DSC01557  EXTRA: NISSAN APRESENTA O MARCH 1,0 TRÊS-CIILINDROS DSC01557

March 1-L com motor de 3 cilindros, nenhuma diferença externa (foto autor)

A Nissan apresentou ontem (29), no Rio de Janeiro de 38 ºC, o Nissan March 1-L com o novo motor de três cilindros, de marca Nissan, encerrando a utilização até agora do motor Renault D4D de quatro cilindros, O novo também é produzido no Brasil, só que no Complexo Industrial da Nissan em Resende (RJ).

De 999 cm³ (78 x 69,7 mm), flex, o motor HR10 desenvolve 77 cv a 6.200 rpm com torque máximo de 10 m·kgf a 4.000 rpm. É um duplo-comando com acionamento por corrente e variador de fase na admissão. A atuação de válvulas — 4 por cilindro — é direta, por tuchos tipo copo, com compensação hidráulica. O coletor de admissão só tem um roteiro, mas é bem longo para privilegiar o enchimento dos cilindros em baixa.

 

DSC01554  EXTRA: NISSAN APRESENTA O MARCH 1,0 TRÊS-CIILINDROS DSC01554

O novo motor 3-cilindros no seu berço (foto autor)

Para comparação, o motor Renault D4D desenvolve 74 cv a 5.850 rpm e o mesmo torque a 4.350 rpm. A taxa de compressão era 10:1, agora é 11,2:1. Tanto n D4D quanto no HR10 os números de potência e torque são iguais com qualquer dos combustíveis.

 

DSC01553  EXTRA: NISSAN APRESENTA O MARCH 1,0 TRÊS-CIILINDROS DSC01553

Não custava nada um capricho de pintura aqui… (foto autor)

Para partida a frio com álcool no tanque foi adotado o sistema Flex Start da Bosch, de lanças aquecedoras na galeria.

O motor HR10 é HR12, de 1,2 litro, usado pela Nissan mundialmente. As velas de ignição do novo 3-clindros são do tipo com eletrodos de platina, com duração de 100.000 km.

As vendas do March com o novo motor começam em março e os preços são: 1,0 Comforto, R$ 35.990; 1,0 S, R$ 37.990; e 1,0 SV, 40.990. Em qualquer nível de acabamento são de série ar-condicionado e direção com assistência elétrica.

A Nissan aproveitou para anunciar que o sistema de partida a frio Flex Start Bosch estende-se ao motor HR16, de 1,6 litro, do March.

O consumo de combustível oficial segundo o Inmetro/Conpet: cidade 8,8 e 12,9 km/l álcool/gasolina;  estrada, 10,3 e 15,1 km/l, idem. Com o outro motor, 8,7 e 10,7 km/l e 12,5 e 14,8 km/l, mesmas ordens.

A única mudança na transmissão com a mudança de motor foi o alongamento da quinta, que passou de 0,821:1 para  0,795:1, + 3,1%.

O peso do New March com o motor de 3 cilindros é de 950 a 964 kg. O de motor 1-L 4-cilindros, 956 a 970 kg.

Como anda

Esta manhã dirigi o March com este motor e apreciei a sonoridade, típica dos 3-cilindros, mas muito suave. Diria até (por muito pouco) melhor que o up! e Ka nesse aspecto, mas é preciso salientar que os carros estavam todos com gasolina. Além disso, é preciso considerar que a potência é algo menor que a dos concorrentes. Temos o up! com 82 cv e o Ka, com 85 cv. Esses têm também mais torque, 10,4 e 10,7 m·kgf, respectivamente. Isso pode infuenciar.

De qualquer maneira, o novo motor Nissan é muito agradável, também tem uma baixa excelente (parece um motor 1,3 ou mesmo 1,4-litro) e tem uma característica que aprecio muito: quando o ponteiro do conta-giros chega a 3.500 rpm, coice não dá, mas dá um senhora estilingada, coisa que autoentusiasta adora.

A Nissan informou aceleração 0-100 km/h em 15 segundos (com álcool), mas não a velocidade máxima.

Agora é esperar pelo nosso tradicional ‘no uso’ , que não vai demorar, quem garante é a assessoria de imprensa da Nissan.

BS

(Atualizado em 30/01/15 às 23h50, adicionada informação de peso).

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Vinicius

    Muito bom ver que a nossa indústria automobilística está trazendo para os modelos de entrada tecnologias como esses motores 3 cilindros, excelentes, modernos, eficientes e, agora, acessíveis. E pra quem é entusiasta, muito bons de acelerar.

  • LucasS

    um pouco menos potente que os concorrentes, mas e o peso, como ficou?

    • Bob Sharp

      O peso do 3-cilindros é de 950 a 964 kg. O de motor 1-L 4-cilindros, 956 a 970 kg.

  • Leonardo Mendes

    O Bob sempre diz isso e eu concordo com ele: versões mais simples tem uma beleza inerente.
    Esse March das fotos ficou lindo, uma simplicidade visual de tirar o fôlego… conjunto perfeito.

    Contando os minutos para o No Uso

    • Jonas Torres

      Da foto é o SV.

    • ccn1410

      É isso aí Leonardo, mas eu também sempre escrevo isso, hehehe…

  • Raul Godiano

    Velas de 100 mil , tai uma coisa que ninguem dá valor , mas eu tirei o chapeu para nissan, assim como o uso de corrente ao inves de correia, manutenção desse motor deve ser mais barato que moto.

    • ccn1410

      Eu também prefiro corrente, apenas por ser um incômodo a menos.

  • Lorenzo Frigerio

    (…) “tem uma característica que aprecio muito: quando o ponteiro do
    conta-giros chega a 3.500 rpm, coice não dá, mas dá um senhora marcante,
    coisa que autoentusiasta adora”.
    É o segundo estágio do carburador alemão do Passat TS abrindo…

    • Bob Sharp

      Isso mesmo!

      • guest

        Acho que ele quis perguntar o que é “um senhora marcante”

  • Mr. Car

    Do jeito que estão os preços dos carros em geral, creio que terei que considerar a opção de um motor 1.0, ao menos se o carro escolhido for um 0km. Ainda não dirigi nenhum, mas por tudo que tenho lido sobre estes modernos motores 1.0 3 cilindros, acho que poderei gostar bem mais do que gostei do 1.0 que tive em 2001, o Fire 16v. Ansioso no aguardo do “No Uso” com este March. Ah, e gostei da cor. Ainda não havia a disponibilidade do vermelho quando logo depois do lançamento, fui conhecer o New March nas lojas.

    • Marco R. A.

      Quero ver o 1.0, turbo do GT Up.
      Dizem que vem com 105 cv e 15 kgfm.

      Parece interessante.

      • Mr. Car

        Deve ser interessantíssimo, mas vai custar uma nota.

        • ccn1410

          Aí não compramos e logo sai de linha.

    • Thiago Borges

      Tive um Corsa 1-L 2004 uns anos atrás e agora tenho um Ka SEL 1-L 2015. A diferença de desempenho é absurda.

    • ccn1410

      Mr. Car,
      Teve um tempo em que eu fugia dos “milzinhos” como o diabo foge da cruz. Ainda não estou preparado para ter um, mas acredito que é uma questão de tempo. O que ainda me incomoda são alguns motoristas que quando vêem um Palio no retrovisor fazem de tudo para não serem ultrapassados, e aí o E.torQ é obrigado a “cantar”. Mas acredito que esses motores pequenos de três cilindros são o futuro.

      • João Guilherme Tuhu

        Ah, eu ainda fujo deles depois de freqüentá-los por mais de uma década…

    • João Guilherme Tuhu

      Mr. Car, a diferença de 1,0 equipado para o 1,4 ou 1,6 é mínima.

  • ccn1410

    Quanto aos cv com gasolina, que é o combustível mais utilizado, o up! tem 75 cv.
    Certo proprietário de March me falou que gosta muito do carro, ele tem um do modelo anterior, mas preferiria que tivesse apenas duas portas. Acredito que o mercado o rejeitaria.

    • Bob Sharp

      ccn1410
      Há quem prefira carros de duas portas a quatro. Um deles é o mestre de Português Pasquale Cipro Neto. É por isso que estou testando um take up! duas portas (R$ 29.990), único opcional é acionamento elétrico de vidros e travas. Não tem ar-condicionado. Percebe-se como é leve (910 kg), excelente de andar..

      • Lorenzo Frigerio

        Com certeza, carros do tamanho do up!, Celta, Uno, March etc. para mim teriam que ser duas portas, e eu incluiria carros maiores aí também. Um 208 ou um novo Polo europeu 2 portas são muito lindos. Entretanto, aqui no Brasil as raras versões de 2 portas foram empurradas para a faixa “pé-de-boi”. Incompreensível.

      • Lucas dos Santos

        Bob,

        Por favor, não perca a oportunidade de filmar esse carro na cidade. Subidas, lombadas, curvas de esquina, semáforos…

        Nessas condições daria para avaliar, na prática, a direção, o escalonamento das marchas, entre outros.

        Obviamente, também seria interessante ver como um motor de 1 litro se sai nessas condições em que costuma ser bastante exigido. E, também, seria a oportunidade de mostrar ao público como se guia um carro desses para se extrair o máximo de desempenho.

      • João Guilherme Tuhu

        Adoraria um Punto ou Fiesta 2p. Como os europeus.

  • Marco Antonio

    Belo motor, vamos aguardar o “no uso”

    Abç,

    Marco Antonio…

  • Daniel da Mata

    Só falta a Fiat e a GM agora.Esses motores 3 cilindros e multiválvulas vieram para ficar.Se trata de uma grande evolução se comparado ao Fiasa 1.0 do Mille de 1990.Agora,cabeçote com comando duplo e variador de fase requer mão de obra qualificada, e também não pode colocar óleo de 10 reais.É simples.

    • Jonas Torres

      A GM abandonou até as 4 válvulas por cilindro, vamos ver o que vai dar…

      A Fiat tradicionalmente vai ter o seu 3 cilindros com correia dentada de borracha com aquela dificuldade toda de ferramentas de fasagem para achar o ponto; mas o pessoal troca “na tinta” mesmo. Existe até uma brincadeira das más línguas, que motor Fire no ponto, só quando vem de fábrica kkkkk

      E tem o Chery QQ também, o AE precisava dar uma volta nele também.

  • João Carlos

    O motor HR16 também usa essa vela. Curioso é as velas de irídio (mais duráveis ainda) da linha T-Jet Fiat, constar do manual troca com 40 mil km. Nos Honda é 60 mil km, curto também.

    Pelo que vi do manual técnico do HR16 o sistema de acionamento de válvulas é diferente, e por isso prevê ajuste das folgas, mas somente se julgar necessário, e não a prazo curto como 40 mil km da linha Honda.

    • Rafael Lisboa

      Acrescentando, o Etios vem com a de irídio também.

  • Lyn

    Curioso esse dado do 0-100, a nissan divulgava para o motor antigo um 0-100 de 13,8s e nesse novo motor ela divulga 15s. Espero que tenham deixado o motor esperto em baixa rotação que é o maior defeito desse otimo 1.0 16v que o grupo renault-nissan

  • m.n.a.

    motor leve, de alto desempenho, eu admiro essa “NOVA” tecnologia….mas quantos quilômetros rodados será que dura um motor desses ?

    comparado com o OPOSTO: um motor bem menos leve, e de baixo desempenho: chevette 1.6, no caso retificado com 107500 km (minha irmã que usava…) e desde então entusiasticamente bem cuidado, agora com 267500 km, ano 1990….

    ….em RECENTE viagem ao litoral (curitiba-palhoça), 335 km de estrada boa de pista dupla….. mantendo os 120 km/h do “fluxo dos grandes”, desfrutando bastante de 3a e 4a até logo mais de 5000 rpm….e pisando em 5a….auto-entusiasta total “sem pena” do pobre chevette, haha….ultrapassando diversos veículos mais “modernos” em 3a, nas sinuosas subidas de serras

    …está forte ainda o motor, pois nesse ritmo “alucinado” (e barulhento, hehe), visto sua antiga concepção, foram 13,2 km/l na descida ao mar e 10,8 km/l na subida.

    nada mau em consumo e desempenho pra um motor tão antigo e rodado, não é mesmo ?

    afinal F=m.a…vivam os carros leves e espartanos, sem muita frescura ! !

    • Domingos

      Bom, o problema aí é que não falta só frescura, falta o carro todo. Para ser tão leve e com tração traseira, você já de cara não tem confortos como o ar condicionado e a direção assistida, que como o Bob bem fala ajudam numa direção do dia-a-dia por manter o motorista descansado – o que é melhor até para a diversão.
      É uma comparação alhos com bugalhos. Mas o consumo foi bom mesmo. E pode apostar que qualquer motor atual, mesmo chinês, passa fácil dos 100 mil KM se o cidadão apenas trocar de óleo corretamente.

      • Lorenzo Frigerio

        Embora a direção do Chevette seja um tanto pesada, uma direção não assistida vai bem na estrada, pois não tem aquela “anestesiada”. Quem dirigiu o velho Passat TS a partir de 1979, com aquele volante original pequeno de 4 raios, sabe o que é um carro na mão, com direção positiva.

        • Domingos

          Olha, não tem direção mais direta que a de um kart ou de carros de competição e acho as respostas destas freqüentemente bem medíocres.
          Uma boa hidráulica não interfere em nada na sensação, se bobear até ajuda. Acho isso um dos maiores mitos.
          A última vez que dirigi um mesmo carro do que eu tinha, porém sem assistência, não notei nada de legal nas respostas do volante em baixa velocidade ou em velocidade maior.
          Pode ser que alguns modelos se destacassem, especialmente os antigos mais leves…
          Agora, se for aquelas com assistência exagerada, aí você tem absoluta razão.

    • Bob Sharp

      Não indica que não seja um motor durável quanto qualquer outro.

    • Eduardo Mrack

      Eu também gosto dos espartanos e sem frescura, tanto que tenho dois Chevettes e uma C-10. Meu pai levanta sempre a questão sobre durabilidade destes motores modernos de alto desempenho ~ 80cv/litro, mas o motor do Chevette não é nenhum destaque em termos de durabilidade, além de ter defeitos crônicos que me incomodam um bocado, a vibração e o barulho de balancins são inerentes ao projeto, pode regular folga de válvulas toda semana que não resolve. Por outro lado, o baixo consumo do velho OHC continua sendo impressionante, 11km/l na cidade e 15 km/l na estrada são meus parâmetros, mesmo com gasolina batizada a 25%, e eu gosto destes números. Com a minha mínima experiência em retífica de motores, posso garantir que fazer estatísticas sobre motores é algo bastante complexo, pois não existem dois motores iguais em nenhum lugar do mundo, mesmo que sejam idênticos no projeto. Estranho, não? Um dos fatores determinantes na durabilidade é o uso, trocas de óleo no período ideal, óleo ideal, combustível ideal, utilizar o motor na temperatura ideal etc. Por outro lado, há sim um motor que é um colosso em durabilidade, e ele parece ignorar quaisquer fatores de uso e pode sim ser colocado no primeiro lugar do pedestal da durabilidade – o GM 6 cilindros 261 e em seguida o seu irmão mais novo, o 250. É bastante difícil ter que abrir um 261 antes dos 40 anos de uso, e quando se faz, a necessidade de retífica é mínima, havendo kit de bronzinas com submedida de 0,1 em 0,1 mm, admirável. Seis cilindros em linha têm disso, macios, silenciosos e indestrutíveis. hehe.

      • Bob Sharp

        Eduardo, sem desmerecer a qualidade desses motores GM, que é admirável, lembre-se que são motores de potência específica bem baixa, o que contribui para a durabilidade. Para se ter uma idéia, o 250-S, o mais potente deles (153 cv líquida), tinha potência específica de apenas 37 cv/L.

        • Eduardo Mrack

          Exato Bob, e é bem por isso que as pessoas ficam com a pulga atrás da orelha com a durabilidade dos motores com potência específica muito alta. Ainda sobre os GM 6 em linha, tímidos em potência de pico, ao menos tinham um torque condizente com o deslocamento volumétrico, o que me faz crer que era a proposta deles.

      • Domingos

        Um motor que penso ser excelente em durabilidade é o 3.0 do Omega. Tem as mesmas vantagens do 250, como simplicidade e balanceamento perfeito dos 6 em linha, porém com técnicas bem mais modernas.
        Algo na minha cabeça também diz que o bloco e cabeçote em ferro trabalham melhor a dilatação com o tempo que os ferro/alumínio e mesmo os alumínio/alumínio.
        Mas os motores de hoje não apresentam problemas se fizer o básico: trocar óleo certo e usar bom combustível. Acho a parte mais tranqüila de qualquer carro hoje, sendo coisas como suspensão, acabamento e outros detalhes como as mais problemáticas.

      • Fernando

        Até acredito que os motores atuais serão até que bem duráveis, tanto eles quanto os óleos, velas(e toda ignição) e combustíveis(mesmo a gasolina com tanto álcool) melhoraram bastante.

        Pelo menos mais que o OHC, certamente qualquer motor atual terá mais vida útil sim, e que tenho um também hehe

        O que diz sobre tentar prever a vida útil é o que penso, e assim não tenho muita ressalva ou previsão sobre isso nos modelos de hoje. Mesmo quando novos, não era raro de ver um Chevette ou outros carros já fumaçando um tanto, o que não necessariamente queria dizer que o motor já era, mas vendo os de hoje isso é raro, e olha que muitos donos abusam e muito nos (maus) cuidados.

  • Rafael Sumiya Tavares

    Só tenho elogios pro meu 1.6 vermelho igual a este da foto! A Nissan tem tudo pra ganhar mais mercado…
    Obs: Bob, o meu carro é de dezembro de 2014 e não está com “falta de tinta” como este, vai entender…

    • André Castan

      Precisa melhorar e muito o seu isolamento acústico. O som do motor invade em demasia o habitáculo, mesmo em marcha-lenta. Apenas esse problema já afugenta muitos interessados. Quando percebi isso já descartei de imediato a opção por esse carro.

      • João Carlos

        Já guiei um 1,6 mexicano e o motor só é notado depois da metade do conta-giros.

      • Domingos

        Notei o mesmo, o que também era presente no Clio 1.6. O motor tem um som bem ardido e o isolamento não é dos melhores mesmo, se houve muita coisa.
        Porém, não achei incômodo. Mas entendo que com o tempo e para muitos possa ser mesmo.

  • Domingos

    O 1.6 é um dos carros mais divertidos que já dirigi nos últimos tempos, tendo lembrado meu antigo Clio. As marchas curtas, até demais, deixam o carro até meio frenético.
    Anda legal mesmo!

    • João Carlos

      Uso um de um colega às vezes, e é tão elástico que dá pra ficar entre 1ª, 3ª e 5ª.

      Depois de andar no 1,6, só compra o 1-litro quem não pode financeiramente ou quer economia de combustível.

      A Nissan deveria manter esse 3-cilindros original, 1,2-litro.

  • Domingos

    Se trocassem “na tinta” mas se preocupassem em checar o ponto com um relógio comparador, sem problemas.
    Rodando o motor na mão se chega no ponto certo pela tentativa e erro. Mas o “segredo” é fazer o serviço mais porco possível e, assim, o cidadão nunca sai do 1.0 de 50 cavalos porque todo o resto é “cumpricado de mantê”.

    • Jonas Torres

      Se vai ser na tinta (a tinta imitando a referência, como há em vários motores), vc acredita que vão usar relógio comparador?

      O pior de todos é o Fire EVO 1,4, esse é chato. Retirar tampa de válvulas pra colocar a ferramenta; é tinta na certa.

      • Domingos

        Pois é, isso que é a tristeza. Com um relógio comparador e paciência dá para deixar qualquer motor no ponto exato mesmo sem ferramenta.
        E tem motor bem mais chato que um Fire EVO. Um Skyline GT-R tinha correia com comando duplo mais polias ajustáveis sem chaveta. Tudo tinha que ser feito com ferramentas mais relógio comparador… E, no entanto, nos lugares onde se vendia esses carros faziam sem problemas!

  • Thiago Borges

    Meu ka SEL também da uma “disparada” quando chega nos 2.800 giros, principalmente na segunda marcha.

  • Bob Sharp

    Difícil de entender mesmo!

  • Bob Sharp

    Motores com correia dentada existem há 40 anos no Brasil (1974). Não existe a menor dúvida de como achar os pontos de sincronização do comando, seja correia dentada, corrente ou engrenagens.

    • Jonas Torres

      Sim claro. Mas naqueles casos que não há marcação, onde é mandatório usar as ferramentas de fasagem, o pessoal acha o ponto na tinta para facilitar, aí não fica perfeito. Já viu como é a troca da correia no motor 1,4 Fire Evo?

    • Domingos

      É a falta de vontade, Bob. É tão simples que nem leva mais tempo para um mecânico experiente, mas é assim que o pessoalzinho gosta de trabalhar.
      E tem muito dono de oficina que “gosta de carro” que age assim. Geralmente se identifica pelo carro com rodas enormes e xênon. Aí é como mecânico com carro porco: é bom fugir.

    • Economia de palitos, pois a chave que trava o comando do fire e evo custa R$ 70,00.
      Melhor comprar uma e trocar em casa!

      • Domingos

        Por 70 reais compensa muito.

        E mostra o quanto certas oficinas são porcas, pois por um investimento muito pequeno se tem uma ferramenta que troca a correia em pouco tempo e com máxima precisão de um dos motores mais populares do Brasil.

        Aliás, com o desconto para oficinas, essa ferramenta não deve sair nem por 50 reais. É de doer, mentalidade de terceiro mundo.

  • Newton (ArkAngel)

    O mais chato de trocar correia dentada é a Scénic 1.6 16V. Polias sem chaveta, duplo comando, e com pouco espaço. Sem ferramentas fasadoras não fica bom o serviço.

    • Domingos

      A falta de chaveta é justamente para facilitar o serviço. Você pode soltar a polia e ajustar com total precisão, basta travar o motor e ir usando um relógio comparador.
      Ou, se tiver todas as ferramentas, trave o motor, solte as polias e ajuste com perfeição sem precisar ficar dando volta na mão.
      Infelizmente o pessoal quer fazer as duas coisas ao mesmo tempo: trocar sem ferramenta nenhuma e ter tudo marcado no lugar exato, como se o motor fosse um lego e como se você fosse acertar de primeira sempre a posição exata da correia e dos componentes.
      Tive esse motor e quem trocava passava por uns bons apertos mesmo. A maioria das oficinas – e as más línguas dizem até algumas concessionárias – NÃO conseguiam acertar o ponto minimamente. Coisa de amador, mas enfim…

  • Rafael Sumiya Tavares

    André, sim, o carro tem o som do motor bem presente, no entanto isso não desabonou os quesitos que julguei essenciais, como economia e desempenho acima do esperado pra 111cv. A VW está à frente em silêncio, mas cobra o preço por isso!

    • André Castan

      Sim Rafael, o carro tem bons atributos, mas aí depende do gosto de cada um para dar peso no que julga mais importante. Pra mim esse item pesa muito. E não é só VW que está a frente não. Onix por exemplo é excelente nesse quesito.

  • João Carlos

    Sabe qual a quilometragem de troca do manual?

  • Bob Sharp

    Este que dirigi não tinha de invasão de som do motor na cabine. Em qual você andou?

    • André Castan

      Na versão anterior Bob. Com motor de 4 cilindros. Ao dar partida já é perceptível essa característica. Talvez nessa versão e com o novo motor o problema tenha sido resolvido / amenizado.

  • Bob Sharp

    No percurso de ontem éramos em três (eu, o Josias e o Boris Feldman), fiz questão, podia ser dois por carro. Pegamos subidas para chegar à Prainha, várias lombadas, semáforos e nada indica deficiência. Mas isso ao nível do mar. Vou verificar em São Paulo, (800 metros acima do nível do mar).

    • Lucas dos Santos

      Legal.
      Com os motores de 1 litro de hoje, dificilmente haverá alguma deficiência. Mas, como tem gente que custa a acreditar nisso, nada como um vídeo mostrando como as coisas funcionam na prática…

  • João Guilherme Tuhu

    Esse motor não tem mesmo reservatório de expansão? Para mim,seria uma loucura, sem termômetro e sem sequer poder verificar o nível de água, sei não…

  • Eurico Junior

    Gosto muito do March, carrinho bacana. A única coisa que me aborrece nele é o desempenho bisonho no Latin NCAP: 2 estrelas. Inaceitável para um “carro japonês exaustivamente testado”, como diz a propaganda. Se a versão europeia tirou 4 estrelas, por que nos vendem um produto inferior?

  • Arthur

    Até nisso essa regra fiscal nos atormenta. A Nissan tem o motor pronto, 1,2, e tem que se ajustar pra poder vender um pouco mais barato. Já passou da hora de termos uma revisão nisso: somos uma ilha cercada de Diesel por todos os lados e habitada por exclusivas versões 1-litro.

    Obs: nada contra motor 1,0 em si.

  • Diogo Rengel Santos

    João, o reservatório de expansão do carro fica na parte da frente no lado esquerdo do veículo. Na foto do motor você vai ver uma tampa preta ao lado da tampa do radiador… Este é o vaso de expansão

  • Diogo Rengel Santos

    Pois olha, tenho um March 1.6 do antigo do primeiro ano inclusive e vou ser honesto, até que não me incomodo com esta questão do ruido interno. Até gosto do ronquinho do motor dele…. (E outra, weight reduction)

    Agora o que mais me deixa louco neste carro é com certeza o acerto de suspensão, que faz o carro rolar ridiculamente nas curvas – o meu veio sem o item de fábrica e como resultado o carro rola pior que um crossover da mamãe levando as crianças ao shopping… Foto do meu carro

    https://scontent-a-gru.xx.fbcdn.net/hphotos-xfp1/v/t1.0-9/10169267_791173187588828_7561554656505818856_n.jpg?oh=b8bf1d89fd186957b160c99d9bce0888&oe=5568AC03

    • pkorn

      Coloquei pneus mais largos e perfil mais baixo, 185/65 se não me engano, os mesmos do Opel Corsa 1,4. Melhorou, principalmente a sensação de que os pneus dobravam nas curvas mais fechadas.

  • Ggvale Vale

    As torres dos amortecedores em duas cores , metade na cor do carro e metade no fundo protetor …

    • Mingo

      Relaxo total. Se a porquice está até saltando aos olhos, imagine só nas partes onde não se vê…

  • Se tem uma coisa que Chevette não tem é direção pesada. É muito mais leve que algumas hidráulicas de carros modernos…

    • Pablo N

      Outra direção boa de esterçar é a do Corcel II.

  • CorsarioViajante

    O fato é que está comparando duas coisas completamente diferentes, e aí fica difícil.

  • Rogério Ferreira

    Só pode existir alguma “bruxa” em terras fluminenses, beirando a região de Rezende e Porto Real… Tanto Nissan, quanto PSA, fabricam excelentes automóveis, na faixa dos 35 a 45 mil, e não conseguem convencer o consumidor. No caso dos franceses, existe aquela velha explicação dos erros do passado, mas no caso da Nissan, não dá para entender. O March é um carro bom, vendido a um preço razoável, Não vejo motivos para recusar um March, mas o carrinho não emplaca.. Até o feioso Etios vende quase o dobro, e é mais caro (em que pese a excelência do motor 1,3). Não digo que tinha que ser campeão, pois não há qualquer chance de superar os já consolidados, Novo Uno/Palio, Ka, HB20 e Gol, Fox e up!, mas ultrapassar a barreira dos 3.000/mês era mais que merecido. A cabeça do consumidor brasileiro é algo difícil de entender.

  • Fat Jack

    Bob, pergunta direta, haja visto a proximidade de potência e torque entre a motorização anterior e a atual, onde a maior diferença é a taxa de compressão, seria incorreto pensar que com a elevação da taxa 10:1, para 11,2:1 no D4D ele poderia produzir pelo menos o que a motorização HR10 produz?

  • Bob Sharp

    Fat Jack
    Possivelmente sim. Mas continuaria ser um motor de maior atrito interno que o HR10. O próprio motor do Clio, com 12:1, tem 80 cv.

    • Fat Jack

      Obrigado Bob!
      Permita-me só mais uma:
      Em sua avaliação, há algo em que a motorização atual se destaque claramente sobre a antiga (desempenho, consumo, silêncio ou vibração)?

      • Bob Sharp

        Fat Jack
        Destaque, só desempenho, tem mais potência e e a baixa é nitidamente melhor. Não há vibração, só a percepção de um tempo-motor a cada 240º ante 180º do 4-cilindros, como em todo tricilíndrico.