Nissan 3cil  NISSAN ANUNCIA PRODUÇÃO DE MOTOR 1-L DE 3 CILINDROS EM RESENDE Nissan 3cil

Carlos Ghosn, executivo chefe da Nissan mundial e presidente da Aliança Renault-Nissan, apresenta o novo motor Nissan de 3 cilindros (foto Nissan)

A Nissan terá motor 1-L de três cilindros produzido na fábrica de motores do Complexo Industrial de Resende (RJ, foi o que anunciou hoje o presidente executivo da Nissan Motor Co. Ltd., Carlos Ghosn, em visita de trabalho à sede da fabricante no centro da cidade do Rio de Janeiro. Para isso o investimento da Nissan será de R$ 100 milhões. O três-cilindros será fabricado na mesma linha de produção do motor 1,6-litro de quatro cilindros que existe desde abril de ano passado. Hoje são 200 funcionários e já foram contratados mais 25.

O três-cilindros com bloco e cabeçote (de quatro válvulas) de alumínio é flex e desenvolve 77 cv e 10 m·kgf com gasolina ou álcool. Desenvolve 3 cv mais que o atual motor Renault de quatro cilindros usado no March 1-L mas o torque é o mesmo. Será aplicado ao New Nissan Versa que começa a ser fabricado este mês em Resende e estendido ao New March e March Active.

Ae/BS

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  • Lemming

    Mais do mesmo…
    Nada de turbo, compressor ou algo que o valha para aumentar potência e quem sabe melhorar o consumo ou aproveitamento do combustível…
    Estamos mesmo perdidos…

    • Ilbirs

      Nada impede que se use esse mesmo bloco para fazer o HR10DDT, que nada mais é do que a versão com injeção direta e turbocompressor dessa unidade. Dependendo da recepção do up! 1.0 TSI, poderíamos esperar um implemento rápido dessas tecnologias.

  • Candino

    No pesado Versa é desmoralizar o carro e aí até os de maior cilindradas deixarão de vender.
    Tem que deixar esse motor para o March ou para um novo carro pequeno e leve.

  • Rafael Sumiya Tavares

    A Nissan está de parabéns em adotar este motor. Parente do HR16DE (1,6L) este tricilíndrico tem todas as boas soluções do irmão maior, não me surpreende se conseguir o recorde de economia de combustível no segmento. Sou bem suspeito para elogiar, pois acabei de comprar um March 1,6L e tenho conseguido quase 19 km/L em percurso de rodovia, e ainda por cima um foguetinho quando tocado à moda!

    • Ilbirs

      19 km/l? Caramba, agora esse carrinho me interessou.

    • Marco Schneider

      Esse carrinho tem me surpreendido também. Consegui fazer 14 km/L de São até Atibaia, com álcool. No consumo instantâneo chegava a marcar por vez 16 km/L, realmente excelente consumo.

    • o_gaucho

      Também já fiz medição de até 20,5 km/l no computador de bordo do New March 1,6-L em viagem de 600 km, Mas ao abastecer vi que, na verdade, a média foi de 17,2 km/l. Ainda bom consumo, mas descobri que o computador de bordo mente o consumo médio em 16%, sempre. Estou com 9.000 km rodados e isto tem se confirmado em todos os abastecimentos, mesmo em postos e combustíveis diferentes, álcool, gasolina aditivada e Podium.

      • Rafael Sumiya Tavares

        Gaucho, infelizmente a precisão da bomba não é das melhores, os erros embutidos no cálculo podem ser consideráveis. A sua diferença de 16% pode ser explicada se vc sempre abastecer na mesma bomba. Estou no quarto tanque de gasolina V-Power, vou começar a fazer os cálculos à mão para comparar, mas ainda confio mais no computador de bordo!

        • o_gaucho

          Rafael, já tive CR-V e A3 Sportback por mais de 5 anos e sempre tive o hábito de confirmar o consumo medido com o da bomba, sempre zerando o hodômetro parcial a cada abastecimento e planilhando o consumo. Nos demais carros de fato nunca percebi grandes diferenças entre o C.B. e a bomba do posto, exceto em casos pontuais que aí sim pude atribuir ao posto. Sei que podem haver bombas “preparadas”, mas no caso do March, embora tenha meus postos preferenciais, já abasteci em postos e cidades diferentes e o computador de bordo sempre mente o consumo para cima e sempre na faixa dos 14 a 16%. Pode ser um problema específico da minha unidade, mas já confirmei isso também quando o número de litros da bomba bateu exatamente com o esperado, por exemplo com tanque andando apenas no “cheirinho” e a bomba parando no automático poucos mililitros antes dos 41 litros do tanque.
          Mesmo assim, considero o consumo do carro muito bom, mas depende muito do modo de condução. Após algumas tentativas de obter o melhor consumo, com a paciência e modo de condução de uma senhora de 90 anos, acabei num modo nem tanto ao céu, nem tanto à terra e tenho estabilizado numa média geral em torno de 12 km/l reais (em torno de 13,8 a 14 no C.B.), no meu percurso normal de 60% rodovia ou avenidas com pouco trânsito e o restante em trânsito mais pesado. Rodo bastante com o carrinho (cerca de 2500 km por mês) justamente pela sua economia.
          O Audi fica para os passeios ou quando preciso de um porta-malas.

  • Ilbirs

    Esse motor é basicamente o 1.2 do Micra/March básico no exterior com 0,2 l, 3 cv e 1,2 kgfm a menos. Pelo que vi a respeito, a Nissan teve um especial cuidado em contenção de vibrações em seu projeto (se considerarmos o quão pouco vibra o motor 2.0 da mesma marca e sem usar qualquer eixo contrarrotativo, creio que teremos algo de funcionamento bem liso). Tenho a impressão de que resolveram aproveitar a característica da gasolina brasileira para obter mais potência, uma vez que é pouca coisa menos forte que a unidade monocombustível de maior cilindrada no exterior. Tenho cá minhas desconfianças com essa declaração de que a potência e o torque são iguais independentemente do combustível. Provavelmente teremos alguma surpresa com o etanol que a Nissan resolveu não avisar.
    Se estou correto, são as mesmas medidas do motor 1.0 do Twingo SCe 70: 72,2 mm de diâmetro e 81,3 mm de curso, significando aí que a unidade brasileira desenvolve 7 cv a mais que a de mesma capacidade fabricada na Europa. Essa unidade tem modularidades em relação ao 1.6 da mesma marca, ambos fazendo parte da família HR (provavelmente o nome-código dessa unidade 1.0 deve ser HR10DE), que pode ter três ou quatro cilindros, significando aí várias peças em comum.

    Apenas o que acho estranho é terem escolhido o Versa para
    estrear tal unidade. Um compacto esticado, que não é exatamente leve, provavelmente irá se arrastar nas ruas. Para um March ficaria muito adequado e, pelo que vi, a prioridade para essa unidade foi a de economizar combustível, o que pode significar a possibilidade de um March com tal unidade acabar sendo o recordista nacional de consumo, configurando-se aí um trunfo e tanto.

    • Domingos

      Pensava também que a gente estava se livrando do carro pesado com motor 1,0. Tudo bem que se pode esticar marcha e até mesmo há aqui no Ae quem defenda esse tipo de motor+carroceria, mas a rigor todo carro acima de 1.000 ou no máximo 1.050 kg com motor 1,0 aspirado é precariedade que só existe num mercado pobre de opções e com preço caro.
      Falar o contrário é acreditar nas “histórias” de quem, nos tempos de financiamento difícil, comprava carro com 20 ou 30 anos de uso “porque era melhor”.
      Em qualquer 1.0 se faz o compromisso entre torque/potência em baixa ou em alta, mesmo nos mais modernos. Não dá para ter as duas coisas juntas. Aqueles poucos muito avançados, como no Ka, conseguem um certo equilíbrio mas ainda assim é muito pouca potência em baixa para carregar um carro pesado sem apelar a marchas curtas e consumo igual a um motor maior.
      É um regresso do nosso mercado, provavelmente antecipando uma nova fase de financiamentos inacessíveis e poucas vendas. Vão começar a relançar os “Brasil-móveis”, com o máximo de versatilidade e tamanho para ser o único disponível para a família, e ao mesmo tempo só os itens básicos e um motor que faz o carro sair do lugar.
      Já passou da hora do governo tirar essa regulamentação imbecil de imposto para cilindrada e concentrar em consumo. Até porque a divisão entre 1.0 e o resto é feita por pura politicagem – ninguém tem um motivo técnico para isso.
      A cilindrada a ser adotada na época deveria ser 1.4 ou mesmo 1.6, muito mais condizente e ao mesmo tempo a cilindrada da enorme maioria dos carros de então. Fazer um motor 1.0 e um 1.4 ou 1.6 igual não custa quase nada a mais.
      Pura medida classista, bem aos moldes nossos da “américa latina do desespero”.

  • Ilbirs

    Uma pena que os carros da Nissan menores que o March são na realidade modelos de outras marcas com o logotipo do lado japonês da parceria com a Renault. Fossem puro-sangue, daria para imaginar essas unidades em Nissans como este, que é um Suzuki Alto de especificação mundial com outros logotipos:

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ef/Nissan_Pixo.jpg

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/61/Nissan_Pixo_20090809_rear.JPG

    Ou estes, que são modelos da Mitsubishi com logotipo circular cortado por um retângulo com o nome dentro:

    http://cdn3.automobilesreview.com/img/nissan-dayz-roox/nissan-dayz-roox-01.jpg

    http://www2.nissan.co.jp/IMAGES/DAYZ/ARCHIVE/LAYOUT/708_dl0000535156.jpg

    http://www.road339.com/wp-content/uploads/2012/11/Nissan-Moco-SA2-2011-1.jpg

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/08/Nissan_NV100_Clipper_Rio_G_High_roof.jpg

    Talvez a coisa mude se a Nissan transformar em veículo de série o Datsun redi-GO, isso se a tentativa de ressuscitar o nome antigo da marca no exterior der certo (vide as baixas vendas do Go na Índia e a situação toda sendo piorada pelo catastrófico crash-test recentemente feito):

    http://www.motorward.com/wp-content/images/2014/02/Datsun-redi-GO-2.jpg

    http://www.caradvice.com.au/wp-content/uploads/2014/02/Datsun-Redi-Go-Concept-23.jpg

    http://www.caradvice.com.au/wp-content/uploads/2014/02/Datsun-Redi-Go-Concept-19.jpg

    Pode ser que as baixas vendas do Go estejam fazendo o pessoal da Nissan reconsiderar a coisa, ainda mais quando veem que os indianos não estão mais aceitando carros com qualidade de construção e projeto tipicamente indianos. O redi-GO como conceito em si é válido e, se for vendido em padrão de construção ao menos parecido com o que a marca tem para os modelos produzidos no México (imaginando-se aqui que seja um nível parecido com o adotado para o Brasil), seria um osso duro de roer para o up!, ainda mais quando pensamos que esse subcompacto tem preços regulando com os do March nacional.

  • Edu Silva

    “…quase 19 km/L…”, hahahah ok..

    • leoayala

      Pelo que li, pode até ser verdade, pois o motor é bem moderno (para os nossos padrões, é claro!). Mas com essa nossa alcoolina, sei não…

      • Edu Silva

        Cara, pode ser na ladeira, na banguela, com vidro fechado e com motorista de 40 kg.. eu duvido…

        • lightness RS

          Então você usa o câmbio BEM errado amigo, MAS BEM MESMO.

  • Bob Sharp

    Domingos
    Se você souber de alguém que tenha comprado um carro “pesado” de motor 1-L só por estar sob a ameaça de uma arma de fogo, por favor me avise. Eu e outros leitores gostaríamos de saber, porque se trata de algo realmente grave e tem que ser denunciado.

    • Domingos

      Bob, ninguém compra com arma na cabeça mesmo. No entanto, nem sempre compramos aquilo que queremos.
      Em se tratando de sonhos maiores, até seria de se concordar que é um pouco demais esperar que sempre se realizem. Porém estamos falando de carros comuns, comprados com exigências mínimas que todos sabemos quais são (desempenho razoável, espaço, preço bom etc.)
      O problema da oferta de carros pesados com pouco motor é que no nosso caso não é só “mais uma escolha” – como é na Europa, que você compra um Punto com motor 1.2 GNV se quiser.
      Essas versões, aqui, servem para quando apertam os cintos ou querem ganhar um pouco mais do que o razoável. Elas acabam substituindo versões de entrada mais adequadas, por exemplo. Quando não, acabam por deixar as versões que deveriam ser as normais mais caras, por mera lógica de mercado.
      Se o 1.0 custa X, o 1.4 ou 1.6 terá de custar bem mais – tanto por valer mais quanto porque o 1.0 entrou em seu lugar com pouca redução no preço.
      No dia que um carro grande (sejamos sinceros…) como o Versa disponibilizar motor 1.0 como alternativa bem mais barata e que não encareça a 1.6, aí concordo com você. E completamente se não fizer o 0-100 em mais de 15 segundos.

    • Rogério Ferreira

      Sr Bob, desculpe-me O Domingos está certo… Não temos opções! Para que precisamos de sedã? Se não for para viajar, pegar estrada, de vez em quando, qual o sentido do volume a mais? E se quisermos um sedã que nos dê uma potência média, razoável, quanto temos que pagar? Não há mais nada abaixo dos 40 mil. Então não é questão de “arma na cabeça”. Por mais que o 1-L evolua, renda 80, 90 100 cv por litro, nenhum tem boa potência média abaixo dos 4.000 rpm… Num carro leve, como um Voyage ou um Classic, vai bem, qualquer carro que passe 1.000 Kg, a história é outra. (some ainda o peso dos ocupantes e bagagens). Se é possível andar razoavelmente bem? É claro! Mas esse negócio de ficar usando motor ao máximo a todo momento, reduzindo, pisando fundo… Faz o consumo ficar pior que um motor 1,6-L. Recentemente no BCWS, fizeram um comparativo entre o Ka, o up! e o Fox BlueMotion, e para o Ka, manter a velocidade na subida, tiveram que reduzir para 4ª. e pisar fundo, enquanto os demais não precisaram, devido ao menor peso. O resultado é que o Ford ficou em ultimo lugar em consumo!

    • Candino

      Olha, nas concessionárias é comum muitos vendedores que dizem ao possíveis compradores e que nada entendem de automóvel, que o motor “um ponto zero” é quase igual ao motor “um ponto seis”.
      Muitos se arrependem por ter acreditado no vendedor, mas depois da compra não tem volta.
      Pior mesmo é depois esses mesmos motoristas querer ultrapassar grandes jamantas com o carro cheio e não conseguir. Os jornais estão cheios dessas notícias.

  • Fabio

    Tá, mas computador de bordo não vale…

    • Domingos

      Depende do carro. Geralmente o computador de bordo é extremamente preciso, ficando em 3 a 5% do consumo fazendo o cálculo “tanque a tanque até o primeiro clique”.
      E como falaram aqui, acho que o Bob, essa “imprecisão” pode ser na verdade o computador de bordo calculando a média melhor que a própria bomba – que pode sofrer variações conforme a temperatura, ou você pode parar o carro um pouco inclinado etc.

    • CorsarioViajante

      Depende. Eu costumo comparar o que o computador de bordo indica com cálculos de bomba e no meu caso, VW, é bem fiel.

    • lightness RS

      Mais confiável que calcular pela bomba do posto, isso te garanto

  • Fat Jack

    No caso do Versa, é muito peso para pouco motor, e quanto a Nissan espera conseguir reduzir o preço dele com essa motorização?

    • lightness RS

      Pq o preço reduziria se o motor melhorou ? ou vai dizer que acha que piorou por perder um cilindro? o.O

  • CorsarioViajante

    Legal, é bom ver os motores evoluindo, mas no Versa realmente vai ficar uma droga.

  • Fat Jack

    Concordo com você em 2 pontos:
    – não teria um carro com essas características (ainda mais o Versa, que acredito ser bem pesado);
    – acho que deve haver uma forma mais inteligente de estabelecer tributação que simplesmente pelo “tamanho” do motor (vários países já abandonaram esta forma tributação).
    Não sei se a redução de preço que a Nissan pode conseguir com o uso desse motor vai justificar o “desconforto” do motor menor no uso rodoviário dele (a meu ver seu habitat natural) e também acho não ser este o problema no Versa (a falta de uma versão mais barata e 1.0) no mercado, e sim seu design, no mínimo “controverso”.

    • Domingos

      Exatamente, não entendo essa nova versão sendo que o atual é extremamente bem posicionado no mercado. O desing é controverso, no entanto até que bom por um veículo tão grande e com preço relativamente baixo. Uma frente melhor, coisa fácil de fazer, resolveria seu problema.

      Ajudaria ser menos arredondado por dentro também, não sei de onde tiraram essa temática (talvez de carros japoneses bem específicos) e ficou bem nada a ver.

      Se pensar em uma verdadeira redução de preço, algo como o carro competindo com um Voyage 1.0, aí passa a fazer sentido – embora acho uma tática meio arriscada e que o carro talvez fique ruim pelo peso.

      Já se tirarem os 2 mil reais e aumentarem a versão normal, aí poderia ficar só no papel mesmo…

  • Rogério Ferreira

    No Versa! com sua massa de 1.052 kg em ordem de marcha! Se bem que o motor novo deve ser uns quilinhos mais leve… mesmo assim! Não consigo aceitar carro com motor 1-L e esse peso todo… vai ser canseira em rodovia de pista simples. E se ficar reduzindo marchas, pisando fundo, exigindo tudo do motor, o excelente consumo será número fantasioso, praticamente impossível de ser alcançado e podendo até gastar mais que versão 1,6-L. Por outro lado, a boa aerodinâmica do sedã, deve favorecer velocidades de cruzeiro.. Será aquele típico sedã 1-L que vai bem até que o primeiro caminhão atrapalhe, ou que primeira rampa derrube o ritmo. Carro com mais de uma tonelada, tem que ter no mínimo uns 12 m·kgf de torque a partir de 2.500 rpm, para um desempenho aceitável (desculpe falar em torque, o certo seria potência média, mas fica mais fácil de compreender a idéia). E é certo que a Nissan, avessa a configurações de câmbio 4+E, fará o motor girar muito sem necessidade em ritmo de cruzeiro.

    • Candino

      Sei lá, mas esse motor vai desmoralizar o Versa.
      Terão fama de puxadores…

  • leoayala

    No New March até que seria/será legal. Mas no Versa…

  • $2354837

    E esse motor vai para Renault também?

  • Joel Gayeski

    O que fico triste é que essas versões tupiniquins são mais simples e sem turbo.

  • Bob Sharp

    Rogério
    Não há absolutamente nenhum problema em levar o motor a girar alto. Mas se a pessoa tem preguiça de usar o câmbio nem motor 1,4-litro resolve. E, repetindo, ninguém é obrigado a comprar coisa alguma, muito menos sedãs com motor 1-L. Não gostou? Não compre. Francamente, não sei por que tanta discussão em torno disso. A Nissan ou qualquer fabricante é livre para produzir o que quiser.

    • Domingos

      O problema é que isso obriga uma condução esportiva 100% do tempo. Isso, logo de cara, se traduz em consumo ruim – o que é um contra-senso num 1-L.
      Depois existe o desconforto sonoro e físico. Eu como entusiasta aprecio uma bela serra feita no corte, esticando as marchas e fazendo o motor girar. Mas com o carro vazio, sem compromissos maiores e por algumas horas.
      Fazer uma viagem assim com família, carro cheio e horas e horas de viagem é muito chato. O carro estressa mesmo, como já vi repetidas vezes de proprietários de sedãs 1-L – muitos que sabiam levar o motor ao limite.
      Em um mercado livre, você tem razão. Mas também existe o bom senso e respeito de fabricar um produto adequado e existe a liberdade de pensar mal de um produto. Tudo faz parte de um mercado livre.
      Enfim, vamos ver o preço cobrado.

    • Rogério Ferreira

      Jamais estou afirmando que é prejudicial reduzir marchas e usar o câmbio. Aliás, sou um dos maiores defensores da configuração 4+E que participa aqui. Tenho ojeriza a transmissões extremamente curtas, e evito comprar carros assim. Pessoas que não gostam de usar o câmbio, que compre seus automáticos e robotizados. Bom. a questão é uma rodovia de pista simples e mão dupla, com movimento de 5.000 carros/hora, imagine o quanto é difícil ultrapassar, um bi-trem, de 30 metros a 90, 100, 110 Km/h, ainda mais aqui no Planalto Central onde a perda de potência do motor chega a 10% por conta da altitude. Então, prezado Bob convido-lhe a participar desta situação, dirigir um sedã 1-L pesadão, e carregado, nas estradas de Goiás e Minas. Duvido que não terá que fazer uso de suas técnicas de corrida. Um sedã 1-L pesadão aqui, tem que ser exigido ao máximo, para não colocar em risco a segurança da família durante uma ultrapassagem. Nesse caso, o consumo de combustível tende a ser horrível. Se o fato de um 1-L consumir mais que um 1,4 é irrelevante para alguns especialistas, para mim é crucial e me faz reprovar o veículo, tanto que é bem verdade, não sou obrigado a comprar e não compro mesmo. O problema é não tenho mais opção de sedã com motor 1,4-L abaixo dos 40.000, Se existir, por favor me avise.

  • Bob Sharp

    Domingos
    Qual o problema em “apelar para marchas”? Pode explicar?

    • Domingos

      Ora Bob, você mesmo sabe. É um dos maiores defensores de carros com relações longas, no que está certo tanto pelo ponto de vista entusiasta e de uma melhor sensação do carro, como também no ponto de vista da engenharia.
      Marcha curta só dá a ilusão de maior aceleração e ainda assim em curtos períodos. O carro fica “esperto de resposta” e engana os motoristas nossos que julgam o carro como manobristas (leia-se: única e exclusivamente pela resposta inicial).
      A não ser que você faça marchas extremamente curtas, como em carros de competição – impraticável e indesejável nas ruas.
      Ter que apelar para marchas bem curtas para que um carro fique aceitável com alto peso e pouco motor é ainda pior. É giro alto o tempo todo, barulho o tempo todo e consumo alto o tempo todo para quase nada.
      Tecnicamente marchas curtas nesse caso não estariam erradas – apenas dimensionadas ao peso-potência. Mas vão encher do mesmo jeito e ter todos os problemas e ilusões do encurtamento de marchas.

  • Bob Sharp

    Candino
    Só mesmo uma pessoa muito alienada compra alguma coisa hoje sem saber o que está comprando. E esse problema que você citou de ultrapassagens deve-se exclusivamente à falta de noção do que é dirigir. Até o motorista de carro muito potente pode se ver em dificuldade se ultrapassar avaliando mal as distâncias.

  • Bob Sharp

    Candino
    Bobagem. E explique por favor o que são “puxadores”, não sei o que é isso.

    • Lucas

      Puxadores de fila….
      Certa vez dois caminhoneiros se encontraram num posto de combustíveis e um disse para o outro:
      – Bah, mas tá puxando bem esse teu caminhão!!
      – Tu achas?? – responde o outro.
      – Sim. Te vi dias atrás puxando uma fila de uns 2 km!!

  • Antônio do Sul

    Com quatro pessoas, bagagens e ar-condicionado ligado, rodando em rodovias de pista simples e muito movimentadas, muitas vezes nem as reduções de marcha vão ajudar. Imagine-se numa subida sem a terceira faixa, com um caminhão se arrastando a 20 Km/h na frente e 5 ou 6 carros entre ele e o seu: depois de um ou dois quilômetros rodando em segunda ou até em primeira, quando for possível e/ou permitido ultrapassar, você, com o carrinho 1.0 carregado, não vai ter chance de disputar espaço com carros maiores ou atrapalhará a ultrapassagem de todos os outros, mesma que seja um motorista que saiba que é preciso reduzir marchas para o motor render mais.

    • Bob Sharp

      Antônio do Sul
      Esse quadro que você pintou simplesmente não existe, desculpe.

      • Antônio do Sul

        Existe, sim. Ande pelas serras das BR-116, BR-282 e BR – 153, no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e você verá que existe. Comigo, aconteceu muitas vezes, por exemplo, na serra do Espigão, BR-116, em Santa Catarina. Já cheguei ao pé da serra a 140 Km/h e, de repente, deparei-me com uma fila de vários carros atrás de um caminhão que se arrastava para vencer a subida. Naquele trecho, a terceira pista só vem quase ao final da serra, que é bem íngreme, mas, fazendo uma “forcinha”, ainda que com toda a segurança, às vezes dá para fazer ultrapassagens entre uma curva e outra. Muitas vezes, antes de conseguir ultrapassar, a velocidade do comboio era tão baixa que era impossível andar em outra marcha que não a primeira. Várias vezes, para poder ultrapassar vários carros ao mesmo tempo ou dois ou três caminhões enfileirados antes de terminar a reta, espichei quase até chegar ao corte de injeção, e em carros 1.8 e 2.0.
        A realidade das rodovias do resto do país é bem diferente das de São Paulo. Pelo menos no sul do Brasil, muitas vezes as estradas são sub-dimensionadas e a topografia não ajuda. Se eu vivesse no estado de São Paulo e rodasse pela Bandeirantes, Castello Branco, Anhanguera e Imigrantes, aí eu não teria desconfianças de sedãs 1.0.

        • Domingos

          Mas também não ia sair das pedagiadas. Dentro da cidade aqui existem muitas ladeiras íngremes também, o que inutiliza um carro desses para qualquer um que possa pagar um pouco a mais.
          Existem casos e casos, como gente que compra carro 1000 velho e usa o resto do orçamento para colocar som, rodas etc. São os únicos que não se livram de um carro assim, especialmente se for pesado, por escolha – e uma escolha bem ruim.
          Na cidade de São Paulo existe a serra da Cantareira, super-íngreme e de pista simples. E fora, as “não pedagiadas” são freqüentemente cheias de curvas e ladeirões.
          Na Baixada Santista, completamente plana e no nível do mar (que ajuda os motores), se bobear poderiam fazer até um carro maior ainda que o Versa em versão 1-L que não seria ruim. Mas também, saiu da cidade para pegar a serra…
          Na verdade o governo matou os agradáveis 1,4-L, cada vez mais saindo de cena em nome ou de novos 1-L ou de versões 1,6 bem mais caras. Lembremos que houve boatos que a Fiat ia pedir para que a categoria tributária dos 1-L fosse estendida até os 1,4-L.
          Infelizmente não foi para frente, em mais um golpe desse governo atual de gente histérica e fingida que se diz a favor do povo. Não tem comparação em quanto é mais adequado como carro “popular” um motor 1,4-L mesmo que simples em comparação a um 1-L por mais avançado que seja.
          Aí sim poderíamos ter sedãs, peruas e até monovolumes com o motor de entrada e por preços “baixos” – que seriam os mesmos que pagamos hoje nos 1-L. Ficaria uma real escolha entre um básico e um de maior desempenho.

      • Domingos

        Bob, existe e já vivi caso parecido com o que o Antônio do Sul descreve.
        Tinha um Ka 1-L Rocam, dos primeiros, que era de um amigo. O carro era novo, mal tinha 20 mil km e todos sabem que era um dos 1,0 mais ágeis que tinha.
        Era a versão Image, com ar e tudo mais. Com três pessoas dentro e esticando marchas até o corte, o carro NÃO desempacava em subida de serra íngreme.
        2ª marcha a uns 40 ou 50 km/h era o máximo que o carro conseguia com o pé no fundo o tempo todo.
        Esticar marchas e manter a carga total não faz o carro andar mais, apenas explora o seu máximo. Se o máximo for insuficiente, o carro será excessivamente lento.

        • Bob Sharp

          Domingos
          Que serra íngreme é essa do exemplo? E os outros carros não 1-L, iam embora? Essa história não bate, desculpe.

          • Domingos

            A conhecida serra da Cantareira. De fato, muitos outros carros sofriam no mesmo trecho. É comum ver carros 1,6 e 1,8-L mais velhos e em mau estado penando da mesma forma.
            Porém são carros em mau estado. E sim, os outros 1-L também estacionavam nos 40 a 50 km/h, sendo que a máxima lá é de pequenos 60 km/h na subida/descida – como acho que você sabe. Na descida até que não é um mau limite para quem não quer dirigir esportivamente, o que remete a quanto é loucura o planejado novo limite de 70 na marginal do Tietê…
            Era esticar marcha até 5 mil, 6 mil rpm (o corte era em 6.500 se me lembro direito) e com troca rápida ver o carro abaixando velocidade ou no máximo a mantendo depois dos 40 km/h.
            Com certeza com o carro vazio seria outra história, mas era muito ruim com apenas 3 pessoas e bagagem leve.

          • Domingos

            E sim, faltou falar, os não 1-L em bom estado ou ficavam sendo segurados ou acabavam nos passando.
            Um 1,6-L razoável sobe esse trecho mais íngreme aos seus 70 km/h esticando um bom tanto. E aos seus 80 se for dirigido como o Ka estava sendo.

    • Rogério Ferreira

      Já vi isso acontecer demais… Ocorre que muitos paulistas não vivem essa situação, pois 90 por cento das rodovias de lá, são duplicadas. Outra vez, o dono do sedã 1-L pesadão que era o primeiro da fila, se atreveu a encarar uma ultrapassagem em 3ª. Faixa. e bloquear todos que vinham atrás. Andou emparelhado com o caminhão até a faixa adicional acabar, e acabou desistindo da ultrapassagem. Ou seja, ninguém ultrapassou.

  • Rafael

    Tenho um Siena EL 1-L, imagino que até mais pesado do que será o futuro Versa 1-:. Comprei-o zero em 2009. Gosto de porta-malas espaçoso e o do Siena não decepciona. Quando o comprei já imaginava que teria mais um membro na família atualmente. Aconteceu como previsto e o porta-malas passou a ser mais solicitado com frequência.

    Não me arrependo da escolha, sempre me atendeu muito bem para os tipos de percurso que geralmente realizo (sem ladeiras, raramente pego rodovias que não sejam duplicadas, e mal usava o carro nos 3 primeiros anos). O consumo de combustível deixa de ser interessante quando tenho mais pressa, mas nada que me assuste.

    Lembrando que em GO, por exemplo, essa configuração fica interessante do ponto de vista de custos de IPVA: carros com até 100 cv pagam alíquota de 2,5% do IPVA e, e ainda há desconto de 50% no custo do IPVA no estado para carros com motor 1-L e sem multas durante o último ano.

    Fiz recentemente o trajeto Paulínia-SP–Goiânia-GO e não enfrentei grandes aborrecimentos. Obviamente a velocidade cai em subidas acentuadas se não reduzir para 4ª marcha.

    Sim, já passei “apuro” uma vez, quando estive parado num congestionamento, em uma ladeira muito acentuada, e tentei sair com ar–condicionado e acelerando/soltando embreagem como se estivesse numa reta.

    Considerando esse meu cenário de uso, casos de cobrança de IPVA como GO, acredito que a versão 1-L possa ter uma participação “aceitável” no mix de vendas.

    • Rogério Ferreira

      Eu também tive um Siena 1-L flex, ano 2007. e o consumo nunca foi superior a 14 km/l, andando em torno de 110 km/h. Posteriormente tive um 206 1,4-L flex, que no mesmo percurso e na mesma velocidade, rendia cerca de 17 km/l. A questão é que em diversas situações de ultrapassagem era preciso usar toda a potência do motor Fire, buscar o máximo de rendimento, reduzindo marchas e pisando fundo… Já o Peugeot, não precisava de nada disso, ultrapassava sem sufoco

    • Domingos

      Interessante a iniciativa de reduzirem o IPVA por multas. Agora, o Siena não era dos carros mais pesados.
      O Fiesta sedã, por exemplo, era bem mais pesado que ele. E na versão 1-L era um choro entre os donos mesmo com o bom motor Rocam.

  • Comentarista

    Se o 1-L no March já é campeão de consumo e agilidade imagino que esse novo 3-cilindros será revolucionário.

  • Bob Sharp

    Rogério Ferreira
    Para efetuar uma ultrapassagem, isto é, passar da velocidade V1 à velocidade V2, tudo igual menos a cilindrada, a potência exigida e o consumo que resultar serão os mesmos. No uso, um motor 1-L de estágio tecnológico igual a do um 1,6-L sempre consumirá menos devido às menores massas e ao menor atrito.

    • Rogério Ferreira

      Prezado Bob, agora fiquei em dúvida: Um motor 1.0, com pico de 80 cv, levado a 5000 rpm em plena carga, para obter cerca de 60 cv (consumira o mesmo que um motor 1.4 de também 80 cv. cujos mesmos 60 cv seria alcançado com cerca de 3500 rpm e meia carga? Mas neste caso, o consumo não dependeria da rotação, e não faria qualquer sentido os fabricantes alongarem uma transmissão para obter maior economia de combustível.

    • Domingos

      Tem a maior carga exigida, Bob… Isso que mata. A não ser que na equação você mantenha a carga e veja o tempo necessário dobrar ou triplicar. Se não fosse por isso, todos os 1,4 e 1,6 consumiriam mais que os 1,0 e não é assim.

  • Bob Sharp

    Domingos
    Toda essa discussão se deve ao anúncio do 1-L 3-cilindros Nissan aplicado ao Versa. Que tal parar de prejulgar e esperar o carro sair e ver como anda? Falar antes disso é pura perda de tempo.

    • Domingos

      Sim, é especulação. Vamos esperar, quem sabe não nos surpreendem com um ótimo acerto de câmbio e um motor que faz mais do que pode parecer.
      O problema é que num passado bem próximo não foi nada assim…

  • Paulo Roberto de Miguel

    Acho perda de tempo prejulgar se ficará bom no Versa ou não. Os motores vêm evoluindo e surpreendendo. O que era verdade para os primeiros 1 litro hoje não é mais. Meu Honda Fit 1,4 tem praticamente a mesma potência (sim, eu sei que esse não é um critério definitivo, mas é um parâmetro).

    • Domingos

      Mas seu Honda Fit é absurdamente mais agradável e fácil de dirigir que qualquer 1-L de aspiração natural, mesmo os atuais.
      O mesmo ocorreu com o Peugeot 206, com quase a mesma potência do 1-L. O carro ressurgiu nas vendas por esse motivo.

  • Guest

    Cabeçote de quatro válvulas? Não seriam seis ou doze?
    Primeiro, vou lamentar um pouco a “morte” do um-litro de dezesseis válvulas da Renault, que fica mais perto com essa notícia. E esse motor é realmente muito bom: baixo consumo, potência suficiente, sobe de giros com facilidade e não demora a entender que a pessoa colocou ou tirou o pé do acelerador. Um dos melhores um-litro na minha opinião (ao lado do Chevrolet, que tem tudo isso e manutenção mais simples, para dizer a verdade).
    Fico imaginando como os engenheiros farão para adaptar esse motor nos carros projetados para o antigo: A distribuição de peso será alterada, aliviando o eixo dianteiro. Menos peso, por consequência, menos Normal, menos atrito e menos capacidade de tracionar. As rodas terão uma tendência maior a patinar. Será que os carros atuais serão descontinuados e outros projetados para o menor peso virão no lugar (Sai Clio e entra Twingo RWD? Pode-se ter essa esperança?)? Ou esse motor será uma exclusividade Nissan, para um carrinho com motor de um litro, mas preço de categoria superior?

    • lightness RS

      4 válvulas por cilindro muito provavelmente, resultando 12v

  • braulio

    Vou só lamentar um pouco pelo ótimo motor de um litro e 16 válvulas da Renault, já que essa notícia põe o pobrezinho na “marca do pênalti”.
    Pensando em uma simples troca de motores, tirar o de quatro cilindros e colocar o de três, se tiver uma redução tão significativa de peso quanto dizem, pode não ser um bom negócio, afinal, boa parte do peso sobre o eixo dianteiro do carro é o motor, e esse peso é responsável pela força de tração do carro (mais peso = mais força Normal = mais força de atrito = menor chance da roda dianteira patinar), e também pela posição do centro de gravidade, que influencia muito no comportamento do carro, na geometria de suspensões etc. Considerando tudo isso (e a sua implicação em gastos para o fabricante quase iguais aos que ele teria ao lançar um carro novo, porém sem a mesma publicidade gratuita…), é de se esperar projetos totalmente novos para usar esse motor?
    Em tempo: Esse cabeçote não é de doze válvulas? (ou de seis?) Cada um dos três cilindros não vai ficar com pelo menos duas?

    • Domingos

      Nesse caso se recalibra a suspensão, acredito que apesar da perda de tração se ganhe muito em comportamento dinâmico.
      Ok que o carro foi projetado para uma distribuição de peso particular, mas os tração-dianteira geralmente sofrem de uma concentração maléfica na parte frontal.
      Recalibrando as suspensões deve ficar muito bom. Um projeto completamente novo só se fossem usar exclusivamente motores 3 cilindros bem leves no carro, que não é o caso.
      Uma parte do Versa é do projeto do March, que com certeza já previa estruturalmente e em distribuição de massas tanto motores 4 cilindros como 3. O 4 não é tão pesado assim que tenha que mudar o carro todo também…

    • lightness RS

      NUNCA que perder peso é algo ruim cara, e adaptar aos carros novos, bom, adaptam os carros a rodar no Brasil, então adaptar pra um motor 20kg mais leve é fichinha!!!

      O 1.0 renault é perfeito mesmo, eu tive 3 deles e foi um melhor que o outro, mas acho que esse 3 cilindros tem tudo pra ser melhor, a questão não é peso, é consumo!!!!!!

  • Bob Sharp

    Domingos
    Errado, o motivo foi outro: status. Tem muita gente que tem vergonha de ter carro um-ponto-zero, acha que é coisa de pobre, como eu já disse com relação ao câmbio manual.

    • Domingos

      Foi também, não tenho dúvidas. De forma parecida, há alguns anos carro de “não pobre” tinha porque tinha que ter bancos de couro.

      Mesmo se fosse couro ruim e em carro pequeno. Poucas coisas são mais feias e contra-senso que carro pequeno com couro.

      No entanto, na época eu já havia dirigido alguns Clios com o motor 1.0 16v (mesmo do 206 e com peso similar). O 206 1.4 era mesmo muito mais ágil em condições difíceis e muito mais agradável.

      Era um carro gostoso de dirigir, inclusive até dando a falsa sensação de ser melhor que o 1.6 (que na verdade era absurdamente melhor que ele, especialmente em ladeiras e ultrapassagens).

      O 1.0 16v da época, sem as melhorias de agora, tinha seus 72 cavalos e era uma tristeza com 4 pessoas e ar ligado. Esticar as marchas apenas resolvia para o carro não se tornar um obstáculo na pista, no caso do Clio da época com esse motor e sedan. Em peso era quase o mesmo do 206, talvez uns 20 quilos a mais.

      Tem que ver o peso declarado e o verdadeiro também. Tem carro que parece bem mais pesado ou mais leve do que o manual anuncia…

  • Bob Sharp

    Domingos
    Exato, tempos que esperar para ver. Se não ficar bom serei o primeiro a dizer isso.

  • Bob Sharp

    Domingos
    Em condições iguais de tráfego, carroceria e carga a bordo, o que menos consome é o carro de motor menor. Não há mágica nisso.

    • Domingos

      Devemos considerar que os atritos aumentam em alta rotação. Ou melhor, aumentam as perdas pelo atrito (é parte do princípio dos motores de F1 de hoje, assim como os downsizing, de reduzir a rotação de potência máxima e de corte).

      Essa carga que falo é do acelerador. Ok, perdas por bombeamento diminuem, mas o motor também é mais exigido e precisa de mais combustível para a aumentada quantidade de ar (caso contrário rodaria lean-burn, conceito que acabou sendo abandonado).

      O equilíbrio entre menor potência usada para uma mesma velocidade, perdas por atrito e bombeamento e quantidade de combustível necessária pela carga aplicada que determinam o consumo final.

      Esse equilíbrio pode não ser favorável sempre ao motor menor, como existem inúmeros exemplos (Ford marcha longa 1.6 e 1.8 consumindo menos que 1.4 e 1.0, Corolla que consome menos que carros 1.6 e o mesmo que a maioria dos 1.0 etc.).

  • Bob Sharp

    Rogério
    Nessa sua hipótese o motor menor consumirá menos, pois a mesma potência é gerada com acelerador mais aberto (do que os motores gostam) num motor de menor atrito interno (menor área de contato pistão-cilindro). Rotação não tem nada a ver nesse caso. Para você entender bem a questão do alongamento da transmissão, se para andar, digamos, a 120 km/h é necessária determinada potência, se esta for obtida com acelerador mais aberto e menos rotação, o consumo será menor do que com acelerador menos aberto e mais rotação. É como funciona a marcha “E”.

  • Davi Reis

    Também colocaria na lista a BR-381 de Belo Horizonte a Vitória. Aquela estrada é um desafio para qualquer carro. Pista simples na maior parte da estrada, muitas curvas, muitas subidas…

  • Fabio

    Concordo.

  • Fabio

    Ainda tenho essa mania de deixar na banguela dos tempos em que eu dirigia carro carburado, mas também sei que não ajuda a economizar,só o cut-off mesmo funciona, mas que da para fazer 19 km/l hoje em dia, dá sim.

    • Edu Silva

      Com todo respeito, eu duvido.

  • Fabio

    Sem ironia Candino tambem gostaria de saber o que são ” puxadores” rsrssss…

  • TPB Órfão

    Isso é bacana.
    Espero que evoluam ainda mais para chegar ao patamar de potência do Up! e Ka.

    Se desenvolverem um bom CVT, será melhor ainda, o “La crème de la crème”

    Li todos os comentários. E essa de motor fraco é balela. Tive um Fusca que com seu motorzinho de 1300 cm³ mal desenvolvia 40cv e andava a 90/110 km/h tranquilamente.
    Com o carro cheio, estrada de mão dupla e estreita, em subidas, caminhão lento à frente e estando em regiões serranas, realmente, tinha que esperar mais para ultrapassar, mas a questão era o trânsito não o carro.
    Pior eram os outros motoristas que se vendo ultrapassados, também aceleravam, demonstrando falta de educação ou egoísmo no estilo “ninguém me passa”.
    Um carro mais potente, esses motoristas nem tentam fazer isso porque sabem que não conseguirão, é a lei de “impor respeito pela potência do carro”, o que eu acho ridículo.

    Concordo com o Bob, em um percurso casa trabalho casa, um 1-L com a- condicionado ligado direto, no engarrafamento, consome menos que um 2.0 que está ao lado, parado no mesmo engarrafamento que é o local onde 90% dos automóveis passa a maior parte do tempo.
    Também concordo com a potência desses carros 1-L estarem ficando superiores aos 1,6-L ou até maiores do passado, o Chevette tinha 65/69 cv, o Passat 77/85, Corcel menos, Opala 4-cil. (a massa dos táxis) 87 com aquele tamanho todo.
    Hoje o drama nas ruas, estradas e serras são os obstáculos móveis que não aceleram, “puxam o carro” como os animais ruminantes, esperam arrancar nos semáforos depois da terceira buzinada e não quando fica verde e esse pensamento que é até causador de acidentes deveria ser combatido até mesmo nas autoescolas, como fator de prevenção de acidentes.

  • Antonio Pacheco

    Muitos estão falando que o Versa é pesado para o motor, mas, vendo a ficha técnica, o 1,6 pesa apenas 1.052 kg. Para efeito de comparação, o Ka sedã pesa 1.022 kg e até que anda bem para um 1-L.
    Outra coisa que não vi ninguém comentar, é que esse motor Nissan não terá correia dentada, como no up! e Ka, e sim corrente de comando. Para mim, uma manutenção (chata) a menos, o que prefiro.

  • Anderson_SP

    Mas a do Ka ao menos só vai trocar lá pelos 240 mil km, segundo a fábrica. Se fosse corrente seria melhor, mas também pelo tempo estipulado dura bastante.

    • Bob Sharp

      Anderson,
      Esse dado, 240.000 km, é a vida útil do motor mínima, não significa que só dure isso. Então, teoricamente, a correia dentada do Ka pode durar mais. O que poucos sabem é que a correia dentada do motor VW EA827/AP não tinha vida útil estipulada, não tinha troca recomendada, e que, curiosamente, quando esse mesmo motor era utilizado pela Ford no tempo da Autolatina havia recomendação de troca a cada 60.000 km por questão de norma de engenharia da Ford.

      • Anderson SP®

        Oi Bob, sim entendo que a vida útil dela pode ir além, porém creio que a Ford recomende substitui-la quando chegar nessa km, meu pai pegou um Hatch e depois vou dar uma olhada no manual pra ver se consta alguma observação a respeito, sobre a info dos VW AP eu realmente não sabia disso, bem interessante, obrigado pela informação.

      • André Andrews

        Há muitas coisas que não engulo fácil nos manuais de proprietário. Nos motores T-Jet da Fiat, a troca de velas é para 30 mil km, sendo que as velas são de irídio, duram 4 vezes mais que isso. No manual do Fit, mesma coisa, só que 60 mil km. Nesse carro, a regulagem de válvulas é a baixos 40 mil km, sendo que em outros mercados é só quando houver necessidade.