DEZ MELHORES CARROS QUANDO DINHEIRO NÃO É PROBLEMA

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(flickr.com)

Além da óbvia e importantíssima função de transportar, o automóvel é uma máquina como nenhuma outra. Ter seu próprio automóvel completa o homem moderno, liberta-o das algemas do transporte público, com seus horários fixos, seus itinerários inflexíveis e aquele monte de gente desconhecida e por vezes desagradável com quem temos que dividi-lo.  No banco do motorista, o homem é senhor de seu próprio destino, capitão de seu próprio navio. Toda vez que saímos da garagem, temos escolhas infinitas; o destino, a velocidade, o estado de espírito é definido por você. O automóvel, seu servo obediente, segue sua vontade.

Ele está neste momento, no silêncio de uma garagem, ao lado de uma calçada, pacientemente lhe esperando para fazer isso. Nenhuma distância é grande bastante, e todos os caminhos são possíveis; apenas a sua imaginação é o limite. Não existe condutor melhor para o anseio de liberdade pessoal que existe dentro de cada um de nós do que está maravilhosa máquina. Como não amá-lo?

Mas o automóvel é mais que isso. Tornou-se com o tempo, também, uma extensão da personalidade de seu dono. As pessoas procuram, com seus automóveis, projetar ao mundo exterior sua visão do mundo, e seu lugar nele. Muita gente confunde isso com a necessidade de se mostrar melhor que os outros, mais rico ou esperto ou inteligente, o que é uma grande perda de tempo e esforço, além de bem deselegante. Mas se expressar ao mundo exterior com sua roupa, sua atitude, e, sim, seu carro é algo normal e todo mundo faz. Sim, todo mundo, até você. Nem que seja para dizer: eu não me importo com o que pensam de mim.

Uma das coisas mais legais do mundo do automóvel é essa; não existem escolhas corretas, e sim escolhas profundamente pessoais. Ainda mais hoje em dia, em que o nível de perfeição do automóvel moderno é impressionante, tornando todas as escolhas válidas. As pessoas escolhem carros pelos motivos mais variados, e sentem emoções de todo o tipo em relação a eles. Sim, emoções, sentimentos sinceros para com máquinas. Existe outra que faz isso? Amor, ódio, paixão, emoções fortes e humanas mas que são frequentemente aplicadas aos carros.

Para nós, entusiastas dessa maravilhosa máquina libertadora, esta escolha é sempre difícil, mas mesmo assim uma delícia. Como conhecemos profundamente os automóveis e sua história, nossa escolha é sempre complicada, mas mesmo assim, uma busca muito gostosa. E cada um de nós, mesmo conhecendo igualmente todas as opções disponíveis, acaba fazendo uma escolha particular, e bem específica. Gosto do carro X, mas com bancos de tecido, câmbio manual e pneus da marca Y. E numa cor Z.

Cada um de nós vê o carro de uma forma particular e única, e cada um de nós quer projetar uma certa imagem ao mundo exterior, mesmo que só nós mesmos formos capazes de entender o complexo e elaborado plano. Como não amar uma máquina que nos faz isso?

Imagine então se dinheiro não fosse um problema. Que escolhas faríamos? Sem a parte do dinheiro na equação, as escolhas se tornam praticamente infinitas, e o gosto de cada um, e sua personalidade, aparecem mais claramente. Foi pensando nisso que perpetramos esta matéria. Cada um dos colaboradores do site, uma fauna de entusiastas com uma variação de espécies e origens suficiente para humilhar o zoológico de São Paulo, deve escolher apenas um carro para comprar, sem pensar em dinheiro. Como se um gênio da lâmpada aparecesse e subitamente nos concedesse apenas um desejo automobilístico, sem limite algum. O que você escolheria? Qual é o carro que é mais parecido contigo, o que seria seu companheiro inseparável, se você pudesse escolher, literalmente, qualquer um?

Como esperado, as escolhas dessa turma estão longe de ser  óbvias… Com vocês, sem nenhuma ordem particular, as escolhas dos autoentuaistas do AUTOentusiastas:

 

Juvenal Jorge

O desafio de escolher um carro único e definitivo é algo que dá calafrios na espinha. Mas encaro de outra forma. Se eu ganhei um prêmio gigante de loteria, compro o que eu quiser, não preciso pensar em praticidade. E também ninguém me disse que preciso me desfazer do que já tenho e que me serve bem.

Então fica fácil: Ford GT40, autêntico, de corrida, com cinquenta anos de vida. Tem que ter o histórico, o número de chassis certificado como um carro que participou mesmo de muita pauleira e deixou todo mundo para trás. Daqueles que só trocam de mãos normalmente em leilões, onde os preços são quase sempre irreais, devido ao calor do momento.

É um carro dramático, que materializa o resultado negativo de uma das negociações mais absurdas que jamais foram orquestradas entre empresas que fabricam carros, a tentativa de compra da Ferrari pela Ford.

História incrível cujo resultado sabemos. Enzo Ferrari colocou os americanos para correr com seus milhões de dólares, não pelo dinheiro em si, mas pelo orgulho que seria ferido se o sonho de sua vida fosse simplesmente “passado nos cobres” como dizem alguns.

Henry Ford II, neto do criador da empresa, mordido pela negativa do italiano, e com sua habitual teimosia, ordenou que um carro fosse feito para vencer Enzo em Le Mans, o mais importante palco de todos para a publicidade e fama de uma marca de automóveis. Depois de dois anos de tentativas, no terceiro venceram, e assim fizeram por mais três vezes, além de quatro campeonatos de carros esporte-protótipos, todos de nível mundial.

Talvez a influência que esse carro tenha em mim seja parcialmente provocado pelo ano da primeira vitória, 1966, o mesmo em que nasci. Tinha eu três meses de prática em chorar, mamar e encher fraldas quando o GT40, uma mescla de engenharia americana e britânica, cujo maestro do outro lado do Atlântico era John Wyer, cruzava a linha de chegada de Le Mans nas três primeiras colocações.

Mas tudo isso importa pouco quando eu olho para ele. Dever ser o carro de corridas mais belo de todos os tempos. É leve, agressivo, todo feito para a missão de andar rápido, sem concessões a nenhum tipo de beleza de estilo ou enfeites. Mas ele é lindo, demais de belo, e passa a mensagem perfeitamente, o “tema” como dizem os estilistas e designers. O tema do GT40 é ser acelerado e dirigido, sem nada eletrônico para atrapalhar, por um dia inteiro.

A praticidade de seus criadores me encantou ao máximo quando descobri que seu sistema de limpador de pára-brisa foi escolhido com base em um requisito mais do que prático. Em regra, limpadores são algo primitivo e de funcionamento ruim, muito piores eram meio século atrás. Foi adotado o sistema do Boeing 707, o primeiro jato comercial de sucesso, que precisava funcionar de forma robusta a mais de 300 km/h. Pegaram esse! Simples. Sem invenções, sem elucubrações científicas.

Assim, está escolhido meu carro.  Ford GT40 de corrida, com certificação histórica. Pode ser o vencedor da 24 Horas de Daytona de 1966, corrida que aconteceu em 5 e 6 de fevereiro de 1966, com Ken Miles e Lloyd Ruby, chassis 1015. Gosto até do esquema de pintura.

JJ

 

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(Mustang50Magazine)

 

Milton Belli

Quando surgiu a ideia do nosso amigo MAO para este post, uma opção logo veio à mente. Sem pensar muito, já diria que compraria um Mercedes-Benz Classe S  preparado pela Brabus, com um enorme V-12 biturbo cuspidor de fogo e milhares de cavalos de potência. Era óbvio e uma simples escolha. O que mais poderia ser mais legal que transitar em uma limusine que ao menor toque do acelerador humilha um supercarro?

Mas os pensamentos começaram a se embaralhar. Seria muito fácil ir à uma revenda e encomendar um carro destes, se o dinheiro não fosse problema. Mas pensando um pouco além, não é só uma questão de preço. Como a abertura desta matéria fala, um único carro escolhido a dedo deve dizer muito mais do que uma simples folha de especificações técnicas e uma marcação de preço elevada. Não poderia deixar de pensar no que um carro único representaria.

Se é para ter um significado maior, uma verdadeira ligação com o proprietário, eu escolheria algo mais restrito, que não se pode entrar em um showroom e encomendar com um vendedor comum. Eu escolheria um Monteverdi. Alguns anos atrás descobri que há um parentesco não muito distante com o fundador da marca, Peter Monteverdi, cuja empresa teve em seu portfólio desde versões especiais de Land Rover, passando por belos GTs, até uma equipe de F-1.

A escolha mais lógica seria o modelo Hai 450 SS, um carro que foi projetado pela Monteverdi e desenhado pela Fissore, cuja parte do capital era de propriedade de Monteverdi na época. Não reclamaria também de um modelo 375 S Frua, um belo GT da mesma marca. O Hai tem um simples chassi tubular com uma bela carroceria em aço, junto com um bom nível de refinamento interno. Estes seriam os pontos altos do carros, e a cereja do bolo é o motor Hemi 426-pol³ V-8 da Chrysler montado no centro do carro, praticamente entre os dois bancos.

Nem cinco carros foram feitos dentre as versões criadas e cada um dos sobreviventes hoje vale uma fortuna, mas o que conta mesmo é a herança. O Hai nasceu em 1970 e foi um dos primeiros supercarros do mundo moderno, juntamente com o Lamborghini Miura. Nesta época, um carro de 1.200 kg com 450 cv era uma afronta ao bom senso.

O Hai por sí só não teve nada muito inovador, pois um chassi e carroceria de fabricação próprios com motor americano era uma forma até que convencional de se fabricar carros exóticos na Europa naquela época. Mas os traços, a sensação ao dirigir e a coragem de fazê-lo da forma com que foi feito devem valer cada centavo. E claro, a herança histórica desde que vos escreve.

MB

 

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(ultimatecarpage.com)

 

André Dantas

Como o leitor deve deduzir, em certo sentido sou o oposto ao MAO. Ao longo do tempo aprendi a ser racional para comprar para ser emotivo para usufruir.

Nada mais amargo para mim que fazer uma compra por emoção e me arrepender depois. A escolha racional pode me fazer comprar algo que não necessariamente seria minha escolha do coração, mas me traz tranquilidade depois.

No livro “Manual Completo da Moto”, os autores George Lear e Lynn S. Mosher expressam uma frase genial:

” A melhor motocicleta do mundo é aquela que você tem ou pode vir a ter.”

A frase em sí é genial, porém ainda gosto de fazer um complemento a ela:

“O melhor carro do mundo é aquele que que você tem ou pode vir a ter, e que atenda às suas necessidades”.

Estes são para mim os meus parâmetros. Porém estes parâmetros não me conduzem a um, mas a dois veículos ideais.

O primeiro seria aquele que me atendesse individualmente. Quando guio sozinho, sinto que carro grande é um exagero para as minhas necessidades. Incômodo para dirigir no trânsito travado e incômodo para estacionar.

Nestas condições, gosto de carros compactos, que com pequena distância entre eixos se comporta como um kart. É ágil no trânsito, e por ser leve, anda bem com mesmo com motor pequeno.

No mercado nacional, o mais próximo disso seria o up! com um motor mais apimentado. Não precisa ser um monstro de desempenho, mas não pode ser um carro “manco”.

O segundo carro já leva em consideração a família.

Sou solteiro sem filhos, mas tenho de cuidar de duas senhoras octogenárias, com suas limitações para entrar e sair de carros convencionais. Também costumo carregar muita carga, mais que a maioria das pessoas.

Dentro das opções atuais, a melhor opção atual para esta necessidade seria um Dobló com motor de 1,8 litro, com suas amplas portas corrediças que permitem os passageiros entrarem e saírem de pé do banco traseiro, além da enorme capacidade de carga.

São soluções de consenso. Não são majestosos sedãs nem desejados super-esportivos, mas são carros que são companheiros para me ajudar nos meus problemas.

Isso para mim vale muito.

AAD

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Paulo Keller

Durante muito tempo eu queria ter um Dodge americano Charger 1968-70, com o maior motor possível, e com o blower para fora do capô. Eu gostaria que a parte mecânica fosse bacana, incluindo suspensão e freios, mas nunca estudei ou tive uma receita bem definida. Seria preto e sem restauração alguma. Bem bandido e assustador. Eu tinha um chefe muito chato e bem almofadinha, e vivia pensando em um jeito bacana de assustá-lo. Várias vezes me imaginei chegando no trabalho de mansinho com o meu Charger negro, encostando ao lado do carro dele bem quando ele estivesse descendo, e aí eu daria umas três belas aceleradas. E logo depois do susto ele receberia o um “bom dia” bem cínico. Seria um jeito interessante de demonstrar alguma atitude. Mas o tempo foi passando e essa idéia foi se desfazendo em minha cabeça.

Antes desse Dodge, quando eu era bem mais novo, eu tinha uma certa adoração pelo Camaro/Firebird. E quando a GM lançou essa nova geração do Camaro eu passei a desejá-lo por alguns anos. Até que após alugar um Camaro e um Mustang numa viagem aos Estados Unidos (na verdade foram um Camaro e três Mustangs em viagens diferentes) acabei mudando minha escolha para o Mustang GT. Acho um carro com mais carisma, mas maduro e mais autêntico. Isso foi ajudado pela superexposição do Camaro nos filmes da série Transformers. Acabou, ao meu ver, deixando o Camaro muito caricato.

Bem, já deu pra sentir que escolho carros mais por uma questão de atitude do que por qualquer outra coisa. Ainda mais hoje em dia, onde não há carro ruim. Há carros melhores que outros em alguns aspectos.

Mas morando em São Paulo e do jeito que estamos indo aqui, eu acabei mudando muito de direção. Qualquer carro que eu escolha como meu tem que ser usado no dia a dia. Eu jamais teria um carro apenas para enfeitar a minha garagem. Não tenho fundos para isso e nem uma garagem disponível. Eu admiro que consegue comprar um carro e ficar anos ou décadas restaurando e montando tudo. Eu sou mais prático e prefiro gastar o meu tempo usando o carro e desbravando o mundo.

E pensando nesse uso diário, há algum tempo eu tive a chance de andar num MINI JCW com o campeão de rali Rauno Aaltonen (vale uma googlada). Hoje, o carro que eu desejo é um MINI JCW Coupé, preto com capota vermelha. Esse 1,6-litro turbo com 211 cv é extremamente elástico e muito rápido. A opção natural seria com caixa manual. Mas sei que os JCW com caixa manual consomem muita embreagem. E a caixa automática de seis marchas com borboletas no volante cai muitíssimo bem nos JCW. Compacto ágil, direção rápida, acelerador rápido, super-estável, eficiente, e cheio de atitude. Para mim não importa se o carro chega aos 200 km/h, mas sim como ele chega aos 150, ou como ele retoma de 40 a 80, por exemplo. E nesse quesito o MINI JCW me empolga bastante.

Como eu não ligo para espaço para bagagem, e muito menos para quem vai atrás, pois raramente alguém me acompanha nas minhas aventuras, o coupé de dois lugares está ótimo. Poderia ser o roadster. Mas eu gosto muito mais do desenho da capota do coupé, além dele ser mais rígido. A suspensão maltrata bastante os ocupantes, mas é o preço que se paga. Eu trocaria os runflat por pneus normais, o que melhoraria um pouco essa condição. Esse MINI eu usaria até acabar, o que demoraria bastante.

Esse é outro ponto que eu adoro discutir com amigos. Tudo que eu tenho eu uso. E uso bem. Esse negócio de ficar economizando para não gastar isso ou aquilo e para vender o carro mais fácil, para mim não serve. Esse negócio de vender o carro cheio de orgulho com “estepe que nunca rodou” me irrita profundamente. Eu prefiro usar tudo o que puder. Por que deixaria de usar para agradar um possível segundo dono? Eu, hein! Claro que tudo que é meu uso com cuidado. Mas o cuidado nunca vai me impedir de usar.

PK

 

MINI JCW  DEZ MELHORES CARROS QUANDO DINHEIRO NÃO É PROBLEMA MINI JCW

 

Carlos Meccia

O Meccia mandou apenas uma foto e sua escolha: Porsche 911 Targa 1974, laranja. Não sentiu necessidade alguma de nos explicar. Foi o mais esperto de todos nós: que explicação é necessária para escolher um 911, em sua clássica configuração original arrefecida a ar? Nenhuma, claro…

 

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Alexandre Garcia

Dodge Charger 500 Hemi, 1968/1969/1970, preto.

Por que? Carroceria ”B”, carro grande mas não uma barca gigante como os “C”, motor 426 Hemi, câmbio manual de 4 marchas, que é o número perfeito e necessário de marchas para eles, preto porque é a cor certa de carro ruim, o modelo 500 com o vidro traseiro rente sem as colunas “C” com apliques, mais aerodinâmico e mais legal que os normais, e os anos maravilhosos, 1968/69/70, não ficaram mais legais que isso nem antes nem depois. Difícil de achar palavras para explicar. No fim, tão americano quanto um carro pode e deve ser, brutal, indirigível, espetacular. Representa o que eu realmente amo em automóvel.

AG

 

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(car.mitula.us)

 

Marco Antônio Oliveira

Como o Bob, eu gosto mesmo é de carro novinho. Mas ao contrário dele, que quer principalmente o que há de mais atual em tecnologia, eu muitas vezes me vejo desejando carros antigos simplesmente porque não são mais fabricados. Apesar de também admirar alta tecnologia, adoro dirigir coisas antigas, porque são diferentes, mais mecânicas e simples, mais intensas. Afinal, tal e qual Mogli, que foi criado por lobos nas florestas da Índia, eu fui criado por uma família de Chevettes nas montanhas de Niterói.

Fora que alguns carros antigos são de uma beleza incomparável e atemporal. Como não desejar um Lamborghini Miura, um Jaguar E-Type, um Mclaren F1? Este tipo de coisa se mantém sempre desejável, mas nunca está perfeito como um novo. Eu gosto de carro novo exatamente porque é novo: se abre o capô e está tudo novinho, limpo, imaculado. Virgem. Existe algo especial, incomparável, em tirar algo novinho da loja e sair com ele por esse mundão velho pela primeira vez. É poesia automobilística pura, destilada incontáveis vezes até sua essência.

Por isso, quando falamos nesta lista, pensei imediatamente no Bugatti tipo 35, mas não o original fabricado na Alsácia, e sim a cópia perfeita em todos os detalhes que é fabricada no interior da Argentina por Jorge Anadón e sua Pur-Sang. O tipo 35 é um carro esporte como nenhum outro, e uma obra de arte estética por dentro e por fora, perfeita em suas proporções. E pode ser comprada nova, embora emplacá-lo seja uma tarefa que é melhor ser deixada para o gênio da lâmpada imaginário desta nossa brincadeira.

Pensei também no Ferrari Maranello, o último Ferrari da velha guarda, com aquele câmbio manual magnífico e antes indivisível da marca, e os outrora indispensáveis 12 cilindros em “V” lá na frente. Não existe mais nada a venda novo que se compare a este Ferrari, e eu suspeito que Deus todo-poderoso ainda use o seu 575 M 2005 de uso diário para vencer todos os recém-chegados ao céu em seu autódromo particular. Só para a gente entender quem manda, e quem realmente sabe das coisas.

Mas desde a semana passada a escolha ficou mais fácil. Desde o fim de semana passado, não ajoelho mais para Munique, e esqueci também Maranello e Molsheim: agora rezo todo dia com fé muçulmana virado para Ingolstadt. O carro que quero para mim, para usar todo dia até o último deles, é o Audi RS 7 Sportback. Branco, e sem os logotipos do modelo do lado de fora, e com limitadores de velocidade removidos, por favor, seu Gênio da lâmpada.

O RS 7 é um carro que derrubou algumas velhas convicções minhas. Antes dele, nunca tinha me divertido realmente em carros modernos, aqueles que tem muito pneu, muito peso e muita potência. Sim, eram veículos fantásticos, mas a verdadeira diversão, a conexão com a máquina, a vontade de dirigir mesmo sem lugar para ir, sempre chamava a atenção por sua ausência. Além disso sempre gostei de carro simples, sem muitas complicações e principalmente, botões e ajustes. Eu também sempre, como vocês devem saber, nunca andei em um carro automático que realmente me apaixonasse.

Mas tudo mudou com o RS 7. Complicado, cheio de eletrônica, tração total, 560 cv, rodas de 21 polegadas, 10.537 botões diferentes no painel (sim, o número é uma brincadeira). Mas ainda assim, desde que o deixei sofro de crise aguda de abstinência. Um carro mais viciante que nicotina.

Os motivos para isso encheriam um livro, mas tentarei resumir. Primeiro, é um carro que que pode ser usado por minha família no dia a dia. Cabem todos os quatro, e malas, tem quatro portas e tem tampa traseira. Em baixa velocidade é dócil, macio, silencioso, um carro de luxo de alto nível. Mas é também muito mais que isso. O motor é estupendamente feroz, é cravar o pé e ele pula para frente gritando seu berro ardido e característico, e você é jogado contra os bancos com tanta força que é como se um elefante aparecesse em seu colo. A aceleração dá náuseas aos mais fracos (o PK), te deixa confuso e abestado da primeira vez que a sente. Embaralha a mente de tão rápido.

Muitos carros são velozes porém, e não impressionam tanto. O que impressiona é que o RS 7 faz 560 cv se tornarem perfeitamente usáveis para qualquer pessoa que tenha um mínimo de experiência no volante. Essa montanha de potência é acessível, fácil, está ali a sua disposição sem drama algum. Daqui até ali na próxima esquina, se você assim desejar. Ele realmente põe todos os 560 cv no chão, e nada vira fumaça de pneu. O câmbio automático faz nos esquecer que existe câmbio: concentre-se no acelerador e freio que é suficiente.

Já li muitos avaliadores ingleses dizerem que este carro é “isolado como todo Audi”. Todo carro moderno é isolado, mas este faz isso não ser um problema. É muito divertido, com quantidades tão fortes de motor, aderência, agilidade e controle total, que te deixam completamente embriagado. O carro parece diminuir de tamanho a sua volta, a direção varia peso eletronicamente rápido, suave e quase imperceptivelmente, mas de uma forma que mantém a gente tranqïilamente no controle da besta-fera sem drama algum. A suspensão com molas pneumáticas é mágica, perfeita em curvas tomadas com fúria, mas sempre confortável, mesmo com pneus de perfil baixíssimo.

E é também um automóvel que te faz sentir especial. É algo feito com cuidado e carinho, que faz lembrar da propaganda da Porsche que falava sobre “…o ápice de tudo que sabemos, e tudo o que somos”. Este carro é, na minha humilde opinião, o ápice do automóvel. É um carro normal, familiar até, mas que pode acompanhar praticamente qualquer carro esporte de primeira, em qualquer lugar que não seja uma pista de corrida. E sem drama algum.

É também bonito, lindo, maravilhosamente belo. Vejam a foto que coloquei dele, tirada pelo PK, e tente não suspirar. Que coisa linda! O carro todo é feito com cuidado, com materiais de primeira, acabamento e design feito por quem gosta e conhece carro.  Bancos maravilhosos, confortáveis, seguram em curva, revestidos de uma belíssima alcantara, volante de tamanho perfeito com ajuste gigante, HUD bem feito… Todo pequeno detalhe é bem pensado, delicioso ao toque, bem projetado e executado, à minúcia. Ninguém que participou do projeto deste carro se satisfez com menos do que o melhor possível, e isso aparece claramente, e permeia toda a experiência com ele.

Mesmo a maior velocidade opcional disponível na Alemanha, mais de 300 km/h, ainda é limitada! E ainda assim, o site Autoblog americano reporta que é possível andar tranquilamente na neve de Michigan, feito um SUV. É algo que me deixou francamente bobo, um carro feroz, divertido, quase vivo de tanta personalidade, mas ainda assim um meio de transporte eficiente e usável. E que bem cuidado provavelmente durará para sempre.

Assim que o gênio retirasse todos os limitadores de velocidades, colocaria a família no meu e partiria para uma viagem. Sem destino definido, rumaria em direção sul parando onde desse na telha, e ficando onde me desse na telha. Dirigir um desses carros com boa companhia dentro é tudo que gostaria de fazer até o fim de meus dias. Sim, ele é bom assim.

MAO

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Josias Silveira

Quando o MAO me propôs a questão, simplesmente ignorei. Não conseguiria escolher apenas um carro se o dinheiro não fosse uma limitação.

Uma amiga minha, psiquiatra, um dia viu uma parte do monte de cacos-velhos que tenho e me perguntou: por que você não vende tudo isso e compra apenas um carro novo bem legal. Claro que ela me perguntou como amiga, já que como cliente de uma psiquiatra sou, no mínimo, um belo doutorado ou simplesmente um “caso perdido”. Fui para casa, fiz as contas de quanto levantaria vendendo todas as minhas velharias e tentei escolher um único carro. Não consegui.

Resumo da história: sou uma prostituta sobre rodas, ou um ninfomaníaco. Não consigo ter um carro só. Gosto de ter dúzias.

Assim, se o dinheiro não for problema, primeiro tenho de comprar um galpão, algo modesto, só para uns 50 ou 60 carros. Velhos, claro. Carro novo é o paraíso da monotonia. Quem tem carro velho jamais vai compreender o real significado da palavra tédio.

Galpão comprado, começaria uma lista enorme.

Adoro um pocket rocket e começaria por um Subaru Vivio Turbo. Isso mesmo, o minicarro japa de 660 cm³ teve uma versão turbo e 4×4 nos anos 1990, com uns 80 cv (para pouco mais de 600 kg de peso) Uma vez, procurando informações sobre o meu Vivio (aspirado), achei um cara na Inglaterra vendendo motor e câmbio completo de um Vivio Turbo por apenas 300 libras, com ECU, chicotes e tudo. Perdi o sono só de saber que é muiiiito complicado trazer aquilo para nossa terrinha de terceiro ou quarto mundo.

Adoro wagons, as velhas peruas. Já tenho uma Volvo 850T, mas compraria mais um ou dois camburões, de preferência Mercedes ou BMW. Alemão sabe fazer wagons como ninguém.

Por falar em alemães, também adoro conversíveis, assim também colocaria no meu galpão imaginário um conversível Mercedes ou BMW. De qualquer ano e, em caso de dúvida, um de cada marca.

Também adora sedãn, hatch e derivados. Nesta categoria de sedã diferente, gostaria de ter um sueco Saab turbo. Se não tiver aquele sedan estranho dos anos 1990, pode ser também seu derivado, um Saab 900 conversível, ainda mais esquisito e, exatamente por isso, muito atraente.

Também compraria um Citroën deux chevaux e um Fiat Cinquecento, ambos dos anos 1960. No Cinquecento faria um swap com algum motor 1,0 ou 1,3 dos Fiat nacionais. O Cinquecento pioneiro é lindo, mas um lixo para andar.

E por que não alguns japinhas a mais? Um Honda Civic VTi 1998 e um Mazda MX-5, o “Miata”, também dos anos 1990.

Claro, um Ford Mustang até 1967, de preferência com mecânica do sábio Tio Shelby, para representar os muscle cars do Tio Sam.

E ainda um…. Gente! Esta lista seria muito longa, ninguém teria paciência de ler.

Agora, se eu for mesmo obrigado a comprar um carro novo — sob ameaça petista de levar o litro de gasolina aos R$ 7,00 — acho que pegaria um VW up! duas-portas, só para fazer um German Look como este do Adriano Rizzo, mostrado na foto roubartilhada da VolksPage do Facebook. Óbvio que daria um “tapinha” no motor três- cilindros.

NOTA DO TIO: a lista é quase infinita, mas estranhamente não tem nenhum SUV.

SEGUNDA NOTA DO TIO: Tenho outra lista, também bem grandinha e secreta, muito mais interessante. A relação dos carros que, se me derem e eu precisar usar, não aceito. Se puder vender, até pego. Para rodar, jamais.

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Arnaldo Keller

SONHANDO BEM ACORDADO

Evite sonhar com algo que você não provou. Se o amigo leitor me permitir um conselho a respeito de sonhos, acho que esse merece um pouco de reflexão. Após algumas decepções, cheguei a essa conclusão. Coisa de gato escaldado.

E não sou só eu que passei por elas. Cito a decepcionante experiência que o nosso amigo Bob teve ao dirigir um Mercedes 300 SL Roadster. Estava ele com um amigo, creio que na Califórnia, e esse amigo, proprietário de um desse belo clássico, ofereceu o carro para que o Bob saísse sozinho para ir onde bem entendesse. O Bob sonhava com esse carro, então saiu emocionado, como estando nas nuvens. E não é que o improvável aconteceu? O passeio foi curto. O Bob logo voltou porque o carro o decepcionou. Não importa o motivo, se o carro andava menos do que ele esperava, se freava pouco, se era ruim de curva etc. Não sei e não importa. O que importa é que se, por exemplo, o Bob estivesse lá para comprar o carro, e o tivesse comprado pela baba de dinheiro que um carro desses custa; aí, sim, é que ele teria um arrependimento de dar vontade de arrancar o próprio escalpo.

Sonhar, sim, mas só sonhar para valer com o que se conhece. É chato descobrir que sonhávamos com algo que não merecia nossos sonhos.

Vou dar outro exemplo, se a leitura não o estiver enfadando. Foi o caso do sapateiro lá de Bambuí, uma pequena cidade do interior mineiro. Esse mineiro tinha poucas posses, mas tinha o grande sonho que era passar uma noite quente com uma vedete de Las Vegas. E lá, entre uma martelada numa meia-sola aqui e uma engraxada acolá, ficava ele imaginando coisas…, só imaginando e rebuscando seu sonho, detalhando tim-tim por tim-tim, coisa que lhe dava arrepios de prazer. Até que um dia morreu-lhe um avaro e riquíssimo tio fazendeiro e do dia para a noite o sapateiro se viu na possibilidade de realizar o tal sonho. Imediatamente peitou a coisa e se mandou para Las Vegas. Dali uns dias voltou o cara, meio macambúzio, meio calado. Seus amigos, claro, tocaram a lhe fazer perguntas.

— E aí? Como é que foi?
— Bom, fui lá prum baita dum hotel em que cabia esta cidade dentro. É luz e luxo pra tudo quanto é lado.
— E aí?
— E aí que me colocaram num quartão lá que era maior que este bar aqui.
— E aí?
— E aí que mostrei um bolo de dinheiro pro sujeito lá e pedi uma vedete linda e cheia de plumas.
— E aí?
— E aí que deu uma meia hora e veio aquela mulherona linda de cair de quatro. Vocês imagina uma mulher linda e era aquela lá. Uma pintura de mulher. Cheirosa, brilhosa. Vixe!
— Vixe! E aí?
— E aí que tomamos um champanhe lá, geladinho de doer a goela, e logo ela veio pra cima.
— E aí?
— Bom… E aí é que daí pra frente foi que nem aqui em Bambuí mesmo, sem novidades.

Meu sonho de carro é o Ferrari 250 Testarossa de 1958. Pode ser uma recriação. Não precisa ser um original. Mas tem que ter a mecânica da época, que basicamente é a mesma dos esportivos da marca dos anos seguintes. Motor V-12 de 3 litros, 6 carburadores Weber duplos, uns 300 cv, e pesando ao redor de 750 kg.

Já guiei dois desses, recriações exatas, carroceria de alumínio. Um, vermelho, guiei aqui na pista de Interlagos e também na Rodovia D. Pedro I.  Pude passar um pouco dos 200 km/h e deu para ver que isso não era nada pra ele, que ele furava o ar feito uma pontiaguda flecha, e que tendo espaço seria seguir acelerando que passaríamos fácil dos 250 km/h.

Outro foi um preto, com batom vermelho, que dirigi na Argentina. Mesma coisa, uma perfeição. Desse tenho uma pequena filmagem. Naqueles dias ele iria para a Europa, de onde o haviam encomendado, então ele estava com pneus só para manobrar, uns diagonais Campeão Supremo, finos, pneus que usávamos nos Fuscas, mesmo assim ele tinha chão. Desse tenho um curto vídeo, que mais vale pelo som do V-12 e seus gorgolejantes Weber:

Fora esse 250 Testarossa, e volta e meia um Maserati 300 S, não sonho com outros carros. Sigo o conselho do agora experimentado sapateiro de Bambuí: contento-me com o que tenho à mão e boa. Mas, enfim, acho que o mais importante é onde se está guiando do que o que se está guiando. Mais vale um Uno na pista de Interlagos, ou mesmo numa boa e linda estrada deserta, que um Ferrari se arrastando na Avenida Europa.

AK

Testarossa 1958  DEZ MELHORES CARROS QUANDO DINHEIRO NÃO É PROBLEMA Testarossa 1958

 

Bob Sharp

Acho que carros têm que ter gênese, têm que ter história, têm que ter passado, têm que ter um papel de destaque no automobilismo. E, sobretudo, têm que ser zero-quilômetro. Quem gosta de velharia é museu, quem vive do passado — alguém disse — é a Pássaro Marron, que se diz pioneira do Vale do Paraíba. O passado ficou para trás, o que importa é o presente.

Gosto muito de motores turbo, estão cada vez melhores, torque máximo próximo da rotação de marcha-lenta, tudo isso é fato e os aprecio, tenho escrito a respeito nas matérias do Ae, mas o prazer de acelerar um motor de aspiração atmosférica, especialmente se for um expoente, uma obra-prima, que encerre alta engenharia, é inigualável.

A suspensão tem que manter as quatro rodas no chão de maneira ideal e precisa mantê-las na direção correta em todas as situações. Os freios têm que ser muito potentes e sobretudo coerentes com o desempenho, com a velocidade que o carro pode atingir, um fator mais importante que o peso por ser tomado ao quadrado no cálculo da energia cinética.

O carro que eu desejaria ter, que almejo, e que poderá ser tornar realidade caso me entre uma Mega Sena gorda, tem de ter dois lugares básicos, porém deve ter pequenos bancos traseiros para emergências, como sair à noite com um casal ou transportar crianças. Considero muito esse lado prático (por isso jamais teria uma picape de cabine simples).

O carro que quero tem de ser baixo, no máximo 1.350 mm de altura (esse de que estou falando tem 1.292 mm). Gosto de ficar perto do chão e do assoalho do carro. Jamais “subir” nele, mas “descer”, de tão baixo. E não pode ser pesado demais, o carro que eu gostaria de ter na minha garagem pesa 1.505 kg, está de bom tamanho, especialmente pela excelência do conjunto mecânico.

Um dado muito importante num automóvel é a distância entre eixos Nem grande demais, nem pequena demais, há um ponto ideal que concilia agilidade e estabilidade direcional. Nesse carro que daqui a pouco o leitor vai saber qual é, a distância entre eixos é de 2.450 mm — coincidentemente, a mesma de um carro que curti muito quando mais jovem, o DKW-Vemag.

Finalmente, quando eu quiser quero dirigir a céu aberto, que acho um dos grandes prazeres na vida e ao dirigir. Ah, esse carro deve poder utilizado no dia-a-dia, não ser dado a pequenas panes ou exigir muitas idas à oficina. E nem aos postos, deve ter um bom tanque de combustível — gasolina, nada de flex, por favor.

Será que o leitor já sacou que carro é esse? Tenho impressão de que alguns já… O modelo tem um número, de três dígitos: 911. Especificamente, Carrera S Cabriolet. Motor 3,8-litros aspirado de 400 cv a 7.400 rpm, 44,8 m·kgf a 5.600 rpm. Zero a 100 km/h em 4,7 segundos, “sócio” do Clube dos 300 com 301 km/h. Câmbio? O manual, claro, que na última geração, a sétima, a chamada Série 991, é de sete marchas.

Até o fato de não ter estepe eu relevo, resolvo a parada com o selante e com a bomba pneumática elétrica que vêm junto no porta-malas…

BS

 

911carrera-s-cabrio-2011  DEZ MELHORES CARROS QUANDO DINHEIRO NÃO É PROBLEMA 911carrera s cabrio 2011

 

Está aí algo que o leitor do Ae não conhecia (e nem nós mesmos…), a preferência dos editores do site — se dinheiro não fosse problema!
E assim, gostaríamos de saber qual seria o seu carro se dinheiro não fosse uma restrição.

MAO

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

Publicações Relacionadas

  • CorsarioViajante

    Excelente post, incrível mesmo, me diverti demais lendo e como descobrimos o perfil de cada um… Mas faltou a escolha da Nora! rs
    Se eu tivesse que fazer esta escolha… Entraria para o Clube do 911. Ou uma perua Audi daquelas com S. Ou um série 1. Ou um Golf GTI. Ou um Puma. Ou um i8. Ou um Quattro. Ou um M3. Ou um Lotus. Ou um Toyobaru. Ou um… Putz, tá fogo, já editei a lista dez vezes sempre aumentando.
    Ainda bem que sou pobre, senão morria de indecisão.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Bob, sempre achei que você “sabe das coisas”. Hoje eu me certifiquei: 911! Mas, do Up! ao Monteverdi, a lista é autoentusiasta ao extremo, com a deliciosa diversidade inerente ao ser humano.

    Menção honrosa para PK (Mini JCW) e Josias (Up! German Look) que volta e meia me pego planejando secretamente, já que são dois carros mais possíveis (o segundo já fiz até o test drive para me certificar e me apaixonei)…

  • Antonio Amaral

    Se fosse um só carro que tivesse que me servir para tudo, desde ir ao supermercado até grandes viagens, escolheria uma Forester XT turbo.

    • Domingos

      Pense num WRX também. Mesmo conceito e marca, mas um pouco menos de espaço e peso.

  • Leandro

    Espetacular a matéria e algumas escolhas.
    Tenho um pouco do Bob e do Josias. Quero um galpão para colocar vários carros. Mas quero carro zero-km.
    Sonho com os Porsche e Lambos para marcas intangíveis no momento, VW, Audi, BMW são as “menos” intangíveis.
    O importante é o sangue alemão, com uma pitada italiana.
    Abs

  • Vinicius

    Tô com o Bob Sharp nessa.

  • Rafael Sumiya Tavares

    Todos fantásticos em suas escolhas, nada de exageros, apenas o gosto pessoal e o prazer de usá-los!
    Permitam-me dizer o meu… Assim como o AK disse, é preferível sonhar com algo com que já sabemos que é bom, assim não haverá decepção e nossos anseios estarão atendidos! Desde a minha infância sempre gostei de carros grandes e de visual elegante, do tipo que denota um ar nobre ao primeiro olhar, mas ao mesmo tempo precisa ter um toque de voracidade quando o vejo parado, parecendo que quer atacar uma presa… Vejo muito disso em modelos BMW e Jaguar, mas curiosamente não é nenhum destes, até porque nunca tive oportunidade de dirigi-los, minha escolha vem de uma antiga admiração de quando eu via as propagandas deste carro nas revistas Quatro Rodas, quando eu os via andando por bairros mais nobres em São Paulo a uns 15 anos atrás. Para minha felicidade meu pai comprou um desses em 2009 e eu comprei o carro dele em 2012, hoje infelizmente estou vendendo-o por motivos maiores, mas não deixei de gostar dele. O carro desejado é o Mitsubishi Galant de oitava geração na sua versão VR4, com um belo 2,5L V-6 a 60º com dois turbos e potência limitada a 280cv, câmbio manual de 5 velocidades e tração integral. Alguns dirão que esse carro nunca existiu no Brasil, sim, o meu é um VR 2,5L V-6 aspirado de câmbio automático, e a minha escolha recai no VR4 justamente por ele perder a característica de frente pesada (tração dianteira) e a anestesia do câmbio epicíclico de 4 marchas. É o carro que sempre gostei, sei que é bom e me veste perfeitamente!

  • Audi RS4 Avant… Azul! (não aceito outra cor) Estou igual ao Meccia, sem maiores justificativas…

  • Klaus

    Sou mais simples: Uma RAM 3500 Longhorn com rodado duplo atrás e câmbio manual Tremec de 6 marchas looongas. O turbodiesel “chipado” e retrabalhado para uns 600 cv e suspensão e freio melhorados de acordo. E Bordeaux perolizado com interior grafite.

    • Domingos

      Esse deve ser do Texas hahahahha

      • klaus

        Na realidade do Paraná… ( o que dá quase na mesma)kkkkkkk

  • Mingo

    Caramba! Esse foi um post épico. Um dos melhores que já apareceram por aqui no AUTOentusiastas.

    • MAO

      Mingo,

      Obrigado!
      MAO

  • Fabio Vicente

    Se eu fosse escolher um carro definitivo para minha vida, e dinheiro não fosse o problema, este carro seria um Cadillac CTS-V 4 portas da antiga geração – câmbio manual.

  • Nerd de Carro

    O novíssimo Porsche Cayman GT4!
    Há muito tempo esperava um pequeno Porsche 0-km que concentrasse todas as minhas paixões (motor central, tração traseira e câmbio manual) com considerável e confiável potência garantida pelo fabricante.

    • Domingos

      Inclusive esse GT4 tem feito algumas marcas iguais as da 911 GT3 da geração anterior, o que é muito rápido.

      Aquele painel de carro de verdade, com tudo no lugar, mais o câmbio manual e essa performance para mim só perderiam o posto de único carro para um BRZ com motor e tração WRX 2.5.

      Se a Subaru não o fizer nunca, teria o Cayman também. Boa escolha!

  • Harry Stefano

    Bob e demais entusiastas. Definitivamente são ótimas escolhas, pois é o gosto de cada um. E cada gosto com seus motivos e “sensações” que tais modelos passam.

    Na época em que peguei o meu carro, para mim não tinha melhor carro. Motor turbo 2.0, câmbio super moderno de dupla embreagem que se casa muitíssimo bem com o motor de origem Audi, câmbio dupla embreagem vindo dos Audi também. Suspensão traseira multibraço, direção elétrica. Diversão ao volante garantido. Não é como o RS 7 citado, mas da um belo coice na arrancada. Anda como um v6, mas bebe pouco, bendito downsizing! Tendo ainda as sopas de letrinhas, pra segurança passiva e ativa. E tudo isso sem custar demasiadamente caro. Todas características apreciadas pelos reais autoentusiastas. Que pra mim me agrada muito. Hoje existe muitíssimos outros concorrentes, talvez até melhores. Mas estou satisfeito com o meu. Que em minha opinião foi e é uma ótima aquisição. Meu carro é um VW Jetta TSI.

  • Hugo

    Um nada simples Citroën SM versão francesa e não americana. Belo, veloz, eficiente e confortável para sair ao redor do mundo…usaria a vida toda…aprenderia o que ainda não sei sobre mecânica e hidráulica…faria parte do clube dos 200km/h…e de cara curtiria o v6 italiano…nada mais.

  • Marcelo R.

    Gostei do post! Mas…

    “SEGUNDA NOTA DO TIO: Tenho outra lista, também bem grandinha e secreta, muito mais interessante. A relação dos carros que, se me derem e eu precisar usar, não aceito. Se puder vender, até pego. Para rodar, jamais.”

    … fiquei curioso e gostaria de conhecer essa lista do Josias.

  • xineis

    Com certeza esse é uma das 3 melhores postagens que já li, não só no AE, mas também na imprensa automobilística.

    Se eu pudesse escolher qualquer carro, sem restrições, não teria ideia de por onde começar, até porque nunca dirigi os carros com que eu sonho. Algumas escolhas, porém, seriam: Ford Mustang 1968 com carroceria Fastback, Ferrari F40/F50, Honda Civic VTI, Porsche 911 (dos antigos, igual ao Carlos Meccia) e um Audi RS6 Avant (com o V10 de preferência). Desses, o mais alcançável é o Civic VTI.

    • Xinei! Vou dar um printscreen desse deu comentário!
      68 FastBack me faz tremer! Por isso passai a preferir os Mustangs aos Camaro! Esta na minha lista! F40 sim, F50 não! Civic VTi – demais! 911 deve ser interessante, mas o Cayman me atrai mais. RS6 Avant, muito nervosa para o dia a dia. VTi deve ser divertidíssimo mesmo! Valeu! Abraço.

      • Domingos

        Com o tempo a F50 tomou para mim o lugar da F40. É como se fosse a F40, porém linda. E o V12 não me faria sentir falta do turbo V8.

      • NightRider

        Não sabia que a RS6 é nervosa para usar no dia-a-dia, seria uma resposta para a pergunta do post. Outra carro que balança meu coração é o Lancer Evolution X. Um amigo tem e diz ser tranquilo de usar nas ruas. O que diz ? Já experimentou algum ?

        • Domingos

          Uso normal no dia a dia, chegando até a ser “chato”. Nem é duro por exemplo.
          E um animal de reta.

      • xineis

        Eu nem lembro o motivo direito, Paulo, mas entre todos os “muscle cars” eu sempre gostei mais do Mustang. Outro Mustang que eu não citei foi o Shelby GT500, que me agrada muito.

        Já entre os Porsches atuais eu concordaria com você. Escolhi o 911 pela história e porque gosto dos Porsches antigos, menores e mais “brutos” que os atuais. Gosto mais das linhas do Cayman e sempre que leio a respeito, vejo que ele é mais neutro que o irmão mais velho. Aliás, em pouco tempo deve ser lançado o Cayman GT4. Esse entra para a minha lista! Abraço.

  • JT

    Se dinheiro não fosse problema, eu teria uma Baquet. A barata até que é baratinha, feita de ferro velho com peso aliviado. Caro mesmo é deixar o trabalho de lado para participar dos Grandes Prêmios de Baquets, que duram semanas no interior do interior da Argentina:

    http://www.mplafer.net/2015/02/baquets.html

    • Roberto Mazza

      Excelente link

    • Bem inusitada sua escolha. Mas vendo o belo post com as belíssimas fotos, eu entendi! Abraço!

  • REAL POWER

    Porsche 911 Turbo S, na cor branca. Para curtir com a esposa e os 2 filhos pequenos.

    • Turbo S! Será que a esposa vai gostar dos coices? Abraço!

      • REAL POWER

        Minha esposa virou autoentusiasta mesmo antes do nosso casamento. Pois sempre estive ligado a competições, carros com motor preparado etc.. Pensa numa mulher que não gosta de motor fraco, apesar de ser extremamente suave sua condução.O filho mais velho, já entra no carro falando “acelera pai, pé no fundo”. KKKKK.
        Uma simples acelerada é ele já abre um sorriso. Pegar a estrada para minha família é uma alegria. Imagina então a bordo de um Turbo S.!!!!!!!!

    • Domingos

      911 pra mim é Verde Musgo metálico com interior todo em caramelo. Vi uma assim, bateu nos meus olhos e assim ficou.

      Acho todas as outras feias depois disso. Talvez a amarela sólida ou a prata fiquem boas também. Branca é ok.

      Bonita mesmo é a verde musgo e fim de papo!

  • João Fortes

    Faço das palavras do PK as minhas: “Claro que tudo que é meu uso com cuidado. Mas o cuidado nunca vai me impedir de usar”, carros e coisas em geral são feitas para serem usadas, e não guardadas imaculadas como em um museu. Como sempre as palavras do MAO descrevem bem as ideias que tenho também, ficar imaginando carros baseados em valores, em configurações, em épocas, enfim. O carro que eu teria seria o McLaren F1 GTR de corrida, com motor BMW, sem um motivo racional, seria uma escolha totalmente passional, primeiro pela história do carro em si, tanto o de corrida quanto o Macca de rua, e muito também pelo motor BMW, tenho uma 325 coupé e36 e acho um dos melhores motores aspirados que já guiei, muito visceral!

    • Ah o F1! Essse sim está na minha lista!

      • João Fortes

        Esse para mim é divino, mas uma escolha única e definitiva seria um Audi RS 6 Avant com certeza, penso na família também, não é? Para ser o único tem que ter um pouco de cada coisa, espaço, desempenho, beleza e confiabilidade.

  • Andreoni

    Che, que lista legal!!
    Eu compraria um Porsche 356 Coupê.
    Sei lá, sempre gostei de clássicos e este me assombra, hehehehe!!!!!

  • Juvenal.Jorge

    Josias,

    a lista dos carros que você não teria nem usaria me despertou o interesse. Escrevi há tempos um texto sobre algo assim, e as reclamações foram várias. Muito interessante.

    Poderia escrever explicando para todos ?

    Meu texto: http://autoentusiastas.com.br/2010/06/dez-carros-em-producao-que-eu-jamais-compraria/

    • Juvenal, meu caro.
      Esta lista é secreta e assim vai continuar. Sou profissional e o fato de, pessoalmente, não ir com os cornos de um determinado veículo não me impede de analisa-lo para o leitor. Sempre existe quem vai gostar. Gosto pessoal é uma coisa, analisar um produto de forma isenta é outra. Mal comparando é uma mulher horrorosa grávida. Alguém gostou. abs

      • Mandou bem JS! Mas o que me interessou foi essa 850T. Vamos fazer uma matéria sobre ela juntos?
        Abraço!

        • Fernando

          Daria um bom comparativo duplo com uma 328i Touring hehehe

        • Domingos

          Façam. Acho que não tem um carro do Josias que eu goste, ao menos dos que ele já comentou por aqui, tirando essa 850T – que até hoje me encanta.

          A propósito, não acho que a lista de negativos seria algo “anti-profissional” se feito como opinião pessoal e não como avaliação do carro.

          Até porque enche as pitangas sempre um carro ser lançado e só ouvir coisas bonitinhas sobre ele. Com clássicos também.

          Um espaço além das avaliações onde se pudesse dar umas opiniões “sem rodeios” sobre o que cada um acha seria legal. Dado que não estamos em sites onde o retardo impera e os comentaristas parecem cheer-leaders, o nível seria bom.

      • Juvenal Jorge

        Josias,
        KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
        Registrado.

  • Fat Jack

    Se fosse somente um carro, haja visto que eu tenho família e tals (entenda-se trolhas aos montes pra carregar nas viagens) ficaria com acho este:
    BMW B10 Alpina Biturbo
    (0 a 100 na casa dos 5s e máxima acima de 280km/h)

    • Fernando

      Para a difícil escolha de um só carro, algumas Alpina também me passaram pela cabeça, é um raro caso de conseguirem melhorar o que já é incrível.

      • Fat Jack

        Essa versatilidade de ser utilizável em 100% das condições, aliada a (na minha opinião) beleza do conjunto e o desempenho majestoso me fez querê-lo mais que qualquer outro…

    • Muita carronalidade!

  • pkorn

    Estou com o Porsche do Bob Sharp, dá pra conviver…hehe

  • guest

    Identifiquei-me com o André Dantas… concordo com o up!, mas eu trocaria o Dobló por um Livina.

  • Renan Veronezzi

    Um Honda NSX, com os faróis com lente de acrílico e de preferência branco.

    • Apesar de clássico e revolucionário nunca mexeu com minha emoção. Mas é uma máquina maravilhosa. Quem sabe se eu andasse num pudesse me entusiasmar!

      • Renan Veronezzi

        Tem toda a história do carro, que chega a ser mítica… Se você conseguir algum dia um NSX para guiar, dá uma chegada em Descalvado, aí aproveita pra falar que eu estava certo rsrsrsrs.

    • MAO

      Também gosto muito do NSX. Foi sério candidato…
      MAO

      • Renan V.

        Se o NSX não existisse (sacrilégio), escolheria um 911 Carrera geração 991, na série 50th anniversary edition.

    • Renato Mendes Afonso

      E me arrisco dizer que um Type R de última geração, não perde em nada em comportamento dinâmico para muito super carro de época, e mesmo alguns mais recentes.

      Esse V-6 é um espetáculo de se ouvir. Pena que não tem um Type R na cor laranja.

  • m.n.a.

    legal !

    mas o que fazer quando a pessoa, apesar de admirar a tecnologia e o “mundo novo”, é modesta, gosta do “passado” e já possui o “sonho de consumo” ?

    caravan 250-S….

    prático, sem frescuras e anda um monte, mesmo com 4 marchas…e com o acessório “corrente de pneus” pras subidas de lama…

    (estou pra ver um carro similar onde caibam 3 bicicletas desmontadas e seus respectivos “bikers”, todos com cinto de segurança ! ! !)

    com uma melhoria em freios e suspensão ficaria mais do que excelente….

    mas o que eu gostaria mesmo era de uma GASOLINA DECENTE, INFRA ESTRUTURA DECENTE e LEIS MAIS DECENTES pra rodar nossas máquinas no Brasil !

    • 250-S com um escapamento especial tem um dos sons mais lindos! Uma Caravan Diplomata todinha original menos o escape!

      • Fórmula Finesse

        Não seria nada mal, aquele visual sisudo coadjuvado pelo berro irracional de um 250-S livre e com algumas massagens no motor…

  • Tiago

    Toyota GT86. Acho que leram meus pensamentos quando o projetaram…

  • Christian Sant Ana Santos

    Quais seriam? Para começar, uma classe S 500 e um 500 Abarth.

  • Zema

    Fiquei curioso pela segunda lista do Josias Silveira.

    • CorsarioViajante

      Mais um aqui querendo um post a respeito!

  • Pedro Maia

    Lembro-me de uma ocasião que uns amigos e eu discutiamos algo semelhante, mas a pergunta era: Se pudesse ter só um carro para o resto da vida, qual seria?

    Na ocasião eu disse sem pestanejar: Impreza Sti “Bug Eye”. Pedigree de corrida e a praticidade de um sedã médio tudo num carro só.

    Um dos amigos respondeu que usaria um 911 arrefecido a ar. De início estranhei a resposta; mas depois pensando (por muito tempo) sobre o assunto, acabei concordando.

    Essa memória veio a tona porque achei que o post do Meccia foi genial, realmente não há necessidade de enumerar as justificativas para
    pegar este carro.

    Sobre as outras escolhas, gostei bastante. Não concordo com algumas, mas acho muito legal que vários segmentos tenham sido contemplados na seleção.

    • Pedro! bug eye é legal! A ideia não era que todo mundo concordasse com tudo! Eu inclusive estou vendo alguns escolhidos pelos leitores que eu esqueci de considerar. Abraço!

  • Mr. Car

    Qualquer um e só um? Não tenho dúvidas: uma daquelas magníficas, espetaculares, sensacionais, soberbas, e maravilhosas barcas mericanas dos anos 50, em estado de mint condition. Qual exatamente eu escolheria? Aí, meus caros, a coisa complica. Complica demaaaaais.

  • CCN-1410

    A foto do comentário do André Dantas está errada.

  • Lorenzo Frigerio

    Para não citar os clássicos de sempre… Pontiac Trans-Am 455SD 1974, Charger 1968, Roadrunner 1971, BMW M3 3.2 com 343 hp ou V8 com Tiptronic no volante, Ferrari 365 GTB “Daytona”… eu iria na boa com um Scirocco Type R, completo com alavancas no volante, bancos elétricos (não o “concha”), teto solar etc.
    Tenho curiosidade para saber qual a escolha do Ogro, espero que ele se manifeste.
    Quero saber também a opção do Mr. Car. Já sabemos que o interior será monocromático.

    • Mr. Car

      Como você deve ter visto, Frigerio, eu escolheria uma barca dos anos 50. Neste caso, além dos interiores monocromáticos, havia também muitas opções de interiores bicolores, que acho tão fantásticos quanto. Azul e branco, verde e branco, vermelho e branco, bege e branco, além de duas tonalidades de cada uma desta cores, etc…

      • Lorenzo Frigerio

        Nesse caso, é difícil de bater esses dois. São meus favoritos dos anos 50. Buick Super 1954 (tem um idêntico em SP, placa ARS-1954) e Plymouth Fury 1958 (“Christine”), abaixo na padronagem original – a versão vermelha do filme ficou boa, mas nunca existiu:

    • Scirocco! Esse novo me atrai bastante!

  • Guilherme Jun

    Vou misturar Bob e Meccia: Porsche 911 Targa 4 GTS.

    Mas se for para considerar o conselho do AK, acho que seria um Civic VTi.

  • João Carlos

    Pensando no meu dia a dia, carro médio não dá mais, as vagas de estacionamento e faixas de trânsito parecem que tem um Key Jidosha como medida. Gosto de hatch. Eu teria apenas um Polo 1,4 turbo com caixa DSG. Serve pra tudo, viagem, cidade, levar passageiros. É rápido o suficiente na estrada, na cidade mais rápido que um esportivo se arrastando nas depressões e valetas de São Paulo.

    • Domingos

      Se pudesse escolher 2 carros, o carro de dia a dia que eu escolheria não ficaria muito longe de um desses.

      Iria querer um carro simpático, compacto e econômico para essa proposta. E aí, como dinheiro não é problema, poderia até ser uma versão “excentrica” de um desses como turbo + motor manual e cor que ninguém quer, afinal a revenda seria a última preocupação.

      • Domingos

        + câmbio manual quis dizer.

    • CorsarioViajante

      Já que é para sonhar, que tal um Polo 2.5 cinco cilindros? 🙂 Tem as mesmas qualidades mas um ronco delicioso.

  • Guilherme Jun

    Depois que ouvi um Galant V6 com escapamento furado na região da Avenida Paulista, me interessei pelo carro. Na verdade um interesse meio doido, tipo o do MAO pelo Nissan Maxima.

    • Rafael Sumiya Tavares

      Guilherme Jun, antes de resolver vender o meu, ele estava com um abafador de inox de 5″ polegadas, coisa fina, ronronando em marcha lenta e urrando em alta! Nada escandaloso, um som de respeito pra um V6…

    • Domingos

      Carro assim é que nem aquela mulher que você acha meio feia, mas tem alguma coisa que você olha e surpreende de um jeito que dá uma vontadezinha de levar pra casa… Nem que seja por um tempinho só.

  • CorollaFocus320

    Sem limites, mas 03 me deixariam com sorriso de orelha: 1-Mercedes-Benz 500K Cabriolet “a”; 2-Bugatti T-57 Atlantic; 3-Lamborghini Countach LP5000. Teria, na ordem: meu carro favorito, o carro mais belo e os roncos mais deliciosos do mundo…

  • Newton ( ArkAngel )

    Escort RS Cosworth. Sem maiores explicações.

    Mas o Kia Opirus também é legal.

  • Fórmula Finesse

    Típica pergunta de muitas respostas, dependendo até do humor do questionado quando da indagação!
    Mas enfim, vou ser sucinto:
    – Não tendo problemas com a bufunfa, pensaria em algo grande, caro, rápido e exclusivo…como não? Depois de crescer lendo testes de supercarros, seria um enorme desperdício de “desejo” considerar a compra de algo pragmático; ora de pragmático (nos mais variados níveis, mas sempre pragmáticos), devo ter guiado várias centenas de veículos; não seria em um pedido derradeiro e abençoado que eu trairia meus mais íntimos desejos automotivos. Eu precisaria matar a sede, a paixão…experimentar o cálice dos Deuses; pro diabo com os aspectos práticos, já que teria sempre um estepe automotivo para essas expensas.
    Teria que ser algo dramático e italiano, como eu (italiano, mas não dramático!)…e a cachola pensa em algo nada”prático”, bonito de entortar os pescoços e potentíssimo, com acelerações similares a queda livre: F12? Aventador? O futuro Super Veloce? Bacana…mas teria que ser algo que representasse o esforço máximo de um fabricante em determinado momento; o único da sua estirpe, o campeão da marca, o aglomerado mecânico e artístico da fábrica – em seu auge – em um só carro…o último gozo!
    Teria que ter caixa manual, para que me ensinasse a cada passeio como se deve tratar uma dama, sem trancos, sem rateadas na embreagem…o exercício da pura arte de andar forte, fraco…mas sempre macio, a tal ponto do carona do lado pensar que motorista fu#&*ö é você!
    Todo passeio seria uma operação de guerra, visto nosso asfalto, mas por serem mais esparsos, essas esticadas seriam ainda mais emocionais; a expectativa de novo voo solo…um tapa na monotonia!
    Poderia ser uma não italiana, poderia ser um colosso técnico como o McLaren F1: leve, dizem que é fácil de conduzir, sensata, brutal, linda…mas eu quero ler um manual em italiano vivo, não no asséptico inglês; eu quero ver a etiqueta da fabricante de tintas da rossa embaixo do painel, eu quero um volante parecido com os Momo na frente, para agarrar firme com as duas mãos, eu quero precisar medir antes a traseira com um golpe de olho para passar em fileiras apertadas, eu quero o uivo de muitos cilindros, parentes próximos dos motores que empurraram os ombros de A.Prost e cia; eu quero história, forja, fogo, ferro e paixão…eu quero uma F-50!
    (Semana que vêm, a resposta muda..rsrsrsr!)

    • Domingos

      Já pensou num 612 ou 456? Já que gosta dos V12 italianos e ao mesmo tempo quer algo grande… Um F50 é grande pelo exercício de aerodinâmica, um 612 é grande pelo espaço e pela elegância…

  • Roberto Mazza

    Em vez da Dobló do André Dantas, poderia passear a bordo de uma VW Sharan TSi DSG (até os argentinos já tem), ou VW Touran, ou mesmo Multivan ou Califórnia. Ou até a nova Renault Espace, que ficou belíssima, outra nave. Todas facilmente detalhadas numa googleada. E pra rodar sozinho serve um Polo GTI, na Europa, porque aqui não haverá. Triste nosso país.

  • CCN-1410

    Sem mais nem menos: Morgan 4/4 vermelho.

  • CCN-1410

    Tem carro mais lindo esse?
    Para completar, uma casinha no interior da Inglaterra e um reloginho PP Cal. 5296, hehehe…

  • Eduardo Oliveira

    Citroen C6 V6.
    Não tem motivo, mas sou apaixonado por esse carro.

    • Domingos

      Uma ótima escolha para único carro. É um carro cativante e fenomenal como… carro. Confortável, espaçoso, bonito e criativo sem apelar muito.

      Não tinha me passado na cabeça. Se não gostasse tanto de carros com mais desempenho, embora também não seja tão para o lado dos absurdos, seria um que balançaria na minha escolha.

  • RoadV8Runner

    Difici, mui difici escolher um único carro se dinheiro não fosse problema. Ao contrário do Bob, meu coração balança mesmo é para os antigos, justamente por serem imperfeitos, manhosos, traiçoeiros até. É preciso aprender como o carro se comporta em cada situação, não existem auxílios eletrônicos de qualquer espécie para corrigir uma acelerada mais forte na hora errada, por exemplo. E nem pensar em bater, pois a chance de você terminar enlatado e partir para o outro lado da vida é grande.
    Isso posto, depois de muito avaliar entre dois finalistas (o outro era o Mustang Boss 429 1970), no fim acabei escolhendo um Plymouth Road Runner (por que será?…), modelos de 1968 a 1970, na maravilhosa cor sólida laranja, com motor aspirado e preparado sem dó (pode ser o 426 Hemi ou o 440 Magnum), alimentado por dois mastodônticos quadrijet e aquela maravilhosa marcha-lenta bem embaralhada, que numa acelerada forte limpa a garganta que é uma beleza, consumindo uma quantidade descomunal de gasolina, que deixaria qualquer ecochato em pânico…

    • Fat Jack

      Concordo Road, também sou fã dos antigos…
      Eu acho que a diferença pode ser que alguns preferem os carros mais rápidos (falando de forma genérica e sem nenhuma base científica: os mais novos) enquanto outros preferem aqueles que nos dão maior sensação de estarmos rápido, mesmo não estando (acho que os antigos e suas imperfeições me trazem esta sensação com maior facilidade). Além de me “transportarem” para momentos saudosos do passado…

  • Adorei!!!!! Um carro com muita carronalidade! Valeu!

  • Esse Jetta é do tipo come quieto! Bela escolha!

  • Adoro esse Cayman! E também o TT. Mas o Cayman tem motor central. Seria uma boa opção para andar todos os dias! Abraço!

  • Um Corvette civilizado! Nem tanto! Belíssima escolha! Adorei.

  • Adorei o épico! Mas qual seria o seu carro?

    • Mingo

      Pode até soar estranho, mas eu gostaria de um carro que não fosse movido à gasolina (aqui no Brasil não tem condições de usar esse combustível). Então teria que ser um motor a álcool, com corrente de distribuição (odeio trocar correias dentadas de borracha), que fosse econômico e durável, pudesse ser usado no dia-a-dia e carregasse pelo menos 4 passageiros. Ah! E que não pagasse mais IPVA. Um Escort Mk 3 CHT prá mim já estava ótimo!

      • Domingos

        Um Ghia (bem raro) ou XR3 até hoje são legais. Porém para ser entusiasta teria que estar em perfeito estado…

        • Mingo

          Claro, Domingos! Em perfeito estado, lógico. Se for o Ghia, melhor ainda, pois “orna” melhor com minha data de nascimento…
          Às vezes aparecem alguns à venda por aí, mas preço de carro antigo no Brasil é surreal.

  • Klaus, essa seria legal para assustar o meu chefe!

  • Tem que ser azul mesmo!

  • João Carlos

    Sobre o que o Arnaldo citou, está numa coluna do Bob: http://migre.me/ouuN4

  • Muito legal sua escolha. Um carro pouco cobiçãdo, mas com muita carronalidade! Abraço!

  • Fernando

    A opção do André Dantas me impressionou pela utilidade e dedicação, e sinto parecido sobre a escolha, eu sentiria o arrependimento de talvez não ter escolhido o melhor para mim se tivesse que escolher só um carro.

    E como o MAO disse, acho que as imperfeições dos carros mais antigos, ou o fato de não se poder mais comprar um em uma loja qualquer, façam dar até saudade dos que não dava tanta bola antes.

    Da forma como o Josias disse, eu teria também dificuldades de escolher um só carro, acho que entraria em um loop infinito.

    Mas nos que pude experimentar e ansiosamente comprar, creio ser alguém satisfeito e que chegou em alguns sonhos, na forma de dois carros que já me fizeram pensar com a cabeça no travesseiro pude realizar e penso que não os trocaria por outros.

    Foi onde cheguei e vivi do que o Arnaldo disse, algumas decepções e aprendi a dar mais valor ao feeling do que à imagem.

    O que eu queria mesmo era ter boas ruas para usá-los sem maltratar tanto, e segurança para mim e demais que por elas passam.

    Entrando no embalo e seguindo a lógica que não precisaria me desfazer do que tenho, se fosse escolher um só, faria conforme a escolha da esposa, que com tamanho bom gosto e sabendo que ela realmente gostou quando andamos em um, a paixão por Mustang faria ser o escolhido um Mustang GT para ser mais um na garagem, certamente não é algo caríssimo nem tão impossível assim, mas acho que seria algo até que equilibrado para fazer a família ter mais um motivo para curtir os finais de semana.

    • Domingos

      Eu me acho engraçado quando vejo todos os meus amigos que gostam de carro fazendo um esforço danado para ter 3 ou 4 modelos diferentes, às vezes até sacrificando na qualidade para poder ter um modelo já saído de linha mesmo assim.

      Pessoalmente não tenho paciência para manter mais que uns 2 carros e como gosto que estejam perfeitos, não teria mais que isso mesmo que pudesse.

      Alguns aqui vejo que são assim, mas parece que existe mesmo uma vontade de “multiplos parceiros” por parte da maioria dos entusiastas.

      Mesmo que tivesse todo o dinheiro do mundo para carros e não me fosse limitada a escolha a um só, provávelmente teria ainda esses mesmos 2 carros (um excelente para o dia a dia e um que teria por puro prazer entusiasta).

      Talvez adicionaria aí um clássico ou um antigo que apreciasse muito, pois rodaria bem pouco e aí não me incomodaria de mantê-lo.

      Mas sei que provávelmente ia acabar sendo vendido também, pois se encontrasse um outro clássico que gostasse mais, com colecionismo é que eu não ia ficar…

      Odeio manter muita coisa, prefiro manter um carro absurdamente complicado de manter que 3 ou 4 fáceis.

      Sigo o mesmo com mulheres. Uma só está mais que bom para a cabeça!

      • Fat Jack

        Pessoalmente paciência eu tenho, me faltam é verba para adquiri-los e tempo para desfrutá-los como fazia com este…

  • Bela escolha!!!! Realmente é um faz-tudo!

  • Eu ficaria feliz com um upzinho para o dia-a-dia! Valeu!

    • Marcos Namekata

      A contrapartida da escolha dos SUVs para o trânsito urbano por não-autoentusiastas é a escolha do up! para o dia-a-dia por autoentusiastas. Nada mais racional e coerente.

    • CorsarioViajante

      TSI duas portas por favor! 🙂

  • Ué! Ele escolheu o up! também!

    • CCN-1410

      Eu considerei o Doblò mais importante pelo que ele descreveu, mas isso não muda nada, hehehe…
      A minha escolha foi um Morgan 4/4 vermelho, para usar apenas nos finais de semana, mas se fosse para escolher mais de um, certamente teria Twingo, up!, Ka (o último da primeira série), e até um MINI Cooper.
      Pensando melhor, incluiria também um Tata Nano amarelo e um smart.
      Valeu!

  • Toda escolha implica em uma perda!

    • Mr. Car

      Neste caso, implica em várias perdas, Keller. Dolorosas perdas, he, he, he!

  • Luis

    M550d (diesel) com motor triturbo e torque monstruoso com boa potência para quase tudo e um aventador como superesportivo.

  • Bera Silva

    Muito divertida a matéria. Gostei muito de lê-la.
    Tal qual o Josias, não conseguiria ter um único carro. Esse tipo de escolha mata uma pessoa indecisa… Pois bem, o que me vêm a mente no momento é um BMW E30 M3. Diferentemente dos outros modelos “M”, este foi criado para fins de homologação em corridas.
    http://www.bmwblog.com/wp-content/uploads/BMW-M3-E301-750×500.jpg

  • César

    Se dinheiro não é problema, dificilmente um autoentusiasta se contentaria com um carro novo. Ou moderno, como se queira.
    Ele teria que ser antigo, como todo bom carro deve ser. Cheio de personalidade e com algo para “mexer”. Pode ser no motor, no câmbio, na parte elétrica. Não importa. O que vale é meter a mão na graxa.
    Não que o modelo que eu elegeria tenha defeitos crônicos relacionados à falta de qualidade, como sói acontecer nos veículos atuais. Mas creio que, pela idade, ele poderia ter pelo menos algumas lâmpadas para serem trocadas.
    Se a grana não fosse problema (geralmente é solução), eu não ficaria satisfeito com um modelo esportivo. Sou mais de suntuosidade, de ostentação.
    E a minha escolha poderia ser um Rolls-Royce, quem sabe um modelo dos anos 60, quem sabe um modelo similar ao utilizado pela presidência da República…

    • Domingos

      Bom, é preciso separar os sonhos automobilísticos dos sonhos por saudosismo ou mecânica – da mesma forma que não é qualquer novidade que é entusiasta.

      Sob o aspecto do carro em si, meter a mão na graxa acho uma experiência secundária e na qual qualquer carro é parecido. Prefiro dirigir mesmo.

      Só considero que uma pessoa é realmente entusiasta de mexer no carro quando enxerga a coisa mais pela realidade do que por comparações do tipo antigo versus novo, mitos de melhor ou pior pela idade ou original versus mexido.

      Se for tirar dos que gostam de carro mexido os espertões que apenas gostam de falar “ganho de carro tal original”, sobra bem poucos que fariam o mesmo esforço e teriam prazer em mexer no carro.

      Da mesma forma, se for tirar os que ficam reciclando carros bem antigos da grande massa que pensa besteira sobre carros novos ou que não pode comprar um novo – não seria o caso aqui – também sobra poucos.

  • LeandroL641

    Não tem nada que seja mais completo pra mim, que associe diversão e funcionalidade que o Toyobaru.
    É novo, tem tração traseira, motor boxer, câmbio manual, não vai gastar horrores de gasolina e ainda tem um visual bacana.
    Com um desses eu sempre pegaria o caminho mais longo.

    • Domingos

      Eu estava pensando nisso e até foi motivo de uma pergunta do meu pai sobre esse mesmo assunto: qual carro eu teria se dinheiro não fosse problema e se fosse para tê-lo para sempre ou por muito tempo.

      Porém gostaria do BRZ com tração nas 4 de 3 diferenciais e o motor 2.5 da Subaru, devidamente atualizado para um pouco mais de economia/potência e atingindo um pouco mais de RPM.

      Manual e com aquela posição de dirigir, junto com esse motor, me dá até um orgasmo mental antecipado. Esse motor era muito bom e o BRZ tem tudo, absolutamente tudo, no lugar certo.

      Ainda seria prático, com bom porta-malas e 4 assentos que dão para usar em necessidade – como no Porsche.

  • Renato Mendes Afonso

    Se for “pra casar”, tem algumas características que eu faço grande questão:

    1 – Coupé – Não precisa ser grande mas não deve ser compacto. Algo perto de 4,50m é bem adequado. Duas portas, dois bons lugares para quem vai a frente (até pode ser um 2+2, mas não faz grande diferença). Acho que fica meio entendido que gostaria de um carro bom de chão.

    2 – “Front Engine, Rear Wheel Drive” – Entendo plenamente que não é algo necessariamente mandatório para o prazer, mas acho que só uma arquitetura de drivetrain dessas para contribuir com minha felicidade plena

    3 – Manual de 6 marchas – Podem até ser 7, porém o importante é uma transmissão que utilize o máximo o potencial do motor (que deve ter boa potencia). Pelo menos 6 marchas devem ser plenas.

    4 – “6 em linha” – Entendo que um V6 seja mais adequado para distribuir o peso entre os eixos, ou mesmo um V8, mas além de lindo fisicamente dentro do cofre do motor (opinião pessoal), o ruido é ímpar. Principalmente se for um girador insaciável, mas ainda sim ronca de forma bela mesmo com um turbocompressor abafando.

    O BMW serie 4 muito invade meus pensamentos (M4 em particular) devido sua beleza e todas essas características citadas acima, porém como sou o que chamam de “Geração Gran Turismo” (e não tenho vergonha alguma de admitir), o carro dos meus sonhos é um carro que perpetua em praticamente todos os games.

    Apesar de ótimas avaliações na mídia automotiva, não chegou a ser um carro notável, expoente ou mesmo histórico como os vários citados, mas fazem quase 15 anos a partir do meu primeiro contato (virtual, claro) e até hoje é um carro que me cativa um bocado. é a quarta geração do Toyota Supra.

    • Guilherme Keimi Goto

      A sinfonia dos 6 em linha dispensam qualquer explicação

    • KzR

      “Motor 2JZ?! Cara, isso aqui é incrível… vence qualquer coisa!”

  • marcus lahoz

    Se fosse apenas um, acho que um m3. Apesar do gostar demais do 911.

  • ederff

    Levando em conta que continuaria com meu carro de transporte, iria com um carro bem egoísta, que só leva o motorista.
    Dos carros da nova geração da escola do Colin Chapman, o BAC Mono é o mais interessante no meu ponto de vista.

    http://content.topgear.com/Wallpaper/big/bacmono4.jpg

  • Mr. Dammit

    Se dinheiro não fosse problema e fosse pra escolher um carro, acho que seria bom escolher algum modelo marcante ou revolucionário; um DS, a “deusa” da Citroën seria uma boa escolha. Mas eles tinham o 2 CV, que era bem mais carismático; carisma por carisma, é melhor ficar com um Fusca. Mas esse é um carro um tanto simplório, melhor ficar com um mais “entusiasta”, e que melhor carro representa essa faixa que não um Alfa Romeo? Mas, mais entusiasta ainda deva ser passear em finais de tarde com uma 250 California, não? Mas esses carros são muito esportivos, e esportivos são duros e barulhentos, melhor algo mais luxuoso, quem sabe um Mercedes-Benz? Mas este é muito sisudo, melhor um espalhafatoso Cadillac 59. Mas este é grande demais; não vai caber na garagem. Melhor diminuir. Acho que um Fiat 500 clássico cabe melhor. Aí encolheu demais. Talvez o 500 moderno seja uma melhor escolha. Mas há os MINI como alternativa! Mas por que eu pensaria na garagem, se eu posso ampliá-la?! Talvez seja melhor pegar logo uma perua esportiva, sabe, para aquelas situações em que carregar passageiros e tralhas a mais 200 km/h é algo desejável, uma RS2 Avant. Mas por que eu me prenderia a ela, se eu posso comprar sua evolução, a RS6?…

    E assim o “fluxo de consciência” vai se desenrolando em minha mente. É capaz de eu ser a única pessoa no mundo que não compraria nada, porque sequer capaz de me decidir eu seria… Coisa de entusiasta da coisa que se move por si só em troca de um pouco de gasolina (ao menos eu espero que seja…).

    A propósito, ótimo post, e igualmente ótimas as escolhas, tanto as embasadas quanto as “sem embasamento”.

    • CorsarioViajante

      Hahaha é bem isso mesmo!

  • Eduardo Mrack

    O Dojão preto do PK para assustar o chefe foi a melhor ! Mas claro, não podemos basear toda nossa vida em assustar o nosso chefe chato.

    O meu seria um Honda S2000. Tem tudo ali, tudo, o balanço perfeito de varios mundos. Se existir uma fórmula final que compute tudo que eu desejo e transforme em um carro, sairia algo bem próximo ao S2000.

    • Domingos

      O S2000 é bem esquecido, mas é um carro excelente. O RX8 também reúne um monte de caraterísticas boas e aparentemente impossíveis num único carro.

    • Guilherme Keimi Goto

      Eduardo, talvez você ache legal esse “review” do S2000

      Tem vários desse estilo no canal: o do Mazda MX5 também é bem engraçado. Enfim, vários reviews maneiros.

    • Renato Mendes Afonso

      S2000: Ta ai um dos únicos “desprovidos de teto” que eu desejaria ter. De preferência com o F20C, que tem redline a 8700rpm.

  • Luciano Gonzalez

    Eu sonho com essa lista quase toda a semana, rs… lá vai:

    1 – O primeiro da lista com certeza: Audi RS6 vermelha: Perua bandida, de deixar muito superesportivo pra trás
    2 – Porsche 911 Turbo, o único carro super esporte que venero
    3 – Mustang Cobra Laguna Seca “Small block” branco e azul e câmbio manual… ou um Bullit verde
    4 – BMW série 3 para andar civilizadamente
    5 – Amarok cabine simples com set-up de motor de 180cv e rodas 17, para enfrentar a buraqueira de SP
    6 – Chamonix réplica do Porsche 356
    7 – Audi RS3
    8 – Minha coleção de VW’s antigos (Passat TS 77/78 verde mantiqueira, Passat TS 79/82 verde esmeralda, Passat GTS Pointer 88, Gol LS 1600 84, Gol GT 1986 vermelho, Gol GTS 88/90 branco, Gol GTi 89/90 azul mônaco, Gol CL 1600 AE 1992 com acabamentos padrão GL, Gol Copa 1994, Gol GTS 93/94, Gol GTi 1994 preto, Voyage LS primeira série 81/83, Voyage Super 1.8 85/86, Voyage Plus 85/86, Voyage GLS 88/90, Voyage Sport 93/94 cinza nimbo, Voyage Fox 04 portas, Parati GLS 94/95, Saveiro Sunset 93/94 vinho, Saveiro Summer 97, Pointer GTi branco pérola, Gol GTi 16v 2 portas 97 vermelho, Parati GTi GIII 2000, Parati 16v Turbo Sportline 03/04, Golf GTi MKIII VR6 94/97, Golf GTi MKIV VR6 2003, Polo GTi 2007, Saveiro TSi vermelha 99, Saveiro Crossover Preta GIII, Fusca 63 branco lotus carcterizado de Herbie e mecânica forte, Fusca 1302 ou 1303 com mecânica forte, Brasilia 78 com interior monocromático e verde mantiqueira, Quantum 88/90 com teto solar e powertrain 5 cil de Jetta 2.5 e Voyage CL 1.8T 1992 (esse eu já tenho, hehehe!)

    • Lorenzo Frigerio

      Vejo que você gosta de Passats verdes. O TS 78 era verde mantiqueira, mas se não me engano o 77 era verde musgo. O TS 81 saiu na cor verde pinho (também metálica), espetacular. Já vi um outro tom de verde no Passat 81 também, mas não sei o nome. O 82 era verde mármore.

    • Fórmula Finesse

      Bonita a imaginada coleção de VW’s – eu também os teria no setor Volks do meu galpão ..rsrsrsr!

  • Breno Caetano dos Santos

    Primeiramente, parabéns pela matéria. Uma das melhores que já li no site do AE. Não somente pela riqueza das informações, mas por ter matado minha curiosidade de saber o gosto pessoal dos ” Protagonistas ” do AE. Bom, se eu não fosse pensar em custos, montaria meu próprio carro. Um compacto de tração nas quatro rodas, com um belo motor, estabilidade e bom freios. Tudo seria do meu jeito e gosto. Abraços a todos !

  • Lorenzo Frigerio

    Talvez precisássemos fazer uma lista de carros antigos inusáveis hoje, em outro artigo. Digo, dos anos 50 para baixo.

  • Juvenal Jorge

    Não é lista turma, é UM carro sem pensar em nada a não ser no sonho.

  • RoadV8Runner

    Como já disse anteriormente, és um poeta.
    E acelerações similares a queda livre ficou simplesmente sensacional!

    • Fórmula Finesse

      Obrigado, camarada!

  • Fórmula Finesse

    Eu já tinha pensado nesses petardos, grandes GT’s…uma das vertentes mais nobres da indústria automobilística. Mas como eu escrevei, eu gostaria de algo louco e exclusivo, um carro insular entres seus pares, o concentrado máximo de esforços de seu fabricante, que simplesmente ignoraria qualquer aspecto ligado à custos e obtenção de materiais exóticos e caros. Teu belos exemplos seriam carros bem mais práticos, passíveis de levar a família, mas eu gostaria de estar no panteão…experimentar, ter e sentir os carros com motor central ultra exóticos, máquinas “iracundas” e anti sociais. Uma F-50, com seu V12 amansado e “crescido” da Fórmula 1, caixa de grelha, visual de nave espacial que nunca foi unanimidade, a possibilidade de levantar o bico nas lombadas (rs), dois assentos impulsionados por mais da metade do carro feito de motor…seria épico! Certo que seria um veículo complicado de guiar, puxar forte nas curvas só em pista; mas seria uma experiência forte em cada saída para a estrada (provavelmente volto a escolher a F12 semana que vêm heheheh).

    • Domingos

      Bom, nesse caso o veredito é: F50 com teto removível.
      Os 456 e 612 seriam muito sedados para esse objetivo…

      • Fórmula Finesse

        “Entendidos” dizem que o 612 foi um erro da Ferrari, herdeira pífia e não estando à altura do 456 GT…(claro que não acredito nisso!).
        sds

  • Cadu Viterbo

    Que texto delicioso…
    A introdução está afinadíssima. E cada relato é um livro. Parabéns a todo.
    Vou com o MAO, com o V8 de 560 cv, mas sou do clube #savethewagons: RS6!

    Mas também sou promíscuo como o JS e incluiria um antigo e uma moto na lista:
    – Um Mustang fastback 71, vulgo Eleanor
    – Uma Ducati diavel Carbon

    • MAO

      Cadu,
      Obrigado, que bom que gostou do texto. E excelente escolha!
      MAO

  • Fórmula Finesse

    Rsrsrsrs bebendo mais que poeta deprimido (coopright by Tite).

  • Christian Govastki

    Um carro só? GM Veraneio

    Vários:
    1 – As três versões da Veraneio (Clássica até 88), C20 (Até 94 – Looooonga) e M (Até 96 modificação da Envemo com base na C20)
    2 – Escort SW Zetec
    3 – Focus Mk1 Zetec 2,0
    4 – Focus Mk 1,5 Duratec 2,0
    5 – Focus Mk 2,5 Duratec 2,0 MT
    6 – Focus Mk 2,5 RS
    7 – Ka XR 1,6
    8 – Mustang GT-500
    9 – Fielder XEI
    10 – New Civic Si

    11 – BMW M3 Touring
    12 – XC60 T6

  • Diogo

    Ficaria com um Mercedes E320 Touring. Mas tem que ser o W124, ano 1995, em que saíram aqueles lindos parachoques cinzas. Sólido como uma rocha, inquebrável e com o mesmo conforto que oferecem os melhores carros da atualidade. E obviamente tem que ter o terceiro banco reversível no portamalas, virado para a tampa, para as crianças irem assistindo a estrada passando.

  • Vinicius

    Carro simples até, acessível pelo que vale hoje, eficiente aerodinâmica pelo desenho limpo, baixo e fluido. O carro vermelho sangue que vi estacionado perto de casa há 20 anos, quando ainda criança.
    Chevrolet Calibra. Nunca esqueci dele.

  • Leonardo Mendes

    Ficou bacana esse Up German Look da foto.

    Se grana não fosse mesmo o problema comprava o 508 do meu pai, baita carro subestimado por causa do motor.
    Só tive oportunidade de andar com ele na cidade mas já me causou uma excelente impressão… difícil é aguentar o povo desdenhando porque “ah, é 1.6? Pra um navio desses? Não deve andar nada“, e eu só fitando o interlocutor com cara de nádegas.

  • CorsarioViajante

    Pois é, até porque no fim vc só consegue dirigir um por vez! rs

    • Domingos

      Sim, igual com as mulheres hahaha.
      Teria que ficar escolhendo carro como roupa, um para cada ocasião adequada, e eu já nem para roupa tenho essa paciência…
      Porém, tem quem goste e a maioria dos entusiastas parece que teria um monte de carros se pudesse.
      Desde que fossem todos mantidos com carinho e estivessem em muito bom estado, não vejo problema. Porém todos os modelos têm que ser realmente desejados pelo dono, mesmo com dinheiro infinito, caso contrário vira colecionismo.

      • CorsarioViajante

        Pois é, eu desejaria poder dirigir vários carros, mas não necessariamente ter todos eles. Porque muitas vezes, como o AK falou, a gente sonha tanto com um carro e se bobear, quando dirige, acha uma droga! rs

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto, nem poderia ser diferente dado o autor!

    • Fórmula Finesse

      Obrigado pela gentileza!

  • Alexandre

    Este texto escrito pelo Bob Sharp, seria exatamente o mesmo que escreveria se tivesse sido perguntado (e se tivesse o talento de escrever como o Bob).
    Perfeito, tanto na redação quanto na escolha do carro.
    Bob é meu ídolo de sempre. Tanto pelo passado, como pelo presente.

    Se pudesse incluir uma única linha no texto seria:
    ” Meu carro ideal teria que dar a partida com a mão esquerda”.
    Abraço!

    • Bob Sharp

      Alexandre
      Cheguei a pensar na questão na questão da chave na esquerda, mas aí todo mundo ia logo saber qual o carro…Agradeço suas palavras.

  • CorsarioViajante

    Poxa, porque meu comentário não foi publicado??

  • Bob Sharp

    Corsário
    Quando vi sua pergunta fui verificar na caixa de comentários deletados e havia dois seus lá, sem motivo. Não sei o que aconteceu. Foram publicados imediatamente.

    • CorsarioViajante

      Obrigado Bob! Quem não chora não mama! rs Achei que tinha dado algum erro por ter editado várias vezes. Obrigado!

  • Bob Sharp

    Domingos
    Eu, não, pois sou monógamo…

    • Domingos

      Bob, não apenas monógamo como também só daria lugar para modelos novos e sem históricos desconhecidos!
      No meu carro dos sonhos também seria uma exigência ser zero-km. O 2º modelo para o dia a dia poderia ser usado, porém teria que ser recente também.

  • Felipe Parnes

    Meu sonho seria o General Lee na minha garagem. Caro lindo, imponente e aquele som incrível do Hemi 426, não me deixa palavras para descrevê-lo.

  • R.

    Eu fico com esse aqui à baixo.
    Para mim a essência da marca Porsche !

    http://www.fantasyjunction.com/img/cars/large/31326.jpg

  • ” A melhor motocicleta do mundo é aquela que você tem ou pode vir a ter.”

    Graças a Deus já tenho o melhor carro do mundo!

    • Fat Jack

      Lindo conversível!
      É sem dúvida um carro adorável.

  • César

    Fato! A sociedade precisa de mais opiniões como a sua.
    Eu falei em “meter a mão na graxa” porque troquei meu carro ano 1999 por um 2015 e sinceramente conseguia “interagir” muito mais com o anterior do que com o atual. Mas a vida é assim mesmo, nada é perfeito.

  • Domingos

    Não sabia que até os primeiros Escorts andavam sobrevalorizados!
    Uma idéia de clássico com o Escort, mas aí já abandonando a originalidade, seria pegar um XR3 em estado mais ou menos – porém sem estrutura comprometida – e restaurá-lo por completo. Colocaria um Zetec 2-L no lugar do CHT ou AP 1,8-L originais.
    E teria que ser amarelo!

  • Domingos

    Além disso, manter e continuar gostando depois que a novidade acaba são coisas bem diferentes de só dirigir.
    E também é fato que alguns carros são sonhos e excelentes no papel, mas na hora de dirigir são decepções ou de repente um modelo que você nem tinha na cabeça – não raro muito mais barato – era muito melhor.
    Existem vários exemplos assim. Quando eu tirei minha carta, o sonho de todo mundo e meu também era um Golf IV. Passaram alguns anos até eu dirigir um e, quando dirigi, não achei nada demais.
    Talvez foi por estar acostumado com o Focus, de dirigibilidade ainda melhor, talvez foi porque dirigir a versão 1.6. Só sei que não me agradou.
    Vários carros grande V6 e turbo me deram a mesma desilusão. Enquanto que alguns que eu nem esperava, na mesma configuração, me emocionaram.
    É bom o auto-entusiasta saber do que gosta e desenvolver o gosto e o conhecimento com o tempo. Assim, se chega a oportunidade, a gente já sabe o que quer e não acaba enganado.
    E como tem sempre poucos carros que se adequam mesmo ao nosso gosto, em cada detalhe, ter muitos realmente não me parece necessário.

  • Domingos

    Mas tenha em mente que verba, nesse caso, você teria ilimitada. Porém tempo é algo que não temos.
    Imagina cuidar com todo amor e carinho de um clássico como esse Escort. Depois você coloca outro. Depois inventa um XR3 conversível.
    Aí também completa com uns Fords mais novos e até um Galaxie de repente, já que dinheiro não é problema.
    Eu acho impossível, mesmo com muito tempo livre, cuidar e dirigir de todos esses carros ao mesmo tempo. Um colecionador consegue pois geralmente os veículos vão ficar parados, sem dirigir. Aí é restaurar e limpar uma única vez a cada muito tempo.
    Tem várias formas de curtir e gostar de ter carro. Essa de ter vários simplesmente não é para mim.
    Outra coisa é que eu dificilmente manteria o mesmo carro eternamente. Se tivesse o BRZ com motor WRX 2.5 dos sonhos, após uns 10 anos de uso talvez o trocaria – mesmo que por outro igual.
    Isso porque gostaria ao mesmo tempo de usá-lo, mesmo que com cuidado, e tê-lo em perfeito estado. A idade pesa num carro e provavelmente o trocaria mesmo sendo o meu carro perfeito.

    • Fat Jack

      Você não deixa de ter razão…, eu não teria dezenas de carros, teria alguns (acho que poderia administrar bem uns 4 ou 5)…, até porque carro é feito pra rodar, e em se falando de antigos se você quer ter dores de cabeça, deixe-os parados… é incômodo na certa, aprendi isso com esse XR, bastou eu usá-lo regularmente pros pequenos problemas praticamente desaparecerem…
      O fato da idade pesar, é verdade, mas eu acho isso bem mais crítico para veículos bem mais antigos que os da década de 70 por exemplo.
      Discordo é numa coisa, se os tivesse e pudesse mantê-los, ficariam comigo até o fim…

      • Domingos

        Sim, carro não gosta muito de ficar parado. E por mais que seja tentador ver um antigo pouquíssimo rodado por ficar sem uso a maior parte do tempo, não acho interessante.
        Talvez para um museu ou um colecionador. Não para um entusiasta.
        Sobre manter o carro até onde se pode, aí já é mais diferença pessoal mesmo. Eu não manteria, mesmo podendo. Mas não vejo problema em quem o faria, desde que quisesse mesmo isso e não passasse a acumular carros indefinidamente – onde algum vai ficar sem cuidado total ou parado muito tempo.

  • Domingos

    Acho um detalhe muito legal essas faixas vermelhas no pára-choque, com os rebaixos e sendo de borracha – e não pintada.
    Só corrigiria uma coisa se fosse meu: teria que ser amarelo.
    Carro muito legal.

  • Renan Veronezzi

    O Type-R é depenado, sem ar-condicionado e rodas maiores, forjadas. Deve ser bem raro e creio que só tem branco

  • Antonio

    Um carro?
    Dodge Charger Pursuit com o maior motor disponível . . .
    AAM

  • carlosvr6

    Sabe, que hoje eu tenho um carro tão bom e que me deixa tão feliz dirigindo ele que hoje, se me fizessem essa pergunta, talvez eu não escolhesse outro carro.

    Comprei ele com 11 mil km rodados em 2009, com “cheiro de carro novo” ainda. Nos próximos dias virará 110 mil, ou seja, é meu praticamente desde novo.

    A única vez que ele me deixou na mão foi quando a bateria arriou, mas aí nem dá para culpar o carro por isso.

    Não tem milhões de gadgets embarcados, não tem tração traseira, não tem V-12 urrando, não custou uma fortuna para comprar (e nem para manter), não torce o pescoço das pessoas nas ruas, não tem pintura impecável, não tem interior luxuoso, não tem câmbio com mais marchas que um Scania R500, não impressiona as lindas mocinhas interesseiras que só servem para uma noite apenas…enfim, não tem nada demais!

    Em compensação tem potência suficiente para me divertir numa acelerada. Gira 8.000 rpm, o que é um feito pouco repetido até hoje. Tem uma suspensão que até hoje não guiei nenhum carro com um acerto tão bom. Apesar da suspensão dura, é confortável. Dá para levar mais 3 pessoas contigo para se divertir junto. Tem manutenção barata. Tem seguro barato. O consumo é até bem frugal pela potência dele. Inquebrável. Discreto. Dá pra fazer uma preparação bem leve sem que isso altere a vida útil dele e andar mais que a maioria dos carros em circulação. Tem um ronco incrível. Tem câmbio manual. Os pedais são perfeitos para o punta-tacco. O freio tem um feeling muito legal. A direção é ótima. Os bancos possuem um tecido agradabilíssimo e muito apoio lateral. Quando se guia rápido, ele te passa a sensação de ser menor do que ele é.

    Hoje meu carro principal é um Civic Si 2007.

    Foi a primeira vez que eu tive um carro que só de olhar pela janela e saber que ele está lá, me deixa feliz e tranqüilo. E que de vez em quando eu sorrio atrás do volante.

    Não tenho a menor vontade de vendê-lo. Aliás, só de pensar em algum especulador qualquer chegando e tentando desvalorizar ele porque achou um arranhãozinho aqui ou uma mossazinha ali já me dá náuseas. Acho que é o Arnaldo Keller que sempre diz que “cavalo bom morre no pasto”, dando um sentido que não se vende o que é bom, se trata bem dele até o fim da vida. Esse carro acho que morre no pasto sob minhas posses.

  • MAO

    Tive um igualzinho de 1997 até 1998….
    MAO

  • Sandro

    Caro Bob, o seu texto é um primor e me fez lembrar da “Receita de mulher”, do Vinicius de Moraes ( http://bit.ly/1EN1Aeu ).

    E embora eu esteja a anos-luz do seu conhecimento sobre automóveis, a minha escolha seria a mesma — se dinheiro não fosse problema.

  • KzR

    Parabéns ao MAO por essa magnífica matéria. Indagar qual seria o carro definitivo de cada um é deveras torturante e delicia de se fazer.
    Gostei da sugestão de todos os editores e seus motivos. Mas encontro afinidade no pensamento do Arnaldo (e também do AG, “sonho impossível é pesadelo) e só me decidiria de fato após degustar vários sabores – afinal, como o JS, não me contento com um apenas!

    Se fosse para chutar seria num M4 manual 0-km. Ou mesmo no único M8 que reside nas guarnições da BMW.

  • Joel Gayeski

    Escolher um só… complica.
    Ficarei com a Audi RS 6 (C7) com um kit MTM para 712 cv.
    è uma perua lindíssima que pode ser usada todos os dias e ótima para passar um domingo se divertindo na estrada.

  • Eduardo Cabral

    Eu teria um Mercedes Ponton 180d…

  • Domingos

    Essa é uma dúvida que infelizmente não sei responder. O 456 GT era meu sonho de infância, tive miniatura e tudo. Até hoje a acho o mais bonito dos Ferraris e é uma configuração clássica com o 12-cilindros na frente.
    O 612 me parece ele novo, porém talvez não tão harmonioso. Infelizmente não sei se um é bom e o outro ruim de dirigir. Infelizmente mesmo.

  • Eduardo

    Mercedes Benz E63 AMG 2010 Prata
    (Prata como todo Mercedes Benz esportivo deve ser e com a estrela no capô)

  • Souza

    Eu iria de Corvette StingRay 1963 com motor 427!

  • Arnaldo sabe das coisas… Foi em
    Cheio em uma de minhas opções. A outra seria um porche singer. Duvida cruel.

  • Porsche 917K ou o GT para mim… uma dúvida cruel, rs.

  • Igor Marcolin

    Se fosse pra ter, um carro, sem nenhum limite de dinheiro, esse seria um Fiat 131 Abarth Rally com a pintura da AItalia, mesmo não sendo uma usina de potência como o Stratos, ou um marco da inovação como o Quattro, ele é perfeito, se não esse eu teria um Lancer Evo X John Easton, nada mais legal que um belo mostro de história magnífica nos rallys e projetado especialmente pra cá, mas as vezes me vem os pesnamentos de infância andando de F1000 Turbo, e me vem o desejo de uma singela F150 SVT

  • PEDAORM

    Não seria a minha escolha se eu tivesse dinheiro infinito e pudesse comprar quantos carros eu quisesse, mas se me fosse dada a árdua tarefa de escolher e viver com apenas um veículo, qualquer veículo, teria que ser completíssimo, confiável, veloz, luxuoso e capaz de enfrentar qlqr dificuldade, então seria um Range Rover Sport supercharged Autobiography. No geral talvez o melhor veículo do mundo, e em breve a versão SVR

  • matheus

    em dias de hj prefiro um henessey venom gt ou uma mclaren p1 ou lambo veneno mas se tivesse o dinheiro infinito com certeza copraria uma lambo egoista