Foto do autor  DEFEITOS? DSC09622

(Foto do autor)

Volta e meia vem algum comentário de leitor reclamando a falta de críticas a respeito dos carros em teste. Tudo bem, mas eles querem o quê? Que culpa tenho dos carros estarem cada vez melhores? Que culpa tenho da competição pelo mercado estar funcionando? Talvez seja o costume, ainda arraigado em alguns de nós, adquirido após décadas vivendo um mercado restrito a pouquíssimos fabricantes e pequena variedade de produtos. Devido a uma discutível reserva de mercado, por décadas convivemos com modelos obsoletos e só nos restava engoli-los.

Para caçar precisávamos de um cão e nos contentávamos com um gato.

Mas a coisa mudou. Nosso mercado cresceu e se abriu, e só não abre mais porque nossa indústria carrega nas costas — assim como todos os que aqui produzem qualquer coisa — um Custo Brasil absurdo, impraticável. Carregam um peso que os concorrentes externos não carregam. Não temos como competir, portanto. Se pegássemos um “transmigrador de moléculas”, o antigo pó de pirilimpimpim da Emília, e num zap trouxéssemos para o Brasil uma fábrica coreana, com os seus operários junto, veríamos que se ela se submetesse ao nosso Custo Brasil seus carros custariam bem mais caro cá do que lá. Não adianta. Essas taxas sobre o carro importado só poderão ser retiradas quando este país entrar nos eixos.  

 

Alberto Ascari e Lancia D50. Só um autoentusiasta entende e sente a foto.  DEFEITOS? Ascari Lancia D50

Alberto Ascari e Lancia D50. Só um autoentusiasta entende e sente a foto.

O Brasil, como dizem, não é para principiantes. Aqui a vaca tosse (na verdade toda vaca tosse e não sei de onde veio essa idéia de que vaca não tosse). Aqui o clima de negócios muda da noite para o dia. É ciclotímico. Hoje, euforia; amanhã, depressão. Ou como no velho ditado da terra de Tio Sam, “galinhas hoje, penas amanhã”. De dezembro do ano passado para este janeiro as vendas de automóveis caíram 31,4 %. Em janeiro deste ano venderam 18,8 % menos do que em janeiro do ano passado. Isso quebraria as pernas de qualquer empresa que tocasse seus negócios por aqui como os tocam nas matrizes. Aqui a cobra não só fuma, como tosse.

Dependemos de fatores que fogem ao racional, portanto, prever o futuro do mercado é depender muito de chute. Nunca temos nada muito conclusivo. E numa situação dessas ninguém que está disputando mercado se arrisca muito, ninguém responsável investe para valer. Precaução, para ter chance de sobreviver e poder esperar por melhores tempos, é a chave. Por outro lado, todos eles sabem que temos um imenso potencial e que cedo ou tarde haveremos de nos livrar das pragas que nos assolam. Isso feito, sabem que este país crescerá com força e consistência. Nosso DNA é bom. Só estamos momentaneamente doentes. Se nos tratarmos direito, se nos livrarmos do mal, tudo bem. E foi por isso que para cá vieram muitos fabricantes de veículos. Eles, nos observando de fora, crêem mais na saúde do Brasil do que muitos de nós, brasileiros.

Hoje somos o país que reúne o maior número de fabricantes de veículos e nenhum deles é bobo ou detém tecnologia insuficiente. Todos eles sabem muito bem que não há mais espaço para pôr no mercado modelos com vícios, “defeituosos”. Sendo assim, não espere o leitor notícia séria e bombástica do tipo “a suspensão é mal projetada, o carro tem estabilidade precária e impede um guiar tranqüilo e seguro”. Dessas coisas estamos livres. Os carros atuais têm características, não defeitos. Todos, hoje, estão suficientemente bons. Defeito é algo que sai eventualmente errado num exemplar de carro, não é da série toda, e é aí que entra a experiência e o discernimento do testador, separar o joio do trigo, separar o que é defeito na unidade testada da característica do veículo. Hoje um modelo é do jeito que é porque o fabricante o queria assim. Se ele não emplaca, não vende tanto quanto esperavam, é porque as características que lhe impuseram foram mal avaliadas pelos responsáveis. Só isso. O jeito é copiar as características dos modelos que estão dando certo e tratar de oferecer algo a mais, e por um preço igual ou menor.

 

Hoje temos carros para todos os gostos e necessidades (foto: Paulo Keller)  DEFEITOS? AUTOENTUSIASTAS Melhores 2012 PK 120

Hoje temos carros para todos os gostos e necessidades (foto: Paulo Keller)

Hoje os “defeitos” recaem sobre detalhes que só um sensível autoentusiasta nota. Por exemplo, pedais mal posicionados para um punta-tacco, estabilidade não tão boa nas curvas, comandos mal modulados, tipo acelerador muito nervoso, pedal de freio idem, ou volante leve demais. Isso são detalhes que passam batido para o motorista padrão.

Não adianta também chorar que nossos carros estão caros. Isso todo mundo sabe ou deveria saber. Acontece que aqui no Brasil tudo está caro, tudo. A nossa energia elétrica é uma das mais caras do mundo, apesar da maioria dela provir da mais barata fonte. Nossa gasolina, idem, além de ser — por causa do “álcool-bucha” que ela contém — a que propicia menor por litro. O nosso hambúrguer Big Mac é o 4º mais caro e o nosso Toyota Corolla também está entre os quatro mais caros (ambos os produtos, por terem vendas em todo o mundo civilizado, passaram a ser referência mundial de preços). Dizem que a nossa vizinha Argentina está na draga, muito mal economicamente. Tudo bem, está sim, mas o fato é que a renda per capita argentina ainda é coisa de 10% maior que a nossa. A do Chile é ao redor de 30% maior. Estamos só uns 10 % acima da do Turcomenistão, essa é que é a verdade.

Nosso país é psicodélico, quase tudo é meio distorcido, desarranjado — e é difícil manter as referências em meio a tal confusão.  Aqui, por exemplo, temos a impressão de que o Ford Mustang está num nível bem superior ao Ford Fusion, já que um nos custa ao redor do dobro, ou mais, que o outro. Mas acontece que nos Estados Unidos, não. Seus preços são bem similares, o Fusion começando com US$ 22.010 e o Mustang começando com US$ 23.800, ou seja, só 8 % mais caro. E é por aí que tem que ser. Se formos analisar o automóvel em si, nas versões em que eles têm motores semelhantes, não há por que um deva custar muito mais que o outro. A distorção vem de termos um acordo de livre comércio de automóveis com o México (que é outro país que também tem maior renda per capita que a gente), assim como temos com a Argentina, que desonera parte específica de nossas trocas comerciais. E como o Fusion é fabricado no México, ele é bem menos taxado na importação que o Mustang, fabricado nos EUA. Ora, por que temos acordos comerciais com esses países de economia instável e não com os Estados Unidos? Os EUA são nossos inimigos? Meus é que não são.  

 

Só falta voltarmos a fazer esportivos de verdade (foto do autor)  DEFEITOS? Eduardo com MGB

Só falta voltarmos a fazer esportivos de verdade (foto do autor)

Bom, toda esta conversa escrita originou-se quando comecei a escrever sobre o Peugeot 208, câmbio automático, que estou testando esta semana. Tentando satisfazer os tais comentaristas sedentos de sangue, andei sendo cri-cri em busca de defeitos. E até agora nada, a não ser que o câmbio bem que poderia ter 5, em vez de 4 marchas. Mesmo assim, tenho consciência de que o motorista padrão nem vai saber quantas marchas o câmbio tem. Na verdade, nem sabe que câmbio automático tem marchas.

E la nave vá!

AK

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

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  • xineis

    Perfeito AK! Tem gente que possui uma “nóia” em procurar defeito nos carros. Nunca está suficientemente bom.
    O que eu vejo é muita gente comentando sobre erros de acabamento de modelos X e Y, e coisas do tipo (defeitos de fabricação ou montagem imprecisa em certos lotes). Porém lembro que há algum tempo você mesmo disse que não considera com muita atenção esses detalhes pequenos.

    • xineis, detalhes de acabamento não são determinantes, a meu ver. Temos muitos outros itens a serem avaliados que pesam mais, a meu ver, na qualidade de um carro. Prezo, antes de tudo, a função. Seria como sair com uma mulher chata e feia, mas muito bem maquiada. Tem quem goste de maquiagem e tem quem goste da companhia da mulher.

      • xineis

        Concordo. Claro que vocês, avaliando o carro, não tem porquê notar o acabamento e “maquiagem” do carro. Chegaria a ser supérfluo nas avaliações.

        Porém, na hora da compra do carro, pode ser um fator importante na decisão. E é aí que eu vejo muitas pessoas confundirem uma avaliação com “sugestão de compra”.

      • Lucas dos Santos

        Sem dúvidas, Arnaldo. Eu diria que detalhes de acabamento funcionam mais como um “critério de desempate”.

        Vamos supor que o sujeito esteja em dúvida entre dois ou mais carros que sejam igualmente bons e estejam na mesma faixa de preço. Para poder tomar uma decisão, ele vai acabar “puxando pelos detalhes” e é somente aí que os detalhes de acabamento acabam desempenhando o seu papel.

        Do contrário, é como você afirmou. Dificilmente esses detalhes pesam na qualidade geral de um carro.

      • Domingos

        Maquiagem num carro não seriam coisas como frisos, cromadinhos, enfeites ou até rodas?

        Eu considero um acabamento bom algo essencial sim, especialmente para que o carro não vire a “mulher chata” depois de alguns anos.

  • CorsarioViajante

    O erro de projeto de ontem é o corte de custos de hoje.
    É bem raro um carro hoje apresentar alguma grave deficiência. Uns são mais ajustados, outros menos, uns tem apelo esportivo, outros familiares, etc etc, mas “errados” mesmo, de colocar a pessoa em risco em uso normal, está difícil.
    Ao mesmo tempo, se a engenharia põe, o financeiro dispõe, e o tema hoje é cada vez mais onde cortaram custos, que equipamentos tem ou deixa de ter, se o acabamento é bom ou não…
    Parece que a engenharia para “carros comuns” ficou tão redonda que muitas vezes até esquecemos dela ali, fazendo tudo certinho em silêncio. Será que você simplesmente nem notar que existem marchas não é um pró para o consumidor comum?

    • Domingos

      Perfeito. No entanto eu considero as economias exageradas do setor financeiro como defeitos ou problemas sim.
      Aliás, existem diversos carros no nosso mercado que sem a intervenção desse setor seriam excelentes mesmo sendo simples e “baratos” (Etios e Ka são os principais que vejo como exemplos disso).

    • CorsarioViajante

      Para o público em geral plataforma etc realmente é informação inútil. Para quem acompanha, é um indício (veja bem, um indício) de como aquele carro pode ser.

    • Corsário, claro que trocar marchas suave e imperceptivelmente é um pró. E isso vale para câmbio manual também. O bom motorista busca isso.

  • Evandro M

    Admiro seus textos autoentusiastas, Arnaldo. Este é um fora de tópico. Opinião cada um tem a sua. Seu texto diz que o mal é o governo federal atual (antes era uma maravilha. Tá bom) e que dias melhores virão. Também torço por dias melhores, mas este texto apaixonado fechou os olhos para a nossa história, nossa origem e a multidão de excluídos das benesses do “mundo civilizado”. Quanto a isso, não me consta que o acordo de livre comércio EUA/México/Canadá tenha sido minimamente bom para o país latino, vide a miséria econômica, de empregos, a catástrofe da imigração e os cartéis de drogas. Discordo de muitas posturas deste e de outros governos anteriores, inclusive quanto ao nosso combustível “único” (gasolina com 1/4 de álcool) que não nos traz vantagem alguma, mas não vejo o governo atual como o representante do mal e que extirpá-lo conduza o país a um caminho melhor. Talvez se levar junto o todos os que tornam o país “governável” (isto é, todos que sustentam os privilégios de todas as esferas do poder, judiciário, legislativo, etc.) e boa parte do “mal” dos demais partidos, quem sabe um futuro promissor a longo prazo?
    PS: não me diga que nosso congresso, que mudou muito e para pior, não seja fruto das aspirações tresloucadas da maioria da população e seus Bolsonaros, Felicianos e afins.

    • CorsarioViajante

      O que todo mundo queria saber era, afinal, quais são as aspirações dos brasileiros. A meu ver, o brasileiro vota em quem parece com ele: empurra com a barriga, emprega parente, adora um rolo, cobra “pedágio” para fechar contrato com fornecedor, resolve um problema simples com um problema complicado, tem um conceito difuso de ética etc… (Isso vale tanto para Dilma quanto para, por exemplo, Alckmin, para não me acusarem de ser partidário.)

      • Mr. Car

        Para mim, Corsário, existe uma diferença FUNDAMENTAL pró Alckmin: não querer transformar o Brasil em uma Venezuela “amanhã”.

    • Evandro, eu não que só o atual governo é culpado da situação e muito menos que os governos anteriores eram bons. Acho que sou meio do tipo: Se hay gobierno, soy contra!

      • Mr. Car

        Já eu sou do tipo que se há governo de esquerda, sou muito mais contra ainda. Muitíssimo mais contra, he, he!

        • Domingos

          Todo esquerdismo é doença. O problema é que se disfarça essa doença com uma capa de bom-mocismo, que cai imediatamente quando o líder do seu partido é pego roubando milhões do povo – ao mesmo tempo que falava contra os crimes da “crasse media” e “dus ricus”.

          Direitismo também não deixa de ser um delírio criado pelos próprios esquerdistas e que muitos abraçam, sendo muitas vezes meramente um esquerdismo de mercado.

          O segredo é ter um governo normal, que seria naturalmente UM POUCO à direita. Apenas um pouco.

          Aliás, já perceberam como a normalidade e o bom senso são criminalizados hoje? Não é à toda. É para que nos submetamos ou a um fascismo completo, como as esquerdas, ou a um projeto de fascismo – como nos liberais excêntricos de direita.

    • Evandro, tem mais uma coisa. Leio jornal de cabo a rabo há mais de 40 anos. Peguei o tempo em que os escândalos de Petrobrás provinham de seu presidente de então, o Shigeaki Ueki, que era o queridinho do Geisel. Era piscina monstro aquecida na casa desse Ueki e mais outras, mas era ditadura e pouca coisa vazava. Era o mundo que o PT sonha, poder aprontar e todo mundo ter que calar.

  • JT

    É fato que o jornalismo ajuda a moldar o modo de pensar dos leitores mais assíduos. Alguns jornalões brasileiros, seguindo tendências internacionais, adotaram o senso crítico em suas reportagens, deixando simplesmente de relatar fatos para interpretá-los para o leitor, como se este não tivesse capacidade de refletir.

    Ocorre que a maioria dos jornalistas não tem preparo, experiência, tempo e estrutura para trabalhar num ritmo cada vez mais acelerado, então eles recorrem à fórmulas batidas que consistem sempre em dar os dois lados de uma notícia.

    Coloque o “politicamente correto” no meio da história e o bandido flagrado no ato do estupro é tratado como o “suposto agressor”, como se ele tivesse o direito de negar algo. Aí o cara que confessa ter recebido propina para facilitar um contrato com a empresa estatal “X” é tratado como suposto agente do escândalo e os absurdos vão se sucedendo.

    Essa mania se estende para outros meios de comunicação e contamina sites dos mais variados assuntos, chegando ao tema deste post, quando o jornalista – que também é especialista em carros – se sente pressionado a criticar algum aspecto de um carro muito bom.

    Para mim o AK não precisa se retratar de nada. No competitivo mercado automobilístico, para um carro ser bom, é uma condição mínima para ser comercializado.

    Ninguém deveria perder tempo dando atenção para algo que seja ruim. Para o produto ruim o ostracismo é a melhor solução.

    • Mr. Car

      O sujeito é flagrado no meio de um matagal, armado, em cima de uma mulher nua com sinais de espancamento berrando por socorro, e o “politicamente correto” manda que o tratem por “suposto agressor”. Outra que me deixa furioso é o tal “menor apreendido”. “Apreendido” é o KCT! Contrabando é apreendido, armas ilegais são apreendidas, alimentos com prazo de validade vencido são apreendidos. O termo a se usar para vagabundos é “preso” mesmo, não importa que o marginal tenha menos de 18 anos. E ainda por cima, não se pode mostrar as fuças do maldito na TV ou em fotos de jornal.

    • CCN-1410

      Sempre acho engraçado quando dizem que o menino de 21 anos foi assaltado por um homem… de 21 anos.
      O usuário de drogas com 21 anos ou até mais, também é chamado de menino por nossa imprensa, mas o traficante é chamado de homem.

  • Guilherme Keimi Goto

    Texto fantástico do Keller. O AE com a *mistura de um assunto específico (carros), economia e cultura é de causar inveja em 99,9% da imprensa brasileira.

    *Mistura é um equívoco, a economia e cultura são inerentes a tudo, mas não é algo que está sempre claro nas ideias.

  • Eduardo

    Respeitosamente, por não querer ser mal interpretado: O que o leitor do AE busca, é uma análise mais criteriosa mesmo, dissecando os pequenos defeitos, principalmente de comportamento dinâmico. Pois esse seria o diferencial do site. Ao avaliar um veículo tipo um Celta, ou o Agile, não poderia passar só com elogios…mas enfim… sem querer criar caos. Desejável seria o site ser bem meticuloso mesmo (enjoado). Pois pra avaliações genéricas, temos sites aos montes (sem afirmar que as avaliações são superficiais, longe disso).

  • Eduardo

    Muito bom o texto. Interessante, lembrei-me de uma pergunta que minha vizinha fez para mim, sabendo que sou apaixonado por carros: Qual o melhor carro comprar para substituir o Polo que ela possuía. Eu falei: teste os carros que visualmente lhe agradam e após isso compre aquele que te conquistar, pois todos são bons. Não sei se ela seguiu o meu conselho mas é assim que eu penso. Ah! ela comprou um Honda Fit.

    • Marcos

      E qual mulher não aspira um Honda Fit??

      • CorsarioViajante

        Aquelas que aspiram um CRV! kkkkkkkkkk

        • visitor

          E tome HR-V em breve..

        • R.

          He he he !

        • Ricardo

          exatamente! Como moro no interior, tenho cuidado extra com pick-ups gigantes que parecem nunca ter sido colocadas na terra e SUV’s grandes dirigidos por mulheres (se eu conseguir identificar o motorista atrás das películas ultra-fortes que parece que são de série com SUV’s grandes.

          • CorsarioViajante

            Em todo lugar… Sem contar o tempo que estas pessoas levam para manobrar.

    • Ilbirs

      Espero eu que essa sua vizinha seja boa motorista, pois a aquisição de um Fit, em minha experiência de enfrentar o trânsito, é um sinal externo e ostensivo de barbeiragem ao volante. Claro que não é culpa do carro em si, uma vez que produto moralmente neutro e dirigido por diversas pessoas, mas sempre que vejo um Fit, antecipo mentalmente as possíveis navalhadas que quem o dirige praticará. Normalmente não erro no julgamento.

  • CharlesAle

    “Tudo está caro no Brasil, não só automóveis”..E quando escrevemos isso, somos criticado por aqueles que não entendem que,fabricar coisas no Brasil, muitas vezes não vale a pena!!!!

  • Christian Bernert

    “Características e não defeitos” – Perfeito AK.
    Concordo. Só podemos ver as estrelas quando o sol não está brilhando. Tenho visto muitos críticos de plantão que exigem uma perfeição inalcançável em seus carros. Vão à concessionária para exigir a reparação de um chiado diferente no sistema de ventilação, quase imperceptível. E não se dão conta de que só percebem o tal chiado porque os carros ficaram incrivelmente mais silenciosos que outrora. E por aí vai…

  • ccn1410

    Os americanos também não seus meus inimigos e sempre fui fã do país em que vivem, mas se tivéssemos algum acordo automobilístico com eles, nossas indústrias não quebrariam?

    • CorsarioViajante

      Pois é, depende do acordo… Temos acordo automobilístico com o México, por exemplo, mas tiveram que ser limitados por cotas.
      Enquanto não mudar nossa realidade interna, não conseguiremos competir com ninguém.

    • xineis

      No modelo atual? Com certeza. Mas talvez isso forçasse as indústrias e o governo a adotar medidas e regras diferentes para manter a competitividade.

    • Vinicius

      O Chile tem acordos com os EUA, o Japão e a Coreia do Sul (além de fazer parte do Mercosul), não tem nenhuma fabricante produzindo por lá e os carros são bem mais acessíveis que aqui. Considerando que a economia de um país possui recursos limitados, talvez seja mais inteligente mesmo aplicá-los em setores mais importantes do que a indústria automobilística e liberar a importação.

      • Luiz Goltz

        O Chile não faz parte do Mercosul.

        • Vinicius

          De fato, o Chile é associado apenas, assim como a Bolívia.

    • ccn1410, Acordo é acordo. Você assina se quiser, se for do seu interesse. É uma negociação, tipo troco isso por aquilo. É ponderar, fazer contas, e assinar ou não. Acordo entre países sérios é bem mais complicado de fazer do que acordos duvidosos entre “hermanos compañeros”, tipo comprar gás de um quando aqui sobra gás, topar pagar mais caro pela energia elétrica de Itaipú só para favorecer ex-bispo presidente safardana, e por aí vai, tipo inventar de fazer refinaria em sociedade com a Venezuela, assinar, e depois a Venezuela tirar o corpo fora e não colocar um “tostone”, pois viu que ali ia ser uma roubalheira frenética, um saco sem fundo.

    • Lorenzo Frigerio

      Seria inexequível. O Brasil não exporta praticamente nada além de commodities, por causa dos impostos em cascata e custo da mão de obra. Um país de 3o. Mundo mal tem dinheiro para comprar (sai mais barato comprar da China ou Coréia), e os americanos jamais comprariam o que se fabrica aqui (Gol, Palio, Celta, Punto…).

      Durante muitas décadas ainda exportaremos bananas e importaremos facas e espelhos…

  • Fabio Vicente

    Ah, essa busca incansável por defeitos!
    Imagino que você já deva ter recebido emails ou comentários do tipo “este site é comprado”, ou “você não falam mal de tal carro porque têm o rabo preso”. Sem querer generalizar, o brasileiro tem um complexo que até hoje não consegui desvendar do que é. A dificuldade em se admitir certas coisas (como o fato de os carros estarem muito melhores e mais confiáveis) imperam na sociedade. E ai de quem for contra este dogma…
    Mas uma coisa é certa: vários modelos vendidos aqui estão muito mal equipados pelo preço que é cobrado. Porém, no texto está bem explicado o motivo. E claro, opções não faltam – compra determinado modelo quem quer e quem pode.
    Jogadas de marketing, como a tal história do “carro de imagem” (sim Chevrolet Camaro, essa foi pra você!) também contribuem para elevar demais o preço de um produto. Talvez algumas pessoas não estejam conseguindo expressar bem seu ponto de vista, e então fazem críticas injustas.

    • CorsarioViajante

      Acho que no caso do Camaro e, talvez, futuramente do Mustang, se deve também à concorrência. Aqui no Brasil, se você quer um V-6 ou V-8 já é difícil, se for com uma carroceria exclusiva como é o caso deles… Pode esquecer, é praticamente a única opção.

  • Renato Mendes Afonso

    Excelente, AK!
    Infelizmente tudo por aqui é caro, por mais que eu concorde que um fabricante ou outro pareçam “forçar a barra” no preço de um modelo ou outro.
    Um colega falou que o take up! deveria custar 20 mil reais. Em partes, concordo, mas nessa lógica, Palio Economy deveria custar uns 18500, Celta deveria ficar não muito longe disso e o HB20 deveria custar, talvez uns 21 mil na versão mais simples (peguei só alguns poucos concorrentes, porém a lista para reajuste seria bem maior).
    E para os importados a situação é pior. Swift Sport é exemplo disso. Por mais que eu não concorde com o preço atual do carro (da para comprar carro tecnicamente melhor pelo preço do japonês), tenho certeza que se fosse possível a Suzuki venderia o carro a preço bem mais baixo.
    Algo muito parecido acontece com o atual Civic Si: Carro muito bom, porém com o preço dele da para comprar carro tecnologicamente melhor e ainda sobra um bom dinheiro. Tecnologia tem custo e se um fabricante, de alguma forma, consegue fornecer tecnologia mais avançada e com menor custo, ele já está em grande vantagem. Independente da vantagem ser ou não conseqüência de uma assimetria tributária (nesse caso, por parte do governo em cima dos fabricantes).

    • Marco

      “… tenho certeza que se fosse possível a Suzuki venderia o carro a preço bem mais baixo”

      Não venderia. Antes de reduzir a margem de lucro, fabricantes de automóveis imploram a governos por benefícios fiscais, isso e aquilo.

      Quando um veículo é lançado – ou outro produto qualquer – o fabricante costuma fazer pesquisa para saber qual o valor que o consumidor aceita pagar pelo bem. Se aceita pagar X, por que cobrar menos?

      Adicione aí “imagem” do bem. No caso de redução acentuada do valor de um produto (não me refiro somente a veículo), tem-se a impressão de perda de qualidade.

      Evidentemente que a carga tributária é alta. Mas, se os fabricantes não contam com benefícios no ICMS, IPI, por ex., costumam instalar fábricas em locais onde recebem terrenos, obtêm isenção de IPTU, entre outros.

      • Renato Mendes Afonso

        “o fabricante costuma fazer pesquisa para saber qual o valor que o consumidor aceita pagar pelo bem.”

        Você esta certo. Porém deve se levar em consideração que, conforme o valor do bem, há um aproximado número de potenciais compradores, que é algo inversamente proporcional. Preço menor, em tese aumentaria a quantidade de compradores, mas se a oferta de veículos é limitada, então sobrariam compradores. Logo aumenta-se o preço, para equilibrar quantidade de veículos e compradores.

        O que eu enxergo, pelo menos até então, é um certo receio em importar veículos. Seja para evitar riscos de não haver demanda, seja por tributação ao importar, ambos, ou algum outro porém que eu possa desconhecer.

        “Adicione aí “imagem” do bem. No caso de redução acentuada do valor de um produto (não me refiro somente a veículo), tem-se a impressão de perda de qualidade.”

        Correto, até o momento no qual você vai na concessionária Suzuki, entra no veículo e percebe que o concorrente de 70 mil reais tem um interior mais “rebuscado”, com material “soft touch” (expressão que conheci faz pouco, rs), central multimídia com infinitas funções e sua marca não tem no histórico o abandono aos seus consumidores “sem mais nem menos”.

        No caso do Swift, exemplo que citei, apesar da proposta ser um pouco diferente comparado a seus concorrentes mais próximos, comparações serão feitas e, normalmente, com carros de preço e/ou proposta razoavelmente próximos. E tecnicamente, embora eu concorde que um carro não deva ser avaliado apenas por números e supostos apetrechos tecnológicos, comparações são feitas e muito de sua imagem se baseia nesses julgamentos. Se a intenção é vender um numero contido de veículos, tudo bem. Mas pouco provável que uma empresa queira vender poucos produtos única e exclusivamente por capricho da própria (com algumas poucas exceções). Posso estar errado, mas a princípio é a forma que eu entendo as coisas.

  • Frederico

    Arnaldo, esse 208 ainda usa a antiga caixa compartilhada por Renault/Citroën/Peugeot? A famosa AL4?
    Tenho um Mégane Grand Tour automático com essa caixa. Sim, poderia ter a 5ª marcha, mas ainda assim é uma caixa com uma programação bem interessante!
    Acredito que essa questão de defeito, atualmente, se restringe mais a detalhes de acabamento, já que o material utilizado não tem sido lá essas coisas…
    Talvez alguma “nova tecnologia”, como os câmbios Easytronic da GM, onde escutei muita gente trocando o câmbio pelo manual tradicional devido a defeitos constantes.
    Ou será que tudo isso se dá por falta de treinamento de mecânicos da rede autorizada?

    • Chico

      Este cambio da GM é mal falado no Brasil inteiro .

  • Domingos

    Bom, a questão me parece mais semântica, como diz o texto.
    O fato é que, na verdade, existe muito pouca avaliação que não seja de dono do carro que seja realmente completa. Ponto.
    Nenhuma outra avaliação traz coisas do dia-a-dia, por exemplo. E é aí que os carros “perfeitos” se mostram de verdade. Uma coisa é um carro quase zero-km e cheio de cuidados, por exemplo. Outra é um carro usado por vários meses ou anos.
    Também muita coisa passa batida numa avaliação normal. Por exemplo, noto que há uma tendência a regredirmos para faróis com muita estética e pouca funcionalidade.
    Em muitos modelos voltamos a ter refletores únicos, por exemplo. E, de noite, se nota o quanto são deficientes. Porém, numa avaliação feita de dia, isso não se nota. Nem tem como.
    Eu, sinceramente, não me preocuparia em defender nenhum dos lados. Os poréns existem ainda nos nossos produtos, isso é uma questão até de amostragem. E num carro de avaliação não vão existir, portanto é esperar demais que se comentem de defeitos nas avaliações.
    Na verdade mesmo, o bom de sites/blogs/revistas/livros automobilísticos é a parte de interação e de matérias sobre mecânica ou detalhes de algum modelo. Ou conversas sobre curvas etc.
    Avaliação mesmo a gente aprende que a melhor é sempre a nossa e ponto final. Graças a Deus nunca comprei carro por avaliação de revista ou de qualquer lugar que seja, sempre tenho uma impressão completamente diferente ou então acho vários detalhes que nunca são mencionados…

  • Mineirim

    AK,
    Suas colocações são bastante lúcidas e coerentes. Imagine um médico que desacredita a Medicina ou um engenheiro que se desilude com a Engenharia! Existe uma motivação, que transcende os problemas, que nos faz escolher as áreas de interesse de cada pessoa.
    A questão do Custo Brasil, por exemplo, vem desde o Descobrimento. É aquela Lei de Gerson que move o Governo e as pessoas: tiram de muitos, distribuem migalhas para os miseráveis e favorecem alguns “amigos do rei”.
    Só mesmo no Ae temos essas reflexões dos articulistas. Privilégio seguir este site.
    Abraço

  • $2354837

    Sobre o preço dos carros… O preço é tabelado no quanto o consumidor está disposto a pagar. Se ele paga mais por um Mustang do que por um Fusion, que seja assim.
    Não acredito na imagens de fabricantes como pobres coitados. Nem engulo as desculpas dos departamentos de marketing de que “o Custo Brasil não permite carros mais baratos”. pára, por favor.
    A fabrica tem interesse de lucro, se o consumidor é inocente (leia-se idiota) de pagar o quanto pedem, não é a fábrica que vai mudar a forma do jogo.
    Somos envenenados dia a dia. Não está provado que alimentos transgênicos fazem mal, muito menos que fazem bem. A intolerância a lactose a ao glúten tem aumentado substancialmente na população, visto a quantidade excessiva de hormônio nos pastos para produção de mais leite e a criação de um super-trigo geneticamente modificado, com o dobro de glúten na composição. Isso porque a população está disposta a consumir esse produto. Se lançarem produtos orgânicos ninguém compra por causa do preço.
    Cabe a nós consumidores a aceitar ou não os produtos que nos são impostos. Nada é produto de primeira necessidade.
    A fabrica está aí para ter lucro. Quanto mais, melhor.

  • V_T_G

    Excelente texto! Com este tipo de argumentação da gosto de ler! Obvio que com tantas incertezas a lucratividade tem que ser maior. O problema é que o consumidor está cada vez mais critico. Algo precisa mudar no pais.

  • Fabricio

    A questão é que a imprensa automobilística fica no máximo um mês com um carro zerado e preparado para impressionar, versões topo de linha, aí não tem problema mesmo, não tem a questão da manutenção, gasto com seguro, não visitam concessionarias.

  • Boni

    “Na verdade, nem sabe que câmbio automático tem marchas.”
    Fato! Quantas vezes já ouvi naquelas singelas conversas de bar que câmbio automático não tem marchas.
    É exatamente quando tento mudar o foco da conversa para não abalar a amizade. (risos)

  • Rod1970

    AK, é por isso que gosto muito do Autoentusiastas, vocês não ficam procurando defeito em tudo quanto é carro que testam só para não deixar o texto muito certinho. Outros sites colocam qualquer detalhe que pode ser facilmente colocado como questão de gosto como defeito. Aliás o nível dos comentários aqui também é bem diferente; a grande maioria dos comentários que vejo em em outros sites é assim: VW lixo, Fiat porcaria, Ford lerda, GM ultrapassada etc. Fico imaginando quais os carros que eles têm para falarem assim dos fabricantes, será que tem Ferrari, Mercedes, BMW? Provavelmente não. É muito comum fãs de uma marca ficar falando mal das outras. O nível aqui, tanto dos textos, testes, comentários do Autoentusiastas é outro, bem melhor e mais prazeroso de ler.

  • Tarcisio Cerqueira

    AK, ótimo texto! Quanto a questão dos defeitos, percebe-se mesmo muito conflito de gerações… Vocês aqui do Ae viveram outros tempos, de automóveis que realmente tinham empecilhos sérios… Uma boa parte dos leitores da mídia automobilística hoje são jovens, que mal viveram com carburadores, o que dirá com suspensões mal projetadas, chapas que enferrujam em meses etc… Por isso eles se incomodam e consideram defeitos coisas que para quem tem mais experiência acha apenas característica, visto que no passado já tivemos em bem pior situação… Mas Somente discordo quanto uma coisa… O Brasil não está doente, é o nosso DNA de nação que é ruim mesmo… A despeito das milhares de coisas boas que temos, um ranço de atraso e corrupção generalizada, do “jeitinho”, nos condena…

  • Lucas Pereira

    Realmente é muito raro hoje encontrarmos um lançamento em nosso mercado que possamos afirmar ser um carro ruim. Mas com todo respeito eu não acredito muito em algo que você afirmou, que “Hoje um modelo é do jeito que é porque o fabricante o queria assim.” Lembrei-me do câmbio DSG ao ler isso. O “problema” crônico do ruído desse câmbio é apontado pela fabricante como característica do carro. Pode até ser que esse ruído não seja um problema, isto é, que não traz e nem trará prejuízo para o perfeito funcionamento do componente, mas daí dizer que a Volkwagen quis que existisse esse ruído, ou que foi algo pensado desde o início, isso eu não acredito. Sem dúvidas existem “problemas” que são características do carro pensadas desde o início pelo fabricante, como uma suspensão mais dura, por exemplo. Lembro-me que certa vez alguém da Honda foi questionado da suspensão do Honda Fit, por ser muito firme, e ele disse “estamos atentos ao que o nosso consumidor quer”. Perfeito. Mas eu penso que essa questão de “isso é uma característica do carro” está muitas vezes sendo usada como uma saída pelas fabricantes para se esquivar de problemas de verdade.

    • Lorenzo Frigerio

      O caso do DSG é o típico “se colar, colou”. A VW só manja de câmbio manual. Deveria nos dar a opção de uma bela caixa automática ZF ou Aisin. O DSG me parece uma “solução de português”, mesmo porque os câmbios epicíclicos também evoluíram. A perda de potência no sistema hidráulico, hoje, é bem baixa, e o número de marchas, até maior.

      • Lucas Pereira

        Não sei, eu ouço e leio muitos elogios ao DSG. Mas infelizmente estes têm sido manchados pelos incômodos de ruído. Quem está na rua escuta o barulho que faz quando o carro passa. A VW já usou a Aisin recentemente, no Jetta 2.5. Apesar de não ter a mesma tecnologia do DSG, nunca ouvi relato de problemas crônicos. Aliás, fala-se muito bem daquele tiptronic 6 marchas…

      • Danilo Grespan

        Pô… xingar DSG?! Pegue um Golf desse novo, tiptronic de 7 marchas, mesmo o 1.4 TSI, e dê uma volta com ele, usando a marcha… é apaixonante! A troca é perfeita, trocando pelo volante ou deixando o carro pensar. Na é melhor nem pior que o Aisin de 6 marchas!

      • Luciano Gonzalez

        Lorenzo, você com certeza nunca rodou com um carro equipado com o DSG… certeza absoluta… se não gosta da marca, ok, é um direito seu, mas esse tipo de colocação não tem fundamento algum…

  • francisco greche junior

    É AK, bela explicação e resumo de nossa realidade. Eu ainda acredito que de verdade brasileiro não gosta de carro. Isso é mais uma psicodelia da nossa terra.

  • Mr. Car

    O problema é que muitos consideram qualquer coisa (por mínima que seja) que os desagrade em um carro, como sendo defeito, no sentido exato da palavra. E não é. Comungo com o Bob e o Keller: hoje, não existe carro intrinsecamente ruim.

  • CCN-1410

    Pior que o governo brasileiro é o povo.
    Por exemplo: Na cidade vizinha à minha o preço da gasolina aditivada é de R$ 3,15 o litro. Aqui em minha cidade, R$ 3,423.
    Se alguém abastecer 40 litros onde moro quatro vezes por mês, terá um prejuízo de mais de R$ 43,00, ou mais de R$ 518,00 em um ano.
    Será que só o governo é o culpado disso?
    A distância entre as duas cidades é de 12 quilômetros e tem boa estrada asfaltada. Então o problema dessa diferença não é o frete.

    • visitor

      Localidades pequenas, ou com menores volumes de vendas, é natural que cobrem uma margem maior, pois os custos fixos não variam muito. Outras vezes, mesmo em localidades pequenas os preços praticados são relativamente baixos por haver uma “guerra de preços” entre dois ou mais postos. Coisas do livre mercado.

  • Danilo Grespan

    Como os carros estão todos próximos, considerando valores e
    características escolhidas, a escolha acaba se dando pela preferência
    visual, estilo de direção e tratamento. Uma das coisas importantes a levar em conta hoje em dia é o pós-venda da marca nas concessionárias, principalmente com tanto componentes importados. Felizmente, a Peugeot que me atende é sensacional, contrariando os milhões de criticas nesse sentido que encontro por aí. Já tive problemas grandes nas concessionárias Volkswagen, Fiat e Chevrolet, que infelizmente passaram longe do bom tratamento que tenho hoje.

  • Antonio Amaral

    Perfeito, Arnaldo, vejo em vários sites e opiniões de leitores citando como defeito o porta-malas pequeno, o plástico duro do painel, o estilo feio, motor fraco etc., para mim isso não é defeito, é característica de projeto. Tudo isso o consumidor pode verificar antes de comprar, e se não gostar, não compra. Para mim, defeito é quebrar uma biela com 30.000 km e manutenção em dia, realmente um fato não esperado que claramente não deveria acontecer. Já vi gente falando que até pneu furado era defeito.

    • Lorenzo Frigerio

      E o Fox guilhotina, não era defeito (desleixo) de projeto?

  • Vinicius

    É o que eu sempre digo para as pessoas, quando me perguntam sobre o que é melhor, o carro “A” ou o carro “B”: depende do que você quer e para que vai usar o carro. Se é para o dia-a-dia, procure carros compactos, econômicos e de manutenção fácil e rápida (com uma boa rede de concessionárias na região onde você mora). Se é para viajar com a família, veja se o porta-malas é suficiente e se o espaço interno é bom. Se é para ir paro sítio, procure um 4×4, ou um carro de suspensão mais robusta. Se você é um entusiasta, dirija, sinta o carro e veja o que lhe agrada mais. Claro, tudo isso dentro de um parâmetro de custo aceitável ao bolso de cada um (e não ache que vai pagar barato, porque nada no Brasil é barato – talvez só a honra de certos políticos…).

  • REAL POWER

    Um ou outro carro vai ter sim defeito, seja de projeto ou fabricação.Uns incomodam mais outros menos, devido aonde existirem. Tive um Celta 1-L 2007. Levei várias vezes ao concessionário devido ao carro apresentar vibração e ressonância no escapamento. Não resolveram. Eu trabalhei na rede GM e então resolvi ligar a amigos que ainda estavam trabalhando na rede. Me disseram que todos os Celtas tinham tal vibração e não se tinha nada a fazer. Essa vibração acontecia ao redor de 4.000 rpm. Resolvi refazer o escapamento do meu carro. Consegui “esconder” grande parte da ressonância. Mas eu sabia que tinha apenas resolvido em parte o sintoma, não o problema. Depois descobri que a GM realizou modificações no virabrequim e bielas para melhor balanceamento e diminuição da vibração do motor. Isso foi até explicado em próprio material da GM. Ou seja um defeito, que para uns existia e para outros não, justamente por não usarem o motor a 4.000 rpm. A 120 km/h ou um pouco mais, se entra na casa dos 4 000 rpm.
    Bob mostrou o caso do banco do up! sem memória mecânica. Para mim, é um defeito. E o up! não seria minha escolha justamente por isso caso estivesse interessado num carro compacto de duas portas.

    • CorsarioViajante

      No caso do up! não é um “defeito”, pois foi projetado para funcionar assim intencionalmente, acho que é isso que o AK quis dizer.

    • Ilbirs

      Falta de memória mecânica em um banco de carro de duas portas é algo que considero e sempre considerarei defeito, ainda mais se levarmos em conta que nos carros de duas portas do passado você não perdia a regulagem do banco após basculá-lo, mesmo que fossem bancos com basculamento diferente do clássico encosto que se dobra para a frente (vide o banco da linha Uno original, que ia todo para a frente e mantinha-se perfeitamente regulado). Logo, se há uma piora em relação a algo que no passado funcionava perfeitamente bem, temos sim de ir martelando em cima para que voltem a fazer de forma decente.
      Aliás, bancos de carros com duas portas sem memória mecânica viraram uma obsessão desde a segunda metade dos anos 1990. Lembram-se do Astra B hatch de duas portas, cujo banco também ficava todo bagunçado após ser rebatido para dar passagem a quem fosse sentar atrás? Fica parecendo que os projetistas dos interiores dos carros estão sem ter o que fazer e aproveitam para tirar uma com a cara dos consumidores.

      • Lorenzo Frigerio

        Cara, em que ano estamos vivendo? Pois o único carro que já dirigi sem memória mecânica é o meu Charger R/T, com maquinário Probel. Não é possível que qualquer coisa feita desde então não tenha memória mecânica. Especialmente porque em novos modelos bastaria reaproveitar o maquinário de modelos anteriores. O custo é zero.

      • mecanico anonimo

        Os bancos dianteiros do Astra G 2 portas eram realmente “bem mal” projetados. O funcionamento da memória de posição era tão “misterioso” que no teste que a BCWS fez na época do lançamento consta que “não tem memória de posição” dos bancos dianteiros. Para que a memória “lembrasse” a posição inicial, após o banco ser rebatido, era necessário que primeiro fosse deslizado para trás até parar na posição “memorizada”, para só então levantar o encosto à posição normal. Se levantasse o encosto primeiro, ou simultaneamente, o que era um movimento bem natural, o banco travava em uma posição muito para a frente. Curiosamente, nessa situação a memoria ainda era “preservada”, bastava rebater o banco novamente, e desta vez acertar a “sequencia” para que voltasse a posição “memorizada” . Era assim que Chevrolet quis que fosse, mas com certeza era (é) muito pouco amigável ao usuário.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Nossa percepção também deve mudar em relação à durabilidade, uma vez que o futuro é descartar os carros mais cedo, não é? Sendo assim, o que se exigia no passado pode não ser mais tão importante hoje. Sendo assim, acredito que passaremos a consumir o produto mais pelo que ele é tecnologicamente do que por sua expectativa de vida. Um exemplo do que quero dizer é a antiga resistência ao câmbio automático que “era muito caro para consertar” e hoje vemos as pessoas desfrutando desse conforto sem se importar muito com os custos de manutenção. Parte porque os produtos melhoraram, parte porque não pretendemos que o carro dure para sempre como antes.

  • Lipe

    Mr. Car: o menor apreendido, quem inventou não foi o jornalismo televisivo. Aliás, do ponto de vista jurídico, o jornalista erra ao dizer que o adolescente foi preso. Quem determina o termo é a própria lei que cuida das punições aplicáveis aos menores de idade: o Estatuto da Criança e do Adolescente. Lá se diz que os menores de idade são apreendidos pelas autoridades competentes. E não se engane: há previsão de internação em regime fechado pelo prazo de até 3 anos para os casos mais graves.
    Na minha cidade natal, onde há 40 mil habitantes, são aproximadamente 700 presos fechados (maiores de idade). Sabe quantos menores de idade há internados em centro próprio? Entre 15 e 20. Ao contrário do que dizem por aí, os menores de idade não são os maiores criminosos. Há salvação para boa parte deles, basta querer e melhorar a educação e as oportunidades (pois infelizmente a falha dos pais é muito mais complicada de sanar) que certamente o número de infratores é capaz de diminuir pela metade.
    Essa questão de mostrar a cara do bandido, seja menor ou não, é uma questão de igualdade: O menor filho de rico que estupra uma colega de escola não terá o rosto mostrado, caso contrário uma futura carreira profissional como médico iria por água abaixo. O menor filho de pobre, sem advogado, é escancarado para que ninguém da sociedade contrate ele sequer como empacotador de mercadorias no supermercado. Acha justo? Eu não… Se for pra ser assim, que não seja mostrada “a fuça” de ninguém.

    • Mr. Car

      Eu não disse que foi a mídia, foi a lei ridícula mesmo. Também não disse que os menores são os criminosos em maior número. E desculpe, não me faça rir: três anos em “internação” depois de ter matado muitas vezes com requinte de crueldade e por motivo fútil como aquele verme chamado Champinha ou o tal verme classe-média (para não dizer que estou discriminando pobre) que tascou fogo no índio em Brasília, para sair com a ficha absolutamente limpa, é BRINCADEIRA com a cara dos cidadãos. Se há salvação para esta escória, que vão se salvar bem longe de mim. Tem que mostrar as fuças do dois, sim senhor. E bem mostrada: frontal, com close, e imagem congelada.

      • CharlesAle

        Concordo,marginal tem de ser mostrado o rosto,seja filho de pobre ou de empresário rico!! O problema é que aparecem tantos defensores de menores infratores (OAB, Igrejas,ONGs, além, é claro, da Rede Globo e seus artistas politicamente corretos),. que absolutamente não se consegue discutir seriamente o menor infrator no Brasil, infelizmente.E enquanto isso o Brasil fica entregue a marginais, tanto maiores como os “de menor” e muito bem protegidos, até com bolsa-marginal!!! No Brasil, o crime compensa! E muito!!!

        • Mr. Car

          Pois é, Ale, este pessoal faz tudo para atrapalhar. Além disso, se alguém ousa falar em um programa sério de controle de natalidade, para evitar que se façam filhos em quantidade leporina, e que depois não vão poder criar, lá vem a acusação de “nazista”! Depois ainda gostam de pregar que “somos todos responsáveis pelos menores de rua”. TODOS não, cara pálida! Não tem filho meu largado pelas ruas, e não sou absolutamente responsável pelas crias alheias.

          • Domingos

            O segredo é rebater assim: problema seu que você acha que sou nazista/fascista ou qualquer outra invenção novi-linguística da esquerda.

            Fascismo aliás, é na verdade o tipo de medida e governo que esses defendem. Só que com a manipulação lingüística e ideológica, eles escondem isso e ainda invertem os valores – tal qual os drogados hoje são considerados bonitos e os cidadãos normais, “conservadores” (como se isso fosse um crime).

            E além de não ligar para os xingamentos vazios deles, que a cada semana mudam, é apontar sem medo que os errados são sempre eles e que a história e a verdade dos fatos sempre comprovam assim.

      • Mr. Car

        Então, antes que essas faíscas virem um tremendo incêndio, coisa que não é o objetivo deste espaço, vamos parar por aqui, já que por esse pessoal no qual você se insere, os advogados do diabo, que se acham grandes pensadores, não dedico nenhuma simpatia, muitíssimo pelo contrário.
        Passar bem.

      • Domingos

        Isso que você diz na verdade é fruto de uma visão liberal da realidade, onde tudo é construído pela humanidade.

        Porque a Suécia é o que é? Dinheiro? Então nas décadas de 40 e 50 onde eles eram um país rural e MUITO mais pobre que o Brasil de hoje, qual foi o “milagre humano” que os tornou – ao menos até algum tempo atrás – uma referência?

        Porque o Brasil já foi a 6ª economia mundial e perde em qualidade de vida, criminalidade e qualquer indicador para países que às vezes não estão nem entre os 30 mais economicamente desenvolvidos?

        E porque 12 anos de governo com EXATAMENTE essa visão só fizeram é aumentar a criminalidade, o número de moradores de rua e usuários de drogas?

        O problema dessa visão é que os casos dramáticos, que você cita como exceção, são tratados com a mesma severidade dos outros: quase nenhuma.
        E o problema principal é que certas pessoas são como são porque são. Uma coisa é um menor roubar para comer, outra é roubar um relógio e matar alguém.
        Matar alguém é algo bem dramático, não se toma coragem para isso do nada e nem meramente por ser pobre. Se a pessoa mata por um relógio com essa intenção MERECE e merece MUITO ser chamada de escória e de ser excluída da nossa sociedade.
        E a consideração desses casos como “recuperáveis”, como “casos menores” e outros termos de suavização meramente é o delírio do liberalismo, que seja que esquerda ou de direita acha que o dinheiro vai resolver tudo.
        Então quer dizer que o menor que matou por um relógio, se amanhã receber um diploma e for “incluído”, deixará de ser assassino? Será que também deixará de cometer qualquer “pequeno crime”, mesmo tendo dinheiro?
        Porque o que tem de “recuperado” por aí que mesmo trabalhando é pequeno traficante, sonega impostos, vira funkeiro ostentação dono de boca não é mole…
        O problema do liberalismo é achar que o homem é maior que Deus e que suas qualidades como “estudos”, “pensamento” ou “dinheiro” vão resolver qualquer coisa além da sua capacidade.
        Quando, na verdade, certas coisas só com a ajuda de Deus – e ainda assim, certas almas e pessoas simplesmente não a querem.
        Para esses é cadeia mesmo e ainda vale a provocação: se estiver com pena, leve para casa.

  • RMC

    AK: muito legal tua colocação, mas tem umas coisinhas que merecem ser repensadas.
    Por exemplo: tenho um Jetta TSI, um carrão pra deixar qualquer autoensusiasta com largo sorriso no rosto por um bom tempo após rodar numa boa estrada sem pardais nem pegadinhas das “forças da ordem”. Só que ele tem umas “modernidades” chatas, por exemplo: buzina e acelerador eletrônicos, que sempre “pensam” antes de atender ao seu comando, retrovisor eletrocrômico que às vezes não escurece, fazendo você dirigir ofuscado. Honestamente, prefiro dez vezes mais o acelerador a cabo, o espelho manual e a buzina simplesmente elétrica do Santana 1989 que temos na família desde zero e já com alguns milhares de km nas costas. Outra coisa que não me convence são os bancos dianteiros estilo Chevette do up!, com os apoios de cabeça integrados. Tenho 1,9m e o topo dos apoios fica na altura da base do meu crânio: no caso de batida certamente terei problemas graves. Outro item é a saída de ar central do painel dele, estilo Polo europeu da 1ª geração. Isso pode funcionar na Europa, mas nos trópicos… um carro tão legal e bem desenvolvido merecia coisa melhor.

    Falei dos VW, mas há exemplos em todas as marcas, é só procurar um pouco e para isso conto com vocês, que tem acesso aos diversos modelos.

    RMC

    • Eduardo Silva

      RMC.

      Concordo com você sobre os bancos do UP serem ruins, no nosso caso (minha namorada estava interessada) o aspecto foi outro porque somos mais baixos (1.64m e 1.74m). Os bancos inteiriços parecem que deixaram o interior carregado, escuro, claustrofóbico, principalmente para quem senta atrás. Fizemos o test drive mas isso acabou desqualificando o carro.

  • Paulo, os carros estão durando muito mais que antigamente.

    • Paulo Roberto de Miguel

      Sim, acredito. O que eu quis dizer é que certas rejeições do passado que nos faziam escolher marcas ou não escolher determinados equipamentos, estão caindo por terra. Por exemplo, a Volkswagen tinha no Gol um argumento de robustez e durabilidade que já não impressiona tanto. Aos poucos vamos nos interessando mais pela tecnologia do que pela expectativa de durabilidade, conceito que fazia muita gente classificar este ou aquele modelo como bom ou ruim.

  • Daniel S. de Araujo

    Apenas reafirmando o que todos disseram, por isso que gostamos do AutoEntusiastas. Avalia o veiculo dentro da proposta que ele tem. De que adianta testar um carro de “entrada” e exigir que ele tenha freio ABS+EBD+sensor de desaceleração e controle de tração? É a proposta dele? Não! Falar do motor que tem um leve ruido agudo em 3000rpms ou dá uma ressonancia diferente (ainda mais num carro que vai andar nas ruas brasileiras com buracos asfaltados) decorrentes de uma relação r/L 0,01 acima da convenção matemática de 0,3 (que é 0,3 com um desvio tolerado para mais ou para menos – como tudo)? Ou então reclamar que o carro é excelente mas o estilo não muda desde o ano xyz? Falar mal todos falam (Assim foi com o Mille, Gol de motor longitudinal, Ka, Celta, etc) mas ninguém quer ver as vantagens e as virtudes que conservaram (e em alguns casos, ainda conservam) esses veiculos no mercado por tantos anos.
    Belo texto AK!!!!

  • Domingos, já eu tenho achado que os faróis estão cada vez melhores. Se não cito isso no texto é porque acho tão básico que nem merece cometário. Faróis ruins não vi nenhum, ultimamente.

  • Fat Jack

    O custo Brasil é exorbitante alto, um absurdo, peguemos como exemplo algo que conhecemos bem, os pneus, eles têm no mercado interno um preço tão “inflado” de impostos que é possível ver estes mesmos pneus (brasileiros portanto) de grandes marcas sendo vendidos em países vizinhos por valores entre 40% e 50% do que custam no mercado interno, isso já inclusos o frete (maior, devido a maior distância) e os lucros da fabricante e dos revendedores…
    No que se refere aos defeitos, acredito que ele existam sim, mas no atual estágio que nossos veículos se encontram eles não são facilmente detectáveis a não ser em uma avaliação de longo prazo (algo como dezenas de milhares de kms).

  • Frederico, sim, é essa caixa. Não falei que ela era ruim. Só que uma 5a marcha o melhoraria.
    Quanto ao câmbio da GM, esse “muita gente” aí são, na verdade, quantos? Umas dezenas? Aí é que está a coisa.

    • Domingos

      Umas centenas. E isso é bem alto para um produto industrializado e caro é bastante.

      Não vejo sentido, novamente, se é que me permitem, em tomar nenhum dos lados nessa história. O consumidor sabe que existem os pormenores e os modelos com alguns problemas e os avaliadores sabem que todos os modelos hoje possuem qualidade.

      Discussão meio inócua…

  • RMC, não dá para sacar tudo nos testes, você sabe. Porém, para nossa alegria, temos amigos comentaristas que, tal qual você, nos ajudam a levantar as lebres. Essa do encosto do up! é uma. Tenho só 1,80 m, altura mediana, e para mim está bom e nem percebi. As outras coisas que disse também valem, sim. É bom que saiba que sabemos que os fabricantes não só leem os nossos posts como também leem os comentários e pensam a respeito. Eles querem melhorar, esteja certo disso, e têm melhorado.

    • João Guilherme Tuhu

      Olha como as coisas mudam: há uns 20 anos, ter 1,80 m era ser um cara ‘altão’.

    • Ricardo

      Tenho 1,79m e achei adequado para o meu tamanho. Aliás, achei o espaço do up muito bom!

  • Mr. Car

    Além do mais, defeitos surgidos depois de dezenas de milhares de quilômetros, podem ser desgaste natural mesmo, além de em muitos casos, com a colaboração de maus tratos ao veículo por parte do dono, seja no modo de usar, seja na negligência de manutenção.

    • Fat Jack

      É verdade, mas me refiro àqueles defeitos que depois de determinado tempo nós (aficionados) tomamos conhecimento pelo mercado de usados devido a grande quantidade de carros de determinado modelo que o apresentam, como por exemplo, o Peugeot 207 tem “fama” no mercado de ter problemas elétricos, (eu pessoalmente conheço 2 ex-donos deste modelo que o trocaram ainda seminovos devido justamente a “panes” elétricas) e este tipo de constatação é simplesmente impossível no padrão de testes feito no AE.

      • Domingos

        Roda por aí que a PSA é meio olho grosso com homologação de parte elétrica e programação eletrônica.

  • REAL POWER

    IIbirs, É isso mesmo. Não da para admitir que não se faça algo melhor ou igual ao que se fazia a décadas atrás. Por isso considero um defeito. Eu dou muita atenção a isso, e volta e meia me pego com algo moderno, que foi mal projetado ou fabricado, quando comparamos com algo semelhante, porem com anos de fabricação. Não me importa se é por custo etc, etc. Para mim vai ser um defeito.

  • tomazi

    Apenas um adendo, nossa gasolina não está exatamente entre as mais caras do mundo, é a 63 mais cara numa lista de 160 países, de acordo com http://www.GlobalPetrolPrices.com.

    • Vinicius

      Esse ranking considera o fato de que nossa gasolina é diluída com álcool?

    • Tomazi,
      Calcule o preço da gasolina e não do gasálcool, e verá que a posição muda.
      Desconte o preço do álcool. Faça as contas. E se quiser coloque na conta que com a nossa “gasolina” o carro roda uns 20 % a menos.
      Bom, mas afinal alguém tem que pagar por essa baderna que fazem com a nossa Petrobrás.

      • Lemming®

        Alguém pode me explicar o conceito de “nossa” no caso da Petrobrás?
        Não recebo dividendos.
        Não tenho um bom combustível.
        Não tenho preço mais baixo na bomba.
        Não tenho cargo, facilidade, encosto ou algo que valha nessa bagunça…
        A única coisa que “tenho” é de sustentar os ladrões e incompetentes que gerenciam e “trabalham” nessa torre de babel.
        Que me desculpem os do setor operacional que são os que ainda mantém essa “torre” funcionando.

        • Lemming, tem razão, só é nossa na hora do prejuízo…

        • Domingos

          Perfeito. E costuma ser assim com qualquer coisa que chamam “do povo” ou “estatal”. Mera manipulação de palavras.

    • Domingos

      E o fato de sermos produtores, não conta? Entre os produtores devemos ser sim uma das mais caras, se não a mais cara.

    • Guilherme Jun

      Isso é irrelevante. Em relação à nossa renda, é muito cara sim. Para um europeu, pagar muito mais do que pagamos é normal, e ele consegue.

    • Daniel S. de Araujo

      Você acha normal a gasolina brasileira ser mais cara que a japonesa???????

      Para mim isso daqui é conversa de quem acredita no engodo brasileiro varguista chamado Petrobrás.

    • tomazi

      Não sei como é feita a pesquisa, nem se considera a composição da gasolina…

  • m.n.a.

    o “defeito” dos carros de hoje são materiais de que são feitas as peças de acabamento interno cada vez mais baratas, por exemplo…..
    Quero ver o interior de um carro atual daqui a 25 anos….tudo degradado…..

    revestimentos plásticos, tapetes, vidros….tudo muito mais “fino” do que era “antigamente”…..

    os carros atuais são mais “frescos”….não toleram certas coisas….certas “faltas de cuidado” que são normais no dia a dia por no mínimo duas décadas de uso….

  • Lorenzo Frigerio

    O Brasil importa carros do México porque o México fabrica essencialmente carros para cucaracha… 4 cilindros, 4 metros de comprimento, 4 portas, aspirado, motor abaixo de 2 litros. Só cucaracha compra esses carros. Você vai para Miami e está cheio deles. Você sai da Flórida e começa a ver os carros que os americanos compram: Camry, Charger, Impala, Taurus, Cadenza, Mercedes e BMWs… Americano simplesmente não aceita lixo. Já no Brasil, é “vamos economizar”, desde sempre.
    Acho errado, aliás, essa tarifa preferencial para carros feitos no México, pois só as “montadoras” podem trazê-los com essa vantagem. O consumidor é que paga o pato, ou seja, todos os custos que lhe são repassados e a falta de liberdade para ter o carro que deseja.
    TUDO para manter os sindicalistas pelegos do ABC de barriga cheia, e os presidentes fumando charuto cubano com a Diretoria das fábricas, para quem vai tudo sempre muito bem.

    • Danilo Grespan

      “Em Miami está cheio deles”…
      Depende de onde você anda em Miami 🙂

    • Vinicius

      Lorenzo, se você pegar a lista dos 10 carros mais vendidos nos EUA em 2014 vai ver que lá estão Toyota Corolla, Chevrolet Cruze, Honda Civic, Volkswagen Jetta e Ford Focus – todos carros bastante comuns aqui, e vendidos lá com os mesmos padrões de qualidade daqui (fora algumas adaptações aos gostos regionais, claro).

      E, na linha do texto do AK, a qualidade dos nossos carros evoluiu muito nesse sentido. Americano não aceita lixo, e nós também não aceitamos. Hoje estamos bem alinhados com o que é vendido lá fora. O nosso problema é o custo de se produzir no Brasil, e não o tipo de carro ou a qualidade.

      E quanto à importação independente, é um tema polêmico. Por uma “peculiaridade estratégica” lá dos anos 50, deu-se um peso exacerbado à “nossa” indústria automobilística. Hoje, essa indústria tem uma exagerada relevância política e econômica. Acho difícil que se tome qualquer medida que possa afetá-la negativamente.

  • Lorenzo Frigerio

    Eu divido os carros em “pré-injeção eletrônica” e “pós-injeção eletrônica”. Os tratamentos de chapa e técnicas de construção, no sentido de evitar infiltrações, também acompanharam. Qualquer modelo lançado a partir de 1991 ou 1992 já é bom.

    • Tarcisio Cerqueira

      Eu cresci em carros velhos… carburados… dos anos 80… sei bem como é isso! hehehe

    • Domingos

      Carburador era muito ruim. Só com muito atraso para gostar daquilo.

      Em carro de competição até vai… Classícos também.

      • Davi Reis

        A injeção é muito superior, mas um carburador bem regulado também tem seus méritos. Nem sendo romântico, até porque realmente é uma tecnologia de 40 anos atrás, mas dá gosto andar num carro com a carburação redondinha e sem buracos.

        • Tarcisio Cerqueira

          Ficava horas a fio para deixar o carburador (um Weber 460) do meu ex-Escort Hobby afinadinho, mas dava um orgulho danado! Adorava quando o motor atingia sua temperatura normal e ele ficava com uma lenta bem próxima das injeções! Bem lisinho! E Quando acelerava não dava buracos, subia liso também… Pena que essa paz não chegava a 1000km… Rápido ele desregulava e/ou entupia algum giclê… E era por gasolina meio duvidosa que ele reclamava logo…

          • Domingos

            Sabe se o 1.6 CHT gasolina usava esse mesmo carburador? Era um corpo duplo, não?
            Lembro que o nosso era a mesma história: regulado era um carro moderno – obviamente não em termos de emissões…
            Porém dava os seus 3 ou 4 meses e pronto, já tinha que regular. Gasolina aditivada ajudava muito na época, meu pai só passou novamente à comum quando tivemos nosso primeiro injetado e não tinha necessidade. Bastava uma boa comum, ao menos no curto prazo.

  • CharlesAle

    Não sei, Corsário, se neste decadente Brasil o cidadão ainda tem aspirações!! Nem sequer somos mais os reis do futebol (depois do 7×1 então…). O que vejo sim, é muita gente cansada, fatigada, e falando em viver fora do Brasil…

    • CorsarioViajante

      Charles, digo aspirações não no sentido de grandes ideais, mas sim do que quer para si e, consequentemente, para o país.
      Todo mundo adora falar que quer viver fora do Brasil, que quer ir para um lugar “onde as coisas funcionam”, só que chega lá e descobre que isso é uma via de mão dupla, e muitas coisas “normais” no Brasil são punidas com severidade. Não dá para querer conciliar o jeitinho e as gersonzices com organização e justiça. O brasileiro vem optando pelo jeitinho e gerzoncice.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Desta vez você saiu do seu padrão, desculpe. Dizer que o caso do DSG é “se colar, colou”, quase me fez excluir seu comentário, só não o fazendo por consideração a você, um dos nossos mais antigos e presente leitores. A caixa DSG é BorgWarner e tem muitos apreciadores pela rapidez de troca de marcha e pela ausência do conversor de torque. Nos 911 as acelerações são melhores com o câmbio PDK do que com o manual. O fato de algumas dessas caixas apresentarem algum ruído é, como sempre nesses casos, prato cheio para os detratores da marca e, especialmente, para os “caçadores de ruídos”, o esporte predileto de muitos proprietários.

    • Lorenzo Frigerio

      Acredito que o DSG ainda está numa espécie de “versão beta” e tem que amadurecer. Os “trancologic” da vida também estão melhorando, e devem melhorar mais, mas nunca serão perfeitos. Estarão ótimos para o tipo de carro em que são montados.
      Já ouvi dizer que o PowerShift não tem essas esquisitices do DSG e o desempenho é melhor (alguns provavelmente discordarão, nunca dirigi nenhum).
      Da minha parte, esses câmbios parecem ainda funcionar bem em algumas situações e mal em outras. Pode ser que vinguem, pode ser que desapareçam. Tendo opção, não colocaria minha mão no fogo; a vantagem sobre um epicíclico moderno me parece discutível, no máximo marginal.

      • Bob Sharp

        Lorenzo
        Não existe tranco em câmbio robotizado, o que existia era alguma interrupção da aceleração do veículo, como se fosse uma troca lenta em câmbio manual. Hoje está muito pequena.

      • Danilo Grespan

        Uma vez aluguel esse último Ford Focus com PowerShift por quase 2 semanas. Sinceramente, não sei se pela injeção direta, ou pelo câmbio robotizado de dupla embreagem, achei excelente. Parecia próximo de câmbio manual, com trocas rápidas e a sensação de tirar o pé da embreagem rapidamente, porém com suavidade. O que houve, foi que em pelo menos três oportunidades houve uma confusão do câmbio, no acelera-tira o pé-acelera, ele deu uma espécie de engasgada, sendo que numa das vezes ele deu um tranco entrando a marcha. Estranhei, mas conviveria com isso fácil. Problema de processamento do câmbio está nos primeiros Dualogic, isso sim era de matar!

  • Bob Sharp

    Lorenzo,
    A falha não foi apontada? Quer o que mais?

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Portas que esmagam dedos ao fechar pode ser chamado de defeito de projeto? Portas de automóveis existem há um século. Esse caso do Fox, no universo de centenas de milhares fabricados, quantos de guilhotina houve? Realmente, quem projetou o mecanismo de rebatimento do banco não previu que alguém poderia deixar o dedo onde não devia, pois o movimento é lógico.

    • Lorenzo Frigerio

      Havia um aviso sobre a maneira correta de escamotear o banco. Mas você conhece a Lei de Murphy: “se houver a possibilidade de alguém deixar de seguir as instruções e operar o mecanismo da forma errada, então alguém fará exatamente isso”. A intuição em relação à forma de operar o mecanismo era exatamente o oposto da correta. Normalmente, consideraria isso uma falha de projeto.
      Sabemos, porém, que o modelo mais opcionado usava um mecanismo diferente. Portanto, a culpa não é da engenharia, mas dos “bean counters”.
      O mesmo raciocínio se aplica ao caso dos Stilo, que só afetava modelos com freios a tambor (e cubo traseiro de Palio). Nenhum engenheiro que se preze teria feito daquela maneira.
      O caso dos motores VHT: vacilo da área técnica (manuais/marketing).

      • Antônio do Sul

        Concordo com quase tudo, mas, com os motores VHT, correu uma versão de que os donos também não liam aquela parte do manual que diz o que é condição severa de uso e que quem se enquadrar nessa condição deve reduzir o tempo/quilometragem de troca de óleo pela metade.

  • Bob Sharp

    Lorenzo,
    Caramba, o que deu em você hoje? O México é base de exportação para o mercado americano E não há nada errado com acordos de comércio bllateral como o Brasi-México. Se acha que há, explique, pois eu e acho que os leitores gostariam de saber!

    • Lorenzo Frigerio

      Eu estou debatendo o ponto levantado no texto, de por que importamos carros do México, e não dos Estados Unidos. Portanto, não há nada de errado com os acordos. Ressalto apenas que cidadãos privados deveriam também poder se valer dessas tarifas preferenciais.

      • Domingos

        Lorenzo, acho que nenhum país permitiria a importação com desconto por privado. Ainda não chegamos lá…

        Porém vejo sua opinião ao mesmo tempo um pouco realista e um pouco exagerada/preconceituosa.

        O mundo todo compra carros 4 4 4, como você bem disse. É o padrão de carro aqui, na Europa e na Ásia. Os americanos que possuem um local com condições diferentes e, portanto, carros maiores e com motores maiores.

        Gasolina barata, concorrência incomparável, preços baixos, muito espaço etc.

  • Bob Sharp

    Eduardo Silva
    O que é que está acontecendo aqui hoje? Bancos do up! ruins? Interior claustofóbrico? Essa não dá para entender mesmo, os bancos são ótimos! Então o interior do HB20, do Ka, é o quê?

    • Eduardo Silva

      Pô, desculpa hein Bob. Não sei o que está acontecendo por aqui não, só dei minha opinião. Mas tudo bem, posso ficar com a sua então.

    • Renan V.

      Compararam os bancos do Up! com os bancos de um Chevette. Para mim, se revestidos de couro, são comparáveis aos bancos de um Carrera

    • Pra mim hoje é tudo muito alinhado. Comprando qualquer carro compacto, você estará bem atendido. É só questão de gosto.

    • Ricardo

      Bob,
      O pessoal tá azedo mesmo hoje.

  • Bob Sharp

    m.n.a.
    Já parou para analisar o estado das peças de acabamento de um carro com 25 a 30 anos de idade? Cara de novo, por acaso? Futurologia nessa questão não da’!

    • RoadV8Runner

      Sobre isso posso falar com propriedade, pois comprei tempos atrás um Opala SS 1980 para reformar. Veredicto: como o carro foi usado normalmente, sem cuidados especiais, o interior está para lá de acabado (será necessária tapeçaria completa, incluindo o teto…). A única honrosa exceção vai para o painel, que possui apenas uma única trinca na “almofada”. Os instrumentos funcionam todos e estão razoavelmente conservados.

  • Marco

    Exato. E como o assunto em voga é roubalheira na Petrobrás: Não sou vendedor, mas conheço muitos vendedores e representantes comerciais. Todos, absolutamente, TODOS são obrigados a pagar “bola” ao comprador. E em empresas privadas.

    Mas vá conversar com tais pessoas. Pilantras sempre são os outros…

    • CorsarioViajante

      Infelizmente é muito comum. O pessoal é muito cínico. Adora falar que o problema são “us pulitchicus” mas faz gato-net.

  • Drone gibim

    É..mas o New Fiesta PowerShift tem defeito grave no câmbio, e não em alguns modelos não. E a Ford se faz de cega para o problema.

    • Bob Sharp

      Drone gibim
      Qual é o defeito?

      • Drone gibim

        Trancos em 1ª, 2ª e 3ª marchas. Os carros são levados a concessionária e fazem atualização do cambio, não resolve, depois trocam o retentor pois entrou óleo nos discos, como estes procedimentos não resolvem, após muito custo e dias de espera trocam a embreagem, e pasme também não está resolvendo, isto sem contar os dias de desgaste da espera das peças e dias sem carro. E são vários casos, se quer saber mais detalhes é só dar uma olhada no blog oficial do New Fiesta clube.

        • Comentarista

          Se forem recorrentes os casos não se trata de defeito. É erro de projeto.

          • Roberto Mazza

            Infelizmente não é só o Fiesta, no Ecosport Powershift há muitos relatos de defeito do câmbio, que além de trancos fora do normal por vezes pára o carro e deixa as pessoas na mão. Esses relatos são facilmente encontrados nas comunidades de donos dos carros, inclusive com fotos publicadas pelos donos.

            Infelizmente também há muitos outros “defeitinhos” que não deveriam existir nesse modelo que é a estrela da companhia em vendas, como estepe muito facilmente roubável, mesmo com trancas, pois retiram o suporte junto, desalinhamentos externo e interno, vistos desde os primeiros modelos 2012 até os 2015, estepe que afunda na tampa da mala com qualquer leve encostada (não era assim na versão antiga), falhas de pintura, falta de controle de qualidade de montagem, inúmeras pessoas insatisfeitas com atendimento pós-venda muito ruim, etc. Fazer uma fama boa leva tempo e muito esforço. Deve haver muito a ser feito.

        • marcelocb13

          Como o pessoal também reclama muito do câmbio automatizado da audi dá pra perceber que não é problema, mas característica do produto que faz um pouco mais de barulho do que um automático. Sobre o automatizado audi basta uma procura no jornal do carro do Estadão para encontrar as justificativas da audi para os incômodos.

      • Lucas Pereira

        http://quatrorodas.abril.com.br/autoservico/auto-defesa/defeitos-ford-new-fiesta-819448.shtml
        Obviamente tem que saber a quantidade de “defeitos” apresentados, pra saber se são casos isolados ou corriqueiros. Mas pelo posicionamento da fabricante, de que é característica do carro, presume-se que é algo recorrente.

    • R.

      Parece que tem muitos casos , mesmo…
      Uma pena , sempre foi uma marca qual tenho muito respeito e gosto de sua linha de produtos.
      http://www.peticaopublica.com.br/viewsignatures.aspx?pi=P2013N44036

    • marcelocb13

      Tenho 2 fiestas powershift em casa e não reclamo não (os dois com 30.000. Troca de marchas rápidas e sem titubear. Acho que são duas coisas: ou o pessoal não sabe que automatizado faz um pouco de barulho (principamente em solo irregular), ou comprou fiesta ps no início quando os problemas eram mais comuns. No mais são câmbios excelentes.

    • Cadu Viterbo

      Eu tive um Fiesta PS e não notei nada anormal
      Faz barulho em calçamento nas trocas (assim como o DSG do meu jetta). mas só! normal de automatizado caixa seca
      Era rápido e economico! 15 km/l na estrada!
      Ele só tinha dúvida entre 1a e 2a numa ladeira em baixa velocidade. Mas o dsg tb não se decide
      nessas horas é só reduzir manualmente e evitar que queime a embreagem

      Problemas, se vc caçar no google, vc acha nos DSG e nos PDK também!

  • ccn1410

    O Civic que rodou mais de um milhão de quilômetros nos Estados Unidos ainda estava bom de lataria e mecânica, devido aos cuidados do seu dono, mas o interior estava bem acabadinho.

  • ccn1410

    Tudo bem visitor, mas não explica essa diferença tão grande. Talvez por isso que boa parte da população abastece na cidade vizinha e esse posto continua do mesmo tamanho que conheci há 29 anos.

    • visitor

      Sim, mas como diz o Bob, ninguém é obrigado a comprar com uma arma na cabeça. É opção do posto cobrar caro e consequentemente vender menos. Aqui perto de casa tem um posto vendendo a gasolina comum a 3,16, e menos de 2 km adiante há outro vendendo a 3,44. O curioso é que sempre vejo carros abastecendo lá no mais caro. Vai entender…

  • ccn1410

    Eu lembro muito bem da década de sessenta quando eu ainda era criança. Em viagens, o que mais se via era carro parado na estrada por defeito mecânico. Os campeões eram o aquecimento e os problemas típicos dos carburadores.
    Tá bem, é bom lembrar que a gasolina daquela época, pelo menos nas cidades interioranas era suja, e o aquecimento em sua maior parte, talvez ocorria por falta de cuidado.

    • RoadV8Runner

      Taí uma coisa que eu não lembrava mais: que o combustível que abasteciam os carros até os anos 70 (mais ou menos por aí) não era filtrado. Lembro da primeira vez que vi o filtro de gasolina no topo de uma bomba no posto perto da casa de meus pais. Perguntei o que era aquilo e me disseram que a bomba era das modernas, agora filtrava a gasolina antes de ir para o tanque.

  • guest

    Entendi o que o AK quis dizer e concordo; entretanto, tem ocorrido vários recalls ultimamente, com frequência maior em certas marcas. alguns deles evidenciando falta de controle de qualidade (não consigo conceber um recall de filtros de combustível, p.ex.).

  • Comentarista

    Perfeito. Defeito é uma coisa, característica de projeto é outra que realmente não podemos batizar como sendo defeitos. Um ruído aqui, ruído ali, é problema de unidade. O Ae testa carro focando no produto, em suas características e não procurando peça solta, parafuso quebrado e por aí vai. Câmbio de 4 marchas é defeito? Não, é característica. Hoje por exemplo peguei um táxi Cerato 2010 4-marchas. Até estranhei pois parecia CVT. NADA de trancos entre marchas. 99% dos motoristas realmente não sabem nem o que é câmbio automático. E em testes da época só via revistas metendo o pau no 4-marchas. Quando lá ou o de 6 viu que o desempenho era o mesmo com consumo praticante o mesmo também.

  • RoadV8Runner

    O que eu vejo hoje é uma certa falta de preparo das concessionárias, tanto em prestar um bom serviço quanto em nível de suporte técnico. Como conseqüência, uma ocorrência sem maiores implicações pode se tornar uma dor de cabeça sem necessidade…
    Como exemplo prático, cito a concessionária que fez a revisão de 18 meses do primeiro Ka 1-litro Flex de minha noiva, em 2010. Como houve o recall para verificar possíveis problemas no chicote elétrico, aproveitei e pedi para fazerem a revisão dos 18 meses, já que o carro falhava quando com álcool e batia pino sem dó quando com gasolina (exceto Podium, aí não grilava de jeito nenhum). O veredicto final da concessionária ao fim dos trabalhos era o clássico “combustível adulterado” no tanque ou então carbonização do motor (!), mesmo com o carro tendo apenas 16 mil km rodados!!! Não resisti e comentei com o “consultor” técnico que se um motor com apenas 16 mil km apresentava carbonização, algo muito errado havia no projeto, ao qual o cidadão sequer contra-argumentou. Levei finalmente o carro a um mecânico de confiança, que descobriu bicos injetores parcialmente obstruídos e velas com o dobro da resistividade, o que deixava o sistema de injeção e ignição doidinhos… Não tenho dúvidas de que usei algum combustível ruim que levou aos problemas citados, mas daí a um representante do fabricante dizer que poderia ser carbonização do motor, é jogar contra o patrimônio!

    • CorsarioViajante

      Ué, mas então pelo que entendi o primeiro diagnóstico estava certo, “combustível adulterado”.

  • João Guilherme Tuhu

    Muito interessante o artigo. A cultura da obsolência programada nunca se satisfaz. É como se a ideia de progresso fosse eterna. Ora, o automóvel, em sua essência, pouco mudou desde Karl Benz e seu ‘motorwagen’.
    Os carros brasileiros são uma maravilha se comparados aos de 20, 30 ou 40 anos atrás.

  • Thiago Teixeira

    AK, os Focus 2-L gasolina mk2 Brasil têm um grave problema na comunicação elétrica entre acelerador e atuador da borboleta em 1ª e 2ª marcha. O carro não faz exatamente o que você quer no pedal. Veja os fóruns do Focus e vera que é recorrente. Nas concessionárias fiz todas as atualizações de recall branco mas apenas melhorou um pouco.
    É defeito grave. Nos automáticos (meu pai tem um e a mãe de um Ae aqui também) é um pouco mais grave pois em manobras o carro tende a ir mais a frente do que você quer e não há embreagem para controlar.

    • Antônio do Sul

      Além disso, os Focus Mk2 com motor 2.0 vêm apresentando problemas no catalisador e, segundo li em alguns fóruns, quando o problema acontece ainda dentro do prazo de garantia, a Ford se esquiva pondo a culpa no combustível adulterado. Meu pai, ao levar o seu Focus Sedan 2.0 GLX 2011/2012, já fora da garantia, à concessionária para troca de óleo, recebeu um diagnóstico condenando o catalisador. Achávamos que a vibração sentida ao se dar a partida ou ao se desligar se devia a um coxim de escapamento solto ou quebrado, mas a encrenca é maior e mais cara: o orçamento ficou em R$ 3.000,00, isso porque o catalisador é integrado ao coletor de escapamento. Pela internet, achei o conjunto por R$ 1.000,00, com um ano de garantia, no site de uma loja em Chapecó-SC, valor só R$ 200,00 mais alto do que nos desmanches.

    • Lúcio Wiborg

      Concordo, tenho um e a calibração do pedal do acelerador é meio esquisita mesmo! Você acaba acostumando, mas fica aquela impressão de que poderia ter sido mais caprichado.

  • Bob Sharp

    Thiago Teixeira
    Não há embreagem mas há um pé sobrando e um pedal de freio à disposição. Não dá para controlar por ai?

    • Lúcio Wiborg

      Era o que eu fazia manobrando o que meu pai teve, que era automático. O meu é manual. 🙂

    • renato

      Bob, na realidade utilizei um Focus deste modelo citado durante 4 anos e realmente esta aceleração desproporcional em um pequeno curso do pedal é desagradável e incomoda. Lógico que pode ser controlada com o freio, mas, melhor seria se não fosse necessário tal expediente. A propósito, este Carro é fabricado na Argentina.

    • Domingos

      Dá, porém daria também para pagar 30 mil no mesmo carro.

    • Thiago Teixeira

      Sim Bob, ate um punta tacco é possível. Mas meu pai não sabe fazer e não trm muita habilidade. Pra certas manobras ele usa o freio de mao.
      Existe um acessorio que promete milagres, sprint booster (sem propaganda). vai entre o macho-femea da tomada do acelerador. Estou pesquisando, pois parece ter um bom resultado pra sanar essa pane.

      • Cadu Viterbo

        Não basta manobrar usando a função “creeping”?
        Sobre o sprint booster, não compre: vai piorar esta situação. Ele apenas amplifica o sinal do acelerador, fazendo com que as acelerações sejam todas feitas em WOT. Seu acelerador vira um botão liga/desliga

        • Fernando

          Um amigo que tem um Focus 2.0 automático reclama exatamente do creeping em ladeiras, ao tentar subir alguma ladeira que o creeping não seja suficiente, toca no acelerador da forma mais suave e mesmo assim dá um “tranco”.

          Mas isso é algo que caso fosse constatado pela própria Ford, poderia simplesmente fazer um update no software deles resolvendo isso.

        • Thiago Teixeira

          Ao subir uma calçada ou pequenas rampas como pra entrsr na garagem la em casa nao tem como fazer no arrasto com giro lento. Tem que dar uma acelerada e é ai que o bicho vai embalado. Numa “parkeada” normal o creeping funciona tranquilo.
          valeu a dica do SB. Economizarei 1100$ dilmas com tua dica.

  • Cláudio P

    AK, perfeito, concordo plenamente! Eu costumo dizer que, às vezes, quem mais reclama é quem menos conhece. O que tem de “caçadores de defeitos”por aí não é brincadeira.

  • César

    Desculpe AK, sei que o assunto é polêmico, mas dizer que um mercado como o nosso apresenta queda nas vendas é chover no molhado. E por que? Simplesmente porque a renda do consumidor não acompanha o aumento de preço dos produtos. Jamais vou entender o pensamento dos economistas: na opinião deles, a queda nas vendas, seja de que produto for, jamais é atribuída à alta nos preços. Aliás, no Brasil, abaixar o preço como forma de incrementar as vendas nunca é uma hipótese a ser considerada.
    Vamos ficar somente no exemplo do carro, que é o objeto do assunto. Os carros aumentam de preço 20% num ano e as montadoras acham anormal que as vendas caiam 31,4%? Tem alguma coisa errada.
    E mais a mais, elas fazem questão de vender é pouco mesmo. E lucrar o máximo em cada unidade. Menos custo com mão de obra, menos atendimentos em garantia, menos preocupação com estoque de peças de reposição. Menos gastos com energia, manutenção de maquinário…
    Menos investimento, mais lucro. Como a Peugeot que você mostrou na primeira foto, que completou 10 anos de Brasil produzindo o mesmo carro sem fazer qualquer investimento. O Custo Brasil pode ser absurdo, mas a postura das multinacionais perante um mercado tão promissor também é.

    • Douglas

      Além disso, a redução de IPI e o crédito facilitado que houve há um tempo atrás incentivou muitos a trocarem logo de carro, e agora estão de carro novo e endividados, essa queda nas vendas já era esperada.

    • CorsarioViajante

      Boa análise.

  • Daniel S. de Araujo

    Infelizmente o pessoal está se perdendo e querendo achar “bode espiatório” em cima de tudo. Dos comentários que eu li, tem gente narrando defeitos que só aparecem ao longo do uso, defeitos de fabricação, defeitos de projeto e azar de comprar um carro “defeituoso” mesmo. O AE não tem obrigação de apontar certos “defeitos” porque eles simplesmente aparecem com o uso continuado. Simples assim. Até porque muitos “defeitos” são avaliações puramente pessoais, não significando um defeito.

    Parece que o objetivo dos leitores é ver “sangue”!

  • marcelocb13

    E os Estados vão quebrar sem cobrar impostos? Quem vai bancar INSS e saúde sem pagamento de impostos? Se pagando já não os temos…

    • Fat Jack

      É utopia crer que os estados dependem desta redução para quebrar, não há dinheiro que chegue para eles, vivem quebrados por conta de todos os desvios possíveis e imaginários.
      Jamais teremos razoáveis serviços enquanto não tivermos (se é que algum dia o teremos) um governo com o mínimo de correção moral.
      Se pagamentos de impostos tivessem uma ligação direta com a qualidade dos serviços prestados pelo estado, certamente teríamos os melhores do mundo, haja visto que nossa carga tributária é uma das maiores do mundo…

  • marcelocb13

    Mas nosso óleo não custa 2 dólares o barril para prospectar como na Arábia Saudita. Temos o óleo mais caro em termos de prospecção do mundo por ser em alto mar.

    • Domingos

      Verdade. Uma parte dele, ao menos, é assim. Fora o nosso refino ser difícil, pois apenas a Venezuela possui entre as américas um petróleo que já sai do chão com boa qualidade.

      Ainda assim, é ridículo o preço que pagamos por sermos produtores. Já está empatado com o da Europa!

  • Domingos

    Anda bem comum até a falta de memória nos bancos. Tem carro que a tem no banco do motorista mas não tem no do passageiro, por exemplo…

  • Ricardo

    CVT tradicional não tem, ou mais precisamente, tem infinitas.

  • braulio

    Até pelo fato de que todas fábricas fazem o feijão-com-arroz (entenda-se: Um eixo dianteiro motriz sustentado por MacPherson sustentando motor transversal, eixo traseiro com eixo de torção, carroceria monobloco em aço estampado…) certinho, há alguns modelos cujas falhas de projeto ou de posição mercadológica chamam a atenção. O painel do Etios, o preço dos VW, a demora para conseguir peças Ford – principalmente se o carro está fora da garantia, o estranho fato de que nem toda concessionária Hyundai vende qualquer veículo da marca, entre tantos outros, que pareceriam detalhes se o carro realmente não prestasse, acabam por ter uma chance de irritar o consumidor e afastar compradores.
    Passando dessa fase, ainda teremos defeitos, já que os carros são produzidos em série, e o que é ideal para uma pessoa pode ser insuportável para outra. Para mim, o fato de não ter peruas de tamanho médio com duas portas, câmbio manual e tração traseira à venda no mercado é um defeito em todas as fábricas que me impede de trocar de carro.

  • Domingos

    Isso mesmo. Já peguei muito carro que o test-drive é perfeito, por exemplo. Mas o mesmo carro ainda novo já tem uma série de detalhes que o veículo de teste não tinha.

    As melhores marcas geralmente são aquelas onde a frota de test-drive não é identificada e muito menos emplacada na cidade da fábrica. Nessas o carro de teste costuma ser qualquer um saído da linha de montagem e, assim, são mais confiantes no seu produto e são mais sinceras.

    Cuidado com marcas que controlam muito quilometragem de veículos de test drive ou são muito chatas na hora de fazer o mesmo (tendo um percurso definido nos mínimos detalhes e uma série de regras, por exemplo).

    As premium, justamente por terem um bom produto, são as mais liberais com isso. Se dispõem a fazer teste até em carros mais usados, já que sabem que seu produto é bom mesmo.

  • Domingos

    Eu concordo, mas devemos lembrar que a lógica humana é assim em 99% dos casos, sob pena de começarmos um discurso fantasioso e de fulga da culpa e da realidade como o que faz o atual governo.

    Aí começa um papo fedendo a entorpecente de capital isso, grandes empresas aquilo, socializar aquilo outro quando o padeiro que você compra pão todo dia também enfia um monte de porcaria e veneno no seu produto e faz lucro de 100 a 200% e ninguém reclama.

    Acho o mesmo dos orgânicos e por isso mesmo não acredito neles. Se usam da mesma lógica de mercado que tanto criticam para vender vantagens que nem sempre se confirmam meramente porque o mercado aceita pagar isso.

    Também por esse motivo não vou jamais partir para uma dieta “sem glutém”, que custa 3 a 4 vezes mais. Se não enxergarmos que o problema são as próprias pessoas, acabamos caindo nesses erros em cima de erros até virarmos Venezuela e companhia limitada.

  • Domingos

    Lorenzo, acho que é uma questão de seriedade também. Por exemplo, com os recursos naturais sendo escassos ou limitados, a tendência é essa enorme riqueza nossa valer sempre um bom dinheiro.

    Veja o que fizeram os árabes com meramente o dinheiro do petróleo. Não existe pobreza em locais como Emirados Árabes, no máximo por parte dos trabalhadores imigrantes que vão para lá temporáriamente ajudar nas obras – e que, diz a lenda, recebem menos que um mesmo operário local.

    Agora compare com Brasil ou Venezuela. Temos a mesma riqueza e ainda muitas outras, pois temos um terreno normal no lugar de desertos.

    Só que mesmo entrando nas maiores economias do mundo, continuamos parecendo algum lugar exatamente de terceiro mundo.

    Veja que o Chile com apenas riquezas naturais se colocou muito bem no mundo.

    O problema da miséria, da pobreza e desse tipo de injustiça ou de baixa organização ou qualidade NUNCA foi problema de dinheiro.

    É problema de mentalidade, de caráter e de organização de um povo. Sempre.

  • Felipe

    Uma característica que os CIVIC atuais com câmbio manual tem é uma embolada nas acelerações em baixa rpm. Outra coisa é as acelerações involuntárias nas trocas de marcha, contornável aprendendo a tirar o pé do acelerador um segundo antes de troca de marcha.

    • Domingos

      Isso tem desde o New Civic flex e percebo que varia muito de carro para carro ou motorista para motorista.
      Meu pai ao dirigir um achou super estranho a ponto de estragar o carro. Eu dirigi um do mesmo ano e modelo e não notei nada…

    • Vinicius

      Tive um New Civic manual 2007 e nunca senti isso. É só pisar e acelerar, a rotação sobe e a passagem de marcha é normal, sem segredo, sem embolada. E o punta-tacco era bem fácil por conta do enorme pedal do acelerador com ponto de apoio no assoalho (estilo “Porsche”). Aliás, o carro era excelente em todos os aspectos, só vendi porque precisava de um porta-malas maior.

  • Arthur

    O Arnaldo já fez uma matéria sobre isso no Focus da mãe dele. Dá uma busca pra ver se acha.

  • Douglas

    O novo Ka tem a direção tão leve que chega a tirar o entusiasmo, e para piorar conta com uma relação bem indireta que obriga a dar uma volta completa no volante para dobrar numa esquina.
    A embreagem também é muito leve dificultando a modulação, assim como o freio que é muito nervoso.
    Nele só se salva mesmo o motorzinho 3-cilindros que é bem valente.

  • Lucas dos Santos

    Assunto bastante pertinente nos tempos atuais.

    Aí fica uma pergunta: será que os fabricantes não colocam “patos” ou “banheiras” como iscas para os “caçadores de defeitos”?

    Para entender melhor o que eu quis dizer com “pato” e “banheira”, recomendo a leitura deste texto: http://efetividade.net/2014/02/seu-projeto-precisa-passar-por-uma-reuniao-de-aprovacao-inclua-um-pato-ou-uma-banheira.html

    • CorsarioViajante

      Muito bom o texto, ri bastante!

  • guest

    Tenho uma colega de trabalho que quase comprou uma Spin apenas pelo AT6, pois muitas pessoas diziam justamente que automático com 4 marchas “não presta”. Mas ela ouviu as minhas ponderações e principalmente pelo preço mais acessível: comprou uma Livina e está satisfeitíssima.

    • CorsarioViajante

      Mesmo caso da minha tia. Mas ela completa que, na parte mecânica, a Spin é ótima, mas nos detalhes sente muitas saudades de sua Meriva.

  • guest

    Vendas caíram 31,4%? Isso é chororô de entidade que apoia a “etanolização” da gasolina…
    A principal razão da tal “queda” foi o rapel de dezembro…

    • CorsarioViajante

      O que é bem claro no gol.

  • Davi Reis

    Não duvido que a Volkswagen tenha diminuído o prazo das revisões pra 6 meses justamente por esse problema.

  • ccn1410

    É bem provável.

    • JT

      Ótimo artigo, caro Lucas. Sou arquiteto e já pensei sobre tal estratégia, sem dar nomes aos bois (pato ou banheira, no caso). Mas faço diferente: quando percebo que o cliente quer dar algum pitaco no projeto, deixo uma solução claramente encaminhada, mas não concluída – o que só é feito pelo cliente na mesa de reunião.
      Chamo isso de levantar a bola na área para o cliente fazer o gol. Ele fica contente e, por sentir-se co-autor do projeto, compra a ideia com mais facilidade.
      Antes de ser uma questão ética, isso é um jogo de vaidade, onde o menos vaidoso costuma ser o mais astuto. Se ninguém é prejudicado com isso, todos ganham com a economia de tempo.

  • ccn1410

    Então o Olívio Dutra do Rio Grande do Sul agiu corretamente ao não querer a fábrica da Ford para aplicar mais recursos na agricultura?

    • Vinicius

      Aí eu te pergunto: ele aplicou os recursos na agricultura? O preço dos alimentos caiu?

      Não é algo simples assim. Esse discurso, ainda mais vindo do Dutra, parte de uma ideia em tese correta e a aplica de modo populista e vazio. Isso envolve a política industrial de todo o país, e não só uma questão pontual local.

  • MAO

    AK,
    Gostei muito deste post, perfeito. “O Brasil não é para amadores” foi ótimo! Valeu!
    MAO

  • CorsarioViajante

    Verdade!

  • CorsarioViajante

    Também acho, e por isso votei nele, mesmo vendo nitidamente que em SP a segurança está em ruínas, estão socando mais de 70 alunos por sala de aula e não tem água mesmo com relatórios técnicos alertando para isso 10 anos atrás.

    • Domingos

      Votei no Skaf e fiquei contente que ele ficou à frente do PT e ainda quase se tornou finalmente uma mudança e alternativa para São Paulo.

      Em caso de segundo turno com Alkmin e outro candidato que não ele e nem o PT, anularia. Porém se fosse entre Alkmin e PT, mesmo com todos esses problemas, meteria 45 mesmo assim como muitos fizeram.

      Como bem dito, melhor isso do que um governo que antes de tudo é ODIOSO com São Paulo. O que o Haddad faz aqui é obra para revanche, para descontar em nós a raiva que eles têm de SP ser o único estado do país a realmente impedir o PT de fazer a festa toda.

      E sim, se o PT pegar até São Paulo, seríamos uma Venezuela adoçada. Até o dinheiro acabar, porque aí viraríamos uma Argentina mesmo.

  • Marcio

    Esqueceu de mencionar que os americanos também tem avenidas mais largas (e estacionamentos enormes). Veja como é Roma ou Paris, com ruazinhas minusculas. Acho difícil andar tranquilamente com as barcas americanas por lá. A ironia da coisa é que Brasil foi urbanizado segundo a herança européia, com ruas menores (vagas idem), mas em geral o motorista tupiniquim sonha em passear com as barconas americanas. Vai entender…

    • Domingos

      Bom, mas aí foi um erro de europeu também. Eles parecem gostar de se apertar mesmo podendo usar mais espaço.

      Aqui temos condições de geografia muito mais para Estados Unidos que para Europa…

  • mecanico anonimo

    Procure saber a marca (se ainda não comprou), pois já comprei nesta loja silenciosos da marca Muffler (?) que custaram menos mas duraram a metade dos Mastra e Scapex da vida, que já duram bem menos que os originais. Sem falar que qualquer componente do sistema de escapamento do mercado de reposição irá alterar o ronco, quase sempre para pior.

    • Antônio do Sul

      Muito obrigado pela dica! Ainda não comprei, até porque nem deu tempo. No dia seguinte a essa ida até a concessionária, os meus pais fariam uma viagem de pouco mais de dois mil quilômetros. Na volta (espero que a cerâmica não se solte nesses 920 km), como somos clientes e fazemos revisões na mesma concessionária há mais de dez anos, vamos tentar primeiro uma extensão de garantia. Se não der certo, aí o jeito vai ser pesquisar os Mastra e Scapex.

  • Gabriel Felipe Moretti

    Um caso que posso citar um defeito, mas que não incomoda são os faróis da Tracker antiga, pois para trocar as lampadas das meias luzes e das setas é necessário tirar a grade inteira e os faróis para fazer isso, para trocar as luzes baixa e alta é fácil.
    O maior problema de deste carro é não conseguir encontrar as peças, nem nas concessionárias GM nem nas Suzuki, uma vez que todas as peças mecânicas são Suzuki.
    E quando encontra é um preço absurdo, em todas as CCS GM daqui de Curitiba queriam me cobrar R$ 2.400,00 pelo kit embreagem e levaria quase 30 dias para chegar, consegui em uma loja especializada na internet por cerca de R$ 800,00 mais R$ 40,00 de frete e chegou em dois dias…
    Só não troco por outro, pois não sei aonde encontro um carro 4X4 com reduzida e confiável por R$ 30.000,00.

  • Guilherme Filho

    Arnaldo, com relação a suspensão dianteira do JAC J3 testado por você, ainda fica no campo da característica ou você já considera um defeito?

    • Guilherme, considero uma má característica, que não chega a comprometer a segurança, mas que tira grande parte do prazer de guiar. A JAC quer o carro assim como é, pois acha que o comprador acha legal.

  • Z_H

    O mercado americano/canadense é muito característico. Por isso sempre digo que não é muito parâmetro para comparações. O mercado europeu é mais parecido com o nosso.

  • Z_H

    Curiosamente, falei isso dia desses: Ainda existe muito camarada que fala absurdos de câmbio AT……….. acontece que a única referência do sujeito foi “aquela vez” que ele dirigiu um Opala 73 com 3 marchas…

    • Paulo Roberto de Miguel

      Exatamente. Isso ilustra muito bem o que eu disse.

  • Fabio Vicente

    A Ecosport de um conhecido apresentou o mesmo problema com 8.000 km de uso. Parece que no caso dele, substituiram a caixa de câmbio por completo.

    Achei que este defeito fosse apenas no carro dele, não sabia que estava ocorrendo este problema em massa.

  • Z_H

    Se só existissem alimentos orgânicos, uma parcela enorme da população (global) passaria fome simplesmente por não poder pagar.
    Mal comparando: Se só existissem Rolls Royce ou Bentleys poucas pessoas poderiam ter carro.

  • José Rodrigues

    Menor infrator não! É “adolescente em conflito com a lei”! Olha a discriminação, hein!

    (aos desavisados, esta é uma mensagem irônica, mas que infelizmente reflete a direção que o pessoal do direito dos manos está tomando)

  • Fernando

    É algo a ser considerado, ainda mais sendo 1/4 da quantia dela. Comparar em valor com uma gasolina pura fica difícil.

  • César, quando a economia de um país é instável, dá nisso. Ninguém se arrisca a investir, já que os planejamentos podem virar pó de uma hora pra outra. A idéia que eu quis passar é essa.

  • Pois é, Paulo, a durabilidade era problema décadas atrás, e para isso é que nasceram as provas de longa duração tipo 24 Horas de Le Mans e aqueles ralis longos e malucos.
    Lá pela década de 60 e 70, carro com “hodômetro virado”, mais de 100 mil km, era caco.

  • Alexandre Bianchini

    Efetivamente os carros estão ficando cada vez melhores, mas isso não os faz perfeitos. Recentemente estive viajando por SC e aluguei um Onix LT 1.0 para term mais mobilidade. Nunca tinha dirigido um Onix antes (nem andado como passageiro, na verdade), e diria que foi uma experiência interessante, mas que me deixou com vontade de experimentar o 1.4. Motivo? O câmbio dele me lembrou o câmbio dos antigos Engesa EE-4, que no lugar da caixa de reduzida tinham uma primeira marcha extremamente reduzida. Comecei a me entender com ele no momento em que eu mentalizei “não usar a primeira, não usar a primeira”. Aí o carro começou a desenvolver um pouco mais e comecei a me entender com o bicho, pois aquela primeira que berrava aos 20 km/h me estressava.
    Bem pior foram os pneus: o carro da locadora estava com os Goodyear Eagle Excellence, que foram excelentes… para fazer com que os xingasse. Pneu duro, pneu que em qualquer piso que não seja asfalto liso (e isso não é comum de encontrar por onde andei) faz barulho como se fosse um pneu de uso misto, deu uma saudade dos Michelin que não faz ideia. Andar em estrada de terra batida com eles foi um sufoco (como quando fui visitar o Autódromo Max Mohr em Ascurra ou a Rota do Enxaimel em Pomerode). Não colocaria em um carro meu por nada nesse mundo.
    Entendo perfeitamente que as necessidades do design moderno são diferentes de antigamente, mas eu gostaria de um vidro traseiro com área maior, não era fácil dar marcha a ré com o carro, dependia muito dos retrovisores externos, de bom tamanho, por sinal. Se bem que o “brasileiro padrão” vai tacar saco de lixo no vidro traseiro e não ver nada do mesmo jeito…
    Terminando, mesmo o carro sendo branco achei que o ar condicionado não era dos mais eficientes: com temperatura acima de 30°C (e a semana que estive lá fez MUITO calor) ele não dava muita conta do recado.
    De resto, espaço interno adequado ao meu 1,83m e 106kg,
    porta-malas bem razoável para seu tamanho, posição de dirigir boa (não bati perna no volante, não raspei cabeça no teto, não me senti torto em relação a volante e pedais), painel com legibilidade razoável (só não tive coragem de sair com o sistema do painel modificado de quilômetros para milhas, mas o painel digital lhe oferece essa possiblidade), já dirigi coisa bem pior (Gol quadrado, por exemplo).
    Abração, Arnaldo!

    • Vinicius

      Estou para ver um ar-condicionado de carro de locadora que funcione bem… os caras devem recarregar o gás a cada 100 mil km e olhe lá!

    • Domingos

      O carro era bom de curva e câmbio como falam? E o acabamento?

      • Alexandre Bianchini

        Domingos, o câmbio engata direitinho, não tive problema não, me lembrou muito o câmbio do Monza. Curva… seria melhor com pneus melhores. O Goodyear é muito ruim. Com Michelin, Continental, Dunlop, ficaria muito bom. Mas não compromete. Achei um pouco sensível a ventos laterais (cruzamento com caminhões), mas pode ser efeito do pneu medíocre. Acabamento do LT com materiais simples, mas bem feitinho. O tecido do banco melhorou muito desde a apresentação do carro no Salão de 2012, onde fiquei muito mal impressionado, mas é simples.
        Se tiver interesse, recomendo experimentar o 1.4, que em tese deve ter câmbio um pouquinho mais longo.

  • Fernando

    Excelente post AK!

    Eu também não consigo compreender muitas das “reclamações” que fazem aos carros atuais, imagino o mesmo cara vivendo nos anos 70 o que não falaria.

    O que eu acho uma pena nos carros atuais não é nenhum problema, mas sim o fato de estarem muito parecidos(como disse, costumam seguir a fórmula que dá certo) e principalmente no nosso mercado, há uma falta de opções. Exemplo: versões que chegam sem opcionais que há em outros países, poucas cores em catálogo, conjuntos de interior para quem gosta de interior claro, etc.

    Isso é algo que peca muito no nosso mercado, que se não é nada ruim(e atraiu tantas fabricantes) ainda é difícil de termos uma variedade de itens no carro, e ainda alguns mantidos tanto tempo desatualizados(a exemplo do Clio que não recebemos as novas gerações, e o Peugeot 207, que nem precisava deixar de se chamar 206….)

    • Vinicius

      A falta de opção de cores é o que mais me chateava até pouco tempo atrás (era só preto, prata, cinza ou branco). Hoje as fabricantes têm se esforçado em emplacar cores diferentes (achei muito interessantes o azul do novo Fit, o amarelo do up!, o branco/bege do Ka, o laranja do Onix, o azul “elétrico” do New Fiesta…) – e os consumidores, aos poucos, têm aderido. A falta do interior claro, ao menos como opcional, também me incomoda. Palavra de quem aprendeu a dirigir num Escort MK5 azul nice metálico com interior cinza claro que era lindo.

  • Newton ( ArkAngel )

    Olha, pode ser que eu esteja errado e emitindo opiniões ignorantes, mas o que acho mesmo é que existem muitos seres humanos de má qualidade. Pessoas insensíveis, cujo único objetivo na vida é se encher de cerveja, churrasco e sexo. Este é o seu nirvana. Lutam com unhas e dentes para atingirem seus objetivos, passando por cima de tudo e todos. O tempo é um obstáculo, querem tudo pra ontem, por isso roubam, matam e não sentem remorso, pois de acordo com seu ponto de vista, nada de errado fizeram. O fim justifica os meios. Pensando bem, quase todos querem o poder, a diferença é que uns ainda tem ética, e procuram conseguir sem prejudicar terceiros, enquanto que os outros. ..
    Pessoas de visão tão estreita, surpreendem-se quando o filho é pego em flagrante delito pela polícia, como se não soubessem a consequência de seus atos. ..na maior parte das vezes, pura hipocrisia. Enquanto o filho traficante põe dinheiro na mesa, ninguém questiona nada, pensam consigo mesmos que afinal de contas, só compra drogas quem quer, seu filhinho querido apenas vende. O ser humano quando não tem justificativa para seus atos, simplesmente inventa.
    Enfim, a justiça consiste em tratar desigualmente os desiguais, certo?
    Chega de choro e mimimi dos “direitos humanos “, que cada um arque com as consequências de seus atos. Não venham com história de “eu não sabia “. Direitos humanos para os humanos, e não para os animais que se intitulam marginais.

    • Domingos

      Exatamente. E digo mais: essa perseguição dos direitos humanos também envolve a criminalização e a perseguição moral dos cidadãos normais.

      Se um trabalhador vai preso e é tratado pelos juristas – os mesmos que defendem tanto coitadismo – e pela mídia como criminoso por ter bebido um copo de cerveja e dirigido, então com certeza quem matou por um relógio ou um tênis deve ser punido sim e deve ser mal visto sim.

      Chega dessa palhaçada.

  • RoadV8Runner

    Então, aí é que fiquei maluco com o cavaleiro do apocalipse da concessionária. Eles sequer analisaram a possível causa das falhas, simplesmente chutaram qualquer coisa e pronto (devem ter passado somente o scanner e boa…). Afinal, como nesta terrinha torta o que mais se vê é combustível ruim, sempre dá para arriscar, vai que cola? Meu mecânico levou meio dia de trabalho só para identificar os problemas, pois foi analisando tudo passo a passo. É por isso que gosto dessa mecânica, eles esgotam todas as possibilidades, para garantir que tudo estará em ordem. Se algo de errado é encontrado, mas outros componentes possam também estar com alguma anomalia, continuam até terminar toda a análise do circuito. A primeira constatação foram as velas com resistividade muito alta. Continuando a análise, descobriram os bicos injetores parcialmente obstruídos (o melhor tinha 90% de vazão, dois estavam com 70% e o último com 20% – praticamente obstruído). E têm a grande vantagem de não praticarem empurroterapia: já levei meu carro lá suspeitando de falha e eles disseram que estava em ordem, sem cobrar nada por isso.
    E o problema do Ka não tinha nada haver com o veículo em si, mas o cidadão da concessionária já me sapeca um “motor carbonizado” em um veículo pouco rodado e sem ao menos ter sido melhor analisado pela equipe deles. Provavelmente o cara queria que eu deixasse o carro para abrir o motor e verificar a pseudo-carbonização, me cobrando uma pequena fortuna para nada, já que o veredicto terminou com um tenebroso “para resolver o problema de carbonização, se prepara que o custo é alto, tem que abrir o motor para limpar, no mínimo 3 dias de serviço; e se continuar rodando assim, a tendência é piorar, podendo até dar PT no motor”…

  • Luís Galileu Tonelli

    Belo texto amigo. Acrescentaria que não podemos esquecer que as vendas vinham aumentando, ou seja, na real essa queda de 31,4% representa um outro valor real.

  • Igor Marcolin

    Excelente texto, concordo em tudo

  • Thiago Teixeira

    Vinicius, esses modelos citados são os mais vendidos dentro da marca e não nos EUA. A F-series da Ford, o Camry e demais modelos full-size ditam o mercado la.

    • Vinicius

      Sim, mas estes modelos que citei, ainda sim, estão entre os 10 ou 20 mais vendidos dos EUA: http://www.motortrend.com/features/mt_hot_list/1407_top_20_best_selling_cars_so_far_in_2014/ford_fusion_and_ford_f_150.html. E são bastante vendidos aqui!

      No ranking deles de 2014, o Toyota Corolla é o 7º, o Honda Civic é o 8º, o Ford Fusion é o 9º, o Chevrolet Cruze é o 12º, o Ford Focus é o 13º e o Hyundai Elantra é o 16º.

      O que eu quis dizer, corroborando com a visão do Arnaldo, é que não estamos tão distantes assim do mercado deles em termos de qualidade e tecnologia. De maneira geral, nossos carros estão muito bons e alinhados com o que mais se vende no resto do mundo. Nossa distância está no preço, que reflete o “custo-Brasil” e o peso das dificuldades e incertezas em torno do investimento de uma multinacional aqui.

    • Domingos

      Camry lá não é full size, nem Accord ou Sonata. O Avalon é que seria.

  • Fat Jack

    Perfeito! O valor isolado não serve como referência, é necessário ver o quanto ele representa no panorama financeiro local…

  • Luiz Otávio Rujner Guimarães

    Muito oportuno o texto AK.

    A propósito, lendo os comentários, especialmente os do “xineis”, lembrei-me que as avaliações realizadas pelo Ae, principalmente nos carros chineses, apontam sim, as famosas imperfeições. Embora essas fábricas recém chegadas, sem tradição, venham recheando seus carros e colocando todo tipo de maquiagem. Coisa que, é bom lembrar, são itens de série em qualquer mercado mais maduro e exigente, mas aqui ainda constituem algum diferencial. Apesar do custo Brasil, talvez seja hora deles reduzirem suas margens e colocarem seus carros a preços verdadeiramente competitivos para se manterem no mercado brasileiro. Principalmente em época de crise. De fato, a maquiagem ajuda bastante, mas não é crucial, como assinala seu texto. Basta ver a participação dos veículos chineses no mercado para comprovar essa afirmação. Espero sinceramente que eles reduzam seus preços. A competição é saudável e impulsiona a concorrência na busca pela melhoria dos seus produtos. Ganha a indústria, o país e principalmente, o consumidor.

    ps. o texto cita o mercado argentino, que é bem menor que o brasileiro, contudo, visitando os “sites” das fabricantes que atuam no Brasil e também lá, é fácil perceber, notoriamente nos modelos de entrada, que os argentinos recebem pelo mesmo modelo, muito mais carro que nós, mesmo que nós detenhamos um mercado maior e mais competitivo. Esse nosso Brasil psicodélico.

  • Eduardo

    Texto espetacular! Não só por falar do nosso atual mercado automobilístico, mas por também expor que, estamos sim, em um país que tem jeito.

  • Eduardo, e como tem jeito. Deus do céu, este país é espetacular!
    É só uma fase, longa, em que as pessoas de bem, de tanto desgosto, estão meio desanimadas.
    Mas vai passar. Cedo ou tarde vamos voltar a ser um país saudável. Não podemos nos deixar abater, porque é isso o que a doença quer. As defesas do nosso organismo já começaram a agir e a enfraquecer o inimigo. Tá na hora de não dar folga e bater firme.

    • Ricardo

      Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Quem acompanha noticiário político deste país, sabe que os problemas de hoje (em intensidades diferentes) são os mesmos desde que me lembro como gente. As entre trancos e barrancos, acho sim, que o país está melhor do que há 20, 40 anos atrás. Sou um otimista realista, não acredito que nós veremos nosso amado país entrar para o “rol dos desenvolvidos”, mas também acredito que está melhor que no passado.

  • marcus lahoz

    Arnaldo o grande problema aqui é que o governo é nosso inimigo, falei isso a um Inglês e ele não entendeu, afinal como pode um governo eleito pelo povo ser inimigo daquele que lhe deu o poder?!?! Mas seguimos lutando, um leão por dia as vezes até dois.

    Sobre o 208 automático, minha esposa tem um, ela adora o carro, mas o consumo é alto demais. Eu acho que o cambio trabalha em giros altos demais. Uma nova calibração para manter o giro mais baixo seria até melhor que uma marcha a mais. Fora isso excelente carro. Bom de cidade e melhor ainda de estrada.

    • Janduir

      Amigo, carro automático, e flex, não existe milagre… minha irmã tem um Fit 2011 automático e o computador de bordo informa consumo de 5,5 km/l de álcool na cidade….

  • FocusMan

    Como eu sou engenheiro automotivo, muitas pessoas me perguntam qual carro comprar.

    Eu costumo responder que não existe mais carro ruim e rebato perguntando como ele vai pagar o carro.

    Caso responda que vai financiar eu falo para comprar o que tem a melhor condição de pagamento. Caso responda que vai comprar a vista, falo para testar o que mais agrada seu estilo de vida.

    É importante fazer test drive e sentir o veículo. Conheço muita gente que compra carros notoriamente bons para entusiastas, mas que dizem não sentirem nada de diferente no carro.

    Em mercados mais maduros, detalhes de projeto podem decidir a escolha do consumidor, mas aqui em nosso país onde a maioria nunca teve o prazer de dirigir jm carro diferenciado, comparar bons e ruins fica bastante dificil. Não há como separar o joio do trigo quando a maioria do que está na cesta é joio.

  • Matuck

    Penso o mesmo que você, quanto a essas características. Mas uma amiga adora o novo Ka que comprou. O carro é molinho. Ela é público para o Ka. Eu, não; mesmo que fosse uma delícia de guiar. A Ford agradou a quem realmente compra o carro.

  • Alexandre Bianchini

    É que o calor também estava de lascar, 11 da manhã já chegava a 30°C, aí eu dou um pequeno desconto.

  • Cláudio Steffenino

    Texto sensacional! Como sempre o Arnaldo sendo objetivo e sem firulas. Nosso país tem jeito, sim!

  • Hugo Borges

    Hoje estou com um carro mais confortável, potente e maior porém sinto uma nostalgia danada da pegada do meu antigo Ka. As saídas de frente previsíveis, a direção mecânica com feedback e o motorzinho 1.0 gritando alto kk.