Sandero  RENAULT SANDERO STEPWAY E DYNAMIQUE, NO USO Sandero

Uma das matérias que não me foi possível terminar em 2014 foi a “no uso” de dois Renault Sandero que tive a oportunidade de testar. Cheguei a fazer as fotos e vídeos, mas os textos não saíram a tempo. O Bob já explorou muito bem as principais características dessa última atualização do Sandero, que ocorreu em julho de 2014, em duas matérias bem completas, porém o Stepway ainda não havia sido lançado. E para não demorar ainda mais com esses “no uso” vou focar mais nos vídeos e nas fotos do que no texto. O que ainda fica faltando, e que muitos leitores já pediram, é um “no uso” com o a nova caixa robotizada Easy’R, de cinco marchas. Faremos um teste dessa caixa assim que a Renault nos disponibilizar um carro com ela (estamos pedindo há dois meses).

Os textos mais completos do Bob estão aqui: Renault Sandero, evolução dois, e Renault Sandero Authentique, de volta ao básico.

O Renault Sandero é um carro de muito sucesso. É o Renault mais vendido no Brasil com aproximadamente 82 mil unidades vendidas de janeiro a novembro de 2014 (o Logan vendeu 41 mil no mesmo período) A versão Stepway corresponde a 30% das vendas. O principal destaque dessa nova geração é o novo desenho da carroceria, que deixou o Sandero muito mais bonito. A nova carroceria, com o aumento das bitolas, deixou o carro com aspecto mais encorpado. Suas linhas são suaves e os leves vincos nos pára-lamas completam sua personalidade. Eu acho que essa nova frente da Renault também ficou muito bem acertada. 

 

Stepway laranja Step  RENAULT SANDERO STEPWAY E DYNAMIQUE, NO USO Renault Sandero Stepway 06

Stepway laranja Step

 

Dynamique  RENAULT SANDERO STEPWAY E DYNAMIQUE, NO USO Renault Sandero Dynamique 01

Dynamique azul Techno

O Stepway também ficou muito mais interessante com o novo desenho. Graças a Deus a Renault não inventou de colocar o estepe na tampa traseira apesar de o Stepway ter mais o jeitão de suve do que os outros aventureiros concorrentes. Eu sou totalmente contra o estepe lá na tampa por várias razões, como acesso mais difícil ao porta-malas, mais peso, mais fonte de ruídos e uso como proteção da traseira (como os imbecis fazem com engates), que em várias situações pode danificar o carro parado logo atrás durante manobras de estacionamento. 

O aventureiro tem altura do solo elevada em 40 mm, passando de 150 mm das versões normais para 190 mm. Isso é excelente para a corrida de obstáculos nos centros urbanos e para quem adora uma posição de direção mais elevada — o que de fato é uma das razões de compra do Stepway.  O primo Arnaldo, que teve a chance de andar com um pouco mais de entusiasmo se queixou que a altura elevada do Stepway  o deixa menos preciso.  Mas o comportamento geral é muito bom, suave, e livre de ruídos. E o aumento das bitolas, em 33 mm na frente e 25 mm na traseira, deixa o carro mais plantado, mais estável. Além disso a Renault adicionou coxins no subchassi dianteiro e melhorou todo o embuchamento da suspensão. Isso vale também para o Dynamique. Ambos são muito confortáveis. O Stepway tem pneus 205/55R16 para asfalto enquanto o Dynamique tem acertados 185/65R15.

 

Altura elevada em 4 cm   RENAULT SANDERO STEPWAY E DYNAMIQUE, NO USO Renault Sandero Stepway 05

Altura elevada em 4 cm

Em ambos os modelos tetados o interior é muito agradável e aconchegante. A Renault fez um belo trabalho, mesmo que seja notável uma certa contenção de custos como, por exemplo, a simplicidade do painel e a falta de tecido nas portas. Mas, em compensação, o sistema multimídia, incluindo o navegador, é de série no Stepway e a qualidade construtiva do interior é muito boa, causando uma sensação de bem estar. Bem melhor que na geração anterior.  A posição de dirigir, embora mais elevada, é muito boa em termos de ergonomia e visibilidade. E o espaço interno é um do trunfos do Sandero sobre todos os concorrentes. É maior que muitos carros de segmentos superiores. E quem vai atrás também se dá bem. O espaço para as pernas parece reduzido, mas não é. O assento é bem maior que nos concorrentes e tem um excelente apoio. 

Um dos pontos que eu tenho alguma ressalva nos dois modelos é o motor. Em termos de números e comparativos com os principais concorrentes ele vai bem. Trata-se de um 1,6-L de oito válvulas de 98 (G)/106 cv (A) que, de fato, atende bem ao uso cotidiano, mas, como o Bob disse, não tem o brilho do extinto 16-válvulas de 107/112 cv. Eu imagino que a Renault tenha optado por aumentar o nível de equipamentos em detrimento do motor 16-válvulas porque a grande maioria dos consumidores prefere isso. É uma fórmula muito usada pela Fiat também. E de fato, eu fiquei pensando muito no assunto levando em consideração o que escuto da minha esposa quando ela está ao volante. Concluo que a grande maioria se satisfaz bem com um desempenho mais normal, onde mais ou menos todos os carros ficam. Mas quando as pessoas dirigem algo com “mais pegada”, com respostas do acelerador um pouco mais vigorosas, sempre sorriem e percebem a diferença. Esse tipo de sensação é um pouco intangível e muito difícil de atribuir um valor que seria adicionado ao preço do carro para compensar o maior custo. 

 

Tá faltando dois números e uma letra aí, 16V  RENAULT SANDERO STEPWAY E DYNAMIQUE, NO USO Renault Sandero Dynamique 13

Bem que a Renault poderia acrescentar dois números e uma letra aí, 16V

Mas o que eu realmente não gostei é a calibração do acelerador. Alguns fabricantes adotam uma configuração que eu acho até perigosa, que segura a rotação do motor quando se alivia o pedal do acelerador. Isso é feito para melhorar, ou diminuir, o nível de emissões de gases. Mas é muito desconfortável. Quando eu alivio o acelerador eu desejo que o freio-motor entre imediatamente. E em algumas circunstâncias, em ambos os Sandero que andei, e no Uno Way também, o carro acelera. Senti um friozinho na coluna algumas vezes em que aliviei o pé direito!

A caixa manual de cinco marchas é excelente. Já discutimos aqui o fato dela ainda usar varão no acionamento. Mas garanto que isso não é nenhum demérito, pois os dois modelos mostraram precisão e conforto. A direção de assistência hidráulica me causou alguma estranheza. Acredito que tenha me acostumado com a precisão e suavidade das elétricas. 

O Sandero Dynamique parte de R$ 44.200. O modelo testado tem pintura metálica, azul Techno, por mais R$ 1.200 e o pacote Techno Plus (inclui o sistema multimídia, ar-condicionado automático e sensor de estacionamento) por R$ 1.800 levando o preço total para R$ 47.200.  O Stepway parte de R$ 49.310 e com a adição da pintura metálica laranja Step, por mais R$ 1.200, chega a R$ 50.510. Podemos concluir que todas as diferenças do Stepway em relação ao Dynamique completo valem R$ 3.310 ou aproximadamente 7%. Esse é o preço de ser aventureiro e mais descolado. 

Dynamique / Stepway
Gostei: espaço interno, conforto, sistema multimídia, desenho da carroceria (especialmente do Stepway)
Não gostei: calibração do acelerador, qualidade do áudio

Sandero Dynamique: vídeo e galeria

 

Sandero Stepway: vídeo e galeria

FICHA TÉCNICA NOVO RENAULT SANDERO
 StepwayDynamique
MOTOR1,6 8V High-Power
Tipo4 tempos, 4 cilindros transversais em linha, comando de válvulas no cabeçote, correia dentada, atuação indireta, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio
N° de válvulas8
Cilindrada (cm³)1.598
Diâmetro x curso (mm)79,5 x 80,5
Taxa de compressão (:1)12
Potência (cv.rpm) (G e A)98/5.250, 106 /5.250
Torque (m·kgf/rpm) (G e A)14,5/2.850, 15,5/2.2850
Formação de misturaInjeção eletrônica seqüencial
CombustívelGasolina E20 a 25 e/ou álcool
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo dianteiro manual de 5 marchas
Relações das marchas (:1)1ª 3,73. 2ª 2,05; 3ª 1,32; 4ª 0,97; 5ª 0,76; ré 3,55
Relação do diferencial ):1)4,36
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal e amortecedor hidráulico
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência hidráulica
Voltas entre batentes3,4
Diâmetro de giro (m)10,510,6
FREIOS
Dianteiros (Ø mm)A disco ventilado, 259A disco ventilado, 258
Traseiros (Ø mm)A tambor, 203 mm
Circuito hidráulicoDuplo em “X”
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio 5,5Jx16Alumínio 5J x15
Pneus195/60R16185/65R15H
TipoContinental Cross ContactBridgestone Turanza
DIMENSÕES (mm)
Comprimento4.0914.060
Largura1.751/2.000 com espelhos1.733
Altura1.578/1.640 com barras de teto1.536
Distância entre eixos2.5882.590
Distância mín. do solo185N.D.
AERODINÂMICA
CxN.D.0,35
Área frontal (m², calculada)2,212,13
Área frontal (m², corrigida)N.D.0,745
PESOS (kg)
Peso em ord. de marcha1.1171.055
Carga útil388450
CAPACIDADES (L)
Porta-malas320 a 1.196
Tanque de combustível50
DESEMPENHO
Acel. 0-100 km/h (s, A e G)11,5 e 11,111,2 e 11
Veloc. máxima (km/h, A e G)177 e 179
ÂNGULOS  
Entrada (graus)19N.D.
Saída (graus)19N.D.
CONSUMO (Inmetro/PBEV)
CidadeNão informado
EstradaNão informado
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª (km/h)35,435,04
rpm a 120 km/h, 5ª3.3903.430
rpm à veloc. máxima, 5ª5.0505.100
MANUTENÇÃO
Revisões/troca de óleoA cada 10.000 km ou 1 ano
GARANTIA3 anos ou 100.000 km

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

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  • badanha bad

    Minha única crítica à Renault fica por conta dos controles de rádio atrás do volante. Se invariavelmente já esbarramos nos controles de seta e limpador de para-brisa em manobras, não será diferente com esse, ainda mais pela proximidade, como visto pela foto.

    • Domingos

      Esse controle é tradicional dos Renault e muitos franceses há décadas. Te garanto que de todas as esquisitices e detalhismos franceses, esse é um muito bom na prática.
      O comando fica numa posição onde não se esbarra nem a mão nem as pernas em qualquer situação. Se você estiver com o volante e bancos bem ajustados NUNCA acontece. A posição é estudada para que fique fora do alcance das mãos.
      Eu nunca, mesmo em direção esportiva por horas, consegui esbarrar sem querer nesse comando. E não era por evitar não, é a posição que é boa.
      Além disso esse comando despolui o volante e é extremamente prático. Depois que você acostuma, tudo é feito facilmente sem olhar. O Sandero voltou a ter esse item com o primeiro Stepway e é algo que dá orgulho em um carro francês.
      Experimente pois é muito bom mesmo!

      • Felipe Barbosa Alves

        Lembro que o Clio Mk1 de 1990 já oferecia interface do rádio no volante do jeito que temos hoje em dia (e muito provavelmente já era oferecido nos anos 80 nos carros segmento superior da marca), não entendo esse estranhamento do pessoal do Ae. Citroën e Peugeot também usam o mesmo esquema, então podemos dizer que é uma características dos carros franceses que, diga-se de passagem, estavam a anos-luz das outras fabricantes nacionais que começaram a oferecer tal mimo de uns 3 anos para cá em toda a sua linha (antes era restrito a partir dos modelos médios fabricados após os anos 2000). E, como já falaram, em questão de minutos se acostuma com os mesmos.

        • Domingos

          Sim, já é um item bem antigo nos franceses. Lembro que até os XM, de antes do Clio I, já possuíam o item – e na sua atual configuração.
          Hoje as coisas se nivelaram, mas era algo de outro mundo até os anos 2000. E com o bom se acostuma…

    • lightness RS

      No Peugeot 307 da minha mulher é assim também, no começo é estranho, mas depois fica legal, até gostei, bem ao alcance dos dedos, praticamente nem precisa fazer esforço e não cheguei a esbarrar nele (e eu vivo esbarrando no do limpador de pára-brisa)

      não sei como ficou esse do Sandero, mas está MUITO parecido, não sei se ficou ruim não..

    • José Ferreira Júnior

      Badanha, já tive um Clio com o controle atrás do volante, e é só impressão sua. Não se esbarra e logo se acostuma. Eu acho bem melhor do que os controles no próprio volante. Um abraço

    • Antonio Pacheco

      Você já dirigiu um carro com esse controle atrás do volante? Eu tenho um Fluence com controles satélite, e acho muito mais prático do que botões na frente do volante. Não atrapalha em nada e, depois que se aprende as funções, fica muito fácil comandar o som e também o telefone. Talvez em um pequeno test-drive a pessoa não consiga entender o funcionamento, mas no uso é muito prático.

      • Antônio, você esclareceu bem. Quando mudamos de marca demoramos um pouco a nos adaptar ao jeitão da marca nova. Mas esse comando fica escondido e impossível de ler as funções. Não é intuitivo como deveria ser. Abraço, PK.

        • Domingos

          Paulo Keller, ao menos nos Clios e Méganes (novos e antigos) existia as inscrições em branco sobre qual botão representava qual função.
          Após decorar, o que é rápido, fica completamente intuitivo. O que complica é não saber as funções no começo, no que estar escondido leva a vários enganos por não dar para ler nada.
          5 minutos e já se aprende. Tenho esse comando como uma das coisas que mais tenho saudades nos carros franceses que tive.

      • Marco

        No Focus o controle do som também está atrás do volante. Também acho bem mais prático para manuseá-lo. Sei lá, utilizar os dedos médio e anelar é mais cômodo que o polegar.

    • Roberto Neves

      badanha bad, tive um Sandero com esses controles e nunca os acionei involuntariamente. Na verdade, sinto falta desse recurso no meu carro atual. Meus problemas com a Renault foram outros.

    • Davi Reis

      O controle pode estranhar no começo mas é tão prático quanto os controles posicionados nos raios do volante. Com o tempo você já usa de um modo tão natural que parece estar familiarizado há anos.

      • TwinSpark

        Isso é questão de costume mesmo. Gosto muito dos comandos de pisca e farol alto do meu Mille. Para ativar o farol alto basta descer a alavanca grande, e para acionar os piscas basta “carregar” com o mindinho esquerdo a alavanca pequena.

        • Davi Reis

          Já tinha reparo que esse arranjo do Mille é quase único, não me lembro de ter dirigindo nenhum outro carro desse jeito. Mas prefiro mesmo os carros com a menor quantidade de comandos na coluna, prefiro que ali fiquem apenas as hastes de seta e limpador. Gosto dos comandos dos faróis em outro lugar (como nos carros da Ford, Chevrolet e Volkswagen), e prefiro os comandos de som no volante mesmo (mesmo que os comandos satélite de som não atrapalhem).

          • TwinSpark

            Nunca fui fã do comando de ligar farol na haste, mas confesso que ele não me incomoda, até porque pouco se usa. Gosto muito do fato dele estar vinculado à ignição (desligando o motor, o farol também desliga. Para manter a meia-luz, basta girar a chave no sentido inverso). Quanto à haste do pisca, seria capaz de adaptá-la em outro carro.

            Espero que possamos experimentar esses “comandos de Uno” num Ferrari F40!

          • Davi Reis

            O comando vinculado à ignição é outro detalhe que só lembro de ter visto nos carros da Fiat também. Acho muito interessante, prático se o dono já é acostumado a só tirar a chave do contato e sair do carro, mas prefiro o arranjo mais convencional. Me lembro que uma vez viajei com um Palio ELX 2006 e nem as luzes de freio acendiam se a chave não estivesse na posição park na ignição. Outro detalhe que só me lembro de ter visto em um carro da Fiat (só no 500) é a luz de posição que só se acende com o carro desligado. Com o carro ligado, apenas farol baixo. Todo carro deveria ser assim.

    • Eu particularmente acho o comando escondido e realmente muito próximo do volante. Seria melhor no volante, como a maioria. Mas é fato que com o tempo acabamos noa acostumando e achando prático.

  • Mr. Car

    Eu ficaria com o Dynamique, mais discreto. Não gosto desta decoração de versões aventureiras.

    • R.

      Eu tambem nao sou fã da “modinha dos aventureiros”
      Porem, acho que o trabalho no Sandero, ficou ótimo.
      Gosto tambem do Up e do Gol Rally. Sao versoes que ficaram simpaticas em relacao ao carro normal
      Outrossim, nao compraria seria o Etios na sua versao aventureiro, prefiro no normal…
      He he

      • Mr. Car

        Também acho o Stepway até discreto perto de outras decorações aventureiras.

      • TwinSpark

        Também gostei muito do Sandero Stepway. Ele e o Gol Rallye são os dois únicos hatches aventureiros que compraria, não fosse o alto preço. O CrossFox tem o problema do estepe na traseira e o Etios Cross o problema de ser muito feio. Aliás, sempre que vejo me lembro do Leôncio, talvez pelo “bigode” prateado do Toyota.

        • $2354837

          O Etios Cross é saudosista. Parece aqueles carros adaptados por concessionária nos anos 80.

    • Mr. Car

      Sim, mas o Sandero normal já é bastante elogiado por seu vão livre do solo, e no meu caso em particular, dado o uso que faço do carro, a altura extra nāo faria falta.

    • Davi Reis

      Também prefiro as versões mais discretas mas tenho que dar o braço a torcer, ultimamente andam acertando nessas versões aventureiras. Gol Track/Rallye, Saveiro Cross e Sandero Stepway ficaram muito agradáveis. Alguns outros, nem tanto, mas estamos melhorando.

  • Moisés.SP

    Gostaria que vocês fizessem a avaliação do Novo Uno Dualogic Plus, há alguma previsão ?

  • CCN-1410

    Babaquices desnecessárias, em detrimento do motor 1,6 16V.
    O meu primeiro carro 1,6 16V foi um Clio. Agora eu tenho um Palio.
    Nesse intervalo eu tive um Astra 2,0. Carro muito bom, mas sempre parecia faltar alguma coisa devido ter apenas 8V. Eu acredito que quem já teve um carro com motor 1,6 16V, não quer mais saber de um com apenas 8V.
    E eu que pensava que a Renault relançaria o Sandero Dynamique com esse motor.
    Não quero desmerecer a Renault que é uma indústria confiável, mas o que ela fez é ilógico. Mas cada um no seu galho e tudo bem. Compra esses carros quem quiser.
    Sem mais.

  • João Carlos

    Pena não haver mais o 1,6 16V, poderia ser mantido ao menos com a versão de dois pedais como era no modelo antigo. Não é o ideal, mas seria uma opção.

  • Cláudio P

    Excelente avaliação, concordo com absolutamente tudo, PK, principalmente a questão do motor. Em 2008 tive a oportunidade de experimentar um Sandero Privilège 1.6 16v. Foi uma experiência especialmente interessante, pois pude “abusar” de suas virtudes (de forma responsável, é claro) e digo que me diverti muito. E já pude constatar que esse 8v é competente para o dia a dia, mas não capaz de
    proporcionar o mesmo prazer, bem como permitir explorar melhor as boas melhorias que a Renault fez na nova geração do Sandero. Minhas preferências, como a de muitos autoentusiastas, vão um pouco na contramão da maioria atualmente. Sou capaz de abrir mão de alguns mimos em troca de uma pegada mais legal, mas as fábricas às vezes se esquecem de nós.

  • José Ferreira Júnior

    Como é linda esta cor azul da Renault!

  • Robson Santos

    Estou muito ansioso pela análise de vocês no uso com o câmbio robotizado, fico aqui pensando.. por que será que a Renault ainda não disponibilizou a vocês?

  • Bera Silva

    Muito bonita estas cores da Renault, principalmente o azul. Já vi “ao vivo” nas ruas e são muito bonitas. Espero vê-las nas ruas em maior quantidade.

  • Roberto Mazza

    No ano 2008 eu estava duro e queria trocar um carro meio velhinho com 10 anos de uso por um 0-km, e acabei gostando na época da “novidade” de carro espaçoso-e-barato da dupla Logan/Sandero. Não deu para financiar um Stepway, tive que ir num mais em conta. Foi um bom carro que me atendeu por 4 anos, e com o tempo vi alguns de seus pecados, como isolamento acústico deficiente, por exemplo.

    Havia na época a opção de 1.6 8v e 1.6 16v, as “válvulas” a mais custavam 1.200. Mas (1) nessa época eu vislumbrava meu uso como predominantemente urbano, poucas viagens – hoje consigo viajar e curtir mais, (2) gostava de dirigir mais no método carga, com trocas em baixas rotações, e com isso tinha um resquício de lembrança de que um velho Kadett 1.8 8v parecia ser pouca coisa mais fortinho a 2000-3000 rpm que uma Palio Weekend 1.6 16v que meus velhos tiveram. Portanto, compreendo que exista o 1.6 8v, mas uma pena que não se possa mais escolher.

    Obs. Apesar do desenho bem mais bacana desta nova geração do Sandero, algumas coisas eu não curti. 1. O contorno cromado do farol de neblina, pintaria isso de preto fosco, fácil resolver; 2. o “bigode” do pára-choque desse Stepway, e 3. Esse vidro traseiro com recorte “sorriso” (sem as arestas inferiores) que acho de uma pobreza estética sem tamanho, e outros populares também utilizam essa esquisitice. Hoje acho o Logan mais bacana, com um aro 17 fica bem bonito. Mas tem aí o Grand Siena 1.6 16v e outros concorrentes. Sem contar que perdi um pouco do preconceito com carros usados. Aí carros melhores mandam abraços.

  • R.

    Lembra a cor dos Subaru Impreza que competiam no WRC
    Também gosto ..
    He he

  • ccn1410

    Concordo plenamente com com você. Algumas esqueceram como é o caso da Renault, mas não todas.

  • Davi Reis

    Andei no Stepway Easy’R recentemente e gostei muito, muito mesmo do carro. A suspensão erguida não parece ter feito estrago, o carro anda com suavidade mesmo nas piores ruas, silenciosamente, com firmeza e sem desconforto. O câmbio automatizado também foi uma grata surpresa, é muito suave, me pareceu funcionar melhor que até o automático de 5 marchas do Civic (sem exageros). O interior ficou agradável e realmente passa uma melhor sensação do que o antigo Logan/Sandero. Também havia dirigido o Dynamique anteriormente mas não tinha gostado tanto assim do carro, acho que por causa do câmbio. Não que seja ruim, é um bom câmbio, mas depois de me acostumar com o câmbio dos VW atuais, fica um pouco difícil se surpreender. A princípio, apenas uma crítica aos dois: o motor 1.6 8V. Não é ruim, mas também não empolga, às vezes deixa um pouco a desejar. Com o tempo, apenas um detalhe a se verificar: fico curioso em saber se o isolamento acústico dos novos modelos melhorou. Nos antigos, e ainda no Duster, é fácil notar como o escapamento sempre se faz presente e o ruído do motor e vento na cabine são notáveis em velocidades de estrada.

    • Davi Reis, Obrigado pelo relato. Espero testar o Easy´R em breve. Essa atualização do Sandero o deixou muito melhor em vários aspectos pelo que pude escutar dos modelos antigos. O isolamento é perfeito agora. Abração!

    • João Guilherme Tuhu

      O isolamento acústico melhorou muuiiito. Pode acreditar.

    • Domingos

      Na geração anterior eu tinha a impressão que o Stepway ao mesmo tempo era mais estável e confortável que a versão normal. Talvez amortecedores melhores/acerto melhor que mais do que compensava a maior altura.
      Os pneus eram melhores também… Dava o conjunto essa sensação de solidez mesmo, conforto até nos piores pisos.
      Não sei se isso se repete na nova geração, mas na antiga o Stepway parecia um carro muito melhor que o normal.

  • R.

    Ja dirigi um Sandero , achei um carro honesto e bem espaçoso .
    Uma coisa que me incomodou foi o ruido interno, muito alto.
    Espero que tenham melhorado esse ponto nessa nova versao.

    • R. melhorou muito. Ambos os modelos são muito bem isolados.PK.

  • Bob Sharp
  • Marco Antonio

    Boa Avaliação PK,

    Em novembro passado fiz test-drive no Stepway e fiquei tentado em adquiri-lo, mas depois que parei para refletir melhor sobre a avaliação feita, a “falta de motor” me desagradou muito, não no anda e pára da cidade, mas na marginal e outra via expressa que andei; fiquei imaginando este carro carregado em uma subida.

    Abraço,

    Marco Antonio…

  • Lucas dos Santos

    Os vídeo do Ae estão cada vez melhores. Mostrar o comportamento dos carros em vias urbanas foi bastante apropriado, apesar do “anda-e-para”. Continuem assim.

    Carros “erguidos” podem até não ter nada de entusiastas, mas pelo que deu para notar no vídeo, a suspensão do Stepway conseguiu filtrar bem as imperfeições do solo. Deu para perceber pela voz do Paulo, que não apresentou nenhum tipo de stuttering, em função das ondulações, enquanto dirigia o carro mais alto.

    Uma coisa que eu sempre reparo nos carros é no painel e gostei mais do painel do Stepway. O do Dynamique ficou muito poluído com aqueles “risquinhos” na escala. Já o do Stepway é bem mais limpo e tem somente o necessário – normalmente ocorre o inverso.

    Ri demais da legenda da foto 23 e achei muito bem feita a foto 39.

    Parabéns pela avaliação, Paulo!

    • Olá Lucas! De fato ambas as suspensões são muito boas. Obrigado pelo comentário incentivador. Um grande abraço! PK

  • Lucas dos Santos

    Os tons de azul dos carros atuais estão muito bonitos mesmo.

    E pensar que, nos anos 80, o belo “Azul Los Angeles” do Voyage teve baixa aceitação no mercado…

    http://www.autodiario.com.br/files/images/tb_ampliafe_104voyagelosangeles1_280307014033.preview.jpg

    • Lucas, realmente no passado o azul nunca foi muito bem aceito. Mas esse ano praticamente o azul esteve presente em todos os lançamentos.

      • Ilbirs

        Destaque também para o retorno dos azuis sóbrios, que acabam tendo mais aceitação. Lembra-se da primeira leva do CLA aqui vendida, que vinha em um azul metálico que lembrava o da linha GM nos anos 1980?

        http://www.monzaclube.com/passeios_aparecida/aparecida_0083.jpg

        http://s2.glbimg.com/0vzWlT_NesB4RsBKXQRsTEBLgvc=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2014/01/23/mun_9828.jpg

        https://i1.ytimg.com/vi/kH1Rb5XLn-U/hqdefault.jpg

        Pode ser que tenhamos ficado muito tempo na base do preto-prata-branco porque alguma mente fértil nos fabricantes achou que as pessoas que quisessem outra cor para seus carros só o desejassem nas tonalidades mais escandalosas, sendo que sabemos muito bem que muitos carros azuis eram vendidos no passado justamente por usarem uma tonalidade sóbria que caía bem em qualquer carroceria, sejam aquelas com linhas ousadas ou mais conservadoras.
        Como bem sabemos, as pessoas gostam de outras cores que não aquelas do espectro entre preto e branco, mas pendem mais para a sobriedade. Como sabemos bem, a quantidade de Chevrolets azuis metálicos dos anos 1980 foi bem grande, justamente por causa da tonalidade sóbria que a marca adotava e que se casava bem com qualquer modelo da marca, independente da idade do projeto.

        • Domingos

          A Toyota lançou desde o Etios até a Hilux opções de azul marinho em toda a linha 2015. Eu comprei um assim e estou gostando muito.
          É muito bom ver o retorno de mais opções de cores e, principalmente, ver umas muito bonitas e sendo aceitas em bom número.
          A propósito, essa cor do Monza quando ele está em bom estado e sem estar “queimado” é realmente muito bonita e deixa o carro lindo – especialmente a traseira. Alguns SL/E saíram com ela, além dos Classic, ou estou enganado?

          • Antônio do Sul

            Domingos, esse azul clarinho saiu no SL/E, sim. Uma tia minha teve um, duas portas, ano-modelo 1989, motor 2,0.

          • Domingos

            Eu estava lembrando de ter visto recentemente um 4-portas e com as lanternas e rodas do SL/E, mas não tinha certeza desses detalhes. Obrigado por confirmar que existia!!

          • Ilbirs

            Essa cor era comum na Chevrolet daqueles tempos e também era vista em Monzas que não Classic e na linha Opala. Foi um dos tons de azul mais populares da marca.

          • Domingos

            Opala já dos Commodoro/Diplomata, não? Dos antigos não lembro de ter visto, mas bem lembrado sobre os mais recentes. Tinha mesmo, já vi alguns!

  • Interessante seu relato Marco. Obrigado pelo comentário. Abraço, PK

  • Caro Roberto, bacana seu relato! Desenho é uma questão muito pessoal. Para agradar a maioria os carros acabam todos ficando muito parecidos e usando os mesmos truques. Quanto ao isolamento é o terceiro comentário que leio apontando isso como ponto negativo da geração anterior. No caso dessa nova geração a Renault resolveu isso. Abraço, PK

    • Roberto Mazza

      Paulo, o trabalho de vocês está sensacional, e as fotos muito boas!!! (palpite de quem já foi fotógrafo profissionalmente). Parabéns pelo capricho. A foto do Arnaldo foi a melhor, hehehe.

  • Bera, eu também! Abraço, PK.

  • Robson, é mais uma questão de conseguir encaixar na nossa agenda pois sempre estamos com algum carro de teste. Logo logo a gente consegue um! Abraço. PK

  • Claudio, obrigado pelo comentário. Realmente as fábricas fazem carros para a massa e os autoentusiastas verdadeiros não são a maioria. Abraço, PK.

  • Netoviski, não há elogios ao motor e sim uma reflexão sobre sua adequação ao uso mais tranquilo da maioria das pessoas. Veja esse pedaço do texto: “Um dos pontos que eu tenho alguma ressalva nos dois modelos é o motor. Em termos de números e comparativos com os principais concorrentes ele vai bem. Trata-se de um 1,6-L de oito válvulas de 98 (G)/106 cv (A) que, de fato, atende bem ao uso cotidiano, mas, como o Bob disse, não tem o brilho do extinto 16-válvulas de 107/112 cv.”
    Abraço, PK

  • ccn1410, realmente não é possível agradar a todos. Abraço, PK

  • TwinSpark, estou com um Rallye agora. Já testamos aqui no site também. Logo faço um vídeo com as impressões.

    • Lucas dos Santos

      Legal. Mais um carro bom de ser testado em vias com pavimento irregular e lombadas – algo “difícil” de se encontrar no Brasil. Não deixe de filmá-lo nessas condições!

  • Gustavo75

    Dirigi um Sandero Stepway 2015 manual, o motor é o ponto mais fraco da versão, foi decepcionante na minha opinião. Carro pesado, rodas 16 com pneus 205 mm…..o motor ficou subdimensionado. Fraco! Chocho! O desempenho do up! e Ka 1.0 deve ser no mínimo semelhante ou até superior. Lamentável, pois o carro ficou muito bonito.

  • João Guilherme Tuhu

    Já eu gostei do Stepway. Só que muita gente diz que ele anda menos…

    • Pimentel

      Anda consideravelmente menos. Para ter uma noção, a versão convencional fez 0-100 em 11,7s, no teste profissional do Carplace, ante 13,3s do Stepway.

      O peso extra, pneus mais largos e pior coeficiente aerodinâmico foram suficientes para fazer esse velho 8v sofrer ainda mais nas acelerações. Um moderno 1.0, como o do Novo Ka, por exemplo, dá uma canseira nesse Stepway.

      • João Guilherme Tuhu

        Concordo em parte. Se estiver carregado, o 12V sofre, pois aí conta o torque.

  • João Guilherme Tuhu

    Excelente avaliação. Gostaria apenas de acrescentar como essa discussão dos cabeçotes multiválvulas, na minha opinião ficou exagerada. Claro que o K4M é melhor; conheço bem os dois e digo: o atual K7M ficou muito próximo. Ninguém vai dar pau toda hora – as estradas do Brasil não deixam. A diferença de desempenho em baixas rotações – embora ainda superior no K4M – é mínima.

    Por outro lado, cismaram por aí que o Stepway anda menos que o ‘civil’. Ora, a relação de transmissão é a mesma; os pneus, apesar de mais largos, têm praticamente a mesma circunferência; o ‘aventureiro’ é 75 quilos mais pesado – aí sim, pode haver alguma diferença. Mas mercadologicamente, o Stepway é muito mais valorizado: sua cotação de usado supera largamente os demais Sanderos.

    • Ilbirs

      Acrescente-se aí também a piora aerodinâmica gerada pelos 19 cm de altura livre do solo.

    • Domingos

      Em alta a diferença é bem grande e há de se considerar que o K4M com as mesmas modificações do novo K7M o deixaria muito para trás em qualquer situação.
      Onde existem muitas ladeiras a falta de uma alta forte atrapalha mesmo numa condução calma. Sempre por isso preferi um carro não muito cheio em baixa, como a maioria no nosso mercado, mas que em alta não morresse.
      Dessa forma não se passa sufoco justo nas situações mais apertadas – ladeiras, ultrapassagens e diversão ;).

      • João Guilherme Tuhu

        Realmente, o K7M em alta corta o tesão. É ‘torcudo’, com 80 mm de curso de pistão, ‘áspero’, como se diz atualmente, vibrando como arquibancada de estádio. Mas dá pro gasto. E o K4M poderia chegar a uns 16,5 kgmf de torque, e uns 125 pôneis.

        • Domingos

          Apesar disso, surpreendentemente a parte de baixo do K4M é exatamente a mesma do K7M, incluindo o curso e relação total meio ruins (0,32 +/-). Mas no 16V o funcionamento da parte de cima é tão liso e bom, especialmente pelas alavancas roletadas, que parece outro motor bem mais balanceado.
          E sim, chegaria talvez a uns 17 de torque (o 16V já chegava a 16 na versão flex do Clio/Mégane/Scénic) e 125 cv.
          Mas tem o motor do March que é mais leve, bebe menos, tem menos itens de manutenção e provavelmente chegaria aos seus 130 cv com taxa aumentada.
          Depende do preço que sairia a brincadeira para a fábrica também…

    • Pimentel

      A diferença é bem notável, segundo testes profissionais, a ponto do 1.6 com gasolina andar atrás de 1.0, no teste da revista automobilística mais famosa do Brasil, onde o 0-100 foi feito em 16s. O Stepway tem pneus mais largos que a versão convencional, tem maior peso e um coeficiente aerodinâmico muito pior. O resultado é que o motor velho e ultrapassado acaba sofrendo demais para levar o carrinho. Poderiam colocar um moderno 16v em seu lugar, pois do jeito que está o seu desempenho fica semelhante ao de carros 1.0, mas o preço é de carro 1.6.

      • João Guilherme Tuhu

        A revista mais famosa do Brasil já publicou tanta bobagem, meu caro… Só posso dizer que nenhum 1.0 não turbinado andou perto dos meus Dacia…

        • Pimentel

          O teste é de desempenho é conduzido por profissional qualificado e totalmente objetivo. As bobagens sempre existirão, em qualquer meio de comunicação.

          Já dirigi esse 8v da Renault e não é segredo para ninguém que anda pouco, especialmente em alta. Os tempos são outros, antigamente nenhum 1.0 não turbinado conseguiria andar nem perto desse 8v, mas hoje em dia esses motores 1.0 mais modernos e giradores dão uma canseira nesses 8v antiquados e que “morrem” em alta. A versão convencional, quando abastecida com etanol, realmente anda consideravelmente à frente dos 1.0 modernos, especialmente na cidade, mas a “aventureira”(mais pesada, pneus mais largos, pior coeficiente aerodinâmico) acaba exigindo demais do velho 8v, que já está fazendo hora extra aqui no Brasil. Não que o desempenho seja insuficiente para um uso normal, mas o problema é que pelo preço o carro deveria oferecer um conjunto mecânico mais coerente. Esse motor se acaba em alta. E o pior é que com gasolina, combustível mais vantajoso na maior parte do Brasil, a perda de desempenho é notável.

          • João Guilherme Tuhu

            É vero. Depois que refizeram o K7M, com taxa de compressão para etanol, o desempenho com gasolina é realmente inferior. Mas ainda o prefiro em relação a qualquer ‘mil’. E não é só isso. Os Dacia mereciam um acabamento melhor.

          • Domingos

            Fico um pouco com o pé atrás também com esses testes. Até alguns anos tinha revista que não sabia dirigir carro 16v e os números divulgados eram ruins, sendo que na prática todo mundo sabia que tal carro acelerava mais que os outros que ele perdeu no teste.
            O caso do Stepway já é mais atípico, pelos pneus enormes e o peso. Mas acho difícil um carro normal conseguir levar 16 segundos para os 100 km/h hoje em dia.

          • Marco Schneider

            Tem um canal no YouTube que calcula o 0-100 dos carros com aqueles aparelhos precisos. O novo Uno Sporting levou 16s, o up! i-Motion 18 s… Mas sinceramente, acho difícil que esse Sandero 1,6 leve mais que 13 segundos (sem estar carregado e com álcool).

      • João Guilherme Tuhu

        E há outro detalhe a ser considerado: poucas publicações informam a quilometragem dos veículos testados – o que muitas vezes é crucial na avaliação.

  • João Carlos

    Agora só falta a avaliação do Bob com o Easy’R, para ver se ele repete os bons acertos que ele comprovou nos Fiat e VW últimos.

  • Já dirigi esse carro com câmbio automatizado. Não sei se é porque eu tenho um automático de verdade, mas detestei. As trocas de marchas são bem perceptíveis e dão bastante tranco, igual aos outros automatizados monoembreagem. O modo manual e bem melhor, e até dá para engolir.

    Quanto ao motor 16v, sem sentido, não? O 1.6 16v anda igualzinho na cidade, é muito melhor na estrada e gasta a mesma coisa. Sem sentido.

    • $2354837

      Custo de produção. O 8v tem menos peças, é mais barato de produzir e montar. Enquanto comprarem o 8v sem reclamar esqueça o 16v.

  • João Guilherme Tuhu

    Ah, e ainda não lembraram que está no forno a versão 2.0 (F4R) do Sandero. Já estou com a barraca na porta da concessionária na data do lançamento….

    • Ilbirs

      Eu estou botando uma fé nesse carro, ainda mais que irá custar menos de R$ 60 mil, pelo que dizem. Pode ser que o Sandero torne-se um mata-Fit dos bons, pois além de você levar para casa um motor mais forte por preço parecido, leva também bom espaço interno e aquele acabamento simples, mas de boa qualidade, característico dos modelos de projeto Dacia.
      Não acho que vá ser problema adaptar esse motor no Sandero, uma vez que a plataforma B da Renault-Nissan já usa esse motor no Duster, bastando transferir boa parte dos acertos para o modelo menor.
      O que eu acharia mais legal de ocorrer seria se a Renault conseguisse montar não o 2.0 do Duster, mas o 2.0 de origem Nissan do Fluence, pois aí seria uma unidade mais refinada e com menos manutenção (entenda-se aí ausência de correia dentada, por exemplo).

      Ainda assim vai ser um foguetinho a preço baixo e, beneficiado pelo menor peso de um Sandero em comparação a um Duster, bem como a melhor aerodinâmica, é capaz de não só poder ficar longos períodos em sexta marcha como também se tornar uma unidade razoavelmente econômica.

      • Domingos

        Seria um Clio RS romeno e brasileiro. Se a Renault Sport meter a mão para acertar a suspensão, pode dar adeus a qualquer coisa que não seja de um Golf GTI dos novos para cima.

      • João Guilherme Tuhu

        O preço bom ficaria em torno de 55 cubanos. E aí vão reclamar que o F4R é velho… Essa cultura da obsolescência programada é danada…

      • Fat Jack

        Eu não apostaria nesse valor, a Renault já está cobrando $52k pelo Logan “Top”, com o K7M!

  • João Guilherme Tuhu

    Ah, somente um detalhe: na ficha técnica constam os pneus 195/60 16 – agora são 205/55 16.

    • João Guilherme Tuhu

      Aliás, na porta dos Logan/Sandero constam as duas medidas de pneus: 185/65 15 e 205/55 16. Não seria mais coerente colocar no Stepway a medida 195/55 16? Diminuiria bem o arrasto e igualaria a relação de transmissão… Fica a sugestão aos proprietários.

  • Lucas dos Santos

    Esqueci de comentar: O que será que os motoristas dos demais carros pensaram ao ver o Paulo piscando a seta de um lado para outro aos 11min42s do vídeo do Stepway, enquanto parado no semáforo? Não devem ter entendido nada, hahahaha!!!

  • Domingos

    O Cross do Etios na cor laranja eu acho um carro tão esquisito e feioso que acaba até sendo bonito.
    O laranja ressalta uns traços quadrados do Etios que até que são bacanas.
    Mas o preço alto afasta… A Toyota poderia tomar mercado dos Cross e da vontade da população em geral em ter um carro “aventureiro” fazendo ele sobre a versão X ou XS, cobrando uns 42 mil Reais. Venderia bem.
    Fazer sobre a XLS, já bem cara para o porte/categoria e o que o carro oferece, faz o preço em 50 mil acabar com a vontade de ter um laranja.

  • Domingos

    Tive dois desses Clios e que saudade… Apenas odiava a dianteira pesada, ruim de entrada e assassina nas saídas de frente violentas. Também comia um pneu dianteiro como nada por esse motivo.
    O motor dele pesava quase o mesmo que o 2.0 16V num carro pequeno e ainda assim usaram um acerto bem macio (quase tão macio quanto um sedã médio normal) e alto do chão.
    O Astra 2.0 Flex andava o mesmo que ele, sendo melhor em velocidades mais altas. O 16V tinha toda uma alegria diferente e realmente poucos 8v fazem o mesmo trabalho, mas o Astra era um deles.
    Já o 2.0 apenas gasolina realmente deixava clara a disparidade de tecnologia e rendimento entre um motor bem antigo e comum e um mais novo e com muitos recursos que melhoram desempenho e comportamento.
    Se o Sandero ganhar a versão RS, acho que a Renault se redime de ter mantido o 1.6 8v apenas. O 1.6 16v no Sandero foi bem amansado e não rendia muito bem, o 1.6 8v faz um ótimo papel para um motor econômico e que apenas atende a um carro bem racional.
    E se lançarem com o 2.0 e por menos de 50 mil, vou ter que estudar trocar de carro novamente!

  • Domingos

    O motor do March é esplêndido. Uma pena a Renault não unificar de vez as linhas de motor e câmbio com a Nissan.
    Com as relações de marcha certa, um Sandero com motor do March ia andar a mesma coisa (ou seja, muito) e beber pouco devido aos variadores duplos.
    Com as relações de carro 1.0 ele já bebe pouco no March!

  • Domingos

    O que era ruim mesmo na primeira geração era o cinto traseiro que raspava no pescoço. Aquilo incomodava a ponto de machucar.
    O isolamento não era dos melhores mesmo, mas acho que hoje a maioria dos carros até 40 ou 50 mil estão até piores…

  • Comentarista

    Esse Stepway ficou muito bacana. Já vi um ao vivo desse marrom.

  • Pimentel

    Infelizmente é totalmente possível, ainda mais com gasolina, motorização antiquada, peso elevado, coeficiente aerodinâmico ruim e pneus largos. Lembrando que o teste é feito com aparelho adequado para fazer a medição de velocidade real, pois se fosse no velocímetro certamente o tempo seria bem menor.

  • Fórmula Finesse

    ” Concluo que a grande maioria se satisfaz bem com um desempenho mais normal, onde mais ou menos todos os carros ficam. Mas quando as pessoas dirigem algo com “mais pegada”, com respostas do acelerador um pouco mais vigorosas, sempre sorriem e percebem a diferença. Esse tipo de sensação é um pouco intangível e muito difícil de atribuir um valor que seria adicionado ao preço do carro para compensar o maior custo.”
    Perfect!
    FF

  • Leonardo Mendes

    Nunca fui muito fã do Stepway na geração anterior… parecia um tênis de corrida com suspensão de Jeep – mas o atual ficou realmente muito bonito.

    Um desavisado, mas daqueles desavisados MESMO, juraria que é um SUV compacto.

  • Angela

    Pessoal, sou iniciante, estou decidindo a compra do carro, poderiam me ajudar? Qual a altura do Stepway? Na ficha técnica do site é indicada 1.536 mm, mas tenho a impressão de que ele é mais alto, como foi colocado na matéria.
    Um carro mais alto tem menos ou mais estabilidade?
    Será que controles de tração e estabilidade fazem muita falta?
    Também estou preocupada com a falta do marcador de temperatura do motor.
    Dirigi por um mês o Fox Highline, 1.6, 16v. Dava uma impressão que o carro deslizava mesmo. Vou sentir muita diferença nesse Stepway? Meu irmão dirigi um CrossFox 2014, 1.6, 8v. e acha satisfatório.
    Obrigada.

  • Helder Vasconcelos

    PK esse pneu que consta na descrição do Stepway, acho que é o da ficha técnica da versão anterior, o atual vem com Turanza, esse Cross Contact ao meu vem seria uma escolha melhor, para ganhar um grip extra fora do asfalto e já estava na linha de produção deles, me confirma isso e se tiver falado besteira, me corrige.