DSC09516  RENAULT LOGAN DYNAMIQUE COM CÂMBIO EASY’R, NO USO DSC09516

A Renault demorou mais que as concorrentes para lançar seu câmbio robotizado. Em compensação, na minha opinião, o Easy’R chegou à frente dos outros com uma só embreagem. Vale lembrar que o robotizado da Ford (New Fiesta) é o único nacional que tem dupla embreagem nessa categoria. O câmbio é Renault e o sistema é da ZF. Suas trocas de marcha são as mais macias e praticamente não provoca as tais “cabeçadas”, as interrupções de potência.

Ao roboticamente iniciar a troca de marcha, o sistema do Easy’R age do seguinte modo: ao chegar ao momento da troca, ele começa a desacoplar a embreagem, mas nesse momento do desacoplamento ele não desacelera bruscamente, ele vai desacelerando aos poucos, então não há interrupção brusca da aceleração. Daí não vem a cabeçada para frente. Em seguida ele troca a marcha e vai acoplando a embreagem aos poucos, e esse acoplamento é coordenado com o comando do acelerador para que ele não acelere demais. Então, enquanto a embreagem vai sendo acoplada aos poucos, o giro também vai subindo aos poucos. Daí não vem a cabeçada para trás.

 

O Easy'R demorou, mas chegou bem feito  RENAULT LOGAN DYNAMIQUE COM CÂMBIO EASY’R, NO USO DSC09536

O Easy’R demorou, mas chegou bem feito

Bom, o que foi descrito é feito em instantes. Não é uma coisa lenta. Na verdade todo sistema de câmbio robotizado tenta imitar fielmente o que um bom motorista faz durante a troca de marcha, e este da Renault é o que, a meu ver, dentre os de monoembreagem, melhor o imita. O resultado é que o Easy’R troca marchas melhor que a grande maioria dos motoristas, mas ainda é superado pelos mais aprimorados. Sendo assim, esta maioria ficará plenamente satisfeita com o trabalho do Easy’R e a minoria mais aprimorada o achará suficientemente bom.

A utilização é simples. A alavanca tem dois canais longitudinais. Após a partida, que só é feita em N (neutro) e com o pedal do freio acionado, trazemos a alavanca para trás e estamos no D (drive). Tudo à frente é R (ré). Só isso. Não tem tecla S. Se o motorista quiser ditar o momento da troca de marcha, estando em D ele traz a alavanca para a esquerda. Ali, com um toque para trás sobe marcha e para frente reduz. O Bob não gosta dessa disposição, prefere o contrário. Para mim, tanto faz, pois acho que logo o motorista se acostuma com um ou outro. Ao menos eu logo me acostumo. Além disso, a vantagem dos câmbios robotizados, seja de uma ou duas embreagens, e dos automáticos epicíclicos, é que eles não aceitam marcha errada. Portanto, durante a fase de “treinamento” erros não trazem conseqüências danosas nem ao câmbio, nem ao motor.

 

Easy'R, do inglês easier, ou seja, mais fácil  RENAULT LOGAN DYNAMIQUE COM CÂMBIO EASY’R, NO USO Easy R 2

Easy’R, do inglês easier, ou seja, mais fácil

Não há borboletas atrás do volante. Quando comandamos manualmente reduções de marcha, há acertada aceleração interina e esta equaliza perfeitamente o giro com a marcha entrante, daí a redução acontece macia como deve ser.

Mesmo em Drive podemos facilmente comandar reduções de marcha. Basta frear, seguir freando, e concomitantemente à freada dar uma acionada rápida no acelerador — punta-tacco!. Assim, ele também reduz marcha sem precisarmos recorrer à alavanca.

Mesmo no modo manual o câmbio passa marcha acima assim que a rotação atinge 6.000 rpm. Fora isso, estando no modo manual ele aceita nossa ordem e mantém a marcha em que está, então, por exemplo, estando em 5ª marcha começamos a pegar um aclive razoavelmente forte. Dali a pouco a 5ª marcha passa a ficar inservível, mas mesmo assim ele a mantém. Ele só reduzirá se aceleramos bem fundo, sinal certo de que solicitamos uma retomada forte, daí ele pode reduzir uma ou mais marchas, dependendo da situação. Solução acertada, adequada, a meu ver.  

 

Agora o Logan pode se olhar no espelho com satisfação  RENAULT LOGAN DYNAMIQUE COM CÂMBIO EASY’R, NO USO DSC09523

Agora o Logan pode se olhar no espelho com satisfação

Ele tem creeping (avanço lento), ou seja, ele anda mesmo em marcha-lenta, lentamente. Então, ao colocarmos em D, ou R — que só terão entrado se o carro estiver freado —, tiramos o pé do freio e após aproximadamente 1 segundo, mesmo sem aceleramos ele começa a se mover. Isso é bom. Facilita nas manobras de garagem e no trânsito congestionado, “anda-e-pára”. Parado e com o freio acionado, seja o do pedal ou o de estacionamento, a embreagem fica desacoplada, portanto, nesse momento não há desgaste desta, o que é bom. Os da VW, Fox e up!, por exemplo, exigem que aceleremos um pouco para que a embreagem acople e o carro comece a se mover. Já o Dualogic Plus da Fiat também tem creeping.

Tal qual no câmbio manual, são cinco marchas. Houve alteração nas relações de marchas de modo a diminuir a diferença de giro entre a 1ª e a 2ª marcha. A 1ª foi mais alongada do que a 2ª o foi. Assim, com menor diferença entre elas, principalmente nessa velocidade crítica, baixa, quando o carro ainda está em aceleração e ainda não adquiriu suficiente inércia, esse menor degrau entre as marchas coopera para que haja maior suavidade na troca de marcha. Em 5ª marcha a 120 km/h o giro fica em 3.510 rpm, no câmbio manual fica em 3.500 rpm, ou seja, a relação final não se alterou mesmo tendo havido mudança na relação do diferencial, que passou de 4,36:1 para 4,50:1.

A tabela abaixo dá melhor idéia das alterações no câmbio em função da robotização:

 

ManualEasy’R
 MarchaDif.Rel. finalv/1000 MarchaDif.Rel. finalv/1000
3,734,3616,37,03,554,5016,07,1
2,054,368,912,82,244,5010,111,2
1,324,365,819,61,464,506,617,2
0,974,364,227,10,974,504,425,8
0,764,363,334,50,744,503,334,5

 

Excelente posi  RENAULT LOGAN DYNAMIQUE COM CÂMBIO EASY’R, NO USO 20150125 125633

Boa posição para dirigir

O Easy’R funciona bem no trânsito. Praticamente não fica indeciso, não “pára pra pensar”, e toma logo a decisão correta. E vai bem na estrada, o motorista querendo uma tocada mais rápida, ele muda para o modo manual e este o obedecerá com bastante fidelidade.

Bom, agora falando do carro. Já fizemos testes com o novo Logan Expression, mas vale dizer que um de seus pontos de destaque está na maciez da suspensão, sem ser mole. Ele encara asfalto ruim como se nada fosse. A suspensão anula bastante a imperfeição do piso e se mostra também robusta e silenciosa.

 

O motor 1,6-l está econômico e elástico  RENAULT LOGAN DYNAMIQUE COM CÂMBIO EASY’R, NO USO DSC09543

O motor 1,6-l está econômico e elástico

O motor Hi-Power mostrou que está bem econômico. Com o “combustível completão”, o álcool, na cidade fez entre 8 e 9 km/l, dependendo do trânsito, e na estrada, em cruzeiro de 120 km/h, ele fez 11 km/l. O desempenho é plenamente suficiente para a proposta. É bastante elástico; o pico do torque vem em giro bem baixo. São 106 cv a 5.250 rpm e 15,5 m·kgf a 2.850 rpm, quando com o álcool, e  98 cv e 14,5 m·kgf às mesmas rotações, com gasolina. O motor me pareceu mais silencioso do que era. Ou ele está mais suave e silencioso mesmo, ou ele foi melhor suavizado e silenciado, com melhores coxins e mantas fonoabsorventes. De qualquer modo o resultado foi bom, pois o carro roda em silêncio. Viaja bem e com tranqüilidade. Carro firme na estrada, bancos confortáveis de boa espuma e ergonomia. Só falta regulagem de distância do volante, que só tem de altura.

 

Mostradores cuja leitura deixa a desejar quando as luzes estão desligadas durante o dia  RENAULT LOGAN DYNAMIQUE COM CÂMBIO EASY’R, NO USO DSC09541

Mostradores cuja leitura deixa a desejar quando as luzes estão desligadas durante o dia

Pedais de ação gradativa, nada brusca. Volante que não é leve demais, como gosto, que nos conecta ao carro. Bom espaço no banco traseiro, bom volume do porta-malas. Muitos recursos, tais como controle de velocidade máxima e controle de velocidade de cruzeiro, GPS, tela tátil multimídia, ar-condicionado automático, sensor de ré e outras amenidades. Acabamento bom, mas não requintado. Mas os mostradores de velocidade e giro do motor são de difícil leitura, principalmente de dia, com luzes desligadas, e com visual poluído.

 

Bom porta-malas   RENAULT LOGAN DYNAMIQUE COM CÂMBIO EASY’R, NO USO DSC09569

Amplo porta-malas com 519 litros de capacidade

Um bom carro — que agora vem com a conveniência de passarmos a ele o trabalho das trocas de marchas — para quem quer um carro familiar. Um confortável sedã com várias recursos para tornar o nosso dia-a-dia mais ameno. Preço: R$ 52.580.

AK

Fotos: autor e Paulo Keller / Vídeo: Paulo Keller

 

 

FICHA TÉCNICA NOVO LOGAN DYNAMIQUE COM CÂMBIO EASY’R
 
MOTOR
Tipo4 tempos, 4 cilindros transversais em linha, comando de válvulas no cabeçote, correia dentada, atuação indireta sem compensação hidráulica de folga, duas válvulas por cilindro, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio, flex
Cilindrada1.598 cm³
Diâmetro x curso79,5 x 80,5 mm
Taxa de compressão12:1
Potência98 cv (G) e 106 cv (A) a 5.250 rpm
Torque14,5 m·kgf (G) e 15,5 m·kgf (A) a 2.850 rpm
Formação de misturaInjeção eletrônica seqüencial
CombustívelGasolina E25 e/ou álcool hidratado
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo dianteiro robotizado de 5 marchas, comando elétrico
Relações das marchas1ª 3,55:1. 2ª 2,24:1; 3ª 1,46:1; 4ª 0,97:1; 5ª 0,74:1; ré 3,55:1
Relação do diferencial4,50:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência hidráulica, diâmetro de giro 10,6 m
Voltas entre batentes3,4
FREIOS
DianteirosA disco ventilado de Ø 259 mm
TraseirosA tambor de Ø 203 mm
Circuito hidráulicoDuplo em “X”
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio 5J x15
Pneus185/65R15
DIMENSÕES
Comprimento4.349 mm
Largura1.733 mm/1.994 mm com espelhos
Altura1.529 mm
Distância entre eixos2.635 mm
AERODINÂMICA
Cx0,34
Área frontal (calculada)2,12 m²
Área frontal corrigida0,72 m²
PESO E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha1.070 kg
Porta-malas510 litros
Tanque de combustível50 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h11,9 s (G) e 11,6 s (A)
Velocidade máxima178 km/h (G) e 180 km/h (A)
CONSUMO
CidadeNão informado
EstradaNão informado
CALCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª34,2 km/h
Rotação a 120 km/h em 5ª3.510 rpm
Rotação à velocidade máx. 5ª5.260 rpm
 
MANUTENÇÃO
Revisões/troca de óleoA cada 10.000 km
GARANTIA3 anos ou 100.000 km

 

(Atualizado em 31.01.14 às 16h45)

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

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  • Tarcisio Cerqueira

    AK essa frase resume o que são os automatizados monoembreagem e rebate a maioria das pessoas que falam mal, mesmo nas primeiras caixas surgidas anos atras: “O resultado é que o Easy’R troca marchas melhor que a grande maioria dos motoristas…”. Sempre disse isso a muita gente, desde o início da popularização dessas caixas… A única coisa que fico com o pé atrás ainda com elas é com a questão de confiabilidade, durabilidade e custos de reparação… Espero que essa da ZF melhore porquê a Magnetti Marelli que a VW e Fiat usam basta uma pesquisa rápida na net para ver que ainda estão bem atrás das epicíclicas em confiabilidade e apresentam custo de reparação muito elevado…

  • Rafael Sumiya Tavares

    Excelente Arnaldo!
    Fiquei muito feliz em ler essas ótimas características do sistema ZF para a Renault. Eu não acharia nem um pouco ruim se a Nissan utiliza-se o robotizado para automatizar o March, eu me sentiria mais satisfeito do que um câmbio CVT, mas a chance disso acontecer parece remota…

  • Orizon Jr

    Grande AK
    Gosto muito de ler seus textos. Vc tem uma grande virtude de deixar claro suas preferências e ao mesmo tempo comentar com bastante isenção sobre o modelo em teste.

    No caso do Logan eu sempre achei um carro tecnicamente correto. Todavia, o visual da geração anterior era, pra mim, desqualificante.

    Essa nova versão ficou bem bacana. E com esse câmbio automatizado parece que valorizou ainda mais o carro.

    Como está, eu teria um.

    Forte Abraço

  • Davi Reis

    Andei no Sandero Stepway Easy’R e o carro ficou muito bom mesmo, esses câmbios automatizados atingiram um ótimo grau de desenvolvimento. Dualogic Plus, Easy’R e o I-Motion no Fox Highline 16V ficaram todos ótimos, e naqueles momentos que você deixa se levar pelo carro, até parece um câmbio automático. Sinceramente, achei até mais suave que o câmbio automático de 5 marchas do Civic.

    Sobre o carro em si, achei uma ótima melhora. Andei apenas no Sandero Dynamique e Stepway, mas gostei muito do acerto de suspensão e do interior completamente novo. Mudaria pouca coisa no carro: trocaria o câmbio manual, colocaria um mais agradável (o atual tem bons engates, mas algo parece estranho nele) e botaria o motor 1.6 16V nas versões mais completas e como opcional nas outras. Até a direção, que muitos acham pesada, me agradou justamente por não ser muito leve. Mas compreendo essa crítica feita por alguns.

  • Mr. Car

    Pareceu muito bom, Keller, mas resolvi ficar com meu “velho” Logan por mais uns tempos. Apesar dos seus seis anos, tem apenas 23.500Km, muito novo, manutenção preventiva rigorosamente em dia, nunca deu um problema, e como pagam uma merreca nele, achei besteira trocar e ter que desembolsar uma boa grana sem real necessidade. Quem sabe daqui uns dois anos, he, he!

    • Guilherme Keimi Goto

      Mr. Car -se não for muito invasivo- você poderia falar o quanto a menos do preço de tabela te pagaram? E em qual cidade você tentou vendê-lo?
      Sempre achei que o Logan tivesse algum preço de revenda em relação à tabela tão bom quanto um Sandero

      • Mr. Car

        Sem problemas, Goto. Em concessionárias Nissan de grupos diferentes (três), me pagavam R$ 15.000,00 na troca por um New March SV 1.6. Particular (sem anunciar, foi oferta de um conhecido), R$ 18.000,00. O preço de tabela Fipe era R$ 22.000,00, embora já tenha ouvido que não se pratica os preços divulgados lá, é sempre menos.

        • João Guilherme Tuhu

          Com os trustes estabelecidos no comércio automobilístico, eles ditam o preço. E usado é o que mais tem. Infelizmente, nossos carros são tratados como lixo.

  • Comentarista

    Arnaldo
    Todos os carros com câmbio automatizado de única embreagem se comportam muito bem em estrada. Na cidade com o anda e para, saídas de lombadas, subidas e esquinas é que o bixo pega. Seria possível um teste na cidade, no trânsito do dia a dia? Se não for mais possível fazer esta avaliação no Logan, fica a dica para as próximas avaliações de carros com automatizados de única embreagem.

    • Comentarista, esse teste eu fiz. Só não o filmei. E aprovei, como digo no texto.

  • Marcelo R.

    Me deu vontade de experimentar um desses. Quando a Fiat lançou o Linea, andei em um com o câmbio Dualogic (a primeira versão dele) e não gostei. Esse câmbio Easy’R me parece bem melhor!

    AK, fiquei com uma dúvida: Esse detalhe cromado no pomo da alavanca do câmbio não gera reflexos indesejados (sob a luz do sol) que possam incomodar durante a condução???

    Um abraço!

    • Marcelo, não aconteceu dele refletir e me incomodar, mas também não gosto de coisas cromadas assim justamente por isso. Poderia, mas, por acaso não aconteceu ou não reparei.

  • CorsarioViajante

    Ainda assim, impossível esquecer que o anterior oferecia um automático convencional.
    Vale lembrar que o Prisma e Cobalt oferecem automático de seis marchas, e que Fiesta sedan oferece o powershift. Mas, se for lembrar que a proposta do Logan é ser um carro de baixo custo, realmente acaba fazendo sentido usar esta solução.

    • Domingos

      A Ferrari usava embreagem única nos automatizados como a 430 e até hoje a Lamborghini e outros usam esse esquema.
      É questão de programação e acerto mesmo. Não tem nada que impeça o sistema de ficar perfeito, embora menos suave que um automático comum ou um dupla embreagem.
      Num carro relativamente barato e leve como o Logan, sem motores potentes que compensem a perda maior de um AT convencional, acho bem válido.

      • Guilherme Keimi Goto

        Verdade Domingos, inclusive alguma matéria do Ae já mostrou um câmbio com conversor de torque da ZF fazendo um trabalho cuja diferença é insensível em relação aos dupla embreagem. Salvo engano foi algum modelo da própria Audi, típica utilizadora das duplas embreagens.

        • Domingos

          O RS 7? Sim… Porém aqui eu falo da relação dos automatizados monoembreagem em relação aos dupla.
          Mas é o mesmo exemplo. Ambas as construções podem atingir bons resultados, depende da proposta do carro qual aplicação é melhor.

      • Thales Sobral

        O F430 dá tranquinhos sim. É mais rápido que o I-Motion mas até o PowerShift é mais rápido que o câmbio dele.

        • Domingos

          Em aceleração a pleno o 430 dá soco realmente, não é bem tranco. Mas isso é normal em qualquer monoembreagem – falam que nos Aventador até dói nas costas as primeiras trocas.
          Andando normal é suave quase como num automático convencional.

  • Lipe

    Ótimo vídeo, como de costume!
    Pelo jeito esse câmbio é uma boa surpresa. Os automatizados de 1 embreagem só vêm melhorando.

    Surge uma dúvida: nunca experimentei os câmbios iMotion e Dualogic. Ambos também fazem a aceleração interina nas reduções?
    O Powershift da Ford, embora mais sofisticado (dupla embreagem), eu sei que não faz.

    Desde já agradeço.

    • Lorenzo Frigerio

      Essa é minha dúvida também, pois a aceleração interina deve ajudar muito mais os câmbios de embreagem simples a evitar trancos que os de dupla. Mas minha impressão sempre foi que só os de dupla a tinham. Arnaldo?

    • João Martini

      Fazem sim, Lipe.

  • Airton

    Arnaldo, eu tive uma Meriva Easytronic e para mim o problema maior, talvez o único, era quando eu fazia uma solicitação repentina de potência no exato momento em que o sistema estava desengatado, dentro do intervalo entre trocas de marcha. A rotação subia às alturas com o carro solto, sem tração. Era perigoso, como constatei uma vez, ao cruzar uma rua movimentada, pois me aproximei da esquina quase parado e quando tomei a decisão de acelerar rapidamente, o carro ficou ali, solto, com o motor em alta rotação, com outros carros vindo na minha direção, até que engatou uma marcha e andou, mas então haviam se passado décimos de segundos aterradores. Outro problema era realizar balizas em aclives, pois o sistema não entende que existe o desnível e o creeping e é difícil controlar o carro só no acelador. Por causa disso aprendi a frear com o pé esquerdo, hábito que mantenho, mesmo tendo partido de vez para os epicíclicos.
    Airton

    • Airton, esse é, como eu disse no texto, bem menos indeciso. Bem mais difícil de te colocar numa fria como a que você passou. Num caso como esse, sim, o epicíclico ainda é mais rápido que o Easy’R.

  • guest

    Dilema do comprador potencial: Logan 1.6 Easy-R ou Cobalt 1.8 AT6?
    Como leitor do Ae, privado de testes dos carros da GM, optaria pelo Logan…

    • Domingos

      Tenho um amigo com o Cobalt AT6 e é só elogios para o carro. Boa pergunta…

    • Lorenzo Frigerio

      O Cobalt com AT6 deve ser muito mais caro que esse Logan.

    • João Carlos

      É questão de gosto e prioridades: consumo, seguro, manutenção, prazer de guiar, etc. Para mim, carro de dois pedais ou é automático epicíclico (ou de pares de engrenagem, Honda) ou dupla embreagem. Esses senões dos monoembreagem não me agradam.

      • Z_H

        Acho que o binômio quanto se pode (ou se quer) gastar no carro e a quantidade de trânsito que se pega por dia também é relevante.
        Para trânsito pesado (e diário) eu acho melhor sempre o automático/automatizado (e no caso do segundo, seja com quantas embreagens forem, rs).

    • João Guilherme Tuhu

      Prefiro mil vezes o automático mesmo. Ainda torço o nariz para esses automatizados, evoluções à parte.

  • Cláudio P

    AK, fiquei curioso para conhecer esse câmbio Easy’R. Ainda não morri de amores pelos outros automatizados e se este é mesmo o melhor, quero conferir. Interessante a solução da programação do acelerador coordenado com o desacoplamento e acoplamento da embreagem, não desacelerando repentinamente e evitando as cabeçadas. Fiquei pensando, na avaliação do Sandero Stepway com câmbio manual o PK reclamou que, ao tirar o pé do acelerador, a rotação não caia imediatamente, inconveniente que desfavoreceu o freio motor. Será que a Renault fez uma programação única para o acelerador independente da opção de câmbio, mas atendendo mais as necessidade do Easy’R? Se for isso a Renault deveria rever a solução específica para o manual.

    • Claudio, nesse caso creio que não. As programações na certa são diferentes. A do manual é assim para emitir menos gases que podem torrar a Terra feito uma churrasqueira, dizem.

  • Rodrigo Costa

    Fiquei positivamente surpreso. Li em algumas revistas totalmente o oposto do que o Arnaldo MOSTROU no vídeo sobre a suavidade de funcionamento.

  • BlueGopher

    Gostei muito do “close sonoro” das mudanças de marcha.
    Uma boa escutada vale mais do que mil palavras.

    Faz tempo que eu queria sugerir isto, e sempre esquecia.
    Com esta novidade, não temos que ficar apurando os ouvidos para tentar escutar, por trás da voz do piloto, o que está acontecendo na vida real entre motor e transmissão.

  • Rogério

    Por que esse carro não é vendido na França??

    • Domingos

      O Sandero era vendido em quase toda a Europa ou em toda ela. O Logan se vê alguns, mas não sei se são de outros lugares.
      Em geral o mercado lá não aprecia sedans compactos. Embora o Logan não seja bem um compacto e nem o Sandero, na verdade.

  • Marco Antonio

    Arnaldo,

    Belo Post, ano passado fiz teste drive neste carro, e o vendedor me orientou a andar mais para que o cambio se adapta-se ao meu modo de dirigir, peguei trânsito congestionado na Av. JK em São Paulo depois entrei na Marginal Pinheiros, e realmente o cambio funcionou perfeitamente bem, senti a passagem de marcha só nos primeiros Kms, depois é muito suave mesmo. Achei que o carro realmente evolui bastante em todos os sentidos. Compro de olhos fechados.

    Abraço,

    Marco Antonio

  • Rogério Ferreira

    Logan é um carro honesto, espaçoso, linhas simples mas corretas e a suspensão é exemplo a ser seguido. O consumo aferido nessa versão 1,6 só demonstra que o 1.0 não vale a pena, gasta o mesmo, e é claro, possui desempenho incomparavelmente inferior. Está mais barato que o GrandSiena 1,6 com Dualogic Plus, apesar que pagar em torno 1000 reais a mais no Fiat, dá direito a um motor algo mais potente, apto a girar, (e sem preocupação com correia de sincronismo). Aliás em termos de motor 1,6 Logan e GrandSiena são contrapostos: enquanto um é vívido em baixa, e vai perdendo o pique quando o giro aumenta, o outro segue morno em baixa, e acorda a partir de 3000 rpm. Acho que GrandSiena, pode consumir algo a menos na estrada, pela aerodinâmica melhor, e pelas relações de marchas um pouco mais longa, mas o Logan deve dar o troco na cidade, pelo peso menor. Agora falando de aerodinâmica. Estranho é a Renault divulgar uma área frontal de 2,12 m2 para esse novo Logan, se o anterior era de 2,27 e as medidas básicas da carroceria foram mantidas, Como é que o Logan encolheu? O GrandSiena tem em torno de 2,20, e acredito que todos os “sedans crescidos” ( Versa, Cobalt, Etios Sedan), qualquer carro com largura em torno de 1,70 e altura próximo a 1.50, tenham area frontal de no mínimo 2,20 m2. Se estiver certo, o a area frontal corrigida do Logan seria de 0,76 (longe dos 0,72 divulgados) enquanto do Grand Siena gira em torno de 0,70.

    • Fernando

      E o mais interessante é o consumo, que pelos números exibidos o motor está muito melhor acertado.

      Esse motor 1,6L 8v(K7M) ficou por quase uma década sendo usado nos Logan e Sandero com má reputação por um consumo mediano, mas agora parece que acertaram a mão nele, mesmo que não seja igual o 1,6L 16V(K4M), tem consumo e desempenho bem melhores hoje.

      • Fernando, também me surpreendi com a melhora no consumo. Tanto que verifiquei com bastante cuidado. Melhorou, sim.

      • Domingos

        Na gasolina será que melhorou também?

      • João Guilherme Tuhu

        Melhorou muito o K7M ‘novo’. Após o amaciamento especialmente. E continuo dizendo: não deve tanto assim ao K4M.

  • Luiz_AG

    Ao contrário do Bob eu gosto do sistema “sobe marcha para trás desce para frente”. Mantem o sentido de rotação horário das motos e não luta contra a inércia.

    • Domingos

      Também aprecio esse modo. E, para a geração mais nova, em fliperamas ou vídeo-games costuma ser nessa mesma ordem e fica instintivo.

    • Lorenzo Frigerio

      Já eu sou da mesma opinião do Bob. Em câmbios automáticos clássicos o sentido é P-R-N-OD-D-2-1 (ou P-R-N-D-3-2-1), da frente para a traseira. Inclusive, no fim dos anos 60 e começo dos 70 a Chrysler tinha o famoso “slapstick shifter”, que era uma alavanca catracada que fazia as vezes de um “Tiptronic” primitivo, permitindo apenas uma redução/subida por vez, evitando erros danosos em corridas. Inverter isso só pode ser coisa de quem não tem tradição em câmbios automáticos, como os franceses (que aliás gostam de fazer tudo do jeito deles; reinventar a roda, se for preciso).

      • Domingos

        Mas pense bem, não é um automático padrão e é um carro feito para ser o primeiro automático de muita gente que nunca sequer dirigiu ou, muitas vezes, sequer entrou em um e viu como era.

        O tal PRNOD-3-2-1 é útil e bom em carros automáticos convencionais. Num automatizado, onde tudo é comando eletrônico, isso não faz sentido pleno.

        E muito menos é fácil para o motorista que nunca dirigiu um automático. Pode ver que só colocar a alavanca na “letra certa” é uma complicação.

        Assim, com básicamente 3 posições possíveis, sendo o modo manual bem destacado e à parte, melhora muito…

        Para quem está acostumado com automático tradicional que atrapalha pois não parece nem uma coisa nem outra e cada carro segue um padrão (os Fiats automatizados, por exemplo, que ficam no meio do caminho de imitarem um manual ou não).

      • Lucas dos Santos

        O “sobe marcha para trás” é apenas para imitar os câmbios sequenciais dos carros de corrida.

        Resta saber o que leva os carros de corrida a terem o câmbio dessa forma. Eu tenho alguns palpites, mas, como não tenho conhecimento sobre o assunto, são só… palpites!

    • Bob Sharp

      Se inércia contar nas trocas de marcha, fica difícil reduzir para 4ª e 2ª nos carros manuais…

      • Domingos

        Mas é mais fácil reduzir da 4ª para a 3ª pelo mesmo motivo, além de ser mais fácil a manobra ao contrário – passar direto da 2ª para a 4ª.

        Os coxins também sofrem com a inércia, sendo difícil achar algumas marchas no meio de uma curva por exemplo.

    • Roberto

      Eu me adaptei bem ao Dualogic (que usa esse mesma lógica), que me pareceu mais intuitivo também…
      Nunca dirigi carro com o I-Motion, mas acho que tudo é questão de costume..

    • Cristiano Reis

      Também prefiro assim… Ia comentar algo a respeito do outro modo mas acho melhor não…

    • Fat Jack

      Idem! Também prefiro desta forma…

    • agent008

      Questão de gosto mesmo. Tem quem prefira o estilo tradicional, tem quem prefira o estilo BMW. E quem não se importa com nenhum dos dois? É o meu caso, basta lembrar quando está em um carro com o comando “invertido”. Nunca dirigi um câmbio manual dog-leg, primeira marcha à esquerda e para trás, mas acredito que a diferença entre este e o manual convencioanl seja análoga a esta… E o que dizer dos câmbios “Autostick” Mercedes e Chrysler/Dodge/Jeep onde as mudanças são para os lados? E os câmbios Chevrolet e Ford com um reles “botãozinho” de +/- na alavanca? Nunca testei mas estou certo que o AK, ou o Bob sim, são práticos ou não?

  • João Carlos

    Ele tem aquele “degrau” no fim de curso do acelerador, para quando em modo manual só reduzir quando ultrapassado essa resistência?

    • João Carlos, confesso que não reparei. Se o tiver é pouco definido.

  • Roberto

    Neste automatizado da renault é possível fazer trocas de marcha manuais, enquanto o câmbio está na posição D, como é possível em outros automatizados (como por exemplo o dualogic)?

    • Roberto, não, não é possível. Tem que puxar a alavanca para a esquerda e daí, sim. Mas é rápido, bem rápido o movimento.

  • Sérgio

    Bela apresentação AK. Não entendi muito bem o trecho do texto so-
    bre a redução, mesmo em Drive, fazendo o Punta…. Abraços.

    • Sergio, é dar uma bombeada no acelerador enquanto estiver freando. Com isso ele reduz marcha imediatamente, como se fosse um punta-tacco.

      • Domingos

        Mesmo no modo automático?

        • Isso, Domingos, mesmo no automático, desde que você esteja freando.

          • Domingos

            Nunca tinha visto isso num automatizado, muito interessante!
            Legal ter testado isso.

  • Fernando

    Como sempre, excelente post e importantes percepções que o Arnaldo sempre faz.

    As fotos com outros objetos no porta-malas(e em outros casos nos outros porta-objetos também) sempre ajudam a ter uma idéia das dimensões.

    Sobre o Logan, vejo que atingiu um bom nível pois a Renault decididamente sabe fazer um carro interessante para este público de carro simples mas nem por isso frágil ou despojado demais.

    O creeping eu vejo como interessante, apesar de algum público que queira um carro que troque sozinho de marchas seja por dificuldades em dirigir e assim até dessa característica possa fazer mau uso, é por outro lado algo bom para quem não quer deixar de ter uma maior sensação de controle. Nisso a falta do creeping ou acelerador eletrônico com delay, caso de outros carros que já dirigi, fazem uma experiência um tanto pior.

    O nível que o Logan está hoje, com a suspensão, acessórios interessantes(sem bibelôs inúteis) e acabamento mais refinado, certamente vão se traduzir em maiores vendas.

    Agora Renault, trate de dar um fim digno ao Clio se é para dar fim nele. Que venha uma geração mais nova dele(de fato mais nova), sonhar não é proibido…

  • Mr. Car

    Off-topic, Keller: apesar dos apenas 23.500Km, troquei agora os kits de correias do Logan, por terem seis anos. Fiz bem, ou poderia ter economizado uma grana sem risco de surpresas, he, he?

    • Domigos

      Se gostas de manter bem o carro, fez bem em trocar. Coisa com o tempo gasta também e passa a ser loteria. Acho que o Logan recomenda a troca com 4 anos ou 60-80 mil KM, portanto com 6 anos já é bom trocar por preventivo sim.
      Para quem gosta de arriscar ou não liga muito, seria dinheiro jogado no lixo. Mas a chance de ter problemas ao passar, vamos supor, de 7 anos contra 4 da recomendação original é bem grande.

  • Davi, o comando do câmbio é a varão. Deve ser por isso que não o achou tão bom. Os a cabo costumam ser melhores.

    • Davi Reis

      Acho que não foi nem por isso, Arnaldo. Estou acostumado à um carro antigo com comandos por varão e não tenho nele a mesma sensação desse câmbio da Renault. Se não me engano, o câmbio da Ford também usa varões e é dos melhores do mercado.

  • Tarcísio, essas pesquisas na internet são que nem ler bula de remédio. Se ler, não toma, não compra. Não entre nessa paranóia.

    • Domingos

      Tem que ponderar. Esse é o segredo. Se algum defeito se mostra muito constante em certo modelo e isso incomoda (por exemplo, barulhos de acabamento ou de suspensão), é melhor evitar mesmo…

  • Orizon, o antigo era que nem ter mulher feia. Precisava explicar: – Olha, ela é feia, mas cozinha muito bem, cuida bem dos meus filhos, traz meu chinelo quando chego em casa, etc.

  • Domingos

    A direção hidráulica dos Renaults/Dacia que se originam em mecânicas Renault do começo dos anos 2000 (Clio em especial, do qual Sandero/Logan compartilham muito) são mesmo mais pesadas e com feedback muito bom.
    É algo que também me agrada. O câmbio meio estranho é dessa mesma origem/arquitetura.

  • Fórmula Finesse

    Desconsiderando as outras diferenças (preço, motor, construção etc); essa caixa é mais interessante de ser utilizada do que a CVT do City, AK?
    Ótima matéria; o Logan tá maturando legal!
    FF

  • FF, na matéria do City eu disse que o CVT é o primeiro que o autoentusiasta vai querer na cidade e o último na estrada. Acho que essa afirmação responde sua pergunta.

  • Lorenzo, todos os robotizados que dirigi fazem. Presumo que sim, que todos fazem.

  • João Guilherme Tuhu

    O Logan desvaloriza bem mais que o Sandero. E o Stepway valoriza bem mais queos outros Sanderos.

  • Bob Sharp

    Você colocou uma potente lupa nesse seu comentário, exagero total, desculpe. Absolutamente tanto faz, inércia sobre o braço não existe a esse ponto! E o que você diz de ser difícil de ser difícil achar algumas marchas no meio da curva, podia ser em alguns casos, não era regra, fora que com a chegada do comando por cabo isso acabou totalmente.

    • Domingos

      Sim, era exagerado. Porém não deixa de ser mais agradável fazer a mudança a favor da inércia do que contra ela.

      No braço, acho que só o carro sendo muito potente para sentir. Porém, em frenagens já se sente (e aí, a redução para cima passa a ser bem mais fácil).

      Quanto às curvas, sabe que nunca reparei na questão do cabo? Faz sentido, pela flexibilidade ajudar ao “não mudar” os engantes de lugar.

      No entanto, as 911 possuem um opcional onde os coxins de motor e câmbio lutam contra a inércia de forma a melhorar engates e comportamento do carro em curvas.

  • O do 430 é perfeito. Se ficasse dando socos não haveria embreagem que aguentasse.

  • Daniel S. de Araujo

    Ainda bem que algum fabricante teve a lucidez de usar um quadrante de marchas convencional para seus automatizados no lugar do confuso quadrante criado pela Fiat e a VW nos seus monoembreagens!

  • Bob Sharp

    Os coxins dinâmicos do 911, parte do opcional Chronos, destinam-se exclusivamente a limitar o movimento do conjunto motor-transmissão e sua influência nas curvas. Nada a ver com engates de marcha. E, certo, você acredita na inércia sobre os braços, então continue com ela.

    • Domingos

      Não é que ela é exagerada, Bob. No entanto, existe e é um detalhe interessante pensarem em certos comandos com isso em mente.
      Seria algo que refina o carro, porém está longe de ser necessidade. E, pelo visto, longe de ser unanimidade…

  • Avatar

    Arnaldo,
    Eu entendi no texto que há redução ao se fazer um “kick down”, mesmo estando em modo manual. Isso anularia o método “carga” de abrir bastante o acelerador em baixas rotações, certo?
    Nos Fiat, modo manual, é manual mesmo, ou seja, mesmo com acelerador a pleno não há redução a menos que o carro esteja caindo em marcha lenta. Apesar de ter dirigido vários, nunca fui proprietário de nenhum tipo de carro automático e minha opinião é que modo manual deve respeitar 100% dos comandos do motorista, seja mantendo a marcha alta com acelerador 100% aberto, seja cortando giro ao chegar no limite de rotação do motor. Nesse aspecto, a opção da Fiat é mais acertada na minha opinião. Se não quiser sequer prestar atenção em reduzir marcha para realizar uma ultrapassagem ou sair de um enrosco, deixe no automático mesmo…

  • Fat Jack

    Bela avaliação!
    O Logan vem ganhando espaço no mercado após a sua reestilização, mecanicamente se não empolga tão pouco decepciona.
    Eu experimentei um SpaceFox I-Motion e fiquei bem impressionado, pelo menos naquela unidade as trocas eram bem tranquilas (e não trancônicas) em ambos modos. Acho que a Renault deveria disponibilizar as “borboletas” ao volante, acho que o custo não é tão alto assim, havendo margem pra isso no preço praticado para esta versão. Por falar em custo certamente o Logan deixou de ser um carro barato, ou pelo menos busca consumidores mais emocionais (e endinheirados) e menos racionais que a versão anterior…

  • robson santos

    AK, e todos,

    a revista AutoEsporte detonou na avaliação desse Logan… chegando a não recomendar a compra, “falhas” ( soluços, atrasos na resposta etc.. )

    Será o modo de dirigir da avaliadora ? Ficou quanto tempo com o carro ?

    Citou: “..no, geral, o funcionamento da transmissão automatizada não agrada e traz falhas já sanadas por caixas automatizadas mais novas, como as que equipam os compactos VW up! e Fiat Uno.”

    ” Vale a compra?
    Não. Sem dúvida o pacote do Logan é interessante, mas a julgar pelas falhas do câmbio automatizado Easy’R que podem frustrar o consumidor em busca de mais conforto a bordo, o melhor é pagar um pouco mais e levar para casa, por exemplo, um Hyundai HB20S com um câmbio automático de verdade para casa.”

    Eu não dirigi esse carro, então o que vocês acham dessa avaliação ?

    • Robson, não estou entendendo direito o que quer com sua pergunta. A minha avaliação está aí, escrita. A dos outros é a dos outros e eles que respondam por elas. Eu respondo pela minha.

      • robson santos

        Está certo Arnaldo.

    • Domingos

      Isso são coisas que só o tempo deve responder. Lembro, por exemplo, que as famosas AL4 dos PSA eram perfeitas em alguns carros e imprestável em outros desde novas – dando muito tranco, falhando etc.
      O sistema do Easy’R é novo acredito e não deveria ser assim. Todas as gerações novas de automatizado meio que só passam a deixar algo a dever se comparadas a outras caixas automáticas normais que são muito boas (Hondamatic, VW 6 marchas etc.).

  • Ravelho

    Arnaldo, belo teste, me fez pensar seriamente em adquirir o Logan com o câmbio automatizado.

    Me tire uma dúvida, dirigi um Sandero do modelo anterior com o câmbio automático de 4 marchas antigo que também tem a opção de trocas manuais. Apesar de trocas lentas e com os solavancos, a coisa que mais me irritou foi que a baixa velocidade mantendo 3ª ou 4ª marchas, eu tentei reduzir para a marcha abaixo e ele foi direto para a 1ª. Senti que o câmbio reduzia para a marcha que combinava com aquela velocidade, no meu caso por volta de 25km/h, ele foi de 3ª para 1ª, sendo que eu queria engatar a 2ª.
    A pergunta é, este câmbio Easy-R, reduz a próxima marcha ou tenta fazer esse casamento de marcha ideal para a velocidade que o carro se encontra?

    Um grande abraço.

    • Ravelho, isso de reduzir direto para duas marchas abaixo acontece quando você acelera muito fundo, solicita praticamente tudo. Procure acelerar um pouco menos que ele entenderá que não precisa tanto. Na verdade essa é uma boa característica do câmbio, pois quando necessário extrai toda a potência do motor.

  • Orizon Jr

    Robson. Este teste da Autoesporte tá até um pouco confuso… olha isso:
    __________
    “Mas, sinceramente, do ponto de vista da agilidade, a tradicional transmissão manual é a melhor opção. Em nossos testes de pista, o Logan 1.6 manual acelerou de 0 a 100 km/h em 11,9 segundos contra os 12,6 s do modelo equipado com a caixa Easy’R. Nas retomadas, contudo, o maior número de marchas deixou o automatizado em vantagem, indo de 60 km/h a 100 km/h em 6,4 s, enquanto o sedã com câmbio manual realizou o mesmo feito em 10,2 segundos.”
    ___________

    Ué?! Tanto o manual como o automatizado tem cambio de 5 marchas. O que torna o texto incompreensível e incorreto, ao mencionar as retomadas.

    Eu confio mais na opiniao do AK. Não só por já conhecer o modo como ele avalia os carros, como também pelo vídeo do Logan rodando. A imagem diz tudo…

    Forte Abraço

    • Luis Felipe Carreira

      É exatamente por isso que o Autoentusiastas é minha fonte número 1. As outras revistas só servem para ver coisas menos importantes.

  • Carlos

    Excelente teste. Fiquei com uma dúvida. Como ele encara lombadas e valetas? Raspa no solo? Obrigado.

  • Rafael Lopes Das Chagas

    Nao entendi! esse é o unico site que fala nao ter trancos no cambio renault! eu achei um lixo! trancos horriveis e demora revoltante para o cambio decidir a marcha! sem duvidas um pessimo negocio

  • Rafael, acho que você entendeu bem. Achei o câmbio muito bom.

    • Rafael Lopes Das Chagas

      ande em um hyundai um dia!

  • Zenio Silva
    Vocês têm certeza de não estarem usando o câmbio indevidamente, tipo segurar o veículo numa subida acelerando para que não recue? Embreagem só superaquece se patinar, como nesse tipo de uso.

    • Zenio Silva

      Definitivamente temos usado o câmbio corretamente! Tanto e assim que o problema só começou a ocorrer depois dos 3000 quilômetros rodados! Fosse plausível essa sua hipótese teria ocorrido antes. Além disso,como deves saber a ocorrência desse superaquecimento está singelamente prevista num manual de referência rápida do Easy R. Sem outra recomendação que não seja a de desligar o motor e esperar…

      • Zenio Silva
        Desculpe, mas você não está dizendo a verdade. Embreagem só superaquece se patinar. E é claro que superaqueceu, é preciso deixar esfriar, por isso está no manual, pois se continuar a usar errado acaba destruindo a embreagem. O fato de só ter começado agora, depois de 3.000 km rodados é porque só agora a embreagem começou a ser submetida a algo para o que não feita, que é forçá-la a patinar.

  • Zenio Silva
    Vergonha é utilizar de maneira errada um automóvel e encobrir o não saber dirigir difamando o fabricante. Vá aprender a dirigir e a respeitar a máquina. Faça o favor de não aparecer mais por aqui. Nem tente, pois seu comentário irá diretamente para o lixo.

  • EDUARDO

    Adquiri um Sandero com este cambio e nao me arrependo, pelo contrario, estou gostando muito. O carro atende bem a sua proposta, troca de marchas suave e rápida. Porém ele é AUTOMATIZADO, sua condução é diferente do AUTOMATICO. E para efeitos de comparação possuo uma IX35 e cada um tem seu modo de condução, no AUTOMATICO você apenas sai acelerando e o carro faz o resto por você, no AUTOMATIZADO você tem que conduzir o carro de acordo com a marcha, se quiser reduzir marcha para efetuar uma ultrapassagem tem que dar a “bombada” no acelerador ele vai diminuir a marcha e assim você faz uma ultrapassagem como no manual, porém você se livra da embreagem.

    Conclusão: Vale a pena, Otimo CUSTO X BENEFICIO

  • Eduardo Augusto Ruas

    Depois de ler sua reportagem e ver o teste drive do carro no YouTube eu troquei hoje meu Logan 1,6 2014 com apenas 15.000 km por um Logan Dynamique 0-km com este câmbio. Fiz um teste drive e nos primeiros 10 a 15 minutos foi horrível, mas depois disto foi totalmente excelente. Até parece que durante o teste drive eu troquei o câmbio do carro por um quase automático. Estou agora só esperando chegar para entregar meu carro e sair com meu robotizado. Excelente review do carro e obrigado por me ajudar a fazer uma compra informada.

  • Gieze Karnoski

    Reportagem excelente! Já tinha feito um test-drive com esse modelo e fiquei com a mesma impressão. O câmbio é ótimo, infelizmente existe uma certa má vontade em algumas análises em outros locais em relação a esse modelo. Tenho um modelo 1,0 2012 com 34.000 km, não tive um problema sequer. Vale a compra.

  • Alencar,
    o “robô”, o acionamento, é elétrico.