Coluna 0715 11.fev.2015 rnasser@autoentusiastas.com.br      

 

É o mais vendido dos Renault, primeiro degrau após o Logan, iniciador da família ora ampliada com o Duster, e logo com picape de nome impronunciável.

Vende o dobro do pioneiro Logan, e a nova carroceria foi atualizada em desenho, marcado pela imposição da frente com atual assinatura automobilística da Renault, e vincos distribuídos para chamar atenção; bitolas mais largas — 33 mm na dianteira e 25 mm no eixo posterior auxiliam na imagem. O pacote sugere mais volume, exigência não explícita dos compradores.

Mecanicamente, a Renault entendeu haver superado o período inicial de dúvidas, iniciado com o Logan, e resolveu ocidentalizar as sensações de condução aplicando coxins no subchassis — no jargão de oficina o suporte dos agregados — frontal, e revisão da suspensão dianteira. O automóvel parece mais firme no solo e de condução mais precisa. Pneus 185/65R15. Na prática 12 cm de flanco, poucos para a freqüência e a variada profundidade de nossos buracos. Rasgo num deles em noite de chuva me deixou em situação de perigo tão latente quanto incômodo.

A preocupação da Renault em aproximá-lo das exigências, ou do gosto do comprador nacional, melhorou o revestimento interior — exceto laterais das portas — e reduziu os incômodos acústicos, porém melhoraria se tivesse mais material fonoabsorvente nas portas, providência mais adequada à pretensão do carro, sua pintura metálica, insertos cromados, itens de veículo de maior preço.

Há aplicativos acenando para o comprador, como o sistema multimídia com navegador.

Motorista encontra boa posição, seu banco lembra o do Fiat Prêmio quando lançado, com área de contato mais que proporcional ao tamanho do veículo, e o espaço interno está na mesma surpresa — como o foi no pioneiro Logan —, bastante aos usuários dos bancos frontais e do traseiro.

Mecanicamente é agradável. O motor 1.6 está no final do seu ciclo nestes tempos da democratização da injeção direta e do turbocompressor. É o L-4 1,6-litro, aprimorado há dois anos, buscando reduzir abrasão interna, apenas 8 válvulas, marcha à ré ante a versão com 16 válvulas lançada pioneiramente. Entretanto, para uso urbano a faixa de torque aparece em menores rotações, oferecendo o desejado pelo usuário longe das tecnicidades: passa o quebra-molas em terceira marcha, sai em segunda quase do 0 km/h.

Potência pequena se comparado com japoneses, coreanos e até chineses, fazendo 98 cv com gasálcool e 106 cv com álcool.

O projeto da Renault para o Sandero lembra o praticado pela General Motors anteriormente: fazer carro para o seu vizinho achar legal e que você está bem na foto. Cuidados no visual, e economias no fora de vista. É o caso do tratamento externo cuidado, da pintura metálica, da central com o GPS, contra a economia dos forros de porta, no fonorevestimento, na direção hidráulica — em lugar da elétrica — penalizando disposição e consumo do motor.

Consumo suportável, no circuito de aferição da Coluna, 320 km de circuito suburbano; avenidas com sinais e pardais; estrada para 80 km, outra sem os denunciadores Passer Domesticus, grande auxiliar de faturamento dos Detrans e DERs; cidade do interior e uma légua de primeira — não da melhor qualidade, mas de primeira velocidade, no máximo segunda. Com gasálcool cravou 13,3 km/l e com álcool pouco acima de 10 km/l. Marcas adequadas a motores agora superados.

Equipado, incluindo pintura metálica, navegador, ar e direção, se aproxima dos R$ 50 mil, mas como tudo nesta vida, em especial neste período da vida nacional, é conversável. A fim? exercite seus dons.

Se fosse comprar um, optaria pela versão Stepway. Tem 4 cm a mais de altura livre do solo — 19 cm no total —; é visualmente mais composto, apesar da possibilidade de maior dano aos pneus com flanco de menor altura, em torno de 11,2 cm.

 Não gostei

1)  Espelhos retrovisores externos com pouca superfície;
2) Depósito do lavador do pára-brisa com pouca capacidade;
3) Arranjo das ferramentas, guardadas separadamente. Macaco preto, fixado com arte ao lado esquerdo e chaves de rodas, preta, contra tapete preto, à direita, difícil de localizar. Pior, os parafusos das rodas de liga leve não servem para a roda de estepe. Você deve procurar no manual e tentar descobrir onde está. Fácil consertar: quando isto ocorrer com um diretor da empresa.

 

Foto Legenda 01 coluna 0715 Sandero-2015  Usando o Renault Sandero 2015 Foto Legenda 01 coluna 0715 Sandero 20151

Renault Sandero

Mercedes inicia nova fábrica para automóveis

Em Iracemápolis, SP, adquiriu fazenda com 2,465 km² – uns 101 alqueires paulistas, uns 50 goianos — para fazer específica fábrica de automóveis. Não quis misturar manufatura de produtos leves com a de caminhões produzidos em números muito superiores às 20 mil unidades anuais lá pretendidas. Ações positivas da Investe São Paulo, agência de captação de negócios para o Estado de São Paulo costuraram facilidades estaduais e locais, viabilizando a fábrica em município sem intimidades industriais, de atividade agropastoril e produção de cana de açúcar. Fica relativamente próxima do Porto de Santos, e a pouca distância do Aeroporto de Viracopos, especializado em cargas.

Razões de implantar nova fábrica de automóveis no Brasil fazem parte do largo programa de volta ao crescimento e liderança mundial dos automóveis Mercedes-Benz no segmento Premium. Programa ambicioso engloba mudança de produtos, ampliação de famílias, como a do Classe A, desdobrado em sedã e SAV. O mercado brasileiro para veículos do porte do Classe C e do GLA, anunciados como produzidos em 2016, dobrou entre 2010 e 2014, e cumprirá mesma performance até 2020, avalia Dimitris Psillakis, grego, que veio para estágio no Brasil e turbinou atividades, sendo indicado Diretor Geral para os assuntos de automóveis.

O total de investimentos é de R$ 500 milhões e o processo industrial incluirá armação com solda, pintura e montagem, passos à frente do hoje praticado pela concorrente BMW, recebendo da Alemanha carrocerias montadas e pintadas, para aplicar a mecânica igualmente importada.

 

Foto Legenda 02 coluna 0715 GLA  Usando o Renault Sandero 2015 Foto Legenda 02 coluna 0715 GLA

Mercedes GLA. Made in Iracemápolis em 2016

RODA-A-RODA

Festa – Honda marcou data para lançamento de seu SAV HR-V: março. Fiat trabalha o mesmo mês para inaugurar sua fábrica em Pernambuco e iniciar vender o Renegade, concorrente frontal do novo Honda.

Agenda – Dificuldade é conciliar agenda do chefão Sergio Marchionne, do governador de Pernambuco, compromissos e interesse da Presidente Dilma. Ela não foi ou mandou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio à fixação da pedra fundamental da fábrica de automóveis Mercedes.

Festa – Mercedes-Benz abriu a temporada de moda em São Paulo com a Top Night, disputada festa na Casa Fasano em torno da exposição Pérolas Negras – 10 belas mulheres negras clicadas por Luiz Tripolli.

Futuro – Lá apresentou ao Brasil o Conceito G-Code, recém mostrado no Salão de Los Angeles, EUA. Absorve as exigências atuais: dimensões compactas, conectividade, pintura captando energia solar, mescla emoção e inteligência, segundo a direção de automóveis Brasil.

Atrás – BMW seguiu-a, como Baile Vogue, festa de Carnaval da revista. Segundo Nina Dragone, diretora de marketing da marca, patrocínio é forma de fazer a empresa vista por público alvo interessante.

Oficial – BMW aderiu ao Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro, iniciativa de aferir eficiência energética — consumo e emissões. Aos poucos as fabricantes chegam-se à medição oficial. Furtar-se, como o fazem algumas, é fazer declaração pública do receio em comparações.

Queda – Outro mês presumidamente ruim para o mercado de importados: 7.478 unidades licenciadas em janeiro — 22,2% inferior a janeiro 2014 e 24,7% a dezembro. Fevereiro será pior pelo menor número de dias e pelo Carnaval; pela desfiliação da BMW, agora fabricante e levando suas vendas para as contas da Anfavea, a associação dos fabricantes.

Ponto de vista – Marcel Visconde, presidente da Abeifa, a associação dos importadores, apreensivo acompanha duas referências impactantes ao mercado dos importados: taxa de câmbio e o índice de Confiança do Consumidor. Uma em alta, outro em queda. Distância entre os dois constrange vendas.

Exceção – Em meio à retração do mercado, Audi comparou dados de janeiro 2013 e 2014 registrando crescimento de 90%, conseqüência de projeto, produtos, mão firme e confiável aos concessionários. Se tiver preço para o A3 Sedan nacional, a ser montado a partir do segundo semestre, crescerá mais.

Conta – Automóveis importados devem custar mais ante os montados ou produzidos aqui? Em tese aritmética sim pelo fato de não pagar 35% de Imposto de Importação e 30 pontos percentuais a mais de IPI por não ter fábrica no Brasil.

Sinal – Entretanto BMW, iniciando simplória montagem em Santa Catarina, vende o modelo 320 ao mesmo preço do importado. Pode ser mau sinal a ser seguido por Mercedes C e o Audi A3 Sedan.

Anote – Com os três maiores fabricantes alemães se instalando aqui para freqüentar o mesmo segmento dos sedãs de entrada no mercado, como será definida a preferência por marca?

Primeiro ano, por preço. Nos seguintes, custo e existência de partes para reposição.

Momento – Com dólar subindo, se estás a fim de um importado, acelere. Os atualmente disponíveis foram importados em cotação menor e próximas levas incluirão repasses.

Antevisão – Volkswagen, há tempos, testa produtos da marca, nacionais e importados, com gasálcool a 27%. José Loureiro, gerente de carro completo diz, há aumento de consumo sem outros danos. O percentual é o desejado pelo governo federal para ajudar os usineiros.

Preparação – Querendo ter rede ampla e forte para assinalar volta da marca com operação no Brasil, Jeep corre no implantar rede de concessionárias. Em Brasília, Viamotors, do grupo Primavia, acelera sua sede na via do Aeroporto, informa Wendel Rodrigues Lopes, diretor de marca Jeep. Também terá concessões em Valparaíso, GO e Barreiras, BA.

 

Foto Legenda 03 coluna 0715 Via Motors (2)  Usando o Renault Sandero 2015 Foto Legenda 03 coluna 0715 Via Motors 2

Corrida, como a da Viamotors, em Brasília, para a volta da Jeep

Negócio – Para otimizar logística, economizando paradas e transportes internos, Toyota fará entreposto de distribuição no Porto de Suape, PE, Hilux e SW4 da Argentina, por navio, e os produtos paulistas, Corolla e Etios, por caminhão. Área de 50 mil m², processamento até 30 mil unidades/ano, emprego para 40 pessoas, início da distribuição ao Nordeste.

Furado – Ministério da Justiça comunica recall do Honda Fit 2015: tanque vaza — deficiência na solda perto do bocal de abastecimento. Explicação da Honda em firulas advocatícias diz: desvio de qualidade no processo produtivo do fornecedor. Na prática má qualidade do fornecedor. Tens? Veja se está entre os chassis 93HGK58*0FZ220712 a 93HGK58*0FZ234739.

Conjuntura – Empresário brasiliense bem-sucedido em áreas diversas incluindo distribuição de veículos, candidatou-se a concessionário Jeep. Ficha comercial densa, bons resultados, instalações invejáveis, aprovado com louvor no primeiro filtro da concedente.

Cautela – Tudo comercialmente certo, porém estadunidense diretor da marca ao saber do candidato com bens pessoais bloqueados para eventual ressarcimento a cofres públicos, surpreendeu e usou a lei Sarbane-Oxley, a SOX, para negar a pretensão. Lei surgiu nos EUA com o escândalo da Emron, empresa de energia, de balanços falsos. Não quer marca ligada a ficha suja.

Marketing – Restaurante curitibano Cidadão do Mundo Burgers & Arts criou atração homenageando o campeão mundial de surfe Gabriel Medina: pão típico, hambúrger de camarão, cream cheese, palmito, tomates confitados no azeite de oliva, manjericão fresco, polenta frita com ciboulette e molho aioli.

Será? – Talvez, pelo sobrenome, Medina preferisse de pão sírio, kibe cru com cebola e hortelã

Caminho – No leque de opções combustíveis, nova trilha: biometano, gerado a partir de produtos e resíduos orgânicos agro pastoris, aplicável em veículos, instalações residenciais e comerciais. Scania na frente com ônibus operacional no Rio Grande do Sul. Gás produzido pela Companhia de Gás do Estado.

Vantagens – Custo operacional 50% inferior ao diesel, menos emissões e menor ruído operacional.

Gente – Frank Sowade, brasileiro, engenheiro, diretor de Produção da fábrica Anchieta da VW, desdobramento. OOOO Presidente da SAE Brasil, sociedade de engenheiros da mobilidade. OOOO Cledorvino Belini, presidente da FCA – Fiat+Chrysler – Latin America, patriota. OOOO Membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, montado pelo governo para ouvir líderes bem-sucedidos e tirar o país do buraco industrial onde o meteu. OOOO Quem sabe, os 18 membros do Conselho expliquem à Presidente que, para sobreviver, a empresa Brasil não precisa de 39 ministros e 22 mil funcionários nomeados sem conhecer do serviço. OOOO Também, que a sociedade não deve sustentar um partido político. OOOO Tal permissividade quebraria qualquer empresa — como aliás ocorre. OOOO

RN

A coluna “De carro por aí” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Roberto Nasser
Coluna: De carro por aí

Um dos mais antigos jornalistas de veículos brasileiros, dono de uma perspicácia incomum para enveredar pelos bastidores da indústria automobilística, além de ser advogado. Uma de suas realizações mais importantes é o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, verdadeiro centro de cultura automobilística.

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  • Anônimo

    Que sufoco!

  • Lucas

    Pelo menos os parafusos para o estepe do Sandero vem junto no carro?? Ou ainda é preciso comprá-los separadamente?? Que cúmulo isso!!

    • Mr. Car

      E olha que já melhorou. Antes o estepe ficava debaixo do carro: um saco para tirar e colocar, ficava imundo, e era alvo fácil dos ladrões.

    • Domingos

      Normal em absolutamente qualquer carro com roda de liga e 90% deles no Brasil não acompanham qualquer porca correta para o uso do estepe com roda de aço.
      Meio que reclamar por nada. É um detalhe como tantos outros que passa absolutamente batido no Brasil. Na opção de estepe lá fora os Renault acompanham um jogo de porcas para roda de aço.

    • R.

      Aff!

    • Felipe Rocha

      No meu Palio Weekend cujas rodas são de liga e o estepe de aço, o sobressalente é diferente de uma roda de liga comum – tem uma especie de calço nas sedes dos parafusos – para permitir o uso dos mesmos parafusos das rodas de liga.

    • Comentarista

      Como? Você não pode usar o estepe? Tem que comprar parafusos separados?

  • Davi Reis

    Nasser, gostei de sua avaliação, achei objetiva e sem rodeios. Achei uma boa adição aos seus textos, sempre muito agradáveis, adição que poderia se repetir mais vezes.

    • Eduardo Mrack

      Também adorei a avaliação,parcialidade me incomoda um bocado, ainda mais quando se está analisando um produto com tantos outros similares.

    • Domingos

      Também gostei da avaliação do Nasser, apesar do jeito todo peculiar dele escrever. Direto ao ponto e pegou bem os detalhes, porém discordo na parte que o perfil 65 seja pequeno para o Brasil.

      Apesar que, com os buracos que andamos tendo, daqui a pouco perfil 70 será necessidade…

  • CCN-1410

    Muita festa e prosa das Premium alemãs.
    Não tenho muita certeza se vingarão.

    • Domingos

      Também não entendi essa de fazerem aqui, com uma festa enorme, e manterem o preço…

      Bastava abaixar um pouco e já seria um sucesso, além de ganharem bem mais pela menor margem de impostos.

  • Gustavo75

    Fiz um test drive na versão Stepway. O desempenho é horrível, semelhante ao de carros 1-L. Chega a dar raiva, o carro custa a desenvolver. Tenho quase certeza que o desempenho do up! (também já dirigi) é superior. O Stepway merecia um motor superior, pois ele é mais pesado e tem pneus 205 mm de largura.

  • Mr. Car

    Já gosto do Sandero como ele é, mas ia ficar muito interessante com o motor 1.6 16v da Nissan. Claro, a própria Renault tem um 1.6 16v, mas o Nissan tem ao menos uma grande vantagem, ao meu ver: usa corrente, e não correia dentada.

    • Domingos

      Também é muito mais leve e econômico!

  • Renato Mendes Afonso

    Ótima avaliação Nasser. Quanto aos 12cm de flanco, não acho muito mas também acho que esta longe de ser pouco. Esse valor é pouquíssima coisa menos que o 175/70R13 (12.25cm), que por sinal acho satisfatório, mesmo em ruas bem acidentadas. Mais que isso, acho que só com pneus mistos.

  • Antonio Pacheco

    Nada justifica a Renault abandonar o excelente motor k4m de 16v e apostar no 8v. Falam em custo de produção, ou de maior torque em baixa, mas aposto que o 16v tem tanto ou mais torque que o 8v em baixa, e em alta é uma maravilha.

    • Domingos

      O 16v tinha pouca taxa para um motor flex e já havia sido amarrado pela segunda vez consecutiva. Não era tão bom em alta no Sandero como era no Clio e muito menos como era no Megane.

      Além disso era um motor pesado pra burro, peso de motor 2.0 (não mudava quase nada fundamental para o 2.0 16v, aliás – só redimensionamento).

      O 8v modernizado é uma melhor escolha para o Sandero. Mas o 16v faz mesmo falta, especialmente nos Stepway e Privilège.

  • Claudio Abreu

    Brilhante, como sempre.

  • BlueGopher

    Nasser tem olho de lince, não li em nenhum outro local alerta a respeito dos parafusos das rodas de liga leve, que não servem para a roda do estepe.

  • Sergio

    Off: Excelente artigo sobre aumento da gasolina, esquisito dizer excelente pois dá raiva
    de ler e ser brasileiro, mas o artigo é bom, o resto a gente já sabe o que é:
    mises. cc/Article.aspx?id=2032

  • Marcos Alvarenga

    A estratégia da Renault é correta e perfeitamente compatível com a mediocridade do brasileiro-padrão. Bonitinho por fora, defasado por dentro. E com relincha multimídia importada da china para parecer moderno.

    E tome bolsas do governo!

    • Domingos

      Embora eu tenda a concordar com essa opinião sobre a maioria dos carros de entrada nossos, achei o Sandero novo com um trabalho bem feito no geral.

      Trocaria a central multimídia pelo 1.6 16v do March, porém é isso que o mercado quer…

  • Bob Sharp

    BlueGopher
    Provavelmente o Nasser não achou no carro (ou estava sem) os parafusos de roda mais curtos relativos ao estepe de aço. Essa solução de parafusos mais curtos é bem antiga. Em alguns casos em vez de parafusos mais curtos a roda de aço vem com um espaçador soldado nela para reproduzir a maior espessura do material da roda de alumínio, nesse caso podendo ser usados os mesmos parafusos.

    • Douglas

      O meu carro usa prisioneiros e porcas no lugar dos parafusos, é mais prático para trocar e elimina esse problema de parafusos diferentes para o estepe.

      • Domingos

        Às vezes mesmo com prisioneiro é diferente o esquema base de aperto da roda/base da porca entre roda de liga e roda de ferro.

  • Bob Sharp

    Domingos
    Desculpe, mas o que você diz simplesmente não procede. Admira-me uma afirmação dessas ter partido de você, que me parece bastante conhecedor de técnica automobilística. Nenhum fabricante, absolutamente nenhum, fornece um estepe que não possa ser fixado corretamente.

    • Domingos

      Bob, mas é o que o Nasser falou mesmo. Se você reparar, as porcas de roda de rodas de aço não prendem corretamente uma roda de liga e vice-versa.

      O que acontece é que uma roda de aço tem por padrão um ressalto estampado onde encosta a cabeça da porca e esse ressalto casa com a mesma, permitindo um aperto perfeito.

      Na roda de liga, talvez pela impossibilidade de fazer o mesmo pelo material diferente/espessura bem maior, o ressalto não existe.

      É reto e a porca para roda de liga também é reta na base da cabeça, inclusive tendo área maior para compensar.

      Por isso não casa direito uma porca para roda de aço numa roda de liga e vice-versa, podendo inclusive danificar as rodas nos pontos de aperto ou simplesmente perder o aperto do nada.

      Por isso que muitos carros lá fora acompanham um kit de porcas normais, com o casamento para o ressalto, que permitem usar sem qualquer problema o estepe de aço num carro que usa rodas de liga – e portanto porcas para roda de liga.

      Repare também, Bob, que às vezes até mesmo muda o tamanho da cabeça de porca entre uma roda de liga e uma de aço – e às vezes não se conta com a ferramenta para ambas no kit original do carro.

      A solução da Fiat que o Felipe Rocha comentou parece muito inteligente e interessantíssima, além de simplificar as coisas. É como as esperas na fiação que os carros deles têm, permitindo a instalação de acessórios sem violar os chicotes originais.

      O problema aí seria alguém usar essa roda de aço com os calços que permitem usar porcas para roda de liga num carro que tenha as rodas de aço – com as porcas normais…

  • Douglas

    O meu carro usa pneus de asfalto 195/65R15 o que dá 126,75 mm, e existe ainda o 205/65R15 que dá 133,25 mm, isso no mercado nacional.
    Lá fora ainda vende o 205/70R14 por exemplo, que dá 143.5 mm.

  • Newton (ArkAngel)
    • Domingos

      Acho que deve ter que tirar a arruela da porca dependendo da situação, não? De qualquer forma, solução interessante!

      Bem melhor que ter que recorrer a 2 jogos de porcas/prisioneiros ou então ficar com o estepe mal apertado na prática;

  • Davi Reis

    Também discordo, nunca tive problemas rodando com pneus de perfil 50. Mas cada caso é um caso, e acho que ainda tenho sorte por rodar em vias relativamente bem pavimentadas. Mas bota relativamente nisso…