DEZ MELHORES CARROS QUE QUERO COMPRAR EM 2015

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Os leitores mais assíduos deste editor (gente suficiente para lotar um Karmann-Ghia inteiro) vão perceber que o nome desta tradicional lista mudou este ano. Uma mudança sutil, de apenas uma palavra, mas que muda muita coisa: o “posso” se tornou “quero”.  Apesar de como sempre estar de olho em basicamente tudo que está à venda, não há planos de troca de carro para a família Oliveira neste ano de 2015, que promete ser de austeridade (como o faz para o país como um todo, mas por mera coincidência).

Esta listas sempre foram honestas; nas quatro anteriores eu realmente comprei um carro que constava nas possibilidades listadas (Focus MkI em 2010, Cruze em 2012, BMW 328i Touring 1996 em 2013, e um Berlingo verde em 2014, que não estava na lista mas quase: o Peugeot Partner listado é praticamente um Berlingo modernizado), mas neste ano, a possibilidade disto se repetir é muito baixa, portanto o nome muda.

Com ele, mudam se os parâmetros de escolha também. “Quero” ao invés de “posso” abre o leque de escolhas a praticamente tudo; afinal de contas, todo mundo sabe que querer não é poder. Mas não é o que farei aqui, porque escolher sem parâmetro de preço e/ou uso destinado não tem graça nenhuma. Alguma lógica devo seguir.

O que preciso hoje na verdade é de mais um carro, para família, novo, para uso de minha esposa e para viagens familiares. Minha esposa, apesar de tolerar graciosamente minha fixação por carros velhinhos de interesse especial, não compartilha dela. E eu mesmo adoro longas viagens de carro com a família, mas desde que seja feita com um carro absolutamente confiável, e com socorro mecânico eventual garantido.

A lista, portanto, reflete principalmente o que eu consideraria para essa função. Mas como é uma lista de vontades, sem pretensão real de acontecer, adicionei também alguns carros que dirigi este ano que acabou de acabar e que me marcaram profundamente, e algumas velhas vontades que afloram de tempos em tempos. Afinal de contas, em épocas de vacas magras, sonhar ainda não custa nada… mas são todos sonhos relativamente possíveis; não cabe um Ferrari 250 GTO aqui. Como diz meu amigo e ex-companheiro de Ae, Alexandre Garcia (que volte logo!), sonho impossível não é sonho, é pesadelo!

Em nenhuma ordem particular, são eles:

VW up!

 

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Muita gente despreza o pequeno VW por seu estilo e por ser “pequeno demais”. Já ouvi até gente dizer que a VW está cobrando muito por um carro “pelado”, confundindo, como sempre, quantidade de equipamentos com excelência veicular. Este pessoal não sabe o que está perdendo. O up! é, de longe, o mais sofisticado e moderno carro que pode ser comprado por ao redor dos 30 mil reais.

A modernidade começa na estrutura, que apesar da frente curta e do espaço interno enorme para o tamanho externo (o que indica pouco espaço para absorção de energia em impactos), conseguiu resultados incríveis em testes independentes no mais severo crash-test normalizado que existe: o impacto frontal a 64 km/h contra uma barreira indeformável que pega apenas 40% da dianteira do veículo. Mesmo se você, como eu, se preocupa mais em evitar acidentes com o que vai acontecer depois dele, vai receber vantagens com isso: indica estrutura rígida, bem projetada, com uso de materiais nobres e provavelmente muito precisa em sua construção.

 

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Uma base rígida, mas mesmo assim sem grandes perdas: o carro não é pesado, construído como foi em volta do minúsculo, mas extremamente potente e econômico três-em-linha de um litro. É um carro que, tal qual o Uno de 1984, e o Mini original de 1959, traz o estado da arte em ocupação de espaço útil em relação ao tamanho total do carro. O acabamento interno é simples, mas bem desenhado e de uma qualidade notável.

O motor é forte e econômico, e o comportamento da suspensão é irrepreensível. O carro todo é um amálgama de qualidades, uma pequena e coesa obra de engenharia que me causa admiração como poucos já fizeram.

 

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O porta-malas pequeno é talvez o único senão aqui, mas é mais uma oportunidade para exercitar a habilidade de empacotamento de malas e de redução de bagagem. Como sempre falo para a família, se o espaço não é suficiente, não é o carro que é pequeno, somos nós que estamos levando coisa demais. Bagagem excessiva, em carros e na vida, só atrapalha.

Ford Ka

 

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Quando vi o novo Ka pela primeira vez, fiquei incomodado (pela segunda vez) pelo uso do nome do clássico e diferente carrinho original de quatro lugares e duas portas em um outro que francamente não lembra em nada o conceito que foi lançado em 1996. Mas nome é irrelevante: bastou passar um dia com um hatchback de 1 litro para adorar o carrinho.

O minúsculo três-em-linha é a estrela aqui: suave, girador, potente para um litro e com um ronco a altas rotações que parece um Porsche 911 em miniatura. O motor tem até uma quantidade considerável de torque em baixa rotação, puxando bem mesmo com marchas altas e baixa rotação, contanto que se afunde o pé até o fim sempre, claro.

E o resto do carro acompanha: câmbio preciso e de troca gostosa, com relações um pouco curtas mas acertadas para o motor, pedaleira bem posicionada, volante pequeno com direção de assistência elétrica muito bem calibrada (leve ou pesada quando assim desejamos, e com transição imperceptível e precisão instintiva), e bancos bons para o tipo de carro. A suspensão, confortável e firme o suficiente em curvas.

O interior não é tão bem desenhado e não tem a qualidade aparente de um up!, parecendo o que é: algo barato. Mas compensa pela ergonomia muito bem pensada. E o espaço interno, para passageiros e carga, é bem melhor que o do VW.

 

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O carro me lembra muito um velho conhecido: o Focus Mk1 com motor 1,6- litro. Não é algo que apaixona pelo desempenho superlativo, mas sim por ser agradável em tudo, sempre, em qualquer situação. Gostei muito, e é um dos carros que teria mais chance de ser comprado para complementar minha garagem.

VW Fox BlueMotion

 

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Quando o Fox foi lançado em 2003, não me pareceu grande coisa, principalmente pelo interior, com seus bancos altos demais e acabamento pobre. Mas com o passar dos anos e sucessivos face-lifts, finalmente me parece uma opção viável.

Principalmente na versão BlueMotion, com o excelente e moderno 1-litro de três cilindros usado também no up! — antes dele, na verdade. Com seu acabamento externo e interno primoroso, é uma opção de melhor espaço interno que o do carro com que compartilha o motor.

Ford Focus S 1,6

 

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Hatch médio é o meu tipo preferido de carro para uso familiar e geral. São extremamente práticos, versáteis, e a maioria deles é gostoso mesmo se você quiser fazer um passeio mais animado em estradinhas truncadas. Ano passado escolhi nessa faixa de preço (ao redor de 65 mil reais) o Golf e o Bravo T-Jet. Antes disso, o Chevrolet Cruze, em sua versão hatch com câmbio manual. Mas este ano, se fosse comprar um carro desse tipo, certamente escolheria um Focus hatchback de 1,6 litro e 135 cv, com câmbio manual de cinco marchas. Em vermelho sólido, por favor.

O Focus me pareceu caro demais em seu lançamento, mas esta versão me faz lembrar os dois Focus Mk1 que tive, ambos de 1,6 litro também, mas com tudo que tanto gostei no meu Cruze vermelho. Os motores do T-Jet e do Golf parecem mais fortes dirigindo, mas  motor forte por si só não faz um carro; o Focus me alegra bem mais por detrás do volante. E seu espaço interno, para passageiros e mala, é ótimo.

Renault Fluence GT

 

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A Renault, nesta nova fase do sedã Fluence, parou de fazer a versão GT, que sempre foi a preferida do Ae, com seu dois-litros turbo de 180 cv e o câmbio manual, esta raridade em carros potentes hoje em dia. Mas aposto que devem existir alguns zero-km à venda, e de qualquer forma, existem vários semi-novos por aí, a preços convidativos (a depreciação é enorme), tornando-o uma opção ainda muito válida. Apenas o fato de que é um sedã e não um hatch me incomoda neste carro. E seu enorme derrière, coisa que, em carro (só em carro, que fique claro), me incomoda.

Quando o preço chegar a 40 mil reis em carros usados com 3 ou 4 anos de uso tranqüilo, o que me parece apenas uma questão de tempo para acontecer, vai ficar irresistível.

BMW Série 3 sedã (316i/320i/328i)

 

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Como já falei em uma matéria anterior, o 320i Active Flex é um carro moderno que traz para 2014 a maioria das coisas que adoro em minha velha perua 328i de 1996, sem nenhuma das desvantagens. Na verdade, se esquecermos um pouco o preço, os BMW Série 3 sempre foram uma escolha óbvia para os entusiastas que não podem ter um carro esporte extra para usar de vez em quando.

Andei recentemente num 328i Active Flex  também, que apesar das vantagens óbvias de desempenho, não me agradou tanto, talvez pelos pneus de perfil excessivamente baixo em rodas maiores, que causa uma certa preocupação no nosso sofrido piso tupiniquim. E sinceramente, o 320i já é suficientemente potente para mim.

 

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E vou mais adiante: se a BMW oferecesse uma 316i, com o motor 1,6-litro turbo de 136 cv, com câmbio manual, seria suficiente para mim. O que mais gosto nos BMW é o comportamento e a qualidade de construção, e o desempenho do 316i (0-100 km/h em 9,2 segundos e 210 km/h de final, no automático de oito marchas, segundo o fabricante) me parece totalmente adequado, superior a carros como meu antigo Cruze, por exemplo.

Os dois grandes problemas da Série 3 são exclusivos ao nosso país: são sedãs automáticos. Sim, o automático é o sensacional ZF de oito velocidades, mas ainda assim, automático. A versão perua infelizmente não é oferecida aqui, uma pena, porque eu literalmente venderia partes do meu corpo (ok, não qualquer parte, somente as que andam sem uso, mas ainda assim, vendia) para poder comprar uma perua 316i com câmbio manual.

 

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Sim, existe o Série 1, um hatchback que inclusive constava da lista do ano passado. Mas este ano não pagaria tanto por um hatchback tão pequeno. O que nos leva à opção dada pela BMW para os órfãos da Série 3 Touring…

BMW Série 3 GT (320i/328i)

 

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O BMW Série 3 GT é um hatchback baseado no Série 3, mas com entre-eixos aumentado, fazendo um carro bem maior. Recentemente dei uma volta rápida na cidade com um 328 GT de um velho amigo amigo (valeu, B!), e tenho a reportar que é realmente a melhor escolha se você tem família e gosta de espaço e praticidade.

O espaço no banco de trás é gigantesco, a tampa traseira é grande. As quatro portas não tem moldura, um detalhe diferente e interessante que vimos muitos anos atrás no VW Karmann-Ghia em 1962. O carro tem teto de vidro, enorme, e o ambiente interno é iluminado e agradável. E, dirigindo, é difícil notar diferença que seu peso maior traz em desempenho. Sei que ela existe, mas confesso que malpercebi.

 

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É um carro mais caro que o sedã, porém, o que na verdade era de se esperar. E também só pode ser comprado em versão automática. Mas mesmo assim, apenas o fato de não poder me impede de ter um.

Renault Mégane R.S.

 

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Sim, o Mégane R.S. não está à venda no nosso país. Mas existe um carro aqui, emplacado, da Renault, que nos emprestou para uma viagem memorável no finalzinho de 2014, reportada na íntegra pelo PK ontem. Um cara pode sonhar em encontrar este carro à venda em algum ponto de 2015, usado. E seria algo quase perfeito para mim. Há algo de estranhamente patriótico em ter um carro verde e outro amarelo na garagem… mesmo se ambos forem franceses.

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Na minha garagem: um francês verde e um francês amarelo. Até no cinto de segurança! Não formam um par perfeito?

Este Mégane, que já foi extensamente apresentado em suas minúcias pelo Bob aqui, é um carro interessante. É um hatch médio, do tamanho de meu antigo Cruze vermelho, e que portanto sei que seria ótimo para a família no uso diário, impedido apenas talvez pela falta de portas traseiras e os frágeis (para nosso piso) pneus ultra-baixos de perfil 35—por incrível que pareça, andamos pegando uns buracos ofensivos e os pneus agüentaram.

É um conceito estranho este, quase bizarro até. Só é possível nos dias de hoje: seu desempenho, tanto em linha reta quanto em curvas ou freando, é coisa que na minha juventude era reservada a exóticos carros italianos com nome terminando em i. Mas continua sendo, no âmago, um hatch familiar francês de tração dianteira. Incrível.

É a resposta para uma pergunta que poucos fizeram: quão rápido em pista pode ser um hatch familiar comum? É portanto um carro ajustado para pista, para track-days, para dirigir forte com a faca entre os dentes. Em pista truncada, é fácil se deixar levar por ele, por seu ritmo frenético, ansioso, com sua vontade e cooperação para ir cada vez mais além. A direção é hiperativa, ultra-rápida, responde imediatamente e exige concentração. O motor não parece turbo, parece um exótico motor grande, de aspiração natural, com ruídos entusiasmantes saindo de todos os poros, um berro fenomenal, e com uma patada que deixaria elefantes humilhados. Os gigantescos freios Brembo, aparentes atrás de enormes rodas de 19 pol, são inacreditavelmente potentes, e o pedal de controle, firme, linear, progressivo.

 

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Se você deixar se levar por ele, vai descobrir que podia ter entrado naquela curva mais rápido. Você  se ajeita no banco, nervosamente subindo no volante e pedais antecipando uma tentativa mais vigorosa na próxima curva, a montaria debaixo de seu comando praticamente pedindo isso, nervosa, obediente, percebendo sua vontade e animada com isso. Você sobe as marchas trocando o mais rápido que pode, segunda, terceira, o motor berrando, engolindo as marchas de forma surreal, e te empurrando com força contra o encosto dos bancos-concha Recaro. Perto da curva você tira o pé, e fazendo um punta-tacco iguala as rotações, mete uma segunda e vai firme no freio, bem mais agressivamente que da última vez, para contornar a curva, e… para sua mais completa surpresa e anticlímax, ainda com folga de aderência. Dava para ir mais rápido, de novo. Você então acelera forte no meio da curva e sente a aceleração lateral crescer junto com a puxada visceral do motor, acompanhado como sempre de um berro penetrante, intenso, delicioso. Ainda assim, sem sinal algum de estar perto do limite. Se você for esperto, percebe que só em pista é possível realmente ver onde está o limite deste carro. Tal e qual a proverbial cabeça de bacalhau, sei que o limite existe, mas não fui formalmente apresentado a ele.

 

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Um poço sem fundo de habilidade, nas ruas, isto é o que este carro é. Ele te instiga a dirigir cada vez mais rápido, pede uma tocada agressiva, exige que você não tenha medo. Chega a cansar fisicamente, mas aquele cansaço bom, cheio de adrenalina e entusiasmo. Sensacional.

Você percebe onde está a tração, o volante as vezes lhe informa isso, mas o esterçamento por torque, antigo vilão de um carro de tração dianteira com 265 cv,  apenas é sutilmente insinuado, sem nunca se mostrar. Realmente sensacional, um mero hatch que mostra habilidades de supercarro. E o mais impressionante é que andando a 120 km/h em estradas de três faixas e piso bom, roda relativamente tranquilo, silencioso e comedido como qualquer Fluence automático.

 

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O Mégane R.S. é um carro feito para autoentusiastas, e seria o mais apaixonante que dirigi em 2014 se não fosse um certo mestiço de duas marcas japonesas, quase um bastardo ignorado por todos nessa era de exageros…

Toyota GT86

 

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Não conversamos em detalhe sobre isso, mas acho que meu amigo Paulo Keller gostou mais do Mégane R.S. do que do Toyota GT86 que testamos em julho passado. O Mégane realmente é bem mais forte que o japonês, tem muito mais aderência e freios, e é muito bem ajustado para andar rápido, com um comportamento e controle tão bom quanto o carro esporte da Toyota. Como não preferi-lo?

A resposta é muito mais subjetiva do que objetiva. Apesar de perdidamente apaixonado pelo Mégane, ainda assim o Toyota GT86 seria minha escolha. O “Toyobaru” foi um dos carros mais surpreendentes, e certamente o carro que mais mexeu comigo em mais tempo do que consiga lembrar.

 

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Orgulho do motor boxer no emblema

E isto porque, ao contrário do Mégane R.S., que pega um hatch normal e o leva ao máximo possível, a um desempenho brilhante apesar das origens e layout básico menos favoráveis, o GT86 é um carro esporte criado somente para ser um carro esporte, teoricamente perfeito, mas com sua capacidade reduzida até que um entusiasta de habilidade média (eu) possa se divertir explorando seus limites nas ruas. Uma crucial diferença, e uma idéia incrível, que é percebida e admirada por poucos.

Amigos costumam me mandar reportagens de Toyobarus modificados, com mais potência, algo extremamente popular nos mercados onde ele é vendido, mas que, na humilde opinião deste editor, vai diretamente contra ao que este carro representa. O GT86 é perfeito como sai de fábrica, diferente de todos os outros carros esporte modernos, pelo simples fato de colocar as sensações e a controlabilidade acima de medições de desempenho.

 

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Ao contrário do francês, que tem a posição de dirigir mais alta, vinda do fato de que o carro é no âmago igual a um táxi do aeroporto Charles de Gaulle, no GT86 você senta baixo, seu traseiro literalmente a milímetros do chão. Os pedais estão à frente, as pernas mais esticadas. A alavanca de câmbio, em cima de um túnel de transmissão alto, está bem em cima da caixa, e o freio de mão, ergonomicamente pensado para ser usado com o carro em movimento. É um carro esporte desde o começo, criado para ser apenas isso e mais nada.

Isso faz toda diferença. O motor na frente e a tração traseira dão melhor distribuição de massas, usada aqui não para aumentar aderência e sim para melhorar a controlabilidade. Os pneus e rodas são de dimensões contidas, mas as suspensões são de geometria bem cuidada, criada também sem compromissos. Ao contrário do Mégane, que nunca chega ao limite, no GT86 é perfeitamente possível chegar a ele. E divertidíssimo.

 

Toyobaru  DEZ MELHORES CARROS QUE QUERO COMPRAR EM 2015 Toyobaru

O GT86 é sobre sensações, e danem-se os números. Dentro dele, numa estrada com curvas, tudo conspira para diversão pura: posição de dirigir baixa, bancos concha que te seguram perfeitamente, volante pequeno. O câmbio é um capítulo à parte: curso curtíssimo de alavanca, preciso, mas entra com uma sensação de engate positiva, sem amortecimentos, metálico. Uma delícia, um detalhe que quase já vale o carro inteiro. A direção, igualmente super-rápida, é bem mais precisa e menos nervosa que a do Mégane, certamente porque não tem que lidar com 265 cv. O motor, boxer, aspirado, dois litros e 200cv, pode não ter a patada do Mégane, mas é um companheiro perfeito para o carro: gira alto, fácil, solto, e tem potência mais que suficiente para entreter. E com um som original e entusiasmante, que só poderia vir de um boxer.

 

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Uma fonte de prazer que quase já vale o carro inteiro

Se olhar a etiqueta, tenho certeza que é o meu número. Entendo perfeitamente o apelo de carros modernos, que derivam diversão de velocidades e acelerações laterais incríveis, gosto deles também, mas eu fui criado em Chevettes: troco alegremente ser empurrado contra o banco em aceleração por uma derrapagem controlada nas quatro rodas, com bastante sobresterço e contraesterço, sempre.

Coloque um turbocompressor e pneus gigantes no GT86, e ele seria muito mais rápido, mas perderia toda graça. Afinal de contas, não se mexe em perfeição.

Lotus Seven Replica

 

Lotus 7 - 062a  DEZ MELHORES CARROS QUE QUERO COMPRAR EM 2015 Lotus 7 062a

Este último é a escolha mais esquisita, admito. Para ser honesto com vocês, nem devia estar nesta lista, porque o que quero na verdade não é comprar um Lotus Seven. Eu quero é construir um.

Lotus Seven sempre me fascinaram, como já expliquei aqui.  E fazer um Seven eu mesmo, sozinho, é uma vontade recorrente minha, daquelas que às vezes não te deixam dormir, que te fazem tropeçar no rodapé por andar por aí com a cabeça nela, daquelas que absolutamente não se deixam esquecer. E a minha vontade recorrente piorou muito depois de ver e andar nos carros do meu amigo Poladian, dois anos atrás.

 

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O livro que ensina como fazê-lo eu já tenho, e o li umas três vezes. A garagem eu também tenho agora. E em época de vacas magras, sem real possibilidade de comprar um carro novo, comprar tubos de seção quadrada, uma serra de bancada e uma máquina de solda para começar o bicho me parece uma idéia cada vez mais tentadora.

Muitos pensam em motores mirabolantes e ultrapotentes quando se fala de Seven. Para mim, neste tipo de carro, tal coisa é de importância secundária: qualquer quatro cilindros que achar barato em ferro-velho serve. Tenho uma velha tara por colocar um Fiasa qualquer nele, motor barato, abundante, e uma delícia de companheiro para dirigir com faca nos dentes… Mesmo se for um de 61 cv como o de meu antigo Palio.

 

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Mas vou ter que esperar passar o verão. Sinceramente, com o sol que anda fazendo por aqui até umas 8 da noite, soldar não tem graça nenhuma… Depois reclamam que somos um povo vagabundo, mas também, com essa lua, barrabás!

MAO

Fotos: Ae & divulgação

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

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  • Acyr Junior

    Excelentes as escolhas , Marco. Aliás, pelo que você menciona no início do post, somente eu e mais dois anões somos seus leitores assíduos … Sei não, mas acho que vc começou o ano com ótimas escolhas automotivas mas com a autoestima em baixa (muuuiiito em baixa). E o que foi aquele texto de ontem com o PK ??? Fala sério, meu amigo.

    • MAO

      Acyr,
      Foi uma brincadeira, claro. Somos anões em audiência, mas nosso público vale a pena! Auto-estima no tamanho adequado, aqui, fique tranquilo!
      Valeu, feliz que gostou do texto e da lista!
      MAO

  • Filipe

    MAO, acho que você tem mais leitores assíduos do que imagina… Gostei das escolhas, muitos aí fazem parte dos que eu quero também (poder tá longe!).

    Você falando em motores 3-cilindros e do ronco de “mini-Porsche” deles, ontem tive a oportunidade de dirigir um Smart, e o que mais me chamou a atenção foi justamente o ronquinho de mini-Porsche do 3 cilindros, coisa linda! O único problema é que se eu comprar um carro com motor desses vou viver esgoelando-o para ouvir a sinfonia…

    • Lucas dos Santos

      Eu ainda não tive a oportunidade de ouvir um 3-cilindros pessoalmente, mas os vídeos mostram que ele produz um som belíssimo.

      Eu também, se dirigir um 3-cilindros, acho que vou mantê-lo o tempo todo em alta rotação!

      Seria este o caso de “adaptarmos” aquele ditado: “quem ama três cilindros, flat-six lhe parece“?

    • MAO

      Filipe,
      Eu sei, estava exagerando, claro! Poucos, mas gente para quem vale a pena trabalhar, isto é que importa!
      Bom que gostou da lista!
      Abraço,
      MAO

  • BlueGopher

    Deixa só sua esposa saber que o pretendido carro para a família, teoricamente novo, pode se transformar num delicioso (não para ela, provavelmente) Lotus Seven, e ainda mais sendo construído naquela ofuscantemente limpa garagem.
    Outras partes do seu corpo vão ficar sem uso por um longo tempo… 🙂

    • MAO

      Fala baixo, camarada, vai que ela ouve!
      Abraço,
      MAO

  • CorsarioViajante

    Gostei do post. O 86 é mesmo um carro sensacional, já é um clássico desde já. Pena que, mais uma vez, os brasileiros foram esquecidos.
    E você resumiu bem uma outra questão: fala maravilhas do up!, mas no frigir dos ovos acabaria com o Ka. A VW precisa urgente rever os pacotes do up!.

    • MAO

      Corsario,
      Não sei se ficava com o Ka…dúvida brava aí.
      Feliz que gostou, comente sempre!
      MAO

  • Felipe Parnes

    Ótimo texto.
    Um motor pequeno que cairia bem num Seven é o 1-L 3-cilindros da Ford. Mas acho que é um carro que ficaria perfeito com um C20XE.

    • MAO

      Felipe,
      Grato! Que bom que gostou!
      Abraço,
      MAO

  • guest

    Acho que na faixa de preço do Focus 1,6 é possível comprar um Peugeot 308 THP (escolha racional + entusiasta) ou, com pouco mais, um Citroën DS3 (escolha 100% entusiasta), ambos com o elogiado motor Prince.
    Para quem tem um Berlingo, não há por que temer um carro rancês…

    • MAO

      Guest,
      Meu problema com o 308 THP é só a caixa automática. Se tivesse manual…
      MAO

  • Ciro Margoni

    Cabem 5 pessoas dentro de um Karmann-Ghia? Eu dirijo e os quatro abaixo se espremem nos bancos.

    • MAO

      Ciro,
      se apertar bem, acho que 3 caras, rsrsrssr
      Forte abraço!
      MAO

  • Adam Lewis Charger

    Ótimas escolhas, também sou amante de hatches e também escolheria o Mégane R.S. por ser assim.

    Uma coisa que reparo é, os mimimizeros de internet que reclamam do up!, todos que o dirigem, seja a mídia ou pessoas próximas falam muito bem do carro, recentemente pude guiar de um amigo e gostei demais, principalmente do interior, bem construído e simples, sem milhões de vincos como os carros de hoje, gostei também de algo que reclamam, a lata aparente na porta (menos plástico é melhor) e sem contar que combina com o painel. Infelizmente ele é caro na tabela, mas as concessionárias oferecem descontos interessantes, meu amigo comprou o Move up! por 32 mil com AR+DH+Trio+som, achei interessante.

    • CorsarioViajante

      Também gosto do up!, mas sinto falta de uma versão com os itens que você citou de série. Daria uma boa alavancada nas vendas.
      Mas os mimizeiros não gostam porque as qualidades do up! não são visíveis: são construtivas, de projeto.
      Faltou também revisão a cada ano ou 10.000 km. Revisão a cada seis meses é, além de chato por tomar tempo, um desperdício de recursos naturais e de dinheiro.

    • Felipe Parnes

      O problema do up! é que a VW errou em sua divulgação e deu a entender que ele seria um carro muito barato, porém os modelos bem equipados são caros e os menos equipados tem preço próximo ao do Gol.as pessoas olham os carros lado a lado, por preço semelhante na mesma concessionária e optam pelo irmã maior e velho conhecido nosso.
      Temos que lembrar que a minoria das pessoas lê e entendem de carros e por isso não sabem das inúmeras qualidades desse carrinho.

    • Antônio do Sul

      Versão intermediária a esse preço foi um excelente negócio. Era liquidação de carros 2014/2014? Acho que equipando a versão take up! com esses itens, sem os descontos, deve sair mais caro do que isso, na casa dos R$ 34 ou 35 mil.

    • MAO

      Adam,
      Grato, feliz que gostou da lista.
      Abraço!
      MAO

  • Fórmula Finesse

    A lista tá bacanuda (!) MAO, e de lambuja, fomos presenteados com tuas impressões mais viscerais sobre essa máquina de fazer sorrisos que atende por Mégane R.S.
    But, como um dos tripulantes do Ghia (que deve ter o tamanho do que se convenciona hoje em dia chamar de “arena”), devo tecer um ou outro comentário pessoal sem muita importância; afinal…we can!

    O up! merece mesmo menção, eu até o prefiro em relação ao Ka, sei lá…parece mais “conectado”, certamente parte do DNA VW em termos de acerto mais justinho. Diverte mais, é praticamente um mini-Golf.
    O Toyota não precisa mesmo de mais de 200 cv, céus…isso há vinte anos atrás era (imagine em itálico) o suficiente – rsrsr! Mais potência significaria um carro mais complicado de corrigir os excessos de condução, os limites ficariam muito altos, carro só para pista…etc, deixem-o assim, deve ser adorável!
    Agora o que não gostei:
    O grande GT da BMW deve ser um carro maravilhoso e prático de se ter, mas é preciso também que o motorista curta um pouco de arte abstrata, porque para olhar com entusiasmo para aquele perfil de baleia grávida, não é fácil…as linhas inchadas, volume que não combina com desenho, sei lá; parece um Série 3 que tomou muita bomba…esse meio caminho até o X5 (sendo até mais espaçoso que o X3) não combinou ao meu ver.
    O Focus é lindo, bem montado, interior envolvente (em todos os sentidos), mas exatamente por ser tão bem elaborado ele perde um pouco de sentido em ter o motor 1,6 – Não sou um exagerado que reza no altar das grandes potências; na verdade posso me divertir com coisas cujo motor a maioria consideraria digna de ocupar a popa de um bote…mas eu cobro que os periféricos ao menos sejam do mesmo (baixo) nível; nada de excesso de aderência, nada que filtre muito o barulho tímido do motor, nada que torne a coisa muito confortável e consequentemente enfadonha.
    E para mim, o Focus, toda aquela plataforma sólida, todo aquele mestrado de engenharia de alto nível – tudo me parece um pouco enfadonho quando você mal escuta o motor em forte aspiração, e o pior, quando a paisagem ao redor também mal é percebida, já que ela muda com mais… dificuldade (o itálico de novo).
    Não precisa ser um campeão de arrancadas e retomadas, mas que ao preço pedido, ao menos seja um carro que se locomova com mais facilidade; certamente que ele é menos eficiente que teu Cruze MAO;
    Sei lá, culpa do Golf também, culpa também do ressentimento e não existir uma caixa manual para a versão dois litros do Focus; são vários fatores.
    De todo modo é isso; obrigado MAO e boa sorte com o teu futuro projeto do peso-leve, ficará parafraseando tuas palavras…algo memorável!

    FF

    • MAO

      FF,
      O GT é mais bonito ao vivo! Não gostava dele, mas depois do passeio, passei a gostar. Espaço interno show, porta-malas enorme.
      O Focus, para uso da esposa e meu em viagens, tem força suficiente… Nada diferente do meu velho Mk1 1.6, que adorava. Nostalgia talvez?
      Comente sempre, e forte abraço!
      MAO

  • Danilo Grespan

    MAO, a opinião do pessoal daqui acabou influenciando bem na escolha do meu carro. Testei Novo Focus, Novo Golf, Cruze Sport6 e o 308 THP, carros bons de dirigir, injeção direta, pegada boa em curva. e no caso do Golf e 308, bons cambios automaticos. Quando surgiu a oportunidade, adquiri um 308 Roland Garros, THP, bancos de couro branco com formato bem melhor para acomodar o corpo nas curvas, belo conjunto de rodas e pneus… infelizmente, preço de carro novo no Brasil é algo complicado, mas certamente esse carro semi novo vai ser um negoção.

    • MAO

      Danilo,
      O 308 THP é sensacional, mas prefiro sempre câmbio manual, coisa pessoal mesmo.
      Abraço!
      MAO

  • Thiago

    Não seja dramático MAO. Seus fãs completam uma Kombi. Rs

    • MAO

      Boa! valeu, rsrsrsrsr!
      MAO

  • Ilbirs

    VW up!: bom carro e também fico com uma coceirinha de adquirir um, ainda mais que não preciso de tanto carro assim. Porém, é passível de melhorias importantes, como as que aqui comentei. O porta-malas, de 285 l e com estepe de largura integral, não é nada ruim para um carro de 3,60 m. Aqui em São Paulo está comum ver a caixinha de fósforo em questão nas ruas justamente por seu tamanho externo reduzido que retorna bom espaço interno. Queria que o próximo Gol fosse feito sobre a NSF, mas os rumores dão conta de que será mesmo MQB (e tome túnel alto restringindo o espaço de quem senta atrás).

    Ford Ka: é um modelo que quero achar interessante, mas o fabricante não me deixa. Decepcionei-me bastante ao ver a quantidade de exemplares com portas desalinhadas ou desniveladas em relação ao resto da estamparia. E, como sabemos, painéis fora de esquadro são sintoma de que algo não vai bem na linha de montagem e pode se estender a outros aspectos do veículo. Aprecio detalhes como o SYNC AppLink e o SYNC Dock, bem como as forrações integrais das portas, mas a Ford precisa dar um jeito na maneira como constrói esse veículo.

    Fox BlueMotion: opção boa no ramo do custo-benefício, mas nem de longe tem o bom comportamento dinâmico que o up! apresenta. Já dirigi tanto Fox quanto up! e realmente é nítida a diferença de rigidez torcional, e isso porque falamos de dois carros com recursos construtivos equivalentes, como a solda a laser.

    Focus S 1.6: o Focus Mk3 é interessante em seu geral. Gostaria que houvesse opção de transmissão manual para o motor 2.0, mas a Ford acha que quem quer motor maior deseja obrigatoriamente uma transmissão de duas embreagens. A transmissão de duas embreagens da marca é boa, mas tenho receios de quanto vá custar a manutenção dela em comparação tanto a uma transmissão manual quanto uma automática convencionais. Lembremos que o avanço lento dela (creeping) é feito usando-se uma das embreagens, em vez de ser algo intrínseco, como ocorre em um conversor de torque (aliás, observe-se que a Honda recentemente lançou uma transmissão de duas embreagens e oito marchas que usa conversor de torque em vez de volante de dupla massa). Talvez um usado seja uma boa e tenha desvalorizado mais que os outros modelos do segmento.

    Fluence GT: acho que as baixas vendas dele podem ter sido mais uma demonstração do poder da indústria atuarial no gosto automotivo dos brasileiros. Fosse o perfil dos motoristas em vez do tipo de carro que adquirem, talvez víssemos mais unidades dele por aí. Porém, também acrescentaria aqui o fato de terem usado um 2.0 mais antiquado que o bom de origem Nissan dos Fluences aspirados. Muita gente não deve ter gostado de ouvir falar que o carro tem motor turbo e correia dentada, imaginando o preço da manutenção.

    BMW Série 3 F30: bem apontado o fato de os pneus serem excessivamente baixos para nossas ruas, com o agravante de serem run-flat e, portanto, descartáveis assim que um furo ocorre, estarem pela hora da morte na aquisição, duros na absorção de impactos e difíceis de serem lidados até mesmo por borracheiros fora do Brasil.
    Também gostaria de uma opção com transmissão manual e, a exemplo de você, um 316i estaria bem para o meu caso. No caso específico do 316i, há a vantagem de, fora da garantia, certas peças de motor serem perfeitamente adquiríveis em concessionárias Peugeot (uma vez que é uma unidade Prince), enquanto a transmissão é a mesma ZF 8HP consagrada na Amarok, apenas sem a caixa de transferência para as rodas dianteiras. Logo, há um know-how razoável por aí e esse modelo em especial pode ter custo de manutenção bem menor que outros Bimmers justamente por ser um agregado de peças que não são da marca.

    No teu caso, uma 316i Touring seria uma boa e realmente é incompreensível que a BMW daqui não tenha pensado em trazer essa versão de carroceria do F30, obrigando o pessoal a adquirir o GT, que joga mais 20 cm na brincadeira e fica bem chato de estacionar. No meu caso específico, um 116i estaria bom demais, até por não precisar de algo que se estenda por tantos centímetros assim.

    Série 3 GT: para mim é um daqueles famosos carros que te fazem questionar o que a BMW quer da vida. Não chegou ao Brasil (ainda, se é que vai chegar) o Série 4 Grand Coupé, que é basicamente esse Série 3 GT no tamanho de um Série 3 sedã, o que significa que redunda com várias propostas do mesmo fabricante. Ser-me-ia mais útil mesmo a F30 Touring, tanto pelo tamanho mais racional quanto pelo formato da carroceria, sem um teto que cai na cabeça dos passageiros de trás.

    Mégane R.S.: considerando-se que o Fluence nada mais é que um Mégane III em carroceria sedã, estranhamos muito a Renault sul-americana não ter pensado em trazer os hatches, pois aí concorreria tanto no segmento com mais competidores em nosso mercado (sedãs médios-pequenos) quanto em um que por ora está mais livre, mas tem potencial dos bons de se recuperar, e já está se recuperando (o dos hatches médios-pequenos).

    GT86: conheci-o ainda em 2012, quando a Toyota fez aquele road show para apresentar o Etios, e gostei do que vi, lamentando que ela não o traga para cá. Fico torcendo para que se concretize aquela história de a marca fazer um carro de tração traseira menor que o GT86, conforme alguns rumores dão conta. Pelo que li sobre esse assunto, seria inclusive uma carroceria mais prática que a de um cupê. Logo, seria praticidade e menor preço tudo em um único pacote.

    Réplica de Lotus Seven: esse é um tipo de carro que praticamente está desenhado com o que temos no mercado. Conjunto motriz? Basta arranjar um de pick-up média com tração 4X2 e a coisa está solucionada. Já imaginei combinações de motor VW 2.0 TSI com transmissão manual de seis marchas da Amarok 4X2, assim como conjuntos completos da Ranger 2.3 4X2 ou da S10 4X2. Outra opção possível seria o conjunto da L200 Triton 4X2 de quatro cilindros ou do Pajero TR4 4X2. Seria questão só mesmo de acoplar isso a uma suspensão traseira melhor, preferencialmente independente, como aquelas que surgiram da evolução do Seven nas mãos dos replicadores. Seria um carrinho bem interessante.

    • MAO

      Comentário que vale como post sozinho! ótimo!
      MAO

  • joao

    Lotus Seven Replica, sem dúvidas. E ainda contribui para, quem sabe, termos uma indústria nacional de automóveis…

  • Lorenzo Frigerio

    Acho que o Fluence GT saiu só com câmbio manual por razões de custo. Deveria ter havido uma versão Tiptronic 6, com aquela 6a. marcha bem longa, como no Jetta Comfortline e outros carros que usam esse câmbio.

  • Ces

    Quanto ao up! e o Ka, eu gostaria de saber o nível de conforto de rodagem, pois tenho a impressão que sejam duros em demasia. Tenho curiosidade em saber se os bancos encaixam bem e também o nível de ruído da estrutura.
    O Focus S 1,6 parece ser um boa opção, mas o preço pedido pela Ford é irreal. Mesmo assim eu tenho curiosidade em saber sobre o seu comportamento na estrada, se apesar da baixa cilindrada é andador ou gosta de cheirar a traseira dos caminhões.

    Os demais carros não me interessam.

    • MAO

      Porcupine,
      Até o Ka 1.0 anda bem o suficiente, quiçá o Focus.
      Não são nenhum foguete, mas longe de lerdos.
      MAO

  • Cláudio P

    MAO, parabéns pela lista e, principalmente, por sua forma de ver o automóvel. Minha lista seria um pouco diferente, mas meu pensamento sobre carros é exatamente igual. E construa sim seu Lotus Seven! Abraço

    • MAO

      Claudio,
      Obrigado pela força!
      Comente sempre!
      Abraço,
      MAO

  • Rodo

    Realize o sonho, compre o Seven.

    • vstrabello

      E se comprar, quero ver o Fiasa nele! hehe

    • MAO

      Rodo,
      Comprar não, fazer!
      Valeu!
      MAO

  • Vinicius

    Muito boa a lista, mas trocaria o Fluence pelo C4 Lounge THP (o Citroën me parece mais bem acertado que o Renault) e acharia um lugarzinho para o Ka com motor 1.500 (segundo um amigo que comprou um, “o carro mais divertido que um assalariado normal pode financiar”).

    • Daniel

      Vinicius, o Fluence tem 3 pedais. É argumento bastante para preterir o C4 THP.

    • MAO

      Vinicius,
      Grato!
      MAO

  • Rogério Ferreira

    Muito bem, excelente lista MAO, quem dera eu pudesse usufruir de todos eles… Acho por bem nunca ter ganhado na Mega Sena, pois acho que iria usar os rendimentos para comprar, mensalmente, todos os carros que eu tenho vontade de ter, desde clássicos restaurados, até dream cars. A garagem não iria caber. Dentro da minha atual realidade financeira, se realmente fosse trocar de carro, com certeza, levaria em consideração os três primeiros da sua lista. . Os demais, com exceção do Focus, são “dream cars”, prefiro manter apenas no âmbito “dream” já que ainda não tenho coragem de pagar mais de 100.000 reais, em qualquer coisa sobre rodas, mesmo que eu possa, um dia, ter essa grana disponível. Bom, a minha lista seria encabeçada pelo Peugeot 208 1,45 manual, que o carro que me arrependo de não ter comprado, em 2013 (Comprei um Palio Essence 1,6). Em seguida o entusiasmante New Fiesta, ainda que na versão 1,5. Em seguida, Ka+ 1-L, Fox BlueMotion, HB20 1-L e up! (que apesar das dimensões reduzidas, me atenderia muito bem, com família e tudo, pois é bem verdade que quando temos muito porta-malas, sempre carregamos coisas a mais). Se a verba fosse maior, pensaria em sedã médio, e logo vem a minha vontade de comprar um Honda ou Toyota, até mesmo porque, por incrível que pareça, nunca tive um carro dessas duas marcas. Sério, já tive muito carros, mas nunca tive um Corolla ou Civic, talvez por não encontrar justificativa nos preços praticados. Por esse mesma motivo, O C4 Longe THP, flex, poderia adiar mais uma vez minha intenção de comprar um carro das referidas marcas nipônicas. O Novo Sentra, encerra minha lista, de carro interessante a ser testado e, quem sabe, aprovado.

    • Vinicius

      Adquiri um novo Sentra no ano passado – pensando pelo custo-benefício e aproveitando uma promoção da Nissan com taxa zero. Em termos de conforto interior, é um carro exemplar: espaçoso (o banco de trás é um verdadeiro sofá), bem acabado, equipadíssimo e com posição de dirigir muito boa. A suspensão é um pouco dura. A carroceria “rola” um pouco nas curvas (para quem vem de um Civic da geração anterior, isso é um pecado mortal). A direção com assistência elétrica é adequada, podia ser um pouquinho mais firme. O motor 2-L, apesar de não ser a vanguarda da tecnologia, é bom, trabalha em silêncio e oferece potência adequada para puxar o carro sem exagerar muito no consumo para quem não tiver o pé pesado. O câmbio CVT é bom para o trânsito pesado na cidade, mas na estrada decepciona: a pegada é ruim, o giro sobe e o torque não vem, as respostas do kickdown são lentas.

    • MAO

      Rogério,
      Obrigado, que bom que gostou!
      MAO

  • MAO! Sou um dos cinco (????) que cabem no Karmann-Ghia ( bom, em meu tempo de guri tive um KG TC que andava com cinco dentro quando fosse necessário… Coisa de guri abostado, como diria meu pai!… ) De qualquer forma em 2015 também “quero” ( já que não posso comprar!) um up! e para deixar minha garagem parecida com o dono (pelo menos em sonho!) um GT 86, o qual seria o motivo para uma deformação facial em mim: Entraria, dirigiria e desceria deste sempre com um sorriso teimoso na face….Abraços de autoentusiasta!

    • MAO

      Huttner,
      Obrigado pela força, e pela disposição de viajar em 5 num KG, rsrsrsrsr.
      Abraços!
      MAO

  • Lucas Romeiro

    Ótima lista MAO, mas não consigo concordar com as qualidades do up! no que diz respeito ao acabamento. O painel parece bem projetado, mas as portas possuem lataria aparente e apenas plástico duro sem nem uma faixa de tecido. O nível de exigência do consumidor hoje é outro e certos deslizes como esse não são mais aceitos.

    • Renato Mendes Afonso

      Eu discordo que a lataria aparente seja um deslize. Levando em consideração a linha de design que ele segue, vejo inclusive como uma característica que foge da mesmice. O plástico é duro, porém de boa qualidade e apesar do design não ser tão rebuscado comparado ao Ka, é bem agradável. Sem contar que elementos internos na cor do veículo, se bem estilizados dão certa simpatia ao interior, e no caso do up!, transformaram o corte de custos em um detalhe estético a seu favor.

      O up! não é um veículo que se preocupa em parecer “de segmento superior” e eu, particularmente não vejo nada de errado nisso. Menos ainda descartaria a compra apenas por esse tal “deslize”.

    • MAO

      Lucas,
      É de propósito, e eu gostei, do metal aparente.
      Obrigado pelo comentário, feliz que gostou da lista!
      Abraço!
      MAO

  • Davi Reis

    Bacana a lista! Desses todos, me incluo na lista de admiradores do up!. É um dos melhores carros que já dirigi, é engenharia de ponta em todo canto do carro, mas infelizmente anda sofrendo com as versões equivocadas que a Volkswagen montou. É um carro que merecia vender muito mais do que anda vendendo atualmente, e espero que não seja injustiçado como o Polo foi. Um high up! TSI é o carro que me faria largar tudo e correr de vez pra ele.
    MAO, apenas uma observação, o porta malas do up! é maior do que o do Ka. No Volkswagen são 285 litros, e no Ford, cerca de 240, se não me engano. Na prática, não sei exatamente quanto isso representa, mas como parâmetro, os 265 litros do Fox me parecem pouco.

    • TwinSpark

      O up! pode ser excelente (de fato é), mas é muito caro. Aqui em Sobral cobram R$ 41 mil por uma versão com rodas de aço, maçanetas sem pintura e sem aparelho de som (e R$ 51 mil pelo Polo hatch). E convenhamos: o up! está longe de ser bonito.

    • MAO

      Davi,
      Grato, que bom que gostou!
      MAO

  • Piero Lourenço

    Nâo gosta do DS5 ? Esse está na minha lista.

    • MAO

      Piero,
      Gosto, mas não mais que os carros que estão na lista…
      Abraço,
      MAO

  • Viajante das orbitais

    7…

  • Boni

    MAO,

    Já chegou a dirigir um Focus 1,6-l MT? Guiei um com câmbio PowerShift há alguns dias atrás e achei o desempenho bem contido.

    Tem também agora o Fox com o belo motor EA211 e excelente caixa de 6 marchas, hein? Grande pedida…

    Abraços,
    Boni.

    • MAO

      Boni,
      Nenhum foguete realmente, mas suficiente para o uso que pretendia. Gostei de andar nele, não é lerdo demais a ponto de chatear.
      Abraço!
      MAO

  • Lucas CRF

    Que coisa: a “obrigatoriedade” do câmbio automático está afastando alguns clientes em potencial. Vide o nosso amigo MAO, com a BMW, e no meu caso, com o Jetta TSI. Já disse aqui: no dia que a VW lançar a versão manual , estou com um problema sério.

    Aliás, já ocorreu uma perda: terminado o financiamento de casa, resolvi me dar um presente. Dada essa onda automática, nenhum carro dentro de meu orçamento foi digno de minha escolha. Presenteei-me com uma bela moto.

    Abraço

    Lucas CRF

    • Cadu

      Não vai se arrepender. O DSG é fenomenal!

    • MAO

      Lucas,
      Sim, mas hoje dirigi um carro no qual não queria um câmbio manual. Primeira vez na vida!
      Depois eu conto, fique de olho no Ae…
      MAO

    • Boni

      Lucas,
      Mas que beleza! Pode compartilhar conosco qual foi a aquisição? Gosto muito de motos também é uma HD está em meus planos para esse ano.

      Abraços!

  • ussantos

    Para isso tem o Fluence Privilège com câmbio CVT. O Fluence GT tinha proposta diferente, não era custo.

    • Lorenzo Frigerio

      Um Fluence Privilège com CVT não substitui um turbinado com Tiptronic 6. Creio que teria vendido bem com essa configuração. Um sedã de 4 portas com câmbio manual, em minha opinião, chega a ser uma aberração nos dias de hoje. É bom contar com o torque extra de um motor turbinado associado ao conforto de uma caixa automática.

      • Bob Sharp

        Lorenzo
        Por que “aberração”, câmbio manual num carro dessa configuração? Conceito completamente errado, esse seu. E desde quando câmbio automático é sinônimo de conforto? Pode ser, para os preguiçosos ou inábeis, comodidade.

        • Vinicius

          Para mim, aberração é quando não há harmonia no casamento caixa de câmbio + motor. Um câmbio manual no Fluence GT, além de condizer com a proposta esportiva do carro, é mais interessante do que um automático ou um automatizado. No caso específico do Fluence, o torque máximo do motor 2.0 turbo da Renault bate aos 2.250 RPM, e com isso é bem mais conveniente ter uma caixa manual para definir a tocada na mão. Um câmbio automático ou automatizado iria tornar a condução um pouco mais quadradona – salvo se fosse algo na linha dos câmbios mais avançados, com aceleração interina e variações de escalonamento mais curtas, como o de 8 marchas da BMW. Mas aí o custo, realmente, não vale.

          Mas note-se que motores que atingem altos níveis de torque em rotações ainda mais baixas que o 2.0 da Renault também podem casar bem com câmbios automáticos ou automatizados: vide o THP no C4 Lounge, casado com o automático Aisin de 6 marchas; ou o 1.4 TSI do Golf, com o automatizado DSG. É tudo uma questão de como o conjunto fecha.

          • Lorenzo Frigerio

            Com um motor com essas características, não é necessário “definir a tocada na mão”. É quase como se qualquer marcha servisse.

        • Lorenzo Frigerio

          É aberração um sedã de 4 portas desses ser oferecido APENAS com câmbio manual, só porque nele puseram um motor turbo um pouquinho mais forte que o original, pensando que estavam criando um “carro esporte”. O marketing da Renault deu um tiro no pé com essa, tanto que vendeu muito pouco. Seria muito mais lógico oferecer o motor turbo e/ou câmbio manual nas versões normais.
          15 ou 10 anos atrás, quando os câmbios automáticos nesse tipo de carro eram todos de 4 marchas, talvez fizesse algum sentido em fabricar essa versão, mas mesmo assim, naquela época, sendo o motor turbinado, não haveria problema algum em relação ao numero menor de marchas.
          Eventualmente, só os carros populares terão câmbio manual, por razões de custo e manutenção.
          Estritamente falando, o uso de motores turbinados, com sua “elasticidade infinita”, nos carros esporte atuais tornou o câmbio manual uma coisa obsoleta. Antigamente, com motores aspirados, fazia sentido ter o controle das rotações à mão, mesmo porque os automáticos tinham um número de marchas inferior aos manuais (hoje é o contrário).
          Carros como o Mégane RS são “old school”, para pessoas que dirigem há muitos anos.
          Mas considerando que o nível do carro em si está muito acima da capacidade de pilotagem de 99,99% das pessoas, chega a ser insignificante a transmissão ser automática ou manual.
          Com quase 35 anos de carteira, eu me criei em carros manuais e tenho muito mais quilometragem passando, do que não passando marchas, mas considero essa operação completamente dispensavel.

          • braulio

            Lorenzo, para você que não gosta de trocar de marchas tem todas as outras opções do mercado.
            Guardadas as devidas proporções, o papel do Fluence GT é parecido com o que teve o Vectra GSI: Atrai os comentários da imprensa, leva as pessoas às concessionárias, ajuda a marca a não ser esquecida pelo consumidor e até prepara a rede de concessionárias para novidades a serem lançadas em versões “civis” (caso do cabeçote multiválvulas do GSI, do motor turbo para a Renault). Pensando assim, e considerando o preço do veículo, até que ele vendeu muito bem. Talvez nem tanto quanto a marca queria, mas posso apostar que foi um projeto lucrativo. E que o fato de não ter uma versão automática não emperrou suas vendas, muito pelo contrário.
            Estritamente falando, um motor com “elasticidade infinita” tornaria o câmbio uma coisa desnecessária. Muitas marchas só têm utilidade se o motor tiver uma faixa de aproveitamento “estreita”, como os motores preparados para competição. Ou para justificar um valor mais alto pedido por um carro na concessionária.

            E mais uma coisa: Tiptronic é só um câmbio automático com um lugar atrás do volante para esbarrar os dedos: Não substitui o manual para quem dele gosta e não faz pessoas que gostam do automático “descobrirem o prazer” da troca de marchas

  • RoadV8Runner

    Eu ando pensando seriamente no novo Ka hatch como futuro carro, principalmente agora que, para 2015, é oferecida a cor laranja. A maior dúvida recai sobre o motor: embora esteja muito entusiasmado com o novo 1-litro 3 cilindros, de desempenho brilhante, fico em dúvida se valeria a pena optar pelo 1,5-litro, de desempenho superior, principalmente para uso em estradas.
    E essa dos leitores assíduos lotarem um Karmann-Ghia inteiro foi impagável…

    • Vinicius

      Preciso trocar o carro da minha esposa e estou pensando num Ka também… a dúvida é entre ele e o up!. E é claro que eu vou usar o carro mais que ela… hehehe.

    • Cristiano Reis

      Acho que o consumo do 1,5 não compensa a diferencia de potência. Sem falar que esse 1,0 anda muito!

    • MAO

      RoadRunner,
      O Meccia andou em ambos e preferiu o 1.0. Eu acho difícil ficar melhor que esse 3 em linha, adorei, melhor parte do carro.
      Não andei no 4 cil, só no 1.0, mas confio na opinião do colega.
      Abraço,
      MAO

  • Leonardo Mendes

    Esse emblema do GT86 entra pra minha lista de coisas extremamente bem boladas… o responsável pela elaboração estava num dia extremamente inspirado.

    Dessa lista toda eu iria no up!, contradizendo a gritaria geral que só sabe meter o pau no carrinho… o bom dele é que fez cair de vez a máscara do brasileiro, que clamou por anos por um carro “com plataforma moderna, alinhado com tudo que de faz na Europa” e quando veio “essa porcaria é cara demais.”

    There’s no free lunch outside Bobby’s world…

    • Cristiano Reis

      Leonardo, atualmente estou em um up! alugado que uso diariamente no trabalho, de princípio, me apaixonei pelo carrinho, até hoje não encontrei nada que me desagradasse, mas o carro que estou comprando é um Ford Ka, apesar de tudo no up! agradar (inclusive o câmbio que é extremamente preciso ao contrário do Ford). Não sei explicar o porquê, mas o conjunto do Ka me agradou mais.

      • Juvenal Jorge

        Cristiano Reis,
        eu te dou minha opinião. O Ka foi feito por pessoas que gostam de carros com história. O up! é só uma máquina eficiente.

      • Leonardo Mendes

        Cristiano, atualmente eu estou sem meu 307 por um problema mecânico e um amigo que trabalha em locação está me oferecendo direto um Ka SEL 1-L pra passar o fim de semana.
        Pelo que tenho lido sobre o carro ele parecer ser um conjunto muito bom… acho que vou aceitar a oferta e experimentar o carro.

        • Cristiano Reis

          E aí o que achou?

  • CorsarioViajante

    Eu estava dirigindo normalmente quando ouvi um som de motor bem interessante a ponto de chamar a atenção, dando uma esticada… Procurei e nada… Até que vi que vinha de um Fox BlueMotion, recém-lançado.
    Quando testei o HB20 1-L tbm não conseguia baixar rotação, o som é mesmo agradável.

  • Bob Sharp

    TwinSpark
    Está bem, bonito é o HB20…

  • Artur Afonso

    Construa o Seven por favor!!! A comunidade de garageiros artesãos será eternamente grata pela contribuição!

    • MAO

      Artur,
      Farei isso, é inevitável. Dúvida apenas quando.
      MAO

  • Davi Reis

    Que loucura! Aqui em Belo Horizonte é fácil comprar um take up!, com ar, direção, vidros e travas elétricas, 4-portas e outros itens, por 33 mil.

    • CorsarioViajante

      O que eu acho caro por ser o take up!. Se o move up! tivesse esse preço com estes opcionais, seria bem atraente.

      • Davi Reis

        Seria o ideal, mas pelo menos é uma correção do preço sugerido. Acho que o move up!, equipado de modo parecido, ficava por uns 35 mil da última vez que vi.

        • CorsarioViajante

          Isso é outro problema, com estas versões malucas fica difícil comparar preços, sorte das concessionárias que ficam com o queijo e a faca na mão para dar preço de acordo com cara do cliente ou da sua necessidade de empurrar carro encalhado faltando equipamentos.

    • jordan sobral

      Por esse preço, peguei um move up!, seis meses atrás, com esses equipamentos.

  • Vinicius

    Com torque máximo a 1.200 rpm acho que o terceiro pedal não faz muita falta…

    • Dieki

      Não é nem um problema de entrega de potência e sim de interagir com a máquina. Passar marchas exige treino e habilidade, além de sensibilidade e tato com o veículo. Pode ser chatíssimo de fazer no engarrafamento nosso de cada dia, mas com pista limpa, a sensação de acertar um punta-tacco é sublime.

      • Vinicius

        Sim, entendo – tenho um Nissan Sentra CVT em casa que só uso para o dia-a-dia e um manual tração-traseira para a estrada (um Chevette 92 100% original que comprei de um ex-funcionário da GM há cinco anos e adoro mais que minha própria vida, e não me pergunte o motivo). Mas a sensação de dirigir qualquer carro com esse motor THP, mesmo com o câmbio automático, é muito interessante. Não há turbo lag, dá pra sentir o motor acordando em baixa rotação, é perfeito. Dirigi um C4 Lounge recentemente e fiquei impressionado – mais do que quando fiz um test-drive no Fluence GT, que é excelente, mas não me encantou tanto.

  • Vinicius

    Mas entendo o que você diz…

  • Bera Silva

    Lotus Seven Réplica – Escolha óbvia!!!
    Também tenho o livro do Chris Gibbs. Dá muitas idéias.
    Te dou meu potentíssimo motor 1.6/S gasolina completo e você me ajuda com a dinâmica do meu Chepalinha.

    • MAO

      Bera!
      Fechado!
      MAO

      • Bera Silva

        Fechado!! Leva junto cabeçote álcool e mais algumas miudezas. Só marcar pra vir buscar.
        gtb_s2@hotmail.com

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Então quer dizer que é essa a aberração? O carro só vendeu pouco porque o brasileiro se borra só de pensar que o carro virar mico se for de câmbio manual. Isso sim é que é aberração. Dê Fluence GT com parte de pagamento por um Renault novo e o valor oferecido é lá em baixo. Mas experimente passar pela concessionária alguns dias depois e vê-lo exposto. Dê só uma perguntadinha no preço, você vai tomar um susto. Não conhece o velho ditado “”Nem todo … é, mas todo … é?”

  • Lucas Romeiro

    Concordo que esse detalhe não é suficiente para descartar a compra do carro. Mas daí a dizer que é uma questão de estilo eu já discordo, pois a take up!, por exemplo, tem a lataria aparente e o painel em plástico na cor cinza, que no caso não faz a combinação da cor do veículo com elementos do interior. Sejamos sinceros, é uma economia de palitos!
    Quanto ao “up! não se preocupar em parecer ‘de segmento superior'”particularmente vejo nisso uma das causas de seu insucesso, até porque temos que admitir que no caso não está em jogo a “personalidade do carro”, mas sim o que os consumidores esperam dele.

    • Renato Mendes Afonso

      Não apenas uma questão de estilo, mas sim transformar a “economia de palitos” (falta de forração) em algo mais agradável possível (ou menos desagradável, como preferir) aos olhos. Sei que não represento os consumidores em geral, mas eu, particularmente, não vejo nada de errado esteticamente no interior do take up!. Talvez pudesse ter plástico colorido no interior do carro, mas o resultado atual em nada me desagrada.

      Quanto a uma das causas do insucesso, nesse ponto concordo com você. Inclusive, up! e Ka Hatch eu vejo em minha cidade em quantidades parecidas (sendo que o primeiro chegou mais cedo no mercado). Posso estar errado, mas me parece que o consumidor médio espera certa sofisticação nos produtos (talvez o motivo da Hyundai fazer tanto sucesso).

    • ricardo kobus

      É que brasileiro sempre quer ser mais do que realmente é!
      Se o up! é do segmento de entrada, por que exigir que ele pareça de um segmento superior?
      E o Palio Fire, o que me diz do acabamento interno dele?

      • Lucas Romeiro

        Me desculpe, Ricardo, mas se você se contenta com um acabamento ruim… A verdade é que se é para criticar um carro vão dizer: “as fabricantes desrespeitam o consumidor brasileiro e só fazem carros com acabamento ruim etc.”, mas se for pra defender um carro, vão dizer: “se o up! é do segmento de entrada, por que exigir que ele pareça de um segmento superior?”.
        Apenas para colocar a sua frase em um plano mais explícito e com o mesmo espírito, eu poderia dizer: “Se o Brasil é um país de terceiro mundo, por que exigir que o governo seja honesto?”. Sei que não foi isso que você disse, mas quero demonstrar que seu pensamento é incoerente.

  • KzR

    Mais uma lista incrível, MAO. A seleção foi ótima dos compactos aos pouco prováveis carros esporte. Tenho uma birra contra o Focus 1,6 e o 328 GT (estilo), algo possivelmente sanado com um contato mais íntimo. Em minha opinião, espero que em 2015 tenhamos as chances de por as mãos em um RS e GT-86, carros brilhantes atualmente.

    O Seven foi para fechar com chave de ouro. Ainda que o C20XE e o B16A usados nos da matéria sejam excelentes pedidas, eu compartilho do gosto em usar o Fiasa (bem girador) – afinal, estou me criando em meio a Chevettes, rs.

    • MAO

      KzR,
      Não tenha birra, carros muito legais…
      Valeu, que bom que gostou!
      MAO

  • KzR

    Suponho que esse Karmann-Ghia seja mais espaçoso que um Landau… rsrs

  • Juvenal Jorge

    Todos os comentários sobre o up! podem ser resumidos assim: a VW achou que estava fazendo um smart melhor, e poderia cobrar caro por isso.
    Adoro simplificações!

  • Ricardo

    MAO, sou fã dessa tua coluna. Leitor assíduo dos “Dez Melhores Carros” desde que começou.

    • MAO

      Ricardo,
      Obrigado por ler! Valeu mesmo!
      MAO

  • Luiz Otávio Rujner Guimarães

    Prezado MAO,

    Sempre leio o Ae, contudo, apesar de gostar de carros e mecânica, nunca postei comentários, prefiro me ater às matérias, e sem querer parecer bajulador, considero muito boas. Encontrei na web o link que postei abaixo com desenhos técnicos e manual de montagem do Seven. Como outro leitores também demonstraram interesse no assunto resolvi compartilhar o endereço. Acredito que não estou ferindo nenhum regulamento do blog.

    http://locost7.info/files/

    • MAO

      Luiz,
      Obrigado por ler!
      E o site é muito útil, sensacional, muito obrigado pela dica!
      MAO

  • Gustavo F. C.

    Parabéns pelo ótimo post. Leio diversos blogs de carros já há alguns anos, e sem dúvida, este aqui é o melhor.

    • MAO

      Gustavo,
      Grato pela preferência!
      Forte abraço!
      MAO

  • Lorenzo Frigerio

    Sim, mas você deve ter visto minha afirmação de que a solução faria sentido em outros tempos, quando os motores eram 16V aspirados e os câmbios automáticos, de 4 marchas.
    Basicamente, você corroborou o que eu disse.

  • Leonardo Mendes

    Então, acabei não alugando o carro por todo o fim de semana mas dei uma volta rápida com ele e gostei bastante do carro… achei bem ágil, com uma condução bem acertada.

  • João Victor

    O VW up! é um carro que habita meus sonhos desde 2008, quando foi lançado como protótipo… Eu sempre falei que ele seria meu primeiro carro, hoje chegou a hora de procurar meu primeiro carro… Depois de 6 anos sonhando com o up! estou com duvidas.

  • Pedro

    Esse Renault Mégane, baita sonho de consumo.
    Quero comprar ele ou o Focus
    Abraço,

    Pedro Marques
    Web Desenvolvedor
    no site Classificados http://br.negocio.com