Suzuki Swift 01  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 01

Uma semana com o Suzuki Swift Sport serviu para apreciá-lo ainda mais. Eu o havia dirigido no autódromo do complexo Velo Città, em Mogi Guaçu, quando da apresentação à imprensa no começo de setembro, mas conhecer carro num autódromo não basta. É preciso mais do que isso para entender um carro, ou pelo menos para começar a entender. O ideal mesmo é fazer uma viagem longa, tipo 500~600 quilômetros, aí se “aprende”  o carro de fato.

Por exemplo, no uso normal se percebe melhor o escalonamento do câmbio, que neste caso “vai engolindo marchas” sob aceleração, e que não precisa ser forte. O buraco 1ª-2ª é algo grande, 1,765, o que significa, por exemplo, levar a primeira 5.000 rpm e na troca para segunda a rotação cair para 5000 ÷1,765 = 2.830 rpm. Mas daí em diante as quedas vão diminuindo cada vez mais, mostrando um  “dente de serra” para autoentusiasta.

Suzuki Swift 21  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 21

Na mesma rotação de referência, na troca de 2ª para 3ª o giro cai para 5000 ÷ 1,348 = 3.700 rpm; 3ª-4ª, 5000 ÷ 1,310 = 3.810 rpm; 4ª-5ª, 5000 ÷ 1,261 = 3.965 rpm; e 5ª para 6ª, 5000 ÷ 1,156= 4.325 rpm. Para quem, como eu, curte um bom escalonamento, é pura música. Soa como um câmbio de competição, mas estamos num carro de rua em que até a ré é sincronizada.

Para quem não sabe, esse divisor um-vírgula-alguma-coisa resulta da divisão da relação mais alta pela subseqüente mais baixa.

Suzuki Swift 20  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 20

Mas quando se vai ao pico de potência, 6.900 rpm, é que o câmbio bem escalonado mostra seu valor. Na troca 1ª-2ª a rotação cai para um pouco abaixo da rotação de torque máximo (4.400 rpm), indo para 3.900 rpm, embora o motor levante rápido mesmo assim. Mas nas trocas de segunda para terceira em diante, prepare seu coração, pois empolga. Estar no fim da 4ª a 166 km/h e ao passar a 5ª o conta-giros mostrar 5.500 rpm, dá um imenso prazer.

DCIM100GOPRO  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 22

Esse motor  é um “coração” que bate forte e feliz, parece estar sempre pedindo “me gire”. Seria inimaginável um câmbio automático neste Swift. Só que como com todos os motores atuais — todos, sem exceção — dá para andar calmo, entre 1.500 e 2.500 rpm,  certamente ajudado pelo variador de fase no comando de admissão e pelo coletor de admissão de dois roteiros. Ajuda tanto que a rotação de marcha-lenta é apenas 600 rpm, praticamente não se ouve nem se sente o motor funcionando.

Suzuki Swift 13  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 13

Uma conta rápida mostra potência específica de 89,4 cv/L e torque específico de 10,7 m·kgf/L, este exatamente o mesmo do Ford tricilíndrico de 1 litro com álcool (10,2 m·kgf com gasolina), motores de mesma arquitetura básica. Outra conta mostra que mesmo a 7.000 rpm a velocidade média do pistão é 19,3 m/s, que no estado-da-arte do que se chama power cell unit (PCU), a unidade de célula de força representada por cilindros, pistões e anéis, é totalmente viável e não implica menos durabilidade. Outro cuidado da fabricante japonesa foi determinar biela de 136 mm de comprimento para 83 mm de curso dos pistões, resultando numa relação  r/l bem adequada de 0,305.

No uso normal esse japonês se mostra muito agradável. É incrível, mas saber que a altura de rodagem não foi elevada dá satisfação, uma certa sensação de se estar no primeiro mundo. A suspensão é firme sem ser incômoda na “pista de teste de durabilidade” que é São Paulo hoje. O carro enfrenta bem lombadas & valetas. A combinação de comprimento e distância entre eixos (3.890 mm e 2.430 mm) e direção rápida com pequeno diâmetro de curva (2, 8 voltas entre batentes e 10, 4 metros) o tornam bom e prático de andar na cidade. Com a quarta marcha de v/1000 24,1 km/h pode-se ir só até à quarta boa parte do tempo, com a alavanca percorrendo o “H” típico de um câmbio de quatro marchas.

Suzuki Swift 14  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 14

Faz curva muito bem, neutro, pode ser atirado com vigor, sempre obediente e indo para onde se quer. Os pneus 195/50R16V Yokohama Advan A13 são perfeitos para o porte do carro (o Paulo Keller gostaria de seção de 205 mm com perfil 45, mas no meu julgamento estão certos, além de 195 mm tender a aquaplanar menos que 205 mm).

Outro ponto notável é o computador de bordo exibir com consistência consumo médio na cidade de 12,5 km/l. Nas avaliações de aceleração e uso rápido caía para 8,9 km/l, mas na autoestrada ia fácil a 14 km/l. É realmente um carro frugal mesmo com a nossa gasolina excessivamente alcoolizada. Contribuem para o resultado o peso de apenas 1.065 kg e a taxa de compressão de 11:1.

Suzuki Swift 10  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 10

Notam-se cuidados de projeto e execução, como cintos de três pontos e apoios de cabeça para três no banco traseiro, mesmo que o espaço ali não seja generoso.  Há ali também engates Isofix para bancos infantis. Para o motorista, volante de direção (de Ø 370 mm) ajustável em altura e distância, ajuste de altura do banco, apoio de pé esquerdo e punta-tacco fácil. O velocímetro é que poderia ter marcação de 20 em 20 km/h, e não de 30 em 30 km/h, pois é estranho. Mas o conta-giros está “do lado de fora”, na esquerda, como deve ser.

Suzuki Swift 08  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 08

Há pequenos detalhes atraentes com o útil pisca-3 e as imprescindíveis repetidoras de seta, mas falta a luz traseira de neblina, que reputo essencial, e bem que poderia ter faixa degradê no pára-brisa. A esses dois itens faltantes junta-se o teto solar, realmente uma pena não ter.

Veja na lista de equipamentos adiante como a dotação é farta, inclusive controlador automático de velocidade e conjunto multimídia com GPS. E dentro da “mudernidade” atual, chave presencial e partida por botão.

O preço sofreu pequeno reajuste de setembro para cá, era R$ 74.990 e agora é R$ 75.323, nem chega a 0,5% de aumento. Variaram o IPI, que voltou  à plenitude em 1º de janeiro, e o dólar, o que explica. De qualquer maneira, como é conhecido traço característico da nossa terra brasilis, soa caro.

Recomendo ler o teste anterior, para uma visão mais completa deste Suzuki. A seguir, vídeo, ficha técnica, lista de equipamentos e mais fotos.

BS

Fotos e vídeo: Paulo Keller

 

FICHA TÉCNICA SUZUKI SWIFT SPORT
 
MOTOR
TipoQuatro tempos arrefecido a líquido
InstalaçãoDianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçoteAlumínio
N° de cilindros/configuração/mancaisQuatro/em linha/cinco
AspiraçãoNatural
Diâmetro x curso78 x 83 mm
Cilindrada1.588 cm³
Taxa de compressão11:1
Potência máxima142 cv a 6.900 rpm
Torque máximo17 m·kgf 4.400 rpm
Corte de rotação7.000 rpm, limpo
N° de válvulas por cilindroQuatro, atuação direta por tucho-copo hidráulico
N° de comandos de válvulasDois, no cabeçote, corrente, variador de fase na admissão
Formação de misturaInjeção no duto
Comprimento geométrico da biela136 mm
Relação r/l0,305
CombustívelGasolina de 95 octanas RON
TRANSMISSÃO
EmbreagemMonodisco a seco, comando hidráulico
CâmbioTranseixo dianteiro de 6 marchas manuais à frente e ré, tração dianteira
Relações das marchas1ª 3,615:1; 2ª 2,047:1; 3ª 1,518:1; 4ª 1,158:1; 5ª 0,918:1; 6ª 0,794:1 ré 3,481:1
Relação do diferencial3,944:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mín. de curva10,4 m
N° de voltas entre batentes2,8
FREIOS
De serviçoHidráulico, duplo-circuito em diagonal, servoassistido a vácuo
DianteirosDisco ventilado
TraseirosDisco
ControleABS, EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio 6Jx16
Pneus195/50R16V
Marca e tipo no carro testadoYokohama Advan A13 (“R” Pirelli PZero)
EstepeTemporário, seção estreita
PESOS
Em ordem de marcha1.065 kg
Carga máxima455 kg
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, hatchback 4-portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento3.890 mm
Largura1.695 mm
Altura1.510 mm
Distância entre eixos2.430 mm
Bitola dianteira/traseira1.470/1.475 mm
Distância mínima do solo130 mm
CAPACIDADES
Porta-malas212 L
Tanque de combustível42 L
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h8,7 s
Velocidade máxima202 km/h
CONSUMO (EUROPA)
Cidade11,9 km/l   (8,4 l/100 km)
Estrada19,2 km/l   (5,2 l/100 km)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 4ª/5ª30,4 km/h
Rotação em 6ª a 120 km/h3.400 rpm
Rotação em vel. máxima, 5ª6.650 rpm
GARANTIA
Prazo3 anos

 

SUZUKI SWIFT SPORT, PRINCPAIS EQUIPAMENTOS
 
Acionamento elétrico de travas e espelhos
Acionamento elétrico dos vidros, 1-toque descida porta motorista
Ajuste de altura do banco do motorista
Ajuste de altura e distância do volante de direção
Ar-condicionado automático mono-zona
Banco traseiro com encosto dividido 1/3-2/3
Bancos esportivos
Bolsas infláveis de cortina
Bolsas infláveis frontais
Bolsas infláveis laterais
Comando de áudio no volante
Comando interno da abertura da portinhola do tanque
Computador de bordo
Controlador de velocidade de cruzeiro no volante
Defletor de teto
Faróis bixenônio, com lavador e ajuste automático do facho
Faróis de neblina
Fixação Isofix para bancos infantis
Imobilizador de motor
Jogo de sotretapetes Swift Sport
Mulimídia com MP3, toca-DVD, Mini-SD Card, GPS, Bluetooth com áudio streaming, interface iPod (opcional para o “R”)
Partida por botão/chave de presença
Porta-revistas nas costas dos bancos dianteiros
Rádio/toca-CD,MP3, Bluetooth com áudio streaming
Repetidora dos indicadores de direção nos espelhos
Sensor de estacionamento traseiro
Volante esportivo em couro com costura vermelha

 

Mais fotos:

 

Suzuki Swift 09  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 09 

Suzuki Swift 11  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 11

Suzuki Swift 17  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 17

Suzuki Swift 15  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 15

Suzuki Swift 16  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 16

Suzuki Swift 18  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 18

Suzuki Swift 19  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 19

Suzuki Swift 12  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 12

Suzuki Swift 03  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 03

Suzuki Swift 04  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 04

 

Suzuki Swift 05  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 05

Suzuki Swift 06  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 06

Suzuki Swift 07  SUZUKI SWIFT SPORT, NO USO Suzuki Swift 07

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • CorsarioViajante

    Esse “salto” da primeira talvez seja incômodo, especialmente no trânsito mais pesado, o que, de qualquer forma, não parece ser a vocação do carro, que me parece ser brigar com DS3, Punto T-Jet, futuro Sandero RS, etc, e daí até o preço fica mais ou menos coerente, que pese a minúscula rede Suzuki e seu péssimo histórico. Eu ficaria com um pé atrás, aliás mantenho este pé atrás faz tempo, pois sempre gostei do SX4 mas não me arriscaria.

    • Antônio do Sul

      Já que produz o Jimny por aqui, o grupo Souza Ramos deveria pensar em fabricar também o Swift na fábrica de Goiás. Além de driblarem o aumento de 30% na alíquota do IPI, o que o tornaria muito mais acessível, ainda poderiam lançar versões mais básicas, talvez com um motorzinho 1.2 ou 1.3 de potência específica similar à do ótimo 1.6.

      • xineis

        Essa é uma excelente ideia! Mas sem “abrasileirar” o carro, senão melhor deixar como está.

        • Antônio do Sul

          Sem “abrasileirar”, com certeza! Muda a fábrica, mas não a receita. Deveria ser mantido o mesmo acerto dinâmico, e o câmbio de seis marchas permaneceria também na versão com motor menor, mas com outro escalonamento.

      • CorsarioViajante

        Antônio, já eu acho que a Suzuki deveria fabricar o SX4, que tem MUITO apelo junto aos homens pela dirigibilidade da tração integral e junto às mulheres por ser um “jipinho”. É um carro com apelo esportivo, altinho, que serve bem como único carro da casa, anda rápido na estrada mas encara um trecho mais rústico sem problemas… Cairia como uma luva com um preço menor. É um dos únicos carros que tanto eu como a patroa concordamos que gostaríamos de ter! rs

  • Luiz

    Gostei do estepe estilo anos 70!

  • Rafael Sumiya Tavares

    Bob,
    Que carro fantástico esse Swift! Atualmente possuo um Nissan March modelo 1.6 igual ao que foi avaliado por você e lendo essa matéria vejo o quanto me agradaria ter um Suzuki desse futuramente, bom desempenho com tanta economia de combustível é algo que tenho colocado como determinante na escolha do que ocupará minha garagem. Obrigado pelo texto, se eu já simpatizava com esse modelo da Suzuki, agora tenho certeza que não era só impressão ele ser ótimo e divertido.
    Um abraço,
    Rafael

  • Lipe

    Carrinho legal!
    Está difícil ter um carro potente com câmbio manual no Brasil, mesmo pra quem tem uma certa abundância do faz-me rir.
    E esse aí, conforme pude depreender da avaliação, foi pensado (e bem pensado) pra ser manual e assim entregar a satisfação que o motorista procura.

  • guest

    Será que alguém ainda compraria um Kia Soul?

    • Claro que sim, afinal ele é “altinho” e “lindooooooooooooo”, como diria a mulherada.

    • Danilo Grespan

      Claro, e preferencialmente um branco, que nessa ultima versão parece a cabeça de um stormtrooper!

    • Lorenzo Frigerio

      Havendo o SX4, quem compraria um Soul? Acho o SX4 bem legal, parece um Fiat melhorado… tipo, um 500X.

      • Domingos

        Ele é um Fiat Sedici… Ou melhor, o Fiat Sedici é ele. Foi projetado junto com a Fiat, mas mesmo a versão italiana tem padrão de peças e montagem de um carro janponês.

        • Lorenzo Frigerio

          E nós aqui de “Adventure Locker”…

  • Fórmula Finesse

    Na minha opinião é caro, meio sem sal no visual (verticalizado demais), mas…só se ouve e lê elogios sobre ele: leve, ágil, gostoso de dirigir – enfim, quase tudo o que a gente quer sentir na prática.

    Fico na vontade!

    abraço Bob!

    FF

    P.s: “Por exemplo, no uso normal se percebe melhor o escalonamento do câmbio, que neste caso “vai engolindo marchas” sob aceleração, e que não precisa ser forte. O buraco 1ª-2ª é algo grande, 1,765, o que significa, por exemplo, levar a primeira 5.000 rpm e na troca para segunda a rotação cair para 5000 ÷1,765 = 2.830 rpm. Mas daí em diante as quedas vão diminuindo cada vez mais, mostrando um “dente de serra” para autoentusiasta”
    Onde vamos encontrar esse nível de preciosismo em uma revista? No máximo “A caixa é bem escalonada, primeira um pouco longa” – rsrsr

    • Luís Galileu Tonelli

      Aí que me refiro!

  • Fórmula Finesse

    Coisa chata (pra ser delicado) essa estrada sem acostamento hein? O asfalto e o traçado parecem ser tão bacanas!

  • Raphael Duarte

    Um motor 1.6 aspirado e girador com uma boa potência e torque disponível em uma ampla faixa de giro, lembra bastante aqueles antigos Civic Hatch 1.6 que conseguia girar além dos 7.000rpm. Bem que podíamos ter mais motores como esse em nosso mercado. Destaque também, na minha opinião, vai para o uso de corrente ao invés da temida correia dentada.

    • CorsarioViajante

      ALELUIA!!!! Parabéns!!! Fez um comentário inteiro sem citar a Fiat! Um ótimo comentário por sinal! rs 🙂

    • Marcio

      Temida, para mim, é a corrente… Tive uma Tracker (Grand Vitara) que era a corrente, com 40 mil km começou a aparecer um grilinho em certos rotação que foi piorando, piorando, até que levei num mecânico especializado em Suzuki na zona norte de São Paulo e o diagnóstico foi a corrente! Tive que trocar a corrente e mais tudo que estava relacionado a ela: R$ 3000,00 na brincadeira. E o pior é que ele ainda me falou que é algo recorrente nesses 2.0 Suzuki, inclusive nos Grand Vitaras atuais. Ou seja, correia pode até precisar de mais checagens, mas é uma tecnologia menos problemática…

      • Domingos

        Corrente em alguns motores dá problema antes do tempo e aí, sim, sai bem mais caro arrumar porque é uma peça que deveria durar até a retífica do motor ou então além disso.
        No entanto, são problemas de motores específicos. Nunca vi um Civic ou Corolla ter que parar para trocar corrente, por exemplo. E, se trocar, com certeza não vão ser 3000 Reais…

      • Lorenzo Frigerio

        Concordo, a correia dentada veio para resolver os problemas de corrente dos carros antigos, e agora está sendo demonizada. Uma correia, hoje em dia, dura uns 100 mil km, e é só trocar; é baratinha (junto com rolameentos e tensionadores) e o motor estará pronto para mais 100 mil km.
        Os carros atuais, de uma forma geral, são feitos para não dar dor de cabeça ao primeiro dono, mas quando chega a hora de irem para as vilas, são de manutenção cara e complexa. Muitas vezes, vão direto para o desmanche. Imagine se um peão vai querer um Civic ou Corolla automático, por mais barato que se torne.

        • Domingos

          Tem muitos já nessa situação e não estão se arrastando por aí…
          Correia tem muita margem para trocar errado, ficar fora do ponto etc. Corrente permite até o cara da vila de ir rodando com a manutenção meio mal feita sem dar cabeçada em válvulas ou andar com o carro fora do ponto.
          Para quem faz zero de manutenção, aí sim, quanto mais simples for é melhor. Aí voltamos ao Fusca e nivelamos o mercado por baixo, para quem tem prazer em manter mal um carro.

          • Lorenzo Frigerio

            Se a correia tem margem para trocar errado, a corrente tem mais ainda. Inclusive porque no Brasil o conhecimento é “de orelhada”. É impossível comprar manuais de serviço para fazer direito, mesmo querendo.

        • Darth Sidius

          Perfeita análise.
          Tem gente que acha alguns motores modernos por adotar corrente…

        • Diego Mayer

          Baratinha? Do Audi A3 antigo sai em torno de R$ 2.500,00 o kit completo. Prefiro muito mais corrente ou engrenagem, como nos Omegas. Menos coisa pra dar manutenção e dor de cabeça. Nunca vi Omega 3.0 ou 4.1 com problema nisso.

  • xineis

    Bob, uma dúvida: você citou algumas vezes que a ré é sincronizada, e que isso é difícil de se ver. Qual é a vantagem dessa configuração?

    • Domingos

      Em manobras constantes ou rápidas isso é de uma mão na roda extrema. Sem contar que nunca mais se passa por apuros ao engatar a ré, arranhando ela ou até tendo dificuldades (quem já não ficou tentando engatar uma não sincronizada várias vezes sem sucesso…).

  • Felipe Parnes

    Bob,
    apesar de estranho o velocímetro por marcar a cada 30 km/h vejo que muito interessante, uma vez que os limites de nossas vias costumam ser de 60 km/h em ruas e avenidas e de 90 ou 120 km/h em nossas estradas, dessa forma facilitando a verificação de se estamos trafegando no limite de velocidade da via.

  • João Carlos

    Mais importante que a largura do pneu é a relação
    TalaDaRoda/LarguraDoPneu. Um pneu 205 nesta tala iria aumentar o ângulo
    de deriva e piorar a resposta de direção, tanto que para essa largura (205) a roda na versão R tem tala 7J.

    Como curiosidade, o Onix/Prima 2015 1,4 está vindo com Ré sincronizada.

  • Luís Galileu Tonelli

    Uma bela avaliação, bem ao estilo engenheiro de cálculo, mas que consegue instruir pessoas como eu sem sobrecarregar o texto. Bom carro para quem curte um carro ao que percebi, vou procurar uma concessionária para tentar um test drive.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Carrinho tão bom e de bom gosto que fica até chato… não tem nada para personalizar! Está tudo no ponto! Rsrs

  • Lorenzo Frigerio

    3400 rpm a 120 km/h para um motor de 142 cv, com variação de fase, puxando um carro de apenas 1065 kg, chega a ser absurdo. É o “mal do câmbio curto” em ação.

    • Domingos

      Se alongarem mais esse carro, fica algo surreal. A 6ª deve ser de performance e 3.400 rpm num motor tão suave não são nada.

      Tinha um carro com o mesmo peso praticamente e também a mesma cavalaria. A 120 reais viajava a 3.750rpm. Enchia mesmo…

      O interessante seria fecharem as primeiras marchas e deixarem a 6ª para economia. Resolveria ambos os problemas, embora a 3400 RPM esse motor não incomoda nada.

    • $2354837

      Rotação é relativa ao diagrama do motor. Comparo meus veículos a 80 km/h:
      Scooter 110 – 9000 rpm – Sensação de Giro Alto.
      Moto 250 – 5500 rpm – Sensação de Giro Baixo
      Moto 650 – 3500 rpm – Sensação de Giro Baixo
      Carro 1.4 – 2500 rpm – Sensação de Giro Baixo

      Apenas o Scooter a 80 km/h dá a sensação de alta rotação. Os outros veículos o giro parece baixo.

      Detalhe: Viajo direto com a moto 250 entre 100 e 120 km/h o giro dela de estrada varia de 7000 a 8500 rpm. Não há a sensação de giro excessivo.

      • Lorenzo Frigerio

        Um carro 1,4 a 2.500 rpm em geral está a 80 km/h. Não é nada. E motor de moto não dá para comparar.

        • Renato Mendes Afonso

          Acho quer a analogia do Luiz_AG quis mostrar, é que em motores de alto giro, é normal a rotação ser mais alta que um motor de mesma potência porém menos girador. E apesar de ser um motor 1,6 para carros, tem que levar em consideração que a potência máxima está a 6 900rpm, sendo o corte a 7000 rpm não se sabe o porque, uma vez que, como o Bob falou, a potência praticamente cresce até o corte.

          É um carro voltado para a diversão, com o câmbio escalonado para dar desempenho em qualquer marcha possível. Me pareceu adequado. Sem contar que muito ele é/será comparado com Golf 1.4 e outros carros similares, e por mais que tenha variador de fase, não tem a pegada em baixa que um motor turbo atual tem. Por isso esse aproveitamento de potência da primeira marcha até à sexta.
          Se fosse um veículo familiar, nesse caso sim, o câmbio não seria adequado.

  • Henrique Lopes

    A escala do velocímetro é estranha mesmo, mas aqui em SP é útil: 60 na Radial, 90 nas Marginais, 120 na Bandeirantes.
    Carrinho incrível, tem de tudo pra vender bem.

  • Leandro Manzini

    Devido aos fatores peso, motor aspirado de +ou- 140cv e câmbio de 6 marchas. Será que o aguardado Sandero RS terá desempenho similar??

    • Domingos

      O Sandero, se não engordar, deve ter melhor desempenho em arrancadas – ao menos até os 100km/h .

      O interessante vai ser se fizerem nele um acerto de chassi/suspensão/direção lembrando o Mégane R.S.. Aí pode dar adeus ao Suzuki…

      No entanto, este tem outros charmes. O consumo baixo e o acabamento excelente são dois deles e o Sandero não deve chegar perto nisso.

  • Domingos

    Acho que agora sei porque o carro parece um pouco anêmico nas 2 primeiras marchas e depois anda gostoso.
    Sinceramente, deveriam encurtar um pouco o câmbio/reduzir esses buracos, pois a queda para abaixo do torque máximo não condiz com um esportivo.
    Achava que o problema estava no motor, que é balanceado ao extremo (em ponto morto sobe de giros parecendo que é de moto), mas agora fica claro: caixa de marchas.
    Mas não o considero no nível dos míticos VTEC, embora a potência por litro seja parecida. Os VTECS atuais possuem ótimo torque em baixa e em alta aquele disparo, no Suzuki encontrei um bom motor linearzão que não se destaca nem em baixa e nem em alta – dentro da sua categoria, é claro.
    O encurtamento no câmbio que estava planejado deve fazer muito bem ao carro.
    De resto, o acho mais carro que A1, DS3 e até o Mini. Construção impecável, bancos e acabamento maravilhosos e coisas como solda cordão por todo o carro.
    Em curvas, pode-se atirá-lo mesmo, com exceção à coisas muito fechadas (onde ele é um tração dianteira típico). Em curvas de alta a traseira ativa dá toda uma graça ao carro que nenhum tração dianteira atual tem.
    É um carrinho para encantar, ainda que a performance não arranque suspiros e fique abaixo do esperado. Para quem quer um esportivo, tem, para quem quer um carro bem feito tem, para quem quer um carro exclusivo, tem, para quem quer história, tem.

    • Rodrigo

      Caro Domingos, comparando com DS3, qual você prefere? Ou, qual é mais carro?

      • Domingos

        Mais carro, na minha opinião, é com certeza o Suzuki. Inclusive o mesmo tem volante e câmbio com peso e comportamento muito mais prazerosos e adequados a um esportivo.
        A traseira que converge, virando quase que uma traseira ativa, é uma diversão que o DS3 não tem também. Irônico como isso era marca registrada dos Citroëns dos anos 90…
        Agora, o DS3 anda muito mais que ele. Muito. Se fosse para ter um carro que anda ou um carro para virar tempo em autódromo, seria o DS3.
        Provavelmente ficaria com o Swift ainda assim. Ainda mais se encurtarem as primeiras marchas.

  • Bob Sharp

    São duas vantagens. Uma, poder engatar rapidamente sem chance de arranhar. Outra, não ser necessário o carro estar absolutamente imóvel para a ré ser engatada.

    • xineis

      Obrigado, Bob!

  • Chico

    Será que um carro tão pequeno realmente precisa de rodas aro 16? Digo isto porque todos sabem que estes conjuntos rodas/pneus grandes sempre deixam o carro mais duro e barulhento em pisos irregulares.

    • Danilo Grespan

      Fico com a mesma dúvida. Sinto que brasileiro valoriza demais rodas grandes e pneus com pouca borracha, o que, apesar de na teoria trazer melhor estabilidade em curvas, prejudica no conforto. Ainda assim, ja dirigi carros mais potentes e pesados, como os Dodge Challenger (dos MC o que mais gostei até entao), sendo que o mesmo, V6 3.6L de quase 2 toneladas, comporta pneus 235/55R18. Visualmente, até parece muita borracha, mas a pilotagem com conforto mantido é sensacional. E vai me dizer que um carro desses não corre e não faz curva bem? E mesmo assim, não necessitou pneu super fino.

    • Domingos

      Bom, geralmente não precisa, mas esse é um pequeno esportivo. 16 está de bom tamanho, até por não usar perfil muito pequeno. Ajuda a passar por lombadas e buracos também…

  • Davi Reis

    Merecia ser mais barato, pra vender mais, pois é um baita carro gostoso de dirigir. Motor estupidamente suave, gira fácil e com vontade, suspensão bem acertada, ótima posição de dirigir (e sem o painel exagerado), auxiliada pelos ótimos bancos e volante. Extremamente sólido e na mão em altas velocidades. No carro que andei, os engates do câmbio deixaram um pouco a desejar em algumas trocas, mas só em algumas. No geral, carro com pouco a ser corrigido. Gostei muito, muito mesmo dele.

  • Rogério Ferreira

    Olha só, meros 140 cv, para levar o carrinho a 202 Km/h. Analisando os números, deduz-se acerto em tudo, relações de marchas, aerodinâmica (não divulgada, mas dada a boa velocidade final…) casamento perfeito do cambio com o motor. E ainda, cambio manual de 6 marchas, close ratio, e suspensão normal, sem a estúpida elevação para atender a preferência nacional! Pena que nada disso é suficiente para atrair a grande massa de consumidor, que prefere pagar a a mesma quantia num “pseudo-jipinho da moda” O Swift, pela excelência técnica, merecia ter algum sucesso, mas se tornará carro de nicho, assim como o DS3.

    • Lorenzo Frigerio

      O problema é a feiúra, e a esportividade que não combina com o estilo do carro, mas pela qual se paga a mais.

  • Domingos

    Em alguns pontos, dá mais vontade de ter o SX4 que o Swift. E isso falando como entusiasta, imagina para o público geral.
    Realmente a Suzuki come bola por não promover mais esse carro. Manual ele é muito interessante!

  • Danilo Grespan

    E tem porta-malas, o que o Swift não tem: é o no máximo um “porta-mochila”. Então, descer para o litoral com a SX4 já é possível em mais de 2 pessoas….

  • Lorenzo Frigerio

    O problema é o seguinte: uma coisa é andar nessa estrada das fotos… outra é andar numa Ayrton Senna/Carvalho Pinto por longos períodos, onde você vai chegar a 140/150 km/h em trechos sem radar. Imagino que o motor se torne bem ruidoso, ainda mais com esse acionamento direto do comando sobre copos.

    • Domingos

      O motor não é ruidoso não, Lorenzo. Aliás, ele chega aos 7000 RPM tão sem alarde (e até se esperaria/seria legal um certo comportamento mais de pico…) com uma naturalidade que impressiona.
      Como o Luiz_AG comenta, depende muito o conforto/barulho/enquadramento de relações com o tipo de motor que se fala. Viajar a 4500 RPM num motor rotário deve ser tranqüilo.
      Se for para viajar rápido, nessas velocidades que você comentou ele vai ficar a uns 4200 RPM eu acho. Ainda ficaria bom.
      Para viajar assim com conforto, só com 6ª bem longa e já overdrive. Para um pequeno esportivo com motor mais de alta, acho que não ficaria legal.
      Um carro desses, também, vai viajar assim fazendo muito menos barulho e sendo muito mais confortável que um 1.0 a 120…

  • Fernando

    Está aí um carro de receita que acho bastante interessante.

    Mas sobre a relação de marchas: ao sair da imobilidade e com o motor sendo bem animado não é algo lento para ganhar velocidade e ir engolindo as próximas marchas. Mas para a cidade não é algo longo demais para as primeiras marchas?

    Para pista certamente é excelente, as últimas marchas tendo um escalonamento bem fechado e só se sai da imobilidade uma vez, mas é justo na cidade que gostaria de conviver com ele para ver se não passa impressão de não entregar tudo o que ele faz em ambiente mais propício.

  • Domingos

    A única coisa que não gostei nele foi a qualidade do som, algo que poucos carros japoneses costumam acertar. O aparelho em si costuma ser bom, só que a sonorização (local dos alto-falantes, isolamento e qualidade destes) costuma não ser boa.
    O câmbio me surpreendeu no sentido que aceita bem reduções fortes até para a primeira marcha!
    Só corrigiria as marchas iniciais no seu fechamento de relações. O resto, um carro carro – bem feito, agradável e um produto feito com notável carinho.

  • Domingos

    Desses carros se acha na internet de graça os manuais de manutenção completo em inglês, mas você tem razão nisso.
    O “problema” é que a corrente nesses carros costuma ser trocada apenas na retífica do motor, o que de certa forma garante um trabalho de mínima qualidade e menor preço…

  • Domingos

    É uma pena mesmo… E o 4×4 do SX4 funciona direitinho e tem bloqueio de verdade!

  • Leo-RJ

    Aí está um carrinho que achei muito interessante. Incialmente, não o achei bonito pelas primeiras fotos (na época do lançamento), contudo, ao vê-lo “pessoalmente” no último Salão do Automóvel, achei seu estilo bem parecido com o do Kia Soul, que gosto bastante. Posso estar viajando, mas achei-o bem parecido com Kia Soul… E por isso agradou-me.

    Ainda se assim não o fosse, como eu escolho carros “de dentro para fora”, este seria uma opção, caso tivesse $$.

  • Diego Mayer

    Achei absurdamente caro. Não há comparação com o Golf TSI, vai precisar de luneta pra vê-lo. Se custasse até uns 60 mil seria uma alternativa interessante ao HB20 1.6.

  • Domingos

    Bob, teria como colocar uma foto dele sem a capa do motor? Parece ser capa presa com porcas, mas acho que valeria o esforço…
    Deve ser um motor bonito.

  • Ronnie

    Bob, tenho um SX4 e não tenho que reclamar ainda mais com a tração AWD entro em qualquer curva sem medo, e o motor é muito bom com seus 145cv. Teoricamente não teria o por que trocar de carro, mas ao ver esse Swift começo a me coçar, particularmente acho um carro lindo, independente do preço, até por que carro não é investimento e nunca foi, é apenas prazer.
    Mas fico com receio de utilização no dia a dia em relação a suspensão, é um carro cansativo? A suspensão é dura? O SX4 tem uma suspensão firme que em alguns momentos incomoda.
    Vale a pena um carro desses para o dia a dia?

  • Bob Sharp

    Ronnie
    Dá para o dia a dia perfeitamente, suspensão não tem nada de excessivamente dura.

  • Leonardo Mendes

    No começo confesso que torci um pouco o nariz para o Swift Sport, agora passou a ser meu segundo Suzuki favorito – o primeiro é o Jimny (aliás, alguma previsão de teste com ele?)

    E vale ressaltar a campanha publicitária veiculada na TV, uma das mais interessantes e bem feitas que já vi.

  • James

    Esta é a melhor avaliação técnica e pratica que li sobre o Swift, parabéns pela matéria. Troquei o meu carro pelo Swift e pode ter certeza é um carro muito bom e honesto na proposta é um esportivo nato, além de andar bem é muito econômico que chega a surpreender. Passei o meu SX4 para minha esposa, que está feliz da vida.

    • Daniel

      James, tudo bem? Também tenho um SX4 e adoro o carro. Como disse um outro leitor mais abaixo, com o AWD entra-se em qualquer curva sem medo e com segurança, é impressionante.
      Estou seriamente pensando em trocar meu SX4 por um Swift muito em breve e aproveitando que você tem a vivência dos dois, o que você achou do comportamento dinâmico e estabilidade do Swift comparado com o SX4? Vou sentir falta do AWD? Além disso, a menor altura complica muito sua vida nas lombadas, entradas de garagem, etc? (o RJ tem um calçamento péssimo)
      Abraço!

  • Daniel

    Bob, tudo bem?
    Antes de mais nada gostaria de parabenizar a você e a toda a equipe do Ae por um excelente conteúdo e excelente trabalho!
    Aproveitando a pergunta que fiz abaixo ao James, também dono de um SX4, gostaria de estendê-la a você.
    Você já teve oportunidade de comparar o comportamento dinâmico e estabilidade do Swift comparado ao SX4? Sei que são carros bem diferentes, tanto em altura, centro de gravidade, mas fico impressionado com a estabilidade do SX4 e não sei se ela se deriva unicamente do AWD e o quanto vou perder ou ganhar de estabilidade de um para o outro. Como você enxerga essa comparação?
    Um grande abraço,
    Daniel

    • Daniel,
      Agradeço suas palavras e em nome da equipe também. Tração integral não confere mais estabilidade no sentido estrito, apenas permite aplicação antecipada de potência sem que isso provoque alterações de comportamento de imediato, como sair de frente ou de traseira conforme a localização do eixo motriz num tração duas-rodas, com isso melhorando consideravelmente a aceleração nas saídas de curva. Foi justamente o grande destaque do Audi quattro nos ralis no início da década de 80. O sucessor do SX4 que dirigi, o S-Cross, me deu a melhor das impressões de comportamento, como escrevi, mas o Swift Sport é superlativo nesse ponto.

      • Daniel

        Olá Bob, obrigado pela rápida resposta e pela explicação. Fico feliz de saber que o Swift Sport é superior na estabilidade e comportamento (se entendi corretamente). Provavelmente devo optar pela versão R, que vem com os PZero 205/45, aro 17 e diferencial encurtado. Imagino que vá perder velocidade final, mas ganhe na sensação de esportividade, com as marchas mais curtas e talvez um pouco de estabilidade pelas dimensões e categoria dos pneus, estou correto? Você teve a oportunidade de comparar o Sport e o Sport R? Fiquei um tanto pensativo quanto ao pico de torque, que se dá a 4.400 rpm, enquanto no meu SX4 ele vem a 3.500 rpm. Com é o comportamento do carro em rotações mais baixas, esse torque aparece quase todo no início da curva, pelo variador de fase e coletor de admissão variável?
        Desculpe todas as perguntas, mas valorizo muito sua opinião!
        Abraço,
        Daniel

        • Daniel,
          Pergunte à vontade sempre. Andei pouco no R, só no Velo Città, mas obviamente é mais rápido de curva que o normal. Nessa hora a borracha no chão manda. Torque: apesar do pico a 4.000 rpm, as “muletas” comando e coletor de admissão variáveis entram em cena nas baixas rotações, trazendo esse pico, embora de menor altura, para baixo, garantindo a apreciada (por mim também) elasticidade.

          • Daniel

            Bob, muito obrigado pelos esclarecimentos! Qualquer dúvida, lhe procuro novamente.
            Abs