Mendoza 15  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 15

Durante a viagem com o Mégane R.S. contei para o MAO algumas histórias de aventuras que vivi. Duas delas estão no site, Jabel Haffet e Atolei em Dubai, mas tem uma que ainda não havia virado matéria. É uma historinha tranqüila, mais um causo do PK. Talvez até fora de tópico, mas resolvi contá-la.

Tem uma coisa que aprendi com um grande amigo, o Beto. Uma vez saímos de jipe da sua casa em Alphaville, em São Paulo, meio que sem destino, apenas para darmos uma volta. Como não sabíamos onde ir, assim que avistamos uma montanha ao longe ele a apontou e disse: vamos lá, no topo daquela montanha! Com isso definimos um objetivo para o nosso passeio. Desde então, toda vez que vejo uma montanha ou algo que se destaque na paisagem ao longe, eu lembro do Beto e fico com vontade de ir até lá. Sempre fui assim, insatisfeito com o lugar onde estou e buscando novos objetivos. “Lá” é onde quero estar! É verdade que reclamo disso a mim mesmo, pois não é fácil ser assim. No entanto, ultimamente tenho aprendido que isso é uma das forças que me move.

Pois é! Durante uma viagem à Argentina, no caminho entre Mendoza  e a Cordilheira dos Andes, estávamos numa excelente e vazia estrada pavimentada. À nossa direita estava uma paisagem lindíssima com um lago azul turquesa formado por uma represa e umas montanhas ao fundo. Coisa de uns 500 metros de distância da estrada, num nível bem mais baixo. Olhei o lago e decidi que “lá”, na sua margem, é onde eu gostaria de estar.


Mendoza 12  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 12
Mendoza 11  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 11
 Não havia estrada para chegar “lá”. Mas eu estava dirigindo uma Hilux com tração 4×4. Minhas duas companheiras torceram o nariz assim que manifestei minha idéia, mas eu lhes disse: “Deixem com o papai aqui, tudo tranqüilo! Estamos num carro apropriado para isso”. Então começamos a descida em direção à margem do lago. Paramos no meio do caminho para fotos e estávamos curtindo muito o insólito lugar. Mas eu queria chegar “lá”… na beiradinha do lago. O Beto sabe bem o que é isso. Descemos até o nível do lago e no plano acelerei em direção à margem calculando uma distância de frenagem mais do que suficiente para a Hilux parar perto da água, mas com segurança.

Então, ao ralar no freio, descobri que o solo era um lodo só. O nível da água havia baixado recentemente e eu estava tentando parar o carro onde antes era… o fundo do lago! A superfície era tão lisa que o carro deslizou como se eu não estivesse aplicando o freio. Fiquei completamente sem ação e  torcendo para que parássemos antes de entrar no lago. Não deu! Entramos com carro e tudo na água.

 

Mendoza 05  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 05

Eu estava certo de que tudo correria bem

 

Mendoza 06  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 06

Na descida até a beira d’água paramos para umas fotos off-road

As duas não entenderam absolutamente nada. Por sorte o lago era raso, com o fundo quase plano. A água ficou pouco acima metade da altura das rodas. Elas ficaram assustadas, aliás, assustadíssimas. Mas o papaizão disse: “Estamos numa Hilux 4×4, é só engatar a tração e sair de ré”. Que nada! As quatro rodas patinaram e a picape afundou mais um pouco. Mais uma tentativas e a conclusão foi que era impossível de sair dali sem ajuda

Nessas horas eu acabo me odiando. Que idéia idiota, essa de ir até à margem do lago! A estrada lá em cima estava tão boa, era só continuarmos nela que chegaríamos à Cordilheira ainda de dia e tranqüilos. Atolados no lago! Sem nenhuma alma viva por perto. Sem telefone e sem a menor condição de sair dali sozinhos. Mulher com medo, que conseqüentemente o passou à filha, que chorava. Totalmente sem motivo, é óbvio!

 

Mendoza 02  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 02

Já resgatadas e bem bravas

Saí da picape pela caçamba e após consenso decidimos que eu andaria até a estrada para pedir ajuda e elas ficariam no carro. Durante todo esse trajeto eu teria visão total da picape com as duas lá dentro. Tranqüilo!

Mas quando cheguei à estrada não achei uma alma viva e não passou nenhum carro por muitos minutos. Além de tirá-las de lá, eu não queria perder muito tempo para chegar até a Cordilheira. Isso mesmo, o “lá” já tinha mudado…

Não dava para falar com elas. Considerei que, como não havia nenhum ser vivo por perto, elas não estavam em perigo. Eu também tinha certeza que a picape não afundaria mais e que também não seria inundada. Fiz algum gesto para elas, pedi proteção a Deus e segui correndo pela estrada. Naquela época eu tinha boa forma. Coisa de um quilômetro pela frente encontrei umas casas. Bati palmas e nada. Ninguém por perto. Continuei na estrada por mais um quilômetro e após uma curva dei de cara com um vilarejo. E melhor ainda, com um posto policial logo na entrada.

 

Mendoza 13  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 13

O policiais que nos ajudaram. Olha só a cara do mais velho!

Nesse ponto, antes de entrar no posto policial, pensei em como eu explicaria para os guardas que eu saí da estrada e fui parar dentro do lago. O que será que eles pensariam de mim? Engoli seco, entrei no posto e pedi ajuda. Contei tudo num portunhol lascado e ainda pedi que se apressassem, pois as duas estavam lá, apavoradas. Chegamos no ponto de onde podíamos avistar o carro, mas não tinha estrada para chegar lá. Eles me olharam e eu disse para seguirem no meio do terreno todo acidentado. Também os alertei para não fazerem a mesma besteira que eu e para pararem a picape deles bem antes da margem.

Nessa altura as duas já estavam na caçamba e achando que a picape estava afundando. Quando eu lembro disso, tenho que admitir que não deve ser muito fácil ser minha esposa. Ela é uma pessoa comportada e caseira e ter que me acompanhar nem sempre é uma boa idéia.

 

Mendoza 09  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 09

Minutos antes do mergulho!

Com um cabo de aço amarrado no pára-choque traseiro da minha picape, a outra Hilux a tirou do lago com facilidade. Só que os guardas deram uma errada e laçaram o cabo de aço pelo pára-choque traseiro da minha Hilux, que acabou sendo estragado. Mas na hora eu nem percebi, pois só queria tirá-las do lago em segurança. Depois fomos todos juntos até o posto policial para uma pausa. Os guardas eram gente fina e não disseram uma palavra sobre o acontecimento. Tivemos muita sorte de nada de ruim ter acontecido. E apesar do sufoco todo, esse tipo de aventura marca nossas vidas. São histórias que não poderiam ser vividas se não estivermos dispostos a nos aventurar e sair da mesmice.

Depois de tudo isso seguimos caminho para o terminar o passeio e daí para frente tive que me comportar muito. Já na Cordilheira do Andes, chegamos a uma estradinha que nos levaria até o o Monte Aconcágua. O “lá” estava tão perto! Mas essa estradinha estava cheia de neve e as duas não pestanejaram em negar completamente minha idéia de seguir por ela até o pé da montanha. Tive que enfiar o rabo entre as pernas e me contentar em ver o Aconcágua bem ao longe.

 

Mendoza 14  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 14

Estrada que leva até o pé do Aconcágua. Não passei dessa placa

Bem, essa foi a minha versão da história. Qualquer dia a minha esposa conta o lado dela. E quem sabe a filhota também conte como ela encarou a aventura.

PK

 

Mendoza 01  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 01

A Cordilheira dos Andes com o Chile logo atrás

 

Mendoza 03  "LÁ", O DIA EM QUE QUASE AFUNDEI UMA HILUX Mendoza 03

Mesmo uma picape indestrutível não é a prova de erros humanos…

 

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

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  • Lorenzo Frigerio

    Alguns meses atrás postaram, acho que no Carplace, um vídeo de um cara com um Land Rover atolado na praia (no Nordeste), e a maré subindo… o cara devia estar se achando… foi um tremendo de um vexame.

    4×4 não faz mágica, especialmente no molhado, e com pneus de uso misto.

  • Victor_maravs

    Mulher tem hora que é um bicho medroso, ou a gente que não enxerga perigo em nada. Nessas horas, minha mulher sempre fala “E se fosse eu no volante, colocando-o numa situação medonha, você ia gostar?”

    Acho que ia =D

  • JT

    Caro PK, me identifiquei com você neste belo relato. Tenho a mania semelhante de fuçar por caminhos novos e minha esposa não curte muito desse “atributo”. Percebo o quanto ela gosta de mim, ao topar minhas escapadas por aí. Já escorreguei nas quatro rodas numa estrada de terra da Serra da Mantiqueira, na beira de um penhasco. O pavor dela foi proporcional ao meu senso de fleuma ao dizer, depois da curva, que estava fazendo uma derrapagem controlada.

  • Fabio Vicente

    Sua história me lembrou do trecho de um filme chamado “A Praia”.
    Nele, o personagem do Leonardo DiCaprio está em busca de um lugar paradisíaco, mas em determinado ponto, ele precisa pular de um penhasco muito alto para mergulhar em um rio. Mas nem ele nem seus amigos sabem se o rio tem profundidade suficiente para que eles possam mergulhar sem se ferir.
    Assim é a vida: se não tivermos um “Lá”, mesmo que chegar até ele envolva alguns riscos e incertezas, estaremos inertes e condenados a viver de modo superficial. Se existe a possibilidade de descobrir novos caminhos ou lugares, por que não tentar?
    E o texto me trouxe a mente também o trecho de uma música, que diz: “o trem da juventude é veloz, quando for olhar já passou”. Então meus caros, carpe diem!! Busquem o “Lá” de cada um, e sejam felizes!!

  • Perneta

    Também já fiz a patroa chorar por que fui brincar num atoleiro de 2×3 metros. Acabei afundando o jipe sozinho no meio do nada. Uma hora tentando sair dali até aparecer uma camionete para me puxar.

  • Rafael Ax

    Pela cara delas, ficaram realmente bravas. Lembrei da minha namorada até, hehehe…

    Não tem jeito, se o carro estivesse cheio de “brothers”, estaria todo mundo achando graça.

  • Rodolfo

    Instala um guincho de desatolar nele… aquele que fica na dianteira dos jipes:

    http://www.brasiltools.com.br/ecommerce_site/arquivos5816/arquivos/1358964188_1.jpg

    Mas a melhor coisa é andar em comboio para trilha.

  • Fórmula Finesse

    Rsrsrsr…que roubada tua mulher deve ter pensado! Mas isso faz parte do nosso mundinho masculino; não podemos ver uma estradinha nova e pitoresca, emoldurando uma paisagem bacana, que a gente “cai dentro” – pode ser uma vicinal da serra, uma estrada de chão meio abandonada que faz parte de um verdadeiro emaranhando que vai ligando pequenas e antigas comunidades rurais; o Brasil é enorme, e só colabora com a nossa modesta sede de aventuras. E as mulheres são companheiras até certo ponto, depois de certo estágio – compre uma moto off-road e vá passear em lugares que elas nem desconfiam que existem, correndo pequenos (as vezes nem tanto) riscos, saciando um pouco aquele lado animal que temos, lobos solitários civilizados pelas expensas da sociedade…

    FF

  • Eduardo Alvim

    Faltou dizer o ano do acontecido ou eu que passei batido pela informação?

  • badanha bad

    Meu camarada, com todo o respeito, eu dei muita gargalhada com a cara da sua senhora na foto. Ela estava bem contente!

  • Marco Antonio

    PK, Belo Causoooo! Mas a cara do policial mais velho era de que estava pensando… “Este brasileño é una mala….(rs)
    Desculpe a brincadeira…..

    Abraço,

    Marco Antonio…..

  • Roberto Mazza

    Puxa, que bacana ler essa história! Estou justamente planejando uma viagem à Argentina e Chile, Mendoza, Pucón, Bariloche, e quem sabe um pouco da Carretera Austral. Penso em ir de carro. Mas bem que gostaria de saber mais detalhes de preços e burocracias de aluguel de carro por lá.

  • Pedro Bachir

    Conheço bem essa forma de pensar…
    Você escreve de uma maneira muito bacana!

    • juvenal jorge

      Juvenal Jorge teve um Samurai igual a esse, ano 97, com injeção monoponto e branco também.
      baita carro!!

      • Pedro Bachir

        O meu também é 97, desse jeito! Estou com ele há 4 anos, inicialmente era meu carro do dia a dia, rodava 2500 km/mês, depois consegui comprar outro carro para o dia a dia e deixei só pra trilha, hoje está com bloqueio de diferencial ARB, kit de redução x-crawler, suspensão modificada, pneus 30″ e outras coisinhas… hahaha

  • Mibson Fuly

    E eu fui dar uma de “mulher”. Tive medo de cruzar o Rio Mossoró e fui retornar para procurar outro caminho… Fiquei. Não parecia mangue.
    Quando finalmente saímos da lama, tive de cruzar o rio do mesmo jeito, pois não havia outra via para prosseguirmos. A mulher brava e eu rindo.

  • Daniel S. de Araujo

    PK, embora tenha sido do lado de casa, passei por uma situação idêntica. Tinha acabado de tirar uma Ranger zero-km, 4×4 e estava me achando dirigindo um trator de esteiras.
    Um dia resolvi sair de uma cidade e chegar a outra andando exclusivamente por estradas de terra e fazendas e andando num pasto, a braquiária cobriu um brejo e acabei afocinhando a Ranger, afundando a frente e enterrando as rodas dianteiras totalmente.

    Precisou de 2 tratores (sendo um deles, um traçado de 120 cv) para arrancar a picape do brejo.

    • Acontece né! Mas valeu a pena, não? Abraço!

      • Daniel S. de Araujo

        Valeu mesmo!!!!

  • Peugeotzinho é bom de rally, mas não tanto!! kkkkkkkkkk

  • Eduardo Silva

    Gostaria de não me alongar muito mas a história é longa…

    Estava em Marília passeando na casa de uns parentes e resolvi sair com meu Chevetão 89 (isso foi em 96, era o “monzete”, azul metálico) para dar uns rolês pelas estradinhas de terra (areia, na verdade). Entrei numa subidinha que minha mulher disse pra não entrar porque não tinha marca de carro. Falei que era bobagem e entrei. Só então descobri que estava patinando em algo parecido com chocolate derretido. Não teve jeito, traseira leve, a frente afundou na terra e o carro foi caminhando vagarosamente para o barranco até encostar. Não era época de celular (era, mas era caro e não teria sinal). Para resolver a questão, coloquei ré, tirei o pé da embreagem e com a porta um pouco aberta fui acelerando e empurrando o chão com o pé esquerdo – e ralando a pintura toda no barranco. Tanto fiz que consegui tirar o carro. Ela só olhava para a direita, como se tivesse com torcicolo.

    Me livrei do problema, fiquei com cara de idiota enquanto ela reclamava por eu ter estragado o carro e mais tarde saímos de lá para São Paulo – eu, ela e o Luquinhas, nosso filho de 2 anos então. Chegando perto de Gália (terra da seda), o carro deu uma guinada para a esquerda e começou a fazer um barulho. Parei em um posto, para quem conhece a região, Posto Panorama e achei um borracheiro 24-horas com algumas ferramentas. Foi fácil constatar que o rolamento dianteiro esquerdo tinha arrebentado – minha mulher disse que foi porque entrou areia. Acho que ela estava certa.

    Finalizando a história, meu primo veio de Marília com um Fusquinha, de lá fomos no domingo à noite para Gália, que estava a 12 km, encontramos uma autopeças, encontramos o dono (cidade pequena) e encontramos o rolamento (e mais uma lata de graxa). O cara cobrou o preço normal. É outra vida nesses lugares.

    Voltei para o carro e o rolamento não saía, praticamente fundiu na ponta de eixo. Fiquei batendo com um martelo até cansar, aí o borracheiro pegou o martelo para ajudar e detonou a rosca da ponta de eixo de tanto bater errado. Pelo menos saiu. Coloquei o rolamento novo mas evidentemente a porca que segura tudo na ponta de eixo espanou. Eu não tinha seguro e nem dinheiro. A mulher cuspindo lava, o filho dormindo… Sem saber o que fazer, fiz… Falei “vambora”. E assim foi, com a porca segura por um fio de rosca e o prisioneiro. Vim em velocidade baixíssima, sem dar muitos detalhes para ela do problema, mas morrendo de medo. Depois de uns quilômetros o espelho interno do disco – aquela proteção, se soltou. Nada grave, mas o barulho que fazia era de tudo desmontando lá na frente a cada emenda de asfalto, e eu sem a maldita chave 10-mm para apertar.

    Enfim, cheguei em casa.

    Essa viagem me deixou muito mais humilde. E obediente. Nós, as almas livres, às vezes precisamos de freio.

  • CorsarioViajante

    Nossa, essa enganou mesmo!

  • Daniel S. de Araujo

    Sou de Garça!!!! to imaginando a situação!!!

    • Já estive em Garça, Cheguei as 2 da manhã e pegamos um avião pequeno bimotor para outra cidade que não me lembro. Foi um dia muito legal!

  • A gente vai aprendendo com as experiências. E temos que vivenciá-las para aprender. Não adianta apenas escutar histórias. Abraço!

  • Boa Mibson! Tõ imaginando a cena!
    Abraço

  • Boa Pedro. Mas esse seu Samurai é bem off-road, e seu horizonte está inclinado a 45°. Isso é um problema, pois você tem sempre que procurar uma rampa para se sentir bem. Abraço!

    • Pedro Bachir

      Sempre querendo chegar o mais perto do topo! (rs) Parabéns pelos ótimos textos.

  • Roberto, essa minha viagem foi em 2005. Eu saí de Buenos Aires e fui até Mendoza. Uns 1100 km. Nenhuma alma viva na estrada e nenhum radar. O carro foi emprestado. Esse caminho que quer fazer é demais. Vai sim! Abraço! PK

  • MA, mas foi isso mesmo!!!! E ainda fiz ele posar para a foto! Valeu, abraço!

  • 2005, já faz quase 10 anos. Não coloquei pois achei que não era importante. Abraço!

  • Mandou bem FF! isso mesmo. Abraço!

  • Isso quando você sai com a intenção de pegar trilhas… Abraço!

  • Se tivesse cheio de brothers a gente tinha dado um jeito de tirar o carro!!!! Valeu!

  • Mas mesmo atolando não foi legal??? Ficou essa história pra contar! Abraço!

    • Perneta

      Claro que sim! Eu rindo e ela chorando. Faria novamente com prazer. Kkk

  • Boa mensagem FV! Gostei mesmo. É esse espírito. Abraço, PK

  • Ué, a minha derrapagem até chegar o lago foi “controladíssima”. Valeu JT. Grande abraço! PK

  • Não! Daria medo mesmo. A gente pelo menos sabe mais ou menos o que está fazendo!!!
    Que nada, tem mulher que manda muito bem também! Valeu! Abraço.

  • Isso mesmo Lorenzo! Abraço!

  • Rafael

    PK, bela história, me identifiquei com ela.

    Fiz uma viagem ao Atacama de carro (também um Tiida) e atolei na areia. Também tenho diabinhos na minha cabeça que sempre me dizem para sair da estrada para explorar. E eu sempre faço isso. Em todas as vezes, arriscar sair da estrada me levaram a lugares incríveis. Eu também sempre faço umas fotos destes lugares legais que o carrinho me leva.
    Em uma destas vezes não deu muito certo.
    Em um trecho de estrada que beirava o Pacífico, depois de passar por várias saídas que davam para praia, resolvi pegar uma delas. Comecei indo devagar para averiguar o terreno. À primeira vista, tudo ok. A areia era aquela como a que fica logo antes de começar a água, bem compacta. Então aumentei um pouco a velocidade e segui em frente.
    Chegando ao mar, sem perceber, havia um pequeno desnível que me impedia de ver que a areia compacta terminava, começando um trecho muito curto de areia fofa. quando vi já estava andando nela e pisei no acelerador para tentar manter a velocidade e passr direto.
    A tentativa foi em vão. O Tiida, com seus pneus fininhos 185/60 R14 afundaram lindamente na areia.
    Assim como você, corri para a estrada pedir ajuda. Por sorte muitos SUVes passavam e me desatolaram.
    Foi um pequeno susto, mas uma viagem sem um momento destes não seria lembrada, certo?

  • Cristiano

    É complicado, eu sempre tenho essa vontade de sair pelas estradas de terra nos canaviais daqui.
    Num dia (acho que era 99) sem ter o que fazer à tarde, peguei meu Fusca com mais dois amigos e entramos numa estradinha atrás de uma faculdade. O barro estava um sabão e o Fusca numa curva foi deslizando até sair da estrada derrubando um monte de cana e o motor acabou encostando no chão. Aí saio atrás de pá, enxada ou seja lá o que fosse para desencalhar, na colônia de uma usina e nada de conseguir tirar ele de lá.
    Liguei pro meu tio e ele veio com uma D20 e, adivinhem! Ela também encalhou! Aí ele ligou para um amigo dele que tinha um Chevrolet 6×2 Romeu e Julieta e também ENCALHOU! Só que no caminhão encalhar arrancou dezenas de pés de cana…
    No final, de tanta gente ali o Fusca e a D20 foi fácil tirar, mas o caminhão pousou por lá e na troca de turno às 6 da manhã o trator foi tirá-lo. Tomei uma bronca do diretor da usina que até hoje ecoa na minha cabeça…

  • Roberto Leal

    Versão da esposa:
    — Uma vez aquele maluco quase matou nós duas, sorte dele que o carro não afundou muito; se eu não dou uns gritos ele iria ficar lá sentado esperando ajuda divina até hoje. Depois de tudo, no resto a viagem dormimos em quartos separados… de vez em quando essa história é lembrada e eu durmo de calça jeans, não faço janta nem lavo roupa. Cadê o rolo de massa para fazer os pensamentos dele voltarem para a realidade?

    Versão da filha:
    — Uma vez papai errou o caminho porque estava perdido e, tichibum, o carro caiu na água. Mamãe gritou bastante mas teve uma hora que ela me mandou fechar os olhos e tapar as orelhas… só vi o papai saindo do carro, mancando e parando lá em cima. Depois mamãe mandou eu tapar as orelhas de novo, só vi ela gesticulando e aí papai saiu andando… depois de uns policiais de fala engraçada salvaram a gente e no resto da viajem papai dirigiu devagarinho, me comprou um monte de presentes e para a mamãe também; sempre que essa história é lembrada lá em casa, meus tios ficam rindo, minha mãe fica brava e mau pai triste, olhando para baixo… hoje em dia em lugares bem distantes quem dirige é a mamãe…

    • Muito boas RL! Adorei. Vou mostrar para elas! Abração!

  • Celio_Jr

    É, te entendo. Meu humilde Golzinho também tem complexo off-roader e, às vezes, faço artes com ele. Um dia ”fiquei” num canavial em Araraquara, num pequeno e liso relevo…Deu trabalho para sair dali, calçando os pneus com palha de cana. Mas o visual valeu a pena e a parceira curtiu a aventura!

  • Celio_Jr

    Seu Peugeot é o ”Rallye”? (rsrs)

  • Que fotos espetaculares! Bem que você poderia contar essa viagem na seção histórias dos leitores. Abraço!

    • Rafael

      É uma boa idéia, PK. Eu não conhecia esta seção do site ainda. Vou tentar encontrar um tempo para escrever.
      Obs. eu errei na medida do pneu. É na verdade 185/65 R15.
      Abraço!

  • CCN-1410

    O “lá” ocorre frequentemente em minha vida, porque é “lá” que está a graça!

  • Raphael Hagi

    Estou com o roteiro pronto para ir até “Los Caracoles” de Omega, partindo de Belo Horizonte. Paulo, como foi cruzar as fronteiras do Chile e Argentina?

  • Eduardo Copelo

    Putz, PK! Que história, hein! Sua esposa merece um prêmio! E parabéns pela coragem e ousadia!

    E eu sem coragem de botar meu Focus no riachinho que corta a estrada de Trindade….

  • Juvenal Jorge

    Paulo, lembro disso por ser seu amigo há anos (com orgulho), e já passamos por uma que eu insisti no “lá”. Aquela do Land Cruiser Prado entrando numa rua de terra cheia de erosões bem grandes, que tivemos que voltar de ré, com as patroas junto. Quase fervi a transmissão, que não parava de acender a luzinha amarela de superaquecimento (rsrsrs)

    Uma vez meu “lá” foi bem perto, passar na terra lisinha ao invés das canaletas onde todo mundo passava. A namorada disse: aí não! – mas eu insisti e atolei. Era terra lisinha e bem molhada.
    Isso na frente de um cemitério, umas 4 da manhã, ninguém na estrada.
    Casou comigo, ela gosta de sofrer !

  • Roberto Neves

    Mais uma deliciosa história, parabéns! Adorei a foto “Já resgatadas e bem bravas”. As expressões são ótimas! E aquela região é belíssima!

  • Fernando Silva

    PK, divertida história e excelente foto das duas emburradas! Gostei de ler esse texto bastante pessoal e despretensioso, que contrasta com suas avaliações – apaixonadas, mas superprofissionais. Abração! Fernando Silva

  • Leo-RJ

    Caro PK,

    Adorei a história! E, cara da patroa, lembra muito a da minha também… rsrs.

    Leo-RJ

  • Juvenal jorge

    Pedro Bachir,
    cuide bem dele, parabéns pelo brinquedão pequeno, hehehehehe.