Vendas  VENDAS NA EUROPA EM 2014 CRESCERAM 5% COM A PROCURA POR MARCAS MAIS BARATAS Vendas

As vendas de carros na Europa em 2015 cresceram pela primeira vez em sete anos graças aos incentivos dos governos, reduções de impostos e mudança do consumidor para marcas mais baratas como Dacia e Škoda. Os licenciamentos nos mercados da União Européia e na Associação Européia de Livre Comércio foram 5% maiores e chegaram a 13 milhões no ano passado, declarou hoje a Acea (Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis).

Os ganhos em vendas foram decorrência principalmente de descontos, incentivos apoiados pelos países e vendas a frotistas, não recuperação genuína da confiança do consumidor, segundo analistas.

O grupo Renault cresceu 13% na Europa em 2014, com o suve Duster e o hatchback Sandero ajudando a Dacia registrar aumento dos licenciamentos em 23% e uma nova versão da perua alta Captur levando as vendas da Renault a mais 9%.

As vendas da Volkswagen, o maior fabricante da Europa, foram 7% maiores, com a demanda do Škoda Rapid sedã e perua e o suve Yeti, e a renovada linha Leon da Seat, elevando-se em 14%. Só as vendas da marca Volkswagen vendeu 4% mais carros e a Audi, mais 5%.

A PSA, o segundo maior fabricante da Europa, aumentou suas vendas na região em 4%, com a marca Peugeot se valendo do hatchback 308 e das peruas altas 2008 e 3008, e a Citroën, do suve Cactus

A marcas da General Motors na Europa, Opel e Vauxhall venderam 7% mais carros na região, com a força do minicarro Adam e o do suve compacto Mokka. Os licenciamentos do grupo caíram 5% com a saída do Cadillac do mercado. O volume da Ford aumentou na mesma porcentagem.

A Daimler vendeu mais 4%, com as vendas 6% maiores dos carros Mercedes-Benz compensando a queda de 15% do smart.

No grupo BMW, aumento de 5%. A marca, o maior fabricante mundial de carros de luxo, ganhou 6% com o novo Série 4 cupê, o carro esporte híbrido plugável i8 e Série 2 Active Tourer, quase uma van, adicionados à linha. A divisão MINI, que lançou um hatchback atualizado mais para o fim do ano, vendeu 2% mais.

BMW passa a Fiat

A BMW foi a sexta colocada em vendas na Europa no ano passado para ficar na frente da Fiat Chrysler, a empresa criada com a fusão do fabricante italiano Fiat e do americano Chrysler.

A Fiat Chrysler cresceu 4% na região com o suve compacto Renegade responsável por aumento de 70% da marca Jeep. O volume da marca Fiat foi 2% maior, enquanto o da Alfa Romeo despencou 70%.

Além da Renault, fabricantes que tiveram ganhos acima de 10% em 2014 foram a Nissan, Mazda e Mitsubishi, bem como a Volvo.

A Jaguar Land Rover, que se encontra num momento de renascimento, ganhaou 6% em vendas. (Automotive News Europe)

 

Ae/BS

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  • Rogério Ferreira

    Europa voltando ao crescimento… Brasil entrando em crise! Ate quando o governo vai botar a culpa em “fatores internacionais”… Difícil é assumir a própria incompetência.

  • Guest

    Ao ler a matéria, notei que teve não só descontos do Governo mas também das fábricas. Eu gostaria de uma comparação da margem de lucro de lá com a margem de lucro daqui. Aqui o governo acena com desconto de IPI e as fábricas sempre acenam com aumentos e mais aumentos. A carga tributária no Brasil é realmente alta mas eu gostaria muito de saber qual é a margem de lucro dessas fábricas aqui no Brasil. Eu tenho a impressão de que alguns ficarão de boca aberta.

  • Bob Sharp

    Valdek
    Não há mais como saber a margem de lucro daqui, pois todas as fábricas são empresas Limitadas e não publicam balanço. A última que publicou foi a Fiat, ainda S.A., creio que em 2012, e o lucro foi de 11%, portanto nada descomunal. Na mesma época, a Europa em crise de vendas, o lucro médio lá era 5%. O último balanço da Porsche acusou lucro de 18%. E não existe essa contrapartida de governo abaixar IPI e as fabricas aumentarem preço. Quem diz isso não é bom observador.

    • Valdek Waslan

      Olha, quem diz isso não é bom observador, mas quem diz isso observa que a cada ano que passa as fabricantes estão investindo cada vez mais em fábricas aqui no Brasil. Então, como mau observador, eu me pergunto o seguinte: será mesmo que montar fábrica e vender carros aqui no Brasil é um mau negócio? Ora, será que nós sabemos o que há por detrás de tudo isso? Será mesmo um mau negócio vender carros com esses preços e com materiais discutíveis? Agora, você disse que não existe a contrapartida de o governo abaixar o IPI e as fábricas aumentarem os preços. Ora, me diga então, quando foi que as fábricas abaixaram os preços? Eu perdi essa época, me desculpe. Eu sei que por detrás, existe o custo de produção e o custo de venda, mas porque pressionaram tanto o governo por causa dos preços baixos dos carros chineses? Valeu Bob, um abraço.

      • Bob Sharp

        Valdek Waslan
        Nada mais natural que empresas estabelecidas aqui há décadas temessem os carros chineses, fabricados num país de baixo custo de produção, fato mais do que notório não só em automóveis, mas em tudo. Se você fosse fabricante daqui pressionaria igual.

  • Eduardo Cabral

    Acho que a maior diferença está no financiamento. Financiar em 2-3 anos aumenta em cerca de 10% o preço do carro na Europa… Um carro de 30 mil euros vc paga 33. No Brasil um carro de 30 mil reais financiado vc paga 33 mil euros….

    • Guest

      Mas é o que eu digo… com tanta taxa, tanto imposto, se fosse um mau negócio, elas não iriam construir e investir aqui no Brasil. Empresa não joga para perder. Quando o lucro não é bom, elas param. Vide a Chevrolet com o Agile e o Sonic. Por que será que elas ainda vendem sedã 1-L. Pegue os últimos números de vendas. Então você tem um bom mercado (vende bem e a margem de lucro é muito boa) e ainda tem a vantagem de estar na América do Sul. O Golf, que começa a ser produzido aqui agora começará a ser vendido também na Argentina. Existem coisas que muita gente não percebe. As pessoas se pegam muito em impostos… impostos… se não tiver um bom lucro, elas não sobrevivem e pulam fora.

  • Bob Sharp

    Valdek Waslan
    Acho que você descobriu um novo modelo de negócio: fabricar automóveis e não ter lucro…Claro que todo fabricante objetiva o lucro! E operar num mercado que oscila entre o quarto e o quinto mundo, além do enorme potencial de crescimento.