SUBARU: 15 MILHÕES DE MOTORES BOXER

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A Subaru está comemorando a produção do 15.000.000º motor boxer. Esse número histórico foi atingido após 49 anos do lançamento do compacto Subaru 1000, em maio de 1966, que foi o primeiro veículo da marca a contar com um motor totalmente novo, de cilindros horizontais opostos e arrefecido a água. A Subaru pertence à Fuji Heavy Industries Ltd. (FHI), do Japão.

 

SUBARU: 15 MILHÕES DE MOTORES BOXER SUBARU 1000 1966

Subaru 1000 1996, o primeiro da marca com motor boxer

Recentemente, a fabricante comemorou também outro significativo número: a produção da 14.000.000ª unidade do seu sistema de tração All-Wheel Drive (AWD). O Subaru Leone 4WD Estate, lançado em setembro de 1972, foi o pioneiro na utilização desse sistema desenvolvido pela Subaru.

 

SUBARU: 15 MILHÕES DE MOTORES BOXER SUBARU Leone 4

Subaru Leona 4WD Estate 1972, o primeiro Subaru de tração integral

Atualmente, toda a linha de veículos Subaru comercializada no Brasil, importada com exclusividade pela Caoa, é propulsionada por motor boxer e conta com tração integral Symmetrical All-Wheel Drive.

Os motores boxer possibilitam a montagem dos pistões de forma simétrica. Com isso, o movimento dos pistões contribui para anular as forças de inércia, resultando em menores níveis de vibrações, alto equilíbrio rotacional e suavidade de funcionamento até as faixas de rotação mais elevadas. O aspecto plano e baixo do motor boxer contribui para a redução do centro de gravidade do Subaru, favorecendo a estabilidade e a dirigibilidade.

 

SUBARU: 15 MILHÕES DE MOTORES BOXER Motor SUBARU EA52

Motor e transeixo do Subaru 1000

Já o sistema de tração integral contribui, de maneira significativa, para a segurança e prazer de dirigir, especialmente com piso molhado, e comportamento seguro e preciso em altas velocidades rodoviárias.

O lema da Subaru é “Confidence in Motion” (em português: “Confiança em Movimento”), inferindo que Subaru continuará a sua busca pela excelência de engenharia e em oferecer veículos que transmitam prazer ao dirigir e paz de espírito. Para isso, a equipe de profissionais da marca trabalha no aperfeiçoamento continuo das vantagens dos seus motores boxer e da tração integral simétrica, como vem fazendo há mais de quatro décadas.

Parabéns, Subaru!

Ae/BS

Fotos: Subaru

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  • joao vicente da costa

    Tenho muita, mas muita vontade de dirigir um Subaru. Deve ser uma experiência única, por conta dessas características tão particulares.

    • Domingos

      Pena que a Subaru tenha muito poucas concessionárias e revendedores fora das grandes cidades e da região Sul/Sudeste em específico.

      Os carros são maravilhosos e diferentes mesmo. A sensação da combinação boxer/longitudinal/tração 4×4 full time é única, a palavra para o carro é mesmo equilíbrio e segurança (e se diverte muito com equilíbrio e tração enorme…).

      • Fernando

        Pena também de estar no manto da Caoa.

        Entre as fabricantes orientais a Subaru é a que mais admiro, acompanhar o histórico dela nos ralis durante tanto tempo colaborou.

    • Ilbirs

      Veja este vídeo e note que a Subaru só pôs sopas de letrinhas em seus carros para descargo de consciência de leigos que pensam ser isso mais importante que um bom motorista ou um carro bem projetado o suficiente para ser seguro sem dispositivos eletrônicos:

    • Luiz_AG

      Eu dirigi um Legacy 95 e achei completamente sem sal. Criei um pré-conceito com carros japoneses. Praticamente uma salada sem sal, muito bom, mas sem tempero nenhum.

  • FearWRX

    E que continuem fazendo mais outros 15 milhões. Subaru sem boxer e sem tração integral não é Subaru (modo de dizer), quis dizer que é marca registada, acho que eu poderia afirmar que pelo menos 80% das pessoas que compram um Subaru, compram por essas características.
    Ainda vou dirigir um um dia e terei um.

  • Ilbirs

    O que não consigo entender até hoje é por que a Subaru nunca pensou em fazer kei jidoshas (mesmo quando eles eram de projeto próprio) com motor boxer. Sei lá, poderia ser um bicilíndrico modular com alguma unidade de quatro cilindros, o que poderia inclusive viabilizar algo menor que o Impreza que tivesse também essa configuração de bloco.
    Talvez isso tivesse evitado a situação atual em que todo Subaru abaixo do Impreza nada mais é que um Toyota ou Daihatsu com logotipo das Plêiades.

    • Domingos

      Se for pensar bem, para um carro minúsculo o menos de “coisas diferentes” possíveis, menor.

      O motor em linha, se numa configuração bem pequena de cilindrada – e aí sendo 3 ou 2 cilindros, caso de muitos kei-cars – é uma configuração muito compacta.

      Talvez a mais compacta delas, pois dá para fazer um capô minúsculo (até no caso do Smart, por exemplo).

      O boxer é o menor em altura, mas ocupa um bom espaço longitudinalmente, o que obriga um capô um pouco maior que um pequeno motor em linha.

      Para um kei, funcionaria se fosse com motor central e 2 lugares. E aí a Subaru poderia fazer algo tão legal quanto os Honda Beat e Suzuki Capuccino.

      Está aí uma idéia muito legal. E, se vendesse aqui, seria o primeiro a comprar!

      • Ilbirs

        No caso específico da Subaru, um hipotético boxer bicilíndrico de 0,66 l que fosse modular com um de quatro cilindros acabaria não sendo “coisa diferente” dentro do universo da marca das Plêiades, pois acabaria compartilhando diversas peças com outras unidades.
        De fato, o boxer é largo, mas é de se perguntar se é mais largo do que um motor em linha transversal e sua respectiva transmissão montada imediatamente ao lado.

        No caso específico da hipótese que levantei de um boxer bicilíndrico, haveria a vantagem do pouco peso para além do eixo dianteiro, uma vez que o motor por si só seria curtinho. Veja um exemplo de boxer bicilíndrico dianteiro bem conhecido:

        http://bringatrailer.com/wp-content/uploads/2014/08/1989-Citroen-2CV-Chassis-Front.jpg

        Como se observa, ainda que seja um motor pendurado para além do eixo dianteiro, ele projeta-se pouco para além da linha do referido eixo. Ainda que tenhamos um motor pendurado para além do eixo dianteiro, temos uma transmissão cujo peso majoritariamente está entre os eixos, o que ajuda a melhorar a conta quando pensamos em comportamento dinâmico.

        No caso específico da Subaru, a decisão de fazer todo modelo menor que o Impreza ser nada além de um Toyota ou Daihatsu com outro logotipo acabou sendo compensadora se pensarmos que os modelos menores de raiz de outros tempos obrigavam a empresa a ter de gastar em engenharia por algo que dificilmente seria vendido fora do Japão. Porém, é de se perguntar se o uso de motores de projeto Subaru com cilindros em linha, bem como transmissões transversais e tudo isso tendo como resultado o fato de não haver compartilhamento de componentes mecânicos com os pães quentes da marca, não foi um erro histórico dos bons, ainda mais considerando-se que a Subaru era boa de fazer projetos próprios menores que o Impreza:

        http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cd/Subaru_R1.jpg

        http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3c/2003_Subaru_R2_01.jpg/280px-2003_Subaru_R2_01.jpg

        http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/21/Subaru_Vivio_rallycar.JPG

        http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/44/Subaru_Sambar_Extra-S_rear.jpg

        São alguns poucos exemplos, mas que já dizem um pouco a respeito. Se olharmos a proposta dos veículos em questão, por vezes o hipotético boxer bicilíndrico talvez caísse até melhor. No caso específico da Sambar, poderíamos até pensar em uma plataforma de carga mais baixa devido à característica construtiva do motor. Daria até para pensar na sua ideia de um esportivinho de motor central-traseiro.

        Porém, isso vai acabar ficando mesmo naqueles porquês que não aconteceram.

        • Domingos

          Bom, não tinha pensado num 2 cilindros. Aí a coisa muda de figura e poderíamos até mesmo ter um 1,0 litro de bom desempenho nessa configuração – com peso bem leve e muito espaço interno.

          O boxer ajuda com o balanceamento, então ser 2 cilindros não atrapalharia em nada.

          Boa idéia… Mas talvez o problema seja esse que você descreveu: fora do Japão poderia ter poucas vendas e, aí, não justificar o custo extra…

          • Ilbirs

            Como sabemos bem, vez ou outra os fabricantes de carros possuem suas teimosias que ninguém de fora consegue entender. Temos o caso da Honda, que por muito tempo teve motores de igual cilindrada com blocos diferentes, como podemos ver nos Civics de até sexta geração, que tinham unidades de 1,6 l nos blocos B e D conforme a potência desenvolvida e, mais avançado no tempo, unidades de 2 litros completamente diferentes para Civic de oitava geração (K20 no Si), Accord e CR-V (R20) e S2000 (F20C), sendo que só agora é que começamos a ver o uso de um único bloco para uma determinada cilindrada. A Toyota ainda tem uma enorme gama de blocos diferentes para uma mesma cilindrada, algo que por ora ainda não vimos uma racionalização acontecer. No caso da VW, ainda que bem mais racional em seus trens de força, ainda estranhamos o porquê de um up! i-Motion usar uma transmissão automatizada SQ100 importada da Alemanha quando há anos fabrica-se no Mercosul a MQ200 automatizada, sendo que tal transmissão cabe perfeitamente no cofre diminuto do carrinho em questão.

            No caso específico da Subaru, sabemos que o boxer foi fruto de convergência da própria marca, em que notaram as capacidades de tal tipo de propulsor e investiram nele. Porém, devido à teimosia de não considerar a modularidade inerente de tal configuração para os usos em veículos menores, isso pode ter sido uma das causas de não termos mais modelos menores que o Impreza cujo projeto seja próprio.

          • Domingos

            No caso do Up existe algum problema em usar a MQ200. A SQ100 foi desenvolvida especialmente para ele e acredito que não teria sido o caso se coubesse a excelente e já pronta MQ200.

            Da Honda, era um preciosismo de engenharia muito saudável. Cada bloco com uma determinada proposta e cada cilindrada com um bloco adequado (o único motor aspero dela foi o D17 não-VTEC).

          • Ilbirs

            O que estranho no up! é justamente o fato de o manual ter a transmissão MQ200 e o i-Motion ter não a MQ200 automatizada de outros VWs, mas sim essa transmissão específica que, como já mostraram por aqui, tem comportamento inferior. E, pelo que sabemos, a robotização dessa transmissão não a faz ocupar mais espaço, uma vez que o robozinho fica no mesmo espaço que ficariam os dispositivos convencionais. Estranho a coisa toda levando em conta que o up! brasileiro já havia sofrido uma série de alterações em comparação ao europeu, que agora irão inclusive se estender à mecânica, vide a versão turbo que a matriz ficou de corpo mole dizendo que não daria para se fazer nada além de um protótipo, mas que a filial está mostrando ser totalmente viável e que em breve será lançada.
            Ainda acho que algum Professor Pardal dentro da VWB acabará conseguindo fazer mais coisas com a NSF que o mundo diz serem impossíveis, mas que não o são para uma equipe que em sua história já tomou bronca por não ter ido além (como o famoso caso do Gol a ar com dois carburadores que um mecânico de concessionária montou na frente o estepe que ninguém imaginava ser possível montar) e que já fez coisas bem mais complexas do que essa questão de como montar uma MQ200 automatizada na plataforma NSF (vide quando conciliaram o motor CHT da Ford com a transmissão VW longitudinal de cinco marchas sem maiores problemas ou, mais recentemente, dotando a Kombi com o EA111 1.4).

            Ainda no caso da Honda, acaba ficando também como curiosidade o lance de em certa ocasião termos tido três blocos de 2 l com quatro cilindros (K20 do Civic Si, R20 do Accord e do CR-V e F20C do S2000). Todos eles giravam horário, o que significa que daria para terem usado um K20 com diferentes potências para todos esses modelos sem maiores problemas. Porém, como já disse anteriormente, não é bizarrice restrita à marca de Suzuka, uma vez que a Toyota também tem propulsores redundantes em cilindrada e número de cilindros em produção.

    • gaboola

      A capa$$idade de investir da Fuji era bem limitada na época. Fora a tentativa de produzir o P1(sedã médio ‘baseado’ no Peugeot 403),sobraram apenas recursos para projetar e produzir a familia do ‘kei’ 360. Quando surgiu a oportunidade de adicionar um produto maior e mais sofisticado, sobrou uma pouca grana e muita competência para desenvolver a seu contento o Lloyd (depois Borgward) Arabella, já ha alguns anos fora de linha na Alemanha, acrescentando alguns cm ao entreeixos, as portas traseiras, um tapinha no visual e mais alguns cm cúbicos no deslocamento do boxer 4. ´Tava aí o Subaru 1000, logo o 1100, depois o 1300,depois…a prosperidade e tpdo o resto da lenda

  • Eduardo Jorge R. A. Silva

    A equipe do Roadkill, do canal Motor Trend do Youtube fez um episódio (33º, acho) comparando o Legacy 2015 aos carros que reformam: Ranchero, Datsun e Charger. O vídeo é delicioso, basta procurar no youtube por Roadkill e Subaru.

  • KzR

    Feitos extraordinários.

  • Ggvale Vale

    Bom dia . Se não me engano , na década de 90 alguns modelos Subaru
    faturaram títulos de carro do ano mundial .

  • Ezequiel Favero Pires

    Excelência em engenharia!

  • Domingos

    No caso dos Toyotas, quando existe a redundância é porque as propostas são completamente diferentes. Aí justifica um bloco ou uma família inteira nova, dada a capacidade financeira da empresa e seu foco em eficiência.

    Sobre o Up, na europa só sai com a SQ-100, que é inferior em qualidade de engates mas é mais leve.

    Talvez estava pronto e desenvolvido todo o sistema automatizado desse motor em cima dessa caixa.

    Programar um negócio desses hoje em dia leva tempo e precisa ser testado, homologado etc. Um erro de programação e você tem um câmbio com algum comportamento perigoso, por exemplo. São muitas variáveis.

    Não era só pegar uma caixa I-Motion de Fox, por exemplo, e colocar num carro com peso e motor completamente diferentes.

    Vale lembrar que nosso Up é bem diferente na parte de trás, o que talvez compense o maior peso da MQ-200. Pode ser também questão dele ser, aqui, um carro de categoria superior ao equivalente dele europeu e, então, decidiram usar a caixa melhor onde fosse possível.

    Na automatizada você não sente os engates piores da SQ-100…

  • joao

    Por pouco não descreveste um Gurgel…

    • Ilbirs

      Aliás, se a Subaru tivesse boxers bicilíndricos, facilitaria muito aquela minha sugestão de um BR-800 ou Supermini hot-rod, cuja possibilidade que levantei foi a de se usar o motor boxer bicilíndrico refrigerado a água das motos BMW mais recentes.

  • Piero Lourenço

    espetacular… Tive o prazer de dirigir um Legacy top de linha…. sensacional