PARA GOSTAR DE MANTER

Alfa Romeo 145 (foto do autor)  PARA GOSTAR DE MANTER Alfa Romeo 145 foto do autor

Alfa Romeo 145 (foto do autor)

Uma gota de óleo marcava o chão da garagem naquela manhã. Minha visão ficou turva. Era bem embaixo da parte dianteira do Alfa 145. É o fim… pensei.

Estamos aí vivendo um drama novamente.

Caso o leitor tenha perdido a matéria anterior sobre este carro, estamos visitando a história de um Alfa Romeo 145 Elegant de trás para a frente: os acontecimentos narrados aqui são, portanto, anteriores à saga do filtro de ar.

Normalmente, quando não chove, sem querer ser engraçado com a afirmação, me dou o trabalho de ocupar o meu sábado de manhã andando de carro, sem destino e sem objetivo especifico, além obviamente daquele de guiar. Recomendo e afirmo, é uma sensação única.

Da física obtemos a definição de trabalho. O trabalho mede a quantidade de energia que fornecemos ou retiramos de um corpo quando, devido a uma força ele efetua um deslocamento. Nada mais perto do ápice de ser Autoentusiasta. Energia, força e deslocamento, termos presentes na definição teórica e que se adequam perfeitamente ao conceito prático de ser um entusiasta de automóveis.

Mas, deslocar-se para quê? Para gastar pneu e combustível, ora bolas. Precisa de algo mais? Sim, precisa de um carro perfeito.

Com o passar do tempo descobri que o carro perfeito não é aquele vermelho reluzente que sempre figurou como decoração no pôster do meu quarto de solteiro. Aquele quadro, com moldura simples em madeira e fotos sem grande resolução, mas que representava um indefinido objetivo de vida, ficou para trás, assim como a idéia de que um automóvel precisa ser superlativo para ser desejável.

 

PARA GOSTAR DE MANTER poster

Quem não teve um destes? (www.mlb-s1-p.mlstatic.com)

O carro perfeito então, aquele para atender à chamada ao deslocamento, incluído na definição de trabalho, sempre aquela conceito da física e não o do sindicato, pode ser menos super, mais realista. Sem contudo abrir mão de ser sensacional. O “corpo” portanto, que irá efetuar o deslocamento, pode ser aquele que está na garagem da sua casa. Restando, porém, a você gerenciar a devida força e energia, fornecendo ou retirando do seu automóvel algo que poucos irão compreender, uma sensação exclusiva, e que é muito importante e suprema para você, do seu jeito, sem normas ou compromissos.

Da próxima vez que entrar no seu carro e deslocá-lo para algum lugar, faça um exercício de física, ou talvez de metafísica. Curta ele ao extremo, por mais simples ou sofisticado que ele possa ser.

Uma curiosidade nesta questão é que para os físicos, o conceito de deslocamento não é o mesmo de distância percorrida. Enquanto a distância é a medida da linha de trajetória, no caso do automóvel a indicação de total de quilometragem percorrida indicada pelo hodômetro. O deslocamento é determinado medindo em linha reta a diferença entre o ponto de partida e o ponto de chegada. E como a fórmula do trabalho usa deslocamento e força como variáveis, toda a vez que voltamos com o carro para o ponto de partida (quase sempre, portanto), o trabalho resultante desta atividade, ainda que prazerosa, tem valor nulo. Trabalho resultante igual a zero.

Guiar o carro sem outra obrigação, além de fazer andar, não é uma ação mecânica, repetitiva, é uma entrega. Pode parecer uma escolha pouco ortodoxa usar o carro para um fim diferente do transporte, mas é por isso mesmo que se identifica um prazer maroto e imperfeito neste fato, vou andar de carro apenas para curtir e apreciá-lo, violando a função básica para qual ele foi desenvolvido, e pronto.

 

PARA GOSTAR DE MANTER conduzir

Conduzir pela vontade e não pela necessidade (foto do autor)

Desculpem-me os ativistas, mas o combustível a ser queimado para este fim estará servindo apenas para interesses pessoais de divertimento e possui tendências ao egoísmo; já outras pessoas podem até participar do passeio, mas só uma por vez pode assumir o volante.

E preparado para todo este ritual profano cheguei à garagem animado naquela manhã de folga. Até me deparar com a marca de óleo no chão…

A evidência de um problema, a desculpa para o drama. O que teria acontecido?

Primeira ação: confirmar que o óleo que calamitosamente manchava o chão da garagem era mesmo proveniente do motor do Alfa, uma espécie de prova de paternidade se fazia necessária. Uma lanterna e um espelho de inspeção são chamados aos trabalhos. Encontro o caminho feito pela gota rebelde e fujona, e identifico a peça que a deixou escapar: a vedação entre a bomba de óleo e o trocador de calor água-óleo. Em vez da serenidade, necessária aos investigadores e detetives diante de uma prova contundente, aufiro uma sensação de dúvida, o que haveria causado o problema, há quanto tempo estamos perdendo o precioso líquido lubrificante… tomo a decisão de trocar o iminente passeio pelo imperativo ataque ao problema.

Carros para gostar de manter

Descobrir o prazer de cuidar de um automóvel foi uma das minhas primeiras experiências tangíveis com estas máquinas. A migração de criança e passageiro (nem sempre no banco de trás) para um contato mais intimo com o automóvel foi ocorrendo aos poucos, à medida gradativa na qual meu pai permitia a ampliação na minha participação no austero (pelo menos para ele) cerimonial de lavar o carro.

A primeira tarefa que ganhei, por volta dos 10 anos de idade, foi a de lavar as rodas do carro. Qualquer iniciativa que eu pudesse inventar para tentar discutir a tarefa era mitigada pelo comentário do meu velho, que dizia que minha altura era a habilidade que ele precisava, as rodas estavam mais próximas da minha cabeça do que da dele. E foi assim sempre, aproveitando a metáfora, mesmo tendo crescido, rodas e pneus conservaram-se muito presentes em meus pensamentos.

Chegando aos 12 anos, além já de ter ampliado a minha participação e abrangência no ritual de limpeza, que incluía agora todas as partes abaixo da linha da cintura do carro, comecei a ter a chance de ajudar na movimentação do carro dentro da garagem, passando a ter a imensa e maravilhosa responsabilidade de virar o volante (antes da popularização dos sistemas de direção com assistência hidráulica), com o meu pai servindo de força motora, nas pequenas manobras de afastamento ou aproximação da parede.

Em casa, na garagem, ainda fazíamos pequenas outras operações interessantes, como troca de lonas de freio, desengripamento do “burrinho”,  abastecimento de fluidos diversos, verificação e complemento do nível da água da bateria, ajuste do cabo do freio de mão, troca de filtros e coisas básicas assim. Meu pai mantinha uma pequena armazenagem de alguns produtos bacanas, e a vida com o automóvel parecia ser mais interativa naquele tempo. Desmontar a “panela” do filtro de ar, para acessar o carburador, soprar um giclê… Não conseguirei passar para meus filhos este ritual da mesma maneira que eu pude experimentar um dia.

 

Desmontando um carburador (i41.tinypic.com)  PARA GOSTAR DE MANTER Desmontando um carburador i41

Desmontando um carburador (i41.tinypic.com)

Naquela época uma correia do alternador podia ser encontrada em alguns porta-luvas, coisa difícil de aceitar nos dias atuais. Tenho saudade do procedimento de teste de lâmpadas, quando meu pai dentro do carro acionava os comandos para que eu pudesse confirmar com um “acendeu”. De vez enquanto e de modo astuto ele simulava uma falha no acendimento (gritando freios e não pisando no pedal, por exemplo) e solene ele dizia que era apenas para confirmar que se eu estava prestando atenção.

Fazíamos também o rodízio dos pneus, incluindo o estepe, direitinho como vinha descrito no manual do proprietário, eu adorava, e ainda curto muito este procedimento. Por sinal, tenho uma fissura não compreendida completamente por rodas e pneus, acho que são itens muito representativos em um automóvel. Apesar do conjunto representar apenas 10 dos mais de 5.000 itens que compõe um veículo, para mim pneus e rodas são metade do sucesso, do desempenho, do comportamento e do valor estético de uma maquina deste tipo. Não precisa criticar nem tentar entender, caro leitor. Só sei que é assim.

Isso me traz ao Alfa Romeo, com atenção me dedico a entender a sua manutenção básica e reconheço que posso executar muito menos atualmente do que arriscava nos carros de outrora. Encarar a desmontagem das conexões da bomba e do pequeno trocador de calor, cúmplices e culpados pela gota de óleo no chão, parecia arriscado demais para quem tem pouco mais do que uma cachola cheia de boa vontade e uma caixinha com algumas ferramentas.

 

PARA GOSTAR DE MANTER bomba

Bomba de óleo do Alfa 145 (divulgação)

Mas tudo depende de como você encara o desafio. Para algumas pessoas não faz sentido dedicar-se a cuidar do carro, encaram a situação apenas como usuários. O automóvel, assim como equipamento de alto grau de confiabilidade, deve funcionar bem e pronto. Eventuais problemas são encarados por estas pessoas como “falhas” e não necessidade de manutenção. Nestas situações elas se direcionam para um prestador de serviço especialista, não sem antes esbravejar e ofender a casa automobilística que fabricou o produto.

Fico surpreso de ver alguns anúncios de veículos usados em que a frase “revisado, com manutenção em dia e troca de óleo” é destacada como atributo do bem à venda. Manter o carro em bom funcionamento e com a manutenção em dia deveria ser uma obrigação e não um diferenciador competitivo.

Com estes pensamentos na mente, deitei sob o Alfa e comecei a analisar a possibilidade de resolver o problema. Mais uma vez o drama era maior do que a realidade e um bom reaperto colocou a situação em modo regular novamente. Aproveitei a posição pouco ortodoxa em que me encontrava e fucei um pouco outras regiões da parte baixa de motor e caixa de câmbio e felizmente nada parecia merecer atenção especial.

Abri um frasco de óleo para motor, com o prazer de quem abre uma garrafa de liquido precioso e completei o pouco que faltava para o nível máximo.  Baixei o capô e como se fosse um mecânico de competição confirmei para mim mesmo que estava tudo certo para partir. Era hora de retomar o plano do trabalho, aquele com resultante igual a zero.

Tratei de aproveitar o passeio para também usar o motor em vários regimes, e assim verificar mais tarde a eficácia do que parecia ter sido um eficiente reparo, nenhuma gota de óleo voltou a se apresentar deste então. Que bom.

 

PARA GOSTAR DE MANTER estilo

Começando o dia em grande estilo (foto do autor)

Quando ando assim com o Alfa me sinto maior, mais realizado. Como antecipei, não precisa ser um ultra-esportivo ou um super-moderno. O 145 Elegant, com seus 19 anos de idade e sua condição de ligeiramente especial, atende à minha ambição de curtir um carro com entusiasmo, com prazer elevado e, neste caso, ter o veículo em boas condições de uso, sem defeitos que incomodam ou que ponham risco à segurança, só aumenta a vontade de curtir.

Um dos motivos pelos quais escolhi o Alfa foi o som que sai do motor e do sistema de escapamento. Adoro passar em ruas tranqüilas e poder esticar o giro do motor para ouvir a sinfonia preparada com atenção e cuidado pelos engenheiros da marca. O modo com que o carro entra nas curvas, a troca de marchas da caixa de câmbio precisa e ainda justinha, mesmo com a idade, são detalhes que transformam o passeio em uma obra.

Como um competente artista incorpora uma personagem e busca extrair o máximo do papel que lhe foi incumbido, gosto de guiar o carro pensando que se prepara um espetáculo. De maneira harmoniosa espero que tudo dê certo, tento acertar a melhor dosagem do freio, busco usar da melhor forma a curva de torque disponível no motor, me esforço para escolher a marcha ideal em cada situação de condução, trabalho para aprimorar minha capacidade em fazer curvas e acelerações perfeitas, de modo rápido mas elegante.

Experimente andar de carro sem um objetivo definido, além daquele principal, primordial e onipresente, só pelo prazer em andar de carro. Em vez de querer chegar a algum lugar, querer chegar aos limites de condução do carro, trocar o ato de transportar pessoas pelo ato de transportar seus sonhos sobre rodas. Cuidar e ser atencioso com a manutenção dele, não para poder revendê-lo melhor, mas para pela contentamento e dignidade em ser um dono melhor.

 

PARA GOSTAR DE MANTER guiar

Guiar é preciso (foto do autor)

De vez em quando, em vez de abastecer o tanque com combustível suficiente para ir a algum lugar, realizar alguma tarefa inteligente ou produtiva, abasteça o tanque com o combustível necessário para alimentar o fascínio de ser entusiasta.

Que drama, e que prazer!

Continua…

FM

Sobre o Autor

Felipe Madeira

Engenheiro, atuando na indústria desde o início dos anos 1990, focado no segmento de autopeças e fabricantes de veículos. Apesar de algumas preferências automobilísticas pouco ortodoxas, aprecia de tudo um pouco quando o assunto é carro. Interessado não só no mundo automobilístico nacional, mas também antenado no que acontece lá fora. Propõe em seus posts um papo aberto e sem preconceitos neste cotidiano, mas fascinante, mundo sobre rodas.

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  • m.n.a.

    carburador é o máximo ! ! !

  • CorsarioViajante

    Ah que delícia! Hoje mesmo dei umas bandolas aleatórias por aí, aliás é um ritual que busco sempre que posso, seja nos fds com a patroa, seja como hoje, por ter uma meia hora antes de um compromisso.
    Quanto à manutenção, realmente (e infelizmente) não tenho conhecimento e nem levo jeito para estas tarefas, embora goste.

  • Fabio Vicente

    Desde meu primeiro carro, um Gol LS refrigerado a ar até meu último carro carburado, um Apollo GLS, a “manutenção” básica ficava a meu cargo: troca de velas, limpeza de carburador, filtros… enfim nada que exigissem ferramentas complexas e que não estivesse ao meu dispor. Afinal, havia feito um curso de mecânica e desde meus 12 anos mexia com automóveis – até trabalhei de graça em duas oficinas.
    Porém, com o passar do tempo, a falta de um local adequado (moro em apartamento e a garagem é ridiculamente minúscula) e a escassez cada vez maior de tempo, este prazer infelizmente é uma mera lembrança de uma época muito feliz. Hoje o máximo que faço é ficar babando nos carros desmontados da oficina onde levo meu carro. Tempos atrás apareceu uma vontade de resgatar este velho hábito, fazendo um novo curso de mecânica de autos, e trabalhar aos finais de semana em uma oficina – mesmo que de graça, para não perder o costume… rs
    Então minha esposa pediu com jeitinho (com ameaças que fariam o pessoal da Al-Qaeda corar de vergonha) e acabei desistindo da ideia novamente.

  • Renato Passos

    Uai, essa terceira foto é aqui em Belzonte…

    Belo 145! Penso em pegar um num futuro próximo!

  • Carlos A.

    Felipe, já vivi intensamente essa fase de fazer pessoalmente todas essas manutenções que citou, junto com um amigo de engenharia mecânica na garagem de casa. Hoje ele não mora mais na minha cidade mas mesmo solitário, consegui arrumar um tempo para voltar a fazê-las. Acho que a taxa de ‘gasolina na veia’ subiu muito e está fora de controle, pois também sou de fazer esses passeios solitários em dias sem chuva e pouco movimento, geralmente nas manhãs de domingo. Nesses passeios, sempre curto ao máximo cada segundo rodando pelas ruas e estradas.

    • Felipe Madeira

      Carlos, também gosto das manhãs de domingo, ambiente agradável, baixo índice de preocupações e pouca gente na rua.

      • Carlos A.

        Felipe, e ainda prefiro bem cedinho. Mesmo cidade de interior o trânsito aqui já está complicado. Só assim mesmo para baixo índice de preocupação mesmo, e poucos desesperados pela rua.

  • Obrigado.

  • rafaelaun

    Minha história é parecida.

  • Jr_Jr

    Sem palavras, que texto!!!! Parabéns!!!

    • Felipe Madeira

      Jr, que bom que curtiu!

  • Belo texto… Me faz lembrar os anos de 2002/2003, quando o Rodoanel (trecho oeste) foi inaugurado… Meu horário de trabalho era pouco ortodoxo, das 6h00 às 15h00 e, pelo menos 03 vezes por semana, eu me desviava do caminho de casa e ia ao Rodoanel, só pelo prazer de dirigir em uma boa estrada, com meu carro, que era redondo e me vestia muito bem… Foram várias e várias vezes que fiz o trecho, de ponta a ponta, da Régis até Caieiras… Que delícia…

  • Daniel

    Felipe, fantásticos os seus relatos com o Alfa. Me identifiquei de imediato! Bom saber que mais pessoas fazem exatamente isto, sair sem rumo apenas para curtir o prazer de guiar a maquina que tanto gosta. Recentemente tive a sorte de poder realizar um sonho e comprar um Renault Fluence GT, carro que de certa forma carrega minha paixão pelos esportivos da marca desde o R19 16S. Se antes já era um prazer dirigir sem rumo com minha antiga Megane Grand Tour, carro que adorava, hoje a sensação é de puro êxtase… Rsrs
    Ainda é cedo para alguma intervenção de ordem mecânica, mas o cuidado continua o mesmo. Sempre que posso, passo horas lavando, encerando, removendo aquela maldita gotinha de piche que insiste em grudar no canto do para choques…
    Coisas que só um auto entusiasta vai entender…

    • Felipe Madeira

      Daniel, também sou fã dos Renault, o R19 16S tem sempre um espaço em minha lista de desejos possíveis.

  • János Márkus

    Olá Felipe, uma curiosidade: a foto 2 foi tirada em BH (Pampulha entre a barragem e a Casa do Baile) mas e a foto 7, do interior para fora?

    • Felipe Madeira

      János, as fotos são em Belo Horizonte, sim, a outra foto é um acesso ao Anel Rodoviário.

  • Guilherme David

    Como um competente artista incorpora uma personagem e busca extrair o máximo do papel que lhe foi incumbido, gosto de guiar o carro pensando que se prepara um espetáculo. De maneira harmoniosa espero que tudo dê certo, tento acertar a melhor dosagem do freio, busco usar da melhor forma a curva de torque disponível no motor, me esforço para escolher a marcha ideal em cada situação de condução, trabalho para aprimorar minha capacidade em fazer curvas e acelerações perfeitas, de modo rápido mas elegante.

    EU com meu Fusca!!

    • Felipe Madeira

      Guilherme, continue caprichando na condução e cuidados com o seu Fusca!

    • Dennys Araújo

      Também faço isso na medida do possível com meu Fusca Itamar. Atualmente possuo também um Celta e sempre tento fazer a melhor condução, no sentido de freio, troca de marchas, alinhamento da trajetória na pista,e sempre me aperfeiçoando.

  • marcelocb13

    Muito bom. Vivemos num mundo em que tudo tem de ser racional, objetivo como se tudo devesse ser analisado numa planilha de custos e benefícios.

  • FAF

    FM, parabéns, mais uma vez, pelo belíssimo texto! Também sou da turma que tenta praticar o máximo de DIY (do it yourself) possível. Qualquer coisa que precisa ser feita no carro me leva a “dissecar” o assunto, me trazendo mais informações do DNA do carro… as peças “passam a se encaixar” e fazer sentido na minha cabeça (de advogado, não mecânico). Abraço.

    OBS: no outro post Você instalou filtro de ar menos restritivo, o famoso “K&N”. Tenho lido e coletado muita informação de um tal condicionador de metais, “Militec”. Conhece? Utiliza? Porque?

    • Leandro

      O Militec realmente funciona. Ele cria uma camada em volta das partes e ajuda a reduzir bastante o atrito.
      Uso no motor do meu carro e recomendo.
      Se procurar no site da Militec já estão até usando no sistema de ar condicionado dos veículos, diminuindo o atrito dos componentes do compressor e com isso melhorando a eficiência do sistema, diminuindo a temperatura que sai no interior do veículo.

      • Guilherme David

        Não formente esses mitos. Militec não faz nada disso, é uma empresa que faz propaganda enganosa e que foi banida das forças armadas americanas há mais de 20 anos, mas até hoje usam como propaganda a frase: “Militec-1 é usado pelas forças armadas americanas”.
        Sinto informar, mas qualquer efeito benéfico sentido é puro placebo.

        • Bruno Ventura

          Há mais de um relato de que esse tal de Militec possui cloro na fórmula e ataca ferozmente o aço do qual é feito o virabrequim.
          Dizem que a utilidade maior dele é evitar que em um eventual vazamento completo do óleo, a camada protetora criada impediria o trancamento. Não tendo sido projetado para uso prolongado.

      • Lipe

        Eu paguei 80 reais nesse frasquinho e não senti mudança alguma em ruído, suavidade, funcionamento etc.
        O que eu senti mudança (e sugiro a todos aplicarem) é trocar velas originais por velas do tipo Iridium (quando o carro já não é equipado de fábrica com isso, é claro).
        Talvez um mecânico que abra um motor de quem já rodou centenas de milhares de km utilizando algum aditivo no óleo, condicionador de metais etc. possa atestar o diferencial do produto.
        Ainda vou naquela velha história: melhor trocar óleo de 5 em 5 que acreditar em milagre. Ademais, como não pretendo ficar com o carro além de 120 mil km, venho trocando óleo de 10 em 10 que está muito bom. Suspensão, freios, embreagem, sistema elétrico… Tem muitas outras coisas que dão pepino antes do motor.
        Aliás, a questão da carbonização de válvulas, por exemplo, é um problema crítico, eu reconheço. Grande parte dos carros testados e desmontados pela Quatro Rodas apresenta aos 60 mil km. Mas nada que inviabilize o uso a curto prazo.
        Talvez se eu comprasse um carro para guardar pro meu futuro filho usar quando completar 18 anos eu utilizaria Militec. Bardahl, STP e tudo quanto é coisa!

        • Christian Bernert

          O Militec eu não sei, nunca usei. Mas a experiência prática que eu tenho é a seguinte. Tive uma Parati e usava Bardahl B-12 em toda a troca de óleo. Isso foi lá no início dos anos 90.
          Um não tão belo dia tive uma quebra de tucho da válvula de admissão do cilindro 1. Perdi o cabeçote por causa disso. Na época a Parati tinha uns 185.000km.
          Já o meu pai nunca usou nada além do óleo especificado no manual do veículo. Rodou mais de 500.000km com uma Ipanema 1.8 ano 91. Nunca teve uma quebra. A única coisa que aconteceu foi que lá pelos 300.000km os retentores das válvulas começaram a vazar óleo para dentro da câmara de combustão e o motor dava uma ‘fumadinha’ só na hora da partida.
          A troca dos retentores é extremamente simples e barata. E foi a única vez que o motor foi aberto em toda sua vida.
          Então pra mim o que vale é fazer única e exclusivamente o recomendado no plano de manutenção especificado pelo fabricante no manual do veículo. Qualquer outra coisa é jogar dinheiro fora. Na melhor das hipóteses não vale o custo-benefício. Na pior… bem pode haver uma quebra prematura.

          • Domingos

            Bardhal já há muito tempo falam mal, especialmente se for aqueles para engrossar o óleo (famoso disfarça agora e paga um conserto bem mais caro depois…).

            O B12 na verdade parece que é um aditivo de óleo para óleos muito antigos que não os possuíam. Os óleos recentes não só não precisariam disso como existe a possibilidade de dar incompatibilidade entre os aditivos.

            O caso de Militec e companhia é diferente porque não mexem na aditivação do óleo, supostamente agindo direto no metal. Talvez por isso, se não dá resultado algum, também nunca danificou um motor.

            Também sou dos que pensam que óleo não se brinca e que temos ótimos lubrificantes há muito tempo. Existem marcas aí que superam em várias vezes a exigência dos padrões API, por exemplo.

            Aposto mais em colocar um óleo melhor, caso a pessoa queira melhorar alguma coisa/cuidar melhor do carro, que ficar colocando coisas.

            Aditivo de óleo eu não coloco nem ferrando, porque já vi bastantes relatos desses problemas com Bardahl e similares. Não tem necessidade e existe chance de incompatibilidade até mesmo entre os aditivos e composição de marcas diferentes de óleo.

    • Lorenzo Frigerio

      Se Militec tivesse alguma utilidade, o óleo já viria com ele. Os sistemas de lubrificação dos carros modernos são melhor projetados, então não há a menor necessidade para isso. Os Estados Unidos estão cheios dessas picaretagens, e o que mais tem lá é público para produtos “milagrosos”. Lembre-se, condições de ensaio ou demonstrações na televisão, como a do Prolong, não significam nada. Qualquer motor moderno roda mais de 200.000 km, que mais você quer?
      Antigamente, nos motores OHV, o primeiro funcionamento do motor era crítico, pois embora os tuchos girassem, a lubrificação na área era deficiente. Usava-se uma pasta especial hiper escorregadia na montagem que segurava a onda nesse período inicial. O óleo utilizado naqueles motores também tinha uma quantidade maior de “ZDDP” (redutor de atrito), que foi sendo descontinuado, mas a partir de 1987 ou 1988, o problema acabou nos V8 americanos porque eles passaram a usar tuchos roletados.

    • Felipe Madeira

      FAF, valeu pelo seu comentário. Conheço os produtos que sugerem o condicionamento de metais pela divulgação dos fabricantes e pelos comentários de amigos. O melhor que posso dizer é que é difícil comprovar sua eficácia.

  • Roller Buggy .

    É isso mesmo Felipe! Eu tenho essa relação com meu Buggy a 20 anos e apesar de ter outros carros, nenhum me dá tanto prazer em dirijir…

  • Vitor

    Muito gostoso o texto! Divido o mesmo sentimento.
    Tenho um VTS que cuido da mesma forma, foi difícil conseguir eliminar todos os vazamento, mas aos poucos se cheguei lá. Tinha uma mangueira da DH que babava óleo e como o carro estava na oficina para uma manutenção pesada, deixei para o mecânico trocar. Ele me disse que nunca viu ninguém trocando aquela mangueira, normalmente cortam o pedaço e apertam mais a abraçadeira. Mas uma mangueira que está ali há 17 anos já cumpriu seu papel e o preço de uma nova não justifica manter a velha trabalhando e eu com a dúvida de até quando ela vai durar. Agora já me esqueci dela e rodo tranquilo.

  • Mais um texto fantástico, Felipe.

    Sempre que possível saio sem destino, infelizmente não tanto quanto gostaria.

    Essa sua história da mancha de óleo e do DIY, me lembra de uma vez, nas vésperas de levar o carro para uma revisão, resolvi checar alguns dos vazamentos que ia mandar arrumar, um reaperto nas braçadeiras sanou o vazamento de água. O fluído de freio foi resolvido com a troca dos reparos do cilindro escravo da embreagem, por fim ficou o vazamento de óleo, que foi feito na oficina com a troca do bujão.

    Não me lembro se já falei, mas seria muito legal se você pudesse participar do Alfa Romeo Brasil 2015, que acontecerá entre os dias 18 e 21 de Abril em Caxambu/MG, maiores informações: http://www.alfaromeobrasil.com.br

    Abraços
    P.S.: Lembra-se da caixa de fusíveis da minha Guria (155 Super)? montei e quase tudo voltou ao normal, menos a buzina e o alarme. Assim que o carro sair da funilaria (mandei repintar os para-choques), vai para o eletricista.

    • CorsarioViajante

      Uma vez dei sorte e estava no Orotour em Campos do Jordão quando fui surpreendido por dezenas de Alfas no estacionamento do hotel.. Que visão maravilhosa!

    • Felipe Madeira

      Delfino, agradeço seu comentário. Sim estou antenado no evento de Caxambú. E boa sorte com o seu 155.

  • Christian Bernert

    Delícia de texto Felipe.
    Concordo com você. Rodas e pneus são muito representativos. Quer uma prova? Lave o carro e deixe as rodas e pneus sem lavar. O carro vai parecer ainda imundo. Rodas bem limpas e pneus idem são fundamentais. Só um detalhe: Eu abomino aqueles líquidos que deixam o pneu ‘pretinho’. Desde quando borracha brilha?
    Pneu tem que ter cor de pneu. Borracha bem preta mas com aquele brilho discreto que só os pneus novos tem. Para obter este efeito é só lavar com capricho. E nada daqueles grudes malditos.
    Outra coisa; morro de saudades de desmontar um carburador, limpar tudo, lubrificar e tornar a montar. Depois afinar a marcha lenta com capricho. Um dia ainda compro um carburado novamente só para ter este prazer.

    • CorsarioViajante

      Pior é mandar lavar em lugar sem noção que passa pretinho no… Painel! Uma vez fizeram isso num Gol que tive e penei para tirar aquele brilho gosmento e reflexivo do painel do carro.

      • CharlesAle

        Depois de ser chefe de manutenção de frota locada, e era por volta de 270 carros para se cuidar de tudo, até de documentação, além da manutenção! Quero distância de ficar alisando carro no fim de semana ..Mas nem meu velho Prisma não lavo mais rsrsrs

      • Antônio do Sul

        Pior do que isso é quando passam silicone no aro do volante, o que acontece em muitos “lava-car”.

    • Domingos

      Viva! Caramba, finalmente alguém que também vê o quanto é ridículo essa história de pneu “brilhando” e gosmento. Pior que isso, só a jeguice de passar silicone ou pretinho no painel, como o Corsario Viajante comentou.

      Baita coisa de… nem posso falar, mas pode reparar que todo “entendido” de carro ou todo zézão que acha mais legal coisas como rádio, central multimídia ou rodas que o carro em si adora um pretinho.

      Tem gente que compra aqueles em spray pra deixar o pneu “brilhando” a qualquer hora. E tem ainda os que inventam coisas como misturar gasolina ou outros produtos no pneu pra deixar ele com aparência de plástico lustroso.

      Ridículo pra burro. E a aparência ensebada só é ganha por quem mete muito gel no cabelo sem lavar.

  • Lorenzo Frigerio

    Não sei como é o sistema do Alfa, mas no meu Santana a junta entre o bloco e o trocador de calor estourou de vez. Quando fui fechar o portão, vi aquela poça enorme de óleo no chão. Foi sorte. A junta, que é um o-ring bem grande, trabalha em condições extremamente adversas e acaba se petrificando e rachando. Nada de dar apertinho, a junta tem de ser trocada. Quem avisa, amigo é!

    • Felipe Madeira

      Lorenzo, agradeço pela dica.

      • Lorenzo Frigerio

        Na verdade, o o-ring fica entre o trocador e o suporte de alumínio (eu tinha esquecido da existência desse suporte).

  • Claudio Abreu

    Texto perfeito, razão e emoção. Diria até que, autoentusiasta de verdade (incluo-me) admira qualquer que seja a sua máquina, a que escolheu pra si, mesmo em seus ‘defeitos’ (um câmbio duro, algum ruido crônico, ou mesmo as ações do tempo), como que lendo uma obra de arte (da pior ou duvidosa, as vezes…). É muito bom conseguir ler, assistir, ouvir, sentir um carro. Abraços.

    • Felipe Madeira

      Valeu Cláudio, e um forte abraço.

  • Grandíssima história! Exemplo para muitos proprietários relaxados. Que leiam teus artigos e mudem!

  • Helton Oliveira de Moura

    Faço o mesmo com o meu carro, excelente texto !

  • RoadV8Runner

    Mais um texto altamente entusiástico! De fato, não existe nada melhor para um autoentusiasta do que dirigir o carro “do coração” puramente por prazer. Sempre que pratico Opalaterapia, o dia fica mais feliz. E meu carro ainda está em fase de reformas, longe de ser perfeito. Aliás, toda essa busca pelas peças necessárias para deixar o carro como quero é tremendamente prazeroso, por mais difícil que seja encontrar alguns detalhes. E no caso do Opala, ainda dá para mexer bastante, pois a simplicidade mecânica é enorme! Só não faço praticamente tudo de manutenção por absoluta falta de espaço (e de ajudante!)

  • Sergio PB

    SergioPB
    Belo texto Felipe.
    Também curto cuidar dos meus carros. Tive Fusca que eu mesmo montei com preparação invocada. Curtia deixar os carburadores funcionando iguais. Agora participo da manutenção do meu Citroën Xantia. Não deixo ninguém cuidar da suspensão hidropneumática. Aprendi a repará-la. Que carro delicioso de andar. Valeu pela dica de sair por aí sem destino. Abraços.

  • Belíssimo texto! E belíssimo 145!
    Tenho um 145 2.0 Elegance também, mas um nero Luxor. Quando você comentou da troca de marchas e as esticadas nas ruas me lembra as pessoas olhando, curiosas em tentar descobrir que carro é e observar a puxada enquanto troco marchas naquela caixa, ouvindo todos os tec’s possíveis, só apreciando.. Realmente é um prazer à parte.
    Parabéns pelo texto, no aguardo dos próximos!

    • Felipe Madeira

      Ricardo, continue nos acompanhando que teremos mais.

  • César

    “…ocupar o meu sábado de manhã andando de carro, sem destino e sem
    objetivo especifico, além obviamente daquele de guiar. Recomendo e
    afirmo, é uma sensação única…”

    De fato! Faço minhas as suas palavras.
    Porém, meu passatempo semanal é uma motocicleta – e por óbvio também prefiro que não chova – e reafirmo ser uma sensação única. Confesso: sempre tive a mania de “poupar” carro para não elevar a quilometragem no hodômetro, para não sujar, para não pegar muito sol… chegando ao cúmulo de evitar sair à noite por receio de assalto ou acidente. Até que resolvi comprar uma motocicleta robusta, porém usada e bem barata. Tenho utilizado para ir a muitos lugares, e em horários “alternativos”, onde antes sequer cogitava ir de carro. É uma sensação de liberdade indescritível. Só fazendo para saber. Aliás, antes de ser influenciado por um colega, jamais cogitava ter uma moto e ignorava completamente as sensações que ela teria condições de oferecer. Assim como jamais poderia imaginar que um investimento tão insignificante pudesse resultar em tanta diversão.

    • Cadu

      Somos 2, César
      Eu sou apaixonado e entusiasta de tudo que tenha motor e rodas! Hoje, deixo o carro na garagem, poupando kilômetros e ando no da mulher, rsrsrs
      E a moto tem me dado mais prazer e liberdade que o carro
      Com esse trânsito caótico, me sinto mais livre na moto!

  • Lorenzo Frigerio

    Este é um comentário “off-topic”, desculpe, mas como falamos recentemente no Etios e seu painel que para nós é absurdo, os colegas poderiam dar uma olhada nesse Morris Minor que ficou 47 anos parado. Como sabemos, ele foi fabricado na Índia em vastas quantidades. Dêem uma olhada no painel dele e verão por que o Etios, projetado na Índia, é igual. Na certa, foi feito para calçar os chinelos do Minor, que foi recentemente descontinuado:
    http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/road-and-rail-transport/11404870/Morris-Minor-that-hasnt-been-driven-in-47-years-goes-up-for-sale.html

    • Domingos

      Foi para concentrar a parte elétrica toda no centro do carro. Abaixo do painel do Etios existe a caixa de fusíveis e, próximo dali, até mesmo o módulo de injeção.

      O erro foi não terem feito o painel digital.

      • CorsarioViajante

        Aí eu concordo.

  • Belford

    Não aguentei!!!!!! “Um dos motivos pelos quais escolhi o Alfa foi o som que sai do motor e
    do sistema de escapamento. Adoro passar em ruas tranqüilas e poder
    esticar o giro do motor para ouvir a sinfonia preparada com atenção e
    cuidado pelos engenheiros da marca”

  • Belford

    Para mim o melhor ronco de um V-6 = 425 hp!!!!!!!!!

  • Tadeu

    Parabéns pelo carro. Alfa Romeo é máquina para poucos.

    • Felipe Madeira

      Tadeu, obrigado, continue acompanhando o Ae que teremos mais sobre este Alfa.

  • lightness RS

    Belo texto!

  • Felipe Madeira

    Belford, valeu pelo seu comentário e pelo vídeo. Até mais.

  • Domingos

    Muito legal essa volta em Tóquio. Seria até melhor na chuva!

  • agent008

    Cuore sportivo chi fa il nostro cuore battere pio forte! Alfas variados estão na lista do que comprar para minha coleção no dia em que sair a minha Mega Sena… rs
    Me identifico com tudo do seu relato, menos lavar. Sou um péssimo lavador de carros, limpador de casa, lavador de louças, passador de roupas… etc. Limpar não é comigo, uma pena mesmo que não tive esta história de infância, coisa de ligação pai-filho, em lavar o carro em casa. Meu velho nunca teve tempo nem vontade pra isso. Era um baita cupim de ferro hehehe. Tinha escrito aqui que ele não tinha gasolina nas veias, mas depois percebi que é mentira, pois guiava (rápido) como ninguém e adorava uma corrida de kart indoor (que costumeiramente ganhava, tanto de piá quanto de homem feito 20 anos mais novo…), além de acompanhar a Fórmula 1 no tempo de Piquet e Senna. Mais gasolina (diesel?) ainda herdei da família da mãe, filha e irmã de caminhoneiro e obcecada por cuidar dos seus carros — só não entende de mecânica porque na época dela, mulher não metia o bedelho nisso. Uma pena pois seria daquelas de entender tudo!
    Apesar de não gostar de lavar, mexer na mecânica e deixar tudo meticulosamente em dia (e até limpar o cofre do motor!), isso sim me satisfaz e muito!
    Grande texto, li só hoje cedo e foi muito bom para começar o dia. Abraço

  • Cadu

    Acompanhei pouco meu pai nas fuçadas em carros carburados, com distrbuidor, giclês e agulhas. Sou do tempo da injeção e de carros mais confiáveis e menos sedentos por reparos e manutenções.
    O pouco que aprendi da velha guarda foi num Puma GT 74 placa preta que ele teve comigo já adulto. Só tive carros modernos por falta de espaço. AInda não é a hora de ter um atiguinho…

    Mas nem por isso deixo de ter minha caixa de ferramentas e disposição para mexer em tudo quanto for possível tanto no carro quanto na moto. Desde instalação de acessórios, peças de performance, upgrades até pequenas manutenções como troca do fluido de arrefecimento, inspeções no sistema eletrônico de controle do motor.

    Meu real entusiasmo, numa cidade como BH, de trânsito caótico e motoristas mal educados se transformou: prefiro lavar o carro eu mesmo, na mão, cada cantinho e cuidar como se fosse uma extensão do meu próprio corpo do que guiar sem rumo! Gasto com ele muito mais do que comigo. E arrisco a dizer que, por vezes, ele está mais limpo!

    O prazer de guiar tento obter dos meus deslocamentos, quando possível, e em viagens.

    • Domingos

      Entendo o prazer de lavar/encerar carro. É como cuidar de alguém que você gosta muito.

      Eu, porém, odeio encerar carro – apesar de fazer direito. E lavar também não tenho muita paciência. Encero uma vez quando compro o carro e outra vez só depois de muitos anos, por exemplo.

      O interior do carro eu mesmo limpo, porque não é um serviço tão chato para mim e também não gosto que ninguém mexa em tanta coisa que pode estragar.

      Geralmente me esforço para manter o carro limpo, de forma que não precise limpar ou lavar. Nunca gostei disso e nem de ficar mandando limpar também.

  • Leandro da Cruz

    Tudo nos mínimos detalhes.