DSC09589  PEUGEOT 208 ACTIVE PACK, AUTOMÁTICO, NO USO DSC09589

Ele está entre os mais agradáveis de dirigir, seja na cidade ou na estrada. A suspensão está no ponto, firme o bastante para deixá-lo ágil e macia o bastante para isolamento das imperfeições do piso. O isolamento acústico também é muito bom. Pouco se escuta a suspensão trabalhando em piso ruim e pouco se ouve o motor. É um hatch compacto silencioso, macio, ágil e que acelera bem, responde rápido para o que é solicitado. Na estrada, impressiona a ausência de ruído de vento.

 

DSC09616  PEUGEOT 208 ACTIVE PACK, AUTOMÁTICO, NO USO DSC09616

Boa solução dada

Agradou-me logo enxergar os mostradores por cima do pequeno volante. Imagino que para diferentes tipos morfológicos poderem enxergá-los, trataram de lhe dar amplo campo de ajuste do volante, então pode-se colocá-lo exatamente na posição ideal. Os mostradores são de fácil e rápida leitura e com design isento de invencionices coloridas de gosto duvidoso.

 

Mostradores de bom gosto e funcionais  PEUGEOT 208 ACTIVE PACK, AUTOMÁTICO, NO USO DSC09613

Mostradores de bom gosto e funcionais

Há amplo espaço para quem vai na frente. Já para os de trás não é tão bom, mas se o trajeto não for muito longo, e se o passageiro não for muito grande, não haverá reclamações. O banco do motorista tem também regulagem de altura e ambos os dianteiros são bem anatômicos, mas todos poderiam ser mais macios, tal como é o do seu “primo” Citroën C3 que, por sinal, compartilha a mesma mecânica.

Vale voltar a ressaltar que é um carro que agrada muito a quem gosta de dirigir, pois sua estabilidade é muito boa, sempre bem plantado, seja em curvas de baixa, seja nas de alta. Vai logo para onde se aponta, e  firme. Nisso está entre os melhores da categoria.

 

O prazer de guiar começa ao nos acomodarmos na posição ideal  PEUGEOT 208 ACTIVE PACK, AUTOMÁTICO, NO USO DSC09643

O prazer de guiar começa  na acomodação à posição ideal

O que destoa do conjunto, quando se quer andar num ritmo mais vigoroso, é o comportamento do câmbio automático de quatro marchas. Para o dia-a-dia na cidade, e mesmo para uma viagem, nada há a reclamar dele, que troca marchas com uma suavidade exemplar. Mas na hora de andar mais rápido logo se vê que ele não foi planejado para isso. Alguns anos atrás, num câmbio automático quatro marchas eram suficientes, mas hoje se quer mais. O escalonamento dessas quatro marchas é perfeito, porém lhe cairia bem uma 5ª marcha que lhe desse a mesma relação final do 208 de câmbio manual. No automático, a 120 km/h o giro é 3.450 rpm, quando no manual, em 5ª, é 3.125 rpm. Não é nada que incomode, mesmo porque pode-se andar a 150 km/h com o de câmbio automático sem que haja algum ruído desagradável. É só uma questão de economia de combustível.

Também parece que o câmbio não leva muito em conta a boa potência que este motor 1,6-litro de 115/122 cv gasolina/álcool a 5.800 rpm e 15,5/16,4 m·kgf a 4.000 rpm disponibiliza em baixo giro. Nota-se que num ritmo leve ele bem que poderia subir marcha mais cedo, em giro mais baixo, como fazem os câmbios mais modernos e sintonizados com o comportamento dos motores atuais de ótima pegada em baixa. Isso também se refletiria em maior economia de combustível, embora ele não chegue a ser gastador. Na cidade seu consumo de álcool gira em torno de 7 a 8 km/l e na estrada em redor de 10 km/l. Em Drive ele sobe marcha a 5.500 rpm e quando se aperta o botão S, ou quando se está no modo de trocas manuais, isso ocorre a 6.200 rpm.

 

Ágil e macio. Muito bem acertado de chão.  PEUGEOT 208 ACTIVE PACK, AUTOMÁTICO, NO USO DSC09585

Ágil e macio. Muito bem acertado de suspensão

As borboletas, solidárias à coluna de direção — o ideal, pois sempre estão no mesmo lugar —, ajudam quando se está em Drive, pois com elas volta e meia pode-se querer interferir, comandando uma redução ou uma subida de marcha.

 

Por trás, logo se vê que é um Peugeot  PEUGEOT 208 ACTIVE PACK, AUTOMÁTICO, NO USO DSC09630

Por trás, logo se vê que é um Peugeot

A conclusão é que o 208 com câmbio automático é muito agradável de dirigir na cidade, e mesmo na estrada,  próprio quem não deseja dele nada além de um compacto ágil, confortável e recheado de cuidados com o motorista e ocupantes. Mas, devido à programação do câmbio automático, ele deixa um pouco a desejar ao se querer imprimir um ritmo vigoroso, para o qual todo o restante do carro está plenamente apto. Para isso existe o câmbio manual de série e, aí sim, o 208 pode mostrar que é um dos mais bem acertados e prazerosos hatches compactos do mercado.

 

Infelizmente, quando o encosto é rebatido o fundo do porta-malas não fica plano  PEUGEOT 208 ACTIVE PACK, AUTOMÁTICO, NO USO DSC09594

Quando o encosto é rebatido, o fundo do porta-malas não fica plano

Para mais detalhes, vale ler as matérias do André Dantas (Peugeot 208, a marca do leão de volta à briga dos compactos) e do Bob Sharp (Peugeot 208 Griffe manual).

Preço sugerido: R$ 54.390, versão Active Pack com câmbio automático.

AK

Fotos: autor

 Veja o vídeo:

 

 

(Atualizado em 17/02/15 às 22h20, inclusão do vídeo)

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

Publicações Relacionadas

  • Danchio

    Parabéns pelo texto AK, fico na espera pelo 208 GTI…

    Nossa, esse preço era da versão Griffe ano passado, não?

  • TDA

    Muito boa análise do carro! Realmente esse câmbio AL4 está defasado e o 208 merecia uma caixa ao estilo do 308 THP, de 6 marchas.
    Tbm vale ressaltar a “depenação” que a Peugeot já começou a fazer no veículo. Carros 14/15 já estão saindo de fábrica sem capa plástica do motor, faltando o forro anti-ruído abaixo do capô, sem o volante de couro que era de série para todas as versões desde o lançamento. E de brinde o preço só vem aumentando.

    • TDA, este tinha boa forração anti-ruído. O carro está bem silencioso. Vale dirigi-lo, experimentá-lo.

    • Janssen

      Possuo um Griffé 14/15 e ele veio com couro no volante e o anti-ruido no capô. O carro anda muito (o meu é manual), acabamento superior aos da categoria. Agora tem um defeito: desde o tempo que tive um Gol, nunca tinha andando num carro pra trelar tanto plástico. Meu carro anterior (Mégane), usei por 5 anos, vendi sem trelar nada no interior do carro.

    • G. Vilchez

      Temos um Allure aqui em casa há um ano. Carro tem acabamento excepcional, mas o barulho que faz a cobertura do teto de vidro é excessivo, incomoda bastante.

    • Nando

      Na minha opinião, capa plástica para motor é um item absolutamente dispensável. Adoro abrir o capô e poder ver cada detalhe das entranhas da mecânica do carro e a capa acaba cortando um pouco dessa ligação com a máquina. Já o volante de couro e o revestimento acústico farão falta.

    • agent008

      Na Europa a PSA tem uma caixa automatizada de 6 velocidades, embreagem simples, quem saber daria certo aqui? Pois a Aisin de 6 marchas deve ser muito grande para este carro. É uma transmissão para torques de até 45kgfm, que é o torque do antigo turbodiesel 3.0V6 do 407 e 607 (mesmo motor dos Land Rovers TDV6)… certamente robusta, pesada, e grande demais. Ou (sonho) a PSA poderia buscar na Aisin ou ZF um automático de 6/7/8 velocidades mais compacto para os carros menores…

      • Na verdade há duas transmissões Aisin de 6 marchas. A AM6 é que suporta até 45 kgfm de torque era usada nos 407 V-6. A AT6 é usada nos THP e suporta até 29 kgfm de torque. Até onde eu sei, a AT6 é menor.

        • Domingos

          Essa AM6 era a mesma dos C5 e C6 ou não tem nada a ver?

  • Ronaldo Salvador

    Ak, o motor na versão active pack automatica é o 1.6. E não o 1.5 como o texto dá a entender.

    • Ronaldo, foi um erro da edição. Já corrigimos. Obrigado por alertar.

  • Ronaldo Salvador

    AK, quando será que o 208 gt vai surgir?

    • RR

      Também queria saber..
      Vai ser um baita carro !
      Falam desse lançamento ha muito tempo … mas nao vejo notícias ou luz no fim desse túnel
      Assim em ritimo de samba digo:
      “Mas quando será ?
      Quando será o dia da minha sorte?
      Sei que antes da minha morte
      Eu sei que esse dia chegará
      Mas quando será?”

      • Mr. Car

        “Quando será”. Saudoso Zé Rodrix! Fez também muitos jingles publicitários.

    • $2354837

      Ihhhh, com essa alta do dólar, acho melhor esquecer por enquanto.

    • Danilo Grespan

      Se você quiser acreditar na revista Quatro Rodas, poderá ver no exemplar desse mês, página 24, a afirmação de que ele chegará em 2016 e não será importado, e sim fabricado aqui, com motor THP 1.6 (flex, infelizmente), 173cv, partes do 208 normal e de carros da Citroen. Afirmam tbem GT Up para esse semestre e que o Sandero RS (e não o Megane) está pronto, e será lançado logo. Estou enviando página como anexo.

  • Mr. Car

    Uma das melhores opções da categoria, muito bom o conjunto. Ao menos para quem não tem birra com carro francês.

    • Mr. Car, ter birra de carro francês é algo sem noção. Bugatti era francês…

      • Mr. Car

        Também acho, mas que muita gente tem, isto tem, he, he!
        Abraço.

      • Lorenzo Frigerio

        Também não vendeu muito, né? Bugatti é que nem Chester, as pessoas sabem que existe, mas nunca viram um. Carro estritamente “de imagem”.

  • Lipe

    Na foto do painel de instrumentos me pareceu que os ponteiros varrem os mostradores na ignição do carro, é isso?
    Não gosto muito de carros que fazem isso ao ligar, não sei bem por que. Soa-me algo esquisito, como se tivesse de esperar aquilo pra sair com o carro. Prefiro que ligue e fique nas posições devidas. Sei que é um tempo bem rápido e não há perda, sendo o meu desgosto pura questão psicológica.
    Mas é um bom exemplo de algo inútil e que me incomoda num carro, mas também não a ponto de deixar de comprar um modelo que possua isso.
    Quanto ao carro… Bem, o único senão é o câmbio de 4 marchas mesmo. Uma pessoa que vai usar esse carro exclusivamente na cidade certamente não vai se queixar, a não ser do consumo, que acredito seria melhor com um câmbio mais moderno.
    Só que aí entra outra chatice minha meio sem fundamento: não gosto muito de Peugeot e Citroen. Acho-os muito bonitos e com equipamentos de sobra, apreciando-os como os bons carros que são. Mas prefiro apreciá-los na rua e não na minha garagem.

    • Patrick

      Eu divido essa opinião com você, sobre o Peugeot e Citroen. Porém, minha “cisma” é a altura do solo extremamente baixa nos veículos do grupo PSA. Onde eu moro tem quebra-molas enormes e muitos buracos nas ruas principais. Mesmo estando com o carro vazio, iria detonar o assoalho do carro de tantas pancadas e raspadas, mesmo andando o mais devagar possível. A suspensão dos Peugeot e Citroen também são bem frágeis nesse quesito.

      • Patrick, a altura livre do solo do 208 é normal e boa. Passa com sobra por lombadas.
        O C3, sim, teve problemas de suspensão quando aqui começou a ser fabricado, mas isso logo foi resolvido. A engenharia deles é competente e eles bem entenderam que no Brasil o fundo do buraco, literalmente, é mais em baixo.

      • Nando

        Os antigos, especialmente da Citröen, sofriam deste mal por terem o nariz muito comprido e baixo. Os mais novos felizmente não tem mais este problema. Dirijo um C4 Lounge em São Paulo e ele nunca raspou o nariz ou o assoalho em nenhum obstáculo ou buraco.

        • agent008

          Nando, é a questão do balanço dianteiro dos antigos PSA. O eixo dianteiro ficava muito “para dentro” do carro, ficando muito distante do pára-choques dianteiro. O Lounge corrigiu isso, no 508 também está melhor. No 206/207 isso nunca foi um problema, tampouco no 208, pode ver como as rodas dianteiras estão “nos cantos” do carro.

      • agent008

        Patrick, isso mudou um pouco, troquei a 407sw por um 508 e nunca mais me preocupei com raspadas no chão. Acontece que especialmente o balanço dianteiro está menor no 508. Somando a isso alguns milímetros a mais de altura livre na dianteira, e vários centímetros na traseira (o pára-choques é menos baixo e o assoalho do porta-malas fica mais para cima), ficou muito bom, sem ficar feio. Aliás a diferença na qualidade de montagem e acabamento entre um 207 e um 208, ou um 407 e um 508, é muito grande. Dá pra ver que a marca melhorou muito. Coisa parecida provavelmente deve ser sentida entre o 308/408 que temos aqui e a nova geração já vendida na Europa…

        • Z_H

          Concordo com o balanço dianteiro ser grande, mas eu acho que a prefeitura (nesse caso, a prefeitura de SP) tem a sua parcela de culpa: A cada porca recapeada no asfalto (normalmente em ano eleitoral) a altura em relação a saída da garagem aumenta mais um pouco… no meu caso, já existe praticamente um degrau…

        • A diferença de qualidade de um 207 para um 307 já é abissal (em casa temos os dois). Do 207 para o 407 então, não há palavras para descrever.

    • Lucas dos Santos

      Interessante a sua observação. Nunca me incomodei com isso. Já me acostumei a esperar a varredura se completar e as luzes do painel de apagarem para sair com o carro.

      A única utilidade que vejo nessa varredura é ter a certeza que os ponteiros estão funcionando corretamente e que irão até o fim da escala, quando necessário. Mas, realmente, não é algo que possa ser considerado “fundamental”. Tanto que, tendo ou não no carro, para mim não faz diferença.

    • Lorenzo Frigerio

      A melhor definição desse “sweep” dos ponteiros é “pra inglês ver”.

    • agent008

      Eu também achava a varrida dos ponteiros dispensável, mas hoje tenho um modelo que tem isto, e não é nada de mais. Dura apenas um segundo aproximadamente. E, como o Bob disse, é um auto-teste, da mesma forma que as luzes-espia acendem todas ao ligar a chave e dentro de 10 ou 20 segundos vão se apagando progressivamente.
      Quanto a seu desgosto por carros franceses, bem, é uma questão de gosto. Só acho que tem muita gente por aí que pensa assim a respeito deles e nunca teve ou conviveu por algum tempo usando um. No meu caso, fã de VW como sempre fui, já estou no terceiro Peugeot e não consigo voltar para a alemã. Tudo é racional demais! rs

  • BlueGopher

    Não tenho um Peugeot, mas julgando como mero observador, ele me parece um carro um tanto injustiçado pelo mercado, poderia/deveria vender bem mais do que vende.
    Além de outros pontos positivos, aquele pequeno volante já é algo muito interessante.
    O que se lê por aí é que o atendimento pós venda é fraco, mas seria só este o motivo de suas fracas vendas?

    • Domingos

      O carro em si é excelente. O 208 para mim é o melhor compacto de todos, inclusive em comparação ao que há na Europa.
      Mesmo o 1.5 acho ótimo.
      Os poréns de mercado são os antigos conhecidos da Peugeot: pós-vendas e escapadas na fabricação. Por isso é injustiçado.

      • Rafael Alx

        Estive em Lisboa por esses dias e o 208 foi um dos compactos que mais vi rodando por lá. Concordo que o carro é injustiçado e o pós-vendas deve ter sua parcela de culpa mesmo.

        • Domingos

          Não sei se foi em 2013 ou 2014 que ele foi um dos mais vendidos – ou o mais vendido – da Europa.

    • Fabio Vicente

      Eu sou dono de um Peugeot, que comprei usado.
      Sinceramente, existem diversas lendas urbanas em torno da marca. O meu carro é silencioso, confortável, mecânica resistente, enfim, eu gosto e estou satisfeito.
      Mas a manutenção é cara. Infelizmente, com a cultura vigente do brasileiro em “sentar e andar” e não se preocupar com manutenção, Peugeot não é uma marca recomendada. Tudo é muito caro, e não pode-se nem pensar em usar peças paralelas. Lubrificantes, somente os recomendados. E se no manual estiver escrito “trocar peça X a cada tantos mil km”, troque, pois senão vc terá sérios problemas. Outra coisa: pra mexer nestes carros, o mecânico precisa ser bom. Não é qualquer oficina de esquina que conserta este tipo de carro.
      O meu é automático, logo, troco o óleo da transmissão a cada 50 mil kms. O câmbio não tem um comportamento dos melhores, mas não compromete a tocada do carro. E o consumo é alto (meu modelo não é flex).
      Enfim é um carro bom de se ter e de se andar, mas se o proprietário descuidar da manutenção periódica, terá uma bela dor de cabeça em mãos.

    • Fabio Vicente

      Ia me esquecendo: um conhecido comprou um 307 Sedan 0 km em uma concessionária Peugeot.
      ApÓs 1 ano e meio de uso, ele decidiu trocar o carro dele por um 407. Voltou na mesma concessionária, e no momento em que ele perguntou quanto o carro dele valeria na troca, a resposta foi: “Senhor, este modelo não aceitamos na troca”. Ele ficou espantado, e disse que havia comprado o carro naquela concessionária. Mesmo assim, não aceitaram o carro – e o vendedor disse que mesmo se ele estivesse comprando um 508, que era o modelo mais caro até então, o carro dele seria aceito. Ele então optou por um Chevrolet Cruze.
      Pois é… Este é o regime de concessionárias Peugeot, não aceitam carro da marca em troca.

      • Mr. Car

        Ocorreu parecido com meu tio, em Brasília. Na Citroën, só pegavam o Xsara dele (topo de linha e muitíssimo bem cuidado) se fosse trocar por um outro Citroën 0-km. Achou um desaforo e acabou comprando um Honda Fit. Na Honda não sei se aceitavam o Xsara, talvez tenham aceito, mas oferecido pouco. O fato é que acabou vendendo o carro para uma loja particular na Cidade do Automóvel.

      • Lorenzo Frigerio

        Em outras palavras: “não quero pertencer a um clube que me aceita como sócio”.
        Depois dizem que a marca é “injustiçada”!

      • Roberto

        Pois é, já tinha ouvido uma história semelhante com o 207. É uma pena, pois isto só faz aumentar o preconceito com a marca. Gosto dos carros da peugeot, mas fico com receio em ter um (principalmente novo) por conta dessas histórias e com o pós-venda que não tem boa fama.

      • Bom, baseado em relatos de amigos meus e do CP, bem como no Longa Duração da Quatro Rodas, a Peugeot lentamente vem mudando isso, e não só aceitando os próprios carros na troca (duh, isso é o mínimo) como pagando preços maiores que a média quando o fazem.

        Bom, antes tarde do que nunca.

        • Z_H

          Já aconteceu comigo (pagando preços maiores que a média quando o fazem)… eu acho lamentável comprar carro pensando no próximo dono…

  • Mineirim

    AK,
    Realmente não faz sentido essa relação da 4a. marcha no automático com motor girando mais do que na 5a. do manual.
    No geral, é um carro muito interessante. Um parente tem a versão Griffe há mais de um ano e está bastante satisfeito.

  • Roberto

    Uma dúvida: este câmbio é basicamente o mesmo que equipava o 207 (AL4)? Ouvi falar que era praticamente o mesmo, onde só foi alterado o conversor de torque. Inclusive ouvi falar também que alguns proprietários do 208 automático (um deles inclusive é vizinho meu) já estão reclamando por conta de estarem com os mesmos problemas que ocorriam no 207 automático . Não sei se são casos isolados e até onde tudo isto é verdade, pois existiu muita polêmica no tempo que o AL4 equipava o 207. Por isto a minha dúvida…

    • Domingos

      AL4 é uma velha caixinha de surpresas. Funcionando bem eu nem reclamo que ela é 4 marchas, por exemplo. Era legal mesmo.

      Várias delas apresentam defeitos ou funcionamento bem maluco…

      • Roberto

        Essas dúvida surgiram no ano passado, quando cogitei em comprar um 207 automático, pois dos usados com pouco tempo de uso, era um dos automáticos mais baratos. Como não sabia a real causa desses problemas com o câmbio, na dúvida resolvi não arriscar.

        A percepção que tive ao pesquisar na época sobre o câmbio é que a maior parte dos problemas foram causados por informações erradas relacionadas a manutenção do câmbio (ou a falta delas), vindas de fábrica e/ou dos concessionários (necessidade de troca do óleo do câmbio, por exemplo).

        • Domingos

          A falta de troca de óleo atrapalha muito, ainda que algumas dessas caixas francesas fale que nunca precisa trocar óleo.

          Alguns dizem que basta trocar o óleo de 40 em 40 mil km como numa automática normal, para elas não terem nenhum problema.

          Só que achar um usado que o dono tenha feito isso, já que está fora do plano de manutenção, é algo realmente que é melhor evitar…

      • marcus lahoz

        Caixinha de surpresas?

        Várias? Não vejo isso no Peugeot Clube ou Citroën Clube.

        Tomando como base o clube de todos que tem Al4, menos de 5% reclamam.

        • Roberto

          Acho forum na maioria das vezes um bom termometro, mas sempre é necessário ter cuidado. Nesse caso, pode ser que esses 5% que reclamaram sejam gente azarada que pegaram um lote ruim ou os 95% sejam donos de carros com pouco tempo de uso onde dificilmente ocorreriam estes problemas.

        • Domingos

          Isso é meio consenso entre os próprios revendedores. 5% é bastante num bem feito aos milhares e numa parte que está sempre sendo usada.

          Considere que em clube as pessoas costumam serem mais cuidadosas com o carro que a média. E muitos podem adotar medidas preventivas como trocar o óleo da caixa a cada 40 mil km, mesmo que eventualmente não esteja no plano de manutenção.

          Não são todas as primeiras gerações de robotizados que deram problema também, no entanto o número é grande para um item de responsabilidade.

      • Leonardo Mendes

        Quando funciona bem é boa mesmo.

    • É basicamente a mesma caixa, mas com outro conversor de torque e outra programação.

  • Fabio Vicente

    AK atualmente o câmbio AL-4 é manufaturado no Brasil, ou é importado?
    Se for nacional, talvez aí esteja a explicação para o grupo PSA equipar os modelos de entrada com esta caixa. Mas se for importado, mesmo sendo mais barato do que a caixa de 5 marchas não justifica equipar o carro com este câmbio.
    Outra curiosidade: você chegou a andar com este carro com a temperatura da água um pouco acima dos 90º? Se sim, notou alguma mudança de comportamento no câmbio? Tenho um Peugeot equipado com esse sistema, e curiosamente em situações em que o motor esquenta um pouco mais, a caixa de câmbio apresenta uma espécie de retardo ao trocar de marchas. Alguns mecânicos disseram que é uma característica que o carro apresenta inclusive quando está mais novo, mas é estranho.

    • Fabio, ocorreu, sim, dele às vezes atrasar reduções de marcha. Não notei qual temperatura estava o motor no momento. Não relacionei uma coisa com a outra.

    • marcus lahoz

      Troque o óleo (fluido) do câmbio. se estiver com mais de 50.000 km tem que trocar.

  • R.

    AK
    Sabe se esse cambio automático é da Aisin ?

    • R. o AL-4 é fabricado pela Peugeot-Citroën. Não é Aisin.

    • O da Aisin é o AT6 usado no 308 e 408. Também o AM6 usado no 407 V6 é Aisin.

  • Carlos Komarcheuski

    Não é só esse, geralmente acho muito bonito esses painéis de instrumentos dos Peugeot´s, desde os antigos 206, sempre bem resolvidos. E esse ficou melhor ainda, porque os outros ficava em escala em 10, 30, 50 e assim por diante, agora esta no modo tradicional, 20, 40, 60 e assim por diante.

    • xineis

      Realmente esse painel de instrumentos é muito bonito. Como diz a foto “de bom gosto”. Eu acho muito boa essa solução da Peugeot do painel ficar mais acima. Não é necessário deslocar tanto os olhos da estrada e, para a minha altura, não preciso deslocar o volante um pouco mais para cima pra ver os instrumentos.

      • Domingos

        Melhor visualização que de qualquer outro carro. E ajuda com tanta fiscalização eletrônica.

  • João Carlos

    Eu lembro que no 206 Feline você rebatia o encosto e também o assento – que eram bipartidos – aí ficava quase uma base plana. Lembro que usei muito isso.

    Hoje parece que foi depenado dos nossos hatchs nacionais, o Fiesta também nem bipartido é, nem na versão de topo.

    Uma das vantagens de se ter a quinta porta é justamente isso, e estamos perdendo.

  • Lucas dos Santos

    Arnaldo,

    As relações de marcha e de diferencial desse câmbio são as mesmas divulgadas na ficha técnica do post de lançamento do Peugeot 208?

    Pergunto-lhe, pois causou-me estranheza o câmbio automático, mesmo com relações mais alongadas em comparação ao manual, fazer o motor girar mais rápido a 120 km/h.

    Se não errei nas contas, a relação final (relação de marcha multiplicada pela relação do diferencial) de ambos os câmbios seriam as seguintes:

    1ª: 11,90 (manual) | 10,02 (auto)
    2ª: 6,79 | 5,51
    3ª: 4,73 | 3,67
    4ª: 3,65 | 2,61
    5ª: 2,96

    Ou seja, as marchas são mais alongadas em relação ao manual – como era de se esperar em um câmbio com menos marchas – e a última marcha do automático é mais longa que a do manual.
    Tem mais algum detalhe que estou deixando passar despercebido?

  • $2354837

    Tenho um 207 e foi um dos melhores carros que já tive. Zero de problemas em 2 anos, já com 75 mil km. Mas sou suspeito, pois tenho sorte com carros problemáticos, vide o Tipo, e azar com carros “robustos”, como o Celta, por exemplo.
    Mas o pós-venda da Peugeot é o amigo que não se precisa de inimigos.

  • Hellmann

    “Câmbio bom não ajuda. Câmbio ruim atrapalha.” Se tem uma coisa que aprendi a apreciar é um câmbio bem escalonado, que, para os padrões atuais, é difícil se ver em um quatro-marchas. Nunca me esquecerei da minha antiga CBX 250 com suas belas 6 marchas bem escalonadas.

  • Carlos Miguez – BH

    Armando Keller, minha esposa é proprietária de Citröen C-3 automático, A observação sobre a programação da caixa é igual: próximo de minha casa tem uma rua absolutamente plana por mais de 300 mts, em regime de 35/45 km/h constantes mantém a 2ª marcha o tempo todo, sem necessidade. Nem aliviando o pé do acelerador muda para 3ª. Curiosamente se passarmos a 3ª em modo manual, quando de volta para o modo automático continua em 3ª.

    • Pois é, Carlos, é uma programação que hoje em dia poderia ser melhor.

      • Rodrigo

        Comprei um 208 2015 e próximo aos 30 km/h ele já está em 3° e aos 52 km/h, passa a 4°….para mim excelente. .. eu venho de um C4 com praticamente a mesma caixa AL4 e sempre gostei do desempenho da mesma frente a todas as concorrentes de 4 marchas, muito mais lerdas que a francesa. ..

  • Thiago Teixeira

    AK, a suspensão traseira continua a mesma dos primeiros Peugeot? A construção é muito engenhosa e dá espaço no banco traseiro e mala, o maior objetivo dela, mas o sistema de rolamento dos braços arrastados direto no eixo foi falha primaria. Problemática e cara de resolver. Os Peugeot/Citroën são na minha opinião carros muito exclusivos do Velho Continente, com um perfil de consumo diferente do brasileiro, que o revende carro várias vezes, vários ciclos.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Serve como verificação de estarem funcionando normalmente. Você vê algum problema nisso? Eu não vejo.

  • Paulo Júnior

    Gosto muito desde carro, e penso em um, porém manual. Não gosto de sorumbáticos e este não me parece dos melhores. Tenho um pouco de receio de vários da PSA, um conhecido sofreu com um Picasso, mas este 208 me agrada muito, quando for trocar vou olhar com carinho. Estou entre 208, Fox e Fiesta…

  • Junior

    O consumo deste carro com cambio automático é um problema sério, utilizando-o no trânsito pesado de São Paulo, faz em torno de 4,5 km/l com álcool. E inaceitável quando comparado a um New Fiesta PowerShift que é mais econômico que o manual. Outro ponto que não gosto deste carro é o espaço lateral para as pernas do motorista, o acabamento da porta e muito saliente e incomoda muito para quem tem 1,80 m de altura.

    • Lucas

      São Paulo tem muitos “modos” de trafego pesado, acho errado generalizar a todos e pontuar o consumo como um todo a 4,5 km/L. Ficar no Itaim ou Jardins parando e acelerando a cada 50 metros detona o consumo de qualquer veiculo; somente o start-stop melhoraria o número – inclusive do Fiesta. Sobre o espaço interno no 208, realmente, não é um carro feito para pessoas corpulentas. Tenho mais de 1,80 m de altura e o acabamento da porta não me incomoda em nada.

      • Junior

        Lucas, basta olhar o valor declarado no programa de etiquetagem do Inmetro para se ter uma idéia do consumo, para este carro o consumo urbano com etanol é 6,5 km/l e o selo é “D”. O valor de referência do Inmetro é obtido em condições específicas, sendo difícil de ser atingido para a maioria dos motoristas, mas serve para comparação, por exemplo, com o New Fiesta automático que tem classificação “A” e consumo de 7,9 km/l. O problema do espaço interno é quando você dirige longas distâncias, aí faz falta poder movimentar um pouco mais as pernas.

        http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pbe/veiculos_leves_2014.pdf

  • Danilo Grespan

    Respeitando gostos pessoais, eu discordo do AK quando se fala das borboletas do cambio estarem melhor posicionadas na coluna, por “estarem sempre no mesmo lugar”. Quando voce esta dirigindo com as mãos corretamente posicionadas no volante, fazendo uma longa curva aberta por exemplo, caso a borboleta esteja no volante, ela estará na ponta dos seus dedos, sempre. Comparo o Lancer (borboleta na coluna) com o Golf (borboleta no volante), onde achei o Golf bem mais “natural” para se dirigir com trocas pela borboleta.
    Alias, esse banco traseiro que não reclina totalmente, não seria porque é necessário levantar o assento, deixando ele em 90°, como vejo em alguns carros?
    Abs!

    • Danilo, então você também discorda da Ferrari e Maserati, que posicionam as borboletas na coluna.
      Verifiquei o assento. É fixo, não rebate como deveria.

      • Vinicius

        A borboleta na coluna evita que o motorista padeça do “mal de Nigel Mansell” de confundir o lado que sobe e o que desce marcha. Diz a lenda que quando a Ferrari introduziu os câmbios semi-automáticos em seus carros de F-1, com trocas em borboletas fixadas no volante, o Leão frequentemente errava as marchas nas curvas, subindo ao invés de reduzir (ou vice-versa) quando o volante estava de cabeça pra baixo. A solução foi colocar uma luva azul na mão esquerda do inglês para que ele lembrasse que ali estava a borboleta que reduzia as marchas. Coisas de Mansell…

        • Danilo Grespan

          hahahahah, não conhecia essa história não.

        • Lorenzo Frigerio

          Acho que no caso a borboleta esquerda é que deveria ser pintada de azul.

      • Danilo Grespan

        Eu discordo mesmo, é por isso que não tenho nenhum exemplar dos dois! Brincadeiras a parte, prefiro como nos F1, com borboletas seguindo sua mão, perfeitamente acomodada na direção em momentos onde isso é mais exigido. Ainda assim, entendo que borboleta na coluna de direção seja um padrão, e que não pesaria em nada na minha escolha.

    • Domingos

      Essa é uma questão do tipo “reduzir para baixo ou reduzir para cima” dos câmbios automáticos/automatizados com comando de troca na alavanca.

      Eu acho melhor na coluna e até me surpreendeu que o Peugeot fosse assim. É uma solução inclusive mais cara e bem feita.

      No entanto existem sim algumas situações em que você tem que tirar a mão do volante para buscar a alavanca, que não acontecem quando elas ficam no volante.

      A solução para isso é usar uma aba gigante como em algumas Ferraris. Assim nunca se perde a alavanca e ela fica parada na coluna com todas as vantagens que isso trás.

      Os Lancer Evolution são assim, não me lembro se os normais também são. As 430 também são e muitas Maseratis da mesma época também.

    • Cadu Viterbo

      Danilo, até aí eu hei de concordar com você. Mãos corretamente posicionadas, a alavanca fica bem ao alcance. Mudanças rápidas de se fazer. Até…

      …vc ter que fazer uma curva de raio pequeno, que exige mais que 90 graus de esterçamento. Eu tenho um Jetta TSI e, por vezes, a mão que sobe marcha inverte-se: ao dobrar uma esquina por exemplo. Isso não é problema prum carro de pista como um Ferrari: direção direta, tração traseira. Mas prum carro urbano, guiando em ruas e estradas, várias são as situações de esterçamento além de um jogo de braços

      Nessas ocasiões, prefiro usar a alavanca. É mais intuitivo!

    • Lucas dos Santos

      Creio que varia de acordo com o modo de dirigir da pessoa.

      Eu tenho notado nos vídeos do Arnaldo que ele sempre mantém as mãos na posição “nove e quinze” do volante, independentemente do ângulo de esterçamento. Quem dirige desse modo, certamente preferirá as borboletas fixas na coluna, como é o caso do Arnaldo.

      Já para quem esterça o volante mantendo as mãos fixas no aro – como, normalmente, fazem os pilotos de corrida – irá preferir as borboletas no volante.

      Eu, como nunca dirigi um carro com as tais borboletas, não tenho como dar uma opinião concreta. Mas como eu também dirijo mantendo as mãos na posição “9h15” na maior parte do tempo, possivelmente iria preferir as borboletas fixas.

  • Matheus_Ulisses_P

    Carrinho interessante, mas iria de New Fiesta por causa dos itens de segurança. Com o bom acabamento que tem, se o 208 tivesse todos os airbags da versão européia e ESP não teria para pra ninguém.

    • Lucas

      Também acho que faz bastante falta. Poderiam oferecer, como opcional ao menos, o pack de segurança (airbags laterais, de cortina e ESP). Veio na versão Premier, e é o mínimo para fazer jus a essa nova fase “premium” almejada pela gestão. Torço para que o management da Companhia leia este comentário.

      • Matheus Ulisses P.

        Pense que topo seria um 1,.6 manual completo com esse “Pack de Segurança” que você citou e a pintura marrom….

        • Lucas

          Sim, não só a pintura marrom, mas também outras opções de cor externa e de interior – há algumas muito bonitas, porém inexplicavelmente não disponíveis no Brasil. Há uma opção de interior claro, por ex., que coloca o carro muito à frente dos concorrentes daqui em refinamento e estilo; o mais difícil, que é o know-how, já foi feito pela matriz. Falta só coragem de lançar por aqui.

  • marcus lahoz

    Minha esposa tem um deste. Muito bom carro. Não apresenta problema algum.

    Dirigi na estrada algumas vezes e só tem coisa boa. O câmbio em modo manual é um espetáculo, dirijo como se fosse um câmbio manual, o consumo com gasolina chega fácil a 12 km/l; estabilidade para lá de boa; e faróis de fazer inveja. Sinceramente um carro muito bom.

    O grande problema do câmbio é o excesso de redução, qualquer acelerada a mais e já esta a 4 mil rpm; deveria tem uma nova programação. Para amenizar isso ela usa o câmbio com modo inverno, arranca em segunda e troca marcha em 3 mil rpm, média de 6,5 km/l no álcool dentro da cidade.

    Aproveitando, verifiquei que o painel apresenta o mesmo erro que do meu. Não tem a marcação de 200 km/h pula direto para a de 220 km/h.

    • Domingos

      Vai ver fazem assim para o pessoal não ficar vendo se passa dos 200?

      Interessante saber sobre os faróis. Depois de vivenciar um carro com faróis ruins se nota o quanto isso faz falta…

    • Lucas dos Santos

      Aproveitando, verifiquei que o painel apresenta o mesmo erro que do meu. Não tem a marcação de 200 km/h pula direto para a de 220 km/h.

      Muito bem observado. Lembro-me que os carros da VW dos anos 80 tinham o “problema” inverso: o velocímetro começava no 20, o que fazia o carro marcar 20 km/h mesmo parado!

      http://quatrorodas.abril.com.br/galerias/imagens/120802_gol_06.jpg

  • Thiago, é eixo de torção.

  • Luiz, ouço reclamações de pós-venda de todas as marcas, todas, daí concluo que o único pós-venda que não nos aborrece é o “após-vender” o carro.

    • Vinicius

      Tive um 206 por 4 anos, vendi o carro (com muita dor no coração) com quase 90 mil km, e nunca tive nenhum problema com o pós-venda. O que eu percebo é que as fabricantes têm se esforçado muito em melhorar esse aspecto (hoje, quase todos os carros têm pelo menos 3 anos de garantia, houve um investimento maciço em estoques de peças, os mecânicos das autorizadas estão mais bem treinados, o serviço ficou mais rápido e barato), mas sempre vai ter o chato que acha que o carro não pode um barulhinho sequer que já tem defeito, e se a concessionária não encontrar o defeito, não presta. Imagino se esse povo vivesse no tempo dos DKWs 2 tempos…

    • Domingos

      Mas a PSA se supera. Tem gente que conheço que é admiradora de Peugeots (teve vários 206, 306, 307 etc.) e adora os carros, mas o pós vendas é sempre criticado.

      Essa de igualar tudo também não rola. Se fosse assim compraríamos sempre o carro mais barato possível hoje em dia.

      • Muitomimimi

        Eu já tive alguns Peugeots (206 e 307) e Citroëns (C3 e C4). Em São Paulo especificamente as concessionarias eram horrorosas (Paris e Victoire da Peugeot) e TGV da Citroën, não conseguiam solucionar aqueles probleminhas bestas como ruídos de acabamento, suspensão etc. É uma pena, porque o produto PSA em si eu achava muito bom, mas não compensava o aborrecimento do atendimento do pós-venda

        • Domingos

          Acho uma pena também. Teriam um comprador assíduo comigo se melhorassem isso…

          A TGV me pareceu boa na parte de vendas, mas isso quase toda Citroën capricha bem. Os vendedores são realmente motivados.

    • Luiz_AG

      Estou em pânico com meu 207. Preciso trocar as correias dele com 80 mil km, ele está com 75 mil km e preciso achar um lugar para trocar. A qualidade da assistência técnica tem piorado muito, e minhas últimas experiências não tem sido boas… Se alguém tiver um mecânico na região de São Paulo que saiba trocar a correia dos peugeot me avise.

      • Antônio do Sul

        Não sou de São Paulo, mas pense na Fukuda Motorcenter, que faz os desmontes dos carros da Quatro Rodas usados nos testes dos 60.000 km.

        • Bob Sharp

          Luiz_AG
          Fukuda Motorcenter
          Rua Escobar, 219 – Santana
          Tel.. 2283-2810
          Procure o dono, Yutaka Fukuda, ou seu filho Fábio.
          Os Fukudas são muito competentes e o Yutaka é grande amigo, fomos colegas na Fiat e depois leais concorrentes no Campeonato de Marcas quando dirigi o depto. de competição da VW.

          • Domingos

            Sempre que fui lá perguntar alguma coisa ele nos respondeu bem. Nunca usei a oficina, mas não tem uma alma viva que fale que ela é ruim…

            Nessa mesma região, no mesmo quarteirão quase, existem uma série de boas oficinas que não cobram muito e fazem um serviço bom. Algumas mexem com importados os recebendo da cidade toda e não cobram caro mesmo. É um preço bem justo.

    • agent008

      Como empresário às vezes me coloco em um exercício mental, de como iria trabalhar se tivesse a minha própria concessionária. Em geral chego à conclusão de que “nezte país” minha concessionária ou iria falir pois não conseguiria atingir lucratividade suficiente e ainda ser competitivo com a concorrência; ou iria ter enorme sucesso pois os que aí estão cometem muitos erros absurdos e evitáveis além de mal respeitar o cliente… Mas uma certeza que tenho para mim é que poucos, pouquíssimos donos de concessionárias são realmente autoentusiastas de verdade. Há alguns donos de importadoras oficiais (uma certa marca coreana vem à mente) que, pelos disparates que cometem, só pode que também não o são. Podem até gostar de carro mas gostam mesmo é de dinheiro, muito dinheiro e o consumidor que se lasque… Sonho com o dia em que este modelo de negócio não mais triunfará “nezte país”.

  • Lucas, não vou procurar dados e fazer contas se o fato observado é o que está na matéria.A última marcha do manual é mais longa que a última do automático. Isso é fato. Há casos, não raros, de fichas técnicas com erros.

    • Lucas dos Santos

      Ou seja, as relações de marcha desse câmbio são realmente diferentes das divulgadas na ficha técnica.

      É, não tem jeito mesmo. Certas coisas precisam ser comprovadas na prática mesmo. Daí a importância de se ler avaliações ou de se fazer um test-drive antes de adquirir um carro.

      Grato pela atenção.

  • Lorenzo, falei dos Bugatti antigos, os verdadeiros Bugatti. Esse atual aí é um VW, é alemão.

    • Lorenzo Frigerio

      Na verdade, eu estava falando dos antigos. É um carro extremamente incomum e, em minha modesta opinião, superestimado.
      Não é, assim, um Delahaye em estilo, ou, assim, um Duesenberg em mecânica.
      Creio que muito do mito se deve à participação da Bugatti em corridas e ao fato de seus clientes serem magnatas do período entre-guerras.

  • Leonardo Mendes

    Essa seria minha versão ideal pra trocar meu bom e velho 307 automático, se a fabricante a fornecesse com motor 1,6 e câmbio manual.
    Tem tudo que eu preciso num carro, não tem o teto panorâmico, mas… automático? Nem rola… já passei 31 dias com um Griffe auto quando o 307 deu baixa na sick bay e o câmbio sabota demais o carro.
    E se for pra ficar usando as borboletas para trocar marcha, melhor optar logo por um manual.

    Acho impressionante como a Peugeot ainda se presta ao papel ridículo de oferecer essa caixa tão mal vista e mal falada no mercado… quando estive no lançamento técnico do 408 em Jarinu (aliás, bela cidade) a expectativa do pessoal que estava lá era altíssima, foi o instrutor anunciar que o automático era 4 marchas e instaurou-se o desencanto… mesmo mostrando as melhorias técnicas e tal, ninguém ficou com um sorriso no rosto.

    • Curioso foi o Miguel Figari nos ter falado, quando nos encontramos com ele no Salão do Automóvel, que 95% dos consumidores do 208 automático estão satisfeitos com o câmbio – além de dizer, com certo constrangimento, que eles não têm verba pra desenvolver outro câmbio ou mesmo comprar de outro fornecedor – e, portanto, não terem previsão de colocarem um câmbio diferente no 208, mas ao mesmo tempo oferecerem câmbio de 6 marchas, muito bom por sinal, no 308 e 408.

      (“nos ter falado” = nós do Clube Peugeot)

      Rola por aí a informação que não conseguiram é enfiar o AT6 no cofre do 208, mas não sei se é boato ou se é verdade. Mas que o 208 com AT6 ficaria ótimo, ficaria.

      • Leonardo Mendes

        O AT6 – e isso eu já disse várias vezes – combinou certinho com o motor 2,0 do 308/408… é impressionante, parecem o casal do filme O feitiço de Aquila, ficaram anos separados e voltaram a se unir.

        • Domingos

          Achei o THP com esse câmbio um outro carro. Inclusive, nunca tinha gostado do motor THP.

          Nessa combinação achei excelente.

      • Muitomimimi

        O fato é que a PSA nunca desenvolveu um câmbio automático de 6 marchas para o motor TU e suas variações. E não seria agora que ela substituiu essas motorizações na Europa deixando apenas o Mercosul e acho que a China, que ela investiria tempo e, principalmente, dinheiro sabendo que o volume dela já é baixo, e para câmbio automático, mais baixo ainda. A conta não deve fechar, infelizmente

  • Belford

    Carro lindo!!!!!!! Mas só manual e semi- novo (1ano de uso), fica perfeito, você deixa alguém comprar para ter aquela sensação de carro novo por 52-55mil, ai um ano depois compramos por 35mil no automático e 30mil no manual!!!!!
    Agora sim uma ótima aquisição!!!!

    • Lyn

      hahahahahahahahahahahahah por esse preço ai só batido

    • Z_H

      Ainda bem que tem sempre gente disposta a ter coisas de segunda mão…

  • Vinicius

    Eu teria fácil um 208, mas com câmbio manual e motor 1,6 litro. Um dos carros mais divertidos que tive foi um 206 1,6 litro Soleil, 110 cv, 3 portas. A Peugeot é pródiga em fazer hatches bons de guiar.

  • Vinicius

    Você acha o Griffe básico (manual) por aí por um preço um pouquinho mais alto que este Active Pack automático (uns R$ 1.000,00 a mais). Seria a minha opção.

    • Danilo Grespan

      Talvez o pessoal da Peugeot pense da mesma forma que o AK comentou num artigo anterior: em grande partes das negociações, quem testa ou compra o automático nem sabe qtas marchas tem, quanto mais que tem marchas! É diferente de uma minoria que estuda mais, frequenta mais sites tecnicos e etc… mas para quem dirige um, e depois o outro, diferença existe sim, principalmente quando se está em velocidades mais altas, ou quando se pensa na economia.

  • Lucas

    Mesmo a versão mais básica com 2 anos de uso não caiu para menos de R$ 35 mil (vide sites de venda e tabela Fipe); o próprio teste de longa duração da Quatro Rodas mostrou que o 208 tem bom comércio.

    • Belford

      Amo a Peugeot, já tive dois, 206 Rallye e 307. Pela tabela Fipe tudo são flores, agora, na hora de vender é uma desgraça! Espero realmente que o 208 mude a cabeça do brasileiro!

  • Domingos

    Onde fica a concessionária de vocês?

    • Leonardo Mendes

      Santos-SP.

  • Deixei de levar meu 207 pra serviços na concessionária quando colocaram 4 litros de óleo no cárter (que comporta 3,25 litros), e a justificativa do chefe de CQ foi que eles não têm óleo a granel, então tinham que colocar quatro garrafas, já que só tinham de 1 litro.

    Até aí tudo bem (??), se saindo da oficina não tivessem vários barris de óleo, prontos pra fornecer o produto pra colocar nos carros…

    Mas adoro os Peugeot, tanto que estou no meu terceiro e pensando em pegar um 308 ou 407 no futuro.

    • Antônio do Sul

      Caso não tivessem mesmo óleo a granel, não seria mais fácil pôr 3 litros e deixar faltando 250 ml?

    • Domingos

      Acho que hoje em dia ninguém mais trabalha com óleo de garrafinha, a não ser quando se compra no balcão.

      Faz muito tempo que não vejo concessionárias trabalhando assim, inclusive elas cobram o preço exato (com as unidades decimais da quantidade usada).

      De repente alguma marca ou autorizada muito pequena que não receba os tambores… De resto…

    • Z_H

      Outra: sempre enchem o reservatório de expansão do radiador acima do nível máximo…

  • Junior, convenhamos que melhorar o consumo “nezte país” não é moleza. A nossa gasolina não é produzida com vistas a baixar consumo ou dar outra economia ao consumidor. Ela é feita para favorecer usineiros e políticos e sua composição muda conforme o interesse desse tipo de gente citada. O duro é entrar no site francês da Peugeot e verificar que lá este mesmo carro, câmbio automático 4-m, mesmo motor, praticamente tudo igual, faz 19,2 km/l na estrada e 11,6 km/l na cidade, com gasolina, o que é excelente. Tecnologia a fábrica tem. Interesse de fornecer o mais baixo consumo ela tem, pois isso eleva vendas, mas…

  • Lorenzo Frigerio

    Se o 208 foi desenvolvido sem previsão para receber o AT6, então podemos falar em falha de projeto (nossa discussão de alguns posts atrás). Acredito que seja boato. Provavelmente na França tem.

    • Z_H

      Na França, parece que o 2008 tem um AT de 5 marchas… não seria o mesmo do 208 ?

    • Pois é, também creio que seja boato. Até porque li hoje que o 208 vai ser apresentado lá na Europa com um pequeno facelift, novos motores e… câmbio automático de 6 marchas.

  • Rogério Ferreira

    Taí o carro que eu me arrependo de não ter comprado.. A versão 1,45 com cambio manual mesmo. Merece vender pelo menos 2x mais do que vende, e não vejo algo melhor na faixa de preço dele. Talvez, à medida que a boa fama espalhe, a vendas melhorem. A versão automática 1,6, precisava do mesmo câmbio do 308, conforme já foi dito, ajudaria tanto no desempenho, quanto no consumo.

    • CorsarioViajante

      Este é o problema, todo mundo jura que ele merece vender mais, mas não compra, como você. Não adianta…

  • Lucas

    Vi em um teste deste carro que todos os sinais enviados ao painel vão pela rede CAN, logo não há problema na escala do velocímetro, já que o ponteiro não trabalha de modo analógico e indica a velocidade correta entre as duas marcas (180 e 220km/h). A velocidade máxima informada para ambas as versões (1.5 e 1.6) é maior que 180 km/h. Porém, não deixa de ser curioso o pulo. Na versão européia, por ex., ele não existe: http://www.km77.com/fotos/Peugeot/208_2012/Peugeot-208_2012-1.4_e-HDi_68_CMP_Blue_Lion-Active-Turismo-Interior-Cuadro_de_instrumentos-3_puertas-201206010016.html?modelId=2118&numDoors=3&photoType=2&order=2&division=puertas&galleryLimit=12&galleryBackLimit=8

    • Domingos

      Que curioso… Porque mexerem num detalhe como esse para o Brasil é algo misterioso.

      E acho que com isso não deve ter nada mais nos Peugeot que não seja via rede CAN, tirando a eletrônica exclusiva do motor.

    • Domingos

      Matei a charada: se tivesse o 200 escrito, no ângulo que está não caberia sem aperto entre o 180 e o 220. Preferiram pular essa numeração, quando o melhor seria simplesmente ir até os 200.

      Perceba como o europeu corre a escala em dezenas ímpares e não conta nem com o zero e nem com o 220 – terminando em 210, que deve ser o máximo para esse carro, tirando a versão GTI.

      O painel brasileiro é mais bonito e tem o zero, algo que eu aprecio, mas acaba menos legível e com essa particularidade dos 200 por esse motivo.

      PS: Que foto linda essa do painel de noite. Realmente é o ponto-chave do carro. Ai se a Peugeot fosse melhor de pós-vendas…

  • Bob Sharp

    Lucas dos Santos
    Os pilotos dirigem com os polegares encaixados na raiz dos raios com os aros do volante (“9h15”) e os dedos indicador, médio e anular acionam as borboletas. Desde que o volante não vire muito, no máximo 90 graus, as borboletas podem ser solidárias a ele. Quando vira mais a coisa pode complicar. É por isso que prefiro os toques na alavanca. Inclusive, o tempo em que se tira a mão do volante para acioná-la é mínimo. É por essa razão que nos carro de rali a troca de marchas é sempre pela alavanca, pois nesses carros o volante costuma ser bastante virado. Nos carros de teste que dirijo jamais uso as borboletas e não poder trocar marchas manualmente pela alavanca constituiria um impedimento para eu ter um Honda Civic ou um Ferrari.

    • Lucas dos Santos

      Exatamente, Bob. Como os pilotos raramente precisam virar o volante mais que 90 graus, as borboletas não são um incômodo.
      Quanto aos carros de rali, muito bem observado. Lembrando que no WRC apenas o piloto Robert Kubica utiliza borboletas no volante, devido ao problema que ele tem no braço direito, o qual não pode ser submetido ao esforço necessário para operar a alavanca de mudanças.

      • João Carlos

        No WRC de uns anos atrás, havia apenas uma borboleta fixa na direita, no sistema empurra/puxa. Era bem prático.

        Nos carros de rua e rali – em que o volante é virado mais, é maior e a relação de direção mais alta que um de fórmula – a borboleta fixa facilita. E acho que a posição 10h10 seja mais prática nesses carros, por facilitar não precisar avançar tanto a mão contra o sentido que se vai virar.

    • João Carlos

      No Ferrari até concordo, mas no Honda dá para viver sem opção manual. Por não ser um esportivo, o recurso de não avançar marcha ao tirar o pé abrupto do acelerado, e não fazer “caça de marchas”, dá pra andar rápido sem comprometer o prazer.

  • Lucas

    Há notícia na Folha de S. Paulo sobre o câmbio Aisin no 208 e C3: http://www.folha.com.br/no1589856

    • Sim, li essa notícia depois do meu comentário. Bom, antes tarde do que nunca, espero que isso aumente as vendas do 208, que é um bom carro.

  • Lucas

    Junior, concordo com seu argumento. Nesse caso, parte da diferença manual vs automático tbm se deve ao conversor de torque, que não existe no Fiesta..

  • Cláudio P

    Fala Duzinfa, como vão as coisas no CP? Realmente, como o AK disse, falta ao 208 uma opção de caixa automática a altura da boa dinâmica do carro. Mas falta também, em minha opinião, a opção de motor 1.6 com caixa manual numa versão intermediária, como os velhos e bons 206 Presence 1.6 16v, que tinham ótimo custo x benefício na época. Sem contar os saudosos freios a disco nas quatro rodas que, diga-se, a Peugeot “esqueceu” no 208.
    Abraços
    Claupp

    • Domingos

      Acho que foi o único carro nacional compacto com freios a disco nas 4, não?

      O Corsa GSi era tambor? Acho que era…

      • CorsarioViajante

        Polo em algumas versões tinha freios a disco nas 4.

        • Cláudio P

          Polo e C3 também, mas estes eram considerados “compacto premium”, portanto uma categoria cima do 206. Pode-se dizer que o 206 foi o carro mais “barato” a ter freios a disco nas quatro rodas que se fabricou no Brasil.

    • Olha só, quem é vivo sempre aparece!! O CP vai bem, ainda que aos trancos e barrancos com um staff pouco comprometido, em comparação com anos anteriores, mas estamos fazendo nosso melhor.

      Pois é, a Peugeot tem dado umas comidas de bola inacreditáveis, tipo eliminar versões intermediárias do 408 e 308 pouco depois do lançamento, não equipar o 208 Allure com motor 1.6, pretender lançar o 2008 1.6 com a AT8 e o THP com câmbio manual (?), e por aí vai. Na nossa conversa com o Miguel Figari ele foi bem franco, assumiu que a situação está complicada por cabeçadas de gestões passadas, e com a mudança pretendida de foco deles, eles esperam ganhar mercado. A conferir…

      • Cláudio P

        Legal, Duzinfa! Diga lá que tenho saudades do meu tempo de staff. Quanto ao 2008 1.6 automático e THP manual, por incrível que pareça, poderá ser o maior acerto da Peugeot até hoje. Pelo tipo de carro que será (e que não me apraz), um 2008 1.6 será ótimo para levar as crianças na escola e ir ao supermercado. Sendo assim que seja automático, mesmo. Já um THP poderá fazer tudo isso, mas se o dono for um autoentusiasta de verdade vai querer se divertir um pouco e aí uma caixa manual é tudo de bom (hehe).
        Abraços

    • Leonardo Mendes

      A mordida desses discos era de uma “ignorância” de fazer inveja… a despeito de travarem com uma facilidade incrível cumpriam bem a tarefa de conter o ânimo do 1,6.

      E o 206 ainda tinha a opção do Selection Pack com motor 1,6, versão abaixo do Presence… ficou pouco tempo no catálogo.

      • Cláudio P

        Esses Selection Pack 1,6 são raríssimos! Tenho bastante experiência com o 206 1,6 16v e, de fato, quando se busca o freio para valer ele “prega” no chão como poucos. E olha que gosto de andar forte, quando é possível e seguro, claro. Mas esse efeito de facilidade de travamento das rodas traseiras eu senti mais quando o carro ainda era novo. Depois que troquei as pastilhas originais por Bendix ficou ainda melhor e essa tendência ao travamento desapareceu completamente. Desde então sempre uso pastilhas dessa marca.

        • Domingos

          Encontrei essas pastilhas uma vez numa loja e quando vi que eram feitas pela Honeywell (turbos Garrett e aviões), fiquei com muita vontade de comprar. O preço era bom.

          Bom saber que são boas.

          E o prazer de um carro que freia bem e reto é algo indescritível. Só fazendo isso para entender como frear pode ser divertido, além de seguro.

          Tive uma combinação de carro com pneu extra grudento e novo com discos e pastilhas novos nas 4 rodas, que sempre foram grandes para o peso do carro.

          Aquilo ali aquecido era puro deleite em estradas com lombadas. Você freava sem travar bem próximo das mesmas estancando o carro, era muito bom!

  • MrBacon

    Tive um 206 Presence 1.4 há 10 anos, gostei muito, rodei 40.000 km sem maiores problemas. Se um dia eu precisar de um 2º carro mais compacto, ficaria em dúvida entre o 208 e o Fiesta, ambos manuais.

  • Evandro

    Dada a proposta do carro, achei um pecado ele não ter travas Isofix como a versão européia (o Fiesta tem e ali atrás cabem bem menos pernas).

    Com o sucesso de vendas do Fiesta e o não tão alto volume de vendas do 208, acho que a Peugeot tem sido muito lenta na resposta e apresentação do pacote para o carro que, segundo coisas que li “vem para mudar a cara e aumentar as vendas da marca”.

    Pelo menos foi o único carro que negociaram preço comigo quando comprei, pena que o pós-venda mostrou sua fama.

  • Seria uma alternativa paliativa, mas certamente é melhor deixar faltando 250 ml do que colocar 750 ml a mais.

    Sem contar que toda garrafa de óleo tem na sua lateral uma parte transparente com um marcador do volume restante, justamente pra permitir a quem está colocando o óleo no cárter fazê-lo em frações, e ir vendo o quanto sobra por esse medidor (rudimentar, é verdade, mas útil). Ou seja, o mecânico da concessionária poderia colocar três garrafas inteiras de óleo no cárter, colocar aos pouquinhos o conteúdo da quarta garrafa até ver que sobram 750 ml (se a garrafa for de 1 L), instalar o filtro novo, ligar o carro por alguns segundos para o óleo passar pelo filtro, ver o nível, colocar mais óleo (o filtro “suga” cerca de 250 ml) e pronto. Não é difícil para um mecânico que supostamente tem treinamento técnico feito pelo fabricante.

    O que me leva a concluir que eles fazem errado por ordens superiores: picaretagem.

    • Antônio do Sul

      Esses 3,250 litros, então, são sem o filtro de óleo, que comporta mais 250 ml. No caso do Focus 2.0 Duratec aqui de casa, são 4,25 litros, contados os volumes do cárter e do filtro. Nas trocas de óleo, como as concessionárias Ford também não trabalham com óleo a granel, são cobrados 5 litros de óleo…

  • Peter Losch

    Minha mulher tem um 208 Griffe, completo, manual, comprado zero km e atualmente com pouco menos de 4.000 km. Para colocar as coisas em perspectiva, ela tinha um Citroën C3 Exclusive 2011, 1.4, também manual, comprado zero km e foi vendido com 26.000 km.

    Em primeiro lugar, são o mesmo carro. A mesma carroceria, motor (atualizado, lógico), suspensão, direção, tudo remete ao bom e velho C3. É um déjà vu francês.

    Apesar de tanta semelhança, o 208 é um produto modernizado em relação ao antigo C3. O carro é mais silencioso, a carroceria mais rígida, é muito bem acabado e cheio de aparatos tecnológicos.

    Vamos agora a alguns pontos específicos: primeiro, o espaço interno, que é o equivalente a uma caixa de fósforos. Na parte da frente, o puxador da porta rouba espaço do lado esquerdo e o console rouba o da direita. No C3, eu dirigia com as pernas abertas e não encostava no forro da porta. Neste, fico encostado o tempo todo o joelho na porta e no console central, com as pernas forçosamente mais fechadas; Os bancos abraçam mais os passageiros da frente, com suas abas laterais bastante pronunciadas, quase um banco concha e a cereja do bolo em termos de claustrofobia é a falta de espaço para o meu pé direito no pedal do acelerador. A parte inferior do console central é muito grande e, desta forma, tentando usar o acelerador, com o pé na posição usual, você acaba acionando acidentalmente o freio. A solução é usar apenas a ponta do pé (tamanho 41, nada demais), caso esteja usando um tênis comum. Sobre o espaço atrás, não vou nem comentar. Pífio.

    Quanto ao motor, é típico de deslocamento baixo e muita potência: “Pontudo”, com nada embaixo e bom fôlego em alta. Mesmo o comando variável desta versão não ajuda muito. Em baixa é igual ao antigo C3 1.4, enquanto em alta rotação é bastante divertido, com rápida subida de giros e velocidade.

    O painel tem os números muito pequenos, sendo bastante difícil a compreensão do que se lê. Na prática, você acaba usando o velocímetro digital… O arranjo do volante, pequeno e baixo e o cluster alto é interessante e não compromete. A direção elétrica é correta (prefiro uma boa direção hidráulica…), a pega no volante é muito boa, o carro é estável e bastante ágil, o câmbio tem os engates um pouco longos (exatamente como era no C3), o que não ajuda muito o motor tão esportivo.

    Por fim, desculpem-me, mas ficou uma coisa meio fake este novo 208. É como um C3 de festa, enfeitado e tecnológico, mas é impossível negar o DNA do carro de origem.. Aliás, mesmo sendo mais fraco de motor, mais simples e mal acabado, achava o C3 um excelente carro urbano, bom de tocada, macio e muito, mas muito mais espaçoso. É o típico carro que entrega aquilo que aparenta, ao contrário deste novo 208.

    PS: A minha mulher ADORA este 208, tem bastante tempo de carteira e um pé direito algo pesado. Ela é quase uma gearhead… :o)

  • Domingos

    Estranho que eu tive justamente a impressão oposta: não gostei nada do C3, inclusive espaço e desempenho, mas o 208 eu achei excelente em quase tudo!

    Ambos são o mesmo carro realmente, porém com muitas mudanças no 208 desde chassi até todo o conceito de instrumentação/interior.

  • Domingos

    Nunca imaginei. Legal de saber :)!

    Agora lembrando, o último Gol GTI (o GIII) também teve disco nas 4. Mas era uma versão raríssima.

  • Peter Losch

    Complementando…

    O carro está agora com 3.500 km e surgiu o clássico barulho do rolamento da embreagem. Tentei agendar uma visita à concessionária e só tem data para o dia 16 de março. Mau sinal… Será o primeiro e último Peugeot que teremos? Só o tempo dirá…

    • Domingos

      Fica fazendo um grilinho, não? Tive um carro com isso e era chato mesmo, a sorte era que acabou ficando baixo com o tempo e só acontecia quando eu tirava o pé do acelerador.

  • agent008

    Mas o 407 ainda padecia de defeitos bem idiossincráticos e característicos da “velha PSA”. Maus contatos em chicotes elétricos, uma engrenagem de comando de válvulas variável que estragou (custou caro para arrumar), flautas de injeção (no V6 eram duas, uma por bancada) que trincaram sozinhas aos 85.000 km. Eu adorava o carro mas tinha que conviver com isso. Já o 508, claro, estou com ele há pouco tempo, mas é nítida a diferença de qualidade em todas as áreas. Acabamento, rigidez do monobloco, equilíbrio de massas, agilidade (é maior, entre-eixos mais largo e ainda assim pesa quase 400 kg a menos)… Imagino que se recebêssemos aqui a versão com suspensão dianteira de braços triangulares superpostos, aí sim estaria uma maravilha, pois com McPherson já dá gosto de guiar.

  • agent008

    Sim, a AM6 é a mesma do C5 e do C6. Sempre tive a idéia que a AT6 seja uma evolução da AM6. Estou errado? Neste caso os 508 diesel europeus com torque superior a 29 kgfm usariam a AM6? Não que eu duvide de você mas em termos de lógica industrial não faz sentido ter duas caixas quando poderia ter uma só para todas as aplicações…

    • Domingos

      Não sei se é evolução ou não. O que sei é que a caixa do C6 me pareceu excelente, casando muito bem com o V6 e sendo super suave.

      Na época pensei “finalmente a PSA acertou na caixa automática”. Mas era Toyota na verdade…

      Se os 508 usam motor V6 diesel, com certeza devem ser a mesma caixa. Os 4 cilindros não faço idéia, mas penso que também não haveria sentido em desenvolver uma caixa entre a AT6 e a AM6 só para isso, a não ser que limitem o torque nas primeiras marchas e usem a AT6 mesmo.

      • agent008

        Se você gostou do casamento entre AM6 (TF80SC) e motor ES9A (V6 do C6), a relação entre AT6 (TF70SC) e motor EP6CDT (THP 165) é ainda melhor. Existe uma diferença nítida na lógica de controle, a caixa nova é muito mais inteligente. Vivi 4 anos com AM6+ES9A e aora estou com AT6+EP6CDT. Mesma filosofia, acerto parecido mas a caixa mais nova é infinitamente mais ágil!

        • Domingos

          Adorei na AM6 junto com o V-6 24v justamente que ela era um pouco mais lenta e suave, me pareceu um bom carro automático.

          E talvez, por ser destinada a carros de maior torque e mais exigência de conforto, que a AM6 seja um caso à parte da AT6…

          Qual carro você tinha com essa combinação? O C6 ou os raros C5 V-6? Estranho como esse motor no papel tem poucos cavalos para um V-6 hoje em dia e o peso é grande dos C5 e C6, mas o prazer e o desempenho são muito bons.

          Conjunto bem liso e com bastante torque, ao mesmo tempo não se negando a girar bem. Representação boa do motor francês moderno.

          PS: O THP com a AT6 ficou ótimo mesmo. Arrisco a dizer que me agradou mais que o manual no DS3!

      • agent008

        Os V6 diesel da PSA foram substituídos pelo 2.2 HDI FAP que foi recalibrado e teve o desempenho aumentado para níveis similares aos do antigo V6 HDI. Entramos na obscuridade das siglas internas e detalhes de projeto, só alguém de dentro para resolver esta dúvida, mas passo a acreditar que hoje a nomenclatura AT6 seja meio coringa na PSA, em fóruns franceses é chamada de AT6-II e a nova versão (508 2015, acredito que também C4 Lounge THP, mas só o Flex) de EAT6 ou AT6-III.
        Como minha cabeça sempre quer achar a lógica das coisas, meu atual entendimento seria que as gerações das caixas têm mais a ver com a geração do software de controle, portanto seria o seguinte:

        * AM6 (sigla retroativa AT6-I): TF80SC para até 450Nm usada nos V6 gasolina e diesel (407, 607, C5, C6)
        * AT6 (também conhecida por AT6-II): TF70SC para THP (até 240Nm) e TF80SC para HDI’s com torque acima desta especificação
        * EAT6 (AT6-III): mesma coisa, TF-70SC para aplicações até 240Nm e TF-80SC para aplicações de maior torque (diesel, novos THP – EP6FDT).

        • Domingos

          Me parece também que não existem maiores diferenças do que a programação entre a AT6 e a nova dos THP flex.

          Provável que em pouco tempo chegue aos outros PSA.

          O que sobra de mistério é se a 80 é completamente outra comparada à 70 ou se são apenas caixas com diferentes capacidades dos componentes.

          Em se falando de caixas automáticas é provável que, apesar do nome parecido, sejam bem diferentes. Não se costuma aproveitar muita coisa de caixas automáticas com diferenças básicas umas das outras, no máximo se mudam as relações entre duas caixas “irmãs”.

          É coisa da maior complicação delas. Não dá pra aproveitar muito quando mudam os requisitos e objetivos.

        • Domingos

          Falando dos V-6 HDI, eles ainda não eram feitos para a Land Rover?

          • agent008

            Boa pergunta, acredito que sim. São de projeto Ford e a PSA era cliente deles, a JLR herdou estes motores no acordo de cisão (junto com o 2.0 ecoboost, 2.2 TD4, etc.)

          • Domingos

            São ótimos diesels, aliás. Muito suaves! Só não sabia que eram da Ford, pensava que fosse o contrário: a PSA que os projetou e a Ford e as marcas premium dela que compraram.

            PS: O 2.0 tenho certeza que é projeto PSA, pois o bloco deriva do EW a gasolina que conhecemos bem dos Peugeot e Citroën 2.0 16v. Outro motor muito bom…

          • agent008

            Sim, Ford só os HDI’s de 6 cilindros. Estes é que a JLR herdou o direito de usar.
            Os HDI’s de 4 cilindros são puramente PSA. Acredito ser por isso que o 2.2 HDI substituiu o 2.7 V6 HDI — com motores da casa ganha-se mais dinheiro por carro vendido, além disso 2 cilindros a menos significam mais economia… Mas é uma pena pois estes motores são como vc disse muito suaves.

  • agent008

    Dei uma pesquisada e achei na Wikipedia italiana (!) um artigo explicando que há duas variantes desta caixa Aisin – TF80SC (torque máximo 450Nm ) e TF70SC (torque máximo 240Nm) – http://it.wikipedia.org/wiki/Aisin_AW_TF-XX_SC#PSA
    No caso dos THP imagino que seja aplicada a mais reforçada TF80 pois o torque máximo destes motores é exatamente 240Nm, não haveria margem de segurança. Enfim, muito embora pelo artigo já saibamos que são duas variantes da mesma caixa, não achei informação a respeito do tamanho de cada variante, mas me faz supor (apenas uma opinião, não tenho como embasar) que o tamanho seja o mesmo e portanto grande demais para servir no 208/C3. Neste caso faz (e muito) sentido a PSA ainda estar aplicando o AL4/AT8 até que tenha cacife e tempo para desenvolver uma nova caixa para os compactos…

    • Domingos

      Caixa não precisa de margem de segurança não, o que o projeto informa tá valendo.

      Tem muitos exemplos de carros que usam caixa exatamente no torque máximo, muitos preparadores de VW afirmavam que grande parte das boas caixas deles já vinham no limite por exemplo.

      Lembro que o Focus 2.0 Zetec vinha com a caixa no limite também. Sem problemas por isso.

      A PSA tem tradição tem ter caixas usadas no limite ou que até tenham que limitar o torque máximo por falta de limite – nos diesel é normal, contando com um limitador pela ECU de torque/potência nas primeiras marchas.

      Mais uma vez isso se repete com a caixa dos THP.

      Aliás, essa TF80 se não me engano tem possibilidade de uso com tração nas 4 e deve ser diferente em tamanho e disposição de certas coisas que a TF70.

      O estranho mesmo é o 208 e C3 não terem espaço para uma caixa que não deve ser tão grande assim… Ou a AT6 é maior do que se pensa ou os 208 e C3 mais apertados do que se pensa.

  • marcos tadeu

    Estou querendo neste ano comprar um 208 a tive manual, alguém poderia me informar se as suspensões do 208 são boas ? Grato e felicidades a todos

    • Israel

      Muito boas, remetem à esportividade do 206, porém mais macias e resistente.

      Pode ir sem medo, a versão 1.5 Active MT é o melhor custo-benefício da categoria.

  • agent008

    É que existem algumas fontes falando em 240 Nm e outras em até 290 Nm. Se não precisa de margem, o que realmente faz muito sentido, e minha caixa for especificada para até 240 Nm, então estou correndo riscos com a reprogramação que fiz no 508 para 185 hp e 290 Nm?

  • Roberto

    Mesma coisa com o fluido de direção hidráulica. Sempre colocavam a mais em um fiesta que tive e só fui descobrir um dia que a direção ficou mais dura do nada. Depois disso, sempre comprava um seringa para tirar, após as revisões, o excesso.

  • Rogério Ferreira

    Só não comprei o 208, por culpa da própria Peugeot, que não pagou um valor justo pelo meu 206. Era a minha primeira opção. mas acabei indo de Palio Essence 1.6, que me saiu por 5000 reais a menos… (era 3000 reais mais barato, que 208, e ainda pagaram 2000 reais a mais no 206) No fim a diferença ficou bem menor. Então não é culpa minha… ainda falta um pouco de profissionalismo das concessionárias. Sei que estão mudando, tendo a vista, as boas propostas de compra do 208 testado pela Quatro rodas.

  • Rogério Ferreira

    Correção: o C3 até a 2012 jamais compatilha a mesma plataforma do 208. Somente a atual geração, a partir de 2013. C3, até 2012 compartilha a plataforma do 206/207.

    • Peter Losch

      Foi isto o que quis dizer. Os novos C3 e 208 compartilham a mesma plataforma do antigo C3.

  • agent008

    Vi que até hoje não tinha te respondido… Tive um 407SW com esta combinação motor/caixa. Como os Peugeots têm uma aptidão mais esportiva, acho que o acerto da AT6 do 508 é mais adequado. A AM6 era muito… Citroën. Hehe. Mas excelente, sem dúvidas, talvez um pouco hiperativa nas trocas, ela não se antecipava as minhas intenções tão bem, às vezes errava o pulo, entende? Caixa para andar macio