VELOCIDADE E ACHISMOS

Reduz, reduz, até parar ! (dci.com.br)  VELOCIDADE E ACHISMOS dci com br

Reduz, reduz, reduz, até parar ! (dci.com.br)

Começamos bem o ano, lembrando da  ameaça das reduções de velocidade nas avenidas marginais dos rios Pinheiros e Tietê assombrando quem precisa se deslocar em São Paulo, e se tornando um pesadelo pelas conseqüências que isso pode trazer à cidade quase toda. Eu nem sei  quando essa ignorância será imputada ao povo, mas pergunto: para que serve o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito)? Quem são essas pessoas e onde estão elas ? Não têm nenhuma autoridade sobre as prefeituras, que inventam regulamentos idiotas a toda semana, além das sinalizações mal feitas,  errôneas e com intenção de multar ? Ou será que acham que trânsito é algo pouco importante e que pode ser largado na mão de desequilibrados que ocupam cargos de comando de municípios Brasil afora?

Se estiver tudo nos conformes das leis, esse Denatran precisa mudar, e muito. Digamos que precise apenas se preocupar com o presente e com o futuro, coisa simples.

Antes que alguém de fora de São Paulo venha com pensamentos que essa cidade não tem jeito e que só mesmo saindo daqui, informo que não concordo por dois motivos básicos.

O primeiro deles é que as palhaçadas têm jeito sim, mas precisa de gente decente trabalhando nisso, e povo reclamando e cobrando de todas as formas possíveis, em grande quantidade,  com ajuda dos meios de imprensa tradicionais e as moderníssimas e famosas “redes sociais”, que estão servindo muito bem num primeiro momento, mas que depois perdem força como um carro velho de motor pequeno, carregado e  na subida. Vide como exemplo os protestos sobre aumentos nas passagens de ônibus em 2014 e agora, no começo de 2015. Pífios.

A segunda razão é que tudo de porcaria que se inventa aqui para prejudicar o povo, logo emigra para outras cidades comandadas (ou que acham que comandam) por políticos de mesma baixa qualidade e desumanidade. Ou seja, inventam aqui e vai para outras cidades e estados em breve, cada vez mais rápido.

Voltando às reduções de velocidade, pessoas não identificadas inventaram a bobagem e acharam que isso é uma boa solução, e vão em frente com a besteirada, obviamente já salivando e esfregando as mãos como descontrolados mentais, imaginando o quanto de dinheiro a mais irá entrar com as autuações.

Já está em vigor aqui na cidade gigantesca, as “Áreas 40” (ou deveria ser “zona”? ), onde muitas ruas e avenidas onde se podia andar a 50 ou 60 km/h agora estão com esse limite ridiculamente imbecil, com o intuito de evitar atropelamentos e acidentes com ciclistas. Melhor seria existirem locais corretos para se andar de bicicleta, e aprender a atravessar a rua na hora certa, não acham?

Essa é mais uma regrinha inventada pelos medrosos criados por mamãezinhas superprotetoras, e que não querem educar seus filhos para terem vida própria e independência. Desses, acredito que nenhum irá jamais conduzir um veículo automotor com sabedoria e prazer. Que fiquem em seus telefones de telinha sentadinhos nos transportes coletivos, via de regra, desagradáveis e desperdiçadores de tempo.

 

Monumento à burrice (noticias.R7.com)  VELOCIDADE E ACHISMOS noticias r7 com

Monumento à burrice (noticias.R7.com)

Eu gostaria realmente de conhecer quem são as pessoas que estão influenciando essa má administração de Haddad ( e a anterior, do Kassab ) no sentido de piorar o fluxo de veículos em São Paulo. Deve ser (só acho que pode ser) alguém sem horários a cumprir, e/ou com muito dinheiro para pagar para outras pessoas fazerem o que precisa ser feito para manter uma casa, uma família, uma vida de cidade grande. Mas talvez esse alguém nem mesmo família tenha, e seja financeiramente mantido por partidos políticos, não precisando trabalhar formalmente. Isso tudo eu só acho, e exponho aqui para que mais gente pense e nos ajude a entender que cabeças são essas que criam as maldades e atrapalham o fluxo da cidade.

Mais engraçado ainda foi ler que o condomínio-bairro chamado Alphaville (maior que muitas cidades) terá muitos quilômetros de ciclofaixas em breve. Estive lá há dois meses, num sábado, e não há espaço nem para os veículos motorizados. Normalmente há algumas poucas dezenas de quilômetros de congestionamento dentro de Alphaville nos horários de pico, justamente pelas vias serem apertadíssimas, e o acesso principal, a Rodovia Castello Branco, ser outra mala sem alça em termos de fluxo. Tirar mais espaço dos carros será o caos, situação já quase que cotidiana por lá, superocupado que foi por incentivos das Prefeituras de Santana de Parnaíba e Barueri, municípios onde a galinha de ovos de ouro alphavilliana está inserida.

Cômico imaginar um local quase 100% não plano e com subidas e descidas bem fortes em alguns lugares ser ocupado por bicicletas. Mas como o pedágio implantado há anos ali pertinho, na Castelo Branco, para tungar os bolsos de todos, será obviamente mais uma novidade ruim que o povo irá acatar. Será que a propalada “desobediência civil” existe ou é só uma utopia?

Às vezes eu acho (só acho) que as autoridades temporárias que comandam São Paulo são amigas de bandidos assaltantes de semáforos. Essa raça desprezível (bandidagem) já até mesmo fabricou lombadas em alguns lugares da cidade com o intuito de assaltar os carros que diminuíam de velocidade. A outra raça desprezível (políticos) está no mesmo caminho com as reduções de velocidade, achando que estão fazendo algo bom para todos. Ou querendo nos fazer acreditar que é bom para todos. Ou achando que somos todos burros, desinformados e ignorantes. Em breve, assaltos com o carro andando devagar, aguardem.

Para piorar meu inconformismo, o melhor jornal do País em minha opinião, O Estado de S.  Paulo, publicou num de seus editoriais nesses dias de começo de ano uma opinião a favor dessas reduções, com aquelas estatísticas mostrando que num acidente a X km/h não há ferimentos, com Y km/h mais lento há menos chance ainda, e que a Z km/h a mais há morte certa. Texto no padrão de tantos outros, escritos por pessoas de formação não técnica, e que nem ao menos tem idéia da total impossibilidade de saber com certeza o que vai acontecer em um acidente de qualquer tipo.  Vêem imagens de testes de impactos em laboratórios e acreditam que nas ruas acontece daquele jeito controlado, certinho, alinhado. Precisam observar mais as ruas e olhar alguns carros acidentados em oficinas. Isso abre a mente para entender o quanto as probabilidades são aleatórias.A íntegra do texto do Estadão está aqui nesse link.

Triste ler isso no meu jornal preferido, principalmente porque este importante meio de comunicação é uma das poucas vozes lúcidas nessa bagunça vitaminada em progressão geométrica que se tornou o Brasil dos governos dos últimos anos (“Não há mal que para sempre dure”), mas entendível, porque a enorme maioria não sabe dirigir com consciência do que está fazendo, e o assunto trânsito parece ser de domínio popular, justamente porque os conceitos básicos são desconhecidos da maioria, e isso faz todo mundo ter opiniões, a maioria delas pura bobagem geradora de risos.

Minha sugestão (sarcástica, claro) para a prefeitura paulistana que parece desinformada e sedenta de dinheiro: limitem a velocidade em toda a cidade a 5 km/h, e distribuam bicicletas grátis a todos que entregarem seus carros, como as armas das pessoas honestas que foram na conversa do governo e as entregaram há alguns anos — para gáudio da bandidagem. Aí sim, será vantagem andar a pé, e eu vou adorar muito fazer meus 40 km diários para trabalhar, em cima  de uma bicicleta, debaixo de sol e chuva. Só vai demorar um pouco mais que hoje, mas tudo bem, eu negociarei com meu empregador para chegar mais tarde e sair mais cedo do trabalho, além de uma verba extra para os serviços de lavanderia, porque a máquina de lavar e a Sra. Jorge não vão dar conta de tirar os encardidos das roupas. Um vale-filtro solar também dá para conseguir da empresa.

Pensando mais longe,  pode ser uma tão desejada redução de custo familiar, pois poderemos vender dois carros já velhinhos e que começam a dar despesa, e já que todo mundo vai entregar seus carros como foi feito com as armas, a desgraça será para todos, e estaremos nivelados da pior forma, por baixo. Talvez essa seja mais uma utopia socialista dos descabeçados líderes temporários (ainda bem!) que nos governam.

Mas, atenção, senhores infelizes políticos administradores de cidades: os 50% do IPVA e a fortuna arrecadada com multas e documentações veiculares não irão mais para o cofre da Prefeitura. Boa sorte com a verba que sobrar.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • Raphael Duarte

    Bons tempos em que podíamos circular sem preocupação em tomar uma multa na próxima esquina. Fazer uma viagem em uma estrada era algo que proporciona prazer. Hoje em dia, com cada vez mais milhares de radares por aí, o prazer ao volante foi se transformando em um “medo” de tomar uma multa por radares. Só nos resta relembrar daqueles bons tempo que não voltam mais.

  • Newton (ArkAngel )

    Desejo que em um dia qualquer TODOS que usam carros resolvam pegar ônibus. Será divertido ficar observando o caos.

    • Eu gostaria de ver uma cena dessas também.
      Mas daqui da minha televisão, no Paraná, transmitido pelo Globocop (rs)

  • Mr. Car

    Está achando ruim, JJ? Aqui no Rio, onde o imbecil que faz o papel de Haddad implantou essas ciclofaixas, a velocidade é de 30 km/h. E precisa ver o tamanho dos tachões que as demarcam! Para um idoso (e mesmo gente mais moça) tropeçar e se esborrachar no asfalto, é uma “beleza”.

  • Mingo

    É Juvenal, esses vagabundos estão matando a galinha dos ovos de ouro…
    Quero só ver quando a arrecadação proviniente de IPVA, multas e demais impostos ligados ao carro começarem a minguar o que essa corja vai fazer. Multar as bicicletas e pedestres talvez?
    Infelizmente o horizonte está negro para as pessoas de caráter e bom senso. Resta saber quando a maioria também começar a se incomodar o que vai acontecer com esse país.

    • Domingos

      Simples, somos terceiro mundo. Na hora que a arrecadação diminuir e a população começar a corretamente não votar nisso, do dia para noite vão sumir com ciclo-faixas que ninguém usa e começar a não fiscalizar se ninguém as respeita.
      Assim como foi com a questão dos carros antigos que não passavam na inspeção, por exemplo. Só que dessa vez com toda razão.

  • Nando

    Não gostaria de aceitar a tese de que a única saída para o Brasil é via Aeroporto de Guarulhos, mas está cada dia mais difícil…

    No bairro em que moro, a prefeitura colocou uma ciclofaixa bem na rua central do bairro, proibindo o estacionamento em um dos lados da rua e espremendo o trânsito em uma faixa única e estreita. Como era de se esperar, o trânsito, que já não era nenhuma maravilha, virou um verdadeiro caos. Como não há mais onde estacionar, o comércio está às moscas e os estacionamentos subitamente dobraram de preço.

    E o pior é que os ciclistas, que em tese seriam os beneficiados, ainda não apareceram… A escola de minha filha é nesta rua, e usualmente fico ali esperando ela sair por alguns minutos. Na maior parte dos dias não passa NENHUMA bicicleta ali durante os 5 ou 10 minutos em que estou esperando. Enquanto isso, centenas de carros e ônibus se apertam no exíguo espaco que sobrou. Dá para entender??

    • Domingos

      Ciclista é a epitome do esquerdão mole da cabeça do século XXI que se acha o herói. A falação de lixo e a falsidade deles é tão grande que são ao mesmo tempo os primeiros a serem criminosos nas atitudes de forçar o governo a fazer ciclovias e depois não usarem elas nunca – ou no máximo uma vez a cada tanto para tirar umas fotos pro Instagram.

      • Bikentusiasta

        O senhor deve ter um carro muito legal mas não pode desfrutar do que ele pode te proporcionar, os seus comentários generalistas demonstram muita frustração e impotência diante dos fatos que observa.

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto. É ridículo. Muita idiotice junta. Mas cola porque o pessoal engole estes achismos sem questionar, inclusive vota neles.
    Sua proposta parece absurda, mas tem muito “cicloativista” propondo seriamente coisa parecida. E eles são ouvidos pela Prefeitura.
    O Estadão às vezes entra no coro dos bobos também.

    • Domingos

      Tem ciclo-ativista que propõe 40 ou mesmo 30 Km/H na cidade inteira.
      O segredo é ignorar mesmo. Funciona muito bem.

  • robson santos

    Não, Juvenal, infelizmente vão emplacar todas as bicicletas e os radares serão ajustados para 10 km/h!!

    Quero dizer, utopia pensar em uma administração que não esteja voltada para usurpar o bolso do cidadão, nisso eles são feras !

  • Aureo da Rosa

    O fato é que que não existem mais circos para tantos palhaços pelo Brasil afora!

  • Alex Tadeu

    Não sou o maior especialista do mundo em transportes, mas me interesso bastante pelo tema mobilidade, e infelizmente acho um tanto quanto impossível termos um trânsito bem fluido para uma frota de veículos tão grande – que já bate os 8 milhões de carros só na capital, sem considerar o resto da RM.

    Nesse sentido, após décadas, finalmente governo estadual e municipal entenderam a importância do transporte coletivo e estão fazendo grandes investimentos nesse sentido, como metrô e corredores de ônibus, além de incentivar e fomentar outros modais, como as bicicletas.

    Por outro lado, se São Paulo conseguir organizar seu trânsito, privilegiando os carros, estará na vanguarda do mundo! Não conheço outra grande metrópole que tenha conseguido isso… Estão aí Nova York, Tokyo e Londres que não me deixam mentir. =)

    • Andre Sousa

      Existem muitas cidades desenvolvidas que possuem extensa malha de metrô e de vias expressas em volta da cidade e que não fazem este tipo de abuso contra o contribuinte. Por outro lado, certas idiotices não estão restrita a São Paulo, muitas vezes são copiadas de fora mesmo, sem se questionar se irão agregar algo ou não. Independentemente de qualquer coisa, não é razoável justificar que porque a cidade tem 8 milhões de veículos é preciso “ferrar” o trânsito a bel-prazer. Tem muita coisa para se fazer para melhorar a mobilidade sem prejudicar (ou prejudicar minimamente) o fluxo do trânsito de veículos.

      • Alex Tadeu

        Eu não disse que é preciso ferrar o trânsito. Só quis dizer que chega uma hora em que não há mais espaço físico para tantos carros, e que é necessário que atitudes sejam tomadas para que o uso dos mesmos sejam reduzidos.

    • Domingos

      Isso, você também deve assistir Panico ou BBB, curtir muita coisa no Facebook (especialmente se for de ativismo né, vamos manter as aparências) e ainda acredita nos maravilhosos investimentos do transporte público estadual e munincipal.
      Se acreditar nos investimentos de transporte do governo federal, aí pode carimbar: é trouxa e vota conforme.
      São Paulo nunca privilegiou nada. E se você já visitou Londres no horário de pico, saberá porque aquilo virou cidade para imigrante do terceiro mundo desiludido e demais desesperados.
      A vanguarda do mundo quero passar longe, obrigado. Veja o nível de vida dos EUA nas cidades de interior e o lixo que é viver em NY ou qualquer outra cidade onde “o transporte público é a prioridade”.
      Ninguém gosta de ser forçado a qualquer decisão precária, entre elas usar transporte público lotado. A gente só houve muita groselha de país rico em como é bom pagar 3 mil reais ao mês no aluguel de um apartamento de 40 m² e voltar para casa todo dia espremido num trem.
      É o tipo de gente que prefere ter um iPhone que ter um carro, afinal a inutilidade é mais legal mesmo.

  • Fabio Vicente

    JJ, seu inconformismo é compartilhado por todos deste país que possuem o mínimo de senso crítico.
    É realmente curioso como neste país governa-se somente na base do achismo e todas as medidas são feitas com o intuíto de beneficiar a classe política, nunca a população.
    E mais: pode ver que os especialistas em trânsito geralmente estão fazendo comentários para telejornais, quando eles na verdade deveriam estar moderando as leis nas cidades. Nem eles querem participar da administração pública, tente imaginar o por quê….

  • J Paulo

    Eu já disse isso aqui, essa questão de velocidade aqui é igual Islamismo: proibido questionar. É também como um dogma católico. Ser contra esses limites é pecado, politicamente incorreto, é feio. Enfim.

  • Maurilio Andrade

    Este prefeito de São Paulo é um verdadeiro imbecil prepotente, que acha que vai melhorar todos os problemas do trânsito da cidade reduzindo a velocidade das vias e pintando “ciclofaixas” e “faixas de ônibus”.
    O que deve ser feito, este câncer não faz. Vide os semáforos apagados após cada chuva um pouquinho mais forte que cai.

    • Ilbirs

      Some aí também o mais de meio milhar de árvores que caíram em menos de um mês.

    • Mingo

      Eu o chamo carinhosamente de “Sattan Haddad”, principalmente quando pego uma cratera em cheio, me arrasto em vias desempedidas a 40 Km/h ou tenho que cruzar um cruzamento em dia de chuva com o semáforo apagado.

  • Daniel

    Conheço apenas duas pessoas do meu círculo de amizades que defendem esse tal de Haddad. As duas não dirigem e são ricas.

    • Mr. Car

      Daniel, mamãe não te ensinou a tomar cuidado com as más amizades? Desculpe, não pude resistir, he, he, he!

    • R.

      É aquela história de intelectual rico e “bem nascido” morador de de zona sul ! Esses adoram o Haddad…
      A melhor definição para esse prefeito é do Bob Sharp.
      Brilhantemente, ele o define como ” Aprendiz de Hugo Chávez” !
      E pelo que nos vemos, o Haddad tem méritos para chegar lá ..
      Infelizmente.

    • Domingos

      Eu conheço 2 também. Um formado na USP e que quer viver de emprego no governo e outro uma patricinha fútil de Moema cuja contribuição social é postar fotos da perna, coxas, tatuagens etc. na internetchi.

    • Domingos

      Detalhe: esse da USP não aprova essas medidas, “só” apóia o Haddad. Nem ele gosta!

  • Julio Bomfim

    Esses dias de final de ano experimentei algumas vezes andar a no máximo 40Km/h em ruas delimitadas como “Área 40”. Foi uma experiência lastimável mesmo para mim, que não sou um motorista “apressado”. Percebi que até para pessoas que estavam aprendendo a dirigir ficaria difícil permanecer dentro do limite de velocidade. Além disso – olha o perigo – nestes “testes”, fiquei olhando mais para o velocímetro do que para a rua!

    • joao

      Penso que deve ser uma lástima mesmo. Primeiro que a essa velocidade não é possível andar com a última marcha selecionada, causando uma situação em que talvez o carro não seja utilizado com a máxima eficiência, com consumo e emissões além do que seria possível com velocidades maiores. Não sou técnico nisso, e não conheço nenhum estudo a respeito, mas talvez seja um tiro pela culatra essa solução….

  • Lucas dos Santos

    […] as palhaçadas têm jeito sim, mas precisa de (…) povo reclamando e cobrando de todas as formas possíveis […]

    Aí é que está o problema, Juvenal.

    O povo em geral aplaude essas medidas. São poucos os que reclamam. A maioria pensa como o mencionado editorial do O Estado de S. Paulo e acredita que a velocidade dos veículos precisa ser contida, que lombadas precisam ser instaladas em todo lugar e que radares são necessários! Aplaudem a criação sem critério de ciclofaixas e faixas exclusivas de ônibus. O poder público está apenas “atendendo aos anseios da população”.

    Desse jeito fica difícil as coisas tomarem outro rumo, já que essas medidas têm uma considerável aprovação. Enquanto a população não tiver senso crítico, esse cenário, infelizmente, não mudará.

  • Marcelo R.

    Juvenal,

    Sensacional o seu texto e a conclusão dele, é exatamente o que eu tenho pensado, cada vez que vejo essas palhaçadas de redução de limite de velocidade e as ciclofaixas vazias, praticamente todo o tempo e o trânsito congestionado nas faixas que sobraram…

    Eu sei que isso não vai acontecer. Mas, eu gostaria muito de ver a cara de tacho desses caras, em um hipotético e improvável futuro em que os cidadãos paulistanos desistissem de ter carro, por conta de toda essa palhaçada que estão fazendo com o trânsito da capital, e esses “governantes” ficarem se perguntando porquê ninguém mais quer ter carro e o que farão sem o dinheiro do IPVA e do licenciamento (fora as multas), já que não há mais carros circulando. Fora o desemprego em massa, gerado pela quebradeira em toda cadeia produtiva e de serviços que gira em trono dos automóveis…

    Agora, voltando à realidade, eu me pergunto se um dia as coisas voltarão à normalidade, depois que aquela criatura sair da prefeitura, já que o estrago já foi feito na cabeça da população em geral e da maioria dos órgão de imprensa. O Ae é um dos poucos lugares onde se vê uma crítica a toda essa palhaçada que estão fazendo aqui…

    Um abraço!

  • Renan Tiozzo

    Excelente texto! A ideia deles é sempre a mesma, com a redução de velocidade eles alimentam a indústria de multas e caso haja um acidente, o culpado será o cara que estava a 42 km/h, e não o pedestre que atravessou a rua sem olhar e fora da faixa.

  • João Carlos

    Essas estatísticas são bem nos moldes daquelas do prefeito de Nova York.

    Como bem resumiu o Bob: Estatística é a melhor ferramenta já criada para se obter resultados que se quer, seja para fins escusos ou não. (http://migre.me/o2CsJ)

  • francisco greche junior

    Estive lendo e por um grande tempo esqueci que este texto era seu, parecia o Bob escrevendo, expondo e reclamando com consistência sobre tantas coisas erradas.
    Puxa, Juvenal, acho que se houver uma votação sobre sua opção sarcástica como houve com o desarmamento, dessa vez eu votarei pelo SIM. Acho que é o caminho que querem psra cidade.
    Agora, falando sério, acho que estas pessoas realmente não sabe e nunca saberão o prazer de dirigir de maneira mais descontraída e prazerosa um carro, enfim, meros meios de transporte, que nem para isso servirão mais.

  • Ilbirs

    Se servir de dica para não darmos dinheiro para a prefeitura em forma de multas de radar, segue um aplicativo para Android que achei muito bom:

    http://play.google.com/store/apps/details?id=vasili.info.speedeng

    Funciona em conjunto com o GPS e, quando passa do limite que você programou, toca um apito bem audível. A grande vantagem disso é que dá para ficar longos períodos sem olhar para o quadro de instrumentos.

    • Lucas dos Santos

      É um aplicativo útil e interessante, mas acho que eu não agüentaria utilizá-lo por muito tempo.

      Eu me irritaria fácil com esse alarme me alertando o tempo todo que eu passei da velocidade limite. É como aquele parente chato, que fica “monitorando” a sua velocidade e dizendo “devagar, devagar” o tempo todo, hahahaha!!!

      • Ilbirs

        O aplicativo permite que se regule de 5 em 5 km/h a velocidade em que dá o apito. Se considerarmos que os radares têm uma tolerância de 7 km/h, dá para jogar em cima disso, ainda que fique uma margem menor para evitar ser fotografado.

  • Cláudio P

    JJ, concordo inteiramente com você. Já faz um tempo que tenho notado que a imprensa de modo geral tem comprado a briga contra o automóvel. Aliás, diga-se, como tem feito com qualquer causa politicamente correta, com pouco senso crítico e sem ponderações mais profundas. Mas esse texto do Estadão conseguiu me surpreender ainda mais pelas análises rasas, conclusões extremamente sumárias e nenhum senso crítico. Parece que usar automóvel virou ofensa grave, sintoma de egoísmo e falta de cidadania. Uma tremenda injustiça! Estamos todos sendo tratados como idiotas.

  • Daniel S. de Araujo

    JJ, o problema é que tem gente incompetente demais em cargos de alta responsabilidade. E tem “pensadores” demais para técnicos de menos. Enquanto tivermos isso, o Brasil está fadado ao atraso das instituições

  • $2354837

    “Só vai demorar um pouco mais que hoje, mas tudo bem, eu negociarei com meu empregador para chegar mais tarde e sair mais cedo do trabalho, além de uma verba extra para os serviços de lavanderia, porque a máquina de lavar e a Sra. Jorge não vão dar conta de tirar os encardidos das roupas. Um vale-filtro solar também dá para conseguir da empresa.”

    Que exagero Juvenal Jorge. Ninguém tem o dever de andar de bicicleta. Cada um se desloca do jeito que quer e que pode. É mesma coisa de dizer que vou entrar no carro, respirar o ar encardido do ar condicionado cheio de ácaros, colecionar escarras de tanto tempo sentado na mesma posição e ainda ganhar artérias entupidas um infarto depois de 10 anos fazendo isso sem movimentação mínima do corpo. Eu vou trabalhar de bicicleta (8 km por dia) e não tenho nenhum desses problemas relacionados. Uso uma mochila com capa e tomo banho em uma academia perto do trabalho.

    Vai explicar para o Bob Sharp que cigarro faz mal (estou com um parente moribundo por causa do cigarro. Espero que supere isso), já que ele fuma acredito a mais de meio século e nunca teve problema algum?

    Acredito no direito a liberdade e respeito ao próximo. No Brasil não temos nenhum nem o outro.

    “O primeiro deles é que as palhaçadas têm jeito sim, mas precisa de gente decente trabalhando nisso, e povo reclamando e cobrando de todas as formas possíveis, em grande quantidade, com ajuda dos meios de imprensa tradicionais e as moderníssimas e famosas “redes sociais””

    Se for esperar isso melhor mudar de cidade mesmo.

    • Domingos

      “Uso uma mochila com capa e tomo banho em uma academia perto do trabalho.”.

      Ok, excluiu quase toda a população de poder usar a bicicleta para esse mesmo deslocamento de 8 km.

      Isso me lembra de uma novela-paródia em que um dos protagonistas fazia cooper de 3 horas antes do trabalho, onde ele chegava e planejava as próximas férias de 3 meses para descarregar o estresse.

      Ciclistas defensores e ativistas me parecem todos um pouco assim. E por isso o certo é ignorá-los, ou alguém ouve a opinião de um colocador de roda grande e remold sobre comportamento dinâmico?

      Não é que seja o seu caso, apenas falando que está cometendo o mesmo engano e confusão das coisas.

      • Eric Cartman

        Então quase toda a população é obesa e preguiçosa?

  • Aldi Cantinho

    Denatran? Vocês não têm idéia….
    Só uma dica: Tentem enviar um e-mail para alguém do Denatran e esperem (deitados), a resposta…

  • Andre Sousa

    Juvenal,

    Particularmente, acho que ainda vai chegar o dia de uma reviravolta. Imagine você se hoje, com os limites atuais, o radar de multas campeão de São Paulo fica na marginal do Tietê. Imagine com as estúpidas reduções (70 km/h pistas expressas e 60 km/h na pista local), o quanto que não vai gerar de multas. Eu, particularmente, torço para que o façam logo. Calma, explico. O que isso vai gerar de multas, insatisfação e revolta, será inédito (pensa você chegar de uma Bandeirantes, por exemplo, a 120 km/h e ter que praticamente cantar os pneus para andar no novo limite). Ou então, dirigir a 50 km/h na avenida dos Bandeirantes, 60 km/h na 23 de Maio (tudo isso está sendo planejado, está nos meios oficiais, para quem quiser checar estas informações sobre as novas reduções. Já mudaram a Anhaia Melo para 50 km/h). O absurdo é muito grande, se houver intensificação da fiscalização, vai chover multas porque mesmo para quem dirige devagar, eu garanto que será impossível respeitar o tempo todo estas novas velocidades, ainda mais em uma cidade como São Paulo, onde as pessoas trabalham e têm pressa. Os desdobramentos serão interessantes, oxalá que levem ao fim da palhaçada.

  • Boni

    Aprendiz de Bill de Blasio.

  • Gabriel FT

    Esse mal não assola somente São Paulo. Curitiba está seguindo a mesma linha de “raciocínio” infelizmente, com nosso prefeito metido a jovem descolado e em sintonia com a “”consciência” ambiental” e todo esse lixo socialista.

  • Andre Sousa

    Area 40..hum… está cheio de ruas com estas pinturas. Fernando Nero Haddad e seus súditos (essa comparação do Bob foi ótima) devem mesmo se divertir feito crianças brincando de delimitar suas “áreas de fantasia” na cidade. E enquanto isso, no mundo real, a cidade pega fogo.

  • marcus lahoz

    Acontece que no Brasil as minorias tem mais voz que as maiorias; assim a grande maioria tem carro e quer limites maiores de velocidades, a minoria que anda de bicicleta (nome ultrapassado hoje é bike) tem mais voz e consegue colocar as ciclovias. Esta mais que na hora da maioria começar a ter voz e se organizar em grupos, como existem em países de primeiro mundo.

  • Bikentusiasta

    “Cômico imaginar um local quase 100% não plano e com subidas e descidas bem fortes em alguns lugares ser ocupado por bicicletas” Então bicicleta só pode andar no plano? Eu ando de bicicleta pela cidade de Belo Horizonte e seria ótimo ter ciclovias em subidas, pois para ciclistas experientes(2 anos andando de bicicleta e não atleta) no plano e em descidas é fácil acompanhar a velocidade dos carros.

    • Roberto

      Sim, com certeza. Mas imagina fazer um trajeto com subidas todos os dias e por vários quilometros. Não esqueça: existem pessoas idosas, deficientes, com compromissos apertados, etc, onde a bicicleta seria o meio de condução menos adequado.
      Acho viavel a utilização da bicicleta como meio de transporte para distâncias curtas, mas nos dias atuais virou moda achar que a bicicleta é a pedra de roseta para os problemas do trânsito.

    • Bob Sharp

      Bikenentusiasta
      Para quem não é masoquista ou atleta, bicicleta só vai muito bem no plano. Para quem não tem noção de perigo, nas descidas acompanhado “fácil” a velocidade dos carros…

      • Bikentusiasta

        Então o senhor acha que eu sou masoquista? Acredito que o senhor nunca andou de bicicleta depois de adulto para ter uma noção dessas, talvez por ter nascido em berço de ouro…

        • Domingos

          Berço de ouro, bikentusiasta, claro que é masoquista. E claro que vai falar besteira da trajetória do Bob, afinal a sua é “andar de bike acompanhando os carros na descida”.

          Seria ótimo ter ciclovias em subidas de serra também, afinal “quem não nasceu em berço de ouro” e tem 92 anos de experiência com bicicletas também sobe uma dessas “fácil” (com aquela cara de quem vai desmaiar, como em todo documentário ciclo-babaca) e se sobe, deve poder atrapalhar os carros.

    • Erik

      Se todos que pudessem andar de bicicleta tivessem um local apropriado para isso (eu seria o primeiro), as ruas ficariam livres para emergências, ambulâncias e os carros das pessoas que não conseguem andar 1km de bicicleta ou mesmo 100m a pé, como idosos que são fumantes compulsivos.

  • Bob Sharp

    André
    A frota circulante de São Paulo não chega a 5 milhões de veículos. Essa dado oficial é completamente errado.

    • Domingos

      Pois eu gostaria é que chegasse a 8 ou mesmo 10 milhões e cada um tivesse seu carro. O que não significa usar ele a todo tempo e não ter transporte público.
      E o André Sousa está certo. Lá fora tem muita idiotice, não precisa a gente copiar tudo não.

  • Roberto Neves

    Sigo achando que o motorista não é o inimigo, nem, tampouco, o ciclista. Concordo inteiramente que a redução de velocidade, per si, não é garantia de redução de acidentes; penso que a ciclovia pode ser algo fantástico, desde que ofereça segurança ao ciclista (coisa que não acontece com as ciclofaixas) e não retarde o trânsito. Em resumo, é preciso administração e planejamento urbanos. Sérios e feitos por quem conhece o assunto.

  • Bob Sharp

    Gabriel FT
    Permita-me acrescentar às suas palavras ‘e cicloativista’ após a última palavra.

    • petrafan

      Outro dia vi alguém se referir aos ‘cicloativistas’ como ‘cicloafetivos’.

      • Domingos

        É mesmo um golpe duro sequer ouvir essa palavra, imaginar a formulação do termo deve ser causador de enfermidades.

  • celso Coelho

    Aguardem… daqui a pouco este corruPTos também vão cobrar “emplacamento” das “bikes” e mandar MULTA!!!

    • GFonseca

      Se eles fizessem isso, os cofres da prefeitura iam encher até a tampa, porque é impressionante as barbaridades que vejo gente de bicicleta cometendo…

    • Marcio Santos

      Já estão cobrando as máquinas agricolas que nunca deixa as fazendas, não circulam nas cidades.
      Em pouco tempo uma colheitadeira vai estar emplaca e pagando ipva sem nunca ter circulado em uma rua ou estrada.

  • Luiz Leitão

    JJ, eu não sabia que o Estadão havia defendido a super-redução de velocidade nas ruas da cidade. Já foi um bom jornal e, dado o fraco nível do jornalismo brasileiro atualmente, talvez ainda seja o melhor de todos. Há poucos dias, subindo de moto a Rua Bela Cintra,vi uma placa de 40 km/h e, logo adiante, os radares. Quando ao comentário de Celso Coelho, logo abaixo, bicicletas estão sujeitas às leis de trânsito, e devem, sim, ser multadas (inclusive por excesso de velocidade, pois ser atingido por uma delas a 60 km/h pode levar à morte). Na Alemanha, bicicletas que passam o sinal vermelho são multadas, sim! Nos EUA, idem.

    Agora, como comentei com Bob, lá fora a coisa é pior no quesito limite de velocidade. Em Londres, caiu, ou vai cair, para 20 km/h, e para 10 km/h nas áreas centrais. Fonte: The Guardian.

    • Domingos

      Não existe bom jornal hoje. Há muito tempo.

      E que me perdoem os jornalistas, mas é fácil ver o porque. Na redação desses lugares está cheio de oportunista, desesperado e gente que queria aparecer na TV ou ver o nome escrito num papel como objetivo de vida.

      Geralmente tudo que vem de jornalista puro e simples é falsa informação ou groselha, meia-informação. Aqui no AE poucos são jornalistas, os que são geralmente são especialistas em outras áreas.

      Londres é lixo para imigrante e refugiado desesperado e nem eles mesmos gostariam de viver num lugar assim se tivessem escolha. Perdão também se quebra uns paradigmas e soa ofensivo (não falo a você e sim ao pessoal enganado ou politicamente correto).

      Não é surpresa que praticamente todos os jornais vão defender qualquer besteira dessa, assim como agora quase todos defendem o aborto e a maconha também e abertamente.

      Uma vez li que na redação do seu típico jornalzinho famoso existe aquele cara que prefere falar qualquer besteira que agrade o editor chefe do que ter que voltar para a cidade do interior que não tinha nada onde ele vivia. É engraçado e verdade…

  • Bob Sharp

    Alex Tadeu
    Para começo de conversa, a frota de São Paulo ainda não chegou a cinco milhões e o crescimento dela é o menor do Brasil. Agora, você falar em modal metrô, perfeito, corredor de ônibus, nem tanto, mas bicicleta??? Você então é mais um no bloco dos que acreditam que São Paulo é igualzinha a Amsterdã, só pode ser.

    • Alex Tadeu

      Segundo o Denatran, são 7274911 veículos registrados em São Paulo, até Outubro de 2014.(fonte: http://www.denatran.gov.br/frota2014.htm ), se esses dados são falsos ou não condizem com a realidade, eu não tenho como discutir… Defendo o uso de bicicletas para aqueles que possam e querem usar, ou seja, as pessoas que moram perto de seus locais de trabalho e estudo, e acho importante incentivar o uso também. Sou contra retirarem faixas de veículos para isto, acredito que o melhor seria construir as ciclovias em via segregada, como será na Av. Paulista, por exemplo, onde apenas o canteiro central será afetado, ou como já funciona na Av. Faria Lima.

  • joao

    Como cidadão brasileiro, não me resta outra saída: aplaudo de pé o exelente texto. Meus sinceros parabéns ao editor, Sr. Juvenal, e também à toda equipe do Autoentusiastas. Leiam esse texto facínoras da democracia! Sem querer ser chato, ou utópico, mas já sendo, deveríamos criar uma associação,
    partido, enfim, qualquer coisa para fazer frente aos desmandos que veem
    acontecendo.

  • Bikentusiasta

    Roberto, você tem razão, mas a bicicleta precisa ser viabilizada. Vou dar um exemplo, estudo na UFMG e aqui ingressam mais de 6.000 alunos por ano mas não saem na mesma proporção e diria que 90% dos alunos vão para aula de carro (aqui na engenharia acredito que 95%) e dificilmente vejo alguém obeso aqui, ou seja, muita gente poderia utilizar a bicicleta para o transporte. Conheço pessoas que moram a 4 km da universidade e que gostariam de ir de bicicleta, mas vão de carro. Não sou contra os carros, até os 28 anos eu era a pessoa mais “fanática” por carros que conhecia, mas depois de fazer um trajeto de carro por 3 horas sendo que de bicicleta gasto 1 hora, aí caí na real, o carro é necessário mas hoje em dia somente uso em situações de extrema necessidade, prefiro percorrer os meus 36 km diários de bicicleta do que ficar me estressando no trânsito.

    • Roberto

      Sim, também acredito que a bicicleta deva ser viabilizada e isto deve ser feito principalmente com a construção de ciclovias e com campanhas de uso. Entretanto, assim como outros problemas de interesse público, esta não deve ser a única solução para o transporte que deve ser incentivada, ainda mais em detrimento dos outros meios. Do jeito que está sendo feito em São Paulo e em outras cidades, a impressão que tenho é que as ciclovias estão sendo implementadas por ser a solução mais fácil e cômoda para tentar resolver os problemas de deslocamento (afinal, basta pintar algumas faixas no chão). Ou seja, diferente de outros meios de transporte, fazendo isso não há o inconveniente para os nossos representantes lidar com problemas como construir trilhos, fazer novas paradas e corredores de ônibus, comprar trens e ônibus e comprar briga com empresários e empregados do transporte público.

      • Newton (ArkAngel )

        Olha, segundo creio, todos devem ter direito de escolha sobre qual meio de transporte utilizar. O que nos deixa, adeptos do automóvel, inconformados, é que nos são impostos quase que somente deveres, e nossos direitos cada dia são mais restritos. Tamanha safadeza, já que grande parte dos recursos que viabilizam a implantação das outras opções de transporte provém justamente daquele que é atualmente o mais demonizado, o automóvel. Seria como um grupo de pessoas organizar uma festa, mas na hora H não deixar entrar aquele que bancou o aluguel do salão, comprou as bebidas e os petiscos. Quer dizer, as ruas são de todos, menos daqueles que as mantém. Se isso não gerar revolta em alguém, acho que esse alguém não é humano. O problema de nossas “minorias” (que somadas, são maiores que a chamada maioria ) é que se acham donas somente de direitos, e não de deveres. É como o caso das cotas para afrodescendentes; creio que deva sim haver uma chance para aqueles que não tiveram oportunidades, mas a coisa toda vira palhaçada quando começam a falar em “dívida histórica” para com os afrodescendentes. Bem, nem eu, nem meus antepassados desde a 23.457ª geração passada jamais escravizaram ninguém, portanto, não devo NADA a ninguém.
        Um recado para as “minorias”: o fato de serem “minorias oprimidas” (e por se considerarem como tal, fazem manifestações ) não os torna imunes à imbecilidade humana. Vejam como exemplo o Dia do Orgulho Gay; tais manifestações são caricaturais, e passam a impressão de que os homossexuais são escandalosos e vivem dançando em cima das caixas de som. Portanto, minorias, cuidado com as palavras e atitudes. Antes de saírem às ruas, saibam muito bem o que querem. Já dizia John Wayne:
        “Fale pouco, fale baixo e não fale besteira”

    • Domingos

      Escolha sua, problema seu. Entenda que a necessidade da “viabilização da bicicleta” é uma invenção ideológica por si só.

      Se ela não é viável por geografia, clima ou distância, não vai ser um monte de medidas de cunho mal intencionado que vão viabilizá-la.

      Dois ciclistas por hora não justificam. E é isso que acontece em 90% dessas imposições de ciclo-via em todo lugar.

      • Bikentusiasta

        Senhor Domingos, qual seria o melhor método para viabilizar a bicicleta? Infelizmente a maioria dos “especialistas” está atrás de um teclado fazendo comentários raivosos e sem embasamento. Diz aí qual é a solução?

        • Domingos

          Não sei se você reparou que a sua descrição é igual ao seu ataque gratuito feito aqui e também a uns 90% dos ciclistas de caráter ideológico.

          O melhor método para viabilizar a bicicleta é, novamente, ela mesma se viabilizar. Da mesma forma que não se faz uma avenida de 4 faixas na frente da sua casa porque não há nem demanda, nem necessidade nem condições.

          Não é viabilizado porque não é. Assim como novamente, se o terreno for acidentado e o clima ruim, a bicicleta não vai se tornar viável só porque fizeram ciclofaixas.

  • Bob Sharp

    Bikentusiasta
    Na verdade, só meio-masoquista, mas depois de você dizer que anda 36 quilômetros por dia, totalmente masoquista. Berço não tem nada a ver com isso e o meu não era de ouro…

    • Bikentusiasta

      Ok Bob, se eu disser que andei outro dia por 100km por caminhos difíceis em estrada de terra e trilhas e que gastei mais de 10 horas no total você vai me achar totalmente maluco. Como eu disse, acredito que o senhor não teve a oportunidade de experimentar andar de bicicleta depois de adulto, a liberdade e o prazer e a adrenalina que a bicicleta proporciona não se comparam ao andar de carro que a maioria das pessoas gostam por ser um objeto de status.
      O carro deve ser legal para que tem a oportunidade de se tornar um piloto aos 20 e poucos anos de idade mas isso é restrito a um pequeno grupo de pessoas, infelizmente…

      • Bob Sharp

        Caro Bikentusiasta
        É claro que você é ponto fora da curva, literalmente um atleta, e parabenizo-o por isso. Poucos conseguem fazer o que você faz. Acredito na adrenalina que você diz sentir ao pedalar por longas distâncias, a mesma que eu sentia quando corria de automóvel ou, ainda bem garoto, lá pelos 12 anos, andava de bicicletas motorizadas. Antes andava de bicicleta no pedal mesmo, como a maioria das crianças. Aliás, sempre pendi para o motorizado. Fiz um vôo de planador só para ver como era e não teve a menor graça para mim voar sem sentir um motor tracionando. Entretanto, há quem seja apaixonado por planadores. Barco a vela, só uma vez, no de um amigo, ficamos parados no meio da Baía de Guanabara durante duas horas, calmaria total. Para mim barco tem que ter motor. O único “carro” sem-motor que curti foi o de rolemã, mas aí havia a força da gravidade. Mas no caso da bicicleta, uso dentro do seu padrão é inviável para a maioria das pessoas, especialmente em cidades grandes. No mais, só posse lhe deseja boa sorte e recomendar muito cuidado nas descidas, pois a bicicleta não é um veículo essencialmente estável, os pneus são finos e por isso muito sensíveis até a pequenos obstáculos pelo caminho.

        • Bikentusiasta

          Bob, concordo que as bicicletas não são viáveis para todo mundo, assim como o carro também não é. Tem muita gente por aí que nunca deveria ter sentado atrás de um volante, já vi uma pessoa habilitada e sóbria que não é capaz de entrar com um carro (Celta) em uma garagem.
          Agradeço pelas recomendações de segurança.

          (OBS: Não sou atleta, um atleta anda pelo menos 2,5 vezes mais rápido do que eu e qualquer pessoa com uma saúde razoável e treinamento pode andar de bicicleta de por longas distâncias. Recomendo a todos os autoentusiastas a andarem de bicicleta)

          • Paulo Roberto de Miguel

            Acho que cada um gosta do que quiser, entretanto, se você realmente é um observador, na atual conjuntura do trânsito, a bicicleta está totalmente deslocada e as ciclovias mais atrapalham do que ajudam (até porque são simples faixas no chão sem nenhuma segurança). O incentivo ao andar de bicicleta seria a coroação de um trabalho de trânsito bem feito e não uma maluquice que apareceu de repente travestida de civilidade. A bronca do pessoal aqui não é contra bicicleta, quem anda de bicicleta, quem prefere motor ou não. É simplesmente isso, mais uma bobagem dos nossos governantes. Mas em um ponto eu estranho seus comentários: se o seu negócio é pedalar, por que você lê um site que declaradamente é voltado a quem gosta de carro? Eu, por exemplo, não acesso nenhum site de ciclistas, “cicloativistas” (entre haspas mesmos, visto que não há nenhuma ideologia a ser defendida) ou qualquer coisa do tipo.

          • Bikentusiasta

            Como eu disse em um comentário anterior, eu era fanático por carros e acompanho esse blog desde o início, e também faço engenharia mecânica. Como ficar reclamando em blogs não adianta nada, a bicicleta foi a solução que encontrei para resolver o meu “problema com o trânsito” e depois virou um esporte que substituiu o meu “autoentusiasmo de internet” já que é bem provável que nunca poderei ter um carro como um Porsche, BMW, Caterham, ser piloto automobilístico ou coisa do tipo. Aqui em Belo Horizonte quando usava o carro minha velocidade média em um dia de muita sorte e trânsito bom era de 20 km/h de bicicleta consigo 18 km/h com ou sem trânsito. Faz sentido eu usar carro?
            (OBS: Não sou contra o uso do carro e acredite, não sou cicloativista só tento mostrar que é possível se deslocar sem usar o carro).

          • Paulo Roberto de Miguel

            Entendo perfeitamente. Apesar de que discordo que “reclamar” nos sites não adianta nada, uma vez que lemos e emitimos opinião para incrementar raciocínios e entender melhor o que nos cerca. Em Belo Horizonte não sei como é, mas São Paulo é bastante irregular quanto à topografia e as distâncias a serem percorridas são longas, então eu acho que a bicicleta aqui está restrita a curtos trajetos. Entretanto, nem esses curtos trajetos podem ser feitos com segurança, visto a irresponsabilidade dos governantes. Como eu disse, até há espaço para a bicicleta, mas como sempre no Brasil, estamos começando do fim e penso que o momento de aventar a viabilidade da bicicleta ainda está longe, pois o trânsito é um caos e o transporte coletivo deixa muito a desejar. Nesse contexto a bicicleta parece vir mais a atrapalhar do que a ajudar.

          • Bikentusiasta

            Paulo, não dá para culpar só os governantes, em muitos países os motoristas respeitam as bicicletas, aqui o respeito está aumentando por parte dos motoristas, mas ainda sempre há aqueles que insistem em tirar finas de ciclistas. Recentemente em Belo Horizonte um motorista atropelou covardemente um ciclista em uma avenida larga e sem movimento, passou por cima da bicicleta do cara e fugiu sem prestar socorro. Veja bem, não estou defendendo governantes, só estou dizendo que eles não tem toda a parcela na culpa. Aqui em Belo Horizonte a topografia é muito irregular, Belo Horizonte é famosa pelos morros, aqui a distância média percorrida pelo motoristas gira em torno de 30 a 50 km, o meu trajeto diário é de 36 km com planos, subidas e descidas. Sobre a bicicleta atrapalhar, lembre-se quando você estiver em um trânsito engarrafado haverá uma fila quilométrica de carros à sua frente e atrás de você “atrapalhando” o trânsito, não sei como a bicicleta pode atrapalhar nesse contexto. A mim a bicicleta ajudou e como eu disse resolveu o meu “problema com o trânsito”.

          • Paulo Roberto de Miguel

            Respeito é questão de cultura, assim como foi o cinto de segurança, não dá para esperar que “brote” sozinho, o poder público há de educar e de garantir a segurança de todos. É culpa do governo, sim. Pessoas são iguais em todos os lugares, o que muda é a cultura aprendida.
            E, sinceramente, você não entendeu o que eu disse. Eu não estou defendendo o carro, nem a bicicleta. O que eu quero dizer é que o trânsito é caótico por falta de investimentos em diversos setores (sim, novamente é culpa do governo). Em Londres ninguém precisa dizer ao londrino para preferir o metrô, porque ele já sabe que funciona e todos, mais cedo ou mais tarde, vão procurar o que é mais vantajoso, tranquilo e seguro. Isso é do ser humano.
            As pessoas se refugiam nos veículos por acreditarem que, apesar de tudo, ainda é o melhor, mais confortável e seguro. Se, como pregam alguns, todos deixarem o carro em casa e passarem ao metrô (que já está super lotado), à bicicleta etc. veríamos aumentar o caos nesses meios. Sem investimento não tem jeito.
            O que existe hoje é trânsito caótico, transporte público ineficiente e, somado a isso, querem inserir a bicicleta, descontextualizada. Repito: a bicicleta seria a “cereja do bolo” de um trabalho bem feito. Se resolve para você, ótimo, continue firme, mas não é a realidade da maioria e nem será se o direcionamento da administração pública não mudar.
            Você diz que é falta de conscientização, mas não é. Estamos todos no mesmo barco, todos querem o melhor, não se trata de carro x bicicleta, pobre x rico e outras bobagens. Isso é o que os nossos governantes vivaldinos ficam jogando ao vento. Enquanto nos debatemos reconhecendo no outro um desigual, deveríamos estar todos lutando pela mesma coisa: transporte público adequado, de preferência sobre trilhos.
            Novamente, se resolveu pra você, beleza, mas não é viável para a maioria e nem será se depender da administração deixada às moscas do trânsito de hoje.

          • Bikentusiasta

            Ok Paulo, entendi seu ponto de vista e acho que está correto, mas eu te pergunto, você acredita que o trânsito algum dia no Brasil será pelo menos razoável? Você acredita que o transporte público será resolvido? O que eu observo é o seguinte, aqui em BH o foi implantado o sistema de BRT com faixas exclusivas para ônibus, no início o trânsito deu uma melhorada mas depois a coisa vai ficando normal(trânsito pesado), Para você ter uma idéia, aqui em BH há algumas avenidas que quando ficam congestionadas, nem mesmo bicicletas passam entre os carros, não há espaço. A população do Brasil está crescendo e o acesso ao automóvel está aumentando, o crescimento da frota é praticamente exponencial e historicamente o trânsito oscila entre melhoras e pioras, mas no cômputo geral o trânsito sempre piorou, é uma mescla de 2a Lei da Temodinâmica com a “Lei de Murphy”. Sou a favor de investimentos em todos os tipos de transportes mas não acredito que eles resolvam a curto e médio prazo. Se você acredita em políticos ou no sistema político Brasileiro ou mesmo na mudança do sistema político para melhor, tudo bem, continue reivindicando eu espero que eu esteja errado quanto aos políticos e ao sistema. Eu sinceramente não acredito, hoje em dia eu estou totalmente desacreditado da política. Não adianta reclamar com governantes, eles sempre atuam em causa própria

          • Paulo Roberto de Miguel

            Concordo que todos devemos fazer o que estiver ao nosso alcance. Só quis ter certeza de ser compreendido e de expor meu raciocínio de maneira clara para que, como eu disse a princípio, procuremos entender claramente o problema e saber o que reivindicar do poder público. Espero ter contribuído para o enriquecimento de sua opinião a respeito do assunto, da mesma maneira que a sua me foi importante.

        • Domingos

          Eu não parabenizava não Bob. Esse aí é mais um enchedor da bicicleta que se acha no direito de ser arrogante e mentiroso porque usa o meio de transporte “aprovado pelo novo pensamento”.

          É como comprar um iPhone e se achar no direito de esnobar as outras pessoas, ter um carro caro e se achar no direito de não cumprir qualquer regra de trânsito ou ser pobre e se achar no direito de roubar. Coisa de bo…

          Eu só vejo histeria e uma atitude de mistura entre arrogância e esquizofrenia nesse depoimento dele.

          Tem um monte de atleta por aí desprezível e certas habilidades para mim são como “consigo descascar 80 batatas em 1 hora”, ou seja: são pouco relevantes ou mesmo divertidas.

          Se é para ele fazer 100 Km em 10 horas, ótimo. Ninguém é obrigado a babar ovo ou aceitar qualquer idiotice dele. Ou achar um campeonato de cartas empilhadas algo incrível.

          Eu já fiz 50 KM em 18 minutos, dentro de um percurso de uns 300 KM completado em 2 horas e pouco contando paradas. Achei bem mais legal que esse relato dele.

          Ciclista desses tem complexo de deus, e com minúscula mesmo.

      • Domingos

        Nada a ver. Temos muitos pilotos então e apenas quem dirige esportivamente sente a liberdade de um carro.

  • R.

    JJ
    Sua frase :
    ” Às vezes eu acho (só acho) que as autoridades temporárias que comandam São Paulo são amigas de bandidos assaltantes de semáforos.”

    Permita-me discordar …
    Eles não são amigos de bandidos … Eles são os próprios bandidos !!
    He he !
    Ótimo texto .. concordo em gênero, número e grau !

  • R.

    Pois é …
    Favorecem uma “minoria” em detrimento de uma maioria bastante necessitada.

  • Ricardo

    Derivando um pouco dessa discussão: feminização da sociedade. Mulheres ganharam muito poder e são superprotetoras quanto a seus filhinhos: não pode isso, não pode aquilo, bicicleta só de capacete, etc etc…….me desculpem a expressão mas “ai meu saco”. Por que os filhos (meninas e meninos) não podem ser criados com noção de responsabilidade, de direitos e de deveres também? O mundo tá ficando muito chato e distópico.

  • Raphael Duarte

    Isso é uma imbecilidade, isso sim!!

  • Bob Sharp

    Luiz_AG
    Se cigarro fizesse mal, todo fumante teria saúde precária e viveria pouco. Reciprocamente, quem não fuma teria saúde perfeita e viveria saudavelmente até pelo menos 100 anos. Portanto, tudo isso que se fala dos males do cigarro esconde algum interesse escuso.

    • Luiz_AG

      Lógico que cigarro faz mal. Tem gente que sofre problema e outras não. Mas não está muito distante da poluição, do açúcar, dos alimentos geneticamente modificados (veja só a alta incidência de doença celiática de uns anos para cá, isso se deve ao super-trigo geneticamente modificado com alta taxa de glúten), e principalmente do consumo de álcool. É pura hipocrisia perseguição somente ao cigarro.

  • Bob Sharp

    Alex
    Esses dados do Denatran são completamente furados. A informação mais confiável hoje é a do Sindipeças, que estuda o mercado de reposição. Pare com essa bobagem de bicicleta ser solução para transporte, mero sonho de noites de verão, um bando de ciclistas vestidos “a caráter” com roupa de Lycra e aqueles capacetes horrorosos que deixa todo mundo com crânio dolicocéfalo. Bicicleta para lazer é ótimo, saudável; para transporte pessoa é totalmente inadequado, a pessoa tem que andar “mochilada”, enfrentar fri e chuva. É piada. Transporte de massa é trem de superfície, aí incluindo bondes, e subterrâneo, o resto é poesia e quebra-galho. Sã Paulo e outras cidades brasileiras já não tiveram bondes? Eles continuam vivinhos em várias cidades européias.

    • Domingos

      Pefeito Bob. é poesia e masturbação ideológica, bem nos moldes do nosso tempo onde tudo é uma grande infantilidade e um monte de causas espalhadas juntas para esconder a futilidade das pessoas.
      Os ciclistas são a coisa mais desordenada e ingrata que tem, graças a Deus não me sinto acuado pelo politicamente correto.
      Quem anda direito e não é “ciclo-ativista” estúpido que não considere as palavras que falo, mas aqui perto de casa existe já há muitos anos uma excelente ciclovia sinalizada, isolada, bem feita e muito longa.
      Os ciclistas preferem andar na rua em sua grande maioria, paralelo à calçada escura dessa avenida. Bem devagar e, quando em grupo, ocupando 90% de uma ou mesmo duas faixas.
      Também, quase ninguém usa a ciclovia. Acaba servindo de passeio para os pedestres. Bicicleta é uma coisa bem específica e usada em massa em poucos lugares do mundo.
      Na verdade tentam enterrar na nossa cabeça o equivalente a ter patins ou triciclos como transporte usado por muitas pessoas. Tenha dó.

    • LG

      Perfeito Bob, você abordou algo que ainda ninguém notou. Este povinho que fica brigando pelo direito de usar as “bikes” (anglicismo horroroso) são os que a utilizam apenas como lazer, com suas fantasias de “profissa” do Tour de France. Dificilmente você encontra uma Calói Barra-Frte nas ciclovias paulistanas conduzida por um verdadeiro “trabalhador”, pois ele sabe que é inviável ir de Guaianazes ao Morumbi de bicicleta.

  • Bob Sharp

    Alex Tadeu
    Tais atitudes são totalmente desnecessárias. Trânsito é um ser vivo, ele se adapta por si só. Mas o que é necessário sempre é uma coisa chamada inteligência aplicada ao trânsito, só que isso dá um trabalho danado e a turma que cuida disso sobre da doença chamada holeritite, isto é, só quer saber do $$$ no fim do mês e o resto que se dane, para não dizer um termo chulo.

  • cesar

    Pois é Bob, tem algo de muito doente neste país .
    Aqui em Brasília fizeram um corredor de ônibus, isto há mais de cinco anos e, acredite, não circulam ônibus nele, sabe por que?
    Acredite, não é motivo para rir e sim chorar: a parte mais fácil não foi feita, que seria a compra de ônibus com as portas voltadas para o lado direito.
    O outro “gênio”, que é da mesma turma do prefeito de São Paulo, que conseguiu a façanha de ser o pior governador do DF em sua história, veio com umas maluquices de corredor de ônibus por toda a cidade, no entanto, as vias que já estavam saturadas não foram ampliadas e o resultado é mais engarrafamento, uma vez que houve diminuição da quantidade de vias e as faixas tomadas para ônibus invariavelmente vazias.
    Tenho dito, o problema não é quantidade de veículos em circulação e sim a falta de intervenção urbana (construção de novas vias, pontes, viadutos e tuneis). As cidades são como organismos vivos, imagine uma cidade que foi planejada para 500 mil habitantes e que hoje já se encontra beirando os 3 milhões (sem contar os cerca de 2 milhões de habitantes do entorno de Brasília que praticamente vivem na cidade, voltando às suas respectivas cidades apenas a noite para dormir) com praticamente a mesma quantidade de vias desde a sua criação nos anos 60, qual o resultado no trânsito?
    Caos, mas não pela quantidade de veículos e simplesmente porque a quantidade de vias em circulação não avançou na mesma proporção que o aumento da população.
    O modal de transporte seja no Brasil ou nas cidades está completamente errado ainda mais tendo um país com as dimensões continentais como este, deveríamos fazer o transporte de cargas por via férrea e fluvial.
    Nas cidades, o transporte de massa deveria ser feito por trens, sendo o uso de ônibus apenas pontual.

  • Meu ponto de vista é bem pragmático! Todo o gerente executivo com viés populista “eleito” pela maioria (????) tem a mesma ferramenta : Polemizar! Nossos “populistas” atuais, com uma origem bem mal cheirosa, tem como cartilha a polêmica associada a necessidade de arrecadação ampliada de modo a perpetuar seu ideal de sociedade, falida ainda no fim do século passado…Agora, este idealismo falido (moral e politicamente!) associa-se ao crime em todas suas ramificações (os fatos estão aí e contra estes não há argumentos!)…Repetindo: não há diferença entre um alcaide populista que faça parte desta agremiação ou seja simpatizante dela e um gerente de boca de fumo de qualquer vila de periferia urbana defendendo a área ocupada, o modus operandi é o mesmo (inclusive com assassinatos a mando!) e deveriam ser julgados ( um dia o serão! ) como iguais!

    • Domingos

      Absolutamente isso. E é assumido como a esquerda se apóia em organizações criminosas para esses fins, como a aliança de toda a esquerda latino-americana com as FARC (tem advogado do PT que faz abertamente apologia ao crime que essa instituição comente) e as alianças pontuais com PCC e movimentos como sem terra e sem teto. Quando elege o governo escolhido para eles, as ocupações diminuem muito – mesmo com a reforma agrária andando para TRÁS.
      Outra coisa é que a mentalidade de guerra de classe deles funciona muito bem. Assim como a polêmica gratuita, que serve para distrair as pessoas e gerar raiva e desespero (garantindo votos e aprovação das medidas imbecis deles), a guerra de classes forçada e estimulada por eles divide a sociedade e aliena seu voto.
      As pessoas passam a votar por classe, sem qualquer análise dos problemas e propostas. Assim como quando nos EUA colocaram em pauta a raça do Obama (na verdade ele é árabe!) e aí passaram a votar nele simplesmente por ser negro.
      Se ele se candidatasse mil vezes, mil vezes seria eleito. Na américa os imigrantes legais ou não costumam se aliar, pela mesma manipulação, aos negros – que são os que mais reclamam da imigração, por sua vez.
      Os pretos (encarem como blacks, não é ofensa) fazem voto nele em mais de 83% e junto com os imigrantes e os brancos com vergonha de serem brancos, garantem vitória em qualquer eleição.
      Isso porque ele é árabe! E aqui no Brasil, além dos votos, a guerra de classe criou um povo que não se cumprimenta, não se olha na cara e se odeia.
      Antes eu lembro muito bem que era perfeitamente normal e sem problemas conversar e criar amizade com uma pessoa da classe D ou E. Hoje nos ambientes de compras, de atendimento e de visita com freqüência se percebe uma raiva das pessoas de classes diferentes.
      A ostentação, que o governinho de esquerda criou e fala que é revolução social, criou pessoas que com um puto na mão já se acham reis e rainhas e humilham os outros. O coitadismo e a guerra de classes, parte da mesma moeda, criou pessoas das classes mais baixas que tem raiva de você por absolutamente qualquer coisa.
      Dar um bom dia para essas pessoas num atendimento é como ofendê-las. É um apartheid voluntário.
      Lembro que na infância era comum ter vários amigos, muitas vezes com mais contato e intimidade que amigos de infância, iniciados com feirantes, atendentes de posto e de supermercado etc.
      Hoje essas pessoas te olham com raiva e nem querem te dar bom dia ou boa noite. E entre elas mesmo a disputa é para ver quem arranja algum dinheiro para ostentar e humilhar os outros.
      Depois do governo Lula tudo mudou. A verdade é que deram cartão de crédito e financiamento para todo mundo e isso iludiu que estava tudo resolvido. Agora vem a conta, inclusive da polêmica social criada nesse governo. Prevejo anos difíceis para o Brasil.

  • AlexandreZamariolli

    Estatística: a arte de torturar os números até que eles confessem o que se pretende provar.

  • Cristiano Reis

    Outro dia quase sofri um acidente ao frear de uma vez ao ver uma bicicleta deitada no acostamento e achar que era um radar móvel.

  • Viajante das orbitais

    Bicicleta é um meio de transporte alternativo. Sua viabilidade vai muito da cidade. Esperar que em uma metrópole gigante e altamente populosa a bicicleta responda por uma parcela grande do transporte é ingenuidade das fortes.

    Ciclofaixas em metrópoles assim são aberrações. Elas atrapalham muito mais que ajudam. Diminuem drasticamente o fluxo para meia dúzia de ciclistas passarem.

    E muitos desses ciclistas não conhecem as leis de trânsito. As ruas não são casa da mãe Joana, não são para qualquer usar como bem entender. É preciso entender as regras do seu funcionamento e as respeitar. Senão as pessoas poderiam acampar no meio delas.

    Há muito egoísmo por parte dos tais “cicloativistas”. Muitos não têm noção da realidade, a ideologia deles é tão fraca quanto infantil, um delírio de criança.

  • Viajante das orbitais

    Tinha um site que tentei frequentar tempos atrás sobre ciclismo, infelizmente lá há muitos cicloativistas, inclusive já criticaram um dos textos do Bob lá.

    Detalhe: Se forem pedir ajuda para escolher uma bike vão lhe falar que tudo por menos de uns 1.500 reais não presta. Bike legalzinha lá começa de 3.000 reais para cima.

    • Domingos

      Você entra no site do PC do B? No site da KKK? Então nem entra nisso aí pra perder tempo e encher sua cabeça de sujeira.

      Esse pessoal não é mais tolo porque não dá mesmo, está chegando no limite absoluto.

      Eles que critiquem. Trouxa de quem concorda ou quem se incomoda com isso, mesma coisa que se incomodar com opinião de invejoso.

    • Lucas

      Legais esses caras….
      ¬¬

    • Bikentusiasta

      Um ciclista recomendar uma bicicleta de R$ 400 é equivalente a um entendedor de automóveis recomendar um BMW de R$ 15.000 como alguns por aí, você terá tanta despesa que acabará gastando muito mais do que o valor anterior e ainda terá uma bicicleta meia-boca.

      • Domingos

        E o que os ciclistas estão falando para ele é a mesma coisa que considerar que a única bicicleta que é boa seria o BMW nova de 150 mil reais.
        Acho bem óbvio a idiotice e a histeria desse grupo de pessoas. Como leigo, para transporte uma bicicleta nacional dos seus 700 reais serve tão bem quanto um Celta com ar e direção para quem quer só o básico em um carro.
        Humilhar as pessoas que usam uma bicicleta comum veladamente ou considerar que apenas o equivalente a um carro super caro é bom como transporte é revelador.

        • Bikentusiasta

          Eu uso uma bicicleta comum e não recomendo a ninguém cometer o mesmo erro que eu.
          OBS: Não sou rico e não tenho dinheiro para Celta com “ar e direção” ou mesmo para um Chevette.

      • Juvenal Jorge

        Cabra bão anda de Monark Barraforte e está bem servido.

  • Marco

    Concordo em partes.

    Em alguns locais, a redução de velocidade visa exclusivamente arrecadar. As marginais são o exemplo mais claro disso. Afinal, o próprio secretário de transporte mencionou que a maioria dos acidentes ocorre durante a madrugada, de sorte que o problema não está em trafegar a 90km/h durante o dia.

    Quanto à “Zona 40”, em algumas avenidas, no meu entender foram mal implantadas, pois comportaria velocidade de 50km/h com segurança. Entretanto, no centro da cidade (Praça da Sé e entorno, República), não é nada absurdo o limite de 40km/h.

    Ora, é o centro da cidade, pessoas para tudo quanto é lado, carros estacionados em tudo quanto é canto, tem de haver um limite baixo mesmo.

    Não adianta imputar a culpa ao pedestre. Em qualquer grande cidade no mundo, as pessoas não respeitam totalmente as faixas de travessia e semáforos. Por isso mesmo o limite é baixo. Caso contrário, seria mais fácil trafegar a 80km/h no centro (muitos já o fazem em frente ao Fórum João Mendes) e “azar” do pedestre desatento ou imprudente.

    Vão dar uma volta por cidades européias. Ruas como a Boa Vista, Glória, Líbero Badaró, jamais tem limite acima de 30km/h.

    Há locais em que há uma placa semelhante a do início do texto, com uma bicicleta e crianças jogando bola, cujo limite é de 7km/h. É quase “empurrar” o carro.

    Repito: no meu entender, a sacanagem da arrecadação ocorre nas avenidas de grande fluxo e que comportam uma velocidade maior. No centrão da cidade, o limite tem de ser baixo mesmo.

    • Domingos

      Está correto, mas se lembre: em cidades européias há poucos radares e a coisa mais comum que tem é desobedecerem esses limites.

      Existe em alguns lugares uma padronização do limite de 50 km/h, como querem fazer aqui no Brasil. Em grandes avenidas, isso é desrespeitado até mesmo pelas autoridades. E ninguém nem liga, como deve ser.

      Lá quando a imbecilidade enche o saco a coisa muda bem rápido.

  • Avatar

    JJ,
    Como você bem colocou, hoje em dia, “dirigir não está com nada” e a nova geração de motoristas que atualmente atravanca o trânsito nas ruas são aqueles que clamam pelo carro autônomo, como uma extensão do seu smartphone.

    Não sei o que deve estar na moda hoje em dia, mas ser um bom motorista (na acepção total e não aquele que é um cordeirinho…) deixou de ser vantagem na cabeça oca dessa geração. Tanto faz dirigir de forma decente ou “tocar” o carro adiante não se importando com os demais que vem atrás (sim, pois esses que ficam atrás esperando a decisão da “madame” ou o “gostosão” desfilar são sempre os apressadinhos e “politicamente incorretos” na cabeça dessas mulas).

    Meu pensamento com relação ao trânsito é muito simples: quando na condição de pedestre temos que ter a consciência de que o local destinado à circulação são as calçadas, passarelas e faixas de pedestres. Ao se colocar no leito carroçável das vias (o próprio termo já deveria dizer alguma coisa às pessoas) as pessoas precisam ter a consciência de que os riscos são maiores e deixam de ter a preferência. A coisa deveria ser bem mais simples: o carro subiu na calçada e atingiu o pedestre? Pau no motorista. O pedestre atravessou a avenida que tem passarela e mureta no canteiro para coibir a travessia e foi atropelado? Sinto muito, mas o Estado te propiciou a forma de que isso não acontecesse. Porém, na
    falta de argumento melhor para crucificar o vilão (aquele que estava armado com uma tonelada de metal e que por isso estava em vantagem nessa “luta”) sempre vem a lamúria de excesso de velocidade. É impressionante, eu mesmo já testemunhei pessoas que junto comigo viram um acidente e a primeira coisa é falar em excesso de velocidade. Caramba! Por acaso os olhos da pessoa tem algum
    sistema de radar que “Papai do céu” não me deu? Um dia desses, experimentem fazer o seguinte teste: passar á mesma velocidade em um local, mas com duas marchas de diferença, para fazer a rotação subir mais: todos já acham que você está correndo demais… Ou seja, se você se envolver em um acidente, melhor estar rápido e silencioso para ninguém “perceber” do que lento em rotação elevada.

    Infelizmente – mas compreensível, por ser reflexo da forma de governar – está valendo a “lei do coitadinho” em muitas áreas atualmente: o mais fraco sempre tem razão e aquele que possuir algum estigma de mais favorecido automaticamente é o vilão.

    O fato é que muitas coisas erradas do trânsito foram toleradas e tidas como “normais” por tanto tempo que passaram a ser “direito adquirido”. Querem um exemplo: motoqueiros andando pela contramão em ruas com separação apenas por sinalização de solo:
    passamos a conviver tanto com isso que ninguém mais “se toca” que todo dia vemos essas pessoas folgadas e já não percebemos o tamanho da infração que cometem. É simples assim: sai-se para a contramão porque a velocidade do tráfego à frente diminuiu, volta-se para a mão certa quando bem entender contando que o motorista do carro é “obrigado” a frear para a moto caber novamente entre eles. Se buzinar, ou se recusar a ceder espaço o motorista é xingado pelo folgado do motoqueiro (considerando um dia bom…). E assim
    seguimos com os motoristas de automóveis sendo achacados por todos os lados.

    A questão da bicicleta – nossa língua é portuguesa e por isso me recuso a ficar falando em bike, como os adeptos desse “modal” (Rs) costumam – também poderia ser bem mais simples: o código de trânsito já as reconhecia como meio de transporte e sempre
    considerou que elas ocupariam o mesmo espaço dos demais veículos. Por isso, acho palhaçada ficar apostando em faixas exclusivas. No passado, falava-se que precisaríamos apostar em transporte público de massa, que cada ônibus poderia
    retirar 40 carros das ruas, etc, etc, mas hoje a(s) prefeitura(s) vão na
    contramão disso e passam a criar faixas exclusivas para um transporte solitário como a bicicleta. Cadê a coerência? Destinar um espaço físico tão escasso para uso exclusivo de um veículo tão individualista é, no mínimo, um regresso. Outro exemplo de falta de coerência? Campanhas que dizem “na cidade somos todos pedestres” ou “respeite esse ou aquele veículo” são a toda hora veiculadas achando que no trânsito todos usam a estrela da Mercedes-Benz como mira para fazer a próxima vítima, mas na prática segregam cada vez mais os veículos com faixas
    disso, faixas daquilo.

    Por fim, penso que vocês do Ae deveriam formalizar algum tipo de requerimento ao ministério público para coibir algumas coisas absurdas como vemos por ai, pois acredito que assinaturas não faltariam para endossá-lo.

    • Domingos

      A geração nova é boçal que dói, mas é um processo contínuo. Hoje observo que as primeiras a incentivarem as filhas a serem quaisqueres são, secretamente, as próprias mães!

      Não é novidade que a geração atual venderia até partes do corpo, as quais eles estragam com drogas e outras besteiras de qualquer forma, para ter carros autônomos.

      E preferiria o governo interferindo em cada detalhe da vida dela do que deixar de ter um smartphone pra postar porcaria no face.

    • Juvenal Jorge

      Avatar,
      todos esses problemas tem uma origem: ignorância automobilística.

  • Domingos

    Cada vez que lembro da entrevista do presidente da CET no rádio, falando que o certo seriam 50 km/h nas pistas locais da marginal do Tietê, me lembro que a descida da Cantareira é a 60 km/h com pista única, curvas e zero de radares.
    Aí a gente passa a ignorar essas coisas e só frear onde precisa mesmo, como se fosse um pit stop ou coisa do tipo.
    60 na marginal é para o eleitor do Haddad que financiou um celular bem caro junto do carro e fica mexendo nele 85% do tempo ao dirigir, tomando multa e se colocando em risco pra curtir inutilidade no FB.

  • Jr

    Só gostaria de lembrá-los que o projeto do DENTRAN de chupar todos os carros para que se possa controlar a localização e a velocidade de TODOS os carros está em andamento. Sorte que eles são lentos. O fato é que não a falta de educação e civilidade para que aos poços vai sendo substituída pela regulamentação e fiscalização extrema. É uma nova forma de ditadura com suporte tecnológico.

  • Jr

    Só gostaria de lembrá-los que o projeto do Denatran de chipar todos os carros para que se possa controlar a localização e a velocidade de TODOS os carros está em andamento. Sorte que eles são lentos. O fato é que a falta de educação e civilidade para que aos pouco vai sendo substituída pela regulamentação e fiscalização extrema. É uma nova forma de ditadura com suporte tecnológico.

  • Domingos

    O que é Nova York se não uma cidade onde a produção da cidade é básicamente especulação financeira e onde colocaram muito mais gente do que dá num lugar que nem é legal?

    Vamos parar de seguir os exemplos ruins.

    • João Carlos

      E também não seguir os bons, quando eles não se aplicam a nós, como é o caso de Amsterdã.

  • J Paulo

    Esse tipo de ação tem respaldo no povo brasileiro, por isso são cada vez mais presentes. O povo, que reclama tanto do país, do governo, das leis, dos impostos e de tudo, paradoxalmente aplaude com fervor essas iniciativas, como se visse na redução da velocidade uma espécie de compensação, a única ação do governo que ele acha que surte efeito positivo. Resignado, o povo se agarra nesse “cipó salvador”.

  • Domingos

    E aí o que acontece, como os “reacionários” já cantavam a bola há uns 40 anos, o cidadão normal vai sendo criminalizado pelas menores besteiras e os ladrões e grandes saqueadores do povo vão sendo alforriados e até incentivados a roubar.
    Ladrão e corrupto se alia e se compra os votos. Cidadão de bem é bom oprimir para que ele aceite a mesma vergonha e passe a ser obrigado a concordar do mesmo jeito.
    Veja só, daqui a pouco chamar um maconheiro de maconheiro vai ser algum tipo de crime de ódio e terá penalidade de alguns anos da prisão – talvez até sem fiança.
    Enquanto isso um cidadão normal que eventualmente se oponha a isso vai ser preso e até tenha sua liberdade de circular com um carro retirada por meio dessa fiscalização.
    Aquilo que é ruim fica solto e sem fiscalização. Para quem obedece as leis e segue uma boa moral, cadeia, fiscalização em nível psiquiátrico e muita penalidade.

    • Andre Sousa

      É bem por aí mesmo. Veja você, o exemplo mais recente, de hoje: região do Heliópolis, Avenida Almirante Delamare, que liga a capital ao ABC, famosa pelos assaltos diários (dizem que chega a ter mais de 5 assaltos por dia!!). Uma vergonha. Agora acabei de ver que colocaram faixas exclusivas de ônibus e vi no site da CET que “a fiscalização será intensificada na via!”. É o cúmulo do absurdo. Para conter a bandidagem que pratica assaltos diários na região, não existe intensificação da fiscalização, agora para essas porcarias que visam dificultar a vida do contribuintes (porque não precisava desta m***** lá, se economizar 5 min no transporte coletivo, vai ser muito, ao passo que o trânsito irá piorar muito e os bandidos agradecem por esse prato cheio para assaltos), irá funcionar de maneira eficiente. Sem falar na Av. Morumbi, onde tem assaltos diários, mas a preocupação foi instalar potentes radares, e, em seguida, reduzir o limite de velocidade. Está difícil acreditar que um dia as coisas possam mudar, pelo contrário, só pioram.

      • Marcio Santos

        O tipo de fiscalização que funciona no Brasil é a arrecadatória, se é possível aplicar multa dinheiro é investido na fiscalização.
        Do contrário, nada, todo tipo de fiscalização que realmente seria em benefício da população inexiste, não há interesse.

  • Domingos

    O desespero, assim como já foi e ainda é o jeitinho, aprova tudo de ruim.
    Por isso nunca saímos dessa novela mexicana.

  • Luiz_AG

    Exclui nada. O ser humano é hábil em arranjar desculpas para defender seus interesses. Sempre tem a frase do “se não fosse tão difícil”. Ando de moto, de carro, de bicicleta, e sei das limitações de cada veículo. De forma geral sou bem respeitado pelos automóveis quando estou de bicicleta, pois os respeito também.
    Recomendo também estudar um pouco a biologia humana. O corpo foi feito para se movimentar. Se o protagonista tinha estresse acumulado deveria ser por outros motivos. E se não fizesse Cooper ou outro esporte para gastar a adrenalina acumulada não precisaria se preocupar com as férias, pois estaria morto.

  • Alex Tadeu

    Há atualmente 6 linhas sendo construídas ou expandidas em São Paulo – linhas 4, 5, 9, 13, 15 e 17, além dos editais das linhas 6 e 18 que devem sair nos próximos meses. Está havendo investimento, é possível ver canteiros de obras e vários pontos da cidade

  • Danniel

    Sem contar a proposta do IPHAN de reduzir a velocidade do Eixão para 60km/h, além de instalar faixas e semáforos…

  • Bikentusiasta

    Puxa, Domingos, não precisa me ofender me chamando de mentiroso, se você odeia os ciclistas tudo bem é um direito seu, mas eu fiz um comentário civilizado.

  • Roberto

    Concordo com você de que todos tem o direito de escolher o meio de transporte mais adequado e devem exigir do governo condições para que todos possam fazer esta escolha. Afinal, vivemos numa democracia. Mas existem muitos pseudo-moralistas que acham que seus direitos valem mais do que o dos outros. Os clubes e afiliações de ciclochatos estão cheios destes…

  • Juvenal Jorge

    Jr.,
    a esperança é que vai ter gente que vai saber desligar essa porcaria a preços módicos.

    • Marcio Santos

      Não sei se iria funcionar, é possível que ao passar por um dos radares o carro seja identificado como “sem chip” e multado na hora.

  • Juvenal Jorge

    Andre Sousa,
    faço votos que seu pensamento esteja correto.

  • Juvenal Jorge

    Luiz AG,
    se eu tivesse tempo para ir em academia estaria ótimo ! Mas minha mente não iria aguentar o martírio, como não aguentou nas duas ocasiões em que tentei.
    Academias de ginástica são chatas no mesmo nível de ir ao supermercado e parar em posto para abastecer. Com o agravante que a primeira demora mais.

  • Juvenal Jorge

    Marcelo R.
    Obrigado pelo elogio. Texto do fundo da alma, indignado que sou com tanta burrice junta, com tanta condenação a uma coisa tão benéfica quanto o veículo automotor usado com eficiência, como deve ser.

  • Lucas dos Santos

    A segunda razão é que tudo de porcaria que se inventa aqui para prejudicar o povo, logo emigra para outras cidades comandadas (ou que acham que comandam) por políticos de mesma baixa qualidade e desumanidade. Ou seja, inventam aqui e vai para outras cidades e estados em breve, cada vez mais rápido.

    Dito e feito!

    Em Curitiba tem gente tendo a carteira suspensa por andar acima de “vertiginosos” 45 km/h(!) em determinadas vias:

    http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/curitiba/v/radares-moveis-registram-excesso-de-velocidade-na-via-calma-de-curitiba/3889611/

    • Marcio Santos

      30 km/h de limite é ridículo.

  • Bob Sharp

    Paulo Roberto
    Comentário mais preciso, impossível. Parabéns!

    • Paulo Roberto de Miguel

      Muito obrigado, Bob.

  • Marcio Santos

    Eu gosto de andar de bicicleta mas honestamente não teria coragem de andar no trânsito de forma nenhuma.
    Mas outro ponto que não me atrai andar de bicicleta no trânsito é a poluição, eu considero impraticável.
    Eu considero insuportável respirar a polução em um trânsito pesado enquanto pratico algum exercício.

  • Barba

    Se não houver carros, não há acidentes (com carros), aí os vilões são os ônibus, tirem-nos de circulação também.

  • Ricardo

    Não dá para generalizar. Depende da via. Acho totalmente compatível as seguintes velocidades: 80 km/h nos anéis viários, 60 em avenidas e 40 em vias secundárias (como a da foto). “Achômetro por achômetro” todos têm um, quem tem a razão?

  • Programador Maldito

    Aqui um vídeo feito em Londres mostrando que esse papo de “tendência mundial” de diminuir os limites de velocidade é balela.