Woman driv huffingtonpost.com  Não consigo entender... Woman driv huffingtonpost

Tenho duas características que de certa forma me definem: sou uma pessoa bastante bem humorada e não fujo de uma discussão. Quanto ao primeiro item, tudo bem. Próximo… Como vocês bem sabem, estou trabalhando para melhorar este segundo aspecto da minha personalidade, mas aí tenho algumas coisas que preciso esclarecer, meio a título de habeas corpus. Além de ser argentina e taurina sou neta de espanhóis (galegos), bascos franceses e italianos (para minha sorte, do Norte, genoveses, pelo menos isso…). Em outras palavras, como posso lutar contra tanta carga genética?

Isto posto, entendam que fugir de uma discussão é algo que me custa muito, mesmo. Mas também há coisas que acho que nos definem como pessoas, como cidadãos. Se não tivermos opinião, ou se não discutirmos certas coisas, se não deixarmos de nos conformar com alguns fatos, o que nos diferenciará de cordeiros? Ou de formigas? Ou de alienados?

Sei que o assunto é polêmico e o começo do ano é momento de novos planos (vocês também prometeram voltar à academia em 2015?), esperanças (o fim da corrupção no Brasil, por exemplo) ou apenas torcer para que este ano seja melhor do que o anterior, mas três fatos correlatos nas últimas semanas me deixaram preocupada: um caso intencional e dois, aparentemente sem dolo, de pessoas que deixaram crianças trancadas dentro de veículos que acabaram morrendo. Daí eu ter de deixar de lado minha primeira característica, pois não há bom humor que resista a este assunto.

No intencional, uma motorista de transporte escolar foi à manicure e trancou durante duas horas uma criança dentro do veículo enquanto fazia as unhas. Não se esqueceu dela, não. O fez de propósito, provavelmente achando que não aconteceria nada. Inicialmente disse que teve um mal súbito, mas quando foi confrontada com testemunhos do salão onde esteve, acabou reconhecendo a verdade. Aliás, mais uma vez alguém tentou se esconder atrás do “mal súbito”. Como dizem lá em Sorocaba, ô inferno! Nos outros dois, os próprios pais foram os autores.

Basicamente, o caso se repete. Às vezes dizem que não tinham o hábito de levar as crianças à creche e foram diretamente ao trabalho, às vezes simplesmente esquecem de deixar na creche – mas uma mãe lembrou de ir buscar a criança que não tinha deixado pela manhã. Sei o quanto a rotina nos faz repetir comportamentos, embora não me enquadre nessa categoria. Apenas porque quando tenho de fazer algo diferente no meio do meu caminho de todo dia presto mais atenção do que o normal – não ligo o rádio, por exemplo, para evitar a menor distração, entre outras coisas.

 

Baby r  Não consigo entender... Baby r

Criança não deve ficar sozinha no carro nem por um minuto (foto: autoorb)

Mas o que mais me surpreende nestes casos é como pode alguém dirigir por vários quilômetros sem olhar no retrovisor interno. Sim, porque pelo menos em um caso a cadeirinha estava colocada no meio do banco traseiro, corretamente fixada. No outro não havia fotos, mas mesmo assim. O Bob Sharp já escreveu diversas vezes sobre a visão periférica que nós todos temos. Será que estas pessoas dirigem como cavalos de carroça, com obstáculos nas laterais dos olhos para que não enxerguem para além da frente? Em nenhum momento olharam para trás? E quando fecham o carro não olham para ele?

Sinceramente, não consigo acreditar. Não quero pensar que pais trancariam um filho de propósito num carro, pelo menos não sabendo das conseqüências, o que os qualificaria como péssimos pais. Vou me ater apenas a criticá-los como motoristas, mesmo correndo o risco de parecer leviana. Não olhar nem uma vez o retrovisor interno? E olha que os dos meus carros são realmente pequenos e os coloco de forma a ver o máximo do vidro traseiro. Mesmo assim, me poupe…

Lembrete – Claro que estes casos não são exclusividade do Brasil e pesquisei bastante antes de me debruçar sobre este tema. Nos Estados Unidos, país que adora uma estatística e tabula tudo, entre 1998 e 2014 morreram 636 crianças trancadas dentro de automóveis – e a maioria tinha menos de cinco anos. Há casos (29%) em que os pequeninos entram sozinhos e acabam ficando presos, mas a maioria (53%) foi esquecida, mesmo. Outros 17% foram deixados intencionalmente e 1% não se sabe como terminaram dentro do veículo.

É fácil que dentro de um carro a temperatura seja 10 ºC superior à externa. Sem contar com que a temperatura de uma criança sobe cinco vezes mais rápido do que a de um adulto, segundo um levantamento do renomado Hospital Johns Hopkins. Quando a temperatura corporal da criança atinge 40 graus, os principais órgãos começam a entrar em colapso e a partir de 41,7 ºC pode ocorrer a morte, como bem sabe qualquer pai ou mãe que já correu para o pronto-socorro de madrugada com o filho no colo. Imaginar o que acontece com uma criança trancada dentro de um carro por várias horas gera imagens de filme de terror na minha mente. Difícil de apagar e mais difícil ainda de aceitar.

 

Child alarm r  Não consigo entender... Child alarm r

Já existem aplicativos de celular que lembram os motoristas de que tem crianças no carro (Fonte: Driveon)

Já vi muita gente voltar ao carro porque esqueceu o celular no console ou entre os bancos – e o aparelho pode ficar realmente imperceptível muitas vezes. Mas estes pais não voltaram para buscar as crianças. Aliás, se alguém consegue se esquecer do filho no carro pode programar um alarme no celular para lembrá-lo disso. Me soa absurdo, mas é menos absurdo do que empurrar essa responsabilidade para os fabricantes de veículos – sim, já ouvi gente dizendo que os carros deveriam ter algum tipo de alarme para isso. Incrível, mas tem gente que sempre culpa os outros por tudo, e se esquece de assumir as próprias obrigações.

Nos Estados Unidos já tem cadeirinhas com dispositivos de segurança e chaveiros de proximidade que “avisam” quando a chave fica longe da cadeirinha. Mas me pergunto se alguém capaz de esquecer o próprio filho lembraria de programar o alarme.

Mudando de assunto – Nas três últimas semanas caíram quase 1.000 árvores em São Paulo. Além das vidas perdidas, do estrago ambiental e dos prejuízos, o trânsito fica um inferno. E a Prefeitura, que tem a exclusividade da manutenção das árvores, não faz seu trabalho, as concessionárias de energia que tem obrigação legal de enterrar os fios não cumprem a lei e um responsabiliza o outro. Na verdade, todos são culpados. Já que o Ministério Público não faz o que deveria, como jornalista gostaria que a imprensa divulgasse o nome do prefeito, do subprefeito e do presidente de cada concessionária de energia cada vez que isso acontecesse.

NG

Foto de abertura: huffingtonpost.com
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

 

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • Felipe Parnes

    E os reparos são feitos com tanta qualidade que se o tempo fecha já acaba a luz lá em casa. Esse mês a conta vai ser grátis porque nunca tem luz. Rs

    Também não consigo acreditar que alguém tenha a capacidade de esquecer o próprio filho no carro.

  • Comentarista

    Eu acho um absurdo pais esquecerem filhos dentro do carro mesmo não sendo freqüentes levarem os pequenos a algum lugar. Não me entra na cabeça que um pai ou mãe possam fazer, mesmo inconsciente, uma coisas dessas. Talvez se eu tivesse algum estudo em psicologia eu pudesse entender e aceitar.

    Esquecer coisas acontece. Eu mesmo já esqueci bicicleta em praça que depois fui buscar, já esqueci na porta de mercado e voltei a pé. Pensei que tinham roubado mas o dono me conhecia e no outro dia me devolveu, mas filho? Uma pessoa? Realmente não entra na minha cabeça uma coisa dessas!

  • Mingo

    Acho que a única árvore que interessa ao prefeito é aquela tal de Cannabis, visto seu comportamento na administração da maior cidade do país…

    • Felipe

      Te garanto que pessoas que gostam da Canabis são infinitamente menos imbecis que o Haddad.

  • Rodolfo

    Eu sou muito metódico… nunca esqueceria um bebê no carro… por exemplo quando o carro está estacionado na rua vejo se tem algo dentro do carro que possa chamar a atenção de bandido como mochila a vista, som etc.

    Quando o alarme fecha os vidros e as portas eu confiro se fechou mesmo a porta do motorista e se todos os vidros fecharam.

    Conheço gente que deu ré e se esqueceu que o carro da esposa estava atrás.

    • Nora Gonzalez

      Rodolfo, não era o carro da sogra? (rsrsrs)

  • Christian Bernert

    Certa vez eu ouvi um comentário que dizia que a diferença entre o universo e a estupidez humana é o fato que sobre o primeiro ainda restam dúvidas se é mesmo infinito.
    Por isso é tão difícil criar mecanismos para impedir pessoas de cometer erros trágicos como esquecer um filho dentro de um carro. Creio que na maioria dos casos, para um pai ou uma mãe conviverem o resto da vida com o fato de terem sido responsáveis pela morte de um filho, já é punição mais do que suficiente, portanto qualquer outra palavra dirigida a eles será tão somente para aumentar o sofrimento.
    Mas tem coisas simples que podem sim ser feitas. Uma delas seria tornar obrigatório transportar crianças no banco da frente e não no banco de trás. Isto sempre que não houver um segundo passageiro maior. Os carros e as cadeirinhas infantis de hoje são suficientemente seguros para transportar crianças no banco da frente, tornando os riscos de morte ou lesões por acidente menores que o risco de morte por esquecimento, afinal fica muito mais difícil esquecer uma criança no banco da frente não é?

    • Geovane Paulo Hoelscher

      Boa idéia! Seria somente questão de regularizar este procedimento.

    • Rafael Ax

      O principal impedimento é a existência de airbags, ainda mais que agora são obrigatórios.

      Fora que atrás os pequenos estão mais seguros em eventuais colisões.

    • Lorenzo Frigerio

      Foi Einstein que disse isso.

  • preto

    Ninguém admite falhar, até… falhar!
    Vocês já repararam o que tem de criança que é jogada para fora do carro porque estava solta na cadeirinha? É tudo uma questão de responsabilidade. E esse tipo de problema ocorre normalmente quando existem muitas leis e pouca orientação.

    • Nora Gonzalez

      preto, o problema é que nestes casos quem paga (e com o bem maior, a própria vida) pela falha são crianças inocentes e não aqueles que cometem as “falhas”. Pessoalmente não acho que falte orientação quanto a não deixar crianças sozinhas, nem dentro de um carro nem em lugar nenhum. Criança não tem responsabilidade, por isso precisa de um adulto para decidir por ela. O problema é que muitas vezes o adulto é que é irresponsável. Abraços.

  • Bob Sharp

    Duvido que alguém esqueça o filho dentro do carro se os vidros não tiverem sacos de lixo. É uma loucura colocá-los. O Ae recebeu um Audi RS 7 de teste ontem com os sacos em todos os vidros menos o pára-brisa. Arranquei os laterais dianteiros e depois avisei à Audi. Já havia feito o mesmo com um JAC J3. Pais abençoado por Deus, sei…tem que prender o Jorge Ben Jor o quanto antes, por mentira.

    • Fat Jack

      Bob, confesso que não vejo relação entre as coisas. Antes que você imagine que eu sou fã dos “films”, sou um caso raro de indiferença a eles, tenho um carro com (veio de fábrica, na transparência “legal”, claro o suficiente para não me incomodar) e outro sem, pois não vi necessidade de colocá-lo.
      Tenho mais facilidade em acreditar na desatenção que acomete muitas pessoas, tendo dificuldade em manter o foco, fazendo “mil” coisas ao mesmo tempo (via de regra, nenhuma delas direito).

    • Uber

      Tem de corrigir essa letra: “… amaldiçoado por Deus…
      Não há terremotos, não há furacões, não há nevascas, não há tsunamis, mas parece que Deus quis compensar a falta disso com outros malefícios…

      • Lorenzo Frigerio

        Tem aquela piada de quando Deus criou os países, poupando o Brasil de todas as guerras e catástrofes naturais, e ainda nos deu belas praias e paisagem, quando São Pedro perguntou: puxa, mas só tem coisa boa nesse país? E Deus respondeu: é porque você não viu o tipo de povinho que eu vou colocar lá…

    • Lucas

      E para coroar tem gente que manda pintar ou envelopar o teto do carro de preto!! Carro branco (ou claro), que seria ótimo para diminuir o aquecimento do interior do carro (tudo bem que não ao ponto de evitar alguma dessas mortes citadas no texto), com teto preto.

    • Mingo

      Muito bem lembrado Bob. Provavelmente se esses carros não fossem transformados em “esconderijos” ambulantes, algum transeunte teria visto as crianças lá dentro e estourado um vidro para salvá-las.
      A menininha que faleceu recentemente dentro de um Honda Fit aqui em São Bernardo mostra claramente isso. O carro tinha vidros realmente NEGROS e a rua em que foi estacionado é bem movimentada e ninguém viu a pobre criança.
      Infelizmente não existe castigo pior para um pai que cometer uma atrocidade assim. Eu nem sei se conseguiria acordar todo dia sabendo que cometi uma loucura dessas…

    • Wagner Bonfim

      Bob, recentemente adquiri um novo carro …

      Saindo um pouco do assunto, após tanto ler as opiniões suas e de outros editores do Ae sobre o novo Golf, não resisti e adquiri o Comfortline, Vermelho com o câmbio DSG, como aquele testado por você. As sensações, a qualidade e a vontade de não parar de dirigi-lo são rigorosamente as descritas. Isto posto, sugiro que nossa Presidente crie um Bolsa Golf, para que muitos possam ter um desses!

      Voltando ao assunto película, me foi oferecida a colocação sem custo na concessionaria. Pedi a instalação da mais clara possível, já que sairia de graça. Quando fui receber o veículo, vi que algum esperto colocou a mais escura. Chamei o vendedor e exigi a troca, ou a retirada imediata, pois não sairia com o veículo da concessionária assim.

      Acho que gastei 1h argumentando a todos, instaladores, gerentes e outros clientes que aquilo se tratava de lixo e deixava o dirigir inseguro. E qual o argumento deles? Tava lindão!

      • CorsarioViajante

        Nestas horas não adianta, tem que passar por bobo e falar que quer com o vidro claro para “ver e ser visto”, se colocar em termos de vaidade o povo entende, se colocar em termos de racionalidade e segurança ninguém aceita.

  • Rodolfo

    Por falar em árvores… quando o povo não quer plantar mais nenhuma árvore por causa da quedas de árvore e seus estragos (como quebra de muros das casas, portões, carros esmagados e etc) a gente acha ruim, mas agora compreendo o motivo de não plantar uma árvore.

    A gente paga tanto imposto e eles não monitoram as árvores para ver se estão condenadas devido ao cupim.

    Com relação a fiação de energia ser subterrânea é ótima está solução, já morei no Centro de São Paulo (próximo a Praça da República) e lá é assim, nunca faltou luz lá.

    Pelo menos nas principais avenidas da cidade devia ter fiação de energia ser subterrânea.

  • Fat Jack

    “…Será que estas pessoas dirigem como cavalos de carroça, com obstáculos nas laterais dos olhos para que não enxerguem para além da frente?…”
    Sim certeza!!! Desatenção total. Basta ver a quantidade de motoristas que fecha os demais por simplesmente não olha no retrovisor…, são muuuuuuitas!!
    Grande parte dos pais não sabe (e desculpem-me, nem querem saber, não são capazes de perder 1 minuto para aprender) de que forma de prende uma cadeirinha, na época em que meu filho tinha esta idade não me dei por satisfeito enquanto a cadeirinha não estivesse presa o suficiente para ficar imóvel sobre o banco (mesmo, o cinto ficava esticado como corda de violino!), para que eu pudesse dirigir em relativa tranquilidade.
    Voltando ao tema retrovisor, eu fico incomodado até se por ajuste do banco ou mesmo de postura fico sem acesso visual a alguma parte do vidro traseiro, corro corrigi-lo. O brasileiro é tão “desatento” (ou está atendo a outras coisas como as mulheres na calçada, whatsapp, conversa com passageiro e afins) que é incrivelmente comum vermos veículos rodando a noite “apagados” pela cidade (por isso mesmo sou contra os painéis de instrumentos que permanecem acessos o tempo todo, se sem eles é esta calamidade, se eles se tornarem padrão a coisa só tende a piorar!).
    Eu sou muito atencioso com isso, detesto de por algum motivo tenho de desviar minha atenção. Pode parecer paranoia, (se não for mesmo) mas durante o trânsito na cidade costumo ficar atento aos veículos a frente e atrás do meu para verificar através do reflexo o funcionamento das luzes do meu carro (algo que me incomoda profundamente também, trafegar com o meu carro com alguma luz “morta”)…

  • Juvenal Jorge

    Nora,
    antes ainda de ser pai, jamais consegui sair de um carro e não olhar para dentro dele, ou ao redor, para ver o que havia. Isso só pelo carro. Imagine depois que nasceu meu filho.
    É gente relaxada, semi-morta, que faz esse tipo de coisa. Com a exceção de um ou outro que realmente devia estar em algum momento tão ruim que não se lembrou da criança.

    • Mingo

      Eu sempre brinco com os amigos solteiros, que depois de se tornar pai, esqueça o que é descanso. Crianças pequenas requerem atenção integral para que não sofram acidentes, alguns infelizmente fatais.
      Hoje tem muito zumbi por aí. Zumbi de celular, zumbi drogado, zumbi estressado… Como essa gente quer cuidar de uma criança?

      • REAL POWER

        Pura verdade. Meus filhos foram programados, ou seja. Para um momento de minha vida onde eu e minha esposa já estivéssemos pronto para tal responsabilidade. A gente tem que escolher. Crias os filhos ou deixar o mundo criar. Claro que a 1º opção é a correta, mas não significa que seja fácil. Mas quando seus filhos abrem um sorriso enorme e ficam esperando sua chegada em casa do trabalho gritando paiiiiiiiiiieeeeeeeeeee, Isso sim não tem preço.

  • Uber

    Quem realmente ama seu filho não o esquece num canto como se fosse um objeto qualquer.

    • Lorenzo Frigerio

      As pessoas parece que nascem, crescem, tornam-se adultos, trabalham e passam pela vida como zumbis. Um dia ficam velhos, precisam de cuidados, e os filhos não querem nem saber. Uma alienação total.

      • REAL POWER

        Tenho visto muito disso.

  • Newton (ArkAngel )

    “Será que estas pessoas dirigem como cavalos de carroça? ”
    Sim, infelizmente isso ocorre muito.
    Há uns dias atrás, ao pegar a Av. Escola Politécnica vindo da Raposo Tavares, deparei-me com um veículo com ambos os retrovisores dobrados. No semáforo avisei a motorista, e a mesma agradeceu, porém NÃO ABRIU os espelhos. Coincidentemente, fizemos o mesmo percurso até a Paulista, e em nenhum momento a motorista ajeitou os retrovisores. Se isso não é total aparvalhamento, então não sei o que é.

    • Rodolfo

      Retrovisor para quê?? Imagina se essa pessoa dá seta para mudar de faixa ou conversão…

      Outra coisa perigo é gente que esquece de acender os faróis de noite…, eu de bike quase bati de frente com um carro todo apagado, tirei em cima, mas meu vizinho não conseguiu ver e bateu… foi trágico.

  • leoayala

    Ótimo texto! Como sempre, a primeira e talvez única defesa de quem comete este crime (sim, mesmo sem dolo, o homicídio e abandono de incapaz são considerados crimes) seja realmente tentar colocar a culpa em algo ou alguém que não possa se defender prontamente. É um absurdo querer atribuir a responsabilidade dos cuidados de uma criança a algum sistema eletrônico.
    Em relação à queda de árvores, o famoso jogo de empurra-empurra continua! Enquanto isso, a conta de luz e o IPTU só aumentando…

  • REAL POWER

    Eu tenho 2 filhos, com 1 e 3 anos. Desde o nascimento do primeiro, tive preocupação referente ao transporte. Ou seja, dar conforto e segurança. Por isso comprei boas cadeirinhas, telas para bloqueio solar nos vidros laterais traseiros(não uso películas em meu carro) e dirigir de forma mais tranquila. Fiz uma reprogramação mental para que quando com meus filhos dentro do carro, tudo seja pensado neles. E assim tem sido feito. Então esquecer um filho dentro do carro, não me passa pela cabeça e simplesmente não consigo aceitar. Onde quer que eu esteja, sempre estou com meus filhos sob meus olhos. Olhar pelo retrovisor e ver como estão é algo rotineiro. Carro parado no trânsito, uma girado no pescoço para dar uma olhada melhor.
    As pessoas estão se portando como robôs, ligadas nos celulares, mas distantes das pessoas. A sociedade esta doente, indo para a UTI. Estão deixando a vida passar, sem realmente aproveitar o que ela tem de melhor. Nos casos onde os pais esquecem seus filhos dentro de um carro, o melhor da vida deles era justamente seus filhos. Abraços.

    • Lorenzo Frigerio

      Smartphone é uma praga. Estava ontem numa sala de espera interna no Einstein para uma consulta e talvez 1/3 das pessoas ali sentadas estavam de olho no smartphone.
      É para não olhar para os outros, para não ser olhado pelos outros, e para estar em vários lugares e em nenhum ao mesmo tempo, como almas penadas.
      E quando vemos uma família num restaurante, e os filhos estão todos colados no Facebook e no What’s App, num dos poucos momentos em que deveriam estar interagindo uns com os outros? É alarmante e triste.

  • Maurilio Andrade

    Quanto à prefeitura de São Paulo, o Sr. Fernando Haddad, um dos piores prefeitos que vi desde que cheguei a esta cidade, se preocupa mais em diminuir a velocidade limite das vias, enchendo-as de radares, e pintar os corredores de ônibus e bicicletas, a realmente administrar e ter um plano de ação contra estes tipos de crises que sempre acontecem no verão paulistano.

    • Lucas

      Claro. É o mais fácil!!! Mais do que isso é querer demais….

  • Rogério Ferreira

    Nora, esses casos sempre me deixaram perplexos, e eu também não consigo entender. Além do fato de nunca olharem para trás e de dirigirem como uma mula com tapa-olhos, mirando em uma única direção, será que na hora que chegam, abrem a porta, descem do carro, fecham a porta, a visão mirada, não passa, ainda que brevemente, sobre o filho está, ali, na cadeirinha? Nenhum bebê fica completamente escondido, ainda que cadeirinha esteja voltada para trás! Sobre o assunto há outro aspecto a ponderar: O do crime propriamente dito. Nessas situações, o autor pode alegar a distração fatal, mas nunca a Justiça conseguirá decifrar o dolo da culpa. E se de repente, foi de propósito, e alegação de “esquecimento” e da “mudança de rotina”, seja apenas uma “estratégia de defesa”? Aqui em Goiânia recentemente, os casos que aconteceram, não foram por esquecimento. No primeiro, a mãe deixou de propósito, o filho recém-nascido dentro do carro, debaixo do sol, caso que culminou na morte da criança, e na prisão da “monstra”, que no meu entendimento, deveria ser exterminada da sociedade. No segundo, um bebê foi deixando no carro, estacionado debaixo do sol e fechado enquanto os pais, (pasmem) faziam compras num mercado popular. Chamaram os bombeiros, que arrombaram a porta do carro para retirar a criança, quase desmaiada. Ainda fizeram isso, pois se estivesse ali, no momento, não ficaria um vidro daquele carro, sem ser quebrado. A reação de frieza, dos responsáveis diante das câmaras de TV deixou muitos goianos indignados. O terceiro, aconteceu agora: foi um susto para a mãe, que não agiu de má fé, mas foi imprudente. Ela deixou as crianças dentro do carro, com motor funcionado e o ar condicionado ligado, enquanto foi retirar uma encomenda, questão de um minuto… Só que um marginal “de menor” que passava no local, percebeu, entrou no carro e foi embora, levando as crianças ..A cena da mãe desesperada, correndo atrás do carro, foi chocante. Ainda bem, que deixaram as crianças no outro lado da cidade, e nada fizeram com elas. Logo depois a polícia prendeu os meliantes, que já sabemos, cumprirão no máximo 6 meses de medida sócio-educativa. É complicado.

    • Nora Gonzalez

      Rogério, como jornalista sou meio paranóica e sempre me pergunto quem se beneficia com qualquer fato, independentemente de ser positivo ou negativo. Mas uma vozinha dentro de mim quer me convencer de que torrar uma criança dentro de um carro é crueldade demais para alguém cometer contra o próprio filho. Mas também penso que é uma possibilidade, sim, e infelizmente já aconteceu várias vezes. Abraços.

  • Danniel

    Nora, a lei sobre obrigatoriedade de redes elétricas subterrâneas é municipal/estadual? Trabalho no ramo e nunca ouvi falar de tal obrigatoriedade, pelo menos no Centro-Oeste.

  • Geovane Paulo Hoelscher

    De dar risada!

  • Bob Sharp

    Real Power
    Aceite os meus cumprimentos pela sua postura ao transportar seus filhos e também por não acompanhar o rebanho na questão dos sacos de lixo..

  • Bob Sharp

    Uber
    Você disse tudo com esse advérbio de modo, ‘realmente’.

  • João Carlos

    Interessante nessa história das quedas de árvores, é que as vidas perdidas são menos notícia do que ficar sem energia elétrica ou o embaraço no trânsito!

    Coloque-se no lugar. Imagine perder um parente em pleno início de ano pós-festas, por uma árvore cair no carro!

    Árvores caírem numa cidade rica como essa, por simples falta de cuidado, em pleno século XXI. É coisa de País “Abençoado” Por Deus como diz o Bob.

    E outra, uma árvore em via pública, cheia de concreto dos lados, e uma frescurada danada, de fazer nojo, para se fazer uma simples retirada ou poda. A árvore é mais importante que a vida humana. Mais hipocrisia que isso, impossível.

    • Mingo

      Claro que uma vida é importante, mas acabar com as árvores só pelo receio que elas possam cair também não faz muito sentido…
      O que precisa ser feito é o controle delas pela prefeitura, que inclusive tem secretaria dedicada somente a isso. Esses políticos vagabundos cobram um monte de multas e impostos da gente e não tem capacidade nem de cuidar das árvores da cidade??
      Pode ter certeza que lá na Secretaria do Verde e Meio Ambiente tem um comissionado com o traseiro sentado na sua cadeira de couro ganhando um salário milionário justamente para fazer isso João Carlos.

      • João Carlos

        “Claro que uma vida é importante, mas acabar com as árvores só pelo receio que elas possam cair também não faz muito sentido..”

        Só o receio já vale para se salvar uma vida. Algumas árvores até crianças já percebem que algo não vai bem. Se for caso de retirada ou poda que leve a morte, é só plantar outra no lugar, a Amazônia não vai acabar por causa disso. Na verdade, o que acontece é que colocar o dedinho numa árvore esbarra no “politicamente incorreto”, nos ecochatos, e outras diarréias da sociedade. E ai de quem tentar por custos próprios fazer uma ação destas. A mídia hipócrita na mesma hora vai ao local, e os fiscais, de duas uma: ou te multam, mesmo que você tiver um parecer técnico; ou vão querer propina. A prefeitura tem equipes coçando a bolsa escrotal, e só não podam ou arrancam as árvores doentes por causa disso, essa é a verdade. Imagine se a prefeitura podasse ou retirasse árvores no dia seguinte aos pedidos, ou em ritmo de multirão após o seu breve acúmulo? Ia ter uma gritaria geral em todos as mídias, hipocrisia geral.

    • Lorenzo Frigerio

      É óbvio que a árvore não é mais importante que uma vida humana… eles fazem assim para não gastar dinheiro mantendo equipes de poda (não dá voto). Dinheiro, só para contratar amiguinhos do filho do Prefeito para o cargo de aspones, ou mais funcionários fantasmas para a CET.

  • Rodolfo

    A Eletropaulo deveria pelo menos fazer com que todas as avenidas tenham a fiação de luz subterrânea. Assim a gente ia ficar com menos falta de luz devido a quedas de árvores ou carros batendo em poste de luz.

  • Bob Sharp

    Uber
    Sim, outros malefícios, por exemplo, o país do mundo onde mais cai raios, o álcool-combustível, 25% de álcool na gasolina, lombadas, valetas, fúria arrecadadora com multas, reduções de velocidade sem embasamento, motoristas dirigindo às cegas atrás dos seu sacos de lixo, fiscal de trânsito em vez de polícia de trânsito, sincronização semafórica hilariante, extintor de incêndio obrigatório, voto obrigatório, tributação excessiva, juros de cheque especial de 200% a.a., o PT, a classe política e outros.

    • Lucas

      De todos esses malefícios que vc citou, Bob, só o primeiro foi criado por Deus…..

      • Bob Sharp

        Lucas
        Nunca ouviu falar de atuação indireta? (rsrs)

        • Lucas

          =)
          Tens razão, Bob. Mas pelo menos dessa forma, pelo menos em teoria, e temo que só em teoria, essas mazelas seriam possíveis de serem resolvidas.
          Já com os que Deus criou por atuação direta, são apenas convivíveis.

    • Rodolfo

      E aquela música “Perfeição” da Legião Urbana… diz tudo e está super atual…

    • CorsarioViajante

      Já anucniaram: vai aumentar para 27%. Não aumentou para 27,5% porque não sabiam calcular a porcentagem. É sério.

    • Jr

      Opa, em breve 27% de álcool.

    • preto

      Pessoas que tem o hábito de estacionar seus carros nas calçadas diariamente e durante o dia inteiro; policial que passa ao lado desses carros para ir até a sua casa várias vezes ao dia com a viatura, mas não enxerga e não faz nada, enquanto alguém que põe uma bala na boca é multado.
      E tem muito mais…

  • Bob Sharp

    Fat Jack
    Absolutamente nenhum carro sai de fábrica com sacos de lixo. Só a Fiat saiu assim alguns anos atrás, mas vidro escurecido de 50% e somente nos laterais traseiros e traseiro. É claro que esquecer o filho no carro é desatenção suprema, mas se os carros não tivessem o maldito acessório as crianças teriam chance de ser vistas dentro pelos passantes.

    • Fat Jack

      Perfeitamente, no caso citado vieram como “acessório-cortesia” (muito comum por sinal).

    • Davi Reis

      Gostava muito dessas janelas laterais escurecidas em alguns carros da Fiat. De fora era fácil notar que as janelas eram mais escuras, mas como não se tratava de película, a visão através delas continuava fácil como se devia. É o tipo de item que eu não entendo porque o mercado abandonou (talvez por não selarem os vidros e não deixarem o carro “lindão”…).

      • Bob Sharp

        Davi Reis
        Matou!

  • Nora Gonzalez

    Danniel, não sei nas outras cidades, mas em São Paulo desde 2005 a lei municipal 14. 023 estipula que a distribuidora de energia promova o enterramento de 250 quilômetros de cabos por ano. Claro que isso nunca foi cumprido e a cidade tem apenas 7%. Precisa dizer mais? abraços.

    • Danniel

      Nora, obrigado pela informação. Aqui em Brasília temos, se não me engano, a maior malha de rede subterrânea do Brasil. É bem mais confiável, mas quando ocorre um defeito a recuperação é mais difícil e demorada.

    • CorsarioViajante

      Inclusive, se não me engano, foi parte do pacote para concessão à AES, concessão esta que foi uma grande fraude.

  • Gustavo73

    Como sempre belos textos. Bens escritos, e gostosos de ler. Mesmo com um assunto tão macabro. Também me pergunto como alguém esquece um filho no carro. Em breve serei pai, e como tio já não vejo a menor possibilidade disso ocorrer. Realmente olhar para o carro ao fechá-lo é algo tão natural. Está bem parado? Tudo está trancado? Realmente de cara são maus motoristas. Os resto é só lamentar.

  • Wagner Bonfim

    Nora, gostaria de sugerir esse aplicativo Android, para os “esquecidos”: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.vb.kidsnkars

    Ele foi formulado pela Kars4Kids americana e o conceito de funcionamento é bem simples: ao perder o pareamento com o som do carro que tenha bluetooth, emite um lembrete sonoro. Para aparelhos de som sem bluetooth, o lembrete pode ser feito baseado em um tempo pré-configurado.

    Acho que não está traduzido para o português, mas é de funcionamento bem simples!

  • CorsarioViajante

    Perfeita a cadeia de acontecimentos: a prefeitura é omissa, não poda, e quando poda faz um verdadeiro assassinato sem critério. A droga da AESEletropaulo é uma grande fraude que mal faz o mínimo, quem dirá enterrar os fios, novela que se prolonga há décadas. E, como as enchentes, fica tudo por isso mesmo, é “culpa da chuva”.
    É fácil de entender o porque, relacionando com os bebês: é o mesmo discurso do “mal súbito”, de botar a culpa “na rotina”, na “estafa”… Difícil. muito brasileiro gosta de empurrar a responsabilidade para terceiros e acaba elegendo quem age como ele.

  • Rafael Ax

    Certa vez li que boa parte das arvores plantadas pela Companhia City – que estruturou diversos bairros de SP – era de uma espécie não nativa, muito sucetível a broca ou cupins.

    Não me recordo a espécie da árvore, mas a maioria das que caem, pelo menos no meu bairro, são essas… Não que isso seja desculpa para o poder público que não monitora esse tipo de problema.

  • Uber

    Falando sobre o outro assunto, acho um absurdo essa lei atual nos proibir de mexer nas árvores, mesmo que tenham sido plantadas por nós na calçada e em nosso próprio quintal!
    Tá na cara que esperar a prefeitura tomar providências não dá certo.
    Essa lei tem de ser flexibilizada e incluir exceções, aqui, não é a floresta amazônica!

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Está cheio dessa gente ruim por aí, mas pagarão aqui mesmo por essa maldade.

  • Bob Sharp

    Wagner
    Parabéns pelo carro novo!
    Deixar o carro “lindão” é o que leva muitos a “enfeitar” o carro com os sacos de lixo e, também, andar à noite com os faróis de neblina ligados em vez dos faróis principais baixos…Que pobreza de espírito! E afinal, seu Golf ficou como?

    • Wagner Bonfim

      Bob, naquele momento sem películas, pois achei melhor retirá-las e estava na véspera do Natal. Posteriormente, coloquei as de maior transparência disponível. Pensando bem, acho que seria melhor deixá-lo sem. Pouco acrescenta. Presente de grego!

      • CorsarioViajante

        Uma boa combinação é película só nos vidros de trás, assim consegue-se ocasionalmente disfarçar alguma coisa no banco sem prejuízo de visibilidade.

  • Bob Sharp

    Mingo
    Até agora, o melhor comentário da semana!

  • Roberto

    Uma coisa que também me chamou a atenção (e se não me engano de outros que comentaram aqui no site) é que os carros, pelo menos nesses últimos casos onde as crianças foram esquecidas, tinham películas escuras. Ou seja, se não tivessem essas porcarias nos vidros provavelmente alguém que estivesse passando na rua teria notado a situação e teria feito alguma coisa.

    • Eduardo Mrack

      Ótima observação.

  • Auguste21

    Ótimo texto, parabéns. “Não quero pensar que pais trancariam um filho(a) de propósito num carro, pelo menos não sabendo das consequências, o que os qualificaria como péssimos pais”. Mesmo que deixar a criança trancada no carro não ocasionasse em risco de morte, que pai ou mãe deixa seu filho(a) pequeno sozinho, a própria sorte? Criança pequena precisa se alimentar, se hidratar, receber atenção, etc, elas não conseguem se virar sozinhas. Portanto, se a pessoa não têm tempo ou não quer perder seu tempo com a criança, pra que gerar uma? Falta é responsabilidade a esses “pais”.

    • Roberto

      Também me faço essa pergunta, vai ver só pensam no lado bom de ter filhos. O que demonstra que muitos adultos de hoje não tem maturidade nenhuma e só tem idade mesmo…

  • RoadV8Runner

    Excelente texto, apresenta exatamente o que penso sobre esquecer o filho(a) dentro do veículo (sem contar que também não consigo fugir de uma discussão…).
    Já comentei por aqui antes e volto a repetir: não sou pai, mas nas vezes que fugi da rotina e andei com meus sobrinhos no carro, era um olho no trânsito e outro no retrovisor. Até mesmo minha forma de dirigir era mais cautelosa, justamente por eu estar consciente da presença de uma criança a bordo.
    Não pretendo crucificar ninguém, mas esquecer uma criança dentro do carro é algo que jamais irei compreender ou sequer aceitar qualquer justificativa que seja como razoável. Estamos falando de um ser humano, não de um objeto qualquer.

  • Lucas

    Concordo integralmente contigo e acrescento: custam uma pequena fortuna, de modo a agora ter que se fazer até seguro (!) pra eles, devoram bateria a ponto de terem que ser recarregados muitas vezes todos os dias e em coisa de 2 anos (se muito) já não servem pra quase nada, isso quando não “morrem” antes…..

  • RoadV8Runner

    Essa piada é ótima, apesar de trágica ao mesmo tempo…

  • Lucas CRF

    Desculpem-me Nora e Bob, mas não concordo com alguns aspectos apontados. Cadeirinhas podem ser visíveis pelo retrovisor, mas os bebes-conforto não. Em meus dois carros que ando com meu filho, um Astra e uma Marea Weekend, os bebes-conforto não ficam visíveis.

    E Bob, você se lembra da brutalidade que é o sol de Brasilia? Isso, somado ao fato de o bebe andar em um dos lados do carro, devido aos cinto de três pontos traseiros (mais próximo da janela), e a posição semi-deitada do bebe-conforto, implica em uma grande exposição do bebe ao sol. Sim, me rendi às películas.

    Depois, acho possível sim que pais que realmente amem seus filhos cometam o lamentável erro de deixá-los no carro. São humanos, erram. Não se trata de menosprezar a presença do filho, mas de, diante de uma rotina muitas vezes brutal, serem absorvidos por ela. Tanto é que em muitos dos casos, os bebês estavam em caráter excepcional com um dos pais.

    Por incrível que pareça, uma tia conhece um casal de pais que cometeram esse brutal erro. Nas palavras dela, pais amáveis, zelosos, que jamais fariam mal ao filho.

    Não condeno. Aliás, nem devo. Só peço para que Deus conforte de alguma maneira a pessoa que cometeu o trágico erro que resultou na morte do – podem ter certeza- amado filho.

    Abraço

    Lucas CRF

  • Antônio do Sul

    Não que isso justifique ou que todos os idosos negligenciados pelos filhos tenham sido maus pais, mas a grande maioria desses filhos só aplica o que aprendeu através dos exemplos de seus pais.

  • Victor

    Como eu sempre dei muita importância para a direção defensiva, principalmente quando andava muito de moto, a melhor frase que eu já vi e que define muito bem a direção defensiva e que adotei como norma de conduta no trânsito é: “nunca duvide da imbecilidade alheia”. Me parece aplicável também a estes casos de crianças.

    • Rodolfo

      Tenho uma frase boa para você também:
      “Moto… o pára-choque é você!!!”

      Eu tenho carteira A/B, mas não dirijo moto mais, não…

  • Eduardo Mrack

    Aqui no RS a qualidade dos serviços da AES e a condição da rede é uma piada… Em minha cidade basta um vento leve para derrubar cabos e eles caem sempre energizados, contradizendo a informação da companhia, de que à menor variação de tensão/corrente a rede é desacionada. Um carro explodiu semana passada, graças a um cabo de alta tensão que caiu energizado sobre ele. Na minha rua foram 4 rompimentos de cabos em um ano, ficam em torno de 20 a 30 minutos energizados após o rompimento. Por duas vezes a eletricidade destes cabos rompidos, tocando o solo, iniciaram incêndio dentro do meu terreno. Quando ocorre o rompimento, ligo imediatamente para o atendimento da fornecedora de energia, solicitando imediatamente a desativação da rede, mas eles falam que se algum cabo rompe, a rede é desenergizada imediatamente coisa que jamais ocorreu…

    • CorsarioViajante

      É uma vergonha. Quando morava em São Paulo tinha mais de dez reclamações contra a AES. Não agüentava mais reclamar.

    • Danniel

      Eduardo, isto é por conta do relé de proteção, que pode estar desajustado ou inadequado para o circuito. Ele não está desligando a rede pois está enxergando o curto-circuito como carga normal da rede. Em algumas situações, principalmente circuitos longos, só os relés mais novos conseguem diferenciar as duas situações.

  • Eduardo Mrack

    Os telefones são “smart” para que as pessoas não precisem ser “smart”… Tenho verdadeiro pavor destes idiotizadores portáteis. Abruptamente interrompo uma conversa quando percebo que a pessoa com a qual eu falo começa a mexer ou olhar para o seu smartphone, e não retomo o assunto, acho outra coisa para fazer ou deixo o local. Geralmente causa espanto nos idiotas, e a intenção é esta mesmo.

    • Mingo

      Você faz muito bem, Eduardo! Vocês já imaginaram como estará o mundo daqui uns 20 anos com esse monte de gente alienada conectada 24 horas por dia a nada?
      Pergunte para eles quando viram pela última vez o pôr do sol, as plantas num parque, o gosto das refeições…
      Muita gente já entrou na Matrix e nem está sabendo.

    • Nora Gonzalez

      Eduardo, também interrompo a conversa quando meu interlocutor começa a mexer no telefone. E já reparou que na maior parte das vezes ele nem pede para terminarmos o assunto? Ou seja, não estava prestando a menor atenção. Não merecem nosso tempo. Abraços

  • Roberto

    Percebi que esta de andar com os espelhos dobrados está se tornando cada vez mais comum (mais um sinal de que muitos não os usam mesmo).
    Esta que você avisou e que continuou com os espelhos dobrados deva ser daquelas que acha que espelho retrovisor não é necessário, já que basta dar seta e ir se enfiando quando quer trocar de pista…

  • Bob Sharp

    Lucas CRF
    Você soube de algum caso de criança em bebê-conforto que tenha sido esquecida no carro? Para mim era tudo em banco infantil Películas: colocou-as só nos vidros laterais traseiros, correto? Mas, gozado, tive filhos, tenho neto, viajamos, e nunca o sol fez mal a eles. Por que será? E sobre ser humano e errar, há uma ditado italiano que diz: “Todos têm o direito de errar, mas não é para abusar”. E agora sou quem discorda: um pai ou uma mãe que esquece o filho dentro do carro não o ama, está defecando e andando para ele. Ou então é um débil mental. E que Deus não conforte quem fez uma brutalidade dessas, já que não temos pena de morte aqui.

    • Roberto

      Lembrando também que existem vários meios que evitam a incidência direta do sol para esses casos, como por exemplo aquelas cortinas com ventosas, que além de ter a vantagem de poderem ser tiradas e colocadas com facilidade, existem vários modelos e custam bem menos que a colocação de películas escuras

    • Lucas CRF

      Bob, a película só foi colocada no Astra, já que o pequeno anda mais nele. Foi colocada nos traseiros laterais e e também no da quinta porta. Acho que traz conforto diante de um sol muito forte.

      Abraço

      Lucas CRF

  • robson santos

    Nora, pegando o gancho dessa situação dos temporais em São Paulo e as consequências que você citou, lembro de outro ponto fundamental durante esses temporais quando boa parte dos semáforos apagam, é na questão de educação no trânsito, da preferência ao trafegar numa via urbana quando não há sinalizações horizontais/verticais, semáforos ou agentes de trânsito controlando o fluxo num cruzamento, especificamente quando ninguém vai mudar de direção neste cruzamento, nessa situação é impressionante que impera a lei da selva entre nós condutores, ninguém “lembra” que a preferência é de quem vem pela SUA direita… resultado: buzinaços atrás de você que está respeitando o CTB por simplesmente esperar o tráfego a SUA direita te dar a chance de seguir adiante com segurança num cruzamento, mas não, querem que você avance por acharem que a preferência é sempre de quem está naquela via e não importe a situação, e com isso você comete uma infração e se estiver sendo “observado” já era…

    Não tem jeito, enquanto não houver maior preocupação da mídia em relação a educação no trânsito, o que você mal aprende nas auto-escolas não vai estar nem aí em procurar reciclagem depois…
    Por que nesses programas dominicais não é aberto um espaço para “Educação no trânsito” ? Há audiência ali, então isso se justifica.
    Existem tantos temas já explorados aqui ( bandidos da esquerda, uso incorreto do farol alto etc.. ), e isso continua sendo discutido somente em fóruns…

    Indico até um link:

  • Rodolfo

    O cara é médico e faz um plantão atrás do outro em hospital… estava com muito sono quando foi trabalhar de manhã. (rs)

    • Antônio do Sul

      Se o médico sai para o trabalho tão cansado a ponto de se esquecer de que o carro da esposa estava estacionado atrás do seu, imaginem a “sorte” de seus pacientes…

  • Nora Gonzalez

    Lucas CRF, quanto ao sol é mais indicado para crianças a telinha protetora que se coloca no vidro lateral com ventosas. Protege a criança e não impede que quem está fora enxergue. E continuo não entendendo como alguém não olha o próprio carro nem ao menos na hora de fechá-lo. Muito menos quando tem uma responsabilidade para o resto da vida como é um filho. Abraços.

    • Lucas CRF

      Verdade, Nora. Filho é uma responsabilidade para a vida toda. Mas, Nora, as pessoas falham. Infelizmente, falham. E os resultados podem ser tão trágicos como os colocados.

      Abraço

      Lucas CRF

  • Davi Reis

    Parabéns pelo carro, é mesmo uma bela obra de arte da engenharia! Sobre as películas, eu no seu lugar deixaria passar ou até mesmo tentaria negociar algum outro brinde. As mais claras, como você disse abaixo, realmente fazem pouca diferença (no sentido de melhorar) mas durante a noite incomodam mais do que ajudam. As escuras então…

  • Fabricio d

    Só uma saída ao Shopping e você vê pais completamente relapsos, dando as costas para os filhos, aí acontece um acidente e querem culpar terceiros.

  • Bob Sharp

    Corsário
    Exatamente como ficou o Audi RS 7 que o Ae recebeu anteontem…. (rs)

    • CorsarioViajante

      Ah queria receber um desses! rs
      Se não me engano esta disposição, vidros limpos para o motorista e traseiros escurecidos, é forte na Europa. Bem que a moda podia pegar por aqui.

      • João Martini

        O Tiguan R-Line já vem assim de fábrica, se não me engano. Vi um na concessionária nesse esquema, igual ao europeu.

  • TPBOrfão

    Tem otário que confia mais na amante do que na esposa que é mãe de seus filhos, inclusive, quando estavam na lama, lavava muita cueca suja do bestalhão traidor.
    Então deixa o filho na mão de uma mulher dessas, não dá outra, leva para passear e então… a tragédia acontece.
    Depois chora.

  • Eduardo Mrack

    Sim, estranho mesmo seria se algo funcionasse, afinal estamos no Brasil.