Subaru XV Crosstreck 30 AUTOentusiastas  SUBARU XV CROSSTREK, NO USO (COM VÍDEO) Subaru XV Crosstreck 30 AUTOentusiastas

Pelos comentários tanto na matéria quanto no vídeo do Subaru Forester ficou claro que a marca Subaru é muito admirada e reconhecida, principalmente por quem tem algum modelo da marca. Eu considero a Subaru uma das jóias da indústria automobilística. Nascida em 1953, ela produz ao redor de 1 milhão de unidades por ano e portanto, quando comparada com as marcas líderes que produzem entre 9 e 7 milhões de unidades por ano, podemos considerá-la pequena. Mais da metade do volume produzido é vendido nos Estados Unidos, onde a Subaru foi introduzida no final da década de 60pelo visionário Malcolm Bricklin, também criador do Bricklin SV-1. E por ser uma marca pequena, a Subaru consegue manter o foco na qualidade japonesa, nos motores boxer e na tração integral simétrica como seus pontos fortes e comuns a todos os modelos (ou quase, pois há o BRZ e houve o Tribeca). O que a ajuda bastante é ser parte de um dos mais sólidos conglomerados de empresas do mundo, o grupo Fuji Heavy Industries, que lhe garante uma certa segurança nos períodos de dificuldade de mercado. A Toyota tem participação nesse grupo. Daí a parceria no desenvolvimento do Subaru BRZ e Toyota GT86.

O nome Subaru quer dizer Plêiade em japonês, o nome de um grupo de estrelas na constelação de Touro, daí o logo da marca com as estrelas no fundo azul escuro do espaço. E as estrelas representam as empresas que formam o grupo Fuji.

 

626px-Subaru_pleiades  SUBARU XV CROSSTREK, NO USO (COM VÍDEO) 626px Subaru pleiades

“Subaru pleiades” by Clément Bucco-Lechat (Logo Photo)NASA, ESA, AURA/Caltech, Palomar Observatory (Pleiades Photo)Allen McCloud (This file)

Quando estive na Subaru para pegar o Forester, o XV Crosstrek estava estacionado bem ao lado e eu pensei comigo mesmo que gostaria mais de testar o XV que o próprio Forester. De cara o achei bem interessante na proposta, um aventureiro, de tamanho médio, com uma capacidade maior para aventuras além do campo minado das cidades. Já logo solicitei o XV para assim que possível. Mas para a minha grata surpresa, e para eu continuar insistindo que não devemos fazer pré-julgamentos, o Forester se mostrou um dos carros mais interessantes que testei. E não é à toa que dos 1.126 Subarus vendidos no Brasil no ano passado, 900 foram Forester.

 

Subaru XV Crosstreck 17 AUTOentusiastas  SUBARU XV CROSSTREK, NO USO (COM VÍDEO) Subaru XV Crosstreck 17 AUTOentusiastas

Visual aventureiro discreto

O XV até o ano passado ainda usava o nome Impreza XV, que nas gerações anteriores era Outback Sport. É claro que WRX ou STi são as nossas versões preferidas! Mas para um uso familiar o XV atende bem. Fui buscar o carro com minha esposa e de cara ela gostou do visual. A Subaru conseguiu algo interessante, pois o XV não é todo empetecado. Tem pára-choques  um pouco mais robustos, mas sem exageros, molduras nos pára-lamas, barras no teto e rodas com desenho exclusivo. As rodas são o elemento mais chamativo do carro. Eu gostei e entendo bem como elas se integram ao desenho da carroceria, mas suspeito que alguns mais conservadores podem torcer o nariz numa primeira olhada. Rodas pretas com partes polidas não agradam à maioria. Soma-se a esse visual os 220 mm de atura do solo e temos um aventureiro com personalidade, carronalidade. Minha esposa é apaixonada pelo MINI Countryman. Eu joguei um verde (na verdade nem tanto, pois de fato eu gostei muito do visual do XV) e insinuei que esse Subaru é tão legal quanto o MINI. Ela concordou sem muito esforço.

 

O interior é extremamente bem construído e elegante. Mas falta um pouco de emoção, característica da maioria dos japoneses e alguns alemães (VW), onde a racionalidade é mais importante. Mas é bem agradável e bem completo com uma ampla lista de equipamentos. O único faltante é o sistema de navegação. Mas cada vez mais uso o Waze com suporte para o telefone fixado por ventosa, mesmo em carros com navegador de fábrica. Como os comandos não são padronizados e o método para inserir endereços é arcaico, eu prefiro muito mais usar o Waze. O sistema de som, que não é premium, é excelente com uma boa conectividade. Minha filha adorou, e eu também. Outro dia, ao pegarmos a Audi RS 4, ela, a filhota, ficou extremamente decepcionada pela falta de um simples USB. Nós gostamos de USB porque é mais fácil de fazer a conexão e economizamos bateria do celular. Ponto também para o teto solar de série.

 

Subaru XV Crosstreck 24 AUTOentusiastas  SUBARU XV CROSSTREK, NO USO (COM VÍDEO) Subaru XV Crosstreck 24 AUTOentusiastas

Motor boxer FB20, um dos mais de 15 milhões produzidos pela Subaru

Depois de experimentar o fantástico 2-litros turbo (FA20) e a fantástica CVT Lineartronic no Forester, eu tinha uma expectativa alta sobre o XV mesmo ele usando o FB20 sem turbo e com injeção no duto. O boxer de quatro cilindros do XV gera 150 cv a 6.200 rpm e tem torque máximo de 20 m.kgf a 4.200 rpm. Ou seja, ele gosta de rotação. Cheguei até a pensar que 150 cv é pouco, mas ando meio mal acostumado com os últimos turbos que tenho testado e voltei para a realidade. Saí com o carro e logo constatei, mais uma vez, que nem todas as CVTs  são espertas.

O XV pesa 1.415 kg e tem um motor que gosta de rotação, mas uma caixa totalmente voltada para o conforto. Eu ainda gostaria de conversar em profundidade com um engenheiro especialista em CVT para entender como e por que algumas dessas caixas são brilhantes e outras nem tanto. Se considerarmos que as CVTs existem principalmente para conter o consumo, ou ter um melhor consumo do que as automáticas epicíclicas, deve haver um ponto onde para melhorar o desempenho há um comprometimento do consumo. E a menos que o motor seja o estado da arte em consumo, a solução recai sobre a caixa. De todo o jeito, eu tenho certeza que o XV é assim porque os japoneses chegaram ao melhor equilíbrio possível. A aceleração de zero a 100 km/h diz um pouco sobre o desempenho, pois leva 10,7 segundos. Mas tudo funciona com muita suavidade e precisão.

No XV, diferentemente do Forester, não há modo sport. Apenas modo manual, colocando a alavanca para o lado esquerdo, que simula 6 marchas. E o curioso é que não se pode trocar as marchas pela alavanca nesse modo, apenas pelas borboletas. E pela primeira vez eu vi um carro sem kickdown mesmo no modo manual. Ou seja, quando em manual, não importa como você utilize o pé direito, a caixa nunca reduz. Isso me fez passar um sustinho ao pegar um acesso para uma via expressa depois de um longo tempo em sexta marcha. Precisei ganhar velocidade para acompanhar o tráfego e pisei fundo. Nada de resposta. Demorei um pouco para me lembrar que estava no modo manual e reduzir as marchas pela borboleta. E curiosamente, no outro extremo, quando atingimos a rotação de corte as marcha passam automaticamente.

Outra curiosidade é que há uma luz azul que fica acessa até o motor atingir a temperatura ideal de trabalho. Enquanto essa luz estiver acessa não é possível atingir altas rotações. A Fielder que eu tive era assim também, mas não tinha essa luz. Descobri porque logo na esquina de casa tenho que virar uma avenida movimentada e para entrar no fluxo tenho que acelerar forte, com o motor ainda frio. Mas com a Fielder (e Corolla)  as marchas passavam a cerca de 4.000 rpm. O Bob lembrou que o Galaxie/Landau tinha essa luz também.  Hoje em dia é um preciosismo.

 

Subaru XV Crosstreck 29 AUTOentusiastas  SUBARU XV CROSSTREK, NO USO (COM VÍDEO) Subaru XV Crosstreck 29 AUTOentusiastas

Excelente altura do solo (220 mm) e um vão completamente livre

A capacidade de adaptação do ser humano talvez seja uma de suas maiores virtudes. Depois de vários dias com o XV, incluindo o uso em cidade, estrada e estradas secundárias, eu me adaptei a essa caixa e aprendi a extrair o máximo possível. A única coisa que eu realmente não gosto muito é o efeito elástico, de borracha, inexistente no Forester. O consumo médio que obtive em todos os usos e situações, inclusive no fora-de-estrada, foi de 7,4 km/l de gasolina. Achei bom.

Durante minhas andanças resolvi levar o aventureiro para a terra e ver como o sistema de tração integral trabalha. Ainda que as propagandas do XV enfatizem chuva e neve, se eu tivesse um desses eu iria querer aproveitar bem a sua altura do solo e a tração 4×4 permanente para chegar a lugares interessantes.

 

Subaru XV Crosstreck 11 AUTOentusiastas  SUBARU XV CROSSTREK, NO USO (COM VÍDEO) Subaru XV Crosstreck 11 AUTOentusiastas

É disso que eu gosto

Atrás de Pirapora do Bom Jesus existe um morro de onde há saltos de paraglide e como eu estava na região resolvi chegar lá. E claro, procurei o caminho mais difícil. De cara coloquei o XV numa condição bem desconfortável, em uma grande inclinação com duas rodas cruzadas praticamente no ar e com quase todo o peso do carro em apenas uma das rodas traseiras. Ou seja, deixei o sistema de tração maluco, tentando distribuir a tração de um eixo para o outro e de um lado para o outro ao mesmo tempo. Foi bacana ver o sistema trabalhando. A condição era muito severa e tive que pegar um pequeno embalo para sair desse enrosco. Mas palmas para o XV, eu adorei o seu comportamento e valentia. Além de não ter raspado os pára-choques ou assoalho nenhuma vez. Dá para ver bem no vídeo.

 

Segui ainda mais por essa trilha mas cheguei a um ponto onde até um 4×4 off-road teria dificuldade de passar. Tive que recuar. Peguei então um estrada de terra mais normal e completamente vazia onde pude abusar um pouco da velocidade em curvas, inclusive forçando escapadas. E aí o sistema é brilhante transmitindo muita segurança. A excelente altura do solo e o ajuste de suspensão contribuem para uma experiência muito confortável, mesmo em estradas bem mais esburacadas. A suspensão merece também muitos elogios. McPherson na frente e duplo A na traseira, transmite confiança também em rodovias, com quase nada de rolagem. Nem parece que o carro tem suspensão elevada. E a calibração da direção com assistência elétrica também é perfeita.

Ao final de uma semana eu posso dizer que o XV Crosstrek me cativou pelo conjunto sólido, seguro e atraente. Entre o Forester XT turbo e o XV Crosstrek aspirado eu gostaria mesmo é de um XV turbo com a caixa do Forester. Possivelmente nessa configuração ganharia o selo do PK. Pelos R$ 99.900 cobrados pelo aventureiro podemos encontrar uma miríade de coisas interessantes. Mas acho que nenhuma delas com uma combinação tão única de qualidade,versatilidade, segurança e carronalidade.

Gostei: visual, segurança ativa e versatilidade.
Não gostei: ajuste da caixa CVT 

 

 

FICHA TÉCNICA SUBARU XV CROSSTREK
CARROCERIA
TipoUtilitário esporte, monobloco em aço, 4 portas
Lugares5
MOTOR
DesignaçãoSubaru FB20B
Configuração4-cilindros horizontais opostos, longitudinal
Cilindrada/diâmetro e curso1.998 cm³ / 84 x 90 mm
CombustívelGasolina
Potência máxima150 cv a 6.200 rpm
Torque máximo20 m·kgf a 4.200 rpm
Taxa de compressão10,5:1
AspiraçãoAtmosférica
Material do bloco/cabeçoteAlumínio/alumínio
Trem de válvulasDuplo comando, acionamento por corrente, 4 válvulas por cilindro
Variador de faseAdmissão e escapamento
Formação de misturaInjeção no duto
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão12 volts
Bateriand
Geradornd
TRANSMISSÃO
CâmbioAutomático CVT, conversor de torque com bloqueio, 6 marchas virtuais
Relações das marchasDe 3,581:1 a 0,570:1; ré 3,667:1, faixa 6,282:1
Relação de diferencial3,7:1
TraçãoIntegral
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraIndependente, braços triangulares, mola helicoidal e barra estabilizadora
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira com assistência elétrica variável
Relação de direçãond
Voltas entre batentesnd
Diâmetro do volantend
Diâmetro mínimo de curva10,6 m
FREIOS
DianteirosA disco ventilado
TraseirosA disco
ControleABS e EBD
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 7Jx17
Pneus225/55R17
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto aerodinâmicond
Área frontalnd
Área frontal corrigidand
CAPACIDADES
Porta-malasn.d. /1.200 litros
Tanque de combustível60 litros
PESOS
Em ordem de marcha1.415 kg
Distribuição dianteira/traseirand
Carga útilnd
DIMENSÕES
Comprimento4.450 mm
Largura sem espelhos1.780 mm
Altura1.615 mm
Distância entre eixos2.635 mm
Bitola dianteira/traseira1.525/1.525 mm
Distância mínima do solo220 mm
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h10,7 s
Velocidade máxima183 km/h
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (ECE R101-01)
Cidade9,8 km/l (10,5 l/100 km)
Estrada14,4 km/l (6,5 l/100 km)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em Drive59 km/h
Rotação a 120 km/h, em Drive2.000 rpm
Rotação à vel. máximand

 

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

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  • T.A.B.

    PK
    Parabéns pela avaliação!! Seus textos cada vez melhores! Esses carros da Subaru possuem características técnicas que fogem da massa, o que os fazem especiais. Quanto ao assunto da luz azul indicar motor frio, houve comentário em um dos podcast, em que o Bob lembrou do Galaxie. Mas sempre os Honda Fit, City, e o Civic pós 2012, também possuem essa luz espia azul indicando o motor frio. E, se não me engano, o Kia Cerato anterior também tinha esse esquema de luz azul para alertar motor frio. Abraço

    • T.A.B. Obrigado pelo retorno positivo. Isso é importante para sabermos como estamos indo. Curioso é que testei o Fit novo e o Cerato mas não reparei nessa luz. Abração! PK

  • Thiago Teixeira

    As rodas são bem parecidas com as do Focus titanium.
    Alguns hondas também tem essa luz azul. Mas não sei se tem limitador de rotação até que apague.
    Carro bonito. Mas vale a pena ficar por quanto tempo com esse carro? Sera que na hora da manutenção é dor de cabeça? Marcas menores no Brasil tem esse problema.

    • CorsarioViajante

      Por um lado, são famosos justamente por serem muito robustos. Por outro, a Caoa é famosa por pesar a mão na manutenção de rotina.

  • Marcos Alvarenga

    Não gostei das rodas.

    Não teria nada em minha garagem que não tenha pedal de embreagem.

    No mais, é admirável o poder que uma marca de tradição tem de fazer um carro exatamente como planejaram que ele fosse. Seja macio, duro, alto ou baixo, confortável ou agressivo, o resultado sempre passa a impressão de ser aquilo que foi planejado. É bem diferente de um chinês, por exemplo. Montam o carro, colocam pra rodar, os atributos são em geral bons mas sempre tem alguma coisa que não casa com o todo e parece ter vida própria e alheia ao projeto.

    Ser um mastodonte de 100 anos traz seus vícios, mas também traz virtudes. Vida longa às marcas tradicionais.

    • CorsarioViajante

      Boa observação, é verdade.

    • MA, para mim é exatamente isso que falta nos chineses ainda, anos de janela! Mas assim como a Hyundai contratou gente muito experiente acho que os chineses vão fazer a mesma coisa para ganhar essa experiência mais rapidamente. Abraço!

  • Mineirim

    Os Subaru são carros realmente notáveis.
    PK, qual é a pronúncia correta? Subáru ou Subarú?

    Eu também fico curioso em saber como se faz a troca das velas desse motor boxer. Levantando o carro no elevador?

    • mecanico anonimo

      Os norte-americanos pronunciam “subarú”, mas a pronúncia japonesa é mais próxima de subáru.

    • Esse negócio de pronúncia é complicado. Eu falo Subáru. Acho que a maioria fala assim! Certo ou errado é o que ficou. Abraço!

  • Avatar

    Paulo,
    Quando não tiver companhia de nenhum entusiasta do assunto, estou à disposição, OK? O Bob tem o meu e-mail…

  • Mineirim

    Vi um desses passando em frente ao meu prédio. Do alto, cheguei a pensar que fosse um Focus Titanium com barras no teto. Olhem as fotos e comparem. Até as rodas são parecidas.

  • BlueGopher

    Depois de alguns suadouros para tirar sozinho meu Gurgel X-12 de lugares bem críticos (viva o guincho dianteiro!), aprendi a não seguir por picadas muito suspeitas sem estar em dupla, e de preferência em dois carros.

  • CorsarioViajante

    Gosto muito da Subaru, é um dos poucos carros japoneses que teria.
    Mas daí lembro que aqui no Brasil é da Caoa, e desanimo.
    Também desanimo muito por não trazerem mais o Impreza hatch normal manual. Acho o XV legal e tudo mais, mas nunca usaria a maioria das suas características, não preciso de tanta altura do solo, e sinceramente não ia engolir este CVT que pelo visto não está legal. No fim focaram muito no nicho SUV e esqueceram o resto.
    As rodas, como vários falaram, realmente são muito parecidas com as do Focus.

    • Discipule

      Sofro do mesmo desanimo Corsário… Um Impreza hatch manual seria a minha primeira opção em um hatch médio … Um pena uma empresa como a Subaru não vir para terras tupiniquins… Acenderia em muito o nosso mercado.

      • CorsarioViajante

        Pois é. Eu gosto muito do Impreza Hatch, pena que não é mais oferecido. Mas a julgar pelo preço do sedã, seria proibitivo de qualquer forma.

        • Eurico Junior

          Desistiram do hatch devido à pequena cota isenta do Super IPI. Cobertor curto, precisam focar nos modelos de maior giro. E os “aventureiros” são a bola da vez…

    • Leandro

      Ia falar exatamente isso. O problema da Subaru é o grupo Caoa. Isso desanima qualquer um que sabe como esse grupo é.

      • CorsarioViajante

        Já é duro depender das marcas que tem várias concessionárias, imagina ficar na mão de uma marca que tem 5 concessionárias no ESTADO de SP… Para mim não rola.

      • Eurico Junior

        Já foi bem pior, as coisas melhoraram bastante com a contratação do Flavio Padovan (ex-Land Rover), profissional competente e tarimbado. O Caoa finalmente acordou e decidiu tratar a operação da Subaru com o respeito que merece. Há excelentes perspectivas:

        http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/20715/subaru-esboca-reacao-e-vai-ampliar-rede-de-revendas

  • Renan Veronezzi

    Paulo, com a Toyota Fielder as marchas esticavam até no máximo 4.000 rpm antes do motor atingir a temperatura ideal de trabalho, e neste Subaru, com o motor ainda frio, qual é o limite de rotações?

  • João Carlos

    Isso de não ter redução com 100% de carga em modo manual, também ocorre com as caixas da Honda (automática ou CVT, lembra do video do AK com o City?) e com as Mitsubishi.

  • Fabricio Espindola

    Eu tive uma Fielder manual e nem sabia sobre isso das rotações. O manual também tinha esse esquema?

    • Domingos

      Os VVTi manuais não limitavam giro com motor frio não. Talvez a transmissão automática permitisse um gerenciamento melhor disso ou talvez nela fosse essencial aquecer o câmbio também…

      Mas existem sim carros manuais que mudam o corte para baixo ao estarem frios.

  • Ilbirs

    Paulo, você disse que a Subaru não divulga os ângulos de ataque e saída do XV Crosstrek, mas na verdade quem não divulga é a Caoa, sabe-se lá por que motivo. Segue link da J.D. Power que dá 18º para o ataque (coerente com o balanço dianteiro enorme e o eixo dianteiro bem junto da parede corta-fogo típicos de um carro da marca das Plêiades) e 28º de saída (coerente com a típica traseira curta de um hatch), bem como 21º para o vão central. Para um veículo desse tipo, considero bem adequado.

    O ângulo de ataque poderia ser melhor se a Subaru fizesse como a Audi fez com a plataforma MLB e desgrudasse o eixo dianteiro da parede corta-fogo, o que reduziria o balanço dianteiro (para efeito de comparação, um Palio Adventure Locker tem 26º, mesmo tendo 3 cm a menos de altura livre do solo). Olhando para o cofre do carro, fica a impressão que daria para recuar esse boxer e ainda assim ter tração integral, bastando reprojetar a transmissão como a marca das quatro argolas fez com seus MLBs, cuja transmissão tem o diferencial adiante do conjunto de embreagem/embreagens/conversor de torque. Um eixo mais para a frente também permitiria ganhar mais espaço interno no veículo. Enfim, é algo que a Subaru poderia pensar muito bem para o futuro, pois agregaria ainda mais qualidades ao veículo.

  • Rodrigo Mendes

    Acho os Subarus muito bacanas, pena que não são tão populares quanto os outros japoneses. Se não me engano nos últimos Omegas e nas Captivas também não há redução automática em modo manual e nem mudança no limite de giros, o manual é manual mesmo.

    Uma dívida que não consegui esclarecer não tem a ver com o tópico mas se alguém puder ajudar. Estava lendo a ficha técnica do Mercedes Vito em um site português e estava escrito que o motor é dianteiro disposto em R. O que vem a ser esse R? Longitudinal ou transversal.

  • Transitando

    Fiquei a rir com o início do vídeo. Logo repeti e vi que foi moderada a descambação. Mas à primeira vista, parecia estar vindo muito “solto” naquele terreno irregular com “grama” e pedrinhas soltas – imaginei perceber um pouco tarde que iria atropelar a câmera ao tentar passar perto desta…

    Haha, cuidado aí para não escorregar de lado e cair em uma valeta destas, seja pelas pedrinhas soltas, seja pelo solo instável.

    Lembrou-me um amigo que tive, qual fazíamos um balanço dos riscos (razão-emoção) e mandávamos ver. Ele já ligava para mim quando era para sair do comum, pois sabia que eu era o único que topava e entendia o que estava acontecendo. Era o contra-ponto, ao contrário de outros que por vezes acompanhava-nos e nem tinham ideia dos riscos, ou das dificuldades e limites.

    Também gosto de um “vamos até lá”, e também analisar o que a ferramenta e o qual a manuseia é capaz de fazer – sempre aprendendo e afinando o conjunto (sendo razoável para com os ricos e assim evitando custos “não-programados”). Ah, e não era só com automóveis não…

    PK. Um cheeserguer com batata-frita e refrigerante para ti, por ter lembrado-me isto.

    #Bônus

    Vejam estes:

  • Takaro

    Parabéns pela matéria!

  • Lorenzo Frigerio

    Parece-me óbvio que um câmbio funcionando em modo manual não tenha kickdown. Manual é manual.

  • Lucas dos Santos

    PK,

    A cada “No Uso”, você se supera. A avaliação ficou muito boa e o vídeo ficou excelente! Eu não poderia deixar de parabenizá-lo pelo seu trabalho.

    Foi muito interessante explorar os limites (ao menos no off-road) desse carro. Isso dá uma dimensão maior sobre o que esperar dele. Eu não teria um apenas porque acabaria não aproveitando boa parte do que ele tem a oferecer, mas, parece ser um ótimo carro e você mesmo mostrou que dá para se divertir bastante com ele.

  • Lucas dos Santos

    Uma dúvida: No item “Relação de marchas” da ficha técnica, há a seguinte informação: “faixa 6,282:1”. O que viria a ser isto?

    Grato pela atenção.

  • Rodrigo Mendes

    Muito interessante Ilbirs, obrigado por me esclarecer! 🙂

    • Ilbirs

      O que acho interessante nessa plataforma da Mercedes é que, se você olhar com atenção, ela é monobloco, mas tanto o subchassi de tração dianteira quanto o de tração traseira ou integral usam exatamente os mesmos pontos de montagem, com os braços arrastados traseiros sendo exatamente iguais para ambas as versões.
      Lembremos que a história da Vito começa com um modelo (W638) que nada mais era que um VW T4 com outra carroceria, significando que originalmente o veículo só tinha tração dianteira. Lembremos que a Classe V (Vito/Viano) veio para substituir o 180D que conhecemos aqui devido a algumas unidades importadas da Espanha, significando que só agora, com a fabricação na Argentina, é que teremos um real sucessor daqueles furgões.

      Na segunda geração (W639) passou-se a usar o conjunto motriz de tração traseira, até como forma de aumentar o compartilhamento de componentes com outros Mercedes, mas ainda havia umas heranças do método construtivo da VW, uma vez que as suspensões usavam a mesma configuração da T4, o que explica os braços arrastados traseiros com molas helicoidais. Essa configuração de suspensões acabou passando para a geração atual (W447), cuja plataforma, como vemos, é capaz de abrigar tanto tração dianteira quanto traseira. É a W447 que já está sendo fabricada em pré-série na terra de Gardel, mas creio que não teremos por aqui versão de tração dianteira, uma vez que aqui faz mais sentido compartilhar com o que já é fabricado no Mercosul há anos, leia-se o conjunto motriz da Sprinter, que usa o mesmo bloco de 2,1 l.

      • Rodrigo Mendes

        Fiquei encantado com ela!

  • Victor_maravs

    Os videos do Autoentusiastas são sempre top! O interessante deste Subaru é que a disposição longitudinal do motor e câmbio, e mais o sistema de tração traseira não chegam a matar o espaço interno.

    Achei até que valente pro uso off-road, também sou do time do “quero ir até lá” hehe.

    • agent008

      Victor, o único espaço que fica reduzido é o do porta-malas, devido ao diferencial traseiro. Mas é um sacrifício aceitável pois estes carros são extremamente prazerosos de dirigir…

  • RoadV8Runner

    Não sou nem um pouco fã desses modelos aventureiros, mas o Subaru XV Crosstrek é bem discreto, não aparenta ter a distância livre do solo maior do que em carros comuns.
    Também não sinto grande vontade de aventuras fora-de-estrada, mas daí a negar um convite desses, passa longe! Sei bem o que é entrar por um caminho acidentado e ter que descer do carro para avaliar as opções de passagem. Mais legal ainda é quando não existe opção de volta: ou segue-se em frente ou senta-se e chora… Rsss!

  • Geovane Paulo Hoelscher

    Gostaria de saber qual é a sua câmera. As fotos parecem coisa de profissional. Aquela da borboleta ficou linda.

    Parabéns!

  • Eurico Junior

    Como satisfeito proprietário de um Impreza 2009, afirmo que a Subaru é uma marca japonesa única. Não fabrica eletrodomésticos sem alma, fabrica carros. Daí a enorme fidelização da clientela no mundo todo.

  • Ilbirs

    Eu também achei bem interessante. Um primo meu trabalha com transporte de pessoas e já avisei para ele ficar bem atento a quando lançarem esse veículo, pois poderá ser modelo bem melhor que uma Sprinter para transportar executivos.
    Também acho interessante para uso como carro de passeio, imaginando-se aí que vá existir uma versão com capacidade para até oito ocupantes. Caso seja a versão com chassi curto, são menos de 5 m de comprimento, o que pode torná-la por vezes mais prática que um sedãzão da vida que ocupa o mesmo tanto de área do chão. Provavelmente é um veículo dos mais gabaritados, pois essa geração substitui também a extinta Classe R (aquele crossover que parecia uma perua e tinha versões de chassi curto e longo).

    • Rodrigo e Ilbirs, eu desconheço motor disposto em R e não entendi a explicação. Abraço aos dois!

      • Ilbirs

        Provavelmente alguém traduziu mal o termo alemão reihenmotor (motor em linha), que no original alemão de repente pode ter tido o R como uma abreviatura bem reduzida.

      • agent008

        PK, expliquei acima minha suspeita para esta configuração: erro de tradução dos portugueses, duma ficha em alemão onde pode-se dizer R4-Motor (R vem de Reihe, fileira), o equivalente do nosso “motor I4”. Abraço

  • Renato

    Fala Lorenzo, não é óbvio não…O meu Impreza Sedan 2.0 dá sim o kickdown no modo manual. Ele detecta a profundidade que você pisa e entende como se você quisesse ir mais rápido mesmo…
    Eu quando li tive a impressão exatamente oposta à sua!
    Qual carro automático você usa no manual que tem kickdown?
    Abs.

  • Renato

    Corrigindo: qual carro automático que você usa que NÃO dá kickdown

  • Geovane, eu uso uma Nikon D300S. Obrigado e um abraço!

    • CorsarioViajante

      Ah! Também uso uma D300S, sou apaixonado por ela… Abs!

  • Valeu Victor! Abraço!

  • Lucas, é a divisão da menor relação pela maior. Serve para compararmos a variação de relação entre caixas. Abraço!

    • Lucas dos Santos

      Interessante. Desconhecia essa prática.
      Grato pelo esclarecimento.

  • Lucas, valeu mesmo pelo incentivo. Um grande abraço!!!! PK

  • Valeu Transitando! O sistema ESP segura bastante o carro. Na verdade eu queria ter feito algo mais radical, mas esqueci de desabilitar o sistema. Você nem imagina a poeira que entrou no carro quando abri a porta. Abraço!

  • A ficha técnica da Subaru do Brasil e da Subaru Global infelizmente não trazem os ângulos. Obrigado pela informação! Abraço!

  • Isso Domingos!
    Obrigado e um abraço!

  • BlueGopher, eu só fui até onde eu tinha certeza que conseguiria voltar! Já fiz algumas aventuras com um X-12 Há uns 25 anos. Abraço.

    • BlueGopher

      Aproveitando a deixa, parabéns por suas reportagens, estão ótimas.
      Aliás, é prazeroso ler o que toda a equipe Ae escreve.
      Como faz diferença ler algo escrito por um entusiasta no assunto em questão, ao invés de alguém que escreve apenas profissionalmente.
      Um abraço!

  • Agora sim! O VR-6 da VW era um V em linha!
    Abraço!

  • Agnaldo Servo

    Parabéns!!! Paulo pela apresentação no uso deste modelo XV e do Forester também…
    Paulo, uma duvida básica… essa Caixa do XV é a mesma do Forester Aspirado 150cv? ou são diferentes… Obrigado.

  • Bucco

    O design do Boxer proporciona inúmeras vantagens. gostei dessa altura e como o Boxer é baixinho o carro não precisa ser um pseudo-caminhão com espaço interno menor que 147 e por fora um dinossauro como é o Tucson, Duster, Ecosport, Renegade, boto tudo mesmo saco! mas a Subaru bem que pode também dar uma encolhida nesse console central

  • Andre Neves Alves

    Primeiramente parabéns pela matéria e mais ainda pelo vídeo ! Nunca tive um Subaru, mas fico preocupado com a fama de falta de peças e ainda pela revenda ! OBS: Depois que assisti ao video, fui na concessionária ver o carro ! Amanhã farei o test drive mas as inseguranças listadas acima devem continuar ! Qual sua opinião ? Moro em São Paulo ! Obrigado e Parabéns mais uma vez!

  • Luís Felipe, a desaceleração pelo freio é muito mais forte do que a pelo motor.

    • Luis Felipe Carreira

      A partir dos 4 minutos do vídeo notei que quando ele reduziu deu um certo engasgo quando o câmbio está reduzindo, parecia que o câmbio estava freando o carro, não o motor, semelhante a uma redução forte sem aceleração interina num câmbio manual, mesmo não tendo nada a ver mecanicamente. Parece realmente que esse CVT é pior que o do Forester, que aparentou ser mais preciso, rápido e inteligente na operação.
      Abraço