Audi RS 4 Avant 01 AUTOentusiastas reframed  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Audi RS 4 Avant 01 AUTOentusiastas reframed

Que nós do AUTOentusiastas somos fãs de peruas, o leitor ou leitora já sabe. Elas são sedãs — nada de suves ou peruas altas — com traseira modificada no teto, de modo que o porta-malas passa a dividir espaço com o habitáculo e não tem a limitação de altura dos porta-malas ditos tradicionais. Isso dá mais liberdade para carregar coisas um pouco mais altas. Fora isso, no caso de uma viagem, os passageiros do banco traseiro ficam livres do sol por detrás, em razão do comprimento do teto. Não vou nem falar no estilo, pois é assunto estritamente pessoal. Mas vou falar do maior peso no eixo traseiro por conta do teto alongado e, por que não, da facilidade de carregar/descarregar pela porta de carga, tal e qual nos hatchbacks. Por definição no Código de Trânsito Brasileiro são “camionetas de uso misto”.

Agora, junte-se a isso um motor V-8 de 4.163 cm³, de aspiração atmosférica, 450 cv a 8.250 rpm e 43,8 m·kgf de 4.000 a 6.000 rpm, acoplado a um transeixo com câmbio robotizado de duas embreagens e sete marchas (trocas manuais pela alavanca e borboletas), que dele sai a força para todas as rodas, e se tem o melhor de todos mundos. 

 

Audi RS 4 Avant  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Motor

O V-8 a 90º de 108 cv/l, aspirado, com tampas de válvulas vermelhas, pesa completo apenas 216 kg

Para chegar a 100 km/h decorrem apenas 4,7 segundos, e chega a 280 km/h. É o velho “não precisa mais nada”. Pelo menos para mim não precisa. Mas essa velocidade é solicitação feita pelo comprador na Alemanha. A que chega importada oficialmente param em 250 km/h.

 

Audi RS 4 Avant  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Pot  ncia e torque

Motor de temperamento nitidamente esportivo, embora haja um proveitoso patamar de torque máximo de 4.000 e 6.000 rpm

Esse V-8 é mesmo empolgante. Dá gosto acelerá-lo e vê-lo subir rapidamente de rotação através das marchas do câmbio de engrenagens cilíndricas helicoidais, como se fosse um câmbio manual, devido à ligação mecânica. O prazer que isso dá é sublime. Usando o câmbio no modo manual não sobe marcha ao chegar ao limite de 8.500 rpm, fica cortando (sujo) como um carro de corrida. Caso se deixe o câmbio agir sozinho, é perfeito também. No automático estando em modo Sport, as reduções junto com as freadas de aproximação de curva mostram cuidado na programação do câmbio. Com curso dos pistões de 92,8 mm (o mesmo do conhecido AP 2000), a 8.500 rpm a velocidade média do pistão chega a nada menos 26,3 m/s, mostrando como a coisa evoluiu nesse sentido — não faz muito tempo a barreira era 22 m/s.

 

Audi RS 4 Avant 04 AUTOentusiastas  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Audi RS 4 Avant 04 AUTOentusiastas1

Como faz curva!

Mas há outra empolgação, inversa, a de se rodar usando rotações baixas, serenas, pois mesmo com essa potência específica toda a elasticidade é notável. Na curva de potência vê-se, por exemplo, que a 1.200 rpm o motor já entrega 40 kW, ou seja, 54 cv; a 2.100 rpm, 80 kW (108 cv). Usando o câmbio em automático anda-se na cidade com total facilidade e suavidade, como se fosse a mais pacata das peruas. Acelera-se minimamente e as trocas de marcha vão sendo feita rapidamente e sem qualquer interrupção para a mais alta possível. E sempre indicadas no painel, mesmo em Drive. Para isso contribuem os dois comandos de válvulas por bancada, acionados por corrente (pela traseira do motor), com variação contínua de fase de 42º. O ar de admissão é controlado por um corpo de válvula por para cada lado do V-8. As válvulas são enormes, considerando serem quatro por cilindro: 33,9 mm admissão e 28 mm, escapamento.

 

Audi RS 4 Avant 21 AUTOentusiastas  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Audi RS 4 Avant 21 AUTOentusiastas

O incrível V-8 aspirado no seu berço

Na face interna da portinhola do bocal de abastecimento são indicadas as gasolinas de 98 RON e, “Min”, 95 RON, ou seja, pode ser usada gasolina comum, que usei e aparentemente nada muda — claro, com a maior octanagem atinge-se a plena potência e o consumo é otimizado.  Mas mesmo com a comum obtive 9,5 a 10 km/l a 120~130 km/h indicados; na cidade, 7 a 7,2 km/l. A taxa de compressão é 11:1.

 

Audi RS 4 Avant interior 01 AUTOentusiastas  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Audi RS 4 Avant interior 01 AUTOentusiastas

Ambiente interno irretocável

A qualidade de rodagem surpreende positivamente. No modo comfort do ajuste de suspensão dá para andar no piso de São Paulo perfeitamente, sem socos. Nem os pneus opcionais 265/30ZR20 (Pirelli PZero) trazem desconforto (de série, na Europa, sai com 265/35R19). Como não tem estepe, apenas selante e bomba pneumática elétrica, fiquei receoso num trecho de terra e pedras de 4 quilômetros que precisei percorrer numa viagem no Carnaval, mas bastou tomar cuidado para nada acontecer. Tampouco raspou o fundo, mesmo com altura de rodagem 20 mm menor que na perua Audi normal. Lombadas são transpostas sem requerer cuidado especial.

Audi RS 4 Avant 13 AUTOentusiastas  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Audi RS 4 Avant 13 AUTOentusiastas1

 

Os pneus, associados à tração integral com diferencial central tipo epicíclico que reparte, básico, 60% para traseira e 40% para a dianteira, mas que pode chegar a 85% e 70%, respectivamente, fazem dessa perua praticamente um carro de corrida. Anda nas curvas como se estivesse sobre trilhos; explorá-la a pleno, só mesmo num trecho deserto (e amplo) ou num autódromo. Não desliguei o controle de estabilidade e tração e mesmo assim não vi a luz dele em ação uma única vez. A direção nem precisa ser tão rápida, tamanha é a resposta ao comando, tanto que sua relação é de 16,3:1; há mais baixas.

Audi RS 4 Avant 17 AUTOentusiastas  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Audi RS 4 Avant 17 AUTOentusiastas

 

Com o Audi Drive Select há os mais diversos ajustes feitos pela tela do monitor. Um deles, no modo dynamic, comanda um flape no escapamento para alterar o ruído, que empolga de verdade. Outros modos são comfort, auto e individual. Mesmo em comfort dá e sobra em termos de comportamento dinâmico.

Os detalhes construtivos são excepcionais, praticamente todos os elementos de suspensão são de alumínio. A dianteira é ligada ao subchassi de alumínio por cinco braços, que lidam com as forças longitudinais e laterais separadamente. Isso se traduz em precisão.  Na traseira, as molas e amortecedores são separados dos braços de ligação e há o subchassi de aço com coxins de borracha entre ele e o monobloco.

 

Audi RS 4 Avant 09 AUTOentusiastas  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Audi RS 4 Avant 09 AUTOentusiastas

Mesmo tipo de alargamento de pára-lamas do Audi quattro de 1980

A chave é presencial e há o botão de partida, mas no painel, aproximadamente onde seria o interruptor de ignição e partida normal, há um encaixe para a chave em que premindo-a em seu lugar faz as vezes do botão de partida, fazendo-o novamente desliga o motor. Assim, a chave não fica solta pelo console ou num bolso, evitando afastar-se do carro com ele ligado, como num estacionamento com manobrista ou então sair do carro e sua mulher continuar com ele para ir a algum lugar, para lá chegar, desligar o motor e lhe telefonar para que leve a chave…

A posição dirigir é de carro alemão e há ajuste para tudo, com três memórias para o banco do motorista; os bancos dianteiros contam com apoio de coxa ajustável e ajuste lombar elétrico. A pega do volante de 370 mm de diâmetro e base achatada é perfeita.

RS 5 PA Abmessungen  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Audi RS 4 dimens  es1

Pena que custe tanto, R$ 466.990. Mesmo para os endinheirados europeus é pesado, o equivalente a R$ 250.000 (€ 76.600), sem opcionais. O pacote Brasil, escolhido pela Audi brasileira, pelo menos traz no preço inúmeros itens interessantes, como ar-condicionado automático (monozona), computador de bordo com mostrador em cores, controle de cruzeiro, teto solar elétrico panorâmico, porta de carga com abertura e fechamento elétrico, espelhos externos rebatíveis, faróis de xenônio com luzes de uso diurno, diferencial esportivo quattro, controle de comportamento dinâmico, GPS, sistema de áudio Bang & Olusen, lanternas traseiras em LED, enfim, todos itens caros que ajudam a entender a diferença de preço entre Europa e aqui (veja os demais itens do pacote Brasil no final).

 

Audi RS 4 Avant interior 07 AUTOentusiastas  AUDI RS 4 AVANT, UM SONHO DE PERUA Audi RS 4 Avant interior 07 AUTOentusiastas

“Atrás de mim”, espaço suficiente para as pernas

Só é estranho não haver câmera de ré, só aviso sonoro de proximidade (traseiro e dianteiro), nem saída de ar-condicionado para o banco traseiro e tampouco tomada USB.  Eu não deixaria de comprá-la por isso… Mas há a indispensável faixa degradê no pára-brisa.

A RS 4 Avant, que começou a ser vendida na Europa em junho de 2012, foi feita para quem quer uma perua, com todas suas vantagens inerentes, como bom compartimento de bagagem (490 litros) e bom espaço no banco traseiro — embora quem vá no meio precise ficar de pernas afastadas devido ao alto e largo túnel —, mas que não abre mão de desempenho empolgante, e que pode ser utilizada no dia-a-dia sem nenhum problema.

BS

Fotos: Paulo Keller

 

 

FICHA TÉCNICA AUDI RS 4 AVANT
 
MOTOR
TipoIgnição por centelha, 4 tempos
InstalaçãoDianteiro, longitudinal
Material do bloco/cabeçoteAlumínio/alumínio
N° de cilindros/configuração8 / em “V” a 90º
Diâmetro x curso84,5 x 92,8 mm
Cilindrada4.163 cm³
AspiraçãoAtmosférica
Taxa de compressão11:1
Potência máxima450 cv a 8.250 rpm
Torque máximo43,8 m·kgf de 4.000 a 6.000 rpm.
Corte de rotação8.500 rpm
N° de válvulas por cilindro4
N° de comando de válvulas /localização2 / cabeçote, com variador de fase de admissão e escapamento, corrente
Formação de misturaInjeção direta
ALIMENTAÇÃO
CombustívelGasolina E20-E25, 95/98 octanas RON
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão12 volts
GeradorAlternador 190 A
Capacidade da bateria95 A·h
TRANSMISSÃO
Rodas motrizesQuatro
CâmbioRobotizado de duas embreagens
N° de marchas7 à frente e uma à ré
Relações das marchas1ª. 3,69:1; 2ª. 2,24:1; 3ª. 1,56:1; 4ª.1,18:1; 5ª. 0,92; 6ª 0,75; 7ª 0,62; ré n.d.
Relações de diferencial4,038:1
FREIOS
De serviçoHidráulico, duplo circuito em diagonal, servoassistido, ABS com EBD
DianteiroDisco ventilado Ø 365 mm, ondulado
TraseiroDisco ventilado Ø 324 mm, ondulado
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, braços triangulares superpostos com 5 braços, subchassi de alumínio, mola helicoidal, amortecedor pressurizado eletrônico de caga ajustável e barra estabilizadora
TraseiraIndependente, multibraço com subchassi de aço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado de carga ajustável e barra estabilizadora
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva11,9 m
Relação de direção16,3:1
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio 9J x 20
Pneus265/30ZR20
PESOS
Em ordem de marcha1.795 kg
Carga máxima570 kg
CARROCERIA
TipoMonobloco em aço, perua de 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento4.719 mm
Largura sem espelhos1.850 mm
Altura1.419 mm
Distância entre eixos2.813 mm
Bitola dianteira/traseira1.589/ 1.586 mm
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx)0,34
Área frontal (A)2,18 m²
Área frontal corrigida (Cx x A)0,741 m²
CAPACIDADES
Porta-malas conforme VDA (V211)490 litros
Tanque de combustível61 litros
DESEMPENHO
Velocidade máxima250 km/h (opcional 280 km/h)
Aceleração 0-100 km4,7 s
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
Cidade (dado de fábrica, NEDC)6,8 km/l (14,6 l/100 km)
Estrada (dado de fábrica, NEDC)11,7 km/l (8,5 l/100 km)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 7ª45,1 km/h
Rotação do motor a 120 km/h em 7ª2.660 rpm
Rotação do motor à vel. máxima, 5ª8.000 rpm (280 km/h)

 

AUDI RS 4 AVANT – PACOTE BRASIL
 
CONFORTO E COMODIDADE
Acabamento interno em fibra de carbono
Ajuste elétrico dos bancos dianteiros
Apoio de braço dianteiro
Apoio lombar de 4 vias
Ar-condicionado automático monozona
Bancos dianteiros esportivos, linha S
Bancos em couro napa fina
Computador de bordo com mostrador em cores
Controle de cruzeiro
Espelho interno fotocrômico
Fixações Isofix no banco traseiro
Pacote de luzes
Pacote porta-obejtos
Sensores crepuscular e de chuva
Sobretapetes dianteiros e traseiros
Porta de carga com abertura e fechamento elétrico
Teto solar elétrico e panorâmico Open Sky
Vidros laterais e traseiro com isolamento térmico
Volante multifuncional em couro, multifuncional, com borboletas e aplanado
EXTERIOR
Acabamento das soleiras em alumínio, estilo exclusivo RS 4
Carcaças dos espelhos externos em alumínio fosco
Frisos decorativos em padrão aluminio fosco
Pára-brisa com faixa degradê
Pára-choques esportivos RS 4
Ponteiras de escapamento foscas
Retrovisores externos c/ ajuste elétrico, rebatíveis, com aquecimento, função anti-ofuscamento, e memória
Roda de alumínio 9Jx20 e pneus 265/30ZR20
SEGURANÇA VEICULAR
Assistente de freio de estacionamento
Audi Drive Select
Audi Dynamic Drive Control
Bolsas infláveis frontais e de joelho para o motorista
Bolsas infláveis laterais ede cortina para os pass. dianteiros
Controle de estabilidade
Direção Servotronic
Estojo de primeiros socorros e triângulo de segurança
Faróis bi-xenônio com ajuste automático de altura do facho
Keyless-Go
Lanternas traseiras em LED
Lavador de faróis
Luz traseira de neblina
Luzes de uso diurno em LED
Macaco
Sensor de afivelamento dos cintos dianteiros
Sensor de estacionamento traseiro e dianteiro com gráfico
Sistema Desliga-Liga motor
Travamento central com controle remoto a distância
ÁUDIO E COMUNICAÇÃO
Audi Connect
Audi Music Interface
DVD Player
Navegador GPS
Rádio com MMI
Sistema de som Bang & Olufsen
CORES DA CARROCERIA
Azul Sepang (carro testado)
Branco Íbis
Cinza Daytona
Cinza Suzuka
Preto Mito
Vermelho Misano (metálica/perolizada)

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • CorsarioViajante

    Difícil comentar um carro tão “redondo”.
    Com certeza seria um forte candidato àquela lista de “um carro para toda a vida” haja visto tantas qualidades e tanta versatilidade

  • Luciano Gonzalez

    Seria o meu segundo sonho de consumo. ..o primeiro é uma RS 6, rs…

  • Avatar

    Fantástico automóvel…
    Fiquei na dúvida de qual é a medida correta das bitolas, aquelas mostradas na figura divulgada pela Audi ou na ficha técnica compilada pelo Ae?

  • Fabio Vicente

    Não sei se existe esse negócio de “inveja boa”, mas bateu uma inveja de você agora que dói.
    A 466 mil, eu sequer me imagino dirigindo um carro desses…
    Gostei do detalhe do corte sujo, acho que ajudar a caracterizar o perfil esportivo do carro.
    Olhando toda a tecnologia do motor deste carro, dói no coração ter que abastecê-lo com a gasolina nacional. Compor o combustível com 27% de álcool deveria ser considerado crime inafiançável.
    As importadoras ainda continuam fazendo o processo de tropicalização dos carros, ou eles são vendidos aqui exatamente como na Europa?

    • Mr. Car

      Dica para identificação de tipos de inveja: a boa é indolor. Você acabou de ser apanhado em flagrante, cometendo um pecado capital, he, he, he! Desculpe a brincadeira, não resisti!

    • Peter Losch

      Fábio, qual a diferença entre o corte sujo e o limpo?

      • Fabio Vicente

        Olá Peter,
        Não sei se foi possível publicar minha resposta anterior, porque estou com problemas de conexão com a internet.
        O corte sujo da injeção é um som caracteristico que o motor apresenta ao chegar no limite de rpm semelhante a uma “pipocada”. Este corte ocorre quando a ECU envia um comando aos bicos injetores para realizar o corte de combustível. Carros e motos de competição geralmente apresentam este tipo de som.
        No corte limpor, ao atingir o limite de rpm, o ruído do motor permanece uniforme. Este tipo de corte é realizado pela ECU enviando um comando para a borboleta de aceleração.

        • Peter Losch

          Maravilha!

          Do corte sujo eu sabia, mas sem conhecer seu nome. O corte limpo é novidade para mim, mas faz todo o sentido: basta a ECU determinar uma rotação máxima e dali não passar.

          Os únicos motores que cheguei a atingir a rotação de corte foram um Classe A 1,6 e um Fiat Doblo, ambos do tipo sujo. A suavidade de funcionamento do motor do Classe A era algo que chamava muito atenção, mesmo em rotação de corte.

          Obrigado!

  • Marco Antonio

    Definição: Um SONHO! Para Poucos!

    Marco Antônio

  • Mr. Car

    Quem mandou você ser pobre, Mr. Car? QUEM? He, he, he!

  • c4vitesse

    Não há dúvidas da qualidade do carro. Gostei do motor bastante girador, é quase uma moto hehe. Fico imaginando o ronco do brinquedo – esse é o tipo de carro onde o que se mais quer é que o ronco invada a cabine sem dó.

    Uma coisa que é sempre legal é que no modo manual o câmbio não sobe de marcha sozinho. Por mim todo carro com opção de trocas manuais deveria ter essa configuração.

    Por fim, o carro nesse azul fica simplesmente lindo.

  • Boni

    Mas que azul lindo!

  • Bob Sharp

    Avatar
    Parabéns pelo olhos de lince! Vale o desenho, já corrigi a ficha técnica, e agradeço sua observação. O que aconteceu foi ter ficado esse “lixo” da ficha técnica do RS 7, pois sobrescrevo fichas normalmente, ganha-se tempo.

  • CorsarioViajante

    Tem coisas que são engraçadas. Ontem no posto chegou um sujeito num Mercedes blindado para encher o tanque com comum. Sei lá…

    • Mr. Car

      Talvez seja um caso clássico de “asas para quem não sabe voar”, he, he!

    • Lipe

      Muita gente que possui esses carrões os usa por apenas 10, 20, 30 mil quilômetros.
      Creio que irão justificar no sentido de que não vale a pena conservar o motor limpo para o próximo dono.
      Claro que tem também a questão dos aditivos redutores de atrito, mas não estou certo de que apresentem grande diferença no consumo/eficiência. O desgaste, novamente, é irrelevante para quem pretende trocar de carro precocemente.
      Aliás, eu acompanho os testes de Longa Duração da Quatro Rodas, e freqüentemente os carros desmontados apresentam carbonização no motor, principalmente sedes de válvulas.

      • Bob Sharp

        Lipe
        Essa carbonização não é causada pelo combustível, esteja certo disso.

        • guilhermecvieira

          Bob, o que causa a carbonização?

          • Bob Sharp

            guilhermecvieira
            Óleo. Pode ser pelo respiro do cárter, pelos anéis, pelos retentores de válvulas. Pode também ser devido ao carro rodar poucos quilômetros ao sair de manhã, dois ou três. o motor rodando ainda frio.

          • André Baptista

            O que pode ser feito para mitigar esse risco (carbonização devido a trajetos curtos de manhã)? Reduzir o intervalo de troca de oleo?

    • Bob Sharp

      Corsário
      Sem problema, agora que o teor de enxofre está europeu. Como escrevi, a própria RS 4 Avant funciona perfeitamente com gasolina comum.

      • CorsarioViajante

        Bob, o que mais me chamou a atenção foi a questão da porcentagem de álcool, especialmente por ser uma mercedes mais antiga.

  • Mr. Car

    Caros Bob e equipe Autoentusiastas: vendo o vídeo do teste com o Audi RS 4 Avant, tive uma ideia diabólica, he, he! Como a imensa maioria de seus leitores dificilmente terá a oportunidade de um contato mais próximo com um carro deste nível, fiquei pensando se não haveria a possibilidade do Autoentusiastas convidar (por sorteio) um de seus leitores para participar do teste (ainda que apenas como passageiro) de um destes carros fantásticos que vocês nos mostram. Não sei como seria feito, pois envolve uma logística e naturalmente, custos, principalmente se o convidado não residir nas proximidades do local onde for feito o teste, mas isto pode ser estudado. E aí, foi uma boa ideia, ou estou viajando demais? Caso seja viável realizar, estudem com carinho como poderão torna-la realidade.
    Grande abraço para todos,
    Mr. Car

    • CorsarioViajante

      Hahaha gostei da idéia!

    • Bob Sharp

      Mr. Car
      Obrigado por nos trazer essa sugestão, mas saiba que estamos sempre pensado nisso. O único empecilho, por enquanto, é a responsabilidade criminal em caso de acidente. A civil, podemos pensar num seguro para o dia. É pouco provável que aconteça um acidente conosco dado o nosso cuidado e experiência, mas pode acontecer. Mas estamos estudando, e entre as medidas seria efetuar um teste em pista fechada como maneira de reduzir ainda mais o risco. Do nosso lado, seria mesmo muito bom que leitores vissem como fazemos os testes.

      • Mr. Car

        Então, Bob…na torcida para que vocês achem uma solução para este empecilho da responsabilidade criminal, na torcida para que o sorteado seja eu, e na torcida para que o carro seja fantástico, he, he, he! Abraço.

        • Domingos

          Na torcida para que o Mégane R.S. fique eternamente disponível para o Ae quando chegar esse dia :)!

      • RoadV8Runner

        Bob,
        Não é possível, legalmente, o sorteado assinar um termo de ciência do risco, isentando o motorista de responsabilidade criminal em caso de eventual acidente?

      • Lucas

        Os “No Uso” são geralmente feitos em São Paulo ou proximidades. Mas vocês já vieram para apresentações de produto aqui pertinho, em Foz do Iguaçu, em Curitiba, Santa Catarina, nordeste etc. Uma infinidade de lugares. Nesses eventos seria possível levar um convidado?? Se sim, nessas horas era só anunciar “atenção leitores de Foz do Iguaçu e região (por exemplo), quem se candidata??” hehehe. Aí sorteia e o deslocamento ficaria por conta do sortudo. Será que vira??

        Att.

      • REAL POWER

        Quando estiverem pela região de Curitiba, me dêem um toque. Abraços

    • RoadV8Runner

      Não gostei da idéia, pois no caso da RS 4 Avant, por exemplo, se eu não fosse sorteado, como ficaria?! Não haveria medicação que resolvesse o trauma!!! Rsssss…. Brincadeiras à parte, a idéia é ótima!

  • Domingos

    Bob, “a mais pacata das peruas”. Está “perua” no texto 😉

    Gostei da foto curvando pra valer e comendo a pista por dentro como se fosse uma zebra!

    • Bob Sharp

      Domingos
      Dei uma de “nós pega o peixe”…. (rs). Corrigido!
      E estava rápido ali!

      • Domingos

        Sem preconceito lingüistico, Bob! Haha

        E sim, deu para perceber que estava rápido. A sensação da foto já passa isso, mesmo o carro estando absolutamente sem demonstração de deslocamento na foto.

        Gosto de fotos assim! Passam toda uma mágica!

  • BrunoL

    Uma pergunta: Esse V-8 tem virabrequim plano ou cruzado?

    O ronco parece ser de cruzado, mas a rotação que ele atinge diz o contrário. Que eu me lembre, o único cruzado a passar de 8 mil rpm é o do antigo M3.

  • André

    Uma coisa que gosto é quando em modo manual a caixa não reduz com carga total. Esse é assim?

  • Victor_maravs

    HAHA Seu Alcides mito! Mandar fechar a Castelo dos dois lados, só pra ele passear de RS 4!
    Parabéns pela matéria, nível Autoentusiasta sempre.

  • Renato Mendes Afonso

    Olhando a ficha técnica, me estranha um pouco a velocidade final ser atingida em quinta marcha (ainda mais quando o cambio tem sete marchas). É realmente isso mesmo? Esse carro tem duas marchas “overdrive”?

    No mais, sem comentários. Arrisco dizer que é até mais bonita que a RS 6 Avant.

    Mais uma ótima matéria de um carro fantástico!

    • Lorenzo Frigerio

      Os câmbios manuais de 6 marchas usados nos Camaro/Firebird/Corvette dos anos 90 também tinham “duplo overdrive”. A 6a. tinha 0,50:1.

  • Lipe

    Sobre essa sua pergunta, no que toca ao processo de tropicalização em relação ao nosso combustível alcoolizado, eu sempre me questiono: e os carros comprados de importadoras independentes?
    O Camaro é um bom exemplo: o que se vende aqui pela Chevrolet tem calibração diferente do Camaro SS V-8 dos EUA, mas há uma infinidade de Camaro, Mustang, Corvette e etc. importados extra-oficialmente.

    • Bob Sharp

      Lipe
      Funcionam, mas não como deveriam.

  • Christian Bernert

    Como foi comentado que o curso dos pistões é o mesmo do AP-2000, fiquei imaginando que este V-8 poderia ser visto como 2 AP-2000 unidos em ângulo de 90°. Neste caso seria o equivalente a tirar 225cv de um 2.1 aspirado!!! Então quer dizer que este motor do RS4 tem praticamente a mesma potência por litro do Golf GTI que é turbo? Incrível!

    • Lorenzo Frigerio

      Não são 2 AP 2000 unidos, pois a distância entre centros é maior, e ao contrário do AP, este motor não é “biela curta”- na VW-Audi, só os EA-888 2.0 são, com árvores balanceadoras.

  • Filipe

    Bob, uma dúvida: no vídeo me pareceu que a troca na alavanca levava um pequeno tempo pra ocorrer, mas quando o MAO usou a borboleta foi instantâneo… Procede?

    E esse trabalho de vocês só tem um defeito: deve ser duro voltar pros carros nossos de todo dia depois de andar em tantas máquinas incríveis!

  • Bob Sharp

    BrunoL
    Todos os V-8 Audi são de virabrequim cruzado e o tipo de berro o confirma. Não acredito que este formato seja limitante em rotação.

    • BrunoL

      Obrigado, Bob.
      Tinha em minha cabeça que virabrequim cruzado fosse menos favorável para altas rotações. Novamente, obrigado pelo esclarecimento.

      • Lorenzo Frigerio

        O virabrequim cruzado usa contrapesos bem maciços para balanceamento, portanto tem uma tendência a subir de giro mais devagar.

  • Bob Sharp

    André,
    Não cheguei a verificar isso, mas acredito que não reduza.

  • Bob Sharp

    Fábio Vicente
    Sua inveja está aceita numa boa! Sim, todo carro importado legalmente passa por tropicalização no sistema de gerenciamento do motor para corrigir a mistura ar-combustível (com a gasolina E22 padrão), tanto para assegurar bom funcionamento quanto atender aos limites de emissões, o que classifico de total absurdo. Não há nada disso nos países vizinhos, é ser desembarcado do navio e encher o tanque em qualquer bomba. Aqui esse trabalho, além de custar cerca de R$ 1 milhão por veículo e levar uns seis meses, é mandatório para homologação junto ao Denatran de modo a poder receber o número Renavam, senão não pode licenciar.
    Quanto a abastecer com E25, sem problema, uma vez que calibrado para isso. Mas que seria muito melhor se existisse uma gasolina até E10 aqui, sem dúvida.

  • Bob Sharp

    Renato Mendes Afonso
    Exatamente. Só bate velocidade e rotação de potência máxima em quinta. É cada vez mais comum isso, com vistas à redução de consumo.

  • m.n.a.

    É…..mas não cabem 3 bicicletas + 3 ciclistas com cinto de segurança, como a Chevrolet Caravan!

    • Lucas

      Putz… aí forçou hein!… tu não queres um F-Maxx?? http://www.fmaxx.com.br/

    • CorsarioViajante

      Deixo bem feliz as 3 bicicletas, os 3 ciclistas e a própria Caravan na garagem para sair sozinho com esta perua! rs

  • Douglas

    Bob,

    O pedal esquerdo não faz falta?

    • Bob Sharp

      Douglas
      Realmente, não. O que ocorre é o uso da embreagem pelo pedal ser tão instintivo e automático que não percebo se tem ou não. E os câmbios de dupla embreagem alemães trocam marchas excepcionalmente bem. Mas só uso a alavanca para isso, não me ajeito com as borboletas pelo fato de subir marcha e reduzir ser sempre puxando. E tenho outra dificuldade, por incrível que pareça: sou canhoto que virou ambidestro e por isso não tenho “lado” definido. Quando me mandam, por exemplo, dobrar à direita, preciso pensar….

      • Douglas

        Curiosamente acho menos ruim o modo automático que o modo manual em câmbios automatizados, não gosto de jeito nenhum trocar a marcha sem pisar no pedal de embreagem.
        Mas nunca dirigi um DSG (apenas os de uma embreagem), quem sabe quando dirigir eu mude de opinião.

  • Domingos

    Acho interessante certos investimentos e desenvolvimentos da Audi como a suspensão dianteira four-link (no caso dessa RS 4, com 5 braços, é quase uma multi-link).

    Dado que seus carros são tração dianteira ou nas 4 (que apresenta equilíbrio mais parecido com os tração dianteira que os traseira), acho que o investimento nisso muda tudo em prazer de dirigir e comportamento/limites.

    A MacPherson evoluiu muito, como no Megane RS e nos Astras OPC. Porém me parece uma situação como o eixo de torção contra a multi-link ou as independentes: ao menos em prazer ou em conforto quase nunca a suspensão mais simples vai ganhar.

    Os Passat B4, com a disposição longitudinal da Audi e a suspensão four-link eram considerados um dos carros de maior prazer de dirigir.

    Pena esse conjunto estar disponível hoje só em esportivos, pois um carro com traseira independente e dianteira 4/5 link seria uma sensação muito legal num acerto macio.

    Ficaria como os Focus I e II, carros super macios mas ao mesmo tempo precisos e muito bons em comportamento e limites. E isso com apenas um dos lados mais elaborado, sendo o mais crucial (a dianteira) algo mais comum.

    Acho que é uma coisa de custo ou de espaço disponível, mas me dá a impressão que tração dianteira ou AWD não deveriam idealmente ter suspensões muito simplórias no lado tão exigido do carro.

    Hoje funciona muito bem, mas acho que dá toda a diferença um trabalho desses. Deve deixar o carro perfeito realmente, junto com uma aderência fenomenal pela tração AWD de verdade (3 diferenciais, integral etc).

    • Lorenzo Frigerio

      Esse carro tem TUDO, e o preço reflete. Dá para ter um carro praticamente perfeito por pouco mais que 1/3 do preço (uma A4 Avant normal). Isso aí é um carro de purista com grana ou ricos e novos ricos do terceiro mundo querendo ostentar.

      • Domingos

        A A4 ainda conta com a suspensão dianteira “five link”?

        Pensava ser só da RS 4, visto que o Passat depois do B4 não mais usou esse conceito. Não sei como andavam as coisas na Audi.

        Se for, muito interessante. Ainda assim, com 1/3 do preço é um carro bem caro. Deveriam haver mais opções de tração dianteira com suspensão elaborada nessa parte do carro.

  • RoadV8Runner

    Como fã de peruas que sou, babei litros por aqui com a RS 4 Avant. Se houvesse mais opções que me coubessem no bolso, compraria somente peruas, justamente por trazerem a praticidade do porta-malas e o mesmo nível de conforto de um sedã. Impressiona a elasticidade do motor, justamente por ser aspirado e ter potência específica elevada.
    Claro que a falta de saída de ar condicionado no banco traseiro não impediria a compra, mas é curioso a Audi não ter disponibilizado essa opção. Talvez o túnel central razoavelmente volumoso complicaria a passagem dos dutos de ar?
    Quanto ao preço, não está nenhum absurdo, pois bens importados ficam, em média, 70% mais caros por aqui quando comparados com o valor em seu país de origem, por conta dos custos de impostos e transporte.

  • Danniel

    Desde a RS 4 3,8 V-6 biturbo de 2001, sou aficionado pelas RS Avant da Audi.. Nem que tenha que viajar à Alemanha, eu ainda vou dirigir um carro desses

    • Bob Sharp

      Danniel
      Faça isso, realize seu sonho. Vai valer a pena, garanto.

    • Lorenzo Frigerio

      Acho que você vai gastar uns 1000 euros para pegar um carro desses por uns 5 dias. A Europa é acintosamente cara até para quem mora lá.

      • Danniel

        Sim, é bem pesado.. na faixa de 500 euros a diária com uma franquia de quilometragem baixa.. Eu já vi alguns textos sobre um programa da Audi de Ingolstadt, que além de um tour pela fábrica permite um dia de Audi Driving. Num artigo de 2007 citava o valor de 490 euros por pessoa, com hotel e refeições inclusos. Mas não achei informações sobre os valores atualizados.

  • Fernando

    Apesar de tudo que este carro é e dispensa repetir, o que mais me agrada é esse interior clean, sem tantos artifícios de parecer não ser mais um carro como já conhecemos.

    Vendo assim à distância, e julgando muito por fotos, o que não reflete nem 1% do que é o carro, mas me lembrou muito os Audi Quattro.

    Pena é que esteja no nível de sonho…

  • Bob Sharp

    RoadV8Runner
    Não sei se é isso que impede a saída de ar-condicionado no espaço traseiro. Outros carros têm túnel por onde passa o cardã.

  • Bob Sharp

    Filipe
    Não há razão, pois se trata de apenas de um contato elétrico. Mas vou ver o vídeo para tirar a dúvida. Quanto voltar para o carro nosso de todo dia, quando eu estava na Quatro Rodas devolvi um BMW 850i CSI, V-12 de 5 litros, pequei um táxi e rumei direto para pegar outro carro de teste, um Gurgel Supermíni…Ossos do ofício!

  • Bob Sharp

    Lucas
    Nos lançamentos não é admitida a presença de acompanhantes e/ou visitantes.

  • Bob Sharp

    RoadV8Runner
    Tivemos um aconselhamento de que mesmo assinando termo de isenção de responsabilidade a vítima pode entrar com ação. Mas estamos chegando essa questão.

  • Fabio Vicente

    Agora que consegui assistir ao vídeo, depois de um dia muito agitado. A impressão que tive deste carro é que se a Rodovia dos Bandeirantes – numa situação utópica – não tivesse limite de velocidade, daria pra conduzir este carro a uma média de 230 km/h sem muito esforço.
    E poxa vida, que legal ver o Seu Alcides!! Simpatia pura.
    Mandem um abraço para ele quando o encontrarem novamente. E tenham certeza: se eu ganhar na Mega Sena, faço questão de comprar uma RS 4 para o Seu Alcides, que de quebra levará também um A3 sedan para o dia a dia.

  • Lucas Rodrigues de Souza

    Bob esse “trilho” que ela anda se deve aos divisores de torque dos eixos que mantém ela na trajetória ou é por suspensão, pneus, chassi etc??

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    É discutível se sobe de giro mais devagar estando sob carga. De qualquer maneira, o fato de eventualmente a subida de giro ter esse comportamento não impede que motor seja feito para dar potência em altas rotações.

    • REAL POWER

      Quando um motor é projetado para trabalhar em alta rotação, o modelo de virabrequim certamente vai estar de acordo com o projeto. V-8 plano ou cruzado pode girar alto, desde que sejam projetado para isso. Os V-8 Nascar são cruzados e giram o tempo todo acima dos 9 mil e podem operar nessa rotação durante horas seguidas. Há casos desses motores girarem mais de 11 mil. Estudos apontam que um V-8 Nascar sofre muito mais stress no conjunto virabrequim, bielas e pistões do que um F-1 aspirado, devido ao maior curso dos pistões. Com curso menor o motor poderia girar ainda mais. Um virabrequim V-8 cruzado pode ser tão leve quanto um de V-8 plano, e pode fazer uso de volante de motor muito mais leve. Tudo dependera no caso do V-8 cruzado do peso dos pistões e bielas que interfere de forma direta no projeto do virabrequim. Por este fato que motores V-8 preparados sem critério não giram tudo aquilo que o esperado com as modificações. Já um virabrequim plano não sofre tanto a influência do peso dos pistões e bielas. A empresas de peças de competição que chegam a oferecer mais de 10 kits diferentes de virabrequim, bielas e pistões para um mesmo motor, tudo relacionado à rotação de operação desejada. Abraços.

    • Lorenzo Frigerio

      Pessoal, inclusive aqui falam muito da técnica “old-school” de aliviar o volante de carros nacionais. Sempre duvidei da eficácia, pela mesma razão que você explicou.
      É claro que um motor como o da RS 4 não se sujeita a isso, porque é um motor especial, mas provavelmente tem um virabrequim aliviado, bielas, pistões e válvulas de material leve etc., tudo para vencer a inércia e permitir um giro mais alto. E é óbvio que para chegar a esse giro, o balanceamento também tem que ser especial, pois em carros normais um virabrequim mais pesado compensa em parte um leve desbalanceamento dos outros componentes, barateando o custo de produção.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Overdrive é termo errado usado pela indústria quando se refere a relação. É um atavismo do tempo em que havia o equipamento overdrive, um câmbio adicional que fazia a última marcha não ser mais a direta, e sim uma com relação inferior a 1, além de conter mecanismo de roda-livre. O objetivo era baixar rotação e economizar combustível. O Corvette de 4ª geração tinha câmbio manual de quatro marchas, com quarta direta e overdrive utilizável na 2ª, 3ª e 4ª. Para conceituação correta deve-se dizer ‘efeito overdrive’, ou ‘efeito sobremarcha’, caso da 6ª e da 7ª dessa RS 4 Avant e outros. A relação em si é irrelevante.

    • Renato Mendes Afonso

      Não sabia que overdrive era um câmbio adicional. Se estou certo, com efeito contrário à reduzida dos veículos off-road.

      Obrigado por compartilhar esse conhecimento.

      • Danniel

        Renato, o conjunto dos willys Jeep/F-75/Rural aceitava uma caixa de overdrive na tomada de força da reduzida… Imagina quantas combinações de marcha eram possíveis com três alavancas no assoalho.. Na imagem, é a peça de aspecto mais brilhante

        http://www.public.asu.edu/~grover/willys/graphics/transod.jpg

    • Lorenzo Frigerio

      Sim, as RAM/Dakota com câmbio automático também usavam o que basicamente era uma Torqueflite com unidade overdrive acoplada, pois a Chrysler não tinha dinheiro para desenvolver um novo câmbio longitudinal; ela concentrou seus esforços na A604 transeixo. Portanto, a Chrysler não tem um câmbio “overdrive legítimo” para adaptar nos Dodjões americanos. Existe inclusive uma empresa que vende um kit pronto para montar, baseado na TH700-R4 GM, que é bolt-on e computadorizada.
      Mas creio que esse câmbio da C4 que você mencionou não é o mesmo usado nos últimos anos desse modelo e nos Camaro/Firebird – refiro-me aos últimos modelos desses carros, lá por 1996, não aqueles originários dos anos 80.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Só do terceiro mundo?

    • Lorenzo Frigerio

      Não. Mas esse carro tem um apelo forte aqui entre essa turma, já que as Ferraris e similares ficam fora de cogitação. Na Europa, uma pessoa que comprasse essa perua teria que ter a carteira saudável, mas ainda assim poderia usá-la no dia-a-dia, sem risco de flanelinhas riscarem o carro, ou membros da “nova classe C” com carros filmados até o talo darem marcha-a-ré em cima, ou batidinhas de porta em vagas de shopping dimensionadas para um Ford Ka antigo.

      • Domingos

        Não reclamo mais de tamanho de vaga depois de ver como são na França. Chega a dar raiva, um carro médio normal (como um Megane) não cabe sem fazer um contorcionismo danado na hora de sair.

  • Bob Sharp

    Douglas
    É tudo questão de hábito. Pode-se ter até embreagem automática associada a câmbio manual, já tivemos carros com o sistema aqui, como Mercedes-Benz Classe A AKS, Corsa Autoclutch e Palio Citymatic, todos sem pedal de embreagem. Esta desacopla-se no momento em que se toca na alavanca de câmbio, há um contato elétrico na base dela. Existia até para DKW-Vemag com o acessório, original de fábrica, o Saxomat.

  • Bob Sharp

    Lucas
    Deve-se a tudo, ao conjunto de características.

  • Cláudio P

    Também gosto muito de peruas e lamento que aqui seja uma categoria em extinção. Achei perfeita a definição de sedã com teto alongado, facilidade de acesso ao porta-malas etc. E a Audi fez um trabalho brilhante, mantendo a tradição das RS Avant. De fato curiosos os ar-condicionado monozona e a falta da câmera de ré para um carro desse nível. Mas, a bem de verdade, diante de tanta excelência em movimento eu perdoaria até se não tivesse vidros elétricos. 🙂

  • Fat Jack

    Sou fã destes carros desde a icônica RS 2, quanto a este motor, ele chega a ser pornográfico!!!
    Rodar tranqüilamente em baixa, ter lenta “civil” e rodar a até 8.500 rpm???
    Simplesmente sensacional!

  • Christian Bernert

    Mr. Car
    Em 2001 eu tive a alegria de ser escolhido para um teste parecido com o que você está propondo. O incrível é que eu não tinha me candidatado. A revista resolveu me escolher apenas porque eu tinha o hábito de escrever para comentar suas publicações. Fiquei uma semana com a Parati 1.0 Turbo. Foi inesquecível. Veja a imagem que eu tenho guardada. Saiu na edição de Março de 2001.

    • Domingos

      Muito bacana a atitude da revista. E poderia ser algo que levantaria as vendas delas, comprometidas pela internet e a descrença nas mesmas.

      Nada atrai mais um leitor que poder participar testando um carro e dando sua opinião, além de atrair outros leitores pela possibilidade.

    • Mr. Car

      Legal mesmo, Christian, mas duvido que o Ae vá largar um Audi RS 4 Avant uma semana comigo, he, he, he, he!

    • Eu lembro disso. Eu era assinante da revista, na época.

  • Diego Mayer

    Quanta bobagem, até parece que o cara compra um RS 4 para ostentar. Para os leigos (alvos) isso não passa de uma perua, como um Jetta Variant. Chama muito mais atenção comprar uma BMW 318, esse sim, carro de ostentador.

  • Esse azul ficou perfeito!

  • Silvio

    [off] Bob, semana passada e nessa também sem história dos leitores, quando volta?

  • Danchio

    Melhor que essa só a RS 6 Avant…

  • Bob Sharp

    Silvio
    Não nos têm chegado histórias dos leitores, é por isso.

    • Domingos

      Pode mandar qualquer um, Bob? Pode ser na forma de artigo, sem ser necessáriamente uma história?

      • Bob Sharp

        Domingos
        Prefiro não, foge do espírito da seção.

  • Se você não quer ter carro riscado ou amassado, nunca more em Roma. Estou abismado com o baixo nível dos motoristas aqui. Além de não respeitarem os pedestres, não respeitam o veículo alheio.

  • V12 for life

    Absolutamente linda, mas prefiro as gerações anteriores com V6 Biturbo, que ao que parece deve voltar na próxima geração.

    • KzR

      A primeira RS 4 V6 biturbo tinha valor de manutenção à altura de seu belo motor. Mas ainda é deslumbrante hoje em dia.

  • gpalms

    Perua, V-8 e aspirada. Só faltou mais um pedal para ser perfeita. Mas eu pegava.

  • Marco de Yparraguirre

    Caro Bob. Anda bem com gasolina comum mesmo,mas como na Europa
    não misturam etanol no combustível,com o correr dos anos haverá corrosão por causa do nosso etanol nos componentes que não são protegidos para tal finalidade. Certo?

  • Bob Sharp

    Marco de Yparraguirre
    Todos os carros importados oficialmente podem rodar com E25, certamente com E27, está previsto. Nos demais, sempre haverá dúvida.

  • V12 for life

    RS, M power, AMG não são carros para se preocupar com manutenção, consumo, seguro, IPVA e nem mesmo com conforto, e sim com prazer ao dirigir.

  • Luís Felipe, nesse caso de robotizado de dupla embreagem a massa do volante é irrelevante, a troca é tão rápida que nem dá tempo do motor perder rotação se tivesse um volante bem leve.