Taxipacaembu  HADDAD VETA TÁXI COMPARTILHADO: DECISÃO CORRETA Taxipacaembu

(foto: G1)

Depois de várias críticas ao prefeito Fernando Haddad por seus atos e idéias desmedidas, desta vez é elogio.  Ele vetou neste sábado (10/1) lei que autorizava o serviço de táxi compartilhado na capital paulista. Foi uma decisão sensata, uma vez que táxi não é meio de  transporte coletivo, mas particular.

Além disso, eram previstas “linhas”, algo completamente inapropriado para um simples automóvel, com motorista, alugado.

Dessa nos livramos.

Agora é preciso acabar com a zorra de táxi poder trafegar nos corredores e faixas de ônibus. Só veículos de serviço públicos — ambulâncias, carros de bombeiros e polícia — devem ter esse direito, por questão de rapidez no deslocamento e de poderem transpor as linhas brancas contínuas de separação dessas faixas ou corredores sem constituir infração.

Ae/BS

  • Arthur

    Dessa nós escapamos porque o pensamento deles foi o seguinte: táxi é meio de transporte “das zelite”, “da maldita classe média”, segundo Marilena Chaui.

  • Belzontino

    Aqui em BH tem esse serviço e funciona bem. Eu mesmo uso ocasionalmente o serviço na Av. Afonso Pena. Se bem implementado é um bom serviço complementar de transporte.

  • Lucas Vieira

    Sei lá se é decisão acertada, cabe ao condutor do taxi e consumidor escolher o que é apropriado, e por que não fazer linhas com vans compartilhadas? Será que fere o lucros das linhas de ônibus?

    Transporte fretado de passageiros no Brasil é vergonhoso….

  • Comentarista

    Em Belo Horizonte existem algumas linhas de táxi compartilhado. Por exemplo, os táxis que sobem e descem a Av Afonso Pena. Eles param nos pontos de ônibus e a última vez que peguei um, custava 2 reais.

    • Fabio

      Belo Horizonte tem que acabar com isso, coisa tosca demais .

      • Comentarista.

        Funciona bem, vai acabar por que? Só porque você não concorda com algo que nem conhece? Deixa de bobagem.

  • c4vitesse

    Eu sempre falei para as pessoas que realmente não faz nenhum sentido taxis serem liberados de andar em corredor. Eles contribuem para o trânsito tanto quanto um carro comum, não consigo enxergar a diferença.

    Sempre que falo isso as pessoas discordam por que isso aumentaria o trânsito mais ainda. Aumentaria sim, mas temos que ser condizentes não? Ou só anda lá transporte público ou anda todo mundo.

  • Daniel S. de Araujo

    Táxi compartilhado é a liberação das lotações clandestinas (que por sinal existem por ai e empregam até carros de passeio!!!).

    Se o Haddad autorizasse, o próximo passo seria o retorno dos “ônibus clandestinos” que eram moda em meados da década de 1990 nas principais rotas de São Paulo.

  • Artur Afonso

    Nobre atitude, vejo pessoas nos comentários criticando a dureza com que o blog se refere a prefeitura de SP, dessa vez houve espaço para elogios, uma demonstração de maturidade e respeito a diferenças ideológicas, acima de tudo. Por isso o Ae é meu portal automobilístico predileto.

    • Cristiano Reis

      Concordo, mas acho muito mais interessante quando o Bob acorda de mau humor e sai disparando contra tudo e contra todos! rs

  • Bob Sharp

    Comentarista
    Só o fato de esses táxis pararem nos pontos de ônibus mostra o erro da solução. O tipo de roteiro descrito pode e deve ser atendido por ônibus de pequeno porte, por exemplo a linha circular Praça Mauá–Aeroporto Santos-Dumont no Rio de Janeiro muitos anos atrás. Funcionava perfeitamente.

    • Hugo

      Uma linha de ônibus que só sobe e desce a Afonso Pena seria uma linha “bate banco” maior parte do dia. Os táxis-lotação resolvem bem o problema por atender a população “on demand” e evitando circular mais ônibus vazios em uma região saturada… Táxis-lotação têm que ter uso definido e não um libera geral, aqui em Belo Horizonte funciona muito bem e isso não corrompeu o restante do transporte da cidade.

  • Fabio

    Realmente tá difícil elogiar esse cara ,até que enfim uma coisa certa…

  • Bob Sharp

    Hugo
    Pode explicar por que táxis-lotação atendem a população “on demand” e ônibus pequeno não? Se há demanda para táxi-lotação nesse trajeto também há para ônibus, ora.

    • Lucas Vieira

      No táxi, são apenas 4, então de minuto em minuto passam até 3 ou 4 carros, já um micro, com capacidade para uns 35, passaria em intervalos maiores… Aí entra na questão do Suplementar, pelo menos aqui em Belo Horizonte, onde são linhas específicas atendidas por microônibus em regime de concessão. O que não é nem um pouco interessante para os empresários do setor, mas o mais interessante é que os donos dos táxis e desses microônibus faturam alto! Será que o problema é só ônibus grande porte que não fatura? O preço da tarifa dos três é o mesmo… Um carrega 4, o outro uns 35 e o grande até 75!

      • Domingos

        Embora discorde dos táxis compartilhados e de linhas, você matou a charada.

        O segredo é que querem cada vez mais ônibus grandes e lotados. Mesmo preço por passageiro só que muito mais pessoas enlatadas lá dentro.

        Que de dane o conforto ou a freqüência das linhas… Transporte público sempre foi e sempre vai ser enganação e controle populacional.

        Transporte de massa organizado pela iniciativa popular ou privada é proibido em todo lugar do mundo. Lembra o que? Comunismo, Coréia do Norte, fascismo etc.

    • Hugo

      O Lucas deu um bom panorama do que eu chamei on demand. A população gosta pois não espera. Os suplementares aqui em BH demoram dependendo da linha pois a frequencia é baixa, já que os donos dos onibus só gostam de andar com eles lotados. Ou seja, é preferivel frequencia menor e esperar encher o ponto do que rodar com o onibus batendo banco (seja ele grande ou pequeno). E quem já saiu da rodoviária com sol de 40 graus como tem feito aqui em BH prefere muito mais um taxi na porta do que ir para um ponto esperar 30min por um onibus lotado para subir a Afonso Pena.

    • Comentarista

      Já existem as linhas de ônibus com o mesmo itinerário. Porém a freqüência do ônibus é maior. Não tem como diminuí-la, pois é economicamente inviável.
      Esse serviço não substitui o serviço de ônibus, mas é complementar a ele.

  • Andre L

    Concordo em número e grau. É um absurdo o proprietário do veículo não poder empregá-lo para ser mais útil aos consumidores. Fato é que as prefeituras detém o nocivo monopólio do serviço público de transporte, taxi incluído, e o presta precariamente, impondo o modo de fruição (taxi individual) e os trajetos (linhas existentes, definidas cf. SPtrans).
    No Chile o taxi é liberado para qualquer interessado e simplesmente funciona.
    Em Washington e NY, extremamente regulado, caro e ruim.
    Walter Willians fez um documentário, Good Intentions, disponível no youtube, mostrando as externalidades criadas pela regulação dos setores de taxi e outros. Vale a pena ver até decorar.
    Outra vergonha são as faixas de ônibus, que mais prejudicam as pessoas que ajudam. Ainda que acelerem durante o rush, na maior parte do tempo o leito carroçavel da via é subaproveitado, jogando recursos públicos e dinheiro das pessoas na lata do lixo (perdas de tempo e combustível dispendidos no maior transito decorrente de menos vias disponiveis).
    E mais: os taxistas já se organizam para impedir que car sharing (Uber e similares) funcionem no Brasil, prejudicando ainda mais os consumidores, que se veem obrigados a transferir sua renda (maiores preços) ao cartel de taxistas criado pela mão do governo.
    Exemplo real meu: contratei Uber para me pegar em Cumbica para SP, região Paulista. Custo de 70 reais, em carro de luxo, com água cortesia e motorista calmo e atencioso. Quando usava taxi o mesmo serviço, com um neanderthal ao volante, saia por 124 reais. Economia de 54 reais, muito relevante, principalmente para os pobres, que, decerto, não foram objeto de preocupação pelo sr. prefeito bicicletista pintador de faixas a 400 reais o m2.

  • Andre L

    Belsontino, invado seu comentário para dizer que já usei taxi compartilhado em diversos locais do mundo, como o Chile, por exemplo, e o serviço funciona de forma excelente para a proposta (maior conforto para as pessoas a um custo acessível).
    Invadi aqui para acrescentar ao Bob que o taxi comparilhado é uma realidade e, como tal, independe da vênia do sr. prefeitinho.
    A coisa mais comum e banal é uma, duas ou três pessoas – quando moram em um dado trajeto, combinarem a divisão de um taxi e o custo da tarifa.
    Isso acontece aqui no trabalho, acontece na faculdade, acontece em bares todas as noites, é a coisa mais comum e banal do mundo.
    Assim como é banal o taxista fechar preço com o passageiro para uma corrida, prática que agora, s.m.j., foi enfim liberada pelo governante de plantão.
    Então, basicamente, o que o sr. prefeitinho fez foi impedir que taxistas façam rotas em corridas coletivas, o que beneficiaria os taxistas que quisessem prestar esse serviço e os consumidores (em regra mais pobres e em bairros periféricos) que queriam frui-lo.
    Assim, pessoas doentes, gestantes, pessoas com dificuldades de locomoção, estudantes em horário noturno (roubo é farofa nos ônibus noturnos com estudantes) ficam à mercê do transporte usual, de qualidade abaixo de crítica, pois o sr, prefeito, e seus apoiadores, acham justo e bacana impedi-las de terem opção de acesso a um transporte uma fração mínima de qualidade melhor.
    Esse pensamento explica, e muito, porque toda e qualquer pessoa, por mais miserável que seja, deseja (e fatalmente tem a necessidade prática) de ter um carro, ainda que velho, poluente e sem manutenção, mas que lhe dê o mínimo de condições de deslocamento melhor que depender de linhas de ônibus mal planejadas, que não as atende, e cuja segurança e, insisto, qualidade de serviço é precária.

    • Comentarista

      Não sei quais regras São Paulo teria, mas em Belo Horizonte não é qualquer táxi. São linhas definidas, inclusive os táxis tem uma identificação para diferenciá-los dos demais.

    • Daniel S. de Araujo

      Alto lá, André L, táxi compartilhado proposto pelos vereadores de São Paulo é bem diferente daquilo que você coloca em seu comentário. Uma coisa é a pessoa sair e dividir a tarifa do táxi entre mais passageiros (ex. sair do aeroporto, três pessoas rumo ao Centro rachando a conta). A outra coisa é usar o táxi de “transporte publico” com rota preestabelecida e tudo mais.

      Dividir a contas do táxi quando se sai à noite ou se vai para o aeroporto, estudantes no horário noturno etc, é algo legal, sempre será permitido e praticado. E o Haddad, por pior que seja, não quis impedir isso.

      Agora, usar táxi compartilhado como o modelo proposto nada mais é que um carro fazendo rota de ônibus preestabelecida com passageiros dentro, podendo pegar passageiros em qualquer lugar da linha e deixá-los, como um ônibus comum. Esse é o caminho mais rápido para a clandestinização do transporte publico na cidade que já conta com pessoas fazendo exatamente isso, de maneira irregular, com carros de passeio.

      Não sei se você mora em São Paulo, nem sua idade, mas graças aos desmandos e a “flexibilidade” na lei das gestões Erundina, Maluf, Pitta e Marta, o transporte público em São Paulo acabou tomado por clandestinos, inicialmente ônibus antigos oriundos de companhias de ônibus, disputando passageiros com as empresas regulares. Com o fim dos ônibus clandestinos foi a vez dos perueiros. O mercado de peruas era dominado por quadrilhas (BANDIDOS MESMO) que roubavam Kombis e ao invés de desmachá-las, locavam a pessoas que queriam ser perueiras. Os perueiros eram tantos que empresas chegaram a desenvolver portas elétricas para Kombi tanto as de porta de correr quanto as de abrir para fora. Fora os kits de reforço de suspensão dianteira.

      Agora, por fim, os carros clandestinos estão fazendo as vezes no transporte irregular. Fazer táxi compartilhado é escancarar as portas para um mundo de sem vergonhices e quadrilhas.

      E não adianta reclamar….a culpa é do caráter do brasileiro mesmo que tem desprezo pela lei e pela cidadania

      • Sergio Quintella

        E para o consumidor, alguém perguntou para ele se queria acabar com os ônibus sem autorização e peruas? Será que para ele não tava mais barato e rápido?
        Tá, o mercado tinha bandido, mas por que não tirar apenas os bandidos e manter a competição? Acho que se jogou o bebê e a água junto..

        • Daniel S. de Araujo

          Sergio, sobre isso vai a resposta.

          Perureiro: a grande maioria eram peruas roubadas. Tanto que os pátios estão repletos de peruas Kombi e quando a fiscalização apertou, acabou

          Onibus clandestino. Eram veículos velhos, de manutenção deficiente. Causavam acidentes e se evadiam do local. Usavam o mesmo corredor do ônibus e em caso de quebra, precisavam ficar esperando o mecânico pois não tinham equipes de manutenção e atravancavam o trânsito. E concorriam com as empresas legalmente estabelecidas que bem ou mal pagam impostos e tem equipes de manutenção e veículos novos.

          Você acha que não se tem motivos de sobra para tirar esse povo do mercado????

          • Sergio

            Entao, é só tirar os carros velhos, define que só pode carro com no maximo 5 anos sei la, tem que fazer tudo pra manter a competicao, pois só assim o consumidor sai ganhando, e de forma sustentavel. E só assim se estimula a inovacao, reducao de custos etc.

          • Daniel S. de Araujo

            Você sabe que não é bem assim. Até frota de táxi tem máfia, enfim, não existe um interesse de se quebrar as pernas do sistema.

            Contudo, deixar a Deus dará como vocês pregam também não dá. Acaba criando uma lei geral e 300 exceções, igual legislação fiscal que ninguém se entende, surgindo margens para a existência de mais corrupção.

      • Lucas Vieira

        Não generalize essa BANDIDAGEM, alguns donos de linhas também são, exemplo mor é o Sr. Costantino Nene, assassino… Pior ainda são as denuncias de corrupção nesses consórcios sabe-se lá como são licitados, e ônibus em condições precárias, como sempre é noticiado, ou seja, não vejo diferença. Basta regulamentar o transporte, de maneira livre e igual para todos.

        • Daniel S. de Araujo

          Lucas, esse ramo de transporte coletivo não existe mocinho.

          Contudo, deixar as coisas ao Deus dará só vai piorar as coisas.

          • RoadV8Runner

            Exatamente isso, os perueiros são totalmente “associados” a máfias da pesada. Quando morava em Campinas-SP, deixei de usar os alternativos justamente por esse motivo. Em duas vezes houve um recado para o motorista da perua/van em que eu estava, pelo sujeito não estar autorizado a circular naquela linha… Um deles argumentou numa boa que a licença dos transportes alternativos era livre, permitia a eles escolherem a rota que mais lhe interessassem; ao que o “menino de recados” retrucou de forma ameaçadora, dizendo que o motorista não era moleque e entendeu bem o que ele (“estafeta”) estava dizendo.

      • Belzontino

        Ao contrário, se existem todos esse problemas, criar um serviço que será licenciado e fiscalizado e devidamente legalizado será benéfico.
        Como já foi dito, esse serviço existe em outros lugares e funciona bem.

  • Sergio Quintella
  • Rafael Ramalho

    Discordo totalmente do post. Deixando de lado o bairrismo,
    mesmo porque não moro em MG, Belo Horizonte tem o melhor sistema de táxi que conheço do Brasil. Os pontos lá são livres, (qualquer táxi para em qualquer lugar), a frota é nova e conservada e a fiscalização da prefeitura funciona. Os táxis lotação fazem oficialmente duas rotas, porém em grandes eventos, tais como
    jogos de futebol e “comida di buteco”, a prefeitura organiza novas rotas. Os veículos possuem identificação diferenciada, com adesivo lotação e só podem circular dentro das regras. Eles param nos pontos de ônibus, geralmente na cabeceira do ponto e fazem o embarque/desembarque mais rápido que nos coletivos. Como sugerido pelo Bob e respondido por outros leitores, micro-ônibus
    em BH é conhecido como Suplementar, liberado através de concessão para motoristas autônomos. Estes veículos jamais terão a agilidade, conforto e frequência do táxi lotação. Sobre trafegar no corredor, qual a vantagem de pegar um táxi se o mesmo tiver sua circulação restrita? Se for para ficar preso no trânsito, melhor
    estar no meu próprio carro. Fora que essa proibição gera prejuízo para o taxista, pois resulta mais tempo parado. Podemos esperar em São Paulo corridas recusadas por conta do trânsito, assim como fazem no Rio do Galeão para o Centro. Enfim, se tivessem planejamento e fiscalização, o serviço poderia funcionar razoavelmente como é em Belo Horizonte, quem perde é a população. Como diria o Ira, pobre São Paulo, pobre paulistano, com uma cidade linda, gerida por um lunático que acha que meio de transporte é somente bicicleta e ônibus.

    • Belzontino

      Concordo plenamente com o seu comentário. Sejo que a maioria aqui critica o sistema mais por achismo, e não conhecem um sistema que funciona bem.

    • Pedro

      Eu só não concordo na hora que fala que Belo Horizonte tem um bom sistema de táxi, os daqui são muito caros e dependendo da hora, local e chuva, é impossível conseguir um, fora os que aceitam as corridas pelo aplicativo e nunca chegam

  • Bob Sharp

    Belzontino e Rafael Ramalho

    O fato de vocês afirmarem que “dá certo em Belo Horizonte” não quer dizer que o serviço de transporte nos trajetos citados não possa melhorar. Táxi não foi pensado para essa finalidade e ponto final. Será que o “táxi” belzontino só parte depois de lotar? Enquanto isso quem quiser que espere sentado lá dentro….Corredor de ônibus não foi feito para automóveis, em que táxi é igual com a diferença de ter motorista profissional e taxímetro. E táxi parado no trânsito não dá prejuízo, quem disse isso? O taxímetro tem pulsos de quilometragem e tempo. Desta vez o prefeito de São Paulo acertou.

    • Luiz Otávio Rujner Guimarães

      Prezado Bob, concordo que o táxi não tenha sido “pensado” para este propósito, no entanto, utilizo o serviço de táxi lotação no centro de BH (não sei os locais onde estão disponíveis) só utilizo em um trajeto, esporadicamente, mas confesso que gosto da solução. Presumo que devido a limitação de espaço físico e os poucos passageiros, o trajeto se torna mais rápido. Certa vez, questionei um motorista e ele me afirmou que carrega no máximo 3 passageiros, segundo ele a fiscalização multa os motoristas que espremem “três atrás”. Na ocasião subimos Av. Afonso Pena e em cinco minutos estava no meu destino, pagando a mesma tarifa do ônibus. Detalhe, tinha apenas dois passageiros e ainda fui na frente , pois, na parada o passageiro da dianteira desceu e entrei, o terceiro passageiro só entrou alguns quarteirões a frente. Não bastasse isso, também em virtude das limitações do veículo, trajeto curto e a comodidade, imagino que a possibilidade de ser assaltado seja menor, infelizmente, uma variável que atualmente temos que ponderar. Pode não ser a melhor solução, mas faço uso sempre que necessito. Talvez o prefeitura daqui esteja errada ao ofertar este tipo de opção aos belo-horizontinos, mas nós, a população, agradecemos.

    • Eduardo Alvim

      Sim, Bob, o táxi lotação de BH costuma partir só depois de lotar. E olha que dá fila para entrar, parou lotou.

    • Rafael Ramalho

      Bob, acreditamos sim que pode melhorar, tanto que escrevi
      que o sistema hoje funciona razoavelmente bem. Também concordo que Táxi não foi
      pensado para essa finalidade, mas se assim tem funcionado e atendido
      razoavelmente a quem interessa (população) por que acabar com o serviço?
      Conforme comentários abaixo, essas duas rotas também são atendidas pelos coletivos
      convencionais. O Táxi lotação é uma opção a mais para o usuário, com maior
      agilidade e frequência, com um custo pouco acima. R$ 3,40 do táxi contra R$
      3,10 do ônibus. Nos grandes eventos, deslocar multidões acima de 50 mil pessoas
      é um desafio enorme, as linhas especiais dos táxis-lotação ajudam muito nesta
      vazão. E respondendo sim, o táxi só parte depois que encher, (3 passageiros nas
      rotas especiais, 4 nas duas rotas convencionais) no inicio de cada ponto de
      partida, fica uma equipe de fiscalização da prefeitura que organiza a fila dos
      passageiros e monitora a execução dos trabalhos, como usuário nunca aconteceu
      de ficar esperando dentro do táxi por passageiros, e a fila geralmente é mais
      rápida que um aeroporto. Nos anos que morei lá, sempre fui bem servido pelos
      serviços de Táxi como um todo e acho que o modelo de BH deve estar certo, pois
      o Uber na capital Mineira iniciou cobrando 4% menos que o Táxi convencional, sendo
      que a praxe é ser mais caro. Bob, Quando você for a BH, tente conhecer o
      serviço, pode parecer que tenho alguma relação comercial pela defesa que faço,
      mas realmente acho que seria uma solução muito válida para SP. Lembrando que o
      Haddad voltou a aprovar a cobrança de 50% para taxa de retorno no aeroporto de
      Guarulhos, outro absurdo. E a justificativa era o número de corridas recusadas
      pelos taxistas por conta do trânsito. Táxi preso é prejuízo Bob, se ele demorar
      2 horas em uma corrida de 10 km, ele vai receber R$ 98,00 (R$ 32,00 da
      bandeirada 1 e KM rodado, mais R$ 33,00 por cada hora parada.) Nessas mesmas duas horas, sem
      congestionamento, um taxista consegue fazer em média 4 corridas de 10 km, que
      irá resultar em R$ 128,00 (4 de R$ 32,00), isso sem contar o pulso de tempo,
      que conta quando você para em sinal por exemplo. Táxi parado é prejuízo, mas
      ficarmos discutindo isso aqui, não vai mudar muita coisa, apenas vamos defender
      cada um seu ponto de vista. A verdade é que vamos sofrer, quando estivermos na
      rua, com corridas recusadas. Vamos aguardar.

  • Eduardo Cabral

    Mas relógio parado acerta mais que ele, 2 vezes todo dia!