Qual é o tempo de vida de um automóvel?

Esta é uma pergunta freqüente que me fazem os amigos, a família e o leitor do AUTOentusiastas.

Quantos quilômetros, quantas horas, esperam que eu responda.

Sendo simplista, cada fabricante estabelece uma expectativa de vida para os seu veículos, com base em suas aplicações e em um coeficiente de segurança particularmente determinado pela engenharia do produto. A tecnologia produz peças cada vez mais confiáveis e de maior duração, no entanto nada é infalível.

Para que o leitor entenda como a indústria automobilística, de maneira geral, determina a expectativa de vida de seus veículos, vou dar um exemplo hipotético para um automóvel urbano.

O primeiro passo é saber em qual mercado o veículo será comercializado. É fácil entender que cada mercado tem suas particularidades em termos climáticos e das condições de rodagem, buracos, estradas de terra, estradas de cascalho, pavimento quebrado, lombadas, valetas etc. Hoje em dia, com os veículos se tornando cada vez mais mundiais, o mercado mais severo tende a ser a base para o projeto, com ênfase à comunização de seus componentes com reduções de custo e de complexidade.

O início de tudo é estabelecer uma rota real que represente a utilização do veículo com índice de confiabilidade maior que 90%, representando os circuitos de cidade, rodovias, estradas secundárias, terra, pedrisco e todas as situações características do mercado. Um veículo de teste é então preparado para monitorar a rota em questão.

O veiculo de teste é totalmente instrumentado para leituras “just in time” das solicitações nas rodas, esforços no volante de direção, número de aplicações dos pedais do freio e embreagem e também todos os seus  esforços operacionais, além do monitoramento das temperaturas de funcionamento do motor e transmissão,  trocas de marcha, condições ambientais e carga do motor em termos de torque e potência, acelerações e desacelerações, tempo em marcha-lenta etc. Enfim, tudo é monitorado.

 

Ford is First Automaker to Develop Robotic Technology that Drives Vehicles During New Accelerated High-Impact On-Road and Off-Road Durability Testing  TEMPO DE VIDA Ford testing

Exemplo de teste em campo de provas, no caso teste de condução autônoma da Ford

A rota padrão estabelecida é de normalmente 50.000 km, durante a qual, além do monitoramento descrito anteriormente, são feitas avaliações subjetivas  de todo o veículo e também a sua manutenção, troca de óleo do motor, filtros e calibração da pressão dos pneus. A análise de desgaste das lonas e pastilhas do freio também é feita periodicamente. Inspeções mais rigorosas para identificar possíveis problemas de  projeto e/ou de qualidade são feitas regularmente.

Após o término dos 50.000 km de rodagem e com toda a análise dos resultados concluída, a engenharia estabelece um coeficiente de segurança para a expectativa de vida do veículo em questão. Se, por exemplo, o coeficiente escolhido for 5, significa que a vida útil determinada será de 250.000 km.  Sendo por exemplo, a velocidade média do circuito igual a 50 km/h, a expectativa de vida calculada será  de 5.000 horas. Todo o projeto poderá então ser direcionado para estes valores. De maneira geral, quanto maior o coeficiente de segurança adotado, tanto maior será o custo do veículo. A escolha do ponto de equilíbrio entre durabilidade e custos é por definição responsabilidade do corpo diretivo da empresa.

É importante que se diga que os sistemas de segurança do veículo — suspensão, freio e direção — são tratados de maneira especial. Regra geral é que os componentes devem alertar quando alguma coisa vai mal.

O importante é que através de ruídos, vibrações, folgas e trepidações sentidas no volante de direção, instabilidade direcional, perda de eficiência, aumento de esforços operacionais etc,  o motorista perceba o problema e procure uma oficina o mais rápido possível.

 

TEMPO DE VIDA problemas

Outro ponto fundamental é que no caso de fortes impactos, em buracos por exemplo, não pode haver quebra fácil, por fragilidade, de nenhum componente que ponha em risco a segurança do veículo. Deformações são permitidas dentro de um nível estabelecido em testes específicos pela engenharia, como impacto em buraco de canto vivo com as rodas travadas, batidas contra guias e outros esforços anormais.

Então, a rodagem externa é correlacionada e transferida para dentro dos campos de provas e/ou para os  laboratórios estruturais, que têm a vantagem de manter a repetibilidade dos testes e diminuir o tempo de certificação do veículo.

Os 250.000 km do exemplo são transformados para 60.000 km aproximadamente, através de correlações com as pistas de provas.

No Brasil, Ford, General Motors, Pirelli, Bridgestone, Goodyear e a TRW/Varga têm seus próprios campos de provas. Quando não têm, os testes são feitos nos campos de provas das matrizes, o que forçosamente eleva o custo de desenvolvimento.

 

10_gaboratorio_estrutural-simulador_de_pista GM  TEMPO DE VIDA 10 gaboratorio estrutural simulador de pista GM

Laboratório de Estruturas da GM mostrando o simulador, chamado hidropulsador, que ajuda a correlacionar a rota externa em termos de esforços e vibrações

 

campo-de-provas-ford-zapcar  TEMPO DE VIDA campo de provas ford zapcar

Campo de Provas da Ford, em Tatuí, SP

 

CampodeProvas goodyear  TEMPO DE VIDA CampodeProvas goodyear

Campo de Provas da Goodyear, em Americana, SP

 

120_GM_13-08-14  TEMPO DE VIDA 120 GM 13 08 14

Pista de tortura da General Motors em Indaiatuba, SP

 

campo provas firestone  TEMPO DE VIDA campo provas firestone

Campo de Provas da Bridgestone-Firestone em Águas de São Pedro, SP

A grande vantagem dos campos de provas é permitir a repetibilidade dos testes de modo a identificar possíveis anormalidades de projeto e de qualidade interna e dos fornecedores, comparativamente. Todos os sistemas mecânicos, elétricos e cosméticos de acabamento são testados e avaliados.

Também são feitos os testes e ensaios homologatórios exigidos por lei, como os de segurança em barreira de impacto e  freios, e os ambientais de emissões de gases poluentes e ruído.

Peças de acabamento em plástico, tecido e pintura são submetidos a testes de exposição solar e raios ultravioleta.

Sistemas de embreagem são testados em partida em rampas e também em testes severos de impacto nas trocas de marcha rápidas.

Todo veículo é submetido também a testes de poeira.

Testes de corrosão em câmaras especiais com névoa salina determinam a vida da carroceria e dos componentes.

Os contatos elétricos também são avaliados, com atenção especial em termos de eficiência quanto a corrosão. Hoje em dia os projetos estão contemplando contatos de latão com acabamento em prata e até em ouro para evitar panes elétricas que podem afetar diretamente a segurança do veículo, por exemplo, o motor apagar durante uma ultrapassagem.

Interferências de tubulações de combustível, chicotes elétricos, tubulações de freio que possam desgastar e falhar são meticulosamente avaliados e testados.

Interferência eletromagnética sobre os equipamentos eletrônicos como o módulo de gerenciamento eletrônico dos motores, cada vez mais intensa hoje, é criteriosamente avaliada.

Riscos de incêndio são amplamente avaliados e testados em programas de modos de falha para garantir em 100% a integridade dos componentes e a segurança.

Outro ponto fundamental que nenhum processo virtual pode substituir é o processo de interação de todos os sistemas e componentes do veículo que é realizado por engenheiros especialistas, que avaliam e ponderam todas as variáveis para que o veículo seja coerente em todas as suas funções.

Continuando, cada fabricante tem um critério próprio para estabelecer a vida útil de seus veículo, porém todos são muito parecidos, correlacionando as rotas externas com os testes em laboratórios e campos de provas.

Com base no que vivenciei ao longo dos meus anos de engenharia, 250.000 km/5.000 horas de vida útil é uma boa média de maneira geral. Lembrando que quanto maior o coeficiente de segurança adotado, tanto maior o custo envolvido, requerendo a utilização de materiais mais nobres, sistemas de projeto mais sofisticados, manufatura com controles mais rigorosos de folgas e ajustes e outros cuidados. Cada caso é um caso e cada fábrica é uma fábrica.

Segue abaixo vida útil de alguns  componentes que julgo tempo médio razoável:

– Pintura da carroceria, 10 anos
– Corrosão da carroceria, 10 anos
– Acabamento interno, plásticos e tecidos, 10 anos
– Amortecedores, 80.000 km
– Pneus, 50.000 km
– Disco e platô da embreagem, 80.000 km
– Pastilhas de freio, 50.000 km
– Discos de freio, 100.000 km
– Velas do motor, 50.000 km/1.000 h
– Motor, 250.000 km/5.000 h
– Transmissão, 250.000 km/5.000 h
– Silenciadores do escapamento, 100.000 km

Quanto ao catalisador, este não tem limite de uso e, portanto, não requer troca periódica. Entretanto, sua função precípua de converter gases nocivos  aos seres vivos em inofensivos tem de ser mantida por, no mínimo e de maneira garantida, por 80.000 km. Em caso de mau funcionamento cabe ao fabricante do veículo substituí-lo sem custo para o cliente, desde que o carro tenha sido submetido à manutenção preconizada e não haja sinal de avaria por agente externo.

Obviamente, os valores citados são valores médios que podem ser maiores ou menores dependendo da maneira de dirigir do condutor, do cumprimento da manutenção periódica recomendada pelo fabricante e das condições ambientais como  uso no litoral, montanha e em outras.

Por exemplo, dirigir com o pé apoiado no pedal da embreagem pode reduzir drasticamente a vida do disco e platô. Acelerar e frear com agressividade em curtos espaços, em vez de manter uma velocidade constante compatível com o tráfego, além de gastar mais combustível causa desgaste prematuro das pastilhas, e assim por diante.

Gostaria que o leitor interagisse bastante contando suas experiências pessoais para embasar o assunto em questão.

CM

Créditos: fotos divulgação-arquivo pessoal-www.zf.com- semeucarrofalasse.com- mulhertrinta.wordpress-mid-est.info

 

 

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

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  • Victor Gomes

    Trabalhei um bocado de tempo com automóveis Honda. Não sei se é caso exclusivo dela ou de outras fabricantes também, mas a impressão que tenho é que com o passar das gerações, os carros parecem cada vez mais descartáveis. E não falo especificamente dos modelos nacionais. A impressão se aplica aos importados também.

  • Mingo

    Nada como um post do Meccia na sexta-feira para alegrar ainda mais o dia.
    Como são interessantes esses textos sobre o desenvolvimento dos carros!

  • Christian Bernert

    Gosto muito deste tema Carlos.
    Venho de uma família onde a durabilidade dos carros é um item muito apreciado. Costumo ficar com um carro por mais de 5 anos então estou acostumado a longos períodos de convivência. Meu pai é ‘pior’ que eu. Para ter uma idéia, ele acaba de trocar de carro. O anterior foi comprado 0-km em 2003, uma Zafira. Foram 11,5 anos com o mesmo carro e 240.000 km. O anterior tinha sido uma Ipanema 1991 que foi substituída aos 12 anos de uso com mais de 500.000 km rodados.
    Meu carro anterior foi um Meriva modelo 2007 comprado 0-km em setembro de 2006 e vendido no fim de 2013 com 175.000 km. Todos estes carros tiveram pouquíssimo gasto com manutenção. Mas ao final de suas vidas começaram a freqüentar oficinas com freqüência um pouco maior. Para mim é o sinal de que a vida útil está chegando ao fim.
    Pneus, discos e pastilhas de freio, palhetas de limpador, lâmpadas, filtros, óleo, amortecedores, velas, correias, líquidos e aditivos; tudo isso eu considero item normal e não entra na conta da vida útil.
    O que pega é quando começa a acontecer problemas com: máquina de vidro, trambulador do câmbio, compressor de ar-condicionado, retentores de válvulas e coisas do gênero.
    Uma ocorrência por semestre de itens do segundo grupo ainda é aceitável. Duas ou mais por semestre indicam que é hora de partir para um novo.

    • Mingo

      Você trata seu carro como um cavalo velho, que depois de prestar anos de serviço ao dono, é levado para o matadouro sem a menor cerimônia.
      A síntese do carro ferramenta. Apego zero…

      • Christian Bernert

        É Mingo…
        Acho que você dramatizou um pouco com esta de cavalo velho. Mas temos que ser práticos. Se eu for guardar todos os meus carros antigos, vai me faltar espaço, tempo e dinheiro para mantê-los. Não tem como. Eu então guardo fotos deles nas minhas muitas viagens. Para mim já é o suficiente. Outra coisa curiosa é que eu tenho uma memória péssima, mas por alguma razão eu consigo me lembrar das placas de cada carro que eu tive. Estranho não?
        Mas tem um consolo. O meu Meriva foi vendido para o meu sogro. Assim fica fácil de matar as saudades.
        O carro é sim uma ferramenta de trabalho para mim. E eu o trato com todo o carinho e respeito. Ele devolve o tratamento para mim funcionando bem por longos anos e quilômetros. Nunca fiquei na mão.
        Mas ao final de tudo temos que concordar que os carros existem para servir às pessoas, e não o contrário.

  • Leandro

    Muito interessante a matéria.
    Gostaria de perguntar uma coisa. Sobre os veículos antigos, que já passaram muitos e muitos anos de seu tempo de vida, e são resgatados e restaurados, sendo trocadas chapas, refeitas soldas, latarias e afins. O quanto isso comprometeria a questão de segurança do veículo?

    E quanto aos desgastes dos componentes, rodando em São Paulo, nesse trânsito de anda/pára e pára mais ainda…kkk, a questão de freios cai drasticamente. Minhas pastilhas duraram metade do que falou e os discos ainda estão lá com 60.000 km, acho que não chegam a 100.000 km…ehehe

    Abs

  • Daniel S. de Araujo

    CM, tudo bem?
    Sobre a durabilidade dos automóveis, os carros que eu mais andei (e usei) foram um Ford Ranger XLT 3L diesel (de zero aos 150 mil km em uso muito intenso), uma Saveiro 2004 flexivel e um Gol CL 1,6L motor AE)
    -> No Ford Ranger, a suspensão dianteira original sobreviveu até os 90 mil km em uso intenso (costelas de vaca, areia terra, buracos, etc). Depois começou a me dar trabalho, especialmente os braços/pivo superiores (é uma peça só). Os rolamentos/cubo dianteiros também sofrem por conta do peso do motor.
    O motor International é bom, eu pessoalmente nunca coloquei a mão para mexer em absolutamente nada nele (exceto filtros). Mas sei (e já vi) casos que ele tem o cabeçote sensível, em especial se empregado água comum ao invés da solução agua+aditivo na proporção correta.
    Vi um NGD3.0E certa vez com 300 mil km, a parte de baixo inteirinha. O problema estava apenas no cabeçote.
    -> Gol quadrado eu fiquei fã. Ele aguenta pancadaria. Peguei ele usado (já bem esmerilhado pela pessoa que usava ele antes), fundi ele com 350 mil km e ele aguentou horrores. Tudo, inclusive acabamento. Foi o melhor carro que tive em termos de durabilidade e resistencia.

  • Roberto Mazza

    Meu carro é automático, e minhas pastilhas duram menos do que 50 mil km, ou melhor dizendo, faço gosto por trocá-las antes, e com isso percebo uma melhora na frenagem. Tenho trocado por volta de 30 a 40 mil km, dependendo se o uso é mair urbano ou estrada.

  • Arruda

    Ótimo artigo, como sempre, Meccia.
    Gostaria de saber se há uma previsão de durabilidade para a “alma” do carro, ou seja o monobloco. Ou quem sabe uma maneira prática de descobrir que se chegou ao limite de vida, fadiga dos materiais, etc.
    Os componentes, de uma forma ou de outra, se troca ou retifica e se segue em frente, mas quando o chassi abre o bico, acho que ai sim a vida útil do carro chega ao fim.

    Já a questão de corrosão da carroceria, acho que isso está praticamente resolvido. Nos anos 70 e 80, a questão era só QUANDO o carro ia enferrujar, já que era inevitável. Hoje em dia o tratamento das chapas praticamente eliminou a corrosão. Tanto que vários fabricantes dão 10 anos de garantia contra a corrosão, embora isso não seja muito divulgado. Lembro que em 84 a Fiat lançou o Uno dando uma garantia estendida da carroceria.

    Meu cachorro “muy amigo” mordeu todo o para-lama traseiro do meu carro, deixando além dos amassados, algumas partes expostas sem pintura. Levei mais de dois anos para arrumar e mesmo assim não houve sinal algum de corrosão.

    • CorsarioViajante

      Bem lembrado, é muito difícil, senão impossível, ver carros mais recentes com corrosão

  • Eduardo Oliveira

    Meu pai teve um Focus, ano 2003 que superou todas as expectativas em termos de durabilidade, foram mais de 230 mil km e um carro que foi vendido em estado de zero, o motor tinha o desempenho de 0-km e sem sinais de problemas, a embreagem ainda era original (foi vendida no fim da vida) O carro era silencioso, completamente vedado ao pó e sem nenhuma folga em nada.
    Usados na mesmas condições, os veículos anteriores, um Santana, um Escort comedor de pastilhas e um Logus, requisitaram várias outras manutenções sendo a mais pesada o Logus que precisou fazer o motor com 160 mil km.
    Eu tive dois Fiesta, um Street que nunca apresentou problemas mecânicos mais o acabamento interno com 130 mil km virou uma escola de samba e onde tinha cola, caiu…. Agora tenho um Fiesta 2007, muito mais integro por dentro, mais que já me pediu diversas intervenções no motor fora da manutenção de rotina por um sistema de arrefecimento subdimensionado. Pessoalmente, preferia a confiabilidade do meu carro antigo.

    • Domingos

      Os Focus I até 2003 eram ótimos carros mesmo.

      • Antônio do Sul

        O meu pai teve um sedã, 2001, motor Zetec 2.0l, na raríssima cor verde Marselha. Foi comprado com cerca de 24.000 km e vendido com 86.000 km. Muito resistente, muito bem acabado, muito confortável e muito bom de curva. Depois de dirigir esse carro, meu nível de exigência mudou, a ponto de eu achar que o Civic LXS 2008 que o substituiu tinha uma reputação que não correspondia àquilo que realmente entregava (no popular, muita trovoada para pouca chuva).

        • Domingos

          O Civic comparado a esse Focus devia um pouco no acerto maciez/capacidade de curva.

          E o Focus 2001 tinha um acabamento espetacular, especialmente os GLX/Ghia (seu caso, por ser o 2.0l). O Civic 2008 também era muito bom, mas não tão detalhado.

          O 2003 já tinha um acabamento menos cuidado, bancos piores etc. Mas ainda era bom.

          Agora, se você compara os Focus I mais novos com o Civic, aí se entende porque um decolou em vendas e o outro regrediu…

          PS: O seu Zetec 2.0l era meio ruim de baixa também? Nisso o Civic era bem melhor…

          • Antônio do Sul

            Em baixas rotações, o Focus parecia ser bem melhor do que o Civic. Talvez o escalonamento do câmbio, com 1ª, 2ª e 3ª bem curtas, mascarasse a deficiência em baixa.
            Se não me engano, em 2003, o interior passou a vir em preto.

  • AGM

    CM, texto muito oportuno para mim, pois estava procurando algo parecido na internet de fontes confiáveis. O fato é que acabei de trocar meu carro por um Focus Duratec 2008, que apelidei de o “último dos moicanos.” É o ultimo ano da primeira geração (mais leve e mais divertida), somente a gasolina, manual, hatch, Duratec 2 litros… Ou seja, uma jóia com apenas 80 mil km rodados e com TODAS notas de tudo o que foi feito no carro. Uma raridade, diria eu. O fato é que quero continuar conservando-o por um bom tempo ainda, sendo assim queria ter uma noção de quanto tempo de vida posso “esperar” dele. Abraços!

    • Pedro Nazareth

      Comprei o mesmo modelo e em mesma situação que o seu! O antigo dono era cuidado com a manutenção e o estado está do carrinho está bom demais! Sou bem chato com a manutenção dele e troco ao menor sinal de desgaste, já que consigo realizar a maioria dos reparos em casa mesmo, tenho algumas ferramentas e meu pai era mecânico. O que me chama atenção é a durabilidade das peças Ford, desde que bem cuidadas duram muito. Pelo que vi até agora, trocando todas as peças na hora certa e por originais Ford ou paralelas de boa qualidade esse carro passa dos 250.000 km. Importante lembrar que isso depende da manutenção recebida e do motorista!!! Uma manutenção preventiva no lugar de uma corretiva contribui muito para a conservação dos nossos queridos possantes.
      Já tive em casa um Corsa Sedan 1.6 96 que vendemos com mais de 225.000 km e rendia um bocado ainda, tanto que foi vendido bem rapidinho!

  • Rodolfo

    Tenho um gol GL 1.8 L – ano 1990 – a gasolina, ele está com 220.000 km, não fuma e nem bebe.

    Chamo a atenção aqui para um item importante, a troca de óleo e filtro de óleo de acordo com as recomendações do Manual do Proprietário, pois conheço gente que passa da quilometragem recomendado de troca porque acha desnecessário trocar.

    O resultado disso é que o motor diminui drasticamente a sua vida útil e podendo até fundir devido àa borra de óleo.

    E por último, mas não menos importante, abastecer com combustível de qualidade, pois como sabemos combustível batizado faz mal para o motor e ainda forma a temida borra de óleo.

    • Daniel S. de Araujo

      Um outro detalhe que (minha opinião) não está mais previsto trocar e a troca é bem-vinda é a caixa manual.

      Em todos os carros eu troco o óleo de câmbio. Quando eu tinha VW de cambio “013” eu trocava o lubrificante mesmo o manual não prevendo troca e a impressão que eu tinha (e é compartilhada por quem já fez isso também) é que parece que colocou uma caixa nova no carro, tamanha a diferença que dá, especialmente depois dos 100 mil km.

      • Rodolfo

        Eu troco o óleo de câmbio do meu Gol ano 1990 a cada 50.000 km.

      • Domingos

        Recomendo isso também. O óleo sai bem sujo de espuma e outros detritos.

        Óbviamente não faz bem ao cãmbio.

  • CorsarioViajante

    Muito legal saber de tantos detalhes.
    O carro dura fácil os 250.000 km ou dez anos. O que não costuma durar tanto é a paciência do proprietário:
    Meu Polo 2009 tem em torno de 120.000 km.
    O difícil de ficar muito tempo com o carro é a falta de preparo e entusiasmo de quem trabalha com manutenção. Acham que todo carro mais rodado é “velho”, fazem com desleixo, sem interesse nem atenção.
    Os custos de manutenção no Brasil também são muito altos, e muita gente acaba achando mais “negócio” trocar um carro com 40.000 e dois anos por um zero, embora, para mim que anoto os gastos, nunca tenha valido a pena.
    Todo problema é resolvido da mesma forma: trocam peças e prestam serviços aleatoriamente até resolver ou te vencer pelo cansaço, quando você desiste.
    Nesta ladainha, já troquei a suspensão do meu carro desnecessariamente com 80.000 km (duro aprendizado…) mas pelo menos aprendi a lição e ajudei meu pai, cujo Jetta 2,5 2008 estava com a lenta irregular e mesmo trocando sonda lambda, velas, um monte de coisas, nada resolvia. Ele me contou e eu pesquisei no Google cinco minutos e descobri o problema, o diafragma da tampa de válvulas ou coisa do gênero estava rasgado ou coisa do gênero e dava leitura errada, entrava ar de mais, etc. Resolvido.
    Fala sério, é um stress, você não tem um lugar capacitado para deixar seu carro. Já tentei concessionária, oficina independente, oficina da Porto, mecânico da família…

    • Discipule

      Concordo plenamente com você… Por todo esse stress com maus “mecânicos” que estou aprendendo aos poucos sobre mecânica e sobre o meu carro (características, defeitos corriqueiros etc)… Infelizmente são poucos os bons profissionais nessa área…

    • CCN-1410

      É verdade… A última vez que levei meu carro anterior na oficina, foi para trocar o filtro do ar-condicionado.
      O resultado é que depois de sair de lá, percebi que ao retirar esse filtro, danificaram a peça que barra a passagem do ar exterior para dentro do carro. Resultado, quando rodava em estrada com poeira, não tinha mais como impedir sua entrada no habitáculo. Eu reclamei com o dono da oficina que me disse que a peça já estava quebrada e fim de papo.

    • Domingos

      É, é assim mesmo. O pessoal vê um carro mais antigo ou que seja mais simples e, do dono da oficina ao mecânico, já pensam: eta, vou fazer precinho e qualquer serviço porque não é exigente.

      E se for carro novo ou um carro mais de status ou de maior qualidade mesmo, já chutam o preço lá em cima para os serviços – ao menos fazendo um pouco menos de erros no carro.

      E não adianta discutir. Mesmo você pagando mais, no carro mais simples ou mais velho o cara bate o pé em fazer serviço pior.

    • Rodolfo

      É por isso que o pessoal compra carro 0-km… para não ter dor de cabeça com mecânico trocador de peças… que quase nunca resolvem o problema.

      Quando a gente vai na oficina o mecânico te mede de cima a baixo… se o seu carro for render algo para ele, você vai ser atendido na hora em pleno sábado (Jetta semi-novo por exemplo). Agora, se seu carro não render (pouco valor de mercado) então ele vai te mandar voltar outro dia, e em dia útil.

    • $2354837

      Como já disse outras vezes, meu peugeot 207 está com 75 mil km e estou em pânico para trocar a correia. Pensando até em pegar um manual e comprar as ferramentas.

    • János Márkus

      Passo pelo mesmo problema, poucos têm a paciência ou vontade de atender carro mais “velho”. São serviços feitos com displicência cujos defeitos residuais vão se acumulando até que a gente fica farto com a bagaça. Por exemplo, quando se mexe com suspensão, numa intervenção mais drástica, sempre fica uma sequela de difícil ajuste. Aí o profissional fala “é assim mesmo…” e a gente sabe que não é. Daí vem o desgaste, não com o carro mas com a oficina. Não tem jeito, é necessário a gente mesmo aprender e pôr a mão para resolver esses problemas.

    • Bruno

      Voce matou a charada. A falta de boas oficinas e o desconhecimento geral de mecanica, aliado ao alto custo das peças de reposição é que fazem a maior parte das pessoas trocarem de carro muito cedo.

    • Juliano Nunes

      E eu com problema de borra no motor só resolvi quando troquei a válvula termostática. O motor passou a trabalhar na temperatura correta e pronto. Dois anos e uma retifica de motor para resolver…

    • Vagnerclp

      Este é um dos problemas que imagino ao trocar de carro, pois toda a ladainha se repete. Pior ainda, quando o carro é tido como “moderno”, pois dificilmente temos mecânicos capacitados para solucionar os problemas que aparecem. Na concessionária a grande maioria são jovens aprendizes, não tem experiência no que fazem e os mecânicos de oficina independente, muitas vezes só sabem mexer em ap, ae cht, monzatec, etc. Na atual situação econômica, eu me recuso a trocar de carro, mas quando vem isso a memória, fico imaginando a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada.

    • Davi Reis

      Nem me fale Corsário… Andava enfrentando problemas de apagões repentinos no Gol 1994 que temos, mas não sabíamos muito bem do que se tratava. A suspeita era na bomba de gasolina ou no filtro de gasolina (o nível andava ficando muito baixo, simples análise visual), então na semana do carnaval levei o carro pra dar uma olhada. Era uma quinta feira, e a oficina que costumo levar estava fechada, e acabei indo em outra. Mal entrei na oficina (Bosch Car Service) e expliquei os sintomas (ainda dando de bandeja a informação do filtro de gasolina) e o dono da oficina disparou, sequer olhando o carro: “isso é carburador, não mexemos com isso aqui”. Questionei como seria possível, se o carburador estava reguladíssimo e até com o cut-off do sistema eletrônico funcionando. Ele insistiu na resposta mas eu não insisti no atendimento, deixei o final de semana passar e deixei o carro quieto em casa. Na semana seguinte, levei o carro na oficina que sempre levo e eis o veredicto: tampa e rotor do distribuidor gastas e velas tão porcamente colocadas (e tão apertadas) que empenaram. Fiquei com a impressão de que, por não ser nada caro, resolveram me dispensar e deixar a agenda livre pra algum “pote de ouro” que poderia chegar. Não sei como anda por aí, mas aqui em Belo Horizonte, até oficinas particulares de qualidade andam se tornando raras. Já perdi as contas de quantas vezes tive problemas com mecânicos que não davam conta de lidar com um simplório Gol caixa.

  • João Carlos

    A durabilidade de velas depende do tipo, as de platina da Nissan são indicadas pra 100 mil km no manual. As de irídio duram mais ainda, coisa de 100 mil milhas, mas os carros que as usam às vezes indicam trocas mais curtas que para as de platina, como 60 mil km nos Honda.

    • a. shiga

      Li em algum lugar que essas velas da Honda as vezes engastam no cabeçote por ficar tanto tempo lá.

      • João Carlos

        É mais um daqueles casos de que “muita gente” tem o problema e aí generalizam.

      • Domingos

        Toda vela não trocada por muito tempo tem esse risco… É bom um desaperto/reaperto de vez em quando, nesse caso.

    • $2354837

      Eu já descobri o tempo de vida útil da Bosch: 55 mil km. Queimaram com essa km… rs.

  • CCN-1410

    Vou guardar essa tabelinha para possível consulta no futuro. Acredito que juntamente com o manual do proprietário, terei como cuidar um pouco mais do meu carro.
    Não sou muito ligado em polir a lataria ou de manter meu carro impecavelmente limpo. Sem relaxamento, é claro. Mas me preocupo em demasia com a qualidade do óleo e com os componentes de segurança, como a suspensão, freio e direção.

    Infelizmente todo esse cuidado não é valorizado na hora de trocar de carro. A pessoas nem ligam para isso. O que muitos querem mesmo é ser enganados e comprar carros lustrinhos, mas de mecânica ruim. Mas o importante mesmo é ficar até o fim com um carro firme e confiável, independente de sua quilometragem.
    Hoje mesmo falei com alguns vendedores de carros, que me disseram que os compradores se importam mais pela quilometragem e não pela qualidade do veículo a ser negociado. Mais de 100.000 km é pedir para não vender ou se preparar para um bom desconto.

    • CorsarioViajante

      E o mais engraçado é que, como alguns já observaram, carro com mais de 100.000 km no mercado de usados só existe quando você vende. Todos misteriosamente desaparecem após você vender. Em compensação surgem carros iguais mas com incríveis 47.000 km de “senhoras sozinhas que usavam para o supermercado” etc.

      • Daniel S. de Araujo

        Meu pai entregou um Vectra com 120 mil km num Concessionário Chevrolet. Dias depois o mesmo Vectra estava a venda com apenas 57 mil km.

        Era Vectra “De Lorean”: voltava no tempo.

  • REAL POWER

    O tempo de vida do carro ou de seus componentes em parte, ao meu ver se deve a forma como é utilizado. O motorista é a peça-chave para se ter um carro bom por muito tempo ou quilometragem. Nem sempre aquele motorista cuidadoso que só dirige a baixa rotação e velocidade, terá um carro sem problemas. Já vi motores com baixa quilometragem abertos por carbonização e até quebra por falta de lubrificação. Em minhas mãos meus carros sempre tem boa durabilidade devido a manutenção em dia e a forma como dirigi. Como exemplo, fiz uma viagem final de semana passada. Rodei 480 km em menos de 5,40 h. Sendo que parei 30 minutos para jantar, parei mais duas vezes coisa de 5 minutos. Rodei em temperatura ambiente entre 18 a 23 ºC. Velocidade média acima de 95 km/h em pista simples e sinuosa, carro carregado. Quando estacionei na garagem coloquei a mão na roda dianteira e estava fria, experimentei colocar no disco de freio, e estava morno. Já vi casos dos freios derretem em condição de uso mais suave, o motorista mais freava do que acelerava.

    • Roberto

      Realmente, tem muita que parece que não da valor ao que tem e não cuida do básico. Por exemplo, vejo muita gente segurando carro na embreagem em lombas, andando em descidas sem usar freio-motor, rodando com o carro sem verificar periodicamente a calibração dos pneus, sem trocar óleo no período correto etc. Isso sem falar naqueles que não consertam os estragos feitos no carro, mesmo os pequenos, onde muitas vezes são coisas que se arrumam de uma forma simples, como, por exemplo, um polimento localizado.

  • Lucas Pereira

    Muito legal! Mas com exceção dos japoneses, é raro um amortecedor durar 80 mil km por aqui. Vejo alguns que já vazam com 30 mil…

    • CorsarioViajante

      Nem me fale disso. Troquei a suspensão de meu Polo com uns 80.000 km por ERRO DE DIAGNÓSTICO… Que raiva!

    • Avatar

      Até hoje os amortecedores menos rodados que já substituí estavam com 140.000 km. E nunca tive carro de marca japonesa em uma “amostragem” de 6 carros que entraram na casa dos 6 dígitos…
      Na minha casa possuímos uma Montana 1,8-L desde 0-Km e ainda não substituímos a embreagem. Quilometragem? 202.000 km e aumentando… A propósito, os amortecedores originais saíram de cena aos 160.000 km.
      Região onde rodam: Grande São Paulo e viagens a outros estados.

    • Barroso

      Já vendi um carro com 150 mil km e armortecedores traseiros originais. Os dianteiros haviam sido trocados com 90 mil…

    • mecanico anonimo

      Os do meu Astra acabaram de passar dos 120 mil km, ainda sem perda de atuação. Se não me engano são de fabricação Cofap. Embreagem também está ok, pastilhas de freio são originais (!) e ainda tem alguns milímetros para gastar antes de atingir o ponto de substituição. Como o uso é predominantemente rodoviário, não gasta muita embreagem nem freio. Em compensação, já troquei bomba eletroidráulica da direção, regulador de tensão do alternador, articuladores axiais da direção, e vários silenciadores de escapamento.

    • Bruno

      Ja tive quatro VWs, sendo tres nacionais (um GOL GIII e dois Polos). Com exceção do Gol, em todos rodei cerca de 55 mil km e não precisei trocar os amortecedores. Acho que vai do uso de cada um.

  • F A

    O motor e transmissão em 5.000 horas achei pouco.

    • FA, com base em que você achou pouco ?

      • F A

        Com base numa cidade como São Paulo que não é incomum uma pessoa usar o carro 3 horas diárias. Dessa forma daria menos de 5 anos.

      • F A

        Baseado em São Paulo onde é normal andar com o carro 3 horas por dia o que daria menos do que 5 anos.

    • Rubem Luiz

      5 mil horas a 50Km/h dá 250 mil Km, conta meio simplória, é só para dar idéia de durabilidade..

      Motor agrícola ou estacionário vai de 10 a 15 mil horas devido ao uso sempre já aquecido e em regime de rotação e carga mais ou menos no mesmo patamar. Automóvel é muito usado frio, tem exigência de torque em rotação baixa demais as vezes, é muito mais forçado (proporcionalmente) que motores pra outros fins, então não dá para sonhar com tanta durabilidade.

      Se viajar mais e a media de velocidade subir pra 80Km/h essas 5 mil horas serão 400 mil quilometros, isso caminhões até conseguem mas com muito mais cuidados que os carros geralmente recebem, são geralmente 400 mil Km com media de uns 40Km/h, mas nesse processo tem aquecimento antes do uso e uso continuo por muitas horas por dia, o problema de motor menos é o liga-e-desliga.

    • $2354837

      Não é não. você dirige em média 1 hora por dia o carro. 5.000 horas daria mais de 13 anos.

  • Domingos

    Os discos com 100.000 km não ficariam abaixo da espessura mínima? Penso que nesse tempo já se trocaram muitos jogos de pastilha e até muitas vezes os discos já foram retificados, para receber as novas pastilhas sem dano.

    A referência do teste deve ser diferente de 100.000 Km em uso real, não?

    • Arruda

      Depende muito do uso, projeto, qualidade das peças. Tenho um carro que a primeira troca das pastilhas foi exatamente aos 50 mil km. A segunda, já com pastilhas não originais, foi aos 95 mil, mas aguentava uma esticadinha até os 100 mil sem problemas. Os discos ainda estão dentro da tolerância aos 104 mil.
      Por outro lado no outro carro aqui de casa da mesma marca e categoria, só que mais velhinho, as pastilhas dificilmente rodam muito além dos 20 mil km. Isso com o mesmo motorista, trajetos e marca das pastilhas. Uma das razões (mas não a única) que credito essa diferença é que um tem rodas 14” e discos pequenos e o outro rodas 16” e, consequente, discos e pastilhas maiores. Para frear a mesma distância as pastilhas de rodas 14” têm que segurar muito mais voltas dos discos com uma área de contato menor. Acabam aquecendo e se desgastando mais.

      Pneu é um outro caso que a margem de referência deve ser bem ampla…. tem muitos fatores em jogo, além da própria qualidade e composto dos pneus. Em forums de modelos específicos que participo vemos gente que faz 22 mil km com um jogo, outros passam dos dos 50 brincando. Meu par original dianteiro rodou 63 mil. O traseiro 75.

      • Domingos

        Pneu é um item que não consigo economizar muito, já que minha alegria em dirigir também conta em ter um carro…

        Pastilhas e discos tenho um consumo normal, porém me surpreende mesmo marcas como 50 mil KM hoje em dia – já consegui isso em um carro e era aro 14′, discos/pastilhas não muito grandes, mas só nele – e sem necessidade de passe no disco.

        Não sei se tive azar na minha última troca, mas com menos da metade disso o disco já estaria fora da espessura mínima se eu tivesse que dar passe nele. Como teria que dar, foi trocado…

    • Daniel S. de Araujo

      É por isso que eu sou contra passe em disco de freio. É só desbastar as quinas das pastilhas e frear com cuidado nos 200 primeiros quilômetros.

    • Domingos,
      Considero 2 trocas de pastilha por disco (sem retifica)

  • César

    Meccia, ótimo post!

    Dúvida: sua estimativa de 50.000 km para pneus é com ou sem rodízio?

  • rafaelaun

    Uma peça de aftermaket provevelmente não terá uma vida útil como a mencionada. Na minha experiência, em média, duram metade do tempo de uma peça de fábrica.

  • Antônio do Sul

    Um fator muito importante, que não depende do fabricante, é quem usa e como usa. Já andei em mais de um carro que passou dos 300.000 km e estava em bom estado, a ponto de quase não se acreditar no hodômetro. Em Campinas, há um Vectra táxi 2008 que já passou de um milhão de quilômetros e ainda não teve o motor retificado.
    Em relação ao catalisador, tivemos que trocar o de um Focus 2012 2-L, aos 47.000 km, seis meses após o término da garantia de fábrica, com todas as revisões feitas regularmente em concessionárias. Na rede autorizada, o orçamento ficou em R$ 3.100,00, referentes ao conjunto coletor de escapamento/catalisador, mais a mão-de-obra. Tentamos uma extensão de garantia com a Ford, que lavou as mãos, ainda que tenhamos seguido o plano de manutenção prescrito pela fábrica. No fim, trocamos o catalisador por outro do mercado paralelo.

    • Daniel S. de Araujo

      Essa historia do Vectra com um milhão de quilômetros me fez lembrar uma Zafira táxi que andei certa vez: 520 mil km, motor standard e rodando no gás. A única intercorrência segundo seu dono foi um problema de cabeçote aos 300 mil, algo comum em carros a gás.

  • Silvio

    CM,

    50 mil km para pastilhas de freio me parece otimista demais. Talvez usando mais em trajeto rodoviário, mas trajeto urbano, leia-se o anda e pára de São Paulo, se chegar em 20 mil km é lucro.

    Pneus: Tive uma ótima experiência com um Clio 2001, que foi comprado 0-km, aos 60 mil ainda com os 4 Michelin originais após 7 anos de uso, apresentou chumbo zero em 2 dos 4 pneus em um balanceamento de rotina. Já um Prisma 2008, aos 35 mil km já foi necessário troca de dois dos Goodyear, admito que vacilei no rodízio dos pneus, mas a vida útil não iria muito além dos 40 ou 45 mil. Por experiência acho os Michelin mais duráveis, os Pirelli, menos, mas com melhor contato, os Firestone duráveis, mas barulhentos, e os Goodyear ficam na média.

    Amortecedores, em nosso solo lunar raramente sobrevivem aos 50 mil, no meu Logan 2008 tive que substituir os dianteiros com essa quilometragem, além de coxins de motor. Nesse ponto eu havia acabado de adquirir o carro.

    Ainda sobre nosso solo lunar, acabamentos também sofrem com nesse quesito. As partes plásticas se quebram, ou se soltam. Por experiência cito uma que talvez você tenha convivido na Ford, tive uma Escort SW 98/99, em 2005 a peça junto à coluna/porta do porta malas, onde era fixada a cortina que cobria o porta-malas se quebrou. A parte do fixador, o gancho em si, da cortina continuava integro, porém não havia mais como fixá-la na coluna, e portanto esta vivia aberta. Ainda sobre a Escort SW, a vida útil de bandejas e terminais era sofrível. Com isso afetava também a durabilidade dos pneus.

    Mais ainda sobre nosso solo lunar, coxins de câmbio, em especial de carros com câmbio automático, e normalmente com projeto destinado a mercados onde o piso é muito menos irregular do que o nosso, não suportam o abuso por muito tempo. Cito como exemplo Mégane GrandTour, coxins de câmbio tem durabilidade de pouco mais de 15 mil km.

    • Arruda

      Em relação aos pneus, a mesma experiência minha. Os Michelin costumam durar o dobro (ou quase) dos demais, só que ainda assim com grip melhor que as outras grandes marcas no mercado nacional.

      • Lorenzo Frigerio

        Só uso Michelin, e agora tem o Energy XM2, feito com maior ênfase para resistência a impactos. Mas a aderência dos Michelin não é grande coisa.

  • Concordamos em Discordar

    Discordo totalmente dos seguintes itens:
    – Pintura da carroceria, 10 anos;
    – Corrosão da carroceria, 10 anos.

  • a. shiga

    Ah, que bom seria se todas as ruas de São Paulo fossem iguais à pista de tortura da GM!

  • Douglas

    Quanto a descansar o pé no pedal da embreagem eu discordo.
    Só é prejudicial se o peso for tanto a ponto de fazer a embreagem patinar.

  • Rolim

    Um parenteses.

    Falando em tempo de vida, este se encerrou para o Sr. Leonard Nimoy.
    Ator, poeta e escritor.

    Faleceu em sua residência, nesta manhã.
    Segundo informações de “doença pulmonar obstrutiva crônica em estado terminal” por décadas de fumo.

    Leonard Nimoy, Spock of ‘Star Trek,’ Dies at 83 – http://www.nytimes.com/2015/02/27/arts/television/leonard-nimoy-spock-of-star-trek-dies-at-83.html

    Capitão Kirk fica sem seu companheiro de jornada.

  • Já gastei duas “vidas” do meu Buggy… Rrsrsrsrrsrsrs!!!!

  • Carlos A.

    Prezado Carlos, muito interessante seus relatos. Admiro e muito seu conhecimento e experiência por ter atuado diretamente na área, e agradeço o compartilhamento das informações aqui no Ae.
    No meu caso, os componentes duram sempre acima da média devido à manutenção periódica que é sempre feita corretamente – em alguns casos até mais criteriosa que o recomendado. Além do uso do veículo sem sobrecarga a qualquer sistema, sempre dirigindo com cuidado.
    Um componente cada vez mais fundamental e muito importante ao meu ver, nos automóveis ‘modernos’ – entendam desde a popularização da injeção eletrônica – é a bateria. A cada ano com tanta eletrônica que é “embarcada” nos veículos, parece que esse é um item cada vez com menos durabilidade num automóvel. Seria algo proposital para dar giro ao mercado de reposição? Parece até um componente subdimensionado. Lembro-me dos carros na década de 80 onde era empregada uma bateria de maior capacidade em ampère·hora (quase o dobro) para veículos a álcool com relação aos similares a gasolina.
    Na década de 90 uma importante evolução a meu ver nas baterias foi o lançamento da bateria selada – sem reposição de água.
    Espero que atualmente com a tecnologia start-stop esse importante item tenho de fato evoluído bastante e tenha uma vida útil maior.

  • Luciano Pinho

    CM, excelente texto. Meu falecido pai teve uma Quantum 1,8 87 comprada 0-km que rodou 200.000 km com ele sem o menor sinal de desgaste ou cansaço, nem mecânico tampouco de acabamento – ajuda o fato de meu pai ser um motorista muito cuidadoso e que sabia “tocar” um carro sem que este se desgastasse. Tive uma Suprema 3,0 muito boa de acabamento e motor, mas que aos 80.000 km começou a dar uma série de pequenos e incômodos problemas elétricos que me convenceram a lhe dar alegrias e aventuras a um novo dono. Na Alemanha é freqüente ver a venda carros com 200 a 250 mil km em estado bem razoável, e que por muitas vezes são exportados para países do Leste Europeu como Bielo-Rússia, Lituânia e Cazaquistão, Oriente Médio e África, onde rodam por mais 150 a 200 mil km até acabarem.

  • Mr. Car

    Estes dados de durabilidade são em média, e com base em um teórico uso normal, mas creio que variem demais (para mais ou para menos), dependendo do uso, e dos cuidados do dono. O meu acabou de fazer seis anos com apenas 24.000 km, 95% em estradas boas, portanto sem ser submetido ao trânsito pesado das cidade. Além disto, dirijo de forma muito suave. As manutenções são feitas por tempo, anualmente, seguindo o indicado no manual para cada ano, portanto já troquei coisas que só seriam trocadas aos 60.000 km, como os kits de correias. O carro está novo, e se ficar com ele mais seis, vai estar do mesmo modo. Meu Gol GL 1,8 vendi com dez anos e 70.000 km, inteiraço. Pena que como alguém aí já disse, ninguém dá valor, e não quer pagar nada além do preço de mercado por um carro usado extremamente bem cuidado.

    • Arruda

      Mr. Car, que entusiasta é esse que não bota o carro pra rodar? Vamos queimar combustível aí rapaz! hehehe.

      • Mr. Car

        Para trabalho, eu uso o da firma, e o meu, tenho mesmo só para viajar. Sair de carro no Rio para momentos de lazer é praticamente pedir para se aborrecer: não acha vaga, se acha, aquelas figuras execráveis conhecidas por flanelinhas caem sobre você como urubu em carniça…e depois, se tomar um chopinho e for apanhado, vira logo o “bêbado que foi apanhado dirigindo”.

  • F A

    Dos carros atuais que conheço, nenhum deles se faz necessário a troca do óleo em caso de câmbio manual. A não ser a Tucson manual no Brasil, onde a Hyundai, se não me engano, manda trocar a cada revisão, provavelmente para a manutenção da garantia que é uma das maiores no Brasil. Dos automáticos acho que o câmbio do Sandero é o que conheço que tem a troca de fluído mais longa. Logo se vê que ao longo dos anos, a tecnologia fez os espaços de manutenção serem maiores. Lembro de ler sobre um Porsche em que as trocas das velas eram em espaços absurdos. Óbvio que cada projeto busca um objetivo, mas para mim, um carro moderno seria um carro onde as manutenções seriam minímas e não um carro cheio de necessidades especiais nas tais manutenções.

    • Domingos

      Não existe óleo que dure a vida toda. Pode trocar o óleo de transmissão manual de um carro com seus 5 anos que você verá que o óleo sairá com espuma por exemplo. E que melhora muito o comportamento do câmbio após a troca.

      Claro que se evoluiu muito, mas essas recomendações aí são meio exageradas – afinal, são para carros não cobertos pela garantia.

      No caso da Porsche o intervalo longo para trocas de vela é para ficar um pouco mais tranqüilo/menos caro essa manutenção, já que é um bocado complicado trocá-las no motor boxer.

  • RMC

    CM
    Gostaria de falar dos pneus. Tive uma S10, adquirida zero-km em 2002, com a qual fiquei até 2009 e nesse período rodei 107 mil km. Acredite ou não, quando a vendi os pneus ainda eram os originais, apesar de já estarem com os indicadores de desgaste indicando a necessidade de substituição. Outro caso: temos na família um Mercedes A160 2004, atualmente com 30 mil km. É o “xodó” da casa, anda pouco e nunca em terrenos ou vias mal conservados. Pelas “novas” regras de durabilidade os pneus deveriam ser substituídos por “decurso de prazo”, afinal já têm bem mais do que os 5 anos atualmente prescritos de duração. Não noto nada de errado neles e não pretendo substituí-los, mas sempre fica a pulga atrás da orelha. E então, onde está a verdade?
    Mais um: o meu Jetta TSI, do qual já comentei aqui, veio com os tais pneus Bridgestone barulhentos, que já foram amplamente discutidos nos fóruns/imprensa. Fora o desconforto, não noto nada de errado com eles quanto a aderência ou durabilidade. Como fica o consumidor nessa situação?
    RMC

    • Thales Sobral

      Opa, o pneu não é “um monte de borracha cheio de ar”, tem vários compostos no que se chama de “borracha”, que vão perdendo propriedades com o tempo. Cuidado com esse pneu, principalmente se resolver viajar com esse classe A.

      • Domingos

        Concordo. Tome MUITO cuidado mesmo. Tive um pneu com 7 anos de idade que por fora parecia novo, mas em dias onde o clima mudava era assassino – provocando saídas de traseira fortes e perdendo o grip de uma hora para outra em frenagens e curvas.

        Pneu a validade certa é 5 anos sim. Se o carro anda bastante e nunca teve uma reparação nos pneus, a borracha envelhece menos e isso disfarça o problema, mas comparados a um jogo novo serão muito inferiores.

        Diria que passados 6 ou 7 anos de vida você anda com uma caixinha de surpresas e não um pneu. Com 10 anos é arriscado mesmo, a borracha já deve estar bem velha e você não percebe.

  • Barroso

    Silenciador no Brasil não dura 100 mil km, nunca vi um caso desses.

    • Arruda

      Opa! Meu carro tem 104 mil e o conjunto de escapamento em perfeito estado. Mas só rodo com álcool. Gasolina foram só 2 tanques nesse tempo todo.

    • lightness RS

      Tudo depende do carro amigo.. Clio que minha esposa tinha trocou duas vezes, só rodava em cidade, meu Vectra rodou 240 mil km e só trocou uma vez, e meu A3 2003 tem só 70 mil km, mas 12 anos e de vida, e continua com o original, sem nenhuma ferrugem nem nada.

    • Domingos

      Tive um Corolla por 10 anos (o carro tinha essa idade, eu o tinha há 6 anos) e o escapamento estava absolutamente zero km. Não tinha 100 mil km, porém alcançaria essa marca facilmente.

      Isso usando quase toda a vida a gasolina com alto enxofre.

      Isso é resultado da qualidade do equipamento original, que é caro mesmo (para durar… quando é pra durar pouco é baratinho) e do carro ficar ou não exposto ao tempo.

      Conheço um Golf 95 que foi da minha casa e que roda na minha região da cidade até hoje. O escapamento ainda é original e nós o vendemos já com alguma quilometragem há muitos e muitos anos.

      Esse é um carro que passa bastante tempo na rua e já foi rebaixado, manolado etc. No entanto o escape ainda é o original, de inox (igual ao Corolla).

      Escape de ferro normal é mais problemático, mas dura bem também. Uns 8 anos e uns 80 mil KM. Os paralelos já são outra história, se passar de 4 anos de uso é lucro.

    • Lorenzo Frigerio

      O silenciador de fábrica dura muito, mas acho que não tanto. Os postos de escapamento os chamam de “inox”, mas deve ser um inox no máximo 409. Já esses Mastra e Kadron que eles vendem, de aço comum galvanizado, não duram nada. É sempre bom checar o preço do silenciador de fábrica, às vezes compensa.

    • Bruno Ventura

      O meu tem 126 mil, é original ainda!

  • Marc_

    Tenho um Fusion 2008 com 106.000 km e nunca foram trocados amortecedores. De forma geral ele parece muito robusto. Só fiz revisões conforme o manual (em oficina, não concessionária), troquei coxins e embuchei algum pino nos freios que ficava batendo.
    Já andei em táxi Meriva com 400.000 km e disse o motorista que nunca fez o motor.

  • Victor_maravs

    Qualquer carro dura infinitamente, depende da disposição do dono em mantê-lo.

    Acho que esta estimativa do Carlos leva em conta o perfil comum do consumidor de carro, que fazem coisas que para nós autoentusiastas são consideradas um crime.

    Largar o carro no sol sempre, não lavar a carroceria, atrasar a troca de óleo, botar qualquer óleo 20-50 vagabundo que for mais barato, só fazer manutenção corretiva, dirigir de maneira burra, andar com pneus descalibrados, andar sempre na reserva e com qualquer gasolina…

    Do nosso ponto de vista, é extremo relaxo. Do ponto de vista de 97% das pessoas que possuem um carro, é até que normal.

  • Mineirim

    Meccia,
    Mais um magnífico artigo, mostrando os bastidores da indústria automobilística.
    Sua tabela de durabilidade é coerente com o que observo em meus carros, exceto quanto ao desgaste dos freios. Nunca consegui rodar 50.000 km com as mesmas pastilhas e o disco dura, em geral, metade do que você considera razoável.
    Por outro lado, observo que os carros “populares” exigem mais trocas desses componentes comuns. Os médios costumam durar bem mais. Isso com certeza já é pensado no projeto. É como no ditado: “o barato sai caro”.
    Abraço

    • Thales Sobral

      Eu, hein, vendi meu Celta com quase 50 mil km, trocadas as pastilhas com 45.000 (dava para chegar a 50 fácil, o mecânico foi cauteloso demais), e os discos estavam em bom estado ainda. Tudo depende do uso.

    • Danniel

      No meu Fox, aos 60.000 km as pastilhas tinham cerca de 2 mm, mas essa durabilidade toda levou embora os discos, que a essa altura faltavam menos de 1 mm para chegar na espessura mínima.

  • Rogerio

    Tive um kadett GL 1.8, Ano 94 (Alcool) fui o segundo dono,quando comprei do primeiro proprietário estava com 72.000km rodados, vendi o Kadett estava com 173.000km e o motor estava redondo,sem barulho e vazamentos(obs: motor era Alcool e troca de oleo a cada 5 mil km,juntamente com os filtros de oleo ,ar.. ).
    Com o Kadett tive alguns problemas de desgaste como: Bobina , Modulo Hey,kit embreagem,mas deve ser pela km rodadas(todos acima de 132.000km.

    Tive um Palio Fire 1.0 2005 que vendi com 145.000km e o motor aparentemente iria ate os 250.000km sem maiores problemas. Foram trocados correia dentada a cada 40.000km, velas a cada 40.000km e amortecedores dianteiros com 85.000km e traseiros com 110.000km,e o Kit embreagem com 115.000km ,pneus duravam 60.000km se alinhasse a cada 10.000km.Não tive um problema sequer com o Palio .

    Tive um J3 Hatch 2011/2012 Cinza ,peguei seminovo com 14.000km e dos 16.000km ate os 38.000km quando me livrei dele, deu problema em praticamente tudo,( Ar condicionado, suspensão,luzes queimavam sempre,Barulhos internos, Volante trepidava, Luz da Injeção acesa,direção hidraulica vazando fluido e saindo fumaça da frente do carro,escapamento fazendo barulho,marcador de combustível que não funcionava direito..olha foram tantos problemas que não cabem aqui,e fiz negocio em um Ford Fiesta Rocam …acabei comprando seminovo em troca do J3 na própria JAC, e ja rodei 10.000km e foi o melhor negocio que fiz na vida, peguei o carro com 24.000km e só troquei oléo.

    Um amigo próximo teve problemas com um Voyage 1.6 2011 ,com 15.000km rodados, ate hoje ele tem raiva da VW, fez as revisões na CSS no primeiro ano de uso e gastou um bom dinheiro pra fazer o motor do Voyage dele que deu problema apos ele abrir mão da garantia, nem tinha completado 2 anos de uso, e ele trocava óleo a cada 5 mil km sem choro.

    Na empresa que trabalhei em 2005 os motores de caminhões duravam 300.000km em média,semrpre com uso severo,eu encaminhava pra manutenção e verificava.

  • Mr. Car

    Off-topic. Uma curiosidade, equipe Autoentusiastas: vai rolar “No Uso” com o Jeep Renegade, e com o New March 3-cilindros?

  • Luis Felipe

    Olá autoentusiastas, sou fã do site.
    E as altas rotações, qual o argumento para convencer-me de que o motor da minha Sprinter 415 cdi van Luxo – usada para trabalho (motor OM651LA biturbo diesel Euro 5 2012) hoje com 440.000 km, tempo médio de 800 000 km dito pela Mercedes, duraria isso tudo se usado em rotação de potência máxima (146cv/3.800rpm, corte a 4.000rpm). Qual é a influência das rotações na durabilidade? Leio muitas divergência de informações. Tenho um pé atrás de chegar a rotações muito próximas ao corte porque só o motor dessa van custa R$ 20.000,00.
    P.S.: O uso desse motor é na faixa de torque máximo (33,6 mkgf/1.200-2.400 rpm) numa ultrapassagem chegando a 3000 rpm rodando 600 km/dia. E uma coisa notória que percebi foi até agora não ter mexido em embreagem e o motor não baixa água nem óleo – inacreditáveis 12 l –, são normais essas pequenas alterações com uso intenso. Comparado a geração antiga que com menos de 100 000 km rodados já tinha que colocar uns litros de vez em quando entre trocas fora o fato de bater o motor com cerca de 300 000 km

    • Daniel S. de Araujo

      Luis Felipe, não sou engenheiro mas baseado com minhas observações e com o que mexi com motorização diesel. E das conversas com um amigo que foi da Ford.

      O que influencia na durabilidade é a carga que você impõe ao motor. Nesses diesels rápidos, eles não foram feitos para andar em altos giros em 100% do tempo. É o fator carga (razão entre tempo do motor em potência máxima pelo tempo de uso do motor) O melhor exemplo são as F-1000 MWM D-229 x HSD. Ambas tinham 115 cv (depois é que saíram as F-1000 TD-229 de 122 cv). Só que o MWM foi feito para suportar um fator carga mais elevado que o antigo HSD. E como a F-1000 é pesadona, o pessoal “enfiava o pé” nas picapes, exigindo demais do Maxion-Rover e acelerando o desgaste do motor.

      Um mesmo motor diesel tem durabilidades e potencias diferentes dependendo da aplicação. Em aplicações que requerem maiores esforços, geralmente a potencia declarada é substancialmente menor que em aplicações que não exija 100% do tempo. Usando o D-229 de exemplo, nos caminhões ele rendia 133 cv/3.000 rpm, no trator, Valmet 118 era 118 cv/2.300 rpm e na esteira Fiat Allis AD-7 (o motor trabalha em regime e esforço máximo quase que o tempo todo), taxado em apenas 92 cv/1.900 rpm!

      O elevado esforço no Sprint 4.08TCE dos caminhões VW 8-140 também trouxe dor de cabeça aos seus donos. Tanto que tal qual a F-1000 Maxion, eles são mal afamados no mercado.

      Não adianta, esses HSD (diesel de alta rotação) não foram projetados para girarem em potência máxima 100% e resistirem como um diesel de baixa rotação.

      • Luis Felipe

        A Sprinter de geração antiga usava o Maxion, batia rápido o motor. A nova a maioria que bateu o motor roda 24-horas e na mão de motorista que não quer nem saber – dirigem aos trancos. Problemas da nova geração foi com a 4ª biela, tem uma recomendação de alguns dizendo que é preciso trocar a corrente de comando, só que todos que trocaram tiveram que trocar os 4 bicos, dinheirama, chega próximo a 10 mil. E acho que esse motor da nova tem o curso do pistão bem elevado, 99 mm, é algo grande!

  • Fernando

    Excelente post!

    A meu ver, a pintura é algo que geralmente sofre em um carro que é mal cuidado. Tenho carros já com uma boa idade e elas ainda estão boas/ótimas, basta ter cuidados com limpeza e uma mínima proteção com cera já ajudou muito. Inclusive a qualidade da pintura de fábrica parece ter melhorado muito nos últimos anos, creio que seja em boa parte por boa fórmula nas tintas.

    Corrosão também é algo que os carros até dos anos 80 sofriam e muito, por mais que fossem bem cuidados. Hoje já não vejo mesmo problema e então o cuidado com a pintura não trará sustos também na chaparia.

    A mecânica que vai totalmente da situação em que o carro enfrenta, e mesmo com os carros atuais também tendo uma boa durabilidade também na mecânica, os fatores de cuidados com manutenção e uso, creio serem os que mais afetarão na vida útil. Cuidados com manutenção, porque muita gente costuma usar água pura no sistema de arrefecimento, enfia o óleo que for(ou que o frentista sugerir), e também decisões corretivas costumam ser piores do que preventivas. Já o uso, infelizmente pode enfrentar condições de uso como ser somente uso urbano, deslocamentos curtos, buraqueira das nossas cidades… e até mesmo o uso de gasolina barata, em que claramente desperta suspeitas a quem se importa com o carro, mas outros não…

  • Eduardo Edu

    Detectados os vícios de durabilidade, os fabricantes analisam os diagramas de percepção-do-proprietário x custo-de-manufatura-para-resolução-do-problema. Alguns fabricantes vão fundo na excelência na detecção dos vicios , outros preferem deixar como está ou empregam soluções de “custo viável” . Gosto dos carros japoneses.

  • Bob Sharp

    Mr. Car
    Certamente. Andaremos no Renegade quando for lançado, em abril, mas o “no uso” vai demorar um pouco; o March 3-cilindros, estamos aguardando receber o carro.

    • Mr. Car

      Ótimo, Bob. Na espera, então.
      Abraço.

  • Bob Sharp

    Barroso
    Vai ver, agora que a gasolina está com 50 ppm de enxofre. Era 800 ppm, acabava com o sistema de escapamento se não fosse de aço inox.

    • F A

      O 206 era crônico nisso.

  • mecanico anonimo

    Se você tiver tempo e gosto pela coisa, é a melhor escolha. O custo inicial das ferramentas pode ser um pouco alto, mas compensa a longo prazo. E o prazer de fazer bem feito é impagável…

  • Rodrigo Sanvido

    O Fusion aqui de casa está com 216.000 km, sem queimar óleo e com desempenho exemplar. Amortecedores, molas e escapamento originais. Ainda tem muito chão pela frente.

    • JP_DF

      Amigo, conte mais sobre esse Fusion? Qual o modelo? Câmbio ok com toda essa km? Já apresentou algum defeito grave?

      • Rodrigo Sanvido

        O carro está perfeito. Câmbio ok também. Só precisei fazer as manutenções básicas, sempre usando óleo e peças se boa qualidade. A única coisa chata são as buchas da suspensão que rompem as vezes. A troca é baratinha pois as buchas são encontradas na internet. Os freios vibram um pouco quando os discos estão gastos… Duram cerca de 50-60.000 km. É um carrão. O único problema é o consumo… cerca de 6,0 km/l na cidade e 10 km/l na estrada.

        • JP_DF

          Já trocou o óleo do câmbio ou segue o manual, que recomenda não trocar?

    • lightness RS

      Amortecedores originais? Mas então não roda no Brasil ou está estourados e você não viu

      • Rodrigo Sanvido

        Rodo muito em estradas, no Brasil mesmo, por isso cuido muito da manutenção. A cada 5.000 km faço o alinhamento e balanceamento. Peço sempre para verificar os amortecedores e molas. O mecânico não diria que está tudo bem à toa, não é?

  • Matheus Verona

    Possuo um Civic EJ1 1995, um dos raros manuais que vieram para o Brasil. O carro está com 230.000km, digo que a idade pesa bastante, principalmente ao sentir a suspensão do carro, ela é inteira nova, mas não consigo de sentir aquele jeito de carro velho ao fazer curvas, acabamentos já começaram a estralar e borrachas de vedação já encerraram a função… Porém, quero ter este carro até os 500.000km, creio que o importante seria realmente o tempo de vida da ESTRUTURA do veículo, esta com o tempo poderá sofrer rachaduras e alterações por mudanças de clima.. Que venham os próximos 270.

  • braulio

    Que posso dizer? Meu carro faz 30 anos em 2017. Já rodou mais de 1.000.000 de km não apresenta sinais de queima de óleo, rangidos, infiltração de poeira ou vícios mais graves. Se eu fosse um dono mais cuidadoso, diria que é por minha causa, mas acho que a GM errou e multiplicou algum lugar por 10 sem precisar na hora do cálculo de sua vida útil…

  • Vagnerclp

    Muito bom o texto. Somente uma dúvida: a questão da troca do catalisador, será mesmo que o fabricante trocará sem resmungar? Hoje, quando se compra um carro zero, qualquer problema reclamado em concessionária é tido como “característica do veículo” ou então “mal uso”, assim acho muito difícil eles fazerem esta troca…com certeza vão alegar o que escrevi acima ou então “componente de desgaste natural” e não vão trocar a menos que você pague. E todos sabem que a troca de um catalisador não saia barato.

  • Mingo

    Engraçado como aqui lemos inúmeros relatos de carros que já passaram dos 100, 200, 500 mil quilômetros e quando se dá uma volta pelas lojas de “semi novos”, quase nunca se vê algum à venda com alta quilometragem. Pode ser o maior “pau véio”, mas a quilometragem nunca passa dos 5 dígitos.
    Vendedores de carros, 99,9% são picaretas!

  • Rafael Sumiya Tavares

    CM,

    Possuo um Mitsubishi Galant VR modelo 2000, atualmente com 225.000 km. Carroceria totalmente íntegra e sem torções, acabamento interno em perfeito estado, lâmpadas de ré originais, câmbio epicíclico original, sensores da injeção eletrônica nunca trocados, suspensão traseira só troquei amortecedores. Pintura, motor, bomba de combustível e alternador já tive que intervir, mas tudo após os 200.000 km. Considero um carro extremamente bem construído, pois aguentar as ruas e estradas do Brasil não é nem um pouco fácil pra carros importados na década de 90.

    • Domingos

      Muito bom mesmo. E todas as manutenções “fora do esperado” foram bem razoáveis. Quinze anos agüentando nosso combustível com a bomba original, importada ainda por cima, estão ótimos.

      Essa é para quem fala que injeção é descartável/dá problema ou que carro mais complicado é ruim. Imagina a tranqüilidade de andar 15 anos tendo mexido em só 4 itens, comparados a ter que fazer esse número de intervenções anualmente num carro “baratinho”.

  • César

    “A tecnologia produz peças cada vez mais confiáveis e de maior duração…”
    Desculpe Carlos, é um ótimo artigo, mas não é mais assim que funciona. Pelo menos eu penso que não.
    Num mundo consumista onde tudo é movido pelo comércio, os produtos da indústria estão cada vez mais descartáveis. Nada num carro moderno é reparável. A maioria deles possui componentes eletrônicos que, quando estragam (e um dia isso invariavelmente acaba acontecendo), precisam ser repostos em sua totalidade (centrais de controle, módulos… e na maioria das vezes não se encontram essas peças para reposição). E mesmo que houvesse reparação, não existem mais profissionais dispostos a esse tipo de trabalho.

    Atualmente existem empresas especializadas em restaurar veículos antigos. Considerando os produzidos até a década de 60, praticamente todas as peças são desmontáveis e reparáveis. Por exemplo, um para-choque pode ter a chapa trabalhada e a cromagem refeita, sem problemas. Painéis em couro e madeira podem ser reconstruídos fielmente. Um automóvel dos anos 30 ou 40, poderia ser praticamente todo reconstruído artesanalmente, se assim o proprietário o desejar. Hoje em dia, se quebrar uma peça essencial e básica de um carro com mais de 2 ou 3 anos de fabricação, como um farol, um retrovisor, uma lanterna, reze para encontrar um item usado em bom estado, num ferro-velho, a um valor compatível com o desvalorizadíssimo preço do veículo. Você mesmo cita: durabilidade dos acabamentos internos, plásticos e tecidos: 10 anos. Conheço muitos carros com mais de 10 anos com esses itens em perfeito estado, é verdade, mas se um deles chegar a esse tempo de vida com esses elementos danificados, jamais conseguirão ser repostos. Parece-me que o que determina a vida útil não é a parte mecânica, mas sim os itens eletrônicos e os (muitos) acabamentos plásticos.

    • Angelito

      “Num mundo consumista onde tudo é movido pelo comércio, os produtos da indústria estão cada vez mais descartáveis. Nada num carro moderno é reparável. A maioria deles possui componentes eletrônicos que, quando estragam (e um dia isso invariavelmente acaba acontecendo), precisam ser repostos em sua totalidade (centrais de controle, módulos… e na maioria das vezes não se encontram essas peças para reposição). E mesmo que houvesse reparação, não existem mais profissionais dispostos a esse tipo de trabalho.”

      Amigo, me desculpe, mas acho que aqui você confundiu um pouco as coisas. Componentes eletrônicos duram menos que os mecânicos e quase sempre são irreparáveis, agora dizer que os produtos estão cada vez mais descartáveis é besteira. Houve uma evolução gigantesca na eletrônica e na elétrica dos carros, tanto que já existe lobby em países europeus e nos EUA para mudar o padrão das baterias e torná-las de 40 amperes justamente porque nós podemos confiar mais na eletrônica para fazer qualquer no carro, futuramente até dirigir.

      Quanto a questão dos plásticos, bom, há benefícios e defeitos. Os plásticos usados nos acabamentos são relativamente duros, mas são muito mais macios do que as chapas de metal que faziam os painéis de antigamente. Além disso, tem uma durabilidade menor e muitas vezes são mal feitos, mas se entrares num carro cuja versão básica valha mais de 100 mil, verás plásticos com superfícies emborrachadas, além de um bom (e é importante frisar isso, pois um bom produto quase sempre é definido por isso) controle de qualidade do acabamento.

      Talvez tenhas essa impressão de que os veículos atuais são frágeis em relação aos antigos, mas pense o seguinte: antigamente não eram feitos tantos testes para assegurador que um produto estava bem dimensionado; havia muito mais falha de fabricação do que antigamente; e para acabar, os sistemas eletrônicos foram uma adoção recente da indústria automobilística, com pouco mais de 2 décadas, talvez 3 se considerarmos protótipos. Então, dos mais de 120 anos que temos indústria automobilística, menos de 20% tivemos a I.E., o resto foi com nosso velho amigo, o carburador.

      Pra complementar, somente a partir da adoção do OBDII que os carros atuais tiveram sua situação de reparabilidade melhorada, não ficando mais preso a oficina da concessionária. Agora, nós poderemos ter carros extremamente fáceis de arrumar, podendo fazer isso pelo seu celular

      • César

        Concordo com você, Angelo, e também com o colega Domingos. Talvez eu não tenha me expressado da melhor forma: os padrões de qualidade podem ter melhorado ao ponto de uniformizar a produção, sim, porém sustento meu argumento: vivemos num mundo movido pelo consumismo.
        Mundo este no qual a irreversível obsolescência programada de qualquer produto da indústria faz com que o “prazo de validade” dos bens seja cada vez menor. Seja pela durabilidade, seja pela própria pressão da sociedade em que se vive para que se compre um carro novo, um celular novo, um notebook mais moderno.
        Meu argumento não existe só porque que eu considere os carros atuais mais frágeis, embora na verdade eles sejam mesmo. A mim parece apenas que eles sejam menos reparáveis do que os de antigamente, diante da realidade que é a escassez de peças de reposição. Claro, hoje em dia quase todo mundo possui seguro e quase a totalidade dos veículos batidos será objeto da famosa “perda total”.
        A minha reclamação é em relação às peças de acabamento. Possuo um carro de marca francesa ano 2010 que saiu de linha há menos de 6 meses (acho que você sabe que carro é), e as alavancas de ajuste do encosto dos bancos quebram com muita facilidade. São peças caras e que demoram semanas, depois de encomendadas, para serem entregues. Será que isso é evolução? Eu me vejo impedido de manter meu carro funcionando em sua plenitude como ele saiu da fábrica.
        Sem dúvida, como o colega Domingos citou, não há quem se interesse por ficar um longo tempo com um mesmo carro e é justamente isso que sustenta a atividade industrial. Você deve saber que, em São Paulo, paga-se 4% do valor do veículo a título de IPVA. Na maioria dos outros Estados o valor fica em 2 ou 3%, pagos durante 20 anos. O argumento do governo paulista é que, naquele Estado, paga-se durante (somente) 15 anos. Pergunto: quem é que fica 15 anos com um mesmo carro? Raríssimas pessoas.
        Abraço.

    • Domingos

      E quantas vezes você trocou um módulo de injeção ou qualquer componente desses “irreparável” e “descartável”?

      A evolução das coisas prevê que peças simplórias, que podem serem feitas até mesmo na mão (caso do seu exemplo do parachoque) não possam mais existir.

      Por exemplo, seria impossível ter um para-choque integrado à carroceria (como em todo carro há mais de 30 anos) com essa filosofia, já que a estampa seria incrivelmente complicada e a peça seria extremamente pesada.

      E quantas vezes você já ficou sem o para-choques de um carro, item que é vendido por anos e anos após o fim da produção de um veículo?

      A mesma coisa com lanternas e faróis. Isso se encontra décadas depois do fim da produção de um carro. E isso é assim faz tempo. A lanterna de um Brasília já é algo que exige substituição ao ser quebrada – até a de um Opala era assim. E se encontra a peça até hoje…

      Claro que fica difícil imaginar manter um carro atual por mais de 30 anos, onde realmente a escassez de peças vira um problema. Muita coisa não tem mais mesmo.

      Mas isso aí pra mim tem dois nomes: colecionismo (quem vai querer ter, sem ser por coleção, um carro atual por mais de 30 anos? qual a vantagem financeira e mesmo emocional nisso, sem ser colecionar?) e espertismo (do tipo que quer comprar o carro mais velho possível e, ao mesmo tempo, não ter problemas).

      Sinceramente, descartável para mim – e nesse ponto eu concordo com você – são carros de baixa qualidade onde, independente da época e da complexidade, uma peça qualquer quebra de 2 em 2 anos, coisas começam a desmontar sozinhas com pouca idade etc.

      O resto é coisa de tigrão, desculpe. Prefiro um perrengue a cada 10 ou 15 anos com um sensorzinho do que um carro carburado que exige manutenção quase mensal, um pé no saco e algo que em poucos anos com o carro custa mais caro que o “descartável”.

      Na minha opinião só regredimos numa coisa: os produtos feitos para “vencerem junto com o carnê do financiamento”. Só. O resto interessa para colecionador ou dono de museu.

      • Lorenzo Frigerio

        Existe um problema: lanternas e faróis de Brasília são todos do paralelo, essa verdadeira praga do Brasil. Às vezes você está melhor com uma peça original do desmanche, mas que não vai desbotar nem dar vazamento.

        • Jorge Alberto

          Bem lembrado!!!

          O maior problemas dos carros antigos sao os “paralelos”…

          Meu Monza tubarao ja trocou 3x o distribuidor completo (com sensor HAL), um a cada 6m!!!

          Um dia por um acaso (fui comprar amortecedor AcDelco na GM), perguntei brincado a vendedora e ela me disse haver um ultimo distribuidor completo e original la… comprei e ja fazem 18m q nao tenho problemas com o carro…

          Entao pergunto: Eh q o carro antigo da muita manutencao ou as peças “paralelas” q nao sao boas?

        • Danniel

          Lanternas traseiras fumê do Omega é outro caso.. Você compra o par por 100,00, mas é tamanha porcaria que vaza luz pelas lentes, não encaixa na carroceria e tem a tonalidade fora do padrão.. Já as fornecidas pela MCarto, quando se acha, são encontradas na faixa de 800 o par, e já vi pedirem 2.000,00 em uma única lanterna com o logotipo GM.

      • Ozirlei

        Olha, meu irmão é mecânico e você ficaria surpreso em saber que carros com pouquíssimo tempo de uso já não se encontram peças na agência. Se eles não fazem nem mais estoque de peças pequenas, que dirá das grandes. Não duvido que se um carro mudar de pára-choque como o novo Uno em um ano não acha mais pára-choque para ele na agência ou tem que esperar uns 40 dias até encomendarem. E ainda tenho minhas dúvidas. Quem está no setor de reparação vê diariamente o desrespeito que esse mercado virou ao consumidor. Acho que quem pensa como você tem todo direito de pensar e agir assim. Que novos carros são descartáveis e que esse é o caminho. Porém eu penso que é um desrespeito a quem simplesmente compra um. Chega a ser ridículo, por exemplo, as pessoas dizerem que um computador é caro, e que trocá-lo a cada 2 anos é um absurdo. E que gastar metade do que vale um novo não compensa. Porém um carro novo qualquer em 2 anos em média com ele você paga o valor dele total em impostos seguro manutenção e gasolina. Para um veículo que o antigo anda nas mesmas estradas que o novo. Já o computador que justifica ser trocado já que na estrada que o novo anda o velho nem entra ou anda lentamente, as pessoas acham caro. E pior. Esses dias troquei um HD de um Powerbook. 12 anos de uso… Pensei que não ia encontrar novo nem na porta da esperança. Encontrei novinho com fabricação 2010. Justo onde geralmente nem se justifica ter peças de reposição tem. Já que um computador geralmente custa novo 0,10 de um carro. E como eu disse ele passa a não andar nas estradas novas. Hoje um Fusca 70 tem a mesma funcionalidade de qualquer carro zero. Só muda o conforto e o status.

        • Bera Silva

          As lojas/concessionárias já não estão fazendo estoque nenhum. Meu amigo comprou uma Saveiro nova em 2010 e passada a garantia, rachou o coletor de escape. Pasmem, não tinha a peça na concessionária, levaria 6 meses para chegar e custaria R$ 900,00!!!

      • Bera Silva

        Vou dar um exemplo: Minha tia comprou um Corsa Wind em 1996 0-km. Atualmente está com 50 mil km. Racionalmente falando não compensa trocar por um novo, tampouco por um “semi-novo”, visto que ela usa basicamente para ir ao mercado e visitar parentes na cidade vizinha. Como o carro foi comprado novo, conhecemos tudo o que já foi feito nele, a última intervenção foi a troca das buchas e braços da suspensão e direção, num total de R$ 2.000,00. O carro é bem tratado, sem exageros. Se formos avaliar o PREÇO (R$ 7 mil) do carro, é um valor alto, mas se formos avaliar o VALOR (A função que ele cumpre = um carro zero de R$ 29 mil), então é razoável.

        Tem um amigo que tem um Monza 86, que era do pai dele. Ele usa pouco o carro e não vê vantagem em trocá-lo por um novo. Ele também faz todas as manutenções em dia e da forma correta.
        Considerando que um carro é um bem durável, o tempo de vida vai depender da qualidade do projeto, peças e fabricação, da qualidade da mão-de-obra e peças para manutenção e da qualidade de quem o utiliza. Se alguém quer usar um carro pela vida inteira, é direito dele. Infelizmente aqui no Brasil, não temos peças de reposição e mão-de-obra em quantidade nem em qualidade.
        Fiz a funilaria do meu Chevette, já tem ferrugem voltando. Peças de acabamento, quando acha é uma droga. Peças mecânicas já estão sumindo. Original é uma facada. Não posso levar o carro para qualquer mecânico, pois muitos querem fazer de qualquer jeito. Tá difícil.

      • Domingos,
        Gostei da citação do modulo de gerenciamento do motor. Realmente são praticamente “life time”.
        Obrigado

  • César

    Pois é Mr. Car, só que hoje em dia só compra carro velho (vamos usar uma palavra bem sincera) quem gosta e quem quer. Porque pelo preço que se pede pelos bons usados, dificilmente há argumento que sustente a opção por um deles em detrimento de um novo, com todo o apelo consumista que vem atrás.
    Até há uns 20 anos atrás, o perfil médio do comprador de Fusca era o sujeito que precisava de um carro usado barato para trabalhar e não tinha mesmo condições de financiar um popular semi-novo dos anos 90. Só que ele comprava um Fusca em bom estado por preços que não fugiam muito dos 2 ou 3.000 Reais.

    Dê uma olhada hoje nos preços de Fusca em estado mediano anúncios classificados e entenderá que o perfil de comprador mudou radicalmente.

  • Lipe

    Não posso concordar plenamente com suas nobres palavras.
    Possuí nos últimos anos dois carros: um popular e um dito médio, para o padrão brasileiro.
    O popular é o carro do povo por excelência: Gol 1.0 ano 2012/13. O médio é o nipônico e durável Honda Civic 2009 (manual).
    No Gol as pastilhas dos freios dianteiros originais de fábrica duraram até os 46.000 km. Nada de “passe” nos discos, sendo apenas colocadas novas genuínas.
    No Civic (reitero: manual) foram trocadas as dianteiras também por volta dos 40 e poucos mil km, com necessidade de retífica nos discos por estarem “riscados” (para uma sobrevida até a próxima troca de pastilhas) e as traseiras, pelo que me recordo, aos 60 mil km (o Gol não as possui).
    Portanto, notamos a semelhança de durabilidade desses itens em carros de categorias diferentes, com a agravante do Civic ser conhecido como carro de baixíssima manutenção (e de fato o é).
    Uma importante observação: ao realizar a substituição das velas de ignição do modesto Gol 1.0 em concessionária, obtive a informação de que esses itens eram idênticos aos utilizados nos veículos Jetta 2.0 Flex, Golf 2.0 Flex e Polo 2.0 Flex (motor EA113). [refiro-me ao chamado Gol “G6”, que tem bobinas individuais para o motor TEC 1.0. No modelo conhecido como “G5” as velas são outras]

    • lightness RS

      400 kg de diferença entre os carros fazem a diferença,, não se esqueça 😀

    • Mineirim

      Eu acho que não fui entendido.
      1. Discos e pastilhas são uma coisa;
      2. Durabilidade geral do carro é outra coisa.
      Tive um Passat Surf que as pastilhas duravam 10.000 km. Tive 2 Palios e as pastilhas duravam 30.000 km. E olha que uso freio motor, antecipo as paradas de sinal, tiro o pé em curvas, evitando frear desnecessariamente. Uso meus carros em SP e BH.
      Já o restante da mecânica e do acabamento, nos carros populares sempre exigiam mais atenção. Eram manivelas de vidros que quebravam, estofamento desbotava com o sol e rasgava, cebolinha de óleo que vazava, correia dentada arrebentando bem antes do prazo, eixo traseiro desalinhado, portas desreguladas. Isso tudo até 60 ou 80 mil km, quando eu me cansava e vendia esses populares.
      Já tive um Brava que vendi após 7 anos de uso e 120 mil km, somente com manutenção prevista no manual. Um Del Rey e uma Belina Scala que também só me deram alegria.
      Rodo em média 20 mil km por ano.

    • Lucas Pereira

      Pastilhas foram feitas para acabar mesmo. E o disco só foi riscado provavelmente porque houve atraso na substituição da pastilha.

  • Lipe

    Trata-se de um tema que convida a minha atenção.
    Entendo que o excesso de zelo com o automóvel é desnecessário. Explico. Identifiquei-me com a campanha publicitária do VW Gol G4 cujo jingle dizia “use sem dó”. Pra mim, portanto, o carro deve ser usado sem receios. Nada de capas nos bancos, aditivos no óleo, deixar de sair em dias de chuva e/ou deixá-lo sob o sol forte, medo de atingir altas rotações etc. Minha mãe dizia, em dada oportunidade: “tinha de ter estacionamento coberto no meu trabalho. Sinto um dó de deixar o carro durante toda a tarde no sol a pino…” e eu lhe respondia: “Mãe! A pintura é feita para durar bastantes anos… Pretende ficar com esse carro até quando?!”. Aqui cabe uma observação. Penso que o carro deve ser lavado e encerado periodicamente (alguns manuais sugerem isso, inclusive), pois isso previne riscos e o fosqueamento do verniz, afinal gosto do carro sempre bonito e brilhoso. Portanto, concluo que a manutenção a ser feita no carro é aquela prescrita no manual e nada mais (nem nada menos!). A certeza será de um funcionamento perfeito dentro do tempo normal de uso (salvo defeitos de fábrica, facilmente cobertos por garantia), pois poucas pessoas retiram um carro da concessionária com a meta de rodar 250 000 quilômetros. Penso que, resguardadas as exceções, somente os que fazem uso comercial do carro atingem esse número. Estes, portanto, eu autorizo (risos) a utilizar aditivos no óleo, estacionar embaixo de árvores*, etc.
    * meu pai teve um ótimo Megane Grand Tour, o qual ficava frequentemente sob uma árvore em determinado local. Certa feita, começou a inundar de água no piso do passageiro da frente (isso demorou bastante, o carro já tinha uns 120 000 km). O diagnóstico nós mesmos fizemos: os tubos de escoamento de água que se iniciam na base do parabrisa e terminam embaixo do carro estavam entupidos de folhas secas.

    • Rodolfo

      Só uma observação, na minha garagem não tinha cobertura, então o sereno acabava com a pintura dos carros do meu pai.

  • Douglas

    O desgaste do escapmento é pelo tempo e não pela quilometragem, Quem roda muito consegue muito mais que isso antes de oxidar.

    • Lorenzo Frigerio

      Sim, porque quando o carro está parado, a água condensa dentro dele.

  • Douglas

    Quantos anos ele tem?

    • Arruda

      Tem 5 anos, exatamente. 2010 retirado 0km na virada do ano.
      Meus pais tiveram um Peugeot 405 (gasolina) cujo escape original durou cerca de 12 anos, cerca de 140 mil km. Infelizmente os aftermarket, não chegam nem perto disso. Na própria oficina de reparação, avisaram o tempo médio das peças de reposição seria ao redor de 2 anos.

  • Lipe

    Muitas concessionárias não mais avaliam a fundo o carro usado que entra na negociação do novo. Dão uma olhada rápida, veem que não é uma aberração sobre rodas, e calculam algo em cima do que sugere a Fipe.
    Pouco se importam em conferir carimbos no manual, notas fiscais de serviços, data de fabricação dos pneus (para carros “seminovos”), escaneamento da ECU para conferir quilometragem, etc. Só que tudo isso são argumentos que eles mesmos usam na hora de revender o usado para terceiros.

    • Mr. Car

      Muitas, não: todas. Pelo menos todas que eu pedi para avaliar meus carros quando quis trocar. Olhadinha rápida, superficial, seguida da oferta pornô.

    • Danniel

      O seu carro na hora de entregar para eles é usado.. Depois disso ele vira “semi-novo”…

    • Fernando

      Se digamos 90% dos compradores das concessionárias igualmente não vão conferir (igual eles) e simplesmente for confiando no que eles dizem cegamente, isso é realmente um lucro a mais para eles.

      É para ver como são problemas de atitude, tanto por parte da loja em si quanto do comprador.

  • Angelito

    “Os contatos elétricos também são avaliados, com atenção especial em termos de eficiência quanto a corrosão. Hoje em dia os projetos estão contemplando contatos de latão com acabamento em prata e até em ouro para evitar panes elétricas que podem afetar diretamente a segurança do veículo, por exemplo, o motor apagar durante uma ultrapassagem.”

    Curioso o senhor citar este exemplo do motor apagar em ultrapassagens. Não era problema de mau contato, mas nos Troller T4, modelos 2013, o primeiro e único com motor 3.2 MWM com TGV, houveram diversos casos e relatos de situações de alta aceleração em que o motor apagou. Tanto é verdade, que o veículo teve recall para resolver o problema.

    Caro CM, poderia pedir uma matéria especial, em que o senhor poderia explicar como é o relacionamento da Ford do Brasil e da Troller? Não sei até que ponto o senhor poderia explicar, mas gostaria de saber como os grupos de engenharia dialogavam, como a diretoria via cada marca, entre outras coisas

    • Daniel S. de Araujo

      Angelo, acompanhei esse caso do Troller e até hoje é um misterio meio insolúvel desse motor Maxxforce 3.2H (o MWM). Falaram em problemas de software, problemas na turbina, problemas na regeneração do filtro de particulas (fato – esse carro apresenta problemas no sistema de regeneração), houve quem fizesse o recall e tivesse o problema resolvido, quem não teve o problema solucionado, enfim, o fato é que um Troller NGD3.0E (motor da antiga Ranger) tem valor igual ou superior a um Troller Maxxforce 3.2H

      Importante não confundir os motores. O novo T4 usa o motor Duratorq 5 cilindros da Nova Ranger, 3,2L enquanto o T4 2013 emprega o MWM International Maxxforce 3.2H de 4 cilindros, 3,2L também, uma evolução do MWM Sprint 4.07 das antigas S-10 e Nissan Frontier

  • P500

    Meu Fusca 1977 com aprox 174 mil km, ainda roda com os amortecedores originais de fábrica. Já os desmontei duas vezes para analisar o comportamento em comparação com um jogo novo, e estão exatamente iguais. O carro foi comprado em 1989 com 112 mil km pelo meu pai.
    Final de 2014, a direção estava com uma folga maior que o normal, e ao retirar os terminais de direção, os dois do lado esquerdo também eram os originais de fábrica.
    Nos últimos 5 anos, foram trocados: relé comutador farol alto e baixo, relé do pisca-alerta, chave do pisca-alerta e o dínamo que perdeu sua solda no induzido ao final de uma viagem de SP a SC em 2013. Como estou usando dois faróis de neblina e dois de longo alcance, instalei (com reservas) um alternador Bosch comprado usado.
    Conheço Fuscas, que com cerca de 80 mil km ainda rodam com a bobina original de fábrica.
    Falando em bobina, meus cabos de vela, ainda são os que vieram com o carro. Pelo menos desde 1989 é certeza que eles estão lá. E sim, passou na Controlar todas as vezes na primeira.

    • Lorenzo Frigerio

      Se você botar uns amortecedores novos a gás, vai sentir a diferença. Essa avaliação “manual” não tem valor algum. Meu Dodjão ficou outro carro com os KYB Gas-a-Just. Se você usa o carro, vale a pena.

      • Daniel S. de Araujo

        Não fala isso não, Lorenzo! Pus amortecedores turbogás no meu 1983 e me arrependo até hoje. Pula mais que L-200 Outdoor.

  • Domingos

    Bom, existem formas e formas de ter um carro. No caso dele, que compra zero-km e fica longos períodos com o carro, a atitude está certinha: a hora de trocar se revela financeiramente e emocionalmente quando começa a vir manutenções fora da manutenção de rotina.

    Acho uma ótima estratégia essa e a usei por muitos anos e carros. Se compra um bom carro novo e se usa ele por muito tempo. Quando começar a deixar de ser um novo/semi-novo bem cuidado e começa a pesar, se troca.

    Assim se economiza ao não trocar de carro toda hora, coisa que mesmo fazendo usado contra usado é caríssima, e se tem muita tranqüilidade. Também se escolhe cor/versão conforme o que você deseja, afinal o carro foi comprado novo por você mesmo.

    Para quem tem um carro com caráter mais sentimental ou que pretende ficar com ele indefinidamente, ou para quem já compra um carro com mais idade, aí sim: se não fizer as manutenções fora do normal está cometendo um erro e mesmo sendo injusto com o carro – passando o problema para frente logo que alguma coisa, no fundo já esperada, aparece.

  • Rodolfo

    Qual é o seu carro e qual é o motor… fiquei curioso agora. Já ví relatos de um taxista que ele fez 800.000 km com um Omega 2.2 L – 8V, sem ter que abrir o motor para fazer retífica. Então ele enjoou do carro e vendeu.

    • Mingo

      Enjoou, sei…
      Passou a bomba para frente isso sim!

    • Rodolfo

      Esqueci de dizer que quando eu peguei o táxi com ele, ele estava com uma Zafira 2.0 L e vi 400.000 km e dei os meus parabéns, foi então quando ele disse do Omega dele de 800.000 km.

    • braulio

      Rodolfo, é um humilde cupê Opala de quatro cilindros a álcool. Não é um item de coleção, mas guardo ótimas lembranças dele.
      Meu pai teve um desses Omega. Era meio chatinho de achar alguns itens de acabamento, mas era um carro extremamente confiável, também.

      • Antônio do Sul

        Família de bom gosto a sua: o Omega nacional e o Opala foram produtos muito bem construídos, ainda que tivessem ficado defasados algum tempo antes de saírem de linha, mas não há carro excelente que resista a um mau dono. Com certeza, o seu carro também tem um bom proprietário. E parabéns pelo Opala.

  • REAL POWER

    O mesmo D-229, mas atualizado esta sendo utilizado em caminhões Volvo e VW. Os com potência de 260 e 310 cv até estão agüentando. Já o mesmo motor nas verões 270 e 330 cv estão trincando bloco um atrás do outro. Devido ao aumento do diâmetro dos cilindros o bloco ficou muito fino. Antes usava camisas úmidas, e agora me parece ter camisas integradas ao bloco ou secas.Tem dado muita dor de cabeça aos proprietários. Fica claro que este motor está no seu limite. Operando sob mais rotação, mais pressão interna e em temperatura mais elevada. Logo deve receber modificação ou tirado de linha.

    • Daniel S. de Araujo

      RealPower, agora só a Volvo está usando o série 12. A VW aderiu a motorização própria, empregando o motor MAN (embora o bloco seja montado pela MWM – mas é projeto MAN). O Série 12 utiliza camisas umidas e a diferença entre eles é que os antigos série 12 Euro III usavam cabeçotes de 2 valvulas por cilindro e agora os Euro 5 utilizam de 4 valvulas por cilindro. Em Euro III, a VW não empregou o série 12 com 310cv, apenas 260cv.

      Mesmo os VM de 310cv MWM 6.12TCE 7,2L em Euro III eu tive a oportunidade de escutar gente reclamando deles, de problemas de durabilidade.

      Agora motor que deu toda a sorte de problemas (especialmente blocos trincados) foi o famigerado International NGD9.3E dos cavalos VW 19/26-370. É tão séria a coisa que tem oficinas especializadas em converter esses veículos para motores Mercedes OM 457LA.

      • Antônio do Sul

        Uma vez, estava em um posto de gasolina e tive a oportunidade de conversar com o carreteiro que estava descarregando combustível. Ele, que estava com esse VW 26-370, disse que há algumas oficinas que trocam o virabrequim desse motor para reduzir o curso dos pistões, reduzindo assim a cilindrada e fazendo o motor aguentar.

  • REAL POWER

    Meu irmão troca de carro a cada 2 anos. Quando vende, tem gente na fila para comprar dele. Sempre seus carros estão beirando 150 mil km. Mas em ótimo estado de conservação e manutenção toda em dia conforme manual. Mas já vendeu um carro em um loja de carros usados com quase 150 mil km e depois o carro foi revendido com menos quilometragem. Picaretagem rola solta mesmo.

  • Fernando

    Depende da qualidade do escapamento.

    Tenho um Clio 2000 que até poucos meses atrás tinha 100% do escape original. Eu já sabia que algo estava para começar a ter problemas, o primeiro foi o abafador final, alguns dias depois foi o intermediário e mais alguns dias depois o cano intermediário. Como já estavam bem oxidados por fora, isso era já esperado.

    Já meu BMW 328i 1997 ainda tem todo o escapamento original e ainda está todo ótimo, inclusive o ex-dono fez um reforço com solda bem na parte central do carro onde ele é o ponto mais baixo e pegou alguma vez em alguma lombada mais “assassina”. Sendo ele de inox, acredito que eu não mexa nisso nas próximas décadas.

    Já um Chevette que está na família desde 0-km, tem 50.000 km e é a álcool, já teve partes trocadas algumas vezes, mesmo o escape Kadron que foi colocado antes não durou muito, e os de reposição que você ver por aí a chapa é muito fina e sem um bom tratamento, feito para corroer e ser trocada em breve mesmo…

  • Piero Lourenço

    Muito bom artigo…. porem mesmo com esse monte de testes eu não confio em carro feito no Brasil.. algo pessoal meu… Tive um amigo que trabalhou na GM e Fiat e ele é bem categórico em dizer que eles chegam a economizar em “Pontos de solda” da carrocei ria em carros “globais” montados aqui… fora a economia em materiais estruturais.

    • Jorge Alberto

      Tem lá suas verdades e mitos…

      Italianos gostavam muito dos Unos e Elbas fabricados aqui porque eram muito mais resistentes que os de lá para a “roça”…

      Sim, acredite! A Fiat fabricava Unos lá e cá, e ainda exportava Unos daqui para lá…. :O

    • Piero Lourenço,
      Como eu disse no texto “cada caso é um caso e cada fabrica é uma fabrica” O compromisso durabilidade / custo é decisão de cada empresa.

  • Danniel

    O meu, à beira dos 5 anos e 87.000km tem 2.250 horas no motor.

  • Rodolfo

    É caro mesmo manter qualquer carro, pois tudo é função do valor de mercado dele: IPVA, seguro, manutenção e depreciação. IPVA são uns 4%, seguro dependendo do perfil e do carro mais de 5%, depreciação… melhor nem falar, senão dá desânimo… parece bolsa de valores.

  • Domingos

    Isso é verdade, Lorenzo. Porém, convenhamos que para um carro não produzido há mais de 30 anos está bom ainda ter peças básicas disponíveis.

    No mais, a parte de peças paralelas serem de tão baixa qualidade assim no nosso mercado tem duas razões:

    – Pessoas que procuram preço baixo a qualquer custo, fazendo com que as paralelas mesmo para carros de peças baratas sejam ruins, pois devem competir não com as originais e sim com o “quem paga menos”.

    – Mercado paralelo que procura exclusivamente preço ou ser uma alternativa a peças originais que os fabricantes ou não fazem ou cobram muito/demoram muito a entregar.

    Assim não nasce um mercado de peças alternativas de boa qualidade – não raro melhor que as originais – como nos EUA.

    Essa é a realidade nossa.

    • Newton(ArkAngel)

      As peças de alguns importados são caras demais aqui no Brasil. Há algum tempo, precisei trocar os faróis de um Subaru WRX, que se quebraram numa batida, e a concessionária os vende a…9.500,00 CADA UM!
      Resultado: o preço das peças desse carro ultrapassou 70% do valor de mercado, e a seguradora deu PT em um carro que sofreu uma batida sem maiores consequências, só quebrou faróis, pára-choque dianteiro, radiador, e demais miscelâneas.

      • Ozirlei

        É que eles importam um carro inteiro so pra tirar os faróis e vender pra você.

      • Domingos

        Isso anda normal em todo importado com xenon. Acredito que era o caso, não?

        A Audi também sei que cobra muito caro nesses faróis, assim como a Hyundai. Na verdade essa moda de xenon exigiu muita coisa junto no farol, que para funcionar bem por muitos anos (como deve ser numa peça/sistema original), custa muito.

        Tem o lavador, a lente diferente, o motor elétrico do ajuste etc. Sei que farol xenon completo (não sei se vende por parte…) e original nunca vi por menos que 5000 Reais a reposição.

        E nunca vi vantagem nesse negócio também, que mesmo original ilumina igual ao mesmo farol projetado para lâmpadas normais – quando não menos.

        Lá fora também não é barato. Teve gente conseguindo comprar farol de Fusion com esse sistema a um equivalente a uns 2 mil Reais após a importação da peça.

        Isso é caro para lá. E por isso mesmo essas coisas vêm só nas versões de topo ou são opcionais.

        • Rodolfo

          Farol R$ 5.000,00… como eu amo ter gol… paguei R$ 350,00 no par de farol (Gol GL – 1.8 L – ano 1990).

          • Domingos

            Está nada barato também… metade do preço do par de um Corolla, com a diferença que o Corolla tem refletor duplo, é em acrílico, é muito maior etc.

            Mas esses xenon são absurdos mesmo. Na minha opinião desnecessários.

  • Daniel S. de Araujo

    Só quem já experimentou trocar o lubrificante de uma transmissão manual, depois de vários anos de uso sabe a diferença que faz a troca desse óleo.

    No caso dos automáticos, a troca não é uma questão apenas de tecnologia. é questão de uso! O lubrificante ATF do conversor sofre com o aquecimento, especialmente se forçado (tipo, alguns que costumam ficar dando estol do conversor) e esse aquecimento faz com que o lubrificante perca as suas caracteristicas, requerendo troca.

    Algum tempo atrás li um artigo (em inglês – pena que no Brasil não tenhamos artigos de bom refinamento técnico), que dizia que um ATF funcionando a 95 graus C tem vida longa enquanto se ele fdor submetido a temperaturas mais altas como 110 graus C ele já perde boa parte de suas caracteristicas

  • mecanico anonimo

    Bateria de 40 ampères? Não seria de 48 volts?

    • Robertom

      Não, 12 Volts e 40 Amperes…

    • Angelito

      Amigo, deves estar certo, perdão se me confundi

  • Newton (ArkAngel)

    Creio que tanto seu pai quanto você são motoristas que dirigem com cuidado, isto não significa que ficam andando a 20 Km/h, mas sim, sabem como trocar as marchas, como acelerar, etc., pois o que mais detona um carro são maus hábitos na direção. Isto é um traço comum em europeus e descendentes, perto de casa havia uma família de alemães que também ficavam muito tempo com o carro, zelavam muito pela manutenção preventiva. E eles realmente USAVAM os carros, bem entendido, nada de andar sem nunca passar de 2000 rpm e demais lendas sobre durabilidade do gênero, eram realmente entusiastas.

  • Newton (ArkAngel)

    Luiz, me diga qual o motor de seu carro e lhe passo todos os procedimentos e ferramentas necessárias. Se for 1.4, é brincadeira de criança.

    • Luiz_AG

      Newton,
      TU3JP, 1.4 Flex. Se puder me passar agradeço.

  • Newton (ArkAngel)

    Para evitar isso, quando for colocar as velas novas, passe uma camada bem fina de graxa grafitada nas roscas (só um pouquinho) e aperte com o torque recomendado, se apertar demais a rosca do cabeçote de alumínio deforma.

    • Domingos

      Já havia visto recomendação de se colocar alguma coisa – algum lubrificante – na rosca das velas, mas não graxa. Deve funcionar também.

      Mas dizem que se deve diminuir o torque de aperto nesse caso, pois o elemento extra entre as roscas dava mais aperto do que o necessário com a recomendação original.

      Sobre deformação, acontece, porém mesmo uma vela instalada na fábrica pode ficar emperrada caso passe muito tempo sem ser removida. Entre outras coisas, é uma região com muito calor e dilatação envolvidos durante a vida do carro…

      Talvez a rosca se deforme um pouco com o tempo mesmo, com o uso, mesmo sem fazer nada errado – como apertar excessivamente.

  • Mingo

    Que besteira cara…
    Se nossas condições, principalmente de piso, são muito piores que nos países desenvolvidos, as fábricas não iriam reforçar as carrocerias ao invés de tirar pontos de solda?
    Esse seu amigo aí trabalhava aonde na GM e Fiat, no restaurante???

    • Domingos

      É suspeito isso, justamente pelas nossas condições de pavimento, mas o que o Piero falou eu já ouvi de outras pessoas com informações de dentro das fábricas.

      E não é algo que acontece só em carro ou só aqui no Brasil. É comum o produto ter uma mesma aparência e nome em dois mercados diferentes mas a qualidade ser tão menor ou maior em um deles (em materiais e montagem mesmo, como o Piero falou) que na prática são extremamente diferentes.

      Um exemplo ao contrário: nosso Corolla 2003-2008 era um carro MUITO melhor aqui no Brasil que o mesmo carro feito nos EUA, onde era “carro de pobre”.

      Lá se usava tambor na traseira, plásticos bem feios no interior e acabamentos, motores brochados em relação aos nossos (embora fossem “os mesmos” motores”) e por aí vai…

  • Tiago

    No meu antigo Corolla 2001 troquei escapamento, que era ainda original, aos 150 mil; discos de freio ainda eram originais quando trocados aos 170 mil. Troquei pastilhas três vezes, logo ao comprar o carro – não eram mais originais e não estavam desgastadas, mas faziam ruído exagerado, acho que eram bem vagabundas – aos 120 mil e aos 170 mil junto com os discos e as lonas, os tambores ainda originais agüentavam muito ainda. Comprei o carro com 80 mil por um preço bem abaixo da tabela e fiquei 7 anos e 100 mil km com ele. Embreagem trocada aos 140 mil, amortecedores aos 120 mil. O motor já fumava um pouco na primeira partida do dia, indicando desgaste de cabeçote, mas esse carro foi comprado com um misterioso ruído quando ligava pela primeira vez no dia, que era uma estopa entupindo o pescador – o que deve ter reduzido muito a vida do motor – mas mesmo assim era um carro extremamente confiável, nunca me deixou na mão.

    • Domingos

      Os 2001 não sei se eram aço normal ou inox, mas sei que demoram para trocar também.

      E pastilha ruim faz barulho mesmo, não só ao frear como ao passar por buracos (pois ficam mal encaixadas nas pinças). Nesse último caso o problema só aparece sem estar com o pé no freio, óbviamente.

  • Newton (ArkAngel)

    Tive um Escort CHT 1989, que usava como carro de trabalho em uma oficina; carregava bloco de motor, câmbio, enfim, era mesmo pau pra toda obra.
    Um belo dia, resolvi que iria somente fazer a manutenção normal e usá-lo “até acabar”, já que a pintura e acabamentos estavam ruins, e não compensaria reformá-lo. Pois não é que o danado simplesmente não quebrava? Em 4 anos rodei cerca de 320.000 km, e só uma vez queimou a junta do cabeçote, ou melhor, a junta desmanchou-se devido à idade. No final das contas, acabei trocando-o por um fogão novo, uma máquina de lavar e mais alguns eletrodomésticos que precisava. Transferi o carro para o nome do comprador, e ele pagou os eletrodomésticos com seu cartão das Casas Bahia.

  • Luciano Gonzalez

    Na minha opinião, os carros em sua maioria duram enquanto o proprietário tiver vontade (e bolso) de mantê-los de pé… eu rodo uma vez por semana com meu Voyage 1.8T 1992 no alto de seus 146.000.km e eu e ele nos divertimos…. minha irmã têm um Fit CVT 2008 com 160.000 km , o carro está muito íntegro, sem barulhos e pouca manutenção…. ano passado vendi um Fiesta Street 1.0 2005 com 125.000 km e em plena a forma…. muito acima da média de outros com quilometragem bem mais baixa… cansei de ouvir de gente desonesta para baixar a quilometragem do Fiesta para vender mais rápido, mas comigo isso não funciona…
    Já vi muitos casos também de Santana / Quantum / Gol / Parati de praça com seus velhos AP passarem tranqüilamente de 500.000 km sem abrir, idem Astra / Monza / Omega / Vectra com seus Família II.. Conheço um taxista que rodou com duas Meriva, cerca de 400.000vkm com cada… outro que rodou com um Santana 350.00 km, arrancou o cabeçote para trocar os retentores de válvulas e fechou e uma Quantum que rodou 500.000 km sem intervenção… esses motores, tanto o AP como os FI / FII da GM podem ser barulhentos, beberrões para os padrões de hoje, mas duram muito e têm manutenção simples, fácil e barata.
    Outro motor incrível é o Zetec Rocam… a minha cunhada vendeu um Fiesta GL 2000 1,0 com 300.000 km sem abrir… usando óleo errado boa parte dessa quilometragem (Castrol 20W50 a cada 5.000 km ao invés do Motorcraft 5W30 a cada 10.000 km)… até os EA 111, se bem cuidados, vão longe, já vi Gol Special com 300.000 km… os que deram dor de cabeça foram da série VHT e o problema já foi resolvido já faz um bom tempo….

    • Domingos

      Luciano, conheço gente com Celtinha VHC que não tem uma nota de manutenção, não faz nada a não ser troca de óleo (não troca correia, alinha, não faz nada) e que vai baixar a quilometragem para vender… Isso porque nem é alta quilometragem.

      Enfim, é uma praga isso. A nossa cultura do malandro que, como todo bom malandro, continua vivendo na precariedade e provando que malandro bom não existe. E que quanto mais espertão quer ser um povo, mais pobre ele é.

      O cara já compra o carro usado sabendo que baixa quilometragem sem histórico é tinta, mas quer que seja assim para mostrar para os amigos… Assim é o ciclo.

      • Luciano Gonzalez

        É Domingos, e depois, muitos de nós têm coragem de reclamar dos políticos… o povo é igual senão pior….
        Me recuso a usar esse tipo de artifício para levar vantagem em cima de outra pessoa, já cheguei a revisar carro antes de vender para não ter dor de cabeça… meus carros, todos possuem ou possuíram um plano de manutenção feito por mim em cima do manual do veículo, sempre coloco isso no pára – brisa quando vou vender e ninguém dá a mínima… o sujeito prefere ser enganado, comprar um carro “baleado” com supostos 60.000km do que comprar um inteiro com 125.000km e todo o histórico de manutenções… é duro ser honesto nesse país…
        Abraço!

  • Domingos

    Cara, sem desacreditar, mas me parece impossível o carro estar como novo com amortecedores de 20 anos e cabos de vela idem.

    Se trocar, como o Lorenzo disse, vai ser noite e dia a diferença. E amortecedor se avalia em curvas. Em reta pode estar estourado que muitas vezes não apresenta maiores diferenças (que se revelam depois em desgaste de pneus).

    Se Fusca fosse assim ia ter empresa fazendo ele com moldes e peças novas/paralelas até hoje em massa.

  • Domingos

    É normal o pessoal não notar amortecedor estourado. Essa quilometragem só em carro de estrada 100% do tempo e olhe lá.

    Amortecedor se nota em curvas e metendo o olho na haste para ver se tem vazamento. Se tem um pouquinho só, uma babinha só, ou está estourado, ou vai estourar em coisa de meses.

  • ccn1410

    É verdade… Certa vez um vendedor de carros usados me falou que o povo gosta de ser enganado.

    • CorsarioViajante

      Eu acho que ele está empurrando a culpa pra vítima. No mundo inteiro é motivo de piada as trambicagens dos vendedores de carros usados, só ver as comédias dos EUA para notar isso.
      Mas numa coisa eu concordo: tem muito comprador que quebra a cara por se achar esperto, do tipo “vou pagar baratinho neste carro semi-novo” e etc.

  • Tarcisio Cerqueira

    Meccia, uma dúvida, 250.000 km para motor e câmbio não é muito pouco não? Vejo que é um costume da Ford desde a época de lançamento do Zetec aqui no Brasil divulgar essa marca…. Na Europa, por exemplo, é muito comum passar fácil desse patamar sem maiores problemas… Nem cito os Mercedes táxi de mais 1.000.000 km pois são exceção… Mas mesmo carros “normais” duram muito mais por lá, os motores diesel então nem se fala… Aqui mesmo no Brasil já conheci muitos carros com mais de 10 anos e para lá de 300.000 km em muito bom estado… Os importados do Japão da década de 90 então…

    • Tarcisio Cerqueira,
      A durabilidade pode ser maior ou menor que 250.000 km. Depende de muitos fatores, manutenção periódica, mais ou menos cidade e estrada, maneira de dirigir etc…….
      Abração

  • Ozirlei

    Carlos, algumas coisas realmente vejo que a durabilidade nos veículos nesse decorrer aumentou. Porém uma coisa tem me intrigado. Vou dar o exemplo de veículos que tenho visto “fazer o motor” com quilometragens até baixas. Como o caso dos motores EA111 1.0 que equipavam o Gol, o Fire 1.0 da Fiat e até alguns VHC. Esses carros tenho visto não raro fazer motor por volta dos 100 mil. E mesmo outros carros mais potentes desses motores ‘ modernos’ tenho visto fumando por ai. Agora é achismo meu, pois por coincidência o que tenho percebido é que os novos motores tem curso longo (favorecendo torque, redução de poluentes – quando novos. ), porém colocando esses motores trabalhando sempre em velocidade média de pistão mais alta do que os antigos. Na mesma rotação dois motores de mesma cilindrada porém um com curso curto e um com curso longo, o de curso longo em apenas uma hora pode ter sua ‘viagem do pistão de 10…. 20 km maior que o outro… então concluo que isso é o que tem feito esses motores durarem menos, já que principalmente no caso dos 1-L eles trabalham perto do limite quase o tempo todo e com o atrito maior nas camisas em pouquíssimo tempo esse motor tem que ser retificado. Acha que isso faz sentido? Não raro víamos motores antigos com seus 250 mil… hoje isso é lenda para esses motores novos,

  • Rodrigo

    Mercedes-Benz A160 2002. Comprado novo.
    35.000 km – 6 anos = Bieletas
    58.000 km – 10 anos = Amortecedores D
    60.000 km – 10 anos = Calços do motor
    70.000 km – 12 anos = Bieletas

    Com 80.000 km foi necessário uma revisão maior onde foram trocados os braços inferiores da suspensão com os pivôs além das buchas da barra estabilizadora. Também foi necessário a substituição da sonda lambda.

    Gostaria de saber do senhor o que acha, pois tive outro carro que rodou até os 130.000 km e não troquei nenhum componente da suspensão. Porém tal quilometragem foi percorrida em apenas 3 anos. Seria o fator tempo que estaria influenciando negativamente?

    E o quanto ao uso do motor em altas rotações, isso poderia reduzir a sua vida útil?

    Obrigado.

    • Rodrigo,
      São muitas as variáveis que determinam a vida útil de um veículo…maneira de dirigir, porcentagem cidade e estrada, tipo de piso, velocidade media do veiculo, trajetos curtos anda e para, manutenção periódica mal feita etc.

  • marcus lahoz

    Carlos, todos os meus carros rodaram mais de 100.000 km. Alguns inclusive sem trocar a embreagem. Motor, eu fiz somente de uma Kombi e uma Chevy, ambos comprados já em final de vida.

    Hoje os automóveis duram muito mais, temos uma Montana na empresa, esta com 50.000 km perfeita, isso que vai na mão de qualquer um e dirigem de qualquer jeito. Nem pneus trocamos.

    Agora, Carlo,s uma pergunta: se em um carro flex, forem utilizadas velas de grau 5 na temperatura (mais utilizadas em veículos a gasolina) teremos algum ganho quando no uso de gasolina? Ou então velas de temperatura 9 se for usar apenas álcool? Pergunto pois você trabalhou na Ford um bom tempo bem na parte do desenvolvimento do álcool. A minha idéia seria um carro a gasolina que pode receber álcool ou o contrário.

    • RoadV8Runner

      Boa sua pergunta sobre velas. Como uso o Ka 1-litro fréquis exclusivamente com gasolina, nunca havia me passado pela cabeça substituir as velas pelos dos primeiros motores Rocam, que rodavam somente com nossa gasolina alcoolizada.

  • KzR

    A S10 diesel de casa ruma para completar 15 anos ano que vem. E mesmo durante esse período, não ultrapassou os 200.000 km. Acho incrível o motor MWM Sprint nunca ter apresentado problema em si. Peças conjugadas como cilindro de freio, motor de partida, atuador de embreagem, rolamentos… já abriram o bico. Ele não, segue vigoroso, mostrando ser robusto pelo tempo.

    Na Europa – e em outros países – veículos diesel e turbodiesel facilmente ultrapassam 999.999 km, às vezes sem ou com pouca retífica. Imagino quanto este poderá agüentar até o primeiro “corte”.

  • Ivan

    Muito bom. O tempo de vida dos automóveis é muito superior em Cuba. Pelo andar da carruagem pode ser que adotemos o mesmo sistema. Se o povo permitir tamanho “progresso”.

  • RoadV8Runner

    Baseado em minha experiência pessoal, concordo totalmente com os tempos médios de vida apresentados no texto. E mesmo andando em ritmo mais forte com certa freqüência, a vida útil de alguns componentes tendem a ser maiores em meus carros (caso das pastilhas de freio, amortecedores e embreagem, por exemplo). Ou seja, é possível andar forte e de forma suave, algo que me parecia impossível de se fazer.

  • braulio

    Mingo, eu não entendi. Você poderia explicar como um carro grande, seguro, confortável e de bom acabamento como o Omega passa dos 800 mil km e ainda é considerado uma bomba?

    • Mingo

      Se estivesse bom, nada impediaria o dono de rodar mais 8000.000 km com ele. Só não acredito nessa história do “enjoou”.
      Ninguém vende algo tão bom assim sem mais nem menos. Sabe aquela história da laranja madura? Então…

  • Bera Silva

    Borracha resseca.

    • Bera Silva
      Realmente as borrachas tendem a ressecar porém, 10 anos de vida considero bem razoável.

    • Victor

      É realmente complicada a vida de alguns materiais. Na parte de alto falantes por ex. a borracha usada na suspensão do cone resseca, a espuma simplesmente se desfaz, e o papel impregnado fica quebradiço. Imagina em componentes que ficam na suspensão do carro, ou em um interior que fica no sol o dia todo

      Nossos velhinhos já foram expostos a muitas intempéries. Sol, chuva, calor, abrasão, maresia, motorista burro…

  • RoadV8Runner, vou pensar em escrever uma matéria a respeito das velas….projeto e qualidade.
    Abraço

  • pkorn

    Posso ser minoria aqui mas não sou menos entusiasta que os colegas, então lá vai: Acho que a vida é curta demais para ficarmos 250 mil km ou até mais com o mesmo carro. Se pudesse trocava de carro todo ano ou até menos, sempre em busca do próximo grande carro a habitar minha garagem, sem falar de poder experimentar todos os tipos de carroceria e estilo, de hatch compacto a crossover, de picape dupla a sedan alemão, esportivos, peruas, conversíveis, jipes. São tantos carros e tão poucas noites….

  • a. shiga

    O que tenho visto ao longo dos anos que realmente arruína nossos carros são os buracos, aqueles que vc não espera pegar, que dão fim de curso no amortecedor, os que dão susto nos passageiros, eles sim destroem muito rápido as suspensões e eventualmente o alinhamento.
    Outra coisa, mas em grau bem menor é o sol brasileiro…

  • Rodolfo

    Carro carburado não tem que regular mensalmente o carburador, não. Tenho um Gol 1.8-L ano 1990, e uso gasolina aditivada e a última vez que mandei limpar e regular o carburador no mecânico especializado em carburador foi há 9.000 km.

    E nesse período de 9.000 km o que tive que eu mesmo fazer foi só regular a rotação de marcha-lenta, que é um parafuso lá.

    Ou seja isso é função do profissional que regula o carburador e de usar gasolina de qualidade e aditivada, pois a mesma limpa todo o sistema de alimentação, desde o tanque ao carburador às válvulas de admissão.

    • Domingos

      A aditivada ajuda muito mesmo nos carburados. Lembro do carro do meu pai que diminuiu essas manutenções pela metade ao passar a usar ela.

      Porém, veja que nesses 9000 KM você já fez uma regulagem. Nesse carro que falo, um Escort 89, eram umas 2 a 3 regulagens por ano pra deixar bom.

      Eu acho bem incômodo.

      • Rodolfo

        Mas é só regular o parafuso de ar e o parafuso de mistura, dois palito!
        Com certeza nada se compara a uma injeção eletrônica que dispensa regulagens.

  • Rodolfo

    Tenho um mecânico especialista em carburação, se quiser saber dele eu te passo o contato.

    Pois aqui em São Paulo-SP para passar na Inspeção Ambiental o mecânico tem que ter a máquina de análise de gases de escape, e também saber regular o carburador, a final não adianta ter a máquina se não se saber consertar o problema do motor.

    • Bera Silva

      Obrigado Rodolfo, mas já tenho quem mexa no carro aqui na cidade.

  • Rodolfo

    As lanternas traseiras do gol G1, até 1994, as orininais são Cibie ou Arteb custam R$ 80,00 a 100,00 cada.

    Já a paralela é apenas R$ 30,00 cada, mas desbota em menos de 6 meses no sol.

    • Marcelo Henrique

      Curioso, nos Unos de mesma época as originais são Cibie e são as melhores. Mas a Arteb é considerada como segunda linha.

      • Domingos

        Cibie é a melhor mesmo. Arteb é boa também, ao menos quando é do sistema original do carro (muitos dos Toyotas são com Arteb, por exemplo).

      • Rodolfo

        Pois é… tem 3a. linha, 4a., 5a. e etc.

  • TwinSpark

    Não sei quanto aos projetos novos e materiais utilizados recentemente. Em 2006 vendemos um Corsa Super 1997 com 163 mil km que não apresentava sinais de cansaço, como fumaça ou perda de desempenho. Hoje temos um Mille 1998 com 168 mil km, que também não apresenta problema no motor. E ambos nunca precisaram de retífica.

    Acredito que a vida útil do motor depende muito da troca de óleo. Há alguns anos via gente gabando-se de ter uma YBR lacrada com 200 mil km e outro que precisava fazer retífica com 15 mil. Tem gente que é esmeril com o carro e não cuida do motor.

    • Ozirlei

      Então,mas esses ainda são da velha escola. O mille vai longe, fiasa demora pra fazer motor… o problema começou no fire. Quanto ao corsa é quase o mesmo,mas ele tem o curso um pouco maior que o fiasa. (62,9 vs baixíssimos 54,8mm ) outra é que quando foi adotado o vhc algumas coisas mudaram no motor o bloco pode parecer o mesmo mas não se engane. Na questão prática do dia a dia o torque máximo saiu dos 8,3 Kgmf. Aos 3000 rpm para 9,5 Kgmf. Aos 5200 rpm. A potência máxima subiu de 60 para 77 porém aumentando de 6000 para 6400 onde ela ocorre. Se perceber, normalmente onde ocorre o pico de torque é o regime mais recomendado para se ter economia e conforto de rodagem. Não que vão andar num celta aos 5000 rpm o tempo todo mas até quem não conhece de carros vai sentindo e logo por aprendizado próprio ve que subir um leve aclive aos 3000 rpm com ele é impossível. Ele baixará marcha pois o motor vai “pedir”. Já no seu caso não, mesmo o carro indo um pouco mais devagar vai continuar com força. É é ai que mora a diferença do seu motor para o atual vhc. Ele vai trabalhar mais perto do limite o tempo todo. O seu trabalhará quase na metade de rotações. Ai talvez você pergunte…. mas e o mille… quando ando com ele sinto que tenho que acelerar mais que o corsa, que o câmbio é mais curto… E é verdade… Porem só pra vc ter noção o curso do pistao do fiasa 1.0 é o mesmo de algumas motos esportivas que tem redline perto dos 10000 rpm (não tente por 10k no uno) então mesmo a 7000 rpm um mille está bem longe da vmp máxima teórica pelo curso curtíssimo.

      • TwinSpark

        O Corsa foi vendido em 2006, então posso compará-lo ao Mille. Mas tivemos um Classic 2011 e o motor parecia bem diferente mesmo. Quanto ao Mille, o motor realmente é uma seda. Não fosse o isolamento acústico ruim, mal daria para perceber o funcionamento dele, que gira com uma suavidade incrível, sem vibrações. O consumo não é grande coisa, mas com o A/C desligado consigo fazer 15 km/L tranquilamente (meu pai fazia 17 no Corsa 97, que não tinha A/C nem DH); com o climatizador ligado, no máximo 13 km/L, enquanto o Corolla E120 MT Gasolina de casa pode fazer até 14 km/L com A/C ligado.

        • Ozirlei

          Falam que carro 1.0 em relação a consumo é ilusão, e é verdade. Algumas vezes pode até gastar mais já que pra manter no ritmo do transito vc exige mais dele.
          Quanto ao fiasa é uma pena a fiat te-lo abandonado, é um bom motor, só não é muito economico… mas gira que é uma beleza e tem boa durabilidade. (Exceto a correia dentada, essa tem que ser troca sempre)

          • Domingos

            Confirmo. E muitos carros até a cilindrada 1.4 também parecem serem menos econômicos na pratica que um bom 1.6 ou 1.8.

      • Marcelo Henrique

        O meu Fire 1.0 8v 2006 está com 106 mil km e acabou de completar 9 anos e desço a lenha diariamente.
        Por enquanto o motor está perfeito, não baixa óleo, compressão ok, e não vaza. Sempre troco o óleo a cada 6 meses junto com o seu respectivo filtro.
        Só a pintura que não está tão boa, o sol desse último ano deu uma castigada violenta no DF.

        • Ozirlei

          Eu não disse todos, disse que tenho visto. Antigamente se via carros ou antigos ou muito, muito rodados ou por algum deslize fazer o motor. Quis dizer q hj tenho visto muito carro “novo” (de 3 a 10 anos de uso) fazendo o motor, particularmente esses que eu citei é mais comum… pode ser por ser mais vendido, pode ser porque os mesmos motores de cilindrama maior, apesar do maior curso trabalham em rotações mais baixas na media…

  • marcaobox

    Acho que alguns automóveis não seguem essa regra. Troquei meu Pálio semi novo por um Corolla 1995 com 230.000 km. O carro está em ordem então mante-lo saíra mais barato que arcar com seguro, ipva e desvalorização de um popular zero.

  • CorsarioViajante

    É verdade. Isso varia muito também. POr exemplo, eu e minha esposa dividimos o carro, e trabalhamos em lugares para os quais não há transporte público viável (em outras cidades). Então ficar sem carro não é uma opção. Um motor mais moderno pode sim sofrer por falta de peças ou manutenção adequada, e isso tbm pesa quando pensamos em trocar de carro, infelizmente.

  • CorsarioViajante

    Infelizmente é verdade.

  • CorsarioViajante

    É bem isso mesmo! Vou dar um exemplo bobo: meu carro tem um defletor sob o motor, para proteger de sujeira e tudo o mais. Ele é fixado por, sei lá, uns dez parafusos. Dá uma preguiça enorme nos caras para colocar e tirar os parafusos, então com o tempo eles foram “sumindo”, a fixação foi ficando ruim e a placa, mal fixada, começou a vibrar e transmitir barulhos ao carro. Não contente, o peso sobrecarregou os parafusos restantes e rasgou o para-barros.

  • CorsarioViajante

    Adoraria ter habilidade e conhecimento para isso.

  • CorsarioViajante

    ACho que é generalizada a incapacidade. Talvez tenham mais medo do cara “poderoso”, mas acho que no fundo o que vale mesmo é a lei do mínimo esforço.

    • Domingos

      Exatamente. Da mesma forma, é menos esforço para eles fazerem uma venda de serviço pelo lado do “baratinho” para o dono do carro mais antigo, que infelizmente quase nunca quer pagar um pouco mais.

  • CorsarioViajante

    Nossa, que barbeiragem!

  • CorsarioViajante

    O pior são os pneus… Vc tem um pneu novinho que cai num buraco e tem que jogar NO LIXO um pneu novo, que poderia rodar mais 40.000km… E o pior, fica com três pneus rodados e um novo… É de enlouquecer.

  • CorsarioViajante

    Acho que tem mais a ver com falta de manutenção ou mesmo manutenção incorreta.
    O que pode ajudar também é que hoje muito carro é usado de forma severa, só no anda-e-para das grandes cidades, enquanto antes o trânsito era mais livre.

    • Ozirlei

      Então, mas esse é o ponto que quis mostrar… Todos carros hoje são usados de forma severa, porque a engenharia do motor procurou todos os limites pra encontrar desempenho e redução de poluentes. Mas algum lugar se perde, e até onde eu vejo esse lugar é na durabilidade.

      • CorsarioViajante

        Não necessariamente. Eu moro em Campinas, e meus percursos são bem variados, com muitos trechos livres, alguns mais parados, mas nem de longe o uso intenso de SP, RJ, etc.
        A questão da durabilidade, quando calibram o motor, tentam chegar à um ponto de equilíbrio entre consumo, desempenho, emissão e… durabilidade. Mas vale lembrar que as técnicas de fabricação evoluíram imensamente.
        Ainda acho que a maioria destes motores detonados precocemente são de usuários que não tem conhecimento nem interesse em cuidar adequadamente de seus carros. O famoso “carro-geladeira”.

  • Cadu Viterbo

    A questão é que motor não se abre rotineiramente.. Enquanto não quebrar, ninguém mexe. Assim como os componentes acessórios deram problemas, com certeza aos 200 mil km, um motor já não tem a mesma compressão, nem está tão justo quanto como novo…

  • Angelo,
    Citei no texto somente um possível modo de falha genérico por corrosão dos terminais. Não vejo nada de curioso neste fato

  • CorsarioViajante

    O meu é 2009 e tem 123.000 e está tudo original e normal…

  • Cadu Viterbo

    Apreciei a ênfase no TEMPO de uso!

    Muito mais do que a distância, há componentes que desgastam por tempo.

    Componentes como freio, embreagem, suspensões, não se desgastam quando estamos com o carro parado. Portanto, faz sentido pensar em km rodados
    mas outros componentes, como óleo, componentes móveis internos do motor (pistão, bielas, virabrequim, comandos, tuchos) velas, escapamento, faróis (incluindo a lente e refletores que “queimam”, pintura, carroceria continuam a se deteriorar com o carro parado em semáforos e congestionamentos.

    Reforço que uma média horária de 50km é altíssima para um carro urbano de grandes centros ou carros do interior que andam apenas na cidade. Minha média não passa de 30 km/h e eu rodo diariamente em rodovias a mais de 100 km/h. Duvido um carro de SP passar de 20mk/h. Portanto essas horas aí são abreviadas!

    • Domingos

      Tinha alguém que comentou por aqui, inclusive, que alguns motores diesel trazem um relógio com as horas de uso além do odômetro com a quilometragem total.

      Acho que foi o Daniel S.

      Em eletrônicos é normal isso. Os aparelhos costumam possuir um menu escondido com as horas de uso, que importam mais que a idade do aparelho. Usam até para fins de assistência técnica/garantia essas coisas.

      • Gabriel

        E chamado de horímetro e serve para calcular as horas trabalhadas de motores, principalmente estacionários ou de tratores e afins que tem a kilometragem baixa mas o esforço severo.

        • Domingos

          Exatamente!

  • CorsarioViajante

    Outro dia vi numa loja de usados o sujeito “retocando” a pintura com guache. Fala sério!

  • CorsarioViajante

    E não estamos falando de um lugar obscuro, sem credibilidade ou respaldo, mas sim de uma concessionária. Difícil!

  • Marcelo Henrique
  • Marcelo Henrique

    Algumas peças paralelas são de baixa qualidade.
    Quem tem uma Toyota Bandeirante geralmente são pessoas abonadas, mas mesmo assim sofrem com as chaves de seta paralelas que duram poucos meses e até alguns anos atrás eles não reclamavam pois ainda se encontra as originais que duravam muitos anos.
    Acho que também posso incluir os Chevetteiros e outras pessoas de carros mais antigos.

    • Domingos

      Opalas sofrem do mesmo problema e a peça original era bem melhor…

  • Domingos

    Pode por a paralela no novo que vai começar a dar problema também…

  • Domingos

    O Omega sofreu um triste fim. Além de ter sido retirado de produção contra a vontade do mercado e de ser um carro que ficou sem equivalente no mercado nacional, a GM parece que abandonou os donos.

    Há muito tempo ouço que suas peças são difíceis de encontrar e um absurdo de caras.

  • Domingos

    Bom, no caso do Chevette, se existe a peça original… Compre-a! Também não dá para ficar reclamando de tanta coisa num carro com tanta idade.

    Se a pessoa quer ter um carro tão antigo e ainda por cima só pagar barato para manter, complica. A escolha racional seria trocar por um mais novo, com peças ainda a disposição em maior qualidade/quantidade e com menor preço.

    Nos EUA ninguém paga baratinho para andar e fazer manutenção das barcas V-8 antigas. As peças existem, são boas, porém cabe ao proprietário colocar a mão no bolso. Peças feitas em pouca escala são mais caras mesmo, além do fator pouca disponibilidade/raridade.

    Se você tem uma loja de peças e sabe que tal item é muito procurado, porém é recebido só a cada tantos meses, vai cobrar mais caro ou mais barato?

    Se cobrar barato, tudo bem, mas a peça voa da prateleira e vai ter quem não a ache. Oferta e procura…

    De resto, é necessário ter isso em conta ao ter um carro mais antigo.

    O seu exemplo do Corsa é um bom exemplo. O carro ainda é moderno, serve bem e está novo. E ainda se acha muita peça para ele.

    Já o exemplo do Monza exige maior atenção. Ok, o carro está “novo”, bem cuidado, é pouco usado… Porém já é uma relíquia quase.

    A pessoa tem que ter em mente que um carro desses vai exigir maiores cuidados e maiores gastos pela situação de ser quase um carro de colecionador.

    Se for para ser racional mesmo, no exemplo do Monza caberia trocá-lo por um modelo como o Corsa…

    Carro antigo nunca foi melhor solução econômica, apenas tinha eventualmente baixo preço de compra. Um carro semi-novo é sempre o mais racional.

    E também não vejo necessidade na fabricação de peças originais para um modelo já saído de linha há mais de 30 anos. Tirando um modelo especial…

    Sei que é direito do dono, mas tem o direito da fabricante e o bom senso também.

    Quem encontra peças para um computador de 10 anos atrás? E quantos possuem um carro para ser usado no dia a dia com mais de 30 anos e realmente bom?

    Essa é a questão.

    Na verdade, já passou da hora de termos no mercado de peças alguém que faça como nos EUA: aproveite que venceram as patentes e que existe muita procura e façam peças boas e com preço justo para os nossos clássicos e antigos.

    • Bera Silva

      Não reclamos das coisas quebrarem, reclamo de não haver peças de reposição em qualidade e quantidade. Quando falo peça original, quero dizer de fornecedores de qualidade para a indústria: Nakata, Cofap, Mahle, Axios, Valeo, Arteb, Metagal, etc. Latarias, por exemplo, são visivelmente inferiores e as dimensões não batem.

      Também não sou pão-duro, só de suspensão dianteira, devo ter gasto quase 1 mil com peças de melhor qualidade (as que achei), Vai mais 1 mil no eixo traseiro. Já devo estar chegando em 20 mil (depois dos 10, parei de contar). Não é porque o carro não possui valor de mercado, que as peças devam ser mais baratas, o custo é o mesmo de fazer um rolamento para um Mercedes ou para Um Brasília. Se você comparar com os EUA, dos modelos mais populares, encontram-se peças desde as mais vagabundas até as de altíssma qualidade, sendo que as peças de boa qualidade possuem um preço razoável. Sem falar nas de preparação, que é o meu caso.
      Sei que aqui no Brasil, houve problemas com a Ford que proibiu auto-peças de fazerem peças de modelos fora-de-linha, acho que foi com os faróis RCD do Escort e da GM que sucateou as estampas do Opala.
      No Brasil, falta capacidade industrial.

  • Domingos

    Não, não tem não. O Fusca em tudo que é do carro (estabilidade, dinâmica, aceleração, disposição e espaço interno) muda para pior em relação a um carro novo.

    O problema não é considerar o carro descartável e sim perceber que não se faz um carro melhor sem peças mais complicadas.

    Se formos ter medo de qualquer avanço por falta de peças, vamos voltar ao mercado patético dos anos 80 e começo dos 90 em que só existia um carro novo: O Gol. E o resto era só usado, o qual só se podia ter quatro: Fusca, Gol, Chevette ou Opala.

    Uno ainda era aceitável também.

    Entendo e já vi muitos casos de falta de peças para carros relativamente novos. E com certeza não sou dos que troca de carro ou acha legal trocar de carro a cada 2 anos, MESMO que seja usado por usado.

    A desvalorização é mais cara que qualquer peça, manutenção ou preço de compra e isso pega mesmo na troca de um usado por outro mais novo, pois a diferença é sempre na casa dos vários milhares/dezenas de milhares de Reais.

    Agora, também não vejo drama em ter que esperar alguns dias por alguma peça. Isso é normal, especialmente em cidades menores.

    O que não pode é demorar muito ou faltarem peças básicas para carros que, como você mesmo deu exemplo, mudaram apenas algum detalhe há poucos anos.

    Aí também entra o nosso consumidor, que compra usado pensando já em trocar por outro em pouco tempo e compra novo pensando em quitar o financiamento e pegar outro carnê.

    Ninguém investe em manutenção assim. E ninguém vai estocar peça de um carro que as pessoas compram e já logo passam para frente assim que terminam de pagar, pois geralmente quando se compra um carro com esse pensamento já se procura pela peça mais baratinha possível ou em desmanche…

    Fica difícil uma agência ou uma fabricante de peças atender a esse mercado.

    Eu, porém, até hoje nunca tive esse problema. E olha que já tive carro francês. Sei que nas japonesas o que não tiver em estoque na grande maioria das vezes é só encomendar que chega em até 2 dias.

    E vale para carros já com bastante tempo ou saídos de linha!

    O nosso mercado passa por uma fase esquisita. Na venda dos novos também existe uma ambigüidade: elas caem, mas o atendimento não dá a mínima para recuperar as vendas baixas.

    • Ozirlei

      O que quero dizer é o seguinte, a funcionalidade de ir de ponto A ao B, ou independente da estrada ser nova ou velha.
      Com informatica, smartfone e outros isso não acontece. Seu android antigo te impede de instalar o aplicativo novo. O youtube atualiza seu site, protocolos e aquele computador de apenas 3 anos de uso não consegue rodar um video acima dos 480p… fica travando. Fora que não duvido logo sair apenas aplicativos em 64 bits (No pc e no android, no mac já estão sumindo)…
      O avanço tem que existir, só que tem que permitir a escolha entre manter e trocar, coisa que não existe no brasil. a agencia cobra caro de proposito, não raro vemos relatos de pessoas que encomendam peças originais no aftermarket estrangeiro e faz a gente pensar que é feito de bobo, o carro é mais caro aqui, as peças são mais caras aqui, e nunca, absolutamente nunca o imposto justifica… O mercado paralelo só existe por causa dos altos preços das agencias. A BMW mostrou a um bom tempo atras ter peça de reposição em estoque para todos modelos fabricados apos 70. Ao ponto de construir um carro bmw da decada de 70 inteiro apenas com as peças de reposição.
      A ford anunciou na europa um tempo atras que aceitará manutenção em qualquer ford, de qualquer ano, é só chegar na agencia.
      Isso é repeito pelo consumidor… Aqui pff..
      Independente do carro, vão te fazer de bobo, esperar uns 90 dias por peças, e por fim vc vai fazer o que eles querem: “Melhor comprar um novo”.
      Como vc disse, antigamente os populares se achava peça… hoje nem eles!!! Não acha o basico, e não estou falando de um jogo de pastilha porque ai já seria demais… Mas o resto ta dificil.. lanterna, farol, retrovisor… Não acha facil não..
      isso ai devia ter por uns 20 anos no minimo na agencia, ou pelo menos poder encomendar original de alguma forma.
      O problema é que a agencia faz errado, deveria cobrar barato nas peças de um carro novo, estimulando a ter o carro novo, já que quem compra pensa tb que o custo da manutenção já entra no gasto que tem com seu novo carro. E gradativamente, subir os preços das peças dos modelos antigos. Na informatica ocorre assim, o HD que eu citei de 160gb custou o preço de um de 500gb para maquinas novas…
      Eu não tenho carro novo, mas ouço por ai retrovisores que custam 1000 reais… li um relato de alguem, não sei se foi aqui que um farol de um subaru a agencia passou o valor de 9500 reais cada.
      Eu não pago por exemplo, 300 reais no farol de um carro novo… Porque? Se o carro esta em linha essa peça é produzida em serie até o momento atual, ela vem baratissima para o fabricante… Se o carro deixa de ser produzido ou muda, essa peça ou fica em estoque ou é produzida sobre demanda (deveria, não é) e ai justifica custar mais. No minimo, em cada carro irá uma unica peça dessa que vc tá procurando, se um fabricante como a VW e Fiat que vendeu mais 180 mil palios só em 2014, são 180 mil peças dessas no minimo que ela adquiriu… E quer vender por uma fortuna??
      Por isso o carro novo é um desrepeito ao consumidor, custa caro, é absurdamente defasado ao vendido ‘lá fora’, e ainda por cima tem manutenção mais cara, quando deveria ser mais barata.
      E a culpa? Nossa… Enquanto não tivermos uma industria realmente nacional e que seja respeitada esses abusos ocorrerão ano apos ano. (Ex: Os carros são baratos no japão, porem eles não produzem qse nada de comida, não há espaço para isso… então advinhe? A comida é uma fortuna, quem vende pra eles cobra o quanto quer. A mesma coisa acontece conosco em relação aos carros, o problema é que há uma grande diferença entra pagar 10 reais numa cenoura que custa 1… (E ainda quando se esta num pais com um pib per capita altissimo) E pagar 60 mil reais num carro que custa 10…

  • Domingos

    Essa Saveiro não era a VHT? O coletor não é o mesmo de toda Saveiro até agora? Acho impossível isso.

    Ou a concessionária estava de má fé, o que é comum (não queriam vender algo fora do estoque) ou então a VW está com um sério problema de respeito ao consumidor.

    1.6 VHT saíram milhões e milhões, além de serem usados com poucas mudanças até hoje. Não é plausível não ter peça em abundância para ele.

    • Bera Silva

      Olá Domingos, nào sei te dizer qual o motor, sei que possui 8v e foi comprada em 2010.

    • Bera Silva

      Domingos, infelizmente não sei dizer qual o motor, sei que possui 8 vávulas.

  • Domingos

    Sim, pessoalmente nunca tive problemas e vejo poucos casos de queima dos módulos ou de peças que eventualmente não se encontram com facilidade.

    Não que tudo sejam as mil maravilhas com eletrônica nos carros, mas geralmente os medos/problemas são exagerados ao extremo.

    Essas peças são confiáveis mesmo e, quando quebram, é só depois de muitos e muitos anos de serviço – e, como aconteceria com qualquer peça, tem que ser trocada. E, novamente, como aconteceria com qualquer carro saído de linha há muito tempo, será um pouco difícil de encontrá-la.

  • Domingos

    Depende do tipo de entusiasta. Isso teve uma “discussão” no post sobre o carro dos sonhos há algumas semanas.

    Tem gente que gostaria de ter o maior número de carros possíveis, tem gente que teria um só…

    Eu não ficaria tanto tempo com um carro normal nessa quilometragem, a não ser que a atingisse rapidamente ou que gostasse muito do carro. Porém tem quem ficaria.

    Da mesma forma, mesmo se eu pudesse, não trocaria de carro todo ano não.

  • Afonso

    Ozirlei tenho um Celta VHC-E 2011, atualmente com 185 mil km rodados, não queima óleo e a perda de desempenho não é significativa. Uso óleo mineral e troco de 10 em 10 mil quilômetros. Concordo com o Corsario, deve ser falta de manutenção.

    • Ozirlei

      Como eu disse, alguns vhc… E seu carro parece ser carro de pista, mal da pra comparar.
      E o vhc é mais raro, o fire e o ea111 q estão campeoes…
      No caso do vhc vejo muito na oficina fazendo cabeçote.
      Ainda assim, são baixos perto dos antigos 1.0 GM.

  • Domingos

    César, consumista em geral as pessoas são mesmo. Isso não é coisa da sociedade ou “do sistema”. Existe gente tão pobre que a única coisa da vida é mostrar um carro “novo” (pode ser usado se for o caso também, o importante é trocar), um celular novo, uma viagem ou um novo título etc.

    E a maioria é pobre mesmo e por isso o mundo segue essa tendência material/espiritual.

    Hoje a coisa se acentua porque surgem coisas novas todo o tempo, mas não acho consumismo diferente de também quem no passado ficava trocando “de Opala em Opala” – se é que me faço entender.

    A reparabilidade realmente diminuiu em comparação aos carros de até uns 20 anos atrás, porém não é todo esse pesadelo. E muita coisa não é reparável mas melhorou MUITO a nossa vida e os carros (injeção eletrônica) e dificilmente quebra.

    A questão de “se quebrar um módulo daqui 30 anos e não achar peças” para mim é muito teórica e pela discussão do assunto que uma realidade prática.

    Daqui 30 anos o carro já serviu 30 anos, oras. O dono atual vai ter pago merreca no carro ou, se for o dono original, usou e abusou por 3 décadas daquilo e deve esperar que uma hora quebre – e que uma hora não dê para arrumar.

    Vejo nisso aí um discurso meio saudosista, meio errado, meio de antigomobilista (não falando que é o seu caso). Hoje quem usa um carro por 20 ou 30 anos? E quem tem um carro dessa idade sem ser por coleção, onde o tipo de uso e gasto com manutenção é bem diferente de um carro normal?

    Também não vejo um período superior a 2 décadas como configurando algo descartável.

    No seu caso, a peça ainda existe. Não vejo a motivação da reclamação, já que eu por exemplo estou esperando há 1 mês por uma mera mangueira de máquina de lavar (uma peça quase padrão entre as máquinas e ainda assim não tem…).

    É normal ter que encomendar peça ou não encontrar coisa a pronta entrega. O problema é só se for um prazo nada razoável, não entregar, preço muito alto etc.

    Lembremos que os carros antigos possuíam uma infinidade de fragilidades e defeitos que hoje nem seriam aceitos. Alguém comentou mais abaixo sobre as chaves de seta de Chevette e Opala.

    Quebravam com facilidade e o conserto era trocar. Enquanto tinha a peça, tudo bem. E, por uns 40 anos, teve. Nada mal…

    Quer saber o que é carro descartável de verdade ou que vive a obsolência programada de verdade? Qualquer um desses importados da moda, que fazem musiquinha e tal, o qual passados uns 2 anos a importadora/fabricante esquece.

    Depois nada de peças, nem por encomenda, e tudo caríssimo. Fora que, passada a moda, ninguém compra o carro.

  • Domingos

    Tive um 2003 e foi isso mesmo, era em preto. E não tinha mais o veludo nos bancos/laterais de porta no GLX. Foi do 2003/2004 em diante que o Focus regrediu em qualidade, embora até os 2003 fossem bons geralmente. Os melhores mesmo eram os 2002.

    O meu era fraco, fraco, fraco em baixa. E o câmbio era boçal de tão longo, talvez o 2002 fosse diferente. Sei que dava mais de 100 KM/h (já descontado erro de painel) na 2ª marcha.

    O corte dele era a 7200, com o painel que só marcava 7000. No corte da segunda mostrava tipo 110 KM/h no painel!

    Em estrada era legal…

    • Antônio do Sul

      Nossa, a caixa era longa como a dos primeiros Escort Zetec, então, que tinham um comportamento bem parecido com o do seu Focus: fracos em baixa e chegavam a quase 110 Km/h em 2ª.

  • FA,
    3 horas diárias fazendo 50 km/h de velocidade media, conforme exemplo que eu dei no texto,daria 150 km/dia o que é muita quilometragem.
    Obrigado

  • Rubem Luiz, valeu pelo comentário !
    Obrigado

  • Domingos

    Orzilei, existe um bom tanto de ilusão aí no que você disse.

    Posso te afirmar que lá fora peças de carros saídos de linha também são difíceis de encontrar em muitos casos, sendo poucas as marcas que disponibilizam as peças para carros há muito tempo não fabricados.

    Mais especificamente, quem faz isso é BMW (como você falou), Mercedes e Ferrari. A Ferrari tem um programa pra restaurar QUALQUER carro que ela já tenha feito do zero se for preciso, seja em mão-de-obra ou em peças.

    Só que custa. Não tem milagre. E aqui não ia ter porque ninguém ia querer pagar, simples assim.

    É difícil pensar numa cultura com mais respeito ao consumidor quando esse mesmo não se respeita.

    Você comenta das peças dos populares, mas 80% dos donos desses carros procuram peças paralelas já com eles em tenra idade por quererem economizar ao máximo – mesmo com as peças originais custando barato.

    Qual fabricante vai manter estoque de peças para um carro assim que sair de linha? Nenhum.

    Cabe aí nesse caso fugir dos populares “compra, termina o financiamento, vende”, pois se sabe que são os baratinhos que saem caro – justamente tendo falta de interesse para fornecer peças por parte do fabricante, que sabe que seus donos NÃO têm interesse nas peças originais.

    Concordo em muita coisa com você, não deveria mesmo faltar certos tipos de peças e os preços serem como são, mas é uma realidade onde o buraco é mais embaixo.

    Se você fugir desse tipo de carro, fugindo também do outro extremo (os “carros de moda”, igualmente descartáveis), se encontra sim uma quantidade razoável de peças por um bom tempo.

    Não tem porque chorar tanto. Carro sério de fabricante séria tem peça por um bom tempo sim.

    E outra coisa, essa questão de preços, tem gente no mundo inteiro que busca comprar pela internet nos EUA.

    O mercado de lá é incomparável. Não tem como ter base nos preços de peças por lá, a diferença é gritante por uma série de condições que nós não temos e nunca vamos ter.

    Peça de reposição custa proporcionalmente caro em qualquer lugar. Mesmo nos EUA, pense assim:

    Um farol xenon de Fusion, 500 dólares original/novo. Compare com aqui no Brasil…

    Porém um Fusion com seus 5 anos lá vale o que, 8 mil dólares? Só um par do farol já deu uns 12% do carro.

    É assim mesmo. Quem quer consertar também tem que pagar. Melhor que dar a diferença num novo (ao menos enquanto a paciência não acaba… essa é uma questão também).

    PS: Do Fusca, considere fazer uma viagem a 130 KM/h constantes nele. Cai na mesma questão dos aparelhos eletrônicos (ou não consegue ou é muito incômodo…).

  • gabriel

    Aqui no Rio de Janeiro observo um particular desgaste prematuro na pintura , acho que é devido ao sol e clima quente . Vejo carros de 5 anos com a pintura do teto queimada de sol.
    Tenho um suzuki samurai de 22 anos que com a manutenção correta está com 450.000 km. Já o meu fox 2013 de uso diário com 60.000 km apresenta uma série de barulhinhos na suspensão , necessidade de troca de pneus dainteiros , pastilhas de freios, palhetas de parabrisas 2x. considero um carro frágil para uso leve urbano

    • Rodolfo

      O maior problema das cidades litorâneas é a maresia…

  • César

    Obrigado!

  • Rodrigo

    Carlos,

    Com certeza. Me referia a vida útil do motor em si. O quanto o regime de altas rotações poderia abreviar sua durabilidade.

    Obrigado.