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Requisitamos à VW um take up! por querer testar a versão de entrada na sua forma mais pura, por isso um duas-portas, de preço público sugerido R$ 29.990, R$ 2.260 menos que o quatro-portas. Mas se sabe que em vista da queda das vendas pode-se conseguir preços melhores, é questão de negociar olho-no-olho na concessionária. De qualquer maneira, para quem está “a perigo” esses R$ 2.260 fazem diferença.  Ou então é a versão de carroceria para quem não precisa absolutamente de quatro portas ou aprecia os duas-portas, faz questão, caso do famoso professor de Português Pasquale Cipro Neto, conhecido admirador dos carros de duas portas.

Por isso acho que todo fabricante deve oferecer as duas possibilidades, como a Ford fez com o Escort, duas e quatro portas logo no lançamento. e isso num tempo (1983) em que o mercado brasileiro estava longe de ter o tamanho de hoje, em que a maior escala de produção favorece a diversidade de versões.

Mas acabou que este take up! veio com vários opcionais: direção assistida elétrica combinada com ajuste de altura do volante e acendedor de cigarro, rodas de 14 pol. com pneus 175/70R14T ( o básico sai com 13 pol. e 165/80R13S), vidros e travas elétricas com travamento automático, aquecimento, rádio AM/FM com toca-CD, Bluetooth, toca-MP3, entrada auxiliar e iPod, e o porta-malas com sistema de ajuste variável de espaço e cor prata Lunar.

Esses opcionais implicam em mais R$ 3.687, o que elevaria o preço para R$ 33.587.  Tivesse ar-condicionado, mais R$ 3.160, ficando tudo em R$ 36.747. Mas, como eu disse, uma negociação pode baixar esses preços.

O take up! 2-portas

Não tem nada a ver, mas ao entrar nesta versão de up! vem a sensação de Fusca devido ao instrumento único no painel, arranjo com que eu e milhões de pessoas convivemos durante décadas.

 

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Instrumento único no painel

Para gáudio dos que não admitem carro sem termômetro do líquido de arrefecimento há um, de leitura digital, no mostrador central, onde estão também o medidor do nível de combustível em forma de barra de status. os dois hodômetros que se alternam e, não mostrado, a seta que sugere trocar marcha tanto para subir quanto reduzir.

Outra “semelhança” com o besouro é a distância entre eixos de 2.421 mm (do alemão 1303, no nosso Fusca é  2.400-mm) e a altura de 1.500 mm. Mas fica por aí, pois o up! é a própria expressão do carro pequeno dos nossos dias.

 

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Moderno e limpo de linhas, sem exageros

Já falamos bastante do up! aqui no Ae, mas há pontos que merecem ser relembrados. A rigidez do monobloco, por exemplo, que passa uma sensação de solidez ímpar. A posição de dirigir perfeita, bons bancos com regulagem de altura no do motorista, e comandos extremamente precisos. No fim do curso do acelerador sente-se e ouve-se o “tec” característico da marca. Até o volante da versão take, de plástico, tem toque agradável. A única crítica, já citada, é o punta-tacco difícil, embora poucos usem essa manobra de dois pés acionarem três pedais que para mim e muitos é tão natural quanto beber um copo d’água.

 

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Posição relativa dos pedais de freio e acelerador dificultam o punta-tacco

Os mais acostumados com carros de quatro portas estranharão o comprimento da porta (1,30 m) e a conseqüente distância  do banco para o cinto ancorado na coluna central, cuja lingüeta não é tão fácil de ser “caçada”, requerendo certo contorcionismo. Mas não é nada com que não se acostume e tem até o lado positivo de obrigar a pessoa a se exercitar um pouco.

 

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Já ouvi muitos dizerem que a traseira do up! é feia, pode? Abaixo do logo está o botão de toque da fechadura elétrica da porta de carga

Andar com o up!, quanto mais este que pesa 18 kg menos que o 4-portas (892 kg contra 910 kg, ambos sem o ar-condicionado) é só prazer. Decididamente, não parece um carro de motor 1-litro. Acelera e retomava velocidade feito gente maior, com motor na faixa 1,3~1,4 litro, e com uma sonoridade de dar gosto, que lembra muito os motores boxer de seis cilindros como o do Porsche 911. Os números oficiais de aceleração são 0-100 km/h em 12,6/12,4 s (gasolina e álcool), excelentes, e a velocidade máxima é de 163/165 km/h, ou seja, bastante reserva para ultrapassagens, uma vez que a 120 km/h está sendo usada apenas 38% da potência máxima (não é só no up!, outros carros com motor de 1 litro apresentam resultado semelhante).

 

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Impressionante que como uma frente tão curta o up! tenha obtido 5 estrelas no teste de colisão frontal do Latin NCAP

O consumo não deu para medir, primeiro porque não há computador de bordo, segundo, em uma semana rodando em São Paulo o tanque de 50 litros chegou só até a metade. Mas os dotes de economia do motor EA211 de três cilindros já são mais do que conhecidos. Inclusive, são números bem melhores que os do Inmetro/PBEV, que indicam  13,5 e 14,6 km/l com gasolina cidade/estrada e 9,2 e 10,2 com álcool, idem.

É desses carros que não se quer chegar ao destino nunca. Fácil de dirigir, agradável, muito manobrável com o pequeno diâmetro mínimo de curva de 9,7 m, assistência de direção como dever ser, apenas 2,9 voltas do volante entre batentes. Os pneus 175/70R14T (“T” de 190 km/h, e Bridgestone B250), de baixo atrito de rolamento, cumprem bem seu papel tanto na aderência lateral quanto na longitudinal. Caem bem no up!.

Seu comportamento em curva é excelente, ajudado pelo baixo momento polar de inércia resultante das rodas nas extremidades. A resposta de direção é das melhores conhecidas.

O rodar é firme sem ser desconfortável e inexiste qualquer rumorosidade de suspensão; a modulação do freio é irretocável. Há detalhes que logo agradam, como a fechadura elétrica da porta de carga acionada por um botão que imita os antigos de apertar (basta tocá-lo) e que não faziam bem às unhas compridas das mulheres.

Mas há uma função no up! que deveria ser olhada com mais cuidado: o movimento dos bancos dianteiros para acesso ao banco traseiro. O acesso é fácil justamente devido à localização das colunas centrais e às enormes portas.

 

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Bom espaço para acesso ao banco traseiro; os pequenos rasgos visíveis nos assentos são as fixações Isofix para bancos infantis

Entretanto, o do motorista só tem memória mecânica de posição para o assento, na volta é preciso ajustar o encosto, o que é muito inconveniente por envolver posição de dirigir. Mas o banco direito carece de qualquer memória, é necessário ajustar posição longitudinal e encosto, muito ruim isso. A Volkswagen precisa rever essa questão.

Outra falta é a faixa degradê no pára-brisa, é incompreensível não tê-la. É um item de custo praticamente zero, foi-me dito certa vez pelo fornecedor de vidros Saint-Gobain.

Por outro lado, o up! conta com fixação Isofix e a superior (top theter) para bancos infantis, o que é muito bem-vindo, cintos dianteiros com pré-tensionador e limitador de carga, função pisca-3 no indicador de direção e alerta de frenagem de emergência quando a desaceleração é igual ou maior que 7 m/s² (0,7 G), em que primeiro acendem-se as luzes de freio de forma intermitente e, se o carro parar, o pisca-alerta é ligado. Os faróis têm parábola bem grande e são muito potentes.

 

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Faróis descomunalmente grandes provêm ótima iluminação, mas os indicadores de direção deveriam estar nas extremidades

O up!, ainda mais o de duas-portas, de certa maneira encarna mesmo o espírito do Fusca, porém dentro dos modernos conceitos de construção dos carros dessa categoria e, principalmente, tudo com jeito de bem-feito. Tem tudo para vencer, mas é preciso dirigir um para ser fisgado.

BS

 Fotos: autor

Depois da ficha técnica, mais fotos.

 

FICHA TÉCNICA VW TAKE UP! DUAS PORTAS
 
MOTOR 
InstalaçãoDianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçoteAlumínio
Configuração / N° de cilindros / n° de mancaisEm linha / 3 / 4
Diâmetro x curso (mm)74,5 x 76,4
Cilindrada (cm³)999
AspiraçãoAtmosférica
Taxa de compressão11,5:1
Potência máxima (NBR ISO 1585) cv/rpmG 75/6.250 / A 82/6.250:
Torque máximo (NBR ISO 1585) m·kgf/rpmG 9,7/3.000~3.800/ A 10,4/3.000~3.800
N° de válvulas por cilindroQuatro
N° de comandos de válvulas /localização/acionamento2 / cabeçote /correia dentada
Formação de misturaInjeção eletrônica multiponto no duto
Gerenciamento do motorBosch ME 17.5.24
ALIMENTAÇÃO
CombustívelGasolina e/ou álcool
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão (V)12
Bateria (A·h)36
Alternador (A)70
TRANSMISSÃO
Câmbio / rodas motrizesTranseixo manual / dianteiras
N° de marchas5 à frente e uma à ré
Relações de transmissão1ª. 3,769:1; 2ª. 2,095:1; 3ª. 1,281:1; 4ª.0,927:1; 5ª. 0,740:1; ré 3,182:1
Relação do diferencial4,929:1
FREIOS
De serviçoHidráulico, duplo circuito em diagonal, servoassistido, ABS e EBD
DianteirosDisco ventilado Ø 256 mm
TraseirosTambor Ø 200 mm
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson com subchassi, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira: assistência elétrica
Diâmetro mínimo de curva (m)9,7 (10,6 com direção sem assistência)
Relação de direção15,5:1 (21:1 com direção sem assistência)
N° de voltas entre batentes2,9 (3,9 com direção sem assistência)
RODAS E PNEUS
RodasAço 5Jx13 (opcional 5Jx14)
Pneus165/80R13 (opcional 175/70R14)
PESOS
Em ordem de marcha (kg)892
Carga máxima (kg)458
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento3.605
Largura sem / com espelhos1.645/1.910
Altura1.500
Distância entre eixos2.421
Bitola dianteira/traseira1.423 / 1.424
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx)0,36
Área frontal (m²)2,07
Cx x A (m²)0,747
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, 2 portas, 5 lugares
CAPACIDADES (L)
Porta-malas conforme ISO 3832 (V210)285
Tanque de combustível50
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h)163 (G) / 165 (A)
Aceleração 0-100 km/h (s)12,6 (G) / 124 (A)
Aceleração 0-1.000 m (s)34,6 (G) / 34,4 (A)
Retomada 80-120 km/h, 5ª (s)18,9 (G) / 18,5 (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
Velocidade por 1.000 rpm em 5ª (km/h)30,3
Rotação a 120 km/h em 5ª (rpm))4.040
Rotação à velocidade máxima. 5ª (rpm)5.555
GARANTIA3 ano integral, 5 anos para perfuração de chapa
MANUTENÇÃO
Revisões (km)10.000
Troca de óleo do motor (km/tempo)10.000 / 6 meses

 

Mais fotos

 

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O pequeno e brilhante motor de 3 cilindros

 

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Diferente: a vareta medidora do nível de óleo fica no cabeçote, não no bloco

 

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Incrível, o ângulo de abertura do capô

 

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Simples porém bem-feito

 

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Estepe 100% operacional

 

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Vidros traseiros são fixos, poderiam ser basculantes

 

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Fixações Isofix para bancos infantis

 

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Calota simpática, mas ventilação eficaz do freio é duvidosa

 

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Braço de suspensão dianteira com inclinação correta

 

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Pontos para encaixar sobretapete

 

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Tampa do sistema de ajuste variável do porta-malas, um fundo falso…

 

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….e a tampa levantada, vendo-se o fundo verdadeiro do porta-malas

 

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Nada de faixa degradê no pára-brisa, faz falta

 

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Manopla da alavanca de câmbio simples, nada de cromados, ótima

 

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Ótimos faróis, mas o indicador de direção poderia estar na extremidade, e não há repetidoras, ao contrário do up! alemão

 (Atualizado em 8/02/15 às 19h30, inclusão de mais fotos)

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • BlueGopher

    Como conjunto básico, é um carrinho tentador, como acima citado.
    O que decepciona mesmo é o seu preço final quando adicionamos alguns equipamentos de conforto.
    Só o ar condicionado já custa R$ 3.160,00.
    E na região onde moro, onde temos sempre temperaturas muito altas, o ar condicionado é tão necessário quanto uma capota num dia de chuva.
    E aí a concorrência ganha pontos valiosos no custo/benefício.

    • Erlon Radl

      Eu fui olhar o carrinho e equipando com o básico em conforto ele se torna caro demais.
      Desisti da compra.

    • Mr. Car

      Também acho um absurdo um ar condicionado custar mais de 10% do preço do carro, ainda mais em um país tropical “abençoado por Deus”.

      • CorsarioViajante

        É o erro das versões mal desenhadas. Deveria ter uma versão com ar, travas, direção e som de série por um preço mais convidativo para o grande público, que hoje dificilmente compra carro sem a/c.

    • João Guilherme Tuhu

      Por isso a VW, na contramão do mercado mundial, aqui no Brasil desce a ladeira.

  • Bob, parabéns por mais uma bela postagem. Particularmente não gosto de carro pequeno com quatro portas. Apesar da funcionalidade o estilo não me agrada.

  • Luís Galileu Tonelli

    Sinceramente o preço pode estar em consonância com concorrentes, mas para se manter fiel a proposta deveríamos estar falando no máximo R$ 20.000,00.

    • R.

      Mas com 20 mil dilmas, não se compra nem esses minicarros chineses.
      Infelizmente preço de carro no Brasil é muito alto mesmo ….
      Mas lembre-se que que metade do preço se refere a impostos!

      • Luís Galileu Tonelli

        Não discuto a questão de impostos ou o motivo do preço. No fim é muito caro para o que oferece. Até posso concordar com R$ 30 mil, mas precisaria no mínimo oferecer ar-condicionado e direção assistida.

  • Bera Silva

    Olá Bob. Gostaria de saber como é a calibração do acelerador do up!. Meu carro atual (Fiesta Rocam 1,.6 ) possui borboleta acionada à cabo. Nunca dirigi nenhum modelo com borboleta “drive by wire”. A resposta do úp! ao acelerador é rápida? Grato.
    Nas concessionárias está difícil achar take up! básico só com ar-condicionado.
    Acredito que para o meio do ano devam surgir boas oportunidades de negócio na compra de carros novos. Bom para quem tiver juntado algum dinheiro.
    Bom domingo a todos!

  • V_T_G

    Se consegue compra-lo por 31k “completo” com certa facilidade. Tenho um e só divirjo em dois pontos da avaliação: O tecido no interstício dos bancos solta fácil para quem usa bermuda com Velcro e os pneus parecem bons devido ao bom acerto do carrinho. Troquei por Toyo Proxes 4 e vi que o limite do carrinho está bem além dos pneus que vem com ele.

  • Renato Mendes Afonso

    Uma pergunta Bob: Com qual combustível o carro estava rodando?

    Depois de tantas avaliações positivas dos motores 3-cilíndros 1-L, é difícil não imaginar a eficiência dos carros equipados com tais motores. Ainda mais esse take up!, que pesa 892 kg. Apesar de 39 kg a mais que o falecido Gol IV, trem de força, versatilidade e solidez do veículo sobrepõem e com folga esse pesinho a mais.

  • Luciano Gonzalez

    É o que eu digo para todos que me perguntam sobre o carro: faça um test drive e tire suas conclusões. ..o carro não é a última bolacha do pacote em termos de design mas a manobrabilidade é irretocavel e o consumo, fantástico.

    • Bob Sharp

      Luciano
      Reparou que as fábricas que estão em 1º e 2º lugar em vendas no mundo — VW e Toyota — são justamente as mais conservadoras em desenho? Entendo que desenho seja importante para muitos, mas este anda um pouco sobrevalorizado. Fora que tenho um gosto diferente do “rebanho” que, por exemplo, acha o Etios horroroso, ao contrário de mim.

      • Eurico Junior

        O design do Etios não me incomoda, em absoluto. Só deploro algumas soluções “porcas” que não fazem jus à renomada engenharia da Toyota, como os cintos sem regulagem de altura e o macaco debaixo do banco do motorista. O limpador de pára-brisa único dá pra engolir, pois até Mercedes já teve…

        • Mr. Car

          Ainda não entendi tanta crítica (você não é o único) com este tal macaco debaixo do banco. Para a imensa maioria das pessoas, é um espaço morto, e ainda que eventualmente se queira usar, tipo para tirar algo da vista de larápios, como um lap-top ou uma bolsa, por exemplo, se tem o outro banco, ou o porta-malas. Dificulta tanto tirar ou recolocar o macaco lá? É a única razão que vejo para não gostarem: estar fixado de modo que seja uma operação chata tirar ou recolocar.

          • Eurico Junior

            É justamente disso que não gosto, além de parecer um tremendo enjambre.

          • R.

            No Polo e Fox , abaixo do banco do motorista , há uma útil gaveta , onde se pode guardar ou esconder objetos no carro .
            Acho que foi mal aproveitado esse espaço para o macaco no Etios…

      • Antônio do Sul

        Quando foi lançado, o Etios, para mim, era um carro indiferente, nem feio e nem bonito, mas depois que eu tive a oportunidade de dirigir um…que carrinho gostoso! Acabei me lembrando dos Gol quadrados: interior visualmente simples, mas com um belo conjunto mecânico.Câmbio com ótimos engates, direção com peso certo, suspensão que filtrava bem as ondulações.

      • Jorge Alberto

        O que não dá para engolir é o “painel à esquerda”(indiano)….

        Se não fosse isso, acho que seria lider no segmento….

      • Luciano Gonzalez

        Bob, eu prefiro mil vezes o visual sóbrio padrão Wolfsburg do que certos OVNIs que vemos por aí hoje. ..pena que o tal povinho que se diz apaixonado por carro só pensa no vizinho. .

      • Lucas

        Já eu, não que eu ache o Etios bonito, mas não o acho feio, horroroso. Pelo desenho externo eu não deixaria de tê-lo. O que me incomoda nele é o painel, que para mim tem que ter os instrumentos na minha frente.

      • Lorenzo Frigerio

        A VW tem carros discretos, com a intenção de não envelhecerem, mas são muito bem desenhados. O interior e o painel, então, ninguém chega nem perto. Já a Toyota é e sempre foi conservadora e medíocre no design, que nem a “velha” Hyundai. Gente que compra carros da Toyota, aliás, jamais teria a capacidade de apreciar um design “Giugiaro”. Os caras simplesmente não gostam de carro bonito. O mesmo vale para a Nissan (honrosa exceção ao velho 300ZX, um dos meus sonhos de consumo, mas não deve ser um desenho “in-house” deles).
        No caso do Etios, sim, é horrível e medíocre ao extremo. Não gosto dos carros da Fiat, por exemplo, mas o design é muito bom. A Toyota só não faz isso porque não quer. O que custa, para um carro que vai ser fabricado e vendido em massa, um desenho bom? A Fiat enxerga isso, os orinho puxado ainda têm que aprender.

  • Bob Sharp

    Renato
    Estava (e ainda está) com gasolina.

  • CCN-1410

    Depois do “meu” Morgan 4/4 que citei em post anterior, provavelmente o up! seria a minha escolha lógica. Entretanto, existem alguns pormenores difíceis de aceitar, como o vidro que não é degradê e esse sistema de bancos que não é o ideal.
    Quanto ao desenho, eu acho que o europeu é um pouco mais bonito, mas a diferença é pequena. Também preferiria vidros basculantes nas portas traseiras, inclusive nesse duas portas que parecem ser fixas.
    Só não gosto do logo dianteiro que parece ser muito grande.
    Agora, preço por preço, dá para comprar um 1,6.
    Agora com um “turbinho” e preço condizente… Certamente seria o meu próximo carro.

    • xineis

      Há rumores de uma versão GT up! (ou up! Turbo, dependendo do que a VW escolher) que trará este carro mais apimentado. Já li que a potência seria entre 100 e 120 cv. Com certeza será bem divertido se realmente vier a existência!

  • Bob Sharp

    Bera Silva
    O acelerador funciona muito bem nesse aspecto. Se não fosse assim eu teria estranhado, nem preciso avaliar. Mas o faço sim, com todos os carros, como o pedal se comporta no fim de curso. Lembre-se que o fato de ser acionamento mecânico a cabo não é sinônimo de bom, depende do projeto do braço do carburador. O pior carro em acelerador que já dirigi foi o Chevette, curso longo demais, desagradável. E tem o pior dos piores, o Gurgel BR-800: não bastava o pé pivotar no calcanhar, era preciso uma translação, empurrar o pé…

    • Daniel S. de Araujo

      Bob, é verdade! O Chevette tinha um acelerador horrivel, curso enorme. Soma-se a isso que o motor nunca foi lá um expoente em termos de desempenho (se comparado ao AP), nem em potência disponível (como o CHT), tinhamos a combinação perfeita de um carro com acelerador horroroso e a sensação de desempenho ainda pior do que já era.

      • Lorenzo Frigerio

        Sem contar que levava meia-hora para esquentar de manhã… os carros da GM parece que todos trabalham pobres.

      • RoadV8Runner

        Esse problema de desempenho fraco foi razoavelmente solucionado com a versão 1.6/S dos Chevette a partir de 1989. Há um Chevette desses na família, a álcool, desde 1997. Para o AP, nunca foi páreo, lógico, mas com o CHT rivalizava bem em desempenho. Problemas: consumo elevado (pouco melhor que os Opala 4 cilindros e seu 0,9 litro a mais de deslocamento!) e ainda certa falta de força em baixa rotação. Sobre o curso longo do acelerador, nunca reparei ou me senti incomodado, vou verificar com mais calma da próxima vez que andar nele.

    • Bera Silva

      Interessante! Uma forma de “gastar menos” combustível!
      Pelo pedal de freio do Chevette só começar a acionar aos 40% de curso, dá pra fazer o punta-taco. Já no Fiesta, o freio é muito alto em relação ao acelerador, impedindo a manobra. Vantagem do Fiesta é o batente de fim-de-curso que o Chevette não tem. O curso longo do acelerador do Chevette não me incomodou, ainda, mas me incomoda o fato do cabo (novo) estar agarrando em algum lugar, atrapalhando o controle em baixa velocidade.
      Um abraço.

      • Fernando

        Bera, creio que o curso do acelerador do Chevette possa ser diferente entre um e outro pelos diferentes carburadores e ajuste do cabo neles, tiveram diversos modelos diferentes como sabe.

        No meu, o acelerador é muito mais fundo que o pedal de freio, é praticamente impossível o punta-tacco. Quando eu tentava, acabava ponto a ponta do pé no acelerador e a parte de trás no freio(ao invés do contrário) e no fim isso não era muito dinâmico… nele eu desisti, e quando ando nele dou uma atenção maior nos tempos de marcha mesmo.

        Aliás o que me incomoda é o pedal do acelerador ser muito alto, em cima o curso é muito grande, eu peguei o costume de nele acelerar na parte de baixo do pedal, dava uma progressividade parecida com os outros carros. Agora a ergonomia…

  • Bob Sharp

    Luís Galileu Tonelli
    O quê? R$ 20 mil? É muito, devia ser R$ 12 mil…

    • Eduardo Silva

      Não vão entender a ironia, Bob.

      • Mr. Car

        Quem conhece o jeitão do Bob, vai. He, he, he!

  • Bob Sharp

    ccn1410
    Tem razão, não falei nesse teste, só no anterior, faltam vidros basculantes atrás, especialmente quando o carro não tem ar-condicionado, como este.

    • $2354837

      Pergunto se as outras não fossem mais ousadas no desenho não estariam mais atrás? Quem compraria um Hyundai com desenho insosso?

  • RoadV8Runner

    Essa da falta de memória mecânica dos bancos dianteiros é de lascar, pois esse foi um dos motivos que me levou a não comprar o Renault Clio 2 portas, por ocasião da troca do carro de minha noiva. Ter que ajustar a posição do banco toda vez que alguém acessar o banco traseiro beira o inacreditável, pois carros 2 portas mais antigos não sofriam desse mal, mesmo movendo-se o banco como um todo e não apenas o encosto…
    Estou cada vez mais empolgado com esses novos motores 1-litro de 3 cilindros. Se tecnicamente já os considero uma maravilha, saber que soam como um boxer 6 cilindros então, é a cereja do bolo! Aliás, em termos de desempenho esses novos 1-litro não deixam nada a desejar, andam mais até que alguns 1,6-litro carburados do passado.

  • Caio Azevedo

    Eu nunca consegui encontrar um take Up! sequer com aro treze. Inclusive, todos os carros à mostra em Shopping que visitei são take Up! com aro 14 pol.

  • Carlos A.

    Bob Sharp,
    Tenho acompanhado os testes do up! aqui no AE. Fiz um Teste drive esses dias na versão high up! com câmbio I-Motion. Achei muito interessante o carro no geral, inclusive no ronco do motor. Mas o câmbio automatizado me decepcionou. Em ‘D’ ele pareceu meio lento na redução de marcha ao sair da rodovia e fazer o retorno. Tirando esse detalhe, o carro é muito bom, talvez a versão mecânica seja mesmo a ideal.

  • Eduardo Mrack

    Bob, após ver por duas vezes a sua citação em referência ao Prof. Pasquale, me intriguei e fui buscar mais informação sobre ele com relação aos autos. Me deparei com o artigo do Best Cars e encontrei no Prof. um autoentusiasta gabaritado, que eu não poderia imaginar :

    http://bestcars.uol.com.br/colunas/a153a-3.htm

  • opaladeluxo73

    Será que cabe um EA888 no cofre?

  • $2354837

    Aluguei um desses numa viagem, gostei do carro. Anda bem é econômico. Aquela saída central em cima do painel é muito eficiente. Anda bem na estrada e tem um barulho de motor maravilhoso, me lembra os DKW acelerando. Nem dá para lembrar que é um 3 cilindros por causa da vibração. Falo com conhecimento de causa, pois tenho uma 650 monocilíndrica. Meu filho se negou a andar no banco dianteiro (10 anos) porque o cinto enforcava ele e não tem ajuste de altura. Uma coisa tão besta inviabilizou uma compra futura.
    Voltando de viagem peguei meu 207 no aeroporto e não senti saudade nenhuma do up!.

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Tem como regular a altura do cinto, na coluna existe dois furos podendo optar pela regulagem mais baixa. Tem que retirar a peça de acabamento para fazer a mudança de altura. Nas css nem cobram pelo serviço, economia besta.

  • Lucas dos Santos

    Permitam-me:

    http://i.imgur.com/ig8gDAn.png

    Desculpem-me pela brincadeira, mas não resisti!

    Quanto ao VW Up em si, acho um carro extremamente interessante. Ainda experimentarei um.

    • João Guilherme Tuhu

      Ah, a moda agora é a Danny Bond…

  • Mr. Car

    O up! como um todo me agrada demais, mas não gosto desta política de divulgar um preço para atrair o consumidor, mas quando você vai ver, tudo que as pessoas exigem minimamente em um carro, tem que ser pago (e bem pago) como opcional, o que acaba jogando o atraente preço inicial, lá em cima. Não que isto seja exclusividade de VW.

    • Domingos

      Também nunca fui fã dos tais opcionais. Permitem um carro ao seu jeito, mas raramente vai estar disponível e o custo sobe bastante.

  • braulio

    Vejamos como são as coisas: O difícil, que seria conseguir 5 estrelas no NCAP com um carro compacto, a VW fez. Agora, o que qualquer Uno 83 faz, que é dar acesso decente aos passageiros do banco traseiro…
    Mesmo assim, pela contenção de peso (que, ao longo de toda vida do carro deve dar uma boa soma em combustível gasto só para transportar as portas extra), pela impressão de maior rigidez (No up! deve ser só impressão mesmo, mas na maioria dos carros, a versão duas-portas é melhor “amarrada” que a com portas traseiras), pelo melhor acesso ao banco do motorista (já que um carro curto tem, obrigatoriamente, portas curtas) ou simplesmente pela estética menos “poluída”, as versões de duas portas são mais interessantes para mim, pois o uso do banco traseiro é esporádico de qualquer modo. Esse up! irritaria nessas duas ou três ocasiões em que o banco traseiro fosse usado, mas carente de versões como anda nosso mercado (só o sexto do mundo, não compensando os mesmos investimentos que são feitos na Argentina, por exemplo…), é de se comemorar a existência da opção!
    E acho mesmo que se as pessoas fossem mais racionais em suas compras, deveriam considerar se a versão de duas portas não seria adequada às necessidades. Se bem que só imagino duas ou três categorias de consumidores de automóveis que não deveriam, de modo algum, comprar a versão duas portas de um carro:
    – Mamães que param em fila dupla para deixar e buscar filhos na escola;
    – Taxistas;
    – Pessoas que compram o carro para o motorista particular dirigir. Ainda assim, com os desenhos dos carros atuais deixando a coluna “C” cada vez mais inclinada, pode ser mais confortável na hora de entrar e sair um cupê de luxo e o tal “executivo” sentar na frente, à direita

  • João Carlos

    Eu gosto do desenho externo limpo dos VW. E preferiria também o quadro de instrumentos e painel no estilo do resto da linha VW. Provavelmente, como ocorreu com o Fox, no futuro ele pode vir a voltar ao painel Wolfsburg e com difusores de ar centrais onde deve ser. Mas isso é gosto pessoal.

    Um detalhe simples e que torna o componente muito gostoso de usar é o batente rígido do acelerador, que também havia no 206.

    Por falar nisso, não entendi muito bem o que o Meccia falou sobre a “zona de enriquecimento com o acelerador com mais de 90% de curso”. Creio que mesmo assim o modo de menor consumo dos ciclo Otto (método carga) não seja afetado.

    • Fernando

      O dito pelo Meccia, é referente a um enriquecimento acima da mistura que seria normal, a central entendendo que seria necessária maior potência por causa do acelerador aberto mais que 90%, e daí a isso significar maior aceleração.

      Creio que isso comprometeria sim o método carga.

      Mas isso pode variar muito conforme cada carro, eu mesmo gostaria de alguns exemplos dessa situação em alguns, eu mesmo já notei em alguns que isso se reflete em maior consumo(assim como nos com carburador).

      • João Carlos

        O teste de método carga do BCWS foi em carga total o tempo todo, e o consumo foi menor.

      • Lorenzo Frigerio

        Alguns carburadores tinham um sistema chamado “válvula de máxima”. Era uma válvula acionada por uma mola em baixo vácuo do motor e ligada a um giclê suplementar, que enriquecia a mistura nas situações de carga. Como os carburadores eram dispositivos de pouca precisão, acreditava-se que aplicar carga ao motor em baixa rotação levaria ao alto consumo e à sua carbonização, e que por isso um motor dirigido sempre em baixa rotação acabaria ficando “preso”.
        Mas o mapa da injeção é feito pela fábrica em dinamômetro. Quando você adiciona outros fatores, como acelerador eletrônico, isso perde totalmente a significância. Você tem que partir do princípio que o módulo “sabe” o que faz.

  • Eurico Junior

    Também gosto muito de carros de duas portas. Tive um Fiesta Street e um Peugeot 206 com essa configuração. O pequeno Ford era um primor de confiabilidade e qualidade (humilhando o recém-lançado Fiesta “Amazon”), enquanto o Peugeot tinha as idiossincrasias típicas dos franceses: design espetacular, muitos mimos e soluções interessantes, mas também inúmeros defeitos irritantes.

  • César

    Interessante! Mais de 29.000 Reais por um carro duas portas que não tem ao menos um básico acendedor de cigarros!
    Acho que o valor do meu dinheiro chegou ao fundo do poço.

    Mas mudando de assunto: esse botão da fechadura do porta-malas bem que poderia ficar oculto sob o logo da VW. A presença das duas peças, uma sobre a outra, resultou num excesso de elementos na tampa.

    • Jorge Alberto

      Como fez a Fiat? (que coisa…. ela sempre na frente!….)

      • João Martini

        O Golf mk5 começou a usar isso em 2003. Creio que o up! não tenha pelo fato de usar a tampa de vidro na Europa.

    • Lorenzo Frigerio

      Você deve ser arquiteto. Se olhar bem, verá que a fechadura não é só isso. Trata-se de um elemento integrado, que inclui um gancho para se pinçar entre o polegar e o indicador e puxar a tampa, coisa que não daria para colocar embaixo do distintivo. Mais ou menos como na tampa do motor da Kombi, se eu não estiver enganado.

      • César

        Sim, Lorenzo, sou. E arquiteto sempre coloca o dedo nos detalhes. Aliás, em termos de design, considero o up! uma releitura do Twingo. E muito feliz, diga-se de passagem. Mesmo o nacional não tendo preservado a proporção do europeu (que é mais curto) e a bela tampa de vidro.
        No geral, para os arquitetos não importam as formas e sim a harmonia entre elas.
        Entendi a funcionalidade do “gancho”, mas parece que faltou um pouco de cuidado estilístico nessa parte. Cuidado que certamente houve no restante do carro.
        Poderia ter sido uma maçaneta daquelas de enfiar os dedos, pintada na cor da carroceria, sei lá, ao estilo do Gol G3 (lembra?), só que um pouco menor; ou poderia o logo VW ser um grande botão e ter um recorte no topo do para-choque para enfiar os dedos… Mas acho que fica um bom motivo para um futuro restyling da traseira.

        • Antonio Ancesa do Amaral

          Visualizei também a mesma questão, vi que no fox usa-se o logo da vw e existe um recorte no parachoque, onde se enfia os dedos para levantar a tampa. A traseira ficaria limpa, igual a dianteira por não ter a grade.

  • Fernando

    Acho bem curioso isso sobre o vidro basculante, hoje parece que quase ninguém usa mais(também, com ar-condicionado em muitos dos veículos vendidos e sendo usados em boa parte do tempo, uma janela aberta já não é mais uma maioria).

  • CorsarioViajante

    O up! reencarna o fusca com sua simplicidade, racionalidade e objetividade. Mas sempre me pergunto, quantas pessoas hoje querem isto de forma tão intensa? Me parece que a maioria dos consumidores pode obter quase todas as vantagens do up! mas em “embalagens” mais agradáveis como HB20 ou Ka, especialmente quando vemos que a diferença de preço é bem pequena, embora a percepção de produtos seja imensa: o painel do up! é sempre pobre, especialmente pobre na take up!; falta ajuste de cinto de segurança, incompreensível. Este lance dos bancos também é forçar a barra. Sei lá, parece que fizeram algumas economias bestas que não foram repassadas para o consumidor e que acabaram “azedando” um pouco o carro. As versões muito mal feitas também não ajudam.

  • Fernando

    O up! é um carro urbano muito interessante, como ainda não dirigi um não posso dizer muito, mas me parece algo bem dinâmico e simples. Só não combina tanto com o custo Brasil (não é só ele).

    Acho interessante a solução para exibição da temperatura. Pelo menos eu sentiria falta de um modo de vê-la. Não é incomum um problema no arrefecimento se manifestar primeiro em um ponteiro levemente fora do “normal” e então já sacar que algo está para ocorrer. Quando a luz-espia acende é que o estrago já está feito.

    Bom o painel exibir em destaque os números iniciados por par em destaque.

    Uma coisa que nunca dei importância mas gostaria de saber o motivo: porque a indicação em vermelho para 30 km/h e 50 km/h que alguns carros tem?

    • Bob Sharp

      Fernando
      Quando a luz-espia da temperatura acende não é motor terminado, apenas superaquecido. Já vivenciei isso várias vezes e lhe garanto. É encostar o carro e ver o que aconteceu. As marcas de 30 km/h e 50 km/h existem em todo carro alemão, velocidade máxima em ruas residenciais ou em outras assim sinalizadas e velocidade máxima na cidade, respectivamente. Servem como lembrete.

      • Fernando

        Olá Bob!

        Por falar na luz, você tem idéia de alguma margem usada para que ela se acenda? Mesmo sabendo disso, eu prefiro evitar mesmo uma junta queimar ou pior, cabeçote que pode empenar ou trincar. Acho que é porque tenho carros que isso é defeito crônico, prefiro ser preventivo.

        Obrigado também pelas marcas, acho engraçado pois reparei elas em carros franceses, creio que os 50km/h seja algo bem instituído pela Europa. A má leitura de alguns painéis(com bolinhas ao lado de números que não dava para ver exatamente a ordem delas) me fazia confundir se ela era da marcação de 50 ou 60.

        • Lucas dos Santos

          creio que os 50 km/h seja algo bem instituído pela Europa.

          Ao menos nos países da União Européia os limites de velocidade são padronizados, até onde eu sei. Como afirmara o Bob, são 30 km/h em vias residenciais – equivalente às nossas vias locais e coletoras – e 50 km/h nas avenidas – equivalente às nossas vias arteriais.

          Isso explica, em partes, por que alguns carros vêm apenas com dezenas ímpares (10, 30, 50, 70…) no velocímetro.

      • André Andrews

        Nos anos 80 vivencie muito essa situação com um 147 comprado desde zero do meu pai. Ate descobrir o problema ficamos um bom tempo com ele aquecendo. Era como o senhor diz, era acender e encostar, às vezes nem isso se o ritmo permitia. Acho até que a uma luz que acende alerta mais que um ponteiro que se movimenta, tanto que os de ponteiro também têm luz.

        • Lorenzo Frigerio

          O problema devia ser radiador vazio, por vazamento. Você punha água no tanque de expansão até encher, mas não adiantava, o carro continuava esquentando. Para um motorista que não conhece mecânica, é impossível de adivinhar.
          Os carros de hoje têm circulação pelo tanque de expansão (antes era só uma mangueirinha, então a água que você punha não descia, por causa da pressão do vapor), então isso não acontece mais.

          • André Andrews

            Era isso mesmo, mesmo frio, a água não descia tudo, pois o sistema não tem retorno para a expansão. O macete era usar a válvula de dreno como purga.

      • Jorge Alberto

        Mais uma vez confirmando o que você sempre diz em seus textos: São no mínimo caótica nossas leis de trânsito! Cada lugar uma interpretação!

        Se há essas indicações em vermelho e elas servem como lembrete aos motoristas alemães… deduzo que os limites de velocidade sejam iguais em toda a Alemanha e que não sejam alteradas pela “vontade política”…

        Quanta diferença!

      • Diego Clivatti

        Bob gosto do termômetro apenas para saber quando o motor chegou em sua temperatura ideal de trabalho e poder dar umas esticadas sem preocupação, mas nunca tive medo de sobreaquecimento, aliás poderia me esclarecer se existe alguma vantagem em termos de dilatação térmica o fato do bloco ser em alumínio?
        PS. sou fã do up! uma delícia de dirigir em todos os aspectos, pena ele não cobrir todas as minhas necessidades no momento, caso contrário seria um sério candidato à minha garagem.

      • guest

        Mas nos carros equipados com luz espia também há a informação de “motor frio”, evidenciando eventual problema de válvula termostática travada aberta?
        Talvez eu seja conservador, mas ainda prefiro o “ponteiro” do marcador de temperatura…

      • João Guilherme Tuhu

        Essa saga do marcador de temperatura é anacrônica. Até os Mercedes, BMWs e outros do mesmo quilate não o utilizam mais…

    • Jorge Alberto

      Fernando… carrinho gostoso que só… faça um test drive…

      Não sou fã de VW, mas esse me cativou…

  • Gustavo75

    Esse carrinho é muito bom. Você percebe a qualidade de montagem apenas fechando as portas e o porta malas (solidez, precisão e facilidade), é uma delícia. Esse carro é melhor que o Gol “G6” em vários aspectos. Ansioso pela chegada do EA 211 1.0 Turbo. Se eu aguentar esperar até o lançamento (vendi o meu carro, estou precisando de outro), será o meu próximo carro.

    • V_T_G

      Eu não gostei do fechamento das portas. Para fechar fácil só abrindo os vidros.

    • Lorenzo Frigerio

      Talvez você nunca tenha fechado a porta de um Landau ou Impala dos anos 50 e 60, para saber o que é fechamento sólido. Outro dia vi uma mulher batendo a porta de um Audi A4 zero-bala: talvez o barulho de fechamento de porta mais horrível que já ouvi: PÓF! Bem coisa de carro europeu.

      • Ilbirs

        Vedações duplas costumam gerar som abafado de batida de porta. Mas, de fato, lembro-me bem do barulho de fechamento da porta da linha Opala, bem como do tanto de esforço necessário para que ela não ficasse entreaberta. Lembro-me que as portas curtas do modelo de quatro portas fechavam mais silenciosamente que as do cupê e da Caravan, cujas portas eram mais compridas, pesadas e precisavam de uma força parecida com a que se usa nos dias de hoje para que uma porta com vedação dupla fique bem fechada.

  • Lorenzo Frigerio

    Eu abriria mão dos opcionais desse carro para ter o ar-condicionado, cujo preço fica por aí. Mas duvido que montem um carro com essa configuração.
    É necessário lembrar, aliás, que o ar-condicionado rouba potência do motor já nas rotações mais baixas, o que prejudica a “pegada” desses carros com motor pequeno. Por mais tecnológico, moderno e especificamente potente que seja esse motor, eu jamais teria um carro 1,0, a não ser que fosse para uso exclusivo na cidade, e uma cidade plana, de preferência.

    • Bob Sharp

      Lorenzo
      Mesmo com ar-condicionado ligado o motor pouco sente, só você dirigindo um para constatar. E esqueça que é carro só para cidade plana, viaja e muito bem. Acredite. Esses novos 1-L de 3 cilindros (VW e Ford) são incríveis.

      • Lucas dos Santos

        Bob,

        Foi por isso que eu tinha pedido um vídeo desse carro – ou qualquer outro 1L – na cidade. Para o pessoal ver, na prática, o quanto os motores de 1 litro evoluíram.

      • João Guilherme Tuhu

        E o 3-cilindros da Hyundai? Mortus est?

        • CorsarioViajante

          Se não me engano, o Bob não fala sobre ele porque nunca o testou, e nunca o fez porque a Hyundai só libera o carro retirando-o na fábrica em Piracicaba, acho que é por isso. Também gostaria de saber a opinião do Ae sobre este motor.

    • Mr. Car

      Se tivesse um orçamento apertado, não podendo encher o carro de opcionais, também optaria só pelo ar. A falta de todos os outros opcionais deste up! daria para suportar, mas o ar, é absolutamente indispensável.

      • André Andrews

        Incluiria a direção assistida, a relação de direção fica muito alta sem assistência.

    • André Andrews

      Acho que isso de carro para cidade e para estrada depende mais do motorista que do carro. Já fiz viagem com carro 1-litro sem mudar o ritmo que tenho com outro carro mais potente, e foi até mais prazeroso.

    • Arnaldo Lame

      Hoje em dia os compressores de ar condicionado já não roubam tanta potência assim como oc compressores “de pistão” da era Galaxie 500.
      Tenho um Palio Fire Celebration 1-L 2008 e uso na cidade-estrada o carro com o ar-condicionado ligado direto. Claro, rouba um pouco de potência, mas vai no mesmo ritmo dos demais carros normais. Hoje em dia, com tantos radares nem se pode correr mais mesmo.

  • Celio_Jr

    Meu Gol ”bolinha” tem um eficiente sistema para os bancos, retornando a mesma posição após rebatido e também utiliza uma prática roldana para regulagem do encosto. Me custa entender, por que um projeto moderno não pode ser tão ou mais eficiente, principalmente sendo do mesmo fabricante? E ainda tratando do meu carro, certa vez precisei substituir um pára-brisa trincado, e o custo da peça com e sem degradê eram iguais no mercado de reposição. Optei em ter a faixa.
    Gostei do up! e cogito um no futuro, quando existir oferta no mercado de usados.

    • Lorenzo Frigerio

      A VW deve ter importado esse parabrisa de algum país de pouco sol (provavelmente europeu) onde as faixas não são comuns. Se você comprar o mesmo carro daqui a três meses, é capaz que tenha a faixa. Todos os parabrisas hoje são laminados, e o degradê está no filme interno. O custo de ter ou não ter faixa é o mesmo.

  • Beta Romeo

    No Clio 2 portas o sistema de rebatimento dos bancos é o mesmo, com memória somente na posição do assento do motorista. Mas ainda assim não é tão incômodo quanto o do Palio 98 que tive, no qual o sistema tinha memória da posição do assento e encosto, porém implicava em um ajuste de distância do banco em que a parte dianteira do assento variava a altura.

    Ainda não tive a oportunidade de andar em um up!, mas desde o seu lançamento eu tenho vontade de dirigi-lo. E sempre que eu falo pra alguém que quero ter um up! a reação da pessoa é: “-Hum, mas num achei tão bonito…”. Parece que para o povo em geral um carro só é bom se tiver farol esticado até o pára-brisas, ignorando todo o restante!

    Tenho uma dúvida Bob: vi um comentário de um leitor em algum site que é dá para alterar a altura da ancoragem do cinto de segurança do up! retirando a cobertura plástica e fixando-o em outro furo na coluna. Será que isso é possível?

    • CorsarioViajante

      Também vi vários comentários sobre isso, o que torna ainda mais incrível a falta de um ajuste mais fácil!

    • ricardo kobus

      acho que é possível no gol sem regulagem de altura do cinto, possui por baixo da parte plástica uma rosca que pode ser parafusada a ancoragem do cinto!

  • Marco

    Boa noite Bob,

    Muito interessante a matéria sobra o up! que mostra as qualidades e os defeitos de um carro que tem tudo para ter bons números de venda caso seja feito alguns ajustes em seu preço.
    Gostaria de ressaltar também que admiro todos os colunistas e todo o profissionalismo e imparcialidade aplicados em cada matéria. Viciado em carro, assim como vocês, aprendi a desfrutar de tudo que um carro oferece e também a respeitar seus limites individuais, seja ele um Fusca ou um Golf GTI e as matérias do site sempre dão uma ajuda valiosa, sou um leitor assíduo.
    Parabéns pelo trabalho.

  • Eurico Junior

    Bob, gostei muito do ângulo de abertura do capô. O Honda Fit tem um sistema semelhante, há dois estágios no encaixe da vareta. O segundo tem um ângulo de quase 90°. Solução simples e engenhosa.

  • Jorge Alberto

    Confesso-lhe que não sou fã de VW…. Não sei o por que, mas não faz “meu tipo”… Meu coração sempre foi GM (meu coração bate mais forte dentro de um Chevrolet… rs). Porém, o up! me chama a atenção… Experimentei-o dia desses e posso lhe dizer, é tudo o que você disse… seu texto está irretocável (como de costume…).

    Ainda este ano vamos fazer um consorcio do up! para ser nosso 2º carro e quero um 2p, porém mais equipado (principalmente com ar!).

    Também não consigo compreender a lógica da VW em não colocar faixa degradê e os vidros traseiros não serem basculantes! Lembro de ter vendido meu Passat Pointer por esse motivo: Tempo todo com ar ligado para não derreter as crianças atrás…rs

    Parabéns, Bob!

    • Lorenzo Frigerio

      Vidro traseiro basculante faz mais sentido em carros sem a/c.

  • R.

    Bob
    A foto 9 , com o título “O pequeno e brilhante motor de 3 cilindros” está trocada..

    Aparece só a bateria do carro…

  • braulio

    É quase certo que não. Se coubesse, seria sinal de que foi projetado espaço demais para o cofre do motor como está agora, o que é muito ruim para um carro pequeno.

    • opaladeluxo73

      Obrigado, braulio!

  • Fabio Vicente

    Tantos elogios despertaram em mim a vontade de dirigir um up!. As qualidades que o carro possui é exatamente tudo aquilo que busco em um automóvel.
    Porém, as vendas não estão correspondendo à expectativa da VW. Gostaria de entender de onde vêm a rejeição por este carro.

    • Cristiano Reis

      Não é rejeição, você tem que dirigir um para se apaixonar, o carro surpreende. Como a maioria nunca dirigiu um, não sabem o que estão perdendo.

  • Claudio

    Opa, motor do up! lembrar o som dos motores boxer da Porsche, nada a ver, hein?!

    • Fernando

      Mas lembrar não quer dizer que seja idêntico.

      Dou o braço à torcer para a comparação, eu mesmo notei isso em um dia na garagem que ouvia algum carro chegando pela rua ao lado e acelerando na minha, notei sim grande semelhança com um “6” boxer, e quando vi que era um dos novos Ka percebi como o compasso do motor parece mesmo.

  • Bruno

    Bob Sharp, ao conduzir este carro há algo que lhe faça lembrar do Ford Ka primeira geração? Pergunto pois ainda não tive um contato mais íntimo com este VW, mas todos relatos que vejo a respeito do mesmo me lembro do Ford, carro este que tenho muitas experiências ao volante e até hoje não vi um pequenino tão bem acertado quanto. Abraço.

  • Arthur

    Essa foto de abertura do up!, de lado, me lembrou o Uno.

    E pela proposta de simplicidade também. Pois em 1993 comprei um Uno Mille Eletronic. O carro andava muito bem, coisa que os números não diziam, mas devia ser a tal da sensação de desempenho que vim a aprender aqui com o Meccia. Imagino esses caros de 1-litro de hoje, como andam, como são sólidos, característica que na época o Uno não fazia feio.

    Um bom carro até o fim dos seus dias. Sei que carro não tem alma, mas que o seu fim não foi algo merecido, isso não foi. O mercado ainda o queria, foi retirado na canetada. E ainda foi motivo de chacota por outros, que o achavam inseguro. Mas vindo de quem veio, é até um elogio, pois são pessoas que não entendem nada de automóvel.

  • ccn1410

    E precisa mais?
    Duas portas, ar, direção hidráulica ou elétrica e conta-giros.
    De zoeira vidros elétricos com travas nas portas e só!
    Também dispenso as firulas que comentaste.

  • Pedro

    Tenho um Up! Move, com ar e direção elétrica. O carro é surpreendente. Antes de compra-lo eu fiz um test drive num High, com cambio automatizado, mas não gostei, pela resposta nas mudanças de marcha serem muito lentas. Me parece que esse tipo de cambio acaba anulando o brilho do motor.
    O meu up! esta com 13 mil km, fazendo média de 12 km/L com etanol. Não sinto saudades de meu Uno Way 1,4l, pois esse up! não fica devendo nada em desempenho e é muito mais econômico.
    Tem alguns detalhes que poderiam melhorar, como a vedação das portas, por onde entra muita poeira (eu ando diariamente em estradas de terra), o cinto de segurança sem ajuste de altura, e que ainda fica batendo na coluna B quando não tem passageiro.
    Mas sem dúvida o carro tem muito mais pontos positivos que negativos. Recomendo.

    • Christian Sant Ana Santos

      O Uno 1.4 Evolution não fica devendo nada em economia e anda um pouco mais que Up! e Ka. O Way tem transmissão mais curta e maior altura livre do solo, a aplicação prevista seria também a terra.

      • Pimentel

        Em alta ambos tem tocada semelhante, mas o Uno, conforme avaliação do Inmetro, bebe bem mais que o Up!. O Uno 1.4 com ar e direção fez 11,1km/l com gasolina, em percuso urbano, enquanto o Up! com ar e direção fez 13,5km/l, na mesma situação de teste do Inmetro. É importante não fazer comparações entre modelos sem ar e direção com outros com ar e direção.

        A escolha pelo Uno ou pelo Up! será de acordo com o gosto do freguês, pois são 2 escolas diferentes. Especialmente se o cidadão for entusiasta, caso em que o Uno não fará muito sentido, tanto pelo ajuste de suspensão como também pela direção, que é bem menos direta. O Uno é um carro que simplesmente não empolga. O câmbio do Uno também continua ruinzinho como sempre. Duvido que qualquer entusiasta que dirija ambos opte pelo Uno, exceto se for um fã da Fiat ou italiano(rs).

  • Bob Sharp

    R.
    Estava mesmo! Corrigido e obrigado por avisar.

  • Bob Sharp

    Bruno
    Lembra bastante.

    • Fat Jack

      Taí, isso pra mim foi um baita elogio, haja visto muitos classificarem o citado Ka como um “kart de rua”…

  • Bob Sharp

    Claudio
    Já dirigiu os dois, para fazer tal afirmação que contraria a opinião de muitos?

    • CorsarioViajante

      É engraçado, estava distraído e ouvi um som de motor diferente, que me chamou a atenção, raro de se ouvir no trânsito… Olhei para o lado e era um, na época, recém-lançado Fox Bluemotion com esse motor. Realmente o ronco é muito instigante, como aliás nos três cilindros em geral, pois dirigi um HB20 e senti um ronco muito legal também.

      • Thales Sobral

        Também notei isso, um up! passou do meu lado acelerando mais forte, pude ouvir o ronco, é diferente, gostei bastante.

        • CorsarioViajante

          Quando fiz o test-drive no HB20, também não conseguia descer o giro, o ronco destes três-cilindros é bem agradável.

    • Claudio

      Já dirigi sim Bob,
      Tenho um Onix 1.4 pessoal, mas trabalho diariamente com um up! da empresa (take up! 4 portas) e ainda já dirigi um Porsche 911 targa 1974 (boxer “a ar”) de um amigo numa subida de serra até Águas de Lindoia-SP” para exposição há vários anos.
      Sinceramente, não percebi semelhança alguma entre o up! e o 911 em termos de som do motor.

  • Bob Sharp

    Fabio Vicente
    Cegueira de mercado. Repetição do aconteceu com o Uno.

  • Bob Sharp

    Marco
    Agradeço suas palavras.

  • CorsarioViajante

    Fábio, por um lado não acho que o mercado esteja “rejeitando” o Uno, não vende o que a VW esperava mas vende bem, ainda mais lembrando que a estimativa de vendas foi feita num momento de mercado eufórico e hoje o mercado encolhe…
    Mas além disso, para mim, alguns motivos pesam para o carro não deslanchar: pacotes mal bolados, com MUITOS opcionais; propaganda de lançamento que não empolgou nem mostrou as qualidades do carro; nome, versões e opcionais do carro em inglês, que é fator inibidor para quem não fala o idioma.

    • mecanico anonimo

      O mesmo pode se dizer do “rejeitado” Etios, que esgotou a capacidade de produção da fábrica de Sorocaba ano passado, e anunciaram expansão e contratação para este ano, enquanto outras fabricantes anunciam cortes…

  • CorsarioViajante

    E acrescento: ajuste do cinto de segurança também.

    • Bob Sharp

      Corsário
      Isso já não considero essencial, pelo menos para o meu biotipo e dos membros da minha família.

      • CorsarioViajante

        Pois é, mas daí vai da sorte, se você se “encaixa”, ótimo. Senão vai incomodar. Dizem que permite um ajuste por baixo do acabamento, mas se dividir o carro com alguém já não compensa.

        • $2354837

          Meu filho se negou a andar no banco da frente, alegou que o cinto estava enforcando. Se toda vez que tiver que mudar de passageiro eu tiver que tirar o forro e desparafusar o cinto, parto para outro carro. Para mim não serve.

  • CorsarioViajante

    também acho.

  • Adam Lewis Charger

    Olha, depois de tanto tempo andando com um carro sem conta-giros eu dispenso até isso, com o tempo acostuma com o som do motor. (mas concordo que é algo que deveria ter em todo carro)

    • Bob Sharp

      Adam Lewis
      Dá para andar perfeitamente sem conta-giros, mas eu jamais compraria um carro que não o tivesse. É filosófico.

  • Fat Jack

    “…o indicador de direção poderia estar na extremidade…”
    Adoraria conhecer o gênio que deve a ideia de colocá-los nesta posição entre o farol e a grade (claro, não é exclusividade do Up!), certamente deve ter sugerido que se colocasse a luz de ré na frente do veículo ao invés da traseira também…
    Gostaria de saber se os encostos dos bancos tem regulagem milimétrica, pois é mais comum nos carros nos quais os bancos possuem “alavancas” (como as mostradas na foto e o Peugeot 206 por exemplo) a mesma ser por “pontos fixos”, bastante desagradáveis…

    • Fernando

      É algo que sempre fiquei sem saber nem o que falar ao ver que a GM havia feito isso na remodelação do Celta.

      Acertaram exatamente o que não deveriam fazer…

      E a remoção do repetidor lateral é uma economia que vejo mal, ainda mais em um carro que tem o “pisca” no centro do farol.

    • João Guilherme Tuhu

      Quem dirige à noite sabe muito bem o valor das setas bem nas pontas do carro, especialmente em pontes estreitas. Essa tendência de design é feita por quem não guia…

    • Roberto Mazza

      O up! possui ajuste dos bancos por alavanca, diferente da grande maioria dos demais VW que é pelo comando giratório. Outra exceção é o Jetta, tanto o aspirado quanto o turbo. E uma curiosidade é o Tiguan, na básico é ajuste giratório no motorista e alavanca no passageiro (que não reclina totalmente para trás), e na mais completa é elétrica no passageiro, ou ambos na versão R-line.

      Se me permite um contraponto, tenho opinião contrária, prefiro os bancos com ajuste por alavanca, por serem muito mais fáceis de reclinar sempre que desejo, e isso vai desde momentos de descanso em viagem, quanto aquela eventual espera quando a esposa passa rapidamente na sogra, essas coisas. Mas compreendo que o ajuste giratório é mesmo mais milimétrico.

      Carros com ajuste por alavanca: up!, Jetta, Peugeots, Citroën, Palio Adventure e Strada, os novos Honda, novo Ecosport, entre outros.

  • Francisco Passarini Junior

    Eu sou o feliz proprietário de um White up!, fiz esta opção em decorrência de tantos elogios que li a respeito do carro, principalmente aqui no AE. Antes do up! tive Civic, Corolla, Polo, Honda Fit, enfim, tive vários carros de categorias superiores e confesso a vocês que comprei o carro com um não, mas com os dois pés atrás, comprei com medo de arrependimento, mas garanto a vocês, deveria ter comprado o carro logo no lançamento, pois como eu rodo em média 2.000 kms por mês, teria realizado uma enorme economia de combustível, sem dizer que mesmo o carro sendo 1.0, sempre que pego algum trecho de serra com o carrinho, é diversão garantida, jamais imaginei que um carro 1.0 diverti-se tanto, enfim, sempre disse que jamais teria um carro 1.0, mordi a língua e estou muito feliz de ter um, kkkk.

  • c4vitesse

    Eu penso em um dia comprar um Up bem básico (só direção, talvez nem ar) para quebrar o galho. Quando tiver uma promoção boa e eu tiver mais dinheiro eu compro (quando tinha olhado no meio do ano passado um Up nessa configuração estava caro demais).

    Agora, uma coisa não gosto são revisões a cada 6 meses. Para quem roda pouco, acaba sendo bem inconveniente.

    • CorsarioViajante

      Especialmente se for um segundo carro. Tbm acho que deviam aumentar este prazo.

      • Cristiano Reis

        A Ford aumentou para um ano! 😀

    • Mr. Car

      Quando comprei o Logan, uma das razões de não ter ficado com um Fiesta Rocam 1.6 sedã, foi esta: revisões semestrais. Um porre!

    • Bob Sharp

      c4vitesse
      Não é revisão, é só troca de óleo do motor. Dá para agendar e ficar esperando.

  • c4vitesse

    Uma dúvida para você que pega estrada de terra: o Up tem aquele mal do Gol de virar uma verdadeira batedeira ou escola de samba depois de se andar muito nesse tipo de piso? Como ele é relação a ruídos internos?

    • Pedro

      O meu, por enquanto, não está apresentando barulho no painel e no interior. Noto um rangido na porta quando passo por ondulações mais fortes. Mas a vedação, volto a dizer, deixa muita poeira entrar.

    • Cristiano Reis

      Não tem o que bater no up! hehehehe

  • Cláudio P

    Já fiz um test drive no up! e pude acelerá-lo na Via Anchieta, fiquei muito impressionado e confirmo o que você disse, Bob, não me senti guiando um 1.0, parecia mesmo ter algo mais robusto sob o capô. E essa carroceria duas portas está sob medida para mim. É um carro que considero seriamente na próxima aquisição.

  • visitor

    O 300ZX é desenho da própria Nissan, designers japoneses inclusive, tanto o primeiro, de 1983, quanto o segundo, de 1989.

  • Luiz_AG

    Também não sinto falta do estepe “operacional” .Não faz falta. Deve fazer uns 10 anos que não tenho pneu furado. Hoje existem produtos que obstruem um eventual furo, isso quando o próprio pneu não segura a pressão, como no caso de um objeto invasivo.

    • CorsarioViajante

      É uma escolha difícil. Eu já precisei do estepe duas vezes em cinco anos. Felizmente era das mesmas medidas, pois estava viajando e não precisei comprar um pneu correndo ou estragar o passeio e voltar de guincho. Ainda pude pesquisar local com melhor preço ao voltar. Mas ao mesmo tempo não nego que pode ter sido “zebra” e que poderia ter usado, durante estes mesmos cinco anos, de mais espaço no porta-malas.

      • Luiz_AG

        Exato, com o alargamento dos pneus durante os anos (que considero totalmente inexorável em uma época onde se presa a economia de energia), o pneu ocupa cada vez mais espaço. Deveriam se utilizar pneus que andem por alguns km’s vazios e liquidar de vez esse engodo chamado estepe.

        • Bob Sharp

          Luiz_AG
          Engodo??? Era uma das coisas que eu mais gostava na Lambretta e na Vespa. Quantas vezes furou e rapidamente troquei a roda. Já se fosse uma motocicleta…

          • Luiz_AG

            Ocupa espaço, aumenta o peso, aumenta o custo de produção, montagem, reposição, foi-se o tempo. Tenho um scooter e hoje os pneus são sem câmara, nunca fiquei na rua por causa de um pneu furado. Acho que deveria ir embora junto com o extintor de incêndio.

          • Bob Sharp

            Luiz_AG
            E daí que seja pneus sem câmara? Por acaso são à prova de perfuração? Além disso, essa é fácil: deixe o estepe em casa ou então venda-o…

          • Luiz_AG

            Não são a prova de perfuração, mas são a prova de ficar sozinho na estrada com pneu furado. A ultima vez que tive um pneu furado que fui obrigado a parar estava no longínquo ano de 1996. Penso o seguinte: Se há a possibilidade de furar um pneu também há a possibilidade de queimar uma bomba de combustível, uma bobina… Por que não levar o kit completo no porta-malas então?

          • Bob Sharp

            Luiz_AG
            Bombas de combustível não topam com objetos perfurantes na pista, pelo menos que eu saiba…E você acredita realmente que pneus sem câmara impedem que se fique sozinho na estrada devido a um furo?

          • Luiz_AG

            Não impedem mas minimizam muito. Se fosse levar por esse contexto, seria impossível viajar de moto, e viajo em média 30 mil km de moto por ano e nunca fiquei na estrada. E já parei em locais com prego enfiado no pneu (sem camara), o que me permitiu seguir viagem tranquilamente até resolver o problema.

          • Domingos

            Luiz, eu tinha exatamente a mesma opinião e concordo com você que se a pessoa morar num lugar com asfalto minimamente bom o estepe é absolutamente desnecessário.
            Enquanto São Paulo estava com a pavimentação decente, acho que nunca parei para trocar pneu furado em mais de 15 anos. Não valeria a pena mesmo o custo, peso e incomodo extra em carregar o estepe operacional.
            No entanto, nos últimos três anos já furei três pneus em São Paulo, devido ao asfalto-lixo que acumula detritos nas ondulações. Um parafuso ou prego de algum desavisado que deixou aquilo cair na rua não pára num bueiro ou no meio-fio.
            Esse prego ou parafuso fica em alguma ondulação do asfalto e lá fica até furar seu pneu.
            Fora o risco de bolhas também. Hoje o arcaico estepe operacional é uma necessidade no Brasil…

          • $2354837

            Nada, como disse em outro comentário, fazia trilha de moto. Usava uma espuma vedante que sempre resolveu bem, nunca fiquei na trilha por causa de pneu.

        • CorsarioViajante

          Não diria engodo. Como relatei, o tal “engodo” já me salvou duas vezes.

      • $2354837

        Galera vou deixar bem claro o que quis dizer… Não significa que pneu não fure e não seja vítima de um pitbull enraivecido…
        Quis dizer que hoje pneus furam menos, o estado da arte de um pneu é ter vida inteira dele sem furos.
        Claro, pode acontecer de furar, rasgar, estourar e outras coisas mais.
        Por experiência própria as possibilidades são bem remotas. Se levarmos em conta o que se quebra em uma estrada, precisamos levar bomba de combustível, outro pára-brisa, dois fáróis e por aí vai…
        Não vejo necessidade em uma viagem padrão (não estou falando de ir até o Atacama de carro) utilizar um estepe. Fatalidades acontecem sim, mas é cada vez menos provável.

    • Vinicius

      Moro em SP e, infelizmente, nos últimos 2 anos perdi 2 pneus literalmente rasgados no asfalto de R$ 600 mil/km do prefeito Haddad (fora 4 amortecedores arrebentados com 10 mil km de uso). Pra quem roda em ruas esburacadas, o estepe operacional faz falta. Entendo que podia ser oferecido como opcional, para desonerar aqueles que andam mais em rodovias.

      • CorsarioViajante

        Meu pai sofre com suas desnecessárias e indesejáveis rodas 17″. Deve perder um pneu a cada três meses. Não sei por que cismaram de enfiar goela abaixo de todo sedã médio estas rodas gigantes.

        • Vinicius

          É o meu caso também, com meu Sentra SL. Rodas aro 16 serviriam muito bem, mas a Nissan enfiou as aro 17. Como eu queria o modelo com airbags laterais, tive que levar junto as rodas gigantes. O resultado é que a suspensão sofre, os pneus sofrem e o dono sofre.

      • Domingos

        Não é só o asfalto ruim. É o serviço porco da prefeitura em que até os remendos ficam ruins, além da queda na educação da população.
        O que se encontra de parafuso e outros detritos na rua só tem uma explicação: gente que deixa cair e não pega e nem se importa. Aliás, vejo gente que deixa cair garrafa na rua e nem se importa mais.

    • João Guilherme Tuhu

      E eu já tive 5 pneus furados numa só viagem! Viva o estepe operacional. Aliás, 2 estepes vão muuuiito bem.

      • $2354837

        Você não precisa de um estepe, precisa de um banho de sal grosso. 5 pneus? Nem em 21 anos de carteira tive isso de furo. E olha que fazia trilha de moto com pneu com câmara. Usava uma espuma para tampar os furos, sempre funcionou bem.

  • vsitor

    O painel do Etios “brasileiro” sempre foi diferente do indiano. A impressão de que usaram o mesmo painel nos dois modelos, acarretando em saídas de ventilação centrais afastadas do motorista no modelo “brasileiro” é apenas impressão. No “indiano” elas estão afastadas também. O mesmo ocorre com o painel de instrumentos central, a posição dos instrumentos nele é invertida no modelo indiano. O desenho centralizado do painel não foi para “economizar”, é só um desenho infeliz mesmo…

  • Antônio do Sul

    Isso porque você nunca ouviu o som de fechamento de porta do Chery QQ…

    • Luiz_AG

      Vou repetir a frase, foi-se o tempo que se identificava um “carro” pela batida de porta.

      • Lofin

        Bem colocado.

  • Domingos

    Sim, em cidades lá 50 é o padrão, com áreas residenciais a 30. Mas existe um certo olho grosso por parte das autoridades em largas avenidas e grandes cidades, onde se permite andar a uns 70 Km/h sem problemas – inclusive os carros de polícia fazem isso também.

  • Domingos

    Porém com carros de alto torque em baixa e câmbio curto. Ainda não acredito muito nesse método se precisar realmente afundar o pé.
    Nem híbrido usa método carga o tempo todo, sendo que o gerenciamento e até o ciclo desses motores são todos para economia e muito diferentes…

    • João Carlos

      O teste é mais que esclarecedor.

  • Vinicius

    Quando um fabricante acerta, temos que reconhecer. Ainda que com algumas ressalvas, como carro mais barato da gama, o up! básico representa uma gigante evolução em relação ao antigo Gol G4, e pelo mesmo preço. Talvez só perca em espaço interno e porta-malas.

  • Leonardo Mendes

    Há quantos anos eu não ouvia falar do acendedor de cigarros, ainda mais como item opcional!

    • Luís Galileu Tonelli

      Acho isso algo sem cabimento sendo oferecido como opcional, ainda mais hoje em que todo mundo precisa recarregar smartphones e outros gadgets.

      • christian

        Você provavelmente confundiu acendedor de cigarros com tomada de 12 V, são coisas diferentes.

    • Bob Sharp

      Leonardo
      Faz sentido, o mundo tem 1,4 bilhão de fumantes.

      • Leonardo Mendes

        Tem uns 20 amigos meus, meu irmão, 2 ex-sogros e uma ex-namorada nesse contingente, heheheheh…

        Não fumo mas não recrimino quem o faça, visto que minha mãe foi fumante dos 14 aos 63… cresci vendo-a fumar seu maço e meio de Minister, depois Free diariamente e nunca tive vontade de experimentar.

        • Meus familiares contam que quando eu era pequeno (lá pelos meus 6 ou 7 anos de idade) eu fumava as guimbas de Continental do meu avô. Eu também nunca tive a menor vontade de fumar.

      • É fumante pra burro!

  • Rafael Ziller

    O Move Up! foi presente para minha esposa em outubro do ano passado, mas de lá prá cá eu que tenho me divertido no volante do carrinho, bem mais do que ela!

    A decisão de compra foi fortemente influenciada pelo AE e BS nos posts sobre o pequeno da VW. Nunca fui fã da marca, mas decidi entrar na concessionária e experimentar, depois do test drive não restava mais dúvida (Uno era a outra opção) ele seria o city car para a madame.

    Hoje ele está com quade 5000Km, fazendo uma média de 13km/l exclusivamente na cidade com o ar ligado. Apareceram apenas dois problemas, resolvidos pela concessionária na garantia: Canaleta do vidro dianteiro esquerdo e a máquina de vidro dianteira direita. O único inconveniente foi o tempo para chegada das peças, cerca de 15 dias.

    No mais, o carro é só alegria! Divertido, simpático e econômico! Obrigado pela dica BS!

  • Luiz_AG

    Esse motorzinho é legal, entra para minha lista de motores legais para acelerar, juntamente com o GM VHC-E.

  • Luiz_AG

    Foi-se o tempo que se indentificava um carro pela batida de porta…

  • André Andrews

    Era vácuo no sistema. Tem uma válvula embaixo, próximo ao pé do radiador pra fazer a purga.

    • Lorenzo Frigerio

      Sim, o vácuo surge quando o carro esfria e o vapor condensa. Pelo menos aqueles carros ainda tinham tampa de radiador; hoje, com o tanque de expansão recirculante, só se coloca água por ali.

      • André Andrews

        Eu estava lendo agora de curioso (tenho um manual de 147 aqui) e a válvula não era de purga, mas para esvaziar. Depois era completado, com ela fechada.

        Curioso que nos carros japoneses, coreanos e chineses o sistema é com duas tampas: de pressão, no radiador; e outra no reservatório de expansão, sem pressão, para controle de nível e reposição de liquido. Nos carros europeus e americanos isso acabou.

        Não sei o que um tem de vantagem sobre o outro, se é que há alguma. Vantagem no primeiro caso é a água não pular ao abrir a tampa do reservatório quando aquecido, acredito eu.

      • Luiz_AG

        Vácuo não surge, vácuo é depressão atmosférica. Vácuo é ausência de pressão, não puxa nada, é a pressão atmosférica que pressiona. Não sei quem propagou essa idéia absurda de vácuo como uma entidade…

        • Lorenzo Frigerio

          Vácuo como uma entidade é a mesma coisa que trabalhar com raízes negativas e números imaginários.

  • Lesilco

    O Up! E um bom carro, tenho um Take e faz falta um conta giros. Agora comprar carro sem ar cond nos dias de hj não da.

    • Hoje em dia já não se admite mais carro sem direção assistida e ar-condicionado.

  • Christian Sant Ana Santos

    Essa versão, com 80 km/h na vertical e escala utilizada, reforça ainda mais a sensação de esperteza do carrinho. Também troco o ar pelo conta-giros e computador de bordo, com um troquinho…

  • João Guilherme Tuhu

    Também acho que não sentiria saudade nenhuma do up!. Especialmente da traseira de furgão.

  • Marcos Amorim

    Pode ser um bom carro, mas não me desce. Talvez algum dia guie um e fique mais simpático ao tijolinho, mas enquanto esse dia não chega, sigo preferindo outros.
    Bob, uma pergunta: os pedais podem ser ruins para o punta-tacco, mas pelo menos a injeção aceita isso? O que tem de carro novo que já dirigi e demorava algum tempo para ter resposta do acelerador não é brincadeira.

  • João Guilherme Tuhu

    Taí, vcs me convenceram: farei o test-drive. Se for igual ao Ka 1.0, já estará muito bom. Mas só é bonitinho de frente.

  • cedujor

    Os bancos dianteiros lembram os da Brasilia LS e Passat até 79. Bem retrô!

    • Cara, voltei para as fotos, só para ver se parece mesmo!
      Quem quiser restaurar seu Brasola ou Passatão com bancos novos já tem opção,(rsrs)

    • Eu achei esse acabamento aí mais honesto do que aquele do painel pintado na cor do carro.

  • Bob Sharp

    Christian Sant Ana Santos
    Tudo bem, só que se a pessoa escolher o Uno 1.4 Evolution terá um carro bem diferente do up!. Será que é isso que a pessoa tem em mente? Há muito mais elementos na decisão de compra do que meramente dados objetivos. Comprar carro não é como comprar caminhão.

    • Christian Sant Ana Santos

      Com o devido respeito de quem lhe acompanha desde a Autoesporte, eu realmente gostei do up!, minha experiência com ele se limita a pouco mais de 600 km, mas ainda assim prefiro o Uno 1.4, sinto que a imprensa não divulga o quanto melhorou em relação, por exemplo, ao Attractive 1.4 que tive em 2010, no quesito vibração e nível de ruído, só que a transmissão beneficiou mais o consumo, com o diferencial do Economy e a 5ª do Attractive. Se o cara quiser andar tem que usar a 4. O que achei mais incrível foi a 1ª marcha entrando mais macio que a do up! que aluguei, será caso isolado? Abraço.

  • Bob Sharp

    Claudio
    Está explicado, você dirigiu um 911 de motor boxer “a ar”. Se fosse um “a água”, e mais novo, de 1998 para cá, você concordaria.

    • Claudio

      Entendi agora Bob!
      Está explicado.
      Abraço

  • Lesilco

    Posição relativa dos pedais de freio e acelerador dificultam o punta-tacco.

    Uma pergunta para que serve o punta-tacco, num carro feito para cidade?

  • Bob Sharp

    Lesilco
    Serve para arrancar numa subida sem que se precise usar o freio de estacionamento conforme é ensinado nas auto-escolas. Não há nada mais prático.

    • E eu tô doido pra aprender isso… rs

      • Leone Neto

        Quem teve carro velho, aprendeu na marra.

  • Bob Sharp

    Marcos Amorim
    Claro que aceita. Por que não deveria? Estranho, seu comentário, jamais senti demora em movimentar o pedal e a borboleta de aceleração acompanhar.

  • Bob Sharp

    Lipe
    Depois dos casos relatados mundo afora de aceleração não intencional, principalmente nos Toyota, a indústria adotou uma salvaguarda para evitar que o motorista tenha dificuldade em frear o carro estando o acelerador todo aberto, como no caso do pedal prender no fundo. Ela consiste em quando o carro está com acelerador acionado, ao se frear ao mesmo tempo a borboleta de aceleração fecha, independentemente da posição do pedal (estratégia só possível com acelerador de comando elétrico, o “by-wire”). Mas essa estratégia é, digamos, de mão única: se o motorista já estiver freando e acelerar simultaneamente, o motor responde de maneira normal, podendo ser feito o punta-tacco. Essa estratégia começou a ser usada em todos os Volkswagen, mundialmente, em 2012. No up! inclusive. Ela e nenhum outra fabricante seria doida de acabar com o punta-tacco.

    • Lipe

      Muito obrigado!
      Curioso que na revista deixaram claro que tal sistema inviabiliza o punta-tacco.
      Eu tenho notado vários erros ultimamente na revista que assino há tanto tempo… Mas fazer o quê.

      • Sandro

        Realmente o padrão caiu. Ė no que dá investir nas revistas erradas, demitir bons jornalistas e o diretor de redação… a revista “murchou”, aliás como todas as outras da mesma editora – pena.

  • Bob Sharp

    Corsário
    Apenas questão visual, para o carro ficar “lindão”. Enfiam goela abaixo porque a maioria dos consumidores quer. Outro dia vi um Corsa, em muito bom estado, com rodas acho que de 20″, que não tinha pneus, tinha fitas isolantes…

    • Mingo

      Infelizmente esse Corsa não ficará em bom estado por muito tempo. Depois de cair na mão dos xuneiros, é só ladeira abaixo…

    • $2354837

      Sempre me perguntei o porquê disso. Sempre admirei o Golf de 1999 que vinham com pneus bem altos, igual aos do Sandero.

  • Bob Sharp

    Corsário
    Isso mesmo, nunca vou viajar para buscar um carro de teste. Mas para resolver essa questão solicitei um Kia Picanto, que tem o mesmo motor 3-cilindros do HB20. Aguarde.

    • CorsarioViajante

      Oba! Acho que temos várias pessoas ansiosas para conhecer melhor este motor e, porque não, o próprio Picanto. Lega!!

  • Procure um vídeo, no youtube, feito pelo Bob em 2014. O timbre do motor do up! lembra mesmo o som de um 911. Também torci o nariz para o comentário do Bob, mas o vídeo prova bem o que ele disse no texto.

  • Bob, estou morando temporariamente em Roma e o que tenho estranhado aqui é o up! 4-portas com o vidro traseiro apenas basculante. Sei que o clima mais frio incomoda, mas ainda prefiro ver o vidro descendo, já que o carro é 4 portas. 🙂

    • CorsarioViajante

      É esquisito mesmo!

  • CorsarioViajante

    Exato. Devia ser opcional, nem que fosse um opcional sem custo.

  • CorsarioViajante

    Comparação super-coerente um Impala ou Landau com um subcompacto de 2014…

    • Lorenzo Frigerio

      Corsário, você “Viajou”; eu estava me referindo ao Audi. Mas se formos voltar atrás, o Corcelzinho também tinha fechamento de porta “positivo”. Se bobear, o Chevette também, não lembro direito. Mas nunca um carro da VW teve fechamento de porta sólido, e o Fusca era o pior de todos, o que, nos anos 70 e 80, implicava para muitos a falta de solidez dos carros. Embora os carros de hoje sejam melhor vedados, o que gera uma contra-pressão, pode-se dizer que o bom fechamento se perdeu. Não sei como é numa Mercedes ou BMW atual, mas se for que nem o Audi…

      • CorsarioViajante

        Viajei mesmo, achei que estava comparando com o up! e no fim o Audi entrou na dança.

  • Luiz_AG

    Passat usava esse sistema anteriormente. A maioria das motos refrigeradas a água também utilizam esse sistema até hoje. Particularmente não gosto, pois a tampa dar problema a água não retorna criando uma depressão no sistema e pressionando as mangueiras. A vantagem dele é não depender do sistema de expansão como parte do sistema pressurizado.

  • frolicz

    A VW não fornecer um carro realmente básico para o teste é devido ao

    fato desse carro não existir. É apenas uma ficção na tabela de preços para a marca poder dizer que vende um carro por 29 mil, mas ninguém acha, sempre “acabaram as últimas unidades”… Da mesma forma quando vemos na tv promoções de carro “a partir de” e “enquanto durarem os estoques”. Somente atrai o cliente com uma promessa. Depois mansamente adquire um bem mais caro. Já temos estrada suficiente pra saber que a proteção ao consumidor nesses casos não virá do Estado, virá da nossa capacidade de resistir ao marketing.

  • mecanico anonimo

    Método carga sim, mas com certeza não WOT.

    • João Carlos

      Claro que foi com acelerador todo aberto, leia o teste.

  • Leonardo Mendes

    Creio que ele tenha feito menção ao fato que durante muitos anos o acendedor tinha “jornada dupla”, também servindo como tomada para equipamentos como compressores e aspiradores portáteis… de uns anos pra cá que o acendedor foi abolido e a tomada 12V se popularizou.

    Falando em tomada de 12V, acontecia uma coisa engraçada nos primeiros 206 que vinham sem acendedor de cigarros, só com a tomada 12V.
    Os vendedores, sabe-se lá por que, achavam que ali deveria ter um acendedor, então pegavam de outros carros que ainda os tinham e colocavam nos 206… resultado? Um monte de cliente fumante reclamando que o acendedor não funcionava.

    • Tomada de 12 V já foi um luxo! Hoje é necessidade. E se tiver mais de uma, melhor ainda.

  • Luiz_AG

    Ia direto de São Paulo para Curitiba com um Classic 1.0 VHC, nunca senti falta de potência. E o melhor era o consumo de 17 km/l.

  • Kevin “Schãoantz!” (F.Lopes)

    Bob os bancos dele causam desconforto após uma hora de volante? Só andei 15 minutos com um up!, gostei muito, mas este item ficou pendente.
    Tenho um Gol G5 e após 1 hora e pouco o banco começa a me incomodar, já aluguei alguns Gols G6 e Fox em viagens de trabalho e senti o mesmo cansaço. O Palio e o Uno não me cansaram tanto os bancos, mas prefiro os VW…

  • João Guilherme Tuhu

    Noutra vez foram 3, em apenas 250 km. Pneus meia vida. E estou sacolejando nestas estradas há uns 35 anos…

    • Jose Valentim

      realmente, o step 100% operacional é valorizado na hora de se obrigar a fazer uma viajem longa sem opões de um conserto qualificado.

  • João Guilherme Tuhu

    Ah, e ainda temos agora o da Nissan-Renault.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Fiz duas viagens recentemente, uma de 650 km e outra de 850 km. Na de 850 km (Goiás) cheguei a dirigir 4 horas seguidas, de um total de 12 horas de viagem, não senti incômodo.

    • Fernando Oliveira Lopes

      Dúvida está resolvida!
      Infelizmente só andei 15 minutos com o carro não dá para julgar algo que demanda tempo. Valeu Antonio!

      • Cristiano Reis

        Não incomoda, ando mais de 6000km por mês e não dá nada, já peguei um rojão de 1800 km em dois dias e foi tranquilo.

  • Lofin

    Acredito que sim, Christian.
    Rodo muito de carro alugado devido à minha profissão e afirmo com respaldo que o câmbio da VW é, no mínimo, mais agradável de se utilizar. O considero mais preciso, macio e curto.

    Por esse, dentre vários outros motivos, que em uma das locadoras que eu buscava carros raramente se encontrava um VW Gol disponível; ao contrário do Uno, que sempre sobrava.

    • Christian Sant Ana Santos

      Uma pena as locadoras não disponibilizarem o Uno 1.4, superior a Up! e Ka 1.0 na minha opinião.

  • CorsarioViajante

    Hahaha é exatamente o caso… Meu pai teve um golf 1.6 2001 com roda 15″ e muita borracha. Trocou no jetta com roda 17″ e pneu fino. Até hoje ele não entende pq “pioraram” o produto.

  • CorsarioViajante

    Inclusive, é importante citar, as duas vezes que precisei foram acidentes em ruas da cidade, não em estradas. Nos dois casos, buracos indecentes.

    • $2354837

      Poxa, é tão difícil virar a esquina e ir para um borracheiro? 90% dos motoristas nem sabem mais trocar um pneu, o máximo que fazem é ligar para o guincho da seguradora. É mesma coisa de levar uma manivela para fazer o motor pegar… Vai que acaba a bateria…

  • Ozzy Renato P. Almeida Neto

    Eu só teria um desses SE tivesse um preço que realmente valesse a pena.

    • Cara, concordo com você!

      Um carrinho desses seria ótimo pra usar na cidade e tals, mas por 36 mil reais não dá.

      Muuto caro, não sei o que as fábricas estão pensando.

  • V_T_G

    O pneu original ai em São Paulo não é o Goodyear Duraplus?

  • Rosangela Alves

    Tive problema com o pneu (estepe) fui roubada e não acho em canto nenhum o pneu 165/80R13 … Alguém sabe?

  • Flavio

    Cara, tenho um move up!.
    Descrição fiel à experiência.
    Até o momento um defeito de fabricação: queima de modulo de controle de travamento e setas. Na concessionaria me informaram que é um problema geral do up!, na semana que deixei o carro para troca do módulo já haviam recebido quatro para o mesmo reparo. A VW precisa dar atenção a isso.
    Mas o carro é realmente econômico. Viajei de São Paulo a Rio das Ostras e nem chegou a 1/4 do tanque! Média de 21 km/L com gasolina. Nada de 80/90 km/h, 120 km/h direto com ar ligado e ainda assim um consumo desses.
    Recomendo a compra, mas atenção aos defeitinhos que aparecem.

  • Bruno

    Meio fora de tópico meu comentário.

    Por que as fabricantes insistem em divulgar que os carros possuem Isofix para as cadeirinhas de bebê se não existe no mercado brasileiro nenhuma opção de compra desse tipo de cadeira?

  • Cláudio Steffenino

    Muito obrigado pelo aviso. E nossa, 21 km/l com ar a 120 km/h é uma média sensacional, mesmo para gasolina! Valeu!

  • Meu caro professor (sim, o considero um verdadeiro professor) Bob Sharp, mais uma vez é com grande honra que escrevo para esclarecer duas dúvidas:

    1 – O que é momento polar de inércia?
    2 – Acho que agora entendi como se faz o punta-tacco. O acelerador é acionado com a lateral direita do pé e o freio, com o “peito” do pé? Eu imaginava que o acelerador era acionado com o calcanhar mesmo. Eu sempre quis aprender essa manobra e nunca tive quem ensinasse (até porque ninguém sequer faz idéia do que é o tal do punta-tacco), mas eu fazia como descrevi acima. Claro que sempre erro o ponto do giro e vem a famosa “cabeçada”.

  • Eu não tive problema de pneu furado até meu 3º carro. De lá pra cá, já precisei trocar pneu pelo menos uma vez. Sempre à noite, com horário contado, em lugar escuro e debaixo de chuva. Quem precisa de banho de sal grosso agora?

  • Bob Sharp

    Adelmo Filho
    O momento polar de inércia expressa o grau de dificuldade de um corpo para girar. Quanto maior, mais inércia rotacional o corpo terá. Quanto mais massa e quanto mais distante do centro de rotação ela estiver, maior será o momento polar de inércia e, portanto, maior será essa inércia que se opõe à rotação. Desse modo, e inversamente, quanto mais centralizada a massa de um automóvel estiver, menor será o momento polar de inércia e mais fácil o carro girará em torno do seu eixo vertical, ou seja, mais fácil e rápida será a transição da reta para a curva. Daí vem a vantagem do motor central, seja dianteiro ou traseiro, e dos balanços (distância entre o eixo da roda e a extremidade do veículo, tanto na frente quanto atrás) menores possíveis.
    Só que essa facilidade de girar pode jogar contra quando se busca estabilidade direcional, de modo que se procura equilibrar, conciliar esse dois compromissos – não existe ganha-ganha em mecânica, lembre-se.
    Dois exemplos para você entender bem o efeito do momento polar de inércia. Um, a bailarina quando executa o giro do corpo em alta rotação. Note que os braços estão recolhidos justamente para deixar o momento polar de inércia o mais baixo possível. Com braços aberto esse giro rápido seria impossível. Outro exemplo é o equilibrista que caminha sobre um cabo. O que lhe permite fazer isso é a longa vara que ele leva, que dá ao conjunto corpo-vara um elevado momento polar de inércia.
    Punta-tacco: é o que você descreveu, mas o peito do pé, ou dorso do pé, é a parte de cima, a que chuta uma bola, por exemplo. O termo é planta do pé. A parte que aciona os pedais é a bola do pé, a parte imediatamente antes dos dedos.
    Proficiência em tudo na vida adquire-se com entendimento e treino. Quanto mais você treinar o punta-tacco, melhor. Nada mais fácil ao estar no trânsito anda-e-pára: com o carro imobilizado pelo freio de serviço (o “freio de pé”), fique dando pequenas aceleradas da forma que você disse. Para se sentir mais seguro no começo, acione o freio de estacionamento antes. A proficiência virá logo.

    • E o punta-tacco funciona também na hora de fazer a aceleração interina para facilitar (e suavizar) as reduções de marcha!

  • Um tecido navalhado cairia muitíssimo bem nos assentos do up!. 🙂