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Porsche 911 Carrera 2,7 1975

O Porsche 911 é talvez um dos carros esporte mais importantes de todos os tempos. Nascido nos anos 1960 como uma alternativa mais moderna ao já consagrado Porsche 356, o 911 tornou-se uma lenda em pouco tempo. Não apenas pelo seu desempenho, mas pela sua conservadora construção com o motor boxer traseiro, mantido ao longo dos anos. É um carro polêmico, desde o seu nascimento, do tipo ame-o ou odeie-o.

Muitos já ouviram falar das histórias sobre os primeiros 911 e como eram assustadores de se dirigir. O peso do motor concentrado praticamente no pára-choque traseiro fazia dele um carro difícil de se pilotar de forma rápida. Qualquer erro faria com que o carro subitamente rodasse, graças à massa do motor localizada na extremidade traseira do carro. Mas este mesmo motor posicionado lá no fim do carro é que dava aos Porsches uma enorme capacidade de tração e também excelente capacidade de frenagem pela menor transferência de peso para frente. Quem pilotasse um destes carros com uma tocada arrojada e sobrevivesse, era um herói.

 

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O painel simples e funcional do Carrera 1975

Nas pistas, o Porsche de seis cilindros foi um sucesso desde seus primeiros modelos, disputando desde ralis até provas de longa duração como a 24 Horas de Le Mans, com louvor. A confiabilidade alemã e o bom desempenho sobrepunham a forma mais crítica de pilotagem. Os pilotos de 911 já conheciam seus carros e sabiam o que esperar em situações mais inesperadas, e tiravam proveito da boa capacidade de tração para ter bons resultados.

Hoje em dia, os 911 são referência em desempenho e dirigibilidade, ainda mais se equipados com o sistema de tração integral. Afinal, é o que cinqüenta anos de evolução faz com um projeto automobilístico. Controles eletrônicos de todos os tipos imagináveis, geometria de suspensão muito bem feita — especialmente a traseira multibraço “Weissach” surgida em 1993 em substituição à de braços semi-arrastados — e bons pneus deixaram até o 911 Turbo civilizado. A Porsche nunca desistiu do 911, nunca mudou o conceito básico de seu carro-chefe. Algumas pequenas variações para competição foram feitas sim, fato que já comentamos aqui no Ae, mas o 911 até hoje mantém suas formas básicas inalteradas e o motor de cilindros contrapostos continua pendurado atrás do eixo. Um vídeo promocional da Porsche fala sobre esta evolução e conservadorismo, de uma forma muito poética.

 

Já mostramos este vídeo no Ae provavelmente mais de uma vez, mas não canso de assisti-lo e admirar cada vez mais a fábrica de Stuttgart, que nasceu das idéias de um dos maiores engenheiros de todos os tempos. Mas confesso que por muito tempo não entendi como o 911 era o escolhido de muitos pilotos de corrida ao redor do mundo. Como um carro perigoso e traiçoeiro poderia ser tão querido? Em competição, o que o piloto menos precisa é se preocupar se o carro vai tentar te matar ou não. Não fazia muito sentido. Sempre respeitei o 911 pelo o que este carro conseguiu alcançar em termos de sucesso e desempenho, mas será que era uma melhor escolha que um Ferrari?

Na Seis Horas de São Paulo, última etapa do Campeonato Mundial de Resistência (World Endurance Championship – WEC) de 2014, em Interlagos (leia mais aqui), entendi o porquê do 911 ser tão adorado. Tive a chance de andar na pista com um 911 para tirar a limpo de uma vez essas dúvidas. Até então, eu só havia andado com um 914/4 numa pista. Um kart, diversão pura, mas que nada tem a ver com um 911, principalmente pelo motor ser um quatro cilindros e estar no centro do carro, e 911 mesmo só andara em um 911T na rua.

Entre um evento da corrida e outro, o pessoal do Clube do Porsche organizou um passeio pela pista com os carros da marca. Por sorte, e muita sorte mesmo, encontrei com um amigo que iria participar do passeio com um belo Carrera 2,7 preto e laranja de 1975. Na hora que os carros estavam entrando na pista consegui entrar no Carrera do jeito que deu, na correria, com câmera fotográfica em uma mão e a mochila com os equipamentos da máquina na outra. E tinha que colocar o capacete, cinto de segurança, agradecer infinitamente pela carona e ainda tentar tirar algumas fotos.

 

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Fila para entrar na pista, só Porsches

 O motor seis-cilindros de 2,7 litros não fez feio junto aos demais Porsches modernos que estavam no passeio. Se bem que de passeio teve muito pouco, pois deram liberdade para os carros andarem rápido e mais parecia um track day. Saímos no final da fila, com uns vinte carros à frente, mais ou menos. Já no começo o Carrera vinha roncado forte, o clássico barulho em “U” do motor boxer. As cinco marchas da caixa manual do Carrera engatavam com facilidade e precisão, algo que eu não esperava, dada a experiência anterior com o 914 e o Carrera também não ser um carro novo.

No começo da primeira volta o que mais chamou a atenção foi mesmo o motor, como é suave e como empurra o carro com vontade para frente, mesmo não sendo muito potente (215 cv) para os dias de hoje. O Carrera 2,7 é mecanicamente igual ao lendário Carrera RS, fabricado de 1973 a 1974, com motor equipado com injeção mecânica Bosch.

Aí veio a primeira curva rápida. Como entramos pela pista de acesso lateral do Laranjinha, o Mergulho foi a primeira curva feita com mais velocidade, e é uma curva de Interlagos que pode te pegar de surpresa, mas o Carrera contornou firme e na mão. Subindo a Junção e passando o Café, alguns dos outros Porsches já haviam ficado para trás. O S do Senna e a Curva do Sol também passaram sem sustos, com o carro na mão. E assim foram as demais curvas de Interlagos.

 

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Os Porsches andando em Interlagos, e o Carrera 2,7 fazendo bonito

A simplicidade do painel contrasta com a funcionalidade. O grande conta-giros mostra de forma clara ao motorista onde o boxer-6 está na sua faixa de atividade. Tudo é bem visível e intuitivo. A visão é boa para todos os lados, o grande pára-brisa deixa você ver bem até o topo dos dois pára-lamas, o que ajuda a posicionar melhor o carro nas curvas. O Carrera contornava o Laranja bem apoiado e com motor cheio, querendo escorregar de leve, mas que ao menor comando do motorista voltava para o lugar, e como quem estava ao volante tinha bastante experiência de pista em Interlagos, eu estava tranqüilo. A reta dos boxes e a reta oposta davam um descanso para os freios, e tempo para aproveitarmos o ronco do motor.

Nas mudanças de trajetória, como o S do miolo do circuito perto do Pinheirinho, o Porsche é estável, seguro, mas é perceptível a inércia da massa do motor se movimentando de um lado para o outro. Talvez este seja o movimento que mais perturba o comportamento do 911, as mudanças de direção em seqüência de curvas esquerda/direita. Eu sempre imaginei um 911 dos antigos se comportando de forma totalmente sobreesterçante sob tocada esportiva, com a traseira bem solta, como o famoso Ruf CTR “Yellowbird” turbo do vídeo em Nürburgring, um show de pilotagem.

 

Os demais Porsches modernos do evento (Carreras 4S, Boxsters, Turbos e Caymans) poderiam ter despachado o “nosso” Carrera com facilidade por conta dos motores bem mais potentes e complexos sistemas de tração e suspensão, mas o 2,7 preto e laranja estava lá, lutando com vontade e garra para se enturmar. Na verdade, até mais rápido que os demais, pois do fim da fila logo estávamos atrás do carro de segurança que puxava a fila, um Audi R8. Demos uma diminuída para nos distanciarmos do R8, e depois tudo de novo, fazendo o carro mostrar que estava em ótima forma. Sabíamos que não dava para andar forte por muito tempo seguido pois os freios superaqueceriam, então foi até bom fazer assim, pois dava para uma esfriada nos freios antes de voltar ao ritmo.

Vale a pena contar do 911 slantnose (frene inclinada) branco que estava andando. Seu motor turbo era forte, quando invocado despejava potência nas enormes rodas traseiras que patinavam mesmo em velocidade.

 

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Firme e valente, os 911 de fato nasceram para as pistas

O Carrera me surpreendeu muito. Estávamos em um carro com quase quarenta anos de idade, com tecnologias ultrapassadas e que não podiam ser comparadas com os demais Porsches na pista. Vim a saber depois quando paramos o carro no estacionamento que aquele Carrera estava com pneus modernos de track day, do tipo semi-slick. Fazia uma grande diferença, com certeza, mas ao meu entendimento o comportamento do carro não muda muito. O limite apenas é deslocado para cima, o carro não deixa de ser sub ou sobreesterçante, ele continua como é, as coisas apenas acontecem em velocidades maiores, uma vez que não há diferença de composto entre os pneus dianteiro e traseiros, o que isso sim poderia modificar a dinâmica do carro. E era sensível quando o carro começava a escorregar, de forma suave e gradativa, apenas era em uma velocidade acima do que seria no carro com os pneus originais.

 

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O belo Porsche 911 turbo com carroceria slantnose era um show

Era tão previsível que se deve acostumar facilmente com este comportamento, podendo ser provocado conforme a vontade do motorista para melhor entrar em uma curva, ou dar uma escorregada de traseira em uma saída de curva, apenas pela diversão. E em momento algum, o 911 deu sinal da idade ou de que algo poderia falhar. Alguns carros, se você dirige rápido, deixam a sensação de que algo vai dar errado, algo vai quebrar. Mas não o 911. Sempre firme, sempre disposto. E perfeitamente em casa dentro de um autódromo.

Agora entendo por que mesmo depois de cinqüenta anos com o mesmo conceito de automóvel o Porsche 911 faz tanto sucesso. Como diz o comercial da Porsche, “como seria o mundo, se tudo tivesse que ser prático? […] O que aconteceria com homens com sonhos? Sonhos loucos, impossíveis, inacreditáveis e nada práticos? […] Como seria o mundo se tudo tivesse que ser racional?

 

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O “nosso” Carrera 1975 não deixou nada a desejar perante os demais 911 modernos

 

MB

Fotos do autor

Sobre o Autor

Milton Belli

Engenheiro mecânico automobilístico e atualmente trabalhando na engenharia de um dos grandes fabricantes de veículos norte-americanos. Adora competições e aspectos técnicos de carros de corrida, temas principais de suas postagens.

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  • CorsarioViajante

    Sensacional post. Como o 911 é incrível. Além de tudo, é lindo.

    O vídeo é demais, engraçado ver uma marca alemã com foco tão grande na engenharia bater na tecla da irracionalidade, da emoção etc. Funciona muito bem.

    E o painel… Perfeito. Gostaria que meu carro tivesse um painel assim, simples, plano, funcional. Podem me chamar de louco, mas na hora que vi o painel lembrei disso: http://imgsapp.estadodeminas.vrum.com.br/app/noticia_128576568202/2011/12/14/44999/20111214212905616017a.jpg
    Só falta um conta-giros de tamanho adequado. Espero que no up! TSI adotem o padrão Wolfsburg. Ah, e dispenso a telinha pendurada lá em cima! rs

    • R.

      Esse Up TSI vai dar o que falar….
      Também estou ansioso com o lançamento desse pequeno esportivo.
      Mas acho que o preço virá bem salgado ..

      • CorsarioViajante

        Preço hoje no Brasil é assunto tabu, estão todos loucos, eu sonho com muita coisa mas não compro mais nada.

  • Domingos

    Porsche se revela ao dirigir mesmo. Um carro que exige respeito e técnica, paciência e dose certa de agressividade para dirigir.
    Mas ele te fala isso, te canta. Só um motorista muito desatento ou grosseiro para ignorar os sinais e, aí sim, rodar feio ou sair feio de frente (eles também fazem isso, para surpresa de todos). Quem não entende muito ou não tem prática com direção esportiva, mesmo sensível, deve evitar andar rápido neles também.
    Gosto muito dos modernos, em que corrigiram os maiores vícios e o interior muito espartano. É um carro que se aprende a gostar e que se revela bom mesmo com o tempo, embora tenha seus poréns.

  • Marcelo R.

    Um dos meus sonhos de consumo sobre rodas!

  • Juvenal Jorge

    MB,
    show! Texto e carro ótimos!
    Um dia ando de 911.

    Abraço

  • Vinicius

    Esse Porsche é espetacular. É uma das razões de eu pegar fila na Lotérica toda semana…

  • Lorenzo Frigerio

    É paradoxal que um carro desses tenha feito tanto sucesso. Como você mesmo disse, a posição do motor é para lá de inadequada: o carro não goza da “inteligência das máquinas ” do AAD. Os primeiros Porsche Turbo eram perigosíssimos. Nos últimos anos, com o avanço da eletrônica, corrigiram-se os piores problemas, mas ainda assim é um contra-senso ter que colocar assistências para corrigir um problema de concepção.
    Mais bizarro ainda é que o 928 foi um Porsche feito da maneira correta, superando por muitos anos o desempenho do 911, mas mesmo assim acabou caindo no esquecimento.

    • Kiko L

      Lorenzo, quando você dirigir um você vai entender. Não há paradoxo. Torço para que seja logo, pois é uma experiência que todo Autoentusiasta merece. O carro tem muita personalidade e se você se conectar realmente com ele vai passar a usar os “defeitos” a favor da boa pilotagem. Na primeira vez que eu tive a chance de dirigir um 911(996 Carrera 4) em Interlagos sofri um pouco. O carro tinha controle de tração(não fazia diferença nenhuma pois só o despertei uma vez em 30 voltas), mas não de estabilidade e levei alguns sustos nas entradas de curva. Na segunda vez no Velocittá bailamos como nos musicais da Broadway. Passei a usar a inércia da traseira para entrar nas curvas com maior agilidade. Vieram bons tempos de volta e sorrisos muito melhores. E ao final dos dias foi só devolver ao dono. Sem aquecimento, sem fading de freios. Diversão e confiabilidade. O 911 é o melhor esportivo de todos os tempos. Afirmo sem dó. Um abraço!

  • Davi Reis

    Um dos carros mais bonitos e incríveis de todos os tempos. Sonho meu poder dirigir um desses.

  • francisco greche junior

    Belo texto, também me ajudou a entender melhor a paixão que vejo quando converso com amigos meus que tiveram 911 turbo e que têm Carrera RS e falam com extrema admiração dos carros.

  • NICKS31

    Para mim este é um dos mais belos!

  • REAL POWER

    Porsche, me faz lembrar evolução constante, mesmo não “mudando muito, ou mudando tudo”. A Porsche não se entrega a modismos. Por isso sou um verdadeiro admirador dessa marca, que ao meu ver fabrica o melhor carro de todas as categorias de todos os tempos, o 911. É como uma calça jeans de corte tradicional fabricada com tecnologia atual e tecido de qualidade. Apesar de ter tantos outros tipos de corte e tons que vão e vêem com a moda, a tradicional é do tipo que resume uma calça jeans. O 911 é isso, um carro, para ser usado no dia a dia e ainda permite muita emoção nos finais de semanas, seja em pista ou nas estradas. Um carro para ser “vestido pelo dono” em todas as ocasiões. Abraços

  • Thiago Teixeira

    O som desse motor transmite força e confiança. Me fez lembrar de uma CB 500 2000 que andei há uns dias. Embora mais fraca que uma 700 NC 2013 que andei logo depois, a primeira é muito mais gostosa de pilotar. O som dos motores é uma das coisas que mais gosto num carro (ou moto, avião, barco, ou qualquer motor).
    Milton, esse piloto ai está dando mais show que pilotagem. Além de brigar com o volante ele provoca a saída de traseira em todas as curvas. E o carro vai num embalo danado. Igual no kart, umas curvas ele faz a entrada de lado para ganhar na saída, mas derrapando os dois eixos porém com volante reto.

  • guest

    Não há carro que “ande” sem piloto… parabéns ao seu amigo, certamente ele sabe o que faz.

  • Bob Sharp

    Vinicius
    Dica: se já não tem, abra uma conta pessoa-física na Caixa Econômica Federal e passe a apostar na Mega Sena pelo Internet banking da Caixa. E adeus, lotéricas.

    • Vinicius

      Hahaha, muito bom!

    • Leo-RJ

      Caro Bob, essa dica caiu-me como uma luva… rs 🙂

      Abç!

      Leo-RJ

    • RicoHP

      Put’z! Frequentar o site e se deliciar com as matérias já é muito bom e ainda ver que uma pessoa, com o gabarito do Bob, ainda responde à um leitor com uma dica deste tipo é se sentir entre amigos. Parabéns Bob !

    • Juvenal Jorge

      Bob,
      que é cômodo não duvido, mas conta na CEF eu não quero mais. Já tive e cansou de verdade.

    • Rafael Ax

      Correntistas da CEF podem jogar pelo Internet banking, limitados a 100 reais diários.

      É prático mesmo, mas como o JJ disse, ter relacionamento com a CEF não é brincadeira.

      Entrei no assunto para desviar um pouco: meu pai foi lotérico (e morreu doente fazendo isso, correndo riscos, já que a CEF transformou as lotéricas em extensão de suas agências, dando apenas o ônus, mas não o bônus), e digo que a relação com a CEF é mesmo tortuosa. Muita gente não sabe o que faz lá direito, e os sistemas do banco são arcaicos. Por isso a limitação.

      E também porque isso derrubaria os empresários lotéricos, e a CEF não teria mais eles para tratar como escravos (pelo menos a grande maioria é tratado como tal).

      Desculpem pelo desabafo. Abs.

  • Luciano Gonzalez

    Acho que nessa vida não vou ter oportunidade de ter um, mas em matéria de superesportivos são os únicos que eu tinha vontade de ter, 911 e Cayman.
    Eu sou completamente fascinado pela escola alemã, mecânica refinada, acabamento simples, bem acabado e funcional, ótima ergonomia, a solidez, rigidez típicas de veículos alemães. ..aquela sensação de ser indestrutível. ..Não tem explicação, coisa de entusiasta.

  • CorsarioViajante

    Também valorizo muito o som do motor, inclusive na partida. Me dá desgosto quando alguém liga um motor e ele faz um “pfiiiiiiu” chocho.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    As assistências em nada diferem em qualidade e intensidade em relação a outros carros. O que aconteceu é que na Série 993, de 1993 (só coincidência de números), aplicaram-lhe uma excelente suspensão traseira no 911, uma multibraço apelidada de “Weissach” em alusão à cidade onde se encontra o Centro de P&D da Porsche, que inclui o campo de provas. Combinada com a eterna e perfeita suspensão dianteira McPherson, o comportamento do 911 nada tem a ver com os de suspensão traseira por braço arrastado. Na mais recente série, a 991, aumentaram o entreeixos em 100 mm, para 2.450 mm, e alargaram as bitolas dianteiras, que passaram a ser maiores que as traseiras. Melhor não poderia ter ficado.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Anda bem e é lindooooo!

  • R.

    MB
    Lindo o Carrera do seu amigo.
    Eu o acho mais bonito que os 911s atuais..
    Se ganhasse na Loto/Mega Sena, preferiria um desses, a comparar um novo ….
    Ou melhor compraria um de cada !
    He he
    Realmente uma das coisas mais legais no 911 é o som do Flat/6 !

  • R.

    Quanto a esse Slant nose, mesmo sendo muito raro e cobiçado , nunca me agradou !
    Me parece uma espécie de tunning e acho que tira a personalidade do 911.
    Dizem o Paulo Maluf tinha um Slant-nose Kremer … Nao sei se é verdade…

    • Juvenal Jorge

      Tem sim, Porsches modificados.
      É a prova que toda pessoa tem um lado positivo !

    • Ze Brasileiro

      Maluf nega veementeMENTE que tenha tido um 911 (assim como contas na Suíça).

  • Ilbirs

    Se a VWB quiser ser legal no up! TSI, troca esse módulo central de ventilação que cospe ar para cima por um que cuspa ar para cima e também tenha saídas direcionáveis para a frente, como vemos no Grand Siena. Volto aqui a bater na tecla das sugestões que já dei anteriormente.
    Em relação ao quadro de instrumentos, o problema para se montar um “Wolfsburg” está no fato de ser um espaço bem estreito. Nesse caso, seria melhor imaginar alguma outra alternativa que permitisse boa visualização e coubesse nesse nicho minúsculo. Um bom espelho para isso é a boa solução que víamos no C3 de primeira geração:

    http://carphotos.cardomain.com/ride_images/1/2538/321/6342660019_large.jpg

    Temos as quatro informações básicas bem visíveis em um espaço no qual a maioria dos fabricantes só conseguiria pôr três e sonegando a temperatura da água. Já dirigir C3 dessa geração e digo que é muito bem feita essa solução da Citroën. Sabemos que a VW é mais conservadora, mas creio que haveria como ela conseguir, se não um “Wolfsburg”, um “São Bernardo” bem feitinho.

    • CorsarioViajante

      Este problema do espaço é verdade mesmo. Espero que achem alguma solução. Detesto carro sem conta-giros ou com conta-giros pequenos demais.

  • RoadV8Runner

    Texto muito entusiástico sobre um carro que dispensa apresentações. Acredito que parte do sucesso do Porsche 911 venha também do estranho fato de algumas pessoas (como eu…) acabarem se sentindo atraídas por comportamentos nada ortodoxos de alguns carros, como a traseira arisca do primeiros 911. No meu caso, sou fã incondicional dos câmbios 4-marchas varetados dos Opala/Caravan, a começar pela ré, onde se puxa a alavanca para cima para engatá-la (desconheço outro câmbio assim). Encavalam marcha muito fácil, mas mesmo assim gosto muito desse câmbio.

  • Eu estva lá e vi isso ao vivo! E depois foi a minha vez de andar na pista em um Rally de regularidade… http://rollerbuggy.blogspot.com.br/

  • Daniel

    Esse vídeo do CTR em Nürburgring é espetacular! Como é que tem gente que mesmo após ver um vídeo desses, defende câmbios automatizados e automáticos em esportivos???

  • Domingos

    Essa posição da ré era muito boa mesmo, acho que alguns outros carros a tiveram também.

  • Juvenal Jorge

    CorsarioViajante,
    os preços são absurdos porque sempre há clientes.
    Um dia seremos todos cidadãos com direitos e inteligência. Enquanto formos só minoria….

  • Bob Sharp

    Rafael Ax
    Tenho conta na CEF pessoa física desde 1995 e pessoa jurídica desde 2003 e nunca tive nenhum tipo de problema, com o internet banking desde (2004) para a duas contas, inclusive. Jogar na Mega Sena só leva alguns minutos, é muito fácil.

    • Rafael Ax

      Ah, sim, Bob. É fácil mesmo, e muito melhor do que pegar fila. O desabafo foi por precisar lidar diretamente com pessoas lá dentro. Isso porque meu pai era “parceiro”. Mas conheço muita gente que como correntista ou por causa de financiamento, tiveram problemas também.

  • Vinícius DS

    Lindo esse “nine-eleven”! Meu sonho seria um targa original dos anos 70 ou qualquer um da Singer!!!

  • O som é diferente de tudo, muito cativante!

  • Sim, com certeza, ainda mais que ele tem bastante experiência em Interlagos e em carros antigos.

  • Christian José Sant Ana dos Sa

    Por coincidência, estava olhando umas revistas antigas que guardo em Três Corações, Auto Motor und Sport, maio de 74, com um Carrera 3.0 na capa. Um quadro comparativo com outros Porsches cita o 2.7 1974 com 210 PS a 6300 (DIN), custava DM 34.000 na época, enquanto a 3.0, DM 64980. Quanto será que consegue hoje com nossa gasolina? Também tive o prazer de andar num 914/4, como passageiro, de meu amigo Hoffstetter, quando cursava a FEI em meados dos anos 70. Os turbos estavam começando a ser fabricados por aqui, e era nosso assunto favorito…bons tempos.

  • KzR

    Ótimo relato. O 911 anda muito bem mesmo com seu layout tradicional – os novos, sem comentários. Os antigos tem muito a mostrar ainda, e equipados com pneus melhores, pode-se aproveitar melhor o seu potencial, algo que gosto de comparar com os diferenciais com bloqueio em FR antigos (tração traseira motor dianteiro).
    Apesar do primeiro 911 ser belíssimo, adoro o modelo da década de 70 que figurou na matéria, mesmo com os para-choques salientes. O flat-6 aircooled N/A é uma delícia de se ouvir.

  • O 914 é um excelente carro, mesmo o quatro cilindros é muito bom de curva.