Woman driv huffingtonpost.com  Carro antigo? Não, lata-velha mesmo Woman driv huffingtonpost

Eu sei muito bem que Papai Noel não foi muito generoso no último Natal. O comércio reclama de vendas mais baixas do que nos outros anos e nem todo mundo foi atendido pelo simpático velhinho. Certamente alguns mandaram cartinha pedindo um carro novo e ficaram a ver navios – ou a ver carro velho, mesmo.

Mas isso não é motivo para andar com veículo caindo aos pedaços, sem segurança para os ocupantes ou mesmo para os demais veículos. Vejam bem, quando digo carro velho não me refiro ao ano de fabricação, mas ao estado de conservação, pois conheço muita gente que tem carro com vários anos de fabricado e o possante está impecável, com a manutenção super em dia. Eu mesma me qualifico nessa categoria. Refiro-me àquelas latas velhas com para-choque amarrado com arame, aquilo que eu chamo de “tração independente nas quatro rodas” (quando cada uma vai para um lado) e demais equipamentos vencidos.

Como já comentei neste espaço, somente em São Paulo o governo estima que 30% a 35% dos veículos transitem irregularmente, sem licenciamento nem pagamento de IPVA nem DPVAT. Em Dourados esse índice é de 23%, no Paraná os mesmos 30% e por aí vai, sem grandes variações. No caso das motos, ó índice é muitíssimo mais elevado e sempre supera os 50%. Oficialmente o Brasil tem 45,3 milhões de automóveis, mas sabe-se que os números estão inflados, pois não se dá baixa nos carros que deixam de circular. Mesmo assim, daria mais de 17 milhões de carros irregulares no País. Alguém acha que eles têm a manutenção em dia? Se a pessoa não se preocupa em pagar os impostos — que, assim como diz a palavra, são impostos, portanto obrigatórios — nada me leva a crer que pagará por coisas falsamente facultativas como trocar a lâmpada queimada do farol ou alinhar a direção. Digo falsamente porque para mim manutenção é obrigatória em todos os itens – exceto trocar o perfuminho que a Citroën pôs em alguns carros, todo o resto é obrigatório em nome da segurança dos ocupantes do veículo e dos demais, incluindo ai os pedestres que podem ser vítimas de um carro desgovernado.

Por falar em carro desgovernado, acho absurdo quando leio no jornal que um motorista “perdeu o controle do veículo”. Não concordo, pois para mim alguém que dirige com freio vencido ou pneu careca nunca teve o controle do veículo, portanto não pode perder algo que nunca esteve em seu poder.

Fuçando o passado, encontrei um texto de O Estado de S. Paulo de 31 de dezembro de 1969 – atentem para a data, é 1969 mesmo, não erro de digitação — com o seguinte parágrafo:

“Flaminio Fleischmann, consultor de engenharia de tráfego, estima que um terço da frota da capital rode em condições irregulares de documentação, seja do veículo ou do condutor. ‘A fiscalização intensiva reduziria a poluição, melhoraria a fluidez ao retirar os veículos velhos e sem licenciamento e ajudaria na prevenção de acidentes’.”

A matéria já tem quase meio século e o que foi feito desde então? Praticamente nada. E digo praticamente porque ainda estou imbuída do espírito natalino e à espera dos Reis Magos, portanto cheia de otimismo e esperança na humanidade. Imaginem se esses veículos fossem retirados de circulação e os motoristas irregulares fossem impedidos de dirigir. Não precisaria de rodízio nem outras mandracagens e restrições que nossos governantes utilizam para impedir o total travamento do trânsito. E sem veículos irregulares ou motoristas despreparados, o número de acidentes diminuiria muito assim como os congestionamentos provocados por estes contratempos.

As “otoridades” ora fazem ouvidos moucos, ora alegam que os pátios já estão superlotados e não há para onde recolher eventuais veículos irregulares. E parecem preferir continuar resgatando feridos e mortos por aí do que tomar efetivamente uma atitude. Em São Paulo, quando Guilherme Afif Domingos assumiu como vice-governador de São Paulo, em 2011, lembro que me animei com declarações dele que iria alugar mais pátios para aumentar o recolhimento de veículos irregulares e iniciar a venda e o desmanche daqueles que não eram resgatados. Mas aí ele foi para o governo federal e nada foi feito.

Cuba – Já perdi a conta de quantas vezes discuti com gente que diz que “todo mundo tem direito a ter um carro”. Concordo, mas por carro (ou moto) deve-se entender um veículo (e um motorista) em condições corretas de circulação. Ninguém tem o direito de deliberadamente colocar a si mesmo e aos outros em perigo ao ficar atrás do volante de qualquer meio de transporte que não esteja em perfeita ordem. Engraçado, ou irônico, é que muitas das pessoas que defendem o direito de circular com um veículo caindo aos pedaços são as mesmas que reclamam quando o ônibus em que andam têm bancos quebrados ou pneus carecas…

 

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Havana (foto da autora)

Carro velho só tem algum charme em Cuba. Estive lá de férias há três anos e tirei muitas fotos dos carrões americanos dos anos 50. Andei em alguns deles, mas somente porque havia feito um seguro de vida antes de sair do Brasil e de tão velhos que são andam lentamente pelas ruas de Havana. Mas fiquei meio incomodada em Varadero quando a Kombi que nos levava para mergulhar parava a cada cinco minutos (não, não estou exagerando) e o motorista descia já com uma toalha em mãos para abanar o motor que esquentava e provocava ataques de tosse em nós, incautos turistas, pela fumaça que se espalhava pela cabine. Esse tipo de coisa só fica bem nas fotos e nas histórias na volta da viagem. O mergulho? Foi ótimo, mas certamente o oxigênio dos cilindros também foi muito bem-vindo depois de tanto monóxido, dióxido e o recém-inventado por mim trióxido de carbono.

Mudando de assunto: agora ciclovia e ciclofaixa em São Paulo poderão ser usadas por skatistas, patinadores, cadeirantes e até bicicletas de transporte de cargas — aqueles que levam vários botijões de gás ou garrafões de água e têm largura final equivalente à de um carro pequeno. Com o traçado inútil que apresentam realmente a Prefeitura precisava dar alguma finalidade a elas. Daqui a pouco vão liberar para motoqueiros… Detalhe: não sou contra ciclovia ou ciclofaixa em si, mas contra os lugares onde vem sendo implantadas.

NG

Foto de abertura: huffingtonpost.com
A coluna “Visão feminina é de total responsabilidade da sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • Felipe Parnes

    Concordo com a visão, existe diferença ente carro velho e carro antigo. Tem mundo carro novo rodando por aí que é “velho”.

    • Domingos

      Ora se tem. Está cheio de carro com apenas dois anos de uso com pneus completamente carecas.
      Vamos ver qual a desculpa um cidadão desses tem, não é?… Se é trabalhador, se é ganha-pão, se não tem dinheiro (se é tudo isso e não tem, por que não comprou um carro mais velho e manteve bem?).

  • Rodolfo

    Parabéns pelo artigo Nora, estava esperando ansiosamente ele já há alguns dias…

    Vou reclamar aqui também dos carros sem condições de circulação (sucatas ambulantes) que ficam estacionados nas vagas, e quando recebo visita não tem onde estacionar. A Prefeitura devia aumentar as Zonas Azuis para impedir que sucatas ambulantes fiquem estacionadas nas ruas ocupando as vagas.

    Me lembrei de um vizinho que tinha uma sucata ambulante, ele ficava completando o fluido de freio em vez de ir em um mecânico corrigir um vazamento. Não deu outra, um dia perdeu o freio e bateu em outro carro e teve que pagar todo o prejuízo… moral da história: o barato saiu caro!

    Eu falo isso porque tenho um Gol ano 1990 –1,8-L em perfeita ordem e estado de conservação: pneus bons, freio em ordem, suspensão idem, motor perfeito etc. E digo que é possível manter um carro antigo em ordem, não vai tanto dinheiro quanto as pessoas pensam.

    Em minha opinião, se a pessoa não têm condições de manter um carro em perfeita ordem, ela não pode ter um carro. E vem gente dizer que é o ganha-pão do trabalhador… então quem paga a conta de uma pessoa que morrer atropelada por uma perua Kombi carregada de reciclagem que perdeu o freio e o pneu estava na lona? Ninguém… pois a vida não tem preço.

    • Nora Gonzalez

      Rodolfo, ontem mesmo morreu um sujeito em São Paulo porque ao fugir de uma blitz por não ter nem habilitação para dirigir moto nem o documento da mesma entrou na marginal Pinheiros na contramão. Sim, isso mesmo, na contramão às 18h00. Além de ter se matado, bateu em outras duas motos e um carro, ferindo gravemente duas outras pessoas. Nem menciono o congestionamento, o pouso do helicóptero, as despesas com tudo isso… e tem gente que diz que “o coitado deixou três filhos, era vigilante…”. Se não tem habilitação, não dirija e nem compre veículo, oras. Abraços

  • Mingo

    Aqui em casa temos dois carros que não pagam mais IPVA, um com 22 anos de fabricação e o outro com incríveis 29 anos de idade. Claro que já são carros de uso eventual, mas o de 22 foi no final do ano a Bertioga e subiu a serra numa boa, mesmo com um calor que passava dos 32 graus. Enquanto isso, cansei de ver vários carros com motores “injetados”, ABS, airbags e o diabo, parados no acostamento com os motores fervendo. Maldita falta de manutenção!
    Enquanto meus “pau véios” consumirem menos que os “mudernos” carros flex e gastarem menos em manutenção, vou fazer de tudo para que eles continuem rodando por aí, para desprazer desses governos municipal, estadual e federal, todos corruptos, que devem ficar com uma raiva danada por eu pagar apenas 105 reais de DPVAT e sessenta e poucos de licenciamento por ANO e trafegar com os mesmos diretos e deveres que qualquer cidadão com um carnê mais grosso que a Bíblia no porta-luvas…

    • Fat Jack

      Concordo plenamente, recentemente tive de me desfazer de um antigo, que por sinal atualmente também tem 29 anos, completo, lindo e absolutamente em ordem, adorava ver o documento chegando em casa sem ter de pagar o IPVA, o sentimento era idêntico ao seu…, finalmente uma leve vingança contra o sistema…

  • Marcio Rogério Dorigon

    O problema é que no Brasil se a policia apreende veículos em má conservação ou sem documentos, o povo reclama que as autoridades não correm atrás de bandido, de traficante…. que o cara do veiculo é trabalhador, precisa do mesmo. Fogo… eu me preparei e guardei a grana para bancar os impostos e taxas das duas motos e do automóvel desde novembro do ano passado. Deixei de comprar algumas coisas, fazer outras, para andar correto… mas ninguém vê isso. Os que não se planejam na verdade estão tirando proveito em cima dos que o fazem, só que falar isso é pecado. Mas quando um irresponsável causa uma tragédia culpam quem… as autoridades que permitem coisas erradas. Concordo que tem coisas que é má intenção dos governantes, mas temos que passar por isso, paciência. Como o DPVAT: acho a coisa mais ridícula do mundo pagar por veículo. Isso deveria ser cobrado direto do condutor, afinal de contas ele dirige um veiculo por vez. Cada um que dirija, que se responsabilize pelo seu, que se pague uma taxa por motorista e extinga-se o DPVAT por veículo. E deveriam dar descontos para aqueles que ficam anos sem levar multas e se envolver em acidentes de trânsito. É uma idéia…mas em vez de colocarmos essa bandeira, sabemos reclamar somente do preços dos impostos, de que a fiscalização é ruim com o trabalhador e assim vai.

    • Candino

      Se todos pagassem o DPVAT, certamente o valor pago seria menor.

      • Marcio Rogério Dorigon

        Não digo se todos pagassem, digo se todos pagassem e parassem de provocar acidentes, prestando mais atenção no trajeto, abusando menos da velocidade, das drogas e bebidas, conservando mais os veículos, ai sim teríamos menos ocorrências a serem atendidas pelo DPVAT. Fora os outros custos que vêm depois que ninguém fala, como pensões a familiares em caso de morte, pensão por invalidez, gastos do SUS, que os irresponsáveis que causam acidentes não pagam e sim o trabalhador.

  • Rodolfo

    Pensando melhor é melhor não ampliar a Zona Azul… a Prefeitura deveria é ficar de olho nos carros que ficam abandonados na rua… e em no prazo de 15 dias devia recolhé-los.

  • Wagner Bonfim

    Com tanto cacareco rodando em péssimo estado, somado aos débitos existentes com a máquina, queria que a PRF ou os BPRv´s estaduais me explicassem o por quê de quase sempre pararem nas blitz os veículos novos ou em excelente estado de conservação! Eu inclusive …

    • Candino

      Certa vez me pararam com carro de uma semana. Logo atrás, deixaram passar livremente uma Veraneio caindo aos pedaços.

    • CorsarioViajante

      Eu sei o por quê! Porque você vai pagar a multa… O carro zoado não paga nada, e os caras não querem guinchar porque vai para o pátio ocupar espaço e nunca mais vai sair de lá.

    • Antônio do Sul

      Ora, o carrão novo não lhes demandará muito trabalho. Basta conferir a documentação, olhar a placa e deixar o motorista seguir…Agora, para fiscalizar um veículo em mau estado, terão que examiná-lo de cabo a rabo e ainda agüentar o choro do proprietário.

  • Lorenzo Frigerio

    Hoje mesmo saiu uma notícia na Folha que um sujeito “teve um mal súbito” e subiu na calçada, matando duas pessoas. Quando a polícia chegou, viu que o carro não estava licenciado e a habilitação do motorista estava vencida há 4 anos. E sabe lá se o cara não sofria de alguma condição e passou por uns “near misses” anteriormente.
    Graças ao “coitadismo” vigente no Brasil, esses caras não têm a menor vergonha ou escrúpulo de dirigir nessas condições. E depois que descobriu o radar como a máquina arrecadatória dos sonhos, o Estado acabou com os comandos.
    Está cheio de carros “piratas” por aí, com dezenas de milhares de reais em multas e documentação irregular, e esses veículos têm um verdadeiro “mercado”. O cara “compra” por 500 ou mil reais e anda até a polícia apreender, o que em geral nunca acontece.

    • CorsarioViajante

      Fato! É ainda mais revoltante porque a maioria faz isso de caso pensado, de má fé.

    • Lucas dos Santos
      • Domingos

        Aqui em São Paulo tinha uma lenda de um carro com mais de 100 mil reais em multas. Não sei se é verdade.
        Só que o triste é pensar o seguinte: se tirar as de radar, talvez esse carro não tivesse nem 2 mil reais de multa e continuaria rodando sem ser apreendido e fazendo qualquer presepada pelo mero valor de um jogo de pneus e freios.
        A fiscalização aqui é nula, acredito que as multas por radar devam dar mais de 90%.
        Resultado: as infrações são apenas de rodízio e por passar da velocidade ridícula estabelecida na cidade. De resto pode fazer tudo, até andar na contramão.

  • Fat Jack

    Sempre tive comigo a seguinte forma de pensar: se é pra ter um BMW caindo aos pedaços, prefiro ter um Fusca perfeitinho mesmo… (a verdade é que o anseio por STATUS – que a maioria dos brasileiros tem – leva ao caminho inverso…)
    Tem muito “cacareco” independente da idade rodando por aí mesmo, carros que não valem nem a diária e o guincho.
    Algumas idéias que poderiam minimizar o problema “morreram no ninho” como a renovação da frota, só que o prejuízo que essas carroças dão diariamente (com o não pagamento dos impostos, quebras, poluição e afins) certamente não é (intencionalmente ou não, nem vou entrar no mérito) levado em conta…
    Ainda, em tempo, gosto mesmo é ver exatamente o inverso, antigos rodando bem cuidados pela cidade, provando que na maioria dos casos o problema nem é dinheiro, é cultura e impunidade mesmo…

    • CorsarioViajante

      Falou tudo, falta cultura e sobra impunidade.
      Até porque, como você disse, se todos tivessem certeza das conseqüências de seus atos, com certeza pensariam melhor e seriam mais cautelosos.

  • CorsarioViajante

    “Por falar em carro desgovernado, acho absurdo quando leio no jornal que um motorista “perdeu o controle do veículo”. Não concordo, pois para mim alguém que dirige com freio vencido ou pneu careca nunca teve o controle do veículo, portanto não pode perder algo que nunca esteve em seu poder.”
    Minha esposa não agüenta mais eu falar isso toda vez que vem notícia de que “perdeu o freio”, “perdeu o controle” etc.

  • Arthur Santos

    Isso eu percebo em carros até novos (menos de 15 anos de uso) nos quais o bonitão se endivida no financiamento do carro, mas anda com pneu careca, motor começando a fumar por desleixo nas trocas de óleo.. Mas a “sonzera” e o rodão tá tinindo..

    Enquanto isso o meu pacato Golzinho quadrado anda calçado com pneus novos, som ambiente, livre de “sacos de lixo” e com motor e suspensão em ordem..

    Moral da história, não compre um carro, se não puder lhe dar todos os cuidados que o mesmo precise..

  • Carlos A.

    Muito complicado mesmo….principalmente esses financiamentos facilitados e a perder de vista. O cara esquece que não é só a prestação do carro (e o combustível) e que existem despesas básicas de manutenção e revisão. não raro vejo carros com aproximadamente 3 ou 4 anos de uso acabados!! Além do clássico pneu ‘melancia’ – aquele que de tão careca e redondo fica semelhante a essa deliciosa fruta – o carro está todo ralado, e às vezes falta retrovisor, lanterna e até inacreditavelmente vidro, isso mesmo! O cara não tem dinheiro para repor um vidro! Em seu lugar é “instalado” algum saco plástico colado com fita adesiva!

  • Rafael Ax

    Os únicos problemas do meu velhinho são as “cicatrizes de guerra” e o consumo de óleo um pouco elevado (mas queima um pouco só na partida, rodando, ok). De resto, documentação sempre em dia, gasolina em posto de confiança, óleos e filtros trocados sempre no prazo, pneus, freios, alinhamento e balanceamento ok e troca da correia dentada periodicamente. Fora peças de desgaste trocadas no decorrer da jornada, como amortecedores, molas, embreagem, velas, cabos e termostática.

    Nos anos de convivência, fiquei na mão umas 2 vezes por causa da termostática, e numa há pouco tempo o carro perdeu força na marginal (erro de injeção, falha na bomba??). Encostei, desliguei e liguei de novo e voltou ao normal. No mais, o carrinho retribuiu com bons serviços prestados.

    Ah, de irregular apenas o extintor, que já é ABC desde a última troca, mas já venceu sua validade (além de estar sem o lacre, pois usei ele para apagar um pequeno principio de incêndio na garagem, por culpa minha, que instalei um suporte de lampada errado, e deu curto).

  • Candino

    Infelizmente é comum carro desgovernado. Tanto em curvas como em retas; tanto em pista seca, como molhada.
    Pneus carecas, falta de geometria e balanceamento, amortecedores pifados e molas trincadas são os causadores.
    No meu entender a suspensão do veículo é mais importante que todo o resto.

    • Rodolfo

      Na minha opinião é o freio… já imaginou se ele acaba na descida da serra de Santos/SP?

  • Antonio Gonçalves

    Chamo estes carros de “sucatas ambulantes”

  • Nora Gonzalez

    Marcio, fazendo uma conta de padeiro, se somente os 30% de veículos que estão irregulares fossem tirados de circulação, imagine que beleza seria o trânsito!. Ai é só fiscalizar realmente se os motoristas têm habilitação e como está a manutenção e tomar as atitudes necessárias. Quem não viu em filme americano o sujeito ser parado instantaneamente por ter uma lanterna quebrada? E é verdade, é assim mesmo que eles fazem. Poderíamos ter trânsito germânico, garanto. E não haveria necessidade de injustos rodízios nem perderíamos horas todos os dias em congestionamentos improdutivos. Abraços.

  • Nora Gonzalez

    CorsarioViajante, avise a sua mulher que você ganhou um reforço. Agora somos dois. Abraços

  • Bruno Rezende

    Nora,
    Você cita a realização de uma fiscalização séria, mas, infelizmente, as autoridades só se preocupam em usurpar os cidadãos, com truques para fiscalizar apenas as infrações mais fáceis de flagrar e, muitas vezes, induzindo o motorista a erro (como limites de velocidade bem abaixo do razoável etc).
    Veja essa matéria da Folha, em que os radares móveis estão sendo escondidos, sob a falsa de alegação de estarem sendo protegidos….:

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/01/1571018-caixotes-de-metal-sao-usados-para-esconder-novos-radares-moveis-em-sp.shtml

  • Lucas dos Santos

    Nora,

    A expressão “perdeu o controle do veículo” é uma das que mais me irritam nos noticiários. Virou moda a imprensa apontar isso como causa de um acidente, quando, na verdade, é consequência.

    Ninguém perde o controle de um veículo sem que algo – falha mecânica, falha humana, fatores externos etc. – cause tal perda. A menos que o veículo tenha ganho “vida própria” e assumido o controle do motorista. Mas aí já é outra história…

    Em um jornal da minha cidade era comum utilizarem essa expressão quando não sabiam dizer o que causara o acidente – ou, às vezes, até sabiam que foi o motorista que fez besteira, mas não queriam se comprometer. Comecei a criticá-los sobre isso nos comentários e agora eles passaram a acrescentar “não há informações de como o motorista perdeu o controle“. Pois é. Apurar isso e correr atrás das informações, nem pensar!

    • Paulo Roberto de Miguel

      A imprensa adora um clichê, não?

  • Lucas

    Pois é… para que luzes, freios, espelhos retrovisores, cintos de segurança, estepe, ferramentas, pneus, triângulo, até o velocímetro é item obrigatório, se você “não precisa” tê-los em ordem?? Ah, mas ande sem o extintor ABC daqui a 90 dias para ver o que vai dar……

  • Lucas dos Santos

    Também é curioso o adesivo da Apple colado no vidro traseiro do velho Chevrolet azul da foto em Havana.

    Olhos de águia, hein! Olhei apenas rapidamente e podia jurar que era apenas reflexo da luz solar no vidro!

  • mecanico anonimo

    Meu velho Astra inflex ainda não tem idade para ser isento de IPVA, mas pago muito menos do que pagaria num 1-L mais novo. Por isso prefiro mantê-lo funcionando 100%, do que trocar por algo mais recente, mais fraco e muito mais caro.

    • Mingo

      Você que está certo! Eu também jamais trocaria um carro desses por um carro sub-motorizado. Um Astra, se for bem cuidado, pode ficar na sua mão pelo tempo que for.
      Tem gente que “queima” seu carro só para desocupar espaço mesmo, pois os valores na troca por um “popular” são tão baixos que é melhor dar o carro de presente para algum parente ou jogar uma lona em cima e esperar ficar antigo e participar dos eventos de carros clássicos…

  • Domingos

    Exatamente. O problema é que tem carro nesse estado que entre multa e o mau estado não vale tirar do pátio do Detran se passar 1 semana lá.
    Aí nossas autoridades o que fazem? No lugar de cumprir a OBRIGAÇÃO de apreenderem e fiscalizarem mesmo assim, combinam entre eles em segredo que carro assim nem é para parar.
    O resultado é que você vai ver no pátio do Detran carro em bom estado que por algum motivo menor foi apreendido, mas carro que não consegue nem frear tem de monte nas ruas.
    Existem até o que eu chamo de gueto de carros. É um fenômeno que em São Paulo começou a se alastrar com o fim da inspeção e a queda na fiscalização. Em certos bairros se você der uma volta no quarteirão a cada 5 minutos, vai ver uns 2 carros em estado deplorável – pior que os de Cuba não uma vez – se arrastando em curvas e fazendo qualquer barbaridade (como cruzar uma avenida inteira na diagonal ou até na horizontal!).
    Vale lembrar que dirigir NÃO É UM DIREITO (então não tem essa de “é meu direito ter um carro em mau estado”). É um privilégio concedido pelo governo e que pode ser revogado a qualquer momento caso você tenha pontos suficientes na carteira para isso. E falta de manutenção também dá pontos na carteira.

    • Fat Jack

      Há uma “feirinha” de carros aos domingos junto a Av. Edgard Faccó (Pirituba/SP), e na paralela, outra, já carinhosamente apelidada de “Elo Perdido”, preciso falar mais alguma coisa???

      • Domingos

        Tem uma feira de usados perto da minha casa todo domingo e ando notando que mesmo sendo de boa reputação, está aparecendo muito carro estilo cabrito.
        O fenômeno se espalhou com a cidade inteira e não tenho a menor dúvida em declarar que começou com o fim da inspeção e a leniência das autoridades no governo atual.
        Foi marcante como de uma hora para outra esses carros invadiram a cidade. Tome cuidado porque eles rodam em estado deplorável mesmo e por motoristas que não têm a menor noção de como dirigir.
        Esse pessoal fica parado em curva, se arrasta a 20 km/h na faixa da esquerda e cruza uma avenida inteira na diagonal/horizontal.
        Esses carros sempre existiram, mas em pouco número e geralmente eram “carros de bairro”, não saindo do lugar onde seus compradores moravam. Hoje eles rodam a cidade inteira e até em bairros nobres sem serem parados.
        Eles não respeitam a faixa de ônibus do Haddad também, ironicamente.

  • Domingos

    E pior que existe uma cultura por parte da nossa polícia em perdoar essas pessoas. Como se a pobreza, ainda que relativa, fosse desculpa para isso. Aceitam qualquer desculpa absurda e ainda te invertem a culpa.
    Quer ter dor de cabeça? Após uma moto de algum “trabaiadô” bater no seu carro vindo na contramão, espere a “conversinha” típica do policial falando que você tem que entrar em acordo, tem que pagar e ajudar porque se chegar na justiça vão inventar alguma coisa ou até mesmo começam a inventar na hora que você estava errado.
    E eles falam mesmo que é por você estar de carro e o cara estar de moto. Ainda falam que se fosse moto cara seria outra história…
    O nosso povo é enraizado no coitadismo e por isso mesmo não sai nunca do lixo, mesmo figurando entre as 10 maiores economias do mundo. Assim como na América Latina toda, em que o que se faz é perdido com safadeza, malandragem e inveja.
    Faltam virtudes ao nosso povo. As autoridades meramente refletem isso e não muda muito o dia-a-dia independente do governo que esteja aí, embora o atual caia como uma luva nas nossas características.

  • Domingos

    Desde que a parte mecânica esteja em dia… Convenhamos que é rara essa disparidade.

  • Domingos

    E as fraudes do DPVAT também. Essa do seguro obrigatório foi um dos maiores engodos que eu já vi, embora a idéia inicial fosse boa (desafogar a justiça com processos de indenizações, o que acabou também não ocorrendo).

  • Domingos

    Deve ser bom mesmo não pagar isso e sim, é uma forma até de protesto bem válida.
    Mas que dá uma incomodada ver quem tem carro velho não pagando e quem tem carro novo, que acabou de pagar centenas de impostos ao ser comprado, pagando os absurdos 4%, dá um pouco de revolta também.
    Não contra os donos, especialmente daqueles com carro antigo bem cuidado. Mas contra o governo que fez com isso mais uma medida pró-coitadismo que encarece ainda mais o custo de vida do cidadão normal.
    E também dá uma raiva contra quem não paga e ainda por cima anda com carros acabados e que são os que mais usam os serviços pagos com o IPVA como guinchos da CET.

    • Rodolfo

      Mas o IPVA é isento em São Paulo-SP quando o veículo possuí 21 anos de uso… já pagou demais…

      Tenho um Gol ano 1990 e quando eu pagava IPVA não via o retorno do imposto, pois a cidade está cheia de buracos… tanto que cheguei a quebrar mola em uma tampa de galeria de Sabesp desnivelada do asfalto e tive que trocar todas as molas e os amortecedores, um prejuízo de uns R$ 1.000,00 na época, e sem contar que toda hora tem que mandar alinhar, balancear e etc por causa dos buracos.

      Então agora que sou isento do IPVA vou ter o retorno do prejuízo dos malditos buracos e tampas de galeria desnivelados. Chega de imposto IPVA e etc… daqui a pouco vou ter que pagar imposto para poder respirar.

      • Mingo

        Pagar 20 anos de IPVA aqui em SP é um roubo. Governo corrupto dos infernos…
        Dá vontade de ficar com o carro antigo só para o governo não arrecadar, pois o retorno, como disse o colega, é inexistente…
        Pior que nesse estado, até andando de metrô e ônibus estamos contribuindo com os políticos corruptos…

      • Domingos

        Ninguém vê o retorno do imposto mesmo. E geralmente todo mundo acaba tomando um prejuízo. Felizmente eu nunca perdi amortecedor ou mola, mas já tive um monte de furos em pneu, bolhas e rodas amassadas (se fosse roda grande talvez teria perdido ela).
        E se fosse assim, nunca pagaríamos impostos também – o que não é certo.
        O correto seria uma taxa de 1% ao ano para todo mundo, afinal novo ou antigo sempre se está usando os serviços públicos relacionados ao trânsito.
        É como funciona na Europa, em que pagar quase metade do carro em impostos ao longo de 10 anos (como aqui) é algo que nem imaginam.
        Olha que lá as ruas são mais estreitas e o asfalto melhor…
        Isso evitaria também a sensação, correta, que o carro “já pagou demais”. Claro, com 20 anos a 4% e contando a desvalorização, você pagou o valor do carro em IPVA.
        A nossa taxa ridícula provoca essas distorções em que um carro que precisa menos no geral de guinchos e no geral quebra menos, paga zero. Enquanto que o que acabou de sair da fabrica e recolher muito dinheiro em imposto e tem chances pequenas de precisar de auxílio acaba pagando intoleráveis 4% ao ano.
        Esses mesmos 4% impedem muitos com uma renda menor de ter um carro zero ou mais novo, mesmo que possam pagar pelo valor de compra, já que não agüentariam pagar tudo isso anualmente ou se torna um peso enorme no orçamento.
        E aí começa a mesma história do Brasil de sempre: um monte de coitadismo, um monte de distorções que prejudicam quem não deveria e o que mais precisa sendo impedido de deixar de precisar.
        O efeito é o contrário do que falam, as diferenças sociais aumentam. O pobre se mantém pobre, a classe média é achatada até descer à pobreza novamente e os governantes/classe alta ficam mais ricos ainda.

        • Rodolfo

          Concordo com 1% para carro de qualquer idade… assim o meu que na tabela FIPE está por R$ 7.000,00 vai ter IPVA de apenas R$ 70,00. Mas o último IPVA que paguei era 4%.

          • Domingos

            Nada mais justo. Esses 70 reais seriam um valor condizente após o carro ter pago impostos todos os anos após tanto tempo. Quando novo esse carro já teria pago por anos valores já bem elevados como 400 reais.

            Soma-se esses valores “pequenos” e se arrecada bastante. Os carros antigos não precisam depender dos que pagam impostos pelo carro ser novo e os com carro novo pagam uma quantia mais justa.

            Se pode também firmar a fiscalização, afinal com um IPVA de 70 ou 100 reais o cidadão não tem a menor desculpa para ficar devendo.

            Mais gente poderia ter se quisesse um carro mais novo, afinal num veículo de 35 mil se pagaria 350 reais e não 1.400 por ano, o que é ridículo.

  • Domingos

    Esse blá-blá-bla de trabalhador e ganha pão é típico do desespero latino-americano. Mesmíssimo discurso se usa para justificar roubos, assaltos e violência.
    O problema todo é que isso sequer ajuda nossa sociedade e até mesmo esses indivíduos. Quando o cara vai preso por matar alguém num assalto ou por atropelar alguém na sua Kombi velha, sua vida na prática virou de ruim para acabada.
    E são as próprias classes baixas, mais desesperadas, que mais se prejudicam com isso. Ricos e quem tem alguma condição vão morar longe dessas atitudes e dessas pessoas e elas acabam se prejudicando e se matando entre si.
    Por isso mesmo as classes dominantes do país são as primeiras a defender esses descalabros e distorções. Como moram longe disso e possuem proteção da polícia e até por segurança privada, ganha-se simpatia falsa e votos com essas medidas – ao mesmo tempo que a sua família está protegida e talvez nunca veja um carro velho sem freio no seu condomínio fechado em alguma cidade isolada.
    Isso acontece com os coitadistas nos EUA também, onde em recente pesquisa se constatou que eles quase nunca moram nos bairros mais pobres e onde há mais dessas medidas.

  • Domingos

    Vamos ser sinceros: ou ao menos tenha hombridade de não fugir na hora que for pego. Supondo que ele não tinha habilitação mas soubesse dirigir e estava com o carro em ordem, bastava se entregar que não estaria cometendo maiores infrações e nem conseqüências para os outros.
    Essa de querer justificar até mesmo isso é o petismão, o desesperão nosso de cada dia. Tem gente que diz que defender pessoas assim é até pecado e começo a acreditar.

  • Wagner Bonfim

    Sugiro essa reportagem aos nossos fiscais do trânsito, para que eles vejam o perigo e os riscos desses veículos sem manutenção adequada: http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2015/01/video-mostra-momento-que-roda-de-veiculo-se-solta-em-rodovia-do-es.html

  • Mingo

    Infelizmente estamos no Brasil e para trafegar precisamos nos enquadrar nas leis. Não tem jeito.
    Entretanto, imagine a cara de palhaço de um policial ou fiscal de trânsito que parar o seu carro e TODOS os itens obrigatórios e de segurança estejam em ordem. Não tem dinheiro que pague frustar essa gente!

    • Lucas

      Concordo contigo quanto a infelizmente estarmos no Brasil, mas em qualquer lugar do mundo é preciso se enquadrar nas leis vigentes. Acontece que no Brasil, leis que valem para uns nem sempre valem para outros, ou o olhar atento da fiscalização recai apenas para alguns.

      Quanto ao segundo paragrafo, sem querer ser pessimista mas já o sendo, mas aí eles te multam por estar chupando bala, coçando o nariz, ajeitando o óculos, o cabelo, isso se ainda não enfiarem o pé num farol ou sinaleira do seu carro pra caracterizar alguma coisa….. Tempos difíceis os atuais….

  • c4vitesse

    Só passei para comentar dos perfuminhos da Citroen. Já tive um carro com essa incrível característica e realmente nunca troquei aquele negócio.

    Preferia o cheiro de cachorro molhado que saia do ar-condicionado de vez em quando. Fora isso o carro era ótimo hehe.

  • Nora Gonzalez

    Paulo Roberto, como jornalista acho que além do apego ao clichê tem uma grande dose de preguiça. É mais fácil atribuir qualquer acidente a “perder o controle do veículo” do que apurar o que aconteceu. Assim fica parecendo que a informação foi dada. Abraços.

    • Domingos

      O que lembra que confiar no jornalismo é algo muito ruim a se fazer. São poucos os expoentes e os que realmente informam e não são meros contadores de história e papagaios.

    • Lucas dos Santos

      Pois é, Nora.

      E isso se tornou tão comum, que tem gente que usa essa desculpa para tentar justificar o próprio acidente.

      — O que aconteceu?
      — Perdi o controle do veículo.
      — Ah, não esquenta, não. Essas coisas acontecem…

      E a notícia a seguir deixou ainda mais forte a minha crença de que, a qualquer momento, o carro pode ganhar vida própria e tomar decisões imprevisíveis:

      http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/curitiba/v/carro-capota-em-curitiba/3857920/

      Está lá na notícia, não sou eu que estou dizendo: “Segundo os bombeiros o carro capotou sozinho“.

  • Malaman

    O adesivo é a única coisa da Apple que o povo cubano consegue comprar.

  • Rodolfo

    Onde moro tem muito carreto, são na maioria caminhonetes Chevrolet C-10 ou perua Kombi, na maioria estão em mal estado de conservação como, por exemplo, pneus carecas, sem buzina etc.

    Se retirasse estes carros de circulação o dono do veículo não ia perder o ganha-pão, ele provavelmente iria virar motorista de uma empresa de mudanças.

    Chega dessa preocupação com tirar o ganha-pão do dono do veículo (sucata ambulante).

    • Newton (ArkAngel)

      Rodolfo, não sei o quanto eles cobram aí onde você mora, mas aqui em SP qualquer carreto custa em torno de 150,00. Três ou quatro carretos por dia rendem uma boa grana no final do mês, já trabalhando como motorista em empresa de transporte, o salário dificilmente ultrapassa 1500-1800 por mês.

      • Domingos

        Ok, que ele use parte dessa ótima renda para os padrões brasileiros para deixar o veículo conforme a lei. Próxima…

        • Newton (ArkAngel)

          Domingos
          Concordo, com uma renda melhor o “carreteiro” deveria zelar melhor com seu veículo, ou até pensar em comprar um melhor, mas infelizmente não é o que acontece na maioria das vezes. Para estes, “o importante é que o carro anda”, já que teoricamente tanto faz se o carro é velho ou novo. Preferem usar a renda para fazer um puxadinho na casa, ou como alguns que conheço, pagar a faculdade dos filhos. Por outro lado, encaro como um “protesto silencioso” por parte de alguns, que acham justo que se deixe de pagar impostos, já que não vêem retorno nenhum por parte da prefeitura. É uma maneira prática de mandar se danar a corja que cobra impostos abusivos.
          Um conhecido meu possuía até um tempo atrás uma loja de confecções em uma conhecida rua comercial aqui em SP. Vendo que os camelôs vendiam o mesmo produto que ele pela metade do preço, e estavam prejudicando seu negócio, não pensou duas vezes: vendeu a loja, e com o dinheiro, comprou umas 7 ou 8 barracas. Ele diz que foi o melhor negócio que já fez na vida. IPTU, impostos diversos? Nunca mais.
          Tudo tende ao equilíbrio, é inevitável. Se a lei parece injusta, é óbvio que cada vez mais as pessoas tenderão a burlá-la.

  • Cristiano Reis

    Nora, não tinha como conversar com sua mãe e fazer uma matéria a respeito dos tipos de tinta dos automóveis? As diferenças entre as perolizadas, metálicas e sólidas?

  • Roberto Neves

    Fico encantado quando vejo um carro “não novo” em ótimas condições de manutenção. Na rua transversal àquela em que moro fica sempre estacionado um Golf que deve ter uns 10 anos de uso, mas perfeito, lindo! Fico sempre a namorar um Siena 1,3 ELX, igual a um que tive, todo original. Admiro quem tem a coragem de ir na contramão do mundo, de não se endividar para comprar um carro novo, mas antes preserva o seu carro com carinho.

    • Lucas

      Eu também. Digo sempre que o carro novo tem obrigação de estar como novo, bonito, arrumado. Já o carro “não novo” – como você mesmo disse – não. Daí se percebe o capricho do dono, o zelo e carinho pelo carro. Não menos surpreendente é descobrir muitas vezes que pessoas assim não são zelosas somente com o carro.

    • Nora Gonzalez

      Roberto, minha avó estava sempre bonita, discretamente maquiada e vestida desde a hora que acordava. E dizia que as mulheres tinham sempre que estar arrumadas: as novas para agradar e as velhas para não desagradar. Serve para os carros também, não?

      • Roberto Neves

        Nora, sua avó era uma sábia!

  • Roberto Neves

    Sozinho = sem ninguém dentro?

    • Lucas

      Meu cachorro, muito doido ainda, filhote, as vezes, de tanta vontade de pular e brincar, capota sozinho. Deve ser algo semelhante……

    • Lucas dos Santos

      Não, o carro estava sozinho era na via mesmo! Mas tinha alguém dentro.

      Pelo que eu entendi, não foi o/a motorista que “perdeu o controle do veículo” e nada colidiu com o carro para fazê-lo capotar. Simplesmente capotou! Sozinho! Por sí só! Não foi culpa “de ninguém”!

      E, aparentemente, todo mundo achou isso absolutamente normal. Inclusive os bombeiros…

  • Lucas

    Mas se não for para fazerem isso, então eles estão lá para quê? Manda embora toda essa catrefaiada então!!

  • Nora Gonzalez

    Cristiano, ótima sugestão. Consultarei minha genitora e outras fontes e atenderei seu pedido. Abraços.

    • Cristiano Reis

      Obrigado! 🙂

  • Rodolfo

    Mas não se justifica ariscar a vida dos outros com uma sucata ambulante. Ontem mesmo, saiu na Record, que uma D-20 perdeu o freio e entrou em uma loja… por um milagre ninguém ficou ferido.

  • Rodolfo

    E eu já fiz mudança com caminhãzinho semi novo, e era baú ainda… o governo tem que tirar de circulação estes veículos.

    E ainda o governo deveria dar uma licença de uso como as de taxi para os carretos, exigindo assim bom estado de conservação para poder renovar a licença.