DEZ MELHORES CARROS PARA QUANDO DINHEIRO É PROBLEMA

feira-carros-usados-20080909-24-size-598  DEZ MELHORES CARROS PARA QUANDO DINHEIRO É PROBLEMA feira carros usados 20080909 24 size 598

(veja.com.br)

Este post, obviamente, nasceu como contraponto a outro que fizemos recentemente, o de dez melhores carros para quando dinheiro não é problema. É, na verdade, o oposto perfeito daquele; um lida com sonho, fantasia e um gênio da lâmpada. Este é lamentavelmente mais real e árido, mas como vocês podem ver abaixo, não sem um pouco de imaginação, criatividade e alegria. Como aquele, fizemos um pouco diferente desta vez: ao invés de somente um de nós escolher dez carros, todos os membros do time do Ae foram convidados a participar, escolhendo um carro cada.

E a culpa, desta vez, não é minha. É do “tio” Josias Silveira, que colocou a ideia na nossa reunião no Audi Day. Ele realmente adora este tipo de coisa, e parece, olhando seus carros, que tem vasta experiência no quesito “pobreza”. Na verdade, todos temos; é um tema bem mais comum e real que aquele outro que fizemos. Para a maioria aqui, a escolha foi fácil: é só uma olhada na garagem. Pobreza e jornalismo automobilístico, por algum motivo desconhecido, parecem andar de mãos dadas.

A regra aqui é simples: imagine que você faliu, mas pode ainda gastar 15 mil reais num carro. Qualquer escolha vale, abaixo deste teto. Uma legítima lista de pindaíba. Mas com imaginação e pragmatismo, nossos intrépidos colaboradores escolheram carros que podem, mesmo sendo baratos e velhinhos, manter a chama do entusiasmo acesa até a chegada de dias melhores. Bem oportuno, não acha?

Na ordem que chegaram à redação, são eles:

Josias Silveira

 

Renault-Twingo_2002_1024x768_wallpaper_04  DEZ MELHORES CARROS PARA QUANDO DINHEIRO É PROBLEMA Renault Twingo 2002  wallpaper 04

Para mim, não é uma hipótese. Comprar um carro barato foi necessidade várias vezes na vida. A mais interessante, e que se estende até hoje, foi no começo dos anos 2000. Fiz alguns negócios e precisava de grana. Vendi vários carros, inclusive o de minha mulher, que tinha algo “grande” para uso, um Alfa Romeo 164 ou um Santana Quantum. Estava duro e sobraram R$ 10 mil para comprar alguma “coisa andante”. Fui para o feirão do Anhembi, em São Paulo aos domingos, com este objetivo: comprar um carro até R$ 10 mil, que rodasse bem e eu não “escutasse um monte” da esposa.

Cheguei lá e não achei o carro. Achei a dona. Uma garota linda, com um corpo escultural, de legging e roupa justa, uma graça, toda sorridente. Era uma personal trainer e fui sincero:

— Não sei o que você está vendendo, mas eu compro.

Ela levou na boa a brincadeira e me mostra um Renault Twingo, 1995, aquele azul meio roxo, motor 1,2 “CHT” (era o mesmo motor do Escort e Gol com cilindrada reduzida pelo curso dos pistões) e bem conservadinho. Era a vendedora perfeita. Era mulher e linda, o que certamente alongava a negociação e tornava sua visão feminina mais confiável. Mulheres vêem coisas que a gente nem percebe. Ela me confessou que amava o Twingo e que só o estava vendendo por ter comprado um mais novo, com motor 1,0 16V do Clio. Acabei fechando o negócio por algo em torno dos R$ 6.000 e entreguei o carrinho para minha mulher com desculpas. Tudo após uma revisão que revelou nada. O carrinho estava realmente ótimo, com manutenção toda em dia. Só coloquei umas rodinhas de liga de 13″, já que é fácil: a furação é 4×100, igual ao do Gol mais antigo.

Fui claro para minha mulher: “se vira com esta encrenca que em dois meses entra uma grana e compro algo melhor”.

Minha mulher se apaixonou pelo Twingo e me mostrou qualidades que eu não havia percebido: o enorme espaço interno que parece de um carro maior, o banco traseiro corrediço que abre um enorme espaço para compras (super-copiado em muitos carros atuais), a facilidade para estacionar, economia de combustível, ninguém quer roubar…

Da minha parte, gostei da manutenção barata e mecânica de “jipinho”: não quebra mesmo mal tratado e esquecido.

Moral da história. Depois daquele primeiro Twingo, minha mulher não quer outro carro. Já teve vários e, dois anos atrás, restaurei um 1998 para ela, pois ela não gostou de uma dezena de carros que arrumei, inclusive um Clio zerinho. Na minha cabeça masculina e de engenheiro, o Clio era o mesmo Twingo (mecanicamente) com carroceria diferente.

Ela deu uma volta no quarteirão com o Clio novinho, devolveu a chave e declarou:

“Quero outro Twingo”.

 

Renault-Twingo_2002_1024x768_wallpaper_10  DEZ MELHORES CARROS PARA QUANDO DINHEIRO É PROBLEMA Renault Twingo 2002  wallpaper 10

Hoje um bom Twingo custa até R$ 10mil (uns R$ 15 mil para um Initiale, o topo da linha com airbags, bancos de couro, direção elétrica e outros quetais).

Acabei também gostando do Twingo por várias razões, inclusive praticas; excelente custo-benefício, baixa manutenção e peças baratas em duas redes paralelas que vendem componentes Renault (do mesma marca dos fornecedores originais) por preços mais baixos que os de carros nacionais (RenoTech e RR Parts).

Além disso, tem o “plus a mais”, a diversão em estradas. Quando viajo com o Twingo (para “limpar a garganta de um carrinho que roda muito em cidade e em baixa rotação) é muito legal ver a cara do pessoal surpreso por ver um “caco velho estranho” cruzando tranqüilo entre 120 e 140 km/h.

Ou seja, até R$ 15 mil, ou bem menos, se acha muito Twingo legal que vai rodar sem dar problemas. A pior parte é que, quando se acha um Twingo realmente “zerado”, o dono não quer vender. Mas basta procurar bem, e pagar um pouquinho mais, que se tem uma ótima e barata opção de transporte, com o charme de ser um carro diferente e inovador até hoje.

JS

 

André Antonio Dantas

Esta faixa de mercado é bastante disputada. Os carros vão desvalorizando, mas quando atingem a faixa entre 10 e 15 mil reais começam a desvalorizar não mais pelo ano, mas pelo estado de conservação. Assim, é possível encontrar uma variedade enorme de opções, desde os populares com motor de 1 litro a carros médios com motor de 2 litros um pouco mais velhos.

 

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Entretanto, essa escolha tem para mim um campeão disparado: Kadett Sport 2.0 95~97

Com o fim da linha Monza, morria junto o motor Família II com injeção EFI, deixando a linha Kadett sem motor. A saída foi instalar o motor Família II do Vectra. A parte baixa era do motor velho e confiável, porém recebendo cabeçote, coletores de admissão e escape e sistema de injeção muito mais avançado que a velha EFI. Com isso a potência do motor subiu para 121 cv (EFI: 116 cv a álcool / 110 cv a gasolina).

Na linha Kadett a GM optou por fabricá-lo inicialmente apenas com motor 1,8-litro exceto a versão esportiva GS/GSi justamente para não haver uma comparação direta de desempenho entre as versões mais baratas com a esportiva de topo. Um pouco deste conceito caiu com a mudança de motorização, e há muitos Kadett desta última safra com motor 2-litros.

É um carro muito mais potente e confortável que a maioria dos populares que povoam esta faixa de mercado, e ainda assim é um veículo confiável e de mecânica simples e descomplicada. O Kadett é um dos modelos do fim de uma era no mercado nacional, quando as Quatro Grandes dominavam o mercado com poucos modelos garantindo grande número de unidades vendidas. Isso se traduz em facilidade para comprar peças novas para um veículo beirando os 20 anos de uso que é superior à grande maioria dos veículos atuais zero-quilômetro.

No caso do Kadett, muitos componentes mecânicos são comuns a vários outros modelos anteriores e posteriores, indo do Monza a até ao Agile, o que garante que estas peças terão fornecimento garantido por mais uns bons anos à frente.

 

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Ainda é possível encontrar alguns Kadett Sport em bom estado de conservação na faixa entre R$ 10.000,00 e R$ 15.000,00 como a proposta deste artigo, sendo uma opção bastante válida para aqueles com pouco dinheiro no bolso.

AAD

 

Wagner Gonzalez

 

Alfa_Romeo-145_1997_800x600_wallpaper_01  DEZ MELHORES CARROS PARA QUANDO DINHEIRO É PROBLEMA Alfa Romeo 145 1997  wallpaper 01

Meu primeiro carro nos anos que morei na Inglaterra foi um Alfasud 1500 Ti, indivíduo de enorme pedigree: amaciado por Chico Serra e acelerado por Ayrton Senna (seus dois primeiros donos), o carrinho acabou ganhando espaço na porta de casa, em Priory Terrace, meu endereço em Londres. Apesar de sua relação sentimental com a ferrugem, esse Alfinha me deu muitas alegrias e emoções Um Alfa é sempre um ser temperamental e extremamente charmoso e encontrar um modelo passado a limpo daquele Alfasud por pouco menos de R$ 15.000,00 em terra brasilis mexeu com os meus brios…

Por isso tudo, está aí minha escolha: Alfa Romeo 145.

WG

 

Juvenal Jorge

Minha idéia é que se você está mal da carteira, deve ter provisão para comprar um carro barato e também mantê-lo decentemente. Nada de arames de baixa qualidade, ao menos galvanizado, se for preciso segurar algo no lugar, como o escapamento, por exemplo.

Considerando muitas coisas, opto por uma Escort SW, a perua, ano 2002 ou 2003, finalzinho de produção deste tão útil modelo,  que tem motor Zetec 1,8, anda bem pacas e nem tem tantas dificuldades de encontrar peças que obviamente serão necessárias.

O espaço interno desse carro só mesmo entrando para ver. Porta-malas monstro, algo que prezo muito, e visibilidade entre as melhores que já presenciei, sem colunas largas nem linhas de cintura na altura do queixo dos ocupantes. É também bastante suave na suspensão, e o conforto está garantido nesse quesito.

Claro que conviver com alguns ruídos de peças de acabamento é regra em carros mais antigos e que já tanto sofreram em nossas porcarias de asfaltos e concretos da pavimentação de baixíssima qualidade que é padrão brasileiro, mas minha experiência em melhorar carros em estado médio e torná-los bem aceitáveis é de grande valia nesses momentos. Meus amigos, inclusive, chamam esse processo de “Juvenalização”, e minha mãe sempre disse: “ Compra o carro ruim, arruma tudo e depois vende ! “. É a vida, fazer o quê ?

Há anúncios desse carro com preços por volta de 10 mil reais, alguns abusando um pouco mais, ou por vontade ou pelo estado do carro. Do jeito que anda o mercado, os 10 mil são aposta firme, se for pagamento integral, aquele depósito ou transferência no ato, deve ser possível conseguir algo ainda melhor, sobrando assim uns 5 mil reais para eventuais melhorias e consertos de emergência.

Não vou falar em cotar seguro, porque como dizem os economistas “não vai dar business”, já que o valor vai ser seguramente muito alto pelo ano e valor do carro.

 

Escort SW  DEZ MELHORES CARROS PARA QUANDO DINHEIRO É PROBLEMA Escort SW

Uma imagem britânica, para dar um clima chique nessa pobreza de quinze contos (foto: Flatout.com.br)

Para andar de carro velhinho é preciso ter fé, e de vez em quando pagar alguns estacionamentos, e para isso os 5 mil reais de sobra devem ser usados também.

É uma arte ter carro velho, sem dúvida alguma, e faz mais bem para o desenvolvimento do raciocínio e das habilidades de diagnóstico e conserto de problemas do que um carro novinho, daqueles que é só colocar combustível e rodar. O velhinho se torna parte da família, e requer cuidados e pensamentos extras, como uma pessoa de mais idade que conviva conosco.

Não é bicho de sete cabeças, dá para encarar, e se for um carro espaçoso e que acelere bem como esses Escort Zetec, tanto melhor.

JJ

 

Milton Belli

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Em situação de crise, com dinheiro contado e pouco a gastar, temos que ser racionais. Acredito que uma boa escolha é o bom e velho Fiat Uno. É um carro bem robusto, encara qualquer estrada esburacada, consome pouco e a manutenção é simples, pois qualquer mecânico consegue mexer em um Uno.

Se der sorte de achar um modelo com motor 1,6-litro bem cuidado, é uma boa, pois anda mais que o tradicional 1-litro gastando pouca coisa a mais. Se não der, a opção do 1-litro não deixa a desejar. Não podemos exigir o desempenho de um Tempra 2-litros, mas o carrinho é esperto, na mão e realmente multiuso.

MB

 

Marco Antônio Oliveira

Escolher um carro para quando precisamos de dinheiro, e de não carro, é fácil. Simplesmente porque já o fiz inúmeras vezes, a mais recente há pouco mais de um ano, quando tive que vender um adorado Cruze hatch vermelho, com câmbio manual e pouco mais de um ano de uso, para fazer algum dinheiro. Como já contei aqui no Ae, acabei por fazer uma viagem meio maluca para o Rio de Janeiro para comprar um Citroën Berlingo 2001, verde por dentro e por fora, com teto de lona elétrico e quatro portas. Me custou exatamente o limite proposto para este exercício, 15 mil reais. Caro para um Berlingo, mas julgo justo pelo estado impecável.

 

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O Berlingo foi perfeito para mim. Tem ar-condicionado, que reputo indispensável, tem muito espaço interno, e ainda é econômico em combustível. É extremamente versátil, um carro que pode ser usado para passeios noturnos com a família com o teto aberto no sábado à noite, e no domingo estar carregado de lixo indo para o ponto de coleta. E acreditem, minha casa produz MUITO lixo. Para substituí-lo por carros mais convencionais, precisaria de um conversível de 4 lugares, uma picape, e talvez um carro 1-L com ar-condicionado para a esposa usar todo dia. Incrível.

Mas o inesperado, para quem não o conhece, é como é bom de dirigir. Requer um ajuste inicial sensorial, pelo banco (e posição no carro) de van, alto e com um enorme pára-brisa “em pé” na sua frente, em posição que parece totalmente vertical. Mas, uma vez acostumado a isso, é um carro que, como diz meu amigo Bill Egan, “faz muito mais curva do que teria direito algo tão alto, e com pneus tão finos”. Fruto, acredito, de seu longo entre-eixos, e de um ajuste de suspensão muito bom. O carro é confortável, mas faz curvas incrivelmente bem — claro que relativamente, não é um carro esporte, mas é firme e seguro, fazendo com que o entusiasmo venha fácil. Ajuda a alavanca de câmbio, que é um capítulo à parte: longa, mas de curso curto e preciso, é um prazer de usar, com certeza é o mais legal detalhe de um carro cheio de detalhes legais. É uma coisa boa demais usá-lo, ajudado pela embreagem (nova, troquei) com pedal levíssimo, mesmo sendo acionada pelo arcaico cabo Bowden. E como freia! Impressionante. Talvez por ser dimensionado para andar perenemente com uma carga de uma tonelada de baguetes, esse furgão francês freia muito levando apenas quatro passageiros.

O carro é um Citroën clássico: entre-eixos longo, conforto e estabilidade invejáveis, e um motor apenas suficiente. O 1,8-litro de oito válvulas tem apenas 90 cv, não é particularmente suave, nem forte, nem econômico. Mas ajudado pelo baixo peso do carro, um bom torque em baixa, e relações de marchas bem ajustadas a ele, o Berlingo um carro que é fácil de andar rápido, econômico pelo seu tamanho e capacidade de carga, e razoavelmente confortável.

 

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Mas o Berlingo não era minha primeira escolha. Era a segunda. Só peguei ele porque a primeira não existia à venda, e o meu Berlingo estava em estado de novo, cuidado a pão-de-ló por seu primeiro dono desde 2001. Minha primeira escolha? Peugeot 406 Familiale, com câmbio manual.

E por quê? Bem, primeiro porque minha mulher não gosta do Berlingo. Gosta da utilidade, entende a situação financeira, mas o sentimento de que está num furgão de entregas glorificado, na aparência externa, na posição de dirigir, e pelo pouco refinamento em ruídos e vibrações, estraga o carro para ela. Minha filha de 15 anos então nem se fala: ela morre de vergonha do furgão verde. Eu nunca liguei para opiniões de outras pessoas nas minhas escolhas, mas ter uma adolescente em casa subitamente me torna dolorosamente mais antenado com o que é legal e o que não, da perspectiva de um jovem em 2015. Não é algo bonito de saber, garanto a você!

O segundo motivo é porque eu também, apesar de adorar o furgão conversível, sei que gostaria mais de um carro mais baixo e com desempenho e refinamento maiores. A perua 406 perde em praticidade para o Berlingo (onde mais se coloca bicicleta de pé sem baixar banco e protegida da chuva?), mas tem um enorme porta-malas, com um bônus: banco extra rebatível virado para trás, como em peruas americanas antigas. Os sete lugares seriam ótimos, pois quando temos visitas, o que é freqüente, podemos ir todos almoçar juntos. E fora isso, é um automóvel e não um furgão, fato que carrega consigo um batalhão de coisas que gosto: baixo, motor de 2 litros multiválvulas forte e econômico, câmbio de marchas longas (o Berlingo tem que ser mais curto por uma série de motivos), e mais bonito de uma forma tradicional, que me agrada mais.

 

Peugeot-406_Estate_2001_1024x768_wallpaper_01  DEZ MELHORES CARROS PARA QUANDO DINHEIRO É PROBLEMA Peugeot 406 Estate 2001  wallpaper 01

O duro é achar uma, já que são raras, e mais ainda com câmbio manual. O automático tem péssima reputação, com reparos potencialmente mais caros que o carro todo, e portanto melhor evitar. Mas se você achar um, vai pagar bem menos de 15 mil.

Quando se tem pouco dinheiro, o carro tem que assumir o máximo de funções possíveis; um carro esporte de dois lugares é limitado em seu uso. Acho que uma perua dessas para é um compromisso perfeito para essa nossa situação imaginária.

MAO

 

Roberto Agresti

Nessa de comprar um carro até 15 mil para tempos difíceis (os atuais) acho que optaria por um flashback, ou seja, comprar um carro que já tive e gostei.

Assim, caso achasse uma decente, optaria por uma Fiat Elba. Entre 1990 e 1995 tive três peruas dessas, em versões 2 e 4 portas, 1,5 e 1,6. O última era um show, tinha inclusive ar-condicionado e um acabamento ótimo. Portamalão, confortável, esperta, robusta. Deixou saudade. Mesmo a primeira delas, duas portas, espartana, motor 1,5 a álcool, era surpreendente. Fazia 12-13 km/l na estrada e 9–10 na cidade. Qual flex atual faz isso?

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Na navegada que dei em sites de autos usados, achei umas meio cansadas, mas nenhuma custando mais do que 8 mil reais, e assim, usando os restantes 7 mil do budget de 15 mil, poderia (mas jamais faria isso) restaurá-la. Mas a idéia não seria essa, mas sim ter um carro para uso, e portanto com menos dinheiro poderia deixá-la confiável e não em condição de concurso de elegância.

Se não achasse Elbas decentes, optaria por um Uno. Também tive uns (3) e o que mais gostei foi um 1995, CS i.e., cujo motor 1,5 a gasolina tinha 67 cv, o que tornava o bicho bem divertido por conta do peso em ordem de marcha, 905 kg.

Como terceira opção, outro antigo companheiro: um Palio 4-portas ELX com um motor Sevel 1.,6 8V argentino, menos potente que o 16v, mas um verdadeiro trator. Fora isso, esse Palio de 1998 era muito mais bem acabado que seus sucessores. Único senão era a suspensão meio mole demais para meu gosto. No meu, tirei as rodas aro 13 e usava 14 com pneus levemente mais largos. Faria igual. Um carro desses se acha  por menos de 12 mil, ou seja, ainda sobra para colocá-lo “em pé”.

RA

 

Bob Sharp

Tempos sombrios, pouca entrada de dinheiro, necessidade de apertar o cinto e procurar atravessar a turbulência economizando, mas sem perder a dignidade. Em tudo e, claro, no carro nosso de cada dia.

Por isso, levando em conta que sou adepto de peruas (o leitor sabe disso), gosto de turbos (embora aprecie um belo aspirado como o motor da Audi RS 4 Avant), encantam-me os motores DOHC (duplo comando de válvulas) e de quatro válvulas por cilindro, aprecio os bons motores de 1 litro, não tenho, absolutamente, medo de correia dentada, e abomino os carros “fréquis”, estaria eu bem servido com que carro? Será que pela “receita” o leitor já adivinhou qual?

Se pensou na Volkswagen Parati Turbo, acertou.

 

parati-turbo  DEZ MELHORES CARROS PARA QUANDO DINHEIRO É PROBLEMA parati turbo

Pesando 1.061 kg, os 112 cv a 5.500 rpm e os 15,8 m·kgf a 2.000 rpm são mais que suficientes para me fazer pular nos pedágios e chegar a 100 km/h em 9,8 segundos e, se quiser, ficar na portaria do Clube dos 200, a 191 km/h. De quebra, trafegar nas elevadas altitudes tipo Campos do Jordão (1.600 metros) como se estivesse sentindo o cheiro de maresia.

Só trataria de alongar o diferencial, pois a v/1000 de 30,2 km/h é pouco: 4.000 rpm a 120 km/h e 6.300 rpm a 191 km/h, 800 rpm acima da rotação do pico de potência, é muito. Ainda devo encontrar por aí algum conjunto de coroa e pinhão 40/9 dentes (4,444:1) do tempo em que eu dirigia competições na VW, elevando a v/1000 para 32,5 km/h e passando cruzar a 120 km/h a 3.700 rpm — bem melhor —, além de deixar o motor mais sossegado em velocidade máxima, a 5.900 rpm.

Afinal, o leitor sabe que não sou preguiçoso para manipular a alavanca de câmbio na hora que topar com um dejeto viário.

Uma ano 2002, pela Fipe, está por R$ 14.413.

Passaria os anos de só penas — sem frangos — com dignidade (muita) e prazer ao dirigir (excepcional), pois já a dirigi bastante em testes, incluindo uma viagem a Brasília (1.170 metros de altitude) com ela lotada e sei o que estou falando.

Foi uma pena terem parado de produzi-la, vítima da reclassificação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em agosto de 2002 com a criação da faixa de cilindrada 1.000 a 2.000 cm³ — antes, até 1.000 cm³ e acima, só duas —que lhe tirou a competitividade. Carros dessa faixa recolhiam 25% de IPI e passaram a 15% (gasolina) e 13% (álcool), bem mais perto dos 7% dos até 1.000 cm³.

E pena II: a Volkswagen já tinha uma versão de 130 cv — a gasolina!— validada na rampa de lançamento!

BS

 

Arnaldo Keller

Fases de dureza são fases de dureza e quem já passou por elas, como passei, bem sabe que para sair da encrenca não se pode brincar. A escolha do carro, portanto, deixa de ter a busca do prazer como componente condicionante para a sua escolha. Se o carro tiver características que nos proporcionem o prazer esportivo, ótimo. Se não, tudo bem, e o prazer que fique para depois.

Qual carro eu escolheria? Qualquer um. Sim, qualquer um, desde que:

Estivesse em boas condições mecânicas para que não aparecesse com quebras e suas conseqüentes despesas em momentos financeiramente inoportunos.

Gastasse pouco combustível. Não que pequenas diferenças no consumo mudem muito a situação financeira do “endilmado” — o sujeito que está sofrendo pelas besteiras da Dilma —, mas porque o gasto com combustível pesa no psicológico do sujeito.

Que tivesse ar-condicionado, porque sufoco financeiro dá sensação de sufoco, então é prudente evitar agravar essa desagradável sensação.

Que estivesse bom de pneus, senão, com o aperto de grana, o endilmado acabará adiando a sua troca e essa é uma péssima decisão.

Quanto à beleza do carro, isso é secundário e não condicionante. O importante é que o endilmado se vista bem. Mais vale descer com elegância de um carro requenguela que descer requenguela de um carro elegante. Além do mais, homem que é homem se garante seja lá em que carro estiver.

A vida segue, as fases de duras provações passam, e o que elas deixam de bom é que o sujeito vê quem ele é e quem são os que o rodeiam. E tudo bem.

AK

 

Nora Gonzalez

Bom espaço interno e um motor que puxa bem

Esta é para quem realmente quer economizar: Peugeot xsi 205 1997. Tem muitos que são completas sucatas, mas por R$ 7.000 se encontram vários embora bastante rodados — por isso talvez seja o caso de guardar um pouco dos R$ 8.000 que “sobram” para fazer alguns reparos. Tenho um desses e, embora o design não me agrade, aquilo que é menos subjetivo me agrada muito. Bom motor de 75 cv que faz dele um foguetinho. Apesar de simples, vem com ar-condicionado, trava elétrica central, vidros elétricos. Para mulheres, então, é show a quantidade de porta-trecos que tem. Acho que se algum dia vender o meu, anos depois o proprietário encontrará algum objeto que me pertence. O porta-malas tem 290 litros e o fato de os bancos traseiros serem rebatíveis aumenta o espaço para 585 litros e faz com que se transportem coisas inacreditáveis, incluindo grandes árvores de Natal.

 

hhhh  DEZ MELHORES CARROS PARA QUANDO DINHEIRO É PROBLEMA hhhh

Mecanicamente, uma bela plataforma que não costuma dar problemas. Apenas a direção incomoda, pois é pesada, especialmente nas manobras de estacionamento. Mas em movimento não se percebe tanto. E você ainda economiza na academia.

A visibilidade é excepcional, embora seja um carro baixo. As amplas janelas, vidro traseiro e pára-brisa permitem que se veja tudo. Internamente, transporta quatro pessoas com muito conforto, mas acomoda uma quinta sem problemas.

NG

 

Coda:

Ao contrário do primeiro post coletivo que fizemos, em qual mal conseguimos chegar a conta de 10, este tivemos que escolher, pois as contribuições foram muitas. Entraram no post apenas 10, mas muito ficou de fora. O Meccia, fordista,  escolheria o Fiesta Street 2006, 1.0 Rocam. O PK, dando vazão a seu gosto por carros pequenos rápidos, partiria para o Citroën AX GTI. Nosso adorável Ogrinho do cerrado, o Alexandre Garcia, teria o Palio 1,6 16V dos primeiros, se possível duas portas e em cores berrantes (“laranja Vitória ou verde escarro metálico”, segundo ele). Mas é a escolha do Roberto Nasser que não podia ser deixada de fora, por ser perfeita para terminar esta matéria:

Antes de dizer da minha indicação, conto uma historinha. pelo cenário tocará o AK.

Meio da tarde, cai tremendo temporal no campo. cada gota é um petardo. um pobre de um filhote de canário da terra, bombardeado pela intempérie procura onde se abrigar. Pouco havia, pois voava numa estreita faixa de capim, entre plantações de soja e milho, das iniciativas mais anti-ecológicas que os nossos desgovernos já permitiram. Os agronegociantes passam dois tratores de esteira ligados por um correntão. nada sobra no caminho. Nem consciência.

O canarinho era pequeno, jovem, mas não era bobo, e seguia algumas vacas tocadas de volta ao curral. Sabia o canarinho, bosta de vaca é uma torta macia, verde, quentinha e cheia de sementinhas. Quando uma das vacas deu por encerrada a digestão e adubou o solo, o canarinho pulou de cabeça. Estava quentinho, o cheiro era de natureza, a chuva ficara de fora.

Chuva de verão, passou rápido, as nuvens deixaram o sol reaquecer a terra, e o canarinho, feliz com o meio ambiente que resolvera todos os seus problemas, começa a piar de alegria. Foi quando veio um gavião e traçou o passarinho.

Sabe qual a moral da história ? Quem está na merda não pia.

Estivesse nesta situação pré-falimentar, compraria um Gurgel Supermini. É nacional; visualmente arrumadinho; nele as suspensões retomaram o diálogo perdido no anterior 800; é extremamente econômico, parte do motor é VW 1600 a ar, e o restante é uma misturada dimensionada para carros maiores, significando não quebrar; e ainda permite fazer o mais desejado por proprietários de veículos desta faixa de preço e idade, bem usados e longe de se tornarem antigos: contar histórias. 

Além do mais, tem custo inferior ao limite sugerido e permite poupar o restante para manutenção.

Gostou ? Não pie. Não gostou ? Idem.”

RN

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

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  • Eric Darwich

    Eu iria de Uno Turbo…com ar-condicionado….como não achei nenhum bom, fui de Fusca “Itamar” 94, que é uma delicia….em breve coloco o ar-condicionado nele. E umas rodas….Ainda, por incrível que pareça, faz um monte de amigos…

    • MAO

      Boa escolha, Uno Turbo! Se não fosse a família…
      Abraço!
      MAO

    • $2354837

      Tinha entendido que a lista fosse de “crise”. Quanto custa uma revisão do turbo?

  • Davi Reis

    Quando era jovem, antes dos tempos de habilitação, meu sonho era um Gol Turbo, ou até mesmo uma Parati, mas aí acabaram matando o carro bem antes de eu poder tirar minha carteira. Uma pena. Hoje teria um desses, em bom estado, mas se aparecesse uma Escort SW GLX 1.6 16V… Sinto muito, mas iria com a perua Escort sem nem pensar duas vezes. Quando era mais novo o pai de um amigo próximo tinha uma, e viajei junto deles algumas vezes: que carro sensacional. O silêncio, os bancos de material agradável, os equipamentos, o bom gosto do acabamento e das linhas externas… Para mim, um dos últimos representantes da época Ford de acabamento impecável.

    • Fat Jack

      Davi, creio que você tenha errado na digitação: ou 1.6 8v ou 1.8 16v. (gosto demais deles também, só complica o sedan, que não compartilha várias peças com o hatch e a SW)

      • Davi Reis

        Isso, 1.8 16V, me embaralhei nos números. Hoje anda cada vez mais raro falar de carros com motor 1.8 que até entrei no modo automático e disparei um 1.6 de cara, haha. Obrigado pelo toque!

      • Domingos

        Aliás, que saudade de uma linha completa como era a linha Escort Zetec! Sedan, hatch/liftback e perua. Três versões (GL,GLX e RS) e muitas, mas muitas opções de cores. E ainda 2 ou 4 portas!

        Inclusive poderia vir bem básico, só com direção hidráulica, ou bem equipado – até mesmo com disqueteira e alguns raros com airbag e teto solar.

        Sinto saudades desse carro até hoje. Se soubesse, talvez não teria vendido. É um carro que em bom estado é ótimo de dirigir e ótimo como carro até hoje, não fazendo parte dos que meramente custam pouco.

        Consumo era muito bom mesmo com o motor 1.8 16v e os últimos Rocam devem ser super fáceis de se manter.

        Mas, enfim, eram outras épocas. Não teria espaço para manter ele e me foram agraciadas coisas melhores.

  • Lipe

    Gostei muito dos relatos dos autores.
    Esses posts são muito legais, em que os senhores dão as suas opiniões.
    Sabe o que parece? Quando os músicos famosos, nossos ídolos, dizem em quais músicos eles se inspiraram.

    Quanto ao carro… Olha, vou ser sincero. Se eu tivesse “quinzão” no bolso e precisasse de um bom carango, eu iria até uma concessionária VW, daria os “pilas” de entrada num up! take com A/C e D/E (direção elétrica) e levaria uma “bíblia” pra casa dentro do portaluvas, num longo prazo pra pagar mês a mês. Quando as coisas melhorassem, faria uma proposta ao banco para quitar o débito com abatimento de juros.
    Afinal, a manutenção de qualquer desses ótimos exemplos citados pelos eminentes autores não é grátis, tampouco inexistente.

    • MAO

      Lipe,
      Obrigado pelos elogios, o Ae é que agradece por você nos acompanhar!
      MAO

  • Discipule

    Excelente texto (principalmente no atual contexto nacional).

    A minha opção seria um VW a ar, possivelmente um Fusca. Apesar de não dispor de muito conforto, economia e “tecnologia” (leia-se moderno), dispõe de um conjunto robusto, de fácil manutenção e relativamente barato. Outra opção seria um Corsa da 1º geração… Muito valente e de baixo custo.

    • MAO

      Discipule,
      Obrigado!
      MAO

  • Fat Jack

    Excelente!!!
    Adorei o tema do post (sinistramente familiar… hahaha), eu particularmente iria com um dos “best sellers” médios nacionais da década de 90 Santana ou Monza (por sinal, um Monza 85 já me serviu maravilhosamente bem quando nesta situação) ou quem sabe um também apreciado Kadett como o AAD por serem mais fáceis e baratos de manter que a última geração Escort da qual eu também sou fã.
    Só uma dúvida:
    Todos levaram em consideração os valores de manutenção das suas escolhas? (Pois, no final das contas é um carro para “…quando dinheiro é problema”)

    • MAO

      Fat Jack,
      Obrigado! O Ae agradece os elogios!
      MAO

    • Mr. Car

      Realmente Fat, escolhi dois carros que confesso, não sei sobre esta questão dos valores de manutenção (Peugeot 106 e Clio “Maradona”). Escolhi por ter simpatia por eles. Se for me ater fortemente ao critério economia geral (não só de consumo), talvez o racional fosse um Mille mesmo, he,he!

    • Domingos

      A linha GM tinha muitas opções mesmo. Pularia o Kadett, que já tem muita peça exclusiva dele e nessa versão interessante (2.0) é raro de achar bom.

      Corsa 1.6 acho que seria um carrinho ideal pra quem está nessa situação. Especialmente a perua e o sedan, embora o hatch 4 portas atenda bem também a uma família.

      Vectra de uma versão com motorização mais simples (2.0 ou 2.2 8v) são boas escolhas também, não sendo necessário ressuscitar os eternos Monza e cia limitada de 80 e tantos.

      Corsa 1.4, hoje uma raridade, é outra opção legal.

      • Fat Jack

        Concordo com você com relação ao Vectra, que além de confiável, pra mim é lindo, apesar de não conhecer o custo de sua manutenção, só que ao contrário de Monza e Santana, só se acha a gasolina (aumentando consideravelmente custo $/km).
        O Corsa, apesar de um canhãozinho (1,6), para mim seria um problema, pelo meu porte e tenho um “filhinho” mais alto que eu então, seria “joelho no queixo”…
        Quanto ao “ressucitamento” do Monza e do Santana foi devido às experiências que eu tive com ambos (exatamente por isso não passaria nem perto da escolha do RA – Deus me livre!), na hora do “aperto” é bem capaz de recorrer a um “porto seguro”.
        Se não fosse o custo elevado da manutenção (diga-se de passagem, rara manutenção) optaria pela Escort SW.

  • REAL POWER

    Interessante esta lista. A maioria dos carros escolhidos sequer passam pela cabeça da maioria de compradores de carros usados. Sim, falar que pretende comprar um Twingo para um não autoentusiasta, vai ser chamado de louco. Dos listados, vamos lá.
    Twingo, ótima opção por tudo que mencionado.Eu mesmo com dois filhos pequenos o compraria. Tem mais espaço interno que muito carro por ai.
    Kadett, um bom conjunto mecânico, bom porta-malas, espaço interno na frente bom, atrás não, mas gostoso de dirigir. Para quem vai à compra de um Kadett 97, fica a dica que nesse ano a GM fabricou ele com câmbio curto e câmbio longo. Estava encerrando a produção e usou o que tinha no estoque. O curto é curto mesmo, o longo, digamos seja o normal para um 2-L.
    Uno, Elba. Qualquer, desde que com ar-condicionado.
    Parati 1.0 turbo, se não mal fuçada pelos donos anteriores, ok. Ai eu a fuçaria do meu jeito. Meu vizinho tem uma em perfeita condição, tudo original. “Da gasolina na boca”.

    • MAO

      Real Power,
      Obrigado!
      MAO

  • CorsarioViajante

    Sensacional! Isso que é forma de encarar o assunto, indo desde o romantismo do Alfa até o realismo do AK. Mas a história do Nasser fechou com chave de ouro. Impagável!

    • MAO

      Corsário,
      Obrigado!
      Sempre é bom saber que você (um de nossos leitores assíduos) gostou!
      MAO

      • CorsarioViajante

        Ora! Sou eu quem agradece por publicarem tantos textos que sempre me agradam!

  • Danilo Bod@o

    Procuraria(ei) um Fusca ou uma Brasília. Explico. Já estou na faixa um pouco acima dos 15 e vejo que vou ter que baixar ainda mais. Aqui em Goiânia com 8 mil consigo comprar um Fusca até 86 em ótimo estado. Com 10 compro um “Itamar” também em ótimo estado. E o Fusca tem uma qualidade imbatível. De certa forma poucas peças. E quanto menos peças menos tem o que quebrar.

  • Victor Gomes

    Sei que estamos apenas em março, mas já considero um dos melhores posts de 2015 do AE! Sobre os carros? Quero todos! hahaha!

    • MAO

      Victor,
      Com certeza melhores virão ainda! Mas obrigado pelos elogios!
      MAO

  • Leister Carneiro

    Grande Bob! Para mim foi a grande pedida, realmente uma pena este motor da Parati turbo não ter feito história no mercado
    Estão aí os motores turbo chegando com força.
    Eu colocaria na lista os Gols “bola” 1.8 e 1.6, eram excelentes carros em durabilidade

  • Jr_Jr

    Como sempre, mais uma matéria excepcional do Ae.
    Adoro as desse tipo, carregadas da singularidade de cada autor, demais!!!

    • MAO

      Jr_Jr,
      Aguarde que mais virão! Obrigado.
      MAO

  • Aldo Júnior

    Parabéns pela oportuna lista. Muito útil também no meu caso, procurando primeiro carro para filho recém-habilitado. Abraços;

    • MAO

      Aldo,
      Obrigado!
      MAO

  • Cadu

    Belo Post!
    Minha opinião é a seguinte: quando dinheiro é problema, você tem que pensar em tudo: manutenção, possível retífica, peças, etc….
    Não adianta dizer que um BMW custa 15 mil. Na hora de parar na oficina você deixa outros 15 lá!

    Portanto, precisa ser racional também para manter. Para mim, o campeão é o Uno Mille Fire! Disparado. Tive um por 10 anos e o carro não gasta nada (claro que figurativamente). Nem combustível, nem pneus, nem freios, nem manutenção. É realmente econômico.

    • Cadu Viterbo, por esse motivo sou seletivo para quem ofereço um carro destes.
      Ainda outro dia um colega entusiasta postou o link de um anúncio de um BMW antigo, com mais de 20 anos, simplesmente impecável. O preço? R$ 20.000,00 que com certeza baixariam com o choro de praxe.
      Infelizmente será mais um carro destruído nas mãos de um “mano” como tantos outros carros interessantes já foram.

      Carros como este exigem donos que respeitem a máquina, como o MAO e o AG fazem. Também sou adepto dos velhinhos, mas de manutenção mais simples e barata.

      Vi um moleque, digníssimo representante do grupo de “ostentação”, comprar um Audi A3 Turbo (motor de 20 válvulas) que deu vontade de chorar.
      Em 4 meses um carro impecável parecia um chiclete mascado, incluindo várias marcas de batidas com direito a farol paralelo pendurado com arame.

      O moleque acelerava o carro de esquina a esquina como se estivesse numa largada de Fórmula 1 e participava regularmente de pegas e rachas.
      Sei que o carro saiu caro, foi financiado a perder de vista, e sumiu das ruas pouco depois da última vez que o vi. O moleque hoje deve estar sem carro, mas com um carnê bem grosso de prestações a pagar.

      • Mingo

        Duvido que esteja pagando. Nessa situação, geralmente ficam inadimplentes e somem com o carro…

      • Lucas

        Dá mesmo dó de ver um carro desses ter um fim assim…..

  • Diogo

    Muito bons, o tema e as sugestões! Eu próprio, na mesma situação, já tive um Escort GL 93, um Renault 19 97 e atualmente um Peugeot 306 97. No caso do 306, com menos da metade da verba proposta consegui um carro em ótimo estado (considerando a idade) e plenamente “usável”. Com relação ao seguro, para esses carros mais velhos vale a pena fazer um que contenha apenas a cobertura de responsabilidade civil. Alguns corretores podem não conhecer, mas com apenas essa cobertura as seguradoras fazem normalmente, por valores por volta de R$ 300,00 ao ano, dependendo da quantia estipulada como indenização.

    • Domingos

      Eu sempre dou essa dica do seguro. Tira muito do risco e do sufoco de, de repente, bater numa SUV importada e ter que pagar não só o próprio conserto como quase o valor do próprio carro ao dono!

  • Alexander Arake

    Eu iria de Fiesta GLX 1.6 8v 5P. Um carro leve com 95 cv que bem regulado chega a 190 km/h. Essa versão na época era topo de linha, então vai encontrar provavelmente bem equipada. Tabela Fipe 13.393,00. Completa os 15 mil com roda de liga leve aro 15 e o carro fica lindo.

  • Carlos A.

    Muito interessante mesmo esse tipo de matéria com veículos mais ‘antigos’ costumo dizer que carro velho pode ser até um modelo com 1 ano de uso em péssimo estado de conservação.
    Esses modelos também podem perfeitamente atender inclusive quem tem alguma folga na conta bancária e quer um segundo carro.

  • Sinatra

    Fosse para ser no limite da miséria, na mais profunda e desesperançosa crise, iria na resposta de muita gente que viveu em situação crítica e entende do perrengue: Lada. Motor Fiat, componentes rústicos e minguados, o que dá em pouca coisa para quebrar, adaptabilidade mecânica bastante pronunciada, e um ponto importante: costuma custar fração do que custam os mais módicos pés-de-boi de nosso mercado, sobrando uma boa grana para tentar sobreviver aos tempos críticos.
    Se ajudou os russos a sobreviver com mobilidade em um patético regime ditatorial de esquerda, por certo que aqui, com ares vermelhos bem amistosos àqueles, não faria diferente.

  • Boni

    Poxa, essas matérias em conjunto são simplesmente fenomenais. Façam mais!

    O que dizer do comentário do JS: “Não sei o que você está vendendo, mas eu compro.” Impagável! (risos)

    Com essa grana eu me aventuraria em um VW Golf GLX 2,0l 1998. Muito bom carro.

  • Mr. Car

    Eu acrescentaria um Monza à lista, mas como já tive um e não gosto de repetir carro, eu procuraria por exemplares muitíssimo bem cuidados de dois carrinhos que acho muito interessantes: o Peugeot 106, e o Clio RT “Maradona”, embora também pudesse ficar com quase todos da lista do Autoentusiastas.

    • Roberto Alvarenga

      Sou fã dos francesinhos também. Já fui louco por um Peugeot 306, mas nunca consegui comprar um.

    • Diney

      Tive um 106, rodei muito com ele, e na época já fazia 20km/l de gasolina.

  • Guilherme Guersoni

    Fiquei mais fã ainda da Nora Gonzalez… Uso pouco meu carro… Por isto dois anos atrás queria um carro barato para minha garagem e quebrar meu galho de vez em quando. Queria algo em torno de R$ 10.000… Achei um bom 205! Estou com ele até hoje… Bom demais!!!

    • Nora Gonzalez

      Guilherme Guersoni, o carro é mesmo valente e a manutenção é baixa e barata. Eu dirigi o meu no domingo, uma semana depois dos Audis. Nada como um dia depois do outro
      😉

    • Roberto Alvarenga

      Eu curto muito os Peugeots mais antigos, mas é dificil achar algum em bom estado… Antes de comprar meu penúltimo carro (um Astra 3 portas 2004 que comprei em 2010), procurei em todo lugar um 306 hatch em bom estado, mas não encontrei… Parabéns!

  • Aldi Cantinho

    Com orçamento de até 15 K.. duas opções. Sem dor de cabeça e pouca manutenção: Fiesta Street (sapo), para ajudar o bolso.
    Mas é quase certo que eu iria mesmo é de Focus.

  • Celso

    Excelente post! Eu como adepto do velhinhos (mesmo sem estar tanto na pindaíba) já tenho os meus: Ka Action 2004 e Fiesta Street Sedan 2002. Bem cuidados é só alegria. E sem sustos com IPVA!

    Só um adendo na fábula do RN: nem sempre quem lhe coloca na lama é seu inimigo e nem sempre quem lhe tira da lama é seu amigo… 😉

    Abraço!

  • Caio

    Muito bom!
    Recente tive que vender um Honda Fit e agora estou precisando comprar um carro mais barato.
    Gostei de saber que pensei em 3 das 10 opções Escort SW, Elba e Berlingo … até pensei na Parati, mas por não gostar muito de VW (roubos) acabei descartando
    Ainda não comprei mas bom saber que estou na linha correta.
    Adoraria um Alfa, mas não tenho coragem

  • Roberto Alvarenga

    Excelente lista! Nos meus tempos de perrengue, tive um Palio 1.6 16V de primeira geração, ano 1997, prata. Excelente carro. Comprei de um vizinho que já era o terceiro dono do carro, em 2005, peguei com 90 mil km e rodei até 150 mil km tranquilo. Motor bom (106 cv, bebia um pouco, mas compensava com o desempenho mais que satisfatório, principalmente em estrada), câmbio bom, direção hidráulica bem calibrada, suspensão macia sem ser molenga, espaço interno mais que suficiente, manutenção fácil… e era completinho, tinha todos os itens de conforto…

  • Pra tempos de limitação orçamentária como os atuais, qualquer derivado da linha Uno ou Palio é boa pedida. Econômicos, manutenção fácil, barata e bem resistentes.
    Ainda usam roda 13, o que garante baixo custo na reposição dos pneus e economia ao rodar, sem sacrifício do conforto.

  • Leandro Castro

    Ótima a matéria mas deixo uma correção: A linha Kadett, passou a vir com o MPFI Motronic, rendendo 110cv, mesma motorização da linha Vectra, a partir de 97, portanto, o dito Kadett Sport, também é EFI rendendo no alcool 116cv. Kadett com 121 cv, foi apenas o GSi, que tinha outra injeção também multiponto, a Le Jetronic, analógica, que inicialmente equipou o Monza Classic 500EF e o Classic SE 1991 redendo 116cv devido não ter o módulo de ignição EZK, a partir de 1992, o Monza MPFI (opcional exclusivo do Monza Classic) vinha com este módulo, assim como o Kadett GSi, no qual rendia 121cv ambos.

    • Leandro Castro, grato pelas correções. Acho que me enrolei com as minhas fontes.
      Ainda assim, continuo achando o Kadett minha melhor opção.

      • ClaudeSpeedIII

        Assim como eu, porém justamente por isso eu iria com o ultimo modelo da linha: GLS 1998. A Bosch Motronic apesar das desvantagens de uma injeção digital pré OBD, tem toda uma leva de vantagens relativo a consumo e manutenção sobre a Multec 700 monoponto dos Kadetts e Monzas EFI, e mais ainda sobre a arcaica Le Jetronic analógica (que tava em linha lá fora desde 81) . Seria minha escolha de primeiro carro/pindaiba por isso.

      • Leandro Castro

        Também acho ele a melhor opção! Aliado ao Monza!

  • Victor_maravs

    É triste um post desses soar tão familiar para mim haha. Me identifiquei muito com a pobreza, ops, matéria, e também acho bem legal saber as opiniões dos editores.
    Uma pena que a escolha de uma Parati turbo seja tão difícil, pois é um carro raro de se achar em bom estado e com a manutenção em dia, e que não tenha sido judiada na mão dos manolos. Acho um excelente carro, com um motor incompreendido na sua época de lançamento.

    • Verdade…
      Esses VW turbo, os Marea, etc, são carros magníficos que a manolada adora destruir.

  • REAL POWER

    Bob, fale mais sobre esse 1.0 de 130 cv. A meu ver a VW pisou na bola outra vez em não manter em produção o 1.0 turbo. Com os avanços normais este motor estaria firme e forte atualmente. Poderia ser uma opção em toda linha Gol, Fox, e até Golf de entrada. A VW esteve a frente do tempo no lançamento do 1.0 turbo, mas depois dormiu um bocado.

    • Giovanni Leonardo Ferreira

      Os amigos que eu tenho que tiveram o carro tiveram problemas com a polia do comando variável. O mais cuidadoso deles demorou mais, mas também teve problemas. Isso é crônico nesse carro. Já vi quem cansou e deixou o comando fixo.

    • Lucas

      Um amigo meu, lá por 2003, 2004, tinha uma Parati dessas 1,0 turbo 2001 se não me engano. Nessa época tínhamos em casa um Santana Evidence 2,0 gasolina 1998 bordozíssimo. A tal da Parati andava sempre alí, pau-a-pau com o Santana. Bons tempos aqueles.

    • Antônio do Sul

      Acho que teria ficado sob medida para o Golf: desempenho semelhante ao do 2 litros e consumo de combustível baixo como o do 1.6.

  • Roberto Neves

    Mais uma delícia de texto, rico em personalidade! Nora, PK e RN foram, desta vez, os meus prediletos!

    • Nora Gonzalez

      Roberto Neves, obrigada. Em outro momento volto a falar do valente Peugeot.

  • Gabriel Felipe Moretti

    Eu tive e gostei muito para tempos difíceis foi o Peugeot 206SW, na versão 1.4, anda muito bem, muito confortável, e custava na época a 3 anos atrás apenas R$ 14.000,00, no modelo de 2008, completo com Ar, VE, e DH, além dos farois de neblina dianteiros e traseiros, que só usei umas tres vezes nos dois anos que fiquei com ele.

  • $2354837

    Não sei.. a lista é bem legal, mas quem está sem dinheiro não estaria sujeito ao preço da manutenção ou seguro. Faltou o chevette na lista.

    • Bera Silva

      Chevette é tranqüilo de manter. R$ 5000,00 compra um em bom estado. Ainda se encontram peças básicas. Manutenção geral em suspensão, direção e freios deve custar entre R$ 1000,00 a 1500,00. O problema dos carros velhos é o perigo de roubo e ausência de seguro. Dependendo da região, após parar numa padaria para pegar pão, o pobre coitado vai encontrar um vazio no lugar do carro.

  • Leonardo Mendes

    Chevrolet Classic Spirit 2004… achei um na net por R$ 13.000,00 cravados.
    Ainda me sobrava um troquinho pra documentação, uma geral pós-compra caprichadinha e, quem sabe, um jogo de rodas e uns faróis escurecidos da pick-up Corsa Sport para dar um incremento no visual do carro.

  • Matheus Ulisses P.

    Ah… saudosa Escort SW! Cinco anos atrás quase comprei uma GLX 98/99 verde completinha.
    Matéria impecável!!!

  • Renan V.

    Ficaria com um Santana de segunda geração, duas portas. Os Volkswagens “a água” mais antigos, não sei o que os difere, dão muita satisfação ao dirigi-los.

    • Domingos

      Câmbio bom e volante com peso certo. Isso que cativava neles.

      Boa dirigibilidade dos motores maiores também.

      • Renan V.

        Além disso, são carros baixos, com o assento também baixo. E a Volkswagen não se preocupou muito em deixá-los silenciosos, então, os motores roncam bonito.

  • O veículo que eu teria e tenho é um Fiesta Street 2006, o último que saiu com motor RoCam 1.0….Excelente compromisso.

    Pontos fortes:

    – Economia de combustível…faço entre 13 e 14 km/l cidade 30% estrada 70%

    – Suspensão muito forte e bem isolada, passa muito bem em valetas, lombadas e pisos irregulares

    – Poucos ruídos internos

    – Pouco ruido de vento

    – Bom acabamento interno

    – Pintura e proteção contra corrosão excelente

    – Motor 1.0 que parece ser no minimo 1.2 para trafego de cidade

    – Excelente transmissão e embreagem

    – Excelente freio

    – Durabilidade de maneira geral

    Pontos fracos:

    – Ar condicionado que consome muita potencia do motor.

    – Durabilidade do ar condicionado

    – Direção com muito esforço em manobras de estacionamento

    – Folgas de carroceria muito grandes

    – Limpador de para brisa ruidoso

    – Posição de dirigir, bancos muito curtos sem apoio suficiente para as pernas

    – Espaço interno traseiro

    – Cintos de segurança não retrateis no banco traseiro.

    • Luciano Gonzalez

      Meccia, meu coração é VW e o único carro que tive fora da marca foi justamente um Fiesta Street 1.0 4 portas 2005, com VE, TE e ar-condicionado… no começo, achava – o feinho e pensei comigo: não vou aliviar para esse carrinho, vamos ver se aguenta… olha, o carro foi me cativando cada vez mais, comportamento dinâmico ímpar (mesmo com pneus 165/7013), ótima ergonomia e posição de dirigir e muita robustez do Zetec Rocam, rodou lindo e sempre com o pé embaixo 125.000 km na minha mão, sempre com a manutenção rigorosamente em dia. Até o vidro traseiro que têm o desenho muito feio, você só entende o formato depois de ter um: você têm uma visibilidade das melhores para trás devido ao formato digamos, estranho… é sem dúvidas muito, mas muito melhor que o Corsa 4200 / Celta em tudo (meu pai teve um 4200 Sedan 1.6 Automático), então tenho referências.
      Contras: sim, o espaço interno deixa a desejar para o meu tamanho, o sistema de ar condicionado simplesmente matava o carro (e a calibração do motor para essa condição era bem ruim) e a direção pesada (esta, eu a melhorei em 80% da seguinte forma: os pivôs são rebitados de fábrica, tive problema com um destes e tive que quebrar o rebite para substituí – lo.. depois, o que te resta é colocar um pivô com porca.. troquei os dois e no lugar do furo onde o pivô é fixado, abri um oblongo…montamos tudo e levei o carro para o LUNARDI em SBC, pedi para o time dele acertar a cambagem positivamente no máximo admitido pela ford e de quebra, troquei os pneus… melhorou consideravelmente e ainda assim não ficou ruim de curva)
      Abraços!

      • Domingos

        O Fiesta era outro carro “feio” por costume nacional e porque tínhamos carros bonitos em grande quantidade nessa época.

        Sinceramente não sei o que o pessoal achava de “beleza” nos concorrentes do Fiesta, do qual talvez apenas o Palio G3 fosse realmente bacana.

        Questão de costume. O Street já com a frente nova era muito simpático e o vidro traseiro era como era para que fosse encaixado e não colado – mais barato de repor e fabricar.

        • Uber

          Por falar em vidros, e isso está me desagradando nos carros novos, parece que estão economizando, estão cada vez menores os traseiros. Estão preferindo gastar mais vidro naqueles pára-brisas excessivamente inclinados enquanto economizam nos laterais e traseiros.
          Pior no caso dos traseiros é ter mais vidro na moldura que área visível!

    • Lucas

      Esse você participou do desenvolvimento, CM?? Se sim, conte-nos um pouco, especialmente, se possível, sobre esses pontos fracos e por que eles não foram eliminados.

      • Lucas,
        A maioria por questão de custos, exemplo o cinto traseiro não retrátil, o A/C de projeto antigo, controles menos rígidos de manufatura…etc.
        Obrigado

    • Uber

      Meccia, gostaria de saber da sua opinião e experiência.
      Dirijo um Escort Hobby 1994, me sentiria melhor mudando para um Fiesta Street como o seu?

      • O Fiesta Street é outra geração, muito mais moderno e seguro. O Escort Hobby é legal porem ficou ultrapassado em relação ao Fiesta.
        Abraço

        • Uber

          Obrigado! Vou pensar nisso quando tomar minha decisão. É isso que estou querendo, algo mais moderno e principalmente com 4 portas e dentro das minhas po$$ibilidades. xD

    • Eurico Junior

      Como ex-proprietário de dois Fiesta Street (2002 e 2004), faço minhas as palavras do Meccia. Carrinho bacana!

  • Giovanni Leonardo Ferreira

    Passei por isso esta semana com um parente e eu fui encarregado de selecionar o carro. O escolhido foi um Civic de 1998 com 160.000 km rodados mas muito conservado de interior e mecânica. Câmbio automático, couro impecável, direção hidráulica, vidros, retrovisores, travas elétrica, alarme rodas etc tudo perfeito. R$ 13.000,00. Por 15 mil compra-se um Corolla dois anos mais novo, ainda mais sólido e econômico.

    • Fernando Miranda

      Para mim, seriam excelentes escolhas, tanto o Civic quanto o Corolla!!! Mas parece que a turma do Ae não curte muito carro japonês.

    • Roberto Alvarenga

      Como dono de um Civic 2011 (que não quer trocar de carro tão logo), fico feliz com o relato!

    • Eurico Junior

      Meu pai tem um Corolla ano 2000, que foi da minha da mãe. O carro tem 153 mil km (ainda na adolescência, em se tratando de Toyota) e nos deu raríssimos aborrecimentos até hoje (um bico injetor e uma mangueira da direção hidráulica). De resto, só manutenção preventiva e itens de desgaste natural. É um verdadeiro tanque de guerra e suporta MUITO abuso sem reclamar. Em tempo: o meu pai não poderia ligar menos pra carro e sequer calibra os pneus. Uso qualquer óleo 15W-40 de boa marca, o que estiver mais barato. Recentemente, troquei a junta da tampa de válvulas e fiquei encantado com o aspecto impecável do motor, que faço questão de mostrar aos amigos:

    • Roberto

      Alguns desses carros japoneses são verdadeiros tanques de guerra mesmo. Um conhecido meu tem um Honda Civic antigo que comprou usado, e apesar de já ter usado até para puxar arado no sítio dele, o carro ainda continua funcionando muito bem.

  • Bob Sharp

    Luiz_AG
    Não é lista, mas o que cada um compraria.

    • $2354837

      Ok, o que cada um compraria…

      Mas ainda sou do partido do Roberto Nasser: Se você está devendo, não se enrole em enroscos.

      Isso tiraria da lista a Parati (seguro e manuteção caros, pois turbo precisa ser especializada), Kadett (nenhum motivo lógico, mas simplesmente odeio o carro), Alfa (nem pensar, peças mais caras que o carro) e Berlingo (que gosto, mas o objetivo não é economizar?). Sobra o Twingo e um Fusca.

      Minha escolha para momentos de crise seria o GM Classic.

  • Bob Sharp

    REAL POWER

    Não tenho detalhes, foi o número que o gerente de motores da época me passou.

    • Luciano Gonzalez

      Isso é fato, o carro estava pronto..

  • Mingo

    Iria de qualquer coisa que tivesse um motor CHT 1.6 álcool, de Pampa a Belina, Gol ou Corcel. Esse motor é praticamente indestrutível, e suporta dono pobre, que coloca óleo Lubrax monoviscoso, água sem aditivo no radiador, coloca o cebolão em curto e qualquer outra barbaridade.

  • $2354837

    Queria deixar claro que o TCO (Total Cost of Ownership, ou custo total de aquisição) de um carro o valor de compra não é a maioria do custo do carro.
    Veja um exemplo do Marea, por pouco menos de 10 mil consegue comprar uns em ótimo estado. Mas para fazer uma revisão básica a ponto de mantê-lo rodando com certeza vai outros 10 mil. Peças absurdamente caras, além de precisar de mão de obra especializada.

    Deixo claro, não estou falando aqui qual carro queria comprar. Mas qual carro em uma condição de aperto financeiro iminente qual iria me dar menos custo e extender meu “oxigênio” financeiro…

    De todos que tive o que mais me atendeu nesse sentido foi o Corsa Sedan Classic 1.0.

  • Thiago Teixeira

    Há três meses fiz uma lista dessas. Procurava na verdade um segundo carro. Meu Focus andava consumindo muito, além de não ser feito para trânsito pesado, embreagem, pneus, freios etc são caros e a médio prazo pediram troca.
    Minha Tempra 97 anda cansada e decidi que ela vai subir no cavalete para uma reforma geral, daquelas que levam anos.
    Comigo desde 2005, ela é muito paciente para me aturar esses quilômetros todos sem me deixar na mão, embora a lenda diga o contrário.
    Não servia para o meu objetivo, custo baixo por km.

    Resolvi procurar um carro na faixa de 10 mil que fosse ano 99 a 01, 1.0 e com ar condicionado.
    Procurei o que o Bob indicou, mas esbarrou num modelo em boas condições. Além de difícil
    que é encontrar uma Parati Turbo. Achei uma perfeita, muito nova, mas o dono
    teve caráter o suficiente para honrar compromisso com um sujeito que pediu duas semanas para pagar
    a ele, mesmo sem garantia que compraria. Ainda eu tendo o dinheiro na mão, não me vendeu. Difícil ver pessoas assim.

    Já andei muito na Escort SW do meu pai. Um carrão que voa e tem uma pegada deliciosa. Os defeitos maiores foram a fiação, cujos fios ressecam e deixam o metal exposto causando curto, e os suportes traseiros que sustentam o amortecedor. A solda não agüentou o tranco das nossas estradas e quebrou duas vezes precisando de solda.
    Definitivamente o custo de mantê-lo me afastou, além da dificuldade de encontrar um em bom estado, mais uma vez.

    Pensei num 206. Mas lendo muito sobre o (desconhecido para mim) Peugeot achei que não era uma boa idéia, visto a
    quantidade de reclamações com problemas de toda a ordem, desde suspensão, passando por motor até partes de acabamento.
    como me conheço bem, ia gastar outros milhares do cheque especial para arrumar tudo.

    Pensei no Fiesta do Meccia, mas a dificuldade em encontrar um modelo com meus parâmetros não ajudou.

    O Kadett, embora um bom carro, não me passou pela cabeça. Não gosto mesmo.

    Acabei por encontrar um Corsa B 1.0 apenas com ar-condicionado e excelente estado de conservação mecânica. A pintura
    um pouco desleixada nao superou as demais qualidades que vi no carrinho que esta me agradando bastante.

    • Domingos

      Corsa B (era C na verdade, acho) é um outro carrinho muito legal que não decolou por besteira. Falam que a GM não colaborava com as peças também…

      E a Parati Turbo desse relato ao menos deve estar em boas mãos. De uma pessoa de compromisso para outra.

  • Bucco

    Na lista, Twingo wins. Mas para todos os tempos o Fusca é absoluto.

  • Cesar Mora

    Ótimas escolhas, sempre tive um carinho pelo Twingo e um dia terei um, ou dos primeiros com suas cores alegres e seu motor 1.2 ou dos Initiale bem completos e acabados. mas nessa faixa eu não pensaria duas vezes para levar um Civic 00 de preferencia EX (VTEC com 126cv) e manual, carro completo, divertido de guiar, girador, confortável e com boa oferta de exemplarem em boas condições.

  • Sergio Pereira Barreira

    Excelente a reportagem! Estive nessa situação uns três anos atrás. Possuía uma Ranger que valia R$ 25.000,00 e meu amigo um Xantia 2.0 16V 2001. Esse amigo estava de olho num BMW de um outro amigo que precisava de uma Pick-Up. Ele precisava da minha Pick-Up e eu fissurado no Xantia dele. Resultado: Ele me voltou uma grana e fizemos a troca. A grana serviu tremendamente para o meu sufoco. Esse meu Xantia veio em estado impecável, liso e sem problemas na suspensão hidropneumática. Aprendi a mexer na parte hidráulica que englobam suspensão por esferas, caixa de direção e freios. Esse carro vale menos que R$ 10.000,00 no mercado, mas o que ele me traz de alegrias não tem preço. Conforto difícil de encontrar nos carros mais novos da categoria. Bancos, painéis e laterais de couro, automático com freio motor nas reduções(uma delícia…!), sensor de chuva, comando do CD no volante, 4 airbags e quando aperto a tecla “S”, o pedal fica sensível pacas e a estabilidade…, Bem a estabilidade que essa suspensão proporciona todos já conhecem. A manutenção da parte hidráulica não é difícil, como muitos falam, bem como o preço das esferas, se bem procuradas, não passam de R$ 200,00 cada. Quanto custa um amortecedor mais mola de um popular?

    Bem pessoal, fica aqui minha admiração por esse carro de menos de R$ 10.000,00 que deixa muito dono de carro atual “babando”!
    E tem outra, nesses tempos de chuvas fortes, é só erguer a suspensão que passo tranquilo, na maior parte das situações.

    • Lorenzo Frigerio

      Esse carro é legal. Gosto muito do visual “sem medo de ser feliz”. Pensava que só o Activa Turbo e o V6 tinham essa suspensão. Aliás, aí está um ótimo carro para o JJ escrever um de seus completos artigos.

      • Roberto Alvarenga

        O Xantia é uma baita máquina.

      • Ricardo Hartemink

        Todos tem, mas o Turbo e o V-6 contêm mais esferas, 10, se não me engano.

  • Belford

    (OFF TOPIC) mas que se dane,escutem o som do BMW L6 1,6!!!!!!
    Arnaldo e Bob se tiverem alguma dúvida em sair de carro ou de moto, está resolvido!!!!!!!KKKKKKK
    TRIKE CAMPAGNA BMW: T-REX 16S

  • Fernando

    Eu seguiria a linha do Josias, pois também vivi o mesmo(e acabei até sendo comprador das duas “fontes” indicadas) mas com um Clio, que me mostrou ser um carrinho muito bom e honesto.

    E indo por essa linha, o Clio ou um Peugeot 206 talvez fossem minhas escolhas, ambos franceses já mostraram que não se tem mais motivo para se ter medo deles.

    Mas outro carro que me gostei muito dos listados é o citado pelo Juvenal, este Escort de última geração era um ótimo carro, adorei os que dirigi.

    Outros que achei bem justos pelo que são, eram os Corolla de 7ª e 8ª geração, meio insossos mas carros muito robustos e sem grandes defeitos, o equilíbrio e razão são bem fortes.

    Apesar de serem simples, tem muito chão e nesse sentido achei ótimos e divertidos, bons em consumo, nada complicados em manutenção e acabaria decidindo nos exemplares em melhor estado de cada um.

    E o bom, para carros dessa idade e dono sem dinheiro, é de também não serem visados… Gol, Palio, Corsa, Fusca, Kadett e Monza seriam cogitáveis não fosse por isso, em que ainda vejo muitos donos tendo os seus roubados.

  • João Carlos

    Eu procuraria o carro zero-km que coubesse no meu bolso, tendo ar-condicionado e direção de relação rápida (quase sempre é necessário assistência para isso).

    Usado só se fosse uma mosca branca. Não tenho ânimo nem tempo a perder pra enfrentar oficinas mecânicas com reparos; e me tira o prazer ter que tolerar algo funcionando mal, inevitável num carro usado e você sem grana.

    • Cristiano Reis

      O problema é que hoje você não escapa disso nos carros 0-km…

  • Piero Lourenço

    O problema vai ser a gasolina Podium para essa galera….

  • Luciano Gonzalez

    Dessa lista, eu concordo com a escolha do Kadett (acho a mais racional da lista), da Escort Wagon (o carro é bom, só não faz meu tipo, mas esse Zetec anda barbaridade), com o Uno (não seria opção para mim) e a Parati Turbo (eu a adoro, tive um Gol 16v Turbo, o carro andava muito e gastava nada), mas a manutenção é bem salgada para quem está sem grana.
    A minha lista para carros de até R$ 15.000,00 para carro de uso:
    – VW: Gol GII AP 1.6 / AP 1.8 ou até um GTi 2.0 8v, acho que dá até para comprar os primeiros Power 1.6 GIII, estes, tanquinhos de guerra, excelentes, verdadeiro Panzer. As Parati AP 1.6 / 1.8 / 2.0 GII e GIII também entrariam na lista. Santana e Quantum 1.8 e 2.0 também entrariam na lista e um Logus 2 litros.. as bandejas são fraquinhas, mas é só colocar buchas de PU que a coisa melhora… se fosse um Wolfsburg então, uia!!
    – GM: Kadett com certeza, principalmente os últimos GLS MPFI, Vectra B (carro magnífico até hoje), Corsa hatch 4300 1.8
    – Ford: Fiesta Street 1.6, Ka 1.6 (Action ou XR), Escort 2.0i XR3 / Racer
    – Renault: e porquê não um Clio 1.6 16v???
    – Com 15 mil dá para Comprar um Civic 1.7 2001 ~ 2002? Se sim, pode colocar na lista tb….

    • CharlesAle

      Eu iria de Escort SW 1.6 Zetec Rocam.E resolvo o problema de manutenção do Zetec 1.8, e fico com a excelente carroceria do SW!!!

    • Antônio do Sul

      Qualquer coisa com motores AP, família II, no caso dos GM, e Zetec Rocam é confiável e tem manutenção barata. Para quem está duro, o que importa é ter baixo consumo, confiabilidade, disponibilidade de peças e robustez.

  • AlexandreZamariolli

    Eu procuraria um Monza. Confiável, parrudíssimo, muito gostoso de dirigir (especialmente após 1988, com o volante de altura regulável), com manutenção simples e alta taxa de sobrevivência – nestes dois últimos aspectos, melhor que o Omega.
    E, já que sonhar não custa, eu iria atrás do meu saudoso Classic SE 1993 quatro portas, preto Ônix, com painel digital. Simplesmente o melhor carro nacional que já tive.

    • Leandro Castro

      Alexandre, com toda certeza, este foi o melhor ano e o melhor Monza produzido! Tenho um Classic SE MPFI 1991, e um amigo meu tem um Classic SE MPFI 1991 que até ABS tem, opcional raríssimo para a época!
      Veja foto do meu! E concordo com o que disse! Confiável, parrudíssimo, e muito gostoso de dirigir!

    • Fat Jack

      Concordo, foi um dos meus escolhidos, e foi numa fase que me “salvou” numa época difícil, usei-o por anos, inclusive em viagens longas (SC/SP), confortável, prazeroso, confiável e relativamente econômico (7km/l cidade-10km/l estrada no álcool – como comparação, um colega tinha um Tempra 8v e fazia os mesmos 7km/h só na gasolina!!!) deixou muita saudades!!!

  • Renato Romano

    O Twingo é realmente um carro surpreendente. Tive um 1997, vermelho metálico, e adorava ele!. Porém achei que sua manutenção não é barata, especialmente as homocinéticas (comprava peças na RR Parts). O meu era com mecânica francesa. Hoje compraria outro, porém dos mais novos, com mecânica de Clio e ar-condicionado, e somente se estivesse em excelente estado, mesmo pagando um pouco a mais.

    Uma opção para famílias com dois filhos seria o Clio Sedan 1.6 com ar-condicionado, por volta dos R$ 12.000 e ótimo porta-malas.

  • Fabio Vicente

    Um carro que não encontrei na lista, mas que talvez seja interessante nessa faixa de preço é o Omega GLS. Um carro robusto, confortável e que não é tão gastão na versão 2.0 / 2.2.
    Fiat Siena também pode ser uma boa opção.
    E há uma outra linha, pouquissimo lembrada, mas que pode ser uma noa pedida é a linha Daewoo: os modelos Espero, Prince e Super Saloon. Estes carros compartilham peças da linha Chevrolet (Omega, Monza e Kadett), e são bastante confortáveis.

    • Antônio do Sul

      Em razão da dificuldade em achar peças de lataria, fugiria dos Daewoo. Quanto ao Omega, plenamente de acordo. O difícil seria achar um em bom estado, mas é uma ótima opção.

      • Domingos

        O que vejo com o Omega é muita reclamação quanto a GM ter abandonado o carro em termos de peças e muitas delas são caríssimas, apesar do carro ter vendido tanto e ser já um clássico.

        Quem compra ele por economia acaba se arrependendo pois certas manutenções são bem fora do que se espera de um carro para “tempos magros”.

        No entanto, sem dúvidas é um baita carro pelo dinheiro pedido e muito melhor que várias opções do mesmo preço e idade.

  • Lorenzo Frigerio

    Um carro barato de comprar e de manutenção; confortável, potente e amplo, seria uma Quantum 2.0 Mi das últimas.
    Se precisasse rodar muito, provavelmente um Palio 1.6.

  • BDias

    Bob
    tive uma dessa Parati, prata, idêntica à da foto…
    Mas enviei ao Losacco para dar uma afinada. E acabei colocando as rodas aro 15 – do Golf GTI, e desenho bastante semelhante ao original (por capricho!)
    Me diverti muito com o carro. Era redondinha, andava bem, cabia quase tudo – inclusive meu cachorro em várias viagens – e não deu um problema sequer até a venda aos 85.000 km…
    Só vendi pois era chamariz de ladrão: tentaram leva-la por três vezes!!

  • Marcos Alvarenga

    Tipo Sedicivalvole!

    Sempre quis ter um, a ponto de desejar ficar apertado (pecado!) só pra ter de comprar. Ainda não chegou a hora…

    Motivos? Peças compartilhadas nos modelos mais baratos e com outras macchinas Fiat contemporâneas, e boa disponibilidade em desmanche para o tempo das vacas magras, lembrando que foi o carro mais vendido no Brasil por alguns meses.

    Acho as sapatas dos pedais metálicas um charme à parte, e sei que é pieguice, mas o velocímetro marcando até 260 km/h fala ao coração deste adulto que ainda não cresceu, adulto que por dentro ainda é uma criança que vive colando os olhos nos vidros laterais e tapando a luz com as mãos pra espiar o painel.

    • Fat Jack

      Era um dos meus sonhos de “pós adolescente”, mas hoje acredito que este motor esteja entre os mais temidos em termos de manutenção. (basta ver a imensa quantidade de Tempras 16v “destruídos” por aí…)
      Acredito ainda que esta versão deve ter algumas peças exclusivas, caras e difícil de se encontrar…

    • Domingos

      Eu gostava muito da decoração desse modelo, de muito bom gosto e clássica “esportivo anos 90”. As rodas, lanternas, bancos, saias e faixas eram todas muito legais. Ou seja, carro com cara de carro e roupagem esportiva de bom gosto.

  • João Carlos

    Sou como o Bob, não tenho medo de correia dentada, tenho medo dos mecânicos que vão substituí-la.

    • CorsarioViajante

      Troquei correia dentada do meu outro dia, ficou chocho, bobo, molenga… Não deu outra: pulou um dente. Voltei, acertaram, ficou uma seda. Realmente é difícil, tudo tem que fazer duas vezes no Brasil.

      • Lorenzo Frigerio

        “TUDO tem que fazer duas vezes no Brasil”. Perfeito.

      • Leandro Castro

        Qual o teu carro? Alguns carros tem ferramenta específica, as usou? Se não, a chance de erro é altíssima mesmo.

  • marcus lahoz

    Boas idéias. Já passei alguns perrengues na vida, no último vendi o Stilo para comprar o apartamento. Acabei andando de Xsara Picasso.

    Mas com 15k eu teria algum destes 3:
    Xsara Picasso, excelente em tudo, estabilidade, consumo e conforto.
    206 SW bom espaço, econômica e baixo consumo.
    Marea 2.4 como meu pai já teve sei que a manutenção não é tão pesada assim, é muito completo e confortável.

  • Alex Amann

    Muito bom! ! Gosto do Berlingo, mas com receios do importado! Peças etc. Gostei muito do que li, entre os outros também!!

  • Daniel S. de Araujo

    Santana da década de 1990 ou Gol quadrado.

  • César

    Não deixa de ser uma discussão interessante. Tenho que admitir isso.

    A maioria dos modelos listados deixou de ser produzida há muito tempo, de modo que a chance de encontrar exemplares em bom estado é inversamente proporcional ao preço das peças e à dificuldade em obtê-las. Já tive um Twingo 99, que comprei em ótimo estado mas infelizmente foi batido por minha esposa após menos de 30 dias – logicamente não havia seguro, pois me pediram 25% do valor do veículo – e os reparos ficariam completamente inviáveis, seja porque quebraram-se muitos detalhes de acabamento impossíveis de encontrar, seja porque o preço das peças de lataria, logicamente usadas, extrapolavam qualquer orçamento possível. Acabei vendendo como sucata por 1/8 do valor que paguei. Uma pena, pois inclusive serviu para “fazer amigos”, mesmo no pouco tempo que convivi com ele. Mais curiosos ao redor do que dele, acho que só em volta da Burgman 400 que também tive.

    Deste post, eu particularmente só optaria por um dos
    “eleitos”: o Kadett. Justifico: apesar do alto consumo de combustível, é um carro robusto, confiável, fácil de encontrar em bom estado e é o mais próximo daquele que seria minha escolha pessoal (e na verdade já foi, durante um breve momento de aperto) – um Corsa. Acho que ele mereceria aparecer nesta listagem. Hoje consegue-se adquirir exemplares em muito bom estado por preços inferiores aos de Fusca (admitindo-se que a manutenção deste não é muito mais barata). Além disso, é um modelo econômico e marcou época de modo a ser um futuro colecionável. É só uma opinião minha, mas parece-me que, nestes momentos de aperto financeiro, a atitude mais precipitada é optar por um carro velho importado e de manutenção duvidosa. Em poucos meses de uso, pode-se gastar o mesmo valor que seria dispensado para comprar um carro anos e anos mais novo ou então para manter o veículo anterior, o que não justificaria a troca.

  • César

    Deixei de comprar um 2011 por R$ 14.000. Achei caro tendo em vista a quantidade de ofertas de veículos usados que existem à venda.

  • RoadV8Runner

    Legal a escolha de cada um, incrivelmente seleta. No meu caso, estou com um carro dessa faixa de preço, um Focus hatch 2002. Excelente carro, desde que não precise de manutenção mais séria, pois o preço de algumas peças originais é obsceno…
    Descobri que muita coisa pode ser comprada pela Internet, mas poucas são as opções de peças originais ou de fabricantes conhecidos (como o carro foi fabricado na Argentina, praticamente ninguém desta terra resolveu fabricar componentes). Comprei um coxim do motor e o radiador de ar quente paralelos, pagando cerca de 15% do valor da peça original. Visualmente, são peças robustas, vamos ver no batente. Com certeza não vão durar o mesmo que as peças genuínas, mas desembolsar mais de R$ 2.500,00 nesses dois componentes, não dá!

  • Lucas

    Os carros dos anos 1990 são, para mim, os melhores carros que temos hoje, especialmente nos quesitos dinâmicos. Os mais novos só evoluíram a tecnologia já existente e agregaram equipamentos que muitas vezes pra mim são supérfluos. Ou seja, encontro alí, sem muita dificuldade, algo que tenha tudo o que eu quero e preciso. Claro que o difícil é achar exemplares em bom estado, mas isso não é fácil nem com carros de menos de 5 ou 6 anos de uso. Como eu não gosto muito de aperto (leia-se porta-malas) mas também não faço questão de nenhum latifúndio cogitaria algo como um Civic do primeiro nacional (pensa num carrinho “barato” que povoa meus sonhos. Baixa altura total, bom motor, bom cambio, bom de chão, bom acabamento, “completinho”….), um Kadett, Astra, Parati, Escort, Corsa sedan ou (melhor) wagon, talvez até um Vectra ou Santana até 1998.

  • ivan

    Focus 2001 ou Ka 2007.

  • cedujor

    Se não precisar de muito espaço vá de Ford Ka Zetec Rocam.

  • Marco

    Fiesta Street. Carrinho bem confiável e manutenção barata. Mas obrigatoriamente com AC.

    Leva para todos os lugares e ainda dá pra se divertir bastante. Nas despesas incluiria pelo menos o seguro contra terceiros. Afinal, durango e causar um acidente, seria ainda mais desanimador…

  • Bob Sharp

    Luiz_AG
    Escrevi anos de só penas – sem frangos – com dignidade.(muita)…Turbocompressores duram muito.

    • $2354837

      Sim, não duvido disso. O que duvido é a mão de obra que será colocada para cuidar de um carro turbinado. Nenhum carro é ruim ou dá problema, até que você leva no mecânico. Poucos tem capacidade e paixão pelo que fazem.

  • Bob Sharp

    Luiz_AG
    Assim como não tenho medo de correia dentada, não tenho medo de turbocompressor.

    • Domingos

      Se fosse para ser carro novo, também não teria medo. Sei que saberia cuidar e não faria “espertices” como querer usar óleo errado e depois colocar a culpa da “continha” no carro.

      Usado eu já tenho muito medo de compressor. Por esse mesmo motivo continuo preferindo os motores pré-downsizing (que os japoneses ignoraram até agora e devem continuar ignorando).

  • braulio

    Lista interessantíssima. Prova que mesmo carência monetária não é motivo para refrear o entusiasmo. E “estar falido” descreve uma situação muito mais próxima da realidade (OK, da MINHA realidade…) que um mundo em que dinheiro para carros seja infinito. Muitos carrinhos interessantes e com potencial de tornarem-se ícones estão nessa faixa de preço. Dos não-citados, lembraria do Vectra II, que é espetacular e… da Kombi! Se o cara estiver mal mesmo, só com $15 mil e sem emprego à vista, uma opção é fazer coxinha, pôr numa Kombi e vender em frente de repartições públicas! Se der relativamente certo, o sujeito só precisa colocar os bancos de volta e ir passar o fim-de-semana num programa farofeiro (porem divertido) com a família…

  • Lucas dos Santos

    Se for para economizar mesmo, eu escolheria um Palio Fire ou um Celta!

    São carros antigos, porém fabricados até hoje. Isso significa que eu posso adquirir um modelo com vários anos de uso e ainda assim poderei contar com peças de reposição novas, caso precise – especialmente peças de acabamento, como para-choques, faróis, lanternas etc. em que boa qualidade é fundamental!

    Mais tarde eu faria o possível para dar um trato no visual desses carros – especialmente no interior – a fim de eliminar ou amenizar os aspectos “pé-de-boi” inerentes a esses veículos de baixo custo.

    Não sei se o meu raciocínio está correto ou se estou equivocado em algum ponto, mas intenção seria adquirir um carro usado e mantê-lo com a tranquilidade de um carro zero.

    • Uber

      Eu estou aqui na dúvida entre Fiesta Street e Palio Fire de mesmo ano e o que está pesando a favor do Palio é justamente a idéia parecida com a sua: mais facilidade de manutenção e possibilidade de incrementar o interior, principalmente trocar os bancos caso revestimento e espuma estejam muito detonados. Estou pensando até num banco traseiro bipartido…

    • CCN-1410

      Eu concordo você.
      O carro deve ser simples e precisa ter a manutenção barata e também como você também citou, é preciso ter facilidade em arrumar peças novas. Se a pessoa está quebrada, como ela fará para manter um carro de manutenção cara?
      Sei de alguém que comprou um Omega por R$ 12.000,00, já gastou mais de R$ 6.000,00 para ajeitá-lo e ainda tem mais coisas para fazer na parte elétrica e na lataria.

  • Diego

    Tive um Palio 97 1.6 16v, como primeiro carro. Pra quem sabe cuidar de carros ele é excelente, comforto interno diferenciado de todos os modelos da época, design externo que julgo o mais harmonioso de todos os Palios, e a cereja do bolo, seu motor 1.6 16v com 106CV, que não deixa ninguem passar vergonha. Nessas experiências que você descobre a magia da relação peso x potência

    • Roberto Alvarenga

      Também tive um, igualzinho o da foto, só que prata! Excelente carro. Manutenção fácil, motor bom, ótimo para pegar estrada!

    • Iury

      Esse é bom mesmo.

    • RicardoCWB

      As rodas da Marea Weekend HLX nele seriam o gran finale

  • Bruno Sponchiado Vieira

    Monza tubarão. Foi o que eu fiz. Comprei um por 9, único dono, e deixei quase perfeito por outros três. Agora ando forte, com conforto, equipamentos elétricos e ainda tenho MUITO espaço.

    • Leonardo Mendes

      Esse Monza é um mito no Facebook… hehehehehehe.
      Fala, Bruno!

    • Victor_maravs

      GLS 93? 94?
      Acho a linha Santana/Monza/Versailles um baita custo-benefício também. A questão é só garimpar um exemplar conservado, porque fórum lotado de informação dos pormenores já existe.

    • Leandro Castro

      Fiquei curioso pra conhecer esse Monza! Tenho um também.

  • Domingos

    Todo Xantia era suspensão hidráulica. E até hoje gosto pacas do visual e do carro como um todo.

    Não sei o que o Sergio achava da Ranger, mas pessoalmente não vejo graça em picape (a não ser para trabalho). Faria a troca com um sorrisão no rosto!

    • Victor_maravs

      Domingos, achava a mesma coisa das picapes, até andar em uma Frontier. Diesel, torcuda, 190 cv, tração aonde Deus mandou e uma delícia de câmbio 6-marchas manual… Mudei de idéia!

    • Sergio Pereira Barreira

      Domingos,
      não sinto saudades da Ranger. Hehehehe

  • Domingos

    E ainda falam que estamos num governo do povo…

  • Alexander Arake

    Por favor, façam listas na casa de 35 a 45 que é quanto custa um zero “popular” atualmente.

    Abraço

    • Clayton Marcelo Hoffelder

      Mas colega, para que comprar um popular zero? Necessita mesmo que seja um popular? É que com 45 mil se pode comprar carros com pouco uso, mas melhor motor, é só procurar, e as vezes o seguro é até mais barato.

  • Christian Sant Ana Santos

    Domingo, num feirão perto de casa, aqui em S J Campos, tinha um Uno Fire 2004, 20.100 km, único dono (petroleiro), pneus todos julho/2004, estepe 0-km etc, óleo sintético substituído todos os anos, conforme o proprietário, enfim me deu vontade de comprar, ainda estou. O tal senhor. pede 13.500 (tabela 10.800), mas aceita oferta. Seria, acho, meu vigésimo Botinha, que iniciou em 1986, meus últimos, um 2008 Celebration e um Top III 2010.

  • Mauricio Dias

    Saber os carros que os jornalistas usam e a avaliação que eles fazem dos próprios carros é muito legal, e o fato de ser algo próximo da realidade da maioria dos leitores, torna a leitura mais propensa a ficarmos pensando, avaliando os prós e contras de cada um desses carros. Eu confesso que fico com água na boca de ter um desses carros baratos e mais antigos, mas se o carro for uma necessidade, como é o meu caso (trabalho em regime de plantão, posso ser acionado a qualquer hora do dia e da noite, pego estrada e muito trânsito de dia e de madrugada, às vezes até para outro estado, tudo de carro) eu teria que partir para um carro mais novo possível.

    Por teimosia, fiz um teste: comprei um Gol 1.0 16V 2001 completo. Estava gostando do carrinho, revisei ele todo e, 6.000 km após começar no batente, o motor começou a fumacear. Cotei retífica e os valores ficaram entre 30% e 40% do valor do carro.
    Aí parti para um Focus 1.6 2012, rodei 20.000 km com ele em 3 meses e o gasto que tive (ABS, buchas da suspensão traseira estouradas que comeram a parte interna dos pneus) e o gasto pra se manter esse carro ficou muito mais alto do que a ajuda de custo da empresa. Resultado: parti para o óbvio: peguei um Corsinha hatch 1,4 2012 completinho. Desempenho razoável, consumo de carrinho 1-L e manutenção baratíssima.
    Passo meus momentos livres olhando carros nessa faixa de preço há anos, mas acho que esse tipo de carro é um nicho: quem não precisa de carro diariamente e tem um segundo carro pode se aventurar um carrinho desses, pois se ficar na mão, pode deixar ele parado na oficina.

    • Clayton Marcelo Hoffelder

      Gostei muito dos dois Focus que tivemos e minha esposa também. Aliás, ela e minha filha, acho que estão vivas hoje pela robustez do carro que deu perda total num acidente, elas se machucaram, mas se fosse um carro menor teria sido fatal. É um carro que tem o “vício” de as buchas estourarem com facilidade. Mas todo carro tem um.

  • francisco greche junior

    Juvenal Jorge estou contigo, mas um pouco além, meu Zetec é dos primeiros, 97. Não tem grandes segredos pra manter, eu que sempre inventei melhorias de performance, mínimas, mas sempre que possível. Esse carro me faz ficar no dilema de para qual partir, sendo que meus critérios são: que acelere mais que o Escort, que tenha câmbio manual e, claro, que eu possa pagar. Fica difícil viu, bem difícil…

    • Juvenal Jorge

      Francisco Greche Junior,
      verdade, acelerar mais que esse Zetec no leve Escort, por esse valor, difícil mesmo.

  • francisco greche junior

    Bob, achei legal tua escolha, um amigão meu teve uma dessas há uns 6 ou 7 anos, deixou boas lembranças, andava bem, bonita.

  • CristianFL

    Concordo com o AK. Incluiria o custo de manutenção, peças e facilidade de compra como diferenciador. Assim, RN, dá até para piar no excremento!

  • Yuri Coelho

    Não que sejam opções realmente econômicas, mas acho que daria para apostar num Marea bem conservado, encontra-se facilmente ate à faixa dos 12 mil com motores 1,6 a 2,4 turbo, ou um Vectra G2 também nessa faixa. Agora, se o caso fosse realmente economia, ficaria com um Corsa Wind 2p!

  • Gabriel

    Minhas escolhas são atípicas para muitos, mas são carros que já tive e me atenderam muito bem: Fiat Brava – difícil de achar um em bom estado, porém um carro que não bebe muito, com desempenho aceitável e muito confortável; Citroën Xsara 1,8 ou 1,6 – idem ao Fiat Brava, Peugeot 206 1,4 – Muitos têm medo dos franceses, mas um carro com manutenção em dia não trará grandes dores de cabeça e com os 15 mil propostos acredito ser um dos carros mais novos e completos que se possa achar; Polo Classic também seria uma escolha a levar em consideração. Acredito que a escolha racional mesmo seria um Classic (ou Corsa sedã para os primeiros) com pelo menos ar-condicionado que considero indispensável, não é lá muito bonito, mas é de fácil manutenção e um belo tratorzinho como já comprovei nos carros da frota de minha empresa. Acho que apesar de necessário comprar um carro para economizar em tempos difíceis, é fundamental comprar um carro que dê prazer de dirigir a assim deixar o momento pelo menos um pouco mais fácil…

  • Rafael Ax

    O meu dilema é inverso: tenho há uns anos Corsa 1999 que não dá muito custo e é confiável e as peças são fáceis de encontrar e razoavelmente baratas. Se fosse vendê-lo, não ia pegar nem 10 mil.

    Adquirimos um carro novo na família há uns 5 anos e o Corsa continua lá firme, com o status de 2º carro. Vai continuar lá, se a crise bater forte o carro velhinho e confiável já estará à disposição.

    • Fat Jack

      Não pega $10k mesmo…, sem dúvida alguma mantenha-no e informe da intenção de venda a amigos e conhecidos e anuncie sem “compromisso” pelo preço que acha justo, se surgir um interessado surgiu, se não continue usando…
      (estou em situação parecida com Fiestinha Rocam, nem esquentando a cabeça de vender…)

  • KzR

    Excelente tema! Ótimo para se discutir e ver variadas opções. Dos citados, consideraria todos. Preferência pela 145, seguida da Parati Turbo (esse motor DOHC é bem legal) e do Kadett 2.0.
    Minha sugestões:
    – Se economia e manutenção fosse indispensável, Uno/Palio Fire.
    – Espaço para bagagens, Corsa Sedan 1.0 VHC.
    – Diversão Custo-Benefício: Fiesta ou Ka Zetec, Uno R e Chevette.

  • wanderson

    Eu compraria um 106. E quando a situação melhorasse, colocaria um motor 1600 nele, rs.

  • Állek Cezana Rajab

    AK, “requenguela” eu não conhecia… gostei.
    Acho que caberia nessa lista um Toyota Corolla 98-2002 automático.
    Já tive dois Gols (um 97 G2 CL AP 1.6 MI e outro 2004 G3 1.0 EA111) e os adorava. Assim como o JJ gosto de deixar meus carros dignos de serem guiados, sem ser “requenguela”. Na hora de vender, foi muito rápido, pois estavam muito bons de tudo, sobretudo de mecânica. O desconforto deles que me levou a vendê-los e comprar, depois de uma pesquisa longa entre 5 modelos (Corolla, Gol G3 Power com mais conforto, Parati G3, Palio ELX G3 e Clio) um Corolla 99 automático. Paguei R$ 13.000 e estou adorando o carro. Em boas condições, muito confortável, estável, esperto e relativamente econômico.

    • Fernando

      Gosto dessa geração do Corolla…

      É pequeno, visual externo e interno simples e contido, muito durável, econômico e pouco visado. Muita gente acha feio, mas como beleza não se põe na mesa, eu não acho e assim acho um carro ideal para quem busca um carro visando a razão nesta faixa de preço.

      Uma pena é que de tempos em tempos eu sempre vejo anúncio deles, e parece que o preço deles parece ter subido, você fez um bom negócio pegando um bom por este valor.

      • Állek Cezana Rajab

        Obrigado amigo. Também gosto muito desse modelo do Corolla. O preço foi em razão de ter algumas coisinhas para fazer, como a suspensão…

  • Domingos

    Até hoje o Vectra é muito bonito mesmo. Um nacional que vai ficar para sempre e que espero que vire clássico em breve, pois merece.

    O Corsa não tinha espaço ruim não, ao menos o 4 portas achava bem espaçoso. O 2 tinha o teto mais baixo.

    Enfim, alguma coisa geralmente se compromete no aperto. No caso do Corsa, para quem for muito grande, seria isso…

    A questão da gasolina realmente pesa nos antigos também, ainda mais sendo carros já bem rodados que podem quebrar com o esforço extra da gasolina com 27% de álcool.

    Nesse caso uma conversão para álcool pode ser interessante, caso o carro já precise mexer no motor.

    É um ponto bem lembrado… O governo basicamente inviabilizou carro gasolina, o que deixa mais sem opções ainda quem está com pouca grana.

    Dos Escorts, a manutenção era baixíssima mesmo. E não era tão cara assim – me parece que é bem menor que o gasto num Focus, por exemplo.

  • Domingos

    Verdade isso. Muitos carros os usam cada vez mais finos também. Embora não quebrem, é bem ruim para isolamento de ruídos.

  • Domingos

    O Zetec 1.8 tinha manutenção próxima do zero, não sei de onde veio essa de ser um motor complicado ou caro de manter.

    Mas o Rocam é mesmo mais fácil e barato.

    • Antônio do Sul

      Só pode ter vindo de dono relaxado. As bandejas da suspensão dianteira eram o único ponto fraco desses últimos Escort. Claro que se você pegar um que esteve em mãos de um dono relaxado e tiver algum problema com o motor Zetec, a conta vai ser mais alta pelo fato de o motor ser mais sofisticado e importado, além de ter menor disponibilidade de peças.

      • Domingos

        Olha, tive 2 desses em casa. Um câmbio longo e outro câmbio encurtado (o primeiro, ainda não tão curto, um carro delicioso tanto na cidade como na estrada).

        O cambio longo era um pouco chato de dirigir no trânsito, mas era econômico como um carro 1.0 e tinha uma final bem forte.

        Na época meu pai não ligava muito para a manutenção, os carros básicamente só trocavam óleo e não eram mal tratados. Nunca fomos de jogar em buracos, colocar gasolina ruim etc.

        Mas como eu ainda não dirigia, ao menos não oficialmente, e era eu quem tinha mais interesse nisso, a manutenção era bem o básico do básico.

        O câmbio longo foi trocar filtro de gasolina já com mais de 50 mil KM e filtro de ar também. Não trocou velas, não trocou nada. Uma vez um burrinho do freio e amortecedores meu pai trocou porque cismou que estavam ruins.

        Nunca tive problemas, nem de bandeja. Únicos incidentes foram a necessidade de apertar uma braçadeira e o mais velho deles precisou trocar o sensor de rotação uma vez.

        A infelicidade era a rede da Ford, que abusava. A troca do sensor virou troca da válvula da lenta e quase virou uma troca de sonda, até a hora que batemos o pé que o problema tinha sido diagnosticado e pago e finalmente trocaram o sensor de rotação e nos deram as peças velhas.

        Estavam tentando empurrar a sonda e acredito que o atuador não teria sido necessário…

        Enfim, foram carros que usamos muito tempo e muitos quilômetros com pouco cuidado e deram próximo do zero de problemas e manutenções.

        O que deu foi na maioria enganação desnecessária…

        • Antônio do Sul

          Aqui em casa, tivemos um GL 97. Ficou conosco por ótimos 67.000 Km e quase 7 anos de convivência. Andava mais do que muitos 2 litros da época e era mais econômico do que muitos 1.6, o que provavelmente era propiciado pelo câmbio longo. Em viagens, era uma delícia esticar, nas ultrapassagens, a terceira até os 150 Km/h.
          Únicos problemas que tivemos: as bandejas da suspensão dianteira tiveram que ser trocadas aos 62.000 Km (a frente do carro chegou a arriar um pouco), e a junta da tampa de válvulas que frequentemente apresentava vazamentos. Fora isso, só manutenções preventivas.

  • Victor

    Me incomoda também esta questão, sem falar no rodinho de pia em que se transformaram os limpadores!

  • Ricardo – Vitória ES
    • Domingos

      Finalmente!

    • Bob Sharp

      Ricardo
      Essa é para soltar rojões!

  • AlexandreZamariolli

    Lindo carro, Leandro. Parabéns.
    O meu era a álcool, com injeção EFI. Fazia 5 km/l na cidade, mas, em compensação, andava a 160 km/h como se fosse a coisa mais natural do mundo…

    • Leandro Castro

      Obrigado Alexandre! O meu é gasolina, visto que não saiu MPFI a alcool! Ele faz uma média de 8 por litro na cidade, e na estrada, a até 120 km/h, faz 13/14km/l. E, ele anda sossegado a 160!
      Curioso é que, o que você teve, por ser a alcool, tem a mesma potência original do meu MPFI Gasolina!

  • Rogério Ferreira

    Dificuldade em acessa o Ae nos últimos dias, não sei se o problema foi aqui ou aí… de qualquer forma, assino embaixo na lista, o Escort SW, é um carro sensacional, e hoje é adquirido por menos de 10.000, problema e achar uma em bom estado… Anda muito, gasta pouco. O Kadett também, e muito, bom, a Ipanema, ainda melhor. Mas se tivesse com a grana curta, optaria, hoje, por um 206 1.4, carro que já tive e sei o quanto e bom, ou então um Mille Fire Economy, ou ainda uma Palio Wekeend de 2000 a 2003, com o excelente motor Fire 1.3 16v.

  • CCN-1410

    Bem, já que estou atrasado neste papo e provavelmente só irei ler os comentários mais tarde, de todos, eu fico com a opinião do Arnaldo. Acredito que foi a opinião mais sensata, sem, é claro, querer desmerecer os demais.

  • Cristiano Reis

    Ka da primeira geração.

  • Rodrigo

    Parabéns pela matéria!! Acho que esse formato de matéria coletiva muito interessante, e cativante. Muito legal mesmo! Sugiro que vire uma série, em que abranja os dez melhores até 20 mil, 25, 30, e por ai vai..

    Eu iria tentar encontrar um Sentra 1.8 GXE 2005 que se bem chorado acho que se encontra por 15 mil, ou então teria um revival com um 206 , só que dessa vez na versao SW ao invés da hatch.

  • Leo-RJ

    Excelente postagem!

    Acho que ficaria com o Fiesta Street também!

  • Renato Castanho

    Parabéns pela matéria equipe! Aparecerem ótimas opções. Gostei também das grandes dicas do Arnaldo. Bem adequadas ao momento que estamos passando no país. Bom aperto de cintos-de-segurança e boas aceleradas para todos os leitores (de leve para não gastar muito combustível)! Abraços.

  • Bob Sharp

    Ronaldo
    Tudo bem, você fez uma ótima compra ao que parece, mas essa matéria não trata de lista, mas o que cada um compraria até R$ 15 mil. Mas agradeço sua participação.

    • Oi Bob, realmente, mas considerei a matéria como uma lista, pois inclui vários carros que eu mesmo cogitei comprar quando perdi o Palio, mas com certeza, se eu tivesse R$ 15 mil sobrando hoje eu compraria um outro Focus, só que hatch dessa vez, pois como falei, acha-se ótimos exemplares dele nessa faixa.
      Abraço!

    • Michel

      Bob Sharp, o que você acha do Peugeot 306 Rallye 1.8 16v?

      • Bob Sharp

        Michel
        Sempre que alguém me faz essa pergunta em público a resposta é “Não existe mais carro ruim”, portanto esse é bom.

        • Michel

          Por que não existe carro ruim? rss Por que cada carro tem seu “público”?

          • Bob Sharp

            Michel,
            Numa indústria que já tem 127 anos como a automobilística, é de se esperar que tenham aprendido a fazer automóvel. O avanço nos últimos 50 anos foi notável, e é exatamente por isso que afirmo não haver mais carro ruim. Todos, sem exceção, são bons. O que você tencionar comprar ou qualquer outro.

        • StraussBeker

          Vou lhe apresentar uma lista de carros chineses então…

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Se eu não tivesse necessidade de espaço, Ka XR 1.6. Como tenho, a Xsara Picasso do meu irmão serviria bem.

  • Bob Sharp

    Cristiano
    Mas vale a pena arriscar. Nada como ar-condicionado no carro. Prefiro viajar num Celta com ar-condicionado do que num BMW 328i com o equipamento quebrado. Que não fizer questão de ar-condicionado, que não compre..

    • Cristiano Reis

      Bob, eu quis dizer que você não escapa de problemas em um carro 0-km de maneira geral (eu já tive, meu pai já teve), e por incrível que pareça, citei isso devido um conhecido ter problemas num Voyage comprado em dezembro justamente no ar-condicionado e no porta- malas que não abre direito.

  • Bob Sharp

    ccn1410
    Agradeço o “sem querer desmerecer os demais”, mas a pauta era “Qual carro?”.

    • ccn1410

      Tudo bem, mas eu penso que quando se está na pindaíba, o melhor carro é o mais barato e o que tem o menor custo nos reparos. É que quanto menos gastarmos na compra do carro e em sua manutenção, mais cedo sairemos do apuro. Consequentemente, em pouco tempo poderemos adquirir o carro que desejarmos.
      Valeu!

      • StraussBeker

        Chegou atrasado, mas foi o mais sensato…

        Parabéns!

  • Antônio do Sul

    Eu gostaria muito de ter um 4100 com câmbio manual e teto solar, mas aí não poderia ser um carro de uso diário. E sobre os custos de algumas peças, você está certo, realmente. Há alguns anos, um amigo meu tomou uns guaranás a mais e bateu o seu Omega CD 4100 em um placa de sinalização. O estrago não foi muito grande, mas só o condensador do ar-condicionado, novo, sairia por R$ 6.000,00. Como o carro valia, à época, em torno de R$ 15.000, 00, foi perda total.
    Em relação ao Omega de 4 cilindros, no caso de peças não intercambiáveis com outros modelos da GM, o “endilmado” pode, sim, levar alguns sustos. Se for encarar, tem que ser um carro muito bem conservado.

  • Domingos

    A Amarok também é uma delícia de dirigir, com câmbio manual também. Porém obviamente são veículos bem inadequados para a cidade, sendo as mais antigas (como a Ranger) coisas muito ruins de curva.

    O Xantia em comparação é bem mais ágil…

  • Lucas Sant’Ana

    Ficaria com o Celta ou o Classic 1-L, sendo que alongaria o câmbio com o diferencial do Celta 1.4 de 3.94:1 assim ficaria parecido com o câmbio do Corsa Wind 1.0 girando em 5ª a 120 km/h a 3.500 rpm para economia em estradas, com a vantagem de o classic ter 78 cv, 28 cv mais do que o Wind.

    • Rogério Ferreira

      Eu sempre quis fazer isso, tive um Corsinha EFI 95, e depois um MPFI 97, e dois Celtas… Eles nunca precisaram daquele câmbio curto.

  • Diego

    E com o preço bom também, custando de 7 a 10mil.

  • Domingos

    Tive exatamente o mesmo modelo! Com para-choques pretos, que acho que só no modelo 97/97 ou no 98 entraram para o GL.

    Ficamos com ele por quase 80 mil KM e 8 anos.

    Agora que você falou, lembro que era freqüente a junta vazar óleo. Trocamos uma vez mas logo voltou a vazar.

    Talvez por isso mudaram de uma vez a tampa de válvulas para material plástico nos Focus com o mesmo motor…

    • Antônio do Sul

      O nosso, na mesma semana em que foi retirado zero Km, foi mandado a uma oficina de chapeação para pintar os para-choques…

  • Bob Sharp

    Cristiano Reis

    Concordo com você que não se livre de defeito num carro zero-km, mas acho que incidência é bem pequena. E tem aquele negócio, tem cara que é pôr a mão e estragar alguma coisa. Tenho tido sorte na vida quanto a isso.

  • StraussBeker

    Monza fez falta na lista…

    • Bob Sharp

      StraussBeker
      Não fez falta, e sabe por quê? Essa matéria não era uma lista, mas o que cada editor compraria tendo até R$ 15 mil para gastar. Ninguém escolheu Monza, apenas isso.

      • StraussBeker

        E verdadeiramente… o que mais faz falta é a liberdade de opiniar…

      • Ricardo Kobus

        Bob, bom dia!
        Essa Parati de 130 cv que você mencionou era motor AT 16V ou EA-111 16V?

  • Bob Sharp

    StraussBeker
    Ainda está nessa de carro chinês ser ruim? Aconselho-o a rever esse conceito.

  • Bob Sharp

    StraussBeker
    Acha isso mesmo? Nunca leu os milhares de comentários? Você não verbalizou sua idéia. Se você tivesse escrito, por exemplo, “Se fosse eu, tentaria achar um Monza.”, perfeito. Agora, escrever que “Monza fez falta na lista”, e seu tivesse concordado que fazia, então eu estaria indo contra o teor da matéria, que é os editores, todos autoentusiastas, dizerem que carro comprariam se só tivessem até R$ 15 mil para isso devido a um aperto financeiro de qualquer natureza. Esclarecido?.

    P.S.: acabo de ver seu comentário anterior:
    Bob Sharp, De qualquer maneira, fica uma lista “divertida” de se ler (passar o tempo), pois não corresponde a realidade da maioria das pessoas, ou o site não é voltado a elas?;)</i.
    A minha resposta acima o responde igualmente. Por isso não há necessidade publicá-lo.

  • Christian Govastki

    Ainda tem umas raríssimas SW com teto solar, que reza a lenda foram fabricadas na Alemanha e não na Argentina.

  • ccn1410

    Obrigado!

  • Michel

    Acabei de entrar para o seleto grupo de apaixonados pelos PSA… comprei o francês Peugeot 306 Rallye 1.8 16v, com 112cv, impecável! (não é esse da foto, mas a cor é a mesma!)

  • Ricardo,
    EA111 duplo-comando e 16 válvulas.

  • Leandro Magon

    Coloca aí o Corolla LE AT1993 em diante até 1997 veludo com airbag e ABS. Além do que o colega abaixo já colocou também o Corolla 1999 a 2002 AT Mulherada após dirigir carro automático que não morre e não vai para trás nas subidas nunca mais quer saber de carro manual (minha esposa me diz isso) custando +/- uns 10 a 15 mil o 1º e uns 15 a 22 mil, o 2º carro.Honda Fit também é um bom carro e indico. Tenho visto alguns de 15.000 em diante vendendo.Abraço.

  • RicardoCWB

    Me diverti bastante com o post nesse formato, e ficaria feliz se surgissem desafios mais específicos… Luxo até 15k, 15k na mão de um gearhead… Topam? Estou de olho num accord 95 e um Passat 2.0, ambos de precedência!!

  • Sato Trebizonte

    Compraria um Corsa automático muito bem conservado.

  • MAO

    Leonardo, tive um desse. É raríssimo, coisa de 200 1,6 litro foram fabricados.

  • WSR

    O Civic é boa compra se o donos antigos fizerem o dever de casa corretamente: troca de óleo e líquido do arrefecimento no prazo certo conforme indicado no manual. O que tem de gente aí colocando água de torneira sem aditivo algum, não tá no gibi. Meu irmão foi um “sorteado” que pegou um Civic assim e teve que gastar perto de 9 mil reais na retífica do motor. Óbvio que a manutenção preventiva de todo carro deve ser feita, mas parece que o sistema de arrefecimento do Civic é menos tolerante ao jeitinho brasileiro, rs.

  • WSR

    GNV, para mim, só vai bem com injeção monoponto ou carburador. No caso da monoponto, as chances de estragar o bico são menores por estar “longe” do coletor/cabeçote, se comparado à multiponto. E carburador tem a vantagem de ser brinquedo de final de semana na mão de um autoentusiasta, rs.