.
    Eu teria? Com DS3, Golf 1.4 (esse é o coringa) e o próprio Abarth 500 nessa faixa, para atender como carro de devaneio, provavelmente não.
    Ótima avaliação PK, a pedaleira continua “Fiat”? Ótima para sapateadas e punta tacos?

    • KzR

      Mr. Formula, você sintetizou em palavras o que penso e sinto sobre esse carro. Um enigma temperado à italiana.
      Teria-o, como o Golf, como um carro prático multi-uso sem abrir de mão dos “momentos Ae”. Devaneios ficariam para o Ds3.
      Sobre sapateadas e punta-taccos, aposto 97% que permanece o padrão Fiat.

  • P C

    Na verdade o Bravo T-Jet anda mais que o Punto T-Jet, só pegar aí os melhores testes dos dois, isso se deve ao câmbio de 6 marchas e ao overbooster, o Punto não é tão mais leve então o Bravo compensa e sobressai no desempenho por esses dois fatores. Agora uma pena a fiat vir economizando nos pneus, esses carros poderiam render mais com pneus melhores ou até medidas mais adequadas. A fiat também poderia muito bem equipar o Bravo com o 1.8 etorq evo aliado ao câmbio automático 6 marchas(provavelmente aisin) que já vai chegar no renegade, tenho certeza que daria um sopro bom nas vendas do Bravo, e disponibilizar o câmbio automático tbm pro t-jet, mas nunca retirar a opção manual, bem como dar um tapa nesses preços puxados, mas enfim a marca meio que não quer investir muito em um carro que não pegou, o que é uma pena pois considero um belo carro.

  • Josenilson

    No fim do ano passado esperei até onde foi possível pelo Bravo 2015. Não veio a tempo, comprei outro carro.
    Gosto muito do Bravo. Acho um típico carro italiano, tem alma, tem pegada. Gostaria de poder comprar um para guardar.
    Poderia ser um pouco mais barato hoje, tendo em vista a concorrência.
    A Fiat poderia também manter o nome dos carros por anos a fio, como fazem as demais montadoras. Isso evitaria esse descontinuidade de modelos que tanto afugenta muita gente de comprar produtos Fiat.
    Eu já tive muitos carros a marca e não tenho do que reclamar. Aliás, tenho, de um cambio Dualogic de um Linea que tive e me deixou na mão, custando o conserto alguns mil reais.

    • KzR

      Essa questão de nome é relativa. Tem peso, tem, mas há casos em que isso não faz muita diferença. O Cruze, por exemplo, vende bem mesmo não se denominando de “Novo Vectra”.

  • Danchio

    Comprei um Bravo Essence 1.8 Dualogic 11/12 0KM e em 06/14 troquei por um Golf Comfotline DSG. A diferença foi abismal, muito grande mesmo… o Bravo não é ruim (nem por causa do dualogic), mas não tenho nenhuma saudade do Bravo…

    • KzR

      Você está comparando o Golf ao Essence. Se fosse o T-jet, alguma sensação iria sobrar. É outro carro.

      • Danchio

        Concordo que é outro carro, mas pra mim tirando o fato de ser manual (ou seja, questão de gosto), não tem nada no Tjet que se iguale ao Golf…

        • KzR

          Justo. São dois carros parecidos em propostas, mas bem diferentes em características e apelos. O Golf é mais sóbrio e prático, o t-jet é um prático voltado para o lado passional (característica Alfa dele). Só dirigindo ambos (e manuais) para descobrir qual melhor te agrada. Eu não ficaria arrependido com nenhum.

          O Golf TSi pode parecer pasteurizado, mas é um dos poucos que me agradaria tanto fosse manual como DSG (o GTi? não).

  • Lorenzo Frigerio

    Também acho que a frente ficou um desastre. Não tem nada a ver com o carro… iria bem num carro tipo Vovorolla.

  • Lorenzo Frigerio

    Aposto que a Fiat prefere tirar o carro de linha que fazer isso. Ela não parece muito empolgada com o Bravo… o forte dela são os carros mais populares e utilitários, fabricados em larga escala.

    • Roberto Alvarenga

      A Fiat podia então se dedicar aos populares e utilitários e trazer a Alfa para o Brasil de novo!!!

  • Lorenzo Frigerio

    Tem uma coisa nada “auto-entusiasta” nesse carro: o curso longo da alavanca de câmbio.
    Não ficou claro se esse volante tem ajuste telescópico. Parece não ter, pois para os braços adequadamente posicionados do PK, as pernas dele me pareceram muito dobradas.
    Outra coisa que não parece fazer sentido é o “overboost”. Parece puro marketing. Por que o carro não pode andar a 23 kg direto? Será que é porque o câmbio é curto?

    • Roberto Alvarenga

      Se for o mesmo curso longo do Punto (e de outros carros da Fiat), não é muito legal… o curso é longo, mas o trambulador deixa a alavanca meio “molenga”. A Fiat podia ajustar isso.

      Quanto ao ajuste telescópico, deve ter, se o “primo pobre” Punto tem… talvez o trilho do banco do motorista seja meio curto, ou os ajustes não sejam tão precisos (como nos bancos do Palio e do Uno), num sei…

      • KzR

        É padrão Fiat em alavancas por aqui. O mais incrível é que com o tempo se acostuma, nem incomoda tanto. Isto é, se você não tiver muito contato com um Golf, GT86, Megane RS…

        • Roberto Alvarenga

          Não custava nada a Fiat dar uma melhorada nisso… é um pecado num carro tão “entusiasta”.

          • KzR

            Fato é que como a caixa dele é importada, os europeus também a tem e muitos curtem-na. Ela é sem dúvidas melhor que a tradicional 5MT. A Fiat poderia ter feito um retrabalho, mas te digo algo: essa 5MT devidamente cambiada e aquecida, fica bem justinha e, sendo leve, dá-se para cambiar com muita rapidez. Imagina a 6MT do Bravo…

        • Fórmula Finesse

          Guiei um Uno 2015 start stop (1.4) esses dias e gostei da caixa: o manuseio exige movimentos um pouco mais amplos, claro…mas a qualidade dos engates são bons, a alavanca é movida com facilidade para frente e para trás, não há imprecisões, há leveza apenas. Talvez seja algo semelhante no Bravo, cujo último manual experimentei já há uns bons anos atrás. Mas a caixa é importada, deve ser ainda melhor…

          • KzR

            Pouco antes de 2004 a alavanca de muitos Fiats (exceto de alguns Mille: essa é anestesiada!) tem essa característica que você descreveu. Ela é bem leve, dando impressão de fragilidade no início. Pode apresentar certa hesitação algumas vezes, mas a leveza compensa isso. Todavia, quando devidamente aquecida e cambiada, percebe-se como ela fica justinha e agradabilíssima.

            A caixa 6MT (C635) do Bravo T-jet foi muito elogiada na época e também creio que seja melhor que as demais Fiat 5MT. Achei a 6MT do Golf TSi muito pesada, embora tenha testado num showroom); mesmo que digam que esta é melhor, não tenho dúvidas de que a C635 é muito boa.

    • KzR

      Volante tem ajuste de altura e distância.
      O overboost pode ficar acionado direto, basta o botão ter sido pressionado (sim, entendi sua indagação). A questão dele não é só aumentar o torque; feeling do acelerador fica mais agressivo e volante fica mais pesado. Reuniram tudo isso numa opção de ajuste e há horas em que se deseje andar com ela desligada.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    PK “Ele é meio bicudo” não, é muito, isto sim. Da a sensação de um sedã que por questão do mercado, foi-lhe cortado a traseira. Acho o punto mais harmonioso no quesito balanço dianteiro/traseiro.

    • KzR

      Sem sombra de dúvidas. Mas como o PK destacou, difícil não se sentir coagido pelas formas. A proposta dele seria muito bem vinda ao Bravo.

  • RoadV8Runner

    Não gostei do skydome ser de série no T-Jet, pois não gosto de teto-solar. O máximo que tolero é um do tipo metálico, mas esses modelos de vidro me desagradam. Some-se a isso o preço elevado que cobram pelo equipamento, temos um carro que poderia custar alguns reais a menos se esse skydome fosse oferecido como opcional. Não sei se a maioria do público prefere o acessório (provavelmente sim), mas para mim, é motivo de exclusão da wish list.
    Tudo bem que o desempenho é bom, mas para um carro de pretensões esportivas, merecia uns 30 puros-sangue a mais, visto que 152 cv é um valor relativamente comum nos motores modernos.
    Sobre ano-modelo, para mim é tudo uma questão de planejamento, coisa que o brasileiro em geral não leva muito a sério. Eu me recuso a comprar um carro novo no início de 2015 já como modelo 2016. Em 2016, você terá um “carro do ano” com praticamente um ano de uso. Ah, não… o do ano será o modelo 2017, me esqueci… Ou seja, ano-modelo aqui no Brasil é mera questão semântica. Por mim, acabaria com essa coisa de ano-modelo, usaria somente ano de fabricação e ponto!

    • Milton Evaristo

      Como esse turbos abrem a porteiras dos cavalos mais cedo e duma vez, a sensação de desempenho corresponde a mais que os cv indicam.

      • KzR

        E olha que dá para elevar essa quantidade de cavalos facilmente e sem forçar os limites do motor. Basta ver o que o Ricardo Dilsen fez em seu próprio Bravo T-jet.
        A entrega de potência é mais cedo, mas frente a outros modelos, como DS3 e Golf TSi, falta pegada em baixa pela falta de variação na admissão.

      • Domingos

        Ainda assim prefiro um bom aspirado. Prefiro lidar com isso (“falta” de potência em baixa) do que com problemas de manutenção ou com a pouca rotação dos motores turbo em geral.

        Turbo é legal em carro bullet-proof e com muito, mas muito torque ou potência mesmo. Os no meio do caminho prefiro um motor normal girador.

    • KzR

      Até era opcional cerca de dois anos atrás. Devido a alguma economia em linha de produção, decidiram que todo T-jet teria Skydome de série, e aumentaram um pouco o preço. Há quem comprou e pagou como opcional nessa época e não foi reembolsado. Frustração não faltou.
      Acho-o um item bem interessante, mas dispensável. Quem vai na frente não sofre muito, embora dê uma breve sensação de claustrofobia no início. Atrás, quem tiver altura maior que 1,70m não deve andar no assento do meio. No modelo sem teto, eu me senti razoavelmente confortável neste assento.

    • Lorenzo Frigerio

      São os “pôneis malditos”…
      “Ano-modelo” prematuro no Brasil nada mais é do que um conluio entre o governo e as “montadoras” para arrecadar um ano a mais de IPVA. As fábricas deveriam ser processadas no Procon e obrigadas a conceder o primeiro ano de IPVA grátis, se o novo ano-modelo sair antes de setembro.

      • Ilbirs

        Nesse ponto a Argentina é mais disciplinada, permitindo mudança de ano-modelo só mesmo no segundo semestre do ano anterior ao do modelo que representa a especificação do ano seguinte.

    • CorsarioViajante

      “usaria somente ano de fabricação e ponto”
      Também acho que seria o mais racional.

    • Fórmula Finesse

      Também me agrada um teto solar metálico…esses estilo “longe” são muito exagerados.

  • Danilo Grespan

    Belas rodas, belo interior. A moldura preta nas lanternas é, no mínimo, de se pensar… e esse maldito bico gigante também. Em alguns carros, esse bico maior fica legal (Lancer por exemplo, sedan), mas nesse hatch, parece exagerado. Ou é “charme”, coisas da cabeça dos designers da Fiat.

  • Douglas

    Carlos,
    O trambulador dele é diferente e melhor do que o que a Fiat usa nos carros com câmbio de 5 marchas.
    É melhor, porém ainda inferior aos dos Volks.

  • Douglas

    Keller,
    A direção é bem direta? Sabe qual a relação ou ao menos o número de voltas de batente a batente?

  • KzR

    Caro PK, sua conclusão é a prova de que, as vezes, superlativos não são necessários para encantar um entusiasta.
    Não aprovei todas as mudanças pontuais (como o “focinho” imitando o Viaggio), mas é inegável que o Bravo T-jet continua provocando “prazeres visuais” (ainda mais quem conheceu o antigo, irmão do Brava). Sua sugestão de reduzir o balanço e aumentar entre-eixos foi certeira, faria uma boa diferença no comportamento do carro e na harmonia de proporções. Há muitos detalhes a serem acertados e um estranho de conviver (o peso elevado), mas são tantos predicados associados ao prazer em dirigir que aqueles podem ser relevados. Em adição, como citou o FlatOut, é um dos poucos que ainda mantém um toque oldschool em suas respostas de motor turbo, uma peculiaridade que deve ser festejada em nosso meio.
    Nem considero-o tão esportivo assim, todavia, um excelente companheiro para ajudar na labuta diária, em longas viagens e em momentos de autoentusiasmo. O mais Alfa dos Fiats é um belo espécime a ser preservado.
    Gostei muito de sua análise.

  • KzR

    Boa explicação. Confunde-se muito entrega de potência com pico de potência. Esta, geralmente, nem é utilizada.

  • Pablo N

    Creio que vc leu o texto do outro site com alguma pressa, pois lá diz:

    “Bem, por enquanto você NÃO pode comprar um Bravo envelopado, com suspensão rebaixada em 40 mm e com bancos com revestimento de couro em formato de diamante como este aí embaixo – um conceito criado pela Mopar –, mas há diversos itens que já podem ser comprados.

    A lista de opcionais da Mopar é, digamos, mais mundana: retrovisor com câmera de ré, calhas de chuva, rede elástica para o porta-malas e para o banco, tapetes de carpete ou de borracha, bagageiros de teto, três jogos de rodas exclusivos, minissaias laterais, ponteira de escape, frisos laterais cromados, protetor de soleira, chaves exclusivas e porcas de roda com parafuso anti-furto. Mas a marca está estudando a aceitação dos itens mais ousados deste conceito para tomar uma decisão. Vai saber o que o futuro nos reserva…”

    • Domingos

      Nossa, às vezes parece que os italianos perderam a classe. Olha esses acessórios… Olha o uso do nome Mopar. Putz…

      • Pablo N

        Mopar faz parte da cultura americana, lembra burnouts, Muscle Cars, V8 borbulhantes, etc.
        Realmente na a ver com carros europeus.

        • Domingos

          Sim, e o tipo de acessório ainda por cima… Ficou meio triste esse uso do nome Mopar.

          • Pablo Nascimento

            Até Mille usa acessórios “Mopar” hj em dia… O mundo está acabando, kkkkk

  • Barroso

    A Fiat mexeu no que não precisava (carroceria) e não mexeu no que precisava (mecânica)

  • O problema de usar apenas o ano de fabricação é que não é possível mudar todos os carros ao mesmo tempo na virada do ano. Então tem que haver um ponto no ano onde as mudanças e melhorias são feitas. E assim, a mudança de ano-modelo para diferenciar. Mas a bagunça acontece quando alguns fabricantes começaram a antecipar os ano-modelos apenas para efeitos de vendas, antecipação. O não necessariamente foi esse caso da Fiat. Abraço, PK

    • CorsarioViajante

      É verdade.

    • Domingos

      Bom, mas dado que vai haver sempre um modelo por ano, o ano de fabricação serve também. Poderia existir só alguma denominação, como 2015 e 2015M (m de modificado ou poderia ser N de novo ou A de atualizado).

      O só com o ano seria o modelo original e o com a denominação o modelo novo, caso fosse feita alguma mudança.

      Daria menos bagunça.

      Os franceses trabalhavam assim. Existiu, por exemplo, Xsara novo na reestilização com o mesmo ano: 2002. E não usavam o modelo para diferenciar.

      A mesma coisa se deu com o Clio por lá.

      Meramente eram diferenciados pela frente nova e as mudanças. Só.

    • Lembra do Monza 85 1/2 ou 85 Fase II? Foi um caso desse. E nessa coisa se lançar o modelo 2016 em fevereiro de 2015 me faz lembrar a F1000. Teve um ano que não existiu F1000 porque já tinha sido lançado a do ano seguinte. Acho que foi o modelo 2001 que sofreu alterações no início de 2002 que lançaram o 2003 sem lançar o 2002. Não tenho certeza do ano. Mas isso aconteceu com a F1000.

  • Ilbirs

    Em relação a balanço dianteiro, deve ter sido esse um dos motivos para termos os rumores de que o Bravo será substituído em nível mundial por algo derivado da plataforma SUSW (a de Renegade, 500L/XL e 500X) em vez de algo sobre a CUSW (a do Dart/Viaggio, Cherokee e possíveis outros modelos que venham daí em diante). Vejam o Renê:

    http://gearheads.org/wp-content/uploads/2014/09/jeep-renegade.jpg?1c389e

    Assim como 500L/XL e 500X:

    http://www.fiat.pt/pt/publishingimages/cars/500l/scopri/620x400_500l_scopri_allestimenti.jpg

    http://cnet1.cbsistatic.com/hub/i/r/2014/10/02/7cc71406-0014-4c12-b7d1-c019f1fbf20a/thumbnail/770×433/4669f8e75179b80c1c997f2126f0ed72/20141002-fiat-500x-paris-motor-show-2014-017.jpg

    http://www.fiat.co.uk/uk/publishingimages/cars/500-family/540x324500l-mpw.jpg

    Como se pode observar, um dos pontos fortes da SUSW está justamente no balanço dianteiro bem curto que nem por isso impede que todos os motores atualmente usados pela FCA no mundo sejam montados, desde um compacto Fire a um Tigershark de 2,4 l, além dos Multijet de até 2 l e o E.torQ. Veja-se agora a CUSW:

    http://imguol.com/2012/04/23/fiat-viaggio-1335218596386_615x300.jpg

    http://assets.clickmotive.com/ail/color_0640_001/9941/9941_cc0640_001_PGX.jpg?w=564

    E a D, que é aparentada com a CUSW mas tem dimensões maiores:

    http://www.inautonews.com/wp-content/uploads/2014/01/Chrysler-200-2014-333.jpg

    Observe-se que, tirando a Cherokee e sua maior altura livre do solo, todos os outros carros praticamente pedem para lamber o chão quando passam por uma valeta. Isso se deve ao fato de a base ser aparentada com a C-Evo do Giulietta:

    http://www.automania.be/files/Image/Alfa%20Romeo/GIULIETTA/GIULIETTA%203eme%20Generation/2011/Alfa%20Romeo%20Giuletta%202011%20100413_AR_Giulietta_43a.jpg

    Base essa que por sua vez é aparentada com a C que conhecemos no Bravo, basicamente a C do Stilo com modificações feitas em 18 meses pela Magna Steyr. E o Stilo, como bem lembramos…

    https://allthecars.files.wordpress.com/2009/03/fiat-stilo-blackmotion-03.jpg

    Aliás, ter um balanço dianteiro gigantesco parece ser meio rotina nos médios da Fiat com tração dianteira:

    http://vehiclearts.com/wp-content/uploads/2012/11/Fiat-Marea-Wallpaper-HD_.jpg

    http://autocognito.com/wp-content/uploads/2012/07/1988-fiat-tipo.jpg

    http://static.salaodocarro.com.br/_upload/carros/2014/08/14/fiat-tempra-1995-vinho-53ed42f2bdb4a.jpg

    http://www.mad4wheels.com/webpics/hires/00009570%20-%201983%20Fiat%20Regata%20ES/1983_Fiat_Regata_ES_002_1529.jpg

    http://img2.netcarshow.com/Fiat-Ritmo_1978_1024x768_wallpaper_02.jpg

    Como podem observar, é rotina nos Fiats acima de compacto haver um belo tanto de lata para depois do eixo dianteiro. Alguns poderiam considerar isso uma marca estilística, mas a sorte da marca, neste ponto, é a de não ter mantido uma identidade estilística muito fixa, como aquela que obriga um Golf a sempre ter uma coluna C grossa o suficiente para gerar um belo ponto cego. Logo, um novo Fiat médio poderia sossegadamente ter balanço dianteiro curtinho.

    Dimensões? Se olharem a maioria das dimensões da CUSW, notarão que ela regula bastante com os médios-pequenos atuais, como se pode ver pelos 1,80 m de largura de um 500L. Quem olhar um 500XL notará inclusive que tem 4,35 m, que regulam perfeitamente com o comprimento do Bravo que conhecemos. Quem olhar o 500X verá 4,27 m, comprimento também compatível com o de um médio-pequeno. Sobre entre-eixos, a maior medida por enquanto são os 2,61 m da minivan, mas vai saber se não há possibilidade de ir para uns 2,70 m, ainda mais que não é assim uma grande diferença.

    Dá para ter uma noção de estilo de um possível sucessor do Bravo sobre a SUSW, que se olhe para o 500X e se retire um pouco de altura. Já que se fala de uma família completa (hatch, sedã e perua), que se imagine uma 500XL achatada para ter uma noção boa de como ficaria o estilo geral. Só ficaria mesmo faltando um sedã, ainda que se pudesse imaginar um balanço traseiro à 500XL se considerarmos a relação normal que há entre sedãs e peruas.

    A favor de um balanço dianteiro pequeno, além de facilitar que mais do comprimento do carro seja aproveitado pelo habitáculo, há também uma tendência que a própria VW já vem seguindo desde a última passagem de geração do Golf:

    http://cdn3.automobilesreview.com/img/mtm-golf-vi-gtd/mtm-golf-vi-gtd-04.jpg

    http://2.bp.blogspot.com/-LbI2cAuXL50/ULLUKWY6umI/AAAAAAAAsMc/dQ3nlPfvurE/s1600/Novo-Golf-2013-Brasil+%284%29.jpg

    E, como se pode observar, a SUSW inclusive facilitaria manter as dimensões mais ou menos na mesma casa do Golf atual. Mesmo o multilink que o segmento praticamente pede para o eixo traseiro seria fácil na SUSW, uma vez que essa é a suspensão do Renegade e perfeitamente transplantável para outros modelos com a mesma base:

    http://www.sae.org/dlymagazineimages/web/516/13874_21185.jpg

    Logo, creio que possa haver uma redenção da Fiat no segmento justamente pelas qualidades da base em questão e a possibilidade de usar qualquer unidade de quatro cilindros que a CUSW também usaria, ainda mais considerando que na história foram poucos os médios-pequenos com motor V6 (possível na CUSW) e a atual tendência de downsizing deixa as unidades de quatro cilindros como o padrão máximo da faixa de que estamos falando. Se essa redenção não for na Europa, poderá sê-lo em outros lugares do mundo.

  • Luciano Gonzalez

    AK, você escreve de uma maneira muito agradável, coloca o seu ponto de vista sem ser deselegante, parabéns!
    Com relação ao carro, este é para fã da marca, porquê racionalmente, não têm como deixar de comprar um Golf TSi ou Focus 2 litros para comprar um Bravo…
    A única coisa que me chamava a atenção nesse carro era o desenho ousado, bonito mesmo (trabalhei neste projeto quando atuava de tier one pra Fiat), mas acabaram com o que chamava a atenção!!

    • KzR

      O Golf eu concordo. O Focus eu já pensaria melhor.

  • Anb

    Tenho um punto t-jet e acho um excelente carro…. O unico problema é que a fiat peca (demais) por deixar um cambio de 5 velocidades nele e, por questoes (acredito eu) meramente comerciais, somente o bravo t-jet venha com sexta marcha…

  • Marco Antonio

    Pk, Parabéns pelo Post,completo e rico em detalhes; você saberia informar se a suspensão da nova versão Blackmotion é a mesma do T-Jet?

    Obrigado,

    Marco Antonio…

  • marcus lahoz

    Fiz um TD em um bravo 1.8; achei ele muito bom, a cara do Stilo mas atualizado. O T-jet deve ser melhor ainda.

    O problema dele é que ele é bom, mas existem coisas melhores no mercado.

    • O problema dele é que é caro. O que ele tem para custar até R$ 94.500,00?

  • KzR

    Dá uma pesquisada sobre o Punto Abarth. O primeiro (que nem o nosso primeiro Punto T-jet) usa a caixa de câmbio de 6 marchas do… Cruze. A caixa do Bravo é inviável de se colocar no Punto.
    Falo isso porque muitos donos de Punto T-jet estão irritados/ um pouco frustados pelo câmbio original de 5 marchas (oriundo da família Palio) estar apresentando defeitos e, no pior dos casos, quebra.

  • Domingos

    Com o carro andando a caixa do Golf não tem nada de pesada, poderia até ser menos leve para mim…

    Carro parado engana um pouco quanto aos engates mesmo. O câmbio não dá o mesmo comportamento que no real, com tudo aquecido e lubrificado.

  • Domingos

    Balanceamento, precisão na montagem e redução de atrito. Tudo isso disfarça bem r/l mais alta. Até trabalho de coxim/isolamento acústico também.

    R/L um pouquinho alta tem benefícios em uso mais calmo/procurando economia também…

  • Domingos

    Turbo lag, lag de acelerador, pontos “chochos” de resposta do motor, emissões, aumenta economia nas faixas/cargas fora do ótimo (a maior parte do tempo de uma condução normal) etc.

    Se tem uma coisa que faz diferença é variação de fase. Em qualquer motor.

  • Danchio

    Verdade, são propostas diferentes mesmo… Na minha atual fase prefiro um carro mais sóbrio como o Golf mesmo, e infelizmente não tenho mais saco para um carro manual (para trabalho) nesse transito caótico de sampa capital…

  • Orlando

    Minha opinião é a seguinte, tirando o belíssimo design, acho que é “Giugiaro” assim como o Punto,(alguém me corrija), a Fiat cobra muito pelo que realmente vale e oferece nesse modelo “esportivo”.

    Para começar, uma relação peso-potência não muito boa para um hatch médio que se propõe a ser esportivo, pois pesa quase uma tonelada e meia.

    O Golf GTI de 220 cv pesa 1.317 kg, até o sedã Corolla 2.0 é mais leve.

    O motor poderia ser melhor, tipo do Fiat 500 Abarth, com o sistema Multiair, que varia o curso das válvulas para ajustar a
    quantidade de mistura ar-combustivel admitida pelos cilindros, gerando 167 cv.

    Temos um hatch médio que se diz esportivo com motor 1,4 16v Turbo, pesadíssimo, com potência de um 2-L 16v aspirado? Desculpem, mas o Fiat 500 Abarth é mais empolgante e divertido, motor mais moderno, bem mais leve e com melhor dirigibilidade.

    A Fiat vendeu em 2013 1,8 milhão de veículos no mundo, sendo 763 mil no Brasil (42,3%), ou seja, foi o mercado brasileiro que ajudou a Fiat a sair daquela crise.

    Nenhuma outra fabricante tem esse percentual de participação, nem a Volkswagen e nem a GM que, respectivamente, tiveram em 2013 a média de 10% e 14% das vendas totais no Brasil.

    Sendo assim, eu entendo que diante desses números, a Fiat deveria ter feito um trabalho melhor nesse carro, pois quase metade do que ela fabrica em um ano é vendida no Brasil.

    Aliás, quando a Fiat lançará um motor 1-L 16v que seja energética e tecnologicamente eficiente como os 3 cilindros da Hyundai, Ford e Volkswagen?

    Será que eles estão desenvolvendo algum Fire ou E.torQ 1-L 3-cilindros 12 v, de alumínio, abertura variável de válvulas etc? Ou estariam à procura de outra “Tritec Motors”para comprar?

    (Não esquecendo a GM com o jurássico Família 1, equipando o Onix e Prisma).

  • Bob Sharp

    Orlando
    A matéria é do PK, mas me permito falar dos seus comentários. Você já dirigiu um Bravo T-Jet para afirmar que o carro está errado? Que o 500 Abarth é mais empolgante e divertido? E se você acha que o Bravo T-Jet é isso e aquilo, você não é obrigado a comprá-lo; aliás, ninguém. E outra, se a Fiat vendeu tanto aqui em relação ao resto do mundo é porque, ao contrário da Volkswagen e da GM, ela não está mercado chinês. Não há nenhum mistério nisso. Se há coisa com que a Fiat não precisa se preocupar muito é com estágio tecnológico do seu motor 1-L, já que Palio Fire e Palio, junto com a própria empresa, são líderes de mercado. Mas aposto que dormindo é que não estão. De novo, quem achar que são motores antigos (ou jurássicos, caso do Família 1 da GM), que não compre. É bastante fácil.

    • Orlando

      Saudações Sr. Bob

      Eu já dirigi os dois e achei o 500 Abarth é mais divertido.

      Na minha opinião a Fiat precisa, sim, começar a se preocupar,,nem que seja a curto ou médio prazo, com o estágio tecnológico de seus motores.

      Primeiro, porque ela precisa se adequar ao Decreto que estabeleceu as regras do Inovar-Auto, novo regime automotivo brasileiro, se as outras fabricantes estão se adequando com o lançamento de seus 3-cilindros, por que a Fiat iria dormir no ponto?

      E, segundo, porque algumas pessoas entusiastas e mais informadas geralmente relevam esse aspecto numa compra e influenciam os outros, assim como eu perante minha família e amigos.

      Ela é líder de mercado no Brasil mas a diferença em relação à Volkswagen e GM não é significativa.

      Se a Fiat criar o seu 3-cilindros, que não cometa o erro da VW de equipá-lo somente em alguns
      modelos do Gol e Fox, mas sim em todos,
      desde o Palio mais simples.

      Entendo que empresa competitiva e que não dorme no ponto, é atuante e benquista em qualquer lugar, seja em mercado emergente ou não, e a Fiat, no
      tocante ao mercado global, tem dado muitas cochiladas de algumas décadas para cá, pois vem perdendo a chance de participar de mercados altamente competitivos como o norte-americano (quem sabe agora com a aquisição da Chrysler?), e o chinês. É muito cômodo e arriscado se contentar somente com a liderança no Brasil, minha opinião.

      É sabido por todos que por causa da crise européia, muitas fabricantes tentam entrar na China, que é um mercado promissor.

      A Fiat está, sim, no mercado Chinês, tentando vender o Fiat 500 e o Viaggio (que compartilha a plataforma com o novo Dodge Dart), mas não está obtendo êxito pois as vendas estão aquém do esperado e está tendo dificuldades em consolidar sua marca no mercado chinês.

      Quanto aos motores jurássicos da GM (família I), o senhor tem razão em frisar que compra quem quer, pois bem, eu sou um deles, não compro aquilo nem por decreto.

      Um colega pagou 50 mil reais por um Onix 1.4 LTZ , está reclamando do consumo e força e agora está
      arrependido por não ter comprado um HB20 1,6 16v Premium aproximadamente do mesmo preço, ou até mesmo um Grand Siena 1.6 16v Essence.

      Bom, cada um é cada um.

      • Eliseu Krauspenhar

        Orlando, carros de tecnologia avançada são bons de vendas mas carecem de pós-venda no Brasil. Sempre que a Fiat tentou colocar produtos de ponta no mercado esbarrou na falta de preparo tupiniquim para lidar com tecnologias avançadas, vide o Marea Turbo, que sofreu pela falta de mão de obra qualificada. Falo porque comprei um 0-km em 2001 e poucos sabiam dar manutenção, talvez a Fiat esteja vendido mais porque simplificou o produto.

  • Fabricio d

    Falta ao Bravo opção de câmbio automático ou de dupla embreagem. Eu particularmente só iria de manual se fosse um segundo carro. Mesmo no 1.8 Dualogic, ainda torço o nariz para este câmbio, pelo menos neste segmento, pelo preço que é cobrado.