DSC01631  FIAT LANÇA O BRAVO – 2016 DSC01631

A marca Fiat no Brasil, hoje parte da FCA LATAM (Fiat Chrysler Automobiles Latin America), apresentou ontem (4/2), em Atibaia (SP), a linha Fiat Bravo já como ano-modelo 2016. A frente foi totalmente reestilizada, ficando mais “italiana”, e a traseira recebeu novo pára-choque com extrator, defletor traseiro e molduras pretas nas lanternas. Todas as rodas foram redesenhadas.

 

DSC01633  FIAT LANÇA O BRAVO – 2016 DSC01633

Mecanicamente não há nenhuma mudança, continuam o motor E.torQ 1,8 (1,75 litro, mais precisamente) de 130/132 cv nas versões Essence e Sporting, e na nova versão BlackMotion, e o 1,4-litro turbo com overboost selecionável (pressão de superalimentação adicional), de 152 cv, no T-Jet, o topo de linha.

 

Mov de frente  FIAT LANÇA O BRAVO – 2016 Mov de frente

Como era o estilo frontal (divulgação)

Os preços são Essence, R$ 61.990; Sporting, 67.990; BlackMotion, R$ 68.990; T-Jet, R$ 78.490. 

A oferta de câmbios permanece a mesma, o T-Jet unicamente com o manual de seis marchas e os demais, manual ou o robotizado Dualogic Plus, ambos de cinco marchas, por R$ 3.310 adicionais.

O Bravo BlackMotion

Esta nova versão do Bravo traz diversos itens de requinte e o conforto. O
 interior é todo em preto e com bancos em couro, há o Uconnect Nav de série, ar-condicionado automático digital bi-zona e tapetes em carpete. Externamente se diferencia por rodas de liga de 17 pol., faróis escurecidos, minissais laterais, ponteiras duplas de escapamento cromadas, entradas de ar, retrovisores e defletores com acabamento preto ônix, barras frontais com acabamento cromo Dark, e faixas laterais e soleiras das portas com o logo BlackMotion.

As suspensões vêm com acerto esportivo, calibradas para maior desempenho e pilotagem mais precisa, além de sensor de estacionamento.

Uconnect, a novidade mais importante

Outra novidade no Bravo é a adoção em todas as versões, e de série, do sistema mundial Uconnect da FCA aplicado em todas as marcas do grupo e que envolve entretenimento, comunicação e navegação. Agora ele ganha novos conteúdos tecnológicos em sua já extensa lista, o sistema Uconnect Touch,  o Uconnect Touch NAV e a câmera de ré, itens cada vez mais apreciados hoje.

 

DSC01639  FIAT LANÇA O BRAVO – 2016 DSC01639

Funções de mídia e telefone podem ser comandadas por voz, bastando um toque nos botões do volante multifuncional revestido de couro. Ou basta usar a tela tátil de cristal líquido multicolorida de 5 pol. para acessar todas as funções. O rádio acoplado ao Uconnect também evoluiu, amplo conforto tanto nas condições de altas quanto nas de baixas freqüências.

A central multimídia possui várias funções como reprodução de músicas por audio streamming, Bluetooth com pareamento para até 15 telefones, entrada USB compatível com Ipod e Iphone, e entrada auxiliar, leitura e envio de SMS através de mensagens pré gravadas, e comando de voz para chamadas SMS e acesso às mídias.

Opcionalmente, todo Bravo pode agora vir com navegador GPS com software TomTom incluído na central multimídia, o Uconnect Touch NAV. Entre suas funções, planejamento de percurso, comandos e orientações por voz, gerenciamento de pontos de interesse, atualização dos mapas TomTom pela entrada USB (primeira atualização dentro de um ano é grátis), serviços de emergência. personalização do menu, e navegação com opção de visualização de mapa em 2D ou 3D. 

A câmera de ré funciona em conjunto com o sensor de estacionamento traseiro, o sistema ainda emite avisos sonoros avisando ao condutor a aproximação de obstáculos. Além disso, uma nova calibração no software de controle do ar-condicionado digital garante uma diminuição de até 20% no tempo necessário para a redução da temperatura programada, melhorando ainda mais o conforto climático e a sensação de conforto dos ocupantes nos modelos com ar-condicionado de duas zonas.

Como anda

Andei com o T-Jet, que considero, de longe, a versão mais atraente da linha. Sua características dinâmicas já são bem conhecidas e não constituem novidade. Continua agradável e interessante, mas seu comando de câmbio, embora seja preciso, mostra o sinal dos anos quanto a toque e curso de engate. Afinal, o Bravo surgiu no Salão de Genebra em março de 2007 e chegou ao Brasil em novembro de 2010, sendo que o T-Jet só estaria disponível em julho seguinte.

 

DSC01634  FIAT LANÇA O BRAVO – 2016 DSC01634

Ambiente interno correto

Particularmente interessante, não custa repetir, é o acionamento manual do overboost, que eleva a pressão de superalimentação de 0,9 para 1,3 bar e faz o torque passar de 21,1 a 23 m·kgf, aumentando a aceleração e retomadas de velocidade, além de mudar a relação do pedal do acelerador. No mostrador central, um gráfico de barras exibe a pressurização de admissão. Recomendo ler o primeiro teste do T-Jet, com vários detalhes interessantes, inclusive as curvas de potência e torque e ficha técnica completa.

 

DSC01637  FIAT LANÇA O BRAVO – 2016 DSC01637

“Eu atrás de mim”: espaço apenas suficiente, nada excepcional

Fora a sempre estranha estratégia de lançar um an0-modelo no segundo mês do ano anterior,  o Bravo, especialmente o T-Jet, continua sendo uma boa opção para quem procura um hatch médio e de desempenho atraente.

BS

 

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Luiz_AG

    Não sei o que pensar dessa frente. O Bravo nunca me tocou o coração. Estranho porque o Tipo considero um dos melhores carros que tive. Deveria seguir a linhagem…

    • Domingos

      O Tipo era mais original na sua época…

    • Antônio do Sul

      Muitos falam mal do Tipo, mas eu ainda vejo muitos rodando por aí, com os seus vinte aninhos de uso…

      • Domingos

        Achava eles muito bem construídos, inclusive. O que arruinou o carro foram os problemas de recall e de fogo. Eu, na infância, cheguei a ver um que pegou fogo no estacionamento do meu prédio.

    • Pedro Resende

      Meu pai teve dois Tipos, um 2.0ie e depois um 1.6mpi, quando a situação aqui em casa ficou apertada e ele teve que vender o Tipo eu quase chorei. Eu não tinha nem 10 anos na época, mas era apaixonado pelo carro, era espaçoso, bem equipado e andava bem, eu achava o máximo aquele carro, e os do meu pai foram verdes, um verde escuro muito bonito.

  • CorsarioViajante

    As mudanças estéticas externas a meu ver foram todas negativas. O Bravo era muito bonito, agora ficou exagerado na frente e, meu Deus, aquela borda preta nas lanternas…
    A central é nitidamente pequena para o nicho, que tem mais borda que tela, reforçando a sensação de que é pequena.
    Na parte mecânica, o T-Jet é legal, mas daí fica muito caro.
    No fim, a meu ver, é como disseram em outro site, é difícil achar um lugar ao sol quando não se quer sair da sombra.

    • Cristiano Reis

      Fizeram a mesma coisa com o Punto que tinha um desenho suave e elegante e agora está totalmente carregado.

      • KzR

        Ao menos o Punto T-jet ficou com um visual mais racer que o antigo T-jet, principalmente atrás.

    • Domingos

      Também preferia o antigo e concordo com a última frase.

      • CorsarioViajante

        Obrigado, realmente quando li a frase pensei “nossa resumiu tudo”.

    • agent008

      Minha opinião – a Fiat sempre exagera nos adereços que usa em reestilizações. Fazer o quê, existe uma parcela do mercado que acha que fica “lindão”, mesma lógica usada pelos que instalam película nas janelas…Noves fora, acho que hoje não existe marca que saiba melhor o gosto de sua clientela. E consistentemente lançam comerciais muito inteligentes (a Ford ano passado chegou lá com uma peça comparando homem e máquina. Coisa de emocionar)

      • CorsarioViajante

        Agradam a clientela do segmento de entrada, porque acima deste anda difícil a Fiat agradar. Mas concordo com sua análise, ela atende à um público que gosta deste tipo de adereço.

        • agent008

          Exato, a Fiat é expert mesmo em atender este tipo de público. No mercado de carros mais caros ela chega a ter bons produtos (Freemont, Bravo T-Jet, extinto Linea T-Jet) mas, se medirmos o sucesso em número de vendas, então poderíamos dizer que não é tão bem-sucedida nesta faixa. No fim pode ser que o foco deles nem seja mesmo este, pelo menos não aqui no Brasil. Produto bom eles têm lá fora (exemplo: 500L, sucesso absoluto na Itália e é um carro muito bom)

          • João Guilherme Tuhu

            O velho Fiat Croma italiano, que tinha até motor V-6, virou perua… E mataram o Lancia Thema.

        • João Guilherme Tuhu

          A Fiat continua com o estigma de ‘fabricante de carros pequenos’. Lamentável, sempre gostei do Tempra, do Marea e do Linea. Mas até na Itália eles mataram os carros médios e grandes da Lancia.

    • Eduardo Mrack

      Será que a Fiat perdeu seus bons desenhistas e dos projetos originais estão improvisando facelifts medonhos? É o que parece. Sempre tive um carinho especial pela marca, mas estes últimos modelos estão intragáveis.

      • CorsarioViajante

        Sempre digo, a primeira vez que vi um Bravo ao vivo pensei “nossa alguém importou um Alfa”… Como era bonito!

        • KzR

          Sensação reforçada ao se entrar em um. Era outro nível de acabamento frente aos demais Fiats.

      • KzR

        O Linea sofreu muito com esse face-lift. Até as rodas ficaram com um aspecto ruim.

    • Rafael Ziller

      Concordo plenamente, a Fiat acaba de jogar uma pá de cal no Bravo. Tenho um Essence 2012, e era louco por um T-Jet, mas esse novo modelo nem pensar. As rodas ficaram horrorosas, além de nas versões esportivas o amarelo Indianápolis não estar mais disponível. Triste!

      • CorsarioViajante

        E os adesivos… Ficou tudo muito exagerado, parece xunado de fábrica para meu gosto.

      • KzR

        Se pegar um (T-Jet) usado for conveniente para você, o custo-benefício é muito melhor, sem falar na chance de se pegar um modelo com vários opcionais incluídos.

    • KzR

      E a tela do Freemont dando sopa…
      A frase final é muito bem conclusiva.

  • Cristiano Reis

    Não tem como considerar o Bravo uma opção diante do Focus e do Golf, principalmente com esse motor 1,8 E.Torq, de consumo altíssimo e que aparenta andar menos que os 1,6 da concorrência.

    • Fórmula Finesse

      Esse motor – no Bravo ao menos – canta bonito e galopa bem; melhor do que os 1600-cm³ da concorrência; já pude comprovar!

    • Rafael Kleber

      Só aparenta, menos que o 1,6 de qualquer médio não anda!

      • Cristiano Reis

        A minha colocação é devido termos um Linea 2011 que eu sempre alternava entre ele e o Gol 1,6 da empresa, não via tanta diferença.

    • jr

      Já dirigi vários 1,6, inclusive Focus. Por favor, o 1,8 E.TorQ tem desempenho superior, por favor. Você. está completamente equivocado. Não conheço nenhum 1,6 com desempenho próximo; claro, os turbo são superiores.

  • Carlos A.

    O que mais me chama a atenção no Bravo são essa linhas limpas com as lanternas e faróis acompanhando o desenho da carroceria. Ultimamente, boa parte dos carros tem lanterna e ou faróis salientes isso nunca gostei.

  • bator

    As vendas desse carro são pífias. O espaço interno é decepcionante. Nas versões com motor flex ainda usa o jurássico tanquinho suplementar de gasolina para partida a frio (assim como toda a linha flex da Fiat). Nem mesmo o preço menor da versão de entrada em relação à concorrência consegue alavancar suas vendas. Sua permanência em produção é um mistério.

    • jr

      Bom, eu tenho um Bravo Absolute Dualogic 2011. Bom, o espaço atrás é realmente apertado, mas não tenho filhos e nunca levo ninguém atrás. E o porta-malas é dos maiores entre os hatches, suficiente para uma viagem longa. Para mim está ótimo, é exatamente o que preciso. Quanto ao tanquinho, nunca usei. Só uso gasolina no carro (vai umas gotas de gasolina lá para, sei lá para quê).
      Tenho vários conhecidos e conhecidos de conhecidos que possuem o carro, com veredicto praticamente unânime favorável (todo mundo com o meu perfil de proprietário).
      Zero problemas, muito confortável no dia-a-dia da cidade, excelente para viajar. Consumo compatível com o desempenho, que não deixa a desejar em absoluto.
      Já estou com ele há quase quatro anos. Vou ficar com o mesmo mais dois anos pois não vejo nenhum outro hatch que me interesse o suficiente para valer a troca agora.
      Simples assim.
      Não me considero “trouxa”, definitivamente nem que fiz péssima compra.
      Tive vários hatches médios (anteriores e ao mesmo tempo que este, pois minha esposa também tem carro) e não vejo nada que marque como pior que qualquer outro que me interessa, simples assim.

  • Fórmula Finesse

    Acho uma tremenda falta de respeito com o consumidor lançar “2016” ao final de não mais que 35 dias do começo do ano 2015…Mesmo que o consumidor já esteja prevenido em relação a esse procedimento tosco – se for partidário da marca – não deixa de ser algo totalmente sem sentido!

  • Bob Sharp

    Bator
    Qual o problema de as vendas do carro serem pífias? Isso lhe incomoda? Ou será que você acha que só se compra carro que vende muito? E tem carro no mercado com espaço interno menor que vende muito. E o porta-malas do Bravo, de 400 litros, é o melhor dos carros hatch. Em que o reservatório de gasolina do sistema de partida a frio atrapalha? O fato de ser “jurássico” representa algum estorvo?

    • Gustavo

      Ele está certo Bob, são fatos.

    • Battousayx

      Concordo com o fato de as vendas serem pífias não mudar a vida de ninguém. Mas o outro lado das vendas serem pífias nessa categoria demonstra a falta de know-how da empresa no segmento ou até mesmo interesse. Na minha opinião (independente de agradar a outros ou não) se eu fosse uma líder nacional de vendas como a Fiat consideraria que meu produto não agrada o mercado ou que falta algo nele para que este atenda os requisitos (“diga-se exigências”) do mercado. Pode ser que ela esteja “contente” com o que o Bravo vende hoje. Eu gosto do design do Bravo mas não o compro por dois motivos (creio que estes a maioria concorda): Dualogic agrada o consumidor de Palio,Fox, Punto, Uno e Gol. Pede para a Volkswagen colocar o i-Motion no Golf para ver o que acontece com as vendas. Pede para s Ford tirar o PowerShift do Focus e colocar o Dualogic da Fiat psra ver o que acontece com as vendas ou o CVT do Fluence, Civic e Sentra. O segundo motivo é o jurássico inseguro e pouco prático tanquinho. Em cidades quentes a nossa alcoolina vai ficar estocada por meses naquele tanque e assim como qualquer combustível ele tem validade, e justo no dia de frio que talvez faça 1 ou no máx 2 semanas do ano quando você ligar o carro ele vai injetar aquela gasolina velha e vencida para dar partida.

      • $2354837

        Você deve achar que fazer carro é que nem fazer pão.. Tem prensas, linha de montagem… o que faz com esse investimento? pode ter certeza que se o lucro não é absurdo, prejuízo não da.

      • CorsarioViajante

        Se tem uma coisa que tenho horror é este tanquinho. O meu estourou duas vezes por falta de uso, pois só uso gasolina. Na primeira, consertei. Na segunda, deixo ele vazio, ocioso.

        • KzR

          O meu deve ter se corroído por dentro; certa vez inventei de colocar um pouco de gasolina e o cheiro da mesma acabava por adentrar na cabine (quando ando com vidros abertos). Era evidente que vinha do tanquinho. Hoje ele fica ocioso.

        • João Guilherme Tuhu

          Nos meus Renaults-Dacias, o tanque apresentou fissuras. Isolei ambos. Agora o modelo novo nos impede de checar isso, pois é ‘escondido’. Essa solução devia ser abolida por regulamentaçãol.

        • Domingos

          Até hoje não sei se é pior deixar vazio, afinal vai que a bomba estraga por puxar ar… Esse tanquinho é chato e desnecessário mesmo.

      • Domingos

        Acho que falta interesse mesmo. A Fiat tem produtos interessantes nas categorias acima, porém parece que ou a rede de concessionários ou a própria marca os abandona uns 6 meses depois do lançamento. É triste.

  • Lindeiro

    Quando andei num Bravo 1.8 gostei do acabamento, realmente agrada ao toque e dá impressão de dinheiro bem gasto. Sobre o desempenho, na época eu possuía um Focus 2.0 e achei o Bravo meio chocho. Meu primo tem um com câmbio Dualogic e gosta bastante do carro. Para ficar legal merecia um turbo moderno, desses que fornece torque em baixíssimas rotações, daí seria um belo adversário para Golf e Focus.

    • CorsarioViajante

      Acho que o que falta não é um turbo moderno, mas aquelas bruxarias no motor como comandos múltiplos e cia…

      • KzR

        Um comando MultiAir faria milagres em toda a linha – em especial o T-Jet, mas este afetaria o destaque do 500 Abarth.

  • c4vitesse

    Acho o carro interessante e gosto do design, mas a versão T-Jet fica posicionada em um patamar de preço onde falta motor para justificar o investimento.

    No patamar dos R$ 80k tem várias opções que eu julgo mais legais, seja pelo motor ou pelo conjunto do carro, como por exemplo o DS3, Suzuki Swift ou até mesmo o Golf.

    Agora o esquecido Punto T-Jet é um carro que sempre tive curiosidade de ver como anda, pena que nunca tive a chance de dirigir um.

    • Domingos

      Nem vai ter se depender da boa vontade dos concessionários Fiat. Fica a crítica, se é que me permitem. Quando estava para trocar de carro eu fui ver um T-Jet, pois o preço era interessante para mim. O vendedor não teve a mínima vontade de me falar nada do carro e muito menos de fazer o test drive, afinal queria me vender o Sporting – que ele tinha em estoque.
      Sinceramente eu não compraria um carro que a rede de concessionárias parece não querer vender.

      • CorsarioViajante

        É fogo, quem já comprou ou tentou comprar uma versão “mais rara” sabe como é chato. Nestes casos o ideal é ligar em várias concessionárias e descobrir qual tem o carro em estoque.

        • Cristiano Reis

          Aconteceu isso comigo esses dias, comentei aqui que havia pedido um Ka Sedan Se Plus 1,0 e dei até um sinal de 2 mil numa concessionária, depois de quase um mês eles ligaram dizendo que não iam pedir o carro e devolveram o dinheiro! Liguei em uma concessionária em Fortaleza e amanhã já vou receber o danado.

        • Domingos

          Vou usar isso da próxima vez que procurar uma versão ou cor menos procurada. Parece uma boa dica!
          Algumas marcas não se incomodam em trabalhar com encomenda, mas geralmente são de importados. As normais fazem um bom jogo para conseguir algo diferente.

      • KzR

        E essa prática se repete até nas marcas premium. Até parece piada colocarem o modelo no catálogo se não fazem esforço em vender.

        • Domingos

          Olha, então a coisa está feia. Antes, as premium importadas eram as únicas onde se chegava procurando um modelo ou cor completamente fora do comum e o atendimento era rigorosamente o mesmo.
          Deve ser a pré-crise.

      • Marco

        Já fui em concessionária Fiat com intenção de fazer um test drive no 500, pois somente o havia dirigido no exterior. Como havia gostado do carro, cogitei a possibilidade de adquiri-lo.

        Concessionária 1: solicitei ao vendedor o test drive. Ele disse ser “quase impossível um 500 para test drive”. Se eu quisesse, poderia dirigir um palio ou um siena.

        Caramba, queria um 500, não um palio ou siena. Dirigir um carro imaginando ser outro.

        Concessionária 2: A vendedora disse que não havia nenhum carro para me mostrar. Ela sequer se dignou a levantar da cadeira. Detalhe: na entrada havia um 500 com um adesivo no vidro escrito “test drive”.

        Concessionária 3: O vendedor foi atencioso, me falou sobre valores, isso e aquilo, mas não tinha nenhum carro na concessionária. Disse que telefonaria em 3 ou 4 dias. Faz uns três meses que estou aguardando a ligação.

        Como o outro carro pretendido é um Fiesta powershift, fui à uma concessionária Ford. Entrei, disse apenas que queria dar uma volta no veículo e não iria comprar nada naquele momento. O vendedor, bem solícito, apenas disse “ok. vamos lá dar uma volta”.

        Pois é. Próximo carro já foi escolhido. Basta apenas vender o atual.

        Quanto ao Bravo em si. Acho bem legal, bonito (sem essas lanternas xuning de fábrica), mas existindo 308 e Focus, não sei se me empolgaria a levar um para casa…

        • agent008

          Amigo, aconteceu da mesma forma quando fui trocar o carro da digníssima. Fui olhar o 500, ninguém se esforçou para encontrar um para test drive. Ela acabou ganhando um red up! e o concessionário nunca mais recebeu uma visita minha. Se puder, assim continuará já que nem mesmo Stradas para a frota da empresa conseguimos negociar. Sempre foi a mais barata, agora ficou cara e quem faturou foi a GM pois acabamos pegando uma Montana…Por R$ 4.000,00 a menos (13% de diferença!)

        • Domingos

          O caso 2 já vi um monte. Em especial parece acontecer com vendedora mulher, que quando coloca na cabeça que você não está lá para comprar o carro – mesmo estando – não tem nada que faça ela mudar de idéia.
          Mas sendo justo, já vi acontecer com vendedor um monte de vezes também. O carro está ali na porta e falam que tem que lavar, está na revisão, que não pode sair e qualquer desculpa que se pode imaginar.
          Uma vez o cidadão disse que o carro tinha que estar limpo para tirar fotos para a revista Quatro Rodas, só que o carro era inteiro adesivado com propagandas da marca e da concessionária…
          Em São Paulo, para os Fiats, quem gosta dos modelos mais raros antes os encontrava com facilidade na Fiat da Avenida Paulo VI. Agora nem sei como anda, porque reduziram a mesma. Mesmo nessa já perderam umas duas vendas comigo.

        • jr

          Olha, uma das coisas mais chatas na troca de carro é o atendimento em concessionária. Acho que já foi ignorado em praticamente todas as concessionárias aqui em Curitiba. Mas, de longe, na Ford e Renault fui mais mal atendido. Na Renault já faz muitos anos. Na Ford isso é recorrente, e olha que tem três empresas diferentes que possuem concessionárias Ford. Em todas tive o mesmo (péssimo) tratamento. Me lembro de quando levava o Focus da minha esposa para revisão, já que estava lá, dava uma olhada (queria trocar o meu). Praticamente dava para esperar o carro ficar pronto antes de ser atendido, kkkk.
          E quando você não é ignorado fica claro que você. conhece o carro melhor que o vendedor, muito chato isso.

    • Roberto Mazza

      A Fiat tem seus admiradores, mesmo no segmento dos médios. c4vitesse o Barrichello, ele mesmo, andou no Punto T-Jet e em outros carros legais. Fácil de ver no VocêTubo.

  • Frederico

    A Chevrolet usa o motor do Monza até hoje e ninguém reclama!

  • Lucas

    Nada contra o carro
    Apenas considero absurda a prática dos fabricantes lançarem o ano modelo para o ano seguinte tão cedo.
    Os fabricantes voltaram a produzir somente agora e, já lançam o ano modelo para o ano seguinte. Ocorre que, na prática, não existam os carros ano modelo 2015 fabricados em 2015.
    Simplesmente uma vergonha. Atitude totalmente abusiva com o consumidor e que deveria ser considerada crime.
    O bom senso anda mesmo muito longe do Brasil.

  • Vinicius

    Dentro da gama Fiat, com proposta semelhante, acho o Punto T-Jet mais legal. O Bravo é melhor equipado e tem um bom porta-malas, mas o Punto tem uma pegada de hot hatch que me agrada mais (tive um Punto HLX e era muito bom de guiar). Para quem não tem família e é entusiasta, é um dos carros nacionais mais divertidos que se pode ter.

  • awatenor

    Desculpa aí, Bob, mas esse “tapinha”, com repasse de custo para o comprador, sendo o “radinho” a principal mudança…meio que foram uma grande decepção. Não consegue ser uma referência na categoria, inserido-se apenas como uma “alternativa”, para quem não se importa com a revenda. Com o valor do apimentado T-Jet, sai-se com um Golf sem teto solar.

  • MrBacon

    Tive um Bravo por pouco mais de 1 ano, o carro é bonito, confortável, o que realmente me irritava e me levou a trocá-lo foi o Dualogic.
    A Fiat investiu em mudanças no que não era necessário – o desenho original era bonito, tinha acabamento correto, e as mudanças lembram “xuning” duvidoso – e deixou de investir exatamente no que matou o carro: motor e câmbio.

  • Barroso

    É aquilo, mexeu no que não precisava, já que o carro era bonito e piorou nesse aspecto e não mexeu onde precisava, que seria um motor e câmbio mais afinados com a concorrência.

  • Lorenzo Frigerio

    Aposto que os anos se passarão, e não veremos a Chrysler bem representada no Brasil. Nem mesmo as soluções mecânicas, como plataformas e motores entrarão aqui. O Bravo poderia receber o Tigershark 2.0 com MultiAir, que existe nos EUA. Mas a Fiat insiste nesse “elo perdido” que é o E.torQ, versão diminuída do motor do Neon de 20 anos atrás. Para um Palio ou Strada, até para um Punto, vai bem, mas mas não para a faixa de preço do Bravo; não é à toa que a BMW o rejeitou para o Mini.
    Aliás, tenho impressão que a Fiat está intencionalmente matando o Bravo. Não dou mais dois anos no mercado para ele.

    • marcus lahoz

      Nossa, quanto erro. O motor etorqepue nada tem de Chrysler.

      • Thiago Teixeira

        Marcus, o E.torQ é uma variante do antigo Tritec da Chrysler. Originalmente projeto em parceria com a BMW e previsão de uso com turbina. Também previsto no projeto inicial a menor cilindrada, 1,4 e 1,6. No E.torQ evoluiu psra 1,6 e 1,8 sem o turbo, como este ai.
        Bob, vi em uma pesquisa rápida pela internet a quebra do primeiro pistão desse motor. Pareceu um pouco recorrente os casos ainda com baixa cilindrada. A Fiat tem alguma posição a respeito?

        • marcus lahoz

          Variante não, baseado. Bem diferente.

      • Lorenzo Frigerio

        Procure se informar de onde vem esse motor, antes de dizer que estou errado. A Wikipedia é um bom lugar para começar.

  • Douglas

    Bob,
    O T-Jet continua com a altura de rodagem igual ao europeu?

  • Wagner Bonfim

    Comentei com alguns colegas de serviço que o Bravo é mais um dos mal compreendidos, ou talvez mal aceitos, no Brasil. Além de ser atraente aos olhos, tem um custo (lembrando que tudo em nosso inviabilizado país é caro) menor que os concorrentes.

    Pena que o T-Jet terá, claro se Dona Dilma aprovar, de ser abastecido com a caríssima gasolina Premium.

  • André K

    A geração de designers da GM do Brasil está se espalhando para outras fabricantes! No caso da Fiat, desde o “face-lift” do Linea.

  • Junior

    O que incomoda é essa mesma cara em todos carros da linha Palio, Punto e Bravo. O Palio e o Punto são fáceis de confundir. O Bravo até é mais difícil confundir pelo tamanho. É muita falta de criatividade com a desculpa de identidade da marca.

    • Bob Sharp

      Junior
      Se você desconhece o fator identidade da marca, é bom estudar o assunto um pouco mais. Toda a indústria está errada nesse caso – BMW, Mercedes, Audi, Volkswagen, Renault, Rolls-Royce, Bentley, Chevrolet…

      • CorsarioViajante

        E, cá entre nós, isso nem é uma novidade. Compare Uno Mille com Tempra / Tipo, Gol G3 com Golf 4, Chevette com Opala, Passat com Gol caixa, eram todos bem similares entre si também.

      • Domingos

        Que a verdade seja dita, essa identidade de marca ficou algo muito chato. Todos os carros parecem iguais, o que não casa com a proposta de um carro pequeno, por exemplo, ao ter o mesmo desing de um carro grande e vice-versa.

      • Junior

        Bob, eu particularmente gostava muito mais do Fiat Stilo, esse sim tinha uma identidade própria e fez muito mais sucesso que o Bravo. Apesar da maioria das fabricantes realmente seguir uma identidade da marca, acho que os veículos que acabam tendo maior sucesso são aqueles que tem uma identidade própria, exemplos são os médios mais vendidos, como um Corolla e um Civic que tem uma identidade própria e não se parecem com Etios e City.

    • Cadu

      Nunca vi ninguém reclamando que BMW e Mercedes é tudo igual, rsrsr

    • Cristiano Reis

      Já a mim agrada essa identidade da marca, mas não a da Fiat, ela tem uma identidade muito genérica. Ultimamente prefiro a da Ford, seguida da Volkswagen.

  • João Guilherme Tuhu

    Um belo carro abandonado pela marca. E com uma política de preços irreal. Continuará na rabeira de vendas.

  • Rafael Kleber

    Exato, estava me referindo a carro médio com 1,6 como você disse, não em carro pequeno. Compare a massa do Linea com a do Gol.

  • Domingos

    Também acho horrível farol ou lanterna saliente, no máximo se for algo muito bem integrado com as linhas e formas fica bom…

  • Domingos

    O Gol seria um 1.6 pequeno. E andava bem mesmo.

  • Bob Sharp

    Douglas
    Sim, continua.

  • Bob Sharp

    Barroso
    Você acha que piorou, eu acho que melhorou. Gosto é pessoal. Nada há de errado com o motor e o câmbio, salvo o que comentei sobre o toque do comando deste.

  • Bob Sharp

    Mr Bacon
    Em que exatamente o motor e o câmbio mataram o carro?

    • CCN-1410

      Bob,
      Você apenas saiu com o T-Jet que é esportivo e tem um motor excelente. Será que o 1,8 roda bem e é suficiente para o dia a dia.

      Apenas curiosidade…

    • MrBacon

      Olá Bob, vou tentar resumir o histórico dos meus 14 meses com um Bravo Essence Dualogic 2012.

      Logo após a compra (no 2º dia com o carro) tive uma pane durante uma baliza na Haddock Lobo aí em São Paulo, que em determinado trecho é bem inclinada. O carro ficou no neutro quando engatei a ré, acabei batendo no carro à frente, que infelizmente tinha o famigerado engate de reboque, danificando meu para-choque. Levei o carro à concessionária Ventuno, que após algumas horas de testes conseguiu reproduzir a falha, autorizando o conserto em garantia e realizando o 1º upgrade no software do Dualogic.

      Após a intervenção da concessionária, o câmbio não falhou mais, mas sempre foi lento e não muito inteligente, exigindo intervenção constante. Eu morava no Paraíso, e para sair de casa (outra rua bem inclinada) precisava obrigatoriamente manter o carro no modo manual, pois no modo automático havia a tendência de passar à 2ª marcha após a arrancada. Problema inverso ocorria ao sair de um farol em declives, o carro mantinha a 2ª marcha desnecessariamente. Daí descobri que o câmbio possuía uma função que permitia sair em 2ª marcha, o que resolvia o problema. Por fim, o comportamento ao passar nas valetas que proliferam nas ruas paulistanas também era ruim. Seria o caso de incorporar um sensor de inclinação ao câmbio?

      Esta característica do câmbio acabava por acentuar minha percepção de torque aparentemente inadequado ao peso do carro, que só acordava a partir das 2.500 rpm. O consumo de certa forma refletia meu pensamento, sendo apenas regular na cidade (7 km/l) e bom na estrada (13 km/l). Por outro lado, achei o E.torQ bem melhor que o antecessor (tive um Punto 1,8), entregando mais potência e ao mesmo tempo sendo mais econômico.

      Uma curiosidade: o Bravo era muito bom na estrada. Nada do que me incomodava na cidade aparecia na estrada, especialmente utilizando o modo manual com o controle de cruzeiro acionado. Também não tenho reclamações dele em cidades planas, como o Rio de Janeiro, onde o carro se comportava muito bem.

      Após 1 ano com um carro, voltei à concessionária para troca de óleo e aproveitei para pedir uma revisão no câmbio. A Fiat Auguri da Bela Vista fez uma nova atualização do software do Dualogic, que de fato melhorou: o modo automático passou a ter respostas tão rápidas quando o modo “sport” tinha antes do update. De todo modo, persistia a indecisão nas situações que mencionei antes: ruas com inclinação acentuada e valetas continuava.

      No final, acabei vendendo o carro com pouco mais de 10.000 km, com um certo desgosto, pois achava o carro muito bonito e bem acabado, porta-malas excelente, confortável e bom de estrada, mas por dirigir mais tempo no trânsito de cidades complicadas (São Paulo e Rio de Janeiro), acabei comprando carro com câmbio CVT, tudo bem suave.

      • Domingos

        O estranho é que esse tipo de câmbio deveria sim ter sensor de inclinação, como tem em muitos automáticos normais e como sei que tem em muitos automatizados.
        Se economizaram nisso, está explicado o problema das ladeiras. Espero que na 2ª geração tenham colocado o mesmo, ou acertado de vez na programação;

        • MrBacon

          Nunca dirigi o Dualogic Plus, não posso falar. Tive uma rápida experiência com o i-Motion num Polo, pareceu melhor, mas numa cidade plana.

    • Lorenzo Frigerio

      Bob, creio que a pessoa “racional” escolheria um Golf Highline. Se eu pudesse ter um carro dessa faixa de preço, talvez entre esses dois escolheria o Bravo T-Jet, pois mesmo sendo anti-Fiat, acho o carro estuporadamente mais lindo que o Golf, mesmo o interior não sendo tudo isso. O único problema é não haver um Tiptronic 6 com alavancas no volante; não creio que isso afetaria a “esportividade” do carro. Como eu já disse antes, aberração é um carro desses SÓ ser oferecido com câmbio manual.
      Veja só, por que o Bravo T-Jet é “esportivo” e o Golf Highline é “paisano”? O Bravo T-Jet poderia perfeitamente competir com o Golf Highline, se tivesse o Tiptronic 6. O dia em que o Golf tiver a opção do 1.6 MSI, o Bravo aspirado acaba.

  • Bob Sharp

    Awatenor
    Radinho??? Engraçado o seu comentário, especialmente a questão do valor de revenda, significando que você está no time dos que levam em conta o valor de revenda de um carro, não o que ele é na sua essência, ou seja, comportamento tipicamente gersoniano, o de gostar de levar vantagem em tudo, mesmo no seu caso de se privar de um teto solar.

    • Zé Luis

      Depois dessa não vai haver tréplica…

    • awatenor

      Interessante. não tinha notado que meu comentário fez parecer que me importava mais com valor de revenda que qualidade e foi o que aconteceu, “mea culpa”. Acho que fui influenciado pela baixa qualidade e problemas de meus dois Fiat, um Marea (infelizmente, só dores de cabeça) e um Punto, que aparentam muito, mas não entregam tanto assim, e tenho essa mesma imagem do Bravo. E para falar a verdade não me importo muito com aparelhos de som. Realmente já não compraria mais nenhum Fiat. Virei casaca para a Volkswagen e seu FantastiGolf.

      • Boni

        FantastiGolf?

        • awatenor

          È! 🙂

  • Bob Sharp

    Domingo
    Patológica, sua decisão de não comprar um carro que gosta só porque a rede de concessionários parece não querer vender…

    • Rafael Monteiro

      Se o cara vai desembolsar 80 mil em um carro que o principal apelo é o prazer ao dirigir, o mínimo que se espera é que o comprador possa experimentar o carro antes.

      • Roberto Mazza

        Que eu tenha visto a maioria das concessionárias permite teste de mentirinha do tipo voltinha no quarteirão. Para mim não é suficiente, não conto com isso.

        • Domingos

          Ainda quando dá para dar a voltinha no quarteirão… Essa que falo tinha um usado lá e nem ligaram o carro quando perguntei dele!

    • CCN-1410

      Para quem mora em cidades pequenas onde só existe uma concessionária, é isso mesmo que acontece. Não temos tempo nem paciência para procurar outras que ficam distantes de onde moramos. Desanima…

    • Domingos

      Bob, você faria negócios a contra gosto? É pedir para ser enganado.
      É horrível comprar um bem de quase 60 mil reais e fazerem um corpo mole tremendo para te venderem, em primeiro lugar.
      Depois que tenho por política jamais, jamais mesmo comprar qualquer carro sem testá-lo pessoalmente. Mesmo com as avaliações disponíveis hoje na internet, o que cada pessoa procura e gosta em um carro é diferente.
      E aí entra a questão final: se é assim para a venda, como será então para o atendimento em revisões e garantia?
      Não compro mesmo carro que a rede de concessionários faça muito corpo mole. Logo de cara vão te enrolar com alguma coisa, seja em preço ou entrega.
      Uma coisa é ter que encomendar, não conseguir desconto ou ter que procurar uma concessionária específica para isso (um modelo não tão comum). Outra é a rede toda demonstrar um baixo interesse generalizado…

    • Marco

      Não acho patológica. Já deixei de comprar um sapato ou uma roupa de uns R$ 150,00 por conta de atendimento ruim. Imagine só gastar R$ 50.000,00 ou mais e ainda ser mal atendido.

      • CorsarioViajante

        Pois é, eu sempre penso que se a marca me atende mal quando vou comprar, imagina depois quando precisar de assistência, ajuda ou coisa do gênero.

  • Bob Sharp

    Battousayx
    Se você não gosta de câmbio robotizado não vai comprar nenhum carro que o tenha, não só o Bravo. Gasolina do reservatório do sistema de partida a frio: há um ano a gasolina brasileira está com teor de enxofre e nível de aromáticos europeu, portanto acabou o envelhecimento rápido, agora começa a envelhecer com 1 ano, com era exclusividade da Podium.

    • Battousayx

      O pior é que meu irmão tem um Punto Dualogic e eu gostei muito do carro. Eu teria tranquilamente um up! I-motion ou um Punto Dualogic. Mas com 68 mil reais eu exigiria um câmbio automático ou de dupla embreagem. Um exemplo para ilustrar isso é: Existem 2 televisores de 40″, ambos custam 2 mil, mas um acessa internet pelo WiFi, e o outro acessa a internet mas precisa de cabo de rede. Ambos funcionam mas pelo mesmo preço não levaria o com WiFi? Agora se o que funciona com cabo de rede custasse 1 mil eu levaria o de cabo de rede. Então levando para o lado dos carros. com 68 mil eu consigo levar um Golf, Focus, 308 que tem “WiFi” em vez de levar o Bravo que faz isso por “Cabo de Rede”.

      Já aconteceu de a gasolina do tanquinho ficar + de 1 ano lá parada, e tive que sugar ela com uma mangueirinha porque já estava escurecendo. Pode não refletir a realidade da maioria, mas o que custava trocar este sistema por um de aquecimento por lanças?
      Eu sei que as empresas estão aí para obter o lucro delas. Eu acho que gastar o valor de metade de uma casa em um carro eu assim como todas as pessoas tem direito de exigir as coisas um pouco melhores. Mas gosto é gosto, e este pertence a cada um, o que é bom para mim pode não ser bom pra você.

  • marcus lahoz

    Belo carro. Espero que tenha boas vendas. Tenho Fiat há anos e gosto muito.

  • c4vitesse

    Olha, eu me identifico com seu comentário, aliás comprar carro zero normalmente é muito chato pelo fator vendedor que quer empurrar o que é mais conveniente para ele e vários não entendem nada de carro, só decoraram as informações mínimas necessárias. Aliás, vai perguntar o peso de qualquer carro para um vendedor, poucos sabem sem consultar. .

    Eu sei que é irracional, mas não dá nenhuma vontade de dar comissão para um cara que não ta afim de te vender o produto.

    Claro que existem vendedores bons, já tive experiência com estes também. Mas as concessionárias Fiat que eu já fui estavam sempre abaixo da média nesse quesito.

    Esse é um dos vários motivos pelos quais eu sempre procuro carros usados (de particular).

    • CCN-1410

      Comigo já ocorreu algo semelhante na Ford.
      Já estive em concessionárias certo para comprar determinado carro, mas os vendedores sempre insistiam em me vender outro.
      Talvez por isso nunca tive um Ford novo que era a minha marca preferida nos meus tempos de criança e adolescente.
      Hoje nem piso mais nas revendas dessa marca.

    • Domingos

      Eu perguntei se ele tinha o botão do overboost e o vendedor, com toda a “boa vontade” do mundo, foi olhar a ficha do carro e nem me deu resposta no fim das contas…
      Também vejo pelo lado da comissão, que é substancial e ainda assim ou querem sempre mais ou te tratam como se ela não existisse e não estão sendo pagos para te fazer a venda.
      Aqui no caso, o problema não é só o vendedor tentar empurrar o estoque. Isso é normal. O problema é você falar que está interessado no carro e até que está para trocar de carro e, por ser um modelo sem estoque, parecer que o cara vai falecer de tanto desinteresse…
      Detalhe: havia um modelo usado na loja e apenas após pedir (é, tive que pedir), o vendedor me mostrou o carro.

  • Danilo Grespan

    Bom carro, ja tive a oportunidade de conhecer e, na versão T-Jet, é excelente: interior bem acabado, confortavel, boa sensação de direção. Infelizmente o preço é esse, pode pesquisar os demais carros da mesma categoria (Novo Focus, 308 THP, Cruze Sport6, etc). O que me entristece na Fiat é persistir no cambio robotizado (que já foi pior, sabemos disso), e não adotar um câmbio automático de verdade. Será que a intenção é transmitir aquela “pegada” do câmbio manual, sem ter conversor de torque ou o CVT sem graça atrapalhando? Com um bom turbo, empurrando desde a baixa rotação. um automático de 6 marchas ficaria excelente!

  • Eurico Junior

    Gosto muito do Bravo. Só não tenho um porque preciso de carro automático e não aceito essa solução Dualogic. O excelente câmbio Aisin do 500 MultiAir seria perfeito, até hoje não entendi essa economia sem sentido da Fiat.

  • CCN-1410

    Nada de mais, mas se eu fosse retornar aos carros médios, possivelmente o Bravo seria a minha escolha.

  • Matheus S. Bueno

    Pelo visto falar do Bravo é algo bastante polêmico, vide os 58 comentários em um dia de matéria que fala tão somente das mudanças do modelo 2016. Estamos em fevereiro de 2015 e já lançam 2016. Será isso desonesto com o consumidor?

    Na esfera do autoentusiasmo, e apenas nela, talvez não existam muitas coisas erradas com o motor E.torQ e, menos ainda, com o T-Jet. Concordo com o Bob neste aspecto do câmbio relativo a toque e curso de caixa, até porque não tenho melhores subsídios técnicos para maiores avaliações.

    Contudo, acho interessante inserir o veículo no contexto do mercado nacional e mundial. Na Europa, por exemplo, existe uma tendência (grande) ao downsizing dos motores com a “popularização” dos turbos. Não somente lá, em muitos lugares, diga-se de passagem. Talvez fomentado pelos movimentos de sustentabilidade.

    A Fiat nesta categoria tem no Bravo T-Jet seu melhor representante, embora eu faria os ajustes para deixa-lo tal como o 500 Abarth. O câmbio Dualogic acredito que seja a pior escolha e talvez a que mais mate o produto, pois nesta mesma categoria temos dois bons representantes de dupla embreagem (VW e Ford), bons epicíclicos (Peugeot/Citroën, Hyundai, Chevrolet e Civic) e bons CVTs (Toyota, Renault, Nissan). Acredito que um Dualogic (Plus) num carro como o Bravo, na categoria que ele se insere, seja (um pouco) matador mercadologicamente falando. Porém, mata até o autoentusiasmo e nesse aspecto ela não evoluiu a tecnologia tal como a VW com o Voyage i-Motion, ajustado finamente (estou me pautando na avaliação deste site do modelo). Eu, particularmente, colocaria um motor melhor nele, mais moderno, par e passo com seus concorrentes, vide VW, Hyundai e Ford. Julgo que isso seja, também, um calcanhar de aquiles no Bravo, porém, tenho certeza que ele merece um câmbio melhor para que o conjunto da obra saia ótimo e alinhado, podendo ser melhor, com a concorrência. O carro certamente merece e, na educação para o autoentusiasmo, todos nós merecemos.

  • Bob Sharp

    ccn1410
    Já dirigi bastante o 1,8, não é empolgante como o T-Jet mas anda bem.

    • Cristiano Reis

      Você está forçando a barra Bob, pode até ser um bom motor, mas diante do que é oferecido pela concorrência não é uma boa opção.

  • KzR

    Não gostei das alterações visuais, exceto o novo para-choque traseiro (aquilo ao lado da placa é luz de neblina?). Foi bem vinda a adoção de novos itens, como o UConnect, mas achei a tela bem pequena; será que o UConnect NAV tem o mesmo tamanho do Radio NAV anterior?
    Conclusão: a linha Bravo agregou itens, todavia está cobrando muito por isso. A versão mais em conta parte de 60 mil. O T-jet aparenta ser muito bom, conforme já relatado pelo Bob, mas pelo que custa hoje, mesmo eu, entusiasta do modelo, pensaria duas ou três vezes.

  • Bob Sharp

    Cristiano
    É forçar a barra dizer que anda bem um carro que acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 s e atinge 193 km/h, a par de outros atributos? E, de novo, a pergunta: alguém compra carro sob ameaça de uma arma de fogo apontada para a cabeça? Não gosta, não compra. Há algo mais fácil nessa vida?

  • Bob Sharp

    Thiago Teixeira
    Desconheço esses casos de quebra de pistão. Vou consultar a Fiat. Acho estranho, não é um motor de carga térmica elevada e a tecnologia de pistões, que são fornecidos por fabricantes de autopeças, está num nível elevado.

    • Thiago Teixeira

      so corrigindo: onde esta “com baixa cilindrada”, leia-se “com baixa quilometragem”.

  • João 48

    Bob você andou na versão Sporting Dualogic, esse câmbio dá tranco mesmo ou não? Tenho um Focus 2011 automático e tem horas que dá tranco, sem falar no consumo de 6 km por litro na cidade com gasolina..Fui na Fiat mas os vendedores não sabem de nada sobre o carro e o preço para deficiente…eles tem o preço do modelo 2014.

  • Bob Sharp

    João 48
    Não andei nesse desta vez, só em outras. Mas tranco, nenhum. Câmbios desses tipo não dão tranco, apenas alguns, uns mais, uns menos, mostram demora nas trocas de marcha ascendentes, mas isso praticamente desapareceu hoje.

  • Bob Sharp

    agent008
    Precisa ser muito burro para perder uma venda por simplesmente não atender um cliente. Não faz muito tempo, fui retirar um carro de teste na concessionária Renault Grand Brasil, do Itaim, e enquanto esperava o carro chegar fui dar uma olhada no salão de vendas. Foram 15 minutos andando entre os carros e olhando sem que ninguém viesse e perguntasse se eu desejava alguma coisa. Eram 3 horas da tarde e havia pouco movimento na loja. Fiquei chocado com a burrice dessa gente.

    • agent008

      Já vivi essa história também Bob! Agora que começaram os anos de vacas magras, quem tiver vendedor dos bons vai estar muito à frente…

      • Domingos

        Perfeito. vai servir para selecionar muita gente, porque o que o nível tem caído esses últimos anos é absurdo. Coisa de dar raiva mesmo, por negarem atendimento na cara dura.

    • Domingos

      É comum isso, Bob. Infelizmente com a queda das vendas ultimamente, tem concessionária que parece que desanimou totalmente e justamente nos horários de menos movimento não atendem.
      Fim de mês é outra data complicada, pois geralmente já bateram as metas. Se não bateram, parece que caem numa apatia onde nem querem tentar atender bem o cliente.
      E essa concessionária em específico era renomada por ter atendimento ruim.

    • CorsarioViajante

      Já passei por isso também, a meu ver é mais uma questão de concessionária do que de marca. Aqui em Campinas por exemplo já fui numa toyota onde se recusaram a me atender, mas em outra concessionária recebi um atendimento excelente.

  • Thiago Teixeira

    Voce deve estar se fazendo..

  • Antônio do Sul

    Provavelmente, nesse caso dos incêndios, a Fiat deve ter errado na condução do problema. Pelo que lembro da época, comentava-se que os incêndios ocorriam por causa de um vazamento de fluido do sistema de direção hidráulica, e acredito que o problema fosse no material do reservatório ou das mangueiras, o que poderia ser resolvido com um recall.

    • Domingos

      Sim, lembro que começaram achando que era culpa de lavarem o motor – com alguma coisa entrando em curto e depois pegando fogo.
      Aí perderam tempo só orientando a não lavar e nisso o carro se queimou completamente quando continuou pegando fogo.
      Foi uma pena, porque o nacional teria sido o primeiro carro a ter airbags de série no Brasil, além de sempre vir com injeção eletrônica e ser um carro muito moderno e agradável.
      Atrasou a Fiat e a indústria nacional em uns 10 anos por baixo.

  • CorsarioViajante

    Pois é. Meu carro é uma versão chatinha, mas consegui achar uma concessionária que tinha três em estoque e um, inclusive, no showroom.

  • CorsarioViajante

    Tá loco! Que coisa!

  • CorsarioViajante

    Nunca tinha pensado nisso. Mas está assim há alguns anos já, até agora nada…

  • CorsarioViajante

    Pior são lançamentos com tanquinho. Poxa, já existe tecnologia para isso, chega de uma solução tão arcaica e cheia de inconvenientes como essa!

  • CorsarioViajante

    O meu estourou bem na casa da sogra, ficou uma poça de gasolina no chão. Além da situação embaraçosa, também é um perigo.