SUV

Edge  SUV Edge

SUV Ford Edge (foto g1.globo.com)

É tamanha a paixão do brasileiro pelo SUV (utilitário esportivo) que seu segmento é o que mais cresce no mercado.Só neste mês de março chegam mais dois SUVs compactos para concorrer com Ford EcoSport e Renault Duster: o Jeep Renegade inaugura fábrica da FCA (Fiat e Chrysler) Latin America em Goiana (PE), o Honda HR-V compartilha (por enquanto) a linha de montagem do Civic em Sumaré (SP), até ficar pronta sua fábrica em Itirapina, também no interior de São Paulo. E a Peugeot está tirando do forno seu 2008, do mesmo segmento.

A rigor, são modelos que derivam de plataformas já existentes na marca. O EcoSport, por exemplo, é um Fiesta com outra carroceria. O Renegade usa base mecânica do Fiat 500 X, o Honda HR-V é baseado no Fit, com motor 1,8 do Civic. E o freguês não hesita em pagar muito mais para satisfazer o capricho de rodar num “jipinho”. Paga-se, às vezes, até pela tração nas quatro que jamais será utilizada, pois só roda no asfalto. Madame, por exemplo, nem sabe onde apertar o botão para acionar a tração integral, pois só usa o carro para levar os filhos na escola, fazer compras e bater ponto no cabeleireiro. Os primeiros utilitários surgiram como derivados do jipe, na década de 1950. Aliás, tudo começou com o Jeep. Que, espichado, deu origem à Rural Willys. Por sua vez, avó da Cherokee. E daí para virar febre nos EUA foi um pulo. O europeu, sempre mais sofisticado e comedido, ainda não aderiu como o norte-americano aos utilitários: continua preferindo o automóvel ou a perua. Ou uma minivan. SUV, só mesmo quem tem sítio, fazenda ou roda eventualmente em estrada de terra.

A principal atração do SUV é sua altura. Mulher adora, pois transmite sensação de segurança e oferece melhor visibilidade. No que diz respeito a segurança, só mesmo a sensação, pois quanto mais alto, menos estável. Além de mais alto, é mais comprido e difícil, portanto, de encontrar vaga. E manobrar no estacionamento.

Mais alto e mais comprido significam mais peso, que resulta em maior consumo e emissões. Além disso, se todos os SUVs fossem substituídos por subcompactos e smarts, os congestionamentos se reduziriam à metade…

A única explicação racional para a preferência do brasileiro pelos utilitários esportivos está na precariedade de nossas estradas. Mais altos e com rodas maiores, enfrentam melhor o asfalto entre crateras. Tem uma segunda, que fica nas entrelinhas: SUV é sinal de status, indica que o dono está vencendo (ou já venceu…) na vida.

Atrai preferencialmente as mulheres, mas fascina também o público masculino. Talvez sua imponência, presença marcante, desempenho e linhas musculosas sejam uma compensação para predicados que lhe faltam…

Finalmente, a inexplicável atração pelo estepe dependurado na tampa traseira. Em termos práticos, prejudica a visibilidade e o manejo da porta. A estrutura necessária para acomodá-lo resulta em pelo menos mais 50 kg no peso do carro. E costumam surgir folgas na articulação de seu suporte que provocam incômodos ruídos. Em termos estéticos, é solução horrenda. (“Uma gracinha”, dizem algumas mulheres). Finalmente, o sobressalente externo permite imaginar um certo grau de sadismo no dono do SUV, pois fatalmente danifica o capô do automóvel atrás, durante a manobra para estacioná-lo.

E o prezado leitor, o que lhe atrai num SUV?

BF

boris  SUV boris

Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autorizou o Ae a publicar sua coluna que sai aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).

A “Opinião de Boris Feldman” é de sua total responsabilidade e não reflete necessariamente o pensamento do AUTOentusiastas.

 

 

Sobre o Autor

AUTOentusiastas

Guiado por valores como paixão, qualidade, credibilidade, seriedade, diversidade e respeito aos leitores, o AUTOentusiastas desde 2008 tem a missão de evoluir e se consolidar como um dos melhores sites sobre carros do Brasil. Seja bem-vindo!

Publicações Relacionadas

  • O que me atrai num SUV? Nada!

    • Fat Jack

      Talvez a alegria que a minha esposa teria ao ganhar um de presente, eu de minha parte, fico muito mais feliz com um sedan ou uma perua…

  • Tessio R R Bonafin

    Pois eu conheço uma madame que foi presenteada pelo marido com um Toyota RAV4. Um baita SUV. Dois meses depois trocou por um EcoSport por causa do maldito estepe pendurado. Inacreditável!

    • Lucas Romeiro

      Isso me parece desculpa para poder pegar um bom troco em dinheiro…

  • Daniel S. de Araujo

    O automóvel simboliza a liberdade do ser humano, o direito de ir e vir e ter seu estilo, seja ele sóbrio, despojado, “mano”, agro, urbano, boy, etc.

    Criticar SUV é criticar o automóvel e a sua liberdade. Palavras de gente vociferando as deficiencias dos SUV (igual e já li até em sites de automóveis) são atentados a liberdade e da individualidade do automovel e só pode ser feito por gente que é tudo, menos Autoentusiasta.

    Ultimamente o que me irrita é que Democracia no Brasil é sinônimo de “fale o que quiser mas não questione o senso comum”. Por isso que vivemos esse lixo de Governo que estamos. E não vale só para Governo, vale para todas as instãncias do comportamento humano.

    • Claudio Abreu

      Daniel, entendo a preocupação em manter o vital espaço democrático, mas o que o texto traz, com argumentos claros e racionais (parabéns ao editor), é que não haveria razão para escolher um SUV que não fosse ilusória ou ostentativa – e isso o texto deixou bem claro. E se aqui é o espaço de debate, de embate de idéias, cabe, sim, a crítica a essa degenerescência que é a febre SUV – e que autoentusiasta nenhum deveria chancelar. Diferente de um simples hobby ou customização, o apelo SUV diz muito sobre quem somos, o que valorizamos e em que sociedade vivemos. E, desculpe, mas é triste constatar que a preferência pelo SUV venha aumentando.

      • Daniel S. de Araujo

        Claudio, desculpe mas vou discordar de você.

        SUV não tem degenerescência nenhuma, ao contrário é outro tipo de veículo com suas virtudes (poucas mas significativas) e defeitos (diversos). Assim como poderia elencar as inúmeras virtudes e defeitos de um sedã, hatch, picape pequena, picape pequena cabine dupla, etc. etc. etc.

        A razão ilusória e ostentativa existe em qualquer segmento, seja no SUV, na picape, nos sedãs, enfim, não existe essa questão “ah, o cara anda de SUV porque quer se aparecer” ou “ostentativa”. Se formos levar a discussão por esse lado, o que leva um sujeito (racionalmente falando) a comprar uma Ferrari? Um carro de mais de 500cv, rodando no solo lunar de São Paulo, numa cidade cheia de radar? Existe racionalidade nisso? Para mim, não tem graça alguma andar num carro preocupado se vai raspar no chão ou se nomeio do caminho tem lombada. Mas tem gente que gosta e é isso que tem que ser respeitado! O sujeito que compra um sedan grande (ex. Fusion, Passat, Azera, Sonata) também está incorrendo nas razões “ilusório/ostentativa” citadas por você. Mas é o gosto do sujeito! Para ele, mesmo um Voyage, ou um New Fiesta fazendo o mesmo serviço, ele não terá o mesmo significado de um dos sedans grandes citados.

        Eu por exemplo não gosto de SUV, não gosto de Sedan. Meu negócio são os hatchs e picapes (qualquer tamanho) mas acho natural a preferência de quem gosta. E acho que ela deve ser ainda mais respeitada quando a pessoa efetivamente curte o veículo pelo sentido mais lúdico, seja para andar por ai e sujar de lama (como fazem os Trolleiros) ou simplesmente ter uma Ferrari parada na garagem da casa e dar a partida uma vez por semana e acelerar para ouvir o barulho, como faz um excêntrico milionário paulistano.

    • RoadV8Runner

      Eu não vejo problema em criticar, desde que seja feito com critério. O que não gosto é ver muitos ditos entendidos taxarem alguns carros de lixo, porcaria e outros adjetivos pejorativos impublicáveis por aqui.
      Não gosto nem um pouco de SUVs e minivans, mas não tenho nada contra aqueles que os apreciam. Ambos os modelos possuem suas vantagens frente a outros carros, mas nunca cogitei a possibilidade de adquirir um modelo dessas categorias para meu uso.

    • JP

      Concordo com você Daniel! A compra de um automóvel não é exclusivamente racional e as escolhas pessoais devem ser respeitadas, pois cada um pode privilegiar algum aspecto específico na escolha de um veículo. Vale dizer que, do ponto de vista racional, um esportivo ou um sedã de luxo é tão desnecessário quanto um SUV. Aliás, um esportivo é muito menos adequado às condições brasileiras e muito menos versátil que um SUV (nem por isso deixa de ser um objeto de desejo da maioria dos leitores do AUTOentusiastas, inclusive eu).
      registro que achei absurda e preconceituosa a afirmação do texto do Boris de que quem compra um SUV quer compensar “predicados que lhe faltam”. Aliás esse mesmo argumento é usado para atacar quem compra ou gosta de veículos potentes, esportivos, picapes ou grandes sedans.
      Depois não dá para reclamar quando defenderem a extinção do automóvel como meio de locomoção individual, a substituição de todas as ruas e vagas de estacionamento por ciclofaixas, ou que o governo obrigue a todos dirigir um único modelo de automóvel, prata, em nome da “racionalidade”.

    • $2354837

      É importante salientar, o dinheiro é do comprador e faz o que bem quiser dele.

  • Mr. Car

    Eu não embarquei nesta preferência por SUVs (e veículos altos em geral), embora ache algumas muito bacanas. A firma tinha um CR-V.Trambolho no trânsito urbano. Tinha também um jipinho TR-4. Preferia sair com ele. Mas tanto o TR-4 quanto o Ecosport, que também dirigi muito, tinham uma coisa que você citou, e eu detesto: estepe pendurado na porta. Às vezes, por causa daquela coisa, o carro deixava de caber em uma vaga, fora o imenso cuidado para não amassar o carro de trás, cuidado que eu sempre tomei, ao contrário de muita gente. Agora dirijo um outro altinho, o ASX. Dirigindo-os civilizadamente, não dão sustos na estrada, pelo menos se não precisar fazer alguma manobra brusca. Prefiro mesmo carros mais assentados, de centro de gravidade mais baixo. Uma coisa que eu sempre pensava quando lia o aviso para evitar manobras bruscas, colado no para-sol do Ecosport: dá para se sentir seguro em um carro cuja própria fábrica coloca um aviso deste, he, he?

    • Guilherme Keimi Goto

      Fala Mr. Car.

      Não gosto dos SUVs e os considero irracionais para o grande público, mas certa vez ouvi dizer/ li em algum lugar que é padrão nos SUVs da Ford tal aviso no pára-sol.
      Obs.: Nunca verifiquei tal informação.

    • R.

      O ASX que você dirige é o 4×4 ?
      Dizem que nessa versão a estabilidade é muito boa ..
      Nunca guiei um, não sei se é isso mesmo.

  • Thiago Teixeira

    Leitura paralela diz que breve o Ecosport vai abandonar o pneu pendurado na tampa. Ou que sera opcional.
    Outro detalhe de preferencia que vemos nos EUA e Europa se repete em menor proporção no Brasil. Por região e estados se observa que cada um tem sua preferencia, cada um sua demanda.
    Obs: Quais estados do sul e sudeste ja se viu Troller de policia?

  • Marcos Alvarenga

    SUV é tudo o que eu não quero: Grande, pesado, sem necessariamente ter mais espaço interno por isso. Comportamento dinâmico pior, coeficiente aerodinâmico e área frontal maiores, prejudicando ainda mais o consumo.

    • Sergio

      Por isso que mulher gosta, ela não entende nada disso aí do que você falou. 🙂

  • Renato

    Como moda é de mau gosto e tecnicamente é incoerente e inexplicável.

  • Costa

    Não curto SUV, alguns que já andei, como Ecosport e Duster passam muita insegurança na estrada. No quesito espaço interno, a Ecosport é decepcionante, apertada e sem conforto.
    Os demais nunca andei ou guiei para dar opinião, mas creio que não fujam muito disso.

  • ccn1410

    Nada, mas estou a notar uma luz no final do túnel. Já
    percebi que a indústria automobilística, pelo menos grande parte dela, se
    prepara para mudanças radicais. E não é nada sobre carros elétricos ou células
    de hidrogênio, que é para um futuro mais distante. No momento urge apenas diminuir o
    peso e o tamanho, tanto dos carros quanto dos motores.
    Não tenho a menor dúvida
    de que o grupo VW adquiriu a Ducati para somar essas tecnologias, mesmo caminho
    adotado pela Daimler através da Mercedes-AMG com a MV Agusta.

  • Fernando

    Brilhante texto do Boris!

    Gostaria que alguém derrubasse na mídia esse mito da sensação de segurança(será que elas realmente se sentem ameaçadas no trânsito? suspeito que sim)… o que um programa de TV para o público alvo (o público comum, que assiste programas de carros mas não procura os conhecer mesmo, digamos então “leigo”) justamente faz o contrário, o que colabora claramente para que essa categoria cresça aos olhos desse público que não questiona o que lhes é dito, e acaba acreditando.

    Vejo isso como um ciclo de má informação, junto com um interesse temporário de muitas fabricantes somente para não parecerem paradas no tempo, ou criando tendência para sair na frente(e olha que se deram bem).

    E o fim das contas é que quem gosta de carro perdeu as peruas para ter no lugar algo de utilidade duvidosa, um gosto forçado que os que eram indiferentes mas foram de certa forma manipulados a gostarem dessa moda. O que já critiquei, de tirarem carros de linha justificando não ter mercado é coisa recorrente aqui; por isso que em outros países há ampla variedade de modelos, mesmo que um ou outro não tenha tanta saída, tudo se mantém estável. Mas somos forçados a isso, as fabricantes ganham com a redução das linhas e fica fácil de nos fazer engolir o que querem, afinal se alegam que as peruas não vendem, tiram de linha e pronto! Não há números de venda mais para comparar.

    • Daniel S. de Araujo

      O negócio de assassinato de peruas parece que fez outra vitima: A Palio Weekend parece que saiu fora também. Fui a uma revenda Fiat e soube que parece que a fábrica não está mais aceitando pedidos…

  • Lipe

    Peço permissão para apresentar a minha observação de que não só no Brasil esses carros são mais valorizados/desejados pelo consumidor e, consequentemente, mais caros. Cabe salientar que as fábricas adicionam mais acessórios nesses modelos para que os preços sejam compensados e também os tornem mais atrativos.
    Tomemos 3 carros da Chevrolet vendidos nos EUA: o Cruze, o Trax e o Sonic (sabemos que o Trax [=Tracker] é construído sobre a plataforma do Sonic e que o Cruze, teoricamente, é um carro de segmento superior).
    Agora falemos em dinheiro:
    – Sonic hatch LTZ aut. $15,670
    – Trax LTZ 4×4 aut. $27,405
    – Cruze LTZ aut. (c/ vários opcionais) $27,000
    Portanto, se aqui ainda houvesse os três modelos, seria igual: Cruze LTZ e Trax/Tracker LTZ no mesmo preço (86 mil arredondados) – sendo o Cruze ligeiramente mais barato, ainda que bem recheado.
    Mesmo sendo o sedã Cruze considerado um carro superior, lá no Tio Sam ele também cobra menos que o Crossover/SUV de teórico segmento inferior.
    Por fim, Sonic LTZ aqui imagino que estaria hoje na casa dos 60 mil, ou seja, um pouco abaixo dos dois ali de cima, ainda que este último compartilhe a chamada plataforma com o jipinho.

    Diante disso, prevejo que o HR-V poderá superar um pouquinho, na versão de topo, o preço do Civic EXR e que as demais versões contarão com preços semelhantes.
    Quanto à pergunta do eminente autor, eu responderia que o que atrai os consumidores desses carros é uma sensação de superioridade no trânsito, de segurança no trânsito em possíveis colisões, uma agradável melhor visibilidade em estradas e maior tranquilidade para transpor ruas irregulares, as quais abundam nas cidades brasileiras.
    Além do mais, esses carros atraem 12 em cada 10 mulheres (rs), e já observamos em algumas pesquisas que a palavra da mulher possui grande peso na hora do brasileiro bater o martelo para adquirir o carro familiar.
    Na mesma faixa de preço desses SUVzinhos modernos em versão topo de linha, eu optaria por um Golf Highline completo ou Audi A3 sedan, algo nessa categoria.

    • guest

      Por alguma modificação que fizeram, como não sou assinante do Disqus não posso mais positivar seu comentário. Então fica aqui meu registro de apoio à sua opinião.

    • marcus lahoz

      HR-V versão topo tem valor de 94.000.

  • Mineirim

    Bem-vindo, Boris Feldman.
    Concordo plenamente.
    Para os americanos, até onde eu sei, se justifica o SUV, principalmente os 4×4. Eles costumam viajar longas distâncias em estradas bem cuidadas, mas que sofrem com a neve durante alguns meses do ano.
    No Brasil, só vale mesmo para quem tem sítio ou fazenda.

    • lightness RS

      Ou para quem não quer andar na cidade desviando de todos os buracos

    • Além disso, eles têm ruas e avenidas largas, e na maioria das cidades (tirando os superpopulosas como Nova York) não há problemas com espaço, pode-se estacionar tranqüilamente um carro grande.

      Mas mesmo assim, uma perua acho que dava conta e ainda faria tudo com mais compostura e estilo, e ainda várias delas têm versão AWD

    • Marcio

      Mineirim, nesse caso, posso falar do exemplo do Japão: lá também sofrem bastante com a neve no inverno, e nem por isso andam muito de SUV. Motivo? Até carros pequenos tem opção de AWD para a neve. No Brasil, de cabeça me lembro do Subaru Impreza e do Suzuki SX4.

  • Robertom

    Nada !
    Mas é um excelente negócio para a indústria automobilística, pode-se cobrar muito mais por algo que tem um custo comparável a um sedan da mesma plataforma, e a turma sem noção adora…

    • Marcio

      No caso desses SUVzinhos, realmente me parece um ótimo negócio para as fabricantes, pega-se um Fiesta ou um Sandero, aumentam a altura e tacam uns plásticos e voilá! Agora, no caso da Tracker e RAV4 (já tive os dois), posso dizer que existe uma diferença mecânica para eles pesarem cerca de 1600 kg: a transmissão! Tente pegar um hatch ou sedan de tração dianteira para andar em linha reta numa estrada de terra com lama (mesmo que bem fina)… Para quem mora na cidade, pode parecer besteira, mas para quem costuma andar na zona rural, é uma grande tranquilidade.

  • Marco Antonio

    O que me atrai? Acho Bonito e Só! ….. Mas continuo com meu Golf!!!

    Abraço,

    Marco Anonio…

  • Klaus

    Não tenho nada contra SUV. Com o tipo de asfalto que tem aqui na minha região um carro pequeno sofre… Mas se ele tiver versão picape é bem melhor, prefiro a caçamba aberta.

    • $2354837

      Fusca sempre andou em maus caminhos e ninguém nunca o considerou grande.

  • Roberto

    Acho SUV um veículo horrível para andar em cidades grandes, onde as ruas são estreitas (muitas dimensionadas para o tempo em que se andava a cavalo), onde faltam vagas e as faixas de trânsito devem ser disputadas com motos. Mesmo assim, acho que muitas pessoas compram SUV (além dos motivos citados no texto) para se valer do tamanho quando surge uma disputa no trânsito, assim como fazem muitos motoristas de caminhões e ônibus. Atitude bem ao contrário do que prega o inciso 2° do art. 29 do CTB (que menciona sobre segurança e responsabilidade no trânsito).

    • Carlos Spindula

      O ano passado em minha cidade teve uma tempestade, chuva muito forte que gerou uma grande enxurrada. Um dono de uma camionete achando que podia passar por ela se arriscou (do alto de sua empáfia) e seu possante veiculo foi arrastado pela enxurrada, teve sorte de conseguir sair antes , porque o veiculo virou e foi parar no córrego de cabeça pra baixo. Esse foi um caso isolado mas mostra o perigo de se achar super protegido porque o veiculo é mais alto e mais pesado que os demais.

  • Newton (ArkAngel)

    O que o brasileiro gosta mesmo é de se exibir. Compra o que é moda e os outros admiram, nem sempre o que realmente gosta.
    Há anos atrás, todos ficavam de boca aberta quando o sujeito aparecia de Alfa 164; hoje em dia, ninguém quer. Aqui perto de casa havia um sujeito que estava DANDO DE GRAÇA um Alfa desses, e mesmo assim ninguém queria. O carro valia uns 5000,00, só que para consertar o câmbio automático arruinado sairia uns 12.000,00.

    Quanto ao Boris Feldman, respeito muito seu conhecimento automobilístico, só fico chateado quando ele cisma de descer a lenha no mercado de reparação automobilística…concordo que ele têm razão em muitas coisas, mas generalizar prejudica aqueles que trabalham honestamente.

  • Matheus_Ulisses_P

    No sou fã de SUV mas reconheço que a maior altura em relação ao solo ajudaria muito nas crateras, lombadas e valetas da minha cidade.

  • Diego Clivatti

    Vou assinalar que mesmo para quem roda em estradas de terra eventualmente um SUV não é tão necessário, uma vez que o vão livre do solo da maioria dos nossos carros dá conta do recado, aliás já foi dito aqui que qualquer carro que se preze tem que ag’uentar uma terrinha vez ou outra.
    Agora nenhuma compra é puramente racional, arrisco a dizer que grande parte das famílias brasileiras nãos precisa de nada além de um hatchback de entrada, com cerca de 300 litros no porta-malas e um motor ao redor dos 100 cv, uma vez que as nossas estradas não permitem grandes velocidades, radares e buracos nos impedem, e a família brasileira diminuiu, raras as situações em que existem dois filhos. Mas se tem que compre e pague caro pelos SUVs o que vamos fazer, pena que causem o sumiço das peruas.

  • Gabriel Felipe Moretti

    Pois então, possuo um SUV, sem bem que no documento está como Jipe/utilitário, que é uma Tracker modelo antigo, derivada do acordo GM e Suzuki, pois nada mais é do que o Grand Vitara antigo.
    Possui tração integral e caixa de redução, eu tenho uso prático disso, pois sou geólogo e muitas vezes preciso da 4×4 e da reduzida também.
    Além do mais que moro em Curitiba e as ruas dos bairros são horríveis. Eu tinha um 206 SW antes da Tracker que vivia batendo o fundo em remendos ou lombadas mais projetadas ou o pára-choque em guias malfeitas, não era rebaixado não, suspensão de fábrica.
    Não possui o mesmo comportamento dinâmico de um carro “baixo”, mas deve se aprender com o tempo que a rolagem lateral é normal, e mesmo com o entre-eixos curto e ponto de gravidade elevado não sinto insegurança com o mesmo.
    Quanto ao tamanho, tem o mesmo comprimento do Fiesta novo, e o estepe no porta-malas fica em posição deslocada do centro mais para a direita e não atrapalha a visão e fica 10 centímetros para fora do pára-choque traseiro, Quem já teve que rastejar por baixo de uma caminhonete em uma estrada toda cheia barro para soltar o estepe, pois o sistema de rosca estava travado e tinha que fazer manualmente, para depois entrar no carro cheio de lama e as pessoas ficarem olhando de cara feia quando chega em qualquer lugar, sabe que o estepe para fora é bem mais prático do que ficar pendurado em baixo.

    • Marcio

      Olá Gabriel, também tive uma Tracker, e dá muita raiva quando perguntam: saiu a nova Tracker, não vai dar uma olhada? Não, não vou dar uma olhada, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra… Tenho um sítio em MG, antes da Tracker tive um Punto e passei muitos apuros durante o verão chuvoso. Nunca precisei de verdade da reduzida, mas o 4×4, mesmo que sem diferencial central, faz uma grande diferença. Por esse mesmo motivo (não precisar de reduzida) troqueia a por uma Rav4, que também é 4×4 e dá conta de estradas com lama fina. E a maior altura do solo faz diferença na cidade sim, vivia raspando a dianteira do Punto em saídas de posto e cruzamentos em declive, depois que passei a ter SUV nunca mais precisei me preocupar. Ah, e no caso da Tracker, o estepe pendurado também tem outro motivo funcional: como a traseira é curta, duvido que teria espaço para um pneu por baixo do carro, já que é um 4×4 e tem a parte traseira da transmissão, e num uso mais severo ter um estepe pendurado pioraria muito o ângulo de saída do carro. Apesar de ser durona, a Tracker deixou saudades, tenho um impulso de dar tchauzinho sempre que vejo uma na rua!

  • Mingo

    Eu gosto da Rural Willys. É SUV não é??
    O que dá raiva não são os carros em si, são esses termos idiotas, geralmente em inglês, que não tem nada a ver com nossa cultura. Mas o mundo caminha para isso mesmo. Agora aqui em São Paulo, falta d’água na torneira é “Crise Hídrica”, apartamentos menores que um Ford Galaxie tem “varanda gourmet”, e por aí vai.

  • BlueGopher

    O Feldman relacionou alguns pontos negativos, mas há também pontos positivos:
    – Pessoas idosas entram e saem do carro com mais facilidade, devido à maior altura do banco.
    – A porta mais alta, ao ser aberta, não raspa nas guias absurdamente altas que encontramos por aí.
    – A tendência é o motorista dirigir mais calmamente, enfrentar com mais tranqüilidade os congestionamentos das grandes cidades. Um carro menor, mais esportivo, fica amarrado, irrita com mais facilidade o motorista.
    – Pela sua maior altura, permite ao motorista acompanhar o que acontece no trânsito dois ou três carros à frente, facilitando a direção preventiva.
    – Um SUV pequeno como Eco, Duster ou semelhante não é mais longo que um carro comum e permite maior visibilidade periférica na hora de estacionar.
    Um SUV, portanto, pode ser tanto uma ótima escolha como uma péssima escolha, tudo depende do freguês.

    • CorsarioViajante

      Também penso assim. Faltou ver o outro lado.

  • MGaiotto

    Tempos atrás deixei meu Fit, e comprei uma Eco. Posso dizer com certeza que o Honda é um carro moderno e totalmente racional. Pequeno por fora, excepcional por dentro; motor esperto em relação à potência disponível e econômico. O Ford: totalmente o oposto. Mas não me pergunte o por quê, gosto muito desse carro inconveniente, gastão, apertado por dentro, e com todos os outros defeitos citados no texto, do qual concordo plenamente (sem ironias ou sarcasmos, sério). Não ultrapasso os 120 km/h, portanto nunca percebi insegurança com o modelo, uso em condições normais, e outro dia mesmo fiquei atolado na grama – acabei rindo da situação. Mas me pergunte se eu quero trocar de carro? Nunca tinha pensado em ter um, é meu primeiro Ford –- não sou defensor dessa ou daquela marca de carro. Nada disso, sou aquele consumidor comum, que já teve carro 1,0, depois comprou um melhor, depois quis um automático (Fit), e agora se encantou com um pseudo-SUV. O que eu quero dizer é: um produto não atrai o consumidor (principalmente o brasileiro) somente pelas características técnicas, precisa de mais (e isso o texto deixa claro: status e sensação de segurança). Para encerrar: acho que a Honda acertou mesmo com esse HR-V, misturando o melhor de dois mundos! Parabéns ao autor e grande abraço a todos os autoentusiastas…

  • Renan Veronezzi

    Usam a lógica da boneca russa: Gosto do CrossFox, pois gosto do Sandero Stepway, pois gosto do Duster, pois gosto do Ecosport, pois gosto do Pajero Junior, pois gosto do Evoque, pois gosto do Pajero Full, pois gosto do Range Rover, pois gosto… Resumo, anda de jegue para falar que gosta cavalo.

    • REAL POWER

      De todos esses carros sitados, se pudesse, apenas o Evoque estaria em minha garagem ou um Edge. Não tenho porque me falta o dindin. Os demais Cross isso e aqui sim são uma aberração

      • Christian Govastki

        E o que se diz de um cidadão que compra um Crossfox, rebaixa e coloca rodas aro 22?

  • Maurilio Andrade

    A mim nada atrai.
    Estabilidade e aerodinâmica piores, consumo maior e, na mioria das vezes, porta-malas menores que de muitos sedãs e station wagons.

  • ccn1410

    Já vi muitos sem o estepe na tampa, tirados pelo próprio proprietário. Ficam mais legais.

    • Thiago Teixeira

      Já vi Ecos assim também. Ficam com um visual bem mais limpo.

  • Lucas

    “Talvez sua imponência, presença marcante, desempenho e linhas musculosas sejam uma compensação para predicados que lhe faltam…”
    “Faltam….” ao dono do SUV, você se refere, certo??

  • Victor Gomes

    Nada me atrai num SUV. E creio que se os consumidores de SUV tivessem a oportunidade de dirigir uma perua de preço equivalente, todo esse estigma de “sensação de segurança” aliada à praticidade de um bom espaço interno cairiam por terra. De quebra, ficariam satisfeitas com o menor consumo de combustível.

  • Danilo Grespan

    O que atrai num SUV? Quando falamos de verdadeiros UTILITÁRIOS ESPORTIVOS, algo que gosto bastante é o conforto nesse maldito asfalto brasileiro (ou onde ele nem existe). Existem locais onde a falta de cuidado é tanta, que enfiar nossos carros com pneu perfil 45, 40 (maldita moda de rodas gigantes e pneus fininhos), é inaceitável, causando inclusive acidentes com motoristas desviando repentinamente de crateras. Uma SUV DE VERDADE pode ser utilizada em dias de lazer, com trilhas relativamente tranqüilas (onde não precisamos passar com um Troller), ou em enxurradas nas chuvas que recebemos nessa época do ano. Ainda prefiro meu hatch, mas estou a ponto de adquirir um TR4 2007 para atender esses requisitos…

  • Diego s

    “E o prezado leitor, o que lhe atrai num SUV?”

    A estabilidade, só que não:

  • Clésio Luiz

    Eu já falei isso ante e vou repetir: nem todo mundo compra crossovers (suves são peruas sobre chassis de picape, como o Hilux SW4, ou modelos com chassis dedicado, como o Discovery) por status, mas por alguns aspectos de praticidade.

    Quem tem que colocar e tirar crianças de cadeiras infantis, sabe muito bem que um modelo mais alto faz bem para as costas.

    Quem tem problemas motores, como idosos e pessoas com problemas nas costas, tem muito mais conforto em entrar e sair de um veículo mais alto que o normal (o crossover) do que num veículo baixo como o Gol ou um Civic.

    Eu concordo que boa parte dos compradores não tem necessidade dessas características, mas não vamos colocar todo comprador desses veículos no mesmo saco.

    • Carlos Spindula

      Aqui na minha cidade (Goiânia) ainda tem mais um agravante… muita gente dirigindo esses veiculos grandes e altos (SUV e camionetes) achando que são os donos da rua e cometendo toda sorte de imprudências, porque “se acham”…. usam todas as luzes que existem no carro (farol, luzes diurnas,neblina, farol auxiliar, lanterna de neblina), se tiverem outras 20 luzes eles acenderiam (o que importa é aparecer, ser o gostosão). Vidros com peliculas ultra escuras, na frente inclusive.

      Preocupação com o bem estar do próximo e a fluidez do trânsito próximo de zero. Furam filas, dão fechadas. Sim… isso ocorre também com pessoas dirigindo outros carros, mas infelizmente muitos aqui que tem esses carros tem muito dinheiro mas não tem educação. Isso deixa outros indignados, eu por exemplo. Nem se tivesse dinheiro compraria carros de ostentação como esses. Chamam muito a atenção, num país de desigualdades sociais imensas, aonde ter um carro melhor é ser alvo de ladrões, bandidos e sequestradores… dificil…

  • Eduardo Zanetti

    Boris é o cara! Sensatez, honestidade e sinceridade.

    Saudações

  • Claudio Fischgold

    Não gosto de SUV’ pois não preciso nem da altura, nem da capacidade de carga, nem 4 x 4. Com relação ao estepe pendurado na porta traseira, acho que as fábricas deveriam, obrigatoriamente alinhar o parachoque com o estepe para que este não fique sobressaindo e danificando os outros carros estacionados atrás.

  • Lucas Romeiro

    Olha, pode parecer uma ideia inconsistente, mas o pai de um amigo meu trocou seu Focus por um CR-V e ele estava comentando comigo que os outros motoristas o respeitam mais no trânsito agora, dão sempre a preferência, até o número de buzinas se reduziu.

    • Newton

      Rapaz, quando eu andava de carro velho da oficina ninguém entrava na minha frente…não era respeito, era medo mesmo!

    • Lúcio Wiborg

      Sei lá, Focus é um ímã de fechada. Tenho um, e me espantei quando comprei e comecei a andar com ele.

      • Christian Govastki

        Acho o contrário, respeitam muito mais meu Focus que o Fit da minha patroa…

        Ela está quase pedindo para eu trocar o Fit para uma Veraneio…

        • Lúcio Wiborg

          Bom, nunca dirigi o Fit… Pode ser!

  • Lucas

    Opinião de Boris Feldman vai sair aqui todo sábado??

  • Claudio Abreu

    Em nada me atrai, pelo contrário. Antes de ser uma perseguição a um determinado ‘estilo’, considero a crítica ao SUV um tema de comportamento (como consumimos, o que prezamos, no que vem se transformando nossa vida em sociedade). E o texto (brilhante, por sinal) traz argumentos que são difíceis de negar. Me desculpem os que gostam: ostentação, ilusão e desperdício, disso são feitos os SUV.

  • jrgarde

    E tem uma coisa que o SUVs mataram, as peruas, ou se compra uma pequena, desatualizada, ou então só bem acima de 100.000

  • Renato Mendes Afonso

    “A única explicação racional para a preferência do brasileiro pelos utilitários esportivos está na precariedade de nossas estradas. Mais altos e com rodas maiores, enfrentam melhor o asfalto entre crateras.”

    Apesar de não gostar de SUVs e Crossovers pelas diversas desvantagens, é inegável a melhor desenvoltura dos mesmos em pavimentações precárias. E por pior que seja a pavimentação urbana, dificilmente há necessidade de tração nas quatro rodas.

    Não tenho nada contra a presença deles no mercado (com exceção ao estepe pendurado na traseira, rs), afinal é uma opção a mais para o consumidor e o mesmo tem direito de escolher o que ele achar melhor. Porém creio que o pior problema é a falta de informação referente a estes, principalmente em relação a eficiência (de combustível) e segurança ativa. Dependendo do ambiente em que o carro roda pode não fazer grande diferença, mas há situações que uma mera suspensão erguida pode fazer toda a diferença.

  • Fabio Vicente

    A única coisa que me atrai em um SUV é a possibilidade de transportar mais de 5 pessoas em alguns modelos. E claro, a citada vantagem de enfrentar melhor a buraqueira das vias nacionais.
    Mas não sou o tipo de cliente cativo de SUV. Meu perfil está mais para as peruas.

  • Rafael Sumiya Tavares

    Meu primeiro carro foi um SUV, um Sportage de primeira geração, chassis, tração 4×4 com reduzida, ângulos de ataque excepcionais, bom para enchente e ótima visibilidade! Mas a saudade acaba aí. Segurança ativa e consumo de combustível de chorar… Um bom carro, mas para quem mora na fazenda e não em São Paulo… Da nova safra o único que estou com um certo interesse é o Renegade movido a diesel, mas ainda sim para cidade é desnecessário.

  • gpalms

    Nada. Quer espaço? Pega uma perua, Touring ou Avant!!

  • RoadV8Runner

    Nada, absolutamente nada me atrai em um SUV… Todos os pontos destacados no texto que fazem a alegria de alguns, são justamente as características que mais abomino nos SUVs. Tanto é verdade que, se algum dia eu precisar de veículo para encarar trechos mais acidentados, comprarei uma picape, jamais um SUV.

  • Bruno

    Nada me agrada em SUV. Pesado, instável, pouco espaço interno, porta-malas ruim. Péssimo carro pra família na minha opinião.

    O que acho estranho é terem considerado o SUV o substituto das peruas (wagon), o que não me permite hoje em dia ter o tipo de carro que mais gosto. No mercado brasileiro infelizmente só temos o SpaceFox e a Weekend, ou os importados.

  • Eduardo Edu

    O crescimento de vendas dos SUV, Cross e adventures da vida tem a ver com a adptação natural ao nosso piso cada vez mais negligenciado e intrafegável para os automóveis comuns.

  • jr

    Cada um deve (e pode) ter o carro que lhe interessa, baseado em seus critérios, necessidades, interesses, gostos, bolso etc. Viva a liberdade de escolha.
    Não é meu caso, não vejo graça nestes carros, principalmente na altura excessiva para meu gosto, e dimensões que não se traduzem em espaço interno útil dentro das minhas necessidades. Nem gosto do estilo.
    Bom, por outro lado, gosto muito de SUV e pick-up, quanto maior melhor, pois funcionam como um seguro adicional que não preciso pagar pois não tenho carros deste tipo, totalmente inadequados para meu tipo de uso (cidade 95%, estrada asfaltada 5%).
    Explico: praticamente sempre que paro em semáforo há três ou quatro SUVs e/ou pickups grandes também paradas. 95% dos motoristas destes carros mantém pelo menos o vidro do motorista aberto. Assim, tem sempre pelo menos uns dois (ou mais) carros deste tipo com vidro aberto em qualquer parada de semáforo. Logo, em caso de assalto, tanto pelo carro em si (bandido tem fixação por SUV e picape grande) quando pelo fato de manterem o vidro aberto, estes são os alvos preferenciais. A chance de ser assaltado diminui, a não ser que, por azar, você esteja entre o assaltante e o SUV/picape, por isso tento não ficar na pista da direita, e de preferência atrás da 1ª fileira que SEMPRE tem pelo menos um representante destes carros.

    Ainda, das pessoas que foram assaltadas chegando em casa, na minha estatística pessoal entre conhecidos, 4/5 eram donos de SUV ou picape grande.

    Agora, conviver com estes carros em estacionamentos e ruas não é fácil. Aqui em Curitiba faz algum tempo que resolveram colocar mais “uma faixa” ao repintarem várias ruas. Mal cabe um Ka em cada faixa, logo, um carro grande destes fecha o trânsito sozinho… ocupam mais de uma vaga em estacionamentos (às vezes quatro vagas: a dele, a de trás e as outras duas do lado, pois ninguém consegue parar lá).

    Conversava sobre isso com um amigo meu que tem uma S10 cabine dupla e um carro pequeno. Ele adora a S10 para suas longas viagens, pelo espaço interno e externo para trecos. Mas, desistiu de usá-la na cidade, dado o estresse que comentei acima.

  • jr

    Só mais um comentário, quanto a SUV ser sinal de status. Não sei se dá status, mas carrega muito melhor minhas tralhas que a Audi RS 4 Avant que foi analisada pelo Ae alguns dias atrás… acho que até iria me voluntariar a ir ao supermercado….

  • Edu Silva

    Não tenho predileção por SUVs mas já fui proprietário de um Ford EcoSport 2-L e vendi, pois cansei de ver aquele estepe pendurado lá atrás……Por outro lado, a robustez do carro era o principal ponto forte na minha opinião.

  • victor

    A sensação de segurança não é só sensação. Se vc está parado ou andando e vem um ônibus ou caminhão desgovernado batendo em todo mundo que está no caminho, você com seu veículo alto de 2 t estará mais seguro do que aquele com um veículo normal de 1,1 t, vide o engavetamento que um ônibus sem freios provocou em plena avenida Paulista esta semana com 13 veículos envolvidos. Não sou ferrenho defensor de SUVs, mas como motociclista já largando da moto por causa da imbecilidade alheia. Gosto muito das minhas pernas e braços inteiros.

  • Diogo Rengel Santos

    Tem mais um ponto a favor dos SUVs, que têm e que a grande maioria dos carros mais convencionais, por não terem, sofrem bastante: altura de rodagem. Como é um incômodo ver tantos carros que parecem “socados” de fábrica. OK, tem suas vantagens em estilo, aerodinâmica e dirigibilidade, mas como é um incômodo ter todo aquele cuidado com rampas e lombadas mais agressivas.

    E está certo que não sou fã de SUV’s pelos motivos apresentados pelo próprio Boris, mas o carro dos meus sonhos é o Legacy Outback, porque reúne o bom vão livre do solo, sem parecer nenhum trambolho. Pena que o carro tenha crescido muito em gerações mais novas…

    • Roberto Alvarenga

      Concordo com a observação sobre a altura de rodagem. No entanto acho que isso seria resolvido se as fabricantes parassem com essa mania de colocar pneus de perfil baixo e rodas de aro maior em qualquer carro.

  • marcus lahoz

    Nada me atrai a um SUV. Em termos técnicos apenas a altura ajuda (devido às nossas ruas com asfalto lunar). Fora isso é jogar dinheiro fora, até a manutenção é mais cara.

  • Thales Sobral

    Eu adoraria se fosse fabricante. Aumenta o custo de produção em uns 10%, vende por 50% a mais. Nada mais correto que aproveitar o filão.

  • REAL POWER

    Eu não gosto do EcoSport, Duster e esse novo Renegade ou qualquer outro derivado de carros médios. Mas um Ford Edge já e outro patamar. Para mim a qualidade das ruas e estradas já são um bom motivo, principalmente para quem roda no interior do Brasil. Questão do consumo de combustível é algo que quem compra um carro assim já deve estar sabendo, bem como o custo maior da manutenção.

  • Roberto Alvarenga

    Meu pai é um fã inveterado dos SUVs. Já teve 2 Blazers, um Tucson e 2 CR-Vs. Todos 4×4. Nossa família tem um pequeno sítio numa região de estradas de terra, e esse tipo de carro é muito útil por lá. Não é nem um pouco gostoso de dirigir, mas cumpre seu papel de utilitário.

    O SUV em si não é o mal. O mal é o uso que a maioria dos proprietários dá a ele. Se é para rodar só na cidade e em estradas de asfalto, é bobagem.

    Quanto à polêmica do estepe pendurado para fora, se é só por estética é besteira. No caso de jipes de verdade, como o TR4 e o Jimny, esse recurso se justifica pois o porta-malas é muito pequeno. No EcoSport e em outros, que me desculpem os que gostam, é um gosto bobo.

    Abs a todos e parabéns pelo blog!

  • $2354837

    Sei lá acho que essa preferência é mais genética. Sabe o bicho que para não ser atacado fica de pé para parecer maior? Acho que é isso, na verdade é para intimidar os opositores do trânsito. Quando andava de Lada Niva ninguém me fechava.

  • Bob Sharp

    Lucas
    Em princípio, sim.

  • Fernando

    “Até tu, Fiat?”

    E curioso que vi na Fenabrave que a Palio Weekend ainda vendeu nos últimos meses bem mais que a SpaceFox(e versão Cross).

    Que pena isso, é algo que não dá para aceitar. Quantas Weekend, Elba, Corsa Wagon, Ipanema (e tantas outras) não vemos por aí e o dono certamente escolheu o carro por sua condição de perua, e quem quiser a “zero” não tem mais a opção.

    É onde acredito que seja um grande erro de se pensar que um tipo de carroceria substitua outra, ambos poderiam coexistir.

  • Arruda

    Moramos numa chácara e para sair tinha uma subida meio encardida, principalmente quando chovia. A subida continua lá, mas hoje é tranquila, já que alargamos bem o trilho de concreto.
    Certo vez veio um amigo de meu pai para jantar e depois não conseguia sair com o Pajero dele. Bom, depois da segunda tentativa meu pai falou:

    -Seu carro não tem tração nas quatro rodas?
    -Deve ter, mas não sei onde liga. (!!!!!)

    Fuçaram um pouco e descobriram onde ligava a tração. Subiu fácil.
    Não sei se até hoje desligaram….

  • Junior

    SUV e só mais uma modinha. Ninguém precisa deles. Para o uso que a maioria faz, estradinhas de terra para a chácara no fim de semana, qualquer Golzinho ou Palio dá conta do recado. O que todos querem e o status que acham que esses carros têm. Mas se for para enfrentar trilhas de verdade nenhum deles serve, aí tem que ser um jipe de verdade.

  • Boris, que prazer enorme ter você “colunando” no AUTOentusiastas. Admiração do amigo Meccia

  • Mr. Car

    É, mas como nunca saí do bom asfalto com ele, nunca liguei.

  • Mr. Car

    Deve ser mesmo, mas nunca andei em outro SUV da Ford para verificar.

    • Danniel

      A Ranger e a F-250 também possuem o aviso no pára-sol.

  • Lucas dos Santos

    Respondendo à pergunta do texto, nada me atrai em um SUV. Provavelmente por eu não precisar de nada que eles têm a oferecer no momento.

    Para ser sincero, SUVs, caminhonetes, jipes e afins nunca atraíram a minha atenção. Ao menos não no meio urbano – em outras situações, esses veículos possuem virtudes que certamente fariam a diferença.

    Quanto à necessidade de maior altura livre do solo para enfrentar buracos em vias pavimentadas, creio que um automóvel dito “aventureiro” já seria suficiente.

  • Rogério Ferreira

    Por isso que eu gosto do Autoentusiatas, assunto polêmico tratado com extrema lucidez pelo Sr.Boris Feldman. Aliás, é novo por aqui, não é mesmo? Muito bom artigo, e traduz de forma sucinta, um pensamento que há muito tempo, venho debatendo: SUV, é anti-engenharia: todas as suas características depõe contra a excelência a ser alcançada por um veículo,Como foi bem explicado, o ganho de altura implica em maior peso, e menor estabilidade. Soma-se ainda, a questão da aerodinâmica, que bem sabemos, é fundamental para o bom desempenho e bom consumo em estrada, e em SUVs, é de ruim a desastrosa, Se esperdiça um bocado de potência e combustível, só para brigar com o vento. Não, definitivamente, não compro um SUV. Quem compra esse tipo de veiculo, o faz por uma questão de imagem, e também por não entender nada de carro. A questão do pavimento ruim é um mero pretexto, pois viajo esse país inteiro em hatches e sedans, encaro estradas precárias, e nunca fiquei na mão. É só ter cuidado e atenção, em caminhos ruins. Simples assim.

  • KzR

    O Boris foi bem direto ao ponto. SUV é moda porque significa status e lida melhor com nossas vias precárias. Mais ainda por conta do primeiro, pois são comuns de se ver trajando rodas aftermarket de aros imensos e pneus de perfil baixo – olha que os originais já seguem essa tendência -, nada apropriados para rodar nessas condições.
    O único argumento a favor de se usar os SUVs pesadões e 4×4 foi apresentado pelo Josias Silveira (JS): em lugares como os EUA, são bons para enfrentar a neve.

  • Luciano Gonzalez

    BF, aplausos de pé pela matéria! Tudo o que eu penso à respeito de SUV está aí!

  • REAL POWER

    Eu sempre tive carros baixos, mais baixos que original. E minha preferência é de carros baixos. Mas chega a um ponto que não da mais para ter carro baixo. Eu simplesmente decolei com meu Polo certa vez viajando a noite. Tinha uma “montanha” no centro da pista. Com a péssima qualidade das estradas não tem mais como viajar de forma segura com carro baixo. O asfalto acaba a poucos meses depois que é feito, devido a obra mal executada. Ai fica aquelas “montanhas” no centro da pista ou na beirada. A noite quando se percebe já é tarde, a menos que se ande a 60/70 km/h. Sem falar nos buracos, costeletas etc etc. Nesse caso um carro mais alto e com suspensões reforçadas, da sim mais segurança. O que não da para aceitar, é comprar um SUV e rebaixar e colocar rodas 2, 3 e até 4″ maior com pneu de fita isolante. E reafirmo. Quem compra um carro desse não ta nem aí para consumo, ou não deveria. A altura maior, facilita muito a vida de idosos e quando temos crianças para colocar nas cadeirinhas. Ou seja, tudo depende da ocasião. E por isso ter a disposição vários modelos de carros para comprar é muito bom. Compra e paga o que pedem, quer quer ou precisa. Eu ainda não estou precisando, mas do jeito que vai as coisas nesses país, a tendência e das estradas piorarem. Um SUV poderá ser sim minha escolha.

  • Marco de Yparraguirre

    Você disse tudo Boris,só esqueceu de dizer que os marginais também adoram um ¨SUV¨.

  • Roberto Mazza

    Obviamente que compreendo quem prefira carros baixos a carros altos. Mas que texto simplista e lamentável. Justamente no Ae, um site respeitado pela imparcialidade, coerência e pluralidade de opiniões. Até mesmo a “piada interna” dos editores do Ae, que apelidam carros com altura acima de 1,50 m foi contada de forma leve e descontraída, e não de modo grosseiro e preconceituoso.

    Incoerente reduzir uma ampla gama de carros a um rótulo de “SUV”, como se assim deixassem de ser automóveis e fossem outra coisa, *veículo para carga ou uso misto*, ou *de uso específico para fora-de-estrada pesado*, ou o que quer que seja.

    O mercado já se habituou a chamar de “crossover” dezenas de veículos que são certamente automóveis de passeio cujo formato e estilo não se encaixaram na nomenclatura padrão de hacthback, sedã, perua ou minivan. Tanto é que a Fenabrave atualizou sua classificação, considerando como automóveis modelos como Ford Ecosport, Renault Duster e outros, e não mais como constava equivocadamente antes, como “comerciais leves”.

    Até os anos 1990 tínhamos, no Brasil, uma fácil classificação de carros entre hatches, sedãs e peruas. Hoje em dia, no entanto, existem variados hatches e peruas que possuem mais do que 1,50 m de altura – mas são essencialmente automóveis de passeio, ainda que com vão livre um pouco maior – e não há mais porque confundi-los ou tratá-los implicantemente como “SUV”.

    Vejamos o texto a partir do segundo parágrafo:

    1. O assunto de “plataformas”, amplamente alardeado em papos virtuais, já foi taxado pelo próprio Bob como um tópico de importância reduzida e que diz muito mais respeito ao fabricante e seus métodos de montagem do que à percepção e uso do consumidor final.

    2. Discordo do prezado jornalista de Belo Horizonte. O Ecosport *não é* um Fiesta. O Honda HR-V pode ser baseado num Fit, mas não serão o mesmo carro. A proposta é outra, o espaço interno, a motorização disponível, as rodas e pneus, o vão livre, o acesso ao habitáculo etc. Até mesmo o custo de aquisição, a percepção de valor, e o famigerado status, que para uns é um jocoso sinônimo de futilidade, para outros é algo irrelevante, e para terceiros é algo que se almeja com fins objetivos ou subjetivos. A própria percepção de status é algo incrivelmente subjetivo, pois alguns ”sedãs médios” do mercado brasileiro são carregados de status aqui e são meramente sedãs compactos e até “de entrada” para outros povos.

    3. Outro ponto que gera conversas confusas é o fato de existir tração 4×4 em alguns modelos ou versões (ainda que a maioria dos crossovers seja 4×2). Como se tudo que fosse 4×4 fosse para uso extremo fora de estrada. Nem todo 4×4 é SUV, ou feito para o barro. Nem todo 4×4 é “jipe”. Sem contar que existem diversos tipos de tração 4×4 e configurações. No Brasil está disponível, por exemplo, o sedã Ford Fusion AWD, all-wheel drive. Nem por isso é um SUV. Mesmo VW Tiguan ou Ford Ecosport são muito mais automóveis do que veículos para fora de estrada intenso. Qualquer trilheiro sabe bem disso.

    4. A” principal atração dos SUV é a altura”. Óbvio. Mas isso não se limita à visibilidade. Certamente para muitas pessoas conta também o conforto de entrar e sair de um carro com teto por volta de 1,65 m de altura, seja para idosos, adultos com cadeirinhas de criança, ou mesmo pessoas com estatura alta. Vale lembrar que para muitas pessoas são meramente automóveis de passeio familiar, não são veículos para demonstrar rompantes de arrojo, perícia e ansiedade. E a visibilidade, porque não poderia ser um excelente fator de preferência, visto que a visão é certamente o sentido que mais utilizamos? Em relação ao aspecto de ver o mundo pelos vidros do carro, não no sentido oposto, que é o de ser visto e notado, ainda que isso possa ser relevante para alguns.

    5. “Mais alto e mais comprido”. Mais comprido? Um momento. O sedã mais vendido no Brasil atualmente é o Corolla. Comprimento, 4,62m. Sua versão “perua”, o Toyota RAV4, tem 4.57m. Na Volkswagen se você quer um automóvel com motor 2.0 turbo pode escolher, por exemplo, entre um sedã Jetta com 4,64 m ou Tiguan com 4,42. Obviamente existem ainda VW Fusca, Golf e Passat com outras medidas. Na Ford caso queira um hatchback com motor 2,0 16v pode escolher entre um Ecosport com 4,24 m ou um Focus Hatch com 4,35 m. E esta parte “ – Além disso, se todos os SUVs fossem substituídos por subcompactos e smarts, os congestionamentos se reduziriam à metade…”. Francamente. Sem comentários.

    6. Bem lembrado. “a preferência do brasileiro pelos utilitários esportivos está na precariedade de nossas estradas”. Agora a lista de fatores positivos está aumentando: a visibilidade, o conforto de entrar e sair, a adequação a pisos mal pavimentados, o status e a percepção de valor, a facilidade de revenda pelo interesse de um grande número de pessoas etc.

    7. A sentença sobre “uma compensação para predicados que lhe faltam…” é bastante antiga também, não é? Talvez o jornalista e colecionador de carros antigos tenha algum interesse pelos enormes automóveis dos anos 50, que são realmente bonitos, mas que talvez pelo exagero de dimensões tenham sido o motivo de levar algumas pessoas a tratar de zombar de quem tinha condições de usufruir dessas máquinas. Talvez algumas pessoas que insistem nisso tenham algum trauma até hoje.

    8. A parte de posição do estepe pelo lado de fora é mesmo polêmica, com diferentes adeptos. Questões práticas, estéticas e de segurança à parte, é fato que com o passar dos anos está nitidamente entrando em desuso. Estepe é mesmo um assunto complicado, pois há também outras variações como acesso por dentro ou por fora do carro; conjunto idêntico às quatro rodas, similar, ou de uso temporário; ou ainda sem estepe, pneus runflat e kit para vedar pequenos furos. Neste ponto fico de acordo com o Bob Sharp, prefiro estepe 100% operacional e de preferência com acesso por dentro do porta-malas, onde permanece limpo e é menos propenso a furtos.

    Voltando à parte de automóveis antigos, recomendo, por exemplo a série televisiva inglesa “Downton Abbey”, disponível em serviços de assinatura, cuja história se inicia em 1912, ano do Titanic, e mostra como parte dos cenários da época diversos modelos de automóveis cuja altura certamente era acima de 1,50 m. Como se pode ver, automóveis “altos” assim existem desde o início da história automobilística. Então acredito que podemos parar de chamar todos os veículos acima de 1,50 m de altura de “jipinho”.

    Aqui algumas imagens dos automóveis de 100 anos atrás.

    https://www.historicvehicle.org/News/Articles/All-Articles/2014/02/11/Cars-Of-Downton-Abbeya

    • Bruno Hoelz

      Olá Roberto,

      Sabe que também “estranhei” o preconceito e a grosseria do “novo” cronista do AE. Tentei encarar o texto como humorístico (acho até que foi essa a intenção dele), mas também não deu…

      E olha que eu nem gosto de suves…

      Porém o Sr. Boris Feldman é jornalista e engenheiro dos mais respeitados e deve ter sido só uma impressão ruim de minha parte.

      Pretendo ler sua próxima coluna com atenção.

    • wfauze

      Preconceitos…
      Roberto, parabéns pelo seu texto.
      BF, eu esperava mais de um colecionador…

    • Lemming®

      Comentários e observações perfeitas!

    • Rafael Malheiros Ribeiro

      Prezado Roberto Mazza,

      Muito pertinentes suas observações. Fiz um comentário na mesma linha do seu, que acredito ter sido censurado pelo administrador, porque “carreguei nas tintas” e devo ter sido desrespeitoso com o autor, reconheço isso e peço desculpas ao AE.

      Concordo principalmente com relação as comparações que você fez quanto ao tamanho de alguns SUVs em relação aos sedans atuais. E a afirmação de que um SUV ocupa muito espaço no trânsito é fraca, pois um Fiat 500 com um ocupante seria então pior do que um SUV com dois… E como saber se o SUV desembarcou ou vai embarcar outros passageiros em seu itinerário?

      A “vilanização” dos carros tem sido tema recorrente e criticado no AE. Fazer o mesmo com SUVs me parece contraditório.

  • Gabriel Felipe Moretti

    É verdade a nova nada tem a ver com a antiga, é apenas um SUV de cidade, para aqueles que possuem L200, S10, Rangers da vida que nunca viram barro, e são muito desajeitadas para fazer uma simples baliza.
    A Tracker é um jipinho bem confiável e forte, como você mesmo disse, mesmo sem o diferencial central, ou bloqueio do mesmo o 4X4 funciona bem, e com a reduzida então…
    Tenho dó de pensar em vender a Tracker, pois com 30 mil reais, aonde encontro todos estes requesitos, fora as comodidades de fábrica, ABS,EBD, Air-BAg, A/C, DH e Teto Solar.

  • Luís Tiago Júnior Fernandes Kl

    Então, partindo desse pressuposto, todos deveriam comprar SUVs. Mas daí ninguém ficaria protegido, pois todos teriam o mesmo peso.

    Logo, os mais “inteligentes” comprariam caminhões, por serem maiores e mais pesados, por isso, mais seguros.

    Daí todos comprariam caminhões, num círculo infinito até todos estarem andando carretas, depois em outros veículos mais pesados até chegar nos tanques de guerras, por serem maiores e mais pesados.

    Isso é um paradoxo, não é viável. O Up é a maior prova que, para ser mais seguro, não precisa ser mais pesado.

    E outra: se houvessem menos SUVs, existiriam menos engarrafamentos; logo, menos chances de engavetamentos.

  • CorsarioViajante

    Olha, não gostei do texto. Primeiro por forçar a barra com estereótipos tipo “madame” ou contra as mulheres em geral. Achei desnecessário e muito raso também.
    Eu não gosto de SUVs, mas faltou aprofundar para entender porque tanta gente gosta – e não é só no Brasil, ao contrário, no mundo todo os SUVs vem ganhando público.
    Um dos motivos, que foi o único motivo mais profundo apresentado no texto, foi a questão das ruas ruins, nas quais eles realmente ajudam.
    Outra questão ignorada foi facilidade de acesso: é muito mais fácil entrar num suv que num carro baixo. Meu pai tem um jetta e vai trocar pois para ele e para mim minha mãe é muito penoso entrar num carro baixo. Já num pseudo-suv é muito fácil, o banco está na altura da bunda e é só girar o corpo.
    A questão da segurança tem outros fatores: primeiro, como o carro é mais alto, pessoas tem mais dificuldade de ver (ou pegar) oque tem dentro. Eu tenho um hatch baixo e uma pessoa de pé vê perfeitamente todo o interior do carro. Num carro mais alto isso não ocorre.
    A segurança dinâmica, numa condução arrojada, até é pior que num sedã ou hatch normal, mas em caso de colisão tamanho é documento e um SUV vai sair “ganhando” contra outros carros. E sendo sincero, estes carros hoje já tem dinâmica excelente e similar à exemplares mais baixos, veja testes aqui no AE mesmo com carros deste perfil. Ainda mais se tiverem assistências eletrônicas.
    Além disso, muita gente faz uso polivalente do carro, incluindo sítios ou passeios em áreas rurais.
    Além disso, tem a questão da auto-imagem também: o SUV passa a imagem que vc é uma pessoa descolada, ligada à natureza, pronta para viver uma aventura e não o cara chato e cinza escravo do escritório.
    Sei lá, poderia ter desenvolvido mais o texto.

    • REAL POWER

      A questão da altura do habitáculo é muito importante quando temos crianças e idosos fazendo o uso diário do carro. Já comentei isso outras vezes. Eu e minha esposa não pensamos 2 vezes quando o 2º filho chegou, trocamos de carro. Eu escolhi um Scénic, usado em perfeita condição. Sim sei que não é um SUV. Colocar e tirar criança da cadeirinha num carro baixo é um transtorno demorado e cansativo. Num carro alto tudo fica mais rápido e fácil, e porque não mais seguro, uma vez que ficamos menos tempo exposto aos bandidos, de costa para o mundo. Não comprei um carro novo porque nada me pareceu bom o suficiente pelo preço pedido ou que eu podia pagar. A Scénic tem altura ideal e espaço de sobra para levar crianças em cadeirinhas. Semelhante a muitos SUV. Em caso de colisão os ocupantes também estão mais altos e mais seguros. Tem sedam médio que as cadeirinhas sequer entram no banco de traz. O dia a dia de levar crianças na escola já é o suficiente a meu ver para alguém preferir um SUV. Imagina a situação, tirar e colocar 2 filhos umas 4 vezes do carro. Parar numa panificadora para comprar pão já se torna um exercício e tanto. Talvez muitas das madames estejam levando seus filhos ou seus pais apenas com mais conforto e segurança.

    • Milton Evaristo

      Achei o texto um mero patrulhamento barato no que as pessoas vão comprar. Todo mundo sabe os prós e contras desse tipo de carro. Fica parecendo que a pessoa quer aparecer ou tem inveja, no sentido de “eu compraria x carro se tivesse o dinheiro gasto por vc nesse suv”.

      • CorsarioViajante

        Falou bem, patrulhamento.

    • Rogério Ferreira

      O carro ideal para carregar mulher, filhos e tralhas, infelizmente deixou de ser fabricado a dois anos: Megane Grand Tour, que tem muito mais espaço, que uma Duster, sem considerar o desempenho e consumo incomparavelmente melhores… Penso quem não entende e nem gosta de carro, o consumidor comum, as madames, ou mesmo homens, que não tem o mínimo interesse em que acontece debaixo do capô, encontra justamente tais argumentos por você listados para justificar um SUV, .Ora, faça me o favor! Comprar um carro só porque é mais fácil entrar e sair dele, devido a altura do banco? então invente um sofá alto o suficiente para a mesma finalidade, uma cadeira, ou o contrário, experimente ajudar um idoso a deitar numa King Size bem alta. Outro papo furado é a questão da segurança. Achar que peso e tamanho é sinônimo de segurança é coisa de leigo. Já vi varias situações, onde um esses Pseudos Jipes, que se envolveram em acidentes até leves, e seus ocupantes foram a óbito, e já vi colisões graves de carros normais, com veículos grandes em que os ocupantes tiveram ferimentos leves. Você deve acreditar que uma Duster é mais segura que um UP, não é mesmo? Então tá.

      • CorsarioViajante

        Fiquei com a impressão que você não consegue entender as necessidades do outro, vou tentar explicar melhor.
        Pessoas mais idosas tendem a ter dificuldade de abaixar e levantar. Portanto, logicamente, quanto mais baixo for o assento, mais complicado será o acesso. Vc cita cadeiras e cama e é engraçado pois se reparar pessoas mais idosas com dificuldades de locomoção e cia. tem grande dificuldade e preocupação com este assunto, sendo importante na escolha.
        Além disso, como outros relataram, prender cadeirinhas e colocar crianças no carro também é muito mais fácil quando o assento é alto.
        No quesito colisão, tem que considerar carros com igual qualidade construtiva. Um carro feito com a mesma qualidade do Up numa colisão contra o Up vai se sair melhor (sei lá, um tiguan colidindo num Up). Se quer chamar a Duster, imagine a colisão de Duster com Sandero. Aí sim faz sentido.
        Veja, repito, não gosto deste tipo de veículo, mas o pessoal adora chamar quem tem gostos diferentes do seu de “leigo”, “que não entende de carro”… Falta humildade para entender que o que você aprecia num carro não é lei nem obrigação. Vide aqui mesmo nos colunistas do AE a diversidade de gostos.

      • REAL POWER

        Pode parecer irrelevante a altura do banco para você Rogério, e eu mesmo pensava assim. Mas as coisas mudam com o passar do tempo ou ocasião. Pense que uma simples bancada de serviço deve ser construída conforme a altura de quem vai trabalhar nela. Veja a reclamação de praticamente todas as donas de casa em relação a altura da pia. Geralmente muito baixa, gerando desconforto para uma simples lavagem de louça. Todos envelhecemos ou morremos antes. Espero que quando estiver velho tenha um sofá mais alto para sentar e levantar sem precisar pedir ajuda. A propósito, o Megane Grant Tour foi na minha opinião a melhor perua e mais bela já feita aqui. Quando der, compro um 2.0 16v mecânica com suas 6 marchas e dou um tapa no motor para acordar mais uns 20 cv que é bem fácil. Aí fica perfeita.

      • Malaman

        Espero que se lembre disso daqui a 30, qunado não tiver mais a mesma agilidade. É impressionante com as pessoas simplesmente não conseguem entender que pessoas diferentes tem prioridades diferentes.

    • Luiz Otávio Rujner Guimarães

      Prezado Corsário,

      Concordo com muitas de suas ponderações sobre o artigo acima. Certamente não havia necessidade de estereotipar algumas situações, contudo, penso que o jornalista quis trazer a luz alguns aspectos que talvez passem desapercebidos pela maioria das pessoas que possuem ou pretendem adquirir um SUV. Não tenho um SUV, mas confesso que quando puder pretendo adquirir um, como qualquer pessoa, também acalento alguns sonhos. Porém, tenho em mente que essa “proposta” em nada se adéqua a realidade urbana que estamos vivendo nas grandes cidades do Brasil, quiçá do mundo. Como mencionado no texto, mesmo que o modelo derive do chassis ou monobloco de carros menores, o tamanho avantajado do veículo acaba acarretando alguns transtornos. Algumas cidades europeias já estão limitando o trânsito de veículos menores SUVs em seus centros, não digo que vá acontecer aqui, mas…, e embora se trate de um assunto controverso, é bom lembrar que existem alguns estacionamentos que cobram um tarifa diferenciada de pick-ups e SUVs. Coisa que infelizmente as vezes temos que nos sujeitar quando precisamos estacionar em qualquer cidade, ouso dizer, com mais de 100.000 habitantes do país. Quanto ao que nos atrai nestes carros? Bem, penso que todos temos direito a liberdade de escolha e cada um tem seus motivos para comprar aquilo que bem lhe convir, sejam eles sensatos ou não.

  • Carlos

    Sobre rodagem em pisos menos hospitaleiros, há um certo exagero nisso como desculpa para se ter um SUV. A maior parte dos veículos de passeio vendidos no Brasil transita bem em pisos ruins, sem grandes traumas. Os únicos carros que tive que me deram dor de cabeça com isso foram os Honda por serem muito baixos (compensavam com outras vantagens). Uma história curiosa é que outro dia fui num lugarejo na chapada diamantina e procurei um carro de lotação que fizesse o trajeto (muito ruim por sinal), muitas rurais faziam o trecho mas na hora em que fui só estava livre uma velha parati dos anos 90, de inicio fiquei bem duvidoso em conseguir chegar ao destino, mas o motorista habilidosamente conseguiu nos levar e trazer tranquilamente. Não estou aqui dizendo que é pra fazer trilha com seu carro de passeio, mas que em situações eventuais de estrada de chão leve ou não-tão leves, com cuidado não é preciso de um SUV. Em casos de trilhas mais pesadas, no entanto, nem um SUV dará conta e só um 4×4 casca grossa vai se sair bem.

  • Lemming®

    Comentário raso e preconceituoso.
    Cada um escolhe o que melhor lhe cabe seja em praticidade ou no bolso.

  • Cadu Viterbo

    Eu odeio SUVs com todas as minhas forças
    E não é por nenhum desses motivos citados
    Mas porque eles mataram as Peruas
    #savethewagons

  • CorsarioViajante

    Pois é, eu também nunca tinha visto por este lado até ver meu pai e minha mãe se retorcendo inteiros e sentindo dores para entrar e sair do jetta.

  • Paulo Cesar Mello

    Preconceituoso e parcial. Bem que poderia ter usado o espaço simplesmente para informar dos prós e contras, instruir.

  • Junior

    Onde os SUVs mais cresceram de volume ultimamente, foi na China. E não tem nada a ver com qualidade de estradas, pois lá as estradas são excelentes. O motivo e que os chineses gostam de ostentar, quando estive por la em 2007 a maioria dos carros na rua eram sedas de luxo. Nunca vi tantos Audis, Mercedes e BMWs na rua, nem nos EUA ou Europa tem tantos. Agora a moda por la são os SUV.

  • Ricardo

    Não me atrai em nada. Enquanto não tiver os mesmos equipamentos e o mesmo preço que um sedan ou hatch médio, não compraria. É o que eu digo sempre, brasileiro não gosta de carro, brasileiro gosta é do status associado ao carro e, na nossa pobre cultura, um SUV grande (no interior uma pick-up grande) representa muito.

  • Milton Evaristo

    A pessoa precisa ter noção daquilo que está guiando. No dia a dia ao lado dos motoristas comuns, já viajei de EcoSport sempre ultrapassando e andando mais rápido do que quem compartilhava a via comigo.

  • Cristiano Reis

    Melhor comentário. Aqui mesmo no AE outro dia estavam elogiando o Forester.

  • Sandro

    “Abaixo os SUVES !” Na escola onde as minhas filhas estudam, de cada dez automóveis que por lá circulam, oito são SUVES (mal) pilotados por madames (eu me divirto contando os carros). Virou praga. E depois dizem que o brasileiro é “apaixonado por carro”. Honestamente eu nunca entendi por que alguém com grana para comprar um Porsche escolhe… o Cayenne.

    • CorsarioViajante

      Talvez porque para buscar os filhos na escola o Cayenne seja melhor? Mais alto, mais fácil de embarcar, tem espaço para as cadeirinhas, e ainda dá pra viajar com toda a família com conforto, pegar caminhos mais mal conservados, transpor valetas, etc…
      Não defendendo a síndrome das bigornas, mas nada é por acaso.

  • Christian Govastki

    Grande parte destas ditas SUV são hatchs com suspensão levantada, como EcoSport, Tucson, ix35, Sportage, em termos de espaço só as maiores que costumam ter um pouco mais de espaço interno e porta-malas.

    Apesar de não ser um entusiasta deste tipo de veículo (prefiro as peruas), meu sonho de consumo é ter uma Veraneio…

  • Alvaretts

    Quando cara acha que um determinado tipo de carro atrai “as mulheres”, ele pode até entender de carro, agora entender de mulher…
    No máximo atrai alguns tipos de mulheres, provavelmente daquelas que não valem nem o pito do pneu do carro…

  • REAL POWER

    Sem noção. Sem noção mesmo, pois piora totalmente o carro em todos os sentidos. Atrapalha o trânsito, pois desvia até de formiga, mas acha que esta abafando.

  • Luke

    No meu caso, o péssimo asfalto das cidades por onde trafego, cheios de remendos, desníveis, tampas de bueiro com verdadeiros degraus no meio da rua e quebra-molas assassinos. E também minha região é sujeita a alagamentos frequentes. Alguns moradores aumentam as guias de calçadas para se defender das enchentes a tal ponto que a porta de um carro baixo como o meu Civic simplesmente não abre! A posição alta de dirigir também me agrada pois apesar de homem sou mais baixo que a média. mas não gosto dos grandalhões, que considero um desperdício em todos os sentidos. Mas um SUV compacto e bem acertado como o Renegade ou o HR-V pode ser meu próximo carro.

  • CorsarioViajante

    Com certeza, Luiz Otávio. É até engraçado pois eu odeio SUVS e outros carros grandes, vivo reclamando deles, mas acho que temos que criticar por motivos reais, como os que você apontou: muitas vezes parecem ocupar espaço demais, incomodam, são difíceis de manobrar etc. E também vermos os motivos pelos quais tanta gente, mesmo com estas desvantagens e muitas outras, opta por eles. Abraços!

  • Curió

    Lembro de um artigo do MAO que falava de suves em que ele contava o que realizava com a sua Pampa a álcool de tração dianteira. Pois bem. Vou dar força ao argumento dele naquele artigo. Meu tio, nos anos noventa e dois mil, transitava pelos cafezais da fazenda da família com um Gol bolinha 1,0. A fazenda é no Sul de Minas Gerais, onde relevo plano é figura de linguagem. Além disso, pelo pouco uso dessas estradas fora da época de colheita, o mato cresce e se molha com as chuvas. Ninguém que reclama de buracos na rua passou por uma dessas. Hoje em dia ele faz o mesmo com um Uno Mille. De vez em quando o pneu não traciona, e se faltar atenção vem uma raspadinha em baixo. Mas sabendo-se guiar corretamente e com atenção, nada de errado. Eu, que também transito por essas estradas, e pelas estradas de terra da região, não uso carros diferentes. O único que é problemático nesse quesito é o Honda City do meu pai, que por sua pouca distância do solo torna o guiar uma eterna baliza quando valetas, pedras e buracos são um problema – mas ainda assim vai muito bem, obrigado. Quando as estradas de terra juntam muito barro por falta de cascalho, um Fusca sempre dá jeito. Mas há de se notar que a qualidade das estradas de terra da maior parte do Sudeste hoje não se diferencia muito das de asfalto. Tração nas quatro rodas, hoje em dia, é para onde as estradas são realmente terríveis, a ponto de carros comuns encravarem e se ver tratores puxando caminhões, ou para trilhas. Ou para quem se mete a entrar nas estradas da produção rural. O resto é inexperiência, frescura ou conversa fiada. Por isso, não discordo do que diz o autor. Suve é aparência, e aparência que envolve tolice na essência não é algo que me agrada. Em Poços de Caldas, minha cidade natal, uma cidade conhecida pelas outras da região como de gente arrogante e competitiva, eles dominam o imaginário da classe média alta e geralmente são dirigidos pelas citadas madames, muitas vezes mandando mensagem no celular, ou pelos donos da rua. Uma turma que tem costume de não cumprir as regras do trânsito e ser muito esnobe, ainda que não tenha a cultura como característica. É a turma do suve branco, que leva o cachorro pra fazer a unha no shopping e gosta de pagar salários de fome para os empregados. Há exceções? Claro que há, para tudo o que dissemos. Como os pais do Corsário Viajante, que comentou abaixo. Mas que isso é o que é no geral, ah lá isso é.

  • Fernando Lages

    A maioria dos veículos citados não é SUV, e sim CUV. Inclusive o Renegade, no próprio site americano ele é declarado como CUV – Crossover Utility Vehicle. No site brasileiro chamam de SUV por marketing.

    Ford Edge, Ecosport, Duster, Renegade,Tucson, HR-V, IX35, Sportage novas, tudo é Crossover.

    Nissan Pathfinder, Jeep Cherokee Sport, eram SUVs. A Pathfinder andou descambando de legítima SUV no modelo até 1995, para ser uma Crossover, no modelo mais recente. A Cherokee não sei dizer. A Nissan XTerra é uma legítima SUV, derivada da picape Frontier.

    Para quem faz trilha, o pneu do lado de fora é útil. Imaginem o pneu destalonar, com o carro em uma posição complicada, sem que se consiga retirar o estepe de baixo do veículo. Além disso, veículos preparados para trilha normalmente têm os pneus maiores, tornando complicado colocá-los em outro local.