Em vista das inúmeras perguntas dos leitores assim que publicamos a matéria, no dia 2 último, sobre o aumento da porcentagem de álcool na gasolina de 25% para 27%, vimo-nos no dever de procurar esclarecer este grave assunto coletivamente, uma vez seria inviável responder um a um.

1. Com o acordo celebrado entre a Unica e a Anfavea, a gasolina passa a conter 27% de álcool anidro a partir de 16 de fevereiro p.v. Mas a gasolina premium (subtende-se também  a Podium, da Petrobrás) permanece com o teor de álcool vigente, 25%, pois não foram concluídos testes, pela indústria automobilística, da gasolina E27 (maneira de grafar tecnicamente gasolina com 27% de álcool; “E” é de etanol).

2. Isso significa que toda gasolina comum e comum aditivada, esta a Petrobrás Grid e a Shell V-Power Nitro+, terá 27% de álcool.

3. Os motores a gasolina não foram calibrados para tal teor de álcool e nada indica que os microprocessadores tenham capacidade de processamento para mais de 25% de álcool para chegar uma mistura ar-combustível ideal.

4. Este porcentual  de 25% já era o que se chama popularmente de “forçar a barra”, uma vez que todos os motores são calibrados para gasolina com 22% de álcool (E22). Ao não haver capacidade para acertar a mistura ar-combustível como seria necessário, isso se traduz na mistura ficar pobre, o que acarretará redução de potência e possivelmente hesitações sob aceleração.

5. Não há certeza de que os motores a gasolina — leia-se elastômeros diversos e peça metálicas em contato com o combustível, inclusive a bomba — sejam capazes de resistir ao maior ataque químico resultante de mais álcool na gasolina, exceto possivelmente, os fabricados no Brasil a partir de 2003, quando surgiu o motor flex. Antes de 2003, com certeza não.

6. Utilizar gasolina comum ou comum aditivada, a E27, em motores anteriores a 2003, é um risco. Nos importados, pode-se esperar problemas. Tanto é assim que a Anfavea recomenda abastecer esse motores com gasolina premium (E25). Note que a Anfavea nem excluiu os motores nacionais da era flex, como o Ae aventou.

7. O grande problema é a dificuldade de encontrar a gasolina premium, como se fosse uma espécie em extinção. Resta a Podium, exclusiva da Petrobrás, mas que também não facilmente encontrável.

8. Quanto mais antigo o veículo, pior o efeito da gasolina com mais álcool. Por exemplo, os fabricados  do começo de 1980 até setembro de 1996 eram calibrados para gasolina E10. Com a E25 já não funcionavam bem, sendo necessário recalibrar carburadores e alterar a curva da avanço.

9. Vale lembrar que o comportamento das misturas de combustíveis (blend) não é linear. Isso significa que os 2% mais de álcool (de E25 para E27) pode ser mais nocivo para o funcionamento do motor do que se imagina.

10. Nos motores a gasolina fabricados nos países de vanguarda é possível utilizar gasolina com até 10% de álcool (E10), informação que consta dos manuais de proprietário. Há coisa de um ano começou a ser vendida nos EUA a gasolina E15 (com 15% de álcool), o que levou vários fabricantes a avisar que qualquer problema resultante do uso de E15 não teria cobertura de garantia. Portanto, trata-se de assunto dos mais sérios.

11. Facilita aos consumidores americanos as bombas nos postos indicarem o porcentual de álcool (E10, E15 etc.). Aliás, existe nos EUA gasolinas E20 e E30 para os motores flex de lá.

12. Na Alemanha existe gasolina Super Plus com 5% ou 10% de etanol.

13. Por enquanto, o que o dono de carro a gasolina precisa fazer é aguardar  a sanção presidencial da lei que autoriza a nova porcentagem de álcool. Pode ser que com a exoneração da presidente da Petrobrás, Graça Foster, ocorrida hoje (demorou!), a presidente da República, entre esse turbilhão de fatos, não o faça nos próximos dias.

14. Ao Ae soa possível qualquer cidadão partir para a via judicial no sentido de lhe assegurar  o direito de usar gasolina adequada para seu carro sem precisar pagar por um combustível mais caro. Base para isso existe: as informações dos fabricantes, inclusive nos manuais de proprietário, de que o motor do veículo foi produzido para funcionar com gasolina comum.

15. Reiterando o que disse na matéria de 2 de fevereiro, o Ae classifica de deplorável a atitude da Anfavea de celebrar acordo com os produtores de álcool, quando deveria ir na direção contrária, repudiar a mistura E27, até recorrendo ao poder judiciário para sustá-la.

16. Os carros flex não terão absolutamente nenhum problema de funcionamento ao usar E27 em vez de E25, uma vez que podem chegar a E100 (só álcool no tanque). Apenas o consumo aumentará.

17. Em má situação, pior do que hoje, ficarão os carros estrangeiros a gasolina que atravessarem nossas fronteiras, pois são calibrados para até E10. Como eu já disse em outras oportunidades, o Mercosul é uma piada de mau gosto.

Notou o leitor que se o Brasil não tivesse se lançado, em novembro de 1975, no governo Ernesto Geisel, a essa loucura chamada álcool para combustível de motores ciclo Otto, esse e qualquer outro problema a isso associado simplesmente não existiriam? Olhe só no que fomos nos meter, e a troco de nada.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • V_T_G

    Bom texto estragado pelo final. A troco de nada? Não da pra culpar uma excelente opção para independência energética pela incompetência, desmandos e desonestidade de inúmeros governos e empresários…

  • Raphael Duarte

    Embora pareça ser contra a idéia de uma gasolina mais pura (E10), vejamos: se por algum “milagre” aqui no Brasil fosse aprovado a distribuição desse tipo de gasolina mais pura (E10), haveria uma série de problemas com os veículos mais modernos (2003 em diante), devido à alta taxa de compressão dos motores.

    Mesmo com uma central eletrônica moderna, atrasando o ponto de ignição ao máximo, problemas aparecerão constantemente por conta dos motores “batendo pino” o tempo todo devido a uma gasolina mais pura (E10). De nada adiantaria muito remapear a central, somente diminuindo a taxa, para o motor girar “redondo”.

    Enfim, seria uma grande alegria para donos de veículos antigos e importados, mas não para grande massa que possuem carros populares da geração flex. A solução definitiva seria ofertar mais variedades de gasolina tipo: E10, E22, etc. Mas ideias para solucionar os problemas, nós temos, o nosso governo é que sempre vai contra as nossas idéias para soluções.

    • Bob Sharp

      Raphael Duarte
      A história diferente da que você contou. Em 1997 a Petrobrás reuniu a imprensa em São Paulo para anunciar nova gasolina destinada a carros importados, que chegavam aqui.em grande quantidade. Era uma gasolina sem álcool de 95 octanas RON, ou seja, exatamente igual à européia. Seria o carro deixar o navio e encher o tanque em qualquer posto, que é o que se faz no mundo inteiro — menos aqui, claro. Sabe o que aconteceu? A Petrobrás não pôde vender essa gasolina, o governo não deixou (claro, atendeu aos interesses da bancada ruralista do Congresso Nacional). Não restou outra saída ao governo senão criar a “nova” gasolina premium, que não existia, de 98 octanas RON — alcançado pela adição de 22% de álcool.

      • CharlesAle

        Em tempos em que a canalhice deu lugar a moral e ao respeito ao próximo! e me refiro as pessoas que estão no poder. Ler um texto tão bem escrito, detalhado e verdadeiro como esse, é um alento nesses dias tão negros!Parabéns Bob Sharp, você representa os Brasileiros de bem!!!!!

    • Bosley Noya

      Raphael,

      Vai numa concessionária e filma um aperto no teto de estopa com papelão do Focus…eu sempre quis fazer isso mas tenho medo deles reclamarem kkkkkkkkkkk

      • Marcelo R.

        Aos 26:40, deste vídeo, seu desejo é realizado:

    • Daniel S. de Araujo

      Raphael, se oferecessem E10 (num daqueles sonhos que a gente de vez enquando tem), o problema não seria nos veiculos a gasolina. Seria nos flexíveis.

      Os carros 100% a gasolina ainda empregam a taxa de compressão de até no máximo 10,5:1 enquanto os flexiveis, ja prevendo o E22, andam com taxas superiores a 11:1. E ai concordamos, nem mesmo o atraso do ponto de ignição resolveria o problema.

      Eu vejo o 207 da minha mulher, queimando a nossa E25 (alcolina) já padece de detonação em baixas rotações (proxima a marcha lenta – isso porque o 1,4L tem taxa de 10,5:1), imagina esses carros de taxa alta.

      • Raphael Duarte

        Só para ter uma ideia: imagine um motor bem taxado (exemplo do VHT), com 13:1 de taxa, e com gasolina E10 no tanque… Aí está a receita para uma verdadeira dor de cabeça. Ainda não existirá uma central ultra moderna que conseguirá conter as detonações fora do tempo.

        • Daniel S. de Araujo

          Virará motor de ignição por compressão…

    • Fernando

      O problema seria entre a teoria e prática, esta última sabendo que aqui as coisas são feitas muito “nas coxas”.

      Se fosse disponibilizada no formato E10, teoricamente a gasolina não causaria mais problemas… porque para isso o que chega à bomba teria que possuir a mesma octanagem mínima de 87 IAD. Ou seja: tanto faz a proporção de álcool, a octanagem atingida teria que ser esta e pronto. Como? Com antidetonantes no lugar do álcool, como antes era usado o chumbo.

      Agora a prática: sabemos que não estão nem aí para o que chega ao consumidor e desrespeitariam a norma de octanagem mínima, assim simplesmente reduziriam a proporção de álcool sem nenhuma solução prática e como vocês disseram, os carros sofreriam as conseqüências.

      Infelizmente é assim que a banda toca.

      Complementando: a solução para isso seria ter como em alguns países, um misturador na bomba. A pessoa decide colocar X de tal combustível e Y de outro, e assim quem quisesse ser livre para a gasolina pura poderia optar por isso, e quem quisesse o “combustível completão” idem, ou qualquer proporção. Creio que o estrago já está feito e os alcooleiros já podem rir sozinhos que terão sustento para netos e bisnetos.

  • Celso Fernando Ferrer Singh

    “16. Os carros flex não terão absolutamente nenhum problema de funcionamento ao usar E27 em vez de E25, uma vez que podem chegar a E100 (só álcool no tanque). Apenas o consumo aumentará.”

    Bob , tenho uma duvida na questão da tecnologia flex , Explicando: Era sabido na época dos motores mono-combustíveis , que um carro a álcool , precisava de uma taxa de compressão mais elevada , porem alem disso , para que o motor e suas partes que entram em contato com o combustível não sofrerem corrosão era necessário um reforço no catalisador , bomba de combustível motor e etc , para que este não acabasse por sofrer com a baixa lubricidade do álcool, e que esse tratamento “reforço”encarecia a produção;Atualmente com a introdução da tecnologia flex gostaria de saber se somente foi ajustada o mapeamento da injeção e a taxa de compressão dos motores para queimar o derivado da cana, deixando o motor e suas partes em contato com o combustível sofrer os problemas da baixa lubricidade do álcool ,”ou seja em linguagem popular gambiarra automotiva flex”, ou se a tecnologia foi bem implantada , e os motores flex , não sofrem com este problema de corrosão , baixa lubricidade e etc,provocados pelo nosso álcool , também gostaria de saber se a questão do rodízio 4 tanques de álcool para 1 de gasolina procede ou é mais um mito , e gostaria de saber se os carros importados do mexico também recebem o tratamento necessário para a queima do álcool.( os flex é claro)
    Desde já agradeço a atenção ,não sei se a duvida é besta ou não , por fim tenho 20 anos e estou buscando conhecimento na área automotiva ainda.

    • Cadu

      Permita-me:
      Os carros flex vem todos preparados para o contato com o álcool (leia-se água, que é o principal problema do álcool de bomba no quesito durabilidade de peças). Bombas, injetores, sedes, todas são peças tratadas e que resistem ao uso de álcool!

      A baixa lubrificação causada pelo uso de alcool não foi sanada, pq isso é inerente ao álcool. É um combustível mais seco mesmo. A questão é que isso não afeta drasticamente a sua durabilidade. Ok, ele pode até durar menos que um motor exclusivo a gasolina, mas é uma diferença sutil. Basta ver que os flex rodam há mais de 10 anos e não há diferenças significativas de manutenção entre os exclusivos a gasolina e nem de motores fundindo precocemente

      O mito do rodízio tem uma certa validade se considerar esta baixa lubrificação do álcool. O rodízio com gasolina pode melhorar esse ponto. Mas não acho que seja determinante pra vida útil. É perfeitamente possível rodar apenas no álcool.
      Se você for preciosista, faça o rodízio! Não há prejuízo e você pode ganhar uns km a mais!

      • robson santos

        Cadu, deixa eu pegar os pontos que você levantou:

        a). Rodízio de tanques: existe até matéria na 4Rodas explicando que este rodízio de tanques procede sim, mas que abastecendo com álcool aditivado isto não precisa ser feito.

        b). Água: o álcool precisaria estar bem adulterado para que água influa na corrosão… que em relação ao consumo será vaporizada com o rodar normal. O que pega é no cárter, na fase de aquecimento, e também no rodar se a temperatura do motor não atingir o ideal. Ou seja, o problema aqui é muito mais na contaminação do óleo lubrificante, sendo que a categoria atual ( API-SN, SN/RC e ILSAC GF-5 ) lida com isso melhor do que as anteriores, inclusive com o álcool !

        c). Álcool: é corrosivo sim ( 1/3 de sua composição é oxigênio, que na presença de ar e se o sistema não for tratado a corrosão ocorre tanto faz num meio estagnado como fluindo… ), sendo que na mistura homogênea álcool AEHC ( ou anidro ) + água, obviamente tanto em massa ou volume quem apresenta mais oxigênio é o álcool, já que a água na proporção com a mistura é quase irrelevante… portanto mesmo sendo o álcool do tipo anidro possuirá poder de corrosão por si só, e só levemente inferior do que o AEHC que apresenta só 5% de água ( sendo que o maior problema da água será em adulterações ou seja só acima de uns 10% de água onde o pH começa a se alterar ), e o anidro ainda pode ter 1% de água no máximo, irrelevância da irrelevância para carros modernos…

        Portanto o tratamento anti-corrosivo do sistema sempre foi pensado muito mais em função do álcool do que da água ! E com isso, carros monofuel projetados para funcionar com 22% de álcool anidro com certeza aguentam bem mais do que isso eu acho…
        E eu também acho que a ANFAVEA deve possuir estudos e sabe até que ponto de adição de álcool na mistura é prejudicial ao sistema, não acho que eles pararam nos 22% só, deve haver vários estudos encomendados por todos os interessados ( ANFAVEA, UNICA, Governo… ).

        A questão desse alcool anidro em maior quantidade ( na possibilidade de gasolina E27 como mencionado ), passa a ser mais em relação aos carros antigos, sendo o caso então os mesmos sempre sofreram por estarem só preparados para concentrações de etanol bem inferiores a 22%, pois ainda contando com as adulterações que temos por aí… então gostaria de um estudo a respeito da agressividade da E22 em carros antigos, com certeza deve haver tais.

        d). Poluição: não polui ? Polui sim, sob a forma de óxidos nitrosos resultantes da combustão, também prejudiciais, pois nossos catalisadores ainda não dão conta o suficiente, e a chuva ácida e o smog estão aí pra provar !

        Eu também não sou contra a utilização de álcool combustível, mas defender sua utilização dessa maneira, se fosse uma maravilha tecnológica por exemplo os tanques dos carros não precisariam ter tanques de capacidade de 50 litros, fator determinante da maioria que possui carros de passeio/ciclo Otto preferir a gasolina pela autonomia, facilidades na partida a frio sem precisar de nenhum sistema auxiliar…

  • Bob Sharp

    V_T_G
    Em que a opção é excelente? E cadê a independência energética?

    • V_T_G

      Poder antidetonante, precisa de menos ar para queimar e o fato de ser bastante endotérmico. Essas características combinadas permitem um aumento do rendimento do motor Otto. Quanto a independência, como falei, não se pode culpar o combustível e sim a ma gestão do programa.

      • Rolim

        “precisa de menos ar para queimar”?

        Não é menos ar, é mais combustível para fazer o mesmo trabalho. O poder calorífico (por massa) do álcool é muito menor do que o da gasolina. Você enriquece a mistura (relação ar X combustível) para tentar chegar a um desempenho similar.
        Sempre o consumo de combustível vai ser maior com álcool.
        Vamos pagar mais caro por um combustível inferior, mais o aumento em impostos já informado e com aumento no consumo (mais despesa para fazer o mesmo trajeto).
        Seu orçamento mensal não vai mais ser o mesmo, definitivamente!

        • V_T_G

          Meu caro, tomando como base um mesmo motor e um mesmo cabeçote, vai haver uma mesma quantidade de ar entrando a dada rotação correto? O alcool, em sua mistura estequiométrica requer menos ar (ou PERMITE mais combustível), permitindo que gere maos potência APESAR do menor poder calorífico.

          • Rolim

            Não é questão de “copo meio cheio ou meio vazio”.
            O motorista não tem como alterar o proporção de ar para menos.
            Não há relevância em se olhar a questão por este lado, mesmo porque não há dispêndio financeiro ao se “abastecer” o carro com ar.
            A queima da mistura ar-álcool exige mais combustível (em massa) do que se fosse com gasolina, para a mesma quantidade de ar, para realizar o mesmo trabalho.
            Resultado prático: maior consumo quando se adiciona mais álcool no que é vendido como “gasolina”; o tanque esvazia mais depressa.
            E sempre que aumentarem a proporção de álcool na gasolina, o consumo vai aumentar, você vai ter que abastecer mais vezes para um mesmo período de tempo. Seu bolso vai esvaziar mais depressa entre um salário e outro (ou apuração de receita, se for empresário).

            Se os 2 combustíveis fossem vendidos FOB, qual seria sua opção?

            Sugestão de leitura:
            http://www.suportepostos.com.br/modules/news/article.php?storyid=5767

            http://cabana-on.com/Brasil/artigos/artigo46.html

            http://www.petrobras.com.br/pt/produtos-e-servicos/composicao-de-precos/gasolina/

          • V_T_G

            Se você ler meu primeiro comentário vai ver que falo especificamente do álcool e não do aumento da mistura, que é uma aberração, diga-se. Como estamos no AUTOentusiastas, imagino que a potência e o torque do motor são importantes também, ou não? Neste ponto melhor que o álcool etílico (etanol) só o álcool metílico (metanol) mas o último não é produzido em escala.

          • V_T_G

            Se vc der uma lida no que falei lá em cima vai perceber que falo estritamente do álcool combustível e não do aberrante aumento na proporção da mistura. Como consumidores deveríamos poder comprar gasolina pura. Agora eu, como autoentusiasta, sempre que as finanças permitirem, opto pelo combustível que me garanta mais rendimento.

          • guest

            Então tá… você prefere gastar e pagar para usar maior quantidade de combustível, enquanto eu prefiro gastar e pagar (nada) por maior quantidade de ar…

          • V_T_G

            Não não. Prefiro pagar para ter mais potência.

          • V_T_G

            Eu prefiro mais potência e torque…

    • francisco greche junior

      Se quiser ajudo a procurar, porque estou achando bem difícil de achar mesmo. Aqui no Brasil não temos independência de nada.

    • Marcio

      E nem vamos tocar na parte agrícola da coisa, todo mundo sabe como a monocultura de cana é ótima para o meio ambiente… E Bob, sei que o assunto aqui são veículos com 4 rodas, mas tenho duas motos e infelizmente (até ontem achava que era felizmente) elas são só a gasolina. Como é que faz? Será que os motoboys de São Paulo vão encher os tanques amassados de suas CGs com Podium? Acho que vai ficar melhor para dar pipoco no túnel…

    • Tarcisio Cerqueira

      Bob concordo em número, gênero e grau contigo sobre a questão de toda essa atrapalhada que sempre foi o sistema do álcool combustível neste nosso país. Mas não sinto que devemos culpar o produto em si, o álcool, pois não temos um exemplo de projeto realmente responsável de adoção dessa alternativa de combustível… Os países de vanguarda ainda estão começando, apesar de os EUA já usarem carros “flex” desde 1990 (me corrija se eu estiver errado), e de para a maioria deles o fator clima ser um impeditivo grande para o álcool… Esse Brasil tem uma maldição Bob, nós temos praticamente TODAS as fontes energéticas conhecidas até agora pela humanidade aqui, e ainda temos crise energética! Não dá para digerir isso… Esse é o problema…

    • Lemming®

      Tá lá na propaganda daquele ex-presidente…(modo irônico em 1000%)

  • Rafael Kleber

    Parabéns Bob, assunto não pode esfriar. A troco de nada não, a troco de muitos, ou alguns faturando muito na “lomba” do povo. Isso é uma vergonha, e a dona Anfavea, está dando tiro do pé de graça? Não, aí tem coisa, quem sabe, privilégios, troca de favores, terrenos, empréstimos, isenções, super IPI para alguns, enfim, décadas de manobras escusas. Onde iremos parar? Só isso e as últimas da petrobras, aumento de impostos, preço do combustível, qualidade das vias e indústria da multa já seriam suficientes para guerra civil ou coisa parecida em outras terras, sem falar no resto, saúde, educação… para onde estamos indo? Quem vai pagar o prejuízo do meu motor? Estão forçando o consumidor a entar na onda flex, aqueles que ainda não entraram? Já se fala em desvalorização dos monocombustíveis/gasolina.

  • Marcelo Schwan

    Bob,
    andei lendo muita besteira nos últimos dias sobre esse aumento do percentual de álcool anidro na gasolina. Estava aguardando um artigo do AE, que acho bem mais confiável.

    Tenho três carros só gasolina: um Golf Highline TSi 1.4T, um Maverick V8 74 e um Omega 4.1 96.

    Minha dúvida a respeito dos efeitos nocivos dessa mistura que o governo chama de combustível, é que o Omega eu chipei pra álcool há pelos menos 8 anos e só rodo com álcool nele. Só troquei bomba e velas mais frias (irídium). Funciona como um relógio, inclusive bem mais gostoso no álcool que na gasolina. E nunca tive problemas.

    O Maveco só tem o bloco do motor original. O resto é tudo importado: peças forjadas e carburador quadrijet Edelbrock.

    O Golf, pelo menos até agora, é um relógio e bastante econômico.

    Em ambos uso hoje gasolina aditivada Ipiranga.

    No caso desses dois, Golf e Maverick, devo realmente partir para a Premium (eu abasteço no mesmo posto há muitos anos, um Ipiranga)?

    Um abraço,
    Marcelo Schwan

    • Domingos

      Os bicos originais do Omega agüentam carga plena sem dar falta do jeito que está?

      • Marcelo Schwan

        Tranquilo.

        O carro roda liso até hoje e mais gostoso no álcool que na gasosa, tanto em baixa como pé embaixo.

        abraço

  • João Fortes

    Bob, a Premium da Ipiranga não é 95 octans e E25 também? Assim como a Podium da Petrobrás?

  • Guilherme Spader

    Onde está a independência energética? Fica todo mundo na mão dos usineiros. E se ferrando com as manobras políticas deles.

  • Juvenal Jorge

    Só mesmo batendo com gato morto nessa gente, até o bicho miar.
    Desprezo profundo de usineiros, políticos e agora, dos inúteis politiqueiros e interesseiros da Anfavea. Safados.

    • Acyr Junior

      Sugiro bater, e continuar o fazendo, até o gato latir … Por precaução !!!

  • RoadV8Runner

    Só posso aplaudir de pé esse excelente texto esclarecedor a respeito dessa presepada de aumentar o nível de álcool na gasolina. Como sempre, vivemos no país da canetada, do “toma lá, dá cá”, da troca de favores em benefício de uma minoria e por aí vai. Nunca, repito, NUNCA seremos um país sério enquanto não houver uma mudança de postura radical por parte de boa parcela dos brasileiros. Essas arbitrariedades só ocorrem porque a maioria da plebe ignara aceita calada.
    Se meu carro atual (Focus 2002) já reclama da atual E25 ao retomar velocidade em baixas rotações, com o motor abaixo da temperatura ideal (por exemplo, ao sair das famigeradas lombadas em segunda marcha, o motor dá uma pequena falhada ao acelerar), com a meleca da E27 só espero esse problema se agravar, para rotações mais elevadas ou até mesmo com o motor na temperatura normal de trabalho (normal para uso de E22…). Mas a Podium é fácil para eu usar, tem um posto BR a cerca de 1 km de casa. O único detalhe é ter que pagar R$ 3,999 o litro… Taí outra malandragem desta terrinha torta: na prática, o litro sai a R$ 4,00, pois alguém aí já viu moeda de R$ 0,001? Mas o efeito psicológico de R$ 3,999 leva a alguns associarem o valor a 3 e não a 4.
    Desculpem todos (editores do Ae e demais leitores) pelo desabafo, mas ultimamente está difícil de ser brasileiro…

    • Eduardo W.

      R$4 o litro da Podium? Tá barato!!

      Aqui na grande Florianópolis tá no mínimo R$4,19

    • André K

      http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/corrupcao/indignai-vos/

      “A incapacidade de se indignar é sintoma de que o mal está vencendo. O país está um caos, a violência está recrudescendo, a corrupção atingiu cifras impressionantes, falta luz e água, a economia não cresce, a inflação cresce sem parar, e o governo bate cabeça sem saber o que fazer, rasgando todo seu discurso de campanha. E a população em geral acha tudo isso… normal?”

    • João Guilherme Tuhu

      No RJ a Podium já está 4,80…

  • RoadV8Runner

    Desculpe discordar, mas o Brasil não alcançou nenhuma independência energética por conta do uso de álcool como combustível. Ainda importamos petróleo, gasolina e… álcool! Não lembro ao certo os valores, mas em 2013 trouxemos de fora bons milhões desse líquido inflamável incolor, por conta do aumento no consumo de álcool não ter sido acompanhado de aumento na produção.

    • V_T_G

      Como falei, o fato de ser mal administrado não significa falta de potencial.

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    Usineiro: raça sem vergonha!
    Meu Fusca Itamar irá chorar com essa mijolina…

    • Daniel S. de Araujo

      Vai engasgar pra caramba e beber igual um certo ex. presidente…Unica vantagem é que o risco detonação do cilindro 3 vai ser praticamente eliminada

  • Marcio

    Só para botar mais lenha na fogueira, reproduzo uma pergunta que vi em outro lugar:
    “E como ficam os outros motores a gasolina, como roçadeiras, betoneiras, quadriciclos, moedeiras, geradores, etc ? Esses se dão mal, para variar, correto?”

  • Cadu

    Gostaria de questionar alguns pontos:

    Concordo 101% quanto a problemas relacionados a mistura.
    Acho que só veremos esses efeitos na prática, com o uso.
    Imagino que os donos de carros mais antigos, antes de 2003 são os que mais vão sentir. Meu carro é um Jetta TSI, um motor turbinado, que, creio, sentirá mais ainda essa diferença pela mistura mais pobre.

    Porém, no item 5, questiona-se a durabilidade de componentes que entram em contado direto com o combustível, como a bomba de gasolina. É sabido que componentes a álcool são diferentes dos componentes a gasolina porque o álcool combustível contém cerca de 4% de água em sua composição. Os componentes dos carros movidos a álcool e flex possuem um tratamento, geralmente de níquel para resistir a oxidação causada pela água do combustível. Porém, o álcool adicionado a gasolina não contém água. É anidro! Não creio haver maior corrosão em virtude desse aumento. Creio que o maior problema fique mesmo no funcionamento da injeção

    Essa é uma questão meramente de opinião: não vejo o álcool combustível como loucura. É um excelente antidetonante, mais ecológico e saudável que o chumbo tetraetila e possui uma resistência maior a taxa de compressão, obtendo maior potência do motor.
    Lembre-se, que, quimicamente, a gasolina não é um composto puro, é uma mistura de hidrocarbonetos dos mais diversos, contendo ainda outros solventes e outros tantos aditivos. Ao álcool, apenas se adiciona água! A queima e produção do álcool como combustível é mais limpa ecologicamente. Na produção da cana há seqüestro de CO2 da atmosfera (o mesmo CO2 liberado na combustão), sendo, dessa maneira, um ciclo de carbono fechado.
    (Desconsidero, aqui, o desmatamento e práticas agrícolas ostensivas e
    políticas públicas, notadamente prejudiciais. Lembremos que a produção e
    extração do petróleo, em si, é abusiva também)

    Hoje, superou-se, com tecnologias, os problemas dos primeiros carros a álcool. Hoje, um carro flex sem tanquinho funciona exatamente igual um à gasolina. Obviamente, suas propriedades de consumo, potência e autonomia são diferentes, em virtude do próprio combustível. Mas você liga o carro de manhã, esteja ela fria ou não e circula exatamente como no carro movido a petróleo.

    Mas concordo que a taxa de álcool à gasolina é absurda e passou do razoável. Só de a indústria questionar o uso da E27 em carros exclusivos a gasolina, mostra o quão absurda ela é.

  • Danilo Duarte de Oliveira

    Esperar apoio da Anfavea é o mesmo que esperar piedade do carrasco, ela é defensora das fabricantes, e elas estão pouco se importando com a quantidade de álcool na gasolina, é uma vantagem enorme que grande parte da frota se torne inviável pra uso diário. Ao que se observa, tudo caminha pra um cenário à Mad Max, só não sei a motivação. Água ou gasolina?

  • Daniel S. de Araujo

    Desculpe V_T_G mas independência energética onde?

    A cana necessita de dois derivados de petroleo para ser produzida em indices de produtividade adequados: Oleo Diesel e fertilizantes nitrogenados.

    Pode-se argumentar que do diesel de cana mas ainda não inventaram substituto ao fertilizante nitrogenado. E a cana não tem capacidade de absover nitrogênio o ar como faz as leguminosas.

    • V_T_G

      Sim, sim. Mas veja que o fato de não EXISTIR substituto para o nitrogenio não quer dizer que não EXISTA, não? O programa falhou em não procurá-lo mas isso não dirime a importância do combustível.

  • Ivo

    Bob,

    é importante lembrar que alguns carros que vem do México são preparados para rodas com gasolina E85. Em uma rápida pesquisa encontrei essa reportagem do Joel Leite citando alguns modelos:

    http://revista.webmotors.com.br/opiniao/fusion-captiva-e-crv-flex/1334081665101

    • Bob Sharp

      Ivo
      Claro, já citei isso aqui no Ae faz algum tempo.

  • Eduardo W.

    Só um detalhe, quimicamente falando não é só a água que causa corrosão. Diversas substâncias, entre elas os álcoois, podem corroer alguns materiais.

    Não conheço detalhes das interações quimicas entre os materiais do motor e o etanol anidro, mas creio que não é implausível que este cause corrosão acentuada em materiais não revestidos contra corrosão.

  • REAL POWER

    Cadu, certa fez eu participei do desenvolvimento de um motor para competição junto a um fabricante.(Não posso dizer qual ) Montei um kit de peças e modificações a serem realizados no motor de série. O combustível a ser usado pelo motor na ocasião era o álcool, podendo ser gasolina. Mas a escolha pelo álcool se deve a maior potência, mais nada. Mas fiquei surpreso em saber que tal motor original vinha apresentado desgaste das sedes de válvulas em testes de longa duração, quando a quantidade de álcool era maior que a regulamentada. Ou seja, se abastecido com gasolina com maior percentual de álcool, o que é comum devido a má fé de donos de postos o motor tinha desgaste prematuro. Fato que levou a este fabricante até atrasar o lançamento desse motor na versão flex. Muita coisa muda com alteração de um combustível, no caso de mais álcool na gasolina. A temperatura média da câmara de combustão, a vaporização do combustível na câmara de combustão, a contaminação do lubrificante, tempo de injeção, etc. A ignição também afeta na questão de emissão de poluentes. Uma simples alteração na curva de ignição pode fazer os valores de gases nocivos aumentar bastante. Um motor com mistura pobre também gera gases nocivos e precisa de mecanismos para solucionar ou amenizar, tal situação. Veja que muitos motores não operam com mistura pobre mesmo sob baixa carga, justamente para controlar os gases nocivos que seriam emitidos com mistura pobre. Mais álcool na gasolina sendo usado em um motor não adaptado para tal situação vai gerar sim algum problema, seja a curto ou a longo prazo, seja mecânico ou ambiental. Abraços.

    • o_gaucho

      Real Power, o álcool adicionado nos postos certamente será o álcool hidratado (com presença de água) e neste caso o problema está feito. O álcool anidro da mistura oficial é misturado diretamente na base, no momento da carga do caminhão tanque. Normalmente também não é possível o dono do posto comprar gasolina pura ou álcool anidro diretamente.

      • REAL POWER

        Tanto álcool anidro como o álcool hidratado ao serem vaporizados tem como característica de absorver mais calor que a gasolina. Não é somente a questão ter mais ou menos ou não ter água na composição. Acontece que a mistura vaporizada no carburador(pior caso) ou no bico injetor, vai baixar a temperatura do coletor e da câmara de combustão. O ar possui certa quantidade de umidade e quando entra em um ambiente ainda mais frio devido a geração de vácuo mais o álcool, vai ocorrer condensação. Fato que leva muitos motores a gasolina de terem o lubrificante contaminado por água quando não operam tempo suficiente para atingir temperatura normal de trabalho, o tal do regime severo(trajetos curtos) O motor não aquece o suficiente a ponto de vaporizar toda água do lubrificante. Mais álcool na gasolina, maior capacidade de baixar temperatura em um motor não projetado para isso vai resultar no que escrevi antes. Danos mecânicos ou ambientais, a curto ou logo prazo. Já o consumo maior é certo, já de forma instantânea.

    • Frederico

      Que bom ter tocado no assunto emissões… não tinha me atentado a isso…
      A maioria pode não estar preocupada com isso, mas e os desafortunados que sofrem com vistoria anual do Detran?
      Vez ou outra as máquinas de medição das emissões estão funcionando. Meu carro (Megane 2008) é exclusivamente a gasolina.
      Como garantir que será aprovado no teste de emissões com essa nova mistura? Será que as máquinas serão recalibradas??

    • Cadu Viterbo

      REALPOWER
      Eu concordo com você e com o post e citei isso no meu comentário. Acho que se ler com mais atenção, perceberá:

      “Concordo 101% quanto a problemas relacionados a mistura.
      Acho que só veremos esses efeitos na prática, com o uso.
      Imagino
      que os donos de carros mais antigos, antes de 2003 são os que mais vão
      sentir. Meu carro é um Jetta TSI, um motor turbinado, que, creio,
      sentirá mais ainda essa diferença pela mistura mais pobre.”

      O meu questionamento (que seu relato corrobora) é que este maior desgaste se dá mais pela água do álcool da bomba do que o anidro adicionado a gasolina!

  • Marcelo R.

    “5. Não há certeza de que os motores a gasolina — leia-se elastômeros diversos e peça metálicas em contato com o combustível, inclusive a bomba — sejam capazes de resistir ao maior ataque químico resultante de mais álcool na gasolina, exceto possivelmente, os fabricados no Brasil a partir de 2003, quando surgiu o motor flex. Antes de 2003, com certeza não.”

    Meu carro é um Stilo 16V 2003/2004, vendido em Dezembro de 2003 (conforme o manual do proprietário).

    Confesso que em um primeiro momento, ao ler essa parte do texto, me senti um pouco aliviado. Mas, como a versão flex dele só foi lançada em Novembro de 2005, em que pese ser o motor de 8 V, eu me vejo meio que obrigado (por via das dúvidas) a abastecer com Podium e, contra minha vontade, já começar a pensar na possibilidade de trocá-lo por um carro flex, a menos que essa palhaçada toda caia por terra.

    • Leandro Lovato

      Estou no mesmo dilema amigo. Pois qualquer carro que nao se enquadre nisso ou abastece com podium a quase 4 reais o litro, ou arrisca usar a urinolina comum. Se o motor for pro espaço problema nosso.

  • awatenor

    Os defensores desse cancro que é o ÁLCOOL combustível veicular dependem ou são beneficiados, em algum grau, desse modal viciado (ou então são cegos e ingênuos), o restante só padece.
    Obs: comentário cheio de ira e indignação, perante aos recentes abusos econômicos (crescentes, aliás) federais contra os brasileiros honestos pagadores de impostos.

  • CorsarioViajante

    Bem lembrado, bem lembrado!

  • CorsarioViajante

    A Anfavea era contra, mas provavelmente levou um cala-boca porque já teve muita mamata com IPI 0 e Inovar-Auto, fechando o mercado. Agora, o que o governo ganha afagando usineiro, eu não sei.

    • Fernando

      Ganham muitas coisas, pode ter certeza…

  • CorsarioViajante

    Só não pode ser até a vaca tossir, porque, como sabemos, ela tosse mesmo!

    • Acyr Junior

      Não apenas tosse como vai também para o brejo …
      Mas como aqui em São Paulo os brejos secaram …

  • CorsarioViajante

    Anfavea mamou tranqüila por 12 anos…

  • Italo

    Mestre Bob, como deverá ficar a partida a frio no auge do inverno no sul, será que motores só gasolina vão ligar sem muito drama ?

    • André K

      Pelo que me lembro, se você usar uma mistura de até 85% de etanol e 15% de gasolina o carro já não necessita da injeção de gasolina na partida a frio. Sendo assim, 27% de etanol não farão diferença nesse sentido.

    • Bob Sharp

      Ítalo
      Acredito que não haja dificuldade de partida a frio, só de perda de potência e hesitação nas retomadas.

  • Agora fiquei preocupadíssimo. Tenho um Focus Ghia 2003 e fico com medo de não usar gasolina podium nele a partir do próximo abastecimento e para piorar, não achei nada nos manuais dele e nem na web em relação a porcentagem de álcool que o motor Zetec 2.0 16V tolera na mistura.
    Como seria bom morar num país onde a gasolina é gasolina de fato e não essa porcaria que usamos aqui!

    • Douglas Sanches

      No manual do Escort motor zetec 1.8 16V diz que ele está calibrado para 24% de alcool. Não sei se o 2.0 difere muito, mesmo porque os módulos são diferentes: no zetec 1.8 do Escort é o EEC-IV e nos zetecs do Focus o módulo é o EEC-V.

      • Douglas, vou dar uma conferida. De qualquer forma a autonomia vai ser prejudicada, mais do que já é, por conta dessa mistura.

    • Bob Sharp

      Ronaldo T. Bonfim

      Desde que me entendo por gente, e olhe que tenho 72 anos, gasolina sempre foi assunto problemático no Brasil, sempre. Antes era questão de baixa octanagem, agora é essa maldita mistura com álcool nessa proporção irresponsável. Até 10% vale como aditivo antidetonante. Como tenho dito, o Brasil é um país que luta contra ele mesmo.

      • É Bob, é complicado isso.
        Minha preocupação não é só com a durabilidade das peças do carro a longo prazo, mas também com o consumo a curto prazo, pois vai pesar mais no bolso.
        Para você ter idéia, com essa nossa maravilhosa gasolina E25 (que até hoje tenho dúvidas se só tem realmente 25% de álcool nela ou se os postos ainda enfiam mais álcool na mistura para aumentar o lucro), só consigo fazer 5,5/6 km/l na cidade com ele, ao invés dos 7/8 km/l indicados no manual. Imagine agora rodando com quase 30% de álcool no tanque como será esse rendimento?
        Mas enfim, vamos torcer para a coisa melhorar. Quem sabe não chegará o dia em que teremos gasolina decente a preços baixos e políticos honestos?

  • $2354837

    Fácil… Eu vendo contra-filé e como meu negócio está em crise, forço os açougues a fazerem um corte de filet-mignon com 27% de contra filé e vender como tal. Você compraria? Por que não baixa o preço do álcool puro? Já que polui menos, porque não usa os créditos de carbono para subsidiar o custo do álcool na bomba?

  • $2354837

    Aliás, alguém me dá uma explicação plausível o por quê do aumento do alcool na bomba?

  • Mario

    Olá Bob! Mas e a gasolina premium da Ipiranga? Por algum motivo ela não é considerada Premium de verdade para que apenas a Podium mantenha a mistura antiga com álcool?

  • Mario

    E falando em Podium, olhem esse posto a venda. Vejam a margem de lucro em cada combustível. Podium é quase o dobro: http://campinas.olx.com.br/posto-bandeirado-rio-claro-lucro-liquido-r-30-mil-iid-776703206

  • Bob Sharp

    Mario
    Sem dúvida que essa gasolina da Ipiranga é premium, e permanecerá E25. O problema é que, das bandeiras fortes, é a única premium no mercado hoje, e não é fácil de encontrar.

    • Mario

      Muito obrigado pela resposta Bob! Abraços

    • Domingos

      Premium para mim é coisa que sei que tem, mas nunca vi. Fazem uns 10 anos ou mais que não vejo premium sem ser a Podium.

      • Bob Sharp

        Domingos
        Gasolina premium no Brasil é como cabeça de bacalhau, tem mas ninguém vê…

    • Cadu

      A única? E a podium? E a premium da ALE?

  • Bob Sharp

    Luiz_AG
    Eu dou: desonestidade da indústria sucroalcooleira, mais nada. Sempre foi assim. Por essas e outras é que digo que o pior que poderia acontecer no Brasil foi criar-se o álcool combustível para veículos.

  • rafaelbrunopinto

    Sensacional. Me pergunto como ficará o meu Corolla 2004 a gasolina… 🙁

    • Douglas

      Pois é, o meu 2003 também vai sofrer com isso.

      • rafaelbrunopinto

        Mas e a parte interna do motor? Será que fica como?

  • BlueGopher

    Preço:
    Apesar de estarmos falando em valores muito pequenos, como o etanol é mais barato que a gasolina, esta deveria sofrer uma redução de preço compensatória.

  • Mibson Fuly

    Caros Bob e amigos do Autoentusiastas. Precisamos da Associação Brasileira de Condutores. Para lutar contra essas agressões.

  • Daniel S. de Araujo

    O negocio é o seguinte. Sei que muita gente vai me criticar mas, analisem friamente.
    O Bob diz que vivemos uma maldição energética. E ele tem toda razão mas no caso dos automóeis, quem abençoou a maldição foi a invenção do carro flexível.
    Antigamente você tinha um carro só a gasolina ou só a álcool. Se quisesse trocar de combustível, tinha que partir para a “gambiarra” ou retificar o motor de cara e por causa disso e da “confiabilidade” das usinas, chegamos ao extremo de em 1997, saírem pouco mais de 3 mil carros a álcool das fabricas!
    O flexível simplesmente acabou com o risco de desabastecimento de álcool. Com a chancela e a garantia do fabricante do veiculo! Assim, o medo de desabastecimento de álcool e o consumidor ficou garantido. Para o setor sucroalcooleiro também foi uma mamata pois o preço do álcool, na época 50% do valor da gasolina, pôde chegar a 70% num prazo curto (inclusive quem primeiro falou isso foi o Instituto de Economia Agríocola do estado de São Paulo em 2004!) e assim aumentar a margem do produtor.
    Hoje, infelizmente, enquanto existir álcool, os usineiros manipularão o preço da gasolina no Brasil ficando atrelado ao preço do álcool. Se numa dessas anomalias econômicas, a gasolina vier a custar R$10,00/L, pode ter certeza que o álcool brasileiro chegará a R$6,50 ~ R$7,00. Só que a reciproca não será verdadeira porque se a gasolina vier a preços baixissimos no mundo, no Brasil ela terá de custar o preço do custo de produção do álcool. E esse custo é variável de safra para safra. Este ano, por exemplo, deve-se ter um custo alto em decorrência da estiagem, e ai já viram a maldição energética imposta pelos carros “flex-fools”.

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Idem Daniel

  • guest

    Falando francamente: à Anfavea interessa essa mexida na química do combustível, prejudicando o uso de carros antigos e, de forma indireta, promovendo (com lucros para os fabricantes e para os governos) a tal “renovação da frota”.
    De minha parte, se tiver de comprar um carro novo, não o comprarei do fabricante de que o presidente da Anfavea é funcionário, como forma de solitário protesto. Ressalte-se que se trata do mesmo fabricante que “foge” do programa da eficiência energética do Inmetro…

    • Antônio do Sul

      Concordo em quase tudo com você, menos com a forma de boicote. O sr. Luiz Moan, quando apoiou esta medida, não o fez em nome da marca da gravatinha, mas em nome de todas as empresas que compõem a associação que é presidida por ele. Se tiver que trocar de carro, não troque por um novo. Pense num seminovo.

      • guest

        Estamos ambos certos, Antônio: de fato, o apoio foi da entidade representativa de várias fábricas; entretanto, como já dizia Maquiavel, “dividir para conquistar” é uma excelente estratégia e, neste sentido, se a atitude dele for de alguma forma prejudicial à empresa que lhe paga os salários, a cizânia instalar-se-á.
        De qualquer forma, atualmente não há nenhum modelo desse fabricante que me atraia (já tive um Corsa “B” sedã que, apesar de não ter tido grandes problemas mecânicos, não apresentou qualidades suficientes para que o substituisse por outro GM).

    • J Paulo

      Falou o que penso. Isso é um modo velado de enfiar güela abaixo uma renovação da frota.

  • Lemming®

    Simples. Usineiro é cara de pau e os do governo um bando de vendidos (para ser bonzinho…).
    Mais fácil o (des)governo fazer o consumidor engolir esse sapo do que trabalhar (usineiros) para esse combustível ridículo emplacar.

  • Lemming®

    Com certeza quem assinar o decreto vai ganhar muito ($$$$$)…

  • Anonimo 123

    Lindo! E agora como fica meu Golf Comfortline, comprado há 2 semanas??? Primeiro que essa gasolina Podium é mosca branca, não se acha de forma nenhuma em cidades do interior e com certa dificuldade em grandes cidades. E não bastasse a dificuldade de achar vou ser obrigado a pagar ainda mais caro para abastecer meu carro, visto que a diferença de valor da Podium destrói qualquer orçamento da classe média. Temos que fazer uma ação coletiva contra essa medida! Não quero pagar o prejuízo de usineiros, eles já são milionários, meu carro tem 48 parcelas e ninguém vai pagar o prejuízo dele por usar essa mijolina. Nós salvamos o rombo dos usineiros e nos lascamos com nossos carros destruídos!

  • Fernando

    Felizmente podemos contar com um veículo de informação que é ativo nas propostas e opiniões de todos que compõem o que ocorre no meio automobilístico do nosso sofrido Pais.

    Algumas opiniões minhas sobre o caso:

    item 1 – Vejo que não tem necessidade de dizer da Podium separado de Premium, pois de forma geral para uma gasolina ser do tipo C – Premium precisa ter no mínimo 93 unidades IAD, assim todas que tiverem mais que isso a são. Acho que facilita para não ter sempre um acréscimo quando for referenciar a Tipo C.

    Sobre a E27, essa tentativa de se abster de responsabilidade sobre os efeitos que ela terá sobre diversos veículos já deveria ser um claro demonstrativo de que estão fazendo tudo na base da canetada, e fugindo de qualquer lógica tecnicamente. Parece que qualquer um que pense logicamente é refém dessa corja.

    item 2 – Enfim hoje se deu um motivo para uma critica minha sobre o uso do nome V-Power nessa gasolina que de “power” não tem nada. Muita gente não sabe que ela não é uma premium e que tem a exata mesma octanagem de uma comum qualquer.

    item 7 – Mesmo quem não encontre a Podium tem toda capacidade de procurar nos postos Ipiranga pela Ipiranga Premium ou nos Ale pela ALEpremium.

    item 8 – Claramente um desrespeito e que não seria aceito em um país sério, bastaria oferecerem uma saída para quem se encontra em uma situação diferente do que querem forçar(incluindo convencer todos a comprar novos carros que funcionarão bem com o que eles querem vender).

    Sobre o item do Proálcool, só não acho que o E100 seja o culpado de hoje termos esta proporção de E25. Porque em outros países como EUA e Alemanha eles chegaram a padrões assim sem terem tido um Geisel ou álcool puro nas bombas. A culpa real é de quem permitiu que a gasolina aqui tivesse por lei tal proporção de álcool. Até 1996 a gasolina ser E10 já mostra como até então se teve uma dose de risco controlado, após isso é que a coisa descambou.

  • Filipe Pinhati

    Agora bateu uma preocupação. Como vou poder rodar com minha Dodge Dakota RT ano 2000, taxa de compressão de 9,5:1? Eu sou extremamente satisfeito com essa picape, ela me serve muito bem, me ajuda a cumprir com minha responsabilidade de pegar a estrada todos os fins de semana para rodar 160 km até a fazenda.
    E o Dodge Magnum 1979 com seu quadrijet Holley de 650 cfm?

    Conservo esses carros há anos com muito zelo e sacrifício. Ambos foram fabricados nesse país. Cade o respeito pela nossa memória?

    Não poder usar o combustível correto para utilizar nesses carros, nacionais, foi algo que nunca me passou pela cabeça.

    Bom é na Australia, em que os preços dos combustíveis acompanharam a recente queda do preço do barril de petróleo e você têm opção de escolha entre 3 gasolinas diferentes, em qualquer lugar que você vá:

    Regular Unleaded Petrol com RON 91

    Premium Unleaded Petrol com RON variando entre 95 e 98

    E a gasolina E10, a mais barata.

    • Paulo Oliveira

      Aqui no Reino Unido a gasolina comum é a Unleaded Petrol ROP 95. A aditivada é a Super Unleaded Petrol ROP 97. Tesco e Shell também vendem também uma outra ROP 99 octanas em alguns postos. Esses combustíveis só podem ter no máximo até 5% de etanol (os postos não tem de informar a presença do etanol).

      Porém, em 2013 as empresas produtoras de combustíveis receberam permissão para vender gasolina com até 10% de etanol (E10). E nesse caso as regras mudaram um pouco, ficando os postos obrigados a informar na bomba “UNLEADED PETROL 95 E10 – Not suitable for all vehicles: consult vehicle manufacturer before use.”

      Acontece que ainda é bem incomum ver esse tipo de gasolina por aqui… Em 2 ou 3 postos diferentes que estive, nenhuma das bombas vendia gasolina E10, apenas a gasolina “pura” ROP 95 ou 97.

      Logicamente o desempenho dos motores aqui é muito superior (com um consumo bem menor)…

      • Filipe Pinhati

        O consumo: na Austrália, onde o carro popular são os Holden Commodores V-6 ou V-8 6,2-L — o nosso Ômega australiano, ou os Ford Falcon V-6 e V-8 5-L, o rendimento é muito bom para tanta potência e torque. Os V-8 fazem 12 L /100 km na cidade e 10 L /100 km na estrada (eu testei um Commodore SS Wagon V-8 6,2, de duas toneladas). Coisa para quem tem gasolina pura nos postos (com preços de AU$ 1,10 a AU$ 1,25/L) e carros novos a preços justos nas concessionárias.

        • Paulo Oliveira

          Realmente, carros grandes e motores, idem.

          Aqui na Inglaterra é muito comum o que eles chamam de “mini-cars”, como Fiat 500 ou Peugeot 208. Obviamente, nada de muita potência (no caso do Fiat 500s, tem até uma versão turbo que faz 0-100 em 10s – novamente, nada demais). Porém, no consumo, ele faz em consumo misto (cidade/estrada) cerca de 28.9km/l (ou 3.46 l/100km).

          Desde o ano passado o carro “convencional” mais econômico por aqui tem sido o Peugeot 308 Blue HDi (motor 1.6 diesel), fazendo 38.7km/l (também no circuito misto, ou 2.58 L/100km).

          Como você bem disse Filipe, coisa p/ tem gasolina pura nos postos.

          Obs.: aluguei um Fiat 500s 1.2 há três semanas e o consumo dele foi bem similar ao que é divulgado pela Fiat: deu 21.8km/l no circuito misto (a Fiat divulga 23.3km/l para essa motorização).

          • Ravazzi

            Que triste saber disso. Aqui, carro 1.6 flex com 100cv faz 12km/l na gasolina. e olhe lá…

  • Domingos

    Fora que se a gasolina abaixar mesmo de preço, o álcool passa a ter que ser subsidiado para valer a pena. Entramos numa situação…

  • Gordor

    Vai ter que rebaixar/retificar cabeçote para aumentar taxa de compressão! Viva o País da Ignorância

  • Domingos

    Se for como estava o meu: meio fraco de baixa, alta boa mas bem pior que com gasolina de verdade e consumo meia-boca.

  • Domingos

    Você tem absoluta razão. Mas também, o nosso povo anda num nível tão baixo que chega aquela hora em que você percebe que ficar reclamando do governo ou das coisas é até infantil.
    O povo meio que merece o que tem. Se você pega as classes mais baixas, é só maloqueirinho e ladrinha que ganhou um cartão de crédito. Se pega a classe média, é só gente querendo fazer ostentação e querendo um passar o outro para trás. Se pega a classe alta, quer brincar de ser bandidinho cheio de grana.
    É isso aí que se apresenta, rapazes. O resto é história.

  • Domingos

    Já naquela época calibraram para 24% de álcool? Será que não era o máximo aceitável não? Porque era 20 ou 22% na época que se usava…

    • Douglas Sanches

      Como já disse o Bob acima, a fábrica anunciava no manual um limite já considerando uma margem de 2% acima ou abaixo. Provável que 24% já barrava no máximo aceitável. Porém, é o que o manual diz, pois tenho um em casa. Se for permitido links, basta conferir na página 129 do seguinte link: http://www.escortclube.com.br/ec/downloads/manuais/mk7/manual_mk7.pdf

  • J Paulo

    Escuta, me tirem uma dúvida:
    Isso não pode ser questionado pela OMC? Não é um meio de colocr em desvantagem os carros importados? Ou por lá o flex também já muito difundido?

    • Roberto

      Ou poderia se considerar o caso de já ser uma venda casada, o que fere o código de defesa ao consumidor, já que os nossos carros fabricados atualmente (flex ou não), são calibrados para rodar com a porcentagem existente de álcool. Assim, não ha motivos técnicos que justifique essa quantidade adicional de álcool na gasolina.

    • Bob Sharp

      J Paulo
      No meu entender pode ser questionando pela OMC, sim. Quando ao flex no resto do mundo, presença insignificante na Europa e relativamente alta nos EUA, embora o consumo do E85 lá seja pífio mais por falta de rede de venda do que qualquer outro fator. Dos 180.000 postos no país só 3.000 têm E85, e mesmo assim cerca de metade disso só para frotas cativas. Lembre-se que lá o programa do E85 era questão de depender menos do petróleo árabe, de segurança nacional, o que acabou com a descoberta o petróleo de xisto e sua extração por fraqueamento. No Brasil o objetivo do carro flex foi outro, pressão da indústria sucroalcooleira para que o produto fosse consumido sem que o consumidor receasse sua falta, pois poderia alternar para gasolina. Uma vergonha cujos reflexos estão aí, essa indústria querer moleza. O mal que o Proálcool trouxe ao Brasil poucos percebem.

      • J Paulo

        Obrigado pelo esclarecimento!

  • Antônio do Sul

    Parabéns pela frota e pelo bom gosto!

    • Filipe Pinhati

      Grato.

    • Filipe Pinhati

      Grato.

  • VeeDub

    No final da década de 80, o programa foi violentamente atingido por uma redução na safra de cana-de-açúcar aliada ao excesso de carros a álcool em circulação. Isto provocou uma falta generalizada do produto no país, havendo um grande impacto sobre a credibilidade do programa como um todo. Naturalmente, a venda de veículos a álcool foi atingida, ocorrendo uma queda vertiginosa nos últimos dois anos da década. Em decorrência desta crise, o patamar de 22% estabelecido no início da década de 80 para o teor de álcool foi, em 1990, reduzido para 13% v/v e, em algumas regiões, inteiramente suprimido (DAMASCENO). A situação quanto ao percentual de álcool anidro na gasolina se manteve confusa até 1994, quando foi, novamente, oficializado o teor de 22% v/v de AEHC conforme demanda dos produtores de veículos. A legislação que definiu este valor foi alterada em 1997 para 24% v/v de AEAC e, em novembro último (1999), para 26%, embora argumente-se que os motores de gasolina atuais já estejam preparados para suportar uma adição de 30% de álcool (PETROBRAS).

    fonte>http://ecen.com/eee19/compoxi.htm

  • guest

    Taí uma boa oportunidade para a Abeifa manifestar-se… se é que ela ainda existe, pois as últimas atualizações de seu site ocorreram em novembro/2014.

  • Bob Sharp

    Mibson Fuly
    De fato, precisamos mesmo.

  • Bob Sharp

    Douglas Sanches
    Esse 24% é porque o padrão de álcool na gasolina é 22% + / – 2%.

    • Douglas Sanches

      Dessa não sabia. Realmente faz todo sentido. Neste caso essa porcentagem atual já fugiu muito da tolerância. Valeu Mestre Bob!

  • Etanóis

    Tomara mesmo que desistam desse percentual. É ridículo ! Estão forçando a barra para tirar os carros antigos das ruas e enfiar esses ”fréxxs” na marra na garagem de quem não quer saber desse tipo de carro. Só não concordo com uma coisa da matéria, que o alcool não deveria ter sido incentivado, pois deveria sim, por mim carro nacional deveria ser na maioria a alcool. Estamos nessa bagunça hoje, justamente porque temos um governo e uma empresa de petróleo afundada em corrupção e troca de favores, enquanto refinarias de alcool estão falindo. E não esqueçam do GNV, isso sim foi um golpe do governo, com a entrada dessa ”opção” forçada no país, o governo usou essa desculpa para aumentar cada dia mais os combustíveis, aliada a mesma idéia vieram os carros flex, pois antes o povo levantava a voz quando um ou outro combustivel aumentava, depois da era ‘flex’, o dono desse tipo de carro sempre se acha no ”lucro’ quando aumenta o preço de um e pode partir para o outro. É a velha mania brasileira de se achar esperto. Me digam, se algum dos dois combustíveis está barato para se achar no ‘lucro’? Antes dos flex, os carros injetados haviam chegado num ápice de ajuste, com economia, durabilidade e baixo custo de manutenção.

  • Eduardo Z. Novelletto

    Amigos do AUTOentusiastas, por acaso seria viável partir para a esfera judicial processando alguma instituição responsável por este acréscimo de etanol caso meu carro (GM Omega Suprema 1994, 2.0 gasolina) venha a apresentar problemas?

    Retificamos o motor de cabo a rabo agora em Janeiro, R$4200,00 gastos e caso essa pataquada (mais uma, né) venha a fo%$# meu carro, queria ao menos tentar fo&%$ os responsáveis!

    • pzl

      O site poderia organizar uma ação judicial conjunta. Iriamos aderir em massa!

  • Matheus Vidigal

    Para quem possui carro somente à gasolina, existe algo a se fazer no motor, sem ser drástico demais, para conviver com essa mistura? Por exemplo, trocar velas por uma especificação mais adequada ao novo teor alcoólico? Tenho um Ka Xr 1.6 a gasolina e não gostaria de ve-lo se tornar um pequeno alcoólatra… Abraço a todos

  • Bob, no final do seu texto você chama de ‘loucura” o combustível álcool… Acho que não é culpa do combustível (álcool), que quando usado em motores preparados para recebê-lo, funcionam muito bem. O problema é o governo impor essa proporção de mistura com a gasolina, obrigando os proprietários dos carros a gasolina a essa condição e sem opção.

  • Israel

    Todo cidadão deveria entrar com uma ação judicial contra essa palhaçada. Nao podemos ser forçados a usar um só produto. Temos o direito de escolher. Isso ja é contra a democracia. E outra exigir que abaixasse a porcentagem do alcool desse lixo de gasolina para 15%. Carro a gasolina nao foi feito pra andar com 25% de alcool, ainda mais se for com 27%. Até quando eles vão fazer o que bem querem com a gente.

  • REAL POWER

    Eu entrei em contato com a Renault dia 04/02/15 através de e-mail. Tenho um Scénic 2.0 16v gasolina e pedi explicação sobre o aumento da quantidade de álcool na gasolina. Para minha surpresa já no dia seguinte recebi resposta que meu e-mail tinha sido encaminhado para setor específico. A pouco recebi um telefonema da Renault. Claro que a pessoa com quem falei tomava todo cuidado no que dizia. Segundo ela a Renault não pode fazer nada sobre o assunto, e que esse tipo de reclamação é nova. Que vão analisar melhor a questão e pediram para seguir fiel a manutenção do carro conforme as especificações de fábrica. Uma saída de campo sem muito alvoroço. Ou seja, tirar responsabilidade das costas. Frisou que a decisão de aumentar a quantidade de álcool na gasolina é governamental através de lei, que a Renault não pode fazer nada. Questionei o fato da Renault ser associada a Anfavea e se esta aprova as medidas tomadas pelo governo, a Renault estava aprovando também. Mas não tem jeito. Acho que somente uma ação judicial coletiva pode dar em algo.

  • Alexandre

    Minha sugestão caso ainda não tenha ainda não tenha sido feita é fazer a separação do álcool da gasolina usando água através do processo de decantação. Consegue-se gasolina pura e que pode ser adicionada ao tanque de gasolina diluindo essa alcoolina E27. Eu faço isso com meus velhinhos que não suportam a mistureba.

    • Lorenzo Frigerio

      E o que você faz com o álcool cheio de água? Limpa as janelas de casa? Isso é inexequível. Fora que, para produzir qualquer volume realista, precisará de equipamento caro e o risco de incêndio é alto.

  • Albertino

    Considerando que os fabricantes de automóveis indicam que se deve utilizar gasolina com octanagem mínima em seus motores e considerando também que a Petrobrás é a única bandeira que comercializa a gasolina premium, automaticamente obriga os consumidores a utilizarem a gasolina que somente eles possuem. Perfeitamente cabível uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) uma vez que fere o principio da livre concorrência constante no art. 170 inc. IV da CF
    7 min · Editado · Curtir

  • Bob Sharp

    Cadu Viterbo
    A Podium não é premium tecnicamente, é um nível acima, 102 octanas RON, enquanto a premium é de 98 RON. A Petrobrás já teve premium, mas parou de oferecê-la (dizem que vai voltar). Premium da ALE existe, mas em nenhum posto que procurei encontrei-a. Se tiver, ótimo.

  • Danchio

    Parabéns pelo texto Bob, infelizmente os canais que podem disseminar esta informação no Brasil todo (exemplo Rede Globo) não o fazem…

  • Murillo Nobre
    • André Castan

      Desculpe amigo, mas tô fora dessa petição. Não defendo uma gasolina com 25% de álcool em hipótese alguma. Quero ter opção para uma gasolina SEM álcool.

      • Anderson Bacarin de Almeida

        SEM alcool impossível, até países de primeiro mundo como Estados Unidos usam 10%, se chegarmos a 20, estariamos no lucro.

    • Diogo Rengel Santos

      Apoiado…

  • Bob Sharp

    Albertino
    A Petrobrás não comercializa gasolina premium, que existe atualmente apenas nas bandeiras Ipiranga e ALE. A gasolina que só a Petrobrás comercializa é a Podium, que é um nível de octanagem acima da premium.

  • Douglas Sanches

    Por favor fale-nos mais sobre isso!

    • Alexandre

      Tem vídeos no YouTube sobre o assunto Douglas, é fácil.

  • adriano

    E o programa de etiquetagem de automóveis, os carros que já foram avaliados o serão de novo? (provavelmente não, não é?). Não podem até cair de categoria com esta nova mistura , tipo o up!, de A para B?
    Imaginem a confusão, e os importados e os carburados!

  • Bob Sharp

    Adriano
    Os testes de consumo para fins de classificação no Programa são feitos com gasolina padrão da indústria, com 22% de álcool. Nada muda, portanto.

  • Douglas Sanches,
    Olhei o manual do Focus e o motor ZETEC 2.0 está calibrado para trabalhar com gasolina entre 18 e 26% de álcool, mas levando em consideração que essa gasolina NÃO está há muito tempo com essa proporção, o carro tem estado um lixo no quesito consumo.
    Os dois últimos abastecimentos foram usando gasolina comum, teoricamente com 25% de álcool, mas o consumo só fez aumentar, o que me leva a duas hipóteses: ou o posto adulterou o combustível ou o posto adulterou o combustível.
    No próximo abastecimento, vou colocar a aditivada ou a premium, podium e ver no que dá.

  • alexandre

    É vergonhoso saber que a Anfavea ficou do lado dos usineiros! Ela se esqueceu de que quem dá lucro a ela: os proprietários de veículos e não os usineiros. Tomara que haja uma avalanche de ações judiciais contra esta medida covarde adotada contra os proprietários de veículos. Os consumidores de veículos importados têm que boicotar e não comprar veículos zero para a Anfavea amargar redução de lucros e voltar atrás em seu conluio com os usineiros.

  • alexandre

    Pessoal, não de esqueçam de que a turma dos usineiros já deixou a população na mão no final de década de 80 com a falta de etanol nas bombas. Eram filas e filas para abastecer. Agora o governo do PT dá este presentão para eles.

  • Gabriel FT

    Há muito tempo eu havia lido, infelizmente não lembro onde, que há um máximo de etanol que ao ser misturado a gasolina funcionaria como antidetonante, algo próximo dos 10% se me recordo bem e que acima dessa porcentagem o efeito não seria sentido.
    I.e., esses 27% sequer beneficiariam na questão de detonação e potência.

    Como não sou químico não tenho como saber a veracidade dessa informação. É procedente, ou essa mistura, ao menos nos veículos com taxa de compressão mais alta, ajudaria a diminuir a infame batida de pino?

    • Rauser Froes

      O efeito antidetonante do álcool é sentido sim acima de 10%. A cada 1% de álcool adicionado, temos um aumento de 0,29 ponto na índice antidetonante da gasolina. Tanto faz diferença acima de 10% que carros flex que detonam com uso apenas de gasolina, mesmo com 27%, adicionando mais 20% de gasolina, cessa o problema.

      • Rauser, aqui no AE não usamos IAD, só octanas RON, que é o padrão europeu e na maior parte do mundo. Que eu saiba, só EUA e Brasil usam essa bobagem de índice antidetonante (MON + RON/2), que só serve para confundir. A gasolina comum/comum aditivada brasileira é 95 RON, a premium, 98 RON e a Podium 102 RON. A 95 RON é a gasolina Super europeia e é a requerida por pelo menos 90% dos carros comercializados naquela região.

        • Rauser Froes

          Realmente, mas é o que é usado oficialmente no Brasil pela Petrobrás, IAD, então uso como referência.

  • Teoria da conspiração: O governo quer tirar na marra todos os veículos movidos a gasolina, pré-2003, de circulação (forçar a renovação de frota?). Tenho pena daqueles, que como eu, gostam de antigos. Nessas horas, tenho a sorte do meu ser a álcool…mas e os demais? Se o meu fosse gasolina, já ficaria me perguntando quanto tempo mais ficaria com ele…

    • Robson Costa

      Me faço essa pergunta todos os dias. Tenho um Vectra somente a gasolina. Gosto muito do carro, mas estou receoso com esse assunto

  • Alan

    Bob, você acha que num veículo a gasolina anterior a 2003 um remapeamento na injeção para essa nova “mistura” seria viável ou não faria grande diferença? Uma oficina especializada, o serviço ficaria em torno de R$ 1.500,00. Será que deve-se avaliar o custo ou essa mudança pra um motor antigo seria o caso de vida ou morte a médio prazo? Nesse último caso valeria a pena com certeza…
    Faço essas perguntas me baseando num carro (santana 2.0 mi em ótimo estado) que roda em média 10-15 km por dia em perímetro urbano.

    • Bob Sharp

      Alan
      É questão de critério. Com E25 já não está como deve ser, com E27 só piora, mistura mais pobre. De qualquer maneira, é um ato irresponsável do governo obrigar um proprietário a tratar de corrigir a mistura a-c porque mudou a gasolina e deixar uma incerteza no ar quanto ao maior ataque do álcool. Acho que você deve experimentar a E27, analisar como fica o funcionamento e só depois decidir se remapeia. Abastecer com premium, o “fantástico” conselho da Anfavea, é que não dá…Ou esperar um pouco para ver se a lei é ou não sancionada.

      • Alan

        Ou esperar alguém com tempo ($$$) e um advogado bem crica pra reverter essa ação, talvez até obrigar uma gasolina de verdade. Pena que as entidades que poderiam representar a favor da população apoiam o crime contra o consumidor, a Anfavea assina em baixo. Sonhando um pouco, o Idec ou uma CBA digna poderia fazer um favor ao Brasil, imagino eu. Esse país é contaminado no DNA.

        • Juliano

          Vamos brincar de faz de contas: um advogado aceita brigar contra isso. Se ele não acabar cedendo à corrupção (supondo que a “gorjeta” fosse astronomicamente tentadora) ele acabaria sendo morto (ops, morrendo de causas naturais) antes de qualquer julgamento audiência…

  • Sandro

    Li isto hoje: http://bit.ly/1CHT27U

  • Alexandre

    Caro Lorenzo, você pode considerar isso, mas prefiro separar 20 litros de gasolina boa “pura” diluir no tanque dos meus velhinhos, do que esperar algo de advogados ou do governo. Claro que não são carros de uso diário, mas é para diluir a alcoolina, não para encher o tanque, então é viável para mim.

  • Augusto

    Essa medida vai desvalorizar o carros a gasolina. Ao ter que ser abastecido com gasolina Podium, o os futuros compradores tenderão a querer comprar apenas os flex. Essa medida é extremamente absurda! Quem já possui carro a gasolina ficará com um mico na mão.

  • JOSE RAFAEL NOVAES DAMICO

    Logo, no Brasil compraremos gasolina com 100 % de álcool. É de chorar, não?

  • Michel R.
  • Nora Gonzalez

    Este aumento de 2 pontos porcentuais (de 25% para 27%) corresponde a 9,25% mais álcool na gasolina. Ou seja, parece que é 2% mas é quase 10%. Quando lançou o Proálcool, o governo disse: “Carro a álcool, você ainda vai ter um”. Pois é, agora é verdade. Mesmo que você não queira.

  • Edemir Araujo

    Bob bom dia, tenho um carro e uma moto movidos somente a gasolina, comprei ambos no Brasil, e pago impostos para poder circular pelo território nacional, acredito que tenho o direito de poder abastecer em qualquer posto de combustível, e que, pelo descrito na matéria, vou ter que ficar procurando por combustível, e pagando preços absurdos, sendo que quando comprei, podia abastecer com qualquer gasolina existente no mercado.
    Pergunta, sabe me dizer se posso entrar com uma ação exigindo que toda gasolina vendida no posto abasteça meu veículo, sem que seja prejudicado em segurança, e desgaste de peças, uma vez que, quanto comprei o veículo qualquer uma servia. Obrigado

  • Notívago

    Preocupante o que vi nesse link ~> http://bit.ly/1zZJYcr

    Vejam como ficou a mangueira após só 6 meses usando a belissima gasolina de 25%.. que dirá uma com 27%.

    Depois dessa, precisa ainda de teste de homologação???

  • Ezequiel Favero Pires

    Claaaro… meu carro que tem taxa de 9,2:1 vai render maravilhas com gasolina Premium a praticamente R$4/Litro…

    Se tivesse grana daria um jeito de taxar o motor pra 14, 14,5:1 pra render o máximo possível na Podium…

  • touareg

    Obriguem a presidenta a colocar etanol no helicopetero que ela usa e no jato que ela e os ministros viajam ….E ninguém entra com uma ação proibindo estas medidas provisórias de aumento de etanol na gasolina para favorecer usineiros! O maximo que se poderia admitir é 10% por cento de anidro na mistura , como em outros paises.

    • Rauser Froes

      Isso hj faria a maioria dos flex detonarem “grilar” como loucos, a octanagem cairia muito…

      • Rauser,
        não se a octanagem da gasolina aumentasse na refinaria, perfeitamente possível.

  • É…pra quem tem aquela grana e quer montar negócio próprio o melhor investimento hoje é abrir um posto de gasolina e principalmente com bandeira BR pra vender Podium a 4,10 o litro ou mais e melhor ainda, colocar uma estante com um monte de octane boosters de várias marcas ao lado da bomba da gasolina comum, mina de ouro, é rachar de ganhar dinheiro….pior de tudo que tem carros mono e antigos que aumentam o consumo com podium em vez de abaixar, são acertados pra essa porcaria de gasolina comum, a atomização e volatilidade da podium é diferente da comum apesar do poder calorífico ser o mesmo, ai esses carros gastam mais mais e às vezes andam menos mesmo com taxa de compressão mais alta, é raro carros aqui no Brasil em que a Podium faz diferença. Esse brejo de País é uma podridão só, não iria mais ter gasolina comum, nas bombas e só aditivada, mas adiaram isso, claro, a V power e a GRID não venderia mais, ai lançaram esse papo furado de 70% a mais de redutor de atrito na V power Nitro + e muitas horas e também redutor de atrito na GRID, quanta patifaria, essa V Power é um lixo e a GRID é outro lixo cheio de corantes e desempenho péssimo, na boa, me critiquem ou não, pra mim na gasolina comum meu carro (um Lancer) anda muiiito melhor e economiza muiiiito mais, carbonização tem mais a ver com a forma de conduzir o carro e não esquentar o motor suficiente em trechos curtos, quem sabe cuidar de um carro de verdade e “descarbonizá-lo” no pé é jogar dinheiro fora com essas porcarias de gasolinas marketeiras, como a própria Petrobrás informou: a gasolina comum de hoje com 50 ppm tem o mesmo patamar de carbonização do etanol. Então qual o motivo de se usar essas gasolinas marketeiras? Redutor de atrito? Desempenho? Economia? Para com isso…

  • Amauri K.

    Podemos pedir para o Ministério Público Federal intervir, pois os donos de carros que só podem usar gasolina estão sendo prejudicados.

  • Silas Eduardo

    Bob, como ficará o cálculo para identificar qual combustível é mais vantajoso, financeiramente, para motores flex? Devemos considerar a fração 0,68 o invés de 0,7?

  • Bob Sharp

    Silas
    O poder calorífico da E27 cai pouco em relação à E25, de 38,7 para 38,4 MJ/kg, apenas 0,7%. de modo que relação para fins de cálculo passa de 0,692 da E25 para 0,697 da E27, ou seja, pode continuar a usar a referência 0,7.

  • enio bender

    isso sem contar que se trata de uma mistura insoluvel, que apodrece formando subprodutos. extremamente prejudicial! acredito que na minha oficina os problemas relacionados cheguem a 70%. quando o veiculo fica parado mais de mes e certo. neste caso nao vemos o inmetro impedindo este absurdo ou ao menos garantindo o direito do cidadao comprar GASOLINA.

  • Notívago

    Enfim uma luz de esperança:

    “MPF/MG pede suspensão do aumento do percentual de álcool na gasolina” ~> http://bit.ly/18VKH3P

  • Wagner

    o meu carro fazia 12 km por litro antes 25% no outro dia que abasteci com esta porcaria caiu pra 7,92 não passa disto de jeito nenhum.Bando de safado meu carro foi feito para rodar com gasolina não com álcool.

  • Otavio

    Hoje abasteci com Podium, enquanto enchia o tanque o frentista me informou que no teste que o posto fez, havia 27% de álcool na gasolina Podium. Fiquei com cara de otário.

  • Moderador

    Os usineiros deveriam investir em diesel de cana!!! A gasolina no Brasil não deveria passar de E20 (etanol) na mistura, e também todo diesel deveria ser B20 (biodiesel) para ser mais ecológico incluindo a liberação de carros de passeio…

    • Rauser Froes

      Se nossa gasolina E27 muitos motores flex “grilam” , quem dira com E20. Na minha opiniao deveriamos ter opções. Umas E15 a E20 para carros nao flex e uma E40 pra carros flex com alta taxa de compressao além do E100.

      • Moderador

        Os motores flex podem apresentar níveis de ruídos diferentes, dependendo do combustível utilizado (etanol ou gasolina), bem como o percentual de mistura. Você precisa ficar atento ao fato de que os motores flex são um meio termo em se tratando de taxa de compressão para o álcool e a gasolina. Este comportamento (ruído) é normal e não afeta o desempenho do motor independente da mistura se for E20 ou E27.
        Agora se tratando carros exclusivamente a gasolina essa variação de etanol que citei acima a longo prazo pode ocasionar desgastes de peças e prejudicar a durabilidade do motor…

  • Elton

    O problema não foi o Proálcool do Geisel, o problema é que diferentemente do que ocorre nos EUA, onde o condutor tem o seu direito resguardado de poder abastecer seu carro com graduação de álcool indicado pelo fabricante do seu veículo, nesta colônia somos desrespeitados e obrigados a “engolir” as decisões arbitrárias deste governo falido. E quanto à Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), essa é que não está ligando mesmo, ela quer é vender os carros flex.

  • Abilio José Neves Pimenta

    A matéria foi boa, porém a conclusão, não. O Proálcool foi necessário face a crise de petróleo na década de 1970 e que foi desfigurado ao longo dos anos ditos “democráticos”, e a decisão de aumentar o teor de álcool na gasolina foi meramente política.

  • Abílio
    Por incrível que pareça, o governo brasileiro (Ernesto Geisel) achou que do boi só se podia ter filé mignon, da mesma forma que achou que de cada barril de petróleo – 80% importado – só se poderia tirar diesel. O resultado é que a sobra de gasolina era tanta que até petroleiro ancorado foi usado como tanque de armazenamento. Pois foi para substituir a gasolina que sobrava que se “inventou” o álcool e o programa para implementá-lo, nos anos 70/80 consumiu 16 bilhões de dólares em subsídios e financiamentos para a indústria sucroalcooleira – os mesmos caras que agora querem nos empurrar álcool na gasolina a 30% de conteúdo. A “crise” do petróleo foi tanta que no primeiro dia após o início da guerra do Golfo, em 2 de agosto de 1990, o preço do barril despencou de 30 para 19 dólares o barril, tornando o carro a álcool um fardo no custo por quilômetro. Mas, fazer o quê, o brasileiro é um povo “muito inteligente”… Ah, saiba que não adianta escrever termos ofensivos, como o a que você se referiu à matéria, pois na moderação edito da maneira que eu quiser.

  • guest

    Publicado na Quatro Rodas:

    Para Anfavea, automóveis não flex podem usar gasolina com 27% de etanol sem riscos

    Depois de testes misteriosos, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revelou na semana passada que os proprietários de carros não flex podem abastecer seus veículos com a nova gasolina comercializada no Brasil – com 27% de etanol – sem trazer riscos ao automóvel.

    O “Estudo sobre o aumento do teor de etanol na gasolina para 27%” foi realizado em conjunto por sete montadoras, e os veículos foram testados sob os aspectos de dirigibilidade, partida a frio e a quente, temperatura do catalisador, emissões e consumo de combustível, durabilidade em campo e testes de bancada.

    O relatório dos resultados obtidos foi entregue ao governo federal no dia 22 de abril, e aponta que não houve alterações significativas nos veículos testados em comparação aos outros abastecidos com a gasolina anterior (com 25% de etanol). A entidade concluiu que, desde que o combustível comercializado possua as mesmas características daquele enviado pela Petrobras para esses ensaios, não há evidências que impeçam seu uso em automóveis não flex.

    Três montadoras (Fiat Chrysler, General Motors/Chevrolet e Toyota) já tinham concluído seus testes até a semana passada, quando a Anfavea apresentou seus resultados. As demais (Ford, Hyundai Caoa, Honda e Volkswagen) devem encerrar suas avaliações até a segunda quinzena de junho.

    Para especialistas, a mudança é pequena demais para causar efeitos negativos nos carros mais modernos movidos à gasolina. Entretanto, conforme esse percentual de etanol aumenta, o consumo de combustível dos automóveis também é maior e falhas podem ocorrer, principalmente em modelos mais antigos e sem injeção eletrônica.

    A Anfavea, todavia, afirmou que os carros mais antigos já foram objeto de um estudo anterior realizado pelo Cenpes/Petrobras, que também aprovou a mistura.
    Gostaria de saber quais foram os veículos testados… duvido que tenham testado algum anterior a 2003, por exemplo.
    Foram-se os tempos em que a Anfavea ditava os rumos, agora vai a reboque do governo…

    • guest

      No meu teste pessoal, no motor Fiasa 1,0 mpi (1998) está havendo grande formação de depósitos de carvão nas velas, com freqüentes “apagões” do motor após desacelerações. E nem o uso de gasolina aditivada Shell V-Power Nitro+ está evitando isso.
      Lamentavelmente, estou sendo compelido a trocar de carro por um flex…

  • Guest,
    O que está acontecendo com o motor do seu carro é causado por qualquer coisa menos a gasolina utilizada.

  • Rauser Froes,
    não precisa recorrer ao chumbo, que não se usa mais no mundo inteiro.

  • Joao Mario

    Interessante e instrutiva essa matéria. Mas acredito que aqui no Brasil infelizmente as gasolinas sempre apresentaram péssimos níveis de qualidade e de octanagem, e a bem da verdade, o grande salvador das nossas gasolinas é exatamente esse alto percentual de etanol anidro adicionado a elas.

    Se não fosse por esse atual percentual elevado de etanol, todas as refinarias da Petrobrás teriam de desenvolver gasolinas mais puras de octanagens compatíveis e isso demandaria certamente maior tecnologia e mais gastos dessas refinarias para refinar e produzir essas gasolinas e isso muito provavelmente nunca foi conveniente comercialmente para a Petrobrás e assim, ela vai produzindo gasolinas de baixa qualidade e de menor custo e octanagem e melhora a qualidade e octanagem delas justamente com esses elevados 25% a 27% de etanol anidro …

    Tudo isso não passa de um grande jogo de interesses da Petrobrás em lucrar cada vez mais sem jamais permitir concorrentes diretos e assim obrigando forçadamente os consumidores brasileiros a aceitar unicamente os seus produtos, que diga-se de passagem, infelizmente são caros e de péssima qualidade …

  • Não chegou aqui, nem na caixa de spam está. Repita-o, por favor.

  • Márcio, o máximo que esses 2% de álcool a mais poderiam provocar é alguma hesitação nas retomadas de velocidade. Detonação, jamais, pelo contrário, a tendência seria detonar menos. O que com total certeza aconteceu foi a gasolina comprada estar misturada com solvente, que é um derivado de petróleo também, mas não contém o elemento iso-octana, justamente o que confere característica antidetonante à gasolina. Como você pôde ler na matéria, somos visceralmente contra qualquer porcentual de álcool acima de 22%, uma vez que os motores são calibrados para E22 e carros mais antigos foram calibrados para gasolina E12, portanto a mistura ar-combustível fica pobre demais ao passar a gasolina de E12 para E27 e os motores funcionam mal. Pode voltar para gasolina comum aditivada que o motor funcionará bem. Temos experiência disso com os mais recentes carros importados, quando necessário os abastecemos com gasolina comum, nem aditivada é (alguns quilômetros com comum em vez de ativada nada ocasiona de mal ao motor). Mesmo com gasolina comum E27 o funcionamento é impecável.

    • marcio pessoa de faria neto

      Bob, o carro “grilava”no início da subida e isso passou a acontecer justamente com E27 no tanque, nunca havia ocorrido antes, e essa subida, não tão acentuada assim, fica próxima de casa, foi muito fácil perceber os grilos, e antes do aumento no percentual de anidro, isso não acontecia. Abastecia nesse posto (antigo e respeitado aqui no nosso bairro) há mais de vinte anos e nunca tive problemas. Foi só retornar para E25 (Podium) que o problema desapareceu como num passe de mágica e o motor teve suas características restauradas. Estou usando a Podium há quase um ano e o carro está com um funcionamento muito bom, e como rodo pouco com ele, parece compensar. Entretanto, no próximo abastecimento vou pôr E27 aditivada (em outro posto) e observarei o comportamento do carro e depois comento. Muito obrigado pela atenção!

      • Marcio, não tenho a menor dúvida de que você saiba o que está falando a respeito de escutar o motor grilar. Mas reitero que os mais álcool na gasolina o efeito é exatamente o oposto, tendência a grilar menor. Isso, faça o teste com E27 aditivada e me diga. Para não precisar comentar e eu demorar a perceber que chegou comentário seu, como aconteceu hoje, escreva-me diretamente para autoentusiastas@autoentusiastas.com.br .

  • Rauser, não dizem que “o brasileiro é um povo muito inteligente”? Está aí o resultado, o carro flex. Não existe aberração maior na face da Terra. Fizeram-nos (antes de nós) nos EUA, mas eram (e são até hoje) motores que podem funcionar com o E85, não essa estupidez de querer que motores a álcool daqui funcionem bem com gasolina também. Gasolina até temos para esse caso, a premium e a Podium, mas são bem mais caras e não são encontradas em todos os postos.

  • Luiz Carlos, a gasolina com mais álcool do que antes poderia ocasionar tudo no seu carro, menos grilar, muito menos rajar (este é problema de folga de biela nos moentes do virabrequim, nada a ver com combustível). Mais álcool significa maior resistência à detonação (“grilar’). Portanto, os mecânicos aos quais você recorreu não lhe deram a informação correta ou não têm conhecimento de causa e efeito relacionados às características da gasolina. O que a gasolina com mais álcool pode provocar é engasgos e falhas nas retomadas de velocidade.

  • Rauser, 15% de álcool nos EUA é uma tentativa dos produtores de álcool de lá de “venderem seu peixe”, há muita discussão lá sobre isso. E só está à venda em 23 dos 50 estados e só existem 251 postos vendendo o produto (fonte: http://migre.me/tUVh, Ethanol Retailer), resultado do fracasso do álcool (E85) lá. E a Petrobrás tem, sim, como produzir gasolina de 95 octanas RON (a Super da Europa) a preços normais, tanto que chegou a lançar essa gasolina em 1996 com vistas aos carros importados que aqui chegavam em grande volume naquela década. Mas os interesses dos produtores de álcool prevaleceram e o governo proibiu essa gasolina, que acabou virando a premium (98 RON) com a adição obrigatória de 25% de álcool.

    • Rauser Froes

      Realmente, lá tem existido muito questionamento e debates nesse sentindo, tem até fabricante de carro lá dizendo que anulará a garantia se rodarem com esse combustível com 15% de alcool.

  • Claudemir, venho dizendo há anos o Brasil tem uma maldição energética e esse é apenas mais um exemplo. O assunto combustível aqui é tratado sem responsabilidade. Saiba que além da Podium há as gasolinas premium E25. Use a Shell Racing ou a Ipiranga Original Premium, inclusive custam menos que a Podium.