DOENÇA SEM CURA

250GTO  DOENÇA SEM CURA 250GTO

Ferrari 250 GTO 1962, arrematado em leilão por US$ 38 milhões (foto cbsnews.com)

 

A medicina ainda não descobriu o vírus que ataca indistintamente habitantes acima e abaixo do equador, ricos e pobres, jovens e idosos. Ele não se transmite por mosquitos, mas pela gasolina. O principal sintoma é um impulso que leva um indivíduo gozando — aparentemente — de todas as faculdades mentais a rodar semanas ou meses por dezenas de ferros-velhos e lojas de peças atrás de um enferrujado carburador de Karmann-Ghia…

A doença tem nome de “antigomobilismo”. Ainda não existe no “Aurélio” (nem nos manuais psiquiátricos), mas tem no “Houaiss” e pode ser traduzido como a paixão que leva à preservação de automóveis (ou outros objetos sobre rodas) de qualquer espécie.

O Brasil é país que não cultiva o passado e onde se derrubam belos e seculares prédios para se edificar verdadeiros monumentos ao concreto e Blindex. Nenhuma fábrica de automóveis construiu um museu para contar sua história através dos modelos que produziu e onde os colecionadores acabam cumprindo esta importante função de preservar nosso passado sobre rodas. Não fossem eles, não teria sobrado DKW, Simca, Gordini, Corcel ou Aero-Willys para contar história.

Em seu estágio inicial, a doença pode se manifestar pelo puro resgate do passado. Nessa fase, a compra do monte de ferrugem se explica pelo “é igualzinho ao carro do vovô”, ou “foi num desses que o papai aprendeu a dirigir”. Ou ainda a realização de um sonho da adolescência.

Na etapa mais aguda da doença, já faltam ao colecionador argumentos razoáveis ou lógicos. Ele leva a relíquia para a garagem porque se apaixonou por ela e não procura mais se convencer (nem aos familiares) das vantagens do hobby com explicações racionais.

Automóvel é considerado antigo se tiver mais de trinta anos de fabricação.

Os mais valorizados são os clássicos, como Cadillac, Mercedes, Jaguar ou Rolls-Royce, que se destacam pelo luxo, tecnologia e qualidade de materiais aplicados. Ou um “puro-sangue” como Ferrari, Maserati, Corvette, Mustang.

No entorno do antigomobilismo gravitam centenas de milhares de apaixonados, clubes e associações, leilões, exposições, oficinas, fábricas de peças, lojas especializadas, publicações, encontros, museus, miniaturas, réplicas, concursos e competições.

No Brasil, apesar da proibição de se importar carros usados, a lei abre exceção para automóveis antigos, desde que tenham mais de 30 anos de fabricação.

Uma vantagem do carro antigo é permitir curti-lo de acordo com o orçamento de cada um. Pode ser mais feliz que o dono de um valioso Rolls-Royce, um simples colecionador que curte o fim de semana a bordo de seu Fordinho 29. Incomparável sua alegria no dia de dar a primeira volta em sua recém restaurada Vemaguet. Ou do outro lá no início da história que acabou encontrando o carburador do seu Karmann-Ghia.

Antigomobilismo vem, nos últimos tempos, se transformando num investimento de primeira linha. Nos EUA, por exemplo, aplicar uma grana no banco pode resultar em rendimento de 1% ou 2% ao ano. Automóvel antigo com boas perspectivas de demanda pode se valorizar 10% no mesmo período. Ou mais. Quanto o prezado leitor imagina que custou, há dez anos, o Ferrari que foi leiloado no final de 2014 por US$ 38 milhões?

O hobby pode trazer bons dividendos. Mas, seja lá qual for o retorno deste investimento, ele traz junto o indescritível e imponderável prazer de passear num dia ensolarado, capota arriada, com a namorada ou família. Neste item, é imbatível….

BF

 

Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autorizou o Ae a publicar sua coluna que sai aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

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  • Mr. Car

    Eu sou um homem doente. He, he, he, he, he! A doença ainda não se manifestou na sua plenitude, ainda não comprei meu antigo, mas o vírus está lá, incubado. Qualquer hora destas…

  • Daniel

    Boris, sou antigomobilista ainda relativamente jovem (36) e me preocupa o fato dos mais jovens terem certa repulsa pelo automóvel, muito pela campanha negativa que se vem fazendo e pelas cidades cada vez mais cheias deles. Qual a sua opinião sobre isto?

  • BLK_Poomah_GTE78

    Fala por muitos, com muita propriedade. Exprime o que se passa dentro do peito de aço. Não são apenas as explosões e a fumaça. Um texto como esse é a síntese da fagulha que mantém vivo um estilo de vida, uma forma de ver o mundo em dois ou quatro tempos, de maneira sincopada e em um ritmo diferente. Boris, obrigado. Você além de me ajudar a “somatizar”, ainda me fornece um robusto suporte comprobatório da minha aparente insanidade. As pessoas tendem a ser mais complacentes com os doentes…

  • Fabio Vicente

    Vida longa aos que amam o automóvel e preservam sua história.
    Alguns amigos não conseguem entender porque sou fanático por carros. Para mim, um carro – seja ele um Isetta, um Packard, um Rolls Royce ou um Fusca – é a sintetização da ciência exata convertendo-se em uma obra de arte.
    Quando admiro um carro, acredito que a minha satisfação é a mesma de um erudito em arte admirando um quadro de Rembrandt ou uma gravura de Monet. Ou ainda, a emoção que um audiófilo sente ao ouvir uma obra de Verdi.
    Por isso, também sou avesso às customizações ou qualquer coisa que interfira na originalidade de um automóvel, salvo rarissimas exceções. Para mim, customizar é como jogar fora o trabalho de um grupo de artistas (engenheiros, designers, pilotos de testes e o os funcionários da linha de produção) que desdobraram-se dia e noite para entregar ao público sua obra de arte.

    • Mr. Car

      Eu tenho franca preferência pela originalidade, mas admiro uma customização de extremo bom gosto e muitíssimo bem orientada e supervisionada em toda a parte mecânica da coisa, especialmente se por alguma razão não for viável fazer o que chamo de restauração no sentido mais puro da palavra. Customização para mim é isto que descrevi, xuning é outra coisa. Isto, eu abomino. Obviamente me falta grana, mas há dois carros que eu gostaria de ter rigorosamente originais, e também um exemplar customizado de cada um deles, em projetos feitos por mim: Simca Chambord, e Chevrolet Veraneio.

    • Mr. Car

      Em tempo: e já que falou em Verdi, me deu vontade e estou ouvindo o “Va, Pensiero”. Que divindade se apossa de um sujeito, para ele compor uma coisa dessas???! É de uma beleza absoluta! Quem quiser ouvir, digite “Gotthilf Fischer & Chor – Gefangenenchor aus der Oper Nabucco 2007” na barra de procura do “Youtube”.

      • Fabio Vicente

        Boa dica Mr. Car! Vou procurar o vídeo agora!

        • Mr. Car

          Existem inúmeras gravações desta maravilha no “Youtube”, mas adoro especialmente a do coral Fischer-Chöre, criado pelo simpático velhinho que aparece regendo, o maestro Gerhard Albert Fischer. Fico com os olhos cheios d’água toda vez que ouço isto. Palavra de honra.

  • Bera Silva

    Existe também um antigomobilismo não tão antigo assim. Voltado aos veículos dos anos 80 e 90, e porque não aos dos anos 2000 também (afinal, já estamos na segunda década do século). Escort, Uno, Tipo, Tempra, Gol, 147, Chevette, Opala, Monza, Kadett, Del Rey, Corsa, Peugeot 106, Twingo, etc, etc, etc…
    Melhor começarmos a preservar agora à esperar virarem sucata e sobrarem poucos.

    • Fernando

      Exato Bera…

      E para isso existe o Flashback Automotivo… rs

    • Fabio Vicente

      Estou estou preservando um Escort Zetec. Espero ter saúde e $$ para continuar na atividade.

  • CorsarioViajante

    “Nenhuma fábrica de automóveis construiu um museu para contar sua história através dos modelos que produziu e onde os colecionadores acabam cumprindo esta importante função de preservar nosso passado sobre rodas.”
    Ué, achei que diversos fabricantes mantinham museus com modelos importantes da sua história, como a VW, por exemplo.

  • CCN-1410

    Não só automóveis e picapes. Eu também tenho paixão por caminhões antigos originais.

  • Fernando

    Tomara que para isso ninguém busque “cura”, os poucos que pensam assim salvam o pedaço da história que podem.

    O Boris não brinca em serviço!

  • RoadV8Runner

    Eu fui infectado definitivamente pelo vírus do antigomobilismo e já desenvolvi o estágio inicial da doença, pois em dezembro de 2012 comprei um Opala SS 1980 para restaurar. Só a viagem de como foi trazer o carro de Londrina-PR para Sorocaba-SP, onde moro, dá uma bela história… Agora estou na fase de garimpo das peças necessárias para executar o tão sonhado trabalho. Não é lá muito fácil encontrar alguns itens, mas o prazer que esse desafio representa, não tem preço! Aliás, tem sim, e algumas vezes é alto pra caramba…

    • Bob Sharp

      RoadV8Runner
      Procure ler a revista Opala & Cia., da qual sou editor técnico. Há boas dicas lá para quem quer restaurar esses carros e outros assuntos. Procure nas bancas.

      • RoadV8Runner

        Bob,
        Valeu pela dica, vou comprar a revista. Não sabia que você era editor técnico da Opala & Cia.
        Abraço!

      • Carlos Spindula

        Bob, ainda está editando a revista TOP CARROS ?
        Na minha cidade só chegou a nº 1 e depois não vieram mais, eu gostei imensamente da revista!!

      • Robson

        Me dei de presente um futuro antigo, ou atual “antigo de meia idade”: um Monza Classic SE 1993 2.0 com injeção analógica Bosch LE-Jetronic de 121cv, numa época em que esses GM Família II não tinha restrição ambiental e se extraia ao máximo a potência deles, sendo superado somente há cerca de 5 anos… Ah, com direito à painel digital, ABS de 3 canais e uma cor azul Oxford maravilhosa, com interior azul! Não pelo lado financeiro, mas pela esperança que haja amigos que compartilhem o mesmo gosto, espero que possa ser um clássico!

    • Antônio do Sul

      Parabéns pelo Opala! Esse SS 80, já com faróis e lanternas quadrados, é raríssimo, até mais raro do que o 71, único ano-modelo em que o SS saiu com quatro portas. Eu mesmo só o vi em fotos de revistas. O seu é 151-S ou 250-S?

      • RoadV8Runner

        Obrigado!
        Mas mesmo bastante raros, ainda há mais Opala e Caravan SS 1980 do que os primogênitos de 1971. Aparentemente só existem 7 exemplares de Opala SS 1971 ainda vivos.
        O meu é 4 cilindros, com o motor 151-S, já com carburador Solex H34-SEIE. Opala e Caravan SS-6 original de documento está valendo uma pequena fortuna hoje em dia…
        Abraço!

        • Antônio do Sul

          Dos Opala que não o SS, muitos ganharam o motor de 6 cilindros recentemente, adaptação que eu jamais faria. Um vizinho meu é o único dono de um Opala Comodoro 77, duas portas, teto Las Vegas e que tinha o motor 151 até o ano passado, quando o neto teve a idéia de trocá-lo por um 250. Alguns acham que, como havia o Comodoro originalmente 6 cilindros, não há problemas, mas, para mim, descaracterizaram um carro apto à placa preta.

  • Bob Sharp

    CorsarioViajante
    Tenho certeza de que o Boris se referiu às fábricas no Brasil.

    • Mingo

      As fábricas tem seus museus lá fora, na terra de seus fundadores. No Brasil, é só para ganhar dinheiro, comprar sindicato corrupto e engolir os 27% de álcool que o governo e usineiros exigem…

  • vstrabello .

    Ter o trabalho de manter um antigo é muito compensador. Eles tem charme, tem suas birras as vezes, mas tudo se entende. Não são poucos que nos olham com aquele olhar de vislumbre e nos dão elogios, seja pelos cromados, acessórios ou de uma época que alguns não viveram. Belo texto!

    • RoadV8Runner

      Acho que junto do vírus do antigomobilismo vem outro que nos deixa imunes aos problemas crônicos de alguns antigos. Por exemplo, os Opala até 1982, que usavam o chamado câmbio “varetado”. É só pensar em mudar rápido de ré para primeira (ou reduzir sem fazer o caminho certo de terceira para segunda) que as duas marchas encavalam! E, por algum motivo inexplicável, eu sou fã de carteirinha desse câmbio, com sua ré que é preciso puxar a alavanca para cima para engatar.

      • vstrabello

        E eu gosto as vezes das “raspadinhas” que dão ao trocar de marcha em meu 147. Parece que ele fez um “roger that” quando você engata a marcha e depois, ele segue adiante após o “release” da embreagem.

  • Mr. Car

    Bera, sou muitíssimo entusiasta também destes antigos “não antigos”, e discordo profundamente da regra oficial dos 30 anos, para um carro ser considerado como tal, mas nesta sua lista, já há antigos de fato.

    • Bera Silva

      Me empolguei Mr. Car…

  • Viajante das orbitais

    Sabe o que me preocupa em relação ao antigomobilismo?
    Tenho medo de ele acabar. Se muitos dos carros de hoje em dia não me atraem, não acho que no futuro me atrairão.

    • Mr. Car

      Não se preocupe. Também havia carros que não me atraiam em suas épocas, chegava a não gostar mesmo, mas agora, revestidos pela aura de serem antigos, ganharam outro olhar de minha parte, chegando a considerar que seria muito legal ter um. Exemplo: VW Brasilia. Se for quatro portas então, o fator raridade multiplica o interesse, he, he!

    • Sinatra

      Viajante,
      O antigomobilismo é cíclico. Cada nova geração acaba elegendo seus ícones, e o processo se renova. Basta lembrarmos que os pioneiros desta fina arte, lá nos primórdios do Brasil moderno, tinham especial interesse apenas pelos automóveis pré-guerra e uns ou outros importados de interesse especial. O Museu de Antiguidades Mecânicas de Caçapava, do Roberto Lee, é um exemplo do que era o antigomobilismo daquelas idas.
      Hoje em dia o foco da maioria dos antigomobilistas é outro: automóveis dos anos 60 e 70 começam a entrar cada vez mais em voga, modelos que muitas das vezes sequer existiam quando aqueles pioneiros lá atrás começaram a ver um valor colecionável nos automóveis de mais idade.
      Sempre haverá espaço para o saudosismo de uma geração, desde que o carro continue a existir. É próprio do ser humano guardar com boa parcela de carinho as lembranças do passado, especialmente as que evocam especial contundência, como costuma ser com os automóveis.

    • RoadV8Runner

      Depois que a doença do antigomobilismo se manifesta, você passa a gostar de tudo quanto é modelo que acumule vários anos sobre sua capota. Mas esse é meu medo: que daqui a alguns anos eu passe a gostar de SUVs e minivans!!! Rsssss…

    • Cristiano

      Isso nunca vai acabar, em 99 vendi um Fusca 78 por 2.700 reais e comprei um Puma conversível 79 por 2.900. Naquela época ninguém gostava de Puma, Fusca do mesmo ano tinha mais valor.
      No estacionamento tinha um SP2 por 3.200 e um Maverick 4-cil impecável por 4 mil. Vai ver hoje o quanto valem esses carros…
      Mas voltando à sua questão, quando comprei o Puma o vendedor disse: Vai chegar o dia em que Variant, TL, Variant II vão valer uma fortuna, até ri da cara dele, vê hoje a situação… tem gente pagando alto até em Apollo, Del Rey… e por aí vai, toda época tem seu charme e sempre haverá algum aficcionado como eu fui com o Puma em 1999.

  • RoadV8Runner

    Caso dos Omega/Suprema de 1993 a 1998. Simplesmente impressionante poucos se interessarem em preservar esses carros, a maioria que encontro está em condições de dar dó…

  • RoadV8Runner

    Um amigo meu contou uma história altamente autoentusiasta que envolve um Simca Chambord, já do modelo com motor Tufão. O avó de um amigo dele comprou o carro novinho em folha e, tempos depois, fez um veneno de época, com os famosos três carburadores e tudo. O carro passou para o pai e, finalmente, passou ao filho. O Simca nunca havia sido restaurado, somente reparos básicos para manter a forma (fico até salivando só de ver um carro assim!)
    Um dia, num semáforo, pára ao lado deles uma dupla a bordo de um Kadett GSi, na época um dos “canhões” de fábrica por estas terras, e ficam tirando o maior sarro do “carro de vovô”. O rapaz do Simca disse a meu amigo para se segurar, pois vinha diversão: assim que o semáforo abre, o Simca sai forte, deixando uns riscos pretos para trás e o tal GSi no encalço. Na próxima parada de semáforo, o respeito pelo “carro de vovô” surgiu imediatamente…

  • RoadV8Runner

    Eu também gosto muito de caminhões antigos. Por incrível que pareça, quando criança não gostava dos caminhões Alfa Romeo. Hoje, são um dos modelos que mais admiro, apesar do conhecido apreço por oficinas que esses modelos possuem.
    Pelos vídeos que vejo no VocêTubo, só fico imaginando a habilidade que era preciso o motorista ter ao dirigir um desses modelos como cavalo mecânico, pois além de lidar com duas alavancas de câmbio (da caixa normal e da reduzida), na hora da frenagem tinha que dar um jeito de puxar (e dosar…) o maneco de freio da carreta também. Sem esquecer do volante… e isso com somente dois braços! Ah, sim… era também necessário dar o giro certo para as marchas entrarem nas reduções…

    • CCN-1410

      E tinha motorista que fazia isso com a maior facilidade. Prática, talvez.
      Mas esses caminhões não iam muito para a oficina. O que vemos hoje nas oficinas, são caminhões extremamente velhos e maltratados e naquela época, tal qual o Fusca, qualquer ferreiro dava um “jeito”.
      Se tiver um tempinho, dê uma olhada aqui: http://alfafnm.com/

      • RoadV8Runner

        Caraca, tem muita coisa legal no site que você passou. Vou passar boas horas por lá! Informações sobre caminhões e automóveis FNM são imperdíveis.

  • m.n.a.

    EXCELENTE TÓPICO !

    aproveitando…..a intenção não é fazer comércio aqui, mas a revista Opala & Cia “editou” o anúncio original, que continha todos os atributos de minha Caravan Comodoro Automatic 1987, que saiu nos classificados dessa última edição no. 50 !! o anúncio ficou “chocho”…

    quem estiver interessado veja lá e me escreva, canto inferior direito dos anúncios….é carro pra auto-entusiasta ! !

    abraço

    m.n.a.
    Curitiba – PR

  • BLK_Poomah_GTE78

    É a “pátina” do tempo, como diz de vez em quando o Jay Leno. Ela não é capaz de fazê-lo melhor do que é, mas é capaz de conferir o respeito, assim como a experiência envolve alguns de nós à medida em que envelhecemos, com alguma sabedoria.

    • Mr. Car

      Particularmente, preferia ter de volta meus 20 aninhos, sem experiência nenhuma. Como dizia Gabriel García Márquez, “a experiência é uma coisa que só nos chega quando já não serve para mais nada”, he, he, he!

      • Poomah

        Mr. Car me faz lembrar de outra ótima, na mesma linha: “A experiência nos cobra um alto preço; a juventude”. Mas divirjo de forma saudável. Não trocaria a independência e os bônus de uma existência mais amadurecida, pelas verdadeiras atrocidades que cometemos pela ignorância da tenra idade. Todo o tempo tem seu valor, na minha opinião. Saiba que solicitei que incluam nas orações, o sucesso no périplo pelo seu futuro antigo, além da vossa segurança, é claro, meu caro.

        • Mr. Car

          Eu não sei você, mas eu não cometi atrocidade nenhuma na minha juventude ignorante, he, he, he! Gostei dessa frase que postou, já anotei no meu caderno (sim, adoro essas frases filosóficas, e tenho um caderno onde anoto minhas preferidas). Sabe o autor? Gosto de dar o crédito, sempre que as cito para alguém. Obrigado pelas orações. Para terminar, deixo mais uma frase das minha preferidas, ainda sobre o tema experiência: “A experiência é um troféu composto de todas as armas que nos feriram”. (Marco Antonio, general do exército romano).
          Abraço.

  • Bob Sharp

    Carlos Spindula
    Sim, e a nº 2 está na gráfica, deve estar pronta no final da semana. Além dessa edição haverá mais quatro este ano.

  • Cadu

    Belo texto. O Boris é um dos mais famosos colecionadores em BH. Só tem relíquia.
    Preservar e conhecer o passado é entender o presente e garantir o futuro. Parece cliché mas é assim com a História da Humanidade!
    Eu só vejo um problema: ganância. O mercado de antigos sofre desse mal. Um carro da “moda” valoriza 10 vezes em questão de meses, sem ganhar nem uma restauração ou cuidado extra. Simplesmente por ser da moda. Por causa de alguns exemplares magníficos, centenas de modelos precisando de reparos, sem tanto cuidado assim acabam se valorizando e prostituindo o mercado. Opalas, Mavericks, Pumas, sofreram desse mal recentemente. Há mavecos podres de 30 mil e Pumas na mão de gente que nunca trocou um parafuso, que comprou por 5 mil que hoje vende a 20!

    • Antônio do Sul

      E o que dizer dos Dart, Magnum, Le Baron e, principalmente, Charger R/T? Financeiramente, é mais interessante importar algum Dodge americano.

  • m.n.a.

    …não é o caso de minha Caravan abaixo, meu caro Cadu Viterbo…..apenas comentei esse assunto porque a tal revista “editou” meu anúncio original…..

  • GFonseca

    Sou fã dos carros dos anos 90, talvez por ser adolescente na época e começar a me interessar por carros. Estou preservando um Jeep Grand Cherokee V8 1997 (Que voem as pedras…) em estado original. A maioria virou carro de trilha cheio de adaptação, ou está em estado pré-sucata.

    Não chamo os carros dessa época de antigos, chamo de velhos mesmo, e não vejo nada pejorativo nisso.

  • Roberto Alvarenga

    Sempre gostei de carros antigos, mas sempre me faltou tempo e grana para entrar nesse mundo. Há 5 anos, sobrou um caixa no final do ano, e comprei um Fusca 1969 que estava abandonado na garagem de um conhecido para restaurar. O restauro em si foi rápido, em 4 meses o carro estava com toda a parte mecânica em ordem, depois fui arrumando funilaria e acabamentos aos poucos e hoje o carro está bonitão. O que me chateou foi toda a burocracia que temos para registrar número do motor no documento, e, principalmente, passar na inspeção veicular que tinha aqui em SP (que desconsidera totalmente o fato de o carro ser antigo). Para me livrar da inspeção, fui atrás da placa preta, e mais dor de cabeça (encasquetaram que a cor vermelha do meu carro não era original, sendo que era – só a tonalidade mudou, em razão dos vernizes de hoje, que dão mais brilho e chegam a escurecer um pouco a pintura nos primeiros meses após a aplicação). O prazer foi acabando de vez quando comecei a usar o carro no dia-a-dia, de vez em quando – ninguém, aqui em SP, respeita ninguém no trânsito e dá medo de andar num carro antigo, sem seguro, no meio dessa horda de vikings que dirige nas nossas ruas. Enfim, o Fusquinha tá lá na minha garagem, às vezes dou umas voltinhas com ele de manhã bem cedo, mas confesso que estou pensando em vendê-lo em breve.

    • Fat Jack

      É uma pena que depois da “trabalheira” isso tenha acontecido…, respeito no trânsito só por “brutamontes” (se é que podemos dizer que é respeito, é medo mesmo).
      Eu adorava andar com o meu 67 por onde fosse, muitas vezes deixava a mulher viajar com o carro mais novo só pra poder ir com ele depois…

  • Fat Jack

    Eu, desde minha adolescência sempre gostei de carros mas ao contrário da maioria das pessoas que compartilhavam deste gosto, minha atração nunca se guiou necessariamente pelo “último modelo”, alguns me atraiam sim, (preferencialmente os esportivos e alguns luxuosos), mas o que me atraía mesmo o estilo dos carros, independentemente de sua idade, bom meu primeiro carro aos 18 anos foi um Opala 78 Cupê (para o pavor familiar).
    É realmente um prazer ter e guiar um antigo em excelente (de bom pra cima, já são capazes de trazer alegrias…) estado.
    Lembro-me com muita saudade a época em que tinha um Fusca 1967 quase todo original (o quase é por causa do motor 1.600cc com carburação dupla, rodas traseiras mais largas e pneus “de Omega” – ainda que com faixas brancas pra manter o estilo de época), que causava uma expressão de surpresa (e às vezes felicitações) dos motoristas ao vê-lo passar na casa dos 120/130km/h sem muito esforço…, era impagável!
    Sou réu confesso, e pretendo voltar a este “mundo doente” em breve!!!

  • ccn1410

    De vez em quando eu dou uma passadinha lá para me deleitar, hehehe…

  • Daniel San

    Pura verdade,Mr Car. Sem falar que tá ficando raro ver um por aí,ainda mais em bom estado. Estão aos poucos se valorizando. A que herdei do meu pai está muito bem cuidada,e é um prazer especial tirar um fim de semana pra dar uma voltinha!

  • Bob Sharp

    Cadu Viterbo
    Penso diferentemente. Compra quem quer, quem pode ou quem é trouxa. Não há de ultrajante nisso.

    • Cadu

      A questão é que isso inflaciona o mercado, puxando os preços dos demais veículos…

  • RoadV8Runner

    Com os SS a febre do 6 cilindros é ainda maior… Os SS-4 estão todos sendo passados para SS-6, sem contar os inúmeros clones de SS que têm por aí. Considero isso um absurdo, pois pelo número de chassis é possível identificar qual a versão e o motor que equipou de fábrica os Opala e Caravan. Por exemplo, os Opala SS-4 de 1975 a 1980, a gasolina, começam em “5R87E” (em 1975, os primeiros SS-4 começavam em “5N87F”, mesmo padrão iniciado em 1974 – primeiro ano dos SS-4).

  • Parabéns, Pastel, você tem uma joia nas mãos!

    • Pastel

      Tenho sim, Bob, e espero passá-la para meu neto.