A questão da velocidade sempre me intrigou. Desde quando comecei a dirigir, com 10 anos, meu tio Paulo pacientemente me ensinando em seu Citroën 11 L 1947, eu não olhava para o velocímetro (Jaeger) do carro. Só mais mais tarde, quando chegou lá em casa o Volkswagen 1953, é que comecei a consultar o instrumento. Não para saber a velocidade, mas para trocar as marchas no momento certo, pois havia marcas vermelhas na escala numérica em algarismos romanos, I, II e III (25, 45 e 70 km/h). Não havia a IV, pois a velocidade máxima era de 100 km/h (motor de 1.131 cm³, 25 cv). Velocidade máxima e permanente, diziam o manual do proprietário e os elaboradas brochuras de vendas que a fábrica enviava, da Alemanha, para as concessionárias no Brasil.

As brochuras e os manuais vinham em português lusitano, como naquelas ser informado que o macaco levantava o carro por um dos lados de uma só vez, falando em “troca de pneu sem arrelias”, ou então “gênica nas ultrapassagens, 70 km/h em terceira velocidade”, ou, ainda,  “para viagens nocturnas o VW dispõe de excelentes faróis”…A página abaixo mostra que uma brochura destinada aos mercados de língua inglesa. As que aqui chegavam eram iguais, só que em português.

 

VW brochure pages - nd - Reuters art - 2  VELOCIDADE, ABUSO NO BRASIL CONTRA O CIDADÃO VW brochure pages nd Reuters art 2

Os desenhos do artista gráfico contratado pela VW, Bernd Reuters, exageravam nas formas dos carro, mas eram cativantes

Não sei explicar por que, mas o fato é que desde os primeiros quilômetros ao volante nunca me interessou saber a quanto eu estava. Minha referência de velocidade era puramente visual e é assim até hoje. Passei 25 anos correndo, mais intensamente na década de 1970, e mais do que nunca velocidade me era alguma coisa totalmente irrelevante.

Piloto de carro de corrida não precisa de velocímetro, mas como hoje a velocidade máxima nos boxes é limitada, e medida, caso da F1 e outras categorias, o piloto dispõe de um botão no volante para limitá-la e não ser penalizado

Gosto de dar com exemplo o avião no pouso. No momento em que começa transição do ar para o solo, o início do que se chama arredondamento, a visão é o único sentido que o piloto tem para efetuar a manobra. Inclusive, ele tem de aprender a ir mudando a distância focal para mais perto à medida que a velocidade vai caindo e assim poder “medir” a altura em relação à pista. É muito difícil no começo e por isso o pouso é a parte mais difícil do vôo.

Veja neste vídeo esse momento final do pouso de um avião de pequeno porte, visto da cabine. Se quiser ver só o detalhe do arredondamento, avance para 5’45”.

 

Aliás, é o grande paradoxo da aviação, o pouso é o mais difícil e o menos perigoso (desde que o vento não esteja de través) e a decolagem, o oposto, o mais fácil porém o mais perigoso, em que uma perda de potência pode levar ao acidente.

O fato é todos temos noção de velocidade, mais por referência visual, embora a audição desempenhe um papel nisso também, pelo ruído de vento. Os mais atentos notam quando um avião passa do vôo de subida para o vôo nivelado só pelo ruído de vento que aumenta, indicando estar em velocidade mais do que na subida, a de cruzeiro.

O que sempre noto ao dirigir no exterior é a minha velocidade e a do tráfego à volta ser a mesma do limite indicado pela sinalização, sem que se perceba estar “obedecendo”. Isso tem explicação, os limites não são estabelecidos “de orelhada”, com é o padrão aqui, mas após estudos que incluem medir a velocidade de carros com o velocímetro tapado para depois levantar dados estatísticos visando estabelecer o limite, que acaba coincidindo com a velocidade natural da via.

É comum estar-se trafegando numa avenida americana, por exemplo, a 45 mph (72 km/h) e ao se avistar uma placa de limite ser essa a velocidade imprimida. É por isso que aqui, na maioria das vezes, ao comparar indicação no velocímetro com limite constatamos estar “em excesso de velocidade”. Em praticamente todas as estradas brasileiras acontece isso. Não tem nada nada a ver com querer “correr”, rebeldia, andar acima do limite por andar.

 

Speed 45mph  VELOCIDADE, ABUSO NO BRASIL CONTRA O CIDADÃO Speed 45mph

(Foto: dailyadvance.com)

Neste Carnaval viajei em direção ao Rio de Janeiro e na rodovia Presidente Dutra, de limite 110 km/h, o carro ia naturalmente a 120~125 km/h. Experimentei manter 110 km/h e era forçar barra, carros me ultrapassando um em seguida ao outro.

 

Dutra110  VELOCIDADE, ABUSO NO BRASIL CONTRA O CIDADÃO Dutra110

Via Dutra, limite aquém do razoável (foto 4x4brasil.com.br)

Desnecessário dizer, trata-se de mera estratégia dos governos dos três níveis de administração para “reforçar” o caixa com a arrecadação de multas, ou seja, meter a mão no bolso do cidadão que sustenta essas máquinas administrativas ineficientes e inchadas de funcionários.

Caso do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, cujo limite de 100 km/h é um desrespeito ao cidadão e que só serve para reforçar o caixa do estado. Se não for isso, que alguma autoridade da área do governo estadual me conteste — se tiver peito.

Por isso, dirigir no Brasil hoje não dá mais o prazer de antes, o de dirigir na velocidade confortável, pois se é obrigado a ficar alternando permanentemente visão da via/visão do velocímetro para não se ser flagrado por uma diabólica câmera. Isso sem contar o maior câncer das estradas e ruas brasileiras entre todos: as lombadas (quebra-molas em algumas regiões). Só pode ser coisa de débil mental, erigir obstáculos numa rua ou estrada. Esquecem-se, ou fingem que esquecem, que veículos policiais, do corpo de bombeiros e ambulâncias precisam ter deslocamento fácil.

 

Gollombadas  VELOCIDADE, ABUSO NO BRASIL CONTRA O CIDADÃO Gollombadas

Lombada, criação de débil mental (foto gfboloni.blogspot.com)

Aliás, para reforçar o caixa, prefeitos irresponsáveis — para não usar um termo chulo —como o de Nova York, Bill de Blasio, e o de São Paulo, Fernando Haddad, sem contar outros tantos Brasil afora, estão com essa de reduzir drasticamente a velocidade nos seus feudos, com a desculpa esfarrapada e sem-vergonha de que um pedestre atropelado a 50 km/h se fere mais do que a 40 km/h — como se atropelamentos fosse inevitáveis e se carros não freassem antes de atingir alguém.

Na exemplar Alemanha, onde o limite nas cidades é 50 km/h, isso vale mais como referência do que qualquer outra coisas, pois já fui transportado por vans e táxis e rodam entre 60 e 65 km/h. Lá o cidadão é respeitado, não é caçado como marginal.

BS

Foto de abertura: www.megacurioso.com.br

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • marcelo

    Infelizmente em nosso país a questão cultural tem um peso muito grande, pessoas esclarecidas e com bom senso, estão cada vez mais raras no mundo e todos pagam por essa maioria que troca seus votos por esmolas ou acham que estão fazendo um grande negócio conseguindo pagar o carne das Casas Bah…. ao invés de pagar preços justos regulados por impostos que não sustentam a vagabundagem. Viajei durante anos de Porto Alegre ao Rio de Janeiro de carro e vi muitas vezes policiais rodoviários escondidos para multar. Por essas e outras cada vez sinto mais vontade de morar fora daqui…

  • Edu Silva

    Perfeito, Bob.

  • RoadV8Runner

    Tanto é verdade que a velocidade por aqui sempre tende a ser menor que o natural da via que, na primeira vez que estive na Europa, ao ver velocidade permitida de 80 km/h em uma estreita alça de acesso à autoestrada, senti “frio na barriga” ao ver o motorista do táxi se aproximar nessa velocidade… Por aqui, seriam 40 km/h, fácil!
    Jé em relação ao velocímetro, sempre o usei para saber a velocidade que estou, pois sempre tendo a rodar razoavelmente acima do limite, pois em tais velocidades me sinto totalmente confortável. Vejo que isso acontece também com vários motoristas holandeses. Porém, tanto eles como eu, ao ver o menor sinal de necessidade de reduzir a velocidade, isso é feito imediatamente, de forma tranquila, sem desespero ou freadas “em cima”. Não é preciso dejetos viários para indicar necessidade de redução de velocidade, mesmo que não exista sinalização para tal, como onde há maior concentração de pessoas, por exemplo. Quando há crianças nas proximidades então, aí a atenção é redobrada.
    Porém, nas vezes em que vou a Interlagos, consultar o velocímetro é meramente por curiosidade, pois visualmente é perfeitamente possível notar que a velocidade está correta (ou não…) nas entradas de curva.

  • Mr. Car

    Perfeito, Bob. Quantas vezes, em rodovias infestadas de radares, sinto- me arrastando como uma lesma, pois é nítido que a via comportaria uma velocidade bem maior que a determinada, e sem que a segurança fosse afetada. E por mim, você poderia ter usado o termo chulo para se referir aos prefeitos. Como dizia Mark Twain, “em certas circunstâncias, um palavrão provoca um alívio inatingível até pela oração”. Genial, he, he!
    Abraço.

  • Cristiano Reis

    Sempre que dirijo em Fortaleza termino o dia cansado e fadigado de ter que ficar segurando o carro pra não passar dos 60km/h, é tenso demais, pois qualquer carro em 4ª ou 5ª marcha tende a andar mais rápido que isso, e você lutando pra não ultrapassar o limite ridiculamente baixo.

    • Lyn

      Pior sensação essa, de ficar brigando contra você mesmo para não acelerar. Cansa mesmo.

  • Fabio Vicente

    Nossa hoje em dia dirigir controlando a velocidade apenas no visual é um verdadeiro tiro no pé! Seria prover ainda mais uma corja de vagabundos.
    O assunto velocidade é mais um argumento contra o uso do automóvel. Mas as vezes, minha cabeça dá um nó sobre a questão de expandir os limites em rodovias, por conta de muitos irresponsáveis trafegando por aí.
    Não raro, vejo na Rodovia dos Bandeirantes, que permite andar a 140 km/h tranquilamente se não houver trafego intenso, motoristas costurando e ultrapassando outros carros como se estivessem disputando uma posição em corrida. Os carros estão melhores, mas a formação dos motoristas e a conscientização de boa parte das pessoas ainda têm um longo caminho a percorrer neste país.

    • RoadV8Runner

      Para esse imbecis que ficam costurando para ganhar alguns metros na vida, o aumento no limite das velocidades não traria mal algum. Talvez, até diminuiria o número de costureiros, visto que um maior número de carros passaria a andar mais rápido. O que mais atrapalha em estradas são os tranca via, andando abaixo do limite na faixa mais à esquerda… E não dão passagem de jeito nenhum!

    • Ricardo – Vitória ES

      O inicio do problema é a liberação indiscriminada de carteiras de habilitação. Digo indiscriminada pois os exames e testes para liberação do documento não são suficientes para detectar o baixo nível de
      capacitação do aspirante à motorista. Então tem MUITA gente despreparada com carteira/autorização para dirigir e são homens e mulheres-bomba
      móveis perambulando entre as ruas e rodovias.

  • Fabio Vicente

    Um assunto fora deste tópico, mas que ainda diz questão ao tráfego.
    Estes dias, eu estava ouvindo o Ricardo Boechat na Bandnews FM, e um ouvinte mandou uma mensagem na rádio dizendo que em São Paulo – não vou saber exatamente em qual local, pois não ouvi direito o nome da rua – houve uma mudança de conversão em virtude de uma nova ciclofaixa.
    Muitos dos motoristas não sabiam da alteração, e estavam acessando uma rua perpendicular a esta via de forma incorreta. Mas… o melhor da história, é que havia no local um fiscal da CET não para alertar sobre a mudança: ele ficava escondido atras de um poste multando os motoristas!!
    Essa pegadinha do Hadad fez uma boa porção de vítimas, pois segundo o relato ele ficou vários dias por ali.

    • jr

      Alguns anos atrás, aqui em Curitiba, fizeram uma série de mudanças em sentidos de ruas e tornaram algumas conversões proibidas. Numa rua em que eu e minha esposa passávamos sempre, por questão de percurso usual minha esposa entrava à esquerda. Numa outra esquina, eu usualmente entrava a direita.
      Um belo dia, após nos ausentarmos por uns dias da cidade, minha esposa, em seu caminho usual, passou pela rua e entrou à esquerda como sempre fez, normalmente. Eu estava no banco do carona e até vi um funcionário do trânsito feliz a fazer uma anotação em seu bloco de multas. Nem comentei com minha esposa, pois não imaginei quem era o premiado. Uns dois dias depois, com meu carro, fui fazer uma outra conversão que fazia quase diariamente há mais de década. Enquanto esperava a abertura no trânsito para fazer a conversão à esquerda, um maluco parou o carro do meu lado, me xingou de tudo que era possível, recebi dezenas de buzinadas. Não entendi nada, nem imaginei que o que aconteceu. No outro dia passei pelo mesmo lugar e notei, sobre o semáforo, uma placa de conversão proibida que simplesmente apareceu ali. Juro que a placa não existia, todos faziam aquela conversão normalmente. E como em Curitiba o semáforo fica do lado errado da rua (vc. precisa ficar uns dez metros da esquina para enxergar o farol no meio da rua, onde estava a placa) não vi nem procurei algo de diferente no meu caminho usual… Bom, não fui multado, mas minha esposa foi… só então notamos que na semana em que viajamos foram proibidas todas as conversões à esquerda naquela rua… todas. E sempre com placas colocadas sobre o semáforo, local que ninguém vê senão à distância, vc. tem de olhar o farol do lado esquerdo, que fica mais baixo…
      Ainda, aqui em Curitiba sempre se coloca o estacionamento de veículos no mesmo lado em que uma não-preferencial acesse a preferencial. Quando não existe como colocar os carros estacionados atrapalhando a visão (pois na rua é proibido estacionar) colocam outdoors enormes agenciados pela prefeitura que te impedem de ver o fluxo de veículos sem enviar metade do carro na via preferencial.
      O que acho que está acontecendo em sp é que o pessoal do trânsito daqui está trabalhando aí, só pode ser.

      • Lucas dos Santos

        Proibição de conversão à esquerda é algo polêmico. Estão implantando isso em Ponta Grossa e os motoristas não estão gostando nadinha.

        A maioria não respeita a proibição e acha que fazer o loop de quadra para entrar em uma via é fazer papel de bobo.

        Quando não há fiscalização por perto, o pessoal desrespeita sumariamente a proibição. Acho que dificilmente essa medida terá 100% – ou um número tão expressivo quanto – de aceitação dos motoristas. Somente uma fiscalização eletrônica daria jeito nisso.

      • Domingos

        Heranças da esquerda são o ponto em comum…

  • Domingos

    “Passei 25 anos correndo, mais intensamente na década de 1970, e mais do que nunca velocidade me era alguma coisa totalmente irrelevante.”

    Só essa frase já era suficiente. Inclusive, no conjunto carro/motorista/condição das vias se sabe muito bem quando se está andando de forma segura – porém ágil – e quando se está devagar ou correndo.

    Por isso mesmo realmente é algo que não importa. Talvez por isso que muitos carros anunciam certas velocidades máximas e isso é de pouco interesse prático mesmo a um entusiasta, afinal no fundo do coração nós sabemos que vai mais importar como o carro roda e, assim, qual vai ser a velocidade de cruzeiro na prática.

    E o perigo é rodar fora dessa velocidade ou ao menos fora da velocidade natural da via, seja abaixo ou acima dela.

    No resto, o mundo está retardado. Proponho uma recolonização com todo mundo de boa fé e vontade se mudando para o interior ou para países menos habitados e deixando as grandes cidades, infelizmente tomadas pela insanidade, para os maldosos.

    Que se façam desses lugares como uma Holanda aos drogados, com um grande cordão de isolamento ao resto da população.

    Mas, existem esperanças. São Paulo eu acho que vai ser a única cidade de grande porte do mundo moderno a negar a babaquice, do resto todas as cidades acima de uns 5 milhões de habitantes parecem fadadas ao fracasso.

  • Lucas

    É, mas Brasil é Brasil. Aqui a única lógica que vigora é a de prejudicar o cidadão.

  • Tiagotagst .

    Perfeito, concordo plenamente.

  • Fernando

    Realmente o que mais abomino entre as besteiras a que nos submetem são as lombadas. Restrições ao tráfego e até de velocidade, embora sejam sim muito mal aplicadas e cobradas por aqui(e com finalidade financeira e não educativa) são coisas de vários países, mas as malditas lombadas não.

    E a construção delas também é de muito interesse, afinal estão valendo mais ainda do que antes, pois descobriram a genialidade de se fazer uma lombada gigante para caberem pedestres e ciclistas nas junções com ciclovias e na faixa de pedestres. O resumo é que em quase toda cidade com prefeito do PT essa desgraça está comendo centenas de milhares de reais que deveriam ser melhor revertidos. A faixa rebaixada nas calçadas era só um delírio meu ou existiu e funcionou bem por tanto tempo?

    A velocidade é outro item relativo a uma engenharia de tráfego que questiono o modo como é avaliada. Nestes dias andei por um bom trecho do rodoanel e estava tentando meditar enquanto dirigia e até tinha me prometido tentar ver como era andar sempre à velocidade indicada. Em diversos momentos não consegui(e eu havia feito um preparo psicológico imenso para tentar isso), pois simplesmente a estrada condiz com mais que ridículos 100km/h, vi em trechos motoristas à esquerda se negando abrir caminho a quem vinha atrás.

    Falta educação no trânsito. Como educação no geral também. E não é que o lema do governo federal atual diz que a ênfase é na educação? Com nosso país nos cercando na forma de muita ignorância e roubalheira na nossa cara, com símbolos da corrupção sendo velhos amigos da cúpula do governo, e negando tudo o que fazem e certamente continuarão fazendo. Onde quero chegar: queremos que muitas coisas melhorem, mas enquanto nós cidadãos de bem estamos atrás das grades e os ladrões estão soltos por todo o país, não tenho muita esperança que as coisas melhorem.

    • jr

      Aqui em Curitiba estas “lombadas no nível da calçada” são acompanhadas de placas PARE. Geralmente estão localizadas no meio da quadra. Não veja a necessidade da lombada, pois quase sempre estão em locais onde, 10m à frente, há um semáforo que controla o fluxo de carros / pedestres, muito menos por estarem no meio da quadra (faixa de pedestres não deveria ficar nas esquinas?). Quando a placa PARE, nem vale a pena comentar…

      • Fernando

        Na minha cidade(Santo André-SP, sofre do mesmo mal de prefeito petista de São Paulo) não há placa de Pare. Entretanto nunca foi um problema, até que não vejo necessidade, eu tanto como pedestre quanto como motorista, vejo que há harmonia e muitos motoristas já davam passagem quando viam condições para isso, e os pedestres também aguardavam quando era conveniente – em SP após declararem preferência aos pedestres, faz alguns que não tem noção de tráfego resolverem enfiar o pé na faixa e qualquer um que esteja vindo a qualquer velocidade precisa parar e instaurar o caos, por falta de noção de alguns poucos.

        Até então, se fazia tudo perfeitamente, se chegava à calçada seja à pé, pessoas com cadeiras de rodas ou carrinho de bebê sem problemas. Mas ficou ruim para motoristas porque: quem projetou essa joça deve andar à pé somente, pois o ângulo de entrada e saída é muito agressivo(a olho eu diria em torno de 45°), e diversos carros ao entrar ou sair dela sofrem pancada brusca mesmo a altura dela não sendo alta, mas é tão mal projetada quanto diversas lombadas que apelidamos de “assassinas”(e não há porque não serem, visto que se alguém não as ver, coisa comum pois várias já tem a pintura desgastada demais, podem ser sim um risco à segurança).

        Mas ficou ruim para pedestres também, pois imagine o custo de material para construir isso que é bem maior que uma lombada. Com a qualidade que sabemos, demanda reparos(sei que diversas já foram reparadas, com menos de 1 ano após serem feitas) e mais a divisão entre os vários intere$$ados nelas.

        Uma das determinações do CONTRAM é de que elas não podem ser colocadas em pisos com inclinação maior que 6%. Porém veja a reportagem e na foto dela, se realmente acredita que está neste padrão:

        http://www.dgabc.com.br/Noticia/658835/santo-andre-ira-instalar-20-faixas-de-pedestre-elevadas?referencia=historico-lista

        Em outra cidade também comandada por um amigo do Lula, veja só a reclamação:

        http://www.dgabc.com.br/Noticia/39908/lombofaixa-sem-sinalizacao-oferece-risco-a-motoristas?referencia=colunas-lista

        • Lucas dos Santos

          Em Ponta Grossa, no Paraná, não é diferente. As rampas das travessias elevadas estão mais para “degraus arredondados”.

          Quando um ônibus urbano passa sobre elas, os passageiros sentados nos últimos bancos são lançados para o alto quando os rodados traseiros do veículo “escalam” o obstáculo.

          Segundo o presidente do órgão de trânsito daqui, tem que ser assim senão os motoristas não reduzem a velocidade. É complicado…

          • Fernando

            Ou seja, mais uma forma de todos sermos claramente punidos, por algo que é dever deles, que é formar bons motoristas. Essa desculpa de não reduzirem velocidade é piada, para quê eles tem tantos pardais então?

            Aqui inclusive tem um pardal junto dessa lombofaixa, essa foto é a prova:
            http://www.dgabc.com.br/Imagens/Home/Index/6067f7bb26.jpg

  • Lucas Peixoto

    Brilhante dissertação acerca do tema. O que é ainda mais odiável são os radares bem abaixo do limite natural da via, por exemplo, de 60 km/h, EM UMA SUBIDA, e os menos habilidosos ao volante reduzem para 40, “por via das dúvidas”, e pronto, trânsito empacada…. quando é 1.0 então…

    • Domingos

      Se tirassem todos os radares assim e deixassem apenas um número razoável dos mesmos, imagina o quanto de fluidez não ganharíamos…

    • Lucas dos Santos

      Na minha cidade tiveram que aumentar o limite de velocidade nas vias com radar por causa disso.

      Os motoristas estavam reduzindo demais a velocidade e atrapalhando o fluxo. Com limites maiores e já contando que os motoristas reduziriam a velocidade mais que o necessário, conseguiram ajustar a velocidade da via sem prejudicar a fluidez.

    • RoadV8Runner

      Não são os menos habilidosos que freiam muuuuito antes dos radares, são os medrosos mesmo! E calculo que esses representem ao menos 80% dos motoristas em geral, pois é quase impossível encontrar alguém que passe pelo pardal na velocidade permitida, pelo menos uns 10 km/h a menos é de praxe…

    • Roberto

      Bem lembrado. Radar tem o efeito de causar congestionamento por essa atitude dos motoristas. Eu sempre passaei no limite ou bem próximo dele e em quase 10 anos de habilitação eu nunca fui multado.

    • CorsarioViajante

      Um dos motivos para todo mundo passar muito mais devagar é que a velocidade muda a toda hora, então é difícil ter certeza qual a velocidade “correta”. Então, por vias das dúvidas, preferem passar numa velocidade muito baixa. Para ver como a confiança nas autoridades é 0.

  • CorsarioViajante

    Perfeito Bob. Quem pega várias estradas em sequencia inclusive nota claramente a falta de critério, pois às vezes uma pista simples que passa em perímetro urbano tem o mesmo limite de velocidade que uma rodovia duplicada sem nenhum movimento urbano por centenas de quilômetros. Não faz sentido e torna dirigir cansativo, estressante e principalmente um constante vigiar artificial do velocímetro.
    O que “salva”, ultimamente, é o controle de cruzeiro.
    O RodoAnel é o melhor exemplo, já calculei e, contanto o tempo que se perde, mais o quanto se roda, mais os pedágios que se paga, para ir de Campinas até a Imigrantes prefiro ir pela cidade. Talvez se o limite fosse 120km/h eu não seria mais um entupindo a cidade.

    • Fabio Vicente

      Compartilho do mesmo problema e opinião.
      Mas as vezes, acessar a Imigrantes indo por São Paulo, dependendo do horário é certeza de pegar engarrafamento. Aí fica a sinuca de bico: pagar pedágio a mais ou enfrentar trânsito?

      • CorsarioViajante

        Seria uma sinuca se o RodoAnel não tivesse engarrafamento. Mas sempre OU um caminhão quebra e trava tudo, OU os acessos mal-planejados saturam e param todas as faixas, OU tem arrastão, etc etc. Ou seja, no fim a dúvida é pegar trânsito no rodoanel ou em SP, e venho conseguindo cruzar SP pela bandeirantes em torno de 1h. Prefiro uma hora em SP do que a roleta-russa do rodoanel.

  • Luiz_AG

    Bob e amigos, boa tarde.

    Viram essa matéria?

    http://www.mundocuriosidades.com/milhares-de-carros-estao-sendo-abandonados-voce-ficara-chocado-quando-saber-o-motivo-2/

    P.S.: Na faculdade, na aula de marketing já ouvia que os carros tinham um preço mínimo que nunca iria baixar dele, pelo simples motivo que as empresas não iriam começar uma guerra de preços até se destruírem.

    Para quem sabe ingles a resposta:

    http://www.snopes.com/photos/automobiles/unsoldcars.asp

    • Rafa F

      Será verdade, cara ? Isso é assustador !!!!

    • RoadV8Runner

      Mesmo antes de ler a resposta, já imaginava tratar-se de texto falso. Só sendo louco para manter produção sem demanda.

  • CCN-1410

    Eu também sou do tempo de não olhar direto no velocímetro. Hoje é uma constante.

    Outra coisa que me vem à cabeça de vez em quando, é o câmbio automático. Como são inúmeras as lombadas que preciso transpor diariamente, estou ficando cansado de usar o câmbio a todo instante.

    • André K

      Não é um caso de preguiça, é que realmente enche o saco passar nessas lombadas. No percurso que faço diariamente para trabalhar (uns 30 km) tem umas 30 lombadas. Não, não é exagero.

  • Fórmula Finesse

    No Sul se morre de tédio…ou emoção, ao desafiar a fiscalização como um perigoso piloto de fuga, a inacreditáveis 100 km.h!!! (De madruga, ou quando chove, os ratos ficam na toca, fica melhor de andar como gente, e não como zumbis dos 60 e 80 km horários..)

    • Antônio do Sul

      Há muito tempo, acho que em 91 ou 92, a Quatro Rodas fez uma reportagem sobre o roubo de carros. Eles entrevistaram marginais que levavam carros de São Paulo até Foz do Iguaçu, e o “macete” para chegarem lá sem serem incomodados era o seguinte, segundo um dos ladrões: “…guarda não gosta de trabalhar à noite, na chuva e no frio”.

      • vstrabello

        E de dia, nem exposto ao sol!! Sombra e se tiver, água fresca. Na Santos Dumont lá estavam eles embaixo de uma frondosa árvore enquanto usavam aquelas câmeras de velocidades infernais. Todo santo dia!

      • Fórmula Finesse

        Exatamente!

  • marcus lahoz

    Já parti para a contravenção há algum tempo, uso o Waze e o anti-radar. Cansei se ser multado a extrapolantes 115 km/h.

    • Antônio do Sul

      A razoabilidade é um critério tão ignorado pelas autoridades que, para andarmos da maneira correta, temos que partir para o ilícito, assim como a maioria das empresas fazem para sobreviver à alta carga tributária. Só no Brasil, país onde o poste urina no cachorro.

      • Domingos

        Razoabilidade acho que está entrando em extinção. Imagine você que já existem movimentos que culpam o homem por ter nojo de… menstruação!

        Não passa de uns 20 anos isso. Ou se resolve ou nos acabamos.

    • Domingos

      Eu em São Paulo uso o bom senso e boa. Com os limites de uns anos atrás eu até procurava andar neles mesmo, o que ajudava a economizar combustível.

      Hoje ficar se arrastando numa via onde há 10 anos o limite era 70 KM/h e agora é 50 ou mesmo 40 é algo que realmente incomoda.

      Percebo que a geração que dirige no celular gosta, porque essa é a velocidade “natural” para esses boçais.

      Devem ser os mesmos que elegeram nossos governantes…

      Paro nos radares e considero comprar um GPS, o qual vou usar só os avisos mesmo.

    • Lucas Garcia

      Amigo , me diga mais sobre o anti-radar , vi alguns no exterior que emitem um sinal sonoro até para radar móvel ou as ‘pistolas hot wheels’, qual você usa?

      • marcus lahoz

        O melhor anti-radar é da Cobra. O meu é um genérico comprado de um site chinês. Ele apita quando já o uso da pistola, radar móvel. Ele não funciona para radares fixos.

  • André K

    “Os desenhos do artista gráfico contratado pela VW, Bernd Reuters, exageravam nas formas dos carro, mas eram cativantes”
    Fazendo parte de uma minoria, eu não gosto de fusca (já tive 2 e já andei em vários). Entendo e admiro as qualidades dele mas não gosto. Agora, esse do desenho do Bernd Reuters é lindo! Possivelmente o mais bonito que já vi.

    Excelente texto, Bob! Obrigado!

  • Sérgio Afonso

    Extremamente esclarecedor seu artigo, Bob. Só falta as “otoridades”
    deste país lerem -no. Só que elas (não) tem conhecimento, vergonha
    na cara e só trabalham para prejudicar o povo brasileiro. Vejam os po-
    liciais rodoviários. É claro que não vou generalizar, mas uma boa par-
    cela deles só trabalha pelo salário. Ficam o dia inteiro na internet, no
    celular, passeando a 150 km/h nas rodovias (como eu calculei essa
    velocidade? Bem, se eu estava a 120 e ele me ultrapassou com se eu
    estivesse parado …..) Não fiscalizam mais nada, só “excesso” de ve-
    locidade. Depois do advento da “pistola azul”, acho que eles tiram até
    no palito, pra ver quem vai segurá-la o dia inteiro. Será que um dia o
    povo brasileiro terá melhor sorte? Abraços.

  • Lucas dos Santos

    Os baixos limites de velocidade, além da “função” arrecadatória, têm uma outra razão: nossas autoridades NÃO CONFIAM em nós! Acham que faremos bobagem se liberarem velocidades mais altas. E temo que eles estejam certos!

    Li em um site uma frase que considero muito verdadeira: “velocidade alta, por si só, não causa acidentes, mas pode agravar algo que já estava errado”! As “Zonas 40” são um exemplo perfeito disso: diminuem a velocidade máxima permitida, para evitar que ela agrave algo que possa ocorrer de errado – se o pedestre foi atropelado, alguma coisa errada aconteceu, independentemente da velocidade do veículo. Sim, é um absurdo essa linha de pensamento, mas, lembrem-se, as autoridades não confiam em nós.

    Basta ver que, mesmo com os limites de velocidade atuais, ainda ocorrem acidentes bizarros e evitáveis. Tudo porque os motoristas dirigem mal e a alta velocidade acaba contribuindo para piorar as consequências de seus erros. O certo seria identificar esses motoristas e tirá-los de circulação, mas sabemos que não é assim que as coisas funcionam.

    Em minha cidade é comum os moradores de alguma vila fazerem manifestações reivindicando a instalação de lombadas em uma via, porque os motoristas dirigem irresponsavelmente e colocam em risco os pedestres e as crianças que saem da escola situada nas proximidades. Um problema que não existiria se os motoristas fossem responsáveis e dirigissem com cuidado. Mas, infelizmente, não vejo outra alternativa senão instalar a lombada reivindicada já que, como já dito, tirar os maus motoristas de circulação é “missão impossível” por aqui. Dessa forma, os bons acabam pagando pelos maus.

    Eu também gostaria de vias com limites de velocidade mais realistas, sem lombadas ou quaisquer obstáculos, mas, com a realidade atual, não dá. Enquanto os motoristas irresponsáveis continuarem “à solta” por aí, continuará havendo todo tipo de limitação nas vias.

    Para finalizar, ontem uma pessoa da minha cidade reclamou ao presidente do órgão de trânsito quanto à altura das travessias elevadas e que deveria haver um padrão. Eu acrescentei sugerindo o que poderia ser feito para amenizar o problema e dei como exemplo duas travessias elevadas que poderiam ser utilizadas como referência. A resposta (desanimadora) do presidente da entidade, vocês conferem na imagem a seguir:

    http://i.imgur.com/Qr2vApO.png

    Pois é. Como eu já disse, os bons pagam pelos maus…

    • Domingos

      Bom, nós também não confiamos nas autoridades. Nesse ponto a coisa está justa, podemos celebrar!

    • Ricardo – Vitória ES

      O inicio do problema é a liberação indiscriminada de carteiras de habilitação. Digo indiscriminada pois os exames e testes para liberação do documento não são suficientes para detectar o baixo nível de capacitação do aspirante à motorista. Então tem MUITA gente despreparada com carteira/autorização para dirigir e são homens e mulheres bomba móveis perambulando entre as ruas e rodovias.

  • Mineirim

    É isso mesmo, Bob. Hoje passei na avenida 9 de Julho e experimentei mais uma vez a “Zona 40″… Como é possível alguém andar a 40 km/h naquela avenida, em pleno domingo, com trânsito livre?
    Outra coisa: na Dutra existem placas de velocidade reduzida nos postos da PRF? Ano passado contei aqui no Ae que fui multado na Fernão Dias por estar a mais de “60 km/h”. Pesquisei e descobri que se tratava de um posto da PRF em Estiva, no qual devem ter usado um radar móvel logo após uma placa.
    Por essas e por outras, concordo inteiramente: acabou o prazer de dirigir naturalmente. É tudo um grande Big Brother em que o motorista só pode perder.

    • Avatar

      Mineirim,
      Endosso o seu coro: rodo muito na Fernão Dias e os larápios da PRF instalam sim radares estáticos em frente aos postos de fiscalização ajustados para 60 km/h. Muitas vezes escondidos atrás das placas ou até mesmo usando os cones para camuflá-los. Já vi também no posto do km 871, em Pouso Alegre. Acho isso um absurdo, pois a via não tem 60 km/h como LIMITE e chego a ficar inseguro quando reduzo para os 60 e poucos, pois ninguém mais reduz e parece que serei engolido pelas carretas. Mas como gato escaldado tem medo de água fria, não quero mais contribuir para o caixa deles…
      Convenhamos, posto da PRF não é escola para ter que colocar uma redução tão drástica para NADA, pois nunca há ninguém fiscalizando quem passa e o policial não é nada inocente no que diz respeito aos riscos que corre quando se coloca em plena rodovia…
      Aliás, 80 km/h na Fernão Dias também é uma brincadeira de mau gosto…
      Deveriam se preocupar mais em fiscalizar os espertões que andam pelo acostamento todo domingo quando o trânsito fica lento, parando-os e dando um “sabão” ao invés de ficar de braços cruzados vendo a caixa registradora azul (Trucam) funcionar para punir os “loucos” que não conseguem se segurar nos “velozes” 80 km/h…

  • Matheus Ulisses P.

    Não tive a sorte de aprender a dirigir num Citroën 11 L 1947 e nem de ser piloto, mas concordo 100% com você, mestre Bob! Quanto às lombadas, torça para não precisar vir pra cá em Laranjal Paulista. Temos 1 lombada ou valeta a cada piscar de olhos! É revoltante.

  • odaiVecoV

    Sou feliz por enquanto aqui na minha região…mas o DNIT está colocando a parafernália eletrônica em alguns pontos…o lado bom é que são mais de 300 km de rodovias aqui na volta da cidade e apenas 1 posto da PF que deve ter cerca de 6 dúzia de viventes, dificilmente estão de campana na estrada.

  • Leo-RJ

    Caro Bob, perfeito texto!

    Identifiquei-me muito com a frase “Por isso, dirigir no Brasil hoje não dá mais o prazer de antes,”.

    Realmente, para quem tem mais de 40, dirigir hoje não tem o mesmo prazer de antes. Excesso de controle, de radares, de sinais, e, até mesmo de carros e gente incapacitada para dirigir. Nem mais amplo campo de visão dianteira temos com esses carros com filme preto nos vidros (antes víamos longe através dos vidros dos carros da frente).

    Entre 2000 e 2005 fiz o que muita gente aqui do Rio fez, levava meus carros a uma uma famosa loja de acessórios automotivos em Jacarepaguá (perto do autódromo), na qual todos conheciam a especialidade: instalar “placas anti-radar”.

    Era da seguinte forma: o cara instalava aquela moldura de placa como a dos GM Opala, que articulavam para baixo, um motorzinho (parece que era de vidro elétrico ou antena elétrica, não lembro), e com um “botãozinho” de vidro elétrico colocado próximo ao freio-de-mão fazíamos a placa bascular para baixo ao passar pelos radares. Depois bastava apertar o mesmo botão que a placa voltava à posição original.

    Nem é preciso de dizer que o arame do lacre da placa deveria ser um pouco longo. A loja depois foi investigada e fechada por isso.

    Não dava para fazer em todos os carros. Golzinho e Voyage quadrado não dava. Santana também, não. Gol “bolinha” e Kadett, sim. O Citroen Xantia da minha mãe deu para fazer. Fiz no Gol bolinha e Parati idem, e também no Citroen Berlingo.

    Porém, na verdade, me sentia mal em fazer isso, e com o tempo não coloquei nos carros que ia comprando (antes da loja fechar). E até pelo concurso que passei, não dava mais para ficar fazendo isso…
    Foi mesmo um período de “desespero” de quem pegou uma boa época, em que havia prazer ao dirigir por aí. Bem diferente de hoje…

    Como era bom dirigir há 20 ou mais anos atrás.

    Leo-RJ

  • Lyn

    Sobre as lombadas, cheguei a conclusão de que elas são um mal necessário pois o motorista brasileiro não tem a maturidade de perceber que quando não há lombadas isso não significa que ele tem licença para andar em velocidades absurdas mas isso só na cidade, em estradas eu acho as mesmas uma aberração

  • João Carlos

    Está um verdadeiro desprazer guiar. Agora em toda avenida de SP capital tem câmeras com os tais 50 km/h de limite.

    Essa do atropelamento é de doer. Vamos voltar à lei da bandeira vermelha.

    • Domingos

      Como se fossem crônicos os atropelamentos. Em toda a minha vida, graças a Deus, nunca vi um único.

      É a mesma desculpa das feministas: se tem 1 estuprador, todos os homens devem ser vigiados. Não é à toa que o denominador comum é: tudo de esquerda.

  • cascagrossa

    Brilhante texto! Confesso que só pela mesma atitude, de prestar mais atenção ao transito do que ao velocímetro, já fui “assaltado” algumas vezes pelos pardais da vida.
    Só consegui me livrar de algumas multas após comprar um carro automático com limitador de velocidade, é chato mas é prático.
    Uma das coisas que mais me irritam, é que a maioria dos canais de informação insistem em dizer indiscriminadamente, que acidentes são causados por “excesso” de velocidade, sem analisar as condições das estradas, dos carros e dos motoristas envolvidos nesses acidentes.
    Se velocidade fosse a única responsável por acidentes e mortes no trânsito a Alemanha estaria dizimada…
    Na verdade acredito que é muito mais fácil para as “autoridades” e mídia “politicamente correta” culpar a velocidade do que realmente investir em tentar eliminar as reais causas dos acidentes e mortes no trânsito.

  • Renan V.

    Concordo Bob, na maioria das vezes, o limite de velocidade imposto é menor do que a estrada pede e permite. Sem contar que, com os carros cada vez melhores e os freios cada vez mais eficientes (por causa do ABS, também imposto), a sensação de “travamento” aumenta ao se trafegar seguindo o limite da via, sempre abaixo da “velocidade de cruzeiro” dos carros modernos.

  • Tarcisio Cerqueira

    Bob, ótimo texto! Li como se fosse um desabafo meu! Uma coisa que me irrita Bob nem é tanto a sede arrecadatória e a falta de preparo das autoridades… É a opnião da maioria das pessoas ser de acordo… Hoje tratam como mal motorista, marginal, não somente as “otoridades” com multas e sansões, mas também a sociedade, que te julga como irresponsável… Mas aquele “cidadão” que anda na faixa da esquerda a 60km/h em via de limite 80km/h, em pleno horário de pico, atravancando todo o trânsito…. aquele que entra numa via de velocidade mais rápida de maneira abrupta, acelerando o mínimo e impondo a quem está em sua velocidade tenha de reduzir… aaaah esses são tidos como “responsáveis” porque andam devagar… Isso me irrita muito…

    • RoadV8Runner

      Disseste tudo, bom motorista por aqui é aquele que anda devagar, atravancando o trânsito. Certa vez, disseram à minha noiva que uma determinada pessoa dirigia bem porque freava bastante (???!!!), ao que outros que estavam com ela concordaram. Acho que nunca ouvi tamanho despropósito…

      • Domingos

        O pessoal perdeu toda a noção mesmo…

        Um tio desses é o cara que vai perder o controle numa mínima saída de frente que daria para corrigir com folga umas 3 vezes.

    • Avatar

      Somos dois! Penso exatamente igual. São esses “politicamente corretos” que usam nas pesquisas de satisfação sobre essas medidas…

  • Daniel S. de Araujo

    O reforço do caixa estadual e municipal (caso da capital de São Paulo) é a maior razão para esse problema da velocidade.

    O nosso Governo do Estado transformou as estradas estaduais em verdadeiras ratoeiras, prontas a pegar o motorista desavisado. Limites de velocidade reduzidos de 120 para 100km/h seguidos de um radarzinho, isso para mim é tributação disfarçada. Isso ignorando os pedágios verdadeiros caça-niqueis que trasnformaram o prazer em viajar pelo estado num encargo carissimo.

    Nem vou falar do Prefeito de São Paulo porque é ser repetitivo. Vai esperar o que de um poste que aprova uma cartilha “Nois pega o peixe.”

  • Bob, você mais uma vez compartilha exatamente do mesmo pensamento que o meu. Acho que pior do que o limite de velocidade é em relação às lombadas. Reclamo disso todo o dia com minha mulher quando vamos para o trabalho. E Aqui em São Gonçalo -RJ é bem pior! Uma lombada a cada 100 metros, e as ruas que sobram são lotadas de buracos e bueiros fundos que destroem as suspensões. E o pior de tudo é que tem uns imbecis que ainda defendem o estado, achando que estão fazendo o melhor para todos! Só Brasil mesmo. Me sinto triste de ter nascido nesse país! Sem mais…

  • Boni

    Viajar a 110 km/h na Dutra é ridículo. Até mesmo os caminhões andam acima desta velocidade hoje em dia.

    • vstrabello

      Até descer a Tamoios com as câmeras a 30 km/h! E ainda eles não trocaram por olhos-de-gato melhores ou trocaram por novos e pintaram as faixas para auxiliar em uma noite chuvosa descendo a serra!

    • Avatar

      Com a Dutra ainda estamos no “lucro”, pois na Fernão Dias temos que nos arrastar a 80 km/h, sendo que o “traçado” é muito similar à Dutra…

      • Avatar

        Os trechos de 100 ou 110 km/h são poucos. Se você considerar todo o trecho SP-BH, verá que os trechos assim sinalizados não chegam a 30% do total, sendo que a pista é praticamente igual em toda a extensão. Poderia ser 110 km/h em toda a extensão, salvo a serra de Mairiporã, que não são muitos que conseguiriam fazê-la a essa velocidade… Aí entra um outro ponto que sempre falo: a sinalização trata de velocidade MÁXIMA e se o motorista não tem condições de mantê-la, fique na direita e boa… Mas isso já é sonhar demais…
        Placa de 60 km/h só lembro de ver em frente aos postos da PRF.

    • César

      Andar na Anhanguera, na região de Campinas, a 90 ou 100 km/h, também dá muita preguiça…

      • CorsarioViajante

        Ainda bem que existe a Bandeirantes.

        • César

          Infelizmente, no meu caso, não dá para fugir desse trecho específico da Anhangüera, mas dá gosto de andar na Bandeirantes.

        • João Martini

          E nessa dava muito bem pra andar a 150-160 com a maior tranquilidade

  • Sergio S.

    É exatamente assim que eu me sinto quando estou dirigindo:
    -Vítima de abuso de autoridade e caçado como um marginal.
    Eu dirijo há praticamente quarenta anos, já fui caminhoneiro e sou motociclista há mais de trinta. Sei que tenho uma ótima noção de qual é a velocidade segura para andar em qualquer condição e consigo ver quão absurdamente defasados, para menos, estão os limites de velocidades das estradas em geral, e particularmente aqui no meu estado, o RS.
    Somos obrigados a andar longos trechos de pista dupla, plana, bem sinalizada, com acostamento, asfalto de boa qualidade, fora de perímetro urbano com o ridículo limite de 80 km/h, por exemplo.
    Assim vivemos como o Fórmula Finesse disse: Morrendo de tédio, andando dentro do limite estabelecido, ou de emoção, desafiando a fiscalização de velocidade. Eu particularmente sou mais partidário da emoção…kkk
    O pior é que isso, além de não contribuir para a segurança e prejudicar financeiramente o cidadão, deseduca o motorista na medida que cria nele o hábito de não respeitar a sinalização.

    • Domingos

      Exatamente. Se os limites são razoáveis, a tendência é obedecer a sinalização como um todo.

      Quando se passa a ignorá-la pela absurdez da coisa, vira risco e zona.

      É a mesma coisa com as faixas contínuas proibindo ultrapassagens por longos trechos sem motivo, só por alguma estatística ou politicagem.

      No fim você acaba passando onde dá mesmo e, nisso, de repente pode surgir algum risco (como uma elevação ou cruzamento escondidos) que causam um acidente grave.

  • Estou gostando dessas reportagens do Ae. Interessante se fossem divulgadas também em outros sites, como portais de noticias.

  • leogodoy

    “Aliás, para reforçar o caixa, prefeitos irresponsáveis — para não usar um termo chulo —como o de Nova York, Bill de Blasio, e o de São Paulo, Fernando Haddad, sem contar outros tantos Brasil afora, estão com essa de reduzir drasticamente a velocidade nos seus feudos, com a desculpa esfarrapada e sem-vergonha de que um pedestre atropelado a 50 km/h se fere mais do que a 40 km/h — como se atropelamentos fosse inevitáveis e se carros não freassem antes de atingir alguém.”

    Podem nào ser inevitáveis, porém acontecem. E quem está a 40 ao frear atinge o pedestre com menos energia que quem parte de 50 no início da freada. Entendo seu texto, mas aqui soa a desonestidade intelectual – fora o desdém com a vida alheia.

    • Lucas dos Santos

      O problema é que, dessa forma, estão agindo no efeito e não na causa.

      Atropelamento acontecem. E com frequência. Mas POR QUE eles acontecem?

      O certo seria agir de modo a evitar que os atropelamentos ocorram, ao invés de somente amenizar as suas consequências. Por isso, levar em consideração que o pedestre, mais cedo ou mais tarde, será inevitavelmente atropelado é um erro.

    • Domingos

      Acho que desdém com a vida alheia tem quem apoia aborto ou drogas, como essas administrações da perseguição ao carro fazem.

      Anda logo a 20 km/h então. Alguns imbecis apoiam isso, pode pesquisar. É o sonho da restrição de liberdade.

      Se for porque “acontece”, então não deveríamos passar dos 60 nas estradas, afinal tem pedestre que simplesmente aparece na frente do carro.

      Desonestidade intelectual é precisamente o que um cara usa para justificar que um carro batendo a 40 é algo que muda tudo em relação a um que bate a 50 num pedestre.

      Só a diferença de peso de um veículo para o outro já pode ultrapassar em muito a diferença.

      Isso é papo de psicopata político e mental, vulgo gente de esquerda.

  • Lipe

    Tive a infelicidade de, por um descuido, passar a 68 km/h num radar de 60 km/h. Velocidade considerada: 61 km/h. Sim, tomei uma multa com velocidade de 1 km/h acima do limite. Parece inacreditável…

    Segue foto da aberração:

    • Fat Jack

      Bem-vindo ao clube!. Aqui em casa já temos pelo menos uma dessas para cada motorista…

    • Christian Bernert

      Também tenho uma dessas. Por radar móvel na BR-116, descida da serra do Paraná para São Paulo. É um trecho cuja velocidade máxima era 110 km/h até um ano atrás. Já devo ter passado por lá umas 400 vezes, sempre entre 90 e 110km/h sem nunca ter um acidente ou situação de risco. Desde o tempo que tinha uma Parati 1984.
      Agora na era moderna em que vivemos com carros, ônibus e caminhões muito melhores que a 30 anos atrás, a velocidade é limitada a ridículos 60 km/h. Esta é a mesma velocidade das ruas da minha cidade. RIDÍCULO!

    • Domingos

      É sempre assim. As multas vêm para que não estava fazendo nada demais e quem passa a 1 ou 2 quilômetros acima do limite.

      Gente fazendo besteira raramente é pega.

      • CorsarioViajante

        É fato, pq quem está fazendo besteira grossa está ligadão procurando radar. Agora, gente como meu pai, que dirige pacato, cai nas “pegadinhas”.

        • Domingos

          Minha mãe já tomou multa assim. Eu nunca…

          É exatamente isso mesmo.

    • Ricardo

      Eu já caí numa dessas, quando finalizou a pista dupla eu estava a fantásticos 85 km/h e o limite tinha voltado para os perigosos 80 km/h. Mas alguém tem que pagar a corrupção na Petrobrás, não é? Nós, é claro.

    • Guilherme Maia

      Caro amigo você estava a 8 km/h acima do limite, esse 1 km/h é acima da tolerancia

  • Roberto

    Aqui no RS, na praia de Imbe, existe um trecho na estrada que vai até a cidade que existem pelo menos 5 lombadas em sequência. Coitado se alguma ambulância ou viatura que estiver em emergencia e precisar sair ou se deslocar para a cidade.

  • Lorenzo Frigerio

    Ah! Se o Fusquinha fosse que nem na brochura!

  • Bob Sharp

    Leo
    Que legal, grande medida! Eu mesmo já pensei em fazer isso, a placa “escamoteável”!

    • Antônio do Sul

      Alguns caminhões usam esse “dispositivo” para burlar os leitores de placa que flagram quem não passa pelas balanças. O jeito é perguntar a algum motorista onde fazem isso.

      • Leo-RJ

        Pois é, Antônio. Um dos sócios desta famosa loja do Rio, próximo ao finado autódromo, já naquela época conhecera o dispositivo justamente com caminhoneiros.

    • Domingos

      Eu acho um absurdo o cidadão de bem ter que apelar a isso e se esconder, Bob, por mais que a medida seja criativa.

      O certo era voltar à sanidade.

  • Bob Sharp

    leogodoy
    Você está completamente enganado. Tenho a maior consideração com a vida alheia. Desonestidade intelectual aqui, melhor dizendo, hipocrisia, é a sua, pois você assume a defesa de quem tem desdém com a vida, justamente aqueles que se metem na frente de um carro simplesmente por desobedecer regras básicas. Você faz coro com os idiotas do Bill de Blasio e do Fernando Haddad.

    • leogodoy

      Nem todos os acidentes são causados por pedestres suicidas. Mesmo esses merecem proteção, mas quantas vezes a culpa não é daquele de quem mais se espera responsabilidade, ou seja, o que conduz veículo? É nessa situação que reduzir a velocidade serve sim para prevenir acidentes.

  • Rafael Ramalho

    Excelente texto Bob. Lembrando aos amigos, que em rodovias de pista simples, os radares vulgo “Pardais” não pega se passarmos na contra-mão. Só funciona nesses modelos. As barreiras eletrônicas e radares em estruturas multam em ambos sentidos. Para os modelos móveis, a melhor solução é o anti radar Cobra (qualquer modelo). Obs: Em alguns lugares a PRF conta com um radar com alcance de 1 KM. O Cobra avisa com certa antecedência, cerca de 300 metros no máximo, andando na casa dos 200 km/h, você consegue diminuir bem a velocidade e desligar o equipamento, mas nada impede de ser abordado. O melhor Kit anti radar é um bom GPS rodando com POI’s do Mapa Radar + Cobra (qualquer modelo). Em SP é bem mais complicado, porque vira e mexe são instalados radares móveis, logo atrás de estruturas de concretos ou metálicas, impedindo assim o funcionando do anti radar, nesses casos o Waze ajuda, mas no resto do Brasil dá pra tentar escapar dessa corja.

  • Avatar

    Desculpe, Leogodoy, mas se você gastar 5 minutos observando o comportamento dos pedestres nas vias do centro de São Paulo, veria que são eles que colocam-se em risco. Os motoristas são tungados pela administração simplesmente porque pedestre não tem placa para multá-los facilmente. E como agentes de fiscalização no nosso país não gostam de trabalhar de verdade, jamais vão importunar o cidadão à pé para ensiná-lo sobre como deveria se portar quando na condição de pedestre…

  • Bob, o de Petrópolis

    Bob, acabei de voltar da Terra dos Livres. Veja, viajei cerca de 5.000 milhas, California, Arizona, New Mexico, Colorado, Utah e Nevada. Paguei apenas 1 pedágio, de US$ 5 para sair da Bay Area. As pistas tem limites variados – California 70mph, outros estados, 75mph. Além das pistas serem tapetes e – pricipalmente – curvas muito bem projetadas, andava a cerca de 80/85mph acompanhando o tráfego sem ser incomodado por nenhum policial. Gasolina, cheguei a pagar a exorbitância de R$ 1,20 por litro, regular. Motéis simples, porém honestos e bem em conta. Não vi 1 radar de velocidade, nenhuma lombada (quebra-molas). A polícia é atuante com os abusados, pega-os na hora, embora você nunca veja de onde eles saem. Daí chegar aqui e ver esse trânsito caótico e coalhado de radares, dá depressão…

    • Bob Sharp

      Bob, o de Petrópolis
      Tudo isso e mais se poder – legalmente – saborear uma bebida alcoólica até 0,8 grama de álcool por litro de sangue (era 0,6 g/L no CTB) sem ser chamado de “bêbado” pelo William Bonner! Sinto a mesma depressão que você, dura uma semana, sempre que volto do Primeiro Mundo.

    • Domingos

      Dizem que no Texas já estão permitindo coisa de 90 milhas na prática, procede?

      Deve ser maravilhoso viajar assim tranqüilamente e sem estar fora da lei.

      Não tem nada mais legal que chegar bem e rápido.

  • Avatar

    Bob,
    Sobre o “teste às cegas” para a determinação de um limite razoável, tenha certeza de que nossos governantes dariam um jeito de convocar somente “mocinhas recém-saídas da auto-escola” para que o resultado fosse favorável à arrecadação…
    Infelizmente, estou perdendo a esperança. Por essas e outras coisas do nosso dia-a-dia que nem o hino nacional canto mais quando participo de alguma cerimônia onde o mesmo é tocado, tamanho o meu desânimo em relação ao nosso país e sua população. Principalmente a parcela crescente dos que são beneficiários de “bolsa-qualquer-coisa”. Um verdadeiro câncer no nosso país.
    O jeito é viver em “emoção” como bem definiu o MFF, enquanto ainda estou vencendo esse “inimigo”.

    • Bob Sharp

      Avatar

      Dá página da CET, sobre o rodízio:
      ‘”Aqui você encontra informações sobre a Operação Horário de Pico no Município, uma idéia aprovada pela população. Abrangendo caminhões e automóveis, esta regulamentação tem o objetivo de evitar que a situação do nosso trânsito piore. A partir da colaboração de cada cidadão algumas horas por semana, todos continuaremos tendo uma cidade com ruas menos congestionadas.” Como no caso das mocinhas saídas da auto-escola, certamente a pesquisa envolveu cinco pessoas, das quais quatro disseram aprovar essa vergonha paulistana.

    • Domingos

      Era capaz das mocinhas colocarem uma velocidade maior que os atuais 30-40-50.

  • Bob Sharp

    Rafael Ramalho
    Termo exato: corja.

  • César

    Avatar, de que trecho da Fernão Dias você fala especificamente?

    • Boni

      César, a última vez que fui para Bragança Paulista, salvo engano, o trecho de serra, em Mairiporã, tem limite de 80 km/h… Alguns até de 60 km/h.

      Mais à frente, volta a ser 110 km/h, acredito eu.

  • Mingo

    A coisa está tão feia aqui em São Paulo, que quando saio com meu Gordini 1967, consigo acompanhar perfeitamente o fluxo, pois mesmo com seu motorzinho de 40 HP (de emoção) ainda preciso prestar atenção no velocímetro para não ulterapassar os 40/50 km/h que se tornaram padrão em nossas vias. Apesar que vou ser sincero, elas estão tão maltratadas e esburacadas, que se passar muito dessa velocidade, os carros se desintegram…

  • Rafael Alx

    Bob, voltei há pouco de uma viagem que fiz para Portugal, minha primeira viagem internacional, onde fui motorista e também pedestre por cerca de uma semana, em Lisboa e algumas cidades que visitei num raio de 150 km.

    Em resumo, tive a mesma impressão que você descreve em diversas vias de lá (e daqui também, na verdade): de que a velocidade regulamentar é menor do que a natural permitida pela via, com segurança. Porém os portugueses no geral preferem trafegar na velocidade natural da via em grande parte do trajeto, até porque me deparei com poucos radares por lá. E as coisas funcionam lá, sabe o porquê? Porque os motoristas tem total respeito pelas faixas de segurança, e a maioria dos pedestres também tem noção que devem efetuar a travessia por elas, e não em qualquer lugar. E tudo fica ok, mesmo com os motoristas de lá sendo mais rápidos e sem eu ter me deparado com nenhuma – eu disse nenhuma – lombada, mesmo em pequenas vilas e cidades.

    Aliás, fiquei impressionado com outras coisas no transito de lá, como o total respeito da preferência nas rotatórias (e lá são muitas, mesmo em cruzamentos com semáforos, só que lá eles as chamam de rotundas, hehehe), a quase inexistência de motoristas “dormindo” e atrapalhando o trânsito (mais em Lisboa, quando estão procurando vagas pra estacionar) e o respeito pela faixa da esquerda nas estradas (eles só utilizam realmente em ultrapassagens). E também, a proporção de sw (peruas) ser maior que a de sedãs. E vi mais Peugeot, Smart e Fiat do que VW entre os pequenos…

    Como off-toppic, dirigi um Punto 1.2 e mesmo sendo um carro pesado, ficou claro – na minha opinião – de que um motor pouco acima de 1.0 é muito mais adequado do que o próprio, mesmo tendo menos potência no papel. Ah, e os aviões realmente são um outro departamento de máquinas fantásticas!

    • Roberto Neves

      Rafael, dirigi em Portugal em 2012 e 2014 (Renault Clio, Ford Fiesta e GM Corsa, todos de baixa cilindrada mas ótimo comportamento na estrada) e compartilho das suas impressões: como é gostoso ser motorista por lá! Ótimas estradas, motoristas disciplinadíssimos. Ultrapassavam-me a quase 200 km/h e imediatamente voltavam à faixa da direita. E, de fato, é o “país das rotundas”!

  • Fat Jack

    Para mim, lombada em rodovia é mostra máxima do que é a “gambiarra” que tentam nos convencer ser a “engenharia de tráfego”, oras, se é uma rodovia (tida como via de fluxo rápido), não é concebível haver nelas lombadas. O que tem de ser feito é a aplicação de outra alternativas para a travessia tanto de pedestres quanto de veículos pela via (tendo ela “em tese” a prioridade).
    É que bem sabemos ser muito mais fácil (e barato) colocar lombadas e placas de 40 km/h (quando elas existem, né?), do que executar obras…
    Pior que tê-las é vê-las imediatamente abaixo de passarelas (descaso total a lógica), onde óbvio, grande parte dos pedestres e ciclistas faz a travessia pela via contando com a menor velocidade dos veículos que nela transitam (um duplo absurdo), onde se penitencia os motoristas ao invés de educar os transeuntes.
    Quanto ao trafegar com velocidade “no visual”, é interessante mesmo… indo para Caldas Novas, boas parte do trecho “Minas” trafegava ao redor de 120 km/h reais sem ficar “velando” o velocímetro…

    • Domingos

      Olhar toda hora para o velocímetro é mesmo algo para punir o motorista e que distrai muito.

      Essa geração nova toda já tem esse vício, eu já tenho também. Se passam uns bons minutos durante uma viagem olhando para o velocímetro, o que é certeza de situações de risco.

      Por isso um 208 nos dias de hoje cai muito bem. E se lembra o quanto é bom uma boa instrumentação.

    • Rodolfo

      Na rodovia que vai de Vargem Grande Paulista/SP à Ibiúna/SP, Rod. Bonjiro Nakao, foram retiradas algumas lombadas e colocaram no lugar lombada eletrônica. Muito melhor agora… pois elas são de 40 km/h.

      Mas ainda existem lombadas nela e outras são novas e com placa de sinalização de lombada uns 5 metros da mesma!!!

  • Juvenal Jorge

    Bob,
    magistral e clara explicação nesse seu texto.
    Quem não entendeu não deveria dirigir.
    Obrigado pela sua disposição em ensinar a todos.

    • Domingos

      Falta esse bom senso das pessoas hoje. Se você não consegue sentir e entender um conceito básico como o da velocidade natural, procure outros hobbies ou formas de se locomover.

      Não é vergonha alguma. Cada um no seu quadrado.

  • Rodolfo

    Lombada na estrada é um crime.

  • Peter Losch

    Na Alemanha, dentro de algumas cidades, o limite é de 30 km/h. Este limite é respeitado por todos.

  • César

    Nesse trecho, especificamente, acho um pouco exagerado esse limite baixo, pois a Fernão Dias tem trechos bem mais sinuosos: entre Igarapé e Itaguara/MG, Carmo da Cachoeira/MG, entre Estiva e Extrema/MG. Em resumo, ela tem trechos em que 80 km/h é muito, outros em que 110 km/h é pouco.

    • Boni

      César, já passou pela Rodovia dos Tamoios pós-duplicação? Lá sim é de se passar raiva. Há mudanças bruscas nos limites de velocidade e, que coincidência, sempre acompanhada de um “pardal”.

      Ridículo. O Waze é meu companheiro de viagem agora, infelizmente.

      • César

        Boni, vou ficar devendo, não conheço essa rodovia.

  • Christian Bernert

    Na última vez que passei na Régis Bittencourt (BR-116) de São Paulo para Curitiba contei mais de 40 alterações de velocidade máxima permitida. Vai a 100, 110, 90, 60, 110, 60, 90, 80, 100, 110, 60 … e você ficando doido com aquela insanidade total.
    É um inferno psicológico, tortura total. Insanidade absurda.

    • Fat Jack

      É uma sequência de “ratoeiras” eletrônicas, somente esperando um descuido nosso para subtraírem algo de nossas carteiras, o trecho que você menciona tem realmente uma sinalização que beira a tortura psicológica…

    • Cesar

      Também notei esse absurdo, além de vários trechos de 60, sem o menor sentido.

  • Gabriel Felipe Moretti

    É fácil ver o rídiculo da situação aqui no PR a BR-376 no trecho que sai de Curitiba e vai para o interior tem limite de 110 km/h nos trechos de pista dupla e também na pista simples, com exceção do trecho de Serra que é realmente perigoso passa a 80 km/h, e nem dá para andar muito acima disso mesmo.
    Mas esta mesma estrada vai em direção ao Litoral e se junta com a BR 101 (que não existe no PR, papel desempenhado pela 376 até Curitiba e pela 116 até SP).
    Nos trechos planos e bons no estado do PR o limite é de 110 km/h com algumas restrições a 80 klm/h e quase toda a serra a 60 km/h, existem trechos que concordo, próximos a Curva da Santa, esta que possui geometria invertida, com a sobre elevação na parte interna da curva, criando um efeito de “sair de frente”, com muitos acidentes.
    Mas o terrível vem agora, terminada a serra sentido SC, o limite volta a ser de 110km/h, mas por um passe de mágica quando se chega a SC, com terreno mais plano e estrada com muito mais retas e visibilidade de quilômetros, este limite é reduzido para 100 km/h, com muitos trechos de 80km/h, e sempre tem um PRF com um radarzinho móvel bem na mudança de velocidades pronto para pegar os desavisados.
    Ah e tem mais uma coisa no KM 666 da BR 376 entre Curitiba e SC agora tem um Super Posto da PRF, com um radar movel que esta fixo 24 horas pronto para pegar quem passa acima da velocidade estonteante de 40 km/h, e na maioria das vezes você olha dentro da guarita e nunca vê os policiais, a última vez que passei lá tinha um carro na minha frente com as rodas batendo como se estivessem sem amortecedores e sem nenhuma luz traseira, num fim de tarde com neblina.

    • Antônio do Sul

      Quando alguma carga especial, de grandes dimensões, daquelas que vão em carretas com um monte de eixos e puxadas por três cavalos, tiver que passar nesse posto do Km 666, vai ser um rebu. Ou vão ter que tirar aquele toldo que cobre as duas pistas, ou os caminhões terão que fazer alguns quilômetros a mais para acessar o trecho catarinense da BR-101, seja descendo por São Bento do Sul ou indo pela BR-116 e depois pela BR-470.

  • Carlos A.

    Belas informações!
    Não vou mais me sentir culpado quando meu carro naturalmente estiver andando mais rápido que o limite permitido em algumas estradas, trata-se apenas de uma velocidade ‘natural’ digamos assim. Mas infelizmente não poderei mantê-la pois estarei desobedecendo a Lei. Assim, terei que fazer como a maioria, ficar atento ao velocímetro, mesmo que isso de certa forma gere algum stress e reduza o prazer ao dirigir.

  • Ricardo

    Sinceramente tenho pena das novas gerações de motoristas. Quando era moleque lá nos anos 80, não tinha essa neura de radares, raramente alguém era multado por excesso de velocidade. Claro que eu ia de passageiro, mas aprendi muito do que eu sei dirigir hoje por causa daquelas longas viagens. E hoje tá um stress essa questão de velocidade, 80km/h é um limite ridículo em uma estrada em plena luz do dia, longe do perímetro urbano, em uma reta!

  • Lucas

    Dia 26 de dezembro do ano passado eu fui até Penha – SC e entrei na BR-101 em Joinville, vindo pela SC-418, conhecida por lá como Estrada Dona Francisca. Tal entrocamento fica a norte de Joinville. Em poucos quilômetros o transito, que inicialmente fluía bem, parou. A BR-101, pista dupla, e eu comemorava quando conseguia engatar a 2ª marcha…. Quilômetros e quilômetros desse jeito. Paramos num posto para ir no banheiro, e ouvimos de uma funcionaria da limpeza, que estava assim desde a manhã (já passava das 17 hrs). Saímos do posto, já havíamos passado toda Joinville. Próximo a entrada para São Francisco do Sul descobrimos o porquê da lerdeza: havia por alí um radar fixo de 80km/h, mas o povão “apaixonado por carros” tratava de passar por ele a qualquer coisa abaixo de 50……. Ou seja, o movimento poderia estar fluindo tranquilamente a 70~80 km/h (mais até se considerarmos as margens de erro e limites de tolerâncias obrigatórias) mas os ignorantes de plantão tratavam de fazer tudo andar a 10 km/h.

  • Guilherme tanure

    Caro Bob, perfeita as suas observações. Permita ir um pouco mais longe. Estes imbecis que ocupam cargos chave nas administrações públicas e governam nossas vidas não estão nem de longe preocupados com a redução de acidentes muito menos com a vida humana. Estes parasitas da maquina pública só pensam em acharcar e roubar o cidadão. Ontem dia 22 de fevereiro tive o desprazer de fazer certamente a pior viagem conduzindo um veículo em 35 anos de volante. Trecho Belo Horizonte Vitoria pela BR 381 e 262. Não obstante as referidas rodovias serem um lixo no que tange a conservação,sinalização e segurança. Ativa e passiva ainda estava infestada de radares por todo o trecho de 500 km. Praticamente de 10 em 10 km havia uma arapuca para flagrar o motorista acima de 30/40/50/60/80 e 100 km nos raros espaços onde era permitido ir a 100 km para imediatamente ter de frear o veículo para não cair na armadilha seguinte. Eu,minha esposa e meu filho mais novo perdemos a conta do radar de fiscalização eletrônica número 41. Percebi além da maquiavélica e desonesta tentativa de roubar os motoristas o quão perigosa e assassina representa esta tática. O stress causado por tamanha quantidade de radares seguido de quebra molas ( isso mesmo quebra molas em rodovias) mais a enorme quantidade de caminhões e o que auto intitulei de idiotas do asfalto torna a viagem extremamente perigosa e massacraste pois após quase 11 horas para percorrer um trecho de 500 km qualquer cristão por mais ponderado que seja deseja chegar ao seu destino. E e exatamente aí que está a armadilha assassina. Todos os motoristas e inclua-se neste rol os idiotas do asfalto juntamente com os motoristas de caminhão querem ultrapassar carro a carro caminhão a caminhão na tentativa de ganhar alguns minutos na desesperada acelera e freia corrida em que se transformou o que deveria ser uma agradável viagem interestadual. Some-se a isto o aumento expressivo de consumo de combustível,freios e pneus ( vi dois caminhões com freios queimados e dois acidentes feios ). Do RIo para Belo Horizonte pala BR 040 foi um passeio agradável pois além da estrada ser infinitamente melhor o limite era de 110 km perfeitamente extensível dentro da mais perfeita segurança não obstante os pedágios. ( quatro de 9 reais ) mais duas praças em construção. A conclusão óbvia e que os políticos ladrões sacaram é se tem muitos carros nas ruas vamos acharca-los e rouba-los. (Vendem) concessões de exploração de rodovias para empreiteiras bilionarias ( que são as donas dos consórcios que as exploram com nomes fantasia tipo eco 101 entre outros ) e a construção e manutenção das rodovias que é obrigação do poder público passa as mãos dos empresários que cobram o que querem para que o cidadão possa gozar de seu direito de ir e vir. Esta é,infelizmente a realidade do estado comunista disfarçado de democracia imposto aos Brasileiros pela horda de políticos desclassificados e ladrões que ocupam os mais altos escalões do poder, notadamente a ” Filha de Stalin “

  • Roberto

    Fora o que foi citado no texto e nos outros comentários, estas “lendas” que de formam sobre os radares é um dos principais malefícios destes, o que resulta em lentidão por conta da redução excessiva de velocidade.

  • Ricardo

    Hum, interessante a abordagem. Muita crítica para o que existe, mas nenhuma proposta.
    Sr. Bob, viajo na rodovia Presidente Dutra há mais de 30 anos, pois sempre morei no Vale do Paraíba. Na minha opinião pessoal, entendo que 110 km/h está adequado para o antigo traçado e movimento da rodovia. Para falar a verdade viajo constantemente em velocidade de cruzeiro de 110/ 115 (pelo velocímetro), e acho adequada esta velocidade, e olha que o meu carro atual pode atingir velocidade acima de 200 km/h.
    No país que temos, com péssimos governantes, mas também péssimos motoristas (e cidadãos), em um país que tem um índice alarmante de acidentes e fatalidades no trânsito e massacrante maioria das causas a imprudência, acho sim, que tem mesmo que ter radares e limites adequados de velocidade.

  • Se vocês estão indignados pelo limite da Dutra, imaginem então aqui no Ceará, onde a velocidade máxima em todas as vias é de 60 km/h. Aliás, no acesso ao Aeroporto Pinto Martins a velocidade máxima é de 80 km/h, mas cai para 60 km/h em frente ao aeroporto, por causa, acreditem, de uma travessia de pedestres, com semáforo, ao invés de terem construído uma passarela no local, que seria o mais correto, já que a via é uma via expressa. Mas como passarela não traz receita, melhor encher a via de radar para piorar mais ainda o trânsito de Fortaleza, que já sofre com uma legião de rodas-presas que adoram atravancar o trânsito, seja andando na faixa da esquerda o tempo todo, seja parando/estacionando em qualquer lugar.
    Como trabalho em outra cidade próxima, São Gonçalo do Amarante, pego uma estrada, que hoje é duplicada, com 2 faixas em cada sentido e que permite tranquilamente uma velocidade natural de 90 a 120 km/h em determinados trechos, mas a velocidade máxima é de 60 km/h na maior parte do percurso, podendo chegar aos fantásticos 80 km/h em trechos mais “desertos”. Agora o mais legal: Alguém obedece esse limite?

  • Bob Sharp

    Ricardo
    Você deve conhecer a “síndrome do Tostines”: temos que radares e limites adequados de velocidade porque temos péssimos motoristas e cidadãos, ou temos péssimos motoristas e cidadãos porque temos radares e limites adequados de velocidade?

    • Lucas dos Santos

      Bob,

      Na minha opinião “temos radares e limites adequados de velocidade porque temos péssimos motoristas e cidadãos”, infelizmente.

      Andar a uma velocidade superior ou natural é uma liberdade e sabemos que, para termos liberdade, é necessário ter responsabilidade. Eu sou um motorista responsável, você o é e provavelmente os nosso colegas leitores também o são. Mas olha só quanta gente irresponsável temos por aí, causando os mais bizarros acidentes quando podem andar um pouco mais rápido.

      Ao menos em minha cidade, notícias de gente “perdendo o controle do veículo” durante a madrugada – quando as vias estão desertas e se pode imprimir um ritmo mais veloz – são frequentes.
      O certo seria retirar de circulação essas pessoas que não sabem dirigir com responsabilidade, logo não haveria motivos para as autoridades imporem tantas restrições à circulação – a não ser, claro, por “razões arrecadatórias”. Como você mesmo já afirmou aqui algumas vezes: dirigir é um privilégio e não um direito. Mas aqui isso é utopia, quase uma ilusão. Eu pelo menos não creio que isso venha a ocorrer um dia.

      As Autobahnen tem baixos índices de acidentes não apenas porque as vias são bem construídas ou os veículos mais seguros, mas sim porque lá se sabe andar rápido com responsabilidade. Se há responsabilidade, logo há liberdade.

      Dessa forma, não dá para liberar uma velocidade mais alta quando há tanta gente que não sabe o que fazer com ela. E aí, infelizmente, os bons pagam pelos maus. Não é questão de estar “conformado” com a atual situação ou a defendendo. O problema é: como é que vamos convencer nossas autoridades de que podemos andar mais rápido e com segurança se, diariamente, há várias ocorrências provando o contrário?

      • enricof18

        Bom, tenho que concordar com ambos. Esse excesso de monitoramento nas ruas e estradas do nosso país é ridículo. Recentemente fui pego por um radar, voltando da faculdade para casa, a 70 km/h numa avenida com velocidade máxima de 50 km/h, por volta das 22:30. Como resultado, infração gravíssima. Eu sinceramente, após receber a multa em casa, me senti trafegando a 300 km/h com minha Traxx Sky 125, por conta da gravidade da infração. Beira o ridículo. Detalhe, o radar que me pegou era tão escondido que eu tive que passar 4 vezes por toda a extensão da avenida para encontrar o maldito. Nisso eu concordo com o Bob, eu não estava a 70 km/h porque eu sou irresponsável. Estava a 70 km/h porque nessa velocidade, eu estou de 4ª com minha moto, numa faixa de rotação que o motor tem bom torque e consegue manter a velocidade sem problemas, com economia de combustível. Mas também concordo com o Lucas, que existem muitas pessoas que tem carteira de motorista e não tem a menor capacidade para conduzir qualquer tipo de veículo. Mas a culpa disso, na minha opinião, são das auto-escolas. Sou habilitado na categoria B há 7 anos, e na categoria A há 6 meses. Minhas aulas práticas na categoria B se resumiram a dar voltas em quarteirões, sem qualquer tipo de instrução para situações de risco, seja de clima adverso, de mudanças bruscas de direção em velocidade, nada! Já para a categoria A foi mais ridículo ainda. As aulas práticas se resumiram a fazer um traçado demarcado no asfalto que não da nem 30 m de extensão, e que de tão travado, não dava nem pra sair da primeira marcha na moto. Sinceramente, esse tipo de aula teórica capacita alguém para conduzir qualquer veículo?

        Acredito que por isso que convivemos com tantas barbaridades no trânsito.

        Um abraço!

        Enrico.

  • Bob Sharp

    leogodoy
    Pare de insistir com esse argumento bobo dos dois prefeitos idiotas, o de Nova York e o de São Paulo. é tudo desculpa para faturar com multas. Para proteger pedestres há previsão no CTB. Estude-o e verá onde e em quê.

  • Cesar

    Por aqui acabamos de receber uma rodovia duplicada, porém a PRF, coloca cones estreitando a pista em frente aos seus postos. Pode?

  • CorsarioViajante

    Sendo bem realista e pensando no todo, não digo 150 reais. Mas 130km/h reais já seriam bem-vindos e, aliás, muita gente já adota esta velocidade só freando no radar, o que prova que não apenas não é absurda, como não causaria aumento de acidentes.

  • Rogério Ferreira

    Quando andei pela primeira vez na Via Anhanguera, a partir de Ribeirão, tive essa mesma sensação, de ter que monitorar o tempo a velocidade, para não passar de 100 Km/h e não ser surpreendido, É claro que a maioria me ultrapassava, pois quem é do lugar, sabe onde os malditos estão, já eu, não. Foi bem cansativo!

  • Marco Aurélio

    Bob, ótimo post.
    Moro no sul fluminense e com freqüência tenho de ir a Angra dos Reis/Paraty, utilizando basicamente as rodovias RJ-155 e a BR 101 (Rio-Santos).
    Na RJ-155, sentido Angra, em Lídice (distrito de Rio Claro) há um trecho em que a via torna-se uma grande avenida, com um radar (até bem visível) com limite de 50 km/h. Como há vários quebra-molas no local, este limite acaba até sendo adequado, pois não se passa mesmo dos 50 km/h. Pouco mais adiante, no finzinho desta avenida, há um posto da Polícia Rodoviária Estadual no km 23,5. Neste ponto “fixaram” um radar móvel, cujo limite é de 40 km/h. Curioso é que o trecho de 40 km/h é mínimo, e a única coisa que pode causa acidentes ali é o estreitamento acentuado da pista devido aos cones que a polícia coloca lá de forma permanente… Então, quem vem tranqüilamente nos 50 km/h é multado.
    Já na Rio-Santos, radares proliferam como coelhos. Em vários trechos onde sequer havia radar apareceram montes deles em seqüência, com limites ridículos (60 km/h, 50 km/h e 40 km/h). Há ainda trechos planos de reta, com ultrapassagem permitida em ambos os sentidos de tráfego onde há radar de 80 km/h.
    Já na Rodovia Presidente Dutra, numa hora é 110 km/h, depois muda pra 100 km/h e em alguns trechos 80 km/h, depois 90 km/h. E sempre que reduzo a velocidade para evitar ser pego por um radar móvel escondido é nítida a sensação de inadequação do limite praticado para aquele trecho.
    Por fim, o trecho de descida da Serra das Araras, na mesma via Dutra, com radares de 40 km/h me parece exageradamente baixo. Em minha opinião, até contribui para ocorrência de alguns acidentes pela perda de eficiência dos freios de alguns veículos pesados.
    Quase todos os dias se tem notícia de tombamento de caminhões por lá.

    Abs

    • Frederico

      Esse limite na descida da serra foi imposto devido aos vários tombamentos de caminhões…
      Se esses respeitassem seus limites, não precisaria tanto…

  • Luis sjc

    A Rodovia dos Tamoios que liga São José dos Campos a Caraguatatuba e outras cidades do litoral norte de São Paulo é o maior absurdo que conheço… Uma rodovia duplicada, com asfalto novo e muro central a velocidade máxima é 80 km/h e ainda está cheia de radares a 60 km/h e até 40 km/h. Absurdo. É agoniante viajar por ela

  • Da_Homie Mixes

    Minha mulher acabou de receber uma notificação por avançar um sinal vermelho as 4:45 da manhã [!] na Rua Bom Pastor, perto do Heliópolis [!!], um dos locais mais perigosos do país. Quanta demagogia da Prefeitura de São Paulo. Se passa no farol vermelho ganha multa, se pára corre um sério risco de ser assaltado. E o Projeto de Lei 798/2008, de autoria de Vanessa Damo (PMDB), que proíbe a aplicação de multas em infração de trânsito por avançar o semáforo vermelho entre as 22h e 6h????

  • Anderson Lisboa

    Ótimo texto, tenho 38 anos, dirijo há 20 anos, no início, quando tirei minha habilitação achava o máximo viajar de carro/moto; gostava de surfar, visitar parentes no interior, chegava fim de semana não via a hora de pegar a estrada para algum lugar com praia e onda, ou quando não tinha onda nas praias, dava um jeitinho de ir até o interior em algum sítio de parentes ou de parentes de amigos, era prazer, pegar uma estrada e ter realmente a sensação de liberdade, mas com o tempo as coisas foram mudando, comecei a parar de surfar, comecei a parar de visitar parentes mais distantes, viajar para surfar ou visitar parentes começou a ficar muito caro, muitos pedágios com preços exorbitantes, combustíveis a preço de diamante, e logo em seguida chegou a indústria da multa, ficou mais caro ainda, perdi o prazer, não tenho a mínima vontade de viajar, é estressante, e quando viajo fico 30 dias esperando para ver se não fui pego em algum deslize na velocidade….. radares em todo lugar, radares escondidos, dirigir virou tortura, sou amante de automóveis e motocicletas mas já não tenho muito prazer em circular com os mesmos…

  • Bota

    Bom texto. Refletindo sobre o começo, eu consigo olhar para a estrada, ter uma visão periférica do velocímetro e vice versa. Inclusive, gosto de ter essa informação proporcionada pela máquina, seja no trânsito ou numa corrida (apesar de gostar de kart também). Porém, percebi alguns comentários aqui dizendo que olhar no velocímetro é se distrair. Oras, se fosse assim nem existiria mais. Isso é mais uma questão de ergonomia do veículo x usuário. Já sobre o assunto principal, entendo que o limite de velocidade nas cidades e estradas engloba muitas outras questões que simplesmente o prazer de dirigir e os argumentos apresentados no texto, pois envolvem desde questões psicológicas e teóricas às profundamente técnicas. Portanto, a única solução que enxergo nesse polêmico tema será quando dirigir for uma responsabilidade exclusiva de robôs, ou seja, veículos autônomos. Isso não parece estar muito longe e ainda arrisco dizer que talvez a liberdade de guiar uma máquina fique restrita a autódromos e fazendas. O que acham?

    • Bota
      O problema não é consultar o velocímetro, mas ter de fazê-lo com uma freqüência anormal, e isso distrai. Tudo só porque as velocidades-limite estão baixas demais, anti-naturais. Não se trata de buscar o prazer de direção, mas de não ter o desprazer por se ter de dirigir devagar demais. Não clamo por velocidades absurdas, mas por velocidades naturais, razoáveis. Nada justifica abaixar o limite de velocidade de uma via que seguia normalmente, nem mesmo a alegação de “salvar vidas”, a menos que fosse provado que os acidentes graves, com morte e lesões corporais, inclusive em pedestres, ocorreram às velocidades praticadas antes.Se as autoridades de trânsito como a CET de São Paulo fossem honestas trariam a público tais dados. Não trazem e nem podem trazer porque os acidentes violentos ocorrem em velocidades muito acima dos limites anteriores.