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Ou carro-alimentação, é a missão dessa Rural Willys, da década de 1960 (quer mesmo o ano exato?), que vi rodando em Indaiatuba esta semana quando estive lá para a apresentação do Civic 2016 no Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH) naquela cidade do interior paulista. A apresentação havia terminado e me dirigia, com o Fernando Calmon, para o bistrô onde a Honda havia feito reserva para almoço do nosso grupo de dez jornalistas. Foi aí que vi a Rural.

Parei para fotografá-la e saber um pouco mais do seu alegre condutor, que na foto aí em cima tocava pandeiro acompanhando a música que saía da Rural.

 

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O alegre microempresário José Balduíno da Silva

José Balduíno da Silva veio de longe, de Caruaru, PE. Desde que chegou a Indaiatuba se dedicou ao negócio de vender lanches de maneira volante, sendo sua Rural bastante decorada e exótica a grande atração do negócio — que é regularizado, como José Balduíno fez questão de mostrar.

 

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Licença municipal para o carro-alimentação

“Faço isso há 32 anos e tenho clientes firmes” , disse, esbanjando alegria o José Balduíno. As pessoas gostam do que vendo!

 

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Pãezinhos frescos para sanduíches

Assim, depois do breve papo com o José Balduíno, nos despedimos, mas antes com uma foto dele na frente da sua Rural Willys, e tocando seu pandeiro!

 

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Continue a nos alegrar, José Balduíno! O mundo está precisando de gente como você.

BS

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Bob, Parabéns por não deixar passar a oportunidade desse
    registro. Tipo da História que só foi possível por ter um carro associado.
    Andei muito numa dessa, indo e voltando da fazenda do meu Tio em Botucatu-SP.

  • Mr. Car

    Apesar da licença, acho que não passava pelo crivo do Dr. Bactéria, he, he! Se bem que até o restaurante chique dos poderosos em Brasília (Piantella) já andou fechado pela vigilância sanitária. Não dá para colocar a mão no fogo por nenhum estabelecimento.

  • BlueGopher

    Ótimo (e raro) alguém destacar pessoas como o José Balduíno, parabéns!
    São pessoas simples, trabalhadoras, sempre felizes, mesmo quando passam pelos percalços que fazem parte da vida.

    Pessoas que antigamente encontrávamos por toda parte e que demonstram muito bem as características do tradicional povo brasileiro, afável, simples, e até mesmo um tanto malandro, para conseguir sobreviver.

    É uma pena que hoje em dia a ganância, a violência, a brutalidade, as drogas, a desonestidade e todos seus demais “parentes” tenham se disseminado por toda parte, assustando e escondendo esta boa gente dos nossos olhos.

    E o pior, muitas vezes o exemplo vem de cima, de seus pretensos líderes políticos, empresariais e financeiros.
    O verdadeiro povo brasileiro está perdendo seu referencial, não mereceria passar por tudo que está passando.

    Que a mente de todos, partindo do drogado que inicia, sem saber, uma cadeia de acontecimentos trágicos, até o mais alto líder da nação, seja iluminada por pensamentos de generosidade e gentileza.

    • Belford

      Amigo, agora não precisa disso não, temos bolsa família. Essa coisa de trabalho é coisa fora de moda na bananolandia!!!!!!

  • Thallys Augusto

    Dois símbolos te tempos e valores diferentes, que bom que não tenham sucumbido aos dias de hoje!

  • Newton (ArkAngel)

    A história passa, e os modismos também.
    Hoje em dia estão na moda os “Food Trucks”, caminhões pequenos que vendem comida.
    Muitos não sabem que isto é a coisa mais antiga do mundo, quem mora ou morou na região oeste de SP, mais especificamente na região de Pinheiros, com certeza irá se lembrar da Kombi que vendia cachorro quente no Mirante da Lapa lá pelos anos de 1980, numa época que podíamos sair à noite para namorar dentro do carro. O dono era o Seu Getúlio, e foi um dos pioneiros a vender o que eles chamam de Hot Dog completo, aqueles que possuem mais de 1999 recheios, hehehe…
    Se era limpo, não sei, só sei que todos os meus amigos que comiam lá ainda estão vivos e fortes.

  • Jipeiro

    A Rural parece estar bem conservadinha, apesar do “xuning” horroroso. Estou atrás de umas rodas como aquelas para o meu Jeep.

    • Vi pra vender um jogo esses dias numa loja de pneus da minha cidade. Lembrei pq são de ferro e na placa de venda constavam como “liga leve”.

    • Sarcástico Jr.

      Filho, junta uma grana e vai a uma loja de autopeças. Ficar atrás de umas rodas só vai fazer você ficar cansado, fora o risco de ser atrolepedo…

  • Carlos A.

    Essa matéria me fez lembrar de meados da década de 90, quando algumas Towner (Kia) novinhas, eram utilizadas aqui na cidade para esse tipo de comércio. As vezes junto com amigos, eu comia o cachorro quente vendido por um casal nesse utilitário. E que maravilha! tudo preparado com muito cuidado. Firam por anos no mesmo ponto. A exemplo do seu José dessa matéria, eram pessoas felizes e alegres.

  • Samuca Puma GTI

    Nestes tempos de “gourmetizacão” da comida servida nos “food trucks”, onde um cachorro quente virou comida gourmet só para custar 30 dilmas, vamos desejar longa vida a estes pioneiros Balduinos de nosso interior, que trabalham duro e com muita qualidade ! E sabem a razão? Os clientes são fiéis e ele não pode se dar ao luxo de negligenciar a qualidade e a segurança !As coxinhas e rissoles deviam estar uma delícia ! Sempre em frente, Balduinos do Brasil !

  • Antônio do Sul

    Se você começar a procurar muito, nunca mais comerá fora de casa.

    • Mr. Car

      Pode apostar. E não precisa nem procurar muito, he, he! E como se diz, “aquilo que não mata, engorda”. Na entrada da SQN 406, havia um senhor com uma Kombi velha adaptada como lanchonete, que tinha uma freguesia enorme para seus “podrões” e hambúrgueres. Tinha também um suco de laranja (só de laranja mesmo, sem mistura da água) que vinha dentro de uma garrafinha e estava sempre docinho e bem gelado. Tudo uma delicia. Comi muito lá, e estou vivo. Talvez seja esta da foto, o modelo e pintura eram os mesmos, só não me lembro de haver esta inscrição “Max Burger” na porta, mas como faz muito tempo, pode ser que tenha pintado depois que mudei de lá.

    • José Henrique V. Guimarães

      Nem dentro….

    • Mingo

      Como diria minha querida vó: “O que não mata, engorda.”

  • Lorenzo Frigerio

    Lembrei de um táxi Corcelzinho na São Paulo da segunda metade dos anos 70 que tinha TUDO. Talvez houvesse mais de um. Alguém aí se lembra?
    Eu tinha que ir fazer uma prova de fim de ano no colégio, que ficava no Morumbi, e o motorista disse que ia aproveitar a corrida, porque “tinha uma audiência com o Governador”. E finalizou: “sonhar a gente sempre pode”.

    • Ambrósio

      Se for um que eu também peguei, era a versão luxo (que vinha com a plaqueta no porta-luvas “Corcel Luxo” e na vez que entrei no carro com painel pintado de preto, a tampa do porta-luvas foi trocada por uma mais luxuosa da versão top LDO, aí a tampa era bege-ocre com a inscrição “Corcel LDO”.
      Não sei se o proprietário não encontrou a equivalente da versão intermediária que ele tinha “Corcel Luxo” e substituiu pela “LDO” ou se tinha o sonho de possuir a versão mais luxuosa “LDO”.
      Se fosse meu, eu colocaria a do “GT” denotando esportividade da versão “mais brava” do Corcel atingindo mais de 155 km/ h no retão!

  • Transitando

    Quase um “Tabemono” Dekotora.

    #FaltouSelfie #PK #Ae

    Bob. Comeu algo ou eixou para comer somente no bistrô?

  • Fabio Vicente

    Quero deixar registrado aqui meu respeito ao sr José Balduino.
    Este sim é um herói nacional, por trabalhar com honestidade e alegria, coisas que atualmente estão fora de moda neste país.

  • Lucas dos Santos

    Bela história.

    Mas Food car lembra food truck o que, por sua vez, me remete a isto:

    • Discipule

      A cara do apresentador no final é impagável…

      • Roberto Jefferson

        Mas fazer o quê? Mais sincero do que o Sr. Rolando, impossível.
        Aliás, assim como o Sr. Balduíno, ambos com S maiúsculo, merecem aplausos e medalhas.

  • Josias

    Amigo, você sabe os valores praticados do bolsa família? Creio que não, só assim para falar que alguém não precisa trabalhar devido ao benefício.

    • Janduir

      Exato, apesar de ser anti-petralha, o bolsa familia paga por volta de 77,00 por familia (em casos de extrema pobreza) ou por filho. O que me deixou revoltado, foi esses infelizes serem ameaçados de perderem o bolsa família se não votassem no PT. Tenho 2 parentes que receberam mensagens de textos em seus celulares recebendo ameaça na noite antes da eleição… Então os petralhas ganharam a eleição no jogo sujo…Deus castiga, visto o tanto de corrupção que está sendo descoberto.

    • Belford

      È uma piada amigo!!!!!!!!

  • Bob Sharp

    Janduir
    Tem mais castigo de Deus, não é só este. O Hospital Sírio-Libanês que o diga.