AUDI RS 4 AVANT E BMW 328i TOURING E36, DUAS PERUAS BEM DIFERENTES

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Algum tempo atrás eu e o PK fizemos um passeio com um BMW 320i novinho e a minha perua 328i 1996. Neste passeio, falamos das experiências de andar em ambos os carros, e notamos que, apesar do carro moderno ser melhor em tudo objetivamente, e ser realmente bem divertido de dirigir, subjetivamente perdia para a perua. Claro que o ambiente ajudava: uma estrada cheia de curvas, vazia, em um dia ensolarado, não podia ser lugar melhor para a peruinha. Seu motor seis-em-linha é mais vocal e excitante, seu câmbio manual traz uma conexão intensa com o ato de dirigir. O carro moderno era mais rápido nas curvas, mais seguro e benigno, mas velocidade pouco importava ali. Garanto que se avaliássemos ambos em uma semana de uso normal da cidade nunca preferiríamos o carro velho, mas ali, naquele lugar, ele era positivamente o mais divertido! É só ver o vídeo desse dia no nosso canal do YouTube, e ouvir o som do escape dos dois, para entender: o som do escape traduz perfeitamente a diferença dos dois carros.

Depois disso tive oportunidade de fazer alguns passeios com BMW 328i modernos, tanto GT quanto sedã normal, e os carros continuaram a me impressionar sobremaneira, mais potentes e equipados que são comparados ao 320i, mas mantendo toda a fantástica capacidade de andar rápido em qualquer situação que experimentamos naquele dia. Mas ainda acho que o resultado daquele dia seria o mesmo, mesmo com o mais potente 328i Activeflex.

 

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320i Activeflex e 328i Touring E36, juntos

Mas recentemente acabei por involuntariamente comparar de novo minha velha perua a um carro mais novo, muito diferente dela, mas de certa forma também parecida. A Audi RS 4 Avant azul avaliada pelo Bob recentemente. Involuntariamente porque para chegar nos locais onde estava a RS 4 usei minha perua, que é meu carro de uso diário. E depois de um dia andando com a RS 4, sair dela e rodar mais 100 quilômetros na 328i faz a gente, querendo ou não, comparar.

E também filosofar. Sou conhecido por praticar este esquecido esporte mental, o de elucubrar sentidos ocultos e relações tênues em teorias malucas. Mas como não fazê-los aqui? A minha peruinha e a RS 4 estão na mesma categoria de tamanho (série 3/Série C/ A4), apesar de serem de épocas diferentes. Ambas são representantes bem emblemáticos de duas escolas de prazer ao volante: a antiga, que prega controle total do carro sem intervenção nenhuma entre o homem e a máquina, e a moderna, onde tudo é automatizado e seguro, cheio de babás eletrônicas e computadores que operam câmbio, freio e acelerador à sua revelia, mas compensam isso com velocidades incríveis com toda segurança.

Tradicionalmente, sempre fui um cara meio avesso a qualquer intervenção eletrônica em meus comandos. Acelerar mandando um pedido a um computador, que depois traduz minha necessidade em abertura da borboleta e comanda o componente, sempre foi algo que me apavorava (hoje muitos nem borboleta tem, mas nem vamos entrar nesse assunto…). Me sentia dominado pela máquina, me sentia um protagonista de Asimov, traído por máquinas melhores que eu mesmo, que me protegem de mim mesmo para meu próprio bem, privando-me também de minhas vontades no processo.

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E ainda penso que, talvez, estejamos indo longe demais e deixando as máquinas nos controlarem. Mas como isto não é uma matéria do AAD, não irei muito além neste assunto. O fato é que, por muito tempo, estes computadores com quem dividíamos o controle do carro eram usurpadores vis e ignóbeis, tomando o controle para si de forma obstrutiva, desrespeitosa, inesperada, e com isso se tornando na melhor das hipóteses carros desagradáveis e, na pior, desprezíveis. Certa vez andei num suve com um V-8 de mais de 300 cv em uma pista fechada e ele simplesmente matava o acelerador em toda curva. Você pisava esperando soltar um pouco a traseira, e nada acontecia. Era como se desconectassem o acelerador do motor momentaneamente. E o controle de tração culpado por isso não podia ser desligado. Terrível, maldoso, inaceitável.

Como o veículo era praticamente incapaz de produzir uma morte gloriosa num rastro de fogo que poderia ser visto da estratosfera (ou, mais humildemente, um pouco de sobresterço controlado para contornar a curva mais rápido), tive ganas de queimá-lo numa grande pira em homenagem aos pilotos de rali mortos em 1986, que Deus tenha piedade de suas almas pecadoras. Mas refreei meus instintos cerimonialistas pagãos e tentei perdoar os responsáveis por aquela atrocidade. Perdoar é divino, não podemos esquecer.

Na verdade, toda vez que experimentava estes robozinhos, de câmbios automáticos de várias formas a ABS e acelerador sem cabo, saía extremamente frustrado. Simplesmente nada funcionava bem. E se por milagre funcionava bem em direção tranqüila, o passo seguinte de colocar a faca entre os dentes e dirigir mais rápido terminava em frustração, às vezes xingamentos, e em outras vezes, sentimentos piromaníacos.

 

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Mas isto tudo mudou, sabemos. Hoje tudo funciona maravilhosamente bem com comandos robotizados. Sem entrar em questões filosóficas sobre a realidade robótica de criar máquinas melhores que nós mesmos (que existem e são importantes, mas deixo para outro dia), os comandos eletrônicos hoje funcionam de uma forma tão perfeita que torna impossível criticá-los. São muito melhores, em todos os sentidos lógicos e mensuráveis, que os que substituíram. E o mais legal: agem invisivelmente, sem serem percebidos, às vezes denunciados apenas por luzinhas no painel.

Mas ainda assim naquele dia preferimos a minha perua, com cabo de acelerador e direção assistida hidraulicamente, e aquelas duas coisinhas cultuadas, hoje quase extintas: um pedal de embreagem e um câmbio manual. Preferimos não só porque o motor fazia um som mais correto, e parecia menos elétrico. Preferimos porque andar com a perua ali era um exercício de gerenciamento da aderência disponível e, muitas vezes, de controle sobre o carro depois que ele derrapa. Isto é o que tradicionalmente é o Graal do entusiasta: derrapagens controladas pelo acelerador, principalmente com a traseira tracionada para fora da curva. A perua vivia de lado, e o 320i tranquilão lá na frente, só contornando tudo sem drama. O carro mais rápido e eficiente era o mais chato. Estamos loucos? Claro que não. É um sentimento bem comum num carro moderno.

É por isso que muita gente ainda prefere carros antiguinhos, e é por isso ainda temos carros como o Mazda Miata e o Toyota GT86, carros que, em espírito ao menos, emulam coisas mais antigas, e são maravilhosos exatamente por isso.

 

Audi RS 4 Avant 07 AUTOentusiastas  AUDI RS 4 AVANT E BMW 328i TOURING E36, DUAS PERUAS BEM DIFERENTES Audi RS 4 Avant 07 AUTOentusiastas

Mas aí entra a RS 4 na história. A primeira coisa que você tem que saber sobre a RS 4 é que ela combina uma peruinha Audi com tração integral quattro com motor e câmbio que não fariam feio em um Ferrari. Um V-8 com 450 cv a estratosféricas 8.250 rpm, acoplado a um câmbio robotizado de dupla embreagem e sete marchas. A segunda é que é um carro de 2015, no sentido de que realmente toda a tropa de robôs-guardiães indispensáveis a um carro moderno faz tudo certinho. Mas certinho mesmo, os carinhas acertam exatamente tudo que você quer que eles façam. Em modo sport automático, você chega perto da curva e freia, e ele joga marchas para baixo fazendo punta-tacco para você. Na hora certa, 10x mais rápido que um Senna inspirado. Dá até medo, uma sensação de que os alemães finalmente aperfeiçoaram a leitura de mente e colocaram algum dispositivo lá. Talvez exista um alemão neste momento escondido nos Alpes bávaros lendo o download do meu conteúdo cerebral para estudo futuro. Coitado.

A segunda coisa que você tem que saber é que ela opera num plano de habilidade dinâmica tão superior ao da minha peruinha que chega a ser impossível de comparar. Com pneus enormes, freios idem, tração integral permanente, e suspensão sofisticada, tem uma margem de segurança de aderência inacreditável no seco. Os carros normais se tornam ridiculamente inábeis, parecem tão débeis em sua capacidade de manter altas velocidades de forma segura que parecem bicicletas, estas arcaicas fugitivas de 1880. E o mais incrível: chuva não afeta em quase nada toda esta aderência. Incrível.

As vezes penso que é mágica. Ou tecnologia alienígena. Leitura de mentes e revogação da física. Deixaram só inércia dentro do carro para nos enganar melhor.

 

Audi RS 4 Avant 15 AUTOentusiastas  AUDI RS 4 AVANT E BMW 328i TOURING E36, DUAS PERUAS BEM DIFERENTES Audi RS 4 Avant 15 AUTOentusiastas

Uma coisa que tenho que mencionar também: a evolução dos pneus. Não há muito tempo atrás, pneus de perfil tão baixo ou seriam impossivelmente duros, ou rasgariam três vezes por km, ou ambos. Hoje são macios e absorventes, além de extremamente aderentes, com sol ou chuva. Não ando muito contente com a minha escolha de pneus para a minha perua (Yokohama), por serem meio durinhos e sem dar mais aderência de volta. Na verdade, pneus de tecnologia atual para a medida 205/60 R15 não existem mais, e as opções são reduzidas. Vou precisar fazer um upgrade para aro 17 com pneus perfil 40, para, incrivelmente, por conta de pneus mais modernos, ter mais aderência e conforto numa tacada só.

 

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Mas, voltando à RS 4, a pergunta é: mas e aí, só aderência e motor… Vai dizer de novo que é chato? A resposta a esta pergunta é condicional. Eu tenho que dizer aqui que a inércia é minha lei da física preferida. E gosto realmente de andar rápido, principalmente se com segurança e controle total sobre o carro.

Então para mim o carro não é nada chato. Mas não mesmo. Achei fantástico na verdade. Fabuloso. O som que emana daquele motor em carga plena é sensacional, devia ser adotado oficialmente como o grito de acasalamento do macho humano adulto, e vem acompanhado de uma subida de giro super-rápida, e um empurrão contra a cadeira que deixa qualquer um feliz. As marchas são engolidas por um câmbio rápido e positivo, e se você tentar trocar você mesmo vai acabar batendo no limitador; melhor deixar a caixa sob seus próprios desígnios. O carro é vocal, girador e suave acelerando, a trinca de adjetivos que é o que realmente importa para se gostar de um motor.

E em curvas, o limite da velocidade que você vai fazer está em você e não no carro. É simplesmente ultra-aderente, neutro e benigno. Isso normalmente soaria como chato para muitos, mas confesso que para este viciado em velocidade e inércia, é nirvana. Um motor maravilhoso, uma caixa idem, toda segurança do mundo nas curvas e freios de tirar os olhos de seus soquetes. Numa perua. O que mais alguém pode querer?

Aparentemente, derrapagens. Embora tenha sido fisgado por esta combinação incrível de motor, aderência, conforto e segurança, o PK, por exemplo, já não. Ele prefere ter sua diversão a velocidades mais baixas, da forma tradicional, explorando os limites de carros menos capazes mas mais benignos após o limite. E sei que ele não está sozinho. Eu mesmo já rezei muito para este credo.

Mas hoje estou convencido de que são duas coisas totalmente diferentes. Adoro meus passeios sozinho na 328i velhinha. Mas eu realmente poderia viver com uma RS 4 bem feliz, obrigado. O pessoal julga que, como se anda mais rápido no Audi para se divertir com ele, automaticamente corre-se mais riscos. Eu acho justamente o contrário. A RS 4 tem tanto freio a mais, tanta estabilidade a mais, tanta margem de segurança em seu fantástico pacote dinâmico, que é muito mais difícil se meter em encrenca, mesmo andando muito mais rápido. Bem mais seguro, a velocidades bem maiores, sempre.

 

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Um exemplo bem legal e real: sábado passado vim com a RS 4 de Araçariguama para São Paulo pela rodovia Castello Branco, debaixo de muita chuva, com o Milton Belli. Viemos na boa, no limite da rodovia, mas na saída dos pedágios acelerava com força, e sem drama algum o carro ignorava o chão molhado e acelerava reto, sem desvio, sem nem deslizar pneu algum. Deixei o carro na Audi em São Paulo e voltando pelo mesmo caminho na Castello, com a minha BMW 328i, comecei a pensar: acho que o PK está certo. Aqui andando nessa estrada, meu carro velhinho é tão bom quanto a RS 4. Silêncio, conforto, motor bom, forte e vocal quando preciso… Só andando realmente rápido em curvas ia gostar mais da RS 4 e mesmo assim a BMW é legal lá também, de uma forma diferente. Aqui, tanto faz… E a direção da BMW, como é leve e precisa! A direção da Audi é comparativamente muito pesada e sem vida, se bem que extremamente eficiente em variar peso para manter o carro reto.

E foi pensando isso que diminui para os regulamentares 40 km/h para passar pela cancela de pagamento automático do segundo pedágio, depois de Jandira. Quando a cancela abriu, fiz algo que fizera repetidas vezes sem medo naquele dia molhado com a peruinha Audi de 450 cv: cravei o pé para sentir um pouco a deliciosa aceleração… mas eu estava na velha 328i e não na RS 4. Na hora a traseira bagunçou (molhado pacas o chão) e quase fui parar no muro. Ops!

Deleta tudo. Eu quero uma RS 4 para mim. Ah, como quero!

MAO

Fotos: Paulo Keller

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Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

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  • ccn1410

    Quem vê, logo nota que o carro é bom. Quem lê, pode pensar que é o melhor do mundo.

    • Leandro

      E quem tem condições de comprar, vai ter certeza de tudo isso! kkkk

    • Mingo

      Hoje, o supra-sumo da tecnologia automobilística. Amanhã, abandonado na rua porque o 2º dono não conseguiu nem trocar um módulo de controle do motor…

      • Mr. Car

        É por isto que nunca me meti a comprar “aquele importado de luxo usado sensacional” por preço de banana. Comprar é uma coisa, manter é outra. Para se deteriorar nas minhas mãos, prefiro que alguém que possa bancar a manutenção e o preservar como merece ser preservado, compre. Vontade não faltou: Alfa-Romeo 164 24v, Dodge Dakota R/T, Ford Taurus (o quadradinho, óbvio, he, he!) e até mesmo coisa mais recente já ao alcance do bolso, como o Ford Fusion. Mas se não faltou vontade, sobrou consciência.

        • Ilbirs

          Por isso que gosto da abordagem dos carros japoneses: eles costumam ser tão ou mais sofisticados que carros de luxo, mas incrivelmente mais fáceis e baratos de serem mantidos, não só porque os fabricantes fazem questão de haver peça de reposição para modelos mais antigos (talvez como forma de mantê-los como marketing involuntário da marca por estarem rodando firmes e fortes) como também essas peças costumam ter preço que não é tão exorbitante assim.

        • Domingos

          Acho bonita essa atitude, inclusive apostaria mais que a pessoa que age assim tem mais condições financeiras que o manolo que compra o carro de qualquer jeito e depois se “finge de rico”.

          Porém, alguns dos que você citou aí podem serem mantidos inteiros com não tanto dinheiro assim – ao menos se não for usado no dia a dia :).

        • Rafael Malheiros Ribeiro

          Mr. Car, meu pai tem um BMW 320i (E46) ano 2002 desde 0km, hoje com quase 150.000km. Fazendo a manutenção regular preventiva, os poucos defeitos apresentados em 13 anos foram corrigidos com peças originais, com preços similares a carros nacionais em alguns casos. Nada assustador. Economicamente falando, o fato de apresentar pouquíssimos defeitos é mais vantajoso do que se tivesse mais defeitos e as peças fossem baratas. E subjetivamente falando, o prazer nestes 13 anos foi barato…

      • Lorenzo Frigerio

        Acho que esses carros são suficientemente raros para virarem colecionáveis. Já as A4 comuns, o destino é o desmanche.

      • CCN-1410

        É verdade. Li que os freios de cerâmica do Porsche Cayenne custam a bagatela de R$ 70.000,00.

        • Thiago Teixeira

          Me deparei com um A4 2002 na Denso aguardando um compressor de ar-condicionado novo. Por apenas 14 mil reais. Tem 4 meses que ele esta lá.

        • Domingos

          Bom, mas isso é com todo carro com freio de cerâmica. E declaram que os discos duram muito, muito mesmo.

          Provavelmente nunca vão serem trocados na vida-útil do carro, a não ser que haja uma batida ou algo assim.

      • Gustavo73

        Outro dia vi um M3 da primeira série importada para cá. Sem um retrovisor, pára-choque rachado, pneus remold carecas e pára-brisa trincado. Foi triste ver um carro daqueles assim.

  • CorsarioViajante

    Ahaha gostei muito do texto, honesto e com coragem de quebrar dogmas. Realmente a tecnologia leva um tempo para ficar boa, e parece que agora as assistências estão começando a ficar na medida. Muito bom.

  • Roberto Neves

    Asimov, “grito de acasalamento do macho humano adulto”… Genial, meu caro!

  • Ilbirs

    MAO, volto a ter uma curiosidade que não chegou a ser respondida sobre sua 328i Touring: no vídeo com o 320i F30 falam que você instalou amortecedores Bilstein, mas a altura livre do solo parece normal. Logo, fico com a impressão de que você acabou fazendo uma “retropicalização” com o fim de tornar a perua mais firme no solo e menos propensa de a frente atingir o chão caso as molas não deem conta. Estou certo quanto a isso?
    E já que você falou que está com dúvidas em relação a pneus 205/60 R 15, acabei dando uma olhadinha por aqui e vi que há uns que podem interessar, ainda mais considerando que a perua continuaria com a vantagem de ter um belo ombro protegendo as rodas de impactos: Barum Bravuris 2 em medida 205/60 R 15 91V TL (índice de velocidade até 240 km/h). Já usei pneus Barum em um Corsa que tive e gostei bastante do produto (tinha rodar silencioso, bom escoamento de água e aderência a toda prova). Na marca-mãe Continental, tem o ContiPremiumContact 2 na mesmíssima medida e índice de velocidade do Bravuris 2. Na Pirelli, há o Phantom com medida 205/60 R 15 91W (índice de velocidade de 270 km/h). Curiosamente, o fabricante italiano também tem Scorpion nessa medida, mas índice H (210 km/h). Já na Goodyear há o Eagle Excellence Aquagrip com índice de velocidade V, enquanto a Bridgestone tem o Potenza igualmente V. Na Michelin nada achei, mas na Kumho há o Ecsta SPT com índice V, o Ecsta HM com índices de velocidade V e W, o Solus KH17 com índice V, o o EcoWing ES1 com índice V. Logo, provavelmente você ficaria com o Phantom ou o Ecsta HM de índice de velocidade W se formos pensar no maior disponível para essa medida e dando aquela margem de segurança boa.

    • Victor De Lyra

      Esses Continental Contipremiuncontact são maravilhosos, tenho deles de perfil baixo no meu carro. São confortáveis e silenciosos, agarram muito e agüentaram 2.000 km rodando por estradas esburacadas com uma bolha com rasgo. Valem o preço a mais que se paga.

      Ressalva: Duram bem menos que os Pirelli Phantom (esses agarram bem e são bons de chuva, mas duros demais e um tanto barulhentos)

    • MAO

      Ilbiris,
      Molas originais e amortecedores Bilstein mais duros. Desta forma, altura original.
      Tenho muitos amigos com E36, e nós, coletivamente, já experimentamos quase todos estes pneus que você listou. Eu resolvi, por sugestão de um amigo da indústria, a experimentar os Yokoama. Nenhum é ruim, mas hoje é medida que não tem pneu de alta performance. Antigamente existiam Michelin Pilot sport, e outros, que eram muito melhores, mais aderentes e ao mesmo tempo com um rodar mais macio. Os meus são ótimos, mas não são suaves como por exemplo um Kuhmo KH17 (Landau-like, passa do ponto).Tem que fazer upgrade hoje para conseguir o que quero…
      E tem uns índice W aí em cima que são péssimos…duros e sem grip.
      MAO

  • Matheus Ulisses P.

    Como apreciador das peruas, respeito muito a RS 4, mas se tivesse essa grana toda iria de Volvo V60 Polestar. Sei lá, talvez seja pelo meu favoritismo pelos Volvo…

  • Jairo Evaristo

    Um V-8 girador e uma dinâmica bem afinada devem render bons sorrisos!

  • Mr. Car

    Vinte anos a mais de tecnologia (e tecnologia alemã, ainda por cima) falaram mais alto. Falaram, não: GRITARAM! He, he, he!

  • Christian Bernert

    Ótimo texto MAO. Deu para sentir a emoção desta RS 4. Que vontade de provar um pouco destas fantásticas sensações.
    Tenho uma curiosidade. Você falou da evolução mecânica, eletrônica e eu já começava a pensar nos pneus, quando no parágrafo seguinte lá estava o seu comentário sobre eles. Mas não posso deixar de me interessar pela marca dos pneus utilizados na RS 4. Você chegou a notar qual a marca utilizada pela Audi?
    E antes mesmo de saber aproveito para fazer um comentário. Carros pacatos e sem emoção também são afetados (e muito) pelos pneus. O meu carro anterior foi um Meriva que saiu de fábrica com Pirelli P6000 185/60R15. Nunca achei grande coisa naqueles pneus. Quando novos até que drenavam bem a água em dias de chuva. Mas em meia vida se tornaram muito vulneráveis à aquaplanagem. Depois troquei por Goodyear NCT. Estes eram ruins no seco e no molhado, tinham drenagem medíocre e a única vantagem era o silêncio.
    Finalmente troquei por Michelin Energy Saver (na mesma medida obviamente). Quanta diferença! Muito mais aderência no seco e também no molhado. Além disso drenagem melhor tanto novo como meia vida. Ficou tão bom que dava até para arriscar uma tocada mais esportiva no pobre Meriva. De quebra tinham rodar silencioso, suave e boa durabilidade. Usei dois jogos até o fim e tenho saudade.

    • agent008

      Michelins seriam perfeitos se não tivessem a tendência de deslocar (ou rasgar) as laterais com facilidade ao cair em buracos. Uma pena, pois são espetaculares na questão do conforto (maciez e silêncio), durabilidade da banda de rodagem, segurança e aderência no seco ou molhado. Acabei mudando, contrariado, para Bridgestones, pois estes têm lateral bem robusta e não perdem muito nos outros quesitos, a não ser no silêncio (falta de — são ruidosos e cantam bem antes do limite)

    • MAO

      Christian,
      Obrigado!
      Sim, pneu é tudo em qualquer carro!
      MAO

  • JetBlast

    Se o Chris Harris pega esse Audi, todo este assunto de “controle, trilhos, benigno, neutro” vai paro espaço…

  • Thiago

    Excelente matéria e belíssima paisagem nas fotos. A propósito, onde fica essa rodovia? Ela fica na altura de qual cidade?

    • MAO

      Thiago,
      Obrigado!
      Estrada municipal da Castello Branco até Pirapora do Bom Jesus.
      MAO

      • Thiago

        Valeu, MAO!
        É a Estrada da Roseira, né? Já passei por ela e nunca tinha reparado esse belo visual.
        Abs

  • Silvio

    MAO,

    É você no joinha da última foto?

    Belo texto, como sempre.

    Deixo uma sugestão, por que não um “10 melhores SWs/Breaks/Peruas”?.

    • MAO

      Silvio,
      É o JJ! Obrigado pelo elogio, e sugestão anotada!
      MAO

  • Cláudio P

    MAO, é sempre muito pertinente fazer comparações entre o velho o novo. Acho que isso nos situa no tempo, principalmente porque a experiência compõe nossa identidade. Sua avaliação da dinâmica da RS 4 é muito interessante, especialmente de o quanto ela é resultado da eletrônica. Mérito da sua experiência. Anos atrás eu conversava com um amigo e disse que perceberíamos a evolução dos carros no futuro quanto mais nos sentiremos passageiros ao volante. Em resumo, dirigir seria cada vez mais um ato burocrático e, para um autoentusiasta, especialmente chato. Ele discordou, disse: “sempre haverá opções para quem quer se divertir ao volante”. E eu retruquei: “se isso for verdade quanto essa diversão vai custar?”. Parece que a Audi conseguiu tocar nos dois aspectos da questão, o prazer ao volante e seu preço (como eu temia, muito caro). Mas eu ainda tenho algumas dúvidas. Essa diversão que a RS4 proporciona não é, em parte, um efeito “montanha russa”? O seja, diverte mais pela física que nos entrega do que pelo domínio da máquina? Claro que na montanha russa somos sempre passageiros e sem nenhuma intenção de dominar a máquina (isso para não falar de outras inúmeras diferenças), mas a analogia é interessante, pois se for mais pela física não seria pouco para o real prazer de guiar um carro esportivamente? Não sei, mas, seja como for, a cada vez que vocês do Ae falam sobre a RS 4 sinto mais vontade de acelerar uma (hehe).

    • MAO

      Claudio,
      Não curto montanha russa! No Audi você está sempre no controle, e se alguma eletrônica te ajuda, você nem percebe. Pode ter certeza que é divertido também!
      MAO

      • Cláudio P

        MAO, eu até curti na minha adolescência. Lembro de ir ao Play Center e entrar várias vezes na fila da montanha russa. Achava um grande barato a inércia e a sensação de velocidade. Foi apenas uma analogia sobre um aspecto em específico da questão. Um sentimento que já tive ao guiar alguns carros. Porém não foram experiências compatíveis com guiar uma RS 4. Acredito em você.
        Abraços

  • João Martini

    Eu achava essa RS 4 fantástica, até ver uma RS 6 prata na porta do curso de alemão. Eu nunca fiquei tão encantado por um carro. Que perua!!!

  • Tarcisio Cerqueira

    MAO, para andar nas nossas ruas lunares, qual a mais confortável em termos de suspensão a E36 ou a RS 4?

    • MAO

      São bem equivalentes. Se pegar uma cratera, melhor que seja na E36, mas a RS 4 é bem confortável.
      Abraço!
      MAO

  • Mineirim

    Sujeira! Vocês estão é esnobando a gente que anda de pé-de-boi…

  • Mineirim

    Sujeira! Vocês estão é esnobando a gente que anda de pé-de-boi…

    • Juliano Nunes

      Correu uma lágrima aqui. Meu 1-L só patina na grama molhada…

  • Bob Sharp

    Renan
    Queria ver o Chris Harris fazer o que ele faz na Estrada dos Romeiros. Quem vai para o espaço é ele e, eventualmente, quem venha em sentido contrário junto…

    • Renan V.

      É verdade Bob, o Chris Harris nunca cruzou com ninguém no sentido contrário quando ele testa os carros (exceto o Citröen 2CV) em estrada, certamente elas são fechadas só para ele. E pensando bem, com tantos Valentino Rossi no sentido contrário, estragar um carro como essa perua não deve ser nada difícil.

  • Domingos

    No último trecho, já vi o erro fatal… Acelerar de qualquer jeito carro tração-traseira sem muitos controles, por melhor que seja, é perigoso mesmo. E isso até num bem moderno, se os controles estiverem desligados – e, especialmente, se for um pouco mais forte.

    Um comportamento que ainda é muito diferente entre tração dianteira e traseira é esse. Não sei se um dia vão mexer nisso. Num tração-dianteira você só ficaria perdendo tração e pneus, com eles girando em falso – mas sem te jogar para algum outro lugar, como um muro.

    Por isso um Ferrari tem seus 500 modos de controle, todos que basicamente são meios de manter as duas rodas de tração em harmonia entre si e que os pneus não girem mais rápido do que podem transferir ao solo…

    Já tração nas 4 integral, parece que mesmo sendo dos mais velhos ou sem controles o “enfiar o pé no fundo” de qualquer jeito é algo geralmente perdoado.

    • Ozirlei

      “Num tração-dianteira você só ficaria perdendo tração e pneus, com eles
      girando em falso – mas sem te jogar para algum outro lugar”
      R: Concluo que nunca dirigiu um carro turbinado ou aspirado forte.
      O tração-dianteira só demora um pouco mais para ocorrer e tem um comportamento mais previsível, mas ocorre também.
      Pra embasar: https://www.youtube.com/watch?v=eKYLjdZNcjk
      A verdade é que é apenas mais fácil para um leigo sair vivo de uma enrascada com tração dianteira, mas ainda assim se ele for burro o suficiente ou se o carro não ajudar (vide CATT ou suspensões mal engendradas onde a transferência de peso te põe em apuros) ele está é mais enrascado com um tração dianteira…

      • Domingos

        Não, nunca dirigi uma dessas aberrações chamadas “carro de arrancada” ou “carro de reta”. Já vi acidentes do tipo em vídeo, mas eram sempre com carros tração traseira.

        No caso do exemplo, acredito que coisas como o arruinamento da suspensão – levantando a traseira e colocando pneus completamente diferentes entre dianteira e traseira – tenha levado a esse comportamento não esperado de um tração dianteira.

        Aí pode ser até mesmo questão de aerodinâmica, onde um carro bem estudado nessa parte como o Kadett pode ter sofrido de algum efeito indesejado ao deixarem a traseira tão absurdamente mais alta que a dianteira.

        Também conta subdimensionamento de peças como diferencial e os próprios pneus. No caso de um tração dianteira com muita potência e relativamente pouca tração, as coisas podem ficar mais ariscas sim.

        Mas nada como guinar, como num tração traseira, e muito menos perder completamente o controle – como nesse vídeo.

        Isso aí é resultado ou de má preparação ou de trabalhar o carro como se fosse um trem, indo apenas para a frente. Não estando o carro em trilhos, os problemas surgem…

        Por isso mesmo nunca fui fã de arrancadas e, quanto mais extremas as categorias, menos o carro faz sentido para mim.

        Alguns se acidentam na fase de desaceleração de tão estragados como carro que são. Objetos para andar como trens mesmo…

        • Ozirlei

          Só coloquei o vídeo por exemplo. Quis mostrar o que acontece. No caso do carro de arrancada é isso mesmo. Joga se mais peso na dianteira para manter a tração (faze se isso levantando a traseira e rebaixado a frente) assim como usa se sempre um pneu de medidas generosas no eixo de tração. Se fosse num tração traseira os pneus largos ficariam atrás. Então por incrível que pareça é um carro feito pra evitar que isso aconteça de forma mais precoce. Se não fosse assim podia ter perdido a direção até antes. Por isso já saquei que nunca dirigiu um preparado principalmente o da velha escola. O negócio é bruto e uma acelerada mais vigorosa e é ele vai pra guia, pra calçada. Isso só nao ocorrerá nos carros de linha porque os controles eletrônicos evitam essas situações. Mas você pode perceber que raramente os fabricantes disponibilizaram nos carros antigos potência acima dos 200cv sem esses auxílios.

  • Fórmula Finesse

    O MAO têm uma capacidade incrível de radiografar o comportamento de um carro, tecendo considerações filosóficas que casam perfeitamente técnica-história-devaneio…em suma: tu saca a manha do bicho só em ler o MAO.
    Se não podemos botar nossas ávidas mãos em carros desse naipe, ao menos temos “porta-vozes” muito competentes (Turma do Ae – naturalmente).
    Parabéns!
    FF

    • francisco greche junior

      Estou contigo! É exatamente isso que sinto lendo o que o MAO escreve.

    • MAO

      MFF,
      Obrigado pelos elogios!
      MAO

  • MAO, faço coro com os outros sobre o seu texto!
    Eu adorei a RS 4 também, mas para ela ser perfeita para mim deveria ter um pequeno grau de imperfeição. Como a maioria dos carros alemães. Não sei exatamente porque acho isso. Talvez porque toda essa perfeição me intimide, ou me deixe confiante demais. Nós andamos juntos no Megane RS. Nele eu me sentia mais mortal.
    Mas como você disse, apaga tudo!
    Valeu!

    • Domingos

      As coisas chegaram num ponto que acho que seria fácil resolver isso: coloca um bom câmbio manual.

      Um V-8 girador como esse combina muito mais com o dupla-embreagem automatizado, porém se perde um pouco da graça vez ou outra. O câmbio manual a faria recuperar a graça andando devagar e, ao andar rápido, mostraria ser um pouco inadequado – dando o tempero procurado…

      A propósito, nesses Quattro automáticos/automatizados a Audi ainda usa o sistema de 3 diferenciais ou o com 2?

      Noto que o sistema com 3, apesar de mais pesado e tudo mais, funciona melhor. O de 2 nem sempre consegue aquela sensação de “o carro arranca o asfalto, mas não sai” que os integrais com 3 diferenciais dão.

      E, pior ainda, são os de 2 diferenciais com acionamento parcial da tração 4×4 – comandada automáticamente. Aí entra um lag que acho que só para chuva e neve acaba se prestando o sistema…

    • MAO

      Valeu, camarada!
      Eu pirei nesses Audis bravos, você sabe…
      MAO

    • Caio Azevedo

      PK, é porque as pequenas imperfeições mostram os limites reais do carro. Você consegue de fato atingir o limite do carro. Na perfeição só existe a iminência.

  • RoadV8Runner

    Texto muito bacana, como sempre. Tens umas tiradas que só você consegue colocar no ponto exato do texto.
    Como eu tenho o bichinho da ferrugem no sangue, prefiro carros imperfeitos, mesmo para uso diário. Gosto muito de meu Focus Mk I, mas uma das maiores frustrações é justamente aquela traseira pregada no chão, que praticamente não desgarra mesmo abusando da velocidade! Para que ocorra alguma saída de traseira, é preciso entrar forte nas curvas e manter o freio por mais tempo. Mesmo assim, basta soltar o freio, leve contra-esterço, acelerador na medida correta e temos a trajetória de volta, com controle absoluto, mesmo no molhado.

  • Lucas

    Só não gostei do “peruinha”. Pô, peruinha é Parati, Palio Weekend….

  • MAO

    Roberto,
    Valeu!
    MAO

  • MAO

    Corsário,
    Nos Audi, estão perfeitas.
    Obrigado!
    MAO

  • MAO

    JetBlast,

    Logo no começo tem uma cena que explica tudo da diferença dos Audi bravos e o resto.
    MAO

  • MAO

    RR,
    Valeu!
    Eu também sempre preferi traseira saindo. Mas acredite, estes carros estão em outro patamar, um patamar onde é melhor não sair, e se sair (é possível), que seja contidamente, seguro, sem se espalhar para a faixa contrária da pista… São muito divertidos, de outra forma.
    MAO

  • MAO

    Francisco,
    Obrigado! Comente sempre!
    MAO

  • MAO

    Jairo,
    Ô se rendem!
    MAO

  • Leonardo Mendes

    Os carros de hoje em dia são tão “Windowzados”, tão cheios de sarapatéis eletrônicos que vai chegar um dia que as concessionárias terão de aplicar antivirus nas revisões.

    Entendo perfeitamente que o progresso se faz presente e necessário, mas meu lado tecnófobo ainda ousa se rebelar contra o Status Quo das coisas… sorte que ainda temos a 328i do MAO e outros exemplares semelhantes pra nos lembrar que o carro não se resume a uma entrada OBD2.

    • MAO

      Leonardo,
      OBD dois é tão antigo que até minha perua tem!
      Abraço!
      MAO

  • MAO

    Lucas, no sentido carinhoso…
    Abraço,
    MAO

  • MAO

    Pessoal, é só vontade por enquanto. No money…E os Yokoama estão bem novinhos.
    O que quero: rodas originais do M3, Alpinas (podem ser réplicas como a kopi) ou BBS 3-peças de época. Tudo caro pacas e difícil de achar, então vai ficando cada vez mais difícil…
    MAO

    • Bruno Ventura

      Boa, passo pela mesma situação com meu 156. Desejo pôr outras rodelas, de 17″, mas No Money, por ora.
      A troco de palpite, acredito serem lindas para os E36 as rodas aludidas pelo camarada ali de baixo, não as BBS (as BBS também), mas as M Countour II (são demais).
      Aliás, já pensou em importar?

  • MAO

    Ilbiris, lindas!’
    Mas se for fazer o upgrade, vou direto para as 17.
    MAO

    • Ilbirs

      Entendi… apenas fiquei preocupado com o quanto de ombro vai haver entre as rodas e o solo, considerando-se que é uma perua com altura típica de carro de passeio normal e que não vai ser assim tão abusada em curvas. Espero eu que consiga achar uma solução que ao mesmo tempo mantenha o diâmetro do conjunto roda-pneu e evite danos à roda. Com certeza não será algo manolado como tentar instalar aro 20 em um E36:

      http://www.autofashion.co.uk/mik's_36.jpg

      http://www.autofashion.co.uk/mik's_38.jpg

      • MAO

        Os pneus de perfil baixo hoje estão muito bons. Os lugares que andei recentemente com pneus perfil 35 vc não acreditaria. E com conforto!
        MAO

  • MAO

    Victor,
    São realmentes os melhores hoje nesta medida, se um pouco duros como os meus.
    MAO

  • gpalms

    Acho que não podemos te culpar em “trair” a 328i com a RS4 Avant. É como se a Scarlett Johanson batesse a sua porta.

    • MAO

      gpalms,
      Ótima analogia!
      Valeu!
      MAO

  • Domingos

    Sim, porém existem carros hoje com tração dianteira e quase 300 cv que podem ser pisados no fundo sem maiores cuidados e não possuem esse comportamento de “guinada” – mesmo sem o auxílio do controle eletrônico, quando disponível.

    Aposto que mesmo desligando os controles de um Golf GTi ou um Megane RS, uma guinada dessas não acontece. Nunca vi ou senti isso em qualquer tração dianteira original.

    Sobre os de arrancada, sei que isso é para melhorar o caro para o propósito dele. Porém não vamos confundir melhorar para tempo com melhorar o comportamento.

    O Kadett em questão provávelmente seria bem pior de “fazer tempo” na arrancada se estivesse com a distribuição de peso e as alturas originais, porém não seria tão assassino.

    O efeito de pêndulo aí é como numa 911 antiga: ótima tração, pois o peso está todo no lugar onde precisa para uma arrancada, mas facilmente se desequilibra o carro…

  • KzR

    Confesso ter ficado surpreso com o nível de conforto nesta Audi apesar dos enormes sapatos, inegável o avanço em pneus e suspensão.
    Entendo sua admiração pelo conjunto da RS 4 e sua capacidade de tracionar. Ainda assim, prefiro correr os riscos com traseira bagunçando da “velha” 328i Touring. Claro que, com o braço e refino em habilidades conseguidos desta, pode-se retirar mais daquela — e creio piamente que foi o que aconteceu com o MAO.

    • MAO

      KzR,
      A segurança, em ruas normais, desta RS 4, é algo que a gente se acostuma muito fácil. Junte a isso aquele motor sublime, o câmbio telepático e os freios de primeira linha…Acredite, a gente esquece as brincadeiras de traseira espalhada rapidinho…
      Velocidade com segurança total é algo muito bom.
      Abraço, e comente sempre!
      MAO

  • Felipe Blank

    Mao, parabéns pelo texto, mas um belo passeio de trem bala entre Braga e Faro traz, inércia, velocidade, conforto e segurança (não fosse os dois primeiros predicados pareceria descrição de propaganda de absorvente kkk), tenho uma A4 v6 quattro 06 e uma Bmw 328i manual 96, carros distintos, adivinha quem leva a patroa ao mercado, e quem me leva do pé ao topo da serra?
    Tenho 30 anos, e na minha humilde perspectiva, o carro tem que ser cheio de vida, ou pelo menos te fazer sentir vivo, se sentir dominando a máquina, talvez dirigir em alta velocidade contornando curvas e responder ao mega ultra tecnológico aparelho multimídia seja prioridade para alguns, pra mim, me conectar com o carro, testar os limites, ser uma extensão do carro é algo infinitamente mais relevante…
    Abraço a todos!!!
    Felipe Blank.

  • Felipe Blank

    Mao, parabéns pelo texto, mas um belo passeio de trem bala entre Braga e Faro traz, inércia, velocidade, conforto e segurança (não fosse os dois primeiros predicados pareceria descrição de propaganda de absorvente…), tenho uma A4 V-6 quattro 2006 e uma BMW 328i manual 1996, carros distintos, adivinha quem leva a patroa ao mercado, e quem me leva do pé ao topo da serra?
    Tenho 30 anos, e na minha humilde perspectiva, o carro tem que ser cheio de vida, ou pelo menos te fazer sentir vivo, se sentir dominando a máquina, talvez dirigir em alta velocidade contornando curvas e responder ao mega ultra tecnológico aparelho multimídia seja prioridade para alguns, para mim, me conectar com o carro, testar os limites, ser uma extensão do carro é algo infinitamente mais relevante…
    Abraço a todos!!!
    Felipe Blank.