A ÁRVORE GENEALÓGICA DA FÓRMULA 1 – 2015

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As cores da F-1 ano a ano se renovam (3oneseven.com)

Mais um ano e a temporada de Fórmula 1 começa com muitas mudanças, como sempre. Novos pilotos, velhos pilotos, novas equipes, velhas equipes, e a dança das cadeiras é sempre alvo de olhares atentos, mesmo porque é fácil perder-se rapidamente no acompanhamento de tantas mudanças. Este ano a F-1 tem dez equipes inscritas e novos pilotos, entre eles o brasileiro Felipe Nasr na Sauber.

Os atuais campeões de 2014, Lewis Hamilton e a equipe Mercedes, encabeçam o grid e aparentam serem os mais rápidos novamente. Vettel foi para a Ferrari, junto com Räikkönen. Massa continua na Williams. Alonso foi para a McLaren, que voltou a usar motor Honda. Só por isso deveriam pintar os carros de branco e vermelho, independente do patrocinador, é clássico.

Se olharmos o histórico de cada equipe, veremos que o velho ditado “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” vale também para equipes de corrida. E há muitas curiosidades nesta segmentação de mercado, se assim podemos dizer. Raramente novas equipes são construídas do nada, do zero. Equipes pequenas ou falidas são compradas e cedem as vagas (limitadas) no campeonato para um novo investidor e novos nomes. Vejamos de onde vieram as equipes que disputam o campeonato este ano.

 – Mercedes AMG Petronas F1

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Mercedes-Benz na F-1, vitoriosa como nos tempos dos Flecha de Prata (f1-fansite.com)

A atual equipe da Mercedes-Benz na F-1 chegou em 2010 com o peso da marca alemã e marcou presença com a contratação de Michael Schumacher como a possível força para ser campeão. Não foram muito bem no começo, mas em 2013 e 2014 foram fortes competidores, conquistando o campeonato de pilotos e construtores no ano passado.

Originalmente a equipe Mercedes foi a Brawn GP, campeã de 2009 com Jenson Button, no ano em que houve a grande mudança de regulamento da F-1 e eles foram dominantes. O histórico retrocede até os anos 1970. Antes da Brawn, a equipe era a pouco sucedida Honda Racing F1, equipe oficial de fábrica da marca japonesa. Por sua vez, a Honda veio da BAR, equipe que teve o brasileiro Ricardo Zonta e Jenson Button, entre outros. Em 2004, a BAR conseguiu manter boa regularidade e ser vice-campeã de construtores, perdendo para a Ferrari nos anos vitoriosos de Schumacher. Antes de ser BAR, a equipe era conhecida como Tyrrell, do lendário Ken Tyrrell. No segundo ano na F-1, a equipe foi campeã com Jackie Stewart e depois teve dois vice-campeonatos, em 1972 e 1973.

A história da Mercedes é longa, e historicamente vencedora, por alguns períodos. Isto tudo sem traçar o mapa para os anos de Grand Prix pré-guerra, que não é ligação direta nenhuma com as equipes da era moderna da F-1.

 Resumo:

– (1970 – 1998) Tyrrell
– (1999 – 2005) BAR
– (2006 – 2008) Honda Racing
– (2009) Brawn GP
– (2010 – hoje) Mercedes

 – Red Bull Racing

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Equipe Red Bull, a estrela dos últimos anos (hpcwire.com)

A vitoriosa equipe Red Bull, dominante nos últimos anos com o jovem campeão Sebastian Vettel e o ex-projetista da McLaren, Adrian Newey, nasceu de uma das equipes mais desapontantes dos anos 2000, a finada Jaguar Racing, que foi a investida da Ford no mundo da Fórmula 1 moderna.

A Ford comprou a Stewart, equipe criada por Jackie Stewart, que na verdade foi uma evolução da equipe de Fórmula 3 chamada Paul Stewart Racing, do filho de Jackie, Paul. O nome de Jackie Stewart pesou para que a equipe conseguisse o contrato com a Ford para ser equipe semi-oficial da marca americana, que depois levou à compra e transformação em Jaguar Racing.

Resumo:

– (1997 – 1999) Stewart
– (2000 – 2004) Jaguar
– (2005 – hoje) Red Bull Racing

 – Williams

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A Martini voltou ano passado para Fórmula 1 com a Willimans

A equipe de Frank Williams como a conhecemos começou a correr em 1977, e desde então seguiu firme até os dias de hoje. No começo da carreira, Frank Williams tinha a equipe conhecida como Frank Williams Racing Cars, nascida em 1967, que utilizava carros de outros construtores, como Brabham. No começo dos anos 1970, Frank construiu seus próprios carros, já com a nomenclatura FW.

Em 1976, Frank associou-se com Walter Wolf, história que contamos aqui no Ae anteriormente, e depois separaram-se, assim Frank seguiu com sua própria equipe registrada como Williams Grand Prix Engineering junto com o projetista Patrick Head.

Assim, podemos dizer que a Williams atual também não teve histórico anterior, pois o dono da equipe manteve-se, enquanto que as parcerias e a primeira equipe morreram ao longo dos anos.

 Resumo:

– (1977 – hoje)

– Scuderia Ferrari

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Ferrari, sempre Ferrari (classicandperformancecar.com)

A única equipe que disputou todos os campeonatos de F-1 desde 1950, a primeira edição. Muitos dizem que não existe Fórmula 1 sem Ferrari, e vice-versa. É um pouco de exagero, mas não deixa de ter um fundo de verdade. Boa parte dos torcedores da F-1 são fãs da Ferrari. Os italianos não vivem sem a Ferrari.

Desde o começo, nos tempos de Enzo Ferrari, a Scuderia é a única que se manteve intocada, sem intervenções ou negociações de compra e venda. Houve o ingresso do grupo Fiat como proprietário da marca italiana, mas não afetou diretamente as operações da equipe. Chassi Ferrari com motor Ferrari. E deve manter-se ainda por mais vários anos.

 Resumo:

– Ferrari (1950 – hoje)

 – McLaren

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McLaren, uma das mais antigas da F-1 moderna

A equipe de grande sucesso da F1 nasceu do desejo de um homem ser campeão com seu próprio carro, o neozelandês Bruce McLaren. Em 1966, Bruce deixou de ser piloto da Cooper para correr na sua própria equipe, e dois anos depois estava vencendo corridas.

Um acidente fatal a bordo de um protótipo da categoria CanAm acabou com o sonho de Bruce ser campeão com seu próprio carro. A equipe seguiu em frente, passando por algumas administrações, muitos anos com Ron Dennis como diretor, até os tempos gloriosos de Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Alain Prost.

Depois de trocar o lendário patrocinador Marlboro por imposição da FIA na gestão de Max Mosley, que baniu a exibição de marcas de cigarros nos carros de corrida,  as cores passaram do vermelho e branco para o prata, com novos patrocinadores e o uso dos motores Mercedes.

 Resumo:

– (1966 – hoje)

 

 – Force India

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Uma boa revelação das última temporadas, sempre muito veloz

A Force India é uma equipe dos tempos modernos da F-1 com seus altos e baixos. Bons motores e boa aerodinâmica marcaram a Force India como um dos carros mais rápidos da últimas temporadas, mas não dos mais constantes. Destacou pilotos como Adrian Sutil, arrojado porém cabeça-quente.

A história da Force India vem de uma seqüência de duas equipes pequenas que não duraram mais de um ano cada, no caso a Spyker e a Midland, em 2007 e 2006, respectivamente. Foram duas equipes fracas e com poucos recursos financeiros para desenvolver carros competitivos. Antes de ser Midland, a equipe era conhecida como Jordan, do senhor Eddie Jordan, nascida em 1991 e que destacou pilotos como Rubinho Barrichello, Michael Schumacher, Alessandro Zanardi, Maurício Gugelmin e Giancarlo Fisichella. A Jordan conseguiu algumas vitórias na sua existência, mas nunca passou de um terceiro lugar no campeonato de construtores.

Um dos engenheiros da Force India é o engenheiro brasileiro Marcos Lameirão, desenvolvedor de chassi. Marcos é filho de Francisco “Chico” Lameirão, um dos grande pilotos do automobilismo brasileiro nos anos 1960 a 1980.

 Resumo:

– (1991 – 2005) Jordan
– (2006) Midland F1
– (2007) Spyker MF1
– (2008 – hoje) Force India

 – Sauber

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Fundada por Peter Sauber, continua mostrando sua força ao longo dos anos (wikimedia.org)

A Sauber está na F-1 desde os anos 1990, graças à Mercedes-Benz. A equipe do suíço Peter Sauber tinha uma forte ligação com a marca alemã nos campeonatos de longa-duração mundiais, sendo a equipe oficial da Mercedes. A fábrica alemã tinha o desejo de voltar à F-1, mas não queria ter uma equipe estruturada completa. A proposta foi que Peter Sauber levaria sua equipe para a F-1 com o apoio financeiro e suporte técnico da Mercedes, mas logo no primeiro ano, a Mercedes desistiu de voltar oficialmente, mas manteve o patrocínio.

Depois do apoio da Mercedes, foi a vez da BMW patrocinar e fornecer motores para a Sauber, isto já no ano de 2006. Em 2010 a parceria com a BMW terminou, e a Sauber estava sozinha no mundo da F-1. A solução foi comprar motores de outros fornecedores, no caso a Ferrari, que fornece motores até hoje para a equipe.

Resumo:

– (1993 – hoje) Sauber

– Scuderia Toro Rosso

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STR é a parceira da Red Bull (conceptcarz.com)

A Toro Rosso é uma das equipes da F-1 moderna que se originou de uma antiga equipe, sem outras variações. A antiga Minardi, depois de vinte anos competindo da Fórmula 1 sem nenhuma vitória, abandonou o esporte por conta de problemas financeiros. Mesmo sempre com poucos recursos, seus carros eram bem vistos pelos outros times. A Minardi foi comprada em 2005 pela empresa que controla a Red Bull, que mudou seu nome para a conhecida STR.

Com o nome de Scuderia Toro Rosso, que é a tradução de Red Bull para o italiano, o melhor resultado foi uma vitória em 2008 com Sebastian Vettel. A equipe funciona como uma versão secundária de testes da Red Bull principal. Pilotos ascendentes passam pela Toro Rosso e, se bem cotados, podem subir para a Red Bull, como foi o caso de Vettel.

 Resumo:

– (1985 – 2005) Minardi
– (2006 – hoje) Toro Rosso

– Lotus F1

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Lotus na F-1, uma marca inesquecível (imgkid.com)

Uma das mais complicadas equipes de Fórmula 1 dos tempos modernos em termos de sucessão. Uma completa confusão junto com a Caterham, compra e venda, com Lotus (fabricante de carros esporte da Inglaterra) ou sem Lotus.

Tudo começou com uma certa equipe pequena nos anos 1980 chamada Toleman. Sim, a mesma Toleman de Ayrton Senna, que com dificuldades financeiras vendeu a equipe para a Benetton, então uma de suas patrocinadoras. A equipe Benetton começou pequena, mas lançou pilotos de sucesso na F-1 nos seus últimos anos, já como equipe vencedora. Schumacher foi um deles, o mais representativo. Em 2002, a Renault assumiu o controle da equipe, assim sendo uma equipe oficial de fábrica novamente.

Em 2011, o nome Lotus apareceu na carenagem dos carros, mas ainda mantendo a Renault com destaque. Este nome viria com o respaldo da Lotus fabricante de carros, pois havia a disputa com o time malaio que brigava para usar o nome Team Lotus, que então usava Lotus Racing desde 2010. A briga na justiça terminou com a Lotus Renault sendo renomeada para Lotus F-1 em 2012, e a Lotus Racing tornou-se a Caterham.

 Resumo:

– (1981 – 1985) Toleman
– (1986 – 2001) Benetton
– (2002 – 2010) Renault
– (2011) Lotus Renault
– (2012 – hoje) Lotus F1

– Manor

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Manor / Marrussia, liderando o fundo do grid com suas limitações financeiras (grandprixgp.com)

A equipe Manor surgiu na F-1 em 2010 como uma nova equipe, junto com HRT, Mercedes e Lotus Racing. Por causa de patrocínios, a equipe mudou de nome para Virgin Racing e levava o nome da empresa de Richard Branson que foi o principal patrocinador da Brawn GP em 2009.

Em 2012, a equipe conseguiu mudar o nome para Marussia F-1 e disputou três campeonatos, com péssimos resultados. Os dois primeiros foram com motor Cosworth e o ano passado a equipe mudou para os motores Ferrari, onde conseguiu marcar dois pontos. Este ano a equipe mudou de nome para Manor Marussia F-1, com grandes crises financeiras e com apelação judicial para correr com o carro do ano passado, adequado para alguns dos pontos do regulamento 2015.

 Resumo:

– (2010) Virgin Racing
– (2011) Marussia Virgin Racing
– (2012 – 2014) Marussia F1
– (2015 – hoje) Manor Marussia F1

 MB

 

  • Fabio Vicente

    Milton que matéria legal!
    Em conversas com amigos, sempre falamos das equipes antigas como Tyrrell, Benetton, Jordan… mas com certeza mesmo entre os mais fanáticos seria difícil associar a Tyrrell com a Mercedes, por exemplo, ou mesmo à Force India com a Jordan.
    Parabéns!
    [editado]: Sugiro fazer uma dessas árvores também com os motores. Depois dessa matéria, me animei a fuçar algumas histórias da F1 no Wikipedia, e descobri que o motor Mercedes tem origem nas unidades de potência (tá na moda usar este nome, rs) da Ilmor… lembra desta?

  • Mibson Fuly

    Por favor, explique a questão da imposição feita por Mosley, para que a Marlboro deixasse de patrocinar a McLaren. Pois seu substituto como principal patrocinador foi outra marca de cigarros, a West.

    • Lucas dos Santos

      Exato! Na verdade quem teve que deixar de ostentar o logotipo da Marlboro em sua carenagem por imposição da FIA foi a Ferrari.

      Inclusive teve aquele episódio, em 2010, de que, ao substituir o logo da Marlboro por várias linhas paralelas na vertical, a equipe italiana foi acusada de fazer “propaganda subliminar” – ninguém via o logo da Marlboro, mas todos sabiam que ele estava ali. O que acabou culminando no novo logotipo da Ferrari, utilizado a partir de 2011, o qual, na minha opinião e de muitos torcedores, remete ainda mais à marca da fabricante de cigarros!

  • Ricardo Talarico

    Muito boa a matéria de hoje, melhor ainda terminando com as sensacionais imagens da evolução dos carros, por equipe.

  • Silvio

    Ferrari, McLaren e Williams são as únicas remanescentes das épocas douradas da F-1.

    Todas as demais são apenas vai e vem de números, cifras e marketing.

    A McLaren, embora mantenha o mesmo nome, já não é a velha escuderia criada por Bruce, nem mesmo dos tempos de Emmo, e especialmente depois do P4 entrar no jogo na década de 80, mudando ate a nomenclatura dos carros para MP4/X

    Até mesmo a Ferrari depois da morte do Comendador (não o da novela caro leitor leigo) não é mais a mesma atmosfera entusiasta, a única que talvez ainda mantenha esse espírito seja a Williams, agora se reerguendo pelas mãos da filha de Sir Frank.

    • Roberto Alvarenga

      É só o mesmo CNPJ, como diriam os contadores… realmente só a Williams mantem o espírito.

    • odaiVecoV

      Acho que um pinguinho ainda restava na Ferrari nas mãos do Luca. Agora afastado, tudo na mão do Sr. Sergio, é apenas mais um braço de negócios da FCA

  • Bob Sharp

    A hipócrita ato de Max Mosley — não é proibido produzir e nem comercializar cigarros — foi em 2005, podendo as equipes ostentar marcas de cigarros por mais um ano.

    • Domingos

      A pressão do politicamente correto está acabando com a nossa sociedade. A retirada dessas companhias estragou o orçamento de quase todas as equipes e desencadeou uma eterna choradeira por verbas que dura até hoje.

      O mesmo cidadão aí já foi pego fazendo orgia com temática nazista, mas esse tipo de contradição é esperado do politicamente correto: geralmente quanto mais lixo e mais má pessoa, mais a necessidade de obrigar todo mundo a ouvir o quanto se é bom.

      Não gosto de cigarro e nem de bebida, porém se são coisas legalizadas ou se proíbe de vez ou se faz a permissão de ter propaganda como em todo produto.

      Ao menos o patrocínio de bebidas poderia ser mantido.

  • Piantino

    A McLaren não abandonou o Marlboro por conta da proibição da propaganda de cigarros, já que depois que perdeu o patrocínio da Marlboro, ela foi patrocinada pela West entre 1997 e 2005, quando aí sim veio a proibição dos patrocínios da indústria tabagista.

  • Roberto Alvarenga

    Vendo esse grid da primeira foto, e comparando com o de hoje, peço um Dreher. Que dureza!

  • Bob Sharp

    Piantino
    O ato do presidente da FIA foi em 2005, mas foi possível ostentar marcas de cigarros até o fim da temporada de 2006.

    • Lucas dos Santos

      Bob,

      Em 2007, ainda havia países que permitiam às equipes ostentar marcas de cigarro: Monaco e China.

      Na época, porém, a Ferrari era a única equipe patrocinada por fabricante de cigarro que restou no grid. Por isso, em 2007 houve apenas duas oportunidades – GP de Mônaco e GP da China – em que a Ferrari utilizou esta (bela) pintura:

      http://www.f1fanatic.co.uk/wp-content/uploads/2012/05/f2007-ferr-mass-monaco-2007.jpg

      Somente a partir de 2008 é que o banimento das propagandas de cigarro se tornou definitivo.

      • Bob Sharp

        Lucas
        Obrigado pela relevante detalhe.

      • César

        Cabe lembrar que, mesmo com a propaganda de cigarros proibida, Ferrari continuou patrocinada pela Marlboro até 2010, ainda que de maneira subliminar, como podemos ver nessa foto, do carro de 2010.

        De acordo com a Wikipedia, a equipe se chamou Scuderia Ferrari Marlboro até 2010.

        • Domingos

          A Renault usou coisa similar até mudarem para o patrocínio da ING, que durou pouco tempo.

          A Honda até mudar para o tal do “Earth Dreams” também tinha as cores e o logotipo estilizado de uma marca de cigarros.

          Hoje em dia a Force India tem patrocínio de companhia de bebidas, assim como a Williams passou a ter desde o ano passado.

          No caso dessas duas acho que foi feita uma exceção à regra para ajudar duas equipes com problemas de orçamento.

          • Lucas dos Santos

            Sim, a maioria das equipes usava propaganda subliminar de cigarros em países que as proibiam, antes mesmo dessa imposição do Mosley.

            A Renault trocava MILD SEVEN por TEAM SPIRIT. A BAR/Honda trocava LUCK STRIKE por LOOK ALIKE. A McLaren trocava o nome West pelo nome de seus pilotos, utilizando a mesma fonte tipográfica e estilo. Na época do patrocínio da Marlboro, trocava o nome da marca por “McLaren”.

            Quanto à propaganda de bebidas alcoólicas, até onde eu sei, ainda é permitido. Somente em alguns países árabes é que elas são proibidas.

  • marcus lahoz

    Não sabia que a Lotus de hoje é a antiga Toleman. Bacana a reportagem.

  • Lucas dos Santos

    Ótima matéria, Milton.

    Só ficou uma dúvida quanto à Sauber. Até onde eu sabia, entre 2006 e 2009, a equipe foi adquirida pela BMW, se tornando a equipe de fábrica da marca alemã. Tanto que, a partir de 2006, a equipe passou a se chamar BMW Sauber. Dizem que o nome “Sauber” foi mantido apenas como uma “homenagem” a Peter Sauber.

    Afetada pela crise financeira de 2008, a BMW abandonara a F1 em 2009 e Peter Sauber teria adquirido a equipe novamente e voltado a usar motores Ferrari. Por falta de tempo hábil, Peter não teria conseguido mudar o nome da equipe, o que acabou gerando uma situação curiosa: a equipe passou a ser identificada como BMW Sauber-Ferrari, ou seja, com dois nomes de fabricantes que não tinham relação entre si.

    Logo, não seria mais adequado a “árvore genealógica” da Sauber ser representada da maneira a seguir?

    – (1993 – 2005) Sauber
    – (2006 – 2009) BMW Sauber
    – (2010 – hoje) Sauber

    • Lucas, até onde pude verificar, a BMW teve 80% das ações e Peter Sauber manteve 20% e alguma voz ativa na equipe. Pode-se considerar sim a estrutura que você mencionou, mas como Peter Sauber ainda estava na equipe, mantive como uma sequência única, mas de fato você tem sua razão.
      abs,

      • Lucas dos Santos

        Ah, sim! Não sabia (ou não lembrava) que o Peter Sauber tinha permanecido na equipe.

  • Lucas dos Santos

    Esse assunto gera algumas opiniões contraditórias.
    Há quem, por exemplo, considere a Mercedes atual uma “continuação” da equipe dos anos 50, mas, ao mesmo tempo, não aceita de jeito nenhum que os resultados da Lotus atual sejam somados aos da equipe que competiu de 1958 a 1994, afirmando que são equipes diferentes…

    • Acaba sendo como discussão de futebol, o caso da Mercedes até poderia ser, por ser no passado e atualmente de fato a equipe oficial da Mercedes-Benz (fabricante).

  • André Castan

    Excelente matéria Milton! Parabéns!

  • RoadV8Runner

    Excelente matéria! Não imaginava que as equipes haviam mudando tanto assim ao longo dos anos, uma sendo continuação de outra. E agora ficou claro para mim a confusão que fazia com a Lotus e Caterham modernas. Quando imaginava ter entendido tudo, aparecia fato novo para pôr em dúvida quem era quem novamente…

    • Demorou para eu entender o rolo Lotus / Caterham também, dá para ser enredo de novela! rs

  • César

    Bela foto de abertura do post!

    Quando e onde?

    Sobre a Sauber, se não me engano, em sua fase “Sauber-Petronas”, era um tipo de equipe satélite da Ferrari, sendo inclusive, as passagens do Felipe Massa uma parte desse acordo entre as 2 equipes.

    Alguém confrima isso?

    • Lucas dos Santos

      Sim, essa relação da Sauber com a Ferrari realmente existiu. Não sei se realmente como equipe satélite, mas havia sim uma relação.

      Tanto que o piloto Norberto Fontana revelou, muitos anos depois, que em Jerez 97, foi orientado pela Ferrari a bloquear o Villeneuve a fim de ajudar o Schumacher a terminar na frente do canadense e assim conquistar o título de campeão de 1997.

      http://www.dailymotion.com/video/x8oalf_fontana-blocking-villeneuve_auto

      O resto da história, todos devem conhecer. A manobra do piloto da Sauber não ajudou muito e Villeneuve conseguiu alcançar Schumacher. Numa tentativa desesperada de impedir a ultrapassagem, o piloto da Ferrari jogou o carro contra Villeneuve, mas não conseguiu tirá-lo da prova. O alemão abandonou e o canadense completou a prova, se tornando o campeão daquela temporada. A manobra de Schumacher foi considerada antidesportiva e, como punição, ele teve todos os seus pontos cancelados, ficando em último no campeonato.

      Fontana afirma que não recebera nem mesmo um “obrigado” da Ferrari por ao menos ter tentado segurar o Williams de Villeneuve.

      Quanto ao Felipe Massa, ele era piloto de testes da Ferrari, quando foi “emprestado” para a Sauber até surgir uma vaga para pilotar os carros vermelhos da Scuderia.

    • É isso mesmo, a Sauber quando passou a ter motores Ferrari foi usada como equipe secundária, assim como a Toro Rosso da Red Bull.

  • Guest

    Aqui vai o teste, Bob! Depois eu apago este comentário.

  • Guest

    Foi detectado como spam novamente. Bob, peço que aprove o comentário antes de apagá-lo, pois, se somente o deletar, a mensagem permanecerá marcada como spam e continuará existindo no sistema do Disqus (as outras mensagens continuam aparecendo aqui no meu painel de controle).

  • Lucas dos Santos

    Grato pela correção. Não lembrava que o patrocínio subliminar tinha ido até 2010.

  • Domingos

    Confirma. Patrocínio da Red Bull, inclusive, com o carro sendo todo nas cores da marca. Era como a equipe Ferrari num plano B de teste de pilotos e a equipe Red Bull ao mesmo tempo.

    Na época a Red Bull não tinha a equipe própria e começou a patrocinar o esporte fortemente pela Sauber.

    O Kimi Raikkonen também entrou por ela e, se não me engano, no mesmo ano e mesma corrida do Massa!

  • Bob Sharp

    Domingos
    Seu penúltimo parágrafo é perfeito! A penúria por que passa a maioria das equipes deve-se a esse ato maldito do idiota do Max Mosley.

  • Mauro Rezende

    A reportagem está ótima e traz dados sobre a Lotus de 1981 em diante.

    Porém gostaria de complementar informando que, além de Ferrari,
    McLaren e Williams, a marca Lotus sempre esteve presente na F-1, desde 1958, como uma das mais vitoriosas, conforme já escreveram alguns auto entusiastas neste post.

    A sequência mais adequada seria:

    1) Lotus (Team Lotus) 1958-1994: fundada pelo genial Colin Chapman, que introduziu na F-1 o chassi monocoque e os aerofólios(asas), entre outras criações e utilizou os motores Climax, Ford-Cosworth (tão campeão quanto os motores Ferrari), Renault (era Senna), Honda, Judd e Muggen-Honda até 1994.
    2) Toleman, Benetton (motores Ford-Coswoth), Renault, Lotus, Lotus Renault (até 2011, como já citado nesta matéria)

    2) Lotus F1 Racing / Caterham F1 Team: nomes do confuso período de 2012 aos dias de hoje, onde se denomina Lotus F-1.
    Abs e parabéns pela matéria.

    • Mauro, esta época da Lotus que você citou não foi colocada pois não há uma ligação direta, sem interrupções, com a atual equipe Lotus.

      A atual veio de uma “liinhagem” paralela, começando naToleman, que foi contemporânea da Lotus “verdadeira” de Chapman.

  • Insano

    Alguma possibilidade de liberar essas imagens dos carros das equipes, mas em alta resolução?

    • Infelizmente não consegui em melhor resolução, eu também gostaria de tê-las.