Antes de falar do Forester propriamente dito tenho que contar uma história de bastidores. Quando saí com o Mégane R.S. para restabelecer meu entusiasmo eu queria mais do que isso. Meu objetivo era também trazer mais emoção para o Ae e seus editores e assim conseguir um envolvimento maior de alguns deles que andam absorvidos pela rotina diária das obrigações familiares e profissionais.

O MAO foi  primeiro a se inflamar, bastou um soprinho, pois na verdade já há algum tempo ele estava pedindo para participar mais. Nós só não havíamos conseguido encontrar uma boa fórmula. O segundo que eu tive que tirar da toca com um certa dose de esforço foi o JJ. Propositalmente eu escolhi o Forester para isso, pois o conheço muito bem e sei que ele adora coisas diferentes (basta ver as matérias dele). Do meu lado, é ótimo estar sempre com o BS e o AK, mas eu tinha certeza que o JJ poderia dar uma contribuição melhor em se tratando do primeiro Subaru testado pelo Ae (na verdade o segundo, pois o primeiro foi o GT86…). Depois de muita insistência, o JJ topou!

Como entre o teste que fizemos a finalização desta matéria eu tive que fazer muitas outras coisas, o JJ acabou escrevendo um texto com as suas impressões. Fiquei extremamente feliz por dois motivos. O meu plano deu certo, ele se empolgou, e ele escreveu quase tudo o que eu teria escrito, o que me poupou um grande trabalho.

Subaru Forester XT 12  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 12

Subaru quer dizer Plêiade em japonês, o nome de um grupo de estrelas na constelação de Touro, daí o logo da marca com as estrelas no fundo azul escuro do espaço

Como eu já sei a conclusão do que vou escrever, daqui para frente eu tenho que fazer um outro adendo. Todos sabem que não sou adepto dos suves. Outro dia um leitor me mandou uma mensagem no Facebook achando muito estranho o fato de ter recebido uma notificação na página dele informado-o que o Paulo Keller curtiu a página da Jeep (é um jeito do Facebook fazer propaganda mostrando as curtidas de uma pessoa aos seus amigos). Ele achou estranho, ou incoerente, porque entendeu que eu não gosto de suves. Então vou explicar. O que eu não gosto é de ver suves enormes rodando vazios apenas para dar senso de segurança e poder para seus motoristas.

Pessoas compram suves nem sempre pelo espaço interno ou pela capacidade de andar em terrenos mais acidentados. Há suves muito interessantes e em muitos casos, necessários. E, complementando, dia desses um executivo da BMW declarou que os suves mataram os carros esporte (se referindo ao segmento do Z4). Mas ele se esqueceu que uma das empresas que começou a fazer suves esportivos foi a própria BMW com os X5 e X6. E hoje os modelos mais vendidos da Porsche são… Fácil de acertar: Cayenne e Macan. E quem é o louco de brigar com o mercado? Então vamos continuar a ver a quase-morte das wagons e a ascensão contínua dos suves. Porém, esses estão ficando cada vez mais aprimorados e interessantes.

Subaru Forester XT 13  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 13

Sou capaz de apostar um Forester que 99% dos donos de suve nunca fez e nunca fará isso

Chega da blá-blá-blá e vamos ao Forester. Vou tentar apenas complementar o que o JJ não falou no texto dele mais abaixo.

O Forester (aquele que cuida da floresta, em inglês) foi lançado em 1997 como um derivado do Impreza. Na primeira e segunda gerações ele era mais o que se chama de tall wagon, ou perua alta, do que um suve. Era bem fácil identificá-lo como uma perua com algum apelo fora-de-estrada. Na terceira geração sua altura aumentou consideravelmente, o que o fez mudar de categoria, sendo desde então um suve. E esse modelo testado está na quarta geração, lançada no ano passado. O Forester está na mesma turma do Toyota RAV4, do Honda CR-V e do Mitsubishi Outlander.

O desenho desse novo modelo é um pouco polarizador. Num primeiro momento eu achei interessante, mas não completamente atraente. Falando sobre desenho, minha experiência me ensinou algumas coisas. Primeiro, gosto não dá muito para se discutir. Segundo, algumas pessoas têm gosto mais apurado que as outras. Terceiro, muitas pessoas registram a primeira imagem que têm de um carro e já o definem para o resto da vida. Quarto, alguns modelos têm uma beleza universal. Quinto, todos os outros que não têm essa vantagem entram num campo meio cinzento. Sexto, esses que estão nesse campo requerem uma atenção maior e um tempo para nos acostumarmos com suas formas. Sétimo, depois de um tempo nossa opinião pode ir mudando ao entendermos mais as suas formas, desde que não sejamos inflexíveis ou taxativos.

Esse papo ainda pode continuar, mas me preocupo com o tamanho dessa matéria. Ao longo de uma semana de convivência com o Forester ele passou de interessante para atraente. Até que muito atraente.  Tem linhas marcantes, proporções bem equalizadas, e o formato de suve, que nos sugere alguma capacidade para o fora-de-estrada.

Subaru Forester XT 07  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 07

Ele tem 4,59 metros de comprimento, enquanto o Impreza tem 4,58. Não é um carro muito grande. Mas sua altura é muito acima do nível “quase morri” (1,5 m) com 1,74 m, o que proporciona uma posição de direção muito elevada. Para se ter uma idéia dessa posição, eu quase não conseguia “segurar”‘ o volante com o joelho, como faço facilmente em outros carros. A área envidraçada é enorme, propositalmente, proporcionando uma visibilidade excelente, como um dos pontos fortes do modelo. Por outro lado, a gente se sente até exposto demais para quem nos vê de fora para dentro. O aproveitamento interno é incrível, com um verdadeiro salão para todos os ocupantes. Parece até que o carro é bem maior.

Subaru Forester XT 25  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 25

Espaço é o que não falta e a área envidraçada é um convite a desfrutar caminhos bucólicos

E apesar da altura toda, o carro é plantado no chão, graças ao que a Subaru tem como sua maior força, o trem de força completo. O motor boxer, de cilindros contrapostos dois a dois, proporciona um centro de gravidade muito baixo. E o sistema simétrico de tração integral proporciona uma condição de aderência incrível. O motor é o mesmo usado no BRZ (e Toyota GT86), só que aqui com turbocompressor e 240 cv a 5.600 rpm, torque de 35,7 m·kgf a 3.600 rpm, mas a 2.000 rpm deve-se ter esse torque quase todo.

É um motor bem moderno, todo de alumínio com injeção direta e resfriador de ar que fica em cima do motor. Tem duplo-comando e quatro válvulas por cilindro. O jeito que esse motor vibra, apesar de ser bem liso e balanceado, é diferente e bem característico. Mas o destaque é para sua elasticidade e precisão. É impressionante como ultimamente estamos falando de motores 4-cilindros com mais de 200 cv com uma boa freqüência, graças ao desenvolvimento dos turbos não só em termos de desempenho, mas também em durabilidade.

 

Subaru Forester XT 27  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 27

Um dos trunfos do Forester é o seu motor turbo, note o resfriador de ar mas atrás e o duto no capô para levar ar fresco até o resfriador com tomada na parte superior da grade dianteira

Antes de chegar ao sistema de tração a potência passa pela caixa. Uma CVT!  De cara desanima. Mas existem CVTs e CVTs. Das que eu já testei destaco as do Altima, Corolla, Audis A4 e A5, e agora essa do Forester, como as melhores. Esqueça todas as impressões que você tem sobre CVTs ou procure dirigir qualquer um desses carros. Essa do Forester é impressionantemente rápida, sem nenhum efeito elástico de borracha. Ela tem três modos de troca: o I, de inteligente, que é o modo normal, voltado para o conforto; o modo Sport, que simula seis marchas; e o modo Sport Sharp, que deixa seu comportamento muito mais afiado, rápido e empolgante.

O segredo? Nesse modo a caixa simula oito marchas. E como a relação mais longa é fixa, as marchas ficam mais próximas entre si. Junto com a pegada do motor em baixa, com potência em abundância, passar as marchar pelas borboletas é uma experiência bem entusiasmante.  E nesse modo as marchas não passam nem quando atingimos a rotação de corte, sendo que o motorista tem o controle total das trocas. Eu chamei os dois primeiros modos de troca de modos família, e esse modo Sharp, de modo pessoal, que a gente só usa quando está sozinho. Essa caixa ainda tem conversor de torque e lock-up, o bloqueio do conversor, que só trabalha nas saídas e em baixas rotações, para aumentar o conforto.

Subaru Forester XT 20  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 20

CVT que simula seis ou oito marchas dependendo do modo de condução

Esse trem de força bem diferente transfere a potência para as rodas através do sistema de tração Symmetrical All Wheel Drive da Subaru. A configuração do motor longitudinal proporciona a simetria ou espelhamento entre o lado direito e esquerdo, não requerendo uma caixa de transferência adicional e mais uma árvore de transmissão para repartir a tração entre os eixos. É verdade que essa simetria não é exclusividade da Subaru, mas em relação aos seus principais concorrentes realmente é uma vantagem, pois o centro de gravidade mais baixo devido ao motor boxer e a distribuição simétrica dos componentes do sistema de tração proporcionam mais equilíbrio aos carros da Subaru. e equilíbrio se traduz em segurança. Esse sistema é bem simples de ser entendido.

Agregado ao transeixo com câmbio CVT há o diferencial dianteiro e a saída para o eixo traseiro através de um cardã ligando-o ao seu diferencial e este às semi-árvores traseiras. Entre a caixa e esse cardã há uma embreagem multidisco com controle eletrônico que faz a distribuição de torque entre os eixos (normalmente 60% para o dianteiro e 40%, para o traseiro). O sistema atua junto com o controle de estabilidade, que interfere nos freios caso haja perda de aderência em alguma das rodas.

E para terrenos mais acidentados e de baixa aderência há ainda o modo X-Mode, com o qual pode-se descer em terrenos muito escorregadios com esse sistema controlando acelerador e o freio de cada roda de maneira independente. Nas subidas ele também atua nos freios para evitar a perda de aderência. Ao se atingir a velocidade de 40 km/h o sistema se desabilita automaticamente. Fizemos alguns testes e o funcionamento é muito suave e seguro. Inclusive, é possível ver o sistema atuando em uma das telas do rico mostrador do computador de bordo.

Subaru Forester XT 30  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 30

JJ se aventurando

Assim que peguei o Forester, olhei os pneus, Bridgestone Dueler, que são de uso misto, não para off-road, e meio que duvidei da capacidade do Forester. Além de testar o X-Mode, também enfrentamos algumas erosões e mudei completamente de idéia. É claro que não é um carro para jipeiro fazer trilha. Mas com uma boa altura do solo, 225 mm, excelentes ângulos de ataque e saída, que experimentamos na prática, e esse sistema de tração, o Forester tem uma capacidade incrível. No asfalto, a suspensão casa bem com o trem de força. Ela é mais para o duro, mas ao mesmo tempo confortável e silenciosa. Como o centro de gravidade deve ser mais baixo que nos concorrentes, há menos rolagem, permitindo um ajuste de suspensão esportivo, mas não desconfortável.

Subaru Forester XT 11  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 11

Suspensão traseira independente e escapamento com saída dupla, coisas de carro esporte

O nível de equipamentos também é muito bom, com destaque para o teto solar e o sistema de som Harman Kardon, além de todos os equipamentos de segurança. É fato que os carros japoneses não são tão emocionantes por dentro e são econômicos nos mimos. Mas uma coisa que eu adoro nos nipônicos é a sensação de qualidade. É tudo tão bem construído! Faltam a faixa degradê no pára-brisa e o travamento automático das portas (isso falta em quase todos os japoneses).

Na volta da casa do JJ passei um bom tempo pensando se eu teria alguma crítica ao carro. Foi dificílimo encontrar algo que realmente tivesse me desagradado. O Forester XT é um carro para entusiastas que precisam de espaço. Posso garantir isso. Eleva o conceito de suve para algo mais consciente, eficiente, e com mais atenção ao “s” de sport da sigla SUV (Sport Utility Vehicle). Se eu precisasse de um suve não teria medo de errar ao escolher o Forester. Mesmo eu achando que ele pudesse ter 5 cm a menos na altura da carroceria (e continuaria com um espaço interno enorme) ele merece ganhar o selo de aprovação do PK. O Forester tem carronalidade, termo criado pelo JJ para carros com uma personalidade mais marcante.

Gostei: desempenho, proporções, visibilidade, nível de equipamentos.
Não gostei: a caixa não desacopla do motor quando o carro está parado (em um semáforo, por exemplo), necessitando manter um boa pressão no pedal do freio.

Preço: R$ 134.900 (tabela de dezembro de 2014 e que foi mantida em janeiro de 2015)

PK

Fotos: autor

 

As impressões do Juvenal Jorge

Forester XT, esse “automático” eu teria!

Depois de andar com o Forester, fica claro uma coisa. Com tecnologia não se brinca. Pouco. O carro é de tamanha facilidade de uso que até poderia ser considerado um verdadeiro brinquedo, já que faz coisas além do que se espera para um suve de tamanho médio. Não é grande, tem 4,60 m de comprimento, mas com um trem de força e sistemas dinâmicos tão bons que passam uma agilidade de carro menor ainda.

A potência está na ordem de grandeza de Ferrari dos anos 1960, e tem absoluta regularidade de funcionamento de todos os sistemas, tudo linear ao extremo, sem trancos. Os sistemas de transmissão de potência do motor às rodas feitos pela Subaru se notabilizaram pela excelência de funcionamento. Mesmo os automáticos puros passam uma boa impressão, sem as patinagens exageradas de conversores de torque de muitas outras marcas.

 

Subaru Forester XT 08  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 08

O sistema de tração integral é um dos diferenciadores da Subaru e ajuda o Forester a enfrentar terrenos mais difíceis

Lá nos idos de 2000 meu irmão teve um Impreza automático 1997, e este já não era desagradável como muitos carros de outras marcas são ainda hoje. Mesma coisa com um Legacy que dirigimos (o PK estava comigo) em um test-drive muito bem bolado, que ocorreu nos idos de 1998 ou 1999, promovido pelo concessionário em São Paulo. Em uma área do Parque Villa-Lobos, comparativos foram feitos contra um Mercedes C 180, um BMW 325i e um Audi A4. Dois com tração traseira e um com tração dianteira, enquanto o Legacy tem tração integral.

Lembro-me de algumas provas. Cabo de guerra, com os carros ligados por cinta de reboque, um de traseira para o outro, com os três concorrentes, um por vez, tentando puxar o Legacy no piso molhado e com muito sabão em pó espalhado. O Legacy não era arrastado e ainda puxava o oponente com facilidade. Depois, slalom no mesmo piso, com o Legacy sendo o único a conseguir completar a prova sem derrubar cones. Os outros faziam um show de derrapagens e rodadas, isso a baixas velocidades, coisa de 20 ou 30 km/h, não mais que isso. O mais engraçado, porém, era uma rampa de terra pouco mais larga que o carro, coberta por um plástico enorme, como um encerado de caminhão, besuntado com vaselina, trazida em tambores e espalhada com vassouras. Não dava nem para andar a pé nessa rampa, os dois ajudantes que faziam esse serviço tinham que se equilibrar na borda, pisando na terra, e mesmo assim toda hora escorregavam.

O Legacy subia, parava no meio, e continuava subindo. Os outros dois nem ao menos chegavam na metade e desciam de ré todo tortos, mesmo acelerando para frente. Isso tudo acontecia com qualquer um dos mais de 20 motoristas que experimentaram os carros, para ficar claro que as diferenças eram devidas apenas ao Legacy com tração integral, e não requeriam habilidades extras. Claro que se houvesse um carro de outra marca com tração nas quatro rodas também mostraria vantagens nessas provas, mas salientar a sua vantagem mostrando a desvantagem do concorrente faz parte das estratégias de marketing, certo?

Subaru Forester XT 29  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 29

O boxer, despido

Essas transmissões da Subaru sempre foram ótimas, não há a menor dúvida e, voltando a hoje, no Forester temos uma caixa CVT com ajuda da eletrônica, que elimina o ponto que muitos julgavam desagradável na continuidade variável da CVT de controle puramente mecânico, a falta de marchas, de degraus. Num CVT normal, a relação de marcha varia sem parar, o carro se comportando quase como se fosse um elétrico. Alguns gostam e outros detestam, tanto que era ponto de crítica quando do lançamento do Honda Fit, o primeiro nacional com esse tipo de câmbio. Nessa CVT de oito marchas, sente-se as trocas, como seria em um automático, mas sem patinagens de conversores de torque.

Vejam os vídeos abaixo para entender melhor com imagens, que sempre superam as tentativas literárias de quase qualquer escritor. O primeiro vídeo permite ver os degraus puramente comandados pela eletrônica, já que as polias têm superfícies lisas como sempre foi num CVT. A caixa CVT desse vídeo mostra a simulação de seis marchas, mas no Forester XT há um modo que simula oito marchas.

Nesse filme, explicações bem didáticas de todo o trem de força e do sistema SI Drive. É um pouco longo e está em inglês, mas se estiver com tempo e disposição poderá entender vários aspectos do que faz a Subaru a Subaru.

Para tornar tudo ainda mais interessante, o X-Mode é o que faz o Forester se aproximar mais ainda de um fora-de-estrada dos mais bravos, os jipes, chamados de forma genérica. Com esse modo acionado por uma tecla no console, o controle de tração trabalha com o ABS e limitador de velocidade. Pode-se assim descer rampas sem tocar freio nem acelerador, e subi-las com a assistência de toda essa eletrônica sem receios. Uma das maravilhas do mundo dos elétrons.

Para ver um Forester trafegando com esse modo acionado, temos o vídeo a seguir, além dos que fizemos com o Paulo Keller.

Mas passadas as informações sobre a ótima transmissão, devemos avaliar o restante do carro, que não é pouco. Há espaço interno ótimo para pessoas e carga. Há muitos mimos que são normais atualmente, como regulagens elétricas tudo, bancos traseiros com divisão para cargas, regulagem também do encosto, liberação desses encostos por botão e não aquelas alavancas que são normalmente muito ruins, tampa traseira elétrica para abrir e fechar, mais lenta que uma manual, mas muito prática na hora de fechar na chuva, por exemplo, e muito mais. Teto solar enorme (tetão) de agrado de todo mundo que já teve um carro com esse acessório e aprendeu a apreciar suas vantagens, principalmente de ventilação, já que sol na cabeça é coisa de piscina e praia. A cobertura corrediça fecha totalmente a passagem de luz, o que é bastante agradável nos mais de 30 °C que fazia quando andamos com o Forester.

Um ponto importante. Peso. Num mundo em que qualquer carro pequeno com vários equipamentos chega perto dos 1.100 kg, o Forester tem 1.502 kg em ordem de marcha, com ótimo volume interno para pessoas, vidros grandes — vidros são pesados — porta- malas muito bom, um monte de bolsas infláveis, bancos parrudos forrados em couro que mais parecem poltronas e a transmissão para as quatro rodas. Claro que o motor de bloco e cabeçotes em alumínio ajudam muito, e isso se percebe ao passar por lombadas naturais e artificiais (as malditas, frutos da ignorância) e verificar que não se sente uma massa desproporcional balançando a parte dianteira do carro. Isso dá uma certeza. A estrutura de carroceria do Forester está bastante otimizada, sendo um compromisso entre resistência e função de ser a carregadora de todos os componentes, além de atender os requisitos de impactos de Primeiro Mundo.Essa qualidade de carroceria é facilmente verificada ao se torcer todo o carro em degraus e não ouvir nenhum mínimo rangido de portas e tampas. Nota dez.

Subaru Forester XT 17  SUBARU FORESTER XT, NO USO Subaru Forester XT 17

Nós abrimos e fechamos as quatro portas e a tampa traseira com suavidade mesmo com o carro torcido

Imagine agora uma suspensão eficiente. É essa. Inicialmente parece que é mais firme do que deve, mas o uso em diversos pisos dá a certeza que é um carro para se usar sem querer sair dele. O conforto é grande, dá gosto rodar por todo tipo de piso, sem balanços desagradáveis e nenhum sinal de descontrole por parte da suspensão. Brincamos um pouco na terra solta e seca, subimos e descemos degraus que eu tinha certeza que o assoalho iria raspar e não raspou, e no meio do mato, em trilhas cobertas por vegetação de metro e meio de altura e alguns degraus e buracos escondidos, e não houve nenhum momento de arrependimento em ter feito isso. O carro não bateu assoalho nem componentes da parte inferior em lugar algum, os únicos ruídos de impacto sendo o mato sendo amassado e alguma vegetação rasteira com pequenos galhos chicoteando de leve. Tudo tranqüilo.

Na hora de sair dele e deixar o Paulo Keller ir embora com o japonês, ficou uma vontade de querer andar mais, na verdade, de substituir um já mais que decano Pajero iO da patroa e colocar o Subaru no lugar.

JJ

 

FICHA TÉCNICA SUBARU FORESTER XT TURBO
CARROCERIA
TipoUtilitário esporte, monobloco em aço, 4 portas
Lugares5
MOTOR
DesignaçãoSubaru FA20
Configuração4-cilindros horizontais opostos, longitudinal
Cilindrada/diâmetro e curso1.998 cm³ / 86 x 86 mm
CombustívelGasolina
Potência máxima240 cv a 5.600 rpm
Torque máximo35,7 m·kgf a 3.600 rpm
Taxa de compressão10,6:1
AspiraçãoForçada por turbocompressor, inter-resfriador de ar)
Material do bloco/cabeçoteAlumínio/alumínio
Trem de válvulasDuplo comando, acionamento por corrente, 4 válvulas por cilindro
Variador de faseAdmissão e escapamento
Formação de misturaInjeção direta
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão12 volts
Bateriand
Geradornd
TRANSMISSÃO
CâmbioAutomático CVT, conversor de torque com bloqueio, 6 marchas virtuais (8 no modo Sharp)
Relações das marchasDe 3,505:1 a 0,544:1; ré 2,345:1, faixa 6,443:1
Relação de diferencial4,11:1
TraçãoIntegral
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraIndependente, braços triangulares, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira com assistência elétrica
Relação de direçãond
Voltas entre batentesnd
Diâmetro do volantend
Diâmetro mínimo de curva10,6 m
FREIOS
DianteirosA disco ventilado
TraseirosA disco ventilado
ControleABS e EBD
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 7Jx18
Pneus225/55R18 Bridgestone Dueler H/T
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto aerodinâmicond
Área frontalnd
Área frontal corrigidand
CAPACIDADES
Porta-malas505 / 1.541 litros
Tanque de combustível60 litros
PESOS
Em ordem de marcha1.502 kg
Distribuição dianteira/traseirand
Carga útil448 kg
DIMENSÕES
Comprimento4.595 mm
Largura sem espelhos1.795 mm
Altura1.735 mm
Distância entre eixos2.640 mm
Bitola dianteira/traseira1.545/1.550 mm
Distância mínima do solo225 mm
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h7,5 s
Velocidade máxima221 km/h
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (ECE R101-01)
Cidade8,9 km/l (11,2 l/100 km)
Estrada14,3 km/l (7,0 l/100 km)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em Drive57,7 km/h
Rotação a 120 km/h, em Drive2.100 rpm
Rotação à vel. máximand

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

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  • Roller Buggy .

    Ótima matéria, gostei muito! Parabéns Paulo Keller! Ainda tem gente que “torce o nariz” quando se fala em motor boxer…

  • Lucas Romeiro

    Esse carro é maravilhoso, uma pena é o preço.

    • Domingos

      Perto dos concorrentes, não é nada mau…

    • agent008

      Acho excelente o carro, realmente nesta geração está uma jóia, mas meu objetivo nesta marca seria o Outback 3.6 H6… motor old school, aspirado… e perua sem a tal altura “quase morri”! Save the wagons! heheheh

      • Lucas Romeiro

        Save the wagons!!! A Subaru Outback é linda, mas suas características mecânicas se destacam, pois têm tração nas quatro rodas, motor boxer de 6 cilindros… Pra ser melhor, só se fosse manual.

  • Diego Fadel

    Excelente avaliação!!! Particularmente, gosto do desenho do Forester!!! Mesmo não sendo muito fã dessa categoria, com certeza esse seria um suve que eu teria!!! Sempre admirei a Subaru, todas as características que diferenciam ela das outras marcas são bem legais!!!!
    Pessoal do Ae, parabéns pelo ótimo trabalho, um abraço a todos e muito sucesso!!!!

  • Mr. Dammit

    Esse é, sem dúvidas, um dos mais interessantes suves que existem. Quase todos os dias vejo um Forester de geração mais antiga, e sempre me interessei pelo fato d’ele ter motor boxer e tração integral, com comportamento mais esportivo. Mas, prefiro um grande e pesado SUV V-8 americano. Ótimo post!

  • Rodo

    Tenho para mim que quando entrar nesse marasmo AUTOentusiasta vou comprar um carro de corrida/kart, por enquanto estou entretido revivendo um 164.
    Mas ainda acho que ter um serviço que envolva carros seja a melhor forma de preencher isso, parabéns PK e JJ pela reportagem e pelo trabalho, ambos muito bem feitos.

  • Fernando

    Não é meu tipo de carro preferido, mas esse sim seria digno de ter um “Cross” no nome, é um carro interessante para a proposta.

    Mas como o dito sobre a Z4, nesse caso sou mais um Impreza.

  • Antônio do Sul

    Para mim, a Subaru é a melhor marca japonesa, deixando as outras para trás com folga. Uma dúvida: como é a disposição dos comandos de válvulas? São dois comandos (um para as válvulas de admissão e outro para as de escape) para cada cabeçote, uma vez que há variador de fase para a admissão e escape?

    • mecanico anonimo

      Lembrando que a Fuji Heavy Industries, da qual a Subaru faz parte, é sucessora da Nakajima Hikoki, que foi um dos principais fabricantes de aviões de guerra e motores aeronáuticos do Japão até 1945.

    • agent008

      Sim, são quatro comandos, como em motores em V. Dois (um de admissão e um de escapamento) em cada cabeçote. Para mim estes motores são, junto com os BMW, Mazda e Porsche, jóias absolutas da engenharia.

      Visite o link a seguir e dê uma olhada nos cortes dos motores 4 cilindros NA, 4 cilindros turbo, e 6 cilindros NA. Coisa de ficar admirando! hehe

      PS. Motores Alfa também. Sem citar os de superesportivos, Ferrari, Lamborghini, Mclaren, etc.

      EDIT: Faltou o link — http://www.subaru.com/engineering/boxer-engine.html

      • Antônio do Sul

        Obrigado, agent008! Dei uma olhada no link. É o mesmo esquema dos motores em V modernos, e os boxer nada mais são do que motores em V a 180º. Quanto às demais jóias de engenharia, temos que tirar o chapéu para a Mazda, que conseguiu tornar confiáveis os motores rotativos.

  • Danilo Grespan

    Parabens pela matéria JJ e PK. O vídeo ficou excelente como complemento da matéria (quem não viu, veja). O uso de desenhos para explicações foi muito bom também. Sobre o carro, atualmente ando apaixonado por carro hatch (é meu primeiro depois de 3 sedans), mas esse grandão deve ser muito bom de andar. Talvez, futuramente seja ainda um ótimo usado, devido sua rigidez, inteligencia no uso e distribuição da força, além da boa engenharia japonesa.

  • R.

    PK
    O que significa: “lock-up, bloqueio do conversor de torque ?

    • agent008

      Significa que o conversor de torque chega a acoplamento de 100%, analogamente falando seria quando soltamos totalmente o pé da embreagem. Isto porque alguns câmbios automáticos com conversor, especialmente os mais antigos, ou não travam nunca o conversor levando a perda de eficiência, ou travam apenas em velocidades e/ou marchas mais altas. Os câmbios mais recentes procuram travar mais cedo, e nisso o CVT tem vantagem pois sua natureza suave permite o lock-up mais cedo (velocidade mais baixa), o que reduz a sensação de “patinação” que alguns automáticos têm e ainda melhor a o consumo (maior eficiência).

      • R.

        agent008
        Valeu pela sua resposta !
        Muito boa .. conhece mesmo !
        Abrcs

    • O 008 mandou bem na resposta. Só complemento que alguns CVTs tem o conversor de torque, que fica entre a caixa e o motor. O conversor é um acoplamento hidrodinâmico, ou seja, a transferência do torque do motor para a caixa de câmbio é feita por um fluido viscoso, um óleo. Desse modo não há contato das pares, como acontece com uma embreagem. O conversor ajuda muito no conforto e a proteger a caixa. Porém há uma perda significativa de eficiência pois há diferença de rotação entre o motor e a caixa e também a sensação de patinação da caixa. Então, as caixa modernas, além do conversor tem o lock-up, que faz o acoplamento físico entre motor e caixa, assim melhorando a eficiência e eliminando o que sentimos como patinação da caixa. Mas isso não elimina um outro efeito das CVTs (nem todas, vide essa do Forester) que é o efeito banda elástica, que muitos descrevem como patinação, pois de fato parece, mas na realidade é a demora da caixa em se ajustar ao torque que está vindo do motor. Abraço

      • agent008

        PK, você conseguiu colocar em palavras tudo o que eu queria responder antes…! Quem me dera dominar o vernáculo desta forma… Eu não fui claro o suficiente, quis dizer que (a maior parte dos) CVTs também usa o conversor, e nestes é possível ter o lockup bem cedo sem atrapalhar o conforto devido ao efeito “anestésico” destes câmbios.

  • Lucas

    “modo Sport Sharp”. Bob Sharp tem algo a ver com isso?? hehehe

    E eu torço pra que a evolução de suves como esse tragam as peruas de volta. Veja, já abandonaram o chassi sob carroceria em favor do monobloco, suspensões são independentes (nada mais de eixos rígidos e feixes de mola), a altura também vem baixando, tanto a total quanto o vão livre do solo. Tomara que chegue o dia que esses carros tenham novamente dimensões semelhantes as da velha Quantum, Caravam, Megane GT, entre outras.

    • Lucas, os primeiros suves tinha veículos utilitários como base, geralmente com chassis e não monobloco. Depois, na busca pela eficiência, agora estão passando a ser derivados de carros de passeio. O formato perua está em decadência no mundo inteiro, pois os humanos devem sentir a necessidade de ficar mais altos, e assim com uma sensação maior de segurança. Isso daria até um tese antropológica…
      Abraço!

      • Lucas

        Realmente, deve dar uma dissertação de mestrado… heheheh
        Mas eu torço mesmo que isso seja apenas um modismo passageiro.
        Abraço.

  • VeeDub

    eh correto afirmar que todo veiculo com tração integral e motor longitudinal eh simétrico

    • Victor

      Não porque alguns têm caixa de transferência.

    • Ilbirs

      Se o motor não for inclinado para um dos lados, podemos dizer que sim. Se for um motor em linha que esteja em pé, um motor em V ou um boxer, dá para falar que há uma simetria bem perfeitinha. No caso da simetria tão falada pela Subaru, ela refere-se a isso principalmente em comparação com os modelos de motor transversal e tração integral derivada de dianteira, uma vez que nesses um dos lados sempre vai ser mais pesado que o outro (o da transmissão, leia-se) e fica mais complicado montar um sistema de tração integral permanente (a maioria deles é integral reativo).

      • Ricardo Meneghetti

        Muitos AWD (4×4) com motor transverval e tração original dianteira têm semi-eixos de tamanhos diferentes e induzem, ao tracionar, diferenças de torque e forçam o volante para algum lado, por isso, não são simétricos.

  • Marcos

    Nunca postei nada aqui mas não pude deixar de comentar. Já tive uma XT 2006 e só vendi porque o comprador me insistiu em vender. Para mim a XT é o melhor carro na categoria. Absolutamente tudo é pensado em agradar quem entende de carro. Parabéns pelo post!

    • Legal Marcos! relatos de quem tem o carro são sempre bem vindos! Abração!

  • Daniel Pessoa

    Acho a Subaru, junto com a BMW, Porsche e Mazda, as fabricantes mais entusiastas, no sentido que toda a linha dessas fabricantes tem um viés esportivo, e elas se prendem às idiossincrasias deles sem dar muita bola pro que o resto do mundo acha: motor boxer (Subaru e Porsche), motor traseiro (911), roadster pequeno e barato (Mazda MX-5), Tração traseira (que era a BMW, que agora tá abandonando a exclusividade de ser tração traseira ou integral).

    Quanto à Subaru, de lamentar só o pouco aproveitamento que o importador faz da marca. Tem poucas revendas e poucos modelos na linha brasileira. Ela tem um potencial pra vender muito mais do que vende. Vide aqui no Nordeste não ter nenhuma revenda oficial.

  • João Carlos

    Os Subaru, Mitsubishi e Honda sempre tiveram modo manual puro, seja nos epicíclicos (pares de engrenagem no Honda) ou CVT: cortam e não mudam marcha; carga total e não reduzem. Isso é perfeito, o esperado pra quem aprecia dirigir.

    Eu não compraria um Forester nem um outro SUV de modo algum, as terras de caminho de fazenda que frequento dá pra superar numa boa. Pra ficar na marca, sou muito mais o Impresa hatch, que infelizmente nunca foi vendido oficialmente na nova geração (há o XV, mas esse é melhor nem considerar).

    • Domingos

      O XV como enfrentador de buracos é o melhor carro que conheço. Passa por São Paulo como se fosse Dubai com um asfalto um pouco gasto.

    • CorsarioViajante

      Também fiquei chocado ano notar que não vendiam mais o Impreza. Difícil entender esta decisão.

      • Vendem sim, o sedan. E o XV é um Impreza aventureiro. Mas aventureiro de verdade!

        • Domingos

          Em dezembro a principal concessionária da marca tinha-me dito que o sedã não vinha mais.

          Espero que estejam errados…

        • CorsarioViajante

          Ih Paulo Keller, o sedã não me interessa, e não preciso do lado aventureiro do XV! rs
          Mas de qualquer forma, dificilmente um Subaru caberia no meu bolso, vou ter que me contentar em ver o dos outros mesmo… rs

    • João! Estou avaliando o XV agora. Já há até um podcast sobre ele. Aguarde a matéria em breve! Abraço

    • Marcelo Fortes

      Eu troquei minha Captiva Sport pelo XV há 8 meses e estou absolutamente satisfeito com o carro. Moro no Rio de Janeiro e posso assegurar que nossas ruas são quase um campo de provas, cheias de buracos e irregularidades, sem exagero. A única restrição que faço é em relação à potência do motor. Poderia ser turbinado também!!! Não é um esportivo mas poderia andar melhor, embora às vezes me pergunte se seria realmente necessário. Sou neurótico com barulhos e o carro é incrivelmente confortável SEM FICAR RANGENDO OU FAZENDO BARULHOS ESTRANHOS, como minha Captiva, que me fez ir várias vezes à concessionaria. Não entendi a colocação acima, dizendo para não considerar o XV… Poderia explicar melhor? Abraços.

      • João Carlos

        O XV é um Impreza hatch aventureiro, eu prefiro a versão normal, exceto se o normal for ficar incomodando em qualquer lombada ou valeta. Tem uma avaliação dele aqui no site.

      • Tessio R R Bonafin

        Marcelo, assim comjo você sou neurótico com barulhos dentro do carro. Como está seu Subaru meses depois do seu comentário? Continua silencioso? Sem dúvida, este´é um dos principais critérios para escolher um carro, e estou muito interessado em trocar meu Civic por um XV! rsrsr.

  • Juvenal Jorge

    PK,
    ficou tudo ótimo, texto, vídeos, fotos, gostei mesmo. Que venham mais avaliações desse tipo. Estou com saudades do Forester!

    • JJ, fique por perto! Deixa comigo que quando aparecer coisas do seu tipo eu te chamo. Mas fique esperto! Abraço.

  • Anonimo

    Forester, não gosto. Prefiro o Tribeca.

  • Renato

    Excelente post, mas, em minha opinião este SUV é muito feio! Se, como você mesmo disse “…requerem um tempo para nos acostumarmos com suas formas…”, é porque são feios. É como conviver com algo muito feio; com o tempo você acaba se acostumando… Não há necessidade de “um tempo” para nos acostumarmos com o que é belo.
    Abraço a todos,
    Renato

    • Domingos

      Se eles estivessem tentando enrolar eu concordaria. Mas ao vivo o carro passa uma impressão bem Subaru, bem de força, bem de carro pra usar com bastante exigência.

      Uma coisa é que beleza é sim um item ao mesmo tempo extremamente objetivo (por exemplo, se sabe que mesmo com a crítica aos padrões de beleza, o que um ser humano acha bonito em outro é bem previsível) é também extremamente dependente da pessoa perceber e notar algo como bonito.

      Já esteve em alguma festa ou ambiente mais escuro e viu alguém de relance ou de primeira vista e não viu nada demais e, vendo melhor em outra ocasião, tal pessoa é extremamente bonita (ou mesmo feia)?

      Isso é questão de reparar. E nisso que a matéria fala, que certos carros – a não ser que sejam estúpidamente bonitos – você leva um tempo para perceber as linhas e os detalhes e, aí sim, julgar como bonitos ou mesmo feios.

      Já teve muito carro que vi em fotos e achei bonito mas, vendo vários pelas ruas algum tempo depois, se passa a achar normal ou mesmo feio.

      Uma coisa que muda muito também é a “expressão” do carro. Tal qual uma mulher com cara de enojada toda hora fica automáticamente mais feia, um carro que se sabe ser “sem vergonha” também fica.

      E, por outro lado, um carro que é valente e cheio de virtudes e qualidades acaba subconscientemente alterando para o positivo nossa percepção de beleza sobre ele.

      Nesse caso, as linhas bem brutas do Forester acabam sendo enxergadas como algo verdadeiro, algo simpático e bom. E acabam sendo bonitas, mesmo que não sejam um descalabro de beleza…

      • Domingos, também gostei muito do seu comentário. Falar de beleza é algo complexo. Algumas pessoas, como eu e você, conseguem expandir o conceito de beleza para o todo de um objeto ou pessoa. Vivo discutindo com minha esposa sobre isso. Há pessoas lindas, que não necessariamente tem as formas mais lindas do universo!

        • Domingos

          Sim, acredito que essa seja uma característica que todos acabam fazendo inconscientemente ao menos.

          Talvez nem todos a procurem. Por exemplo, um completo leigo em carros e que nem pense no assunto de qualidade mecânica ou capacidade de circular sem problemas por qualquer terreno, pode não procurar nas linhas do Forester essa beleza além das meras linhas e formas.

          Mas quando uma pessoa passa a conhecer o carro, acredito que inconscientemente as linhas brutas feitas para um proósito e para refletir uma robustez verdadeira acabem encantando. Até porque não são realmente feias, apenas são uma beleza mais aplicada e que contém a capacidade do carro como algo fundametal para ela e para a própria função do carro.

          Essas linhas pouco volumosas ajudam o Forester a ser um SUV sem balanços exagerados e com ângulos de entrada e saída bons, por exemplo.

          No entanto, esse carro em cinza ou em azul fica bem mais bonito, de uma forma mais fácilmente perceptível inclusive…

    • Ronald

      Você já viu o carro de perto? Nas fotos ele fica muito prejudicado.. De perto é bem melhor…..

  • Eurico Junior

    Como um feliz e satisfeito proprietário de Subaru, só posso dizer que fiquei extremamente contente ao topar com essa matéria no Ae. Sensacional!

  • Lucas dos Santos

    As avaliações aqui do Ae estão cada vez melhores – principalmente os vídeos! Desde que o AUTOentusiastas passou de blog a site, a evolução tem sido visível.

    Parabéns e continuem assim!

    • Obrigado Lucas! Os elogios são um bom combustível para continuarmos tentando melhorar sempre. Abração! PK

  • Fernando Silva

    Bela máquina, engenharia respeitável e um certo entusiasmo, itens bem-vindos a um segmento quase completamente estúpido.

  • RoadV8Runner

    Essa altura quase morri dos suves é que me incomoda, e muito… Só cogitaria ter um carro desses se o usasse todos os dias em pisos fora de estrada, caso contrário, fico com automóveis comuns, que dão conta do recado para incursões ocasionais em estradas de terra. Mas é bom saber que o Forester se destaca positivamente nesse segmento.

    Sou capaz de apostar um Forester que 99% dos donos de suve nunca fez e nunca fará isso. Nunca fez, nunca fará e ainda acha um absurdo quem faz isso com um suve!

  • visitor

    Ao ouvir o PK falar sobre a simplicidade e boa execução dos carros japoneses, lembrei-me que essas são as características daquela cultura em si. Os templos e palácios, as mobílias, tudo com execução primorosa mas sempre modestos, simples, frugais. Curioso como essas características aparecem até em seus produtos industrializados.

    • E muita gente se incomoda com isso. Mas eu acho isso sinal de maturidade!
      Abraço

  • Aldi Cantinho

    Antigamente eu achava “desperdício” andar sozinho num suve, mas depois de gastar algumas centenas de reais desempenando rodas por conta do nosso asfalto lunar optei por ter um. Não me arrependo.. aliás, arrisco a dizer que é o melhor carro que já tive e trocaria fácil o meu Forester 2008 por um 2014/15.. (Não fosse a diferença $$, claro.. )

    • Rogério Ferreira

      De duas, uma: Ou você mora na lua mesmo, ou é daquele tipo que “senta o chinelo” quando se depara com uma estrada esburacada…pois em baixa velocidade, não há dano algum, em carro algum. Eu, até hoje, depois de mais 1 milhão de Km digiridos, em todo tipo de estrada, que se pode imaginar, só me vi uma única vez numa situação de empeno de rodas, quando, trafegava numa precária rodovia estadual com buracos, à noite e com chuva, e mesmo assim, a pancada, não foi suficiente para me deixar na mão.

      • CorsarioViajante

        É engraçado isso, eu tbm nunca tive problema em rodar com hatch. Acho que no fundo muita gente quer um SUV e fica procurando motivos. Ou são as lombadas, ou os buracos, ou porque casou, ou porque tem filhos, ou porque vai à um sítio que tem uma estrada de cascalho…

        • Corsário, eu adorei a sua colocação. Não se espante se me ver usando qualquer hora dessas!

          • CorsarioViajante

            Por favor, use e abuse, espalhe esta idéia! rs

        • agent008

          Corsário, penso igual a você, e acredito que existe um “SUV craze” — todo mundo quer um, precise ou não, etc. etc. Mas que existe aplicação para os SUVs, legítimos e “pseudos”, existe. Que há quem os necessite, há. Já foi objeto de longa discussão minha com o mesmo Rogério Ferreira que comentou ali em cima… enfim, ele defende que não, eu acredito que sim. Cada um imprime sua experiência pessoal — no nosso caso específico, quando chegar a hora, o Duster que temos na frota só irá ceder lugar, a outro Duster ou algo que prove ter o mesmo valor! Afinal motoristas de exímia perícia como o colega Rogério são raríssimos, eu mesmo tenho muito para aprender até chegar lá pois em nossas estradas locais, de sofrível qualidade, já desloquei/estourei pneus ou entortei rodas muitas vezes ao longo dos meus 12 anos de CNH, sempre à noite e muitas vezes com chuva; e um carro de frota é dirigido por funcionários, todos certamente bons no que fazem, mas não necessariamente bons ou ótimos motoristas… Os números falam por si — custo operacional reduzido – devido tanto a menos incidentes com pneus/rodas e suspensão, quanto com outras manutenções como solturas de acabamentos internos, máquinas de vidro, etc. que ocorriam com freqüência nas Paratis que usávamos antes.

          • CorsarioViajante

            Sim, sem dúvida alguns precisam, e mesmo se apenas gostam, qual o problema? Sejam felizes, ué! rs

        • Leonardo Mendes

          E lá no fundo todos esses motivos que você citou não são a força determinante pra compra do SUV… o cara comprou porque gosta, porque acha bonito, mas abe que vai ser cobrado pela escolha e fica procurando desculpa.

      • Fórmula Finesse

        Venha conhecer a Serra Gaúcha amigo; não te digo que quebrará uma roda, ou danificará a suspensão (algo que nunca aconteceu comigo); mas as pancadas que ocasionalmente tomará, o fará refletir se vale a pena ter um carro nesse asfalto degradado…

        • Léo Dalzochio

          Falando em Serra Gaúcha, certa noite por volta das 22hs, tive um pneu ombrudo novo Marshall Road Venture 265/75 R16 de meu velho “SUV” literalmente rasgado por cair não num buraco, mas numa dessas trincheiras na RSC-453, que se abre em nosso maravilhoso asfalto de açúcar em dias de chuva, que quase cabe uma Kombi. Ter carro pequeno por essas bandas para trafegar à noite, chega a ser quase um suicídio.

      • Domingos

        Só amassei uma roda até hoje, mas do jeito que SP está eu já não acho mais desculpa ter uma SUV para poder ter conforto e durabilidade nos buracos.

        Me faz bem triste ter comprado um hatch durinho nessa época de asfalto 4º mundo em São Paulo.

        • Aldi Cantinho

          Não é só a questão dos buracos.. Qualquer chuva hoje em dia é suficiente pra alagar “tudo”.. e um carro mais alto é uma garantia extra nesses momentos.

      • Aldi Cantinho

        A roda que a Ford usava no Focus devia ser feita de marmelada então.. A cada 10k tinha pelo menos uma, quando não duas rodas empenadas..
        Também nunca fiquei na mão, só que as rodas empenavam.

  • Rogério Ferreira

    Não! definitivamente Não, me veja um Subaru baixinho e aerodinâmico, para que grande parte da potência do motorzão, seja usada para diversão e uso normal e não para carregar peso e brigar com o vento! Ainda que o “bichão” seja bom de curvas, um SUV nunca será melhor que um hatch, um sedã ou uma station wagon, com o mesmo “powertrain”.

  • CorsarioViajante

    Cada vez mais me parece que, ao invés de SUV e cia, esses carros são só hatches ou peruas grandonas, anabolizadas e altas. Naõ sei se alguém tem esta impressão.

    • Esses assim como você descreveu, na verdade recebem outra classificação, mas que deixa tudo mais embolado, são os Crossover, ou cruzamento de segmentos. Eu os acho mais interessantes que os suves de verdade.

      • CorsarioViajante

        Sim! Mas mesmo os SUVs estão cada dia mais “automóveis”, fico me perguntando onde tudo isso irá parar.

  • Fórmula Finesse

    PK e JJ: Parabéns; ótima matéria!
    E quanto as suves; bem as suves…na verdade o formato delas já é algo sempre mais pensado para a função (descobri a pólvora!), não tanto pela beleza que irá se refletir praticamente em apêndices ou periféricos (faróis, lanternas, rodas, para choques…etc!); não é um segmento que vamos encontrar um CLS (que redefiniu os padrões dos sedans de topo) ou a verve de uma Alfa Romeo no seu desenho…resultado? É tudo bem igualzinho fora o extra série Macan (rsrsrsrsr).
    De todo modo, são carros que se tornam interessantes quando a gente imagina o asfalto cada vez pior do país (nem todo mundo mora em São Paulo), pois suas suspensões e pneus parrudos permitem andar acima de 16km/h na buraqueira que estão se tornando as BR’s cá do Sul…e ao mesmo tempo são veículos perdulários (ainda mais a gasolina) se levarmos em conta os aumentos criminosos dos combustíveis..(start/stop nas SUV’S também..).
    Estão cada vez melhores tecnicamente? Certamente…e essa bela Subaru é prova disso; está cada vez mais difícil alguém alegar que não compra suve porquê ela “tomba fácil no asfalto” (ah, esses pilotos de final de semana!).
    FF

  • João Carlos

    Tem muito carro que enfrenta valetas, lombadas e buracos sem nem tomar conhecimento, e sem ser aventureiro, cross ou suve.

    • Domingos

      Mas como o XV não vi até hoje. Ele não apenas “não sofria” ou “não raspava”, ele ignorava irregularidades no asfalto, inclusive dando um conforto enorme por esse motivo.
      O carro em si tem um conforto normal, mas nas nossas ruas vira algo espetacular por não oscilar e pular com os buracos. Os pneus de perfil enorme, com uma suspensão feita para isso, devem ajudar.

  • João Carlos

    Eu tive um 206 Feline, que também não sofria em São Paulo, e todo mundo fala que ele era ruim, raspada em tudo, etc. Acho um pouco de frescura do pessoal nessa história toda. Do mesmo modo que tem gente hipersensível com uma suspensão mais dura. A GM no Cruze e no Sonic tem para todos os mercados uma tabela com pressão mais alta “eco” (quase uns 30% a mais), que vem até nas versões da argentina, mas para nós foi banido. Andei com essa pressão em São Paulo numa boa.

    Um carro segundo o Bob muito bom pra SP é a Weekend adventure: http://autoentusiastas.com.br/2010/01/palio-adventure-feita-em-minas-nascida-para-sao-paulo/

    • Domingos

      O 206 nunca foi ruim de conforto e nem de “não raspar”. E realmente tem gente muito sensível a suspensões um pouco mais duras.

      Porém você tem que contar aí a resistência a longo prazo, inclusive dos acabamentos e partes internas do carro (que sofrem com as pancadas e oscilações o tempo todo).

      E que se um 206 passa bem por buracos, o XV por exemplo some com eles. É como se fossem reduzidos em uns 80%.

      Não tem comparação nesse ponto.

  • MFF, excelentes observações, como sempre. Abraço!

  • Verdade, mas há quem de fato necessite do espaço. Aí é melhor ter o melhor suve! Valeu! Abraço!

  • Verdade!

  • Que bom que já se entenderam! Valeu 008! Abraço aos dois!

  • agent008

    Colega sulino, dirigir um RX7 turbo ou um RX8 está na minha lista do que fazer antes de morrer. Desde piá que sonho com este motor. Uma pena que a Mazda não conseguiu equacionar as emissões dele para os padrões exigidos nos anos recentes. Acabou com meu sonho, agora não dá mais pra guardar dinheiro por anos pra adquirir um RX8 zero km… hahaha
    De vez em quando leio em algum lugar na internet que a Mazda estava fazeno experiências até com velas de ignição laser no motor rotativo para melhorar as emissões. Será que um dia um novo RENESIS vai ver a luz do dia? Torço fervorosamente… hehe

  • agent008

    Concordo, mas também entendo a opinião do Rogério, acho que o que nos chateia como autoentusiastas é que muita gente compra pelo “efeito manada”. Não sabe se precisa, nem mesmo se gosta. Mas é a moda. E aí saem fazendo barbaridades com seus altinhos e grandalhões pelas ruas e estradas. Esse é o verdadeiro problema com os suves e pseudos!

  • Leonardo Mendes

    Esse Forester XT do teste tem uma característica que foi o que me fez cair de amores pelos modelos da primeira geração: parecer mais uma perua do que um SUV propriamente dito.

    Ainda terei um daqueles, acho as linhas daquele modelo de um bom gosto tremendo.

  • Agnaldo Servo

    Alguém pediu um vídeo do tipo cabo de guerra, encontrei um do Impreza XV vs RAV4. Segue um vídeo Cabo de Guerra – Impreza XV vs RAV4

  • Leonardo Aquino

    Paulo Keller, vc já testou a versão Sport (com 150 cavalos)? Gostaria de saber sua opinião sobre esse modelo de entrada da Subaru Forester. Obrigado!

  • Carlos Augusto Costa Silva

    Tenho um Forester XT 14/15 comprado em setembro último. Vai fazer a revisão de 10k semana que vem. Adoro o carro. Só tenho elogios. Seria perfeito se tivesse um consumo melhor.
    A matéria está excelente, só faltou falar do consumo real.

    • Leonardo Aquino

      Carlos, qual o consumo urbano e rodoviário do seu XT? Você testou o Sport? Obrigado e parabéns pela máquina!

      • Carlos Augusto Costa Silva

        Aqui o consumo está ruim…Entre 5,5 e 6 na cidade e na estrada, andando entre 100 e 120km/h, faz entre 9 e 10Km/l… Estou fazendo a revisão de 10k semana que vem e vou reclamar disso …espero que com um ajuste esse consumo melhore…
        Estou usando só o “I” , não testei o Sport ainda…até porque, teoricamente, no S ele beberia mais… mas vou testar…

  • Hugo Crocchi

    Tenho um XT 2015 e só uso gasolina Podium, com um consumo de 8,6 km/l na média estrada-cidade, acho razoável, e proporcional à maravilhosa performance desta joia.

    • Hugo Crocchi,
      tecnicamente, nem a gasolina premium é requerida pelo motor do seu Subaru, o que dirá a Podium, de octanagem ainda mais alta. Se quiser pode passar às gasolinas aditivadas Petrobrás Grid, Shell V-Power Nitro+, Ipiranga Original Aditivada e Ale Aditivada com total segurança.